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TCC AUTISMO

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do autismo é relativa a diferentes formas de identificar déficits com objetivos 
diagnósticos. As características diagnósticas do autismo tais como os déficits na área social 
e problemas de comunicação, são úteis para distingui-las de outras deficiências, mas são 
relativamente imprecisos na sua conceituação de como o individuo entende o mundo, como 
age com base nesta compreensão e aprende. 
 
1.10 A Formação dos Professores de Alunos Autistas 
 
Apesar de muito empenho sabe-se que a inclusão implica em transformações 
lentas e sofridas e que não acontecerá da noite para o dia. Mudar a escola é uma árdua 
empreitada que exige que se coloque sempre a aprendizagem como base, pois ela foi 
constituída para que todos aprendam de acordo com suas peculiaridades. 
Os profissionais de educação estão cada vez mais se deparando com um grupo 
heterogêneo de alunos, o que dificulta o trabalho e o seu desenvolvimento. Os docentes se 
vêem impotentes e forçados a encontrar respostas aos diversos problemas presentes em sala 
de aula. Os alunos ditos normais já são por si só um desafio constante, pois sabe-se que 
cada um tem um ritmo próprio e não respondem da mesma forma aos conteúdos 
lecionados. Esse fator toma proporções ainda mais alarmantes e desesperantes quando se 
 
 
tratam de alunos com necessidades educativas especiais. Apesar da formação acadêmica, o 
educador sente-se frustrado perante tantos obstáculos, pois não sente o apoio desejado nem 
possuem na maior parte das vezes, condições de trabalho favoráveis ao combate dos 
mesmos. Porém muito dos educadores conscientes dessa realidade que nos rodeia, partem 
numa exploração sem fim par obter algumas respostas, noções, estratégias, enfim, tudo que 
seja útil para prestar auxílio aos alunos mais necessitados, tornando a sua prática 
pedagógica a mais completa e frutífera possível. 
O aluno autista requer que seu aprendizado receba uma atenção especial e uma 
formação específica por parte dos professores devido ao conjunto de sinais e sintomas 
peculiares a essa síndrome. É necessário haver muita conversa com a família e muita troca 
de informações com toda equipe multidisciplinar envolvida no processo para que 
consigamos uma ajuda eficaz a esse aluno. 
Os professores diante de tantas interrogações, tantas dúvidas necessitam de uma 
formação mais aprofundada e porque não dizer um reconhecimento também financeiro 
objetivando a prática da real inclusão desses alunos em sala de aula. É necessário que haja 
uma sinalização prévia dos possíveis casos de autismo em sala de aula para que a 
intervenção aconteça o mais previamente possível. Sabemos que quanto mais cedo esses 
casos forem diagnosticados e tratados não só na esfera médica como também no 
educacional, os professores terão mais facilidades em reduzir ou até mesmo anular certos 
comportamentos que possam a vir comprometer a vida acadêmica dessas crianças. O 
educador infantil ao se deparar com um aluno autista deverá ter em mente que terá como 
objetivos principais desenvolver ao máximo as competências, favorecer um equilíbrio 
pessoal o mais harmonioso possível, fomentar o bem estar emocional e apresentar-lhe um 
mundo repleto de relações significativas. 
O professor precisa prever concretamente os estímulos condicionantes em 
função do objetivo que pretende atingir para uma determinada tarefa, para isso ele deverá: 
Não trabalhar muitos aspectos ao mesmo tempo, tendo o cuidado de escolher as 
prioridades, sempre utilizar uma linguagem clara e precisa, estabelecer rotinas de fácil 
assimilação e entendimento, ser consistente ao trabalhar comportamentos particulares e se 
preciso for pedir ajuda aos psicólogos da instituição, a comunicação entre os indivíduos 
envolvidos na educação da criança autista devera ser continua, ou seja, todos devem usar a 
mesma regra, sempre que possível tentar utilizar uma postura calma e divertida ao se 
deparar com os comportamentos inadequados, quando a intervenção e a confrontação se 
fizerem necessários certificar-se antecipadamente de que é capaz controlar a situação com 
sucesso, ser sempre cuidadoso para não reforçar comportamentos indesejáveis, ter o hábito 
de dividir todas as tarefas de comportamentos a serem trabalhados e abordados em passos 
 
 
pequenos, ser paciente e persistente pois o comportamento da criança autista demora a se 
modificar, solicitar ajuda sempre que necessário for, ter em mente os pontos positivos da 
situação e não olhar só para os problemas ou pontos negativos. 
A grande problemática e o grande obstáculo dos professores diante dos alunos 
autistas são justamente a falta de qualificação específica desses profissionais e as salas de 
aula cada vez mais numerosas. Sabemos que a educação da pessoa autista não tem recebido 
a atenção necessária. Até mesmo profissionais competentes que se deparam com esses 
alunos, que parecem não compreender a vida, sentem sua segurança e até mesmo sua 
competência abalada e muitos acabam desistindo. Não podemos esquecer que a educação 
tem papel muito importante no desenvolvimento de todas as crianças, a atividade educativa 
tem por objetivos proporcionar o desenvolvimento de habilidades e competências, garantir 
o equilíbrio pessoal, estabelecer relações significativas e até mesmo proporcionar um bem 
estar emocional. Apesar desses objetivos educacionais serem para todos, os autistas 
necessitam de modelos especiais, uma vez que apresentam fortes deficiências de 
comunicação, interação, e atenção. 
É importante ressaltar que para se educar um autista é preciso também 
promover sua integração social, sendo possível por meio dela aquisição de conceitos 
importantes para a vida. O maior desafio para se garantir uma qualidade de ensino é o de 
existir essa política educacional forte na formação de professores e de um bom projeto 
político educacional. 
A formação de todos os professores atuantes na escola necessita de uma 
coerência com a política educacional que busca a integração dos alunos com necessidades 
especiais no ensino regular. Em se tratando da formação inicial percebemos que apesar da 
grande necessidade, muitos cursos de formação de professores não promovem o 
desenvolvimento na área das necessidades especiais, ou até, por várias vezes não divulgam 
esse conhecimento. 
Em se tratando de educação contínua o que se apresenta aos professores 
raramente está inserido na realidade em que se identificam os problemas das necessidades 
especiais. Sem contar que a disponibilização de materiais oferecidos é crítica, insuficiente e 
inadequada. Para trabalhar com educação especial é preciso ter forte determinação 
profissional, sendo esta fundamental para que se possa desenvolver uma prática 
educacional adequada e eficaz. 
É fundamental para se trabalhar com alunos autistas um profissional com ampla 
formação geral, com capacidades educativas e interdisciplinares, a fim de lidar com os seus 
 
 
alunos de forma plena. Isso porque a formação superior não garante uma prática com 
qualidade melhor ou pior, e sim uma qualificação na área educacional para lidar com as 
inúmeras diversidades existentes no âmbito escolar, é preciso muito mais que graduação. É 
preciso ter competência profissional. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Capítulo II 
 Pais e Educadores – Parceiros no Crescimento da 
Criança Autista. 
 
 
Pais e professores necessitam internalizar o conceito de que quando se trabalha 
com inclusão escolar de alunos autistas, ausência de