Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

Beneficie-se da
Escola do Ministério
Teocrático
Escola
do
M
inistério
be-T
QUE LIÇÕES
APRENDEMOS DOS
servos de Jeová
do passado?
be-T
Moisés a princı́pio hesitou,
mas permitiu que Deus o usasse Paulo falava de maneira lógica e persuasiva
Apolo era um orador
eloquente, mas estava
disposto a aceitar conselhos
Filipe era um evangelizador zeloso
Natã conseguiu sensibilizar o Rei Davi
A mocinha israelita expressou sua fé com coragem
Pedro pregava com sentimento
Ester falou
com grande respeito
Jeremias
demonstrava
convicção
“Eu, Jeová, sou teu Deus, Aquele que te ensina a
tirar proveito, Aquele que te faz pisar no caminho
em que deves andar.” — Isa. 48:17.
Beneficie-se da
Escola do Ministério
Teocrático
ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ̌̌ˇ
(Nome do estudante)
Página
Bem-vindo à Escola do Ministério Teocrático . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5
Tenha prazer em ler a Palavra de Deus . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 9
‘Preste atenção a como escuta’ . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 13
Você pode melhorar a memória . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 17
Aplique-se à leitura . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 21
Vale a pena estudar! . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 27
Como pesquisar . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 33
Como elaborar um esboço . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 39
Como os estudantes podem elaborar suas apresentações . . . . . . . . . . . 43
Como elaborar discursos dirigidos à congregação . . . . . . . . . . . . . . . . . . 47
Como preparar discursos públicos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 52
Desenvolva a habilidade de ensinar . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 56
Como melhorar a habilidade de conversar . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 62
Saiba responder . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 66
Comunicação por meio de cartas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 71
Continue a progredir! . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 74
Programa para desenvolver a oratória e a arte de ensino . . . . . . . . . . . . 78
Caracterı́sticas de oratória . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 79
Use cenas variadas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 82
A mensagem que devemos divulgar . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 272
Orientações para o superintendente da escola . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 282
´
Indice remissivo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 286
Sumário
˘ 2001
WATCH TOWER BIBLE AND TRACT SOCIETY OF PENNSYLVANIA
ASSOCIAÇ
˜
AO TORRE DE VIGIA DE B
´
IBLIAS E TRATADOS
Todos os direitos reservados
Beneficie-se da Escola do Ministério Teocrático
Editoras
WATCHTOWER BIBLE AND TRACT SOCIETY OF NEW YORK, INC.
Brooklyn, New York, U.S.A.
ASSOCIAÇ
˜
AO TORRE DE VIGIA DE B
´
IBLIAS E TRATADOS
Rodovia SP-141, km 43, Cesário Lange, SP, 18285-901, Brasil
Edição de dezembro de 2014
Esta publicação não é vendida. Ela faz parte de uma obra educativa bı́blica,
mundial, mantida por donativos.
A menos que haja outra indicação, os textos bı́blicos citados são da
Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas com Referências.
Benefit From Theocratic Ministry School Education
Portuguese (Brazilian Edition) (be-T)
ISBN 85-7392-065-3
Made in Brazil Impresso no Brasil
1 Leitura exata . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 83
2 Articulação clara . . . . . . . . . . . . . . . . . . 86
3 Pronúncia correta . . . . . . . . . . . . . . . . 89
4 Fluência . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 93
5 Uso correto de pausas . . . . . . . . . . . . . 97
6 ˆEnfase segundo o sentido . . . . . . . . . 101
7 ˆEnfase nas ideias principais . . . . . . . 105
8 Volume apropriado . . . . . . . . . . . . . . . 107
9 Modulação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 111
10 Entusiasmo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 115
11 Cordialidade e sentimento . . . . . . . . 118
12 Gestos e expressões faciais . . . . . . . . 121
13 Contato visual . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 124
14 Naturalidade . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 128
15 Boa aparência . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 131
16 Equilı́brio . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 135
17 Uso do microfone . . . . . . . . . . . . . . . . 139
18 Uso da Bı́blia ao responder
a perguntas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 143
19 Incentivo ao uso da Bı́blia . . . . . . . . 145
20 Introdução eficaz de textos
bı́blicos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 147
21 Leitura de textos com ênfase
adequada . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 150
22 Aplicação correta dos textos . . . . . . . 153
23 Esclarecer o valor prático
da matéria . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 157
24 Escolha de palavras . . . . . . . . . . . . . . . 160
25 Uso de esboço . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 166
26 Apresentação lógica da matéria . . . 170
27 Proferimento espontâneo . . . . . . . . . 174
28 Estilo conversante . . . . . . . . . . . . . . . . 179
29 Qualidade da voz . . . . . . . . . . . . . . . . . 181
30 Mostrar interesse nos outros . . . . . . 186
31 Respeito pelos outros . . . . . . . . . . . . . 190
32 Falar com convicção . . . . . . . . . . . . . . 194
33 Falar com tato, mas de modo
firme . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 197
34 Ser edificante e positivo . . . . . . . . . . 202
35 Repetição para dar ênfase . . . . . . . . . 206
36 Desenvolvimento do tema . . . . . . . . 209
37 Destacar os pontos principais . . . . . 212
38 Introdução que desperta interesse . 215
39 Conclusão eficaz . . . . . . . . . . . . . . . . . 220
40 Exatidão das declarações . . . . . . . . . . 223
41 Clareza . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 226
42 Apresentação instrutiva . . . . . . . . . . . 230
43 Usar a matéria designada . . . . . . . . . 234
44 Uso eficaz de perguntas . . . . . . . . . . . 236
45 Ilustrações instrutivas . . . . . . . . . . . . 240
46 Ilustrações baseadas em situações
conhecidas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 244
47 Uso eficaz de recursos visuais . . . . . 247
48 Argumentação que estimula
o raciocı́nio . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 251
49 Argumentos convincentes. . . . . . . . 255
50 Tocar o coração . . . . . . . . . . . . . . . . . . 258
51 Controle e boa distribuição
do tempo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 263
52 Exortação eficaz . . . . . . . . . . . . . . . . . . 265
53 Encorajar e fortalecer os ouvintes . 268
Como melhorar
Estudo Página Estudo Página
A ESCOLA do Ministério Teocrático beneficia semanalmente mi-
lhões de estudantes, em mais de 200 paı́ses. Alguns estudantes são re-
cém-matriculados. Outros já frequentam a escola há anos. Ela é rea-
lizada em dezenas de milhares de lugares. Onde quer que more, você
também pode ter acesso a esse programa educativo. Essa instrução
teocrática está disponı́vel, sem custo, a pessoas de todas as idades,
grupos étnicos e nı́veis culturais.
O objetivo da escola foi declarado quando ela entrou em funciona-
mento nas congregações das Testemunhas de Jeová, em 1943, nas se-
guintes palavras: “Preparar todos os ‘homens fiéis’, os que ouviram a
Palavra de Deus e provaram sua fé nela, para ‘serem capazes de ensi-
nar outros’ . . . Visa o fim único de tornar cada qual . . . mais bem
equipado para apresentar publicamente a
esperança que tem.” (Curso do Ministério
Teocrático, p. 4, em inglês) Esse ainda é
o objetivo da escola.
Realmente, qual é a melhor
maneira de usarmos o dom di-
vino da fala? A Bı́blia respon-
de: “Toda coisa que respira
— louve ela a Jah.” (Sal. 150:6)
Quando fazemos isso, alegra-
mos nosso Pai celestial e pro-
vamos que correspondemos, de
coração, à sua bondade e ao seu
amor. Não surpreende que os
cristãos sejam incentivados a
‘oferecer sempre a Deus um sa-
crifı́cio de louvor, isto é, o fru-
to de lábios que fazem de-
claração pública do seu nome’.
(Heb. 13:15) A fim de ajudá-lo
Bem-vindo à
Escola do Ministério Teocrático
a aprimorar sua habilidade de usar os dons concedidos por Jeová
Deus para o Seu louvor, estendemos-lhe boas-vindas como estudan-
te da Escola do Ministério Teocrático!
Apesar de o curso dar bastante ênfase à leitura pública, à oratória e
à arte de ensino, a Escola do Ministério Teocrático lhe oferece outros
benefı́cios. Participar na programação da escola o ajudará a desenvol-
ver habilidades como fazer leitura pessoal, escutar e memorizar, estu-
dar, fazer pesquisas, analisar e organizar ideias, conversar, responder
perguntas e elaborar textos. As pesquisas, os comentários e as apre-
sentações feitas na escola se basearão na própria Bı́blia e em publica-
ções bı́blicas.
`
A medida que encher a mente com as verdades precio-
sas da Palavra de Deus, aprenderá a pensar do modo de Deus. Isso
será muito benéfico em todas as facetas da sua vida. Falando sobre o
valor da Palavra de Deus, William Lyon Phelps, catedrático do sécu-
lo 20, escreveu: “Todo aquele que tem um conhecimento cabal da Bı́-
blia pode de fato ser chamado de educado. . . . Creio que o conheci-
mento da Bı́blia sem um curso universitário é mais valioso do que
um curso universitário sem a Bı́blia.”
Como tirar pleno proveito
´
E claro que para beneficiar-se plenamente do ensi-
no transmitido na Escola do Ministério Teocrático você
precisa ser um estudante aplicado. O apóstolo Paulo
deu o seguinte incentivo ao seu colega cristão, Timó-
teo: “Pondera estas coisas; absorve-te nelas, para que o
teu progresso seja manifesto a todos.” (1 Tim. 4:15) De
que maneiras práticas pode aplicar-se?
Faça o máximo para assistir toda semana à progra-
mação apresentada na Escola do Ministério Teocrático.
Use bem este manual, Beneficie-se da Escola do Ministé-
rioTeocrático. Escreva seu nome no espaço reservado na
primeira página e leve-o sempre à escola. Este manual
contém exercı́cios. Sublinhe os pontos que achar úteis
e use as margens para anotar pontos práticos que apren-
der na escola.
Você receberá um programa impresso para acompa-
nhar a Escola do Ministério Teocrático. Esse programa
CARACTER
´
ISTICAS
DA ESCOLA
˙ Programa semanal
de leitura, estudo e
pesquisas, baseados
na Bı́blia
˙ Instruções sobre leitura
pública, oratória e arte
de ensino
˙ Discussão em grupo
˙ Oportunidades de
fazer apresentações
na congregação
˙ Assistência personalizada
para ajudá-lo a progredir
6 Bem-vindo à Escola do Ministério Teocrático
também incluirá os procedimentos para o funcionamento da escola.
Talvez ache prático guardá-lo dentro deste livro.
Ao se preparar para assistir à escola, lembre-se de que a Bı́blia é
o compêndio principal. Dê prioridade à leitura do trecho da Bı́blia
designado para a semana. Será muito bom se também conseguir ler
com antecedência a matéria das outras partes do programa.
`
As vezes, a assistência é convidada a expressar-se. Aproveite bem es-
sas oportunidades. A participação é importante para ajudá-lo a lem-
brar-se do que ouviu na reunião e usar as informações de modo
prático.
Obviamente, todos os estudantes terão oportunidade de proferir
discursos ou de participar de uma apresentação. Aproveite bem cada
oportunidade. Empenhe-se ao máximo para aprimorar a caracterı́sti-
ca de oratória que lhe for indicada. Os conselhos que lhe forem da-
dos terão o objetivo de ajudá-lo a continuar progredindo. Aceite essa
ajuda de bom grado. Anote em seu livro sugestões especı́ficas sobre o
que pode fazer para se aprimorar. Visto que não conseguimos nos ver
assim como os outros nos veem, as sugestões bı́blicas amorosas e os
conselhos que recebemos podem contribuir significativamente para
o nosso progresso. Isso acontece mesmo quando já se está
matriculado na escola por vários anos. — Pro. 1:5.
Gostaria de progredir de maneira mais rápida? Isso é
uma questão de iniciativa. Estude com antecedência a
matéria dos discursos de estudante. Caso haja necessidade
de substituir algum estudante, você estará preparado para
se apresentar e isso lhe dará mais experiência. Também,
preste bastante atenção à maneira de os outros estudantes
abordarem a matéria. Podemos aprender uns com os ou-
tros.
Além disso, dependendo das circunstâncias, você pode
acelerar seu progresso adiantando o estudo deste livro.
Depois que estiver bem inteirado do conteúdo dos próxi-
mos 15 estudos, comece a analisar o “Programa para de-
senvolver a oratória e a arte de ensino”, que se inicia na
página 78. Primeiro, estude cada lição e faça os exercı́cios
HABILIDADES
DESTACADAS
NO CURSO
˙ Como escutar e
memorizar
˙ Leitura pessoal
˙ Como estudar
˙ Como fazer pesquisas
˙ Análise e organização
de ideias
˙ A arte de conversar
˙ Como responder
perguntas
˙ Como elaborar textos
Bem-vindo à Escola do Ministério Teocrático 7
sugeridos. Ao sair no ministério, coloque em prática o que estiver
aprendendo. Isso pode acelerar seu progresso como orador e como
instrutor da Palavra de Deus.
O que aprender na Escola do Ministério Teocrático o ajudará a se
preparar para o que é mais importante na vida. Visto que estamos vi-
vos porque é da vontade de Deus, louvá-lo é cumprir o próprio obje-
tivo de nossa existência. Jeová Deus merece que lhe prestemos lou-
vor da melhor qualidade. (Rev. 4:11) A orientação que recebemos na
escola é um meio de fazermos isso, porque nos ajuda a raciocinar de
maneira clara, agir com sabedoria e transmitir eficazmente as mara-
vilhosas verdades da Palavra inspirada de Deus.
FONTE DE INFORMAÇ
˜
OES
Comunicar-se eficazmente é uma arte que
nem todos dominam. Já se publicaram mui-
tos livros para ajudar as pessoas nesse cam-
po. Mas o Criador, que dotou o ser humano
com a capacidade da fala, sabe mais sobre
oratória e ensino do que qualquer instrutor
humano. Seu Filho unigênito atuou como
Mestre de Obras na formação do cérebro
humano, dos órgãos da fala e de todas as
outras maravilhas da criação.
Durante a criação dos anjos e dos hu-
manos, esse Filho atuou como a Palavra de
Deus, o instrumento principal usado pelo
próprio Deus para transmitir orientações às
suas criaturas. (Pro. 8:30; João1:1-3) Esse
Filho foi enviado à Terra como o Senhor
Jesus Cristo, a respeito de quem o registro
inspirado diz: “As multidões ficaram assom-
bradas com o seu modo de ensinar.” Aque-
les que o ouviam diziam: “Nunca homem
algum falou como este.” (Mat. 7:28; João
7:46) Não é para menos que os Evangelhos
se refiram a ele mais de 40 vezes como Ins-
trutor. Podemos aprender muito com ele
sobre oratória e ensino.
O registro bı́blico também mostra como
Jeová Deus usou homens e mulheres de
várias formações para realizar sua vontade.
Alguns transmitiram mensagens breves, mas
poderosas. Muitos não discursaram para
grandes plateias, mas deram fielmente tes-
temunho sobre o Deus verdadeiro e seus
propósitos. Tudo indica que, em sua maio-
ria, não eram oradores eloquentes, mas
Deus abençoou seus esforços. Podemos
aprender do que a Bı́blia nos conta sobre
como realizaram o ministério. — Sal. 68:11.
Obviamente, a Bı́blia não é um manual
de oratória. Mas quando analisamos seu
conteúdo, descobrimos informações valiosas
sobre oratória e ensino. Este livro, Beneficie-
se da Escola do Ministério Teocrático, foi
esboçado com base nessas informações.
8 Bem-vindo à Escola do Ministério Teocrático
FELIZ é o homem cujo “agrado é na lei de Jeová”. Esse homem lê a Pa-
lavra de Deus “dia e noite em voz baixa”. (Sal. 1:1, 2) Você sente tal
prazer? Como pode sentir ainda mais alegria na leitura da Palavra de
Deus?
Escute a voz de Jeová
Não faça uma simples leitura. Visualize os acontecimentos e imagi-
ne como foi o diálogo entre os personagens. Ao ler os capı́tulos iniciais
da Bı́blia, ouça o próprio Jeová contar, passo a passo, como preparou
a Terra para receber o homem. Ouça-o dizer ao seu Filho, o Mestre de
Obras, que chegou a hora de criar os primeiros humanos. Visualize
a seguinte cena: Adão e Eva se rebelam, Deus os julga e em seguida
os expulsa do Paraı́so. (Gênesis, caps. 1-3) Admire-se ao ler que uma
voz do céu identifica Jesus Cristo como o amado Filho de Deus, aque-
le que Deus enviou para dar a vida pela humanidade. (Mat. 3:16, 17)
Tente imaginar a reação do apóstolo João ao ouvir Jeová declarar: “Eis
que faço novas todas as coisas.” (Rev. 21:5) Ler a Palavra de Deus des-
sa maneira é realmente agradável.
Continue a ler o registro inspirado e verá que Jeová é uma pes-
soa majestosa, que inspira reverência. Você se sentirá irresistivelmen-
te atraı́do a esse Deus que nos ama, nos trata com misericórdia, nos
ajuda se continuarmos humildemente procurando fazer sua vontade
e nos mostra como ser bem-sucedidos em tudo. — Jos. 1:8; Sal. 8:1; Isa.
41:10.
Quanto mais ler a Bı́blia, mais satisfeito ficará, porque conhecerá a
vontade de Deus mais a fundo. Mas sua satisfação não se restringirá
a isso. Quando perceber que as informações obtidas na leitura da Bı́-
blia o ajudam a lidar com problemas de maneira sensata, você se sen-
tirá como o salmista, que disse: “Tuas advertências são maravilhosas.
Por isso é que a minha alma as tem observado.” (Sal. 119:129) Você
também ficará contente quando conseguir discernir princı́pios bı́bli-
cos que ajudam a amoldar seu modo de pensar e seus desejos à vonta-
de de Deus. — Isa. 55:8, 9.
A Bı́blia fornece orientação moral que nos protege contra o dano e
nos mostra o rumo certo a seguir.
`
A medida que a lemos, percebemos
Tenha prazer em ler a Palavra de Deus
9
que Jeová é um Pai que sabe que problemas enfrentaremos se ceder-
mos aos desejos da carne imperfeita. Ele não quer que soframos as
consequências terrı́veis e inevitáveis de violar seus altos padrões de
moral. Ele se importa conosco e quer que vivamos da melhor manei-
ra possı́vel. A leitura de sua Palavra leva-nos a reconhecer plenamente
que é uma verdadeira bênção tê-lo como nosso Deus e Pai celestial.
Leia a Bı́blia diariamente
O salmista disse o seguinte a respeito do homem que lê a Palavra de
Deus diariamente: “Tudo o que ele fizer será bem-sucedido.” (Sal. 1:3)
Realmente, apesar de nossas imperfeições, de vivermos num sistema
perverso controlado por Satanás e dos esforços do Diabo para nos de-
vorar, a leitura regular e a aplicação da Palavra de Deus nos darão con-
dições de ser bem-sucedidos em tudo o que diz respeito ao nosso rela-
cionamento com Jeová.
Visto que somos pressionados por este velho sistema, absorver os
pensamentos do Criador, mesmo que por alguns momentos preciosos
todo dia, pode fortalecer-nos. Alguns que estiveram presos por causa
de sua fé tinham acesso apenas a alguns versı́culos que vez por ou-
tra encontravam transcritos em artigos de jornais. Eles os recortavam,
memorizavam e meditavam neles. Jeová abençoou seus esforços por-
que fizeram o que podiam naquelas circunstâncias para absorver co-
nhecimento da Palavra de Deus. (Mat. 5:3) Contudo, a maioria de nós
tem muito mais liberdade. Não devemos imaginar que ler rapidamen-
te um versı́culo bı́blico por dia terá, por si só, algum efeito milagroso.
Mas seremos abençoados caso ajustemos nossas prioridades para que
consigamos ler diariamente um trecho da Bı́blia, meditar nele e apli-
cá-lo em nossa vida.
Contudo, temos de admitir que, por mais bem elaborados que se-
jam, nossos planos podem falhar. Quando isso acontece, damos prio-
ridade às coisas realmente importantes. Por exemplo, não ficarı́amos,
de propósito, um ou dois dias sem tomar água. Assim, a despeito do
que possa acontecer no dia a dia, devemos reservar tempo para nos re-
vigorar com as águas da verdade. — Atos 17:11.
Leia toda a Palavra de Deus
Já leu a Bı́blia inteira? Alguns ficaram assustados com a ideia de
ler a Bı́blia de Gênesis a Revelação. Por isso, muitas pessoas que que-
riam ler a Bı́blia inteira começaram pelas Escrituras Gregas Cristãs. Por
10 Tenha prazer em ler a Palavra de Deus
quê? Talvez porque assim podiam ver de maneira mais fácil como es-
ses livros bı́blicos se aplicavam a elas à medida que procuravam seguir
os passos de Cristo. Ou talvez tenha sido porque as Escrituras Gregas
Cristãs parecem conter menos matéria para ler — apenas pouco mais
de um quarto da Bı́blia. Mas depois de terminarem a leitura desses
27 livros, começaram a ler os 39 livros das Escrituras Hebraicas e gos-
taram de lê-los. Quando terminaram de ler as Escrituras Hebraicas, já
haviam criado o hábito de ler a Bı́blia. Assim, passaram a ler as Escri-
turas Gregas pela segunda vez e nunca mais pararam. Esperamos que
você também transforme a leitura diária da Palavra de Deus num há-
bito vitalı́cio.
Existe alguém em sua famı́lia ou na congregação que não sabe ler?
Por que não se oferece para ler a Bı́blia regularmente para essa pessoa?
Você se beneficiará, e o mesmo acontecerá com ela ao passo que me-
ditar no que ouve e aplicar as informações aprendidas. — Rev. 1:3.
TIRE PROVEITO DA LEITURA DI
´
ARIA DA B
´
IBLIA
Grande parte do que é ensinado na Escola
do Ministério Teocrático gira em torno do
programa de leitura da Bı́blia. Incentivamos
você a acompanhar esse programa.
A programação semanal da escola inclui
a leitura e análise de um pequeno trecho da
Bı́blia. Se a acompanhar, com o tempo lerá
a Bı́blia inteira.
Para criar o hábito de ler a Bı́blia diaria-
mente, reserve um horário especı́fico — talvez
pela manhã, por volta do meio-dia, na hora
do jantar ou antes de se deitar. Deixar para
ler pequenos trechos da Bı́blia apenas quan-
do tiver tempo ao longo do dia não garantirá
regularidade.
Caso seja chefe de famı́lia, mostre interesse
pelos membros da famı́lia ajudando-os a ter
uma boa programação. Ler a Bı́blia juntos
poderá incentivá-los a também lê-la pessoal-
mente todos os dias.
´
E necessário autodisciplina para ler a Bı́blia
diariamente. Ninguém nasce com o desejo de
fazer isso.
´
E preciso desenvolver ‘anseio’ pela
Palavra de Deus. (1 Ped. 2:2)
`
A medida que
cultivar o hábito de ler, seu apetite espiritual
aumentará. Daı́, terá vontade de estudar
mais e de empenhar-se em projetos especiaisde leitura e estudo da Bı́blia para aprofundar
sua compreensão e apreço pelas riquezas
espirituais que Jeová nos provê.
Ao ler a Bı́blia, tire tempo para meditar no
significado do que lê — no que o relato lhe
diz a respeito de Jeová, na influência positiva
que pode ter em sua vida e em como pode
usar a informação para ajudar outras pessoas.
Tenha prazer em ler a Palavra de Deus 11
Com o tempo, talvez queira envolver-se em projetos especiais relacio-
nados com a leitura da Bı́blia. Isso pode ajudá-lo a ver melhor a relação
entre diversos trechos da Bı́blia. Se sua Bı́blia tiver referências, elas po-
dem indicar-lhe detalhes históricos e relatos paralelos que poderão aju-
dá-lo a entender as circunstâncias que levaram à escrita de vários sal-
mos e das cartas dos apóstolos de Jesus Cristo. A obra Estudo Perspicaz
das Escrituras fornece uma quantidade enorme de informações sobre
pessoas, lugares e qualidades mencionados na Bı́blia. Contém tabelas
que indicam o cumprimento de profecias bı́blicas, mostram quais reis
e profetas viveram numa mesma época e fornecem datas aproximadas
de muitos eventos bı́blicos.
Ao meditar no que aprende, entenderá os motivos de certas condi-
ções se terem desenvolvido entre o povo de Deus. Descobrirá também
por que Jeová lidou com seu povo de determinadas maneiras. Verá
como Jeová avalia as ações de governantes, povos e pessoas. Isso o aju-
dará a entender bem melhor Seu modo de pensar.
Achará a História registrada na Bı́blia mais interessante à medida que
visualizar a região em que se passaram os eventos. Mapas das terras bı́-
blicas mostram como era o terreno e quais eram as distâncias entre os
lugares. Por exemplo, qual foi o local aproximado em que os israelitas
cruzaram o mar Vermelho? Qual era a área da Terra Prometida? Que
distância Jesus percorreu para realizar seu ministério terrestre? O que o
apóstolo Paulo viu em suas viagens missionárias? Alguns mapas e des-
crições geográficas revelam detalhes que darão vida à sua leitura. Onde
pode encontrar mapas de terras bı́blicas? Alguns estão impressos na
Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas. A obra Estudo Perspi-
caz contém cerca de 70 mapas, e no final do terceiro volume há um ı́n-
dice de mapas. Use o
´
Indice das Publicações da Torre de Vigia para loca-
lizar outros mapas. Se essas publicações não estiverem disponı́veis, use
os mapas publicados em A Sentinela para ajudá-lo na leitura da Bı́blia.
Nas Escrituras Hebraicas, o Rei Davi glorificou a Jeová, dizendo:
‘Quão preciosos são os teus pensamentos!
´
O Deus, a quanto ascende a
soma deles!’ (Sal. 139:17) Nas Escrituras Gregas Cristãs, o apóstolo Pau-
lo louvou a Jeová porque Ele “tem brilhado sobre os nossos corações,
para iluminá-los com o glorioso conhecimento de Deus pelo rosto de
Cristo”. (2 Cor. 4:6) Davi e Paulo viveram séculos distantes um do ou-
tro, mas ambos se alegravam com a Palavra de Deus. O mesmo pode
acontecer com você, se tomar tempo para ler tudo o que Jeová lhe ofe-
rece nas páginas de sua Palavra inspirada.
12 Tenha prazer em ler a Palavra de Deus
ESCUTAR é um fator importante no processo de aprendizagem e tam-
bém pode afetar as chances de sobrevivência da pessoa. Quando se
preparava para libertar seu povo da escravidão no Egito, Jeová ins-
truiu Moisés que, por sua vez, instruiu os anciãos de Israel sobre o que
deviam fazer para salvar seus primogênitos do anjo da morte. (
ˆ
Exo.
12:21-23) Os anciãos transmitiram essas informações verbalmente a
cada famı́lia. O povo tinha de escutar com muita atenção. Como rea-
giu? A Bı́blia nos conta: “Todos os filhos de Israel fizeram assim como
Jeová ordenara a Moisés e a Arão. Fizeram exatamente assim.” (
ˆ
Exo.
12:28, 50, 51) Isso resultou numa maravilhosa libertação do povo de
Israel.
Atualmente, Jeová nos prepara para uma libertação mui-
to maior. Por certo, a instrução que ele fornece merece
nossa máxima atenção. Essa instrução é dada nas reuniões
congregacionais. Está tirando pleno proveito delas? Muito
depende de como escuta.
Consegue memorizar pontos altos da instrução forneci-
da nas reuniões? Tem o hábito de procurar toda semana
maneiras de aplicar essa instrução ou de transmiti-la a ou-
tras pessoas?
Prepare o coração
Para beneficiar-nos plenamente da instrução forneci-
da nas reuniões cristãs, temos de preparar o coração. Um
evento ocorrido durante o reinado de Jeosafá, de Judá,
destaca a importância de fazer isso. Ele defendeu corajosa-
mente a adoração verdadeira. “Removeu de Judá os altos e
os postes sagrados” e comissionou prı́ncipes, levitas e sa-
cerdotes para ensinarem a Lei de Jeová ao povo em todas
as cidades de Judá. Contudo, “os altos é que não desapa-
receram”. (2 Crô. 17:6-9; 20:33) A adoração de deuses fal-
sos e a forma desaprovada de adorar a Jeová praticada nos
altos pagãos estavam tão arraigadas que não foram erradi-
cadas.
‘Preste atenção a como escuta’
SUGEST
˜
OES PARA
SER BOM OUVINTE
˙ Ore pedindo ajuda para
concentrar-se no que é
dito
˙ Mantenha os olhos fixos
no orador
˙ Acompanhe na Bı́blia
a leitura dos textos
citados
˙ Descubra o objetivo do
discurso
˙ Responda mentalmente
às perguntas; escute os
comentários com
atenção
˙ Faça anotações breves
˙ Isole os pontos que
pretende aplicar
13
Por que o programa educativo de Jeosafá não teve uma influência
duradoura? O relato continua: “O próprio povo não preparara ainda
seu coração para o Deus de seus antepassados.” O povo ouviu, mas
não agiu em harmonia com a instrução. Talvez tenham achado incon-
veniente viajar para o templo em Jerusalém a fim de oferecer sacrifı́-
cios. De qualquer forma, seu coração não havia sido motivado pela fé.
Para evitarmos retroceder aos modos de agir caracterı́sticos do mun-
do de Satanás, devemos preparar o coração para receber a instrução
que Jeová nos fornece atualmente. Como? Uma das maneiras mais im-
portantes de fazer isso é por meio da oração. Devemos orar para que
aceitemos a instrução divina com gratidão. (Sal. 27:4; 95:2) Isso nos
ajudará a valorizar os esforços de nossos irmãos que, embora imperfei-
tos, se oferecem para ser usados por Jeová para ensinar seu povo. Fará
com que sejamos gratos a Jeová não apenas pelas coisas novas que es-
tamos aprendendo, mas também pela oportunidade de aumentarmos
nosso apreço pelas coisas já aprendidas. Por termos o desejo de reali-
zar plenamente a vontade de Deus, oramos: “Instrui-me, ó Jeová, acer-
ca do teu caminho. . . . Unifica meu coração para temer o teu nome.”
— Sal. 86:11.
Concentre-se
Muitos obstáculos nos impedem de escutar atentamente. Talvez este-
jamos perturbados por muitas ansiedades. Nossa atenção pode ser des-
viada devido a barulhos e movimentação dentro ou fora do local de
reunião. O desconforto fı́sico pode dificultar nossa concentração e,
com frequência, os que têm filhos pequenos têm de dividir a atenção.
O que pode ajudar-nos a ficar atentos ao programa?
Os olhos exercem um papel importante em direcionar nossa aten-
ção. Use-os para ajudá-lo a concentrar-se, mantendo-os fixos no orador.
Quando ele citar um texto bı́blico, procure-o na Bı́blia e acompanhe a
leitura, mesmo que já saiba o que diz. Resista à tentação de virar a cabe-
ça na direção de cada barulho ou movimento. Se você se distrair com o
que vê, perderá grande parte do que estiver sendo apresentado na tri-
buna.
Caso “pensamentos inquietantes” dificultem sua concentração, ore
a Jeová pedindo a calma e a paz necessárias para prestar atenção. (Sal.
94:19; Fil. 4:6, 7) Faça isso várias vezes, se necessário. (Mat. 7:7, 8) As
reuniões congregacionais são provisões de Jeová. Esteja certo de que ele
quer que você tire proveito delas. — 1 João 5:14, 15.
14 ‘Preste atenção a como escuta’
Escute os discursos
´
E provável que consiga lembrar-se de coisas interessantes que ouviu
em discursos.Mas escutar um discurso envolve mais do que apenas
captar pontos interessantes. O discurso é como uma viagem. Embora
possa haver coisas interessantes para ver ao longo do caminho, o mais
importante é o destino, o objetivo. O orador pode estar tentando fazer
a assistência chegar a determinada conclusão ou motivar os presentes a
agir de determinada maneira.
Considere o discurso de Josué à nação de Israel, registrado em Josué
24:1-15. Seu objetivo era motivar o povo a adotar uma posição intransi-
gente em relação à adoração verdadeira, separando-se por completo da
idolatria existente nas nações vizinhas. Por que isso era tão importan-
te assim? A predominância da adoração falsa representava uma ameaça
séria à posição da nação perante Jeová. O povo respondeu ao apelo de
Josué, dizendo: “
´
E inconcebı́vel da nossa parte abandonarmos a Jeová
para servir a outros deuses. . . . Serviremos a Jeová.” E realmente fizeram
isso! — Jos. 24:16, 18, 31.
Ao escutar um discurso, tente discernir o objetivo do que está sendo
dito. Veja como os pontos mencionados pelo orador contribuem para
atingir esse objetivo e pergunte-se o que precisa fazer com base nas in-
formações apresentadas.
Escute nas sessões de perguntas e respostas
O Estudo de A Sentinela, o Estudo de Livro de Congregação e algumas
partes da Reunião de Serviço são apresentadas por meio de perguntas e
respostas com base em matéria bı́blica impressa.
Escutar nessas sessões de perguntas e respostas é, de certa maneira,
como participar de uma conversa. Para beneficiar-se plenamente, escu-
te com atenção. Observe a linha de raciocı́nio e veja como o dirigente
destaca o tema e os pontos principais. Responda mentalmente às per-
guntas dele e escute à medida que outros comentam e explicam o valor
prático da matéria. Ouvir o ponto de vista de outras pessoas pode ajudá-
lo a enxergar de um ângulo diferente assuntos já conhecidos. Expresse
sua fé, partilhando com outros seu ponto de vista. — Rom. 1:12.
Estudar com antecedência a matéria designada o ajudará a envolver-
se na análise do assunto e a entender os comentários feitos por outros.
Caso não consiga estudar bem a matéria, gaste pelo menos alguns mi-
nutos para ter uma visão geral da informação antes da reunião. Isso fará
com que tire mais proveito do que for analisado.
‘Preste atenção a como escuta’ 15
Escute em assembleias e congressos
Nas assembleias e nos congressos provavelmente há mais coisas para
desviar nossa atenção do que nas reuniões congregacionais. Isso pode
fazer com que escutar se torne um desafio ainda maior. O que nos pode
ajudar?
Um fator importante é descansar bem à noite. Antes do inı́cio das ses-
sões, memorize o tema do dia. Veja o tema de cada discurso e procure
prever o que será apresentado. Use bem a Bı́blia. Muitas pessoas perce-
bem que fazer breves anotações dos pontos principais as ajuda a man-
ter-se concentradas no que é dito. Anote as orientações que pretende
pôr em prática no dia a dia e no ministério. Nas viagens de ida e volta ao
local da assembleia, converse com outros sobre alguns pontos mencio-
nados. Isso o ajudará a memorizar as informações.
Ensine as crianças a escutar
Os pais cristãos podem ajudar os filhos, mesmo os bem pequenos, a
tornar-se ‘sábios para a salvação’, levando-os às reuniões, às assembleias
e aos congressos. (2 Tim. 3:15) Visto que o perı́odo de concentração e a
disposição das crianças variam, é preciso ter discernimento para ajudá-
las a escutar atentamente. Talvez ache práticas as sugestões que apre-
sentamos a seguir.
Em casa, programe perı́odos para que as crianças fiquem sentadas
e leiam ou vejam as ilustrações em nossas publicações bı́blicas. Evi-
te usar brinquedos para mantê-las ocupadas nas reuniões. Assim como
no Israel antigo, os pequenos estão ali “para que escutem e para que
aprendam”. (Deut. 31:12) Quando é prático, alguns pais providenciam
exemplares das publicações que estão sendo estudadas mesmo para as
crianças bem pequenas.
`
A medida que forem crescendo, ajude-as a pre-
parar-se para comentar nas partes do programa abertas à participação
da assistência.
As Escrituras mostram que existe uma relação bem estreita entre escu-
tar a Jeová e obedecê-lo. Isso pode ser visto nas palavras de Moisés à na-
ção de Israel: “Pus diante de ti a vida e a morte, a bênção e a invocação
do mal; e tens de escolher a vida . . . amando a Jeová, teu Deus, escutan-
do a sua voz e apegando-te a ele.” (Deut. 30:19, 20) Para recebermos a
aprovação de Deus e a bênção da vida eterna, é essencial escutar a ins-
trução que Jeová nos fornece e aplicá-la obedientemente. Assim, é vital
acatarmos a admoestação de Jesus: “Prestai atenção a como escutais.”
— Luc. 8:18.
16 ‘Preste atenção a como escuta’
JEOV
´
A DEUS criou o cérebro humano com a maravilhosa faculdade
da memória. Ele o projetou de tal forma que, por mais que se usem as
preciosas informações ali armazenadas, elas nunca se esgotam. O pro-
jeto do cérebro harmoniza-se com o propósito de Deus de que os hu-
manos vivam para sempre. — Sal. 139:14; João 17:3.
Mas talvez sinta que muito do que a mente absorve se perde. Parece
não estar ali quando é preciso. O que você pode fazer para melhorar a
memória?
Tenha interesse
O interesse é um fator importante para aprimorar a memória. Se
criarmos o hábito de ser observadores, de nos interessar pelas pessoas
e pelo que se passa ao redor, nossa mente será estimulada. Isso facilita-
rá reagirmos com interesse similar quando lermos ou ouvirmos algo
importante.
´
E comum as pessoas terem dificuldade para gravar no-
mes. Mas, como cristãos, sabemos que as pessoas são im-
portantes, tanto nossos irmãos e os a quem pregamos
como aqueles com quem lidamos no cotidiano. O que
pode ajudar-nos a lembrar os nomes realmente necessá-
rios? O apóstolo Paulo alistou o nome de 26 membros de
uma congregação à qual escreveu. Seu interesse por eles é
indicado pelo fato de que não apenas sabia seus nomes,
mas mencionou detalhes especı́ficos a respeito de muitos
deles. (Rom. 16:3-16) Alguns dos atuais superintendentes
viajantes das Testemunhas de Jeová saem-se muito bem
em lembrar nomes, embora estejam cada semana numa
congregação diferente. O que os ajuda nisso? Alguns têm
o hábito de usar o nome da pessoa várias vezes ao con-
versar com ela pela primeira vez. Esforçam-se a associar
o nome com a fisionomia da pessoa. Além disso, passam
tempo com vários irmãos trabalhando no ministério de
campo e tomando refeições. Quando você conhecer uma
pessoa, conseguirá gravar o nome dela? Comece por ter
Você pode melhorar a memória
SUGEST
˜
OES PARA
SE LEMBRAR MAIS
DO QUE L
ˆ
E
˙ Depois de ler
determinado trecho,
pergunte-se: ‘Qual é o
ponto principal dessa
matéria?’ Se não
conseguir lembrar-se do
ponto-chave, procure-o
˙ Quando terminar de ler
um capı́tulo ou artigo,
faça um novo teste.
Aliste todos os pontos
principais. Caso não
consiga lembrar-se deles
prontamente, recapitule
a matéria
17
um bom motivo para lembrar-se do nome; daı́, experimente aplicar
algumas das sugestões acima.
Lembrar-se do que lê também é importante. O que pode ajudá-lo a
melhorar nesse respeito?
´
E preciso ter interesse e compreender o que
lê. Para dedicar atenção total à leitura, você precisa ter interesse na
matéria. Não conseguirá gravar informações se estiver pensando em
outra coisa enquanto lê. Para compreender melhor, relacione a infor-
mação a coisas que lhe sejam familiares ou a algo que já tenha apren-
dido. Pergunte-se: ‘Como e quando posso aplicar essa informação?
Como posso usá-la para ajudar outros?’ Algo que também ajuda a me-
lhorar a capacidade de compreensão é ler frases, em vez de ler palavra
por palavra. Assim conseguirá entender ideias e identificar os pontos
principais com mais rapidez, tornando-os mais fáceis de lembrar.
Tire tempo pararecapitular
Os especialistas no campo da educação enfatizam a importância de
recapitular. Numa pesquisa, um professor universitário provou que,
se o estudante gastar um minuto recapitulando a matéria logo depois
de analisá-la, reterá o dobro de informações. Por isso, assim que ter-
minar a leitura — ou ler um bom trecho da matéria — recapitule men-
talmente as ideias principais. Pense em como explicaria em suas pró-
prias palavras as coisas novas que aprendeu. Por relembrar o ponto
logo depois de lê-lo, você conseguirá retê-lo por mais tempo na me-
mória.
Daı́, nos dias seguintes, procure recapitular o que leu, contando a
outra pessoa o que aprendeu. Poderá fazer isso com alguém de sua fa-
mı́lia ou da congregação, um colega de trabalho ou de escola, um vi-
zinho, ou alguém no serviço de campo. Procure repetir não apenas os
fatos principais, mas também os argumentos bı́blicos apresentados.
Isso o ajudará a memorizar coisas importantes e ao mesmo tempo be-
neficiará outras pessoas.
Medite em coisas importantes
Além de recapitular e de falar a outras pessoas a respeito do que
leu, verá que é bom também meditar sobre as coisas importantes que
aprendeu. Os escritores bı́blicos Asafe e Davi fizeram isso. Asafe disse:
“Lembrar-me-ei das práticas de Jah; pois, vou lembrar-me da tua ma-
ravilha de outrora. E meditarei certamente em toda a tua atividade e
18 Você pode melhorar a memória
vou ocupar-me com as tuas ações.” (Sal. 77:11, 12) Davi escreveu algo
parecido: “Medito em ti durante as vigı́lias da noite” e “lembrei-me
dos dias de outrora; meditei em toda a tua atuação”. (Sal. 63:6; 143:5)
Costuma fazer isso?
Meditar profundamente nas ações, nas qualidades e nas expressões
da vontade de Jeová o ajuda a fazer mais do que apenas reter fatos. Se
fizer disso um hábito, verá que coisas importantes ficarão gravadas no
coração, e isso amoldará seu modo de ser. As informações retidas na
memória se tornarão parte de seus pensamentos mais ı́ntimos. — Sal.
119:16.
O papel do espı́rito de Deus
Quando procuramos lembrar-nos de verdades a respeito das reali-
zações de Jeová e das coisas ditas por Jesus Cristo, não dependemos
única e exclusivamente de nossa própria memória. Na noite antes de
morrer, Jesus disse aos seus seguidores: “Enquanto permaneci convos-
co, falei-vos destas coisas. Mas o ajudador, o espı́rito santo, que o Pai
enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas e vos fará lem-
brar todas as coisas que eu vos disse.” ( João 14:25, 26) Mateus e João
estavam ali. Será que o espı́rito santo realmente os ajudou? Sem dúvi-
da! Uns oito anos mais tarde, Mateus terminou a escrita do primeiro
relato que conta a vida de Cristo em detalhes, incluindo declarações
de valor incalculável feitas por ele, como o Sermão do Monte e o sinal
pormenorizado da presença de Cristo e da terminação do atual siste-
ma de coisas. Sessenta e cinco anos depois da morte de Jesus, o após-
tolo João escreveu um Evangelho contando detalhes sobre o que Je-
sus disse aos apóstolos na noite anterior à sua morte. Não há dúvida
de que tanto Mateus quanto João tinham lembranças bem vivas das
coisas que Jesus havia dito e feito enquanto estavam com ele, mas o
espı́rito santo desempenhou um papel fundamental em garantir que
eles não se esquecessem de detalhes importantes que Jeová desejava
incluir em sua Palavra.
Será que o espı́rito santo atua como ajudador para os servos de Deus
em nossos dias? Com certeza!
´
E óbvio que o espı́rito santo não intro-
duz em nossa mente coisas que nunca tenhamos aprendido, mas ele
realmente atua como ajudador para fazer-nos lembrar das coisas im-
portantes que já estudamos. (Luc. 11:13; 1 João 5:14) Então, conforme
Você pode melhorar a memória 19
a necessidade, nossa faculdade de raciocı́nio é estimulada para que
‘nos lembremos das declarações anteriormente feitas pelos santos
profetas e do mandamento do Senhor e Salvador’. — 2 Ped. 3:1, 2.
‘Não se esqueça’
Jeová avisou inúmeras vezes a Israel: “Não te esqueças.” Ele não
esperava que se lembrassem de tudo com perfeição. Mas não deviam
ficar tão envolvidos com seus próprios assuntos a ponto de se esque-
cerem das coisas que Jeová havia feito. Deviam manter vivas as lem-
branças da ocasião em que Jeová os libertou enviando seu anjo para
eliminar todos os primogênitos do Egito, e de quando Jeová abriu e
fechou o mar Vermelho, afogando Faraó e seu exército. Os israelitas
deviam lembrar-se de que Deus lhes havia dado a Lei no monte Sinai
e que os havia conduzido pelo deserto até chegarem à Terra Prometi-
da. Não deviam esquecer-se, no sentido de que as lembranças dessas
coisas deviam continuar influenciando profundamente o que fizes-
sem no dia a dia. — Deut. 4:9, 10; 8:10-18;
ˆ
Exo. 12:24-27; Sal. 136:15.
Nós também devemos ter cuidado para não nos tornarmos esque-
cediços. Ao passo que lidamos com as pressões da vida, precisamos
lembrar-nos de Jeová, tendo em mente o tipo de Deus que ele é e o
amor que demonstrou ao dar-nos seu Filho, que forneceu um resga-
te pelos nossos pecados para que pudéssemos ter vida perfeita para
sempre. (Sal. 103:2, 8; 106:7, 13; João 3:16; Rom. 6:23) A leitura re-
gular da Bı́blia e a participação ativa nas reuniões congregacionais e
no ministério de campo manterão essas verdades preciosas bem vi-
vas para nós.
Quando tiver de tomar decisões, grandes ou pequenas, lembre-se
dessas verdades vitais e permita que influenciem seu raciocı́nio. Não
se esqueça disso. Procure a orientação de Jeová. Em vez de encarar os
assuntos simplesmente do ponto de vista humano ou confiar nos im-
pulsos do coração imperfeito, pergunte-se: ‘Que conselhos ou prin-
cı́pios da Palavra de Deus devem influenciar minha decisão?’ (Pro.
3:5-7; 28:26) Você não tem condições de se lembrar de coisas que
nunca leu ou ouviu. Mas, à medida que adquirir mais conhecimento
exato e aumentar seu amor por Jeová, o espı́rito de Deus poderá aju-
dá-lo a se lembrar de mais coisas, e seu crescente amor por Jeová o
motivará a agir em harmonia com esse conhecimento.
20 Você pode melhorar a memória
OS ANIMAIS não conseguem fazer o que você está fazendo neste mo-
mento. Uma dentre cada seis pessoas não aprendeu a ler — na maio-
ria dos casos devido à falta de oportunidade de ir à escola — e muitas
das que aprenderam não o fazem com tanta regularidade. Contu-
do, pela leitura da página impressa você pode como que viajar para
outros paı́ses, conhecer pessoas cuja experiência de vida pode acres-
centar-lhe algo e aprender coisas práticas que o ajudarão a lidar com
problemas.
A habilidade de ler influi no aproveitamento do jovem nos estu-
dos. Ao procurar emprego, sua leitura poderá influir no tipo de traba-
lho que conseguirá e na carga horária que terá de cumprir para se sus-
tentar. A dona de casa que lê bem tem mais condições de
cuidar da nutrição, da higiene e da prevenção de doenças
dos membros de sua famı́lia. As mães que têm boa leitu-
ra também podem exercer uma influência muito positi-
va no desenvolvimento intelectual dos filhos.
Mas é claro que o maior benefı́cio da leitura é que
ela lhe dá condições de ‘achar o próprio conhecimento
de Deus’. (Pro. 2:5) Usamos a leitura em muitas facetas
do serviço a Deus. Nas reuniões congregacionais lemos a
Bı́blia e publicações bı́blicas. Seu êxito no ministério de
campo depende em grande parte de sua leitura. E a prepa-
ração para essas atividades também envolve a leitura. Por
esse motivo, seu progresso espiritual depende muito de
seus hábitos de leitura.
Aproveite bem a oportunidade
Alguns que estão aprendendo sobre Deus não têm mui-
ta escolaridade. Talvez precisem aprender a ler para ace-
lerar seu progresso espiritual. Ou pode ser que precisem
de ajuda para melhorar a leitura. Onde há necessidade, as
congregações fornecem aulas de alfabetização com base
na publicação intitulada Aplique-seà Leitura e à Escri-
ta. Milhares de pessoas já foram beneficiadas. Devido à
Aplique-se à leitura
O QUE INCLUI
SEU PROGRAMA
DE LEITURA?
˙ A Bı́blia está no topo
da lista?
˙ Lê regularmente as
revistas A Sentinela e
Despertai!?
˙ Lê as novas publicações
bı́blicas assim que as
recebe?
˙ Quando recebe o Nosso
Ministério do Reino, lê as
informações preparadas
para ajudá-lo no
ministério de pregação?
˙ Quantas publicações
mais antigas das
Testemunhas de Jeová
já leu?
21
O que lê para seus filhos pode ajudar a formar
a personalidade deles
Seus hábitos de
leitura influenciam o
seu desenvolvimento
espiritual
Aprenda a ler com expressividade
em público
Continue a aplicar-se
à leitura pública
importância de ter boa leitura, algumas congregações programam a
realização simultânea de aulas de aprimoramento de leitura e da Es-
cola do Ministério Teocrático. Mesmo onde não há tais aulas, a pes-
soa pode progredir bem, reservando tempo para ler em voz alta todos
os dias, assistindo regularmente à Escola do Ministério Teocrático e
participando nela.
Infelizmente, revistas em quadrinhos e a televisão, entre outras
coisas, têm feito com que muitas pessoas negligenciem a leitura. Ver
televisão e ler pouco pode dificultar o desenvolvimento da leitura, da
habilidade de raciocinar com clareza e da capacidade de expressar-se
bem.
O “escravo fiel e discreto” fornece-nos publicações que nos ajudam
a entender a Bı́blia. Essas publicações contêm uma vasta quantidade
de informações sobre assuntos espirituais vitais. (Mat. 24:45; 1 Cor.
2:12, 13) Elas também nos mantêm informados sobre acontecimen-
tos mundiais importantes e seu significado, ajudam-nos a conhecer
melhor a natureza e nos ensinam a lidar com assuntos que nos dizem
respeito. Acima de tudo, dão ênfase a como podemos servir a Deus de
maneira aceitável e ganhar sua aprovação. Essa leitura saudável o aju-
dará a progredir em sentido espiritual.
Obviamente, a habilidade de ler bem não é, por si só, uma virtude.
Precisa ser usada de maneira correta. Temos de selecionar o que le-
mos, assim como fazemos com a comida. Por que comer alimentos
que não são nutritivos ou que podem até envenená-lo? Da mesma
forma, por que ler matéria, mesmo ocasionalmente, que possa cor-
romper a mente e o coração? Devemos basear-nos em princı́pios bı́-
blicos ao escolher matéria de leitura. Antes de decidir o que ler, lem-
bre-se de textos como Eclesiastes 12:12, 13; Efésios 4:22-24; 5:3, 4;
Filipenses 4:8; Colossenses 2:8; 1 João 2:15-17 e 2 João 10.
Leia com a motivação correta
Ao analisarmos os Evangelhos, percebemos claramente a impor-
tância de ler com a motivação correta. No Evangelho de Mateus, por
exemplo, encontramos Jesus perguntando a lı́deres religiosos, versa-
dos em assuntos bı́blicos, coisas como: “Não lestes?” e “Nunca les-
tes?”, antes de responder, com base nas Escrituras, às perguntas cap-
ciosas deles. (Mat. 12:3, 5; 19:4; 21:16, 42; 22:31) Isso nos ensina
Aplique-se à leitura 23
que, se lermos com motivação imprópria, poderemos tirar conclu-
sões totalmente erradas ou compreender mal a matéria. Os fariseus
liam as Escrituras porque pensavam que por meio delas ganhariam a
vida eterna. Essa recompensa, como Jesus destacou, não é concedi-
da a quem não ama a Deus e não aceita Seu meio de salvação. ( João
5:39-43) As intenções dos fariseus eram egoı́stas e, por isso, eles tira-
vam muitas conclusões erradas.
O amor por Jeová é a motivação mais pura que podemos ter para
ler sua Palavra. Esse amor nos incentiva a aprender a vontade de
Deus, porque o amor “alegra-se com a verdade”. (1 Cor. 13:6) Mesmo
que não gostássemos de ler no passado, amar a Jeová de ‘toda a men-
te’ nos induzirá a usá-la num esforço intenso para adquirir conheci-
mento sobre Deus. (Mat. 22:37) O amor desperta o interesse, e o in-
teresse estimula o aprendizado.
Analise o ritmo
A leitura anda de mãos dadas com o reconhecimento. Por exemplo,
neste momento você está reconhecendo palavras e lembrando-se de
seu significado. Poderá acelerar o ritmo de sua leitura se ampliar
a área de reconhecimento. Em
vez de olhar para cada palavra,
tente visualizar várias pala-
vras de uma vez. Com a práti-
ca, descobrirá que entende de
maneira mais clara o que lê.
No caso das matérias mais
profundas, poderá tirar mais
proveito se usar outro méto-
do. Ao aconselhar Josué sobre
a leitura das Escrituras, Jeová
disse: “Este livro da lei não se
deve afastar da tua boca e tu o
tens de ler em voz baixa.” ( Jos.
1:8) Quando está meditando,
a pessoa muitas vezes fala em
voz baixa. Por isso, o termo
A leitura em famı́lia produz união
24 Aplique-se à leitura
hebraico traduzido “ler em voz baixa” também é traduzido “medi-
tar”. (Sal. 63:6; 77:12; 143:5) Ao meditar, a pessoa se concentra pro-
fundamente no assunto, sem pressa. Quando ficamos absortos na
leitura, permitimos que a Palavra de Deus tenha um impacto maior
sobre a mente e o coração. A Bı́blia contém profecias, conselhos, pro-
vérbios, poesias, expressões de julgamento divino, detalhes sobre o
propósito de Jeová e uma infinidade de exemplos da vida real. To-
das essas informações são valiosas para quem deseja andar nos cami-
nhos de Jeová. Somos muito beneficiados quando lemos a Bı́blia de
tal modo que as informações contidas nela fiquem profundamente
gravadas na mente e no coração.
Aprenda a concentrar-se
Durante a leitura, imagine-se nos cenários. Procure visualizar os
personagens e participar de suas emoções. Isso é relativamente fácil
quando lemos um relato como o de Davi e Golias, registrado em 1 Sa-
muel capı́tulo 17. Mas é possı́vel dar vida até mesmo a detalhes sobre
a construção do tabernáculo ou a instituição do sacerdócio, como
os registrados em
ˆ
Exodo e em Levı́tico, se você visualizar as dimen-
sões e o material usado na construção, ou se imaginar a fragrância do
incenso, os grãos torrados e os animais apresentados como ofertas
queimadas. Imagine como deve ter sido maravilhoso realizar os ser-
viços sacerdotais. (Luc. 1:8-10) Se envolver seus sentidos e emoções
dessa maneira, conseguirá captar o significado do que lê e isso tam-
bém o ajudará a memorizar o assunto.
Mas se não tiver cuidado, a mente pode vaguear durante a leitura.
Os olhos estarão vendo a página, mas os pensamentos poderão estar
em outro lugar. Há música tocando? A televisão está ligada? Alguém
está conversando? Se possı́vel, é melhor ler num lugar em que não
haja barulho. Contudo, a distração pode vir de dentro de você. Talvez
tenha tido um dia agitado. Infelizmente, é muito fácil ficar repassan-
do na mente as coisas que aconteceram durante o dia. Obviamente,
é bom recapitular os eventos do dia, mas não deve fazer isso quando
estiver lendo. Você talvez comece a leitura compenetrado, ou até faça
uma oração antes de ler. Mas no decorrer da leitura a mente começa
a vaguear. Tente de novo e discipline-se para ficar concentrado na lei-
tura. Aos poucos, perceberá a melhora.
Aplique-se à leitura 25
O que faz quando não entende uma palavra? Algumas palavras des-
conhecidas são definidas ou explicadas na matéria.
`
As vezes é possı́-
vel descobrir o significado com base no contexto. Se isso não acon-
tecer, procure a palavra num dicionário ou marque-a para perguntar
a alguém o que significa. Isso ampliará seu vocabulário e o ajudará a
entender melhor o que lê.
Leitura pública
Quando o apóstolo Paulo disse a Timóteo para continuar a aplicar-
se à leitura, ele se referia especialmente à leitura feita em benefı́cio
de outras pessoas. (1 Tim. 4:13) A boa leitura pública envolve mais
do que simplesmente ler palavras. O leitor precisa entender o signifi-
cado das palavras e compreender as ideias que expressam. Só quando
faz isso é que ele consegue transmitir corretamente as ideias e repro-
duzir as emoções com exatidão.
´
E óbvio que isso exigebastante pre-
paração e ensaio.
´
E por isso que Paulo exortou: “Continua a aplicar-te
à leitura pública.” A Escola do MinistérioTeocrático lhe proporciona-
rá um excelente treinamento nessa questão.
Reserve tempo para ler
“Os planos do diligente seguramente resultam em vantagem, mas
todo precipitado seguramente se encaminha para a carência.” (Pro.
21:5) Isso sem dúvida acontece com o nosso desejo de ler. Para obter
essa “vantagem”, precisamos fazer um bom planejamento para evi-
tar que outras atividades interfiram em nossa leitura.
Quando costuma ler? Tira mais proveito quando lê logo no inı́cio
do dia, ou está mais alerta em outro perı́odo? Se conseguir reservar
mesmo que sejam 15 ou 20 minutos por dia para a leitura, ficará ad-
mirado de ver quanto consegue ler. O segredo é a regularidade.
Por que Jeová preferiu ter seus grandiosos propósitos escritos num
livro? Para que as pessoas pudessem consultar sua Palavra. Isso lhes
daria condições de analisar as obras maravilhosas de Jeová, de falar
a seus filhos sobre elas e de lembrar-se do modo de Deus agir. (Sal.
78:5-7) Com respeito a esse assunto, a melhor maneira de demons-
trarmos apreço pela generosidade de Jeová é aplicar-nos à leitura de
sua Palavra vitalizadora.
26 Aplique-se à leitura
J
´
A VIU alguém escolhendo frutas? A maioria das pessoas observa a cor e
o tamanho para saber se estão maduras. Algumas cheiram, apalpam e até
apertam as frutas. Ainda outras observam o peso, colocando uma fruta
em cada mão para saber qual é a mais suculenta. O que as pessoas pen-
sam ao fazer isso? Analisam detalhes, avaliam diferenças, lembram-se de
outras frutas que já escolheram e comparam o que veem no momento
com o que já sabem. Por escolherem com atenção, terão o prazer de co-
mer frutas saborosas.
Obviamente, os benefı́cios de estudar a Palavra de Deus são muito
maiores. Quando esse estudo ocupa um lugar importante em nossa vida,
a fé e o amor tornam-se mais fortes, o ministério torna-se mais produtivo
e as decisões que tomamos dão maior evidência de discernimento e sabe-
doria piedosa. Falando sobre os benefı́cios resultantes da sa-
bedoria, Provérbios 3:15 diz: “Todos os outros agrados teus
não se podem igualar a ela.” Está sendo beneficiado assim?
A maneira de estudar pode fazer a diferença. — Col. 1:9, 10.
O que significa estudar?
´
E mais do que uma simples leitu-
ra superficial. Envolve usar as faculdades mentais para ana-
lisar o assunto de maneira cuidadosa ou prolongada. Inclui
analisar o que lê, compará-lo com o que já sabe e observar os
motivos apresentados para as declarações. Ao estudar, ana-
lise a fundo as ideias novas e veja como poderá aplicar ain-
da mais os conselhos bı́blicos. Como Testemunha de Jeová,
também desejará pensar em situações em que poderá usar a
matéria para ajudar outros. Obviamente, o estudo inclui me-
ditação.
Prepare-se mentalmente
Ao preparar-se para estudar, você apanha a Bı́blia, as publi-
cações que pretende usar, lápis ou caneta e talvez um cader-
no. Mas será que também prepara o coração? A Bı́blia nos
diz que Esdras ‘preparou seu coração para consultar a lei de
Jeová e para praticá-la, e para ensinar regulamento e justiça
em Israel’. (Esd. 7:10) O que envolve essa preparação do co-
ração?
Vale a pena estudar!
COMO TIRAR
MAIOR PROVEITO
˙ Prepare o coração
˙ Obtenha uma visão
geral da matéria
˙ Isole fatos importantes
˙ Veja como os textos
bı́blicos apoiam as
declarações feitas
˙ Recapitule os pontos
principais
˙ Medite sobre como sua
vida deve ser influencia-
da pelo que estuda
˙ Procure usar a matéria
para ajudar outras
pessoas
27
A oração nos dá condições de realizar o estudo da Palavra de Deus
com a atitude correta. Queremos que o coração, nosso ı́ntimo, seja re-
ceptivo à instrução de Jeová. Assim, ao começar a estudar, ore a Jeová
pedindo a ajuda do espı́rito santo. (Luc. 11:13) Peça-lhe que o ajude a
entender o significado do que estudará, a ver a relação da matéria com
o propósito Dele, como a informação pode ajudá-lo a discernir entre o
bem e o mal, como deve aplicar seus princı́pios na vida e como a ma-
téria influencia sua relação com Ele. (Pro. 9:10)
`
A medida que estu-
dar, ‘persista em pedir sabedoria a Deus’. (Tia. 1:5) Faça uma autoanáli-
se sincera com base no que aprender, ao passo que procura a ajuda de
Jeová para livrar-se de pensamentos errados e de desejos prejudiciais.
Sempre ‘responda a Jeová com agradecimento’ pelas coisas que ele re-
vela. (Sal. 147:7) Orar antes de estudar faz com que tenhamos uma rela-
ção achegada com Jeová, uma vez que nos dá condições de reagir fa-
voravelmente às coisas que ele nos diz por meio de sua Palavra. — Sal.
145:18.
Essa receptividade distingue o povo de Jeová de outros estudantes. As
pessoas que não têm devoção piedosa acham que se deve questionar e
duvidar de tudo o que está escrito. Mas nós temos uma atitude diferen-
te. Confiamos em Jeová. (Pro. 3:5-7) Se não entendemos alguma coisa,
não concluı́mos presunçosamente que ela deve estar errada. Pesquisa-
mos o assunto a fundo e esperamos por Jeová. (Miq. 7:7) Assim como
Esdras, temos o objetivo de agir com base no que aprendemos e ensinar
isso a outros. Essa atitude nos possibilita tirar muito pro-
veito do que estudamos.
Como estudar
Em vez de simplesmente começar pelo primeiro pará-
grafo e prosseguir até o final da matéria, tire tempo para
obter uma visão geral das informações contidas no artigo
ou no capı́tulo. Comece analisando o tı́tulo. Ele indica o
tema da matéria que estudará. Em seguida, observe aten-
tamente a relação dos subtı́tulos com o tema. Analise as
gravuras, tabelas ou quadros de ensino contidos na maté-
ria. Pergunte-se: ‘Com base nessa visão geral, o que espe-
ro aprender? Que valor terá para mim?’ Isso direciona seu
estudo.
Em seguida, passe para a matéria em si. Os artigos de es-
COMO OBTER
UMA VIS
˜
AO GERAL
DA MAT
´
ERIA
˙ Analise o tı́tulo
˙ Veja a relação de cada
subtı́tulo com o tı́tulo
˙ Examine gravuras,
tabelas ou quadros
de ensino
28 Vale a pena estudar!
tudo de A Sentinela e alguns livros têm perguntas impressas.
`
A medida
que ler os parágrafos, convém marcar as respostas. Mesmo que o artigo
não tenha perguntas, você pode marcar os pontos importantes que de-
seja se lembrar. Se uma ideia for nova para você, gaste um pouco mais
de tempo para certificar-se de que a entendeu bem. Fique atento a ilus-
trações ou argumentos que possam ser usados no ministério de cam-
po ou num discurso que fará em breve. Pense em determinadas pessoas
cuja fé poderia ser fortalecida caso lhes contasse o que está aprenden-
do. Marque os pontos que deseja usar e recapitule-os quando terminar
de estudar a matéria.
Procure os textos bı́blicos citados no artigo. Analise a relação de cada
texto com a ideia geral do parágrafo.
Talvez haja alguns pontos mais difı́ceis de entender ou que gostaria
de estudar mais detalhadamente. Anote-os para verificá-los mais tarde,
em vez de se desviar do assunto que está estudando. Muitas vezes os
pontos são esclarecidos na própria matéria. Caso contrário, poderá pes-
quisar mais sobre o assunto. Que coisas devem ser anotadas para a pes-
quisa? Talvez você não tenha entendido muito bem um texto citado ou
não consiga ver como ele se aplica ao assunto. Pode ser que tenha en-
tendido certa explicação, mas não o suficiente para conseguir transmi-
ti-la a outras pessoas. Em vez de ficar na dúvida, pesquise mais sobre
esses pontos depois de terminar de estudar a matéria.
No meio de sua carta detalhada aos cristãos hebreus, o apóstolo Pau-
lo declarou: “Este é o ponto principal.” (Heb. 8:1) Costuma dar a si mes-
mo um lembrete desse tipo? Veja por que Paulo fez isso. Nos primeiros
capı́tulos dessa carta inspirada, ele já tinha mostrado que Cristo, como
grande sumo sacerdote de Deus, havia entrado no próprio céu. (Heb.
4:14–5:10; 6:20)Contudo, por isolar e enfatizar esse ponto principal no
inı́cio do capı́tulo 8, Paulo preparou seus leitores para meditar na rela-
ção desse ponto com a vida deles. Ele destacou que Cristo tinha se apre-
sentado diante da pessoa de Deus em benefı́cio deles e que havia aber-
to o caminho para que eles também pudessem entrar naquele “lugar
santo” celestial. (Heb. 9:24; 10:19-22) A garantia de que sua esperança
seria concretizada os levaria a aplicar os conselhos que Paulo daria a se-
guir com respeito à fé, à perseverança e à conduta cristã. Da mesma ma-
neira, focalizarmos a atenção nos pontos principais do assunto nos aju-
dará a discernir a linha de raciocı́nio e fará com que tenhamos bem em
mente os motivos para agir em harmonia com esses pontos.
Vale a pena estudar! 29
Para tirar pleno proveito do estudo
pessoal, prepare o coração
Procure os textos
na Bı́blia
Reserve
tempo para
meditar
Conheça bem as ferramentas de
pesquisa disponı́veis em seu idioma
Será que seu estudo pessoal o motivará a agir? Essa é uma pergunta vi-
tal. Quando aprender algo, pergunte-se: ‘Como isso deve influir em mi-
nha atitude e em meus objetivos? Como posso usar essas informações
para resolver um problema, tomar uma decisão ou atingir um objetivo?
Como posso usá-las em minha famı́lia, no ministério de campo e na
congregação?’ Considere essas perguntas com oração, pensando em si-
tuações reais em que poderá aplicar o que aprendeu.
Quando terminar de estudar um capı́tulo ou um artigo, faça uma
breve recapitulação. Veja se consegue lembrar-se dos pontos principais
e dos argumentos que os apoiam. Isso o ajudará a gravar as informa-
ções.
O que estudar
Como povo de Jeová, temos bastante para estudar. Mas por onde
começar?
´
E bom analisar todos os dias o texto e o comentário do fo-
lheto Examine as Escrituras Diariamente. Quando estudamos a matéria
que será analisada nas reuniões congregacionais, tiramos muito mais
proveito. Além disso, alguns usam bem o tempo estudando algumas de
nossas publicações que foram lançadas antes de terem aprendido a ver-
dade. Outros escolhem alguns trechos da leitura bı́blica semanal e fa-
zem um estudo mais profundo desses versı́culos.
Mas e se você não conseguir estudar bem toda a informação que
será apresentada nas reuniões da semana? Evite a armadilha de estudar
a matéria às pressas apenas por fazê-lo ou, pior ainda, de não estudar
nada do que vai ser considerado porque não consegue estudar toda a
matéria. Veja quanto consegue estudar, e estude bem aquela parte. Faça
isso toda semana. Com o tempo, esforce-se a estudar também a matéria
das outras reuniões.
‘Edifica os da tua casa’
Jeová reconhece que os chefes de famı́lia têm de trabalhar muito para
sustentá-la. “Prepara a tua obra portas afora”, diz Provérbios 24:27, “e
apronta-a para ti no campo”. Apesar disso, as necessidades espirituais
da famı́lia não devem ser negligenciadas. Por isso, o versı́culo continua:
“Depois tens de edificar também os da tua casa.” Como os chefes de fa-
mı́lia podem fazer isso? Provérbios 24:3 diz: “Os da casa serão . . . firme-
mente estabelecidos pelo discernimento.”
Como o discernimento pode beneficiar sua famı́lia? Discernimento é
a capacidade de enxergar além do óbvio. Pode-se dizer perfeitamente
Vale a pena estudar! 31
que o estudo familiar eficaz começa por uma análise detalhada da pró-
pria famı́lia. Como anda o progresso espiritual dos membros de sua fa-
mı́lia? Ao conversar com eles, escute com atenção. Existe um ambien-
te de queixa ou mágoa? Percebe se dão prioridade às coisas materiais?
Quando vai ao serviço de campo com seus filhos, nota se eles se sen-
tem à vontade para identificar-se como Testemunhas de Jeová quando
encontram colegas? Gostam do programa de estudo e leitura da Bı́blia
em famı́lia? Estão realmente vivendo de acordo com as orientações de
Jeová? Se for observador poderá ver o que precisa fazer, como chefe da
famı́lia, para edificar qualidades espirituais em cada um de seus mem-
bros.
Ao tratar de necessidades especı́ficas, procure artigos nas revistas
A Sentinela e Despertai!. Diga-lhes com antecedência o que será estuda-
do, para que possam pensar nas informações. Mantenha um ambien-
te cordial durante o estudo. Sem repreender ou constranger ninguém,
frise o valor prático da matéria e indique como ela se aplica à famı́lia.
Mantenha todos envolvidos. Ajude-os a ver como a Palavra de Jeová é
“perfeita” e nos dá exatamente o que precisamos. — Sal. 19:7.
Benefı́cios
As pessoas observadoras que não têm entendimento das coisas espiri-
tuais podem estudar o Universo, os eventos mundiais e até a si próprias,
mas não conseguem compreender o significado real do que veem. Por
outro lado, o espı́rito de Deus ajuda aqueles que estudam Sua Palavra
regularmente a perceber a mão de Deus nessas coisas, e a entender o
cumprimento de profecias bı́blicas e o desenrolar do propósito de Deus
para abençoar humanos obedientes. — Mar. 13:4-29; Rom. 1:20; Rev.
12:12.
Por mais maravilhoso que isso possa ser, não devemos tornar-nos or-
gulhosos. A leitura diária da Palavra de Deus ajuda-nos a manter a hu-
mildade. (Deut. 17:18-20) Isso também nos protege do “poder enga-
noso do pecado”, porque se a Palavra de Deus está viva no coração é
menos provável que o pecado consiga atrair-nos e vencer nossa deter-
minação de resistir a ele. (Heb. 2:1; 3:13; Col. 3:5-10) Assim, ‘andare-
mos dignamente de Jeová, com o fim de lhe agradarmos plenamente,
ao prosseguirmos em dar fruto em toda boa obra’. (Col. 1:10) Esse é o
nosso objetivo ao estudar a Palavra de Deus e, se conseguirmos alcançá-
lo, obteremos o maior de todos os benefı́cios.
32 Vale a pena estudar!
O REI SALOM
˜
AO “ponderou e fez uma investigação cabal, a fim de pôr
em ordem muitos provérbios”. Por quê? Porque estava interessado em
escrever “palavras corretas de verdade”. (Ecl. 12:9, 10) Lucas ‘pesquisou
todas as coisas com exatidão, desde o inı́cio’, a fim de narrar em ordem
lógica os eventos da vida de Cristo. (Luc. 1:3) Esses dois servos de Deus
estavam pesquisando.
O que é pesquisa?
´
E a busca minuciosa de informações sobre deter-
minado assunto. Inclui ler e exige a aplicação dos princı́pios do estudo.
Também pode envolver entrevistas.
Em que circunstâncias é necessário fazer pesquisas? Seguem-se al-
guns exemplos. Durante o estudo pessoal ou a leitura da Bı́blia, po-
dem surgir algumas perguntas importantes para você. Ao
dar testemunho, a pessoa talvez lhe faça uma pergunta so-
bre a qual você gostaria de obter informações especı́ficas
para responder. Ou pode ser que você tenha sido designa-
do para proferir um discurso.
No caso de um discurso, pode ser que a matéria que lhe
foi designada pareça bem genérica. Como poderá aplicá-la
aos ouvintes? Enriqueça-a por meio de pesquisas. Um ar-
gumento aparentemente óbvio torna-se informativo e até
motivador quando apoiado por dados estatı́sticos ou por
um exemplo que se encaixe na matéria e que tenha a
ver com os presentes. A matéria que servirá de base para
seu discurso pode ter sido preparada para leitores de todo
o mundo, mas você precisa ampliar e ilustrar os pontos, e
mostrar como se aplicam a determinada congregação ou
a uma pessoa especı́fica. Como fazer isso?
Antes de começar a pesquisar, pense na assistência.
O que já conhecem da matéria? O que precisam saber? Daı́,
identifique o seu objetivo. Você pretende explicar, conven-
cer, refutar ou motivar? Para explicar algo é necessário in-
cluir informações adicionais a fim de esclarecer o assunto.
Embora os fatos básicos possam ser compreendidos, talvez
precise falar um pouco mais sobre quando ou como fazer
o que está sendo dito. Para convencer, é preciso apresentar
Como pesquisar
QUAIS DESSAS
FERRAMENTAS DE
PESQUISA VOC
ˆ
E TEM?
˙ Tradução do Novo Mundo
das Escrituras Sagradas
˙ Comprehensive
Concordance
(Concordância
Abrangente)
˙ A Sentinelae Despertai!
˙ Raciocı́nios à Base das
Escrituras
˙ Testemunhas de Jeová
— Proclamadores do
Reino de Deus
˙ Estudo Perspicaz das
Escrituras
˙
´
Indice das Publicações da
Torre de Vigia
˙ Watchtower Library em
CD-ROM
33
motivos e provas que indiquem por que uma coisa é de determinada
maneira. Para refutar, é necessário conhecer bem os dois lados da ques-
tão e analisar detalhadamente as evidências usadas. E óbvio que não
procuramos apenas usar argumentos fortes, mas procuramos meios
para apresentar fatos de maneira bondosa. Motivar envolve tocar o co-
ração. Significa incentivar os ouvintes e estimular seu desejo de agir
em harmonia com o que está sendo dito. Citar exemplos de pessoas
que agiram assim, mesmo ao enfrentar dificuldades, pode tocar o cora-
ção dos ouvintes.
Está pronto para começar? Ainda não. Veja a quantidade de informa-
ção de que precisará. O tempo é um fator importante. Se tiver de apre-
sentar a informação a outros, quanto tempo terá para fazer isso? Cinco
minutos? Quarenta e cinco minutos? Há um limite de tempo, como
acontece nas reuniões, ou há certa flexibilidade, como no caso de um
estudo bı́blico ou de uma visita de pastoreio?
Por último, que ferramentas de pesquisa tem à disposição? Além das
que tem em casa, há mais na biblioteca do Salão do Reino? Será que os
irmãos que já servem a Jeová por muitos anos estariam dispostos a dei-
xá-lo consultar suas publicações? Existe uma biblioteca pública em sua
região para que possa consultar livros de referência, caso necessário?
Como usar nossa ferramenta de pesquisa
mais importante — a Bı́blia
Se o seu projeto de pesquisa envolve o significado de um texto bı́bli-
co, comece com a própria Bı́blia.
Examine o contexto. Pergunte-se: ‘A quem foi dirigido esse texto?
O que o contexto diz sobre as circunstâncias que levaram a essa decla-
ração ou a atitude das pessoas envolvidas?’ Esses detalhes muitas vezes
nos ajudam a entender um versı́culo, e também podem ajudar-nos a
enriquecer um discurso.
Por exemplo, o texto de Hebreus 4:12 muitas vezes é citado para mos-
trar que a Palavra de Deus tem o poder de tocar o coração e influenciar
pessoas. O contexto ajuda-nos ainda mais a ver como isso realmente
pode acontecer. Fala sobre os 40 anos que Israel passou no deser-
to antes de entrar na terra que Jeová havia prometido a Abraão. (Heb.
3:7–4:13) “A palavra de Deus” — sua promessa de levá-los a um lugar de
descanso, em harmonia com o pacto que havia feito com Abraão — não
estava morta; estava viva e rumo ao cumprimento. Os israelitas tinham
todos os motivos para ter fé nessa promessa. Mas, à medida que Jeová
os conduzia do Egito para o monte Sinai e dali para a Terra Prometida,
34 Como pesquisar
eles demonstraram falta de fé em várias ocasiões. Assim, sua reação ao
modo de Deus cumprir sua Palavra revelou o que tinham no coração.
Atualmente, a palavra ou promessa de Deus revela o que o homem tem
no coração.
Consulte as referências cruzadas. Algumas Bı́blias têm referências
cruzadas. Você tem uma assim? Se tiver, elas podem ser úteis. Veja um
exemplo da Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas. O tex-
to de 1 Pedro 3:6 menciona Sara como exemplo digno de ser imita-
do pelas esposas cristãs. A referência cruzada a Gênesis 18:12 reforça
essa ideia dizendo que, “no ı́ntimo”, Sara chamava Abraão de senhor.
Isso mostra que sua submissão vinha do coração. Além desses esclare-
cimentos, as referências cruzadas podem levá-lo a versı́culos que mos-
tram o cumprimento de uma profecia bı́blica ou de um modelo do
pacto da Lei. Contudo, é bom estar ciente de que algumas referências
cruzadas não têm o objetivo de fornecer explicações. Elas podem sim-
plesmente indicar ideias paralelas ou ainda informações biográficas ou
geográficas.
Pesquisa com uma concordância bı́blica. A concordância bı́blica é
um ı́ndice alfabético de palavras usadas na Bı́blia.
´
E usada para en-
contrar textos que se relacionam com o assunto que está pesquisan-
do. Ao consultá-los, aprenderá outros detalhes práticos. Verá a evi-
dência do “modelo” da verdade contido na Palavra de Deus. (2 Tim.
1:13) A Tradução do Novo Mundo contém um “
´
Indice de Palavras Bı́bli-
cas”. A Comprehensive Concordance (Concordância Abrangente) é mui-
to mais extensiva. Se estiver disponı́vel em seu idioma, ela lhe indicará
todos os textos em que aparecem as principais palavras da Bı́blia.
Como usar outras ferramentas de pesquisa
O quadro na página 33 alista uma série de outras ferramentas de pes-
quisa fornecidas pelo “escravo fiel e discreto”. (Mat. 24:45-47) Muitas
delas têm um ı́ndice da matéria contida na publicação, além de um ı́n-
dice no final cuja finalidade é ajudá-lo a encontrar informações especı́-
ficas. No final de cada ano, as revistas A Sentinela e Despertai! trazem
ı́ndices dos assuntos publicados nelas durante o ano.
Estar familiarizado com o tipo de informação contida nessas publica-
ções bı́blicas pode acelerar o processo de pesquisa. Digamos, por exem-
plo, que você queira saber algo sobre profecia, doutrina, conduta cristã
ou aplicação de princı́pios bı́blicos. A revista A Sentinela provavelmen-
te tem a informação que procura. A Despertai! publica matérias sobre
Como pesquisar 35
eventos e problemas atuais, religião, ciência e povos de vários paı́ses.
O livro O Maior Homem Que Já Viveu comenta todos os relatos conti-
dos nos Evangelhos, em ordem cronológica. Algumas publicações ana-
lisam livros bı́blicos versı́culo por versı́culo, como é o caso de Revela-
ção — Seu Grandioso Clı́max Está Próximo!, Preste Atenção à Profecia de
Daniel! e os dois volumes de Profecia de Isaı́as — Uma Luz para Toda a
Humanidade. No livro Raciocı́nios à Base das Escrituras você encontra-
rá respostas satisfatórias a centenas de perguntas bı́blicas comumente
levantadas no serviço de campo. Quando quiser saber mais sobre ou-
tras religiões, seus ensinos e sua história, consulte o livro O Homem em
Busca de Deus. A obra Testemunhas de Jeová — Proclamadores do Rei-
no de Deus conta em detalhes a história moderna das Testemunhas de
Jeová. Se desejar saber os acontecimentos recentes na obra mundial de
pregação, consulte o último Anuário das Testemunhas de Jeová. A obra
Estudo Perspicaz das Escrituras é uma enciclopédia e um atlas da Bı́blia;
se precisar obter detalhes sobre povos, lugares, coisas, idiomas ou even-
tos históricos associados com a Bı́blia, é uma excelente fonte de pes-
quisas.
“
´
Indice das Publicações da Torre de Vigia”. Esse
´
Indice, publicado em
mais de 20 idiomas, o ajudará a encontrar informações em várias pu-
blicações. Está dividido em ı́ndice de assuntos e ı́ndice de textos. Para
usar o ı́ndice de assuntos, encontre a palavra que corresponda ao as-
sunto que deseja pesquisar. Caso queira saber mais sobre algum tex-
to, procure-o na lista do ı́ndice de textos. Se algo foi publicado em
seu idioma sobre o assunto ou o texto bı́blico que procura, no perı́odo
abrangido pelo
´
Indice, encontrará uma lista de referências. No inı́cio
do
´
Indice há uma relação com as abreviaturas das publicações citadas.
(Ao consultá-la, verá, por exemplo, que w99 1/3 15 se refere à revista
A Sentinela de 1.° de março de 1999, página 15.) Verbetes principais,
como “Experiências no ministério de campo” e “Biografias de Teste-
munhas de Jeová”, podem ser úteis ao preparar discursos para motivar
a congregação.
Visto que pesquisar pode ser muito envolvente, tome cuidado para
não se desviar do assunto que está pesquisando. Concentre-se no obje-
tivo de pesquisar a matéria necessária para cumprir a tarefa do momen-
to. Se o
´
Indice fizer referência a determinada fonte de matéria, abra a
publicação na página indicada e use os subtı́tulos e as primeiras sen-
tenças dos parágrafos para encontrar a informação de que precisa. Se
estiver procurando o significado dedeterminado versı́culo bı́blico, pri-
36 Como pesquisar
meiro localize o texto na página indicada e então examine os comen-
tários antes e depois da citação.
“Watchtower Library” (Biblioteca da Torre de Vigia) em CD-ROM.
Se tiver acesso a um computador, talvez ache útil usar a Watchtower
Library em CD-ROM, que contém uma vasta coleção de nossas publica-
ções. O programa tem um sistema simples pelo qual você pode procu-
rar uma palavra, uma combinação de palavras, ou uma citação bı́blica
em qualquer publicação da Watchtower Library. Caso essa ferramenta
de pesquisa não esteja disponı́vel em seu idioma, poderá acessá-la em
um idioma internacional com que estiver familiarizado.
Outras bibliotecas teocráticas
Em sua segunda carta inspirada ao jovem Timóteo, Paulo pediu-lhe
que levasse “os rolos, especialmente os pergaminhos”, a Roma, onde
Paulo estava. (2 Tim. 4:13) Paulo valorizava certos escritos e os guarda-
va. Você também pode fazer isso. Costuma guardar os exemplares de
A Sentinela, Despertai! e do Nosso Ministério do Reino, mesmo depois
de terem sido estudados nas reuniões? Se fizer isso, poderá usá-los para
fazer pesquisas junto com as outras publicações bı́blicas que tiver ad-
quirido. A maioria das congregações tem uma coleção de publicações
teocráticas na biblioteca do Salão do Reino. Essas publicações podem
ser usadas por todos os membros da congregação, dentro do Salão do
Reino.
Arquivo pessoal
Fique atento a matérias interessantes que poderá usar tanto para fa-
lar com as pessoas como para ensinar. Se encontrar num jornal ou
numa revista uma matéria interessante, dados estatı́sticos ou um exem-
plo que possa usar no ministério, recorte o artigo ou copie as informa-
ções. Inclua a data, o nome da publicação e talvez o nome do autor ou
do editor. Nas reuniões congregacionais, anote argumentos e ilustra-
ções que poderão ajudá-lo a explicar a verdade a outras pessoas. Já lhe
aconteceu de ter uma boa ideia para uma ilustração, mas não surgir a
oportunidade de usá-la logo? Anote-a e guarde-a em seus arquivos. De-
pois de participar na Escola do MinistérioTeocrático por algum tempo,
você terá preparado vários discursos. Guarde suas anotações. As pesqui-
sas que tiver feito poderão ser úteis mais tarde.
Converse com outros
Pessoas são uma rica fonte de informações. Para compilar seu Evan-
gelho, Lucas evidentemente obteve muitas informações entrevistando
Como pesquisar 37
testemunhas oculares dos acontecimentos. (Luc. 1:1-4) Talvez um ir-
mão diga algo que o ajude a entender um assunto sobre o qual você es-
teja pesquisando. De acordo com Efésios 4:8, 11-16, Cristo usa “dádi-
vas em homens” para ajudar-nos a obter mais “conhecimento exato do
Filho de Deus”. Você pode obter ideias úteis falando com pessoas que
têm bastante experiência no serviço de Deus. Ao conversarmos com
outros, descobrimos o que estão pensando, e isso pode ajudar-nos a
preparar matérias realmente práticas.
Avalie os resultados
Depois da colheita do trigo, o grão tem de ser tirado da palha. O mes-
mo acontece com as pesquisas que faz. Antes de usar as informações
que encontrou, você precisa separar o que é valioso do que é supérfluo.
Se pretende usar as informações num discurso, pergunte-se: ‘Essa
ideia que pretendo usar realmente acrescenta algo à explicação do as-
sunto? Ou, embora a informação seja interessante, será que tende a des-
viar a atenção do assunto?’ Se pensar em citar acontecimentos recentes
ou dados relacionados com os campos da ciência e da medicina — em
constante mudança —, certifique-se de que a informação esteja atua-
lizada. Lembre-se também de que algumas informações que aparecem
nas nossas publicações mais antigas podem ter sido atualizadas. Por
isso, procure as informações mais recentes sobre o respectivo assunto.
Seja muito cauteloso ao usar informações de fontes seculares. Nun-
ca se esqueça de que a Palavra de Deus é a verdade. ( João 17:17) Jesus
ocupa o papel principal no cumprimento do propósito de Deus. Por
isso, Colossenses 2:3 diz: “Cuidadosamente ocultos nele se acham to-
dos os tesouros da sabedoria e do conhecimento.” Avalie os resultados
de suas pesquisas com base nisso. No caso das pesquisas seculares, per-
gunte-se: ‘Essa matéria contém exageros, especulação ou expressa con-
ceitos mı́opes? Foi escrita com base em interesses egoı́stas ou comer-
ciais? Será que outras fontes respeitadas concordam com ela? Acima de
tudo, harmoniza-se com a Bı́blia?’
Provérbios 2:1-5 incentiva-nos a continuar a buscar o conhecimento,
a compreensão e o discernimento ‘como se fossem prata e tesouros es-
condidos’. Isso é sinônimo de esforço e de ricas recompensas. Pesqui-
sar demanda esforço, mas o ajudará a descobrir o que Deus pensa sobre
as coisas, a corrigir ideias equivocadas e a reforçar seu entendimento da
verdade. Fará também com que suas apresentações sejam significativas
e animadas, tornando-as agradáveis de proferir e de ouvir.
38 Como pesquisar
MUITOS oradores se dão ao enorme trabalho de escrever tudo o que
pretendem dizer, desde a introdução até a conclusão. Fazem vários
rascunhos até terminar de preparar o discurso. Esse processo pode
levar horas.´
E assim que prepara seus discursos? Gostaria de aprender um méto-
do mais fácil? Se aprender a elaborar um esboço, não terá mais neces-
sidade de escrever tudo o que pretende dizer e terá mais tempo para
ensaiar o discurso. Seus discursos serão mais fáceis de proferir, mais
interessantes de ouvir e mais motivadores para a assistência.
Como sabemos, os oradores que proferem discursos públicos nas
congregações já recebem um esboço básico da matéria. Mas isso não
acontece com a maioria dos outros discursos. Talvez você receba uma
designação indicando apenas o assunto ou o tema. Ou pode ser que
lhe peçam para falar com base em determinada matéria publicada.
Em outros casos, talvez receba apenas algumas orientações. Para to-
dos esses discursos, você precisa elaborar seu próprio esboço.
O modelo na página 41 lhe dará uma ideia de como organizar um
esboço breve. Observe que os pontos principais começam na mar-
gem esquerda e são escritos com letras maiúsculas. Logo abaixo de
cada ponto principal estão alistados os argumentos que o apoiam.
Para desenvolver esses argumentos, há ainda outras ideias, alista-
das sob eles e deslocadas alguns espaços à direita. Analise esse esbo-
ço com atenção. Observe que os dois pontos principais estão dire-
tamente relacionados com o tema do discurso. Veja também que os
pontos secundários não são simplesmente pensamentos interessan-
tes, mas apoiam o ponto principal sob o qual aparecem.
Pode ser que seu esboço não tenha exatamente a mesma aparência
desse modelo, mas, se você entender os princı́pios envolvidos, con-
seguirá organizar a matéria e preparar um bom discurso num perı́o-
do razoável. Por onde começar?
Analise, selecione e organize
Você precisa de um tema. Seu tema não deve ser simplesmente um
assunto genérico, que poderia ser descrito com apenas uma palavra.
Como elaborar um esboço
39
Ele é a ideia central que pretende transmitir e indica o ponto de
vista sob o qual você pretende abordar o assunto. Caso o tema lhe
seja fornecido, analise cuidadosamente cada palavra principal dele.
Se tiver de desenvolver o tema com base numa matéria impressa, es-
tude-a com o tema em mente. Se receber apenas o assunto sobre o
qual falar, então você terá de escolher o tema. Antes de fazer isso, tal-
vez queira fazer pesquisas. Tenha mente aberta e conseguirá novas
ideias.
Ao dar esses passos, tenha em mente as seguintes perguntas: ‘Por
que essa matéria é importante para a minha assistência? Qual é meu
objetivo?’ Não deve ser apenas cobrir matéria ou proferir um dis-
curso interessante, mas transmitir algo benéfico para os ouvintes.
Quando definir o objetivo, anote-o e mantenha-o emmente duran-
te a preparação.
Depois de definir o objetivo do discurso e escolher
um tema que combine com ele (ou de ter analisa-
do como o tema que recebeu se encaixa nesse objeti-
vo), poderá fazer pesquisas mais direcionadas. Procure
matéria especı́fica para sua assistência. Não se conten-
te com generalidades, mas procure pontos especı́ficos
que sejam informativos e realmente práticos. Seja rea-
lista no que diz respeito à quantidade de matéria que
pesquisa. Na maioria dos casos, logo terá mais matéria
do que conseguirá usar. Por isso, seja criterioso.
Identifique os pontos principais que precisa abordar
a fim de abranger o tema e alcançar seu objetivo. Eles
se tornarão a estrutura básica de seu esboço. Quantos
pontos principais deve ter? Talvez dois sejam suficien-
tes para um discurso curto e, geralmente, cinco pon-
tos são suficientes até para um discurso de uma hora.
Quanto menor o número de pontos principais, maior a
probabilidade de sua assistência se lembrar deles.
Uma vez que tiver em mente o tema e os pontos prin-
cipais, organize a matéria de pesquisa. Decida o que
se relaciona diretamente com os pontos principais. Es-
colha detalhes que tornem sua apresentação original.
COMO ELABORAR
UM ESBOÇO
˙ Determine por que o
assunto é importante
para a assistência e
qual é o seu objetivo
˙ Escolha um tema; se
o tema já tiver sido
escolhido, analise-o
˙ Reúna matéria prática
e instrutiva
˙ Identifique os pontos
principais
˙ Organize a matéria e
use apenas as melhores
informações
˙ Prepare uma introdução
que desperte interesse
˙ Elabore uma conclusão
motivadora
˙ Revise e aprimore
o discurso
40 Como elaborar um esboço
O PROP
´
OSITO ORIGINAL DE DEUS ERA QUE A
TERRA SE TORNASSE UM PARA
´
ISO
Deus deu inı́cio ao Paraı́so no
´
Eden. (Gên. 2:8, 15)
Adão e Eva e seus descendentes deviam
estender o Paraı́so por toda a Terra.
(Gên. 1:28)
DEUS N
˜
AO DESISTIU DO PROP
´
OSITO DE
TRANSFORMAR A TERRA NUM PARA
´
ISO
O proceder anárquico dos primeiros humanos,
sob a influência de Satanás, não mudou o
propósito de Deus.
No tempo devido, Deus destruirá os perversos.
(Pro. 2:22)
Satanás será lançado no abismo. (Rev. 20:1-3)
Cristo cumprirá o propósito de Deus para com a
Terra durante o Reinado Milenar.
As doenças e a morte serão eliminadas.
(Rev. 21:3, 4)
Os mortos serão ressuscitados para viver na
Terra.
Sob o governo celestial, os humanos
fiéis transformarão a Terra num paraı́so.
(Isa. 65:17, 21-25)
QUAL
´
E O PROP
´
OSITO DE DEUS
PARA COM A TERRA?
Quando escolher textos para apoiar os pontos principais, fique aten-
to a ideias que o ajudem a raciocinar de maneira significativa sobre
esses textos. Aliste cada ideia ou texto sob o ponto principal corres-
pondente. Se alguma informação não se encaixar em nenhum dos
pontos principais, descarte-a — mesmo que seja muito interessan-
te — ou arquive-a para usá-la em outra ocasião. Use apenas as melho-
res informações. Se tentar abranger muita coisa, terá de falar rápido
demais e cobrirá a matéria de maneira superficial.
´
E melhor transmi-
tir poucos pontos de real valor para a assistência, mas fazer isso de
maneira bem-feita. Não passe da hora.
A essa altura, organize a matéria numa sequência lógica, se ainda
não o fez. O escritor do Evangelho de Lucas fez o mesmo. Depois
de reunir muitos fatos com respeito ao assunto sobre o qual escre-
veria, ele os organizou “em ordem lógica”. (Luc. 1:3) Você pode or-
ganizar a matéria por ordem cronológica ou por ordem de tópicos,
possivelmente de acordo com causa
e efeito, ou problema e solução, de-
pendendo do que for melhor para
atingir seu objetivo. Não faça uma
mudança brusca de uma ideia para
outra. A transição de pensamentos
deve ser suave para os ouvintes,
sem lacunas difı́ceis de preencher.
As provas apresentadas devem le-
var a assistência a conclusões lógi-
cas.
`
A medida que organizar os pon-
tos, pense em como a apresentação
soará para a assistência. Acha que os
presentes conseguirão acompanhar
com facilidade a sua linha de racio-
cı́nio? Serão motivados a agir com
base no que escutarem, em harmo-
nia com o objetivo que você tem
em mente?
A seguir, prepare uma introdução
que desperte interesse no assunto
e que mostre aos ouvintes que sua
Como elaborar um esboço 41
mensagem é realmente importante para eles.
`
As vezes, é bom escre-
ver as primeiras frases na ı́ntegra. Por último, elabore uma conclu-
são motivadora, coerente com seu objetivo.
Se preparar o esboço com bastante antecedência, terá tempo para
aprimorá-lo antes do proferimento. Pode ser que ache necessário
mencionar certos dados, uma ilustração, ou contar um caso real
para apoiar determinadas ideias. Citar um acontecimento recente ou
algo de interesse na localidade pode ajudar a assistência a entender
de maneira mais rápida a importância da matéria. Ao revisar o dis-
curso, poderá perceber outras maneiras de adaptar as informações à
assistência. O processo de analisar e aprimorar é essencial para trans-
formar uma boa matéria num discurso prático.
Alguns oradores precisam usar notas mais extensas do que outros.
Mas, se dispuser a matéria em poucos pontos principais, eliminar o
que realmente não apoia esses pontos e colocar as ideias em ordem
lógica, verá que à medida que ganha experiência não precisará mais
escrever tudo o que pretende dizer. Isso pode poupar muito tempo e
melhorar a qualidade dos seus discursos. Ficará evidente que você
realmente está tirando proveito da instrução fornecida na Escola do
Ministério Teocrático.
42 Como elaborar um esboço
CADA designação que recebemos na escola nos oferece uma opor-
tunidade para progredir. Seja aplicado e, aos poucos, seu progresso
se tornará evidente tanto para você como para outros. (1 Tim. 4:15)
A escola o ajudará a desenvolver ainda mais as suas habilidades.
Fica ansioso com a ideia de falar perante a congregação? Isso é nor-
mal, mesmo que já esteja matriculado na escola há algum tempo.
No entanto, há algumas coisas que ajudam a diminuir a ansiedade.
Em casa, crie o hábito de ler em voz alta. Comente com frequência
nas reuniões e, se for publicador, participe regularmente na prega-
ção. Isso lhe dará mais experiência em falar perante outros. Além dis-
so, prepare seus discursos com bastante antecedência e treine-os em
voz alta. Lembre-se de que sua assistência é amigável. Antes de profe-
rir qualquer discurso, ore a Jeová. Ele tem prazer em conceder espı́ri-
to santo sempre que seus servos o pedem. — Luc. 11:13; Fil. 4:6, 7.
Não tenha expectativas muito elevadas.
´
E necessário tempo para se
tornar um orador experiente e um bom instrutor. (Miq. 6:8) Se es-
tiver matriculado na escola há pouco tempo, não espere fazer uma
apresentação perfeita logo de imediato. Dê atenção a uma caracte-
rı́stica de oratória por vez e estude neste livro a seção que a explica.
Se possı́vel, faça o exercı́cio sugerido no livro. Assim você adquirirá
experiência em assuntos relacionados com a respectiva caracterı́stica
antes de cumprir a designação. O progresso virá com o tempo.
Como se preparar para ler em público
Preparar-se para ler em público envolve muito mais do que sim-
plesmente conseguir pronunciar as palavras impressas. Esforce-se
para entender claramente o significado da matéria. Assim que rece-
ber a designação, leia a matéria com esse objetivo em mente. Procu-
re entender a ideia de cada sentença e a linha de raciocı́nio de cada
parágrafo, para que consiga transmitir os pensamentos da maneira
exata e com o sentimento apropriado. Quando possı́vel, consulte um
dicionário para ver a pronúncia correta de palavras que não conhece.
Como os estudantes podem
elaborar suas apresentações
43
Familiarize-se bem com a matéria. Os pais talvez tenham de ajudar os
filhos a fazer isso.
Foi designado para ler um trecho da Bı́blia ou um artigo de A Sen-
tinela? Se em seuidioma houver gravação da matéria em fita cassete,
convém ouvi-la, prestando atenção a coisas como pronúncia, estilo
de expressão, ênfase e modulação. Então, tente aplicar essas qualida-
des em sua leitura.
Quando começar a elaborar sua apresentação, estude detalhada-
mente a lição que trata da caracterı́stica de oratória que foi designado
a observar. Se possı́vel, recapitule essa informação depois de ter trei-
nado várias vezes a leitura da matéria em voz alta. Esforce-se a aplicar
na ı́ntegra os conselhos da lição.
Esse treinamento lhe será muito útil no ministério. Quando parti-
cipa na pregação, surgem muitas oportunidades de ler para outros.
Visto que a Palavra de Deus tem o poder de mudar a vida das pes-
soas, é importante que você a leia bem. (Heb. 4:12) Não espere domi-
nar todos os aspectos da boa leitura depois de uma ou duas partici-
pações. O apóstolo Paulo escreveu a um ancião cristão com anos de
experiência: “Continua a aplicar-te à leitura pública.” — 1 Tim. 4:13.
Tema e cena
Como preparar uma apresentação que envolva uma cena?
´
E preciso levar em conta três coisas principais: (1) o assunto, (2) a
cena e a pessoa com quem fará a apresentação e (3) a caracterı́stica de
oratória em que será aconselhado.
Você precisa reunir matéria sobre o assunto que vai abordar. Mas,
antes de ir muito a fundo nisso, pense bem sobre a cena e a pessoa
com quem fará a apresentação, visto que esses fatores terão relação
com o tipo de matéria que abordará e a maneira de apresentá-la. Qual
será a cena? Uma demonstração de como apresentar as boas novas a
alguém que conhece? Ou demonstrará o que pode acontecer ao con-
versar com uma pessoa pela primeira vez? A pessoa é mais velha ou
mais jovem que você? Qual será a atitude dela com relação ao assun-
to que você pretende abordar? Quanto ela provavelmente já sabe do
assunto? Que objetivo espera alcançar com sua apresentação? As res-
postas a essas perguntas serão importantes para direcionar seu traba-
lho.
44 Como os estudantes podem elaborar suas apresentações
Onde poderá encontrar informações sobre o assunto que lhe foi
designado? Leia as explicações sobre “Como pesquisar”, nas pági-
nas 33 a 38 deste livro, e use as ferramentas de pesquisa de que dis-
põe. Na maioria dos casos, logo encontrará mais matéria do que pode-
rá usar. Leia o suficiente para ter uma ideia do que tem à disposição e,
ao fazer isso, não se esqueça da cena que usará e da pessoa com quem
fará a apresentação. Marque os pontos apropriados para usar em sua
apresentação.
Antes de organizar a apresentação e fazer a escolha final dos de-
talhes, leia as informações sobre a caracterı́stica de oratória em que
será aconselhado. Um dos motivos principais de receber a designa-
ção é aplicar esse conselho.
Se cobrir a matéria no tempo designado, terá a satisfação de apre-
sentar a conclusão do assunto, visto que será dado um sinal caso seu
tempo se esgote. No ministério de pregação, o tempo nem sempre
será um fator restritivo. Por isso, ao preparar-se, leve em conta o tem-
po disponı́vel, mas concentre-se principalmente na eficácia do en-
sino.
Um detalhe a respeito das cenas. Veja as sugestões na página 82, e
escolha uma que seja prática para o ministério e lhe dê condições de
apresentar a matéria de modo realista. Se já estiver matriculado na es-
cola há um bom tempo, encare isso como oportunidade para progre-
dir e tornar-se mais eficiente no ministério.
Caso o superintendente da Escola do MinistérioTeocrático indique
a cena, aceite o desafio. A maioria das cenas envolve a obra de teste-
munho. Se nunca deu testemunho nas circunstâncias indicadas na
cena, peça sugestões a publicadores que já o fizeram. Se possı́vel, ten-
te usar a matéria designada numa situação parecida com a cena que
apresentará na escola. Isso o ajudará a atingir um objetivo importan-
te de seu treinamento.
Apresentação da matéria em forma de discurso
Os irmãos podem ser designados para proferir discursos breves à
congregação. Ao prepará-los, os pontos básicos que precisam ser con-
siderados são parecidos aos pontos já alistados para as designações
apresentadas em forma de demonstração. As principais diferenças
são a assistência e o método de apresentar a matéria.
Como os estudantes podem elaborar suas apresentações 45
´
E bom preparar o discurso de forma que todos os presentes pos-
sam tirar proveito. A maioria dos ouvintes já conhece as verdades bı́-
blicas básicas e pode ser que eles conheçam bem o assunto sobre o
qual falará. Leve em conta o que já conhecem da matéria. Esforce-se
para apresentar a informação de uma maneira que os beneficie. Per-
gunte-se: ‘Como posso usar essa matéria para que eu e meus ouvintes
aumentemos o apreço por Jeová como pessoa? Que parte da matéria
nos ajudará a discernir a vontade de Deus? Como ela pode ajudar-
nos a tomar decisões acertadas em meio a um mundo dominado pe-
los desejos carnais?’ (Efé. 2:3) Para encontrar respostas satisfatórias
a essas perguntas é necessário pesquisar. Quando usar a Bı́blia, não
se limite a apenas ler os versı́culos. Raciocine sobre os textos e mos-
tre como servem de base para tirarmos conclusões. (Atos 17:2, 3) Não
tente abranger matéria demais, e apresente-a de um modo que facili-
te memorizá-la.
Na fase de preparação, dê atenção também ao proferimento do dis-
curso. Isso é muito importante. Treine o discurso em voz alta. Seu
empenho em estudar e aplicar os conselhos referentes às diversas ca-
racterı́sticas de oratória contribuirá muito para seu progresso. Quer
seja um orador iniciante, quer seja experiente, prepare-se bem para
falar com a convicção e o sentimento que a matéria exigir. Sempre
que cumprir uma designação na escola, lembre-se de que o objetivo
de usar o dom divino da fala é honrar a Jeová. — Sal. 150:6.
46 Como os estudantes podem elaborar suas apresentações
O PROGRAMA da Escola do Ministério Teocrático visa beneficiar
toda a congregação. Informações valiosas também são apresentadas
em outras reuniões congregacionais e em assembleias e congressos.
Se você foi designado para participar no programa espiritual de um
desses eventos, recebeu uma grande responsabilidade. O apóstolo
Paulo recomendou a Timóteo, um superintendente cristão, que esti-
vesse constantemente atento à questão do ensino. (1 Tim. 4:16) As
pessoas reservam tempo valioso para assistir às reuniões cristãs, e al-
gumas fazem muito empenho para estar ali e receber instruções so-
bre assuntos pertinentes à sua relação com Deus. Fornecer-lhes essa
instrução é realmente um imenso privilégio. Como você pode cuidar
bem dele?
Destaques da leitura da Bı́blia
Essa parte da escola se baseia no trecho da leitura semanal da Bı́-
blia. Deve-se enfatizar o efeito que a matéria tem sobre nós atual-
mente. Conforme registrado em Neemias 8:8, Esdras e seus compa-
nheiros liam e explicavam a Palavra de Deus em público, ‘dando-lhe
sentido’ e tornando-a compreensı́vel. Você pode fazer o mesmo ao
apresentar os destaques da Bı́blia.
Como deve preparar os destaques? Procure ler o trecho da Bı́blia
com uma semana ou mais de antecedência. Depois de fazer isso, pen-
se na congregação e nas necessidades dela. Ore pedindo orientação.
Que conselhos, exemplos ou princı́pios desse trecho da Palavra de
Deus atendem a essas necessidades?
´
E essencial pesquisar. Use bem a Watchtower Library (Biblioteca da
Torre de Vigia) em CD-ROM ou o
´
Indice das Publicações da Torre de
Vigia, se estiverem disponı́veis em seu idioma. Ao pesquisar o que
foi publicado a respeito dos versı́culos que escolheu, talvez encon-
tre detalhes que esclareçam o contexto, explicações sobre o cumpri-
mento de profecias ou sobre o que certos textos revelam a respeito
de Jeová, ou ainda análises de princı́pios. Não tente abranger muitos
Como elaborar discursos
dirigidosà congregação
47
pontos. Escolha apenas alguns versı́culos e concentre-se neles.
´
E me-
lhor abranger poucos versı́culos, mas fazê-lo bem.
Para cumprir essa designação, você poderá também convidar os
presentes a fazer comentários sobre como se beneficiaram da leitura
bı́blica da semana. O que descobriram que os beneficiará em seu es-
tudo pessoal e familiar, no ministério, ou ainda no dia a dia? Que
qualidades Jeová manifestou ao lidar com pessoas e nações? O que
aprenderam que fortaleceu a fé e aumentou o apreço por Jeová? Não
se concentre nos pormenores técnicos, mas enfatize o significado e o
valor prático dos pontos analisados.
Discurso de instrução
Baseia-se em matéria impressa, como um artigo de A Sentinela ou
Despertai!, ou o trecho de um livro. Na maioria dos casos, a matéria
é mais do que suficiente para o tempo concedido. Como deve pre-
parar o discurso? Com o objetivo de instruir, não apenas abranger
a matéria. O superintendente tem de ser “qualificado para ensinar”.
— 1 Tim. 3:2.
Comece estudando a matéria designada. Consulte os textos e me-
dite. Esforce-se a fazer isso bem antes da data do discurso. Lembre-se
de que os irmãos são incentivados a ler com antecedência a matéria
em que o discurso se baseará. A sua função não é simplesmente reca-
pitular ou condensar a matéria, mas mostrar como se pode aplicá-la.
Aborde trechos da matéria de uma maneira que realmente beneficie
a congregação.
Assim como cada criança tem sua personalidade, cada congregação
tem caracterı́sticas próprias. Para ensinar bem a criança, os pais não
se limitam a simplesmente recitar preceitos. Eles raciocinam com
ela, levando em conta sua personalidade e os problemas que enfren-
ta. De maneira similar, os instrutores da congregação esforçam-se a
compreender e a abordar as necessidades de seus ouvintes. Contudo,
o instrutor que tem discernimento não usará exemplos que possam
constranger alguém na assistência. Ele mostrará os benefı́cios já ob-
tidos por se seguirem as orientações de Jeová e destacará conselhos
bı́blicos que ajudarão a congregação a superar as dificuldades que en-
frenta.
48 Como elaborar discursos dirigidos à congregação
O ensino eficaz toca o coração dos presentes. Para que isso acon-
teça, não se devem simplesmente declarar fatos, mas também fazer
com que os ouvintes criem apreço pelo que esses fatos representam.
Isso exige verdadeira preocupação para com os que estão sendo ins-
truı́dos. Os pastores espirituais devem conhecer o rebanho. Se tive-
rem em mente os problemas que os irmãos enfrentam, terão con-
dições de falar de maneira encorajadora, demonstrar compreensão,
compaixão e empatia.
Como já é do conhecimento dos bons instrutores, o discurso deve
ter um objetivo bem definido. A matéria deve ser apresentada de
uma maneira que os pontos principais fiquem em evidência e sejam
lembrados. Os presentes devem poder assimilar e gravar ideias práti-
cas que os influenciem.
Reunião de Serviço
Quando proferir um discurso baseado num artigo de Nosso Minis-
tério do Reino, perceberá que o desafio pode ser um pouco diferente.
Nesses casos, verá que muitas vezes o que se requer é que o orador
transmita plenamente a matéria publicada, e não que selecione os
pontos mais apropriados. Ajude os ouvintes a raciocinar a respei-
to dos textos em que se baseiam os conselhos. (Tito 1:9) Visto que
o tempo concedido é limitado, na maioria dos casos não é possı́vel
inserir matéria adicional.
Por outro lado, talvez você seja designado para falar sobre um as-
sunto cuja matéria não se encontra em Nosso Ministério do Reino.
Pode ser que a designação seja referente a um artigo de A Sentine-
la, ou consista em apenas algumas sentenças. Como instrutor, fica
ao seu encargo elaborar a matéria conforme as necessidades da con-
gregação. Talvez ache necessário usar uma breve ilustração ou contar
uma experiência que tenha a ver com o assunto. Lembre-se de que
sua função não é simplesmente falar sobre o assunto, mas abordá-
lo de uma maneira que ajude a congregação a realizar com alegria a
obra especificada na Palavra de Deus. — Atos 20:20, 21.
Quando estiver preparando a matéria que usará, pense na situação
dos membros da congregação. Elogie-os pelo que já estão fazendo.
Até que ponto serão mais eficazes e terão mais alegria no ministério
se aplicarem as sugestões dadas na matéria designada?
Como elaborar discursos dirigidos à congregação 49
A designação pede que se apresente uma demonstração ou uma en-
trevista? Nesse caso, devem ser planejadas com bastante antecedên-
cia. Pode ser tentador simplesmente pedir para alguém elaborá-las,
mas isso nem sempre produz os melhores resultados. Faça o máxi-
mo para ensaiá-las antes do dia da reunião. Certifique-se de que a
demonstração ou a entrevista seja apresentada de uma maneira que
realmente contribua para a instrução transmitida.
Assembleias e congressos
Os irmãos que desenvolvem excelentes qualidades espirituais e
que se tornam bons oradores públicos e instrutores podem, com o
tempo, ser convidados a participar no programa de uma assembleia
ou de um congresso. Esses eventos são realmente especiais para ins-
trução teocrática. O orador talvez receba um manuscrito, um esboço,
instruções para um drama bı́blico que tenha aplicação moderna, ou
um parágrafo com orientações. Se tiver o privilégio de participar no
programa de uma assembleia ou de um congresso, estude a matéria
detalhadamente. Repasse-a até entender seu valor.
Ao proferir um discurso manuscrito, o orador deve ler a matéria na
ı́ntegra, sem refrasear ou mudar a ordem das sentenças. Ele deve es-
tudar o manuscrito até entender claramente os pontos principais e a
linha de raciocı́nio. Depois, precisa treinar a leitura em voz alta até
conseguir proferir o discurso com a devida ênfase, entusiasmo, cor-
dialidade, sentimento, sinceridade e convicção, bem como volume e
intensidade apropriados a uma assistência grande.
O orador designado para proferir um discurso com base num esbo-
ço é responsável por desenvolver a matéria de uma maneira que se
ajuste bem ao esboço. Em vez de lê-lo durante o proferimento, ou de
prepará-lo em estilo manuscrito, ele deve apresentar as informações
com naturalidade e sentimento.
´
E importante se apegar ao tempo in-
dicado no esboço para que possa apresentar claramente cada pon-
to principal. Deve explorar bem as ideias e os textos alistados sob os
pontos principais e não excluir matéria do esboço para inserir pon-
tos de sua preferência. A base da instrução, obviamente, é a Palavra
de Deus. A responsabilidade dos anciãos cristãos é ‘pregar a palavra’.
(2 Tim. 4:1, 2) Por isso, o orador deve dedicar atenção especial aos
textos bı́blicos indicados no esboço, raciocinando com base neles e
mostrando como aplicá-los.
50 Como elaborar discursos dirigidos à congregação
Não procrastine
Você tem muitas oportunidades de proferir discursos em sua con-
gregação? Como pode dar a devida atenção a todos eles? Evite prepa-
rar-se de última hora.
Para proferir discursos que realmente beneficiem a congregação, é
necessária a devida reflexão. Por isso, crie o hábito de ler a matéria
logo que receber a designação. Assim, poderá pensar no assunto en-
quanto faz outras coisas. Nos dias ou nas semanas antes do discurso,
pode ser que ouça comentários que o ajudem a ver qual é a melhor
maneira de mostrar o valor prático das informações. Podem surgir
situações que mostrem que a matéria é bem apropriada para o mo-
mento. Ler a matéria e pensar nela logo após receber a designação
é algo que toma tempo, mas é um tempo bem empregado. Quando
finalmente se sentar para elaborar o esboço, verá como foi bom ter
meditado no assunto com bastante antecedência. Cuidar de suas de-
signações dessa maneira reduzirá muito o estresse e o ajudará a apre-
sentar a matériade um modo que seja prático e que toque o coração
dos irmãos.
Quanto mais apreciar o privilégio que lhe foi confiado no progra-
ma de instrução que Jeová dá ao seu povo, mais você O honrará e será
uma bênção para aqueles que O amam. — Isa. 54:13; Rom. 12:6-8.
Como elaborar discursos dirigidos à congregação 51
NA MAIORIA das congregações das Testemunhas de Jeová, profere-se,
toda semana, um discurso bı́blico dirigido ao público. Se você é ancião
ou servo ministerial, mostram seus discursos que é um bom orador,
um instrutor? Em caso afirmativo, talvez seja convidado a proferir um
discurso público. A Escola do Ministério Teocrático já ajudou dezenas
de milhares de irmãos a se qualificarem para receber esse privilégio.
Mas por onde deve começar a preparar um discurso público?
Estude o esboço
Antes de fazer qualquer pesquisa, leia o esboço e medite na matéria
até entender o sentido. Fixe na mente o tema do discurso. O que deve-
rá transmitir à assistência? Qual é seu objetivo?
Familiarize-se com os subtı́tulos e analise esses pontos principais.
Como cada um deles se relaciona com o tema? Debaixo de cada pon-
to principal há vários pontos secundários. Logo abaixo destes encon-
tram-se os argumentos que os apoiam. Veja como cada seção do esbo-
ço se desenvolve com base na seção anterior, se relaciona com a seção
seguinte e ajuda a atingir o objetivo do discurso. Quando entender o
tema, o objetivo do discurso e como os pontos principais atingem esse
objetivo, estará pronto para começar a desenvolver a matéria.
No inı́cio, talvez ache prático pensar no discurso como se fosse qua-
tro ou cinco discursos pequenos, cada um com um ponto principal.
Prepare um por vez.
O esboço fornecido é uma ferramenta para preparar o discurso e não
se destina a servir como notas que usará para proferi-lo.
´
E como um es-
queleto que você, por assim dizer, terá de revestir de carne, implantar
um coração e dar vida.
Use a Bı́blia
Jesus Cristo e seus discı́pulos baseavam seus ensinamentos nas Escri-
turas. (Luc. 4:16-21; 24:27; Atos 17:2, 3) Você pode fazer o mesmo. A Bı́-
blia deve ser a base de seu discurso. Em vez de simplesmente explicar
e mostrar como aplicar declarações contidas no esboço fornecido, en-
tenda como a Bı́blia apoia tais declarações e então faça uso dela para
ensinar.
Como preparar discursos públicos
52
Ao preparar o discurso, examine cada versı́culo citado no esboço. Es-
tude o contexto. Alguns textos servem apenas para explicar o fundo
histórico. Nem todos precisam ser lidos ou comentados durante o dis-
curso. Selecione os que forem melhores para seus ouvintes. Se você se
concentrar nos textos citados no esboço impresso, provavelmente não
precisará usar outros textos.
O êxito de seu discurso não depende da quantidade de textos usados,
mas da qualidade do ensino. Ao ler os versı́culos, explique por que es-
tão sendo usados. Reserve tempo para mostrar como aplicá-los. Ao ex-
plicar um texto que acabou de ler, mantenha a Bı́blia aberta.
´
E provável
que seus ouvintes façam o mesmo. Como pode despertar o interesse
deles e ajudá-los a tirar mais proveito da Palavra de Deus? (Nee. 8:8, 12)
Pode fazer isso por meio de explicações, ilustrações e aplicações.
Explicações. Ao preparar-se para explicar um texto importante, per-
gunte-se: ‘Qual é o significado deste texto? Por que o estou usando
no discurso? Que dúvidas os ouvintes podem ter sobre este versı́culo?’
Você precisa analisar o contexto, o fundo histórico, o cenário, o impac-
to das palavras e a intenção do escritor inspirado. Isso exige pesquisa.
Encontrará inúmeras informações valiosas nas publicações fornecidas
pelo “escravo fiel e discreto”. (Mat. 24:45-47) Não tente explicar tudo
sobre o versı́culo que convidou a assistência a ler, mas explique qual a
relação dele com o ponto em análise.
Ilustrações. O objetivo das ilustrações é levar os ouvintes a um grau
mais profundo de conhecimento ou ajudá-los a lembrar-se de determi-
nado ponto ou princı́pio analisado. Ajudam as pessoas a entender o
que você diz e a relacioná-lo a algo que já conheçam. Foi isso o que Je-
sus fez quando proferiu o famoso Sermão do Monte. Expressões como
“aves do céu”, “lı́rios do campo”, “portão estreito”, “casa sobre a ro-
cha” e muitas outras tornaram seu ensino enfático, claro e inesquecı́-
vel. — Mat., caps. 5–7.
Aplicação. Explicar e ilustrar determinado texto são técnicas que
transmitem conhecimento, mas mostrar como aplicar esse conheci-
mento é o que produz resultados.
´
E verdade que seus ouvintes têm a
responsabilidade de agir de acordo com a mensagem bı́blica, mas
você pode ajudá-los a discernir o que precisam fazer. Quando ti-
ver certeza de que entenderam o versı́culo analisado e perceberam sua
Como preparar discursos públicos 53
importância no assunto em questão, dedique tempo para mostrar-lhes
o impacto do texto sobre nossas crenças e conduta. Enfatize os benefı́-
cios de abandonar ideias erradas ou uma conduta que não se harmoni-
ze com a verdade que está sendo apresentada.
Ao pensar em como mostrar a aplicação dos textos, lembre-se de que
seus ouvintes têm formações diferentes e enfrentam as mais diversas
situações. Pode haver recém-interessados, jovens, pessoas de mais ida-
de e aqueles que estão lutando com vários problemas pessoais. Torne
seu discurso prático e real. Não dê a impressão de estar dando conse-
lhos apenas a determinadas pessoas.
Decisões que cabem ao orador
Algumas decisões com respeito ao seu discurso já foram tomadas.
Por exemplo, o esboço indica claramente os pontos principais e o tem-
po que deve usar para analisar cada subtı́tulo. Outras decisões cabem
a você. Poderá optar por gastar mais tempo em determinados pontos
secundários e menos em outros. Não pense que deve cobrir da mes-
ma maneira cada ponto secundário. Isso pode fazer com que se apresse
para cobrir a matéria e confunda seus ouvintes. Como pode determi-
nar que pontos deve analisar mais a fundo e quais deve apenas comen-
tar brevemente? Pergunte-se: ‘Que pontos me ajudarão a transmitir a
ideia principal do discurso? Quais serão de maior proveito para minha
assistência? Será que a omissão de determinado texto citado e do pon-
to relacionado com ele enfraquecerá a sequência de evidências que está
sendo apresentada?’
Tenha muito cuidado para não inserir especulações ou opiniões pes-
soais. Até mesmo o Filho de Deus, Jesus Cristo, não falava de ‘sua pró-
pria iniciativa’. ( João 14:10) Tenha em mente que as pessoas vão às reu-
niões das Testemunhas de Jeová para ouvir informações da Bı́blia. Se
você é considerado um bom orador, provavelmente é porque tem o há-
bito de atrair a atenção das pessoas para a Palavra de Deus, e não para si
mesmo. Esse é o motivo de as pessoas apreciarem seus discursos. — Fil.
1:10, 11.
Depois de transformar um esboço simples numa explicação substan-
cial das Escrituras, você precisa treinar o discurso.
´
E melhor fazer isso
em voz alta. O importante é ter certeza de que todos os pontos estão
bem gravados na mente. Ao proferir o discurso, você deve conseguir
54 Como preparar discursos públicos
falar de coração, dar vida à matéria e apresentar a verdade com entu-
siasmo. Antes de proferi-lo, pergunte-se: ‘O que espero conseguir? Os
pontos principais estão bem destacados? Preparei o discurso usando
realmente a Bı́blia como base? A transição entre os pontos principais é
natural? O discurso motiva os ouvintes a desenvolver apreço por Jeová
e por suas provisões? A conclusão está diretamente relacionada com o
tema, mostra aos ouvintes o que fazer e os motiva a fazê-lo?’ Se con-
seguir responder sim a essas perguntas, então você está em condições
de ‘usar bem o conhecimento’ em prol da congregação e do louvor de
Jeová. — Pro. 15:2.
Como preparar discursos públicos 55
´
E comum haver diversos gruposlinguı́sticos
no mesmo paı́s; assim, os oradores podem ser
convidados a proferir discursos bı́blicos com a
ajuda de intérpretes. Se receber um convite
desses, as orientações abaixo ajudarão tanto
a você quanto ao seu intérprete.
˙ O êxito de seu discurso depende em grande
parte do desempenho do intérprete. Mesmo
que o intérprete seja experiente, ele se sairá
melhor se você o ajudar a preparar-se.
˙ Geralmente, você deve reduzir pelo menos
um terço do seu discurso a fim de dar tempo
para a interpretação. (Exceto no caso da lı́n-
gua de sinais, em que a interpretação é quase
simultânea.)
˙ Antes do proferimento, analise com o in-
térprete a ideia geral do esboço e o objetivo
da matéria. Se for um discurso manuscrito a
ser proferido num congresso, deixe o intér-
prete lê-lo com bastante antecedência.
˙ Converse com ele sobre os textos que usará.
Certifique-se de que a Bı́blia usada pelo intér-
prete transmita a mesma ideia da Bı́blia que
você usará. Mostre a ele quais expressões dos
textos serão destacadas ou explicadas.
˙ Decida se os textos serão lidos nos dois idio-
mas ou em apenas um.
`
As vezes basta lê-los
no idioma para o qual se está interpretando.
˙ Mencionar datas, números e textos bı́blicos
de maneira rápida pode criar problemas. Pau-
se para ajudar o intérprete e procure usar
números redondos.
˙ Explique ao intérprete as ilustrações, ex-
pressões idiomáticas e expressões incomuns
que pretende usar. Certifique-se de que ele as
entenda e que seja possı́vel expressar os con-
ceitos no idioma para o qual ele está
traduzindo.
˙ Use frases curtas. Expresse ideias completas
antes de pausar para o intérprete. (Ele traduz
as ideias, não necessariamente todas as pala-
vras.) No caso da interpretação consecutiva,
espere o intérprete terminar antes de prosse-
guir.
˙ Para que o intérprete possa fazer um bom
trabalho, você deve usar bom volume e arti-
cular bem as palavras.
QUANDO PRECISAR DE UM INT
´
ERPRETE
QUAL é o seu objetivo como instrutor? Caso se tenha tornado publica-
dor do Reino recentemente, sem dúvida deseja aprender a dirigir estu-
dos bı́blicos, pois Jesus encarregou seus seguidores da tarefa de fazer
discı́pulos. (Mat. 28:19, 20) Se já tiver experiência nessa atividade, tal-
vez queira ser mais eficiente no que diz respeito a tocar o coração da-
queles a quem procura ajudar. Se tiver filhos, certamente deseja ins-
truı́-los de uma maneira que os motive a dedicar-se a Deus. (3 João 4)
Se for ancião ou estiver procurando habilitar-se para esse privilégio,
talvez tenha o alvo de ser um orador que consegue fazer os ouvintes
ter mais apreço por Jeová e seu modo de agir. Como pode alcançar es-
ses objetivos?
Aprenda uma lição do Instrutor Magistral, Jesus Cristo. (Luc. 6:40)
Quer estivesse falando a uma multidão reunida na encosta de uma
montanha, quer a um pequeno grupo de pessoas enquanto caminha-
vam pela estrada, o que Jesus dizia e o modo como o dizia causavam
uma impressão duradoura. Ele estimulava a mente e o coração de seus
ouvintes, e indicava aplicações práticas e fáceis de entender. Consegue
obter resultados similares?
Confie em Jeová
A habilidade de ensino de Jesus foi ampliada tanto pelo estreito rela-
cionamento que tinha com seu Pai celestial quanto pela bênção do es-
pı́rito de Deus. Você ora sinceramente a Jeová para ter a habilidade de
dirigir bem estudos bı́blicos? Se tem filhos, ora regularmente pedindo
orientação para instruı́-los? Costuma orar de coração ao preparar-se
para proferir discursos ou para dirigir reuniões? Expressar confiança
em Jeová por meio de orações o ajudará a tornar-se melhor instrutor.
Outra maneira de a pessoa demonstrar que depende de Jeová é pela
confiança em sua Palavra, a Bı́blia. Em sua última noite como huma-
no perfeito, Jesus orou ao Pai: “Tenho-lhes dado a tua palavra.” ( João
17:14) Jesus tinha vasta experiência, mas, em vez de transmitir suas
próprias ideias, sempre falava o que seu Pai lhe ensinava, deixando as-
sim um exemplo para seguirmos. ( João 12:49, 50) A palavra de Deus,
conforme preservada na Bı́blia, tem o poder de influenciar as pessoas
— suas ações, pensamentos ı́ntimos e sentimentos. (Heb. 4:12)
`
A me-
dida que adquirir mais conhecimento da Palavra de Deus e aprender
Desenvolva a habilidade de ensinar
56
a usá-la com eficiência no ministério, você desenvolverá o tipo de ha-
bilidade de ensino que aproxima as pessoas de Deus. — 2 Tim. 3:16, 17.
Honre a Jeová
Ser um instrutor em imitação de Cristo não é apenas uma ques-
tão de conseguir proferir discursos interessantes.
´
E verdade que as pes-
soas ficavam maravilhadas com as “palavras cativantes” de Jesus. (Luc.
4:22) Mas qual era o objetivo de Jesus em falar bem? Sua intenção
era honrar a Jeová, não chamar atenção para si mesmo. ( João 7:16-18)
E ele instou com seus seguidores: “Deixai brilhar a vossa luz perante os
homens, para que vejam as vossas obras excelentes e deem glória ao
vosso Pai, que está nos céus.” (Mat. 5:16) Esse conselho deve influen-
ciar a maneira de instruirmos as pessoas. Devemos estar determinados
a evitar qualquer coisa que detraia desse objetivo. Assim, quando esti-
vermos planejando o que dizer ou como dizê-lo, é bom que nos per-
guntemos: ‘Será que isso levará as pessoas a desenvolver mais apreço
por Jeová, ou atrairá a atenção para mim?’
Por exemplo, ilustrações e exemplos da vida real podem ser usados
eficazmente para ensinar. Mas quando a ilustração é muito longa ou
a experiência é excessivamente detalhada, pode-se perder de vista o
ponto em questão. Na mesma linha de raciocı́nio, contar histórias que
simplesmente entretêm os ouvintes detrai do objetivo de nosso minis-
tério. Se fizer isso, o instrutor chamará atenção para si mesmo em vez
de atingir o verdadeiro objetivo do ensino teocrático.
Mostre a “diferença”
Para se tornar verdadeiro discı́pulo, o ouvinte deve entender clara-
mente o que está sendo ensinado. Ele deve ouvir a verdade e ver como
ela difere de outras crenças. Fazer comparações nos ajuda nesse sen-
tido.
Jeová repetidamente aconselhou seu povo a ver a “diferença” entre
o que é puro e o que é impuro. (Lev. 10:9-11) Ele disse que aqueles que
serviriam em seu grande templo espiritual dariam instruções sobre a
“diferença entre a coisa sagrada e a coisa profana”. (Eze. 44:23) O livro
de Provérbios está repleto de contrastes entre a justiça e a iniquidade,
entre a sabedoria e a tolice. Podem-se fazer comparações mesmo entre
coisas que não constituem opostos. O apóstolo Paulo comparou um
homem justo e um homem bom, conforme registrado em Romanos
5:7. No livro de Hebreus, ele mostrou a superioridade do sumo sacer-
dócio de Cristo em relação ao de Arão. De fato, como escreveu João
Desenvolva a habilidade de ensinar 57
Amós Comênio, educador do século 17: “Ensinar não é nada mais do
que mostrar a diferença entre uma coisa e outra no que se refere aos
seus objetivos, suas formas e suas origens. . . . Portanto, quem explica
bem as diferenças ensina bem.”
Digamos, por exemplo, que você esteja ensinando alguém sobre o
Reino de Deus. Se a pessoa não sabe o que é o Reino, você pode mos-
trar o contraste entre o que a Bı́blia diz e a ideia de que o Reino é uma
simples condição no coração. Ou pode mostrar como o Reino dife-
re dos governos humanos. Mas ao falar a pessoas que conhecem es-
sas verdades bı́blicas básicas, você pode entrar em mais detalhes. Pode
mostrar-lhes como o Reino messiânico difere do reinado universal
do próprio Jeová, descrito no Salmo 103:19, ou do ‘reino do Filho do
amor de Deus’, mencionado em Colossenses 1:13, ou da “administra-
ção”, mencionada em Efésios 1:10. O uso de comparações pode ajudar
seus ouvintes a entender claramente esse importante ensino bı́blico.
Ao ensinar, Jesus usou esse recurso muitas vezes. Ele comparou o en-
tendimento popular da Lei mosaica com o verdadeiro objetivo daLei.
(Mat. 5:21-48) Diferenciou a verdadeira devoção piedosa das ações hi-
pócritas dos fariseus. (Mat. 6:1-18) E comparou o espı́rito daqueles
que ‘dominavam’ os outros com o espı́rito abnegado que seus segui-
dores mostrariam. (Mat. 20:25-28) Em certa ocasião, conforme regis-
trado em Mateus 21:28-32, Jesus convidou seus ouvintes a tirar suas
próprias conclusões quanto ao contraste entre a pessoa se achar justa
e demonstrar verdadeiro arrependimento. Isso nos leva a outra faceta
valiosa da boa técnica de ensino.
Incentive os ouvintes a raciocinar
Em Mateus 21:28 lemos que Jesus iniciou uma comparação pergun-
tando: “Que achais?” O instrutor capaz não se restringe a relacionar
fatos ou fornecer respostas. Ele incentiva seus ouvintes a desenvolver
a habilidade de raciocinar. (Pro. 3:21; Rom. 12:1) Isso é feito, em parte,
por meio de perguntas. Conforme registrado em Mateus 17:25, Jesus
perguntou: “O que achas, Simão? De quem recebem os reis da terra os
direitos ou o imposto por cabeça? Dos seus filhos ou dos estranhos?”
Essas perguntas intrigantes de Jesus ajudaram Pedro a chegar à con-
clusão correta sobre a questão de pagar o imposto do templo. Em ou-
tra ocasião, ao responder a um homem que perguntou “quem é real-
mente meu próximo?”, Jesus comparou as ações de um sacerdote e de
um levita com as de um samaritano. Daı́ levantou a seguinte pergun-
58 Desenvolva a habilidade de ensinar
ta: “Qual destes três te parece ter-se feito próximo do homem que caiu
entre os salteadores?” (Luc. 10:29-36) Novamente, em vez de racioci-
nar por seu ouvinte, Jesus o convidou a responder à pergunta que ele
mesmo havia feito. — Luc. 7:41-43.
Toque o coração
Os instrutores que compreendem o sentido da Palavra de Deus sa-
bem que a verdadeira adoração não é simplesmente uma questão de
memorizar certos fatos e harmonizar-se com determinadas regras. Ela
se baseia numa boa relação com Jeová e no apreço pelo seu modo de
agir. Essa adoração envolve o coração. (Deut. 10:12, 13; Luc. 10:25-27)
Na Bı́blia, o termo “coração” muitas vezes se refere a tudo que a pes-
soa tem no ı́ntimo, incluindo aspectos como desejos, afeições, senti-
mentos e motivações.
Jesus sabia que, apesar de os humanos olharem para as aparências,
Deus vê o que a pessoa é no ı́ntimo. (1 Sam. 16:7) O serviço que pres-
tamos a Deus deve ser motivado por amor, não para impressionar al-
guém. (Mat. 6:5-8) Por outro lado, os fariseus faziam muitas coisas
para se exibir. Enfatizavam muito a questão de as pessoas se amolda-
rem às minúcias da Lei e de obedecerem às regras inventadas por eles
mesmos. Mas deixavam de manifestar em suas vidas as qualidades que
os identificariam com o Deus a quem professavam adorar. (Mat. 9:13;
Luc. 11:42) Jesus ensinava que, apesar de ser importante obedecer aos
requisitos de Deus, o valor dessa obediência é determinado pelo que a
pessoa tem no coração. (Mat. 15:7-9; Mar. 7:20-23; João 3:36) Nosso
ensino produzirá os melhores resultados se imitarmos o exemplo de
Jesus.
´
E importante ajudarmos as pessoas a aprender o que Deus re-
quer delas. Mas é importante também que conheçam e amem a Jeová
como pessoa, para que sua conduta evidencie quanto valorizam a boa
relação com o verdadeiro Deus.
Obviamente, para beneficiar-se desse ensino as pessoas precisam
avaliar com honestidade o que têm no coração. Jesus incentivava as
pessoas a analisar suas próprias motivações e sentimentos. Ao corrigir
um conceito errado, ele perguntava aos ouvintes por que eles pensa-
vam de determinada maneira, ou por que haviam dito ou feito cer-
tas coisas. Contudo, Jesus ia além disso e conjugava à sua pergunta
uma declaração, uma ilustração ou uma ação que os incentivava a ter
o conceito correto sobre a questão. (Mar. 2:8; 4:40; 8:17; Luc. 6:41,
46) Nós também podemos ajudar os que nos escutam, sugerindo que
Desenvolva a habilidade de ensinar 59
façam a si mesmos as seguintes perguntas: “Por que estou propenso a
agir dessa maneira? Por que reajo assim a essa situação?” Depois, dê-
lhes motivos para encararem a situação do ponto de vista de Jeová.
Mostre a aplicação
O bom instrutor reconhece que “sabedoria é a coisa principal”.
(Pro. 4:7) Sabedoria é a habilidade de aplicar com êxito o conheci-
mento para resolver problemas, evitar perigos, atingir objetivos e aju-
dar outros. O instrutor tem a responsabilidade de ensinar os estudan-
tes a fazer isso, mas não deve tomar decisões por eles. Ao analisar
princı́pios bı́blicos, ajude o estudante a raciocinar. Você pode citar
uma situação do cotidiano e depois perguntar ao estudante como o
princı́pio bı́blico que acabaram de analisar o ajudaria caso ele se visse
naquela situação. — Heb. 5:14.
Ao discursar no Pentecostes de 33 EC, o apóstolo Pedro deu um
exemplo de aplicação prática que mexeu com a vida das pessoas. (Atos
2:14-36) Depois de comentar três passagens bı́blicas em que a multi-
dão dizia acreditar, ele mostrou a aplicação delas com base em eventos
que todos os presentes haviam testemunhado. Isso fez com que sentis-
sem necessidade de agir de acordo com o que tinham ouvido. Você
acha que seu modo de ensinar tem um efeito parecido sobre as pes-
soas? Vai além de declarar fatos e ajuda as pessoas a entender o por-
quê das coisas? Incentiva seus ouvintes a avaliar como as coisas que
estão aprendendo devem influenciar suas vidas? Talvez não pergun-
tem “o que havemos de fazer?”, como a multidão em Pentecostes, mas
se você tiver mostrado corretamente a aplicação dos textos analisados,
eles serão motivados a pensar em agir de acordo com o que lhes foi
dito. — Atos 2:37.
Ao ler a Bı́blia com seus filhos, você tem uma excelente oportunida-
de de treiná-los a pensar em termos práticos sobre os princı́pios bı́bli-
cos. (Efé. 6:4) Você pode, por exemplo, escolher alguns versı́culos da
leitura bı́blica semanal, explicar o seu significado, e então perguntar
algo como: ‘Que orientação isso nos fornece? Como podemos usar es-
ses textos no ministério? O que eles nos mostram a respeito de Jeová e
de seu modo de fazer as coisas, e como isso aumenta nosso apreço por
ele?’ Incentive os membros de sua famı́lia a comentar esses pontos du-
rante os destaques da Bı́blia na Escola do MinistérioTeocrático. Os ver-
sı́culos que comentarem provavelmente ficarão gravados na memória
deles.
60 Desenvolva a habilidade de ensinar
Dê o exemplo
Você não ensina apenas por palavras, mas também por ações. Suas
ações fornecem um exemplo prático de como aplicar as coisas que diz.
´
E
dessa maneira que os filhos aprendem. Ao imitar os pais, os filhos mos-
tram que querem ser como eles. Querem saber qual é a sensação de fazer
o que seus pais estão fazendo. Da mesma maneira, quando aqueles a
quem ensina ‘tornam-se seus imitadores, assim como você é de Cristo’,
começam a receber as bênçãos resultantes de agir da maneira que agra-
da a Jeová. (1 Cor.11:1) Passam a sentir a mão de Jeová em sua vida.
Esse é um lembrete sério da importância de se estabelecer o exem-
plo correto. Nossos “atos santos de conduta e [nossas] ações de devo-
ção piedosa” contribuirão muito para dar àqueles a quem ensinamos
uma demonstração viva de como aplicar princı́pios bı́bli-
cos. (2 Ped. 3:11) Se incentivar um estudante da Bı́blia a ler
a Palavra de Deus regularmente, seja diligente nisso tam-
bém. Se quiser que seus filhos aprendam a viver em harmo-
nia com os princı́pios bı́blicos, certifique-se de que eles o
vejam agir em harmonia com a vontade de Deus. Se você
instrui os irmãos da congregação a serem zelosos no minis-
tério, participe plenamente nessa obra. Quando você pra-
tica o que ensina, tem mais condições de motivar outros.
— Rom. 2:21-23.
Com o objetivo de melhorar sua habilidade de ensino,
pergunte-se: ‘Quando dou instruções, será que faço isso
de uma maneira que influencia a atitude, a conversa e as
ações daqueles que me escutam? Para esclareceras coisas,
mostro a diferença entre uma ideia e outra ou entre uma
maneira de agir e outra? O que faço para ajudar meus es-
tudantes, meus filhos ou meus ouvintes numa reunião a
lembrar-se do que digo? Mostro claramente aos meus ou-
vintes como aplicar o que aprendem? Conseguem ver isso
em meu exemplo? Reconhecem como sua reação ao assun-
to que está sendo analisado pode influenciar seu relacio-
namento com Jeová?’ (Pro. 9:10) Continue a dar atenção a
essas coisas à medida que procura desenvolver suas habili-
dades como instrutor. “Presta constante atenção a ti mesmo
e ao teu ensino. Permanece nestas coisas, pois, por fazeres
isso, salvarás tanto a ti mesmo como aos que te escutam.”
— 1 Tim. 4:16.
PARA ENSINAR DE
MANEIRA EFICAZ
˙ Confie em Jeová, não em
sua própria habilidade
˙ Reconheça o poder
da Palavra de Deus e
use-a bem
˙ Tenha por objetivo honrar
a Jeová, não chamar a
atenção para si mesmo
˙ Faça comparações para
ajudar outros a entender
claramente
˙ Incentive os ouvintes a
raciocinar
˙ Exorte outros a analisar
suas próprias motivações
e sentimentos
˙ Incentive seus ouvintes
a avaliar como o conhe-
cimento bı́blico deve
influenciar suas vidas
˙ Seja um exemplo digno
de ser imitado
Desenvolva a habilidade de ensinar 61
TEM facilidade de conversar com outras pessoas? Para muitos, a sim-
ples ideia de iniciar uma conversa, especialmente com alguém que
não conhecem, gera ansiedade. Essas pessoas talvez sejam tı́midas e se
perguntem: ‘Sobre o que vou falar? Como iniciar a conversa? Como
dar continuidade a ela?’ As pessoas confiantes e desinibidas podem
ter a tendência de dominar a conversa. Seu desafio talvez seja fazer os
outros falarem e aprender a ouvir o que dizem. Por isso, quer sejamos
tı́midos, quer desinibidos, todos precisamos continuar a desenvolver
a arte de conversar.
Comece em casa
Por que não começa a melhorar a habilidade de conversar em casa?
Conversas edificantes podem contribuir muito para a felicidade da
famı́lia.
O principal segredo é importar-se profundamente uns com os ou-
tros. (Deut. 6:6, 7; Pro. 4:1-4) Quando nos importamos, nos comuni-
camos e escutamos quando a outra pessoa quer falar. Outro fator im-
portante é ter algo de valor a dizer. Se tivermos um programa regular
de leitura e estudo da Bı́blia, teremos muito sobre o que falar. O folhe-
to Examine as Escrituras Diariamente pode ser bem usado para iniciar
conversas. Talvez tenhamos uma boa experiência no serviço de cam-
po ou leiamos algo informativo ou humorı́stico. Devemos criar o há-
bito de contar essas coisas ao conversarmos com membros de nossa
famı́lia. Isso também nos ajudará a conversar com pessoas de fora do
cı́rculo familiar.
Como iniciar conversas com desconhecidos
Muitas pessoas hesitam em iniciar uma conversa com alguém que
não conhecem. Mas por amarem a Deus e ao próximo, as Testemu-
nhas de Jeová esforçam-se em aprender a iniciar conversas para poder
transmitir as verdades bı́blicas a outras pessoas. O que pode ajudá-lo
a melhorar nisso?
O princı́pio declarado em Filipenses 2:4 é valioso. Somos incentiva-
dos a ‘não visar, em interesse pessoal, apenas os nossos próprios as-
suntos, mas também os dos outros’. Pense nisso da seguinte maneira:
Como melhorar a
habilidade de conversar
62
se você nunca viu a pessoa antes, ela o encara como estranho. Como
pode deixá-la à vontade? Um sorriso cordial e um cumprimento ami-
gável serão de ajuda. Mas há mais a considerar.
Talvez a pessoa estivesse concentrada em algo quando você come-
çou a falar. Se tentar fazê-la conversar sobre o que interessa a você,
sem levar em conta os pensamentos dela, será que ela reagirá favora-
velmente? O que Jesus fez quando encontrou uma mulher junto a um
poço em Samaria? O objetivo dela era tirar água. Jesus iniciou a con-
versa com base nisso, e logo conduziu a palestra para um assunto espi-
ritual. — João 4:7-26.
Se for observador, também conseguirá discernir o que as pessoas po-
dem estar pensando. A pessoa aparenta estar alegre ou triste?
´
E idosa,
possivelmente doente? Vê algum indı́cio de que há crianças na casa?
Parece que a pessoa tem uma boa situação financeira ou que luta
para ganhar a vida? Existe alguma evidência de influência religiosa na
casa, nas joias ou bijuterias da pessoa? Se levar essas coisas em conta
ao cumprimentá-la, ela talvez considere que vocês têm interesses em
comum.
A que conclusão talvez chegue se não conseguir ver o morador, mas
apenas ouvir a voz dele por detrás de uma porta trancada? Ele pode es-
tar com medo. Poderia usar essa informação para iniciar uma conver-
sa mesmo com a porta fechada?
Em alguns lugares é possı́vel envolver a pessoa numa conversa por
contar algo sobre você — sua formação, por que foi à casa dela, por que
acredita em Deus, por que começou a estudar a Bı́blia e como esta o
tem ajudado. (Atos 26:4-23)
´
E claro que isso precisa ser fei-
to com discrição e com um objetivo bem definido. Isso,
por sua vez, pode levar a pessoa a contar algo sobre si e a
opinar sobre o assunto em questão.
Em algumas culturas, é comum demonstrar hospitali-
dade para com os desconhecidos. As pessoas logo o con-
vidam para entrar e sentar-se. Nesse caso, se perguntar
de maneira educada sobre o bem-estar da famı́lia e ouvir
a resposta com interesse, o morador poderá prestar aten-
ção ao que você tem a dizer. Outros povos mostram in-
teresse ainda maior nos visitantes, o que pode fazer com
que os cumprimentos iniciais sejam demorados. Durante
essa conversa inicial, talvez descubram que têm coisas em
SUGEST
˜
OES PARA
INICIAR CONVERSAS
˙ Leve em conta os
costumes locais
˙ Elogie com sinceridade
˙ Fale sobre algo de
interesse mútuo
˙ Faça perguntas de
ponto de vista
Como melhorar a habilidade de conversar 63
comum com você. Isso pode levar a uma boa conversa sobre assuntos
espirituais.
E se houver em sua região muitas pessoas que falam idiomas dife-
rentes do seu? Como pode dar testemunho a elas? Se aprender a cum-
primentar as pessoas em alguns desses idiomas, mesmo que use pa-
lavras simples, vão perceber que você se interessa por elas. Isso pode
abrir as portas para mais comunicação.
Como dar continuidade à conversa
Para fazer isso, você precisa interessar-se pela opinião da outra pes-
soa. Incentive-a a falar o que pensa se ela estiver disposta a fazer isso.
Perguntas bem escolhidas podem ajudar. As perguntas sobre ponto de
vista são as melhores, porque normalmente fazem com que a pessoa
não se limite a responder sim ou não. Por exemplo, depois de falar so-
bre um problema da localidade, poderia perguntar: “O que você acha
que causou essa situação?” ou “Na sua opinião, qual é a solução para
isso?”
Quando fizer uma pergunta, preste atenção à resposta. Indique seu
genuı́no interesse dizendo algo, acenando com a cabeça ou fazendo
um gesto. Não interrompa a pessoa. Avalie com mente aberta o que
estiver sendo dito. Seja “rápido no ouvir, vagaroso no falar”. (Tia.1:19)
Quando responder, mostre que realmente estava prestando atenção
ao que a pessoa dizia.
´
E bom saber, porém, que nem todos responderão às suas perguntas.
Algumas pessoas reagem apenas levantando as sobrancelhas ou dan-
do um sorriso. Outras poderão simplesmente dizer sim ou não. Em vez
de ficar frustrado, seja paciente e não tente forçar a conversa. Se a pes-
soa estiver disposta a escutar, aproveite a oportunidade para transmi-
tir-lhe algo sobre a Bı́blia. Com o tempo, pode ser que ela o encare
como amigo e se disponha a falar o que pensa.
Ao conversar com alguém, pense em conversas futuras. Se a pessoa
fizer uma série de perguntas, responda algumas, mas deixe uma ou
duas para responder na próxima conversa. Ofereça-se para pesquisar o
assunto e depois dizer-lhe o que descobriu. Se ela não fizer perguntas,
poderá concluir a conversa perguntando algo que você acha que a in-
teressaria. Ofereça-se para falar sobre o assunto na próxima visita. Po-
deráencontrar muitas ideias sobre o que falar no livro Raciocı́nios à
Base das Escrituras, na brochura O Que Deus Requer de Nós? e nos nú-
meros recentes de A Sentinela e Despertai!.
64 Como melhorar a habilidade de conversar
Conversar com concrentes
Quando conversa pela primeira vez com outra Testemunha de
Jeová, toma a iniciativa de se conhecerem melhor? Ou simplesmente
fica quieto no seu canto? O amor por nossos irmãos deve levar-nos a
querer conhecê-los. ( João 13:35) Por onde começar? Você pode sim-
plesmente apresentar-se e perguntar o nome da pessoa. Se lhe per-
guntar como ela aprendeu a verdade, acabarão tendo uma conversa
interessante e conhecendo-se melhor. Mesmo se tiver a impressão de
que não está conseguindo se expressar com facilidade, pelo seu es-
forço a pessoa perceberá que você se importa com ela, e isso é o que
conta.
O que pode ajudá-lo a ter uma conversa significativa com alguém
de sua congregação? Mostre genuı́no interesse na pessoa e em sua fa-
mı́lia. A reunião acabou há alguns instantes? Comente algo que você
achou prático. Isso pode ser bom para ambos. Poderá falar a respei-
to de alguma matéria interessante publicada em um número recen-
te de A Sentinela ou Despertai!. Isso não deve ser feito para se exibir
ou como se fosse um teste de conhecimento. Faça-o com o objetivo
de contar algo de que gostou especialmente. Talvez possa falar a res-
peito de uma designação que um de vocês tenha recebido na Escola
do Ministério Teocrático e trocar ideias sobre como abordar a maté-
ria. Poderá também contar experiências do serviço de campo.
Obviamente, nosso interesse por pessoas muitas vezes nos leva a
falar a respeito delas — das coisas que dizem e fazem. Nossa conver-
sa também pode ter um pouco de humor. Falaremos coisas edifican-
tes? Se levarmos a sério o conselho da Palavra de Deus e formos mo-
tivados por amor, certamente faremos isso! — Pro. 16:27,
28; Efé. 4:25, 29; 5:3, 4; Tia. 1:26.
Costumamos preparar-nos para ir ao ministério de
campo. Por que não nos preparar para ter uma conversa
interessante com os amigos? Ao ler e ouvir coisas interes-
santes, memorize alguns pontos para falar a outros. Com
o tempo, você terá uma infinidade de coisas sobre o que
falar. Se fizer isso, terá condições de conversar não ape-
nas a respeito do cotidiano, mas também sobre outros as-
suntos. Acima de tudo, evidencie, naquilo que fala, quan-
to preza a Palavra de Deus! — Sal. 139:17.
QUALIDADES
QUE AJUDAM
˙ Disposição alegre
˙ Cordialidade e
sinceridade
˙ Interesse sincero
na pessoa
Como melhorar a habilidade de conversar 65
ALGUMAS perguntas são como icebergs. A parte mais substancial fica
escondida abaixo da superfı́cie. Por detrás de certas perguntas muitas
vezes existe algo mais importante.
Mesmo quando a pessoa está ansiosa pela resposta, para saber res-
ponder você talvez tenha de discernir o quanto dizer e de que ângulo
deve abordar o assunto. ( João 16:12) Em alguns casos, como Jesus in-
dicou aos seus apóstolos, a pessoa talvez peça uma informação a que
não tenha direito ou que realmente não a beneficie. — Atos 1:6, 7.
A Bı́blia nos aconselha: “Vossa pronunciação seja sempre com gra-
ça, temperada com sal, para que saibais como responder a cada um.”
(Col. 4:6) Assim, antes de responder, precisamos avaliar não apenas
o que dizer, mas também como dizê-lo.
Procure discernir o ponto de vista
de quem faz a pergunta
Os saduceus tentaram colocar Jesus numa situação difı́cil pergun-
tando sobre a ressurreição de uma mulher que havia se casado diver-
sas vezes. Mas Jesus sabia que eles não acreditavam na ressurreição.
Assim, respondeu à pergunta deles de uma maneira que esclarecesse
o conceito equivocado que havia gerado a questão. Usando um argu-
mento magistral e um relato bı́blico conhecido, Jesus falou sobre algo
em que eles nunca haviam pensado: a evidência clara de que Deus
realmente realizará a ressurreição. Os opositores ficaram tão pasma-
dos com a resposta de Jesus que não tiveram coragem de fazer mais
perguntas. — Luc. 20:27-40.
Para saber responder, você também precisa discernir o ponto de vis-
ta e o interesse de quem faz a pergunta. Por exemplo, digamos que um
colega de classe ou de trabalho lhe pergunte o motivo de você não co-
memorar o Natal. Por que ele pergunta isso? Será que está realmente
interessado em saber o motivo, ou está simplesmente curioso para sa-
ber se você pode se divertir? Para descobrir, talvez você tenha de per-
guntar por que ele quer saber isso. Então, responda concordemente.
Poderá aproveitar a oportunidade para também mostrar à pessoa que,
por seguirmos as orientações da Bı́blia, somos protegidos dos aspec-
tos frustrantes e onerosos desse feriado.
Saiba responder
66
Suponhamos que seja convidado a falar a um grupo de alunos so-
bre as Testemunhas de Jeová. Depois da palestra, eles talvez façam al-
gumas perguntas. Se as perguntas parecerem sinceras e objetivas, será
melhor dar respostas simples e objetivas. Se perceber que as pergun-
tas refletem preconceitos comunitários, talvez seja melhor responder
só depois de explicar brevemente o que pode formar a opinião popu-
lar sobre o assunto em questão, e por que as Testemunhas de Jeová
preferem seguir o padrão estabelecido pela Bı́blia. Geralmente, é bom
encarar tais perguntas como reflexo da preocupação das pessoas, não
como desafios — embora talvez sejam apresentadas nesse tom. Ao res-
ponder, terá a oportunidade de ampliar o ponto de vista de seus ou-
vintes, transmitir informações exatas e explicar a base bı́-
blica para as nossas crenças.
Como reagir caso seu patrão não queira lhe dar licença
para assistir a um congresso? Primeiro, analise a questão
com base no ponto de vista dele. Acha que seria de ajuda
propor fazer a compensação em outra ocasião? Poderia fa-
zer diferença se lhe explicasse que as instruções dadas em
nossos congressos nos ajudam a ser funcionários hones-
tos e confiáveis? Se demonstrar que se importa com os in-
teresses dele, talvez ele também leve em conta o que é im-
portante para você. Mas e se ele quiser que você faça algo
desonesto? Pode claramente dizer que não fará tal coisa e
até citar um texto da Bı́blia para apoiar sua posição. Mas
não seria melhor primeiro arrazoar com ele que uma pes-
soa disposta a mentir ou a roubar em benefı́cio dele pode-
ria também mentir ou roubar para o prejuı́zo dele?
Por outro lado, talvez você ainda esteja estudando
e não queira participar de algumas atividades antibı́bli-
cas na escola. Lembre-se, o professor provavelmente não
pensa como você e ele tem a responsabilidade de man-
ter a disciplina na classe. Assim, você tem os seguintes
desafios: (1) mostrar consideração para com as preocupa-
ções dele, (2) explicar sua posição de maneira respeitosa
e (3) ser firme a favor do que sabe que agradará a Jeová.
Para obter melhores resultados, talvez seja preciso mais do
que apresentar suas crenças de maneira simples e direta.
ANTES DE
RESPONDER,
ANALISE
˙ O motivo da pergunta
˙ Que base precisa ser lan-
çada para que a resposta
seja entendida correta-
mente
˙ Como explicar sua po-
sição demonstrando
respeito pelas questões
que interessam profun-
damente a outra pessoa
˙ Como se expressar com
bondade e convicção
˙ Se deve dar uma res-
posta direta ou fornecer
princı́pios e exemplos
bı́blicos que ajudem a
pessoa a tomar sua pró-
pria decisão
Saiba responder 67
(Pro. 15:28) Se for jovem, seu pai ou sua mãe sem dúvida o ajudarão a
preparar algo para dizer.
Vez por outra pode ser intimado a responder acusações que alguma
autoridade tenha levantado contra você. Um policial, um funcioná-
rio do governo ou um juiz podem exigir que você responda perguntas
sobre obediência a determinada lei, neutralidade cristã ou sua posi-
ção com respeito à participação em comemorações patrióticas. Como
deve responder? “Com temperamento brando e profundorespeito.”
(1 Ped. 3:15) Também, pergunte-se por que essas questões são relevan-
tes e reconheça respeitosamente a importância delas. Depois disso, as-
sim como o apóstolo Paulo valeu-se das garantias da lei romana, você
pode mencionar as garantias legais que se aplicam em seu caso. (Atos
22:25-29) Talvez a autoridade em questão abra a mente ao saber de fa-
tos sobre a posição adotada pelos primeiros cristãos e pelas Testemu-
nhas de Jeová em todo o mundo. Ou você poderá mostrar que, por
reconhecerem a autoridade de Deus, as pessoas, na realidade, são mo-
tivadas a ser mais obedientes às leis humanas condizentes com a Pa-
lavra de Deus. (Rom. 13:1-14) Depois de lançar essa base, é possı́vel
que uma declaração das razões bı́blicas para sua posição seja aceita.
O conceito da pessoa sobre a Bı́blia
Ao decidir como responder, você também precisa levar em conta o
que a pessoa pensa das Escrituras Sagradas. Jesus fez isso ao respon-
der à pergunta dos saduceus sobre a ressurreição. Sabendo que aceita-
vam apenas os escritos de Moisés, Jesus usou um relato do Pentateu-
co para raciocinar com eles, e iniciou seus argumentos dizendo que
‘até mesmo Moisés disse que os mortos são levantados’. (Luc. 20:37)
Você também pode achar prático citar trechos da Bı́blia que seu ou-
vinte conheça e aceite.
Mas e se a pessoa não reconhecer a autoridade da Bı́blia? Observe
o que o apóstolo Paulo fez em seu discurso no Areópago, conforme
registrado em Atos 17:22-31. Ele transmitiu verdades bı́blicas sem ci-
tar diretamente a Bı́blia. Se necessário, você pode fazer o mesmo. Em
alguns lugares, talvez tenha de conversar várias vezes com uma pes-
soa antes de fazer referência direta à Bı́blia. Quando introduzir a Bı́-
blia na conversa, é melhor primeiro apresentar alguns motivos que
indiquem por que vale a pena analisá-la, em vez de declarar incisiva-
mente que ela é a Palavra de Deus. Contudo, seu objetivo é dar um tes-
68 Saiba responder
temunho claro sobre o propósito de Deus e, com o tempo, deixar a
pessoa ver por si mesma o que a Bı́blia diz. A Bı́blia é muito mais per-
suasiva do que qualquer coisa que possamos dizer. — Heb. 4:12.
“Sempre com graça”´
E muito apropriado que se diga aos servos do Deus clemente, Jeová,
que sua conversa deve ser “sempre com graça, temperada com sal”.
(Col. 4:6;
ˆ
Exo. 34:6) Isso significa que devemos falar de maneira bon-
dosa, mesmo quando a pessoa parece não merecer tal bondade. Deve-
mos falar coisas de bom gosto, não de maneira rude ou sem tato.
Muitas pessoas vivem sob tremenda pressão e são submetidas dia-
riamente a abusos verbais. Quando as visitamos, talvez sejam rı́spidas
conosco. Como devemos reagir numa situação dessas? A Bı́blia diz:
“Uma resposta, quando branda, faz recuar o furor.” Esse tipo de res-
posta também pode abrandar alguém que seja contra nós. (Pro. 15:1;
25:15) As pessoas que no dia a dia são tratadas de modo rude podem
sentir-se tão atraı́das à nossa maneira educada de falar e à nossa voz
bondosa que talvez escutem as boas novas que pregamos.
Não temos interesse em discutir com pessoas que não demonstram
respeito pela verdade, mas queremos raciocinar, com base na Bı́blia,
com aqueles que nos permitem fazer isso. Independentemente da si-
tuação que enfrentamos, não nos esquecemos de que devemos mos-
trar às pessoas, com bondade e convicção, que as promessas preciosas
de Deus são confiáveis. — 1 Tes. 1:5.
Decisões pessoais e assuntos de consciência
Como deve responder quando um estudante da Bı́blia ou um ir-
mão lhe pergunta o que ele deve fazer em determinada situação? Tal-
vez você saiba o que faria se estivesse na mesma situação. Mas cada
pessoa deve assumir a responsabilidade por suas próprias decisões na
vida. (Gál. 6:5) O apóstolo Paulo explicou que ele incentivava a “obe-
diência pela fé” entre os povos a quem pregava. (Rom 16:26) Esse é
um excelente exemplo para seguirmos. A pessoa que toma decisões
pensando principalmente em agradar seu instrutor da Bı́blia ou outro
humano está servindo a homens, não vivendo pela fé. (Gál. 1:10) Por
isso, uma resposta direta e simples pode não ser o melhor para aque-
le que está fazendo a pergunta.
Como, então, poderá responder de maneira coerente com as orien-
tações bı́blicas? Você pode chamar atenção para princı́pios bı́blicos
Saiba responder 69
apropriados e exemplos incluı́dos no relato bı́blico. Em alguns casos,
pode mostrar à pessoa como fazer pesquisas para que ela mesma en-
contre os princı́pios e os exemplos. Você pode até comentar os princı́-
pios e o valor dos exemplos, mas sem aplicá-los à situação em questão.
Pergunte à pessoa se ela consegue ver neles algo que poderia ajudá-la a
tomar uma decisão acertada. Com base nesses princı́pios e exemplos,
incentive-a a considerar que atitude agradaria a Jeová. Dessa maneira,
você a ajudará a ‘treinar as faculdades perceptivas para distinguir tan-
to o certo como o errado’. — Heb. 5:14.
Comentar nas reuniões congregacionais
As reuniões congregacionais muitas vezes nos dão oportunidade
de declarar publicamente nossa fé. Uma maneira de fa-
zermos isso é por meio de comentários. Como devemos
comentar? Com o desejo de bendizer a Jeová. Foi isso
que o salmista Davi fez “no meio das multidões con-
gregadas”. (Sal. 26:12) Nós também devemos comentar
de uma maneira que incentive nossos irmãos e os esti-
mule ao “amor e a obras excelentes”, conforme instou
o apóstolo Paulo. (Heb. 10:23-25) Estudarmos a matéria
das reuniões com antecedência pode ajudar-nos a con-
seguir isso.
Quando for chamado para comentar, dê respostas
simples, claras e breves. Não comente o parágrafo in-
teiro, mas aborde apenas um ponto. Se você der ape-
nas parte da resposta, outros também terão oportunida-
de de comentar.
´
E muito bom destacar os textos citados
na matéria. Ao fazer isso, procure enfatizar a parte do
texto que se aplica ao ponto que está sendo analisado.
Aprenda a comentar em suas próprias palavras em vez
de ler diretamente do parágrafo. Não fique chateado se
não conseguir expressar a ideia exatamente como gosta-
ria. Isso acontece de vez em quando com todos os que
comentam.
´
E óbvio que saber responder envolve mais do que ape-
nas saber as respostas. Requer discernimento. Mas sente-
se muita satisfação quando a resposta dada vem do cora-
ção e toca profundamente os outros. — Pro. 15:23.
COMO COMENTAR
NAS REUNI
˜
OES
˙ Se for o primeiro a co-
mentar, dê uma resposta
simples e direta
˙ Para dar comentários
adicionais: (1) mostre a
relação de determinado
texto citado com o as-
sunto; (2) mencione
como o assunto em
questão afeta nossa vida;
(3) explique como as
informações podem ser
usadas; ou (4) conte
uma experiência breve
que destaque um ponto-
chave
˙ Escute atentamente os
comentários dos outros
para que possa acrescen-
tar algo ao que já foi dito
˙ Procure comentar com
as próprias palavras
70 Saiba responder
AS CARTAS já melhoraram a vida e o comportamento de milhões de
pessoas. A maioria dos livros das Escrituras Gregas Cristãs eram ori-
ginalmente cartas. Atualmente podemos escrever cartas para fortale-
cer novos membros da nossa fraternidade cristã, manter contato com
amigos, encorajar irmãos e irmãs que assumiram responsabilidades
especiais, fortalecer os que enfrentam dificuldades e transmitir infor-
mações necessárias relativas ao cuidado de atividades da congregação.
— 1 Tes. 1:1-7; 5:27; 2 Ped. 3:1, 2.
As cartas também são um meio eficaz de dar testemunho. Em algu-
mas regiões, muitas pessoas moram em prédios de alta segurança ou
em hotéis onde não podemos dar testemunho livremente. Alguns mo-
radores passam a maior parte do tempo fora de casa, de modo que não
os encontramos ao pregar de casa em casa. Outros moram em lugares
isolados.`
As vezes você é obrigado a ficar em casa por causa de doença, mau
tempo ou toque de recolher. Acha que poderia escrever umacarta para
dar testemunho a um parente ou a alguém com quem tenha conver-
sado informalmente? Será que um de seus estudantes da Bı́blia se mu-
dou? Uma carta sua pode ser exatamente o que ele precisa para man-
ter o interesse espiritual. Ou talvez você possa transmitir informações
bı́blicas para pessoas que recentemente se casaram, tornaram-se pais,
ou perderam alguém que amavam na morte.
Testemunho por carta
Ao escrever para dar testemunho a alguém que não conhece, pri-
meiro apresente-se. Você pode explicar que participa de um trabalho
voluntário de âmbito internacional. Se for apropriado, diga que é Tes-
temunha de Jeová. Explique por que está escrevendo em vez de fa-
zer uma visita. Escreva como se estivesse falando pessoalmente com o
destinatário. Mas, em harmonia com a orientação de sermos “caute-
losos como as serpentes, contudo, inocentes como as pombas”, pen-
se bem em quanta informação deve dar a respeito de si mesmo. — Mat.
10:16.
Inclua na carta o que teria dito à pessoa se a tivesse visitado. Você
pode adaptar uma introdução do livro Raciocı́nios ou usar uma apre-
sentação publicada em um número recente de Nosso Ministério do
Comunicação por meio de cartas
71
Reino. Pode também fazer uma pergunta e incentivar a pessoa a pen-
sar nela. Alguns publicadores simplesmente explicam que temos um
programa gratuito para responder perguntas bı́blicas e citam os tı́tulos
de alguns capı́tulos de uma de nossas publicações de estudo. Um mo-
delo de carta de testemunho aparece na página 73. Esse modelo con-
tém algumas ideias, mas é bom variar o conteúdo. Caso contrário, as
pessoas acabarão recebendo várias cartas iguais.
Algumas pessoas relutam em ler uma carta longa de alguém que não
conhecem. Por isso, talvez seja melhor escrever uma carta breve. Se
ela for muito longa, o destinatário poderá cansar-se de lê-la. Seria bom
anexar um convite impresso das reuniões no Salão do Reino. Você
pode incluir um tratado, uma brochura ou um exemplar de A Senti-
nela ou Despertai! e explicar que, se a pessoa desejar, poderá receber
essas publicações regularmente. Ou poderá perguntar-lhe se aceitaria
que alguém a visitasse em casa para conversar mais sobre o assunto
abordado.
Apresentação da carta
Olhe agora a carta-modelo. Observe o seguinte: (1) Está bem organi-
zada e esmerada. (2) Mesmo que a pessoa perca o envelope, ela ainda
terá o nome e o endereço do remetente. (3) O objetivo da carta está de-
clarado de maneira simples e objetiva no primeiro parágrafo. (4) Cada
ideia principal é abordada em um parágrafo separado. (5) Em vista do
objetivo da carta, ela não é muito informal nem formal demais.
Nas cartas de estilo mais formal, como as que o secretário da congre-
gação envia à filial ou congênere, deve-se incluir o nome da congrega-
ção, o nome do secretário, seu endereço de correspondência e a data.
Deve-se indicar também o nome e o endereço da pessoa ou da orga-
nização a quem a carta é dirigida. Em seguida, faz-se uma saudação
apropriada. No fechamento, usam-se, em alguns idiomas, expressões
como “Atenciosamente”, ou “Cordialmente”, acima da assinatura.
A assinatura deve ser escrita à mão.
Toda vez que escrever uma carta, dê atenção à ortografia, à gramáti-
ca, à pontuação e, é claro, à apresentação. Isso conferirá dignidade à
carta e à mensagem que ela contém.
No envelope, sempre coloque o endereço do remetente — de pre-
ferência seu próprio endereço de correspondência. Se achar que não
seria bom fornecer seu endereço ao dar testemunho por carta a pes-
soas desconhecidas, pergunte aos anciãos se eles aprovam que você
72 Comunicação por meio de cartas
use o endereço do Salão do Reino. Nunca use o endereço da Associa-
çãoTorre de Vigia para esse objetivo, pois isso indicaria incorretamen-
te que a sua carta foi enviada do escritório da Associação e causaria
confusão. Se você incluir alguma publicação, mas não colocar o ende-
reço do remetente, isso também pode dar a impressão errada de que a
carta foi enviada pela Associação.
Certifique-se de pôr selos no valor certo, especialmente se tiver in-
cluı́do alguma publicação. Se o valor da postagem for superior ao
valor dos selos que você colocou, o destinatário talvez tenha de pa-
gar a diferença, e isso detrairia de sua mensagem. Lembre-se de que
em muitos paı́ses, quando se en-
via uma brochura ou uma revista
junto com a carta, a tarifa postal
é superior à de uma carta co-
mum.
O tom correto
Ao terminar a carta, leia e ava-
lie seu conteúdo. Como soa? Pa-
rece amigável e transmite uma
boa impressão? Ao lidar com ou-
tros, procuramos demonstrar
amor e bondade, além de outras
qualidades. (Gál. 5:22, 23) Se per-
ceber um tom negativo ou uma
pitada de pessimismo, mude a
fraseologia.
Uma carta pode chegar a luga-
res onde você não conseguiria ir.
Isso, por si só, a transforma num
instrumento significativo para o
ministério. Visto que sua car-
ta representa você e seus valores,
dê atenção ao conteúdo, à apa-
rência e ao tom dela. Ela pode
ser exatamente o que é necessá-
rio para iniciar, fortalecer ou en-
corajar uma alma preciosa na es-
trada que conduz à vida.
Joana Siqueira
Rua Reinado, n.° 124
Paraı́so, SP
12345-670
1.° de junho de 20—
Prezada Sra. ������������������:
Eu e meu marido moramos na vizinhança. Não
conseguimos falar com a senhora pessoalmente,
mas temos algumas informações importantes a lhe
transmitir. O tratado anexo contém algumas dessas
informações.
Temos o prazer de participar numa obra realiza-
da por voluntários em mais de 200 paı́ses. Em todos
eles convidamos as pessoas a beneficiar-se de um
programa que as ajuda a descobrir respostas bı́bli-
cas a perguntas importantes, como: Por que enve-
lhecemos e morremos? Qual é o objetivo da vida?
Como se pode encontrar a verdadeira felicidade?
Participamos dessa atividade porque estamos ge-
nuinamente interessados em nossos vizinhos. Nos-
so trabalho não tem fins comerciais. Esperamos
conseguir falar pessoalmente com a senhora em
breve. Sinta-se à vontade para entrar em contato co-
nosco no endereço acima.
Atenciosamente,
[Assinatura]
Comunicação por meio de cartas 73
`
A MEDIDA que você aprendeu a aplicar os princı́pios bı́blicos, passou
a mudar padrões profundamente arraigados no modo de pensar, falar
e agir. Grande parte disso aconteceu antes de se matricular na Escola
do Ministério Teocrático. Agora, é provável que já tenha progredido a
ponto de dedicar sua vida a Jeová. Significa isso que não precisa pro-
gredir mais?
´
E claro que não! Seu batismo foi apenas o começo.
O discı́pulo Timóteo já era ancião cristão quando Paulo lhe disse
que ‘ponderasse’ tanto no conselho que havia recebido como nos pri-
vilégios de serviço que lhe haviam sido confiados — que se ‘absorves-
se’ nessas coisas — a fim de que seu ‘progresso se tornasse manifesto a
todos’. (1 Tim. 4:12-15) Quer esteja apenas começando a seguir o ca-
minho da verdade, quer seja um cristão veterano, deve estar interessa-
do em progredir.
Conhecimento e transformação
Em Efésios 3:14-19, lemos que o apóstolo Paulo orou para que seus
concrentes fossem “cabalmente capazes de compreender . . . a largura,
e o comprimento, e a altura, e a profundidade” da verdade. Visando
isso, Jesus deu dádivas em homens para ensinar, reajustar e edificar a
congregação. A meditação regular na inspirada Palavra de Deus, junto
com a orientação de instrutores experientes, pode ajudar-nos a ‘cres-
cer’ espiritualmente. — Efé. 4:11-15.
Esse crescimento inclui sermos ‘feitos novos na força que ativa a
nossa mente’. Isso envolve fazer com que nossa inclinação mental fi-
que em completa harmonia com a inclinação mental de Deus e de
Cristo. Para que consigamos nos “revestir da nova personalidade”,
precisamos assimilar constantemente os pensamentos deles. (Efé.
4:23, 24) Quando estuda os Evangelhos, consegue encarar esses rela-tos da vida de Cristo como um padrão a seguir? Procura identificar
caracterı́sticas especı́ficas da personalidade de Jesus e então esforça-se
sinceramente para imitá-las? — 1 Ped. 2:21.
As coisas sobre as quais conversa podem ser um indicativo do quan-
to progrediu. Quem se revestiu da nova personalidade não fica con-
versando sobre coisas desonestas, abusivas, obscenas ou negativas.
Em vez disso, sua conversa é ‘boa para a edificação, conferindo aos
Continue a progredir!
74
ouvintes aquilo que é favorável’. (Efé. 4:25, 26, 29, 31; 5:3, 4; Judas 16)
Seus comentários, tanto em conversas particulares quanto nas reu-
niões congregacionais, revelam que a verdade o está transformando.
Se não estiver mais sendo ‘jogado como que por ondas e levado
para cá e para lá por todo vento de ensino’, isso também é evidência
de progresso. (Efé. 4:14) Como reage, por exemplo, quando o mundo
lança sobre você uma avalanche de novas ideias, movimentos, ou di-
versões? Sente-se tentado a tirar tempo das obrigações espirituais para
envolver-se em tais coisas? Fazer isso pode prejudicar seriamente seu
progresso espiritual.
´
E muito melhor comprar tempo para empenhar-
se em coisas espirituais. — Efé. 5:15, 16.
Seu modo de lidar com outras pessoas também pode ser um indica-
tivo de progresso espiritual. Aprendeu a ser ‘ternamente compassivo e
a perdoar liberalmente’ seus irmãos e irmãs? — Efé. 4:32.
Seu progresso em fazer as coisas da maneira de Jeová deve ser evi-
denciado tanto na congregação como em casa. Deve ser evidente tam-
bém na escola, em lugares públicos e em seu local de trabalho. (Efé.
5:21–6:9) Se demonstrar qualidades piedosas num grau maior em to-
das essas circunstâncias, evidenciará que está progredindo.
Use seus dons
Jeová dotou cada um de nós com habilidades e talentos. Ele espera
que os usemos em benefı́cio de outros de tal maneira que, por nosso
intermédio, ele possa expressar sua benignidade imerecida. O apósto-
lo Pedro escreveu o seguinte a respeito disso: “Na proporção em que
cada um recebeu um dom, usai-o em ministrar uns aos outros como
mordomos excelentes da benignidade imerecida de Deus.” (1 Ped.
4:10) Como está usando os dons que lhe foram confiados?
Pedro continua: “Se alguém falar, fale como que as proclamações
sagradas de Deus.” (1 Ped. 4:11) Esse versı́culo enfatiza a responsabili-
dade de falarmos em completa harmonia com a Palavra de Deus, para
que Ele seja glorificado. A maneira de falarmos também deve glorifi-
car a Jeová. O treinamento fornecido na Escola do Ministério Teocrá-
tico pode ajudá-lo a usar seus dons para glorificar a Jeová mediante a
ajuda que presta a outros. Com esse objetivo em mente, como deve
avaliar seu progresso na escola?
Em vez de pensar em quantas caracterı́sticas de oratória já abrangeu,
ou no tipo de designações que recebe, reflita em quanto a qualidade
Continue a progredir! 75
de seu sacrifı́cio de louvor melhorou por causa do treinamento recebi-
do. A escola nos prepara para sermos mais eficientes no ministério de
campo. Então, pergunte-se: ‘Será que realmente preparo minhas apre-
sentações para o serviço de campo? Aprendi a demonstrar interesse
nas pessoas a quem dou testemunho? Costumo lançar a base para re-
visitas, levantando uma pergunta a ser considerada na visita seguinte?
Se estudo a Bı́blia com alguém, esforço-me para aprimorar a arte de
ensino a fim de conseguir tocar o coração do estudante?’
Não avalie seu progresso simplesmente em termos dos privilégios
de serviço recebidos. O progresso é visto não pela designação em si,
mas em como você a cumpre. Se recebeu uma designação de ensino,
pergunte-se: ‘Usei realmente a arte de ensino? Abordei a matéria de
uma maneira que contribuiu para que ela tivesse um efeito positivo
sobre meus ouvintes?’
A exortação para usar seus dons implica em tomar a iniciativa. Cos-
tuma tomar a iniciativa de trabalhar com outros no ministério de
campo? Procura oportunidades para ajudar os membros recém-asso-
ciados de sua congregação, bem como os jovens ou os doentes? Ofe-
rece-se para limpar o Salão do Reino ou para ajudar nos congressos e
nas assembleias? Consegue participar periodicamente no serviço de
pioneiro auxiliar? Está em condições de servir como pioneiro regular
ou numa congregação onde há maior necessidade de ajuda? Tem fei-
to esforço para satisfazer as normas bı́blicas para servos ministeriais e
anciãos? Sua disposição de ajudar e de aceitar responsabilidades indi-
ca que está progredindo. — Sal. 110:3.
O papel da experiência
Caso se sinta limitado devido à falta de experiência como cristão,
não se desanime. A Palavra de Deus pode tornar “sábio o inexperien-
te”. (Sal. 19:7; 119:130; Pro. 1:1-4) Quando aplicamos os conselhos
bı́blicos, nós nos beneficiamos da sabedoria perfeita de Jeová, que é
de muito maior valor do que qualquer aprendizado obtido apenas por
meio da experiência. Contudo, à medida que progredimos no serviço
de Jeová, realmente ganhamos experiência valiosa. Como podemos
usá-la de maneira benéfica?
Depois de enfrentar diversas circunstâncias na vida, a pessoa pode
sentir-se tentada a raciocinar: ‘Já passei por essa situação. Eu sei o que
76 Continue a progredir!
fazer.’ Seria sábio pensar assim? Provérbios 3:7 adverte: “Não te tor-
nes sábio aos teus próprios olhos.”A experiência certamente deve am-
pliar nossa visão dos fatores a considerar ao lidarmos com determina-
das situações. Mas se estivermos fazendo progresso espiritual, nossa
experiência também deve fazer-nos ver que precisamos das bênçãos
de Jeová para sermos bem-sucedidos. Assim, nosso progresso não se
manifesta por enfrentarmos as situações com autoconfiança, mas por
buscarmos prontamente a orientação de Jeová. Demonstramos pro-
gresso por confiarmos que nada pode acontecer sem a permissão de
Jeová e por mantermos um relacionamento de confiança e afeto com
nosso Pai celestial.
Siga em frente
Apesar de ter sido um cristão ungido e espiritualmente maduro, o
apóstolo Paulo reconhecia que precisava seguir em frente para atingir
o alvo da vida. (Fil. 3:13-16) Você também pensa assim?
Quanto progresso já fez? Para avaliar seu desenvolvimento, conside-
re até que ponto já se revestiu da nova personalidade, quanto se sub-
meteu à soberania de Jeová e o grau de diligência com que usa seus
dons para honrar a Jeová.
`
A medida que se beneficiar da Escola do Mi-
nistério Teocrático, as qualidades destacadas na Palavra de Deus deve-
rão se tornar mais evidentes em sua maneira de falar e de ensinar. Te-
nha bem em mente esses aspectos de seu desenvolvimento e alegre-se
com eles. Dessa maneira, seu progresso será prontamente manifesto.
QUAIS S
˜
AO SEUS ALVOS ESPIRITUAIS?
Que alvos realistas espera atingir dentro de um ano?
1. �����������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������
2. �����������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������
Que alvos a longo prazo são tão preciosos para você que está determinado a empenhar-se
até conseguir atingi-los?
1. �����������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������
2. �����������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������
3. �����������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������
Continue a progredir! 77
N
˜
AO importa se você é jovem ou idoso, homem ou mulher, este curso
pode ajudá-lo a expressar-se de maneira mais eficiente e a tornar-se me-
lhor instrutor da Palavra de Deus.
As designações dos participantes da Escola do Ministério Teocrático
serão preparadas pelo superintendenteda escola. Nas três páginas se-
guintes, você encontrará uma tabela das caracterı́sticas de oratória so-
bre as quais receberá conselhos. Os números que antecedem as carac-
terı́sticas correspondem aos estudos que se encontram nas páginas 83
a 271. Nesses estudos você encontrará uma explicação sobre o que fa-
zer para dominar esses aspectos da oratória e do ensino, e por que cada
um é importante. Encontrará também orientações práticas sobre como
aplicar as sugestões oferecidas.
O código de cores na tabela indica que caracterı́sticas se aplicam a
designações que envolvem (1) leitura perante uma assistência, (2) de-
monstração com duas ou mais pessoas ou (3) discurso dirigido à con-
gregação. O superintendente da escola indicará a caracterı́stica a que
você deverá dar atenção.
´
E melhor dar atenção a apenas uma por vez.
Você será beneficiado se fizer os exercı́cios recomendados no final do
estudo. Se o conselheiro notar que você aplicou bem o conselho suge-
rido no estudo, ele lhe indicará outra caracterı́stica.
Se tiver de apresentar uma demonstração, precisará de uma cena. Na
página 82 há uma lista de cenas, mas você não precisa limitar-se a essa
lista. Seu conselheiro poderá recomendar que apresente determinada
cena para ganhar experiência, ou talvez deixe para você mesmo esco-
lher.
Ler este livro e fazer os exercı́cios, mesmo quando não tiver de pre-
parar uma apresentação, contribuirá muito para seu progresso. Talvez
consiga abranger um estudo em aproximadamente uma semana.
Não importa por quanto tempo você já participa na escola ou no mi-
nistério de pregação, sempre há campo para melhora. Procure tirar ple-
no proveito da Escola do Ministério Teocrático.
Programa para desenvolver
a oratória e a arte de ensino
78
1 Leitura exata
2 Articulação clara
3 Pronúncia correta
4 Fluência
5 Uso correto de pausas
6
ˆ
Enfase segundo o sentido
7
ˆ
Enfase nas ideias principais
8 Volume apropriado
9 Modulação
10 Entusiasmo
11 Cordialidade e sentimento
12 Gestos e expressões faciais
13 Contato visual
14 Naturalidade
15 Boa aparência
16 Equilı́brio
17 Uso do microfone
18 Uso da Bı́blia ao responder a perguntas
CARACTER
´
ISTICAS DE ORAT
´
ORIA
(Número do estudo)
DATA DA
DESIGNAÇ
˜
AO
DATA DE
CONCLUS
˜
AOO
EX
ER
C
´ IC
IO
S
LE
IT
U
R
A
D
EM
O
N
ST
R
AÇ
˜ AO
D
IS
CU
R
SO
79
19 Incentivo ao uso da Bı́blia
20 Introdução eficaz de textos bı́blicos
21 Leitura de textos com ênfase adequada
22 Aplicação correta dos textos
23 Esclarecer o valor prático da matéria
24 Escolha de palavras
25 Uso de esboço
26 Apresentação lógica da matéria
27 Proferimento espontâneo
28 Estilo conversante
29 Qualidade da voz
30 Mostrar interesse nos outros
31 Respeito pelos outros
32 Falar com convicção
33 Falar com tato, mas de modo firme
34 Ser edificante e positivo
35 Repetição para dar ênfase
36 Desenvolvimento do tema
CARACTER
´
ISTICAS DE ORAT
´
ORIA
(Número do estudo)
DATA DA
DESIGNAÇ
˜
AO
DATA DE
CONCLUS
˜
AOO
EX
ER
C
´ IC
IO
S
D
EM
O
N
ST
R
AÇ
˜ AO
D
IS
CU
R
SO
80
37 Destacar os pontos principais
38 Introdução que desperta interesse
39 Conclusão eficaz
40 Exatidão das declarações
41 Clareza
42 Apresentação instrutiva
43 Usar a matéria designada
44 Uso eficaz de perguntas
45 Ilustrações instrutivas
46 Ilustrações baseadas em situações conhecidas
47 Uso eficaz de recursos visuais
48 Argumentação que estimula o raciocı́nio
49 Argumentos convincentes
50 Tocar o coração
51 Controle e boa distribuição do tempo
52 Exortação eficaz
53 Encorajar e fortalecer os ouvintes
CARACTER
´
ISTICAS DE ORAT
´
ORIA
(Número do estudo)
DATA DA
DESIGNAÇ
˜
AO
DATA DE
CONCLUS
˜
AOO
EX
ER
C
´ IC
IO
S
D
EM
O
N
S T
R
AÇ
˜ AO
D
IS
CU
R
SO
81
Usada em:
������������� ������������� 1. Testemunho de casa em casa
������������� ������������� 2. Vencendo objeção
������������� ������������� 3. Revisitando pela primeira vez alguém que demonstrou interesse
������������� ������������� 4. Demonstração de como iniciar estudo bı́blico na primeira visita
������������� ������������� 5. Dirigindo estudo bı́blico para alguém que não lê bem
������������� ������������� 6. Dirigindo estudo bı́blico para estudante que está adiantado
������������� ������������� 7. Incentivando estudante a assistir às reuniões
������������� ������������� 8. Persuadindo estudante a aplicar um conselho bı́blico
������������� ������������� 9. Treinando apresentação com publicador não batizado
������������� ������������� 10. Incentivando a leitura da Bı́blia por demonstrar como fazê-la ou por
demonstrar como a leitura de um livro especı́fico da Bı́blia pode ser benéfica
������������� ������������� 11. Testemunho por telefone ou pelo interfone
������������� ������������� 12. Testemunho nas ruas
������������� ������������� 13. Testemunho na feira ou em outro estabelecimento comercial
������������� ������������� 14. Testemunho informal numa sala de espera
������������� ������������� 15. Testemunho informal em transporte público
������������� ������������� 16. Testemunho numa circunstância tı́pica da localidade
������������� ������������� 17. Testemunho a um vizinho
������������� ������������� 18. Explicando suas crenças a um parente descrente
������������� ������������� 19. Falando sobre a verdade a um colega de trabalho ou de escola
������������� ������������� 20. Testemunho a um professor, ao patrão ou a uma autoridade local
������������� ������������� 21. Testemunho a um médico, advogado ou a outro profissional
������������� ������������� 22. Testemunho a uma pessoa que não fala bem o seu idioma
������������� ������������� 23. Conversando com ateu ou agnóstico
������������� ������������� 24. Testemunho a um animista, budista, católico, hindu, judeu,
muçulmano, protestante ou a alguém de outra religião da localidade
������������� ������������� 25. Treinando alguém no programa “Pioneiros ajudam outros”
������������� ������������� 26. Pai ou mãe raciocina com filho, ou jovem raciocina com sua irmã ou irmão
������������� ������������� 27. Usando a Bı́blia para encorajar alguém doente
������������� ������������� 28. Usando a Bı́blia no serviço de campo para consolar morador muito
triste ou deprimido
������������� ������������� 29. Adulto aconselha um jovem
������������� ������������� 30. Outra circunstância apropriada para sua região
Use cenas variadas
Ao apresentar demonstrações na Escola do Ministério Teocrático, você pode usar as cenas
abaixo sem precisar seguir a ordem numérica. Esforce-se ao máximo para não usar a mesma
cena mais de duas vezes antes de usar todas as outras que sejam apropriadas para o territó-
rio de sua congregação. Anote nos espaços as datas em que usou a cena.
82
A B
´
IBLIA diz que a vontade de Deus é que pessoas de toda sorte “ve-
nham a ter um conhecimento exato da verdade”. (1 Tim. 2:4) Em har-
monia com isso, nosso desejo de transmitir conhecimento exato deve
influenciar a maneira de lermos a Bı́blia em público.
A habilidade de ler em voz alta a Bı́blia e publicações que a expli-
cam é importante tanto para os jovens quanto para os de
mais idade. Como Testemunhas de Jeová, temos a respon-
sabilidade de transmitir a outros o conhecimento a respei-
to de Jeová e do seu modo de agir. Isso muitas vezes envol-
ve ler para uma pessoa ou para um grupo pequeno. Lemos
também para os membros de nossa famı́lia. A Escola do
MinistérioTeocrático oferece boas oportunidades para que
irmãos e irmãs, jovens e idosos, recebam conselhos para
aprimorar a leitura pública.
Ler a Bı́blia em público, quer para poucas pessoas, quer para a con-
gregação, é algo que devemos encarar com seriedade. A Bı́blia é inspi-
rada por Deus. Além disso, “a palavra de Deus é viva e exerce poder . . .
e é capaz de discernir os pensamentos e as intenções do coração”.
(Heb. 4:12) A Palavra deDeus contém um conhecimento de valor in-
calculável, que não está disponı́vel em nenhuma outra fonte. Ela nos
ajuda a conhecer o único Deus verdadeiro, a cultivar um relaciona-
mento excelente com ele e a ser bem-sucedidos em lidar com proble-
mas. Explica-nos também o que fazer para obter a vida eterna no novo
mundo de Deus. Por isso, ao lermos a Bı́blia, devemos querer fazê-lo
da melhor maneira possı́vel. — Sal. 119:140; Jer. 26:2.
Como fazer uma leitura exata. Há muitos aspectos envolvidos na
boa leitura, mas a exatidão é o primeiro objetivo a atingir. Isso signi-
fica esforçar-se para ler exatamente o que está escrito, tomando cuida-
do para não pular ou trocar palavras nem omitir as últimas letras.
1LEITURA EXATA
���������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������
O que você deve fazer?
Ler em voz alta exatamente o que está escrito, sem omitir
letras, pular ou trocar palavras. Pronunciar as palavras corre-
tamente, obedecendo à pontuação e aos sinais diacrı́ticos,
que incluem os acentos.
POR QUE
´
E IMPORTANTE?
A leitura correta e bem-feita
é fundamental para trans-
mitir o conhecimento exato
das verdades bı́blicas.
83
Para ler corretamente as palavras, você precisa entender o contexto.
Isso exige preparação minuciosa.
`
A medida que desenvolver a habili-
dade de ver as palavras à frente da que está lendo e analisar o fluxo das
ideias, conseguirá ler com maior exatidão.
A pontuação e os sinais diacrı́ticos são elementos importantes da
linguagem escrita. A pontuação indica onde pausar, o tempo da pausa
e possivelmente a necessidade de inflexão da voz. Em alguns idiomas,
se o leitor não mudar o tom da voz quando a pontuação o exige, pode-
rá transformar uma pergunta em afirmação ou mudar completamen-
te o sentido do texto.
´
E claro que há ocasiões em que a função da pon-
tuação é basicamente gramatical. Em muitos idiomas é impossı́vel ler
corretamente sem prestar bastante atenção aos acentos e a outros si-
nais diacrı́ticos — tanto os gráficos quanto os subentendidos no con-
texto —, pois eles influenciam o som das letras. Certifique-se de co-
nhecer bem as regras de pontuação e acentuação em seu idioma. Esse
é um dos segredos para dar sentido à leitura. Lembre-se de que seu ob-
jetivo é transmitir ideias, e não simplesmente pronunciar palavras.
Para adquirir a habilidade de ler corretamente é necessário treinar.
Leia cada parágrafo várias vezes, até não cometer mais erros. Então,
passe para o parágrafo seguinte. Por último, esforce-se a ler várias par-
tes da matéria sem pular, repetir ou trocar palavras. Depois de fazer
SINAIS DE PONTUAÇ
˜
AO
Ponto (.) indica parada mais longa.
Vı́rgula (,) geralmente exige uma pausa breve,
para dar sequência à leitura.
Ponto e vı́rgula (;) indica uma pausa mais cur-
ta que o ponto e mais longa que a vı́rgula.
Dois-pontos (:) introduz uma lista ou uma cita-
ção; exige pausa, mas sem mudar a inflexão da
voz.
Ponto de exclamação (!) indica expressão de
forte sentimento no tom da voz.
Ponto de interrogação (?) geralmente exige ler
a frase num tom mais alto ou aumentar a infle-
xão da voz.
Aspas (“ ” ou ‘ ’) podem indicar que as palavras
delimitadas por elas devem ser lidas com pau-
sas antes e depois do trecho (pausas bem breves
se as palavras fizerem parte de um texto; mais
longas no caso de uma declaração completa).
Travessão (—), quando usado para destacar
ideias, geralmente pede uma mudança suave no
tom da voz ou no ritmo da leitura.
Parênteses ( ) e colchetes [ ] podem isolar pa-
lavras a serem lidas num tom levemente mais bai-
xo. As fontes de referência entre parênteses não
precisam ser lidas, e não há necessidade de mu-
dar o tom da voz ao ler as palavras entre colche-
tes cuja função é completar o sentido da leitura.
84 Leitura exata
isso, peça que alguém escute sua leitura e indique os erros que come-
ter.
Em algumas partes do mundo, as pessoas têm dificuldade de ler de-
vido à visão fraca ou à iluminação insuficiente. Se for possı́vel corrigir
esses problemas, com certeza haverá melhora na leitura.
Com o tempo, irmãos que leem bem podem ser convidados a fa-
zer a leitura no Estudo de Livro de Congregação ou no Es-
tudo de A Sentinela. Mas, para desincumbir-se bem de um
privilégio como esse, não basta saber pronunciar as pa-
lavras corretamente. Para tornar-se um bom leitor públi-
co na congregação, você precisará desenvolver bons hábi-
tos pessoais de leitura. Isso envolve reconhecer que cada
palavra desempenha um papel dentro da frase.
´
E impossı́-
vel o leitor captar o sentido correto daquilo que está escri-
to, se desconhece algumas palavras. Se você trocar as pa-
lavras, mesmo durante a leitura pessoal, o significado da
frase ficará distorcido.
`
As vezes, isso acontece porque o lei-
tor não leva em conta as regras de acentuação ou o con-
texto. Esforce-se a entender o significado de cada palavra
dentro do contexto em que aparece. Veja também como a
pontuação afeta o significado da frase. Lembre-se de que as ideias ge-
ralmente são transmitidas por grupos de palavras. Fique atento a isso
para que, na leitura em voz alta, você agrupe as palavras em unidades
maiores, como frases e sentenças, em vez de lê-las isoladamente. Para
conseguir transmitir o conhecimento exato na leitura pública, é im-
portante entender claramente o que está lendo.
Foi a um ancião experiente que o apóstolo Paulo escreveu: “Conti-
nua a aplicar-te à leitura pública.” (1 Tim. 4:13) Obviamente, esse é
um campo em que todos podemos melhorar.
COMO CONSEGUIR
Treine! Treine! Treine!
E faça isso em voz alta.
Peça que alguém escute
sua leitura e aponte os erros.
Durante o estudo pessoal,
discipline-se a ler com
atenção.
Não leia as palavras isolada-
mente; aprenda a ler grupos
de palavras.
EXERC
´
ICIO:
Depois de se preparar bem, peça que um amigo ou alguém de sua famı́lia
acompanhe na Bı́blia à medida que você lê, em voz alta, um trecho de Mateus,
capı́tulos 5 a 7. Peça-lhe que o interrompa toda vez que você (1) pular uma pa-
lavra; (2) ler uma palavra de maneira errada ou trocar a ordem das palavras;
(3) desconsiderar um acento ou um sinal de pontuação que exige pausa ou infle-
xão.
´
E bom fazer isso durante pelo menos dez minutos em duas ou três ocasiões.
Leitura exata 85
PARA comunicar-se de maneira eficaz, você deve falar com clareza.
O que pretende dizer talvez seja interessante e até importante, mas a
maior parte da sua mensagem não será captada caso suas palavras não
sejam facilmente entendidas.
As pessoas não se sentem motivadas por palavras que não conse-
guem entender bem. Embora o orador tenha voz forte e
audı́vel, se não falar com clareza não conseguirá motivar
os ouvintes a agir. Seria como se falasse num idioma que
não entendem. ( Jer. 5:15) A Bı́blia nos lembra: “Se a trom-
beta der um toque incerto, quem se aprontará para a ba-
talha? Do mesmo modo, também, a menos que vós, por
intermédio da lı́ngua, pronuncieis palavras facilmente en-
tendidas, como se saberá o que se fala? Estareis, de fato, fa-
lando ao ar.” — 1 Cor. 14:8, 9.
O que torna as palavras incompreensı́veis? Deixar de abrir a boca
o suficiente pode ser um dos motivos. Quando a pessoa fica com os
músculos do maxilar rı́gidos e quase não movimenta os lábios, a voz
saiabafada.
Falar rápido demais também dificulta a compreensão.
´
E como tocar
a gravação de um discurso em rotação acelerada.
´
E possı́vel ouvir as
palavras, mas não se consegue entender quase nada.
Em alguns casos, a pessoa fala de maneira incompreensı́vel devido
a algum problema nos órgãos da fala. Contudo, mesmo quem tem um
problema assim pode fazer muito para melhorar, aplicando as suges-
tões fornecidas neste estudo.
Na maioria dos casos, porém, a dificuldade para entender o que é
dito se deve ao fato de a pessoa emendar as palavras. O problema tal-
vez seja pular sı́labas ou letras importantes, ou ainda comer as últimas
letras das palavras. Quando a pessoa emenda as palavras de maneira
indiscriminada, seus ouvintes podem até captar algumas ideias e fra-
2 ARTICULAÇ ˜AO CLARA
���������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������
O que você deve fazer?
Falar de uma maneira que seus ouvintes possam compreender
as palavras com facilidade. Envolve (1) usar corretamente os ór-
gãos da fala e (2) compreender a estrutura das palavras.
POR QUE
´
E IMPORTANTE?
Quando você articula bem
as palavras, as pessoas con-
seguem entendê-lo e há
maior probabilidade de
levarem a sério o que diz.
86
ses, mas têm de adivinhar as outras. Deixar de articular devidamente
as palavras pode comprometer a eficácia do ensino.
Como falar com clareza. Um dos segredos para articular bem as
palavras é compreender a estrutura delas em seu idioma. Na maioria
dos idiomas, as palavras compõem-se de sı́labas, que, por sua vez, são
compostas de uma ou mais letras pronunciadas de uma só vez. Nes-
ses idiomas, normalmente cada sı́laba é enunciada à me-
dida que a pessoa fala, mas nem todas as sı́labas recebem
a mesma ênfase. Se pretende falar com maior clareza, fale
devagar e procure articular cada sı́laba. De inı́cio, poderá
parecer que as palavras soam excessivamente precisas, mas
com a prática você conseguirá falar com naturalidade.
´
E
claro que, a bem da fluência, você acabará juntando algu-
mas palavras, mas não faça isso se houver o risco de obscu-
recer o sentido do que diz.
Uma palavra de cautela: ao treinar a articulação correta,
talvez você fale e leia com extrema precisão. Mas não crie
o hábito de falar dessa maneira, porque isso soaria afetado
e desnatural.
Se perceber que sua voz sai abafada, aprenda a manter a
cabeça erguida e o queixo afastado do peito. Quando for
ler a Bı́blia, segure-a numa altura que lhe permita desviar
o olhar da assistência para a Bı́blia com um ligeiro movi-
mento dos olhos. Desta forma, suas palavras fluirão livremente.
Aprender a relaxar também pode ajudá-lo a melhorar a dicção.
´
E
bem sabido que a tensão nos músculos da face ou nos que controlam
a respiração pode prejudicar o mecanismo da fala. Essa tensão interfe-
re na devida coordenação entre a mente, os órgãos da fala e o contro-
le da respiração — processo que deve ser suave e natural.
Os músculos do maxilar precisam estar relaxados para reagir pron-
tamente aos comandos do cérebro. Os lábios também devem estar
relaxados e prontos para expandir-se e contrair-se rapidamente, a fim
de dar o toque final nos muitos sons que se originam na boca e na
garganta. Se o maxilar e os lábios estiverem tensos, a pessoa não con-
seguirá abrir a boca o suficiente e a voz sairá forçada entre os den-
tes, com um som áspero, abafado e confuso. Contudo, relaxar o ma-
xilar e os lábios não significa adquirir o hábito de falar de maneira
COMO FAZER
Fale e leia todas as palavras
com clareza — com a dicção
apropriada, volume suficien-
te e num ritmo moderado.
Não emende as palavras de
maneira que o significado
do que diz fique confuso aos
ouvintes.
Mantenha a cabeça ergui-
da e abra a boca o suficiente
para falar.
Treine para relaxar o pesco-
ço, o maxilar, os lábios e
os músculos da face e da
garganta.
Articulação clara 87
descuidada. Isso precisa ser equilibrado com o hábito de articular os
sons nitidamente.
Ao analisar sua situação, poderá descobrir que é prático ler em voz
alta. Observe atentamente como usa os maravilhosos órgãos da fala.
Costuma abrir a boca o suficiente para que os sons saiam sem obstru-
ção? Tenha em mente que a lı́ngua não é o único órgão da fala, em-
bora seja um dos mais utilizados nessa tarefa. O pescoço, o maxilar in-
ferior, os lábios, os músculos da face e da garganta também têm sua
participação. Ao falar, sente que não movimenta os músculos da face?
Se isso acontecer, é muito provável que seja difı́cil compreender o que
diz.
Se puder, grave sua voz durante vários minutos falando natural-
mente, como se estivesse no serviço de campo. Ao ouvir a grava-
ção, conseguirá perceber se tem problema para articular corretamen-
te alguma palavra. Fique atento aos momentos em que sua voz ficou
incompreensı́vel, abafada, ou em que você encurtou palavras, e ten-
te determinar o motivo. Geralmente, a deficiência pode ser corrigida
com a aplicação das sugestões já apresentadas.
Tem algum problema na fala? Procure abrir a boca um pouco mais
e tente articular as palavras de maneira ainda mais clara. Respire fun-
do e fale devagar. Muitas pessoas com problemas na fala melhoraram
a dicção ao fazer isso. Se tiver o problema de cecear, mantenha a lı́n-
gua afastada dos dentes da frente ao falar palavras que tenham sons de
s e z. Embora seu problema talvez não seja completamente resolvido,
não se desespere. Lembre-se de que Jeová escolheu Moisés, que talvez
tivesse um problema na fala, para declarar mensagens vitais tanto ao
povo de Israel quanto ao Faraó do Egito. (
ˆ
Exo. 4:10-12) Se você estiver
disposto, Jeová também o usará e abençoará seu ministério.
EXERC
´
ICIO:
Fale normalmente. Você abre a boca o suficiente ou precisa abri-la um pouco
mais e usar melhor os músculos da face? Treine esse exercı́cio lendo Mateus 8:23-
27 em voz alta. Certifique-se de manter a cabeça erguida e esforce-se para relaxar
os músculos do maxilar.
88 Articulação clara
NEM todos os cristãos tiveram a oportunidade de receber muita
instrução escolar. Os apóstolos Pedro e João foram descritos como
homens “indoutos e comuns”. (Atos 4:13) Apesar disso, é impor-
tante ter cuidado para que uma pronúncia errada não tire o brilho
da verdade bı́blica que apresentamos.
Fatores a considerar. Não há um conjunto de regras
de pronúncia que se aplique a todos os idiomas. Muitos
idiomas utilizam um alfabeto. Além do alfabeto latino,
há também os alfabetos árabe, cirı́lico, grego e hebraico.
No idioma chinês, a escrita não é feita por meio dum al-
fabeto, mas por meio de caracteres que podem ser com-
postos de vários elementos. Esses caracteres geralmente
representam uma palavra ou parte de uma palavra. Em-
bora os idiomas japonês e coreano usem caracteres chi-
neses, estes podem ser pronunciados de maneiras bem
diferentes e nem sempre ter o mesmo significado.
Nos idiomas alfabéticos, a pronúncia adequada exige que se use
o som correto para cada letra ou combinação de letras. Quando o
idioma segue regras coerentes, como é o caso do espanhol, do gre-
go e do zulu, a tarefa não é tão difı́cil. Contudo, as palavras estran-
geiras incorporadas ao idioma às vezes mantêm uma pronúncia pa-
recida à original. Assim, determinadas letras, ou combinações de
letras,podem ser pronunciadas de diversas maneiras ou, às vezes,
simplesmente não ser pronunciadas. Você talvez precise memori-
zar as exceções e então usá-las regularmente ao conversar. Em chi-
nês, a pronúncia correta exige a memorização de milhares de ca-
racteres. Em alguns idiomas, o significado de uma palavra muda de
acordo com a entonação. Se a pessoa não der a devida atenção a
esse aspecto do idioma, poderá transmitir ideias erradas.
3PRON ´UNCIA CORRETA
���������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������
O que você deve fazer?
Proferir as palavras corretamente. Isso envolve: (1) usar os
sons corretos para vocalizar as palavras; (2) enfatizar a sı́laba
certa; (3) dar a devida atenção aos sinais diacrı́ticos — como
os acentos, o til e a cedilha, em português.
POR QUE
´
E IMPORTANTE?
A pronúncia correta confere
dignidade à mensagem que
pregamos. Permite que os
ouvintes se concentrem no
teor da mensagem sem ser
distraı́dos por erros de pro-
núncia.
89
Se as palavras de um idioma forem compostas de sı́labas, é im-
portante enfatizar a sı́laba correta. Muitos idiomas que usam esse
tipo de estrutura têm regras bem definidas sobre a posição da sı́la-
ba tônica (aquela que soa mais forte). As palavras que fogem a essas
regras geralmente recebem um acento gráfico, o que torna relativa-
mente fácil pronunciá-las de maneira correta. Contudo, se houver
muitas exceções às regras, o problema fica mais complicado. Nesse
caso, exige bastante memorização pronunciar corretamente as pa-
lavras.
Em alguns idiomas, é fundamental prestar bastante atenção aos
sinais diacrı́ticos que aparecem acima e abaixo de determinadas le-
tras, como: è, é, ô, ñ, ō, ŭ, ü, č, ç.
Na questão da pronúncia, é preciso evitar algumas armadilhas.
A precisão exagerada pode dar a impressão de afetação e até de es-
nobismo. O mesmo acontece com as pronúncias em desuso. Tais
coisas apenas chamam atenção para o orador. Por outro lado, é
bom evitar o outro extremo e relaxar tanto no uso da linguagem
quanto na pronúncia das palavras. Algumas dessas questões já fo-
ram discutidas no estudo “Articulação clara”.
Em alguns idiomas, a pronúncia aceitável pode diferir de um paı́s
para outro — e até mesmo de uma região para outra no mesmo
paı́s. Um estrangeiro talvez fale o idioma local com sotaque. Os di-
cionários às vezes admitem mais de uma pronúncia para determi-
nada palavra. Especialmente se a pessoa não teve muito acesso à
instrução escolar ou se a sua lı́ngua materna for outra, ela se bene-
ficiará muito por ouvir com atenção os que falam bem o idioma lo-
cal e imitar sua pronúncia. Como Testemunhas de Jeová queremos
falar de uma maneira que dignifique a mensagem que pregamos e
que seja prontamente entendida pelas pessoas da localidade.
No dia a dia, é melhor usar palavras com as quais se está bem
familiarizado. Normalmente, a pronúncia não constitui problema
numa conversa, mas ao ler em voz alta você poderá se deparar com
palavras que não usa no cotidiano. E, como sabe, as Testemunhas
de Jeová usam bastante o recurso da leitura oral. Leem passagens
bı́blicas ao dar testemunho, e alguns irmãos são convidados para
ler os parágrafos durante o Estudo de A Sentinela ou o Estudo de Li-
vro de Congregação.
´
E importante ler de maneira correta e tomar
90 Pronúncia correta
cuidado para não cometer erros de pronúncia, o que detrai da men-
sagem que pregamos.
Acha difı́cil pronunciar alguns nomes próprios que aparecem na
Bı́blia? Em português, os nomes próprios normalmente seguem as
mesmas regras de pronúncia que as demais palavras. Para conhe-
cer essas regras, você pode recorrer a uma gramática ou, se isso não
for possı́vel, poderá pedir ajuda a alguém que as conhe-
ce. Apenas como exemplo, alistamos alguns nomes pró-
prios cuja pronúncia pode gerar dúvida e, entre parênte-
ses, sua pronúncia correta: Atalia (Atalı́a), Elifaz (Elifáz),
Geazi (Geazı́), Naftali (Naftalı́) e Vasti (Vastı́).
Maneiras de aprimorar. Muitas pessoas que têm pro-
blemas de pronúncia não se dão conta disso. Se o supe-
rintendente da escola sugerir que você aprimore alguns
aspectos da pronúncia, encare isso como demonstração
de bondade. Mas, uma vez que se der conta do proble-
ma, como poderá melhorar?
Em primeiro lugar, quando for designado a ler em pú-
blico, consulte num dicionário as palavras que não co-
nhece. Se não tiver prática em usar o dicionário, procure
em suas páginas iniciais, ou finais, a explicação sobre as abreviatu-
ras, as siglas e os sı́mbolos fonéticos usados ou, se necessário, peça
que alguém o ajude a entendê-los. Em alguns casos, uma palavra
pode ter pronúncias diferentes, dependendo do contexto. Alguns
dicionários indicam a pronúncia de letras que têm sons variáveis,
bem como a sı́laba tônica. Antes de fechar o dicionário, repita a pa-
lavra várias vezes em voz alta.
Uma segunda maneira de melhorar a pronúncia é ler para al-
guém que pronuncia bem as palavras e pedir-lhe que corrija seus
erros.
Um terceiro modo de aprimorar a pronúncia é prestar atenção
aos bons oradores. Use as gravações da Tradução do Novo Mundo
ou das revistas A Sentinela e Despertai!, se estiverem disponı́veis. Ao
ouvir as gravações, preste atenção às palavras lidas com uma pro-
núncia diferente da que você usaria. Anote essas palavras e repita-as
várias vezes. Com o tempo, você eliminará os erros de pronúncia e
passará a falar de maneira muito melhor.
COMO MELHORAR
A PRON
´
UNCIA
Aprenda a usar bem o dicio-
nário.
Peça a alguém que leia bem
para ouvir sua leitura e dar
sugestões.
Preste atenção à pronúncia
dos bons oradores e compa-
re com a sua.
Pronúncia correta 91
Palavras cuja pronúncia preciso treinar
����������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������� ����������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������� �����������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������
����������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������� ����������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������� �����������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������
���������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������� �����������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������
����������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������� ����������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������� �����������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������
����������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������� ����������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������� �����������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������
����������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������� ����������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������� �����������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������
����������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������� ����������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������� �����������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������
����������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������� ����������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������� �����������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������
����������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������� ����������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������� �����������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������
����������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������� ����������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������� �����������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������
����������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������� ����������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������� �����������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������
����������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������� ����������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������� �����������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������
����������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������� ����������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������� �����������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������
EXERC
´
ICIO:
Verifique a pronúncia das palavras desconhecidas no Salmo 83 ou em outro
trecho da Bı́blia que tenha dificuldade de ler. Use um dicionário ou consul-
te alguém que conheça bem o idioma. Observe as sı́labas tônicas dos nomes
próprios nesses versı́culos e repita cada nome em voz alta. Em seguida, leia
o trecho todo em voz alta.
92 Pronúncia correta
QUANDO lê em voz alta, costuma tropeçar em algumas expressões?
Ou percebe que muitas vezes não encontra as palavras certas ao pro-
ferir um discurso? Se isso acontece, seu problema pode ser falta de
fluência. A pessoa fluente lê e expressa seus pensamentos com nı́-
tida facilidade, mas isso não significa que fale sem pa-
rar, de maneira muito rápida ou sempensar. Ela se ex-
pressa de maneira agradável. A fluência recebe atenção
especial na Escola do Ministério Teocrático.
Vários fatores podem contribuir para a falta de fluên-
cia. Acha que precisa dar atenção especial a algum destes
pontos? (1) Na leitura pública, vacilar por desconhecer
certas palavras. (2) Pausar brevemente em muitos luga-
res pode fazer com que as frases saiam entrecortadas.
(3) Falta de preparação. (4) Deixar de organizar a maté-
ria de maneira lógica contribui para a falta de fluência ao falar dian-
te de um grupo. (5) Vocabulário limitado pode fazer com que he-
site à medida que procura as palavras certas. (6) Enfatizar muitas
palavras. (7) Desconhecimento das regras gramaticais.
Se você não tiver fluência, seus ouvintes não sairão do Salão do
Reino, literalmente falando, mas poderão deixar a mente vaguear
e perder a maior parte da mensagem.
Procure falar de maneira convincente e com fluência, mas tenha
cuidado para que seu discurso não assuma um tom arrogante e aca-
be constrangendo a assistência. Se diferenças culturais levarem seus
ouvintes a achar que você não fala com tato ou que carece de sin-
ceridade, não conseguirá atingir seu objetivo.
´
E digno de nota que,
apesar de ser um orador experiente, o apóstolo Paulo se dirigiu aos
4FLU ˆENCIA
���������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������
O que você deve fazer?
Ler e falar de modo que as palavras e as ideias fluam suave-
mente. Quem se expressa com fluência não fala de maneira
entrecortada nem devagar demais. Também, não tropeça nas
palavras nem titubeia, como se não soubesse o que dizer.
POR QUE
´
E IMPORTANTE?
Quando o orador não tem
fluência, os ouvintes podem
deixar de prestar atenção.
Além disso, existe o risco
de se transmitirem ideias er-
radas e de a mensagem não
ser expressa de forma con-
vincente.
93
corı́ntios “em fraqueza, e em temor, e com muito tremor”, para não
atrair indevida atenção a si mesmo. — 1 Cor. 2:3.
Costumes que se devem evitar. Muitas pessoas têm o hábito de
inserir expressões ou palavras como “bem”, “agora”, “é . . . ” e “ou
seja” no inı́cio ou no meio das frases. Outras as terminam com “não
é verdade?” ou “né?”. Talvez você não se dê conta da fre-
quência com que usa essas expressões. Poderá verificar
isso pedindo que alguém o ouça ensaiar a apresentação
e repita essas expressões cada vez que você as usar. Pode
ser que fique surpreso.
Alguns retrocedem muitas vezes quando leem e falam.
Isto é, começam uma frase, param de falar e então repe-
tem pelo menos parte do que já disseram ou leram.
Outros ainda falam com relativa desenvoltura, mas an-
tes de concluir a linha de raciocı́nio começam a falar
de outro assunto. Embora as palavras fluam livremente,
mudanças abruptas de pensamento prejudicam a fluên-
cia.
Como melhorar. Se o seu problema é encontrar as pa-
lavras certas, precisa esforçar-se bastante para enrique-
cer seu vocabulário. Preste atenção às palavras que não
conhece em A Sentinela, Despertai! e em outras publi-
cações. Verifique a pronúncia e o significado no dicio-
nário e incorpore algumas dessas palavras ao seu voca-
bulário. Se não tiver um dicionário, peça ajuda a alguém
que fale bem o idioma.
Outra sugestão para melhorar a fluência é criar o hábito de ler em
voz alta. Quando encontrar palavras difı́ceis, repita-as várias vezes.
Para ler com fluência, é necessário entender a relação entre as pa-
lavras de uma frase. Para transmitir as ideias do escritor, geralmen-
te é necessário ler grupos de palavras. Preste atenção especial a esses
agrupamentos e, se preciso, marque-os. Seu objetivo não é simples-
mente ler as palavras de modo correto, mas também transmitir as
ideias de maneira clara. Depois de analisar uma frase, passe para a
seguinte até que tenha estudado o parágrafo inteiro. Após familia-
rizar-se com a linha de raciocı́nio, leia o parágrafo em voz alta vá-
COMO OBTER FLU
ˆ
ENCIA
Quando encontrar palavras
desconhecidas em revistas e
livros, marque-as, descubra
exatamente o que significam
e use-as.
Treine a leitura em voz alta
pelo menos de cinco a dez
minutos por dia.
Quando for designado a fa-
zer uma leitura, prepare-se
bem. Preste atenção especial
aos grupos de palavras que
transmitem ideias. Entenda
bem a linha de raciocı́nio.
No dia a dia, aprenda a pen-
sar primeiro e então dizer
frases completas, sem inter-
romper a linha de raciocı́nio.
94 Fluência
rias vezes até não tropeçar em nenhuma palavra nem pausar nos
lugares errados. Faça o mesmo com os outros parágrafos.
Em seguida, leia mais rápido. Se conseguir perceber a relação en-
tre as palavras da frase, será capaz de visualizar mais de uma pala-
vra por vez e de prever o que vem a seguir. Isso contribuirá muito
para que consiga fazer uma boa leitura.
Um bom treinamento é ler de improviso. Por exemplo, crie o há-
bito de ler em voz alta o texto diário e os comentários sem preparar-
se. Acostume os olhos a visualizar grupos de palavras que expressam
ideias completas, e não apenas uma palavra por vez.
Para ter fluência é preciso pensar antes de falar. Desenvolva o há-
bito de fazer isso no dia a dia. Determine que ideias deseja trans-
mitir e em que ordem; daı́, comece a falar. Não tenha pressa. Procu-
re expressar o pensamento completo sem parar nem mudar a linha
Fluência 95
Muitos fatores podem contribuir para a ga-
gueira, e as terapias que dão resultado para al-
gumas pessoas talvez não funcionem tão bem
para outras. Mas para ser bem-sucedido é im-
portante não desistir.
Fica com medo e até entra em pânico
só de pensar em comentar nas reuniões? Ore
a Jeová pedindo ajuda. (Fil. 4:6, 7) Concentre-
se em honrar a Jeová e em ajudar outros. Não
espere que o problema desapareça totalmen-
te, mas preste atenção ao progresso que con-
segue fazer. Ao passo que sentir as bênçãos de
Jeová e receber incentivo dos irmãos, terá von-
tade de prosseguir.
A Escola do Ministério Teocrático oferece-
nos a oportunidade de ganhar experiência em
falar em público. Ficará surpreso de ver como
se sai bem diante de um grupo de pessoas
que o apoia e que deseja vê-lo progredir. Isso
pode ajudá-lo a adquirir confiança para falar
em outras circunstâncias.
Quando tiver de dar um discurso, prepare-
se bem. Concentre-se na matéria e fale com
sentimento. Se começar a gaguejar, esforce-se
para manter a calma e controlar a voz. Rela-
xe a musculatura do maxilar. Use frases curtas
e diminua ao máximo o uso de interjeições,
como “eh . . . ” e “hum . . . ”.
Alguns que lidam com o problema da ga-
gueira procuram evitar palavras que já lhes
causaram problemas, substituindo-as por si-
nônimos. Outros preferem identificar os fo-
nemas com os quais têm mais dificuldade e
treiná-los vez após vez.
Se começar a gaguejar durante uma con-
versa, não desista de se comunicar. Poderá in-
centivar a outra pessoa a falar até que consiga
continuar. Se necessário, simplesmente escre-
va o que quer dizer ou mostre-o em algum
texto impresso.
COMO LIDAR COM A GAGUEIRA
de raciocı́nio no meio da declaração. Algo que também ajuda é usar
frases simples e curtas.
Se souber exatamente o que quer falar, as palavras fluirão de ma-
neira natural. De modo geral, não é necessário escolher as palavras
com antecedência.Na verdade, é mais prático simplesmente certi-
ficar-se de que a ideia esteja clara em sua mente, e então pensar nas
palavras à medida que estiver falando. Se fizer assim e concentrar-
se mais nas ideias do que nas palavras, estas lhe virão à mente de
maneira mais ou menos automática, e expressará o que realmente
pensa. Mas, se deixar de se concentrar nas ideias e começar a pen-
sar nas palavras, poderá titubear. Com a prática, conseguirá desen-
volver fluência, qualidade importante para falar e ler bem.
Quando Moisés recebeu a comissão de representar a Jeová
perante a nação de Israel e o Faraó do Egito, não se sentiu capaz de
cumpri-la. Por quê? Porque ele não se expressava com fluência, tal-
vez devido a algum problema na fala. (
ˆ
Exo. 4:10; 6:12) Ele deu al-
gumas desculpas, mas nenhuma foi aceita por Deus. Jeová enviou
Arão como porta-voz, mas também ajudou Moisés a falar. Moisés
saiu-se muito bem nas inúmeras ocasiões em que falou tanto a uma
pessoa como a pequenos grupos ou a toda a nação. (Deut. 1:1-3;
5:1; 29:2; 31:1, 2, 30; 33:1) Se você realmente fizer a sua parte com
confiança em Jeová, também poderá usar o dom da fala para hon-
rar a Deus.
EXERC
´
ICIO:
Analise com atenção cada parágrafo do relato de Juı́zes 7:1-25. Certifique-se
de entender o sentido. Consulte as palavras desconhecidas num dicionário.
Leia em voz alta, com a maior precisão possı́vel, os nomes próprios e depois
o parágrafo. Quando sentir que a leitura está boa, passe para o parágrafo
seguinte, e assim por diante. Ao terminar, leia o capı́tulo inteiro. Em segui-
da, leia-o novamente de maneira um pouco mais rápida. Leia-o mais uma
vez, aumentando a velocidade nos trechos em que der para fazer isso, mas
cuide-se para não ler tão rápido que acabe tropeçando.
96 Fluência
AO FALAR, é importante pausar corretamente, quer esteja proferindo
um discurso, quer esteja conversando com apenas uma pessoa. Sem
essas pausas, fica difı́cil entender o que é dito e parece que as palavras
saem de maneira atropelada e confusa. O uso correto das pausas aju-
da a dar clareza ao que se diz e permite enfatizar os pontos principais
a fim de causar uma impressão duradoura nos ouvintes.
Como se pode determinar onde pausar? Qual deve ser a
duração das pausas?
Pausas determinadas pela pontuação. A pontuação
desempenha um papel importante na linguagem escrita.
Serve para indicar o fim de uma declaração ou uma per-
gunta e, em alguns idiomas, é usada para delimitar cita-
ções. Alguns sinais de pontuação indicam a relação entre
as partes de uma sentença. Quando a pessoa lê em silên-
cio ela pode ver os sinais de pontuação, mas quando lê em públi-
co deve transmitir o significado da pontuação que aparece no texto.
(Para maiores detalhes, veja o estudo 1, “Leitura exata”.) Se o leitor
não pausar de acordo com a pontuação, dificultará o entendimento
da leitura e poderá até distorcer o sentido do texto.
Para determinar onde pausar, é preciso levar em conta tanto a pon-
tuação como a maneira como os pensamentos são expressos na fra-
se. Certo músico famoso disse: “Eu não toco as notas melhor do que
a maioria dos pianistas. Mas as pausas entre as notas . . . ah!, aı́ é que
reside o segredo da arte.” Na linguagem falada acontece algo pareci-
do. O uso correto de pausas dá mais beleza e significado a uma ma-
téria bem preparada.
Ao preparar-se para ler em público, talvez ache prático fazer algu-
mas marcas no texto. Por exemplo, faça um pequeno traço vertical
5USO CORRETO DE PAUSAS
���������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������
O que você deve fazer?
Parar nos lugares certos durante a leitura ou o proferimento.`
As vezes, pode-se pausar ligeiramente ou apenas diminuir o
volume da voz por um instante. As pausas são apropriadas
quando cumprem uma função.
POR QUE
´
E IMPORTANTE?
O uso correto de pausas
é fundamental para se
entender prontamente o
que é dito. Pausar também
serve para ressaltar pontos
importantes.
97
onde houver necessidade de uma pausa breve e dois traços verti-
cais paralelos para indicar uma pausa mais longa. Se tiver dificulda-
de com determinada frase e notar que sempre pausa no lugar errado,
faça um traço a lápis unindo todas as palavras que devem ser pronun-
ciadas juntas. Daı́, leia a frase do começo ao fim. Muitos oradores ex-
perientes usam essa técnica.
Nas conversas do dia a dia, pausar geralmente não cons-
titui problema porque você sabe as ideias que deseja
transmitir. Mas se tiver o costume de pausar em intervalos
regulares durante o discurso, sem levar em conta o senti-
do da matéria, sua mensagem não terá a força e a clare-
za necessárias. O estudo 4, “Fluência”, contém sugestões
para aprimorar isso.
Pausas para mudança de pensamento. Nas transi-
ções entre os pontos principais, a pausa permite que os
ouvintes reflitam sobre o que foi dito, assimilem a in-
formação, detectem a mudança na linha de raciocı́nio e
entendam de maneira mais clara a ideia seguinte. Pausar
quando se muda de uma ideia para outra é tão importan-
te quanto diminuir o passo para virar uma esquina.
Um dos motivos de alguns oradores não pausarem entre
as ideias é o excesso de matéria.
`
As vezes, esse hábito é um
reflexo de como falam no dia a dia ou da influência das
pessoas com quem convivem. Mas quem fala assim com-
promete a eficiência do seu ensino. Se você tem uma ideia importan-
te a transmitir e deseja que seus ouvintes se lembrem dela, dedique
tempo suficiente para destacá-la. Tenha em mente que as pausas são
imprescindı́veis para transmitir claramente as ideias.
Se vai proferir um discurso com base num esboço, organize-o de
maneira que fique claro onde deve pausar. Se for um discurso ma-
nuscrito, faça marcas onde houver transição entre pontos principais.
As pausas para transição de pensamento geralmente são mais lon-
gas do que as pausas para pontuação, mas não tão longas a ponto de
tornar o discurso tedioso. Se forem muito longas, parecerá que você
não está bem preparado e que não sabe como continuar o discurso.
Pausas para dar ênfase. Pausar antes ou depois de uma declara-
ção, ou de uma pergunta feita com determinada intensidade, serve
COMO FAZER
Ao ler em voz alta, preste
atenção à pontuação.
Escute com atenção os bons
oradores e observe onde
fazem pausas e qual é a
duração delas.
Depois de dizer algo que
deseja que seus ouvintes
realmente se lembrem,
pause para dar tempo de
assimilarem a ideia.
Ao conversar com alguém,
pergunte sua opinião e
ouça a resposta. Não o
interrompa até que conclua
o pensamento.
98 Uso correto de pausas
para dar ênfase e geralmente tem um impacto maior. Esse método é
usado para alcançar dois objetivos: dar aos ouvintes a oportunidade
de refletir no que acabou de ser dito, ou criar expectativa para o que
será dito em seguida. Determine qual desses objetivos deseja alcan-
çar. Mas lembre-se de que as pausas para dar ênfase devem limitar-se
às declarações realmente significativas. Caso contrário, essas declara-
ções perderão o valor.
Ao ler as Escrituras em voz alta na sinagoga de Nazaré, Jesus em-
pregou bem as pausas. Primeiro, leu a passagem do rolo do profeta
Isaı́as que aludia à sua comissão. Contudo, antes de indicar o cumpri-
mento da passagem, enrolou o manuscrito,devolveu-o ao ajudante e
sentou-se. Então, ao passo que todos olhavam atentamente para ele,
disse: “Hoje se cumpriu esta escritura que acabais de ouvir.” — Luc.
4:16-21.
Pausas exigidas pelas circunstâncias.
`
As vezes, você é obrigado a
interromper o que está dizendo. No serviço de campo, por exemplo,
isso pode acontecer por causa do barulho do trânsito ou do choro de
uma criança. Numa assembleia, se o barulho não for muito alto, você
pode aumentar o volume da voz e continuar a falar. Mas se for alto e
prolongado, deve pausar, mesmo porque a assistência não vai prestar
atenção ao que diz. Assim, use bem as pausas para ajudar os ouvintes
a tirar pleno proveito das boas coisas que pretende dizer-lhes.
Pausas para permitir uma resposta. Mesmo que sua apresenta-
ção não envolva participação da assistência, é importante dar tem-
po para que os ouvintes respondam mentalmente. Se você formu-
lar perguntas que os induzam a refletir, mas não pausar o suficiente
para que pensem nas respostas, as perguntas praticamente perderão
o valor.
´
E óbvio que é importante pausar não apenas quando estamos fa-
lando da tribuna, mas também ao dar testemunho. Algumas pessoas
parecem nunca pausar quando falam. Se tiver esse problema, empe-
nhe-se para desenvolver essa caracterı́stica de oratória, porque assim
se comunicará melhor e será mais eficiente no ministério de campo.
A pausa é um momento de silêncio, e tem-se dito que o silêncio que-
bra a monotonia, enfatiza, atrai a atenção e é agradável aos ouvidos.
Para que haja comunicação é preciso haver intercâmbio de ideias.
As pessoas ficam mais propensas a escutar quando você também as
Uso correto de pausas 99
escuta com interesse. Isso exige que você pause o suficiente para que
possam falar.
Ao darmos testemunho, geralmente nos saı́mos melhor quando
conseguimos iniciar um diálogo. Depois de cumprimentar o mora-
dor, muitos irmãos acham prático abordar um assunto e fazer uma
pergunta. Durante a conversa, pausam para dar à pessoa várias opor-
tunidades de se expressar, e levam em conta sua opinião. Sabem que
normalmente podem ajudar melhor o morador se souberem o que
ele pensa a respeito do assunto em pauta. — Pro. 20:5.
´
E claro que nem todas as pessoas responderão de maneira favorá-
vel. Mas isso não impediu Jesus de pausar o suficiente para permitir
que até mesmo opositores falassem. (Mar. 3:1-5) Quando se dá a al-
guém a oportunidade para falar, ele é incentivado a pensar e, em re-
sultado, talvez revele seu ponto de vista. De fato, um dos objetivos de
nosso ministério é fazer com que as pessoas deem uma opinião fran-
ca a respeito de questões fundamentais da Palavra de Deus sobre as
quais terão de tomar uma decisão. — Heb. 4:12.
O uso correto de pausas no ministério é uma verdadeira arte.
Quando se faz isso, as ideias são transmitidas de maneira mais clara e
são lembradas por mais tempo.
EXERC
´
ICIO:
Leia Marcos 9:1-13 em voz alta e pause corretamente obedecendo os sinais
de pontuação, mas não deixe que a leitura fique enfadonha. Depois de trei-
nar, peça que alguém escute sua leitura e lhe dê sugestões para melhorar
as pausas.
100 Uso correto de pausas
QUANDO falamos ou lemos em voz alta, é importante não apenas
pronunciar as palavras de maneira correta, mas também enfatizar as
palavras e expressões-chave de tal forma que transmitam claramente
as ideias.
A ênfase correta envolve mais do que simplesmente frisar algumas
ou mesmo diversas palavras.
´
E preciso enfatizar as palavras
certas. Se você enfatiza as palavras erradas, existe o risco de
seus ouvintes não compreenderem o que diz e deixarem
de prestar atenção. Mesmo que a matéria seja boa, os ou-
vintes não se sentirão devidamente motivados se o orador
não a apresentar com a ênfase correta.
Há vários modos de dar ênfase às palavras, frequen-
temente usados em combinação: aumento do volume,
maior sentimento, falar devagar e de modo cadenciado, pausar antes
ou depois de uma declaração (ou antes e depois), gestos e expressões
faciais. Em alguns idiomas, pode-se também dar ênfase por elevar ou
abaixar o tom da voz. Para determinar o modo mais apropriado, con-
sidere a matéria e as circunstâncias.
Ao decidir o que deve ser enfatizado, leve em conta o seguinte:
(1) O que determina as palavras a ser enfatizadas numa frase não é
apenas o restante da frase, mas todo o contexto. (2) A ênfase segundo
o sentido pode ser usada para indicar o inı́cio de um novo pensamen-
to, quer seja um ponto principal, quer apenas uma mudança na linha
de raciocı́nio. Serve também para chamar a atenção para a conclusão
de uma linha de raciocı́nio. (3) O orador pode usar esse recurso para
mostrar como se sente a respeito de determinado assunto. (4) Pode-se
empregar a ênfase segundo o sentido também para destacar os pontos
principais de um discurso.
Para usar a ênfase de acordo com os critérios acima, o orador ou o
leitor devem entender a matéria de maneira bem clara e realmente
6ˆENFASE SEGUNDO O SENTIDO
���������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������
O que você deve fazer?
Enfatizar palavras e frases de maneira que os ouvintes assi-
milem as ideias facilmente.
POR QUE
´
E IMPORTANTE?
A ênfase segundo o sentido
ajuda o orador a prender a
atenção dos ouvintes e a
persuadi-los ou motivá-los.
101
desejar que seus ouvintes a assimilem. Falando sobre a instrução for-
necida nos dias de Esdras, Neemias 8:8 declara: “Continuaram a ler
alto no livro, na lei do verdadeiro Deus, fornecendo-se esclarecimen-
to e dando-se o sentido dela; e continuaram a tornar a leitura com-
preensı́vel.” Evidentemente, aqueles que liam e explicavam a Lei de
Deus naquela ocasião reconheciam a importância de ajudar os ouvin-
tes a compreender o sentido do que liam, a reter a informação e a co-
locá-la em prática.
Possı́veis dificuldades. A maioria das pessoas consegue fazer-se
entender claramente nas conversas do dia a dia. Contudo, quando
leem algo escrito por outra pessoa, podem ter dificuldade em determi-
nar que palavras ou expressões devem ser ressaltadas. O segredo está
em entender bem a matéria, o que exige estudá-la cabalmente. Assim,
se for convidado a fazer a leitura numa reunião congregacional, pre-
pare-se bem.
Algumas pessoas, em vez de usar a ênfase segundo o sentido, usam
o que pode ser chamado de “ênfase periódica”. Enfatizam palavras
em intervalos mais ou menos fixos, quer a ênfase seja justificada quer
não. Outras enfatizam de modo exagerado as chamadas palavras fun-
cionais, como as preposições e as conjunções. Quando a ênfase não
contribui para a clareza, logo se torna motivo de distração.
No esforço de falar com ênfase, alguns oradores aumentam tanto o
volume da voz que os ouvintes têm a impressão de que estão sendo re-
preendidos.
´
E óbvio que esse método raramente dá bons resultados.
Se a ênfase não for natural, pode dar a impressão de que o orador está
tratando os ouvintes com ar de superioridade.
´
E muito melhor sim-
plesmente exortá-los com amor e ajudá-los a ver que o que se diz tem
base bı́blica e é razoável.
Como aprimorar. Muitas vezes, a pessoa não se dá conta de que
tem dificuldades no emprego da ênfase segundo o sentido, o que tor-
na necessário que alguém lhe traga isso à atenção. Se você precisame-
lhorar nessa questão, o superintendente da escola o ajudará. Sinta-se à
vontade para pedir ajuda a um bom orador. Peça-lhe que ouça com
atenção quando você estiver lendo ou fazendo um discurso e que de-
pois dê sugestões.
Para começar, ele talvez sugira que você treine lendo um artigo de
A Sentinela. Com certeza, pedirá que analise cada sentença a fim de
102
ˆ
Enfase segundo o sentido
determinar que palavras ou frases precisam ser enfatizadas para facili-
tar a compreensão do texto. Pode também lembrá-lo de prestar aten-
ção especial às palavras em itálico. Lembre-se de que as palavras numa
sentença estão inter-relacionadas, de modo que frequentemente se
deve enfatizar um grupo de palavras, e não apenas uma. Em alguns
idiomas, os estudantes podem ser incentivados a analisar com aten-
ção redobrada a influência dos sinais diacrı́ticos no empre-
go da ênfase segundo o sentido.
Como passo seguinte, você será incentivado a analisar o
contexto, que é mais abrangente do que a sentença em si.
Qual é a ideia principal do parágrafo? Como deve influir
nos termos que você decidir enfatizar em cada sentença?
Veja o tı́tulo do artigo e o subtı́tulo em negrito sob o qual
está o parágrafo. De que maneira esses detalhes indicam
quais as expressões a enfatizar? Leve em conta todos esses
fatores, mas tome cuidado para não enfatizar palavras de-
mais.
Quer esteja proferindo um discurso, quer fazendo uma
leitura, a pessoa que o está ajudando também o incentivará
a levar em conta a linha de raciocı́nio para decidir que pala-
vras enfatizar. Você precisa conseguir detectar onde termi-
na uma linha de raciocı́nio ou onde existe transição entre
ideias importantes. Seus ouvintes ficarão gratos caso seu
modo de proferir o discurso ou de fazer a leitura os ajude a perceber
essas mudanças. Isso pode ser feito frisando-se palavras como em pri-
meiro lugar, por outro lado, finalmente, contudo, assim e apesar disso.
Seu conselheiro também lhe indicará as ideias que precisam ser ex-
pressas com mais sentimento. Para fazer isso, você pode enfatizar pa-
lavras como muito, absolutamente, de modo algum, inconcebı́vel, im-
portante e sempre. O uso desse recurso poderá influenciar a reação dos
ouvintes ao que você diz. O estudo 11, “Cordialidade e sentimento”,
dá mais detalhes a respeito disso.
Para melhor uso da ênfase segundo o sentido, você também será in-
centivado a ter bem em mente os pontos principais que deseja que os
ouvintes se lembrem. Esse assunto é abordado com mais detalhes no
estudo 7, “
ˆ
Enfase nas ideias principais”, que enfoca a questão da lei-
tura pública, e no estudo 37, “Destacar os pontos principais”, onde a
análise é voltada para a oratória.
COMO USAR A
ˆ
ENFASE
Acostume-se a identificar as
palavras-chave e os grupos
de palavras das sentenças.
Ao fazer isso, tome o
cuidado de levar em conta
o contexto.
Tente usar a ênfase para
indicar (1) mudança de
pensamento e (2) como se
sente em relação ao assunto
sobre o qual está falando.
Ao ler passagens bı́blicas,
crie o hábito de enfatizar
as palavras que apoiam
diretamente os argumentos.
ˆ
Enfase segundo o sentido 103
Se estiver procurando melhorar o desempenho no ministério de
campo, dê atenção especial ao modo de ler os textos bı́blicos. Crie o
hábito de perguntar-se: ‘Por que estou lendo este texto?’ Para ser bom
instrutor, nem sempre basta articular bem as palavras ou mesmo ler o
texto com sentimento. Se estiver respondendo a uma pergunta ou en-
sinando uma verdade básica, é bom enfatizar as palavras ou expres-
sões que apoiam seus argumentos. Caso contrário, a pessoa pode não
perceber a relação do texto com o assunto em questão.
Visto que a ênfase segundo o sentido envolve falar certas palavras
e frases com mais força, o orador inexperiente pode ficar propenso
a exagerar nisso. O resultado é parecido com o que acontece às no-
tas musicais executadas por alguém que está aprendendo a tocar um
instrumento. Mas, com a prática, as “notas” acabarão compondo uma
“música” agradável e expressiva.
Uma vez que tiver aprendido algumas noções básicas sobre a ênfase
segundo o sentido, tirará proveito de observar oradores experientes.
Logo perceberá o que se pode conseguir variando a intensidade da ên-
fase, e verá o valor de usar esse recurso de várias maneiras para tornar
claro o significado do que diz. Se usar bem a ênfase segundo o senti-
do, sua leitura e oratória melhorarão muito.
Não se contente em aprender apenas o mı́nimo necessário sobre a
ênfase segundo o sentido. Para ser bom orador, continue a esforçar-se
até conseguir dominar essa caracterı́stica de oratória e usá-la com na-
turalidade.
EXERC
´
ICIOS:
(1) Escolha dois textos que usa com frequência no ministério de campo e
defina o que pretende provar com cada um deles. Leia-os em voz alta enfa-
tizando as palavras ou os grupos de palavras que apoiam seus argumentos.
(2) Analise Hebreus 1:1-14. Por que as palavras “profetas” (v. 1), “Filho”
(v. 2) e “anjos” (vv. 4 e 5) devem ser lidas com ênfase especial a fim de
transmitir claramente a linha de raciocı́nio apresentada no capı́tulo? Treine
a leitura do capı́tulo inteiro em voz alta usando a ênfase segundo o senti-
do para destacar a linha de raciocı́nio.
104
ˆ
Enfase segundo o sentido
O BOM leitor vê além da sentença e até mesmo do parágrafo em que
ela aparece. Ele tem em mente as ideias principais de toda a matéria
e, com base nisso, determina onde dar ênfase.
Caso esse processo não seja seguido, a leitura não terá pontos al-
tos e nada se destacará com clareza. No final da apresentação, os ou-
vintes talvez não consigam lembrar-se de nenhum ponto-
chave.
Quando as ideias principais recebem a devida ênfase, é
possı́vel dar mais significado à leitura de uma passagem
bı́blica ou dos parágrafos num estudo bı́blico domiciliar
ou numa reunião da congregação. Essa ênfase é espe-
cialmente importante no caso dos discursos manuscritos,
que às vezes são proferidos em nossos congressos.
Como dar ênfase. Ao ler um trecho da Bı́blia na Escola do Ministé-
rio Teocrático, o que deverá enfatizar? Se a matéria girar em torno de
uma ideia central ou de um evento importante, isso deve ser enfati-
zado.
Quer se trate de poesia ou prosa, quer de provérbio ou narrativa, a
assistência será beneficiada por sua boa leitura. (2 Tim. 3:16, 17) Para
conseguir isso, leve em conta tanto o conteúdo da passagem como
a assistência.
Ao fazer a leitura de uma publicação num estudo bı́blico ou numa
reunião da congregação, quais são as ideias principais a enfatizar? As
que respondem às perguntas do estudo. Enfatize também as ideias re-
lacionadas com o subtı́tulo em negrito sob o qual se encontra a ma-
téria.
Não é recomendável criar o hábito de usar manuscritos para dar
discursos na congregação. Nos congressos, porém, alguns discur-
sos são proferidos com base em manuscritos para que determinadas
7ˆENFASE NAS IDEIAS PRINCIPAIS
���������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������
O que você deve fazer?
Na leitura em voz alta, dar ênfase especial às ideias princi-
pais de toda a matéria, e não apenas a determinadas frases.
POR QUE
´
E IMPORTANTE?
Quando as ideias principais
são enfatizadas, é mais fácil
lembrar-se da mensagem.
105
informações sejam apresentadasda mesma maneira em todos os
congressos. Para enfatizar as ideias principais do manuscrito, o ora-
dor deve primeiro analisar bem toda a matéria. Quais são os pon-
tos mais importantes? Ele deve conseguir identificá-los. Não se tra-
ta simplesmente das ideias que o orador acha interessantes, mas das
que constituem a base do discurso.
`
As vezes, o manuscri-
to declara a ideia principal de maneira concisa e, então,
introduz uma narrativa ou um argumento. Geralmente,
porém, os manuscritos apresentam primeiro os argumen-
tos e depois a ideia principal, expressa numa declaração
vigorosa. Ao identificar esses pontos-chave, que de modo
geral não passam de quatro ou cinco, o orador deve mar-
cá-los no manuscrito. Em seguida, ele precisa treinar a lei-
tura até perceber que seus ouvintes conseguirão identifi-
car facilmente esses pontos altos do discurso. Se a leitura
for feita com a devida ênfase, é mais provável que a assis-
tência se lembre das ideias principais. Esse deve ser o ob-
jetivo do orador.
O orador pode usar vários métodos para dar ênfase a
fim de ajudar a assistência a identificar os pontos principais. Pode ler
ou falar com mais entusiasmo ou sentimento, mudar o ritmo e fazer
gestos, para mencionar apenas alguns.
PONTOS QUE SE DEVEM
TER EM MENTE
Analise a matéria para iden-
tificar as ideias principais.
Marque essas ideias.
Na leitura, destaque as
ideias principais lendo-as
com mais entusiasmo ou
sentimento, ou ainda dimi-
nuindo o ritmo, conforme
apropriado.
EXERC
´
ICIO:
Escolha cinco parágrafos de um artigo de estudo de A Sentinela e sublinhe
as respostas de cada um. Leia os parágrafos em voz alta de tal maneira que
se consiga identificar facilmente as respostas.
106
ˆ
Enfase nas ideias principais
SE O orador falar baixo demais, alguns poderão cochilar. Se um publi-
cador falar de maneira muito suave no ministério de campo, talvez
não consiga prender a atenção do morador. E, se não usarmos o volu-
me adequado ao comentar nas reuniões, os demais não receberão o
devido encorajamento. (Heb. 10:24, 25) Por outro lado, se o orador
aumentar o volume no momento errado, os ouvintes po-
derão sentir-se incomodados e até aborrecidos. — Pro.
27:14.
Leve em conta a assistência. A quem está se dirigindo?
A uma pessoa? A uma famı́lia? A um pequeno grupo reuni-
do para o serviço de pregação?
`
A congregação inteira? Ou
a uma grande assistência num congresso?
´
E evidente que
não dá para usar o mesmo volume em todas as situações.
Em várias ocasiões, no passado, alguns servos de Deus
falaram a grandes assistências. Quando se inaugurou o
templo em Jerusalém, nos dias de Salomão, não havia equipamento
de som. Por isso, ele ficou de pé sobre uma plataforma elevada e aben-
çoou o povo com “alta voz”. (1 Reis 8:55; 2 Crô. 6:13) Séculos mais
tarde, depois do derramamento do espı́rito santo no Pentecostes de
33 EC, uma multidão — alguns interessados e outros zombadores — se
ajuntou ao redor do pequeno grupo de cristãos em Jerusalém. Pedro
sabiamente ‘pôs-se de pé e levantou a sua voz’. (Atos 2:14) O testemu-
nho de Pedro teve grande impacto sobre as pessoas.
Como saber se está usando o volume de voz apropriado para deter-
minada situação? A reação da assistência é um dos melhores indicado-
res. Se perceber que alguns precisam fazer esforço para ouvi-lo, deve
falar mais alto.
Quer esteja falando a uma pessoa, quer a um grupo, leve em conta
as caracterı́sticas da assistência. Se alguém tiver problemas de audição,
8VOLUME APROPRIADO
���������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������
O que você deve fazer?
Falar com suficiente intensidade de voz. Para determinar o
volume adequado, leve em conta: (1) o tamanho e as carac-
terı́sticas da assistência; (2) barulhos que possam desviar a
atenção; (3) a matéria em consideração e (4) o seu objetivo.
POR QUE
´
E IMPORTANTE?
A menos que os presentes
consigam ouvi-lo com facili-
dade, existe a possibilidade
de se distraı́rem e não en-
tenderem a mensagem. Se
falar alto demais, poderão
achar isso irritante e até
desrespeitoso.
107
talvez deva falar mais alto. Contudo, é preciso ter cuidado com isso,
porque se uma pessoa tem reações lentas simplesmente por ser ido-
sa e você falar com ela aos gritos, não conquistará sua simpatia. Pelo
contrário, isso poderá até ser considerado grosseiro. Em algumas cul-
turas, falar num volume elevado é sinal de irritação e falta de paciên-
cia.
Esteja atento a barulhos que desviam a atenção. No ministério
de campo, as circunstâncias determinam o volume em que
deve falar. Talvez haja trânsito intenso, crianças barulhen-
tas, cachorros latindo, música alta ou televisão no último
volume. Por outro lado, nos bairros em que as casas ficam
muito próximas umas das outras, o morador pode sentir-
se constrangido se você falar tão alto que chame a atenção
dos vizinhos.
Os irmãos que proferem discursos na congregação ou
em congressos também têm de lidar com diversas situa-
ções. Há grande diferença entre proferir um discurso ao ar
livre e proferi-lo num salão com boa acústica. Num paı́s da
América Latina, dois missionários tiveram de dar um dis-
curso público no quintal da casa de uma pessoa interes-
sada, enquanto se soltavam fogos de artifı́cio numa praça
vizinha e um galo cantava sem parar.
No meio de um discurso, pode acontecer algo que exija que a pes-
soa pare de falar por um momento ou aumente o volume da voz. Por
exemplo, se a reunião estiver sendo realizada num lugar com cober-
tura metálica e começar a chover forte, será praticamente impossı́vel
escutar o orador. O choro de uma criança ou o barulho causado por
pessoas que chegam atrasadas também podem dificultar a concentra-
ção. Aprenda a compensar essas distrações para que os ouvintes pos-
sam tirar pleno proveito da informação que está apresentando.
Embora o equipamento de som seja útil, ainda haverá ocasiões em
que se terá de falar mais alto. Nos lugares em que há muitas quedas de
energia elétrica, os oradores se veem obrigados a continuar o discur-
so sem microfone.
Leve em conta o conteúdo da matéria. A natureza da matéria tam-
bém determina o volume necessário. Quando o assunto exige que se
fale num tom enérgico, não enfraqueça a apresentação falando de
SITUAÇ
˜
OES QUE
JUSTIFICAM AUMENTAR
O VOLUME
Prender a atenção de um
grupo grande de pessoas.
Compensar distrações.
Atrair a atenção ao dizer
algo muito importante.
Motivar à ação.
Cativar a atenção de uma
pessoa ou de um grupo.
108 Volume apropriado
maneira muito branda. Por exemplo, ao ler uma passagem bı́blica que
expressa condenação, deve elevar mais a voz do que ao ler conselhos
sobre como demonstrar amor. Ajuste o volume à matéria, mas procu-
re fazê-lo de uma maneira que não atraia a atenção para você.
Analise seu objetivo. Se deseja motivar os ouvintes a agir, talvez te-
nha de falar um pouco mais alto. Se quiser que mudem de ideia, não
os afaste falando alto demais. Quando quiser consolar, é melhor falar
de maneira mais branda.
Aumente o volume conforme a necessidade. Se dese-
jar atrair a atenção de uma pessoa que está ocupada, ge-
ralmente é bom falar mais alto. Sabendo disso, os pais au-
mentam o volume da voz para chamar as crianças quando
está na hora de pararem de brincar e entrarem casa. O ir-
mão que preside uma reunião na congregação ou a sessão
de uma assembleia também pode precisar falar mais alto
ao dar inı́cio ao programa. Quando o publicador vai fa-
lar com um morador que está trabalhando do lado de fora
da casa, pode cumprimentá-lo num tom de voz um pouco
mais alto.
Mesmo depois de atrair a atenção da pessoa, é importante continuar
a falar com volume apropriado. Se usar um tom de voz muito baixo,
poderá dar a impressão de que não está bem preparado ou de que não
está bem convicto do que diz.
Aumentar o volume da voz ao dar uma ordem motiva os ouvintes a
agir. (Atos 14:9, 10)
`
As vezes, para evitar uma tragédia, é preciso gritar
ao dar uma ordem. Em Filipos, um carcereiro estava prestes a se matar
por achar que os prisioneiros sob sua custódia haviam escapado. “Pau-
lo clamou com voz alta, dizendo: ‘Não te faças dano, pois estamos to-
dos aqui!’ ” Isso evitou um suicı́dio. Em seguida, Paulo e Silas deram
testemunho ao carcereiro e à sua famı́lia, e todos aceitaram a verdade.
— Atos 16:27-33.
Como melhorar o volume. Algumas pessoas têm de se esforçar bas-
tante para aprender a falar com volume adequado. Talvez por nature-
za a pessoa tenha um tom de voz baixo. Mas com esforço consegui-
rá aumentar o volume da voz, embora seu tom talvez continue a ser
suave. Se desejar melhorar nesse aspecto, fique atento à respiração e à
postura. Mantenha-se ereto, quer esteja sentado, quer de pé. Levante
COMO MELHORAR
Observe a reação dos ou-
vintes e fale de modo que
o ouçam confortavelmente.
Aprenda a respirar enchen-
do a parte inferior dos
pulmões.
Volume apropriado 109
os ombros e respire fundo, enchendo a parte inferior dos pulmões. Se
conseguir regular bem o suprimento de ar nos pulmões, conseguirá
também controlar o volume da voz.
Outras pessoas têm o problema de falar alto demais. Talvez tenham
adquirido esse hábito trabalhando ao ar livre ou em lugares barulhen-
tos. Ou ainda pode ser que tenham sido criados num ambiente em
que todos gritavam e tinham o costume de interromper os outros.
Por causa disso, acham que só serão ouvidos se falarem mais alto que
os outros.
`
A medida que forem colocando em prática o conselho bı́-
blico de se revestir “das ternas afeições de compaixão, benignidade,
humildade mental, brandura e longanimidade”, aprenderão a usar o
volume correto ao conversar. — Col. 3:12.
A boa preparação, a experiência que se obtém da participação regu-
lar no serviço de campo e as orações a Jeová o ajudarão a falar usan-
do o volume correto. Quer esteja proferindo um discurso, quer esteja
conversando com alguém no ministério de campo, esforce-se a pen-
sar nos benefı́cios que os outros terão se conseguirem ouvi-lo bem.
— Pro. 18:21.
EXERC
´
ICIO:
Leia em silêncio Atos 19:23-41 e tente visualizar o que estava acontecendo.
Preste atenção em quem está falando e em sua atitude. Em seguida, leia o
relato em voz alta usando o volume apropriado para cada trecho.
110 Volume apropriado
QUANDO fala com ênfase, você ajuda a assistência a entender a men-
sagem. Mas, se conseguir também uma boa variedade no volume,
no ritmo e no tom da voz, seu discurso será muito mais agradável.
Além disso, revelará o que sente a respeito do assunto. Lembre-se de
que sua atitude em relação à matéria pode influenciar os sentimen-
tos de quem o escuta, quer esteja dando um discurso, quer
esteja pregando a alguém.
A voz humana é um instrumento maravilhoso e ex-
tremamente versátil. Quando usada de maneira correta,
pode dar vida a um discurso, mexer com as emoções e
motivar a agir. Contudo, não se consegue isso simples-
mente marcando no esboço os lugares em que se deve
ajustar o volume, mudar o ritmo ou variar o tom. Modu-
lar a voz seguindo um método assim pode soar artificial e,
em vez de dar vida à apresentação, pode incomodar a as-
sistência. A boa modulação vem do coração.
Quando bem usada, a modulação não atrairá a atenção para o ora-
dor, mas ajudará a assistência a captar o espı́rito do assunto.
Ajuste o volume. Uma forma de variar a expressão oral é ajustar o
volume da voz. Mas isso não significa simplesmente aumentá-lo ou
abaixá-lo com uma regularidade monótona, pois distorceria o signi-
ficado do que está dizendo. Se você aumentar o volume da voz com
muita frequência, causará uma impressão desagradável.
O volume deve ser apropriado à matéria. Se estiver lendo ordens
urgentes, como as registradas em Revelação 14:6, 7 e Revelação 18:4,
ou palavras que expressem determinação, como as encontradas emˆ
Exodo 14:13, 14, é apropriado aumentar o volume da voz. Se o relato
bı́blico incluir uma forte condenação, como a que se encontra em Je-
remias 25:27-38, varie o volume para destacar determinadas expres-
sões.
9MODULAÇ ˜AO
���������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������
O que você deve fazer?
Variar o som da voz. Este estudo trata das mudanças de volu-
me, ritmo e tom.
POR QUE
´
E IMPORTANTE?
A modulação correta dá
vida ao discurso, mexe com
as emoções dos ouvintes e os
estimula a agir.
A falta de modulação pode
dar a impressão de que o
orador não tem interesse no
assunto.
111
Outro fator a analisar é seu objetivo. Pretende motivar a assistên-
cia a tomar determinada ação? Deseja destacar os pontos principais
da matéria? Aumentar o volume da voz, com bom-senso, ajuda a al-
cançar esses objetivos, mas há casos em que simplesmente fazer isso
pode ser contraproducente. Como assim?
´
E que às vezes o assunto
exige falar com cordialidade e sentimento, em vez de apenas aumen-
tar o volume da voz. O estudo 11 trata desse assunto.
Baixar o volume da voz nos momentos oportunos pode
criar expectativa, mas isso geralmente exige que as pala-
vras seguintes sejam ditas num tom mais forte. Para trans-
mitir a ideia de ansiedade e medo, pode-se conjugar o vo-
lume baixo da voz com o aumento da intensidade. Baixar
o volume serve também para dar a entender que a decla-
ração tem importância secundária no contexto. Contudo,
se um orador falar baixo o tempo todo poderá transmitir a
impressão de insegurança, falta de convicção ou desinte-
resse no assunto. Assim, fica claro que o tom de voz mui-
to suave não deve ser usado indiscriminadamente.
Mude o ritmo. Nas conversas do dia a dia, as palavras
fluem espontaneamente. Quando estamos entusiasma-
dos, acabamos falando mais rápido, e quando queremos
que as pessoas se lembrem exatamente do que dissemos,
falamos num ritmo mais lento.
Contudo, poucos oradores novos conseguem variar o
ritmo. Por quê? Eles se preocupam muito com as palavras
e às vezes até escrevem tudo o que pretendem dizer. Mes-
mo que não leiam o discurso, decoram praticamente to-
das as palavras e acabam falando num ritmo constante.
Para corrigir esse problema, o orador precisa aprender a
falar usando um esboço.
Evite aumentar o ritmo tão abruptamente que faça lembrar a cena
de um gato que de repente sai correndo por ter visto um cachorro.
E nunca fale tão rápido a ponto de prejudicar a dicção.
Para conseguir variar o ritmo, não basta aumentar e diminuir a ve-
locidade a intervalos fixos. Em vez de realçar a matéria, isso serve
apenas para tirar seu brilho. As mudanças de ritmo devem condizer
com a mensagem, os sentimentos que deseja transmitir e o objetivoCOMO CONSEGUIR
Ajuste o volume ao expres-
sar ordens urgentes, forte
convicção ou condenações.
Preste bastante atenção às
partes do discurso onde é
necessário aumentar o volu-
me da voz.
Varie o ritmo falando mais
rápido para expressar pontos
secundários, e mais devagar
para transmitir argumentos
de peso e pontos principais.
Para transmitir entusiasmo,
aumente o ritmo.
Varie o tom, se for apropria-
do, para transmitir emoções
e sensibilizar os ouvintes.
Nas lı́nguas tonais, amplie
ou diminua o campo de en-
tonação.
A modulação começa com
a seleção de ideias e infor-
mações para elaborar o
discurso.
112 Modulação
do discurso. Fale num ritmo moderado. Para transmitir entusiasmo,
fale mais rápido, como faria ao conversar com alguém. Pode acelerar
o ritmo também quando estiver tratando de pontos secundários ou
narrando eventos cujos detalhes não são de muita importância. Isso
dará mais variedade ao discurso e evitará que soe muito pesado. Por
outro lado, os argumentos de peso, as ideias principais e os pontos
culminantes do discurso geralmente exigem que se fale num ritmo
mais lento.
Varie o tom. Imagine uma pessoa tocando uma única nota num
instrumento musical por aproximadamente uma hora. Primeiro ela
toca mais alto, depois mais baixo; daı́, toca mais rápido e então mais
devagar. Ainda que haja variação de volume e ritmo, se o tom for
sempre o mesmo, a “música” não soará muito atraente. Da mesma
forma, se não variarmos o tom, nossa voz não será agradável.
´
E importante saber que as mudanças de tom não têm o mesmo
efeito em todos os idiomas. Nas lı́nguas tonais, aquelas que fazem
uso fonêmico do tom, como é o caso do chinês, a mudança de tom
pode alterar o significado da palavra. Contudo, mesmo nesses idio-
mas a pessoa pode dar mais variedade às expressões orais, amplian-
do o campo de entonação ao passo que mantém os valores relativos
de cada tom. Dessa maneira, consegue aumentar ainda mais os tons
agudos e abaixar ainda mais os tons graves.
Mesmo nos idiomas que não são tonais, pode-se também usar a
mudança de tom para várias finalidades. Por exemplo, aumentar li-
geiramente o tom e o volume da voz serve para enfatizar o sentido
correto de uma palavra ou ideia. Pode-se mudar o tom também para
indicar tamanho ou distância, ou ainda, dependendo do idioma, au-
mentar ou diminuir a inflexão no final da sentença para indicar que
se trata de uma pergunta.
Para expressar entusiasmo, pode-se elevar o tom da voz (nas lı́n-
guas tonais, isso pode requerer que se amplie o campo de entona-
ção). Tristeza e ansiedade podem ser expressas com um tom mais bai-
xo (um campo de entonação mais reduzido, nas lı́nguas tonais). Essas
emoções ajudam o orador a tocar o coração dos ouvintes. Quando
desejar transmiti-las, não se limite a simplesmente pronunciar as pa-
lavras. Demonstre, pelo tom da voz, que elas expressam o que você
realmente sente.
Modulação 113
Lance a base. Por onde começa a modulação? Ao selecionar ideias
e informações para elaborar o discurso. Se você incluir apenas argu-
mentos ou exortações, será mais difı́cil variar a voz durante o proferi-
mento. Por isso, analise o esboço para ter certeza de que você tem to-
dos os elementos necessários para fazer uma apresentação instrutiva
e animada.
Suponhamos que na metade do discurso você tenha a sensação de
que deve introduzir mais variedade, a fim de quebrar a monotonia da
apresentação. O que pode fazer? Mude a forma de apresentar a maté-
ria. Por exemplo, em vez de limitar-se a falar, convide a assistência
a abrir a Bı́blia e a acompanhá-lo na leitura de um texto. Pode tam-
bém transformar uma afirmação em pergunta e pausar para dar ên-
fase. Outra opção é fazer uma ilustração simples. Essas são as técni-
cas usadas pelos oradores experientes, mas, independentemente de
sua experiência, você também pode usá-las para preparar suas apre-
sentações.
Pode-se dizer que a modulação é o tempero do discurso. Se for uti-
lizada na forma e na medida corretas, realçará plenamente o sabor da
matéria, transformando-a num alimento muito saboroso para a assis-
tência.
EXERC
´
ICIOS:
(1) Faça uma leitura silenciosa de 1 Samuel 17:17-53 e fique atento aos lu-
gares onde pode apropriadamente variar o volume, o ritmo e o tom. Em
seguida, leia esse trecho em voz alta de maneira expressiva, mas sem exa-
gerar. Faça isso várias vezes. (2) Para desenvolver a flexibilidade da voz, leia
os versı́culos 48-51 o mais rápido que puder, sem tropeçar. Faça isso várias
vezes, aumentando sempre o ritmo, mas sem sacrificar a pronúncia. Daı́,
leia a mesma passagem o mais devagar que puder, esticando as palavras.
Em seguida, alterne leituras rápidas e lentas até que sua voz adquira flexi-
bilidade.
114 Modulação
O ENTUSIASMO dá vida ao discurso. Apesar de ser importante ter
matéria informativa, o que ajuda a cativar a atenção da assistência é
a forma animada de apresentá-la. Você pode cultivar essa caracterı́sti-
ca de oratória, não importa qual seja sua formação cultural e perso-
nalidade.
Fale com sentimento. Jesus disse a uma samaritana que
os que adoram a Jeová devem fazê-lo “com espı́rito e ver-
dade”. ( João 4:24) Sua adoração deve ser motivada por
profunda gratidão e estar em harmonia com a verdade
contida na Palavra de Deus. Quando a pessoa sente esse
tipo de gratidão, ela a demonstra no modo de falar. Fica
ansiosa para falar sobre as provisões amorosas de Jeová e
deixa transparecer seus sentimentos na expressão facial,
nos gestos e na voz.
Então, por que alguns oradores falam sem entusiasmo
apesar de amarem a Jeová e estarem convictos do que estão dizen-
do? Porque não basta simplesmente preparar o que dizer. O orador
deve entregar-se de coração, viver a matéria. Digamos que ele tenha
sido designado para proferir um discurso sobre o sacrifı́cio resgata-
dor de Jesus Cristo. Ao falar, não deve concentrar-se apenas nos deta-
lhes, mas também deve expressar profunda gratidão pelo que o sacri-
fı́cio de Jesus significa tanto para ele como para a assistência. Precisa
ter em mente quanto ele mesmo é grato a Jeová Deus e a Cristo Jesus
por essa maravilhosa provisão. Deve pensar na grandiosa perspecti-
va que esse sacrifı́cio oferece à humanidade — felicidade eterna com
saúde perfeita num paraı́so terrestre restaurado. Por isso, ele precisa
envolver-se profundamente no assunto.
A Bı́blia diz que o escriba Esdras, instrutor em Israel, havia “pre-
parado seu coração para consultar a lei de Jeová e para praticá-la, e
para ensinar . . . em Israel”. (Esd. 7:10) Da mesma maneira, se além da
10ENTUSIASMO
���������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������
O que você deve fazer?
Falar de maneira animada, demonstrando que está plena-
mente convencido do valor de sua mensagem.
POR QUE
´
E IMPORTANTE?
Seu entusiasmo ajudará a
prender a atenção dos ou-
vintes e também poderá
motivá-los a agir. Se de-
monstrar entusiasmo pelo
que diz, contagiará a assis-
tência.
115
matéria prepararmos também o coração, conseguiremos transmitir a
verdade com sentimento profundo. Isso contribuirá em muito para
que os ouvintes desenvolvam genuı́no amor pela verdade.
Pense na assistência. Outro fator importante para manifestar entu-
siasmo é estar convicto de que a assistênciaprecisa ouvir o que você
tem a dizer. Isso significa que ao preparar a apresentação não deve
apenas colher informações relacionadas à matéria, mas
deve também pedir a Jeová que o oriente a usá-las para o
benefı́cio dos ouvintes. (Sal. 32:8; Mat. 7:7, 8) Analise por
que precisam ouvir a informação, que proveito tirarão e
como você pode apresentá-la de maneira que reconheçam
seu valor.
Trabalhe na elaboração do discurso até que fique con-
tente com o resultado. As informações não precisam ser
novas, mas você pode dar-lhes novo enfoque. Se a maté-
ria que preparou vai realmente ajudar os presentes a for-
talecer sua relação com Jeová, a demonstrar gratidão pelo
que ele nos provê, a enfrentar as pressões da vida neste ve-
lho sistema ou a ter boa desenvoltura no ministério, então
você tem todos os motivos para proferir seu discurso com
entusiasmo.
E se foi designado para ler em público? Para ler com en-
tusiasmo, não basta conseguir pronunciar e agrupar as pa-
lavras corretamente.
´
E preciso estudar a matéria. Se a leitu-
ra envolver um trecho da Bı́blia, pesquise sobre o assunto
e certifique-se de entender o significado básico. Pense nos benefı́cios
que você e os ouvintes obterão das informações e leia procurando fa-
zer com que também entendam isso.
Está fazendo preparativos para ir ao ministério de campo? Recapitu-
le o que pretende dizer e os textos que planeja usar. Pense também
no que preocupa as pessoas. Quais são as notı́cias mais recentes? Que
problemas enfrentam? Se estiver preparado para mostrar às pessoas
que a Palavra de Deus tem a solução para os problemas que as afligem,
ficará ansioso e naturalmente entusiasmado para fazer isso.
Fale de maneira animada. O entusiasmo se manifesta principal-
mente pela animação do orador, tanto no modo de proferir o discur-
so como nas expressões faciais. Seja convincente, mas não dogmático.
COMO DESENVOLVER
Além de preparar as infor-
mações, prepare também
o coração. Dessa maneira,
conseguirá envolver suas
emoções no discurso.
Medite nos benefı́cios que
seus ouvintes obterão dos
pontos que abordará.
Determine que partes de-
vem ser apresentadas com
maior entusiasmo.
Dê vida ao discurso e de-
monstre o que sente por
meio de suas expressões
faciais. Fale com vigor.
116 Entusiasmo
´
E preciso ter equilı́brio. Alguns têm a tendência de se entusiasmar
com muita facilidade e talvez seja preciso ajudá-los a ver que, quan-
do o orador fala de modo bombástico ou muito eufórico, os ouvin-
tes acabam prestando atenção nele, e não na mensagem. Por outro
lado, os tı́midos precisam de incentivo para serem mais expressivos.
O entusiasmo é contagiante. Se tiver bom contato visual com a as-
sistência e falar com entusiasmo, seus ouvintes também ficarão en-
tusiasmados. Apolo falava de maneira animada e tinha a fama de ser
um orador eloquente. Se estiver radiante com o espı́rito de Deus, sua
apresentação animada induzirá os ouvintes à ação. — Atos 18:24, 25;
Rom. 12:11.
Entusiasmo apropriado à matéria. Tenha cuidado para não pro-
ferir o discurso inteiro com tanto entusiasmo a ponto de deixar a as-
sistência exausta. Se fizer assim, nenhuma exortação que der induzi-
rá os ouvintes a agir. Isso frisa a necessidade de preparar o discurso de
uma maneira que permita variar o proferimento. Procure não adotar
um estilo que reflita indiferença. Se escolher as informações cuida-
dosamente, achará todos os pontos interessantes. Mas é claro que al-
guns pontos precisam ser apresentados com mais entusiasmo do que
outros e devem ser habilmente intercalados com outras partes do dis-
curso.
Em especial, os pontos principais devem ser apresentados com en-
tusiasmo. O discurso deve ter pontos altos e, visto que estes acabam
se destacando, geralmente são destinados a motivar a assistência.
Uma vez que tiver convencido os ouvintes, você precisa estimulá-los
a agir mostrando-lhes os benefı́cios de aplicarem o que foi dito. Seu
entusiasmo ajudará a tocar o coração da assistência. Em suma, o en-
tusiasmo nunca deve ser forçado e tem de ser justificado pela maté-
ria.
EXERC
´
ICIO:
Analise os capı́tulos 1 e 2 de Josué, e determine onde e como expressar en-
tusiasmo ao ler o relato. Depois disso, treine a leitura em voz alta com o
devido entusiasmo.
Entusiasmo 117
AS EMOÇ
˜
OES constituem uma parte fundamental da vida humana.
Quando a pessoa expressa suas emoções, revela o que tem no coração,
como é no ı́ntimo e como se sente em relação a determinadas situa-
ções e pessoas. Muitos escondem suas emoções devido a duras expe-
riências vividas e, em alguns casos, a influências culturais. Contudo,
Jeová nos incentiva a desenvolver boas qualidades interio-
res e a exteriorizá-las de maneira adequada. — Rom. 12:10;
1 Tes. 2:7, 8.
Quando falamos, podemos usar palavras que exprimem
corretamente nossas emoções, mas se essas palavras não
forem expressas com o sentimento correspondente, quem
nos ouve poderá duvidar de nossa sinceridade. Por outro
lado, se falarmos com o devido sentimento, nossas palavras adquiri-
rão uma beleza e profundidade que poderão tocar o coração.
Expresse cordialidade. A cordialidade é frequentemente associada
com o conceito que temos das pessoas. Portanto, quando falamos so-
bre as qualidades atraentes de Jeová e expressamos apreço por sua
bondade, devemos fazê-lo num tom afetuoso e caloroso. (Isa. 63:7-9)
Quando nos dirigimos às pessoas, nossa maneira de falar também
deve transmitir calor humano.
Um leproso chega-se a Jesus e implora para ser curado. Imagine o
tom da voz de Jesus ao dizer: “Eu quero. Torna-te limpo.” (Mar. 1:40,
41) Visualize também a cena de uma mulher, que padece de um flu-
xo de sangue há 12 anos, aproximando-se discretamente por trás de
Jesus e tocando na orla de sua túnica. Ao ver que não passou desper-
cebida, ela se aproxima, trêmula, cai aos pés de Jesus e revela publica-
mente o motivo de ter tocado na roupa dele e como foi curada. Imagi-
ne o tom de voz com que Jesus lhe diz: “Filha, a tua fé te fez ficar boa;
vai em paz.” (Luc. 8:42b-48) A ternura que Jesus demonstrou nessas
ocasiões nos comove até hoje.
11 CORDIALIDADE E SENTIMENTO
���������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������
O que você deve fazer?
Falar de maneira que transmita suas emoções e que seja coe-
rente com o que estiver dizendo.
POR QUE
´
E IMPORTANTE?
´
E essencial para conseguir
tocar o coração dos que nos
escutam.
118
Quando nos compadecemos das pessoas, assim como Jesus, e real-
mente queremos ajudá-las, deixamos isso transparecer na maneira
de falarmos com elas. Falamos com afeição e sinceridade, sem exa-
gerar. Isso pode fazer uma grande diferença em sua reação. A maior
parte da mensagem que pregamos também pode ser expressa de ma-
neira cordial, especialmente quando queremos incentivar ou exor-
tar alguém, ajudá-lo a raciocinar sobre determinado assunto, ou de-
monstrar-lhe empatia.
Expresse no rosto o carinho que sente pelas pessoas.
Quando demonstra calor humano, seus ouvintes se sen-
tem atraı́dos a você, assim como somos atraı́dos ao calor
do fogo numa noite fria. Mas, se não notarem isso em sua
expressão facial, talvez duvidem de que realmente se im-
porta com eles. A cordialidade não pode ser algo fingido;
tem de ser genuı́na.
A cordialidadetambém deve ser expressa na voz. Se sua
voz for áspera, talvez tenha dificuldade de expressar-se
com cordialidade, mas se fizer verdadeiro empenho aca-
bará conseguindo. Falando do ponto de vista puramente
técnico, é bom lembrar-se que sons breves e bruscos tor-
nam a fala rı́spida. Aprenda a prolongar os sons mais sua-
ves, e sua voz ficará mais calorosa.
Contudo, um fator de importância ainda maior é em
que você concentra seu interesse. Se você se interessar com sincerida-
de pelos ouvintes e desejar de coração que a mensagem os beneficie,
isso se refletirá em seu modo de falar.
Um discurso animado é estimulante, mas é preciso também de-
monstrar ternura. Nem sempre basta persuadir a mente; temos tam-
bém de tocar o coração.
Expresse outros sentimentos. Quando a pessoa está aflita, talvez
expresse emoções tais como ansiedade, medo e angústia. Um sen-
timento que deve destacar-se em nossa vida e que expressamos em
nossas conversas é a alegria. Por outro lado, algumas emoções preci-
sam ser coibidas, pois não são compatı́veis com a personalidade cris-
tã. (Efé. 4:31, 32; Fil. 4:4)
´
E possı́vel transmitir todos os tipos de sen-
timento por meio de palavras, do tom e da intensidade da voz, das
expressões faciais e dos gestos.
COMO EXPRESS
´
A-LOS
Em vez de se preocupar
demais com as palavras,
concentre-se no desejo de
ajudar os ouvintes.
Expresse no tom da voz
e nas expressões faciais as
emoções apropriadas à
matéria.
Aprenda observando aten-
tamente aqueles que falam
de maneira expressiva.
Cordialidade e sentimento 119
A Bı́blia menciona toda a gama de emoções humanas. Algumas ve-
zes ela se limita a mencioná-las; em outras, relata eventos ou cita de-
clarações que as revelam. Quando ler essas passagens em voz alta, a
mensagem terá um impacto maior sobre você e seus ouvintes se sua
voz expressar as emoções descritas. Para fazer isso, é preciso colocar-
se no lugar dos personagens e dar vida aos acontecimentos descritos
nos relatos. No entanto, visto que um discurso não é uma produção
teatral, tenha cuidado para não exagerar.
Expresse o sentimento adequado à matéria. Assim como o entu-
siasmo, manifestar cordialidade e outros sentimentos depende, em
grande parte, do que se está dizendo.
Por exemplo, observe atentamente o relato de Mateus 11:28-30.
Em seguida, leia as palavras de Jesus ao condenar os escribas e os fa-
riseus, registradas em Mateus, capı́tulo 23. Não conseguimos imagi-
nar Jesus expressando tamanha condenação num tom de voz monó-
tono e sem vida.
Ao seu ver, com que tipo de sentimento se devem ler passagens
como a de Gênesis, capı́tulo 44, onde Judá roga a favor de seu irmão
Benjamim? Note a emoção descrita no versı́culo 13 e a indicação no
versı́culo 16 sobre o que Judá pensava a respeito do motivo da cala-
midade. Veja também a reação do próprio José, em Gênesis 45:1.
Portanto, se quisermos ler ou falar bem, temos de dar atenção não
apenas às palavras e às ideias, mas também aos sentimentos com que
devem ser expressas.
EXERC
´
ICIO:
Leia em voz alta e com o sentimento apropriado os relatos de Mateus 20:29-
34 e de Lucas 15:11-32.
120 Cordialidade e sentimento
EM ALGUMAS culturas, as pessoas gesticulam mais do que em ou-
tras. Contudo, praticamente todas as pessoas variam as expressões
faciais e fazem algum tipo de gesto ao falar, tanto numa conversa
particular como num discurso.
Jesus e seus discı́pulos gesticulavam com naturalidade. Numa oca-
sião, alguém disse a Jesus que sua mãe e seus irmãos que-
riam falar com ele. Jesus respondeu: “Quem é minha mãe
e quem são meus irmãos?” Então, a Bı́blia acrescenta: “Es-
tendendo a mão para os seus discı́pulos, disse: ‘Eis minha
mãe e meus irmãos!’ ” (Mat. 12:48, 49) Entre outras refe-
rências, a Bı́blia mostra em Atos 12:17 e 13:16 que os após-
tolos Pedro e Paulo também gesticulavam com naturali-
dade.
As ideias e os sentimentos são transmitidos não apenas
por meio da voz, mas também pelos gestos e pelas expres-
sões faciais. Se a pessoa não usa bem esses recursos de comunicação,
pode transmitir a impressão de indiferença, mas se ela os combina
com o que diz, sua apresentação será muito melhor. Se você gesticu-
lar e fizer expressões faciais mesmo quando fala ao telefone, sua voz
transmitirá de maneira melhor a importância da mensagem, bem
como seus sentimentos em relação ao que está dizendo. Por isso, os
gestos e as expressões faciais são muito importantes, não importa se
está fazendo uma leitura ou proferindo um discurso nas próprias pa-
lavras, ou se os presentes estão olhando para você ou para a Bı́blia.
Os gestos e as expressões faciais não são aprendidos em livros. Você
nunca teve de estudar para aprender a rir ou demonstrar indignação.
Da mesma maneira, os gestos devem expressar seus verdadeiros sen-
timentos, e quanto mais espontâneos forem, melhor.
12GESTOS E EXPRESS ˜OES FACIAIS
���������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������
O que você deve fazer?
Movimentar as mãos, os ombros ou o corpo inteiro para ex-
pressar ideias, sentimentos e atitudes.
Usar os olhos, a boca e a cabeça de uma forma expressiva,
para reforçar o que diz e para transmitir sentimentos.
POR QUE
´
E IMPORTANTE?
Gestos e expressões faciais
dão mais ênfase visual
e emocional às palavras.
Podem intensificar seus
sentimentos e dar mais
vida à voz.
121
Existem duas categorias básicas de gestos: descritivos e enfáticos.
Os gestos descritivos expressam ação ou indicam dimensão e localiza-
ção. Quando estiver dando atenção ao uso de gestos, não se conten-
te em fazer apenas um ou dois, mas procure gesticular de maneira na-
tural ao longo de todo o discurso. Se tiver dificuldades nisso, fique
atento a palavras que indiquem direção, distância, tamanho, locali-
zação ou posições relativas. Contudo, na maioria dos casos, tudo o
que tem de fazer é envolver-se no discurso, procurando falar e agir
como faz no dia a dia, sem se preocupar com a impres-
são que está causando. Quando estamos relaxados, faze-
mos gestos com naturalidade.
Os gestos enfáticos expressam sentimento e convicção,
e servem para destacar e reforçar ideias. São um tipo de
gesto importante, mas tenha cuidado porque podem fa-
cilmente tornar-se maneirismo. Quando se usa o mesmo
gesto repetidas vezes, ele acaba distraindo a assistência em
vez de ajudar a dar vida ao discurso. Se o superintendente
da escola mencionar que você tem esse problema, tente li-
mitar-se a usar apenas gestos descritivos por algum tempo
e depois volte a usar gestos enfáticos.
Para determinar que gestos enfáticos usar e a frequên-
cia com que deve fazê-lo, leve em conta os sentimentos
de seus ouvintes. Por exemplo, se você apontar para a assistência, al-
guns poderão ficar incomodados. Em algumas culturas, certos ges-
tos, como colocar a mão na boca para expressar surpresa, são consi-
derados efeminados para o homem. Em algumas partes do mundo
considera-se falta de modéstia a mulher gesticular livremente com
as mãos. Nesses lugares, as irmãs em especial precisam usar expres-
sões faciais. Como último exemplo, os gestos exagerados diante de
um grupo pequeno podem ser considerados cômicos em quase todo
o mundo.
`
A medida que ganhar mais experiência e desenvoltura para falar,
os gestos que fizerexpressarão de modo natural seus sentimentos,
transmitirão convicção e sinceridade, e tornarão seu discurso mais
significativo.
Expressão facial. O rosto é a parte do corpo que mais expressa o
que sentimos. Os olhos, a boca e o movimento da cabeça desempe-
PONTOS A TER EM MENTE
Os gestos e as expressões fa-
ciais mais eficazes são os que
vêm do coração. Observe
como os outros gesticulam,
mas não tente imitá-los nos
mı́nimos detalhes.
Estude bem a matéria de
seus discursos, procurando
sentir e visualizar o que está
descrito. Então, use a voz, as
mãos e as expressões faciais
para transmitir a informa-
ção.
122 Gestos e expressões faciais
nham um papel importante nisso. Nosso semblante pode transmitir
indiferença, aversão, perplexidade, admiração ou alegria, sem dizer-
mos uma palavra. Quando as palavras são acompanhadas por expres-
sões faciais, a mensagem ganha impacto visual e emocional. O Cria-
dor concentrou uma grande quantidade de músculos em nosso rosto
— mais de 30. Quando sorrimos, usamos quase metade deles.
Tanto ao proferir discursos como ao participar no ministério de
campo, nós nos esforçamos para transmitir uma mensagem alegre
e agradável. Um sorriso caloroso confirma essa intenção. Contudo,
se nosso semblante for inexpressivo, quem nos escuta pode duvidar
de nossa sinceridade.
Além disso, quando sorrimos os outros percebem que somos ami-
gáveis. Isso é especialmente importante nestes dias em que muitos
têm medo de estranhos. Nosso sorriso pode tranquilizar as pessoas e
torná-las mais receptivas ao que dizemos.
EXERC
´
ICIOS:
(1) Leia Gênesis 6:13-22. Explique nas próprias palavras como se deu a cons-
trução da arca e o ajuntamento dos animais. Não se preocupe com detalhes;
simplesmente diga o que se lembra. Ao falar, faça gestos descritivos. Peça
que alguém o observe e dê sugestões. (2) Fale como se estivesse dando tes-
temunho sobre o Reino de Deus e suas bênçãos. Certifique-se de que suas
expressões faciais reflitam o que realmente sente em relação ao que está
descrevendo.
Gestos e expressões faciais 123
OS OLHOS revelam atitudes e emoções. Podem indicar surpresa ou
medo, manifestar compaixão ou amor, deixar transparecer dúvida
ou revelar pesar. Falando de seus compatriotas, muitos dos quais pas-
saram por horrı́veis sofrimentos, um homem idoso disse: “Falamos
com os olhos.”
Outros podem tirar conclusões sobre nós e sobre o que
dizemos com base em onde fixamos o olhar. Em mui-
tas culturas, as pessoas confiam mais naqueles que man-
têm um contato visual amistoso. O contrário também é
verdade: talvez se duvide da sinceridade ou competência
de alguém que olha para baixo ou para algum objeto em
vez de para o ouvinte. Outras culturas encaram um conta-
to visual prolongado como atitude rude, agressiva ou de-
safiadora, em especial ao falar com pessoas do sexo opos-
to, com um chefe ou com outra pessoa de destaque. Em
alguns lugares, considera-se falta de respeito um jovem falar com al-
guém mais velho olhando-o diretamente nos olhos.
Mas, onde isso não é ofensivo, olhar nos olhos das pessoas ao fa-
zer uma declaração importante pode enfatizar o que se diz, ou in-
dicar convicção da parte de quem fala. Note como Jesus respondeu
aos discı́pulos quando eles, muito surpresos, perguntaram: “Quem,
realmente, pode ser salvo?” A Bı́blia conta: “Encarando-os, Jesus dis-
se-lhes: ‘Aos homens isto é impossı́vel, mas a Deus todas as coisas
são possı́veis.’ ” (Mat. 19:25, 26) As Escrituras mostram que o após-
tolo Paulo também observava com atenção as reações dos ouvintes.
Em certa ocasião, um homem coxo de nascença estava na assistên-
cia. Atos 14:9, 10 relata: “Este homem escutava Paulo falar, sendo que
este, olhando para ele atentamente e vendo que tinha fé para ficar bom,
disse com voz alta: ‘Ergue-te ereto sobre os teus pés.’ ”
13 CONTATO VISUAL
���������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������
O que você deve fazer?
Olhar nos olhos de alguns ouvintes durante poucos segundos,
se os costumes locais o permitirem. Olhar para as pessoas in-
dividualmente, e não apenas para o grupo como um todo.
POR QUE
´
E IMPORTANTE?
Em muitas culturas, o con-
tato visual é encarado como
indicação de interesse nos
ouvintes e como prova de
que o orador está conven-
cido do que fala.
124
Sugestões para o ministério de campo. No ministério de campo,
seja amigável e caloroso ao falar com as pessoas. Se apropriado, use
perguntas intrigantes para iniciar uma conversa sobre um tema de
interesse mútuo. Ao fazer isso, procure manter contato visual ou pelo
menos olhar no rosto da pessoa de modo respeitoso e cordial. Um
sorriso caloroso, acompanhado de um olhar que transmita alegria
ı́ntima, é muito atraente. Uma expressão facial como essa diz muito
sobre que tipo de pessoa você é e contribui para que o morador se
sinta mais à vontade durante a conversa.
Onde isto for apropriado, observe a expressão nos olhos da pessoa,
que pode indicar-lhe como lidar com determinadas situa-
ções. Você possivelmente notará se o morador está bra-
vo, não tem interesse ou não o entendeu. Poderá perceber
também se ele está ficando impaciente ou se, ao contrá-
rio, está profundamente interessado. Pela expressão nos
olhos dele, poderá concluir que precisa falar mais rápido
ou mais devagar, esforçar-se para envolvê-lo na conversa,
encerrar a palestra ou, quem sabe, prosseguir com uma
demonstração de como estudar a Bı́blia.
No ministério público ou ao dirigir um estudo bı́blico
domiciliar, procure manter um contato visual respeitoso
com o ouvinte. Não o encare fixamente porque ele pode-
rá ficar constrangido. (2 Reis 8:11) Mas de modo natural
e amigável olhe com frequência para o rosto da pessoa, o que, em
muitos paı́ses, denota interesse sincero. Naturalmente, se estiver len-
do a Bı́blia ou outra publicação, seus olhos estarão voltados para o
texto. Mas, para enfatizar um ponto, poderá olhar diretamente para
a pessoa, mesmo que de forma breve. Se fizer isso em intervalos re-
gulares, conseguirá observar também suas reações ao que está sendo
lido.
Se acha difı́cil manter contato visual por causa da timidez, não de-
sista. Com prática, aprenderá a utilizar esse recurso naturalmente, o
que tornará sua comunicação mais eficaz.
Ao proferir um discurso. A Bı́blia nos diz que, antes de começar o
Sermão do Monte, Jesus “ergueu os olhos para os seus discı́pulos”.
(Luc. 6:20) Siga o seu exemplo. Antes de começar a falar em públi-
co, olhe para a assistência por alguns segundos. Em muitos lugares,
PONTOS A LEMBRAR
Seja natural e amigável,
e demonstre interesse ge-
nuı́no nos ouvintes.
Ao ler, segure na mão a pu-
blicação ou os papéis e
mantenha o queixo erguido
para mover apenas os
olhos, sem precisar movi-
mentar a cabeça.
Contato visual 125
é apropriado estabelecer contato visual com alguns dos presentes.
Essa pausa breve vai ajudá-lo a superar o nervosismo inicial e tam-
bém permitirá que os ouvintes se adaptem às atitudes ou emoções
reveladas pela sua expressão facial. Além disso, dará tempo para que
façam silêncio e se preparem para dar-lhe atenção.
Durante o discurso, olhe para a assistência. Não olhe apenas para o
grupo como um todo, mas procure dirigir-se a ouvintes individuais.
Em quase todas as culturas, espera-seque oradores públicos mante-
nham certo grau de contato visual.
Olhar para a assistência não significa apenas mover os olhos de
um lado para o outro de forma ritmada. Olhe respeitosamente nos
olhos de um dos ouvintes e, se apropriado, diga-lhe uma frase com-
pleta. Daı́, olhe para outra pessoa e diga-lhe uma ou duas sentenças.
Não olhe tanto tempo para alguém a ponto de fazê-lo sentir-se cons-
trangido nem se concentre em apenas alguns dos presentes. Conti-
nue passando os olhos pela assistência, mas ao se dirigir a alguém,
converse mesmo com a pessoa e note sua reação antes de olhar para
outra.
Mantenha suas notas na tribuna, na mão ou na Bı́blia para que
consiga vê-las com apenas um movimento dos olhos. Se precisar
abaixar ou virar a cabeça para vê-las, o contato com a assistência fica-
rá prejudicado. Analise a frequência com que consulta as notas e o
momento em que o faz. Se olhar para elas ao atingir um ponto alto
do discurso, você não só deixará de ver a reação da assistência, mas
também tirará a força do proferimento. De modo similar, se consul-
tar suas notas com muita frequência, perderá o contato com os ou-
vintes.
Quando joga uma bola para outra pessoa, provavelmente fica
olhando para ver se ela conseguiu pegá-la. Durante o discurso, você
vai “jogando” ideias para os ouvintes. Se eles concordarem com a
cabeça, sorrirem ou olharem para você atentamente, saberá que as
“pegaram”. Mantenha bom contato visual para certificar-se de que
a assistência está captando suas ideias.
Ao ler para a congregação, deve tentar olhar para a assistência?
Quando os ouvintes acompanham a leitura na Bı́blia, a maioria nem
nota se você olha para eles ou não. Mas, se o fizer, poderá aumen-
tar o vigor da sua leitura, porque acompanhará de perto as reações
126 Contato visual
dos presentes. E se alguns deles estiverem distraı́dos e não estiverem
acompanhando na Bı́blia, o contato visual com o orador talvez os
leve a concentrar-se na leitura.
´
E claro que só poderá olhar por um
instante e com cuidado para não tropeçar na leitura. Por isso, é me-
lhor ficar com a Bı́blia na mão e manter a cabeça erguida.
`
As vezes, designam-se anciãos para proferir discursos manuscritos
em congressos. Para que o proferimento seja eficaz, é preciso expe-
riência, preparação cuidadosa e muito treinamento. Naturalmente, o
uso de um manuscrito limita o contato visual com a assistência. Mas,
se o orador se preparou bem, conseguirá olhar para os ouvintes de
vez em quando sem se perder. Dessa forma, prenderá a atenção deles
e os ajudará a tirar pleno proveito da importante instrução espiritual
apresentada.
EXERC
´
ICIO:
Nas conversas diárias com a famı́lia e os amigos, esforce-se para aumentar
o contato visual, fazendo isso de um modo que não ofenda os costumes
locais.
Contato visual 127
QUANDO a pessoa se expressa de modo natural, ganha a confiança
dos ouvintes. Confiaria nas palavras de alguém que falasse por trás de
uma máscara? Será que o fato de o desenho na máscara ser mais boni-
to que o rosto do orador mudaria alguma coisa? Provavelmente não.
Assim, não use um disfarce, seja você mesmo.
Não se deve confundir naturalidade com desleixo. Deve-
mos evitar a gramática ruim, a pronúncia errada e a falta
de clareza na articulação, bem como o uso de gı́ria. Sempre
devemos manifestar dignidade apropriada, tanto no modo
de falar como na postura. A pessoa que age com natura-
lidade não é excessivamente formal nem se preocupa de-
mais em impressionar outros.
No ministério de campo. Fica nervoso quando chega
a uma casa ou se aproxima de alguém em lugares públi-
cos para dar testemunho? A maioria de nós se sente assim, mas para
alguns o problema é mais persistente. A tensão pode fazer a voz soar
forçada ou trêmula, ou o nervosismo pode manifestar-se em movi-
mentos desajeitados das mãos ou da cabeça.
Há várias razões para isso. Talvez o publicador esteja preocupa-
do com a impressão que causará ou se pergunte se a apresentação
terá êxito.
´
E normal pensar assim, mas o problema surge quando se
dá atenção demais a essas coisas. O que pode ajudá-lo caso se sinta
apreensivo antes de sair para o ministério? Prepare-se bem e ore fervo-
rosamente a Jeová. (Atos 4:29) Reflita na grande misericórdia que o
Criador demonstra ao convidar as pessoas a desfrutar de saúde perfei-
ta e vida eterna no Paraı́so. Pense naqueles a quem deseja ajudar e no
quanto precisam ouvir as boas novas.
Lembre-se também de que as pessoas têm livre-arbı́trio, de modo
que podem aceitar ou rejeitar a mensagem. Aconteceu o mesmo
quando Jesus deu testemunho no Israel antigo. Nossa designação é
14 NATURALIDADE
���������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������
O que você deve fazer?
Ser você mesmo: espontâneo, sincero e despretensioso.
POR QUE
´
E IMPORTANTE?
Se ao falar você parecer
nervoso, muito formal ou
desajeitado, por estar preo-
cupado demais com a
impressão que vai causar,
isso talvez distraia os ouvin-
tes.
128
simplesmente pregar. (Mat. 24:14) Mesmo que as pessoas não nos dei-
xem falar, nossa presença em si já é um testemunho.
´
E também uma
vitória, porque permitimos que Jeová nos use para realizar Sua vonta-
de. Mas, se realmente tiver a oportunidade de falar, o que caracteriza-
rá sua apresentação? Se aprender a concentrar-se nas necessidades dos
outros, falará de forma atraente e natural.
Ao dar testemunho, devemos agir e falar como no dia a dia, deixan-
do nossos ouvintes à vontade. Talvez até fiquem mais receptivos aos
pensamentos bı́blicos que você deseja transmitir-lhes. Em vez de dar-
lhes um sermão, converse com eles. Seja amigável, mostre
interesse e agradeça seus comentários. Naturalmente, se a
lı́ngua ou os costumes locais exigirem certas formalidades
como maneira de mostrar respeito ao falar com desconhe-
cidos, procure segui-las. Mas esteja sempre pronto para dar
um sorriso amigável.
Ao proferir um discurso. Quando fala a um grupo, em
geral o melhor é usar um estilo natural e conversante.´
E claro que será preciso elevar a voz se a assistência for
grande. Se tentar memorizar o discurso ou se suas notas
forem muito detalhadas, provavelmente ficará preocupa-
do demais com a fraseologia exata das sentenças.
´
E im-
portante usar palavras apropriadas, mas quando se dá ex-
cessiva atenção a isso o proferimento se torna forçado e
formal. Perde-se a naturalidade. Pense com cuidado e de
antemão no que vai dizer, mas concentre-se mais nas
ideias do que nas palavras.
O mesmo se aplica a entrevistas nas reuniões. Se vai ser
entrevistado, prepare-se bem, mas não leia nem decore as
respostas. Use modulação natural para que as expressões
sejam espontâneas e cativantes.
Mesmo caracterı́sticas desejáveis de oratória podem soar desnatu-
rais se forem exageradas. Por exemplo, precisamos articular e pro-
nunciar claramente as palavras, mas nossa linguagem não deve
chegar ao extremo de soar afetada e artificial. Gestos enfáticos e des-
critivos bem empregados podem dar vida ao discurso, mas se forem
rı́gidos ou exagerados detrairão do que você diz. Fale de modo bem
audı́vel, mas não alto demais. Vez por outra, é bom falar com mais vi-
gor, mas não se exalte. Use modulação, entusiasmo e sentimentos de
COMO DEMONSTR
´
A-LA
Fale normalmente.Concen-
tre-se, não em si mesmo,
mas em Jeová e na necessi-
dade que as pessoas têm de
aprender sobre ele.
Na preparação de um dis-
curso, preste mais atenção
às ideias do que às pala-
vras.
Ao proferir discursos e na
conversa diária, evite falar
de forma desleixada e não
use caracterı́sticas de orató-
ria para chamar atenção
para si mesmo.
Prepare-se bem para ler
em público. Leia com senti-
mento e leve em
consideração o real sentido
da matéria.
Naturalidade 129
um modo que não chame atenção para si mesmo nem faça a assis-
tência sentir-se desconfortável.
Algumas pessoas por natureza falam com precisão, mesmo quando
não estão proferindo um discurso, ao passo que outras têm um esti-
lo mais coloquial. O importante é falar bem todos os dias e compor-
tar-se com dignidade cristã. Daı́, quando tiver de proferir um discur-
so, será mais fácil falar e agir com naturalidade.
Na leitura pública.
´
E preciso esforço para ler em público com
naturalidade. Em primeiro lugar, identifique as ideias principais da
matéria que vai ler e observe como são desenvolvidas. Tenha-as bem
em mente; senão, estará apenas enunciando palavras. Confirme a
pronúncia de palavras desconhecidas. Pratique a leitura em voz alta
fazendo a modulação correta e agrupando as palavras de um modo
que transmita as ideias com clareza. Treine várias vezes até conseguir
ler com fluência. Familiarize-se bem com a matéria para que, quan-
do a ler em voz alta, consiga empregar o mesmo tom que usa numa
conversa animada. Isso é naturalidade.
´
E claro que a maior parte da nossa leitura pública se baseia em pu-
blicações bı́blicas. Além de designações de leitura na Escola do Mi-
nistério Teocrático, lemos textos bı́blicos no ministério de campo e
ao proferir discursos. Designam-se irmãos para ler a matéria do Estu-
do de A Sentinela e do Estudo de Livro de Congregação. Alguns ir-
mãos qualificados recebem designações de leitura de manuscritos
em congressos. Se os trechos tirados da Bı́blia ou de outras publica-
ções contiverem citações, procure dar vida à matéria. Se houver vá-
rios personagens no texto, mude um pouco a voz para cada um deles.
Contudo, tenha cuidado! Dê vida à matéria lendo-a com naturalida-
de, mas não use um tom teatral.
A leitura natural é conversante. Não soa artificial, mas tem um tom
convincente.
EXERC
´
ICIOS:
(1) Leia Malaquias 1:2-14 em silêncio e preste atenção em quem partici-
pa do diálogo. Depois, leia em voz alta com a expressividade apropriada.
(2) Em três ocasiões, antes de sair para o ministério de campo, leia os pri-
meiros dois parágrafos desta lição e a matéria debaixo do subtı́tulo “No
ministério de campo”, na página 128. Esforce-se para pôr em prática as su-
gestões dadas.
130 Naturalidade
SUA aparência diz muito a seu respeito. Embora Jeová veja o que há no
coração, os humanos em geral tiram conclusões à base do que “apare-
ce aos olhos”. (1 Sam. 16:7) Se estiver vestido de modo asseado e com
esmero, outros provavelmente concluirão que você tem autoestima e
estarão mais propensos a ouvi-lo. Trajar-se apropriadamente também
reflete de modo favorável na organização que você repre-
senta e no conceito de seus ouvintes a respeito do Deus a
quem você adora.
Diretrizes. A Bı́blia não fixa muitas regras sobre aparên-
cia pessoal. Mas fornece princı́pios equilibrados que po-
dem ajudar-nos a tomar decisões abalizadas. Fundamental
nisso tudo é ‘fazer todas as coisas para a glória de Deus’.
(1 Cor. 10:31) Que princı́pios se aplicam à nossa aparên-
cia?
Primeiro, a Bı́blia nos incentiva a ser asseados, tanto no corpo como
na roupa. Em sua Lei ao Israel antigo, Jeová delineou requisitos a res-
peito de higiene. Por exemplo, os sacerdotes em serviço tinham de ba-
nhar-se e lavar as vestes em determinadas ocasiões. (Lev. 16:4, 24, 26,
28) Os cristãos não estão sob a Lei mosaica, mas os princı́pios conti-
dos nela ainda são válidos. ( João 13:10; Rev. 19:8) Em especial quan-
do vamos a um local de adoração ou ao ministério de campo, deve-
mos estar bem asseados, pois odores no corpo, na roupa e mau hálito
podem causar repulsa. Os que proferem discursos ou participam em
demonstrações perante a congregação devem ser bons exemplos nes-
se respeito. Cuidar de nossa aparência mostra respeito por Jeová e por
sua organização.
Segundo, a Bı́blia nos exorta a cultivar a modéstia e o bom-senso.
O apóstolo Paulo exortou as mulheres cristãs a ‘se adornarem com
modéstia e bom juı́zo, não com estilos de trançados dos cabelos, e
com ouro, ou pérolas, ou vestimenta muito cara, mas dum modo
15BOA APAR ˆENCIA
���������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������
O que você deve fazer?
Usar roupa bem-arrumada, asseada e modesta. Cabelo bem
penteado. A postura deve transmitir atitude compenetrada.
POR QUE
´
E IMPORTANTE?
Sua aparência pode influir
em como outros encaram
as suas crenças cristãs e o
modo de vida que você
representa.
131
próprio das mulheres que professam reverenciar a Deus’. (1 Tim. 2:9,
10) Também para os homens é importante a modéstia e o bom-senso
no vestir.
A pessoa modesta toma o cuidado de não escandalizar outros desne-
cessariamente nem atrair atenção indevida a si mesma. O bom-senso
resulta em discrição, ou bom juı́zo. Quem mostra essas qualidades re-
vela equilı́brio, resultante do respeito por normas sagradas. Manifestar
essas qualidades não impede que a pessoa se vista de modo atraente,
mas ajuda-nos a ser sensatos na nossa aparência e a evi-
tar modismos extravagantes. (1 João 2:16) Desejamos apli-
car esses princı́pios nos locais de adoração, no ministério
de campo ou em qualquer outra atividade. Mesmo a nossa
roupa informal deve refletir modéstia e bom-senso. Na es-
cola ou no trabalho surgirão oportunidades para dar tes-
temunho informal. Embora talvez não nos vistamos assim
como quando vamos a reuniões, congressos e assembleias,
a nossa roupa deve ser bem-arrumada, asseada e modesta.
Naturalmente, nem todos nos trajamos da mesma ma-
neira. E não se espera que o façamos. As pessoas diferem
nos gostos, e isso é muito apropriado. Mas as diretrizes da
Bı́blia sempre devem ser aplicadas.
O apóstolo Pedro mostrou que ainda mais importante
do que o penteado, ou o tipo de roupa, é a “vestimenta” li-
gada à “pessoa secreta do coração”. (1 Ped. 3:3, 4) Se o nos-
so coração estiver cheio de amor, alegria, paz, bondade e firme fé, es-
sas coisas se tornarão para nós vestimentas espirituais que realmente
honram a Deus.
Terceiro, a Bı́blia nos exorta a ver se a nossa aparência está ‘bem-
arrumada’. Em 1 Timóteo 2:9 fala-se de “vestido bem-arrumado”. Em-
bora Paulo se referisse à vestimenta feminina, o mesmo princı́pio se
aplica aos homens. Bem-arrumado indica esmero e ordem. Quer te-
nhamos muitos recursos materiais quer não, nossa aparência pode ser
esmerada.
Uma das primeiras coisas que os outros observam na nossa aparên-
cia é o cabelo. Este deve estar penteado, ou “bem-arrumado”. Tanto os
costumes locais como fatores hereditários influem em como as pes-
soas usam o cabelo. Em 1 Corı́ntios 11:14, 15 encontramos conselhos
EXAMINE A SUA
APAR
ˆ
ENCIA
Está tudo limpo?
Sua aparência reflete
modéstia e bom-senso?
Está tudo em ordem?
Seu cabelo está bem
penteado?
Alguma coisa emsua
aparência poderia estar re-
fletindo amor ao mundo?
Existe bom motivo
para pensar que sua apa-
rência possa fazer alguém
tropeçar?
132 Boa aparência
do apóstolo Paulo sobre o uso do cabelo que, evidentemente, levaram
em conta esses dois fatores. Contudo, se o cabelo da pessoa passa a im-
pressão de que ela está tentando parecer uma pessoa do sexo oposto,
isso conflita com os princı́pios bı́blicos. — Deut. 22:5.
Para os homens, aparência esmerada pode incluir estar bem barbea-
do. Em lugares em que o bigode é amplamente encarado como digni-
ficante, quem o usa deve mantê-lo bem aparado.
Quarto, nossa aparência não deve refletir amor ao mundo e a seus
costumes. O apóstolo João acautelou: “Não estejais amando nem o
mundo, nem as coisas no mundo.” (1 João 2:15-17) Este mundo é ca-
racterizado por muitos desejos pecaminosos. Entre esses, João men-
ciona os desejos da carne pecaminosa e a ostentação dos bens da pes-
soa. As Escrituras chamam também atenção ao espı́rito de rebelião,
ou desobediência à autoridade. (Pro. 17:11; Efé. 2:2) Muitas vezes, es-
ses desejos e atitudes se refletem na maneira de as pessoas se trajarem.
Com isso, a sua aparência pode ser imodesta, sensual, espalhafatosa,
descuidada ou desleixada. Como servos de Jeová, evitamos estilos que
reflitam tais modos não cristãos.
Em vez de imitar o mundo, é muito melhor deixar que o exemplo
excelente de homens e mulheres espiritualmente maduros na congre-
gação influencie sua maneira de se vestir e arrumar. Jovens que dese-
jam ser oradores públicos podem observar o traje dos que já se qua-
lificam para isso. Todos podem aprender do exemplo de pessoas que
há muitos anos participam lealmente no ministério público. — 1 Tim.
4:12; 1 Ped. 5:2, 3.
Quinto, ao decidir o que é apropriado, temos de ter em mente que “até
mesmo o Cristo não agradou a si mesmo”. (Rom. 15:3) O que mais in-
teressava a Jesus era fazer a vontade de Deus. Ajudar os outros era mais
importante para ele do que a conveniência pessoal. Se certo estilo de
roupa ou de nos apresentar ergue uma barreira entre nós e as pessoas
a quem servimos, o que devemos fazer? Imitar o espı́rito humilde de
Cristo pode nos ajudar a decidir sabiamente. O apóstolo Paulo estabe-
leceu o princı́pio: “De modo algum damos qualquer causa para trope-
ço.” (2 Cor. 6:3) Por essa razão, talvez rejeitemos penteados ou acessó-
rios que tenderiam a fechar a mente das pessoas a quem desejamos
dar testemunho.
Postura. A boa aparência inclui também manter uma postura cor-
reta. Naturalmente, não temos todos a mesma postura, e não nos
Boa aparência 133
empenhamos em nos ajustar a certo padrão. Contudo, é digno de
nota que, segundo o uso bı́blico, a postura ereta transmite um senso
de dignidade pessoal e otimismo. (Lev. 26:13; Luc. 21:28) No entan-
to, por ter trabalhado anos a fio numa posição encurvada, ou devi-
do à idade avançada ou doença, um ou outro irmão talvez não consi-
ga manter-se ereto, ou talvez precise apoiar-se em alguma coisa. Mas,
para quem pode, recomenda-se ficar razoavelmente ereto ao falar com
outros, para não transparecer uma atitude de indiferença ou de inse-
gurança. Também, embora não seja errado que o orador vez por ou-
tra apoie as mãos na tribuna, em geral ele passa uma impressão mais
positiva à assistência quando não se apoia na tribuna.
Equipamento limpo e apresentável. Não só a aparência deve ser
limpa e apresentável, mas também as coisas que usamos no minis-
tério.
Avalie o estado de sua Bı́blia. Nem todos nós podemos substi-
tuir logo uma Bı́blia desgastada. Mas, não importa quanto tempo de
uso ela tenha, sua aparência deve indicar que vem sendo usada com
cuidado.
Existem, naturalmente, muitas maneiras de arrumar a pasta ou bol-
sa de campo, mas isso deve ser feito com esmero. Já viu alguma vez pa-
peizinhos caindo da Bı́blia quando o publicador se preparava para ler
um texto ao morador, ou talvez quando um irmão proferia um dis-
curso à congregação? Isso desviou a atenção, não é verdade? Se papei-
zinhos guardados na Bı́blia causarem distração, talvez guardá-los em
outro lugar seria coerente com manter seu equipamento de pregação
bem-arrumado. Além disso, tenha em mente que colocar a Bı́blia ou
outras publicações religiosas no chão é encarado como muito desres-
peitoso em certas culturas.
Devemos dar importância à boa aparência. Ela também influencia
o conceito que outros formam a nosso respeito. Mas, acima de tudo,
cuidamos bem da aparência porque desejamos ‘adornar o ensino de
nosso Salvador, Deus, em todas as coisas’. — Tito 2:10.
EXERC
´
ICIO:
Uma vez por dia, durante uma semana, independentemente de que ativi-
dade você planeje, analise a si mesmo à base da lista “Examine a sua
aparência”, na página 132.
134 Boa aparência
N
˜
AO é incomum o orador ficar nervoso ao falar, em especial se não
proferir discursos com frequência. No ministério de campo, o publi-
cador talvez se sinta um pouco nervoso nas primeiras visitas do dia.
Ao ser constituı́do profeta, Jeremias reagiu assim: “Realmente nem
sei falar, pois sou apenas rapaz.” ( Jer. 1:5, 6) Jeová ajudou
Jeremias e também ajudará você. Com o tempo, poderá
desenvolver equilı́brio.
O orador equilibrado é tranquilo. Ele adota uma postu-
ra natural e própria para a ocasião, faz gestos significati-
vos e fala de maneira expressiva e controlada.
Mesmo que você ache que seu proferimento não se
encaixa nessa descrição, há como melhorar. Como? Con-
sideremos por que o orador fica nervoso e carece de equi-
lı́brio. A causa pode ser fı́sica.
Quem se confronta com um desafio e deseja sair-se bem, mas não
tem certeza de que o conseguirá, fica ansioso. Com isso, o cérebro en-
via sinais para o corpo produzir mais adrenalina. Essa descarga pode
fazer o coração disparar, mudar o ritmo da respiração, aumentar a
transpiração e até mesmo causar tremor nas mãos, nos joelhos e na
voz. O corpo procura ajudar a pessoa a lidar com a situação, aumen-
tando o nı́vel de energia. O desafio é canalizar essa carga de energia
para raciocinar de maneira construtiva e falar com entusiasmo.
Como reduzir a ansiedade. Lembre-se de que é normal sentir cer-
ta ansiedade. Para manter o equilı́brio, porém, é preciso saber reduzir
o nı́vel de ansiedade e lidar com a situação de modo calmo e dignifi-
cante. Como se pode conseguir isso?
Prepare-se cabalmente. Invista tempo na preparação do discurso.
Certifique-se de entender bem a matéria. Se a palestra for do tipo que
você mesmo seleciona os pontos, leve em conta o que os ouvintes
16EQUIL ´IBRIO
���������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������
O que você deve fazer?
Postar-se, movimentar-se e falar de modo calmo e dignifi-
cante, que revele tranquilidade.
POR QUE
´
E IMPORTANTE?
Se você mostra equilı́brio,
é mais provável que os ou-
vintes se concentrem no que
diz, em vez de em sua
pessoa.
135
já sabem a respeito do assunto e o que você espera conseguir. Isso o
ajudará a selecionar matéria mais proveitosa. Se de inı́cio achar isso
difı́cil, fale sobre o problema com um orador experiente. Ele poderá
ajudá-lo a fazer uma análise construtiva da matéria e da assistência.
Quando tiver certeza de que sua matéria beneficiará os ouvintes e a
tiver bem clara na mente, o desejo de transmiti-la começaráa supe-
rar a possı́vel ansiedade que sente por causa do proferimento.
Dê atenção especial à introdução. Saiba exatamente
como vai começar. No decorrer da palestra, o nervosismo
provavelmente vai diminuir.
Os mesmos passos básicos se aplicam à preparação para
o ministério de campo. Considere não só o assunto que
pretende abordar, mas também o tipo de pessoas a quem
dará testemunho. Planeje bem a introdução. Beneficie-se
da experiência de publicadores maduros.
Você talvez ache que se sentirá mais à vontade se usar
um manuscrito para proferir um discurso. Na realidade,
isso poderá aumentar a ansiedade.
´
E fato que alguns ora-
dores usam muitas notas, ao passo que outros usam pou-
cas. Mas o que fará com que deixe de se preocupar e fi-
que menos ansioso não são as palavras no papel, mas sim
a convicção sincera de que aquilo que preparou para os
ouvintes é valioso.
Ensaie a palestra em voz alta. Essa prática lhe dará con-
fiança em sua capacidade de expressar seus pensamentos em pala-
vras. Ao ensaiar, você cria padrões de memória que podem facilmen-
te ser ativados durante o proferimento. Faça um ensaio realı́stico.
Visualize a assistência. Sente-se a uma mesa ou fique de pé, exata-
mente como fará no proferimento.
Peça a ajuda de Jeová em oração. Será que ele o atenderá? “Esta é a
confiança que temos nele, que, não importa o que peçamos segundo
a sua vontade, ele nos ouve.” (1 João 5:14) Se o seu desejo é honrar a
Deus e ajudar pessoas a se beneficiarem de Sua Palavra, ele certamen-
te atenderá à sua oração. Essa garantia poderá fortalecê-lo muito para
cumprir a designação. Além do mais, ao cultivar os frutos do espı́rito
— amor, alegria, paz, brandura e autodomı́nio — você desenvolverá a
COMO ADQUIRIR
EQUIL
´
IBRIO
Prepare-se bem.
Treine a apresentação em
voz alta.
‘Lance seu fardo sobre Jeová’
em oração. — Sal. 55:22.
Seja regular no serviço de
campo, comente frequente-
mente nas reuniões e
ofereça-se para cumprir de-
signações extras na escola
do ministério.
Identifique sintomas de
desequilı́brio e aprenda a
evitá-los ou a controlá-los.
136 Equilı́brio
atitude mental necessária para enfrentar as situações com equilı́brio.
— Gál. 5:22, 23.
Adquira experiência. Quanto mais participar no serviço de campo,
menos nervoso ficará. Quanto mais comentar nas reuniões congre-
gacionais, mais fácil será falar perante outros.
`
A medida que você
for dando mais palestras na congregação, a sua ansiedade provavel-
mente diminuirá. Gostaria de ter mais oportunidades de falar? Nes-
se caso, ofereça-se para substituir na escola do ministério os que não
puderem cumprir a designação.
Depois de ter dado os passos delineados acima, verá que é provei-
toso examinar os sintomas que infalivelmente revelam falta de equi-
lı́brio. Identificá-los e aprender a lidar com eles vai ajudá-lo a falar
com equilı́brio. Os sintomas podem ser fı́sicos ou vocais.
Sintomas fı́sicos. Seu equilı́brio, ou falta dele, transparece na sua
postura e no uso das mãos. Considere primeiro as mãos. Mãos nas
costas com os dedos entrelaçados, mãos rigidamente ao lado do cor-
po ou agarrando a tribuna; colocar e tirar a mão do bolso repetidas
vezes, abotoar e desabotoar o paletó, mexer a esmo no rosto, no nariz
ou nos óculos; mãos que estão sempre mexendo ou brincando com
o relógio, o anel, o lápis ou as notas; gestos abruptos ou interrompi-
dos — tudo isso denota desequilı́brio.
A falta de confiança pode também se manifestar por mexer cons-
tantemente os pés, balançar o corpo, adotar uma postura muito rı́-
gida, manter a cabeça ou os ombros caı́dos, umedecer os lábios ou
engolir com frequência, e respiração rápida e curta.
Com esforço, essas manifestações de nervosismo podem ser con-
troladas. Procure vencer uma por vez. Identifique o problema e con-
sidere com antecedência o que deve fazer para evitá-lo. Com esse
esforço, sua postura revelará equilı́brio.
Sintomas vocais. Sintomas vocais de nervosismo podem incluir
uma voz anormalmente aguda ou trêmula. A pessoa talvez limpe re-
petidas vezes a garganta ou fale muito depressa. Esses problemas e
maneirismos podem ser vencidos por meio de esforço diligente para
controlar a voz.
Se estiver nervoso, respire profundamente algumas vezes, antes de
subir ao palco. Tente relaxar o corpo inteiro. Em vez de pensar no
Equilı́brio 137
nervosismo, concentre-se no motivo de querer passar aos ouvintes o
que você preparou. Antes de começar a falar, olhe brevemente para
eles, procure um rosto amigável e sorria. Fale lentamente na introdu-
ção, e daı́ absorva-se na palestra.
O que esperar. Não espere que todo o nervosismo desapareça. Mui-
tos oradores com anos de experiência ficam nervosos antes de enca-
rar uma assistência. Mas eles aprenderam a controlar o nervosismo.
Como disse um deles: “Ainda sinto uns arrepios, mas consigo domi-
ná-los.”
Se você realmente se esforçar em eliminar os sinais externos do
nervosismo, os ouvintes vão encará-lo como orador equilibrado.
Talvez ainda se sinta nervoso, mas eles nada perceberão.
Lembre-se, a carga de adrenalina que causa os sintomas do nervo-
sismo também aumenta a energia. Use-a para falar com sentimento.
Não é preciso esperar até subir ao palco para exercitar essas coi-
sas. Aprenda a ser equilibrado e comedido, e a falar com sentimen-
to apropriado no seu dia a dia. Isso contribuirá muito para lhe dar
confiança no palco e no ministério de campo, onde essa qualidade é
muito importante.
EXERC
´
ICIO:
Toda semana, durante um mês, empenhe-se em comentar mais de uma vez
no Estudo de A Sentinela e no Estudo de Livro de Congregação. Observe
que o nervosismo começa a se dissipar no seu segundo ou terceiro comen-
tário na mesma reunião.
138 Equilı́brio
NOSSOS irmãos cristãos despendem muito tempo e esforço para as-
sistir às reuniões cristãs. Para se beneficiarem do que é dito, precisam
ouvir claramente.
Nos dias do Israel antigo, não existia amplificação elétrica de som.
Quando Moisés falou à nação de Israel nas planı́cies de Moabe, antes
de ela entrar na Terra Prometida, como podia toda aque-
la assistência, talvez de milhões de pessoas, ouvir? Moi-
sés talvez tenha usado o sistema de retransmissores hu-
manos, em que as palavras eram sucessivamente repetidas
por homens postados a distâncias apropriadas no acam-
pamento. (Deut. 1:1; 31:1) Não muito depois de terem
começado a conquista da terra a oeste do Jordão, Josué
reuniu os israelitas em frente do monte Gerizim e do monte Ebal,
evidentemente com os levitas posicionados no vale entre os dois
montes. Todo o povo ouviu e acolheu bem a leitura das bênçãos e
das invocações do mal da parte de Deus. ( Jos. 8:33-35) Pode ser que
também nessa ocasião tenham sido usados retransmissores huma-
nos, mas a excelente acústica da região sem dúvida também ajudou.
Uns 1.500 anos depois, quando “uma multidão muito grande” se
ajuntou perto do mar da Galileia para ouvir Jesus, ele entrou num
barco, afastou-se da margem e sentou-se para falar à multidão. (Mar.
4:1, 2) Por que Jesus falou de dentro de um barco? Evidentemente
porque a voz humana se propaga com grande nitidez sobre a superfı́-
cie lisa de um corpo de água.
Até o inı́cio do século 20, o volume e a clareza da voz do orador
muitas vezes determinavam quantos numa plateia podiam ouvi-lo.
Mas, desde os anos 20, os servos de Jeová se beneficiam da amplifica-
ção elétrica da voz humana em seus congressos.
Equipamento de som. Esse equipamento pode amplificar a voz do
orador muitas vezes, sem prejudicar a qualidade ou o tom. Não se
17USO DO MICROFONE
���������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������O que você deve fazer?
Usar corretamente o microfone, caso seja utilizado nas suas
reuniões congregacionais.
POR QUE
´
E IMPORTANTE?
Aquilo que se diz só pode
beneficiar outros se for ouvi-
do com clareza.
139
exige do orador que force as cordas vocais. Os ouvintes não precisam
esforçar-se para ouvir o que se diz. Podem concentrar-se na mensa-
gem.
Muito já se fez para que os congressos e as assembleias das Teste-
munhas de Jeová tenham um bom equipamento de som. E muitos
Salões do Reino usam equipamento de som para amplificar a voz dos
palestrantes, dos que dirigem reuniões ou leem da tribu-
na. Além disso, algumas congregações usam microfones
para os comentários dos presentes às reuniões. Se a sua
congregação dispõe desse equipamento, aprenda a usá-lo
bem.
Algumas orientações básicas. Para o uso correto do
equipamento, tenha em mente o seguinte: (1) Em geral,
o microfone deve estar a uma distância de 10 a 15 centı́-
metros da boca. Se ele estiver muito perto, as palavras po-
dem sair distorcidas. Se estiver muito longe, a voz sairá in-
distinta. (2) O microfone deve estar à sua frente, não de
lado. Se você virar a cabeça para a direita ou para a esquer-
da, fale apenas quando o rosto estiver na direção do mi-
crofone. (3) Use um pouco mais de volume e intensidade
do que numa conversa comum. Mas não é preciso gritar.
O equipamento de som levará facilmente a sua voz até os mais dis-
tantes na assistência. (4) Se precisar limpar a garganta, tossir ou espir-
rar, não deixe de afastar a cabeça do microfone.
Ao proferir uma palestra. Quando você sobe ao palco, em geral
um irmão ajusta a posição do microfone. Enquanto ele faz isso, man-
tenha-se numa posição natural, com o rosto voltado para a assistên-
cia. Coloque o esboço na tribuna, tendo o cuidado de evitar que o
microfone bloqueie a sua visão.
Ao começar a falar, escute a qualidade de sua voz nos alto-falantes.
O volume está muito alto, ou certas palavras produzem sons explosi-
vos? Talvez tenha de se afastar alguns centı́metros do microfone. Ao
olhar o esboço, lembre-se de falar e ler apenas quando o rosto esti-
ver na direção do microfone ou um pouquinho acima dele, nunca
abaixo.
Ao ler da tribuna. ´E melhor segurar a Bı́blia, ou outra publicação,
de um modo que seu rosto fique voltado para a assistência. Visto que
COMO FAZER
Mantenha o microfone a
uma distância de 10 a
15 centı́metros da boca.
Só fale quando o microfone
estiver no lugar.
Use um pouco mais de vo-
lume e intensidade do que
numa conversa comum.
Se tiver necessidade de lim-
par a garganta, afaste a
cabeça do microfone.
140 Uso do microfone
o microfone provavelmente estará bem à sua frente, talvez precise se-
gurar o material de leitura um pouco de lado. Isso significa que a ca-
beça deverá estar um pouquinho para o lado oposto. Assim, ao ler, a
sua voz será projetada no microfone.
A maioria dos irmãos que leem no Estudo de A Sentinela ficam de
pé e usam um microfone com pedestal. Essa posição lhes permite res-
pirar melhor e ler com mais expressividade. Tenha em mente que a
leitura dos parágrafos constitui parte importante da reunião. O bene-
fı́cio que a assistência obtém depende, em boa medida, dessa leitura.
Ao comentar na reunião. Se a sua congregação usa microfones
para a participação da assistência, lembre-se de que ainda assim é
preciso falar de modo claro e suficientemente alto. Ao comentar, pro-
cure segurar perto de si a publicação de estudo ou a Bı́blia. Com isso
você verá claramente a matéria, ao falar ao microfone.
Em algumas congregações, irmãos são designados para levar o mi-
crofone aos que são chamados para comentar. Se esse for o caso
em sua congregação, quando for chamado, mantenha a mão erguida
para que o irmão responsável veja onde você está sentado e possa es-
tender-lhe rapidamente o microfone. Se esse for do tipo que é preci-
so segurar com a mão, esteja preparado para apanhá-lo. Não comece
a falar sem o microfone. No fim do comentário, devolva-o pronta-
mente.
Ao participar numa demonstração. O uso de microfone numa
demonstração exige bom planejamento. Se o microfone tiver pedes-
tal, suas mãos estarão livres para manejar a Bı́blia e as anotações.
O microfone sem pedestal pode dar maior liberdade de movimento,
mas talvez seja preciso que o outro participante o segure. Assim, as
suas mãos estarão livres para manusear a Bı́blia. Você e o outro parti-
cipante devem treinar isso, para que ele saiba segurar corretamente o
microfone. Além disso, lembre-se de que, quando estiver no palco,
não deve dar as costas para a assistência, em especial quando estiver
falando.
Certas demonstrações na Reunião de Serviço podem envolver vá-
rios participantes, que talvez se movimentem no palco. Nesse caso,
são necessários vários microfones, que devem estar no lugar com an-
tecedência, ou ser colocados à disposição dos participantes quando
Uso do microfone 141
sobem ao palco. Garantir que os microfones estejam no lugar certo
na hora certa exige planejamento. Ensaiar as demonstrações oferece
oportunidades para instruir os participantes sobre o uso correto dos
microfones. Se o ensaio não puder ser feito no palco, é bom que os
participantes usem um objeto de tamanho similar ao de um microfo-
ne a fim de treinar o posicionamento apropriado. Após a demonstra-
ção, os participantes devem colocar os microfones de volta no lugar
com cuidado e prestar atenção para não tropeçar nos cabos ao saı́rem
do palco.
O uso correto do microfone se relaciona diretamente com um dos
objetivos principais de nossas reuniões, a saber, beneficiar-nos mu-
tuamente do estudo da Palavra de Deus. (Heb. 10:24, 25) Por apren-
dermos a usar corretamente o microfone estaremos contribuindo
para que esse importante objetivo seja alcançado.
EXERC
´
ICIO
Se no seu Salão do Reino são usados microfones, observe como os orado-
res experientes usam tanto os microfones fixos como os volantes. Determine
os procedimentos que pretende imitar ou evitar, e os motivos para suas con-
clusões.
142 Uso do microfone
AO SERMOS indagados a respeito de nossas crenças, de nosso modo de
vida, de como encaramos os eventos atuais ou do que esperamos para
o futuro, procuramos sempre usar a Bı́blia ao responder. Por quê? Por-
que ela é a Palavra de Deus.
´
E da Bı́blia que derivamos as nossas crenças.
Baseamos nela o nosso modo de vida. Ela molda o nosso conceito a res-
peito dos eventos mundiais. A nossa esperança para o futu-
ro baseia-se firmemente nas promessas inspiradas da Bı́blia.
— 2 Tim. 3:16, 17.
Temos plena consciência da responsabilidade que acom-
panha o nome que levamos. Somos Testemunhas de Jeová.
(Isa. 43:12) Assim, não respondemos a perguntas à base de
filosofia humana, mas à base do que Jeová diz na sua Pala-
vra inspirada.
´
E verdade que, individualmente, temos opi-
niões a respeito de certos assuntos, mas permitimos que a
Palavra de Deus molde os nossos conceitos porque estamos
firmemente convencidos de que se trata da verdade. Naturalmente, a
Bı́blia nos concede liberdade de preferência pessoal em muitos assun-
tos. Em vez de impor as nossas preferências a outros, desejamos ensi-
nar os princı́pios delineados nas Escrituras, concedendo aos ouvintes a
mesma liberdade de escolha que nós temos. Como o apóstolo Paulo,
procuramos ‘promover a obediência por meio da fé’. — Rom. 16:26.
Jesus Cristo é chamado de “testemunha fiel e verdadeira”, em Reve-
lação 3:14. Como ele respondia a perguntas e lidava com as situações
com que se deparava?
`
As vezes, por usar ilustrações que faziam as pes-
soas pensar. Outras vezes por perguntar ao indagador como ele mes-
mo entendia determinado trecho das Escrituras. Muitas vezes por citar,
parafrasear ou referir-se a passagens das Escrituras. (Mat. 4:3-10; 12:1-8;
Luc. 10:25-28; 17:32) No primeiro século, os rolos das Escrituras geral-
mente eram guardados nas sinagogas. Não há evidênciade que Jesus
possuı́sse uma coleção pessoal desses rolos, mas ele conhecia bem as Es-
crituras e as citava com frequência no seu ensino. (Luc. 24:27, 44-47)
18USO DA B ´IBLIA AO RESPONDER A PERGUNTAS
���������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������
O que você deve fazer?
Fazer bom uso da Bı́blia ao responder a perguntas.
POR QUE
´
E IMPORTANTE?
A nossa incumbência é
‘pregar a palavra’. Jesus deu
o exemplo, dizendo: “Não
falo da minha própria ini-
ciativa.” — 2 Tim. 4:2; João
14:10.
143
Ele podia dizer corretamente que seu ensino não era de sua própria
autoria. Ele falava o que ouvira de seu Pai. — João 8:26.
Desejamos seguir o exemplo de Jesus. Deus não nos falou pessoal-
mente, como no caso de Jesus. Mas a Bı́blia é a Palavra de Deus. Ao usá-
la como base de nossas respostas, evitamos atrair atenção a nós mes-
mos. Mostramos que, em vez de expressar a opinião de um
humano imperfeito, estamos firmemente decididos a dei-
xar que Deus tenha a palavra quanto ao que é verdade.
— João 7:18; Rom. 3:4.
Naturalmente, não desejamos apenas usar a Bı́blia, mas
fazer isso do modo mais proveitoso possı́vel para o ouvin-
te. Queremos que ele ouça com mente aberta. Dependen-
do da atitude da pessoa, pode-se apresentar conceitos bı́bli-
cos dizendo: “Não concorda que o que realmente importa é
o que Deus diz?” Ou talvez: “Sabia que a Bı́blia fala dessa
mesma questão?” Se a pessoa não respeita a Bı́blia, você tal-
vez tenha de usar uma introdução um pouco diferente. Po-
deria dizer: “Gostaria de lhe mostrar essa antiga profecia.”
Ou talvez: “O livro de maior circulação na história humana
diz . . .”
Em certos casos, talvez queira simplesmente parafrasear
um texto. Quando for possı́vel, no entanto, é melhor abrir
a Bı́blia e ler o que ela diz. Mostre o texto na Bı́blia da pró-
pria pessoa, se for conveniente. Esse uso direto da Bı́blia não
raro influencia muito a pessoa. — Heb. 4:12.
Os anciãos cristãos têm uma responsabilidade especial ao usar a Bı́-
blia para responder a perguntas. Uma das qualificações para servir
como ancião é que o irmão ‘se apegue firmemente à palavra fiel com
respeito à sua arte de ensino’. (Tito 1:9) O conselho de um ancião pode
levar um membro da congregação a tomar uma decisão séria na vida.
Como é importante que esse conselho se baseie solidamente nas Escri-
turas! O exemplo do ancião nesse respeito pode influenciar o modo de
ensinar de muitas outras pessoas.
COMO AUMENTAR
A EFICI
ˆ
ENCIA
Leia a Bı́blia diariamente.
Tenha um bom programa
de estudo pessoal.
Habitue-se a incluir textos
bı́blicos ao comentar nas
reuniões congregacionais.
Diante de perguntas ou si-
tuações, antes de responder
ou tomar uma decisão, sem-
pre pergunte-se: ‘O que a
Bı́blia diz?’
Quando não souber o que a
Bı́blia diz sobre certo assun-
to, não adivinhe nem dê
opinião pessoal. Ofereça-se
para fazer pesquisa.
EXERC
´
ICIO:
Aliste uma ou duas perguntas que lhe foram feitas (1) no serviço de cam-
po, (2) a respeito de algum assunto que recentemente foi notı́cia e (3) sobre
a participação em certa atividade popular. Procure pelo menos um texto bı́-
blico adequado para responder a cada pergunta.
144 Uso da Bı́blia ao responder a perguntas
NOSSO desejo é dirigir a atenção de todos à Palavra de Deus, a Bı́blia.
Esse livro sagrado é a base para a mensagem que pregamos, e quere-
mos que as pessoas entendam que aquilo que falamos não procede de
nós, mas de Deus. Elas precisam desenvolver confiança na Bı́blia.
No ministério de campo. Na sua preparação para o ministério
de campo, selecione sempre um ou mais textos para ler
aos que desejam ouvir. Mesmo numa apresentação rela-
tivamente curta de uma publicação bı́blica, muitas vezes
é proveitoso ler um texto bı́blico apropriado. O poder da
Bı́blia de orientar pessoas comparáveis a ovelhas é maior
do que qualquer coisa que possamos dizer pessoalmente.
Quando não for possı́vel ler diretamente na Bı́blia, talvez
queira citar o que ela diz. No primeiro século, não havia
muitas cópias de rolos das Escrituras à disposição. Mas Jesus e seus
apóstolos citaram extensivamente as Escrituras. Nós também deve-
mos esforçar-nos em memorizar textos e usá-los de modo apropriado
em nosso ministério, às vezes simplesmente citando-os.
Quando for possı́vel ler diretamente na Bı́blia, segure-a de modo
que o morador possa acompanhar a leitura. Se ele ler em seu próprio
exemplar da Bı́blia, poderá reagir de maneira ainda melhor.
´
E preciso dar-se conta, porém, de que alguns tradutores da Bı́blia
tomaram liberdades com a Palavra de Deus. As suas traduções talvez
não se harmonizem em todos os sentidos com o que constava nas
lı́nguas bı́blicas originais. Muitas traduções modernas eliminaram o
nome de Deus, obscureceram o que o texto na lı́ngua original diz a
respeito da condição dos mortos e ocultaram o que a Bı́blia diz so-
bre o propósito de Deus com relação à Terra. Para mostrar à pessoa
o que aconteceu, talvez seja preciso comparar textos-chave de várias
Bı́blias, ou de traduções mais antigas, na mesma lı́ngua. Em muitos
assuntos, o livro Raciocı́nios à Base das Escrituras faz uma compara-
ção de como várias traduções vertem expressões-chave em versı́culos
19INCENTIVO AO USO DA B ´IBLIA
���������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������
O que você deve fazer?
Incentivar os ouvintes a acompanhar na Bı́blia a leitura de
textos.
POR QUE
´
E IMPORTANTE?
O que a pessoa vê com
os próprios olhos, especial-
mente se for na Bı́blia dela,
causa uma impressão mais
profunda.
145
frequentemente usados. Quem ama a verdade ficará grato de conhe-
cer os fatos.
Nas reuniões congregacionais. Todos devem ser incentivados a
usar a Bı́blia nas reuniões congregacionais. Isso é bom em muitos sen-
tidos. Ajuda a manter a atenção dos ouvintes na matéria. Acrescenta
impacto visual ao ensino que o orador está transmitindo. E inculca na
mente dos recém-interessados que a Bı́blia é, de fato, a fonte de nos-
sas crenças.
Se os ouvintes realmente abrirão a Bı́blia para acompa-
nhar a leitura dos textos dependerá em grande parte de seu
incentivo. O convite direto é um dos melhores métodos.
Cabe ao orador decidir que textos deseja enfatizar por fa-
zer com que os ouvintes os procurem na Bı́blia.
´
E melhor
você ler textos que o ajudem a desenvolver os pontos prin-
cipais. Daı́, se o tempo permitir, acrescente mais alguns em
apoio de sua argumentação.
Naturalmente, em geral não basta apenas citar um texto
ou convidar a assistência a procurá-lo. Se você lê um tex-
to e logo em seguida outro, sem dar aos ouvintes tempo
para achar o primeiro, eles logo vão desanimar-se e deixar
de tentar acompanhara leitura na Bı́blia. Fique atento e leia o texto
quando a maioria o tiver achado.
Antecipe-se. Mencione o texto com suficiente antecedência. Isso re-
duzirá a perda de tempo resultante de esperar a assistência achar o tex-
to. Embora você abranja menos matéria, a fim de dar tempo para a as-
sistência procurar os textos, os benefı́cios compensarão.
COMO FAZER
Mostre o texto ao morador,
ao lê-lo na Bı́blia, ou convi-
de-o a acompanhar a leitura
na Bı́blia dele.
Ao falar na congregação,
faça um convite direto à
assistência para procurar
textos-chave e conceda tem-
po suficiente para que os
encontrem.
EXERC
´
ICIOS:
Nas revisitas, tente o seguinte: (1) Entregue a sua Bı́blia ao morador, aber-
ta num determinado versı́culo, e pergunte a ele se gostaria de lê-lo em voz
alta. (2) Pergunte-lhe se gostaria de apanhar a sua própria Bı́blia e ler um
texto-chave.
146 Incentivo ao uso da Bı́blia
AS ESCRITURAS são a base do ensino nas nossas reuniões congrega-
cionais. Textos bı́blicos também constituem uma parte importante
da mensagem que pregamos. O quanto enriquecem a palestra, po-
rém, depende em parte da introdução que lhes é dada.
Não basta apenas mencionar o texto e pedir que alguém o acompa-
nhe na leitura. Ao fazer a introdução de um texto, procure
atingir dois objetivos: (1) criar expectativa e (2) focalizar
atenção no motivo de usar o texto. Esses objetivos podem
ser atingidos de várias maneiras.
Faça uma pergunta. Isso será mais eficaz se a resposta
não for óbvia para a assistência. Procure formular a per-
gunta de modo que induza as pessoas a raciocinar. Jesus
fazia isso. Quando os fariseus o abordaram no templo e
testaram publicamente Seu entendimento das Escrituras,
Jesus perguntou-lhes: “Que pensais do Cristo? De quem é ele filho?”
Eles responderam: “De Davi.” Daı́, Jesus lhes perguntou: “Como é,
então, que Davi, por inspiração, lhe chama ‘Senhor’?” Em seguida,
citou o Salmo 110:1. Os fariseus foram silenciados. Mas a multidão
ouviu Jesus com prazer. — Mat. 22:41-46.
No ministério de campo poderá usar perguntas introdutórias,
como estas: “Você e eu temos nome. Será que Deus tem nome? A res-
posta está no Salmo 83:18.” “Haverá algum dia um só governo para
toda a humanidade? Note a resposta em Daniel 2:44.” “A Bı́blia trata
realmente de condições existentes hoje? Compare o que diz 2 Timó-
teo 3:1-5 com as condições que você conhece.” “Será que o sofrimen-
to e a morte acabarão algum dia? A resposta da Bı́blia está em Reve-
lação 21:4, 5.”
Num discurso, perguntas bem elaboradas na introdução de textos
podem motivar os ouvintes a encará-los com renovado interesse,
mesmo os mais conhecidos. Mas farão isso? Muito dependerá de se
as suas perguntas serão, ou não, de real interesse para eles. Mesmo
20INTRODUÇ ˜AO EFICAZ DE TEXTOS B ´IBLICOS
���������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������
O que você deve fazer?
Preparar a mente dos ouvintes antes de ler um texto bı́blico.
POR QUE
´
E IMPORTANTE?
A introdução eficaz de um
texto bı́blico pode ajudar os
ouvintes a entender seu
real significado.
147
que o assunto seja de interesse dos ouvintes, a mente deles pode va-
guear na leitura de textos que já ouviram muitas vezes. Para evitar
isso, deve-se dar ao assunto a atenção necessária a fim de tornar a in-
trodução atraente.
Apresente um problema. Pode-se apresentar um problema e, em
seguida, dirigir a atenção para um texto que ajude a solucioná-lo.
Não crie expectativas irrealistas na assistência. Não raro um texto
oferece apenas parte da solução. Contudo, poderá pedir aos ouvintes
que observem, na leitura do texto, que orientação se pode
extrair dele para lidar com a situação.
De modo similar, pode-se mencionar um princı́pio de
conduta piedosa e depois usar um relato bı́blico que ilus-
tre a sabedoria de segui-lo. Se o texto contiver dois (ou
talvez mais) pontos especı́ficos relacionados com o assun-
to, alguns oradores pedem que a assistência fique alerta
para observá-los. Se um problema parecer difı́cil demais
para determinada assistência, pode-se estimular o raciocı́-
nio apresentando várias alternativas e daı́ permitir que o
texto e sua aplicação forneçam a solução.
Cite a Bı́blia como autoridade. Se você já suscitou in-
teresse no assunto e apresentou um ou mais conceitos so-
bre algum aspecto dele, poderá introduzir um texto di-
zendo simplesmente: “Note o que a Palavra de Deus diz sobre esse
ponto.” Isso mostra por que a informação que você vai ler tem peso.
Jeová usou homens como João, Lucas, Paulo e Pedro para escrever
partes da Bı́blia. Mas eles foram apenas escritores; o Autor é Jeová.
Em especial ao falar com pessoas que não são estudantes das Escritu-
ras Sagradas, fazer a introdução de um texto dizendo “Pedro escre-
veu”, ou “Paulo disse”, pode não ter a mesma força que uma introdu-
ção que identifique o texto como a palavra de Deus. Vale notar que,
em certos casos, Jeová instruiu Jeremias a iniciar proclamações di-
zendo: “Ouvi a palavra de Jeová.” ( Jer. 7:2; 17:20; 19:3; 22:2) Quer
usemos o nome de Jeová ao introduzir textos, quer não, antes de ter-
minar a palestra devemos frisar que aquilo que está na Bı́blia é a Sua
palavra.
Leve em conta o contexto. Deve-se levar em conta o contexto ao
decidir como introduzir um texto bı́blico. Em alguns casos, você se
referirá diretamente ao contexto; em outros, este pode influir no que
COMO FAZER
Ao escolher um método que
suscite interesse, leve em
conta o que os ouvintes já
sabem e o que pensam do
assunto.
Saiba com certeza o que se
pretende com cada um dos
textos, e faça com que seus
comentários introdutórios
reflitam isso.
148 Introdução eficaz de textos bı́blicos
vai dizer. Por exemplo, faria a introdução das palavras do fiel Jó da
mesma maneira que introduziria a declaração de um dos falsos con-
soladores? O livro de Atos foi escrito por Lucas, mas ele cita, entre ou-
tros, Tiago, Pedro, Paulo, Filipe, Estêvão e anjos, bem como Gamaliel
e outros judeus que não eram cristãos. A quem você vai atribuir o tex-
to que citar? Lembre-se, por exemplo, que nem todos os salmos fo-
ram compostos por Davi, e que nem todo o livro de Provérbios foi
escrito por Salomão.
´
E também proveitoso saber a quem o escritor bı́-
blico se dirigia e qual era o assunto em questão.
Mencione outras informações históricas. Isso é especialmente
eficaz se puder mostrar que as circunstâncias da época do relato bı́bli-
co são similares às que você está considerando. Em outros casos, é ne-
cessário fornecer certas informações para se entender determinado
texto. Se você usar Hebreus 9:12, 24 numa palestra sobre o resgate,
por exemplo, antes de ler o texto talvez seja necessário explicar algo
a respeito do compartimento mais interno do tabernáculo, que, se-
gundo as Escrituras, prefigura o lugar em que Jesus entrou ao ascen-
der ao céu. Mas não inclua tantas informações a ponto de obscurecer
o texto que estiver introduzindo.
Para melhorar a maneira de fazer introdução de textos, analise o
que oradores experientes fazem. Note os diferentes métodos que eles
usam. Analise a eficiência desses métodos. Ao preparar suas palestras,
identifique os textos-chave e analise especialmente o que se preten-
de com cada um deles. Planeje bem a introdução individualdeles,
para que surtam o melhor efeito possı́vel. Depois, faça o mesmo com
os demais textos que usará. Ao passo que esse aspecto de sua apresen-
tação melhorar, você estará focalizando maior atenção na Palavra de
Deus.
EXERC
´
ICIO:
Escolha um texto que você ache que poderá ser usado com proveito no seu
território. Planeje (1) que pergunta ou problema apresentará para criar ex-
pectativa no morador e (2) como focalizará a atenção no motivo de você
ler o texto.
Introdução eficaz de textos bı́blicos 149
AO FALAR a outros sobre os propósitos de Deus, em particular ou da
tribuna, a palestra deve centralizar-se na Palavra de Deus. Em geral,
isso envolve ler textos na Bı́blia, algo que deve ser bem-feito.
A ênfase adequada envolve sentimento. Os textos devem ser li-
dos com sentimento. Veja alguns exemplos. Ao ler o Salmo 37:11, a
sua voz deve exprimir a expectativa feliz da paz prome-
tida ali. Ao ler Revelação 21:4, sobre o fim do sofrimen-
to e da morte, a voz deve refletir terno apreço pelo alı́-
vio maravilhoso predito ali. Revelação 18:2, 4, 5, com seu
apelo para sair da pecadora “Babilônia, a Grande”, deve
ser lido com tom de urgência. Naturalmente, o sentimen-
to expresso deve ser de coração, mas sem exagero. A carga
adequada de emoção é determinada pelo próprio texto e
pelo modo como é usado.
Enfatize as palavras certas. Se os seus comentários a respeito de
certo versı́culo girarem em torno de apenas parte dele, você deve des-
tacar essa parte ao lê-lo. Por exemplo, ao ler Mateus 6:33 você não da-
ria ênfase primária a “Sua justiça” ou a “todas estas outras coisas”,
se a sua intenção fosse analisar o que significa “buscar primeiro o
reino”.
Num discurso na Reunião de Serviço, você talvez pretenda ler Ma-
teus 28:19. Que palavras deveria enfatizar? Se sua intenção for in-
centivar diligência em iniciar estudos bı́blicos domiciliares, enfatize
“fazei discı́pulos”. Mas se pretende considerar o dever cristão de en-
sinar a verdade bı́blica a uma população imigrante, por exemplo, ou
incentivar certos publicadores a servir onde a necessidade é maior,
poderá enfatizar “pessoas de todas as nações”.
Muitas vezes, um texto é usado para responder a uma pergunta ou
apoiar um argumento que outros consideram polêmico. Se todas as
ideias no texto receberem a mesma ênfase, os ouvintes talvez não
21
LEITURA DE TEXTOS
COM
ˆ
ENFASE ADEQUADA
���������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������
O que você deve fazer?
Enfatizar as palavras e as expressões que destaquem sua linha
de raciocı́nio. Ler com sentimento apropriado.
POR QUE
´
E IMPORTANTE?
A ênfase adequada realça a
plena força dos textos bı́bli-
cos que são lidos.
150
percebam a relação. O ponto talvez seja óbvio para você, mas não
para eles.
Por exemplo, se ao ler o Salmo 83:18 numa Bı́blia que contém o
nome divino, você colocar toda a ênfase na palavra “Altı́ssimo”, o
morador talvez não capte o fato, aparentemente óbvio, de que Deus
tem nome. Deve-se frisar o nome “Jeová”. Mas, se o mesmo texto
for usado numa palestra sobre a soberania de Jeová, a ênfase primá-
ria deverá ser em “Altı́ssimo”. Similarmente, ao usar Tia-
go 2:24 para mostrar a importância de conjugar a fé com
a ação, dar ênfase primária a “declarado justo”, em vez
de a “obras”, pode levar o ouvinte a desperceber o ponto.
Outro bom exemplo se encontra em Romanos 15:7-13.´
E parte duma carta do apóstolo Paulo a uma congrega-
ção composta de gentios e de judeus naturais. O apósto-
lo argumenta que o ministério de Cristo não beneficia só
os judeus circuncisos, mas também pessoas de outras na-
ções, para que “as nações glorificassem a Deus pela sua
misericórdia”. Depois, Paulo cita quatro textos, chaman-
do a atenção a essa oportunidade para as nações. Como
você deveria ler essas citações, de modo a frisar o que Pau-
lo tinha em mente? Se desejar assinalar palavras ou ex-
pressões para serem enfatizadas, poderá fazer isso em “as
nações” no versı́culo 9, “ó nações” no versı́culo 10, “ó to-
das as nações” e “todos os povos” no versı́culo 11, e “nações” no
versı́culo 12. Tente ler Romanos 15:7-13 com essa ênfase. Ao fazer
isso, a linha de argumento de Paulo ficará mais clara e mais fácil de
entender.
Métodos de ênfase. As palavras que transmitem a ideia que se de-
seja destacar podem ser enfatizadas de muitas maneiras. Os méto-
dos devem ser coerentes com o texto bı́blico e com o caráter geral
da palestra. A seguir, algumas sugestões.
ˆ
Enfase vocal. Isso envolve qualquer mudança na voz que destaque
na sentença a palavra ou as expressões que transmitem a ideia dese-
jada. Pode-se dar ênfase por aumentar — ou diminuir — o volume
da voz. Em muitas lı́nguas, uma mudança no tom da voz acrescenta
COMO DESENVOLVER
O USO DE
ˆ
ENFASE
Com relação a qualquer
texto que pretenda ler, per-
gunte-se: ‘Que sentimento
ou emoção expressam essas
palavras? Como devo trans-
miti-los?’
Analise os textos que pre-
tende usar. A respeito de
cada um deles, pergunte-se:
‘A que objetivo servirá esse
texto? Que palavras devem
ser enfatizadas para atingir
esse objetivo?’
Leitura de textos com ênfase adequada 151
ênfase. Em outras, porém, isso pode mudar totalmente o sentido.
A diminuição de ritmo em expressões-chave acrescenta-lhes peso.
Nos idiomas que não permitem a entonação como meio de ressal-
tar certas palavras, deve-se fazer o que for costumeiro nesse idioma
a fim de obter os resultados desejados.
Pausas. Isso pode ser feito antes ou depois de ler a parte principal
do texto, ou em ambos os momentos. Pausar antes de ler uma ideia
principal cria expectativa; pausar depois aprofunda a impressão cau-
sada. No entanto, se houver muitas pausas, nada se destacará.
Repetição. Pode-se enfatizar um ponto especı́fico por parar e ler
de novo a palavra ou a frase em questão. Um método preferı́vel, em
muitos casos, é ler o texto inteiro e, em seguida, repetir a expressão-
chave.
Gestos. Movimentos do corpo, bem como expressões faciais, po-
dem muitas vezes acrescentar emoção a uma palavra ou frase.
Tom da voz. Em alguns idiomas, certas palavras podem ser lidas
num tom que influi no significado e as destaca. Também aqui se
deve ter discrição, em especial no uso de sarcasmo.
Quando outros leem textos. Ao ler um texto, o morador talvez
acentue as palavras erradas, ou nenhuma. O que se pode fazer? Via
de regra, é melhor esclarecer o sentido por meio de uma aplicação
do texto. Depois da aplicação, pode-se dirigir atenção especial dire-
tamente às palavras na Bı́blia que transmitem o ponto.
EXERC
´
ICIOS:
(1) Analise um texto que você pretende usar no serviço de campo. Treine a
leitura com sentimento apropriado. Tendo em mente como pretende usá-
lo, leia o texto em voz alta com ênfase na(s) palavra(s) certa(s). (2) Numa
publicação de estudo corrente, escolha um parágrafo que contenha textos
transcritos. Analise como são usados. Assinale as palavras que transmitem
a ideia do argumento. Leia o parágrafo inteiro em voz alta, acentuando ade-
quadamente os textos.
152 Leitura de textos com ênfase adequada
ENSINAR requer mais do que apenas ler versı́culos da Bı́blia. O após-
tolo Paulo escreveu ao seu associado Timóteo: “Faze o máximo
para te apresentar a Deus aprovado, obreiro que não tem nadade
que se envergonhar, manejando corretamente a palavra da verdade.”
— 2 Tim. 2:15.
Isso significa que a nossa explanação dos versı́culos tem
de ser coerente com o que a própria Bı́blia ensina. Exige
levar em conta o contexto, em vez de simplesmente sele-
cionar expressões que nos agradem e acrescentar nossas
próprias ideias. Por meio do profeta Jeremias, Jeová aler-
tou contra os profetas que diziam falar “da boca de
Jeová”, mas que, na realidade, apresentavam “a visão do
seu próprio coração”. ( Jer. 23:16) O apóstolo Paulo aler-
tou os cristãos contra a contaminação da Palavra de Deus
com filosofias humanas, ao escrever: “Temos renunciado
às coisas dissimuladas, que são vergonhosas, não andan-
do com astúcia, nem adulterando a palavra de Deus.” Naqueles dias,
vendedores de vinho desonestos adicionavam água ao vinho para
que rendesse mais e os lucros aumentassem. Nós não adulteramos a
Palavra de Deus por misturá-la com filosofias humanas. “Não somos
vendedores ambulantes da palavra de Deus, assim como muitos ho-
mens são”, declarou Paulo, “mas falamos em sinceridade, sim, como
enviados por Deus, sob a vista de Deus, em companhia de Cristo”.
— 2 Cor. 2:17; 4:2.
Ocasionalmente, você talvez cite um texto para realçar um princı́-
pio. A Bı́blia está repleta de sólidos princı́pios orientadores para lidar
com uma ampla variedade de situações. (2 Tim. 3:16, 17) Mas é pre-
ciso certificar-se de explicar corretamente o texto e de não usá-lo de
maneira errada, dando a impressão de que ele diz o que você quer que
22APLICAÇ ˜AO CORRETA DOS TEXTOS
���������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������
O que você deve fazer?
Certificar-se de que todas as aplicações de textos bı́blicos se
harmonizem com o contexto e com a Bı́blia como um todo.
As aplicações devem harmonizar-se também com o que o
“escravo fiel e discreto” tem publicado.
POR QUE
´
E IMPORTANTE?
´
E algo sério ensinar a Palavra
de Deus. A vontade de Deus
é que as pessoas venham a
ter “um conhecimento exato
da verdade”. (1 Tim. 2:3, 4)
Isso nos impõe o dever de
ensinar corretamente a Pala-
vra de Deus.
153
diga. (Sal. 91:11, 12; Mat. 4:5, 6) A aplicação tem de estar em harmo-
nia com o propósito de Jeová e ser coerente com a inteira Palavra de
Deus.
‘Manejar corretamente a palavra da verdade’ inclui também captar
o espı́rito do que a Bı́blia diz. Ela não é um “cassetete” para golpear os
outros. Os instrutores religiosos que se opunham a Jesus Cristo cita-
vam as Escrituras, mas fechavam os olhos a assuntos mais relevantes,
que envolviam a justiça, a misericórdia e a fidelidade — qualidades
exigidas por Deus. (Mat. 22:23, 24; 23:23, 24) Ao ensinar a
Palavra de Deus, Jesus refletia a personalidade de seu Pai.
O zelo de Jesus pela verdade era conjugado com profundo
amor pelas pessoas a quem ensinava. Devemos procurar
seguir seu exemplo. — Mat. 11:28.
Como podemos ter certeza de que estamos aplicando
corretamente um texto? Ler regularmente a Bı́blia ajuda.
Temos também de valorizar a provisão divina do “escra-
vo fiel e discreto”, o corpo de cristãos ungidos pelo espı́-
rito, por meio do qual Jeová supre de alimento espiritual
a famı́lia da fé. (Mat. 24:45) O estudo pessoal, bem como
a frequência às reuniões congregacionais, nos ajudarão a
nos beneficiar do ensino fornecido por meio da classe do
escravo fiel e discreto.
Se o livro Raciocı́nios à Base das Escrituras estiver dispo-
nı́vel no seu idioma e você aprender a usá-lo com perı́cia,
terá à sua disposição a orientação necessária para a apli-
cação correta de centenas de textos que são frequentemente usados
no nosso ministério. Se planejar usar um texto pouco conhecido, a
modéstia o induzirá a fazer a pesquisa necessária para que, ao falar,
possa manejar corretamente a palavra da verdade. — Pro. 11:2.
Faça aplicação clara. Ao ensinar outros, certifique-se de que ve-
jam claramente a relação entre o assunto em pauta e os textos usa-
dos. Se você introduzir o texto com uma pergunta, os ouvintes de-
vem poder ver como ele responde a essa pergunta. Se usar o texto
para apoiar uma declaração, certifique-se de que o estudante veja cla-
ramente como o texto prova o ponto em questão.
Apenas ler o texto — mesmo com ênfase — em geral não basta.
Lembre-se, a pessoa mediana não conhece bem a Bı́blia, e provavel-
COMO DESENVOLVER
ESSA HABILIDADE
Leia a Bı́blia com regularida-
de. Estude cuidadosamente
A Sentinela e prepare-se
bem para as reuniões con-
gregacionais.
Certifique-se de saber o sig-
nificado de todas as
palavras nos textos que
pretende usar. Leia com cui-
dado o texto, para entender
corretamente o que diz.
Acostume-se a fazer pesqui-
sas nas publicações cristãs.
154 Aplicação correta dos textos
mente não entenderá o ponto com uma única leitura. Dirija a aten-
ção à parte do texto que se aplica diretamente ao que você está con-
siderando.
Isso em geral exige que se isolem palavras-chave, aquelas que se
aplicam diretamente ao ponto em consideração. O método mais sim-
ples é repetir essas palavras que transmitem o sentido. Se estiver fa-
lando com apenas uma pessoa, poderá fazer perguntas que a ajudem
a identificar as palavras-chave. Ao falar a um grupo, alguns orado-
res preferem alcançar seu objetivo usando sinônimos ou repetindo a
ideia. Mas, se você escolher esse método, cuide de que os ouvintes
não percam de vista a relação entre o ponto em questão e as palavras
do texto.
Tendo isolado as palavras-chave, você lançou um bom fundamen-
to. Prossiga, complementando o assunto. Você deixou claro na in-
trodução do texto por que o está usando? Nesse caso, saliente como
as palavras que foram destacadas se relacionam com a expectativa
que você criou nos ouvintes. Explique claramente qual é essa relação.
Mesmo que não tenha feito a introdução do texto de maneira tão cla-
ra, deve haver alguma complementação.
Os fariseus fizeram a Jesus uma pergunta que achavam ser difı́cil, a
saber: “
´
E lı́cito que um homem se divorcie de sua esposa por qual-
quer motivo?” Jesus baseou a resposta em Gênesis 2:24. Note que ele
focalizou a atenção em apenas uma parte do texto e, em seguida, deu
a explicação necessária. Tendo destacado que o homem e sua esposa
se tornam “uma só carne”, Jesus concluiu: “Portanto, o que Deus pôs
sob o mesmo jugo, não o separe o homem.” — Mat. 19:3-6.
Quanta explicação se deve dar para tornar clara a aplicação de um
texto? O que deve determinar isso é o tipo de assistência e a impor-
tância do ponto em questão. Procure sempre falar com simplicidade
e sem rodeios.
Raciocine à base das Escrituras. A respeito do ministério do após-
tolo Paulo em Tessalônica, Atos 17:2, 3 nos diz que ele ‘raciocinava à
base das Escrituras’. Esta é uma habilidade que todo servo de Jeová
deve procurar desenvolver. Por exemplo, Paulo relacionou fatos da
vida e do ministério de Jesus, mostrou que esses haviam sido predi-
tos nas Escrituras Hebraicas e, em seguida, concluiu enfaticamente:
“Este é o Cristo, este Jesus, que eu vos publico.”
Aplicação correta dos textos 155
Quando escreveu aos hebreus, Paulo citou muitas vezes as Escritu-
ras Hebraicas. Para enfatizar ou esclarecer determinado ponto, com
frequência ele isolava uma palavra ou uma frase curta e, em seguida,
explicava seu significado. (Heb.12:26, 27) No relato em Hebreus, ca-
pı́tulo 3, Paulo citou o Salmo 95:7-11. Note que, em seguida, ele se
deteve em explicar três partes desse trecho: (1) a referência ao cora-
ção (Heb. 3:8-12), (2) o significado da expressão “hoje” (Heb. 3:7, 13-
15; 4:6-11) e (3) o significado da declaração: “Não entrarão no meu
descanso” (Heb. 3:11, 18, 19; 4:1-11). Procure seguir esse exemplo
sempre que esclarecer a aplicação de um texto bı́blico.
Observe a eficiência com que Jesus raciocinou à base das Escritu-
ras, no relato em Lucas 10:25-37. Certo homem versado na Lei per-
guntou: “Instrutor, por fazer o que hei de herdar a vida eterna?” Em
resposta, Jesus primeiro pediu ao homem que expressasse o seu pró-
prio conceito a respeito e, em seguida, frisou a importância de fazer
o que a Palavra de Deus diz. Quando ficou claro que o homem não
entendia o ponto, Jesus se deteve na explicação de uma única palavra
do texto — “próximo”. Em vez de simplesmente defini-la, ele usou
uma ilustração para ajudar o homem a chegar por si mesmo à con-
clusão correta.
´
E evidente que, ao responder a perguntas, Jesus não citava textos
que simplesmente dessem uma resposta direta e óbvia. Ele analisava
o que esses diziam e então os aplicava ao assunto em questão.
Quando a esperança da ressurreição foi questionada pelos sadu-
ceus, Jesus focalizou a atenção numa parte especı́fica de
ˆ
Exodo 3:6.
Mas não se limitou a citar o texto. Ele raciocinou a respeito dele para
mostrar claramente que a ressurreição é parte do propósito de Deus.
— Mar. 12:24-27.
Dominar a arte de raciocinar correta e eficazmente à base das Escri-
turas contribuirá de forma decisiva para você se tornar um instrutor
perito.
EXERC
´
ICIO
Raciocine a respeito do significado de 2 Pedro 3:7. Será que esse texto prova
que a Terra será destruı́da por fogo? (Ao definir “terra”, considere também
o que significa “céus”. Que textos mostram que “terra” pode ser usado em
sentido figurado? Quem, ou o que, será realmente destruı́do, conforme de-
clara o versı́culo 7? Como isso se harmoniza com o que ocorreu nos dias de
Noé, conforme mencionado nos versı́culos 5 e 6?)
156 Aplicação correta dos textos
QUER fale a uma só pessoa, quer a uma grande assistência, não con-
vém presumir que seu assunto interessará aos ouvintes só porque
você está interessado nele. A sua mensagem é importante, mas se
você não esclarecer o valor prático é provável que não consiga reter
por muito tempo o interesse da assistência.
Isso se aplica até mesmo aos ouvintes num Salão do Rei-
no. Talvez prestem atenção quando você usa uma ilustra-
ção ou conta uma experiência que ainda não conhecem.
Mas talvez deixem a mente vaguear quando você fala so-
bre coisas que já sabem, em especial se não forem usadas
como base para esclarecimentos adicionais.
´
E preciso aju-
dá-los a ver por que e como as suas palavras são de real be-
nefı́cio para eles.
A Bı́blia nos incentiva a pensar em termos práticos.
(Pro. 3:21) Jeová usou João Batista para conduzir o povo à
“sabedoria prática dos justos”. (Luc. 1:17) Trata-se de sabedoria fun-
dada no temor salutar de Jeová. (Sal. 111:10) Os que valorizam essa
sabedoria são ajudados a viver com êxito agora e a alcançar a verda-
deira vida, a futura vida eterna. — 1 Tim. 4:8; 6:19.
Como tornar prático um discurso. Para que seu discurso seja prá-
tico, você precisa pensar bem não só na matéria, mas também nos
ouvintes. Não os encare apenas como grupo. Esse grupo é composto
de indivı́duos e de famı́lias. Pode haver alguns bem jovens, adoles-
centes, adultos e idosos. Pode haver recém-interessados, bem como
alguns que começaram a servir a Jeová antes de você nascer. Al-
guns talvez sejam espiritualmente maduros; outros talvez ainda se-
jam muito influenciados por certas atitudes e práticas do mundo.
Pergunte-se: ‘De que modo a minha matéria vai beneficiar os presen-
tes? Como posso ajudá-los a captar o ponto?’ Talvez decida dar aten-
ção principal a apenas um ou dois dos grupos mencionados acima.
Mas não se esqueça totalmente dos outros.
23ESCLARECER O VALOR PR ´ATICO DA MAT ´ERIA
���������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������
O que você deve fazer?
Ajudar os ouvintes a ver como a matéria afeta a vida deles,
ou como podem usá-la beneficamente.
POR QUE
´
E IMPORTANTE?
Se não puderem ver o va-
lor prático do que você diz,
as pessoas talvez lhe digam
que não estão interessadas,
ou não prestem atenção,
permitindo que a mente
vagueie.
157
E se você for designado para falar sobre um ensino bı́blico básico?
Como pode tornar tal palestra proveitosa para ouvintes que já creem
nesse ensino? Procure fortalecer a convicção deles. Como? Por ra-
ciocinar sobre as evidências bı́blicas que o apoiam. Poderá também
aprofundar o apreço deles por esse ensino bı́blico. Pode-se fazer isso
mostrando sua coerência com outras verdades bı́blicas e com a per-
sonalidade de Jeová. Use exemplos — da vida real se pos-
sı́vel — que mostrem como a compreensão desse ensino
especı́fico tem beneficiado as pessoas e influenciado sua
atitude para com o futuro.
Não se limite a indicar o valor prático da informação
com algumas breves observações finais no discurso. Logo
de inı́cio, toda pessoa na assistência deve pensar: “Isso
é para mim.” Depois de lançar a base, prossiga mostran-
do o valor prático da informação ao desenvolver cada um
dos pontos principais tanto no corpo do discurso como
na conclusão.
Ao mostrar o valor prático, certifique-se de seguir os
princı́pios bı́blicos. O que significa isso? Significa mostrar
o valor prático de maneira amorosa e com empatia. (1 Ped.
3:8; 1 João 4:8) Mesmo lidando com problemas difı́ceis em
Tessalônica, o apóstolo Paulo fez questão de destacar os as-
pectos positivos do progresso espiritual de seus irmãos cris-
tãos ali. E expressou confiança de que, no assunto que es-
tava em discussão, eles desejariam agir de maneira correta.
(1 Tes. 4:1-12) Que excelente padrão para imitar!
A sua palestra visa estimular a participação na pregação e no ensino
das boas novas? Crie entusiasmo e apreço por esse privilégio. Mas te-
nha em mente que o grau de participação das pessoas varia, e a Bı́-
blia leva isso em conta. (Mat. 13:23) Não sobrecarregue seus irmãos
com sentimentos de culpa. Hebreus 10:24 nos exorta a ‘estimular ao
amor e às boas obras’. Se estimularmos ao amor, as obras bem moti-
vadas virão como consequência. Em vez de tentar obrigar as pessoas
a seguir determinado padrão, reconheça que o que Jeová deseja é que
promovamos a ‘obediência por fé’. (Rom. 16:26) Com isso em men-
te, procuramos fortalecer a fé — tanto a nossa como a de nossos ir-
mãos.
COMO FAZER
Ao preparar uma palestra,
leve em conta não apenas a
matéria, mas também os
ouvintes. Apresente-a de
um modo que realmente os
beneficie.
Não se limite a mostrar
o valor prático apenas na
conclusão. Deixe-o evidente
durante toda a palestra.
Ao preparar-se para dar tes-
temunho, tenha em mente
o que preocupa as pessoas
no território.
Ao dar testemunho, escute
o que a pessoa diz, e adap-
te sua apresentação ao que
ela disser.
158 Esclarecer o valor prático da matéria
Como ajudar outros a ver o valor prático da matéria. Ao dar tes-
temunho, não deixe de destacar o valor práticodas boas novas. Para
tanto, é preciso ter em mente o que preocupa as pessoas no seu terri-
tório. Como se pode descobrir isso? Escute as notı́cias, no rádio ou
na televisão. Veja as manchetes no jornal. Também, procure envolver
as pessoas na palestra, e escute quando falam. Talvez descubra que lu-
tam com dificuldades prementes — perda de emprego, pagamento do
aluguel, doença, morte na famı́lia, perigo do crime, injustiça por par-
te de alguém em autoridade, ruptura do casamento, cuidar de filhos,
e assim por diante. Pode a Bı́blia ajudá-las? Com certeza.
Ao iniciar uma palestra, é provável que já tenha um assunto em
mente. No entanto, se a pessoa manifestar mais preocupação com
outra coisa, não hesite em abordar isso, se puder, ou ofereça-se para
voltar com informações úteis. Naturalmente, não ‘nos intrometemos
no que não nos diz respeito’, mas temos prazer em indicar a outros os
conselhos práticos da Bı́blia. (2 Tes. 3:11) O que mais impressionará
as pessoas, é óbvio, são os conselhos bı́blicos que dizem respeito à
própria vida delas.
Se a pessoa não perceber como a nossa mensagem a afeta, talvez
encerre logo a palestra. Mesmo que nos permita falar, deixarmos de
mostrar o valor prático do assunto pode significar que a mensagem
causará pouco efeito na vida dela. Por outro lado, se tornarmos claro
o valor prático da matéria, a palestra poderá ser decisiva na vida da
pessoa.
Ao dirigir estudos bı́blicos, continue a ressaltar a aplicação prática.
(Pro. 4:7) Ajude os estudantes a entender os conselhos, os princı́pios
e os exemplos bı́blicos que lhes indicam como andar nos caminhos
de Jeová. Acentue os benefı́cios de fazer isso. (Isa. 48:17, 18) Assim in-
duzirá os estudantes a fazer as necessárias mudanças na vida. Edifi-
que neles amor a Jeová e desejo de agradá-lo, e permita que a motiva-
ção para aplicar os conselhos da Palavra de Deus venha do ı́ntimo.
EXERC
´
ICIO:
Repasse exemplares de Nosso Ministério do Reino disponı́veis e escolha uma
ou duas apresentações que, no seu entender, sejam especialmente práticas
no seu território. Procure usá-las no serviço de campo.
Esclarecer o valor prático da matéria 159
PALAVRAS são importantes instrumentos de comunicação. Mas,
para que as nossas palavras cumpram um objetivo especı́fico, temos
de selecioná-las com cuidado. Uma palavra que talvez seja apropria-
da numa ocasião pode ter um efeito negativo em outras circunstân-
cias. Se for mal usada, uma expressão espirituosa pode tornar-se uma
“palavra que causa dor”. O uso de tais expressões pode
simplesmente ser impensado, refletindo falta de consi-
deração. Certos termos têm duplo sentido, podendo um
deles ser ofensivo ou depreciativo. (Pro. 12:18; 15:1) Mas
“a boa palavra” — uma palavra encorajadora — alegra o
coração daquele a quem se dirige. (Pro. 12:25) Encontrar
as palavras certas exige esforço, mesmo para o experiente.
Salomão, diz a Bı́blia, via a necessidade de procurar “pa-
lavras deleitosas” e “palavras corretas de verdade”. — Ecl.
12:10.
Em alguns idiomas, certas expressões são usadas para se dirigir a
pessoas de mais idade ou que ocupam cargos de autoridade, ao pas-
so que outras expressões são usadas para se dirigir a colegas ou aos
mais jovens. Desconsiderar tais convenções é considerado indelica-
do ou desrespeitoso.
´
E também de mau gosto aplicar a si mesmo
expressões de respeito que o costume local reserva para outros. Na
questão de honrar, ou mostrar respeito, a norma da Bı́blia talvez seja
mais elevada do que aquilo que a lei ou os costumes locais exijam.
Ela exorta os cristãos a ‘honrar a homens de toda sorte’. (1 Ped. 2:17)
Quem faz isso de coração fala de modo respeitoso a pessoas de qual-
quer idade.
Naturalmente, muitos que não são cristãos verdadeiros usam lin-
guagem grosseira e vulgar. Talvez achem que esse tipo de linguagem
dá mais força ao que dizem. Ou pode simplesmente refletir uma la-
24 ESCOLHA DE PALAVRAS
���������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������
O que você deve fazer?
Usar palavras que exprimam respeito e bondade, que sejam fá-
ceis de entender, que acrescentem variedade à sua palestra e
que transmitam vigor e sentimento apropriados. Usar palavras
ou expressões de acordo com as regras gramaticais.
POR QUE
´
E IMPORTANTE?
Mostra respeito pela mensa-
gem que você apresenta e
revela muita coisa sobre sua
atitude para com os ouvin-
tes. Influencia a reação de
outros ao que você diz.
160
mentável pobreza de vocabulário. Para quem estava acostumado a
usar essa linguagem antes de aprender os caminhos de Jeová pode
ser difı́cil largar o hábito. Mas é possı́vel. O espı́rito de Deus pode
ajudar a pessoa a mudar o seu padrão de linguagem. No entanto, é
preciso também estar disposto a desenvolver um vocabulário repleto
de palavras boas — que transmitam o que é bom, que edifiquem — e
daı́ usar essas palavras regularmente. — Rom.12:2; Efé. 4:29; Col. 3:8.
Linguagem fácil de entender. Um requisito fundamental da boa
linguagem é que seja fácil de entender. (1 Cor. 14:9)
Quem usa muitas palavras desconhecidas pode parecer
que está falando numa lı́ngua estrangeira.
Certas palavras têm um sentido especı́fico entre pes-
soas de determinada profissão. Talvez usem tais termos
diariamente. Usá-los fora desse cı́rculo, porém, pode pre-
judicar a capacidade de comunicação. Além disso, mes-
mo que se use o vocabulário do cotidiano, prender-se a
muitos detalhes pode levar os ouvintes a desviar a mente
para outros assuntos.
O orador consciencioso escolhe palavras que até mes-
mo os de pouca instrução entendem. Imitando a Jeová,
ele mostra consideração ao “de condição humilde”. ( Jó
34:19) Se achar mesmo necessário usar uma palavra pou-
co conhecida, deve usá-la em frases simples que deixem
claro seu sentido.
Palavras simples e bem escolhidas transmitem ideias com grande
vigor. Frases curtas e simples facilitam a compreensão. Elas podem
ser intercaladas com algumas sentenças mais longas, para evitar o es-
tilo telegráfico. Mas, para passar ideias que você faz questão que a as-
sistência grave, prefira palavras simples e sentenças concisas.
Variedade e exatidão de declarações. Boas palavras não faltam.
Em vez de usar sempre as mesmas expressões para todas as situações,
procure variar. Assim a sua linguagem será tanto expressiva como
significativa. Como pode ampliar seu vocabulário?
Ao ler, marque as palavras que não conhece bem e procure-as num
dicionário. Selecione algumas delas e faça um empenho especial de
usá-las, quando for apropriado. Certifique-se da pronúncia certa e de
usá-las num contexto em que sejam prontamente entendidas, e não
COMO MELHORAR
`
A base das sugestões des-
ta lição, selecione apenas
um ponto que você dese-
ja melhorar. Concentre-se
nele por um mês ou mais.
Tenha esse alvo em men-
te ao ler e ao ouvir
oradores capazes. Anote
expressões que deseja
incorporar à sua lingua-
gem. Não demore mais
de um ou dois dias para
usá-las.
Escolha de palavras 161
apenas chamem atenção. Ampliar o vocabulário acrescentará varie-
dade à sua linguagem. Mas é preciso cautela — se a pessoa pronuncia
ou emprega mal uma palavra, outros talvez concluam que ela real-
mente não sabe do que está falando.
Nosso objetivo ao ampliar o vocabulário é informar, não impres-sionar os ouvintes. Linguagem complexa e palavras compridas ten-
dem a atrair atenção para quem fala. Nosso desejo deve ser passar
informações valiosas e torná-las interessantes para quem as ouve.
Lembre-se do provérbio bı́blico: “A lı́ngua dos sábios faz bem com o
conhecimento.” (Pro. 15:2) O uso de palavras bem escolhidas, ade-
quadas e fáceis de entender ajuda a tornar o nosso falar reanimador
e estimulante, em vez de monótono e desinteressante.
`
A medida que ampliar seu vocabulário, procure usar sempre a pa-
lavra certa. Duas ou mais palavras podem ter significados simila-
res, porém ligeiramente diferentes, em diferentes circunstâncias. Se
você reconhecer isso, falará de maneira mais clara e evitará melin-
drar os ouvintes. Ouça atentamente as pessoas que falam bem. Al-
guns dicionários alistam sob cada palavra tanto seus sinônimos (pa-
lavras que têm o mesmo ou quase o mesmo significado) como seus
antônimos (palavras de significado oposto). Assim você encontrará
não apenas expressões variadas para a mesma ideia, mas também di-
ferentes nuanças de sentido. Isso é muito útil quando estiver pro-
curando a palavra certa para uma circunstância especı́fica. Antes de
acrescentar uma palavra ao seu vocabulário, certifique-se de que sai-
ba o que ela significa, sua pronúncia e quando usá-la.
Expressões especı́ficas transmitem um quadro mais claro do que
as genéricas. O orador talvez diga: “Naquele tempo, muitas pessoas
adoeceram.” Ou poderia dizer: “Depois da Primeira Guerra Mundial,
em poucos meses, cerca de 21 milhões de pessoas morreram por cau-
sa da gripe espanhola.” Faz muita diferença quando o orador dei-
xa claro o que quer dizer com “naquele tempo”, “muitas pessoas” e
“adoeceram”! Expressar-se assim exige conhecer os fatos ligados ao
assunto e uma cuidadosa escolha de palavras.
O uso da palavra certa pode também ajudá-lo a ir direto ao pon-
to sem ser verboso. A verbosidade tende a ofuscar ideias. A simplici-
dade facilita aos outros assimilar e reter fatos importantes. Ajuda a
transmitir conhecimento exato. O ensino de Jesus Cristo se destaca-
162 Escolha de palavras
va pela linguagem simples. Aprenda dele. (Veja exemplos em Mateus
5:3-12 e Marcos 10:17-21.) Treine como expressar-se concisamente
com palavras bem escolhidas.
Palavras que transmitem vigor, sentimento, expressividade.`
A medida que amplia seu vocabulário, não pense apenas em pala-
vras novas, mas também em palavras com caracterı́sticas especı́ficas.
Considere, por exemplo, verbos que expressam vigor; adjetivos que
acrescentam um tom vı́vido e expressões do tipo caloroso, com um
traço de bondade, ou que transmitem fervor.
Na Bı́blia há muitos exemplos dessa linguagem significativa. Por
meio do profeta Amós, Jeová exortou: “Buscai o que é bom e não
o que é mau . . . Odiai o que é mau e amai o que é bom.”
(Amós 5:14, 15) Ao Rei Saul, o profeta Samuel declarou: “Jeová ar-
rancou hoje de ti o domı́nio real de Israel.” (1 Sam. 15:28) Ao falar
a Ezequiel, Jeová usou linguagem difı́cil de esquecer, dizendo: “To-
dos os da casa de Israel são de cabeça dura e de coração duro.” (Eze.
3:7) Enfatizando a gravidade da transgressão de Israel, Jeová pergun-
tou: “Porventura roubará o homem terreno a Deus? Mas vós me rou-
bais.” (Mal. 3:8) Ao descrever um teste de fé em Babilônia, Daniel
relatou vividamente que “Nabucodonosor se encheu de fúria” por-
que Sadraque, Mesaque e Abednego se recusaram a adorar a imagem
dele, de modo que mandou amarrá-los e lançá-los na “fornalha de
fogo ardente”. Dando-nos uma ideia da intensidade do calor, Daniel
relatou que o rei mandou seus homens ‘aquecer a fornalha sete ve-
zes mais do que era costumeiro’ — tão quente que, ao se aproxima-
rem dela, os homens do rei morreram. (Dan. 3:19-22) Falando a pes-
soas em Jerusalém alguns dias antes de sua morte, Jesus disse com
profundo sentimento: “Quantas vezes quis eu ajuntar os teus filhos,
assim como a galinha ajunta os seus pintinhos debaixo de suas asas!
Mas vós não o quisestes. Eis que a vossa casa vos fica abandonada.”
— Mat. 23:37, 38.
Palavras bem escolhidas podem transmitir vı́vidas impressões
mentais aos ouvintes. Se você usar palavras atraentes aos sentidos, os
ouvintes vão “ver” e “tocar” nas coisas sobre as quais fala, vão “pro-
var” e “cheirar” os alimentos aos quais se refere, “ouvir” os sons que
descreve e as pessoas que cita. Ficarão absortos no que diz, pois vive-
rão a matéria com você.
Escolha de palavras 163
Palavras que transmitem vividamente as ideias podem levar as pes-
soas a rir ou a chorar. Podem inspirar esperança, infundir em al-
guém deprimido o desejo de viver e estimular no seu coração o amor
ao Criador. Pessoas ao redor da Terra têm sido profundamente in-
fluenciadas pela esperança apresentada em passagens bı́blicas como
Salmo 37:10, 11, 34; João 3:16 e Revelação 21:4, 5.
Ao ler a Bı́blia e as publicações do “escravo fiel e discreto”, obser-
vará uma ampla variedade de palavras e de frases. (Mat. 24:45) Não
permita que se restrinjam à página impressa. Selecione algumas que
lhe agradem e incorpore-as ao seu vocabulário.
Linguagem gramaticalmente correta. Alguns se dão conta de
que nem sempre falam de maneira gramaticalmente correta. Mas o
que podem fazer a respeito?
Se você ainda estiver na escola, aproveite a oportunidade para
aprender bem a gramática e adquirir um bom vocabulário. Se não ti-
ver certeza do motivo de certa regra gramatical, pergunte ao profes-
sor. Não se contente em fazer apenas o mı́nimo necessário. Você tem
uma motivação que os demais alunos talvez não tenham. Seu desejo
é ser um eficiente ministro das boas novas.
Que dizer se você já tem mais idade e cresceu falando uma lı́ngua
diferente da que fala agora? Ou talvez não tenha tido oportunidade
de estudar muito no seu próprio idioma. Não se desanime. Em vez
disso, faça um esforço genuı́no para melhorar, pela causa das boas
novas. Muito do que sabemos de gramática aprendemos por ouvir
outros falar. Portanto, ouça com toda a atenção os discursos de ora-
dores experientes. Ao ler a Bı́blia e publicações relacionadas, obser-
ve a estrutura das sentenças, as palavras que são usadas juntas e o
contexto em que são usadas. Modele a sua própria linguagem à base
desses bons exemplos.
Apresentadores e cantores famosos talvez usem expressões e esti-
los de linguagem contrários à gramática vigente. As pessoas tendem
a imitá-los. Traficantes e outros, cujo inteiro padrão de vida é crimi-
noso ou imoral, muitas vezes têm o seu próprio vocabulário, atri-
buindo a certas palavras um sentido bem diferente do costumeiro.
Não é sensato que os cristãos imitem a qualquer um desses grupos.
Fazer isso nos identificaria com pessoas do mundo e seu modo de
vida. — João 17:16.
164 Escolha de palavras
Habitue-se a usar boa linguagem diariamente. Se a sua linguagem
do dia a dia for descuidada, não espere poder falar bem em ocasiões
especiais. Mas, se você usar boa linguagem no dia a dia, ela fluirá de
maneira fácil e natural, tanto na tribuna como ao dar testemunho da
verdade em particular.
Palavras que desejo acrescentar ao meu vocabulário
Para fins de variedade e exatidão Para transmitir vigor, sentimento ou expressividade
����������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������� ����������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������� ����������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������� �����������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������
���������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������� ����������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������� �����������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������
����������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������� ����������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������� ����������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������� �����������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������
����������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������� ����������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������� ����������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������� �����������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������
����������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������� ����������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������� ����������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������� �����������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������
����������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������� ����������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������� ����������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������� �����������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������
����������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������� ����������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������� ����������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������� �����������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������
����������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������� ����������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������� ����������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������� �����������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������
����������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������� ����������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������� ����������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������� �����������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������
EXERC
´
ICIO:
Ao se preparar para o estudo de A Sentinela ou para o Estudo de Livro
de Congregação desta semana, escolha algumas palavras que não conhe-
ce bem. Procure-as num dicionário, se estiver disponı́vel, ou fale a respeito
de seu significado com alguém que tenha um bom vocabulário.
Escolha de palavras 165
MUITOS ficam apreensivos com a perspectiva de falar usando um es-
boço. Sentem-se mais seguros quando tudo o que vão dizer está escri-
to no papel, ou decorado.
Na realidade, porém, diariamente todos nós falamos sem manus-
crito. Fazemos isso ao conversar com a famı́lia, com os amigos, no
ministério de campo e também ao fazer orações espontâ-
neas, em particular ou em favor de um grupo.
Faz diferença usar um manuscrito ou um esboço ao pro-
ferir um discurso? Ao passo que a leitura de um manus-
crito pode ajudar a garantir a exatidão e a boa linguagem,
tem suas limitações quanto a tocar o coração dos ouvin-
tes. Quando a pessoa lê várias sentenças seguidas, em ge-
ral ela adota um ritmo e uma inflexão diferente da que
usa na conversa informal. Se a sua atenção se focalizar
mais no papel do que na assistência, muitos talvez não ouçam tão
atentamente como fariam caso notassem que você de fato pensa ne-
les e adapta a matéria às suas circunstâncias. Para um discurso real-
mente motivador, o melhor é falar com naturalidade, com base num
esboço.
A Escola do Ministério Teocrático visa nos ajudar na vida diária. Ao
encontrarmos um amigo, não costumamos sacar um pedaço de pa-
pel e ler para ele o que queremos dizer, só para garantir a melhor lin-
guagem possı́vel. No serviço de campo, não levamos um manuscrito
para ler, temendo esquecer alguns pontos que queremos dizer às pes-
soas. Nas suas demonstrações na escola sobre como dar testemunho
nessas circunstâncias, treine para falar da maneira mais natural pos-
sı́vel. Com boa preparação, verá que um esboço (mental ou escrito)
em geral basta para fazê-lo lembrar-se das ideias principais que dese-
ja apresentar. Mas como desenvolver a confiança necessária para fa-
lar usando um esboço?
25 USO DE ESBOÇO
���������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������
O que você deve fazer?
Falar com base num esboço, mental ou escrito, em vez de
usar um manuscrito, lendo palavra por palavra.
POR QUE
´
E IMPORTANTE?
Preparar um esboço

Mais conteúdos dessa disciplina