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Universidade Federal do Agreste de Pernambuco
Unidade Acadêmica de Garanhuns
Engenharia de Alimentos
Disciplina: Cálculo 1
Estudo Dirigido 4
Docente: Hudson Cavalcante da Silva
Discentes: Agnys Mikaelly de Lima Silva, Jessica Porfírio Severo, João Paulo Alves
Marinho e Lindembergson Carlos Monteiro Moreno.
ASSÍNTOTA
Dizemos que uma reta é uma assíntota de uma curva, quando um ponto ao mover-se ao
longo da parte extrema da curva se aproxima dessa reta. Em outras palavras a reta
assintótica e a curva fica arbitrariamente próximas a medida que se afastam da origem do
sistema de coordenadas. Freqüentemente no esboço de curva surgem estas retas que
podem dar significados importantes na interpretação.
Assíntota Horizontal
Dizemos que a reta y = b (b constante) é uma assíntota horizontal do gráfico de uma função
f, se pelo menos uma das afirmações for verdadeira:
Assíntota Vertical
Dizemos que a reta x=a (a constante) é uma assíntota da vertical do gráfico de uma função
f, se pelo menos uma das afirmativas forem verdadeira:
Exemplos:
Exemplo 1: F(x)= x−2
x −x2
Encontrar o domínio da função f (x) :
Sabendo que o denominador da fração: deve ser diferente de 0, logo temos:x−2
x −x2
x − ≠ 2 0 ⇒ x ≠ 2
Logo o domínio D da função f (x) é: D x x = ∈ ≠ { ℝ | 2}
calcular o limite de f (x) quando x tende a 2. Se esse limite for igual a ± ∞ tem-se uma
assíntota vertical:
= = f(x)=lim
x→2
± x−2
x −x2 lim
x→2
± 0
2 ± ∞ ⇒ lim
x→2
±
± ∞
Logo se tem uma assíntota vertical de equação x = 2 .
Para encontrar assíntotas horizontais, basta calcular o limite de f (x) quando x tende a ± ∞ :
lim
x→∞ x−2
x −x2
Para calcular este limite, pode-se utilizar a regra para cálculos de limites com divisão de
polinômios e x tendendo a ± ∞ :
x f(x)=lim
x→∞ x
x2 ⇒ lim
x→∞
⇒ lim
x→∞
∞
Logo não existe assíntota horizontal para esta função.
Com relação a assíntota vertical de f (x) , pode-se dizer que quando x se aproxima de 2, a
função f (x) aumenta muito ou diminui muito, dependendo se nos aproximarmos de x pela
esquerda ou pela direita
Exemplo 2: y = x −32
(x−1)2
Para não confundir a função com uma equação, irá ser escrito y(x)y = x −32
(x−1)2
Encontrando o domínio da função y(x):
Sabendo que o denominador da fração deve ser diferente de 0, logo tem:x −32
(x−1)2
( 1) 0 x − ≠ ⇒ x ≠ 1
Logo x = 1 não faz parte do domínio da função y(x), então calcula-se o limite da
função y(x) quando x se aproxima de 1 para ver o que ocorre com a função. Caso a
função se aproxima de ± ∞ , x = 1 será assíntota vertical.
Calculando o limite de y(x) quando x se aproxima de 1 pela direita:
= = y(x)=lim
x→1
±
x −32
(x−1)2
lim
x→1
± 0
−2 ± ∞ ⇒ lim
x→1
− ∞
Portanto tem-se uma assíntota vertical de equação x =1.
Para encontrar assíntotas horizontais, basta calcular o limite de y(x) quando x tende
a ± ∞ :
lim
x→∞
x −32
(x−1)2
⇒ lim
x→∞
x −32
x −2x+12
Para calcular este limite, basta usar a regra de cálculos de limites com polinômios
quando x tende à ± ∞ :
y(x)=lim
x→∞ x
x2 ⇒ lim
x→∞
1
Portanto a equação y = 1 representa uma assíntota horizontal.
Interpretação Geométrica
1. Considerando y=f(x)=x2. O coeficiente angular da reta tangente ao gráfico de
f no ponto (1,1) é 2.
2 Considerando agora y=f(x)=x3. O coeficiente angular da reta tangente ao gráfico
de f no ponto (-1,-1) é 3.
considere a situação geral, para chegar a uma conclusão também geral.
A taxa de variação média de uma função num intervalo [x0, x0+Dx] contido em seu
domínio, é o quociente . Geometricamente, o significado desse quociente, como
podemos ver na figura, é o coeficiente angular da reta que passa pelos pontos
(x0,f(x0)) e (x0+Dx, f(x0+Dx)). Uma vez que esses dois pontos pertencem ao gráfico
da função, dizemos que essa reta é secante ao gráfico. Observe que o coeficiente
angular da reta é a tangente trigonométrica do ângulo - medido no sentido
anti-horário - que a reta forma com o eixo horizontal.
Quando fazer-se Dx®0, a reta secante genérica tende à posição limite de reta
tangente ao gráfico de f no ponto (x0, f(x0)) e o quociente tende ao coeficiente
angular da reta em sua posição limite.
Dessa maneira, diz que, se existe o limite e é finito,
ele é o coeficiente angular da reta tangente ao gráfico de y=f(x) no ponto de
abscissa x0, isto é, (x0, f(x0)) é o ponto de tangência.
Chamando q o ângulo que a reta tangente forma com o eixo horizontal, medido no
sentido anti-horário, temos
Finalmente, como a equação da reta que passa por um ponto (x0,y0) e tem coeficiente
angular m é dada por,
pode-se, através da taxa de variação instantânea da função num ponto de seu domínio,
obter a equação da reta tangente ao gráfico da função no ponto (x0, f(x0)), que é, portanto:
Bibliografia
Carneiro, Camila de Paula, et al. “Laboratório de Matemática : Turma 15A”
Laboratório de Matemática : turma 15 A, UFLA, 19 July 2018,
http://www.dex.ufla.br/Ivana/funcoesdefinicao/html/Assintotas.html.
BIZELLI, Maria Helena S. S. Lista de Exercícios 4 – Cálculo I. [S. l.], 6 nov. 2014.
Disponível em: http://www.calculo.iq.unesp.br/PDF/Lista4resolucao.pdf Acesso
em: 16 set. 2020.
GOVERNO DE SÃO PAULO (SP). Universidade de São Paulo. Cálculo Diferencial e
integral: Interpretação geométrica da taxa de variação em um ponto do gráfico de
uma função: a solução do problema da reta tangente a uma curva. [S. l.], 12 dez.
2000. Disponível em:
http://ecalculo.if.usp.br/derivadas/pop-ups/interp_geom.htm#:~:text=Interpreta%C
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C1)%20%C3%A9%202. Acesso em: 16 set. 2020.
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http://ecalculo.if.usp.br/derivadas/pop-ups/interp_geom.htm#:~:text=Interpreta%C3%A7%C3%A3o%20geom%C3%A9trica&text=Consideremos%20y%3Df(x)%3D,1%2C1)%20%C3%A9%202.
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