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CÓDIGO DE HAMURABI 1-) ANTIGUIDADE: já na antiguidade encontramos documentos que se preocupam com a tutela dos Direitos Humanos. Importante observar que os valores das sociedades antigas eram muito diferentes das atuais e, por consequência os direitos protegidos também eram diversos dos atualmente tutelados. Dentre os documentos encontrados na antiguidade podemos destacar dois, a saber: - Código de Hamurabi: criado em 1649 a.C. , século XVII a.C., conjunto de normas mais antigas, elaborado pelo Rei Hamurabi. Código de Hamurabi uma compilação de 282 leis da antiga Babilônia (atual Iraque). Na verdade, como o Código de Hamurabi é a única legislação daquele povo, ele não deveria receber tal nomenclatura, tendo em vista que não se apresenta da maneira de um código, noção que foi concebida após o Código Civil Napoleônico. Vale lembrar que o este código é uma legislação que está composta por vários fragmentos, sendo alguns civis, outros penais, alguns referentes ao direito do trabalho, etc. Ligado ao povo babilônico. A normatização contida nesse código regulava a conduta das pessoas na sociedade e, as regras variavam de acordo com o “status” da pessoa na comunidade. A sociedade babilônica tinha por base a desigualdade. AWELUM: classe mais numerosa, são os homens livres, casta mais alta, cujas compensações por injúrias havidas contra eles eram maiores, em que pese o valor das multas a serem por eles pagas era alto, quando cometiam tal ato. Formada por os cidadãos, proprietários, camponeses, artesãos e comerciantes. MUSHKENUM: Em posição intermediária, são os semi-livres, entre livres e escravos homens livres desclassificados (plebe), muitas vezes estrangeiros. Homens livres, mas de classe inferior à anterior, com obrigações mais brandas. WARDUM: escravos marcados que podiam ter propriedades. Resultante, sobretudo, da guerra, mas também determinada pelo nascimento, em virtude de sua hereditariedade. As disposições presentes no Código contemplam todas as classes, mas podemos observar que a legislação é feita com total parcialidade em favor da classe superior, os “awilum”. A maior parte dos artigos dão a entender que somente eles possuem direitos, pois frequentemente lemos a palavra awilum, e não qualquer expressão mais genérica que demonstraria imparcialidade. As penas aplicadas eram: a-) pena de morte: por afogamento, na fogueira, forca e empalação; b-) multilações corporais: cortar língua, orelha, seio; arrancar olhos ou dentes; c-) outras infames O código tinha como objetivo implantar Justiça na Terra, com vistas a destruição do mal e o triunfo do forte sobre o fraco. Visava ainda o bem estar do povo. Não havia diferença entre assuntos civis, religiosos e morais. Baseado na lei de Talião “Olho por olho, dente por dente”. A despeito do que muitos pensam; talião não é um nome próprio. O termo vem do latim talionis, que significa “como tal”, “idêntico”. Daí termos a pena que se baseia na justa reciprocidade do crime e da pena, frequentemente simbolizada pela expressão “olho por olho, dente por dente”. Pontos principais do código de Hamurabi: · Não cumprimento de contrato.[2] · lei de talião (olho por olho, dente por dente); · falso testemunho; · roubo e receptação; · estupro; · família; · escravos; · ajuda de fugitivos. LEI DAS DOZE TÁBUAS: “LEX DUODECIM TABULARUM” é a antiga legislação onde s encontra a origem do direito romano. Ela é o centro da Constituição da República Romana e base para as legislações escritas e não escritas da época. Surge com ela o princípio da publicidade, já que as tábuas onde foi escrita foram afixadas no Fórum Romano para que as pessoas pudessem ter acesso a seu conteúdo. Nelas, está contida a igualdade de direitos entre as diversas classes sociais. IDADE MÉDIA (476 a 1453): marco inicial a tomada do Império Romano do Ocidente pelos povos bárbaros e findou, com a tomada de Constantinopla pelos turcos-otomanos. Apesar desta tomada ter ocorrido pelo conflito armado, trouxe maior proteção às pessoas, do que outrora havia. O documento de maior importância nesse período foi a MAGNA CHARTA LIBERTATUM SEU CONCORDIAM INTER REGEM JOHANNEN POR CONCESSIONE LIBERTATUM ECCLESIAE ET TEGNI ANGLIAE (Grande Carta das Liberdades, ou Concórdia entre o Rei João e os barões para a outorga das liberdades da Igreja e do Rei Inglês) de 1215 A Magna Carta restringiu os poderes do Rei João da Inglaterra, por esse documento por ele assinado e que alcançava seus sucessores, abriu-se mão do exercício do poder absoluto pelo Monarca. Conhecido como João sem Terra, pois por ser o filho mais novo não recebeu terras como herança, diferente de seus irmãos mais velhos. Tal carta foi oriunda da divergência havida entre o Rei João, o Papa Inocêncio III e os barões ingleses sobre o exercício do Poder Absoluto do Rei e a partir desse documento o rei teve seu poder restringido, admitindo que a vontade do monarca estaria submissa a lei, devendo assim obedecer os ditames legais. IDADE MODERNA (1453 a 1789): teve início com a tomada de Constantinopla pelos turcos-otomanos e findou com a Revolução Francesa, tendo como característica principal a proteção definitiva dos Direitos Humanos. Tratado de Westphalia (Alemanha 1648) finda a guerra dos 30 anos (1618 a 1648) com base em conflitos religiosos entre católicos e protestantes. Primeira vez em que num documento escrito foi utilizada a designação de ESTADO e estabeleceu hoje o que conhecemos como princípio da igualdade formal entre os Estados, no sentido de reconhecimento. Habeas Corpus Act: (Inglaterra 1679): lei do parlamento Inglês que teve como finalidade robustecer o conhecido Habeas Corpus, visando tutelar a liberdade individual contra a prisão ilegal, abusiva e arbitrária, disciplinando o instituto já existente. Bill of Rights (Inglaterra 1689): trouxe em seu bojo a normatização contida na Magna Carta de 1215, além de proibir pena inusitadas e cruéis. Consagrou o direito de petição e a independência do parlamento, com vistas à separação dos poderes. Com tal instrumento o povo teria o direito de liberdade de expressão, liberdade política e tolerância religiosa(não a liberdade). Declaração de Direitos da Virgínia (EUA 1776): com concepção iluminista, anterior a Declaração da Independência dos EUA. De acordo com tal declaração, todo poder emana do povo e em seu nome deve ser exercido. Preceitua que todo ser humano é titular de direitos fundamentais, tal como: a vida, a liberdade, busca da felicidade e direito à resistência. Declaração da Independência dos EUA (EUA 1776): ato inaugural da democracia moderna, na qual ficou declarada a independência das 13 colônias da América do Norte e Reino Unido. Consta do texto a representação do povo com a poder do Estado restrito e a inalienabilidade dos direitos humanos. Constituição dos EUA (1787), proveniente da Convenção de Constitucional da Pensilvânia (Filadelfia). Seus autores foram influenciados pelo pacifismo e contrários ao uso político-econômico das fuerras. Segundo Constituição mais antiga que ainda está em vigor, já que a de San Marino tem vigência desde o ano de 1600 até a atualidade. Tem como escopo a autonomia política dos Estados que compõe a Federação Americana e um poder central forte. Pode ser modificada mediante Emendas, atualmente são 27. As dez primeiras emendas são conhecidas como CARTA DE DIREITOS DOS EUA (1791), onde estão presentes dos direitos básicos do cidadão frente ao Estado. IDADE CONTEMPORÂNEA: teve início com a Revolução Francesa (1789) e ainda não findou Declaração de Direitos do Homem e do Cidadão (França 1789): com inspiração na Revolução Americana (1776) e nos ideias iluministas. Aprovada pela Assembléia Constituinte da França. Preâmbulo e 17 artigos contendo ideais libertários e liberais, com vistas as liberdades e direitos fundamentais do Homem. Seu objetivo principal foi dar caráter universal aos princípios: LIBERDADE, IGUALDADE E FRATERNIDADE. Prega: ESTADO LAICO, DIREITO DE ASSOCIAÇÃO POLÍTICA, PRINCÍPIO DA RESERVA LEGAL, PRINCÍPIO DA ANTERIORIDADE, PRINCÍPIO DO ESTADO DE INOCÊNCIA,PRINCÍPIO DA LIVRE MANIFESTAÇÃO DO PENSAMENTO. Preconiza ainda que o direito de liberdade, propriedade, segurança e resistência à opressão são direitos naturais e imprescritíveis. Constituição Mexicana (1917): vige até os tempos atuais, em que pese ter havido diversas alterações. Marco da afirmação dos Direitos Humanos de Segunda Dimensão. Características principais: anticlericalismo, sensibilidade social, nacionalismo, deu ensejo aos fundamentos da reforma agrária (primeira a ocorrer na America latina) Elenca direitos trabalhistas e previdenciários, qualificando-os como direitos fundamentais, bem como as liberdades individuais e direitos políticos. Constituição Alemã ou Constituição de Weimar: (1919): a Alemanha assinou o tratado de Versalhes em 1919 e a partir daí precisou romper com o passado e elaborar novo texto que contivesse novos direitos, com destaque à proteção do ser humano. A assinatura do tratado de Versalhes foi um choque para o povo Alemã, já que por ele se reconheceu a independência da Áustria, perdendo todas as colônias arquipelagicas e as localizadas na África, além de admitir restrição ao tamanho de seu exército e se obrigar a ressarcir todos os países vencedores da Primeira Guerra Mundial. Marcos da afirmação dos Direitos Humanos de Segunda Dimensão, afirmando em seu artigo 1º QUE TODO PODER EMANA DO POVO. Previu ainda direitos trabalhistas e previdenciários como fundamentais, determinando que o indivíduo tem garantia à vida, à liberdade, à religião, à instrução e à vida econômica.