A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
61 pág.
Apostila Certificação Aneps

Pré-visualização | Página 8 de 20

portador do título avalizado não tem direito a substituição do aval;
· o avalista é devedor solidário até a liquidação do título;
· o credor pode executar o avalista antes mesmo de executar o devedor principal;
· o avalista vincula-se solidariamente ao devedor, no próprio título avalizado;
· a obrigação do avalista é vinculada ao título avalizado;
· o título avalizado só é válido quando comparecem ambos os cônjuges. 
Fiança
É a obrigação acessória assumida por terceira pessoa para garantir o pagamento da obrigação assumida pelo devedor, se a obrigação não for por este cumprida no tempo e nas condições formalmente estabelecidas.
Caracterizam a fiança:
· pressupõe a existência de um contrato principal, da qual é a garantia do credor;
· é obrigatoriamente assumida na forma escrita;
· pode revestir também as formas de fiança bancária e fiança locatícia;
· exige o comparecimento de ambos os cônjuges. 
2.1.11 A alienação fiduciária
A alienação fiduciária em garantia é:
· a garantia que o devedor dá ao credor, em operações de cfrédito direto ao consumidor;
· a extensão dessa forma de garantia para operações no SFI – Sistema Financeiro Imobiliário;
· transferência para o credor do domínio resolúvel e a posse indireta da coisa móvel alienada, independentemente da tradição (entrega) efetiva do bem
O devedor, como depositário do bem, não pode revendê-lo.
O não-pagamento das prestações contratuais constitui esbulho possessório, o que abre ao credor a possibilidade da retomada imediata do bem.
A atualização da legislação prescreve que o credor fiduciário faz a busca e apreensão, pede uma liminar e, se em cinco dias o devedor não pagar, o banco poderá tomar o bem.
Com isso consolidam-se a propriedade e a posse plena e exclusiva do bem no patrimônio do credor fiduciário, cabendo às repartições competentes, quando for o caso, expedir novo certificado de registro de propriedade em nome do credor, ou de terceiro por ele indicado, livre do ônus da propriedade fiduciária.
Para evitar este procedimento, o devedor fiduciante poderá pagar a integralidade da dívida pendente, segundo os valores apresentados pelo credor fiduciário na inicial da ação, hipótese na qual o bem lhe será restituído livre do ônus.
Na sentença que decretar a improcedência da ação de busca e apreensão, o juiz condenará o credor fiduciário ao pagamento de multa, em favor do devedor fiduciante, equivalente a cinqüenta por cento do valor originalmente financiado, devidamente atualizado, caso o bem já tenha sido alienado.
Gravame
É a situação que ocorre quando se financia um veículo, até que o mesmo seja totalmente quitado, junto ao um banco ou uma financeira, ou então quando o veículo não está corretamente documentado.
A baixa no gravame se dá pela extinção da alienação fiduciária em garantia, no cadastro do Detran/PR, mantendo-se o mesmo proprietário, com a emissão de novo Certificado de Registro de Veículo (CRV) e Certificado de Registro e Licenciamento do Veículo (CRLV).
2.1.12 A garantia na captação pelos bancos
Em maio de 2013, decisão do FGC – Fundo Garantidor de Crédito aumentou a garantia bancária para R$ 250 mil, valor semelhante ao que é praticado em outros países, como Estados Unidos ou área do euro, na Europa.
Esta decisão permite que os bancos médios e pequenos modifiquem por completo seus esforços de captação, oferecendo títulos e depósitos de renda fixa em valores desligados da taxa DI, podendo chegar a 1% ao mês – ou até mais – sobre investimentos que interessam à quase totalidade dos investidores em renda fixa no país.
Apenas para raciocinar, um investidor com esposa e dois filhos passa a ter capacidade de investir até um milhão de reais totalmente garantidos, desde que todos os membros da família tenham CPF diverso. Com isso, a renda fixa “referenciada DI” praticada pelos bancos de rede pode sofrer um rude golpe, especialmente nos fundos que captam com essa forma de rendimento, porque as aplicações em fundo não são cobertas pelo FGC.
Estes novos valores de garantia (a garantia anterior era de R$ 70 mil) modificam o perfil de operação de grande parte dos bancos de médio e pequeno porte, bem como das financeiras, que atuam diretamente sobre o crédito massificado, crédito direto ao consumidor e operações consignadas.
São objeto da garantia proporcionada pelo FGC os seguintes Créditos:
· Depósitos à vista ou sacáveis mediante aviso prévio;
· Depósitos de poupança;
· Depósitos a prazo, com ou sem emissão de certificado;
· Depósitos mantidos em contas não movimentáveis por cheques destinadas ao registro e controle do fluxo de recursos referentes à prestação de serviços de pagamento de salários, vencimentos, aposentadorias, pensões e similares;
· Letras de câmbio;
· Letras imobiliárias;
· Letras hipotecárias;
· Letras de crédito imobiliário;
· Operações compromissadas que têm como objeto títulos emitidos após 8 de março de 2012 por empresa ligada.
Não são cobertos pela garantia ordinária os demais créditos, incluindo:
· As aplicações em fundos de investimento;
· Os depósitos, empréstimos ou quaisquer outros recursos captados ou levantados no exterior;
· As operações relacionadas a programas de interesse governamental instituídos por lei;
· Os depósitos judiciais;
· Qualquer instrumento financeiro que contenha cláusula de subordinação, autorizado ou não pelo Banco Central do Brasil a integrar o patrimônio de referência das instituições financeiras e das demais instituições autorizadas a funcionar pela referida Autarquia.
2.2 Básico de Matemática Financeira
2.2.1 Conceitos básicos
Matemática Financeira é uma ferramenta útil na análise de algumas alternativas de investimentos ou financiamentos de bens de consumo.
As principais definições de Matemática Financeira estão descritas a seguir:
	Capital
	· Valor financeiro que está sendo emprestado ou investido
· Principal,
· Valor Atual,
· Valor Presente
· Valor Aplicado
· Present Value (nas calculadoras financeiras)
	Montante
	· Soma do Capital com os juros.
· Valor Futuro
· Future Value (nas calculadoras financeiras)
	Juros
	· Remuneração do Capital empregado em alguma atividade produtiva.
· Remuneração pelo empréstimo do dinheiro
	Taxa de juros
	· Remuneração que será paga ao dinheiro emprestado, para um determinado período, expressa da forma porcentual, em seguida da especificação do período de tempo a que se refere: 8 % a.a. - (a.a. significa ao ano), 10 % a.m. - (a.m. significa ao mês).
	Parcela ou Prestação
	· Valor pago pelo tomador do empréstimo (ou receptor do investimento).
	Payback
	· Tempo decorrido entre o investimento inicial e o momento no qual o lucro líquido acumulado se iguala ao valor desse investimento.
	Desconto
	· Abatimento que o devedor faz jus quando antecipa o pagamento de um título ou quando o mesmo é resgatado antes de seu vencimento
· Juro cobrado por um intermediário para antecipar o recebimento de um título
· Pode ser desconto simples ou desconto composto (também chamado de racional)
Nota: Se a taxa de juros for mensal, trimestral ou anual, os períodos deverão ser respectivamente, mensais, trimestrais ou anuais, de modo que os conceitos de taxas de juros e períodos sejam compatíveis, coerentes ou homogêneos.
2.2.2 O juro
Juro é o valor da remuneração do dinheiro.
É pago pelo financiado ao financiador.
O juro pode ser:
	Taxa básica de juro
	menor taxa de juros vigente em um país, funcionando como taxa de referência para todos os contratos.
É também a taxa nas operações interbancárias.
	Taxa de juro
	taxa porcentual cobrada como remuneração do capital para empréstimos, crédito ou financiamentos de dinheiro
	Taxa de juro simples
	Juro calculado sobre o montante inicial
	Taxa de juro composto
	Juro calculado sobre o montante inicial acrescido de seus próprios juros
	Taxa de juro nominal
	valor do juro num contrato de financiamento
	Taxa de juro real
	juro nominal menos a taxa de inflação do período.
	Taxa de juro pós fixado
	Juro calculado sobre o montante final
	Taxa de juro pré fixado
	Juro calculado sobre o montante inicial
	Taxa de juro legal