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Universidade Estácio de Sá PRÁTICA COMO COMPONENTE CURRICULAR EDUCAÇÃO ESPECIAL - CEL0249 Dialogando, Pesquisando e construindo conhecimento Entrevistando um Professor Aluna: Railene Gomes de Souza Padilha de Morais Matrícula: Professora: Regina Fatima Cury Azevedo Curso: História Licenciatura Disciplina: Educação Especial CEL0249 Data: 13/09/2020 Local: Polo Paracatu – Minas Gerais Guarda- Mor - Mg Introdução Nesta entrevista contém questões críticas conceituais relativas às necessidades especiais sobre a visão da professora entrevistada, Ana Paula Vasconcelos Engler, da Escola Classe 2 na região administrativa de Brasília Distrito Federal – Itapuã, onde leciona atualmente. Em sua entrevista ela conta às indigências especiais no contexto da Educação Inclusiva, refletindo sobre as relações entre necessidades especiais e contexto social, caracterizando os diferentes tipos de necessidades especiais e analisando alternativas pedagógicas para possa fazer o seu atendimento educacional e o seu papel como professora, o da família e o da comunidade. Mostrando que a inclusão social é uma ferramenta importante de participação e controle social, e sendo responsável por atuar na garantia de direitos a todos os cidadãos excluído socialmente por alguma deficiência física ou mental. Entrevista Nome do Professor(a): Ana Paula Vasconcellos Engler Escola em que Leciona: Escola Classe 2 do Itapoã Cidade em que Leciona: Itapoã/DF ✓ Qual sua formação? R: Sou formada na área de Educação: Escola Normal de Brasília – 1998 Pedagogia na Universidade de Brasília – 2003 Especialista em Educação Afetiva Sexual – 2008 AEE – Faculdade Estadual de São Paulo – 2014 ✓ Tem algum curso específico de Educação Especial? R: Tenho além do de AEE cursos específicos para atendimentos nas áreas de alfabetização, de técnicas de inclusão, distúrbios educacionais, educação precoce, adaptação de materiais, adequação curricular e outros oferecidos pela EAPE ✓ Quais as características e necessidades específicas que o aluno incluído na turma apresenta? R: Tenho vários alunos nesse ano na minha Sala de Recursos, de diferentes idades e com diferentes deficiências. Tenho uma flor com Síndrome de Down, tenho 5 T.E.A.s, tenho alunos com Deficiência Intelectual, D.F. baixas necessidades, Síndrome Alcoólica Fetal. Não faço meus atendimentos com base nas necessidades especiais deles, mas com base nas suas dificuldades e potencialidades. Procuro fazer em grupos, pois uso muitos jogos como suporte e também para plasticidade Neural. ✓ Como realiza as adaptações necessárias no planejamento da aula? R: Existe um documento formal na Secretaria de Educação do DF que se chama Adequação Curricular Individual do Aluno. Nele, eu e o professor da turma reduzida ou adaptada, elaboramos um plano para o ano do aluno. Adequamos o currículo ideal para o aluno, suas dificuldades, metas, estratégias de ensino, de temporalidade, de espaço. Se precisa de um educador social, se precisa de outras estratégias, e também fazemos os mesmos acertos com a família do estudante. ✓ Quais recursos adaptados estão disponíveis? R: Adaptação de material, de acordo com o que a professora está trabalhando com a turma é possível adaptar o mesmo conteúdo de uma forma que seja facilitadora ao aluno. Referencialmente com recursos visuais, jogos, atrativos para que alcance a atração do aluno. Jogos também são uma excelente forma de conseguir ensinar o que é preciso ao aluno, e são fáceis de confeccionar. Eu faço muitos, e vou emprestando também aos professores. O uso do material concreto é fundamental também, pois tem muitas dificuldades com a abstração dos elementos. Você vai do concreto pro escrito, em passos. ✓ As atividades desenvolvidas promovem a interações entre os diferentes alunos da turma? R: Sempre. Existem muitas vezes que é preciso fazer uma intervenção na sala do aluno, com uma história, um bate papo. Temos os dias específicos para usar campanhas como trilhas sensoriais e outras formas de sensibilizar as crianças. ✓ O tempo e os recursos são adequados? R: Sempre. Esse é o papel da Sala de Recursos também. E eu sou atenta aos recursos, quanto mais atendo ao aluno, mais percebo quais os recursos necessários para alcançar determinadas habilidades. ✓ Ocorrem parcerias entre professor, aluno, a equipe pedagógica e a família do aluno incluído? R: Na minha escola sempre ocorreram. A escola ajuda muito o trabalho da Sala de Recursos e do S.O.E.. Já a família é um pouco mais difícil. Mas com o meu tempo de trabalho posso afirmar que a taxa de sucesso é maior entre os alunos que tem a família empenhada e comprometida, e que também aceita a deficiência e limitações do filho. ✓ Como a avaliação da aprendizagem do aluno com necessidades específicas é realizada? R: A avaliação é feita de acordo com a proposta da adequação curricular, com a legislação vigente também. Quando é possível reter o aluno para que ele faça uma adequação de temporalidade e tenha a oportunidade de se beneficiar em um período de alfabetização, de aprendizagem maior, e percebemos que vai beneficiar o aluno, chamamos a família, fazemos uma reunião com a professora e adequamos o tempo também de permanência numa série/ano. A avaliação é diária, observando as limitações e potencialidades, de forma adaptada. ✓ Quais os maiores desafios enfrentados pelo professor na construção de uma proposta inclusiva de educação? R: O que eu vejo como maior desafio, na minha região de atendimento, são as carências dos educandos. São problemas que nos fazem muitas vezes estar além do desafio de ser professor. Somos muitas vezes psicólogos, agentes de saúde, psiquiatras que entendem de todos os CIDs e muitas vezes até mais que os médicos que os veem apenas uma vez, somos responsáveis pelo bem estar da criança, vamos até a promotoria, conselho tutelar, todos os meios para proteger a criança. E ainda assim há uma sensação de fracasso com o sistema. Não conseguimos protegê-las, não conseguimos alcançar a família que tem um papel fundamental. Conclusão Um dos maiores desafios da minha entrevistada, é suporte familiar, onde algumas famílias não se adaptam ao modo de vida que tem o aluno especial, faltando amor, paciência e compreensão. É possível se adequar a maneira de ensino de cada aluno especial, com estudo, estímulos, dedicação e amor. Promovendo a inclusão social de pessoas com deficiência e pessoas em situação de vulnerabilidade social, mesmo com a inclusão social sendo um conjunto de medidas direcionadas a indivíduos excluídos do meio social, seja por alguma deficiência física ou mental, cor da pele, orientação sexual, gênero ou poder aquisitivo dentro da comunidade. Tendo como objetivo ações que possam possibilitar a todos os cidadãos para que tenham oportunidades de acesso a bens e serviços, como saúde, educação, emprego, renda, lazer, cultura, entre outros.