Prévia do material em texto
Mecânica dos Solos I SOLO: ESTRUTURA; PARTÍCULAS CONSTITUINTES E PROPRIEDADES (Aula 2) Profa. Muriel B. de Oliveira 2 ESTRUTURA DOS SOLOS O estudo das partículas: forma de diferenciar o tipo de solo. Quanto a natureza das partículas, o solo é constituído por grãos minerais, podendo ter matéria orgânica. Na fração grossa predominam os grãos silicosos, enquanto caulinitas, montmorilonitas e ilitas são os minerais com maior presença nas frações argilosas. Estrutura: está relacionada com o arranjo das partículas; Textura: está relacionada com a forma e o tamanho das partículas. 2.1 MINERAIS ARGÍLICOS 2.1 MINERAIS ARGÍLICOS 2.1 MINERAIS ARGÍLICOS 2.2 SISTEMA SOLO-ÁGUA A combinação entre a força de atração e de repulsão das partículas resulta na formação da estrutura dos solos, podendo ter a estrutura floculada, quando o contato das partículas está entre faces e arestas. Através da adesão de moléculas de um fluido ou estrutura dispersa com as partículas se posiciona paralelamente, face a face. ✓ TIPOS DE ESTRUTURAS 2.3 SISTEMA SOLO-AR-ÁGUA O solo é constituído de uma fase sólida e uma fase líquida ou fluida, a fase fluida ocupa os vazios existentes na fase sólida e é constituída de uma fase líquida de água e uma fase gasosa de ar. 2.3 SISTEMA SOLO-AR-ÁGUA Os solos não saturados apresentam em seu interior vazios de ar em formas de bolhas oclusas ou em forma de canalículos intercomunicados. Quando a água mantém contato com o ar, as moléculas orientam-se devido a variação de atração química, podendo ser medida através do estudo da tensão superficial. A força resultado que forma a diferença de pressão é chamada de tensão de sucção, responsável por vários fenômenos da mecânica dos solos, entre eles a ascensão capilar 2.3.1 FASE SÓLIDA A fase sólida do solo é caracterizada pelo seu tamanho, forma, distribuição e composição mineralógica dos grãos. Os tipos de estrutura floculada ou dispersa estão presentes em solos argilosos. Nos solos granulares (areias), temos as areias fofas e areias compactas. Nos siltes temos a estrutura alveolar. 2.3.1 FASE SÓLIDA 2.3.2 FASE LÍQUIDA Existem três formas de a água interagir com o solo: água livre, capilar e adsorvida. A água livre é aquela que preenche o vazio dos solos, mas pode circular devido a ação da gravidade ou estar em repouso devido ao equilíbrio hidrostático. A água capilar é aquela que se encontra presa às partículas de solo por meio de forças capilares, cuja a tensão superficial da água nos contatos solo-água-ar provoca seu fluxo entre os interstícios capilares formados entre as partículas sólidas. 2.3.2 FASE LÍQUIDA A água adsorvida é aquela que forma uma película aderida às partículas dos solos finos devido a ação de forças elétricas em desequilíbrio na superfície dos argilo-minerais. A transmissão de esforços pelos contatos dos grãos faz com que ela se submeta a grandes pressões, fazendo com que se comporte como um sólido na vizinhança da partícula de solo. 2.3.2 FASE LÍQUIDA A água higroscópica pode ser definida como a quantidade máxima de água, em percentagem, que o solo absorve para entrar em equilíbrio com a umidade atmosférica na temperatura ambiente. Esse tipo de água não se movimenta nem por capilaridade, nem na forma de água livre, mas somente na forma de vapor d’água. A água de constituição é a água presente na própria composição química das partículas sólidas. Esta água não é retirada utilizando-se os processos de secagem tradicionais. 2.3.2 FASE LÍQUIDA 2.3.3 FASE GASOSA Esta fase geralmente é composta pelo ar, presente na interface de contato do solo com a atmosfera ou na forma de bolhas de ar presentes no interior da fase líquida. A parte gasosa do solo é a mais compressiva e, portanto, determinante em sua deformação. A umidade relativa ar presente no solo é próxima dos 100%. 2.4 ESTRUTURA DE SOLO ARGILOSO A tensão superficial formada entre a água e os vazios pequenos dos solos cria uma variação de tensão que é representada por uma curvatura, onde a curva ilustra a diferença de tensão entre os dois fluídos. 2.5 PROPRIEDADE DAS PARTÍCULAS Para calcularmos o peso específico das partículas do solo é necessário aplicarmos a equação 2.1. Onde: 𝜸𝒔− peso específico das partículas; 𝑷𝒔−peso da substância sólida; 𝑽𝒔−unidade de volume. 2.5 PROPRIEDADE DAS PARTÍCULAS A razão entre os valores encontrados na equação 2.1 e o peso de igual volume da água a 4º C é a densidade relativa das partículas. Este parâmetro de cálculo está representado na equação 2.2. Onde: 𝑮− densidade relativa das partículas; 𝜸𝒘− peso igual volume de água; 𝜸𝒂− 1 g/cm³ peso específico da água a 4º C. 2.6 FORMA DAS PARTÍCULAS As partículas dos solos influenciam na formação das características e propriedades do solo e seu formato é o principal contribuinte desta influência. Poligonais angulares: este tipo de partícula não possui suas dimensões definidas logo, são irregulares. Exemplos de solos: areia, siltes e pedregulhos; Poligonais arredondadas: está partícula possui uma forma arredondada pelo fato de ter sido transportada pela ação da água. Exemplo de solo: seixo rolado; 2.6 FORMA DAS PARTÍCULAS Lamelares: São semelhantes a lamelas ou escamas, suas dimensões predominantes permitem criar a característica de compressibilidade e de plasticidade. Exemplo de solo: argila; Fibrilares: Possuem uma dimensão predominantes, com características de solos turfosos. Exemplo de solo: orgânico. 2.7 ATIVIDADE DA SUPERFÍCIE DOS SOLOS FINOS As atividades físicas e químicas resultados desta carga é chamada de atividade da superfície do mineral, o resultado desta atividade possibilita a classificação da argila. De acordo com Skempton, esta atividade pode ser definida pela equação 2.3 utilizando a razão entre o índice de plasticidade e a porcentagem em peso das partículas com diâmetros menores que 0,002 mm. A partir do resultado da equação 2.3 classificamos as argilas em inativas, normais ou ativas. 2.8 BENTONITAS Com esta propriedade de inchamento as bentonitas são muito usadas nas vedações de barragens e escavações, este processo é realizado aplicando injeções de bentonitas. A argila aplicada possui característica estruturais com elevada capacidade de troca de cátions, é pegajosa e possui uma tendência a se fraturar durante o processo de esfriamento e aquecimento. Sua característica de plasticidade também é ideal para a fabricação de objetos de porcelana. 2.9 TIXOTROPIA 2.10 COLAPSIBILIDADE O solo colapsível é um solo não saturado com sua estrutura instável e porosa, que sofre deformações bruscas e significativa redução de volume quando está sobre a ação da água sendo submetido ou não a tensão. CIMENTAÇÃO: Cristalização de material carreado pela água que percola pelos vazios (espaço de vazios deixados pelas partículas sólidas), preenchendo-os e dando coesão ao material. 2.10 COLAPSIBILIDADE 2.11 SENSIBILIDADE (SENSITIVIDADE) 2.11 SENSIBILIDADE (SENSITIVIDADE) Com o resultado do índice de sensibilidade é possível classificar o solo argiloso, esta classificação obedece uma escala, da argila insensível até a argila muito sensível. A Tabela 2.1 detalha a classificação do solo argiloso utilizando o resultado do índice de sensibilidade. 2.11 SENSIBILIDADE (SENSITIVIDADE) REFERÊNCIAS • BASTOS, C.A.B. Mecânica dos Solos. Notas de Aula. [S.l.]: Departamento de Materiais e Construções, Fundação Universidade Federal do Rio Grande, 2002. • BODÓ, B.; JONES, C. Introdução à Mecânica dos Solos. 1° ed. - Rio de Janeiro Ed. Livros Técnicos e Científicos, 2017. • CAPUTO, H. P. Mecânica dos Solos e suas Aplicações. vol. 1. 7° ed. Rio de Janeiro: Ed. Livros Técnicos e Científicos, 2016. • CAPUTO, H. P. Mecânica dos Solos e suas Aplicações. vol. 3. 7° ed. Rio de Janeiro: Ed. Livros Técnicos e Científicos, 2016. • PINTO, C. S. Curso Básico de Mecânica dos Solosem 16 aulas. 3° ed. São Paulo: Oficina de Textos, 2006.