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10 Animais peçonhentos

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Parasitologia
Aula 10: Animais peçonhentos
Apresentação
Em nossa última aula, compreenderemos a dinâmica dos principais acidentes por animais peçonhentos e as diferenças
entre animais venenosos e peçonhentos.
Estudaremos as principais serpentes, aranhas e escorpiões com ocorrência no Brasil. Conheceremos os agentes
etiológicos de serpentes dos gêneros Bothrops, Crotalus, Micrutus e Lachesis. Aranhas dos gêneros Loxosceles, Phoneutria
e Lactrodectus e os principais escorpiões do gênero Tityus.
Por �m, entenderemos os aspectos epidemiológicos no Brasil, mecanismos de ação do veneno, as características clínicas,
estratégias de controle e prevenção.
Objetivos
Diferenciar animais peçonhentos e venenos;
Identi�car os principais gêneros e espécies de serpentes, escorpiões e aranhas peçonhentas;
Discutir as formas de prevenção para evitar acidentes com animais peçonhentos.
Animais venenos X animais peçonhentos
O veneno dos animais são substâncias tóxicas usadas, principalmente, para defesa ou predação. Fazem parte desse grupo as
serpentes, os escorpiões, as aranhas, os sapos e as abelhas.
Os animais que causam envenenamento podem ser divididos em animais:
Clique nos botões para ver as informações.
Produzem toxinas, mas não as injetam na vítima.
Exemplo:
Os sapos que possuem glândulas de veneno.
Quando o sapo se sente ameaçado, contrai as glândulas de veneno e o espirra contra a sua vítima. O veneno pode causar
irritações nos olhos e na boca.
Venenosos 
Atenção! Aqui existe uma videoaula, acesso pelo conteúdo online
Inoculam as toxinas diretamente na vítima.
Exemplo:
É o caso de aranhas, escorpiões e cobras.
A gravidade dos acidentes pode variar desde efeitos leves e espontaneamente reversíveis até o óbito.
Peçonhentos 
Serpentes
As serpentes são répteis carnívoros que apresentam o corpo alongado, revestido por escama, sem membros e sem pálpebras.
São animais exotérmicos, ou seja, necessitam de fontes externas de calor para regular a temperatura corporal.
As serpentes podem ser encontradas em praticamente todos os ambientes, com exceção da Antártida. Concentram-se mais
nas regiões tropicais e subtropicais.
Algumas são arborícolas, outras terrícolas e, também, existem as chamadas serpentes fossoriais, que vivem em galerias no
solo e buracos. Outras são aquáticas e umas poucas são marinhas.
Todas as serpentes podem morder, mas apenas as que possuem dentições
proteróglia e solenóglia são consideradas de interesse médico, pois são
capazes de inocular o veneno que causa signi�cativo danos à saúde
humana.
As serpentes peçonhentas no Brasil pertencem às famílias Viperidae e Elapidae.
Na família Viperidae estão incluídos os gêneros:
1
Bothrops, Bothriopsis, Bothrocophias, Rhinocerophis
(jararacas, jararacuçu, urutu), responsáveis pelos acidentes
botrópicos.
2
Crotalus (cascavel, boi-cininga, maracamboia), responsáveis
pelos acidentes crotálicos.
3
Lachesis (surucucu, jacuntinga, pico-de-jaca), responsáveis
pelos acidentes laquéticos
Atenção
O acidentado deve ser encaminhado o mais rápido possível para um local de atendimento a �m de receber o tratamento correto.
Características das dentições para identi�cação das cobras de
interesse médico
A dentição das serpentes é uma característica importante pois a inoculação do veneno depende das presas apropriadas para
esta função.
As serpentes são divididas em 4 grupos, de acordo com a sua dentição e capacidade de injetar a peçonha (Figura 1):
 Figura 1: Características das arcadas dentárias dos dois tipos de serpentes de importância médica. (A) proteróglifas; (B) solenóglifas. | Fonte: Adaptado
de MONACO, L.M., MEIRELES F.C., ABDULLATIF M.T.G.V., 2017
Clique nos botões para ver as informações.
Não apresenta presas capazes de inocular veneno pois seus dentes são maçicos, sem canal central de sulco externo.
Fazem parte dessa classi�cação as jiboias e sucuris.
Áglifa 
Possui duas ou mais presas com sulco externo, pelo qual o veneno é injetado, localizadas ao fundo da maxila superior.
Fazem parte dessa classi�cação as falsas cobras corais.
Opistóglifa 
Dotada de um par de presas �xas com um canal central, na parte anterior da maxila superior, por onde escorre o veneno.
Além disso, as toxinas muito potentes produzidas pelas glândulas de veneno fazem com o que, em caso de acidente,
possa ser necessário o uso de soro antiofídico para neutralização do veneno. Como exemplo temos a coral-verdadeira
(Figura 1A).
Proteróglia 
Possui um par de presas inoculadoras, com um canal central, grandes, pontiagudas e retráteis. Serpentes como a
jararaca, cascavel e surucucu podem projetar seu grande dente inoculador para frente que �ca na sua maxila superior.
Esse dente é oco cuja peçonha escorre por dentro dele e, portanto, é altamente especializado para inoculação da
peçonha. O único tratamento e�caz é o soro antiofídico (Figura 1B).
Solenóglifa 
Espécies perigosas no Brasil
Gênero Bothrops
O gênero Bothrops é o grupo de serpentes peçonhentas
mais comum no Brasil, causando o maior número de
acidentes. No nosso país, é representada pela jararaca,
encontrada em vários ambientes, ocupando todo o território
nacional. Vivem no chão e nas árvores. Podem atingir até
1,5m de comprimento (Figura 2A).  Figura 2: Exemplos dos principais gêneros de serpentes peçonhentas no Brasil. (A)
Jararaca, (B) Cascavel, (C) Surucucu-pico-de-jaca, (D) Coral-verdadeira. | Fonte: Adaptado
de MONACO, L.M., MEIRELES F.C., ABDULLATIF M.T.G.V., 2017
O veneno possui 5 grupos de atividades �siopatológicas:
1
Proteolíticas
2
Coagulantes
3
Vasculotóxica
4
Anticoagulantes
5
Nefrotóxica
O veneno botrópico também é nefrotóxico, sendo a insu�ciência renal aguda uma sequela que pode acometer o paciente.
A maioria dos acidentes botrópicos acontecem nos meses quentes e
chuvosos.
Nem sempre as marcas das presas são evidentes o que pode di�cultar a identi�cação da espécie. Os sinais clínicos do
acidente botrópico se instalam em pouco tempo e são caracterizados por dor intensa, edema e hemorragia com esquimoses
(manhas roxas).
Podem aparecer bolhas e até necrose (morte dos tecidos acometidos). Infecções secundárias, devido à inoculação das
bactérias presentes na boca da serpente, podem ser um agravante importante.
Se o atendimento não for rápido, pode levar ao amputamento dos membros
atingidos.
Gênero Crotalus
As serpentes desse gênero são robustas, não agressivas e pouco ágeis. Possuem fosseta loreal, dentição solenóglifa e um
chocalho ou guizo na extremidade da cauda.
No Brasil, é representada por apenas uma espécie, Crotalus durissus, chamada de cascavel.
São encontradas em todo o território brasileiro, principalmente em ambientes abertos e secos como nos cerrados, nas regiões
áridas e semiáridas do Nordeste, nos campos e áreas abertas do Sul, Sudeste e Norte. Podem atingir até 1,5m de comprimento
(Figura 2B)
Estão em segundo lugar dentro dos acidentes ofídicos
que ocorrem no Brasil.
 (Fonte: / Shutterstock)
Em geral, os acidentes crotálicos ocorrem nas primeiras horas da noite, pois é o horário que essas serpentes saem para caçar.
Por isso, é frequente que os acidentes sejam identi�cados no dia seguinte. 
No local da picada, ocorre inchaço e formigamento. O veneno possui ação neurotóxica, miotóxica e coagulante. Podem causar
fraqueza, turvação, paralisia dos músculos da face e urina escura causada por insu�ciência renal aguda nos casos mais graves.
Gênero lachesis
O gênero Lachesis está representado no Brasil principalmente pela surucucu-pico-de-jaca.
São serpentes ovíparas, grandes, que podem chegar a 3,5m de comprimento e vivem no chão. Apresentam fosseta loreal e a
cauda com as últimas �leiras de subcaudais modi�cadas e eriçadas, terminando em forma de “espinho”.
Atenção
Ela é encontrada, principalmente, em matas densas. A distribuição �ca restrita à faixa litorânea da Mata Atlântica da região
Nordeste e à Floresta Amazônica (Figura 2C).
O acidente laquético é pouco frequente (1,4% do total de acidentes humanos por serpentespeçonhentas) e é parecido com o
acidente botrópico com sintomas de dor intensa, sudorese, cólicas abdominais, cólicas, edema, esquimose com surgimento de
bolhas, infecções e necrose do tecido onde foi inoculado o veneno.
Há também presença de bradicardia (diminuição da frequência dos batimentos cardíacos) e hipotensão (queda da pressão
arterial) nos casos mais graves.
Gênero Micrurus
No Brasil, há 19 espécies de Micrurus. O gênero é representadaa pela coral verdadeira, conhecida pelas cores vivas e anéis ao
longo do corpo.
São serpentes de tamanho mediano que apresentam anéis corporais de colorações pretas, amarelas, brancas e vermelhas. Os
olhos são pequenos com pupilas arredondas. Possuem dentição proteróglifa e não tem fosseta loreal.
Esse grupo compreende 18 espécies diferentes, distribuídas amplamente pelas diferentes regiões do país. Vivem no chão, sob
a vegetação morta ou em buracos no solo.
Saiba mais
O acidente com Micrurus é raro no Brasil, pois estas serpentes não são agressivas e habitam o semissubterrâneo (Figura 2D). O
veneno é tóxico para os nervos e músculos, provocando turvação visual, paralisia muscular, que pode comprometer a respiração
do paciente.
Arthrópoda
Arthrópoda é o �lo com maior abundância em espécies, correspondendo a mais de 80% das espécies animais existentes.
O exoesqueleto externo e as patas articuladas são estruturas
facilmente identi�cadas desse �lo.
Dentre os animais de importância médica, estão as aranhas e os escorpiões, que se alimentam de outros artrópodes e de
pequenos animais e, por não possuírem mandíbulas para triturar o alimento, utilizam-se de duas quelíceras para segurar e
dilacerar a presa.
 
Para ingerir o alimento injetam enzimas digestivas sobre a presa, transformando-a em líquido que é, então, sugado para o
interior do estômago.
O veneno da maioria desses animais é pouco tóxico para o homem, mas
determinadas espécies podem representar perigo, especialmente para as
crianças. O número de casos fatais é baixo e existem soros contra a picada
desses animais.
Aranhas
Existem mais de 30 mil espécies de aranhas descritas no mundo, a sua grande maioria é dotada de peçonha. Muitas espécies
vivem próximas às residências, podendo ser encontradas até dentro delas.
Atenção
Todas as aranhas possuem venenos, mas nem todas provocam acidentes. A maioria das aranhas que habitam o interior das
casas ou constroem teias geométricas não são peçonhentas e a picada pode causar apenas um quadro alérgico, com
vermelhidão e coceira no local da picada.
 Figura 4: Exemplos das principais espécies de aranhas peçonhentos no Brasil. (A) Aranha-armadeira, (B) Aranha marrom, (C) Aranha-
viúva-negra. | Fonte: Adaptado de MONACO, L.M., MEIRELES F.C., ABDULLATIF M.T.G.V., 2017.
 3 gêneros responsáveis pelos acidentes aracnídeos no Brasil
 Clique no botão acima.
Phoneutria nigriventer
Essas aranhas não fazem teias, são grandes e podem medir até 17cm de comprimento.
São conhecidas como aranhas-armadeiras por se armarem nas patas traseiras e exporem as dianteiras ao sinal de
perigo.
Possuem coloração marrom, com pequenos pontos mais claros no abdome, dispostos em sequência. São
extremamente agressivas, com hábitos noturnos e irregulares.
Embora seja distribuído por todo o território brasileiro, o Sul e o Sudeste registram a maioria dos acidentes causados
pelo gênero Phoneutria spp.
São encontradas nas proximidades de áreas urbanas, principalmente em locais com acúmulo de material de
construção, caixas de frutas, cachos de banana e meio de folhagens e pedras. Terrenos baldios são os principais
pontos de ocorrência (Figura 4A).
Os acidentes com aranha-armadeira ocorrem com mais frequência quando as pessoas estão se calçando, limpando
jardins e manipulando legumes e frutas (principalmente bananas).
A picada de Phonetria causa dor acentuada, tremores, câimbras, convulsões, paralisia, arritmias, distúrbios visuais e
sudorese.
Os sintomas são mais graves em crianças e se não for tratado pode levar a morte. Envenenamentos graves podem
causar distúrbios respiratórios e cardíacos
Loxosceles spp.
Entre os gêneros de interesse médico e veterinário, o gênero Loxosceles spp. possui um veneno de alta toxicidade
sendo responsável por 40% dos acidentes com aranhas de importância médica em humanos no Brasil.
São popularmente conhecidas como “aranhas marrons” por apresentarem coloração que varia do marrom claro ao
marrom escuro. São pequenas, contendo de 8mm a 15mm de corpo com patas longas de 30mm.
A aranha marrom constrói teias irregulares e densas, lembrando algodão des�ado. Instala-se em fendas de barrancos,
junto e sob casacas de árvores, cavernas, bambuzais. Podem entrar em residências onde preferem locais escuros e de
difícil acesso (Figura 4B).
A aranha marrom não é agressiva e só pica quando comprimida contra a pele. Por isso, os acidentes ocorrem,
principalmente quando as pessoas estão se vestindo ou dormindo.
A picada não é muito dolorosa e pode passar despercebida. Em algumas horas, o local �ca vermelho e, após 12 a 24
horas, torna-se arroxeada evoluindo para a necrose (morte dos tecidos).
Algumas vezes, as lesões são profundas e necessitam de procedimento cirúrgico para remoção da massa necrosante.
É comum, nos primeiros dias após a picada, apresentar vermelhidão pelo corpo, febre, mal-estar, náuseas e vômito e,
mais raramente, anemia e urina escura.
A síndrome clínica produzida pela picada dessa aranha loxoscelismo desenvolve-se de duas formas distintas:
Cutânea com uma ferida de difícil cicatrização.
Cutânea-visceral, cujo veneno leva à insu�ciência renal e a distúrbios de coagulação que podem levar à morte.
Latrodectus curacaviensis 
São representados pela aranha-viúva-negra também chamada em alguns lugares de �amenguinha ou aranha-de-
barriga-vermelha.
Sua principal característica é o seu abdômen globoso com um desenho em forma de ampulheta em tons laranjas ou
vermelho na parte inferior do seu abdômen. A cabeça e as patas possuem coloração preta intensa.
As fêmeas são bem maiores do que os machos podendo chegar a 1,5cm enquanto os machos possuem poucos
milímetros. Em geral, não são agressivas e inoculam veneno quando são esmagadas ou comprimidas contra o corpo.
Característica interessante é que se �ngem de mortas quando se sentem ameaçadas. São encontradas
principalmente no Nordeste e Sudeste do Brasil (Figura 4C).
Devido ao seu comportamento pouco agressivo, os acidentes com aranhas viúvas-negras são raros. Após a picada
pode haver dor e vermelhidão no local. Mais raramente, ocorre sudorese em todo o corpo, tremores e contraturas
musculares.
Escorpiões
Todas as espécies de escorpiões possuem veneno, mas nem todas são capazes de injetar seu veneno através do agulhão ou
ferrão, em humanos. Isso faz com que poucos escorpiões sejam capazes de provocar acidentes em humanos.
Esses animais utilizam o veneno para caçar suas presas ou para
defesa. Gostam de locais escuros e possuem atividade intensa
durante a noite, permanecendo escondidos durante o dia.
São encontrados com facilidade em terrenos baldios, entulhos, tijolos, caixa de gordura, lixeira e fossas de lixo. São locais onde
encontram abrigo e alimento, principalmente baratas, com facilidade.
Atenção! Aqui existe uma videoaula, acesso pelo conteúdo online
Principais espécies de interesse médico
 Exemplos das principais espécies de escorpiões peçonhentos no Brasil. (A) Escorpião-amarelo, (B) Escorpião-marrom,
(C) Escorpião-amarelo-do-Nordeste, (D) Escorpião-preto-da-Amazônia. | Fonte: Adaptado de MONACO, L.M., MEIRELES
F.C., ABDULLATIF M.T.G.V., 2017.
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Popularmente chamado de escorpião-amarelo. Possui pernas e cauda amarelo-claro (a parte inferior do �nal da cauda
apresenta coloração escura). É característica a presença de uma serrilha nos 3° e 4° segmentos da cauda. Mede até 7cm
de comprimento.
T. serrulatus é encontrado na região Sudeste e nos Estados do Paraná, Bahia e Goiás. Essa espécie tem apresentado
relativa expansãona sua distribuição devido a sua elevada capacidade de proliferação (partenogênese) e pelo
canibalismo, o que reduz a população das demais espécies de escorpiões da região (Figura 5A).
Tityus serrulatus 
Chamado de escorpião-marrom. Apresenta tronco escuro, pernas e palpos com manchas escuras e cauda marrom-
avermelhada.
Não possui serrilha na cauda, e o adulto mede cerca de 7 cm. É encontrado na região Sul e em São Paulo, Minas Gerais,
Mato Grosso do Sul e Goiás (Figura 5B).
Tityus bahiensis 
Conhecido como scorpião-amarelo-do-Nordeste. Possui pernas, tronco e cauda amarelo-claro, com faixa escura na parte
superior do tronco e uma mancha triangular na parte dianteira do corpo.
Outra característica é uma macha escura na parte inferior do último segmento da cauda e uma serrilha nos 3 e 4 anéis da
cauda. Está distribuído pela região Nordeste (Figura 5C).
Tityus stigmurus 
Conhecido como escorpião-preto- da-Amazônia. Possui coloração preta e as vezes um pouco avermelhada, geralmente
está presente na região Norte (Figura 5D).
Tityus obscurus 
Medidas preventivas para evitar acidentes com animais
peçonhentos
Os acidentes ocasionados por escorpiões são muito parecidos com os de aranhas-armadeiras. O veneno pode levar à morte,
principalmente de crianças pequenas.
A picada pode causar dor forte e imediata no local, vermelhidão discreta e sudorese �na. Em crianças, o quadro pode agravar e
haver alterações sistêmicas como vômito, sudorese excessiva, hipertensão, hipotensão e alteração dos batimentos cardíacos,
principalmente em crianças.
Em caso de acidentes com aranhas e com escorpiões o mais recomendado é levar a vítima imediatamente para uma unidade
de saúde. Dependendo da idade e gravidade dos ferimentos é administrado soro antiescorpiônico ou soro antiaracnídico.
Vamos conhecer algumas medidas preventivas:
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Usar sapatos fechados quando andar por áreas com mato denso.
Usar luvas grossas para exercícios que mexam com terra, folhas etc.
Não colocar as mãos em buraco e tomar cuidado ao revirar cupinzeiros.
Evitar acúmulo de lixo e entulho.
Não montar acampamento próximo a áreas onde normalmente há roedores (plantações, pastos ou matos) e, por
conseguinte, maior número de serpentes.
Serpentes 
Manter jardins e quintais limpos.
Evitar acúmulo de entulhos nas proximidades da casa.
Não colocar as mãos em buracos, sob pedras e em troncos podres.
Usar calçados e luvas grossas nas atividades de jardinagem.
Vedar frestas, buracos e soleiras de portas e janelas.
Veri�car roupas e sapatos antes de usá-los.
Aranhas e escorpiões 
Atividade
1. Nem todos os animais que possuem veneno são peçonhentos. Assinale a alternativa que correspondente à a�rmação acima:
a) São considerados peçonhentos os animais que inoculam seu veneno nas vítimas.
b) São considerados peçonhentos os animais que espirram o veneno nas vítimas.
c) São considerados peçonhentos os animais que possuem dentes especiais de inoculação chamados de peçonha.
d) Os animais peçonhentos são um grupo específico de animais e usam o veneno para paralisar suas vítimas.
e) Os animais peçonhentos possuem glândulas de veneno. A peçonha é capaz de coagular o sangue da vítima.
2. As solenóglifas são as serpentes cuja dentição são especializadas no inóculo da peçonha. No Brasil, existem 4 gêneros que
possuem essa dentição. São eles:
a) Bothrops, Crotalus, Sinophops, Micrurus
b) Crotalus, Pleurodelis, Lachesis, Micrurus
c) Bothrops, Crotalus, Lachesis, Micrurus.
d) Tityus, Crotalus, Lachesis, Micrurus.
e) Bothrops, Crotalus, Lachesis, Tityus.
3. Os escorpiões e as aranhas se adaptaram bem às áreas urbanas. Uma das condições que atraem esses artrópodes é a
presença de:
a) Ratos
b) Baratas
c) Larvas de moscas
d) Caramujos
e) Moscas
4. Sobre a picada de serpentes pode-se dizer que:
a) As picadas são sempre evidentes no paciente.
b) A melhor forma de prevenir o espalhamento do veneno é a realização do torniquete próximo à área mordida.
c) A melhor forma de prevenir o espalhamento do veneno é sugar o sangue em torno da ferida causada pela mordida.
d) O único tratamento eficaz é a aplicação do soro antiofídico de qualquer serpente
e) O único tratamento eficaz é a aplicação do soro antiofídico específico para o gênero da serpente.
5. Dentre as aranhas peçonhentas, a aranha-armadeira é um dos gêneros mais comuns. Isso se deve a presença dela:
a) Em pedras, entulhos, rochas e arenito.
b) Em casa de barro, encostas e barrancos.
c) Em gramados, calçados e frestas de casas.
d) Em frestas de portas e janelas, buracos e debaixo de troncos de árvores.
e) Em jardins, calçados e manipulando alimentos como a banana.
6. Sobre os acidentes com aranhas e escorpiões peçonhentos, deve-se:
a) Cobrir com pomadas o local da picada.
b) Lavar o local da picada com água e sabão e fazer torniquete na área lesionada.
c) Levar imediatamente para o hospital para receber soro antiofídico.
d) Levar imediatamente para o hospital para receber soro antiaracnídico e soro antiescorpiônico.
e) Fazer compressas com água morna para reduzir a dor local e fazer torniquete.
Notas
Título modal 1
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Referências
BRASIL. Ministério da Saúde. Acidentes por animais peçonhentos: o que fazer e como evitar. http://www.saude.gov.br/saude-
de-a-z/acidentes-por-animais-peconhentos. Acesso em: 30 jul. 2019.
CARDOSO, J. L. C. et. al. Animais peçonhentos no Brasil: biologia, clínica e terapêutica dos acidentes. São Paulo: Editora Sarvie,
2003.
FRANÇA, F. O. S. et. al. Acidentes por animais peçonhentos. v.7. In: MARTINS, M. A. et.al. Clínica Médica. São Paulo: Editora
Manole, 2009.
MONACO, L.M., MEIRELES F.C., ABDULLATIF, M.T.G.V. Animais Venenosos: serpentes, anfíbios, escorpiões, insetos e lacrais. 2.
ed. São Paulo: Instituto Butantan, 2017.
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