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CGO 2 parte APOSTILA DO DEVER AULA 17-10-2020

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 MBA em Controladoria e Finanças - Contabilidade Gerencial 
 
 GESTÃO ESTRATÉGICA DE CUSTOS. 
 
“Como faço uma escultura? Simplesmente retiro do bloco de mármore tudo o que não é 
necessário." Michelangelo. 
 
"As empresas, além de desenvolver novos negócios, precisam enxugar, colher ou mesmo 
abandonar negócios antigos, exauridos, de modo a liberar recursos e reduzir custos." 
 
"É mais importante adotar a estratégia correta do que buscar o lucro imediato." 
 
"Uma empresa tem por objetivo oferecer algo de maneira diferente e melhor, para que o 
mercado venha preferi-lo e até mesmo pague um preço mais alto por ele." 
Philip Kotler 
 
 
REFLEXÃO DA VIDA CORPORATIVA! 
 
 
 
 
 
 
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Estimados, acreditando na leitura realizada dos artigos e, ...vamos aos trabalhos. 
 
Para Shank e Govindarajan, gestão estratégica de custos é uma análise de custos vista sob o 
contexto mais amplo, em que os elementos estratégicos tornam-se mais conscientes, 
explícitos e formal. Os dados de custos são usados para desenvolver estratégias superiores a 
fim de se obter uma vantagem competitiva. 
 
Tais estratégias visam à redução de custos e de aumento de competitividade não apenas 
no ambiente interno da empresa, mas em toda a cadeia de valor, ou seja, desde os recursos 
materiais, humanos, financeiros, tecnológicos até o consumidor final. 
 
A principal preocupação da gestão estratégica de custos é o custeio em toda a cadeia de valor 
para que se compreenda onde estão as oportunidades de redução dos custos e os possíveis 
ganhos de competitividade. 
 
O surgimento da gestão estratégica de custos é o resultado da análise da cadeia de valor, do 
posicionamento estratégico e dos direcionadores de custos. 
 
A cadeia de valor é o conjunto de atividades criadoras de valor, que vai desde as matérias-
primas básicas, até o produto final. Já o posicionamento estratégico representa o poder 
competitivo da empresa, seja através dos menores custos (liderança de custos) ou da 
diferenciação dos seus produtos. Quanto aos direcionadores de custos, faz-se necessário 
entender a interação dos diversos fatores em uma determinada atividade. 
 
FUNÇÕES DA INFORMAÇÃO GERENCIAL CONTÁBIL 
CONTROLE 
OPERACIONAL 
Fornece informação (feedback) sobre a eficiência e a qualidade das 
tarefas executadas. 
CONTROLE DO 
PRODUTO E DO CLIENTE 
Mensura os custos dos recursos para se produzir, vender e entregar um 
produto ou serviço aos clientes. 
CONTROLE 
ADMINISTRATIVO 
Fornece informação sobre o desempenho de gerentes e de unidades 
operacionais. 
CONTROLE 
ESTRATÉGICO 
Fornece informações sobre o desempenho financeiro e competitivo de 
longo prazo, condições de mercado, preferências dos clientes e 
inovações tecnológicas. 
Fonte: Kaplan et al, 2000. 
 
 
 
 
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EXEMPLO 01 - Saúde não tem Preço! Mas tem Custo. 
Gerard M. La Forgia e Bernard F. Couttolenc no livro “Desempenho Hospitalar no Brasil – Em 
busca da Excelência” publicação do Banco Mundial em 2009 ao declararem: 
“Informações sistemáticas sobre custos e eficiência hospitalar ajudam a identificar as principais 
fontes de ineficiência e desperdícios, e, portanto, contribuem para a criação de políticas e 
ações para aprimorar o uso de recursos disponíveis. Porém, pouco se sabe sobre o custo real 
dos serviços hospitalares ou sobre o grau de eficiência na aplicação desses recursos. As 
informações são fragmentadas, incompletas e inconsistentes. Assim, torna-se difícil e às vezes 
impossível analisá-las ou compará-las. As poucas análises disponíveis sobre níveis de eficiência 
em hospitais brasileiros não indicam conclusões claras devido ao escopo e à amostra 
limitados.” 
“Os hospitais são instituições complexas e multidimensionais, que produzem uma variedade de 
serviços ou produtos: atendimentos a pacientes (internações, atendimentos ambulatoriais e de 
emergência e diagnósticos), pesquisa e treinamento, serviços de hotelaria (de alimentação a 
lavanderia), serviços sociais e ações comunitárias para a promoção de saúde e prevenção de 
doenças. Qualquer análise de custos e produtividade hospitalar requer a definição e 
mensurações corretas desses fatores.” 
 
Mensurar? Medida? Comportamento? Desempenho... 
Na gestão de custos é muito comum observar que nos processos de mensuração de tempo, o 
comportamento das pessoas se altera pelo fato de estarem sendo observadas. Assim, quando 
se pretende medir o tempo de execução de uma tarefa, para a implantação de um sistema de 
custos, faz-se necessário desconsiderar as primeiras medidas, pois estas estarão 
“contaminadas” pelo entusiasmo do funcionário. 
 
 
EXEMPLO 02- O conceito de Logística evoluiu para o que se convencionou denominar dos 
7C's (certos), ou seja: "Assegurar a disponibilidade do produto certo, na quantidade certa, e 
na condição certa, no lugar certo, no momento certo, para o cliente certo, ao custo certo". 
 
• Cadeia de suprimentos(Supply Chain) — conjunto de três ou mais organizações 
diretamente relacionadas por um ou mais fluxos de entradas ou saídas de produtos, 
serviços e informações desde a fonte até o cliente; 
 
• Administração da Cadeia de Suprimentos (SCM) — implementação de uma 
orientação aos fornecedores e clientes, e a soma de todas as ações claras de gestão, 
no intuito de realizar tal filosofia, e 
 
• Logística — é a parte do processo da Cadeia de Suprimentos que planeja, 
implementa e controla o fluxo eficiente e armazenagem de bens, serviços e 
informações relacionadas, desde o ponto de origem até o ponto de consumo, 
atendendo aos pedidos dos clientes. 
 
Adaptando-se as idéias de Lambert et alli,1993, a Controladoria,(....), deve ser capaz de 
responder as seguintes perguntas: 
• Como os custos logísticos afetam a contribuição por produto, região, por cliente e 
por vendedor ? 
• Quais os custos associados aos aumentos dos níveis de serviço ao cliente? 
 
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• Quais os “trade offs” (trocas compensatórias) existentes entre os custos logísticos, e 
como otimizá-los no todo ? 
• Qual é o nível ótimo de inventário? Qual a sensibilidade do nível de estoque quantos 
às mudanças nos padrões de armazenagem ou de níveis de serviços aos clientes ? 
• Qual é a custo de oportunidade da organização? Qual é o custo de manutenção dos 
estoques? 
• Quantos armazéns/depósitos devem ser utilizados e onde devem estar localizados? 
• Quais centros de distribuição que devem ser utilizados? 
 
Para responder a essas e outras questões, as organizações devem ter conhecimento dos 
custos e receitas gerados pelas mudanças na sua cadeia de suprimentos, onde o que importa 
é a análise do Total Cost (Custo Total) da Cadeia. Quem pode melhor responder a isso é a 
área de Logística, de forma integrada à Controladoria, visando otimizar o resultado 
econômico do negócio. 
 
PERGUNTAS CHAVES..... 
 
QUAL A FORMA MAIS ÚTIL DE ANÁLISAR OS CUSTOS? 
 
R – EM TERMOS DOS VÁRIOS ESTÁGIOS DA CADEIA DE VALOR GLOBAL DA QUAL A EMPRESA É PARTE COM O FOCO 
EXTERNO. 
 
QUAL O OBJETIVO DA ANÁLISE DE CUSTOS? 
 
R – O PROJETO DE SISTEMAS DE GESTÃO DE CUSTOS MUDA MUITO DEPENDENDO DO POSICIONAMENTO 
ESTRATÁTEGICO BÁSICO DA EMPRESA: OU SOB UMA ESTRATÉGIA DE LIDERANÇA EM CUSTOS OU SOB UMA 
ESTRATÉGICA DE DIFERENCIAÇAO DE PRODUTO. 
 
COMO DEVEMOS TENTAR COMPREENDER O COMPORTAMENTO DOS CUSTOS. 
 
R – CUSTO É FUNÇÃO DAS ESCOLHAS ESTRATÉGICAS SOBRE A ESTRUTURA DE COMO COMPETIR E DA 
HABILIDADE ADMINISTRATIVA NAS ESCOLHAS ESTRATÉGICAS. 
 
 PRINCIPAL ÊNFASE ESTRATÉGICA: LIDERANÇA EM CUSTOS. 
1- IMPORTÂNCIA DA ANÁLISE DE CUSTO DO CONCORRENTE. 
2- IMPORTÂNCIA DO CUSTO DO PRODUTO/SERVIÇO COMO UM DADO NA DECISÃO DE PREÇO. 
3- IMPORTÂNCIA DE ANÁLISE DOS CUSTOS DE MARKETING 
4- IMPORTÂNCIA DOS ORÇAMENTOS PARA CONTROLE DOS CUSTOS 
5- PAPEL DOS CUSTOS PLANEJADOS DOS PRODUTOS/SERVIÇOS NA AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO. 
 
Custos reflexão, comportamento. 
Fonte: Kotler, Philip , Marketing de Serviços Profissionais