Prévia do material em texto
Resumo Prova 2 - EPI 2 Ajustes estruturais, necessidades básicas e necessidades de capitalização FMI BAER, M. e L., Samuel. “Marco Teórico e Estratégias do FMI” , p. 63-90. Fundo Monetário Internacional e Banco Mundial. S. Paulo. Brasiliense, 1987. Sua política não segue modelos rígidos, mas que adapta as situações de diferentes países. O Fundo foi projetado dentro de uma perspectiva teórica baseada na livre circulação de capitais e mercadorias entre os países. Na américa latina, a atuação do FMI identificou-se com uma posição monetarista que insistia em entender os déficits da balança de pagamentos e a inflação como frutos de um excesso de demanda, originado em políticas cambiais, monetário-creditícias, fiscais e salariais equivocadas. A similaridade dos diagnósticos e receitas do FMI mantivera-se com tal persistência ao longo dos anos que a sua política se tornou sinônimo de rígida ortodoxia quanto aos conceitos e modos de abordar a luta contra a inflação e os déficits externos como pré-requisitos de todo processo de crescimento econômico. Técnicos analisam as inovações dos últimos 10 anos, e dizem que isso pode ser prova de maior flexibilidade na sua política, respondendo as críticas sobre a falta de adequação de seus esquemas teóricos e de política econômica. Mas tbm foi um produto da dos novos padrões de funcionamento da economia internacional e dos efeitos emergentes de uma crise de acumulação que adquiriu suas máximas expressões na órbita monetário-financeira. FMI teve nova ênfase que é a introdução do enfoque monetário da balança de pagamentos e a necessidade do ajuste estrutural nas suas propostas estabilizadoras. O primeiro, contribuindo para incorporar um conceito de funcionamento aberto ou internacionalizado dos sistemas financeiros e dos mercados de capitais locais, A segunda, reforçando esta visão aberta das economias, ao implicar a subordinação dos sistemas de preços e da alocação dos recursos internos aos vigentes á escala internacional. O “ajuste ou mudança estrutural” foi uma adaptação de propostas feitas e aplicadas pelo Banco Mundial e outras Org. Internacionais. Tais adaptações no FMI vem ratificar que elas britaram com uma resposta a uma realidade internacional. Concepção do comércio internacional e dos desequilíbrios externos dos países O FMI partiu da ideia de que um alto nível de emprego e renda, baseado em um adequado desenvolvimento produtivo, poderia ser realizado apenas através de um crescente intercambio mundial, beneficiando os países intervenientes. FMI pretendia demostrar que a divisão internacional do trabalho funcionava dinamizada pelos diferenciais de produtividade entre os diferentes países. Essa visão apoia-se em uma defesa das vantagens comparativas que surgem as diferenças de custos, entre outras razões, pela abundância relativa ou escassez dos recursos utilizados. Para estender essas vantagens ao nível internacional, a movimentação dos produtos e capitais entre países não deveria estar sujeita a restrições de pagamento nem a práticas cambiais discriminatórias. Para isso, o padrão monetário internacional deveria ser regido por paridades relativamente fixas entre as diferentes moedas e um sistema multilateral de pagamentos. O FMI foi construído sobre os princípios de que os desequilíbrios para um determinado país se compensariam ao longo do tempo e de que se distribuiriam aleatoriamente entre os países. Sendo assim, as economias nacionais e o sistema internacional tenderiam ao equilíbrio e estabilidade. O papel do FMI seria de colaborar para compensar os déficits da balança de pagamentos a curto prazo, evitando a retração no comercio internacional pela adoção de políticas protecionistas ou discriminatórias, que contrariavam as tendências normais antes aludidas. O aparecimento de tais déficits na balança de pagamentos de determinados países, de acordo com a sua ótica, provém de um ajuste inadequado de sua demanda interna e de suas exportações, cujas raízes se localizam em uma administração irregular de seu sistema de preços e de rendas internas. Em síntese, segundo o FMI, nenhuma desvalorização pode levar a um final bom uma política de equilíbrio externo, sem ajustar a desproporção que se estabelece entre a renda nacional e o saldo em conta corrente da balança de pagamentos. Dada a renda nacional no curto prazo, o déficit em conta corrente só pode ser corrigido, portanto, diminuindo a demanda interna – ou seja, diminuindo relativamente a absorção da renda nacional (consumo, investimentos e gastos do governo) ou seja, contraindo o gasto nacional. Enfoque da absorção: desequilíbrio externo no déficit da balança de pagamentos com o desequilíbrio interno, entendido como um excesso de demanda. Esse tipo de análise permitiu ao FMI estabelecer a ponte entre o ajuste do desequilíbrio externo de pagamentos e o ajuste das pressões inflacionárias, como parte de um mesmo programa de estabilização. “os problemas de balança de pagamentos estão associados a causas inflacionárias” segundo Polak em um trabalho que contribuiu para o pensamento clássico do FMI. As bases de um sistema de relações econômicas internacionais equilibradas residiriam, definitivamente, segundo FMI, no equilíbrio interno de cada um dos países, baseado em um controle do lado da demanda agregada, ao qual se incorporava o ajuste cambial. Passou a ingressar na procura de soluções para o processo inflacionário. Enfoque e política de estabilização A estabilidade é entendida como equilíbrio da balança de pagamentos e eliminação do aumento dos preços, implicava, a partir desse ponto de vista, um processo de ajuste monetário. O modelo de Polak propunha que a expansão do crédito é a causa dos problemas da balança de pagamentos. (pg 5pdf) “a moderação na expansão do crédito é geralmente prescrita para prevenir ou curar as dificuldades da balança de pagamentos.” Essa versão pelo controle do crédito influiu certamente sobre a instrumentalização das políticas de estabilização do FMI. Foram combinados outros fundamentos, como sobre a necessidade de corrigir a sobrevalorização do tipo de cambio e contrair a demanda agregada. Sintetizando tudo: o déficit da balança de pagamentos e a inflação são desequilíbrios gerados por uma capacidade de demanda superior às possiblidades imediatas da oferta interna e pela capacidade para importar, que induz quedas das reservas monetárias internacionais. Para a estabilização segundo o FMI, consiste em atribuir às políticas econômicas governamentais a quase exclusiva responsabilidade pelos desequilíbrios e pelas instabilidades externas e internas de suas respectivas economias. São 4 frentes que devem ser atacadas em uma política de estabilização a curto prazo: a cambial, a monetário-creditícia, fiscal e salarial. Na cambial, a sobrevalorização da moeda nacional ou subvalorização da moeda estrangeira, agravada por elevada taxação fiscal e barreiras não fiscais, pesa sobre o desequilíbrio no intercâmbio com o exterior e sobre o déficit da balança de pagamentos. Isso leva a aquisição desproporcionada de divisas para a importação de bens e serviços, bem como o entesouramento ou a formação de reservas em divisas, fomentando a especulação financeira, limitando o crescimento das exportações e deteriorando a moeda nacional (em relação ao dólar) na proporção que possibilite, o equilíbrio entre entradas de saídas correntes de divisas e, segundamente, enfrentar as eventuais saídas de capital de curto prazo. Deve ser guiado pelo conceito de paridade de poderes de compra entre moedas. Dentro da esfera cambial, FMI tbm propunha a unificação do sistema de câmbios e pela derrogação de todas as restrições aos mecanismos de pagamento correntes ao exterior. Na esfera Monetário-creditícia, o FMI encontra outro âmbito da política econômica que fomenta o desequilíbrio da balança de pagamentos e a inflação. Isso ocorre como consequência da pressão que o Estado realiza para obter fundos que não são provenientes legitimamente da poupança, como maneira de financiar a sua gestão dodéficit orçamentário. Empregando sua autoridade monetária o Estado amplia então o crédito destinado ao setor público, recorrendo, à emissão para manter sua política expansiva de gastos animada. Essa política pode estimular um exagerado endividamento privado, utilizando para isso o estabelecimento de taxas de juro diferenciais e negativas. Os instrumentos recomendados pelo FMI neste campo são o estabelecimento de tetos ou níveis máximos quantitativos para a expansão do crédito, principalmente ao setor público, de acordo com as metas de contratação de expansão da quantidade de dinheiro, e o aumento médio da taxa de juro a níveis positivos para limitar a demanda privada de empréstimos. Na esfera fiscal, o FMI questiona o crescimento desproporcionado dos gastos públicos em relação às receitas, déficit que leva a aumentar o crédito e a massa monetária. Segundo o FMI, os fatores que mais afetam o livre funcionamento dos mercados de bens e serviços públicos são os que mais distorciam o orçamento fiscal. O objetivo central no campo fiscal é a redução efetiva do déficit a níveis considerados normais ou aceitáveis do ponto de vista monetário-creditício. Na esfera salarial, o FMI insiste em que as regulamentações governamentais podem criar ou dar continuidade ao processo inflacionário. As propostas a respeito sugerem a necessidade de restringir o excesso de demanda que pode se originar de um ajuste desproporcionado de salários. Restabelecer o equilíbrio da balança de pagamentos e a estabilidade de preços são considerados requisitos vitais para assegurar uma base firme de crescimento econômico de cada nação, alentar o comércio e investimentos estrangeiros e, por conseguinte, dinamizar a economia internacional. A estabilização sob enfoque monetário de balança de pagamentos e com ajuste estrutural São duas as principais renovações que vêm a ser introduzidas no tradicional esquema de estabilização antes descrito: o enfoque monetário de balança de pagamentos e a necessidade de ajustes estruturais desde o ângulo da oferta. Sob um sistema integrado de mercados mundiais de bens, mas, também, de ativos financeiros. Segundo esse sistema, nenhum outro país, mesmo aqueles “pequenos”, poderia exercer influencia sobre os preços dos bens comercializáveis e as taxas de juros internacionais. Sob essas condições, o equilíbrio monetário interno impõe-se como elemento de ligação com o equilíbrio da balança de pagamentos. Portanto, a condição de equilíbrio a longo prazo seria a que se estabelece entre o estoque monetário e a demanda de saldos monetários. A equação que reflete esta unidade representa a relação e consolidação de ambos os movimentos nos seguintes termos: variação da massa monetária – variação do crédito interno= saldo em conta corrente+ capitais líquidos do exterior= variação de reservas monetárias internacionais. (Página 8 pdf). Banco Mundial Ajustes estruturais, necessidades básicas e necessidades de capitalização BAER, M. e L., Samuel. “Marco Teórico e Estratégias do Banco Mundial”, p. 172-204. Fundo Monetário Internacional e Banco Mundial (idem). ***KONKEL,R.The Monetization of Global Poverty: the concept of poverty...”, Journal of Global History, 2014.