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Cocos+Gram-positivos+Estreptococos+e+Enterococos+

Slides sobre cocos Gram-positivos (Streptococcus, Enterococcus e Staphylococcus). Apresenta estruturas bacterianas, identificação morfológica, coloração de Gram, classificação por hemólise e grupos de Lancefield, lista de espécies e doenças clínicas associadas a vários Streptococcus.

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COCOS GRAM POSITIVOS
Streptococcus
Enterococcus
Profa.: Isana Feitosa Lima
Estruturas Bacterianas
As bactérias são seres unicelulares
Células procarióticas
Membrana plasmática
Citoplasma
Parede celular
Profa.: Isana Feitosa Lima
Identificação Morfológica
Profa.: Isana Feitosa Lima
Grupamentos Morfológicos
Diplococos Estreptococos Estafilococos 
Neisseria gonorrhoeae
Profa.: Isana Feitosa Lima
Grupamentos Morfológicos
Bacilos Diplobacilos Estreptobacilos
Profa.: Isana Feitosa Lima
Classificação das Bactérias 
A bactéria pode ser classificada conforme a espessura de sua parede
celular.
 Gram-positiva
 Gram-negativa
Profa.: Isana Feitosa Lima
Coloração de Gram
Gram-positiva: Possuem em sua parede celular muitas camadas de
peptidoglicano, tornando-as espessas e rígidas e com isso retêm o corante cristal-
violeta durante o procedimento, mantendo uma coloração violeta a púrpura.
Gram-negativa: Parede celular composta por uma camada mais fina de
peptidoglicano e uma membrana externa formada por uma bicamada de
fosfolipídios, proteínas e Lipopolissacarídeo (LPS), onde o corante cristal violeta
não se fixa, apresentando uma coloração vermelha.
Profa.: Isana Feitosa Lima
Profa.: Isana Feitosa Lima
Cocos Gram Positivos de Interesse Clínico 
Gênero Staphylococcus spp.
Gênero Streptococcus spp.
Gênero Enterococcus spp.
Profa.: Isana Feitosa Lima
Staphylococcus:
S. aureus
S. epidermidis
S. saprophiticus
S. haemolyticus
Streptococcus:
 S. pyogenes
 S. agalactiae
 S. pneumoniae
 S. bovis
 S. viridans
Enterococcus
Classificação de Cocos Gram+
 E. faecalis
 E. faccium
Profa.: Isana Feitosa Lima
Gênero Streptococcus spp
Família: Streptococcaceae
Cocos Gram-positivos
Fazem parte da microbiota normal da boca, pele, intestinos e trato respiratório superior.
Colônias lineares, dispostos em cadeias (às vezes aos pares).
Catalase negativo => distinção de Staphylococcus
Aeróbicos e anaeróbicos facultativos.
Imóveis e não formam esporos
Profa.: Isana Feitosa Lima
Classificação dos Streptococcus spp
Classificação quanto ao grau de hemólise (hemólise β, α ou γ)
De acordo com os tipos de reação hemolítica em meio sólido contendo 5% de sangue
de carneiro.
Classificação de Lancefield (grupos A até V)
Sorotipagem de acordo com o tipo de polissacarídeo presente na parede celular
bacteriana.
Profa.: Isana Feitosa Lima
Classificação quanto ao grau de hemólise
Beta hemolíticas (total): positiva para Streptococcus pyogenes. Forma um halo
branco ao redor da bactéria;
Alfa hemolíticas (parcial): positiva para Streptococcus pneumoniae. Forma um halo
esverdeado ao redor da bactéria
Gama hemolíticas (Não hemolíticas): positiva para Streptococcus viridans ou
Enterococcus spp. Sem halo.
Profa.: Isana Feitosa Lima
Classificação quanto ao grau de hemólise
Profa.: Isana Feitosa Lima
Classificação dos Lancefield
Profa.: Isana Feitosa Lima
Profa.: Isana Feitosa Lima
Importância Clínica dos Streptococcus spp
São capazes de causar diversas doenças nos seres humanos.
Dentre as mais frequentes estão as infecções do trato respiratório, pele e tecidos
moles, endocardites, sepse e meningites.
Streptococcus pneumoniae, o pneumococo, é um dos agentes que mais
frequentemente causam doenças invasivas graves, como meningite e bacteremia.
Profa.: Isana Feitosa Lima
Streptococcus pyogenes
Grupo A de Lancefield
São β-hemolíticos
Encontrados no trato respiratório superior e lesões cutâneas.
Faringite estreptocócica ImpetigoErisipela Fasciíte necrosante 
Profa.: Isana Feitosa Lima
Streptococcus pyogenes
Grupo A de Lancefield
São β-hemolíticos
Encontrados no trato respiratório superior e lesões cutâneas.
Piodermite Febre reumática 
Glomerulonefrite
pós-infecciosa
Profa.: Isana Feitosa Lima
Streptococcus agalactiae
Maioria são do grupo B de Lancefield.
β-hemolíticos ocasionalmente não hemolítico. Anaeróbicos facultativos
Presentes nas mucosas do trato genito-urinário e intestinal
Febre puerperal Meningite neonatalEndometrite Sepse
Profa.: Isana Feitosa Lima
Streptococcus bovis
Grupo D de Lancefield.
β ou α-hemolítico, ocasionalmente não hemolítico,.
Encontrados no trato gastrointestinal
Abcessos Doença maligna do cólonInfecções urinárias Endocardite
Profa.: Isana Feitosa Lima
Streptococcus pneumoniae
Pneumococo α-hemolítico
Não grupável na classificação de Lancefield, não possui polissacarídeo específico
Estão presentes na nasofaringe e causa doenças como infecções do trato
respiratório, sinusites, pneumonia, otite, meningite e sepse.
Pneumonia Otite média Meningite Sepse
Profa.: Isana Feitosa Lima
Streptococcus viridans
 α-hemolítico ou não hemolítico.
Não grupável na classificação de Lancefield, não possui polissacarídeo específico
Flora normal da boca, faringe e trato genito-urinário
Causa doenças como, infecções no trato genito-urinário, e cáries
Abcessos Infecções de feridasCáries Endocardite
Profa.: Isana Feitosa Lima
Staphylococcus:
S. aureus
S. epidermidis
S. saprophiticus
S. haemolyticus
Streptococcus:
 S. pyogenes
 S. agalactiae
 S. pneumoniae
 S. bovis
 S. viridans
Enterococcus
Classificação de Cocos Gram+
 E. faecalis
 E. faccium
Profa.: Isana Feitosa Lima
Gênero Enterococcus spp
Família: Streptococcaceae
Cocos Gram-positivos, dispostos aos pares ou em cadeias curtas
Habitualmente não hemolítico
Resistência plasmidial à vários antibióticos
Fazem parte da microbiota normal do ser humano, principalmente do trato
gastrointestinal.
Podem ser isolados em indivíduos saudáveis em outras localizações como pele, região
peri-anal, via hépato-biliar e em secreções de orofaringe e vaginal.
Profa.: Isana Feitosa Lima
Importância Clínica dos Enterococcus spp
Os E. faecalis e E. faecium são os mais associados a manifestações clínicas.
Oportunistas reconhecidos como causa importante de infecções hospitalares
Causam infecções como
Infecções do trato urinário
Infecções de sítio cirúrgico 
e intra-abdominais
Endocardite bacteriana Sepse
Identificação de Streptococcus spp.
1) Caracterização de hemólise em meio ágar sangue de carneiro a 5%
2) Teste de sensibilidade à bacitracina
3) Teste de CAMP
4) Prova da Optoquina
5) Teste de PYR
6) Teste de Bile Esculina
7) Tolerância ao NaCl 6,5%
Profa.: Isana Feitosa Lima
Caracterização de Hemólise em Meio Ágar sangue
A capacidade de lisar as hemácias, em meio ágar sangue de carneiro à 5% , determina a 
classificação como bactérias β-hemolíticas, α-hemolíticas e γ-hemolíticas .
α-hemolítica 
Hemólise Parcial 
γ-hemolítica 
Não hemolítica
β-hemolítica 
Hemólise Total 
Zona esverdeada ao 
redor da colônia. 
Zona com transparência 
ao redor da colônia 
O meio permanece 
inalterado 
Profa.: Isana Feitosa Lima
Teste de sensibilidade à Bacitracina 
Utilizada para a identificação de Streptococcus pyogenes (β-hemolítico)
Realizar a semeadura em meio de ágar sangue de carneiro;
Colocar um disco de 0,04 U de bacitracina;
 Incubar 12 horas (overnight) a 35ºC
Positivo para S.pyogenes: formação de qualquer halo de inibição ao redor do disco
indicando sensibilidade
Profa.: Isana Feitosa Lima
Teste de sensibilidade à Bacitracina 
Resistente à bacitracina 
S. agalactiae 
Sensível à bacitracina 
S pyogenes
Profa.: Isana Feitosa Lima
Teste de CAMP
Utilizado para a identificação de S. agalactiae (β-hemolítico)
Os S. agalactiae secretam fator CAMP.
Fator CAMP (Christie-Atkins-Munch-Petersen: pesquisadores que descobriram o
fenômeno). É uma proteína secretada com propriedades formadoras de poros e
que tem sido relatada como importante fator de virulência dos S. agalactiae
Os Staphylococcus aureus secretam β-hemolisina.
A interação entre o fator CAMP produzido pelos Streptococcus com a β-hemolisina
dos Staphylococcus aureus provoca um sinergismo da hemólise (ponta da seta).
Profa.: Isana Feitosa Lima
Testede CAMP
Na metade da placa de ágar sangue, semeia-se de ponta a ponta, uma amostra de
Staphylococcus aureus produtor de β-hemolisina.
Semear perpendicularmente (90°) a bactéria a ser testada, sem que haja o contato
com a estria de Staphylococcus aureus;
Incubar em 37°C durante 24 horas.
Teste positivo:
Observação de uma hemólise em ponta de seta que indica S. agalactiae
Profa.: Isana Feitosa Lima
Teste de CAMP
Teste de CAMP positivo: 
Streptococcus agalactiae
Grupo B
Teste de CAMP negativo
Streptococcus pyogenes
Grupo A
Obs.: Hemólise em ponta
de seta
Profa.: Isana Feitosa Lima
Prova da Optoquina
Utilizada para identificação de Streptococcus pneumoniae. (α-hemolítico)
Semear em meio ágar sangue;
colocar o disco de optoquina de 6 mm contendo 5 µg da droga;
Incubar a 35°C por 24h;
Fazer a leitura do halo de inibição do crescimento bacteriano;
Positivo para Streptococcus pneumoniae: formação de halo ≥ 14 mm indica que a
cultura é sensível à optoquina.
Profa.: Isana Feitosa Lima
Prova da Optoquina
Sensível à Optoquina 
Formação de halo ≥ 14 mm
Enterococcus spp
Sensível Resistene
Profa.: Isana Feitosa Lima
Teste de PYR 
(pirrolidonil arilamidase)
O teste de PYR determina a atividade da enzima pyrrolidonil arilamidase produzida
pelo S. pyogenes;
Os demais estreptococos β-hemolíticos não produzem a enzima PYR
Colônias β-hemolíticas de enterococos podem ser confundidas com S. pyogenes, pois
ambas apresentam positividade neste teste.
Profa.: Isana Feitosa Lima
Teste de PYR 
(pirrolidonil arilamidase)
Colocar um disco de PYR sobre uma lâmina;
Pingar uma gota de água destilada estéril
Realizar um esfregaço sobre o disco de PYR umedecido;
Aguardar alguns minutos e colocar 1 gota do reagente PYR. A reação ocorrerá até 1 min.
Teste de PYR positivo apresenta a cor vermelha e indica S. pyogenes e Enterococcus spp
Resultado negativo: O aparecimento de coloração amarela ou alaranjada indica;
Positivo Negativo
Profa.: Isana Feitosa Lima
Teste de Bile Esculina
O Ágar bile esculina é um meio seletivo para Streptococcus bovis e Enterococcus spp.
Esculina presente no meio é hidrolizada, formando esculetina e dextrose. A esculetina
reage com sais de ferro presentes no meio tornando-o enegrecido.
Semear colônias em meio bile-esculina e incubar por 24h a 37°C
Bile-Esculina positiva: Presença de cor enegrecida no meio é indicativa da presença de
hidrólise (Streptococcus bovis e Enterococcus spp)
Profa.: Isana Feitosa Lima
Teste de Bile Esculina
Bile-Esculina positiva:
 Streptococcus bovis (Grupo D)
 Enterococcus sp
Profa.: Isana Feitosa Lima
Tolerância ao NaCl 6,5%
Verificar a capacidade do microrganismo crescer em altas concentrações de sal.
Utilizado para diferenciar Enterococcus spp. de Streptococcus spp.
O meio utilizado é o BHI caldo, que normalmente contém 0,5% de NaCl e aumenta-se
a concentração para 6,5% tornando um meio semi-seletivo para alguns microrganismo.
A turvação do meio indica crescimento bacteriano.
Positividade para Enterococcus spp.
Profa.: Isana Feitosa Lima
Tolerância ao NaCl 6,5%
Inocular 2 a 3 colônias em caldo BHI suplementado com 6,0% de NaCl
Incubar a 35°C por até 72 h.
A turvação do meio indica crescimento bacteriano
Positivo: Enterococcus spp
Negativo: Streptococcus spp
+ -
Profa.: Isana Feitosa Lima
Identificação de Streptococcus spp.
Profa.: Isana Feitosa Lima
Identificação de Streptococcus spp.
Enterococcus spp
Profa.: Isana Feitosa Lima
Identificação de Streptococcus spp.
Profa.: Isana Feitosa Lima
Profa.: Isana Feitosa Lima

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