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1-O que você entende por contabilidade de custo e quais as suas principais finalidades?
Quando você produz ou presta serviços, tem despesas envolvidas na tarefa, correto? Um método eficaz e racional de analisá-las é a partir da chamada contabilidade de custos, uma subdivisão da contabilidade geral, que é o registro de tudo aquilo que incide sobre o que é oferecido ao cliente.
Em português claro: tudo o que você desembolsa para obter o produto ou serviço que vende é alvo da contabilidade de custos.
Os resultados dessa análise servem como subsídio para uma gestão mais eficiente, ágil e inteligente, permitindo realizar ajustes pontuais e imediatos, evitando prejuízos ou tratando as suas consequências em tempo.
Como é possível perceber ao observar o conceito da contabilidade de custos, esse é um instrumento fundamental para a saúde financeira da empresa. Com ele, você irá responder a uma questão-chave para qualquer negócio: qual o seu real custo de produção? Ou quanto custa prestar o serviço que você se dispôs a oferecer ao cliente?
De posse dessa informação, pode identificar não apenas um objetivo da contabilidade de custos, mas vários outros.
2- Faça um relato sobre a evolução da contabilidade de custo.
A contabilidade de custos surgiu com a Revolução Industrial, no final do século XVIII. Em decorrência da transformação no processo produtivo, as empresas necessitaram de controles mais específicos para a apuração do preço dos produtos. O sistema inicialmente desenvolvido visava a avaliar os custos de transformação dos processos e da mão-de-obra empregada.
  Através do surgimento das atividades ferroviárias, telegráficas e de grandes empresas varejistas, foram desenvolvidos os conceitos de margem operacional (razão entre receita e custos operacionais), margem bruta (receita de vendas menos custos operacionais e compras) e de giro de estoques. Nesse período, foram desenvolvidos, também, a integração da contabilidade industrial em relação à contabilidade geral, o aperfeiçoamento da movimentação e registros das matérias-primas, a apuração e forma de contabilização dos custos com mão-de-obra, a inclusão de itens relevantes na produção do custo com mão-de-obra e o surgimento dos primeiros indícios conceituais dos custos fixos, custos variáveis e custo padrão.
  Em meados de 1915, a contabilidade de custos ganha completude, através das técnicas do fluxo de custos e com a utilização adequada de métodos de rateio. Grande parte das empresas já utilizava o custeio por absorção. Com o aparecimento da administração científica e sua busca pela otimização da produção, os padrões físicos desenvolvidos por esses cientistas foram transformados em padrões de custos, configurando o início do custo padrão.
  Por volta de 1925, as empresas estavam em acelerado crescimento, e as transformações nos processos produtivos eram contínuas. A contabilidade, que estava voltada para os processos internos, não conseguiu acompanhar o ritmo das organizações, o que acarretou em distorções no controle de custos. Com a crise de 1929, a contabilidade foi desacreditada, e obrigaram-se as entidades a padronizarem os métodos contábeis. Nessa mesma década, começou a surgir na academia a figura do custeio variável, pois pesquisadores na época começaram a diferenciar os custos que variavam com a produção e os custos que independiam do processo produtivo.
  Podem ser destacados os trabalhos realizados por J. Maurice Clark, que foi um dos primeiros e mais influentes autores a defender a distinção entre a parcela da despesa que variava na proporção direta das mudanças de produção (custos variáveis), e os custos que não são afetados por aumentos ou decréscimos na produção (custos fixos). (STARK, 2007, p. 5)
  Na década de 80, percebeu-se que os métodos tradicionais de custeio não atendiam às necessidades das organizações, pois houve diversas transformações no ambiente empresarial, como: a diminuição da mão-de-obra direta, a maior representatividade dos custos indiretos e a diminuição do volume de estoque, que chamaram a atenção para a necessidade de um controle de custos adequado à nova realidade. Surgiu então o custeio baseado em atividades (ABC – activity-based costing), que se preocupou em fornecer informações precisas, tempestivas e direcionadas em nível operacional e estratégico.
3-Porque é necessário que as empresas industriais tenham um bom sistema de custo 
As empresas industrias tem uma maior produção, isto dificulta o rateio correto de todos os custos, por isso é importante que ela tenha um bom sistema.
4-Os Fatores de custo de um produto em uma empresa industrial são os mesmo em uma empresa comercial ? Justifique sua resposta.
Não, na empresa industrial o custo e composto da soma dos componente acrescido do serviço para produzi-los e dos demais gastos, enquanto que na comercial o custo é o valor pago já pelo produto pronto
5-Qual foi o motivo principal para o surgimento da contabilidade de Custo ?
A Contabilidade de Custo surgiu pela necessidade de avaliar estoques nas indústrias, por volta do século XVIII, quando acontecera a Revolução Industrial e teve como base a Contabilidade Financeira ou Contabilidade Geral, que foi sendo desenvolvida na Era Mercantilista para servir de grande base estrutural para as empresas comerciais.
6-Quais os novos campos da contabilidade de custos? Quais suas funções nesses campos?
A questão trata do tema CONTABILIDADE DE CUSTOS, importante ferramenta no contexto da Contabilidade. Em termos simples, a Contabilidade de Custos trata dos gastos envolvidos na produção dos produtos e serviços (quanto foi gasto para produzir um bem ou um serviço). Praticamente, temos dois tipos de custos:
DIRETOS - são essenciais para a produção do bem. Como exemplo, podemos destacar a matéria-prima.
INDIRETOS - não são identificados na produção. Como exemplo, podemos citar como exemplo, a depreciação de uma máquina.
São novos caminhos para a Contabilidade de Custos:
INVESTIMENTO DE CAPITAL - ajudar na gestão de risco de um determinado investimento;
PROJETOS AMBIENTAIS - ajudar a verificar a viabilidade econômica do projeto como um todo;
POLÍTICAS PÚBLICAS GOVERNAMENTAIS - ajudar a verificar a viabilidade econômica do projeto como um todo;
7- Porque a Contabilidade de Custo passou a ser encarada como um eficiente forma de auxílio no desempenho gerencial .
A contabilidade de custos se faz necessária devido à importância da apreciação dos dados contábeis para facilitar o desenvolvimento e a implantação da estratégia adotada pelas organizações, pois a contabilidade não é um fim em si mesma, mas um meio de ajudar a empresa a atingir  seus objetivos.
 Para entender o que significa realmente a contabilidade de custos é preciso entender o conceito da mesma. Contabilidade e custos para Leone,”A Contabilidade de Custo é o ramo da contabilidade que se destina a produzir informações para os diversos níveis gerenciais de uma entidade, como auxilio às funções de determinação de desempenho, de planejamento e controle das operações e de tomada de decisão”.
8-Qual o papel da Contabilidade de Custo no que tange a decisão gerencial ?
A preocupação primeira dos Contadores, Auditores e Fiscais foi a de fazer da Contabilidade de Custos uma forma de resolver seus problemas de mensuração monetária dos estoques e do resultado, não a de fazer dela um instrumento de administração. Por essa não utilização de todo o seu potencial no campo gerencial, deixou a Contabilidade de Custos de ter uma evolução mais acentuada por um longo tempo.
Em razão do crescimento das empresas, com o consequente aumento da distância entre administrador e ativos e pessoas administradas, passou a Contabilidade de Custos a ser encarada como uma eficiente forma de auxílio no desempenho dessa nova missão, a gerencial.
9-Quais os elementos que compõem o custo do produto na Contabilidade de Custo ? Teça comentários sobre eles.
Custos de produção, ou Custo Industrial, são todos os gastos incorridos na produção de bens.
Há três elementos que compõemo custo de produção: Custos dos materiais diretos; Custos da mão-de-obra direta e Custos indiretos de fabricação.
Os materiais diretos são aqueles que integram fisicamente o produto ou se destinam ao seu acondicionamento, e são facilmente quantificados no produto. Os materiais diretos compreendem:
Matéria-prima: material principal na composição do produto. Ex.: madeira.
Material secundário: complementa a matéria-prima na elaboração do produto. Ex.: cola, parafusos, pregos.
Material de embalagem: acondiciona o produto. Ex.: caixas, pacotes.
Integra o valor desses materiais, em regra, todos os gastos incorridos para colocar o Ativo em condições de uso ou de venda. Assim, os gastos com frete, seguros, impostos (não-recuperáveis), etc. integram o valor dos materiais vistos acima, além do custo próprio do material.
Além disso, existem as chamadas perdas normais de materiais diretos (por exemplo, serragem de madeira, evaporação), que fazem parte do processo de fabricação e devem ser integrados no custo desses materiais.
CUSTO DA MÃO-DE-OBRA DIRETA
A mão-de-obra direta é aquela relativa ao pessoal que trabalha diretamente sobre o produto em elaboração, desde que se possa mensurar o tempo gasto no processo e quem executou o trabalho.
O custo da mão-de-obra direta é composta por:
Salários: contraprestação do serviço prestado pelo empregado ao empregador.
Encargos sociais: demais gastos que a empresa tem com o funcionário. Ex.: horas extras, férias (pagos diretamente na folha de pagamento), INSS 20%, FGTS (incidentes sobre a folha de pagamento).
CUSTOS INDIRETOS DE FABRICAÇÃO
São os gastos que ocorrem no processo produtivo mas não podem ser identificados e quantificados em cada produto. Como são custos relacionados à produção, são rateados para sua apropriação ao produto.
Os custos indiretos de fabricação compreendem:
Materiais indiretos: não integram fisicamente o produto, mas são necessários à fabricação dos mesmos. Por exemplo, graxas, lixas, lubrificantes, etc.
Os materiais diretos de difícil quantificação ou de pequeno consumo, como colas, parafusos, etc. são considerados indiretos.
Mão-de-obra indireta: constituída pelo pessoal da área fabril que não age diretamente na elaboração dos produtos, como por exemplo, gerentes e supervisores.
Outros custos indiretos: são os demais gastos incorridos na área fabril, como depreciação das máquinas e equipamentos, aluguel do prédio da fábrica.
10-Porque depois da Revolução Industrial a Contabilidade Financeira não mais supriu as necessidades das empresas ?
Até meados do século XVIII, a Contabilidade servia como uma forma de medir e controlar o patrimônio do proprietário, isso em função dos modelos de empresa da época que eram voltados basicamente para a agropecuária, o comércio e a fabricação de produtos de forma artesanal.
Com o passar dos anos, foram surgindo outros modelos de empresas, como as grandes corporações, inclusive as multinacionais. A utilização da contabilidade, portanto, se tornava a partir daí, fundamental passando a ser utilizada como um importante instrumento para se manter um controle sobre o patrimônio da empresa e prestar contas e informações sobre gastos e lucros tanto ao ambiente interno como externo.

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