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“Doenças Respiratórias” Bronquite Conceito: Bronquite é uma inflamação dos brônquios, canais que conduzem o ar inalado até os alvéolos pulmonares. Ela se instala quando os minúsculos cílios que revestem o interior dos brônquios param de eliminar o muco presente nas vias respiratórias. Esse acúmulo de secreção faz com que eles fiquem permanentemente inflamados e contraídos, provocando principalmente a tosse. Fisiopatologia: Com a presença de partículas ou gases nocivos acontece uma inflamação crônica que aumenta a produção de muco, que fica acumulado nos brônquios e o corpo não consegue eliminá-lo. As inflamações são recorrentes. Tratamento: Não existe tratamento específico para combater os episódios provocados por vírus. Boa hidratação, uso de vaporizadores, de analgésicos, de descongestionantes e evitar a exposição aos fatores de risco são recursos úteis para aliviar os sintomas e prevenir as crises. Cuidados de Enfermagem: Auscultar a área pulmonar a cada 8 horas, aumentar a frequência se houver alterações nos ruídos respiratórios. Manter hidratação adequada para fluidificação das secreções. Manter a umidade adequada do ar inspirado. Administrar medicamentos supressores da tosse, conforme prescrição medica. ASMA Conceito: Asma é uma das doenças respiratórias crônicas mais comuns. As principais características dessa doença pulmonar são dificuldade de respirar, chiado e aperto no peito, respiração curta e rápida. Os sintomas pioram à noite e nas primeiras horas da manhã ou em resposta à prática de exercícios físicos, à exposição a alérgenos, à poluição ambiental e a mudanças climáticas. Fisiopatologia: A asma é o resultado da inflamação crônica das vias respiratórias, a qual provoca uma contração crescente dos músculos lisos envolventes. Isto provoca o estreitamento das vias e os sintomas clássicos do som sibilante ao respirar. Este estreitamento é geralmente reversível, com ou sem tratamento. Ocasionalmente, verificam-se alterações nas próprias vias respiratórias. As alterações mais vulgares são o aumento de eosinófilos e o espessamento do tecido linfoide. Em casos crónicos, o músculo liso das vias respiratórias pode aumentar de tamanho, a par de um aumento do número de mucosas. No processo estão também envolvidos outros tipos de células, como os linfócitos T, macrófagos e neutrófilos, e outros componentes do sistema imunitário, como citocinas, quimiocinas, histamina e leucotrienos. Tratamento: A definição do tratamento é feita a partir dos sintomas, do histórico clínico e da avaliação funcional conforme cada caso. São utilizados medicamentos para alívio rápido dos sintomas e para manutenção do controle da crise. A base do tratamento da asma persistente é o uso continuado de medicamentos com ação anti-inflamatória, também chamados controladores, sendo os corticosteroides inalatórios (bombinha) os principais. Pode-se associar também medicamentos de alívio, com efeito, broncodilatador. Cuidados de Enfermagem: Avaliar o estado respiratório do cliente por meio de monitoramento da intensidade dos sinais/sintomas, sons respiratórios, PFE, oximetria de pulso e sinais vitais; Obter história de reações alérgicas a medicamentos antes da administração das medicações; Identificar os medicamentos que o cliente faz uso atualmente; Administrar os medicamentos, conforme prescrito, e monitorar as respostas do cliente a esses medicamentos, incluindo qualquer antibiótico se o cliente tiver uma infecção respiratória subjacente; Administrar líquidos, caso o cliente esteja desidratado; Auxiliar no procedimento de intubação, se necessário, enquanto é realizado monitoramento rigoroso do cliente, mantendo a família informada. Enfisema Pulmonar Conceito: O enfisema é uma irritação respiratória crônica, de lenta evolução, quase sempre causada pelo fumo, embora outros agentes (poeira, poluentes, vapores químicos) também possam provocá-lo. No enfisema, os alvéolos transformam-se em grandes sacos cheios de ar que dificultam o contato do ar com o sangue, uma vez que foi destruído o tecido por onde passavam os vasos. Fisiopatologia: A α1-antitripsina é uma proteína sérica de fase aguda, secretada pelo fígado, que se liga à elastase dos neutrófilos e a neutraliza. Ela é a antiprotease mais abundante na periferia do pulmão. O tabagismo provoca um processo inflamatório no quais neutrófilos ativados são recrutados para o interior do pulmão e elastase liberada pelos neutrófilos digere o tecido pulmonar na ausência de α1-antitripsina, destruindo os espaços aéreos distais aos bronquíolos terminais. Tratamento: O tratamento deve ser estipulado pelo médico pneumologista (especialista em doenças dos pulmões). O doente deve consultar o médico se tiver falta de ar inexplicável durante vários meses e está a interferir com as suas atividades diárias. O tratamento medicamentoso consiste basicamente em dois grandes grupos de medicamentos inalados: Broncodilatadores e corticoides inalados. Além do tratamento medicamentoso, a reabilitação pulmonar, constituída por técnicas respiratórias (incluindo o tratamento fisioterapêutico), exercício físico, nutrição e ensinos sobre a doença contribuem para a melhoria da dispneia, da tolerância ao exercício e do tempo de vida. O transplante pulmonar é uma opção no enfisema pulmonar muito grave quando todas as outras medidas falharam. Cuidados de Enfermagem: repouso em ambiente arejado e limpo; incentivar a ingestão de líquidos; manter o ambiente calmo e tranquilo; verificar e anotar a temperatura de 4/4 horas; incentivar o paciente a evitar o fumo; evitar o ar poluído e atividades físicas; umidificar o ambiente de repouso com agua fervente; usar lenços de papel na eliminação de secreções; oferecer uma dieta nutritiva; administrar aerosolterapia, distante das refeições; administrar oxigenoterapia. Pneumotórax Conceito: Pneumotórax é a presença de ar entre as duas camadas da pleura (membrana fina, transparente, de duas camadas que reveste os pulmões e o interior da parede torácica), resultando em colapso parcial ou total do pulmão. Fisiopatologia: A pressão intrapleural normalmente é negativa (menor do que a pressão atmosférica) por causa do recuo da parede pulmonar para dentro e da parede torácica para fora. No pneumotórax, o ar de fora do tórax ou do próprio pulmão entra no espaço pleural através dos planos do tecido mediastinal ou através de perfuração pleural direta. A pressão intrapleural aumenta, e o volume pulmonar diminui. Tratamento: O tratamento básico para a estabilização desta patologia é essencialmente a remoção do gás estabelecido entre as pleuras por meio de uma aspiração (punção pleural) ou de uma drenagem pleural fechada em selo d'água. No caso de um pneumotórax simples, o tratamento indicado é a realização de uma drenagem pleural no 5º ou 6º espaço intercostal da linha axilar média. Cuidados de Enfermagem: Aspiração quando necessário; Posição de Fowler; observar sinais de sudorese, náuseas e vômitos; oxigenação; controle de sinais vitais; apoio psicológico e administração dos medicamentos prescritos pelo medico. Hemotórax Conceito: é o derrame e presença de sangue na cavidade pleural. É comumente o resultado de feridas penetrantes. Também pode resultar de qualquer trauma brusco que rompa a vasculatura. O acúmulo sanguíneo inicial dentro da cavidade pleural é o sangramento advindo do parênquima pulmonar. Fisiopatologia: A fisiopatologia relaciona-se com hipóxia tecidual devida à oferta inadequada de oxigênio aos tecidos; hipercapnia em virtude do acúmulo de CO2, e acidose respiratória. Ao exame físico encontramos redução ou ausência de murmúrio vesicular e macicez à percussão Tratamento: Líquido por via intravenosa e às vezes derivados de sangue para manter a pressão arterial e Inserção de dreno torácico; Reposição de líquidos é necessária; Às vezes, tubo de toracostomia; Algumas vezes, toracotomia; Pacientes com sinais de hipovolemia recebem cristaloide IV e, às vezes, hemotransfusão. Cuidados de Enfermagem: Observar o nível de consciência do paciente; oferecer oxigênio 100%; Monitorização:Saturação de oxigênio por oximetria de pulso, tensão arterial e eletrocardiograma. Verificar sinais vitais; cor da pele. Derrame Pleural Conceito: Acontece quando liquido se acumula entre as superfícies pleurais parietal e visceral do tórax. Uma camada fina de liquido esta sempre presente nesse espaço para lubrificação e para facilitar o movimento do pulmão durante a inspiração e a expiração. Se o fluxo normal do liquido for interrompido com excesso de produção ou remoção insuficiente de liquido este será acumulado resultando em derrame pleural. Fisiopatologia: O movimento do líquido através das membranas da pleura é governado pela lei de Starling, o que sugere que o fluxo de líquido é controlado pelo equilíbrio das pressões oncóticas e hidrostáticas dentro dos capilares e do espaço pleural. O equilíbrio dessas forças favorece a reabsorção do líquido através da pleura visceral,mas a maior parte da reabsorção ocorre via linfáticos da pleura parietal, já que a proteína que penetra o espaço pleural não pode penetrar os capilares viscerais. Tratamento: A maioria dos derrames pleurais é pequeno e se resolve em pouco tempo, com a absorção do excesso de líquido espontaneamente pelo próprio organismo. Mesmo nesses casos, é preciso encontrar a causa e tratá-la. Quando o derrame causa sintomas, o tratamento é feito por meio da punção e inserção de um fino cateter entre as costelas inferiores com uso de sedação, para aspirar o excesso de líquido. Em alguns casos, é necessário que um tubo (dreno torácico) seja mantido para que a drenagem seja feita continuamente enquanto exames e outros procedimentos são conduzidos. Cuidados de Enfermagem: Controlar a dor corretamente; monitorar o dreno de tórax; verificar quantidade de líquidos que drenou e a sua cor; registrar os valores obtidos no dreno de tórax e deixar o paciente em repouso na cama ajustada a 45°. Aluna: Márcia Alves