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1 Questão Assinale a alternativa cuja variedade linguística é a coloquial. A gente não sabe mais o que fazer. 2 Questão Podemos dizer que o " falar diferente": Constitui um " mito" na Língua portuguesa, uma vez que esta possui vários registros orais, dependendo da localidade onde se está inserido. 3 Questão Os Parâmetros Curriculares Nacionais orientam: A questão não é falar certo ou errado e sim saber que forma de fala utilizar, considerando as características do contexto de comunicação, ou seja, saber adequar o registro às diferentes situações comunicativas. É saber coordenar satisfatoriamente o que falar e como fazê-lo, considerando a quem e por que se diz determinada coisa. É saber, portanto, quais variedades e registros da língua oral são pertinentes em função da intenção comunicativa, do contexto e dos interlocutores a quem o texto se dirige. ( PCN ¿ L.P.,1997, p. 26) . Entende-se nesse trecho que deve-se ensinar: o aluno a compreender melhor a sociedade em que vive, o que ela espera de cada um lingüisticamente e o que podemos fazer usando as variações lingüísticas do português. 4 Questão Considere o texto a seguir: Norma culta? É preciso repensar o ensino de português no Brasil. Nas escolas obviamente se enaltece o ensino da norma culta por se achar que ela é a única representação correta de uma língua. Ora, sabemos atualmente que o conceito de certo e errado em língua não é mais que meramente uma questão social. Demonstramos nosso preconceito lingüístico ao dizermos que em tal lugar se fala melhor que em outro. No fundo, estamos expressando um preconceito social e discriminando aqueles que não falam a língua culta por considerá-los pessoas ignorantes, provenientes de classes subalternas, que provavelmente jamais aprenderão a falar e escrever corretamente. Pensamos sempre que o diferente é pior. A verdade é que o modo de falar revela a origem das pessoas. Costumeiramente rejeitamos um falante da modalidade não-padrão porque o associamos à sua origem, e não porque fala de maneira diferente. E falar de maneira diferente não significa não ser capaz de aprender a modalidade culta. Todos nós usamos diferentes níveis de linguagem o tempo todo, de acordo com a situação em que usamos a língua e/ou para nos adequarmos a nossos interlocutores. O fato é que a língua culta, o português padrão é uma abstração. O nosso português, a língua que verdadeiramente falamos não está nas gramáticas, está na boca do povo. Por que aqueles que falam a língua padrão seriam melhores? Apenas por pertencerem à elite ou por possuírem uma educação formal? Já é hora de a escola ensinar a norma culta, sim, mas como uma opção a mais, e não como a única opção lingüística, respeitando os falares de todos nós, falantes nativos do português brasileiro. Sandra Kezen (professora e coordenadora do Laboratório de Línguas da Faculdade de Direito de Campos e da Faculdade de Odontologia de Campos). Segundo a professora Sandra Kesen: I. como hoje o registro formal (a norma culta) não é mais usado, a escola não deve ensinar essa variedade lingüística. II. todas as variedades lingüísticas, inclusive a norma padrão, devem contempladas pelos professores de Língua Portuguesa em sua prática docente. III. as variedades lingüísticas usadas pelo povo são tão importantes quanto a norma culta. IV. já que devem ser concebidos como erros lingüísticos, os falares populares e regionais não devem ser valorizados pela escola. Estão corretas apenas as proposições: II e III. 5 Questão Em uma escola, a Professora Maria preocupada com a forma dos alunos se expressarem, pois apresentavam problemas de concordância verbal, resolveu intensificar os exercícios gramaticais; a Professora Julia resolveu o problema, pedindo que os alunos só utilizassem a norma culta.O Professor Jair nvestiu na norma culta de forma natural sem se mportar com o aluno. A Professora Nair fez uma reunião com os pais para sondar os valores da comunidade a qual as crianças pertencem e a partir daí planejar suas aulas Essa situação revela que o ensino de Língua Portuguesa ainda gera muita polêmica. A opção que demonstra uma metodologia que compreende a heterogeneidade da língua, é A professora Nair revelou estar preparada para trabalhar com as manifestações linguísticas da língua. 6 Questão O estudo do dialeto padrão que compreende a norma culta Insere-se no domínio da variação diastrática 7 Questão A modalidade culta da e uma língua se distingue das demais variedades explicitamente: Pela particularidade de cuidar da língua no rigor da forma e conteúdo, conforme a norma culta padrão. 8 Questão Leia, com atenção, o trecho abaixo extraído de um encarte colecionável sobre Língua Portuguesa: A Gramática é a disciplina que orienta e regula o uso da língua, estabelecendo um padrão de escrita e de fala baseado em diversos critérios: o exemplo de bons escritores, a lógica, a tradição ou o bom senso. A matéria-prima dessa disciplina é o sistema de normas que dá estrutura a uma língua. São essas normas que definem a língua padrão, também chamada língua culta ou norma culta. Assim, para falar e escrever corretamente é preciso estudar a Gramática. A tarefa não é das mais simples: as regras são muitas e nem sempre precisas. Sendo um organismo vivo, a língua está sempre evoluindo, o que muitas vezes resulta num distanciamento entre o que se usa efetivamente e o que fixam as normas. Isso não justifica, porém, o descaso com a Gramática. Imprecisa ou não existe uma norma culta e toda pessoa deve conhecê-la e dominá-la, mesmo que seja para propor modificações. Quem desconhece a norma culta tem um acesso limitado às obras literárias, artigos de jornal, discursos políticos, obras teóricas e científicas, enfim, a todo um patrimônio cultural acumulado durante séculos pela humanidade. (In: Help! Língua Portuguesa, Diário Catarinense, p. 62) No quadro das discussões do trecho acima, considera-se que o ensino de língua portuguesa deve assumir a seguinte orientação: Uma das funções da escola é possibilitar o domínio do padrão escrito. Portanto, uma das primeiras tarefas da escola, do ponto de vista do ensino da gramática, é ampliar o domínio de recursos lingüísticos por parte do aluno.