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DIREITO PENAL P/ TJ-AL (2018) — TÉCNICO JUDICIÁRIO — ÁREA JUDICIÁRIA 
Teoria e questões 
Aula 05 - Prof. Renan Araujo 
AULA 05: PUNIBILIDADE E EXTINÇÃO DA PUNIBILIDADE 
SUMÁRIO 
1 	PUNIBILIDADE E SUA EXTINÇÃO 	 2 
1.1 	Introdução 	 2 
1.2 	Causas de extinção da punibilidade diversas da prescrição 	 2 
1.3 	Prescrição 	 5 
1.3.1 	Prescrição da pretensão punitiva 	 5 
1.3.2 	Prescrição da pretensão executória 	 11 
1.3.3 	Disposições importantes sobre a prescrição 	 13 
2 	DISPOSITIVOS LEGAIS IMPORTANTES 	 13 
3 SÚMULAS PERTINENTES 	 18 
3.1 	Súmulas do ST3 	 18 
4 RESUMO 	 19 
5 	EXERCÍCIOS PARA PRATICAR 	 22 
6 	EXERCÍCIOS COMENTADOS 	 40 
7 GABARITO 	 72 
Olá, meus amigos concurseiros! 
Nessa aula vamos um estudar um tema muito relevante que é a "extinção 
da punibilidade". Muita atenção à aula de hoje, pois é um tema que exige 
concentração. 
A aula inteira é importante, mas o foco principal deve ser a parte relativa à 
prescrição da pretensão punitiva. 
Bons estudos! 
Prof. Renan Araujo 
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DIREITO PENAL P/ TJ-AL (2018) — TÉCNICO JUDICIÁRIO — ÁREA JUDICIÁRIA 
Teoria e questões 
Aula 05 - Prof. Renan Arau o 
1 PUNIBILIDADE E SUA EXTINÇÃO 
1.1 Introdução 
Quando alguém comete um fato definido como crime, surge para o Estado o 
poder-dever de punir. Esse direito de punir chama-se ius puniendi. 
Em regra, todo fato típico, ilícito e praticado por agente culpável, é punível. 
No entanto, o exercício do ius puniendi encontra limitações de diversas ordens, 
sendo a principal delas a limitação temporal (prescrição). 
Desta forma, o Estado deve exercer o ius puniendi da maneira prevista na 
lei (através do manejo da Ação Penal no processo penal), bem como deve fazê-
lo no prazo legal. 
Para o nosso estudo interessam mais as hipóteses de extinção da 
punibilidade. Vamos analisá-las então! 
O art. 107 do CP prevê que: 
Art. 107 - Extingue-se a punibilidade: ;Redação dada pela Lei no 7.209, de 
11.7.1984' 
- pela morte do agente; 
II - pela anistia, graça ou indulto; 
III - pela retroatividade de lei que não mais considera o fato como criminoso; 
IV - pela prescrição, decadência ou perempção; 
V - pela renúncia do direito de queixa ou pelo perdão aceito, nos crimes de ação 
privada; 
VI - pela retratação do agente, nos casos em que a lei a admite; 
IX - pelo perdão judicial, nos casos previstos em lei. 
Veremos, primeiro, todas as causas de extinção da punibilidade diversas da 
prescrição. Depois, vamos ao estudo da prescrição, que é a principal delas. 
1.2 Causas de extinção da punibilidade diversas da prescrição 
O primeiro caso é bem simples. Falecendo o agente, extingue-se a 
punibilidade do crime, pois, como vimos, no Direito Penal vigora o princípio da 
intranscendência da pena, ou seja, a pena não pode passar da pessoa do 
criminoso. Assim, com a morte deste, cessa o direito de punir do Estado. 
A anistia, a graça e o indulto são modalidades muito parecidas de extinção 
da punibilidade. Entretanto, não se confundem. 
A anistia exclui o próprio crime, ou seja, o Estado determina que as 
condutas praticadas (já praticadas, ou seja, fatos consumados) pelos agentes 
não sejam consideradas crimes. A anistia pode ser concedida pelo Poder 
Legislativo, e pode ser conferida a qualquer momento (inclusive após a sentença 
penal condenatória transitada em julgado), fazendo cessar todos os efeitos 
PENAIS da condenação (ex.: reincidência). 
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DIREITO PENAL P/ TJ-AL (2018) — TÉCNICO JUDICIÁRIO — ÁREA JUDICIÁRIA 
Teoria e questões 
Aula 05 - Prof. Renan Arau o 
EXEMPLO: Determinados policiais militares resolvem fazer greve por melhores 
salários, condições de trabalho, etc. Na greve, fazem piquetes, acabam 
coagindo colegas, etc. Tais pessoas estarão praticando crime. Contudo, 
posteriormente, o Poder Legislativo verifica que são pessoas boas, que agiram 
no impulso, compelidas pela precária situação da Corporação e, portanto, 
decide ANISTIA-LOS, ou seja, o Poder Público irá "esquecer" que tais crimes 
foram praticados (aqueles crimes praticados naquelas circunstâncias, ou seja, 
somente aqueles ali mesmo!). 
Alguns autores diferenciam a anistia em anistia própria e anistia imprópria. 
A anistia própria seria aquela concedida ANTES da condenação e anistia 
imprópria seria aquela concedida APÓS a condenação. 
Pode, ainda, ser: 
• Irrestrita ou restrita - Será irrestrita quando se dirigir a todos os 
agentes. Será restrita quando exigir do agente determinada qualidade 
específica (ser primário, por exemplo). 
• Incondicionada ou condicionada - Será incondicionada quando não 
impuser nenhuma condição. Será condicionada quando impuser uma 
condição para sua validade (Como, por exemplo, a reparação do dano 
causado). 
• Comum ou especial - A primeira é destinada a crimes comuns, e a 
segunda é destinada a crimes políticos. 
Já a Graça e o indulto são bem mais semelhantes entre si, pois não 
excluem o FATO criminoso em si, mas apenas extinguem a punibilidade em 
relação a determinados agentes (podem ser todos), e só podem ser concedidos 
pelo Presidente da República. 
EXEMPLO: Imaginemos que, no exemplo da greve dos policiais militares, o 
Presidente da República assinasse um Decreto concedendo indulto a 150 dos 
300 policiais militares envolvidos. Percebam que o fato criminoso não foi 
"esquecido" pelo Estado. Houve apenas a extinção da punibilidade em relação 
a alguns infratores. Assim, a ANISTIA atinge o FATO (e por via reflexa, a 
punibilidade). A graça e o indulto atingem DIRETAMENTE A 
PUNIBILIDADE. 
A Graça é conferida de maneira individual, e o indulto é conferido 
coletivamente (a um grupo que se encontre na mesma situação). 
A anistia só pode ser causa de extinção total da punibilidade (pois, como 
disse, exclui o próprio crime). Já a Graça e o indulto podem ser parciais. 
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Prof. Renan Araujo 
 
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Teoria e questões 
Aula 05 — Prof. Renan Araujo 
Pode ser extinta a punibilidade, também, pelo fenômeno da abolitio criminis, 
nos termos do art. 107, III do CP. Como vimos, a abolitio criminis ocorre 
quando surge lei nova que deixa de considerar o fato como crime. 
CUIDADO! Não confundam abolitio criminis com anistia. A abolitio criminis 
não se dirige a um fato criminoso específico, já praticado, A abolitio criminis 
simplesmente faz desaparecer a própria figura típica prevista na Lei, ou seja, 
a conduta incriminada (o tipo penal) deixa de existir. 
Pode ocorrer, ainda, de o ofendido, nos crimes de ação penal privada, 
renunciar ao direito de oferecer queixa, ou conceder o perdão ao 
acusado. Nesses casos, também estará extinta a punibilidade. 
A renúncia ao direito de queixa ocorre quando, dentro do prazo de seis meses 
de que dispõe o ofendido para oferecê-la, este renuncia ao direito, de maneira 
expressa ou tácita. A renúncia tácita ocorre quando o ofendido pratica algum 
ato incompatível com a intenção de processar o agente (quando, por 
exemplo, convida o infrator pra ser seu padrinho de casamento). 
O perdão, por sua vez, é muito semelhante à renúncia, com a ressalva de 
que o perdão só pode ser concedido quando já ajuizada a ação penal 
privada, e que o simples oferecimento do perdão, por si só, não gera a extinção 
da punibilidade, devendo o agente aceitar o perdão. 
Ocorrendo a renúncia ao direito de queixa, ou o perdão do ofendido, 
e sendo este último aceito pelo querelado (autor do fato), estará extinta a 
punibilidade. 
Em determinados crimes o Estado confere o perdão ao infrator, por entender 
que a aplicação da pena não é necessária. É o chamado "perdão judicial". É o 
que ocorre, por exemplo, no caso de homicídio culposo no qual o infrator tenha 
perdido alguém querido (Lembram-se do caso Herbert Viana?).Essa hipótese 
está prevista no art. 121, § 5° do CP: 
§ 50 - Na hipótese de homicídio culposo, o juiz poderá deixar de aplicar a pena, se as 
conseqüências da infração atingirem o próprio agente de forma tão grave que a sanção 
penal se torne desnecessária. (Incluído pela Lei n° 6.416, de 24.5.1977) 
Então, nesse caso, ocorrendo o perdão judicial, também estará extinta a 
punibilidade. Além disso, o art. 120 do CP diz que se houver o perdão judicial, 
esta sentença que concede o perdão judicial não é considerada para fins de 
reincidência (apesar de ser uma sentença condenatória). 
Nos termos do inciso VI do art. 107, a retratação do agente também é 
hipótese de extinção da punibilidade, nos casos em que a lei a admite. 
Acontece isto, por exemplo, nos crimes de calúnia ou difamação, nos quais a lei 
admite a retratação como causa de extinção da punibilidade, se realizada antes 
da sentença. Nos termos do art. 143 do CP: 
I Art. 143 - O querelado que, antes da sentença, se retrata cabalmente da calúnia ou da difamação, fica isento de pena. 
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Há, também, a extinção da punibilidade pela decadência ou pela perempção. 
A decadência ocorre quando a vítima deixa de ajuizar a ação penal dentro 
do prazo, ou quando deixa de oferecer a representação dentro do prazo 
(nos casos de crimes de ação penal privada e de ação penal pública condicionada 
à representação, respectivamente). O prazo é de seis meses a contar da data 
em que a vítima passa a saber quem foi o autor do fato. 
A perempção, por sua vez, é a extinção da ação penal privada pelo 
"desleixo" da vítima (quando deixa de dar seguimento à ação, deixa de 
comparecer a alguma ato processual a que estava obrigado, etc.). Está prevista 
no art. 60 do CPP: 
Art. 60. Nos casos em que somente se procede mediante queixa, considerar-se-á 
perempta a ação penal: 
I - quando, iniciada esta, o querelante deixar de promover o andamento do processo 
durante 30 dias seguidos; 
II - quando, falecendo o querelante, ou sobrevindo sua incapacidade, não comparecer 
em juízo, para prosseguir no processo, dentro do prazo de 60 (sessenta) dias, 
qualquer das pessoas a quem couber fazê-lo, ressalvado o disposto no art. 36; 
III - quando o querelante deixar de comparecer, sem motivo justificado, a qualquer 
ato do processo a que deva estar presente, ou deixar de formular o pedido de 
condenação nas alegações finais; 
IV - quando, sendo o querelante pessoa jurídica, esta se extinguir sem deixar 
sucessor. 
1.3 Prescrição 
Enfim, a clássica e mais comum hipótese de extinção da punibilidade: a 
PRESCRIÇÃO. A prescrição é a perda do poder de exercer um direito em razão 
da inércia do seu titular. Ou seja, é o famoso "camarão que dorme a onda 
leva". 
A prescrição pode ser dividida basicamente em duas espécies: 
Prescrição da pretensão punitiva e prescrição da pretensão executória. 
A primeira pode ocorrer quando ainda não há sentença penal 
condenatória transitada em julgado, e a segunda pode ocorrer somente 
depois de já haver sentença penal condenatória transitada em julgado. 
Vamos estudá-las em tópicos separados. 
1.3.1 Prescrição da pretensão punitiva 
Aqui o Estado ainda não aplicou (em caráter definitivo) uma sanção penal ao 
agente que praticou a conduta criminosa. 
Mas qual é o prazo de prescrição? O prazo prescricional varia de crime 
para crime, e é definido tendo por base a pena máxima estabelecida, em 
abstrato, para a conduta criminosa. Nos termos do art. 109 do CP: 
I Art. 109. A prescrição, antes de transitar em julgado a sentença final, salvo o disposto no § 10 do art. 110 deste Código, regula-se pelo máximo da pena privativa de 
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FIQUE 
atento! 
CUIDADO! O prazo de prescrição do crime não é igual à pena 
máxima a ele estabelecida, mas é calculado através de uma tabela que leva 
em consideração a pena máxima! 
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Aula 05 - Prof. Renan Arau"o 
liberdade cominada ao crime, verificando-se: (Redação dada pela Lei no 12.234, de 
2010). 
I - em vinte anos, se o máximo da pena é superior a doze; 
II - em dezesseis anos, se o máximo da pena é superior a oito anos e não excede a 
doze, 
III - em doze anos, se o máximo da pena é superior a quatro anos e não excede a 
oito; 
IV - em oito anos, se o máximo da pena é superior a dois anos e não excede a quatro; 
✓ - em quatro anos, se o máximo da pena é igual a um ano ou, sendo superior, não 
excede a dois; 
VI - em 3 (três) anos, se o máximo da pena é inferior a 1 (um) ano. (Redação dada 
pela Lei no 12.234, de 2010). 
Prescrição das penas restritivas de direito 
Parágrafo único - Aplicam-se às penas restritivas de direito os mesmos prazos 
previstos para as privativas de liberdade. (Redação dada pela Lei n° 7.209, 
de 11.7.1984) 
Assim, no crime de homicídio simples, por exemplo, para o qual a lei 
estabelece pena máxima de 20 anos (art. 121 do CP), o prazo prescricional é 
de 20 anos, pois a pena máxima é superior a 12 anos. O crime de furto 
simples, por exemplo, (art. 155 do CP) prescreve em oito anos, pois a pena 
máxima prevista é de quatro anos. 
Mas professor, quando começa a correr o prazo prescricional? 
Simples, meus caros. A resposta para esta pergunta está no art. 111 do CP: 
Art. 111 - A prescrição, antes de transitar em julgado a sentença final, começa a 
correr: (Redação dada pela Lei no 7.209, de 11.7.1984) 
I - do dia em que o crime se consumou; (Redação dada pela Lei no 7.209, de 
11.7.1984) 
II - no caso de tentativa, do dia em que cessou a atividade criminosa; (Redação dada 
pela Lei n° 7.209, de 11.7.1984) 
III - nos crimes permanentes, do dia em que cessou a permanência; (Redação dada 
pela Lei no 7.209, de 11.7.1984) 
IV - nos de bigamia e nos de falsificação ou alteração de assentamento do registro 
civil, da data em que o fato se tornou conhecido. (Redação dada pela Lei no 7.209, de 
11. 7. 1984) 
✓ - nos crimes contra a dignidade sexual de crianças e adolescentes, previstos neste 
Código ou em legislação especial, da data em que a vítima completar 18 (dezoito) 
anos, salvo se a esse tempo já houver sido proposta a ação penal. (Redação dada pela 
Lei no 12.650, de 2012) 
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Apenas um comentário em relação a este artigo: A regra, aqui, é de que o 
prazo prescricional comece a fluir no dia em que o crime se consuma. 
&mais fundo 
CUIDADO! Lembrem-se de que o crime se considera praticado 
(tempo do crime) quando ocorre a conduta, e não a consumação. Assim: 
Tempo do crime — Momento da conduta 
Início do prazo prescricional — Momento da consumação 
Prestem atenção para não errarem isso, pois esta é uma pegadinha que pode 
derrubar vocês no concurso. 
EXEMPLO: Em 10.01.2010 José atira em Maria, querendo sua morte. Maria vai 
para o Hospital e só vem a falecer em 15.04.2010. No caso em tela, o tempo 
do crime é o dia 10.01.2010 (data em que foi praticado o delito). O início do 
prazo prescricional, porém, terá como base o dia 15.04.2010, eis que somente 
nesta data o delito se consumou. 
Como nos crimes tentados não há propriamente consumação (pois não há 
resultado naturalístico esperado), o prazo prescricional começa a fluir da 
data em que cessa a atividade criminosa, mesmo critério utilizado para os 
crimes permanentes. 
Na hipótese de pena de multa, como calcular o prazo prescricional? 
Se a multa for prevista ou aplicada isoladamente, o prazo será de dois 
anos. Porém, se a multa for aplicada ou prevista cumulativamente com a pena 
de prisão (privativa de liberdade), o prazo de prescrição será o mesmoestabelecido para a pena privativa de liberdade. Isto é que se extrai do art. 114 
do CP: 
Art. 114 - A prescrição da pena de multa ocorrerá: (Redação dada pela Lei no 9.268, 
de 10.4.1996) 
I - em 2 (dois) anos, quando a multa for a única cominada ou aplicada; (Incluído pela 
Lei no 9.268, de 10.4.1996) 
II - no mesmo prazo estabelecido para prescrição da pena privativa de liberdade, 
quando a multa for alternativa ou cumulativamente cominada ou cumulativamente 
aplicada. (Incluído pela Lei n0 9.268, de 10.4.1996) 
A prescrição da pretensão punitiva pode ser a "ordinária", que é esta que 
vimos até agora (e utiliza a pena máxima prevista como base), mas também 
pode ser superveniente (intercorrente). 
A prescrição da pretensão punitiva em sua modalidade 
"intercorrente" é aquela que ocorre DEPOIS da sentença penal condenatória, 
quando há trânsito em julgado para a ACUSAÇÃO, mas não para a defesa. 
Como assim? Imagine que José tenha sido condenado pelo crime de 
homicídio a 06 anos de reclusão. A acusação não recorre, por entender que a 
pena está num patamar razoável. A defesa, porém, recorre da sentença. Neste 
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caso nós temos o chamado "trânsito em julgado para a acusação", ou seja, 
somente a defesa pode "se dar bem" daqui pra frente, já que quando o Tribunal 
for apreciar o recurso de apelação não poderá prejudicar o réu (recorrente), pelo 
princípio da non reformatio In pejus. 
Bom, considerando o exemplo acima, como a defesa não pode ser 
prejudicada no julgamento de seu recurso, podemos chegar à conclusão de que 
o máximo de pena que José irá receber será 06 anos (a pena atual). A partir 
deste momento o prazo prescricional passa a ser calculado tendo como base esta 
pena aplicada (e não mais a pena máxima em abstrato). 
Vejam que há uma implicação prática: Neste caso, o prazo prescricional 
diminui consideravelmente: Antes, o prazo prescricional (ordinário) era de 20 
anos (pois a pena máxima é de 20 anos). Agora, o prazo prescricional a ser 
considerado (intercorrente) será de 12 anos (pois a pena aplicada é de 06 
anos. Está entre 04 e 08, nos termos do art. 109, III do CP). 
Vejamos o art. 110, §1° do CP: 
Art. 110 (...) § 10 A prescrição, depois da sentença condenatória com trânsito em 
julgado para a acusação ou depois de improvido seu recurso, regula-se pela pena 
aplicada, não podendo, em nenhuma hipótese, ter por termo inicial data anterior à da 
denúncia ou queixa. (Redação dada pela Lei no 12.234, de 2010). 
Podemos ter, ainda, a prescrição da pretensão punitiva retroativa que 
ocorre quando, uma vez tendo havido o trânsito em julgado para a acusação, se 
chega à conclusão de que, naquele momento, houve a prescrição da pretensão 
punitiva entre a data da denúncia (ou queixa) e a sentença condenatória. 
EXEMPLO: Paulo foi denunciado pelo crime de receptação, cuja pena máxima 
prevista é de 04 anos de reclusão. O fato ocorreu em 10.01.2011, e a denúncia 
foi recebida em 15.03.2011. Em 20.04.2016 é proferida sentença, 
condenando Paulo à pena mínima, 01 ano de reclusão. O MP não recorre e a 
decisão transita em julgado para o MP. Neste caso, podemos verificar que não 
houve prescrição da pretensão punitiva comum, pois considerando a pena 
máxima abstrata, o prazo é de 08 anos (art. 109, IV do CP). Todavia, se 
considerarmos a pena aplicada, chegaremos à conclusão de que a prescrição 
ocorreu entre o recebimento da denúncia e a publicação da sentença, pois de 
acordo com a pena aplicada (01 ano), o prazo prescricional a ser considerado é 
de 04 anos (art. 109, V do CP). Neste caso, transcorreu mais de 04 anos entre o 
recebimento da denúncia e a sentença. Logo, a prescrição retroativa ocorreu. 
=> Por que retroativa? Porque ela ocorre antes da sentença, mas só pode 
ser reconhecida depois da sentença, eis que só neste momento teremos o 
novo patamar para o cálculo (a pena aplicada). 
Vejamos o esquema: 
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PRESCRIÇÃO NATUREZA ESPÉCIES CÁLCULO 
PRETENSÃO 
EXECUTÓRIA 
CONSIDERA A PENA 
COMUM 1 MÁXIMA EM ABSTRATO 
PRESCRIÇÃO 
PRETENSÃO CONSIDERA A PENA 
PUNITIVA 
SUPERVENIENTE 
APLICADA 
CONSIDERA A PENA 
RETROATIVA 
APLICADA (MAS 
OCORRE ANTES DA 
SENTENÇA) 
Esse é o sistema que vigora atualmente. Antes da Lei 12.234/10 havia uma 
outra hipótese de prescrição retroativa, que era a que ocorria entre o fato 
criminoso e o recebimento da denúncia ou queixa. Atualmente essa hipótese NÃO 
EXISTE MAIS. 
Isso significa que não há mais hipótese de ocorrer prescrição entre 
a data do fato e a data do recebimento da denúncia ou queixa? Não, não 
foi isso que ocorreu. O que não pode mais ocorrer é a prescrição RETROATIVA 
(ou seja, aquela calculada com base na pena aplicada) entre a data do fato e a 
data do recebimento da denúncia ou queixa. Nada impede, porém, que nesse 
lapso temporal ocorra a prescrição da pretensão punitiva ordinária (ou comum). 
CUIDADO! Tal previsão (vedação à prescrição retroativa tendo como marco 
inicial data anterior ao recebimento da denúncia ou queixa) é muito prejudicial 
ao réu, pois lhe retira uma possibilidade de ver sua punibilidade extinta. Desta 
forma, NÃO poderá retroagir para alcançar crimes praticados ANTES de sua 
entrada em vigora (Em 2010). Assim, aos crimes praticados ANTES da Lei 
12.234/10, é possível aplicarmos a prescrição retroativa entre a data da 
consumação do delito e o recebimento da denúncia ou queixa. 
Vou utilizar um caso exemplificativo para que possamos esclarecer as 
diversas hipóteses de prescrição da pretensão punitiva: 
EXEMPLO: Marcelo pratica o crime de furto em 01.01.1994. A denúncia é 
recebida em 10.06.2001. Marcelo é condenado em 10.07.2006 a 02 anos de 
reclusão. O MP não recorre (com trânsito em julgado para a acusação em 
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Teoria e questões 
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25.07.2006), mas a defesa apresenta recurso, que é julgado e improvido (a 
pena é mantida), tendo havido o efetivo trânsito em julgado em 10.01.2014. 
Vejamos as hipóteses: 
PRESCRIÇÃO COMUM: Como a pena máxima prevista em abstrato para 
o furto é de 04 anos, o prazo prescricional seria de 08 anos (art. 109, IV do 
CP). Entre a data da consumação do delito e o recebimento da denúncia não 
ocorreu tal prescrição, eis que se passaram apenas 07 anos e alguns meses. 
Também não ocorreu tal prescrição posteriormente (pois não se passaram mais 
de 08 anos entre uma interrupção da prescrição e outra). 
PRESCRIÇÃO SUPERVENIENTE: Aqui devemos considerar como 
parâmetro a pena efetivamente aplicada (02 anos), de forma que o prazo 
prescricional a ser utilizado será de 04 anos (art. 109, V do CP). Podemos 
verificar que entre o trânsito em julgado para a acusação e o trânsito em julgado 
efetivo (para ambos), passaram-se mais de 04 anos, de forma que podemos 
dizer que HOUVE a prescrição da pretensão punitiva SUPERVENIENTE. 
PRESCRIÇÃO RETROATIVA: Da mesma forma que a anterior, terá como 
base a pena efetivamente aplicada (02 anos), logo, o prazo prescricional 
utilizado será de 04 anos. Podemos verificar que entre o recebimento da 
denúncia e a sentença condenatória passaram-se mais de 04 anos (pouco mais 
de cinco anos). Assim, podemos dizer que OCORREU a prescrição da pretensão 
punitiva retroativa. 
Neste caso, como a prescrição retroativa ocorreu, e isso podia ser 
verificado já em 25.07.06, sequer chegaríamos a ter a prescrição superveniente 
(utilizei apenas para facilitar a compreensão). 
ATENÇÃO! Como o crime foi praticado antes da Lei 12.234/10, seria possível 
reconhecera prescrição retroativa entre a data da consumação do delito e data 
do recebimento da denúncia. 
Como nós acabamos de verificar, existem fatos que interrompem a 
prescrição. São eles: 
• Recebimento da denúncia ou queixa 
• Pronúncia 
• Decisão confirmatória da pronúncia 
• Publicação da sentença ou acórdão condenatórios recorríveis' 
• Início ou continuação do cumprimento da pena — Só se aplica à 
prescrição da pretensão executória 
• Reincidência - Só se aplica à prescrição da pretensão 
executória 
1 
Importante ressaltar que o STF possui entendimento no sentido de que a interrupção se dá, no caso de 
acórdão condenatório, na data da própria sessão de julgamento, e não em momento posterior (quando da 
publicação no Diário Oficial) - RHC 125078. 
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Uma vez interrompido o curso do prazo prescricional, este voltará a correr 
novamente, do zero, a partir da data da interrupção (salvo no caso de Início ou 
continuação do cumprimento da pena). 
Além disso, fora as duas últimas hipóteses, nas demais, ocorrendo a 
interrupção da prescrição em relação a um dos autores do crime, tal interrupção 
se estenderá aos demais. 
O CP prevê, ainda, hipóteses nas quais a prescrição não corre, tanto no que 
se refere à prescrição da pretensão punitiva quanto à prescrição da pretensão 
executória, embora as circunstâncias sejam diferentes para cada uma delas. Nos 
termos do art. 116 e seu § único, do CP: 
Causas impeditivas da prescrição 
Art. 116 - Antes de passar em julgado a sentença final, a prescrição não corre: 
(Redação dada pela Lei no 7.209, de 11.7.1984) 
I - enquanto não resolvida, em outro processo, questão de que dependa o 
reconhecimento da existência do crime; (Redação dada pela Lei no 7.209, de 
11.7.1984) 
II - enquanto o agente cumpre pena no estrangeiro.(Redação dada pela Lei n° 7.209, 
de 11.7.1984) 
Parágrafo único - Depois de passada em julgado a sentença condenatória, a prescrição 
não corre durante o tempo em que o condenado está preso por outro motivo. (Redação 
dada pela Lei no 7.209, de 11.7.1984) 
Assim, nestes casos, o prazo prescricional não corre, ficando 
suspenso. Uma vez resolvida a questão que causava a suspensão, ele 
volta a correr de onde parou (diferente da interrupção, portanto). 
1.3.2 Prescrição da pretensão executória 
Como disse a vocês, a prescrição pode ocorrer antes do trânsito em 
julgado (prescrição da pretensão punitiva) ou depois do trânsito em 
julgado (quando teremos a prescrição da pretensão executória). Esta 
última ocorre quando o Estado condena o indivíduo, de maneira irrecorrível, mas 
não consegue fazer cumprir a decisão. 
Nos termos do art. 110 do CP: 
Art. 110 - A prescrição depois de transitar em julgado a sentença condenatória regula-
se pela pena aplicada e verifica-se nos prazos fixados no artigo anterior, os quais se 
aumentam de um terço, se o condenado é reincidente. (Redação dada pela Lei n° 
7.209, de 11.7.1984) 
Assim, na hipótese do crime de homicídio, conforme o exemplo dado 
anteriormente, antes de transitar em julgado a sentença condenatória, o prazo 
prescricional é regulado pela pena máxima cominada ao crime em abstrato, de 
acordo com a tabelinha do art. 109 do CP. Após o trânsito em julgado, o 
parâmetro utilizado pela lei para o cálculo do prazo prescricional deixa 
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 J 
UDICIÁRI A 
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de ser a pena máxima prevista e passa a ser a pena efetivamente 
aplicada. 
Assim, se no crime de homicídio simples, que tem pena prevista de 06 a 20 
anos, o agente for condenado a apenas 06 (seis) anos de reclusão, o prazo 
prescricional passa a ser de apenas 12 (doze) anos, nos termos do art. 109, III 
do CP. 
O art. 112 do CP estabelece o marco inicial (termo a quo) do prazo 
prescricional da pretensão executória: 
Art. 112 - No caso do art. 110 deste Código, a prescrição começa a correr: (Redação 
dada pela Lei no 7.209, de 11.7.1984) 
I - do dia em que transita em julgado a sentença condenatória, para a acusação, ou a 
que revoga a suspensão condicional da pena ou o livramento condicional; (Redação 
dada pela Lei no 7.209, de 11.7.1984) 
II - do dia em que se interrompe a execução, salvo quando o tempo da interrupção 
deva computar-se na pena. (Redação dada pela Lei no 7.209, de 11.7.1984) 
Lembrando que o início de cumprimento da pena é causa de interrupção da 
prescrição. 
O art. 112, I foi (e ainda é) muito criticado na Doutrina (recebendo algumas 
críticas na Jurisprudência também). Isto porque ele determina que o termo 
inicial da prescrição da pretensão EXECUTORIA ocorrerá com o trânsito 
em julgado para a ACUSAÇÃO. 
Isso significa que se houver o trânsito em julgado para a acusação mas não 
para a defesa (apenas a defesa recorreu), já estaria correndo o prazo 
prescricional da PRETENSÃO EXECUTÓRIA. 
As críticas, bastante fundamentadas, se dirigiam ao fato de que considerar 
a pretensão executória, neste momento, violaria a presunção de inocência, 
eis que ainda não houve o trânsito em julgado para ambas as partes. 
Outra crítica, muito importante, se refere ao fato de que a prescrição é a 
perda de um direito em razão da INÉRCIA de seu titular. No caso da prescrição 
da pretensão EXECUTÓRIA seria a perda do direito de executar a pena em razão 
da INÉRCIA do Estado em agir. Contudo, como não houve trânsito em julgado 
para a defesa, o Estado AINDA NÃO PODE EXECUTAR A PENA! Ora, se o Estado 
não pode executar a pena, como pode ser punido com a perda deste 
direito, se não podia exercê-lo?? 
A "gritaria" não foi aceita pela Jurisprudência, que firmou entendimento no 
sentido de que o termo inicial da prescrição da pretensão EXECUTÓRIA ocorre 
com o trânsito em julgado para a acusação. 
Contudo, apesar de reconhecer que o termo inicial da prescrição da 
pretensão executória ocorre com o trânsito em julgado para a acusação, o STJ 
decidiu que antes de haver o trânsito em julgado para AMBAS AS PARTES a 
prescrição da pretensão executória NÃO PODE SER RECONHECIDA. 
Resumidamente: O prazo prescricional começa a correr com o trânsito em 
julgado para a acusação, mas eventual reconhecimento da efetiva 
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ocorrência da prescrição (executória) somente terá cabimento APÓS o 
trânsito em julgado para ambas as partes. 
1.3.3 Disposições importantes sobre a prescrição 
Vou elencar no quadrinho abaixo alguns pontos importantes sobre o tema: 
"../mais fundo 
REDUÇÃO DOS PRAZOS DE PRESCRIÇÃO: Em alguns casos, a Lei estabelece 
que o prazo prescricional será reduzido. 	É o caso do art. 	115 do CP, que 
estabelece que os prazos prescricionais serão reduzidos pela metade quando 
o infrator possuir menos de 21 anos na data do crime ou mais de 70 na 
data da sentença. 
AUMENTO DO PRAZO PRESCRICIONAL: Se o condenado é reincidente, o 
prazo de prescrição da pretensão EXECUTORIA aumenta-se em um terço. Não 
se aplica tal aumento aos prazos de prescrição da pretensão punitiva, conforme 
SUMULA N° 220 DO STJ: "a reincidência não influi no prazo da prescrição da pretensão 
punitiva". 
PRESCRIÇÃO 	EM 	PERSPECTIVA 	(ANTECIPADA, 	PROJETADA 	OU 
VIRTUAL): 	Tal 	modalidade, 	uma 	criação 	jurisprudencial, 	nunca 	teve 
fundamento no CP. Consiste na configuração da prescrição tendo como base 
uma eventual futura pena a ser aplicada ao acusado. Assim, o Juiz analisava o 
caso e, verificando que o réu, por exemplo, receberia pena mínima (por ser 
primário, 	de 	bons 	antecedentes, 	etc.), 	utilizava 	esta 	pena 	mínima 	como 
parâmetro para o prazo prescricional.Isto não existe e atualmente é vedado 
pelo STJ, que sumulou o entendimento no sentido de que isso não possui 
qualquer previsão legal (SÚMULA N° 438: "é inadmissível a extinção da punibilidade 
pela prescrição da pretensão punitiva com fundamento em pena hipotética, independentemente 
da existência ou sorte do processo penal".) 
PRESCRIÇÃOS DAS MEDIDAS SOCIOEDUCATIVAS: Os menores não são 
julgados de acordo com as normas do CP, mas de acordo com o Estatuto da 
Criança e do Adolescente. Contudo, as normas referentes à prescrição são 
aplicáveis 	às 	medidas 	socioeducativas 	(sanções 	penais 	aplicáveis 	aos 
adolescentes). Vejamos a SUMULA 338 DO STJ: "a prescrição penal é aplicável nas 
medidas sócio-educativas". 
2 DISPOSITIVOS LEGAIS IMPORTANTES 
CÓDIGO PENAL 
Arts. 107 a 120 do CP - Regulamentam a extinção da punibilidade no CP: 
TÍTULO VIII 
DA EXTINÇÃO DA PUNIBILIDADE 
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Extinção da punibilidade 
Art. 107 - Extingue-se a punibilidade: (Redação dada pela Lei no 7.209, de 
11.7.1984) 
I - pela morte do agente; 
II - pela anistia, graça ou indulto; 
III - pela retroatividade de lei que não mais considera o fato como criminoso; 
IV - pela prescrição, decadência ou perempção; 
V - pela renúncia do direito de queixa ou pelo perdão aceito, nos crimes de ação 
privada; 
VI - pela retratação do agente, nos casos em que a lei a admite; 
VII - (Revogado pela Lei n° 11.106, de 2005) 
VIII - (Revogado pela Lei no 11.106, de 2005) 
IX - pelo perdão judicial, nos casos previstos em lei. 
Art. 108 - A extinção da punibilidade de crime que é pressuposto, elemento 
constitutivo ou circunstância agravante de outro não se estende a este. Nos crimes 
conexos, a extinção da punibilidade de um deles não impede, quanto aos outros, a 
agravação da pena resultante da conexão. (Redação dada pela Lei n° 7.209, de 
11.7.1984) 
Prescrição antes de transitar em julgado a sentença 
Art. 109. A prescrição, antes de transitar em julgado a sentença final, salvo o 
disposto no § lo do art. 110 deste Código, regula-se pelo máximo da pena privativa 
de liberdade cominada ao crime, verificando-se: (Redação dada pela Lei no 12.234, 
de 2010). 
I - em vinte anos, se o máximo da pena é superior a doze; 
II - em dezesseis anos, se o máximo da pena é superior a oito anos e não excede 
a doze; 
III - em doze anos, se o máximo da pena é superior a quatro anos e não excede 
a oito; 
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IV - em oito anos, se o máximo da pena é superior a dois anos e não excede a 
quatro; 
V - em quatro anos, se o máximo da pena é igual a um ano ou, sendo superior, 
não excede a dois; 
VI - em 3 (três) anos, se o máximo da pena é inferior a 1 (um) ano. (Redação 
dada pela Lei no 12.234, de 2010). 
Prescrição das penas restritivas de direito 
Parágrafo único - Aplicam-se às penas restritivas de direito os mesmos prazos 
previstos para as privativas de liberdade. (Redação dada pela Lei no 7.209, de 
11.7.1984) 
Prescrição depois de transitar em julgado sentença final condenatória 
Art. 110 - A prescrição depois de transitar em julgado a sentença condenatória 
regula-se pela pena aplicada e verifica-se nos prazos fixados no artigo anterior, os 
quais se aumentam de um terço, se o condenado é reincidente. (Redação dada pela 
Lei no 7.209, de 11.7.1984) 
§ lo A prescrição, depois da sentença condenatória com trânsito em julgado 
para a acusação ou depois de improvido seu recurso, regula-se pela pena aplicada, 
não podendo, em nenhuma hipótese, ter por termo inicial data anterior à da denúncia 
ou queixa. (Redação dada pela Lei no 12.234, de 2010). 
§ 2o (Revogado pela Lei n° 12.234, de 2010). 
Termo inicial da prescrição antes de transitar em julgado a sentença final 
Art. 111 - A prescrição, antes de transitar em julgado a sentença final, começa 
a correr: (Redação dada pela Lei no 7.209, de 11.7.1984) 
I - do dia em que o crime se consumou; (Redação dada pela Lei n° 7.209, de 
11.7.1984) 
II - no caso de tentativa, do dia em que cessou a atividade criminosa; (Redação 
dada pela Lei no 7.209, de 11.7.1984) 
III - nos crimes permanentes, do dia em que cessou a permanência; (Redação 
dada pela Lei no 7.209, de 11.7.1984) 
IV - nos de bigamia e nos de falsificação ou alteração de assentamento do 
registro civil, da data em que o fato se tornou conhecido. (Redação dada pela Lei no 
7.209, de 11.7.1984) 
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wsu 
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V - nos crimes contra a dignidade sexual de crianças e adolescentes, previstos 
neste Código ou em legislação especial, da data em que a vítima completar 18 
(dezoito) anos, salvo se a esse tempo já houver sido proposta a ação penal. 
(Redação dada pela Lei n0 12.650, de 2012) 
wsu 
Termo inicial da prescrição após a sentença condenatória irrecorrível 
Art. 112 - No caso do art. 110 deste Código, a prescrição começa a correr: 
(Redação dada pela Lei n0 7.209, de 11.7.1984) 
I - do dia em que transita em julgado a sentença condenatória, para a acusação, 
ou a que revoga a suspensão condicional da pena ou o livramento condicional; 
(Redação dada pela Lei no 7.209, de 11.7.1984) 
II - do dia em que se interrompe a execução, salvo quando o tempo da 
interrupção deva computar-se na pena. (Redação dada pela Lei n0 7.209, de 
11.7.1984) 
Prescrição no caso de evasão do condenado ou de revogação do livramento 
condicional 
Art. 113 - No caso de evadir-se o condenado ou de revogar-se o livramento 
condicional, a prescrição é regulada pelo tempo que resta da pena. (Redação dada 
pela Lei n0 7.209, de 11.7.1984) 
Prescrição da multa 
Art. 114 - A prescrição da pena de multa ocorrerá: (Redação dada pela Lei n0 
9.268, de 10.4.1996) 
I - em 2 (dois) anos, quando a multa for a única cominada ou aplicada; (Incluído 
pela Lei n0 9.268, de 10.4.1996) 
II - no mesmo prazo estabelecido para prescrição da pena privativa de liberdade, 
quando a multa for alternativa ou cumulativamente cominada ou cumulativamente 
aplicada. (Incluído pela Lei no 9.268, de 10.4.1996) 
Redução dos prazos de prescrição 
Art. 115 - São reduzidos de metade os prazos de prescrição quando o criminoso 
era, ao tempo do crime, menor de 21 (vinte e um) anos, ou, na data da sentença, 
maior de 70 (setenta) anos. (Redação dada pela Lei n0 7.209, de 11.7.1984) 
Causas impeditivas da prescrição 
Art. 116 - Antes de passar em julgado a sentença final, a prescrição não corre: 
(Redação dada pela Lei n0 7.209, de 11.7.1984) 
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1 - enquanto não resolvida, em outro processo, questão de que dependa o 
reconhecimento da existência do crime; (Redação dada pela Lei n0 7.209, de 
11.7.1984) 
wsu 
II - enquanto o agente cumpre pena no estrangeiro.(Redação dada pela Lei n0 
7.209, de 11.7.1984) 
Parágrafo único - Depois de passada em julgado a sentença condenatória, a 
prescrição não corre durante o tempo em que o condenado está preso por outro 
motivo. (Redação dada pela Lei n0 7.209, de 11.7.1984) 
Causas interruptivas da prescrição 
Art. 117 - O curso da prescrição interrompe-se: (Redação dada pela Lei n0 7.209, 
de 11.7.1984) 
I - pelo recebimento da denúncia ou da queixa; (Redação dada pela Lei n0 7.209, 
de 11.7.1984) 
II - pela pronúncia; (Redação dada pela Lei no 7.209, de 11.7.1984) 
III - pela decisão confirmatória da pronúncia; (Redação dada pela Lei n0 7.209, 
de 11.7.1984) 
IV - pelapublicação da sentença ou acórdão condenatórios recorríveis; (Redação 
dada pela Lei n0 11.596, de 2007). 
V - pelo início ou continuação do cumprimento da pena; (Redação dada pela Lei 
n0 9.268, de 10.4.1996) 
VI - pela reincidência. (Redação dada pela Lei no 9.268, de 10.4.1996) 
§ 10 - Excetuados os casos dos incisos V e VI deste artigo, a interrupção da 
prescrição produz efeitos relativamente a todos os autores do crime. Nos crimes 
conexos, que sejam objeto do mesmo processo, estende-se aos demais a interrupção 
relativa a qualquer deles. (Redação dada pela Lei n0 7.209, de 11.7.1984) 
§ 20 - Interrompida a prescrição, salvo a hipótese do inciso V deste artigo, todo 
o prazo começa a correr, novamente, do dia da interrupção. (Redação dada pela Lei 
n0 7.209, de 11.7.1984) 
Art. 118 - As penas mais leves prescrevem com as mais graves. (Redação dada 
pela Lei n0 7.209, de 11.7.1984) 
Rehabilitação 
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Art. 119 - No caso de concurso de crimes, a extinção da punibilidade incidira 
sobre a pena de cada um, isoladamente. (Redação dada pela Lei no 7.209, de 
11.7.1984) 
Perdão judicial 
Art. 120 - A sentença que conceder perdão judicial não será considerada para 
efeitos de reincidência. (Redação dada pela Lei no 7.209, de 11.7.1984) 
3 SÚMULAS PERTINENTES 
3.1 Súmulas do STJ 
Súmula 18 do STJ - O STJ sumulou entendimento no sentido de que os efeitos 
da condenação não subsistem quando se trata de sentença que concede perdão 
judicial: 
Súmula 18 do STJ - A SENTENÇA CONCESSIVA DO PERDÃO JUDICIAL E 
DECLARATORIA DA EXTINÇÃO DA PUNIBILIDADE, NÃO SUBSISTINDO QUALQUER 
EFEITO CONDENATORIO. 
Ya Súmula 220 do STJ - O ST] sumulou entendimento no sentido de que, se o 
condenado é reincidente, o prazo de prescrição da pretensão EXECUTÓRIA 
aumenta-se em um terço, não se aplicando tal aumento aos prazos de prescrição 
da pretensão punitiva: 
I
Súmula 220 do STJ - "a reincidência não influi no prazo da prescrição da pretensão 
punitiva". 
' Súmula 438 do STJ - PRESCRIÇÃO EM PERSPECTIVA (ANTECIPADA, 
PROJETADA OU VIRTUAL): Tal modalidade, uma criação jurisprudencial, nunca 
teve fundamento no CP. Consiste na configuração da prescrição tendo como base 
uma eventual futura pena a ser aplicada ao acusado. Assim, o Juiz analisava o 
caso e, verificando que o réu, por exemplo, receberia pena mínima (por ser 
primário, de bons antecedentes, etc.), utilizava esta pena mínima como 
parâmetro para o prazo prescricional. Isto não existe e atualmente é vedado 
pelo STJ, que sumulou o entendimento no sentido de que isso não possui 
qualquer previsão legal: 
SÚMULA N° 438 do STJ - "é inadmissível a extinção da punibilidade pela prescrição 
da pretensão punitiva com fundamento em pena hipotética, independentemente da 
existência ou sorte do processo penal".) 
Súmula 338 do STJ - PRESCRIÇÃOS DAS MEDIDAS SOCIOEDUCATIVAS: 
Os menores não são julgados de acordo com as normas do CP, mas de acordo 
com o Estatuto da Criança e do Adolescente. Contudo, as normas referentes à 
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prescrição são aplicáveis às medidas socioeducativas (sanções penais aplicáveis 
aos adolescentes). 
I SÚMULA 338 DO STJ - "a prescrição penal é aplicável nas medidas sócio-educativas" 
W Súmula 191 do STJ - O STJ sumulou entendimento no sentido de que a 
decisão de pronúncia, no rito do Tribunal do Júri, interrompe o curso do prazo 
prescricional, ainda que os jurados venham a desclassificar o delito (na segunda 
fase do rito do júri): 
I
Súmula 191 do STJ - A PRONÚNCIA E CAUSA INTERRUPTIVA DA PRESCRIÇÃO, 
AINDA QUE O TRIBUNAL DO JURI VENHA A DESCLASSIFICAR O CRIME. 
4 RESUMO 
EXTINÇÃO DA PUNIBILIDADE 
Punibilidade - Possibilidade de o Estado exercer seu jus puniendi (poder-dever 
de punir). 
Extinção da punibilidade - Perda do direito de exercer o jus puniendi. 
CAUSAS DE EXTINÇÃO DA PUNIBILIDADE DIVERSAS DA PRESCRIÇÃO 
Anistia - A anistia exclui o próprio crime, ou seja, o Estado determina que as 
condutas praticadas (já praticadas, ou seja, fatos consumados) pelos agentes 
não sejam consideradas crimes. Concedida pelo Poder Legislativo. Só pode ser 
causa de extinção total da punibilidade. Faz cessar todos os efeitos PENAIS 
da condenação (ex.: reincidência). 
Graça - Conferida de maneira individual. Não exclui o FATO criminoso em si, mas 
apenas extingue a punibilidade em relação a determinados agentes. Sua 
concessão cabe ao Presidente da República. Pode ser causa parcial de extinção 
da punibilidade. 
Indulto - Conferida de maneira coletiva. Não exclui o FATO criminoso em si, mas 
apenas extingue a punibilidade em relação a determinados agentes. Sua 
concessão cabe ao Presidente da República. Pode ser causa parcial de extinção 
da punibilidade. 
Abolitio criminis - Ocorre quando surge lei nova que deixa de considerar o fato 
como crime. Faz cessar todos os efeitos PENAIS da condenação (ex.: 
reincidência). 
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Renúncia x perdão do ofendido x perdão judicial - conforme quadro abaixo: 
PERDÃO DO 
OFENDIDO 
RENÚNCIA 
RDA() JUDICIAL 
PERDÃO JUDICIAL 
Concedido pela 
VÍTIMA 
Concedida pela 
VÍTIMA 
Concedido pelo 
Estado (Juiz) 
Somente nos crimes 
de ação penal 
privada 
Somente nos crimes 
de ação penal 
privada 
Somente nos casos 
previstos em Lei 
Depois de ajuizada a 
ação penal 
Ante do 
ajuizamento da ação 
penal 
Na sentença 
Precisa ser aceito 
pelo infrator 
Não precisa ser 
aceito pelo infrator 
Não precisa ser 
aceito pelo infrator 
Decadência - Ocorre quando a vítima deixa de ajuizar a ação penal dentro do 
prazo, ou quando deixa de oferecer a representação dentro do prazo. O prazo é 
de seis meses a contar da data em que a vítima passa a saber quem foi o autor 
do fato. 
Perempção - Extinção da ação penal privada pela negligência do ofendido na 
condução da causa. 
Retratação do agente - Somente nos casos em que a lei a admite. Ex.: 
difamação. 
PRESCRIÇÃO 
Conceito - Perda do jus puniendi pelo decurso do tempo. 
Espécies - Prescrição da pretensão punitiva e prescrição da pretensão 
executória 
Prescrição da pretensão punitiva 
11M11~1~11111" 
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DIREITO PENAL P/ TJ-AL (2018) — TÉCNICO JUDICIÁRIO — ÁREA JUDICIÁRIA 
Teoria e questões 
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Aqui o Estado ainda não aplicou (em caráter definitivo) uma sanção penal ao 
agente que praticou a conduta criminosa. 
• Prazo prescricional - Calculado com base na pena máxima em abstrato 
prevista para o delito. 
• Início do prazo prescricional - 
(1) do dia em que o crime se consumou 
(2) no caso de tentativa, do dia em que cessou a atividade criminosa 
(3) nos crimes permanentes, do dia em que cessou a permanência 
(4) nos de bigamia e nos de falsificação ou alteração de assentamento do 
registro civil, da data em que o fato se tornou conhecido 
(5) nos crimes contra a dignidade sexual de crianças e adolescentes, da 
data em que a vítima completar 18 (dezoito) anos, salvo se já tiver sido 
proposta a ação penal. 
• Prescrição da pena de multa - Se a multa for prevista ou aplicada 
isoladamente, o prazo será de dois anos. Porém, se a multa for aplicada 
ou prevista cumulativamente com a pena de prisão (privativa de liberdade), 
o prazo de prescrição será o mesmo estabelecido para a pena privativa de 
liberdade. 
Prescrição da pretensão punitiva superveniente (intercorrente) 
Verifica-se DEPOIS da sentença penal condenatória, com base na pena 
efetivamente aplicada, quandoocorre entre o trânsito em julgado da sentença 
condenatória para a acusação e o trânsito em julgado da sentença condenatória 
em definitivo (tanto para a acusação quanto para defesa). 
Prescrição da pretensão punitiva retroativa 
Quando, uma vez tendo havido o trânsito em julgado para a acusação, se chega 
à conclusão de que, naquele momento, houve a prescrição da pretensão punitiva 
entre a data da denúncia (ou queixa) e a sentença condenatória. 
OBS.: Antes da Lei 12.234/10 havia possibilidade de ocorrência da prescrição 
retroativa (com base na pena aplicada) entre a data do fato criminoso (ou outro 
marco inicial) e o recebimento da denúncia ou queixa. Atualmente essa 
hipótese NÃO EXISTE MAIS. 
Interrupção da prescrição - Uma vez interrompido o prazo, volta a correr do 
zero. Interrompem a prescrição: 
• Recebimento da denúncia ou queixa 
• Pronúncia 
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• Decisão confirmatória da pronúncia 
• Publicação da sentença ou acórdão condenatórios recorríveis 
• Início ou continuação do cumprimento da pena - não se estende 
aos demais autores do delito. Só se aplica à prescrição da 
pretensão executória 
• Reincidência - não se estende aos demais autores do delito. Só se 
aplica à prescrição da pretensão executória. 
Prescrição da pretensão executória 
Ocorre quando o Estado condena o indivíduo, de maneira irrecorrível, mas não 
consegue fazer cumprir a decisão. Características: 
• Tem como base a pena aplicada 
• Início - (1) do dia em que transita em julgado a sentença condenatória, 
para a acusação, ou a que revoa a suspensão condicional da pena ou o 
livramento condicional; (2) do dia em que se interrompe a execução, salvo 
quando o tempo da interrupção deva computar-se na pena. 
Bons estudos! 
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5 EXERCICIOS PARA PRATICAR 
HORA DE 
praticar! 
1. 	(FGV - 2016 - MPE-R.3 - ANALISTA PROCESSUAL) 
Marco, 40 anos, foi denunciado pela prática do crime de lesão corporal culposa 
praticada na direção de veículo automotor, cuja pena privativa de liberdade 
prevista é de detenção de 06 meses a 02 anos. Os fatos ocorreram em 
02.02.2011, e, considerando que não houve interesse em aceitar transação 
penal, composição dos danos ou suspensão condicional do processo, foi oferecida 
denúncia em 27.02.2014 e recebida a inicial acusatória em 11.03.2014. Após a 
instrução, foi Marco condenado à pena mínima de 06 meses em sentença 
publicada em 29.02.2016, tendo a mesma transitado em julgado. Considerando 
os fatos narrados e a atual previsão do Código Penal, é correto afirmar que: 
a) deverá ser reconhecida a extinção da punibilidade de Marco em razão da 
prescrição da pretensão punitiva pela pena em abstrato; 
b) deverá ser reconhecida a extinção da punibilidade de Marco em razão da 
prescrição da pretensão punitiva pela pena em concreto; 
c) deverá ser reconhecida a extinção da punibilidade de Marco em razão da 
prescrição da pretensão executória; 
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d) não deverá ser reconhecida a extinção da punibilidade de Marco, pois não 
ocorreu prescrição; 
e) o oferecimento da denúncia funciona como marco interruptivo do prazo 
prescricional. 
	
2. 	(FGV — 2016 — CODEBA — ADVOGADO) 
No dia 11/01/2010, Jean, nascido em 11/01/1992, praticou um crime de furto 
simples, razão pela qual foi denunciado como incurso nas sanções do Art. 155, 
caput, do Código Penal. Em 25/01/2010, foi a inicial acusatória recebida, não 
sendo cabível a suspensão condicional do processo. Após o regular 
processamento do feito, diante da confissão de Jean, foi o mesmo condenado à 
pena mínima de um ano de reclusão, sendo a sentença condenatória publicada 
em 01/03/2012 e transitando em julgado. Jean dá início ao cumprimento da pena 
em 02/01/2014. 
Considerando a situação exposta, assi ale a afirmativa correta. 
a) Ocorreu a prescrição da pretensão punitiva do Estado, devendo ser 
reconhecida a extinção da punibilidade. 
b) A condenação foi indevida, pois Jean não era imputável na data dos fatos. 
c) Ocorreu a prescrição da pretensão executória do Estado, devendo ser 
reconhecida a extinção da punibilidade. 
d) Não ocorreu a extinção da punibilidade, pois não foi ultrapassado o prazo de 
quatro anos entre os marcos interruptivos da prescrição. 
e) Não ocorreu a extinção da punibilidade, pois não foi ultrapassado o prazo de 
três anos entre os marcos interruptivos da prescrição. 
	
3. 	(FGV — 2015 — TJ-PI — OFICIAL DE JUSTIÇA) 
A prescrição da pretensão punitiva do Estado, em segundo grau de jurisdição, se 
interrompe na data da: 
a) publicação na sessão de julgamento do recurso; 
b) publicação do acórdão no diário oficial; 
c) intimação pessoal do Ministério Público e réu; 
d) intimação pessoal do Ministério Público, sem recurso; 
e) entrega dos autos ao escrivão. 
	
4. 	(FGV — 2015 — DPE-RO — ANALISTA JURÍDICO) 
José, nascido em 12.12.1990, foi denunciado pela prática de dois crimes de 
apropriação indébita simples, cuja pena em abstrato prevista é de reclusão de 01 
a 04 anos e multa, em continuidade delitiva, por fatos ocorridos em 04.04.2010 
e 10.04.2010. A denúncia foi recebida em 07.04.2015, sendo o réu 
imediatamente citado. 
Nessa situação, é correto afirmar que: 
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a) a prescrição da pretensão punitiva do Estado pela pena em abstrato ocorrerá 
em 06.04.2023; 
b) a punibilidade do réu deve ser extinta pelo reconhecimento da prescrição da 
pretensão punitiva pela pena ideal; 
c) a prescrição da pretensão punitiva do Estado pela pena em abstrato ocorrerá 
em 06.04.2027; 
d) a prescrição da pretensão punitiva pela pena em abstrato somente ocorrerá 
em 06.04.2019; 
e) a punibilidade do réu deve ser imediatamente extinta pelo reconhecimento da 
prescrição da pretensão punitiva pela pena em abstrato. 
	
5. 	(FGV — 2015 — DPE-MT — ADVOGADO) 
Thiago, nascido em 10/10/90, foi denunciado pela prática do crime de tentativa 
de homicídio qualificado (Art. 121, § 20, inciso IV c/c Art. 14, inciso II, ambos do 
Código Penal) por fato ocorrido em 01/11/10. 
A denúncia foi recebida em 05/05/14, tendo o feito regular prosseguimento. Em 
12/10/14, foi publicada decisão do juiz pronunciando o acusado. Inconformada 
com essa decisão, a advogada do réu interpôs o recurso cabível, mas a pronúncia 
foi confirmada em decisão do Tribunal proferida e publicada em 12/12/14. 
Considerando apenas essas informações, é correto afirmar que a prescrição da 
pretensão punitiva pela pena em abstrato ocorrerá em 
a) 12 de dezembro de 2034. 
b) 12 de outubro de 2034. 
c) 12 de outubro de 2030. 
d) 12 de dezembro de 2024. 
e) 12 de outubro de 2024. 
	
6. 	(FGV — 2014 — PROCEMPA — ADVOGADO) 
As opções a seguir apresentam causas de extinção da punibilidade, à exceção de 
uma. Assinale-a. 
a) Indulto e graça. 
b) Prescrição e decadência. 
c) Anistia. 
d) Morte da vítima. 
e) Perdão aceito, nos crimes de ação privada. 
	
7. 	(FGV — 2017 — OAB - XXII EXAME DE ORDEM) 
No dia 15 de abril de 2011, João, nascido em 18 de maio de 1991, foi preso em 
flagrante pela prática do crime de furto simples, sendo, em seguida, concedida 
liberdade provisória. A denúncia somente foi oferecida e recebida em 18 de abril 
de 2014, ocasião em que o juiz designou o dia 18 de junho de 2014 para a 
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realização da audiência especial de suspensão condicionaldo processo oferecida 
pelo Ministério Público. A proposta foi aceita pelo acusado e pela defesa técnica, 
iniciando-se o período de prova naquele mesmo dia. Três meses depois, não 
tendo o acusado cumprido as condições estabelecidas, a suspensão foi revogada, 
o que ocorreu em decisão datada de 03 de outubro de 2014. 
Ao final da fase instrutória, a pretensão punitiva foi acolhida, sendo aplicada ao 
acusado a pena de 01 ano de reclusão em regime aberto, substituída por restritiva 
de direitos. A sentença condenatória foi publicada em 19 de maio de 2016, tendo 
transitado em julgado para a acusação. 
Intimado da decisão respectiva, João procura você-, na condição de advogado(a), 
para saber sobre eventual prescrição, pois tomou conhecimento de que a pena 
de 01 ano, em tese, prescreve em 04 anos, mas que, no caso concreto, por força 
da menoridade relativa, deve o prazo ser reduzido de metade. 
Diante desse quadro, você, como advogado(a), deverá esclarecer que 
A) ocorreu a prescrição da pretensão punitiva entre a data do fato e a do 
recebimento da denúncia. 
B) ocorreu a prescrição da pretensão punitiva entre a data do recebimento da 
denúncia e a da publicação da sentença condenatória. 
C) ocorreu a prescrição da pretensão executória entre a data do recebimento da 
denúncia e a da publicação da sentença condenatória. 
D) não há que se falar em prescrição, no caso apresentado. 
8. 	(FGV — 2017 — OAB — XXIV EXAME DE ORDEM) 
No dia 28 de agosto de 2011, após uma discussão no trabalho quando todos 
comemoravam os 20 anos de João, este desfere uma facada no braço de Paulo, 
que fica revoltado e liga para a Polícia, sendo João preso em flagrante pela prática 
do injusto de homicídio tentado, obtendo liberdade provisória logo em seguida. 
O laudo de exame de delito constatou a existência de lesão leve. 
A denúncia foi oferecida em 23 de agosto de 2013 e recebida pelo juiz em 28 de 
agosto de 2013. Finda a primeira fase do procedimento do Tribunal do Júri, 
ocasião em que a vítima compareceu, confirmou os fatos, inclusive dizendo 
acreditar que a intenção do agente era efetivamente matá-la, e demonstrou todo 
seu inconformismo com a conduta do réu, João foi pronunciado, sendo a decisão 
publicada em 23 de agosto de 2015, não havendo impugnação pelas partes. 
Submetido a julgamento em sessão plenária em 18 de julho de 2017, os jurados 
afastaram a intenção de matar, ocorrendo em sentença, então, a desclassificação 
para o crime de lesão corporal simples, que tem a pena máxima prevista de 01 
ano, sendo certo que o Código Penal prevê que a pena de 01 a 02 anos prescreve 
em 04 anos. 
Na ocasião, você, como advogado(a) de João, considerando apenas as 
informações narradas, deverá requerer que seja declarada a extinção da 
punibilidade pela 
A) decadência, por ausência de representação da vítima. 
B) prescrição da pretensão punitiva, porque já foi ultrapassado o prazo 
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prescricional entre a data do fato e a do recebimento da denúncia. 
C) (prescrição da pretensão punitiva, porque já foi ultrapassado o prazo 
prescricional entre a data do oferecimento da denúncia e a da publicação da 
decisão de pronúncia. 
D) prescrição da pretensão punitiva, porque entre a data do recebimento da 
denúncia e a do julgamento pelo júri decorreu o prazo prescricional. 
9. 	(FGV — 2016 — XXI EXAME DA OAB — PRIMEIRA FASE) 
Carlos, 21 anos, foi condenado a cumprir pena de prestação de serviços à 
comunidade pela prática de um crime de lesão corporal culposa no transito. Em 
01/01/2014, seis meses após cumprir a pena restritiva de direitos aplicada, 
praticou novo crime de natureza culposa, vindo a ser denunciado. 
Carlos, após não aceitar qualquer benefício previsto na Lei no 9.099/95 e ser 
realizada audiência de instrução e julgamento, é novamente condenado em 
17/02/2016. O juiz aplica pena de 11 meses de detenção, não admitindo a 
substituição por restritiva de direitos em razão da reincidência. 
Considerando que os fatos são verdadeiros e que o Ministério Público não apelou, 
o(a) advogado(a) de Carlos, sob o ponto de vista técnico, deverá requerer, em 
recurso 
A) a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos. 
B) a suspensão condicional da pena. 
C) o afastamento do reconhecimento da reincidência. 
D) a prescrição da pretensão punitiva. 
10. (FGV — 2012 — OAB — EXAME DE ORDEM) 
Trata-se de causa extintiva da punibilidade consistente na exclusão, por lei 
ordinária com efeitos retroativos, de um ou mais fatos criminosos do campo 
de incidência do Direito Penal, 
a) o indulto individual. 
b) a anistia. 
c) o indulto coletivo 
d) a graça. 
11. (FGV — 2012 — OAB — EXAME DE ORDEM) 
Com relação às causas de extinção da punibilidade previstas no artigo 107 do 
Código Penal, assinale a alternativa correta. 
a) O perdão do ofendido é ato unilateral, prescindindo de anuência do querelado. 
b) Nos crimes conexos, a extinção da punibilidade de um deles impede, quanto 
aos outros, a agravação da pena resultante da conexão. 
c) A perempção é causa de extinção de punibilidade exclusiva da ação penal 
privada. 
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d) Em caso de morte do réu, não há falar em extinção da punibilidade, devendo 
o juiz absolvê-lo com base no método de resolução de conflitos do in dubio pro 
reo. 
12. (FGV — 2015 — OAB — XVI EXAME DE ORDEM) 
Felipe, menor de 21 anos de idade e reincidente, no dia 10 de abril de 2009, foi 
preso em flagrante pela prática do crime de roubo. Foi solto no curso da instrução 
e acabou condenado em 08 de julho de 2010, nos termos do pedido inicial, 
ficando a pena acomodada em 04 anos de reclusão em regime fechado e multa 
de 10 dias, certo que houve a compensação da agravante da reincidência com a 
atenuante da menoridade. A decisão transitou em julgado para ambas as partes 
em 20 de julho de 2010. Foi expedido mandado de prisão e Felipe nunca veio a 
ser preso. 
Considerando a questão fática, assinale a afirmativa correta. 
a) A extinção da punibilidade pela prescrição da pretensão executória ocorrerá 
em 20 de julho de 2016. 
b) A extinção da punibilidade pela prescrição da pretensão executória ocorreu em 
20 de julho de 2014. 
c) A extinção da punibilidade pela prescrição da pretensão executória ocorrerá 
em 20 de julho de 2022. 
d) A extinção da punibilidade pela prescrição da pretensão executória ocorrerá 
em 20 de novembro de 2015. 
13. (FGV — 2014 — OAB — EXAME DE ORDEM) 
Francisco foi condenado por homicídio simples, previsto no Art. 121 do Código 
Penal, devendo cumprir pena de seis anos de reclusão. A sentença penal 
condenatória transitou em julgado no dia 10 de agosto de 1984. Dias depois, 
Francisco foge para o interior do Estado, onde residia, ficando isolado num sítio. 
Após a fuga, as autoridades públicas nunca conseguiram capturá-lo. Francisco 
procura você como advogado(a) em 10 de janeiro de 2014. 
Com relação ao caso narrado, assinale a afirmativa correta 
a) Ainda não ocorreu prescrição do crime, tendo em vista que ainda não foi 
ultrapassado o prazo de trinta anos requerido pelo Código Penal. 
b) Houve prescrição da pretensão executória 
c) Não houve prescrição, pois o crime de homicídio simples é imprescritível. 
d) Houve prescrição da pretensão punitiva pela pena em abstrato, pois Francisco 
nunca foi capturado. 
14. (FGV — 2012 — OAB — EXAME DE ORDEM) 
No dia 18/10/2005, Eratóstenes praticou um crime de corrupção ativa em 
transação comercial internacional (Art. 337-B do CP), cuja pena é de 1 a 8 anos 
e multa. Devidamente investigado, Eratóstenes foi denunciado e, em 20/1/2006, 
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a inicial acusatória foi recebida. O processo teve regular seguimento e, ao final, 
o magistrado sentenciou Eratóstenes, condenando-o à pena de 1 ano de reclusão 
e ao pagamento de dez dias-multa. A sentença foi publicada em 7/4/2007. O 
Ministério Público não interpôs recurso, tendo, tal sentença, transitado em 
julgado para a acusação. A defesa de Eratóstenes, por sua vez, que objetivava 
sua absolvição, interpôs sucessivos recursos. Até o dia 15/5/2011, o processo 
ainda não havia tido seu definitivo julgamento, ou seja, não houve trânsito em 
julgado final. Levando-se em conta as datas descritas e sabendo-se que, de 
acordo com o art. 109, incisos III e V, do Código Penal, a prescrição, antes de 
transitar em julgado a sentença final, verifica-se em 12 (doze) anos se o máximo 
da pena é superior a quatro e não excede a oito anos e em 4 (quatro) anos se o 
máximo da pena é igual a um ano ou, sendo superior, não exceda a dois, com 
base na situação apresentada, é correto afirmar que 
a) não houve prescrição da pretensão punitiva nem prescrição da pretensão 
executória, pois desde a publicação da sentença não transcorreu lapso de tempo 
superior a doze anos. 
b) ocorreu prescrição da pretensão punitiva retroativa, pois, após a data da 
publicação da sentença e a última data apresentada no enunciado, transcorreu 
lapso de tempo superior a 4 anos. 
c) ocorreu prescrição da pretensão punitiva superveniente, que pressupõe o 
trânsito em julgado para a acusação e leva em conta a pena concretamente 
imposta na sentença. 
d) não houve prescrição da pretensão punitiva, pois, como ainda não ocorreu o 
trânsito em julgado final, deve-se levar em conta a teoria da pior hipótese, de 
modo que a prescrição, se houvesse, somente ocorreria doze anos após a data 
do fato. 
15. (FGV — 2010 — OAB — EXAME DE ORDEM) 
A respeito do regime legal da prescrição no Código Penal, tendo por base 
ocorrência do fato na data de hoje, assinale a alternativa correta. 
a) A prescrição, depois da sentença condenatória com trânsito em julgado para 
a acusação, regula-se pela pena aplicada, não podendo, em nenhuma hipótese, 
ter por termo inicial data anterior à da denúncia ou queixa. 
b) A prescrição da pena de multa ocorrerá em 2 (dois) anos, independentemente 
do prazo estabelecido para a prescrição da pena de liberdade aplicada 
cumulativamente 
c) Se o réu citado por edital permanece revel e não constitui advogado, fica 
suspenso o processo, mantendo-se em curso o prazo prescricional, que passa a 
ser computado pelo dobro da pena máxima cominada ao crime. 
d) São causas interruptivas do curso da prescrição previstas no Código Penal, 
dentre outras, o recebimento da denúncia ou da queixa, a pronúncia, a publicação 
da sentença condenatória ou absolutória recorrível. 
16. 	(FCC — 2017 — TRE-SP — ANALISTA JUDICIÁRIO ÁREA JUDICIÁRIA) 
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Paulo, quando tinha 20 anos de idade, após ser abordado em uma blitz da polícia 
rodoviária federal na Rodovia Presidente Dutra, no dia 10 de Junho de 2010, 
oferece R$ 1.000,00, em dinheiro, para o policial responsável pela abordagem 
para não ser autuado por excesso de velocidade. Paulo é conduzido ao Distrito 
Policial, preso em flagrante, e acaba beneficiado pela Justiça sendo colocado em 
liberdade após pagamento de fiança. Encerrado o inquérito Policial, a denúncia 
em desfavor de Paulo, pelo crime de corrupção ativa, é recebida no dia 15 de 
Julho de 2014. O processo tramita regularmente e Paulo é condenado a cumprir 
pena de 2 anos de reclusão, em regime inicial aberto, por sentença publicada em 
14 de Agosto de 2016. A sentença transita em julgado. Ricardo, advogado de 
Paulo, postula ao Magistrado competente para a execução da sentença o 
reconhecimento da prescrição. Neste caso, de acordo com o Código Penal, a 
prescrição da pretensão punitiva estatal ocorre em 
(A) 8 anos e a pena cominada ao réu, Paulo, não está prescrita, cabendo a ele 
cumprir regularmente sua pena. 
(B) 4 anos e a pena cominada ao réu, Paulo, não está prescrita, cabendo a ele 
cumprir regularmente sua pena. 
(C) 3 anos e a pena cominada ao réu, Paulo, está prescrita em decorrência do 
decurso do prazo superior a 3 anos entre a data do crime e do recebimento da 
denúncia. 
(D) 4 anos e a pena cominada ao réu, Paulo, está prescrita em decorrência do 
decurso do prazo entre a data do crime e do recebimento da denúncia. 
(E) 2 anos e a pena cominada ao réu, Paulo, está prescrita em decorrência do 
decurso do prazo entre a data do recebimento da denúncia e a publicação da 
sentença condenatória. 
17. (FCC — 2017 — TRE-SP — ANALISTA JUDICIÁRIO ÁREA 
ADMINISTRATIVA) 
Moisés respondeu processo por crime de corrupção ativa cometido no dia 30 de 
Setembro de 2010, quando tinha 66 anos de idade. A denúncia oferecida pelo 
Ministério Público em 16 de Outubro de 2014 é recebida pelo Magistrado 
competente no dia 18 de Outubro do mesmo ano de 2014. O processo tramita 
regularmente e Moisés é condenado a cumprir pena de 2 anos de reclusão, em 
regime inicial semiaberto, e ao pagamento de 10 dias-multa por sentença 
proferida em 25 de Abril de 2016 e publicada no dia 27 do mesmo mês e ano. 
Não houve interposição de recurso pelas partes e é certificado o trânsito em 
julgado. 
No caso hipotético apresentado, a prescrição da pretensão punitiva estatal 
regula-se pela pena aplicada ao réu Moisés e verifica-se em 
(A) 02 anos e o réu deverá cumprir integralmente a sua pena, não sendo o caso 
de extinção da sua punibilidade. 
(B) 02 anos, devendo ser extinta a punibilidade do réu diante do decurso deste 
prazo entre a data do crime e do recebimento da denúncia. 
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(C) 04 anos, devendo ser extinta a punibilidade do réu diante do decurso deste 
prazo entre a data do crime e do recebimento da denúncia. 
(D) 01 ano e 06 meses, devendo ser extinta a punibilidade do réu diante do 
decurso deste prazo entre a data do crime e do recebimento da denúncia e entre 
a data do recebimento da denúncia e da publicação da sentença. 
(E) 03 anos, devendo ser extinta a punibilidade do réu diante do decurso deste 
prazo entre a data do crime e do recebimento da denúncia. 
18. (FCC — 2016 — DPE-BA — DEFENSOR PÚBLICO) 
Sobre a prescrição, é correto afirmar que 
a) o oferecimento da denúncia ou queixa é causa interruptiva da prescrição. 
b) o prazo da prescrição da pretensão executória regula-se pela pena aplicada na 
sentença, aumentado de um terço, se o condenado for reincidente. 
c) no caso de concurso de crimes, as penas se somam para fins de prescrição. 
d) é reduzido de metade o prazo de prescrição quando o agente for menor de 21 
anos na data da sentença. 
e) no caso de fuga ou evasão do condenado a prescrição é regulada de acordo 
com o total da pena fixada na sentença. 
19. (FCC — 2015 — MP-PB — TÉCNICO MINISTERIAL) 
Paulo, de 19 anos de idade, é abordado em uma operação da Polícia Militar do 
Estado da Paraíba, na cidade de João Pessoa, deflagrada no dia 10 de dezembro 
de 2012. Após se recusar a submeter-se ao teste do bafômetro e apresentar a 
documentação solicitada, Paulo ofende moralmente os policiais que trabalhavam 
regularmente na ocorrência e é conduzido preso ao Distrito Policial. 
Posteriormente Paulo é denunciado pelo Ministério Público por crime de desacato 
e a denúncia é recebida pelo Magistrado competente no dia 14 de abril de 2013, 
com instauração da ação penal. Por ostentar maus antecedentes e não fazer jus 
a qualquer benefício, a ação tramita regularmente até a prolação da sentença 
condenatória pelo Magistradocompetente no dia 15 de maio de 2015, que aplicou 
ao réu Paulo a pena de 1 ano de detenção, em regime inicial semiaberto. A 
sentença transitou em julgado. Após o trânsito em julgado, o advogado de Paulo 
postulou ao Magistrado a extinção da punibilidade do seu cliente com base na 
prescrição. Neste caso, o Magistrado 
a) não deverá reconhecer a prescrição uma vez que o Código Penal estabelece o 
prazo prescricional de 4 anos no caso de pena igual ou superior a 1 ano. 
b) não deverá reconhecer a prescrição uma vez que o Código Penal estabelece o 
prazo prescricional de 3 anos no caso de pena igual ou superior a 1 ano. 
c) deverá declarar extinta a punibilidade do réu pela prescrição, uma vez que o 
Código Penal estabelece, neste caso, o prazo prescricional de 2 anos. 
d) não deverá reconhecer a prescrição uma vez que o Código Penal estabelece o 
prazo prescricional de 6 anos no caso de pena igual ou superior a 1 ano. 
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Teoria e questões 
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e) não deverá reconhecer a prescrição uma vez que o Código Penal estabelece o 
prazo prescricional de 5 anos no caso de pena igual ou superior a 1 ano. 
20. (FCC — 2015 — TRE-AP — ANALISTA JUDICIÁRIO) 
Renato, com 20 anos de idade é abordado por policiais militares após se envolver 
em uma briga em boate da cidade de Macapá. Embriagado e extremamente 
nervoso Renato passa a ofender os policiais no exercício regular da função. 
Conduzido ao Distrito Policial Renato acaba posteriormente denunciado pelo 
Ministério Público por crime de desacato e, por sentença final, condenado ao 
pagamento de 20 dias-multa, no valor unitário mínimo como incurso no artigo 
331, do Código Penal (crime de desacato). Neste caso, a prescrição da pena 
aplicada ocorrerá em 
(A) 05 anos. 
(B) 02 anos. 
(C) 01 ano. 
(D) 04 anos. 
(E) 03 anos. 
21. (FCC — 2015 — TRE-AP — ANALISTA JUDICIÁRIO — ÁREA 
JUDICIÁRIA) 
Ticio, funcionário público municipal, para justificar um período de uma semana 
de falta, apresenta um atestado médico no dia 10 de Janeiro de 2007. 
Desconfiado da conduta de Tício, o superior imediato dele Renato coleta 
informações e descobre que o atestado apresentado por Ticio é falso, noticiando 
imediatamente o fato à Autoridade Policial, que determina a instauração de 
Inquérito Policial. O inquérito demora muito tempo para ser encerrado e relatado. 
Tício é, então, denunciado pelo Ministério Público como incurso no artigo 297, 
c.c. o artigo 304, ambos do Código Penal e a denúncia recebida em 20 de Julho 
do mesmo ano de 2007. O processo transcorre normalmente até a prolação da 
sentença pelo Magistrado competente, que condena Ticio a cumprir pena de 02 
anos e 06 meses de reclusão e multa. A sentença é publicada em 20 de Setembro 
de 2010. Interposto recurso de apelação pelo réu Tício o Tribunal de Justiça nega 
provimento ao apelo e mantém a sentença de primeiro grau. O Acórdão, 
publicado em 10 de Outubro de 2015, transitou em julgado. Na situação 
hipotética apresentada, na fase de execução, o Magistrado 
(A) deverá extinguir a punibilidade de Tício pela prescrição uma vez que 
transcorreu lapso temporal superior a 5 anos entre a data da publicação da 
sentença e da publicação do acórdão recorrível. 
(B) deverá extinguir a punibilidade de Tício pela prescrição que ocorre no caso 
concreto em três anos, prazo este transcorrido entre a data do recebimento da 
denúncia e da sentença. 
(C) deverá extinguir a punibilidade de Tício pela prescrição que ocorre no caso 
concreto em quatro anos, prazo este transcorrido entre a data da publicação da 
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sentença de primeiro grau e do acórdão recorrível. 
(D) deverá extinguir a punibilidade de Tício pela prescrição uma vez que 
transcorreu lapso temporal superior a 2 anos entre a data do recebimento da 
denúncia e da sentença 
(E) não deverá extinguir a punibilidade de Tício pela prescrição. 
22. (FCC — 2015 — TCE-AM — AUDITOR) 
O perdão judicial tem natureza jurídica de 
a) causa de exclusão de culpabilidade. 
b) causa extintiva da punibilidade. 
c) efeito da sentença penal. 
d) desistência voluntária. 
e) efeito civil da sentença penal. 
23. (FCC — 2015 — TRE/SE — ANALISTA JUDICIÁRIO — ÁREA 
JUDICIÁRIA) 
Pedro, que contava com 69 anos de idade na época, sócio proprietário de uma 
empresa de embalagens, após ser alvo de uma diligência por agentes fiscais de 
determinado Estado no dia 11 de Julho de 2013, oferece dinheiro em espécie aos 
referidos funcionários públicos para não ter a empresa autuada pelo Fisco. O fato 
é noticiado à Autoridade Policial, que determina a instauração de inquérito 
policial. Relatado o Inquérito Policial, Pedro é denunciado por crime de corrupção 
ativa. A denúncia é recebida em 30 de Agosto do mesmo ano de 2013 e a ação 
penal é instaurada, com inquirição das testemunhas arroladas pelas partes, 
interrogatório do réu e debates entre Ministério Público e advogado. No dia 17 de 
Setembro de 2015 o processo é sentenciado pelo Magistrado que condena Pedro 
a cumprir pena de 2 anos de reclusão em regime inicial semiaberto, substituída 
por duas penas restritivas de direito. A sentença transita em julgado e o advogado 
de Pedro apresenta requerimento de extinção da punibilidade pela prescrição. 
Neste caso, o Magistrado, atentando para a pena fixada, 
(A) não deverá extinguir a punibilidade do réu pela prescrição, cujo prazo é no 
caso concreto de 3 anos. 
(B) não deverá extinguir a punibilidade do réu pela prescrição, cujo prazo é no 
caso concreto de 4 anos. 
(C) deverá extinguir a punibilidade do réu pela prescrição, consumada em 2 anos 
entre a data do recebimento da denúncia e a sentença. 
(D) não deverá extinguir a punibilidade do réu pela prescrição, cujo prazo é no 
caso concreto de 8 anos. 
(E) não deverá extinguir a punibilidade do réu pela prescrição, cujo prazo é no 
caso concreto de 6 anos. 
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24. (FCC - 2015 - TJ-GO - JUIZ SUBSTITUTO) 
A interrupção da prescrição 
a) não leva a que comece a correr novamente o prazo a partir do dia em que 
verificada a causa interruptiva, no caso de continuação do cumprimento da pena. 
b) ocorre com o oferecimento da denúncia ou da queixa, e não com o 
recebimento. 
c) é extensível aos crimes conexos, ainda que objeto de processos distintos, se 
verificada em relação a qualquer deles. 
d) produz efeitos relativamente a todos os autores do crime quando do início ou 
continuação do cumprimento da pena por algum deles. 
e) ocorre com a publicação da sentença ou acórdãos absolutórios recorríveis. 
25. (FCC — 2015 — TRE/SE — ANALISTA JUDICIÁRIO — ÁREA 
ADMINISTRATIVA) 
Sobre a extinção da punibilidade, nos termos preconizados pelo Código Penal, é 
correto afirmar que 
(A) no caso de revogação do livramento condicional, a prescrição é regulada pelo 
tempo que resta da pena. 
(B) o prazo prescrição é reduzido de metade quando o criminoso era, ao tempo 
da sentença, maior de 60 anos de idade. 
(C) a sentença que conceder ao réu o perdão judicial será considerada para 
efeitos de reincidência. 
(D) no caso de concurso de crimes, a extinção da punibilidade incidirá sobre a 
somatória das penas cominadas aos crimes. 
(E) tratando-se de pena de multa, a única aplicada ao réu, o prazo prescricional 
é de 3 anos. 
26. (FCC — 2015 — TJ-AL - JUIZ SUBSTITUTO) 
No tocante à interrupção da prescrição, é correto afirmar que 
a) o tempo transcorrido antes da causa interruptiva é contado, em qualquer 
situação, para o prazo prescricional. 
b) pode produzir efeitosrelativamente a todos os autores do crime, salvo 
exceções. 
c) a reincidência interrompe a prescrição da pretensão punitiva. 
d) a impronúncia constituiu causa interruptiva da prescrição. 
e) a prescrição fica interrompida enquanto não resolvida, em outro processo, 
questão de que dependa o reconhecimento da existência do crime. 
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27. (FCC — 2015 — TRE-PB — ANALISTA JUDICIÁRIO — ÁREA 
ADMINISTRATIVA) 
No que refere à extinção da punibilidade, de acordo com o Código de Processo 
Penal, interrompida a prescrição, todo o prazo começa a correr, novamente, do 
dia da interrupção, salvo no caso de: 
a) pronúncia. 
b) recebimento da denúncia. 
c) início ou continuação do cumprimento da pena. 
d) decisão confirmatória da pronúncia. 
e) publicação da sentença ou acórdão condenatórios recorríveis. 
28. (FCC — 2014 — SEFAZ/PE — AUDITOR) 
Na lei penal brasileira, NÃO é causa extintiva da punibilidade 
(A) a retratação cabal do querelado, antes da sentença, na calúnia e na 
difamação. 
(B) o perdão judicial, no peculato mediante erro de outrem. 
(C) a reparação integral do dano, no peculato culposo, quando precedente à 
sentença irrecorrível. 
(D) a retratação ou declaração da verdade, antes da sentença no processo em 
que ocorreu o ilícito, no falso testemunho ou falsa perícia. 
(E) a declaração, confissão e o pagamento espontâneos das contribuições, 
valores, importâncias e informações devidas à previdência social, na forma 
definida em lei ou regulamento, antes do início da ação fiscal, na apropriação 
indébita previdenciária. 
	
29. 	(FCC — 2014 — TRF3 — ANALISTA JUDICIÁRIO) 
NÃO é causa extintiva da punibilidade: 
a) prescrição, após o lançamento do tributo. 
b) morte do agente, após definitiva a condenação. 
c) retratação do querelado, na calúnia contra os mortos 
d) perempção, na ação penal privada subsidiária da pública. 
e) perdão judicial, na apropriação indébita previdenciária. 
	
30. 	(FCC — 2015 — TJ-RR — JUIZ) 
Constituem causas de extinção da punibilidade que se relacionam com a ação 
penal pública condicionada 
a) a perempção e o perdão do ofendido. 
b) a decadência e a perempção. 
c) o perdão do ofendido e a composição homologada dos danos civis nos juizado 
especial criminal. 
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d) a decadência e o perdão do ofendido. 
e) a composição homologada dos danos civis no juizado especial criminal e a 
decadência. 
	
31. 	(FCC — 2015 — TJ-PE — JUIZ) 
A prescrição retroativa, 
a) modalidade de prescrição da pretensão executória, é regulada pela pena 
aplicada, não podendo ter por termo inicial data anterior à da denúncia ou queixa. 
b) modalidade de prescrição da pretensão executória, é regulada pelo máximo 
da pena privativa de liberdade cominada ao crime e pode ocorrer entre o 
recebimento da denúncia e a publicação da sentença condenatória transitada em 
julgado para a acusação. 
c) modalidade de prescrição da pretensão punitiva, é regulada pelo máximo da 
pena privativa de liberdade cominada ao crime, não podendo ter por termo inicial 
data anterior à da denúncia ou queixa. 
d) antes prevista como forma de prescrição da pretensão punitiva, foi abolida por 
recente reforma legislativa. 
e) modalidade de prescrição da pretensão punitiva, é regulada pela pena aplicada 
e pode ocorrer entre o recebimento da denúncia e a publicação da sentença 
condenatória transitada em julgado para a acusação. 
	
32. 	(FCC - 2011 - TRE-AP - ANALISTA JUDICIÁRIO - ÁREA JUDICIÁRIA) 
De acordo com o Código Penal NÃO é causa de extinção da punibilidade a 
A) reparação do dano posterior à sentença irrecorrível no crime de peculato 
culposo. 
B) morte do agente. 
C) anistia. 
D) prescrição. 
E) retroatividade de lei que não mais considera o fato como criminoso. 
33. (FCC - 2010 - TCE-RO - AUDITOR) 
No tocante às causas de extinção da punibilidade, é correto afirmar que 
A) a concessão de anistia é atribuição exclusiva do Presidente da República. 
B) o dia do começo inclui-se no cômputo do prazo da decadência. 
C) são previstas exclusivamente na parte geral do Código Penal. 
D) a concessão do indulto restabelece a condição de primário do beneficiado. 
E) é cabível o perdão judicial em qualquer crime. 
34. (FCC — 2012 — TRE/SP — ANALISTA JUDICIÁRIO) 
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Rubens está sendo processado por crime de peculato, praticado no dia 03 de 
fevereiro de 2008, quando tinha 20 anos de idade. A denúncia foi recebida no dia 
05 de junho de 2008. Por sentença judicial, publicada no Diário Oficial no dia 10 
de novembro de 2011, Rubens foi condenado a cumprir pena de 02 (dois) anos 
e 06 (seis) meses de reclusão, em regime inicial aberto, e ao pagamento de 10 
(dez) dias-multa. A pena privativa de liberdade aplicada pelo Magistrado foi 
substituída, na forma do artigo 44, do Código Penal, por uma pena restritiva de 
direitos de prestação de serviços à comunidade, pelo prazo da pena privativa de 
liberdade aplicada, e por 10 (dez) dias-multa, no valor unitário mínimo. A 
sentença transitou em julgado no dia lo de janeiro de 2012. Nesse caso, após o 
trânsito em julgado, a prescrição para as penalidades aplicadas ao réu verifica-
se no prazo de 
a) 02 anos para a pena privativa de liberdade e para as multas. 
b) 08 anos para a pena privativa de liberdade e 02 anos para as multas. 
c) 04 anos para a pena privativa de liberdade e para as multas. 
d) 04 anos para a pena privativa de liberdade e 02 anos para as multas. 
e) 08 anos para a pena privativa de liberdade e para as multas. 
35. 	(FCC — 2012 — TJ/GO — JUIZ) 
No tocante à prescrição, é correto afirmar que 
a) o dia do começo não se inclui no cômputo do prazo. 
b) o prazo é sempre de dois anos no caso de penas restritivas de direitos. 
c) não constitui matéria prejudicial da análise do mérito da ação penal. 
d) incidirá sobre o total da pena, se reconhecido o concurso material de infrações, 
e sobre a pena de cada um, isoladamente, se identificado o formal. 
e) se regula, em abstrato, pelo máximo da pena cominada, menos um terço, no 
caso de imputação de crime tentado. 
36. (VUNESP — 2014 — DPE-MS — DEFENSOR PÚBLICO) 
Agente imputável e menor de 21 anos à época do fato criminoso ocorrido em 10 
de junho de 2006. Foi denunciado como incurso no art. 157, caput, do CP. A 
denúncia foi recebida em 29 de junho de 2006 e até 01 de julho de 2014 não 
havia sido prolatada sentença. Diante disso, pode-se afirmar que 
a) ocorreu a pretensão punitiva estatal, considerado o máximo da pena 
abstratamente cominada à infração. 
b) ocorrerá a prescrição da pretensão punitiva estatal somente depois de 
decorridos seis anos da data supra mencionada (01.07.2014). 
c) ocorrerá a prescrição da pretensão punitiva estatal somente depois de 
decorridos quatro anos da data supra mencionada (01.07.2014). 
d) antes da prolação da sentença condenatória não se pode falar em ocorrência 
da pretensão punitiva estatal. 
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37. (VUNESP — 2015 — TJ-MS — JUIZ) 
Quanto à extinção da punibilidade, é correto afirmar que 
a) a punibilidade só se extingue pela morte do agente; pela anistia, graça ou 
indulto; pela prescrição, decadência ou perempção; pela renúncia do direito de 
queixa ou pelo perdão aceito, nos crimes de ação privada e pela retratação do 
agente,nos casos em que a lei a admite. 
b) o curso da prescrição interrompe-se com o oferecimento da denúncia pelo 
Ministério Público. 
c) o perdão expresso ou tácito concedido pelo ofendido a um dos querelados não 
pode ser aproveitado pelos demais na hipótese de ofensa conjunta por mais de 
um agente. 
d) considerando que o delito previsto no art. 137, caput, do Código Penal prevê 
pena de detenção de quinze dias a dois meses ou multa, a prescrição da pena 
em abstrato ocorrerá em dois anos. 
e) a sentença que conceder perdão judicial não será considerada para efeitos de 
reincidência. 
38. (VUNESP — 2015 — MPE/SP — ANALISTA DE PROMOTORIA) 
Sobre as causas de extinção de punibilidade, pode-se afirmar que 
(A) o perdão judicial, previsto no inciso IX, art. 107, CP, não se dirige a toda e 
qualquer infração penal, mas apenas àquelas previamente determinadas pela lei, 
embora se admita a analogia in bonan partem. 
(B) a hipótese do inciso V, art. 107, CP, que trata do perdão nas ações privadas, 
não está condicionada à aceitação da vítima. 
(C) a perempção, prevista no inciso IV, art. 107, CP, é instituto jurídico mediante 
o qual a vítima ou seu representante, perde o direito de queixa ou de 
representação em virtude da inércia. 
(D) a extinção da punibilidade poderá ser reconhecida desde o início das 
investigações até a sentença penal condenatória ainda não transitada em julgado. 
(E) o rol constante do artigo 107, do Código Penal, é taxativo. 
39. (VUNESP — 2015 — PC/CE — ESCRIVÃO) 
No tocante às disposições previstas no Código Penal relativas à prescrição penal, 
causa de extinção da punibilidade, é correto afirmar que 
(A) nos crimes conexos, a extinção da punibilidade de um deles impede, quanto 
aos outros, a agravação da pena resultante da conexão. 
(B) antes de transitar em julgado a sentença final, a prescrição começa a correr 
do oferecimento da denúncia. 
(C) depois da sentença condenatória com trânsito em julgado para a acusação 
ou depois de improvido seu recurso, a prescrição regula-se pela pena aplicada, 
não podendo, em nenhuma hipótese, ter por termo inicial data anterior à da 
denúncia ou queixa. 
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(D) depois da sentença condenatória com trânsito em julgado para a acusação 
ou depois de improvido seu recurso, a prescrição regula-se pelo máximo da pena 
privativa de liberdade cominada ao crime. 
(E) no caso de evadir-se o condenado ou de revogar-se o livramento condicional, 
a prescrição é regulada pelo tempo total da pena. 
40. (VUNESP — 2015 — TJ-SP — JUIZ — ADAPTADA) 
É inadmissível a extinção da punibilidade pela prescrição da pretensão punitiva 
com fundamento em pena hipotética, independentemente da existência ou sorte 
do processo penal. 
41. (VUNESP — 2014 — TJ-SP — JUIZ) 
Analise estes conceitos atinentes à prescrição penal: 
I. É a perda do direito de punir do Estado, considerada a pena concreta com 
trânsito em julgado para a acusação, levando-se em conta prazo anterior à 
sentença. 
II. É a perda do direito de punir do Estado, levando-se em conta a pena concreta, 
com trânsito em julgado para a acusação, ou improvido seu recurso, cujo lapso 
temporal inicia-se na data da sentença e segue até o trânsito em julgado para a 
defesa. 
III. É a perda do direito de aplicar efetivamente a pena concreta e definitiva, com 
o lapso temporal entre o trânsito em julgado da sentença condenatória para a 
acusação e o início do cumprimento da pena ou a ocorrência de reincidência. 
Agora, escolha a opção que indique, respectivamente, as modalidades de 
prescrição acima descritas: 
a) retroativa; intercorrente ou superveniente; da pretensão executória. 
b) intercorrente ou superveniente; retroativa; da pretensão executória. 
c) da pretensão executória; intercorrente ou superveniente; retroativa. 
d) retroativa; da pretensão executória; intercorrente ou superveniente. 
42. (VUNESP — 2014 — PC-SP — DELEGADO DE POLÍCIA) 
Em regra geral, a prescrição antes de transitar em julgado a sentença final 
a) chamada, pela doutrina, de prescrição intercorrente. 
b) é chamada, pela doutrina, de prescrição retroativa. 
c) regula-se pelo mínimo da pena privativa de liberdade cominada ao crime. 
d) regula-se pela pena aplicada na sentença de primeiro grau. 
e) regula-se pelo máximo da pena privativa de liberdade cominada ao crime. 
43. (VUNESP — 2013 — MPE-ES — ANALISTA DE PROMOTORIA) 
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É causa de extinção da punibilidade o/a 
a) perdão judicial. 
b) inimputabilidade. 
c) semi-imputabilidade. 
d) adequação social da conduta. 
e) inexigibilidade de conduta diversa. 
44. (VUNESP - 2013 - MPE-ES - ANALISTA DE PROMOTORIA) 
Para o agente que tenha mais de 70 (setenta) anos na data da sentença, o prazo 
mínimo e máximo de prescrição, considerando como base os lapsos previstos no 
art. 109 do CP é, em anos, respectivamente, 
a) 3 e 20. 
b) 2 e 15. 
c) 2 e 10. 
d) 1,5 e 15. 
e) 1,5 e 10. 
45. (VUNESP - 2013 - DPE-MS - DEFENSOR PÚBLICO) 
São causas extintivas da punibilidade: 
I. Anistia - é concedida por lei, referindo-se a fatos já realizados, pressupondo 
condenação transitada em julgado. 
II. Perempção - na ação penal privada ou pública condicionada a representação, 
consistindo na perda do direito de prosseguir na ação. 
III. Renúncia - ato unilateral e extraprocessual, pelo qual o ofendido abdica do 
direito de oferecer queixa. 
É correto apenas o que se afirma em 
a) I. 
b) III. 
c) I e III. 
d) II e III. 
46. (VUNESP - 2012 - TJ-RJ - JUIZ) 
A pena privativa de liberdade fixada em 3 (três) meses; a pena de multa quando 
é cumulativamente aplicada com uma privativa de liberdade e a pena de 
prestação pecuniária prescrevem, respectivamente, 
a) em 3 (três) anos; no mesmo prazo da pena privativa de liberdade com a qual 
foi cumulativamente aplicada; no mesmo prazo da pena privativa de liberdade 
que substituiu. 
b) em 2 (dois) anos; no mesmo prazo da pena privativa de liberdade com a qual 
foi cumulativamente aplicada; em 4 (quatro) anos. 
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c) em 3 (três) anos; em 2 (dois) anos; no mesmo prazo da pena privativa de 
liberdade que substituiu. 
d) em 2 (dois) anos; em 2 (dois) anos; em 2 (dois) anos. 
6 EXERCICIOS COMENTADOS 
01. (FGV - 2016 - MPE-RJ - ANALISTA PROCESSUAL) 
Marco, 40 anos, foi denunciado pela prática do crime de lesão corporal 
culposa praticada na direção de veículo automotor, cuja pena privativa 
de liberdade prevista é de detenção de 06 meses a 02 anos. Os fatos 
ocorreram em 02.02.2011, e, considerando que não houve interesse em 
aceitar transação penal, composição dos danos ou suspensão condicional 
do processo, foi oferecida denúncia em 27.02.2014 e recebida a inicial 
acusatória em 11.03.2014. Após a instrução, foi Marco condenado à pena 
mínima de 06 meses em sentença publicada em 29.02.2016, tendo a 
mesma transitado em julgado. Considerando os fatos narrados e a atual 
previsão do Código Penal, é correto afirmar que: 
a) deverá ser reconhecida a extinção da punibilidade de Marco em razão 
da prescrição da pretensão punitiva pela pena em abstrato; 
b) deverá ser reconhecida a extinção da punibilidade de Marco em razão 
da prescrição da pretensão punitiva pela pena em concreto; 
c) deverá ser reconhecida a extinção da punibilidade de Marco em razão 
da prescrição da pretensão executória; 
d) não deverá ser reconhecida a extinção da punibilidade de Marco, pois 
não ocorreu prescrição; 
e) o oferecimento da denúncia funciona como marco interruptivodo 
prazo prescricional. 
COMENTÁRIOS: Neste caso, o prazo prescricional é de 04 anos, na forma do 
art. 109, V do CP. Em 11.03.14 houve a interrupção do prazo prescricional, com 
o RECEBIMENTO da denúncia (o oferecimento da denúncia não é causa de 
interrupção do prazo prescricional). 
Isto posto, não ocorreu a prescrição da pretensão punitiva comum (ou ordinária), 
que leva em conta a pena máxima em abstrato para o delito, pois não transcorreu 
mais de 04 anos entre um marco interruptivo da prescrição e outro. 
Todavia, com a publicação da sentença e aplicação de pena de 06 meses, este 
passa a ser o novo patamar para o cálculo da prescrição. Considerando este novo 
parâmetro, o prazo prescricional (para o cálculo da prescrição baseada na pena 
em concreto) seria de 03 anos (art. 109, VI do CP). Como se vê, passou mais de 
03 anos entre a data do fato e o recebimento da denúncia. Em tese, portanto, 
teria ocorrido a prescrição da pretensão punitiva em sua modalidade 
RETROATIVA. Porém, tal modalidade de prescrição não pode ter por termo inicial 
data anterior ao recebimento da denúncia ou queixa, de forma que não podemos 
reconhecer a prescrição retroativa neste caso. 
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Teoria e questões 
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Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA D. 
02. (FGV — 2016 — CODEBA — ADVOGADO) 
No dia 11/01/2010, Jean, nascido em 11/01/1992, praticou um crime 
de furto simples, razão pela qual foi denunciado como incurso nas 
sanções do Art. 155, caput, do Código Penal. Em 25/01/2010, foi a inicial 
acusatória recebida, não sendo cabível a suspensão condicional do 
processo. Após o regular processamento do feito, diante da confissão de 
Jean, foi o mesmo condenado à pena mínima de um ano de reclusão, 
sendo a sentença condenatória publicada em 01/03/2012 e transitando 
em julgado. Jean dá início ao cumprimento da pena em 02/01/2014. 
Considerando a situação exposta, assinale a afirmativa correta. 
a) Ocorreu a prescrição da pretensão punitiva do Estado, devendo ser 
reconhecida a extinção da punibilidade. 
b) A condenação foi indevida, pois Jean não era imputável na data dos 
fatos. 
c) Ocorreu a prescrição da pretensão executória do Estado, devendo ser 
reconhecida a extinção da punibilidade. 
d) Não ocorreu a extinção da punibilidade, pois não foi ultrapassado o 
prazo de quatro anos entre os marcos interruptivos da prescrição. 
e) Não ocorreu a extinção da punibilidade, pois não foi ultrapassado o 
prazo de três anos entre os marcos interruptivos da prescrição. 
COMENTÁRIOS: Neste caso, o agente praticou o delito aos 18 anos, motivo pelo 
qual o prazo prescricional deverá ser reduzido pela metade, pois o agente tinha 
menos de 21 anos na data do fato (art. 115 do CP). 
O prazo prescricional para o delito, levando em conta a pena máxima prevista 
em abstrato, é de 08 anos, na forma do art. 109, IV do CP. Assim, este prazo 
deve ser reduzido pela metade (ou seja, no caso, o prazo prescricional será de 
04 anos). 
Não passou mais de 04 anos entre um marco interruptivo da prescrição e outro, 
logo, não ocorreu a prescrição com base na pena em abstrato (prescrição da 
pretensão punitiva comum). 
Todavia, precisamos saber se ocorreu a prescrição da pretensão punitiva com 
base na pena concretamente aplicada (01 ano de reclusão). Considerando a pena 
aplicada, chegamos a um novo prazo prescricional, que será de 04 anos (art. 
109, V do CP), reduzido pela metade em razão da idade do agente, ou seja, um 
prazo de 02 anos. 
Isto posto, temos que saber se transcorreu mais de 02 anos entre um marco 
interruptivo da prescrição e outro. A resposta é positiva. Entre o recebimento da 
denúncia e a publicação da sentença tivemos um lapso temporal superior a 02 
anos, motivo pelo qual ocorreu a prescrição da pretensão punitiva com base na 
pena em concreto (neste caso, prescrição da pretensão punitiva RETROATIVA). 
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA A. 
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03. (FGV - 2015 - TJ-PI - OFICIAL DE JUSTIÇA) 
A prescrição da pretensão punitiva do Estado, em segundo grau de 
jurisdição, se interrompe na data da: 
a) publicação na sessão de julgamento do recurso; 
b) publicação do acórdão no diário oficial; 
c) intimação pessoal do Ministério Público e réu; 
d) intimação pessoal do Ministério Público, sem recurso; 
e) entrega dos autos ao escrivão. 
COMENTÁRIOS: O art. 117 do CP assim estabelece: 
Art. 117 - O curso da prescrição interrompe-se: (Redação dada pela Lei no 7.209, de 
11. 7. 1984) 
I - pelo recebimento da denúncia ou da queixa; (Redação dada pela Lei no 7.209, de 
11. 7. 1984) 
II - pela pronúncia; (Redação dada pela Lei no 7.209, de 11.7.1984) 
III - pela decisão confirmatória da pronúncia; (Redação dada pela Lei no 7.209, de 
11.7.1984) 
IV - pela publicação da sentença ou acórdão condenatórios recorríveis; (Redação dada 
pela Lei no 11.596, de 2007). 
V - pelo início ou continuação do cumprimento da pena; (Redação dada pela Lei n° 
9.268, de 10.4.1996) 
VI - pela reincidência. (Redação dada pela Lei no 9.268, de 10.4.1996) 
Como se vê, a publicação do acórdão condenatório recorrível é causa de 
interrupção do prazo prescricional. Todavia, o STF possui entendimento no 
sentido de que esta publicação se dá, para estes fins, na data da própria sessão 
de julgamento, e não em momento posterior (quando da publicação no Diário 
Oficial). 
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA A. 
04. (FGV - 2015 - DPE-RO - ANALISTA JURÍDICO) 
José, nascido em 12.12.1990, foi denunciado pela prática de dois crimes 
de apropriação indébita simples, cuja pena em abstrato prevista é de 
reclusão de 01 a 04 anos e multa, em continuidade delitiva, por fatos 
ocorridos em 04.04.2010 e 10.04.2010. A denúncia foi recebida em 
07.04.2015, sendo o réu imediatamente citado. 
Nessa situação, é correto afirmar que: 
a) a prescrição da pretensão punitiva do Estado pela pena em abstrato 
ocorrerá em 06.04.2023; 
b) a punibilidade do réu deve ser extinta pelo reconhecimento da 
prescrição da pretensão punitiva pela pena ideal; 
c) a prescrição da pretensão punitiva do Estado pela pena em abstrato 
ocorrerá em 06.04.2027; 
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d) a prescrição da pretensão punitiva pela pena em abstrato somente 
ocorrerá em 06.04.2019; 
e) a punibilidade do réu deve ser imediatamente extinta pelo 
reconhecimento da prescrição da pretensão punitiva pela pena em 
abstrato. 
COMENTÁRIOS: Neste caso, a primeira coisa que temos que ter em mente, é 
que a prescrição de cada delito será analisada isoladamente, mesmo em se 
tratando de continuidade delitiva. É o que determina o art. 119 do CP. 
Pois bem, ambos os delitos possuem pena máxima de 04 anos, logo, o prazo 
prescricional é de 08 anos. Porém, como o agente tinha menos de 21 anos na 
data dos fatos, o prazo prescricional de ambos os delitos cai pela metade (passa 
a ser de apenas 04 anos), na forma do art. 115 do CP. 
Assim, precisamos saber agora se já passou mais de 04 anos entre um marco 
interruptivo da prescrição e outro. A resposta é positiva. Entre a data dos fatos 
(04.04.2010 e 10.04.2010) e o recebimento da denúncia (07.04.2015) já 
transcorreu lapso superior a 04 anos, motivo pelo qual ocorreu a prescrição da 
pretensão punitiva com base na pena em abstrato. 
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA E. 
05. (FGV — 2015 — DPE-MT — ADVOGADO) 
Thiago, nascido em 10/10/90, foi denunciado pela prática do crime de 
tentativa de homicídio qualificado (Art. 121, § 2°, inciso IV c/c Art. 14, 
inciso II, ambos do Código Penal)por fato ocorrido em 01/11/10. 
A denúncia foi recebida em 05/05/14, tendo o feito regular 
prosseguimento. Em 12/10/14, foi publicada decisão do juiz 
pronunciando o acusado. Inconformada com essa decisão, a advogada 
do réu interpôs o recurso cabível, mas a pronúncia foi confirmada em 
decisão do Tribunal proferida e publicada em 12/12/14. 
Considerando apenas essas informações, é correto afirmar que a 
prescrição da pretensão punitiva pela pena em abstrato ocorrerá em 
a) 12 de dezembro de 2034. 
b) 12 de outubro de 2034. 
c) 12 de outubro de 2030. 
d) 12 de dezembro de 2024. 
e) 12 de outubro de 2024. 
COMENTÁRIOS: Neste caso temos um crime cuja pena máxima prevista em 
abstrato é de 30 anos. Todavia, por se tratar da forma TENTADA deste delito, 
para obter a pena máxima deveremos aplicar o patamar mínimo de redução 
atinente à tentativa (um terço). Logo, 30 anos menos um terço é igual a 20 anos. 
A pena máxima para este caso específico, portanto, é de 20 anos. Considerando 
tal pena máxima, o prazo prescricional, na forma do art. 109, I do CP, será 
também de 20 anos. Porém, como o agente tinha menos de 21 anos na data do 
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fato, este prazo será reduzido pela metade, ou seja, o prazo prescricional será de 
10 anos. 
A partir daí, para calcularmos a data em que ocorrerá a prescrição da pretensão 
punitiva com base na pena abstrata, temos que saber quando ocorreu a última 
interrupção da prescrição. No caso da questão, a última interrupção do prazo 
prescricional se deu em 12.12.14, ou seja, quando da publicação da decisão 
confirmatória da pronúncia, na forma do art. 117, III do CP. 
Assim, considerando este último marco interruptivo da prescrição, a prescrição 
efetivamente ocorrerá em 12.12.2024. 
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA D. 
06. (FGV — 2014 — PROCEMPA — ADVOGADO) 
As opções a seguir apresentam causas de extinção da punibilidade, à 
exceção de uma. Assinale-a. 
a) Indulto e graça. 
b) Prescrição e decadência. 
c) Anistia. 
d) Morte da vítima. 
e) Perdão aceito, nos crimes de ação privada. 
COMENTÁRIOS: As causas de extinção da punibilidade estão elencadas no art. 
107 do CP. Vejamos: 
Extinção da punibilidade 
Art. 107 - Extingue-se a punibilidade: (Redação dada pela Lei no 7.209, de 11.7.1984) 
I - pela morte do agente; 
II - pela anistia, graça ou indulto; 
III - pela retroatividade de lei que não mais considera o fato como criminoso; 
IV - pela prescrição, decadência ou perempção; 
V - pela renúncia do direito de queixa ou pelo perdão aceito, nos crimes de ação 
privada; 
VI - pela retratação do agente, nos casos em que a lei a admite; 
VII - (Revogado pela Lei no 11.106, de 2005) 
VIII - (Revogado pela Lei no 11.106, de 2005) 
IX - pelo perdão judicial, nos casos previstos em lei. 
Como se pode ver, a morte da VÍTIMA não é causa de extinção da punibilidade 
(o que é causa de extinção da punibilidade é a morte do INFRATOR). 
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA D. 
07. (FGV — 2017 — OAB - XXII EXAME DE ORDEM) 
No dia 15 de abril de 2011, João, nascido em 18 de maio de 1991, foi 
preso em flagrante pela prática do crime de furto simples, sendo, em 
seguida, concedida liberdade provisória. A denúncia somente foi 
oferecida e recebida em 18 de abril de 2014, ocasião em que o juiz 
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designou o dia 18 de junho de 2014 para a realização da audiência 
especial de suspensão condicional do processo oferecida pelo Ministério 
Público. A proposta foi aceita pelo acusado e pela defesa técnica, 
iniciando-se o período de prova naquele mesmo dia. Três meses depois, 
não tendo o acusado cumprido as condições estabelecidas, a suspensão 
foi revogada, o que ocorreu em decisão datada de 03 de outubro de 2014. 
Ao final da fase instrutória, a pretensão punitiva foi acolhida, sendo 
aplicada ao acusado a pena de 01 ano de reclusão em regime aberto, 
substituída por restritiva de direitos. A sentença condenatória foi 
publicada em 19 de maio de 2016, tendo transitado em julgado para a 
acusação. 
Intimado da decisão respectiva, João procura você, na condição de 
advogado(a), para saber sobre eventual prescrição, pois tomou 
conhecimento de que a pena de 01 ano, em tese, prescreve em 04 anos, 
mas que, no caso concreto, por força da menoridade relativa, deve o 
prazo ser reduzido de metade. 
Diante desse quadro, você, como advogado(a), deverá esclarecer que 
A) ocorreu a prescrição da pretensão punitiva entre a data do fato e a 
do recebimento da denúncia. 
B) ocorreu a prescrição da pretensão punitiva entre a data do 
recebimento da denúncia e a da publicação da sentença condenatória. 
C) ocorreu a prescrição da pretensão executória entre a data do 
recebimento da denúncia e a da publicação da sentença condenatória. 
D) não há que se falar em prescrição, no caso apresentado. 
COMENTÁRIOS: Neste caso não ocorreu a prescrição da pretensão punitiva. 
Primeiramente, não ocorreu a prescrição da pretensão punitiva ordinária 
(comum), pois tal modalidade de prescrição leva em conta a pena máxima 
prevista para o delito (04 anos), logo, a prescrição somente ocorreria em 08 anos, 
nos termos do art. 109, IV do CP. Ainda que se reduza tal prazo pela metade, em 
razão de ser o agente menor de 21 anos na data do fato (art. 115 do CP), ainda 
assim não teria ocorrido prescrição, pois não passou mais de 04 anos entre um 
marco interruptivo da prescrição e outro. 
Por fim, devemos analisar se ocorreu a prescrição da pretensão punitiva 
RETROATIVA, que leva em conta a pena APLICADA. Considerando a pena aplicada 
(01 ano), o prazo prescricional seria de 04 anos, nos termos do art. 109, V do 
CP, reduzidos pela metade em razão de ser o agente menor de 21 anos na data 
do fato, logo, a prescrição retroativa ocorreria em 02 anos. 
Agora devemos saber se entre um marco interruptivo da prescrição, e outro, 
transcorreu mais de 02 anos. 
Entre a data do fato (15.04.2011) e o recebimento da denúncia (18.04.2011) 
transcorreu mais de 02 anos. Todavia, a prescrição retroativa não pode ocorrer 
antes do recebimento da denúncia, logo, esqueçamos esse período. 
Com relação ao período entre o recebimento da denúncia (18.04.2016) e a 
publicação da sentença recorrível (19.05.2016), também transcorreu mais de 02 
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anos. Porém, nesses 02 anos e 01 mês, tivemos aproximadamente 03 meses de 
suspensão do processo (entre 18.06.2014 e 03.10.2014). Nesse período de três 
meses o prazo de prescrição FICOU SUSPENSO, nos termos do art. 89, §6° do 
CPP. Assim, se descontarmos esses três meses, também não passou mais de 02 
anos entre o recebimento da denúncia e a publicação da sentença recorrível, logo, 
não ocorreu a prescrição retroativa. 
Assim, não ocorreu prescrição no presente caso. 
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA D. 
08. (FGV - 2017 - OAB - XXIV EXAME DE ORDEM) 
No dia 28 de agosto de 2011, após uma discussão no trabalho quando 
todos comemoravam os 20 anos de João, este desfere uma facada no 
braço de Paulo, que fica revoltado e liga para a Polícia, sendo João preso 
em flagrante pela prática do injusto de homicídio tentado, obtendo 
liberdade provisória logo em seguida. O laudo de exame de delito 
constatou a existência de lesão leve. 
A denúncia foi oferecida em 23 de agosto de 2013 e recebida pelo juiz 
em 28 de agosto de 2013. Finda a primeira fase do procedimento do 
Tribunal do Júri, ocasião em que a vítima compareceu, confirmou os 
fatos, inclusive dizendo acreditarque a intenção do agente era 
efetivamente matá-la, e demonstrou todo seu inconformismo com a 
conduta do réu, João foi pronunciado, sendo a decisão publicada em 23 
de agosto de 2015, não havendo impugnação pelas partes. Submetido a 
julgamento em sessão plenária em 18 de julho de 2017, os jurados 
afastaram a intenção de matar, ocorrendo em sentença, então, a 
desclassificação para o crime de lesão corporal simples, que tem a pena 
máxima prevista de 01 ano, sendo certo que o Código Penal prevê que a 
pena de 01 a 02 anos prescreve em 04 anos. 
Na ocasião, você, como advogado(a) de João, considerando apenas as 
informações narradas, deverá requerer que seja declarada a extinção da 
punibilidade pela 
A) decadência, por ausência de representação da vítima. 
B) prescrição da pretensão punitiva, porque já foi ultrapassado o prazo 
prescricional entre a data do fato e a do recebimento da denúncia. 
C) (prescrição da pretensão punitiva, porque já foi ultrapassado o prazo 
prescricional entre a data do oferecimento da denúncia e a da publicação 
da decisão de pronúncia. 
D) prescrição da pretensão punitiva, porque entre a data do recebimento 
da denúncia e a do julgamento pelo júri decorreu o prazo prescricional. 
COMENTÁRIOS: Neste caso ocorreu a prescrição da pretensão punitiva, porque 
já foi ultrapassado o prazo prescricional entre a data do fato e a do recebimento 
da denúncia, pois o prazo prescricional, originalmente de 04 anos, deve ser 
reduzido pela metade, na forma do art. 115 do CP, já que o agente era menor de 
21 anos na data do fato. 
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Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA B. 
09. (FGV - 2016 - XXI EXAME DA OAB - PRIMEIRA FASE) 
Carlos, 21 anos, foi condenado a cumprir pena de prestação de serviços 
à comunidade pela prática de um crime de lesão corporal culposa no 
transito. Em 01/01/2014, seis meses após cumprir a pena restritiva de 
direitos aplicada, praticou novo crime de natureza culposa, vindo a ser 
denunciado. 
Carlos, após não aceitar qualquer benefício previsto na Lei no 9.099/95 
e ser realizada audiência de instrução e julgamento, é novamente 
condenado em 17/02/2016. O juiz aplica pena de 11 meses de detenção, 
não admitindo a substituição por restritiva de direitos em razão da 
reincidência. 
Considerando que os fatos são verdadeiros e que o Ministério Público não 
apelou, o(a) advogado(a) de Carlos, sob o ponto de vista técnico, deverá 
requerer, em recurso, 
A) a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos. 
B) a suspensão condicional da pena. 
C) o afastamento do reconhecimento da reincidência. 
D) a prescrição da pretensão punitiva. 
COMENTÁRIOS: Não houve, no caso, reincidência, eis que ainda que se 
considere a pena aplicada ao agente, não se pode falar em prescrição retroativa, 
eis que a pena aplicada foi de 11 meses de detenção, de maneira que o prazo 
prescricional seria de 03 anos (e não transcorreu tal lapso temporal entre um 
marco interruptivo da prescrição e outro). 
Não há que se falar, ainda, no afastamento da reincidência, eis que o réu é, de 
fato, reincidente, nos termos do art. 63 do CP. 
É, todavia, cabível a substituição da pena privativa de liberdade pela restritiva de 
direitos, pois somente a reincidência em crime DOLOSO impede a substituição, 
de maneira que a mera reincidência em crime culposo não é capaz de, por si só, 
impedir o benefício, nos termos do art. 44, II do CP. 
Por fim, não é cabível, ainda, a suspensão condicional da pena, eis que esta não 
é admitida quando for possível a substituição pela restritiva de direitos, nos 
termos do art. 77, III do CP. 
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA A. 
10. (FGV - 2012 - OAB - EXAME DE ORDEM) 
Trata-se de causa extintiva da punibilidade consistente na exclusão, 
por lei ordinária com efeitos retroativos, de um ou mais fatos 
criminosos do campo de incidência do Direito Penal, 
a) o indulto individual. 
b) a anistia. 
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c) o indulto coletivo. 
d) a graça. 
COMENTÁRIOS: A anistia é causa de exclusão do fato criminoso, mediante lei 
ordinária e com efeitos retroativos. O indulto e a graça são concedidos pelo 
Presidente da República. 
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA B. 
11. (FGV - 2012 - OAB - EXAME DE ORDEM) 
Com relação às causas de extinção da punibilidade previstas no artigo 
107 do Código Penal, assinale a alternativa correta. 
a) O perdão do ofendido é ato unilateral, prescindindo de anuência do 
querelado. 
b) Nos crimes conexos, a extinção da punibilidade de um deles impede, 
quanto aos outros, a agravação da pena resultante da conexão. 
c) A perempção é causa de extinção de punibilidade exclusiva da ação 
penal privada. 
d) Em caso de morte do réu, não há falar em extinção da punibilidade, 
devendo o juiz absolvê-lo com base no método de resolução de conflitos 
do in dubio pro reo. 
COMENTÁRIOS: 
A) ERRADA: O perdão é ato bilateral, e deve ser aceito pelo querelado, nos termos 
do art. 106, III do CP. 
B) ERRADA: Item errado, nos termos do art. 108, parte final, do CP: 
Art. 108 - A extinção da punibilidade de crime que é pressuposto, elemento 
constitutivo ou circunstância agravante de outro não se estende a este. Nos crimes 
conexos, a extinção da punibilidade de um deles não impede, quanto aos outros, a 
agravação da pena resultante da conexão. (Redação dada pela Lei no 7.209, de 
11.7.1984) 
C) CORRETA: A perempção é um fenômeno que só se aplica às ações penais 
privadas, não sendo aplicável às ações penais públicas. 
D) ERRADA: A morte do agente é causa de extinção da punibilidade, nos termos 
do art. 107, I do CP. 
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA C. 
12. (FGV - 2015 - OAB - XVI EXAME DE ORDEM) 
Felipe, menor de 21 anos de idade e reincidente, no dia 10 de abril de 
2009, foi preso em flagrante pela prática do crime de roubo. Foi solto no 
curso da instrução e acabou condenado em 08 de julho de 2010, nos 
termos do pedido inicial, ficando a pena acomodada em 04 anos de 
reclusão em regime fechado e multa de 10 dias, certo que houve a 
compensação da agravante da reincidência com a atenuante da 
menoridade. A decisão transitou em julgado para ambas as partes em 20 
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DIREITO PENAL P/ TJ-AL (2018) — TÉCNICO JUDICIÁRIO — ÁREA JUDICIÁRIA 
Teoria e questões 
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de julho de 2010. Foi expedido mandado de prisão e Felipe nunca veio a 
ser preso. 
Considerando a questão fática, assinale a afirmativa correta. 
a) A extinção da punibilidade pela prescrição da pretensão executória 
ocorrerá em 20 de julho de 2016. 
b) A extinção da punibilidade pela prescrição da pretensão executória 
ocorreu em 20 de julho de 2014. 
c) A extinção da punibilidade pela prescrição da pretensão executória 
ocorrerá em 20 de julho de 2022. 
d) A extinção da punibilidade pela prescrição da pretensão executória 
ocorrerá em 20 de novembro de 2015. 
COMENTÁRIOS: No caso em tela, a prescrição da pretensão executória ocorrerá 
em 05 anos e quatro meses, contados do trânsito em julgado para ambas as 
partes. 
Isso porque o prazo prescricional a ser utilizado como parâmetro é o de 08 anos, 
pois a pena aplicada não supera 04 anos (art. 109, IV do CP). 
Além disso, em se tratando de prescrição da pretensão executória de condenado 
reincidente, este prazo é aumentado em um terço, nos termos do art. 110 do CP. 
Assim, até agora temos um prazo prescricional de 10 anos e 08 meses (08 anos 
+ 1/3). 
Contudo, como o réu era menor de 21 anos na data do fato, este prazo é reduzido 
pela metade (art. 115 do CP). Assim, o prazo prescricional será de 05 anose 04 
meses. 
Desta forma, a extinção da punibilidade ocorrerá em 20.11.2015. 
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA D. 
13. (FGV - 2014 - OAB - EXAME DE ORDEM) 
Francisco foi condenado por homicídio simples, previsto no Art. 121 do 
Código Penal, devendo cumprir pena de seis anos de reclusão. A sentença 
penal condenatória transitou em julgado no dia 10 de agosto de 1984. 
Dias depois, Francisco foge para o interior do Estado, onde residia, 
ficando isolado num sítio. Após a fuga, as autoridades públicas nunca 
conseguiram capturá-lo. Francisco procura você como advogado(a) em 
10 de janeiro de 2014. 
Com relação ao caso narrado, assinale a afirmativa correta 
a) Ainda não ocorreu prescrição do crime, tendo em vista que ainda não 
foi ultrapassado o prazo de trinta anos requerido pelo Código Penal. 
b) Houve prescrição da pretensão executória 
c) Não houve prescrição, pois o crime de homicídio simples é 
imprescritível. 
d) Houve prescrição da pretensão punitiva pela pena em abstrato, pois 
Francisco nunca foi capturado. 
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COMENTÁRIOS: Considerando que o prazo prescricional, aqui, será de 12 anos, 
pois será utilizada a pena efetivamente aplicada como parâmetro (arts. 109, III 
c/c art. 110 do CP), podemos afirmar que já transcorreu prazo da prescrição da 
pretensão executória. 
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA B. 
14. (FGV - 2012 - OAB - EXAME DE ORDEM) 
No dia 18/10/2005, Eratóstenes praticou um crime de corrupção ativa 
em transação comercial internacional (Art. 337-B do CP), cuja pena é de 
1 a 8 anos e multa. Devidamente investigado, Eratóstenes foi denunciado 
e, em 20/1/2006, a inicial acusatória foi recebida. O processo teve 
regular seguimento e, ao final, o magistrado sentenciou Eratóstenes, 
condenando-o à pena de 1 ano de reclusão e ao pagamento de dez dias-
multa. A sentença foi publicada em 7/4/2007. O Ministério Público não 
interpôs recurso, tendo, tal sentença, transitado em julgado para a 
acusação. A defesa de Eratóstenes, por sua vez, que objetivava sua 
absolvição, interpôs sucessivos recursos. Até o dia 15/5/2011, o 
processo ainda não havia tido seu definitivo julgamento, ou seja, não 
houve trânsito em julgado final. Levando-se em conta as datas descritas 
e sabendo-se que, de acordo com o art. 109, incisos III e V, do Código 
Penal, a prescrição, antes de transitar em julgado a sentença final, 
verifica-se em 12 (doze) anos se o máximo da pena é superior a quatro 
e não excede a oito anos e em 4 (quatro) anos se o máximo da pena é 
igual a um ano ou, sendo superior, não exceda a dois, com base na 
situação apresentada, é correto afirmar que 
a) não houve prescrição da pretensão punitiva nem prescrição da 
pretensão executória, pois desde a publicação da sentença não 
transcorreu lapso de tempo superior a doze anos. 
b) ocorreu prescrição da pretensão punitiva retroativa, pois, após a data 
da publicação da sentença e a última data apresentada no enunciado, 
transcorreu lapso de tempo superior a 4 anos. 
c) ocorreu prescrição da pretensão punitiva superveniente, que 
pressupõe o trânsito em julgado para a acusação e leva em conta a pena 
concretamente imposta na sentença. 
d) não houve prescrição da pretensão punitiva, pois, como ainda não 
ocorreu o trânsito em julgado final, deve-se levar em conta a teoria da 
pior hipótese, de modo que a prescrição, se houvesse, somente ocorreria 
doze anos após a data do fato. 
COMENTÁRIOS: No caso em tela ocorreu a prescrição da pretensão punitiva 
superveniente, que ocorre entre o trânsito em julgado para a acusação e o 
trânsito em julgado para ambas as partes. 
Tal modalidade de prescrição leva em conta a pena efetivamente aplicada, que 
não mais poderá ser majorada, dado o trânsito em julgado para a acusação. 
Como a pena aplicada foi de um ano de reclusão, o prazo prescricional será de 
04 anos, nos termos do art. 110, §1° do CP. 
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Entre o trânsito em julgado para a acusação e a data citada na narrativa já havia 
transcorrido mais de 04 anos, motivo pelo qual deve ser reconhecida a prescrição 
da pretensão punitiva superveniente. 
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA C. 
15. (FGV - 2010 - OAB - EXAME DE ORDEM) 
A respeito do regime legal da prescrição no Código Penal, tendo por base 
ocorrência do fato na data de hoje, assinale a alternativa correta. 
a) A prescrição, depois da sentença condenatória com trânsito em 
julgado para a acusação, regula-se pela pena aplicada, não podendo, em 
nenhuma hipótese, ter por termo inicial data anterior à da denúncia ou 
queixa. 
b) A prescrição da pena de multa ocorrerá em 2 (dois) anos, 
independentemente do prazo estabelecido para a prescrição da pena de 
liberdade aplicada cumulativamente 
c) Se o réu citado por edital permanece revel e não constitui advogado, 
fica suspenso o processo, mantendo-se em curso o prazo prescricional, 
que passa a ser computado pelo dobro da pena máxima cominada ao 
crime. 
d) São causas interruptivas do curso da prescrição previstas no Código 
Penal, dentre outras, o recebimento da denúncia ou da queixa, a 
pronúncia, a publicação da sentença condenatória ou absolutória 
recorrível. 
COMENTÁRIOS: 
A) CORRETA: Esta é a exata previsão do art. 110, §1° do CP. 
B) ERRADA: No caso de a multa ser aplicada cumulativamente com pena privativa 
de liberdade, prescreverá no mesmo prazo desta, nos termos do art. 114, II do 
CP 
C) ERRADA: Se o réu for citado por edital e não comparecer, nem constituir 
advogado, ficarão suspensos tanto o processo quanto o curso do prazo 
prescricional, nos termos do art. 366 do CPP. 
D) ERRADA: Item errado, pois a publicação da sentença ABSOLUTÓRIA recorrível 
não interrompe a prescrição, nos termos do art. 117 do CP. 
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA A. 
16. (FCC - 2017 - TRE-SP - ANALISTA JUDICIÁRIO ÁREA JUDICIÁRIA) 
Paulo, quando tinha 20 anos de idade, após ser abordado em uma blitz 
da polícia rodoviária federal na Rodovia Presidente Dutra, no dia 1° de 
Junho de 2010, oferece R$ 1.000,00, em dinheiro, para o policial 
responsável pela abordagem para não ser autuado por excesso de 
velocidade. Paulo é conduzido ao Distrito Policial, preso em flagrante, e 
acaba beneficiado pela Justiça sendo colocado em liberdade após 
pagamento de fiança. Encerrado o inquérito Policial, a denúncia em 
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desfavor de Paulo, pelo crime de corrupção ativa, é recebida no dia 15 
de Julho de 2014. O processo tramita regularmente e Paulo é condenado 
a cumprir pena de 2 anos de reclusão, em regime inicial aberto, por 
sentença publicada em 14 de Agosto de 2016. A sentença transita em 
julgado. Ricardo, advogado de Paulo, postula ao Magistrado competente 
para a execução da sentença o reconhecimento da prescrição. Neste 
caso, de acordo com o Código Penal, a prescrição da pretensão punitiva 
estatal ocorre em 
(A) 8 anos e a pena cominada ao réu, Paulo, não está prescrita, cabendo 
a ele cumprir regularmente sua pena. 
(B) 4 anos e a pena cominada ao réu, Paulo, não está prescrita, cabendo 
a ele cumprir regularmente sua pena. 
(C) 3 anos e a pena cominada ao réu, Paulo, está prescrita em 
decorrência do decurso do prazo superior a 3 anos entre a data do crime 
e do recebimento da denúncia. 
(D) 4 anos e a pena cominada ao réu, Paulo, está prescrita em 
decorrência do decurso do prazo entre a data do crime e do recebimento 
da denúncia. 
(E) 2 anos e a pena cominada ao réu, Paulo, está prescrita em 
decorrência do decurso do prazo entrea data do recebimento da 
denúncia e a publicação da sentença condenatória. 
COMENTÁRIOS: Neste caso a prescrição deve ser calculada tendo como base a 
pena efetivamente aplicada (02 anos de reclusão). Assim, o prazo prescricional a 
ser considerado é o de 04 anos, nos termos do art. 109, V do CP. 
Todavia, como o agente possuía menos de 21 anos na data do FATO, este prazo 
deve ser reduzido pela metade, nos termos do art. 115 do CP. 
Logo, o prazo prescricional, aqui, será de 02 anos. 
Resta saber, agora, se ocorreu a prescrição antes da sentença. 
Devemos desconsiderar o prazo anterior ao recebimento da denúncia, nos termos 
do art. 110, §10 do CP. Considerando o lapso de tempo transcorrido entre o 
recebimento da denúncia e a publicação da sentença, chegamos à conclusão de 
que transcorreu mais de dois anos, ou seja, ocorreu a prescrição da pretensão 
punitiva RETROATIVA. 
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA E. 
17. (FCC — 2017 — TRE-SP — ANALISTA JUDICIÁRIO ÁREA 
ADMINISTRATIVA) 
Moisés respondeu processo por crime de corrupção ativa cometido no dia 
30 de Setembro de 2010, quando tinha 66 anos de idade. A denúncia 
oferecida pelo Ministério Público em 16 de Outubro de 2014 é recebida 
pelo Magistrado competente no dia 18 de Outubro do mesmo ano de 
2014. O processo tramita regularmente e Moisés é condenado a cumprir 
pena de 2 anos de reclusão, em regime inicial semiaberto, e ao 
pagamento de 10 dias-multa por sentença proferida em 25 de Abril de ~1~~11iimp 
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2016 e publicada no dia 27 do mesmo mês e ano. Não houve interposição 
de recurso pelas partes e é certificado o trânsito em julgado. 
No caso hipotético apresentado, a prescrição da pretensão punitiva 
estatal regula-se pela pena aplicada ao réu Moisés e verifica-se em 
(A) 02 anos e o réu deverá cumprir integralmente a sua pena, não sendo 
o caso de extinção da sua punibilidade. 
(B) 02 anos, devendo ser extinta a punibilidade do réu diante do decurso 
deste prazo entre a data do crime e do recebimento da denúncia. 
(C) 04 anos, devendo ser extinta a punibilidade do réu diante do decurso 
deste prazo entre a data do crime e do recebimento da denúncia. 
(D) 01 ano e 06 meses, devendo ser extinta a punibilidade do réu diante 
do decurso deste prazo entre a data do crime e do recebimento da 
denúncia e entre a data do recebimento da denúncia e da publicação da 
sentença. 
(E) 03 anos, devendo ser extinta a punibilidade do réu diante do decurso 
deste prazo entre a data do crime e do recebimento da denúncia. 
COMENTÁRIOS: A prescrição, considerando ter havido o trânsito em julgado, 
passa a ser regulada pela pena imposta na sentença (02 anos de reclusão). 
Considerando esta pena aplicada, o prazo prescricional será de 04 anos, nos 
termos do art. 109, V do CP. Todavia, como réu possuía mais de 70 anos na data 
da sentença, este prazo é reduzido pela metade, nos termos do art. 115 do CP. 
Assim, o prazo prescricional, neste caso, será de dois anos. 
Agora, devemos saber se houve, ou não, a prescrição retroativa (antes da 
sentença). 
No caso em tela, não podemos considerar o lapso de tempo ANTERIOR ao 
recebimento da denúncia, por expressa vedação legal (art. 110, §10 do CP). 
Assim, só resta saber se transcorreu mais de 02 anos entre o recebimento da 
denúncia e a sentença. E a resposta é NEGATIVA. 
Logo, não ocorreu a prescrição e não houve a extinção da punibilidade. 
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA A. 
18. (FCC - 2016 - DPE-BA - DEFENSOR PÚBLICO) 
Sobre a prescrição, é correto afirmar que 
a) o oferecimento da denúncia ou queixa é causa interruptiva da 
prescrição. 
b) o prazo da prescrição da pretensão executória regula-se pela pena 
aplicada na sentença, aumentado de um terço, se o condenado for 
reincidente. 
c) no caso de concurso de crimes, as penas se somam para fins de 
prescrição. 
d) é reduzido de metade o prazo de prescrição quando o agente for 
menor de 21 anos na data da sentença. 
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e) no caso de fuga ou evasão do condenado a prescrição é regulada de 
acordo com o total da pena fixada na sentença. 
COMENTÁRIOS: 
a) ERRADA: O RECEBIMENTO da ação penal é que é causa de interrupção da 
prescrição, nos termos do art. 117, I do CP. 
b) CORRETA: Item correto, pois esta é a exata previsão do art. 110 do CP. 
c) ERRADA: Item errado, pois no caso de concurso de crimes, a extinção da 
punibilidade incidirá sobre a pena de cada um, isoladamente, conforme prevê o 
art. 119 do CP. 
d) ERRADA: Item errado, pois será reduzido de metade o prazo de prescrição 
quando o agente for menor de 21 anos na data do FATO, nos termos do art. 115 
do CP 
e) ERRADA: Item errado, pois nesse caso a prescrição será regulada pelo tempo 
que resta da pena, conforme art. 113 do CP. 
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA B. 
19. (FCC - 2015 - MP-PB - TÉCNICO MINISTERIAL) 
Paulo, de 19 anos de idade, é abordado em uma operação da Polícia 
Militar do Estado da Paraíba, na cidade de João Pessoa, deflagrada no dia 
10 de dezembro de 2012. Após se recusar a submeter-se ao teste do 
bafõmetro e apresentar a documentação solicitada, Paulo ofende 
moralmente os policiais que trabalhavam regularmente na ocorrência e 
é conduzido preso ao Distrito Policial. Posteriormente Paulo é 
denunciado pelo Ministério Público por crime de desacato e a denúncia é 
recebida pelo Magistrado competente no dia 14 de abril de 2013, com 
instauração da ação penal. Por ostentar maus antecedentes e não fazer 
jus a qualquer benefício, a ação tramita regularmente até a prolação da 
sentença condenatória pelo Magistrado competente no dia 15 de maio de 
2015, que aplicou ao réu Paulo a pena de 1 ano de detenção, em regime 
inicial semiaberto. A sentença transitou em julgado. Após o trânsito em 
julgado, o advogado de Paulo postulou ao Magistrado a extinção da 
punibilidade do seu cliente com base na prescrição. Neste caso, o 
Magistrado 
a) não deverá reconhecer a prescrição uma vez que o Código Penal 
estabelece o prazo prescricional de 4 anos no caso de pena igual ou 
superior a 1 ano. 
b) não deverá reconhecer a prescrição uma vez que o Código Penal 
estabelece o prazo prescricional de 3 anos no caso de pena igual ou 
superior a 1 ano. 
c) deverá declarar extinta a punibilidade do réu pela prescrição, uma vez 
que o Código Penal estabelece, neste caso, o prazo prescricional de 2 
anos. 
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d) não deverá reconhecer a prescrição uma vez que o Código Penal 
estabelece o prazo prescricional de 6 anos no caso de pena igual ou 
superior a 1 ano. 
e) não deverá reconhecer a prescrição uma vez que o Código Penal 
estabelece o prazo prescricional de 5 anos no caso de pena igual ou 
superior a 1 ano. 
COMENTÁRIOS: O Juiz, neste caso, deverá declarar extinta a punibilidade do 
réu pela prescrição, uma vez que o CP estabelece, neste caso, o prazo 
prescricional de 04 anos (art. 109, V do CP), reduzido pela metade em razão do 
fato de o réu ter menos de 21 anos na data do fato (art. 115 do CP). Assim, a 
prescrição, neste caso, ocorrerá em 02 anos. Como transcorreu mais de 02 anos 
entre o recebimento da denúncia e a sentença, deve ser reconhecida a prescrição. 
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA C. 
20. (FCC - 2015 - TRE-AP - ANALISTA JUDICIÁRIO) 
Renato, com 20 anos de idade é abordado por policiais militares após se 
envolver em uma briga em boate da cidade de Macapá. Embriagado e 
extremamente nervoso Renato passa a ofender os policiais no exercícioregular da função. Conduzido ao Distrito Policial Renato acaba 
posteriormente denunciado pelo Ministério Público por cri-me de 
desacato e, por sentença final, condenado ao pagamento de 20 dias-
multa, no valor unitário mínimo como incurso no artigo 331, do Código 
Penal (crime de desacato). Neste caso, a prescrição da pena aplicada 
ocorrerá em 
(A) 05 anos. 
(B) 02 anos. 
(C) 01 ano. 
(D) 04 anos. 
(E) 03 anos. 
COMENTÁRIOS: No caso em tela a prescrição deve ser analisada nos termos do 
art. 114, I do CP, que estabelece que o prazo seja de dois anos quando a pena 
de multa for a única cominada ou APLICADA (que é o caso). Contudo, o agente 
era menor de 21 anos na data do fato, de forma que este prazo deverá ser 
reduzido pela metade, nos termos do art. 115 do CP. Assim, a prescrição ocorrerá 
em 01 ano. 
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA C. 
21. (FCC - 2015 - TRE-AP - ANALISTA JUDICIÁRIO - ÁREA 
JUDICIÁRIA) 
Ticio, funcionário público municipal, para justificar um período de uma 
semana de falta, apresenta um atestado médico no dia 10 de Janeiro de 
2007. Desconfiado da conduta de Tício, o superior imediato dele Renato 
coleta informações e descobre que o atestado apresentado por Ticio é 
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falso, noticiando imediatamente o fato à Autoridade Policial, que 
determina a instauração de Inquérito Policial. O inquérito demora muito 
tempo para ser encerrado e relatado. Tício é, então, denunciado pelo 
Ministério Público como incurso no artigo 297, c.c. o artigo 304, ambos 
do Código Penal e a denúncia recebida em 20 de Julho do mesmo ano de 
2007. O processo transcorre normalmente até a prolação da sentença 
pelo Magistrado competente, que condena Ticio a cumprir pena de 02 
anos e 06 meses de reclusão e multa. A sentença é publicada em 20 de 
Setembro de 2010. Interposto recurso de apelação pelo réu Tício o 
Tribunal de Justiça nega provimento ao apelo e mantém a sentença de 
primeiro grau. O Acórdão, publicado em 10 de Outubro de 2015, transitou 
em julgado. Na situação hipotética apresentada, na fase de execução, o 
Magistrado 
(A) deverá extinguir a punibilidade de Tício pela prescrição uma vez que 
transcorreu lapso temporal superior a 5 anos entre a data da publicação 
da sentença e da publicação do acórdão recorrível. 
(B) deverá extinguir a punibilidade de Tício pela prescrição que ocorre 
no caso concreto em três anos, prazo este transcorrido entre a data do 
recebimento da denúncia e da sentença. 
(C) deverá extinguir a punibilidade de Tício pela prescrição que ocorre 
no caso concreto em quatro anos, prazo este transcorrido entre a data 
da publicação da sentença de primeiro grau e do acórdão recorrível. 
(D) deverá extinguir a punibilidade de Tício pela prescrição uma vez que 
transcorreu lapso temporal superior a 2 anos entre a data do 
recebimento da denúncia e da sentença 
(E) não deverá extinguir a punibilidade de Tício pela prescrição. 
COMENTÁRIOS: No caso em tela a questão pretende que o candidato tenha 
conhecimento acerca da prescrição da pretensão punitiva na sua modalidade 
intercorrente retroativa. 
Conforme narrado no enunciado, a pena efetivamente aplicada foi de 02 anos e 
06 meses de reclusão. Com base nisso, temos que o prazo prescricional será de 
08 anos, nos termos do art. 109, IV c/c arts. 110 e seu § 1° do CP. 
Assim, verifica-se que entre um marco interruptivo e outro (recebimento da 
denúncia, publicação da sentença e publicação do acórdão) não ocorreu a 
prescrição. 
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA E. 
22. (FCC - 2015 - TCE-AM - AUDITOR) 
O perdão judicial tem natureza jurídica de 
a) causa de exclusão de culpabilidade. 
b) causa extintiva da punibilidade. 
c) efeito da sentença penal. 
~~~EIEF 	~111111IN 
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d) desistência voluntária. 
e) efeito civil da sentença penal. 
COMENTÁRIOS: O perdão judicial possui natureza jurídica de causa de extinção 
da punibilidade, nos termos do art. 107, IX do CP: 
Art. 107 - Extingue-se a punibilidade: (Redação dada pela Lei no 7.209, de 11.7.1984) 
(...) IX - pelo perdão judicial, nos casos previstos em lei. 
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA B. 
23. (FCC - 2015 - TRE/SE - ANALISTA JUDICIÁRIO - ÁREA 
JUDICIÁRIA) 
Pedro, que contava com 69 anos de idade na época, sócio proprietário de 
uma empresa de embalagens, após ser alvo de uma diligência por 
agentes fiscais de determinado Estado no dia 11 de Julho de 2013, 
oferece dinheiro em espécie aos referidos funcionários públicos para não 
ter a empresa autuada pelo Fisco. O fato é noticiado à Autoridade Policial, 
que determina a instauração de inquérito policial. Relatado o Inquérito 
Policial, Pedro é denunciado por crime de corrupção ativa. A denúncia é 
recebida em 30 de Agosto do mesmo ano de 2013 e a ação penal é 
instaurada, com inquirição das testemunhas arroladas pelas partes, 
interrogatório do réu e debates entre Ministério Público e advogado. No 
dia 17 de Setembro de 2015 o processo é sentenciado pelo Magistrado 
que condena Pedro a cumprir pena de 2 anos de reclusão em regime 
inicial semiaberto, substituída por duas penas restritivas de direito. A 
sentença transita em julgado e o advogado de Pedro apresenta 
requerimento de extinção da punibilidade pela prescrição. 
Neste caso, o Magistrado, atentando para a pena fixada, 
(A) não deverá extinguir a punibilidade do réu pela prescrição, cujo prazo 
é no caso concreto de 3 anos. 
(B) não deverá extinguir a punibilidade do réu pela prescrição, cujo prazo 
é no caso concreto de 4 anos. 
(C) deverá extinguir a punibilidade do réu pela prescrição, consumada 
em 2 anos entre a data do recebimento da denúncia e a sentença. 
(D) não deverá extinguir a punibilidade do réu pela prescrição, cujo 
prazo é no caso concreto de 8 anos. 
(E) não deverá extinguir a punibilidade do réu pela prescrição, cujo prazo 
é no caso concreto de 6 anos. 
COMENTÁRIOS: Com o trânsito em julgado da sentença, o prazo prescricional 
passa a ser calculado com base na pena efetivamente APLICADA, que foi de dois 
anos. Neste caso, a prescrição ocorreria em 04 anos, nos termos do art. 109, V 
do CP. 
Porém, como o agente tinha 69 anos na data do fato, isso significa que possuía 
mais de 70 anos na data da sentença, de maneira que esse prazo de prescrição 
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será reduzido pela metade, nos termos do art. 115 do CP. Assim, o prazo 
prescricional será de dois anos. 
Verifica-se que entre o recebimento da denúncia e a publicação da sentença 
(marcos interruptivos, nos termos do art. 117, I e IV do CP) já transcorreu 
prazo superior a 02 anos, motivo pelo qual deve ser reconhecida a prescrição. 
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA C. 
24. (FCC - 2015 - TJ-GO - JUIZ SUBSTITUTO) 
A interrupção da prescrição 
a) não leva a que comece a correr novamente o prazo a partir do dia em 
que verificada a causa interruptiva, no caso de continuação do 
cumprimento da pena. 
b) ocorre com o oferecimento da denúncia ou da queixa, e não com o 
recebimento. 
c) é extensível aos crimes conexos, ainda que objeto de processos 
distintos, se verificada em relação a qualquer deles. 
d) produz efeitos relativamente a todos os autores do crime quando do 
início ou continuação do cumprimento da pena por algum deles. 
e) ocorre com a publicação da sentença ou acórdãos absolutórios 
recorríveis. 
COMENTÁRIOS: 
a) CORRETA: Item correto, pois esta é a exata previsão do art. 117, V, c/c art. 
117, §2° do CP. 
b) ERRADA: Item errado, pois o RECEBIMENTOé que é causa de interrupção, nos 
termos do art. 117, I do CP. 
c) ERRADA: Item errado, pois, em se tratando de crimes conexos, a interrupção 
relativa a qualquer deles se estende aos demais, desde que sejam objeto do 
mesmo processo, nos termos do art. 117, §10 do CP. 
d) ERRADA: Item errado, pois a interrupção da prescrição em razão do início ou 
continuação do cumprimento da pena é pessoal, não produzindo efeitos em 
relação aos demais autores do crime, nos termos do art. 117, §10 do CP. 
e) ERRADA: Item errado, pois a interrupção ocorre com a publicação da sentença 
ou acórdão CONDENATÓRIOS recorríveis, nos termos do art. 117, IV do CP. 
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA A. 
25. (FCC — 2015 — TRE/SE — ANALISTA JUDICIÁRIO — ÁREA 
ADMINISTRATIVA) 
Sobre a extinção da punibilidade, nos termos preconizados pelo Código 
Penal, é correto afirmar que 
(A) no caso de revogação do livramento condicional, a prescrição é 
regulada pelo tempo que resta da pena. 
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(B) o prazo prescrição é reduzido de metade quando o criminoso era, ao 
tempo da sentença, maior de 60 anos de idade. 
(C) a sentença que conceder ao réu o perdão judicial será considerada 
para efeitos de reincidência. 
(D) no caso de concurso de crimes, a extinção da punibilidade incidirá 
sobre a somatória das penas cominadas aos crimes. 
(E) tratando-se de pena de multa, a única aplicada ao réu, o prazo 
prescricional é de 3 anos. 
COMENTÁRIOS: 
A) CORRETA: Esta é a exata previsão contida no art. 113 do CP: 
Art. 113 - No caso de evadir-se o condenado ou de revogar-se o livramento 
condicional, a prescrição é regulada pelo tempo que resta da pena. (Redação 
dada pela Lei n° 7.209, de 11.7.1984) 
B) ERRADA: Item errado, pois tal redução só se aplica se o infrator era, ao tempo 
da sentença, maior de 70 anos, nos termos do art. 115 do CP. 
C) ERRADA: Item errado, pois tal sentença não é considerada para fins de 
reincidência, nos termos do art. 120 do CP. 
D) ERRADA: No caso de concurso de crimes a prescrição incidirá sobre cada um 
deles, isoladamente, nos termos do art. 119 do CP. 
E) ERRADA: Neste caso o prazo prescricional será de dois anos, nos termos do 
art. 114, I do CP. 
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA A. 
26. (FCC - 2015 - TJ-AL - JUIZ SUBSTITUTO) 
No tocante à interrupção da prescrição, é correto afirmar que 
a) o tempo transcorrido antes da causa interruptiva é contado, em 
qualquer situação, para o prazo prescricional. 
b) pode produzir efeitos relativamente a todos os autores do crime, 
salvo exceções. 
c) a reincidência interrompe a prescrição da pretensão punitiva. 
d) a impronúncia constituiu causa interruptiva da prescrição. 
e) a prescrição fica interrompida enquanto não resolvida, em outro 
processo, questão de que dependa o reconhecimento da existência do 
crime. 
COMENTÁRIOS: 
a) ERRADA: Item errado, pois via de regra o tempo transcorrido antes da 
interrupção é desprezado, voltando o prazo prescricional a correr "do zero". 
b) CORRETA: Item correto, pois, como regra, a interrupção da prescrição produz 
efeitos relativamente a todos os autores do crime, nos termos do art. 117, §10 
do CP. ~~~~1* BEW 
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c) ERRADA: Item errado, pois a reincidência não interfere na prescrição da 
pretensão punitiva, conforme entendimento sumulado do STJ (súmula 220 do 
STJ )• 
d) ERRADA: Item errado, pois a PRONÚNCIA é causa de interrupção da 
prescrição, e não a impronúncia, nos termos do art. 117, II do CP. 
e) ERRADA: Item errado, pois neste caso nós temos uma causa suspensiva da 
prescrição, e não interruptiva, nos termos do art. 116, I do CP. 
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA B. 
27. (FCC - 2015 - TRE-PB - ANALISTA JUDICIÁRIO - ÁREA 
ADMINISTRATIVA) 
No que refere à extinção da punibilidade, de acordo com o Código de 
Processo Penal, interrompida a prescrição, todo o prazo começa a correr, 
novamente, do dia da interrupção, salvo no caso de: 
a) pronúncia. 
b) recebimento da denúncia. 
c) início ou continuação do cumprimento da pena. 
d) decisão confirmatória da pronúncia. 
e) publicação da sentença ou acórdão condenatórios recorríveis. 
COMENTÁRIOS: Nos termos do art. 117, §2° do CP, a prescrição, uma vez 
interrompida, voltará a correr do "zero", exceto no caso de interrupção em razão 
início ou continuação do cumprimento da pena, pois neste caso a prescrição será 
calculada tendo como base o restante da pena a ser cumprida. 
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA C. 
28. (FCC - 2014 - SEFAZ/PE - AUDITOR) 
Na lei penal brasileira, NÃO é causa extintiva da punibilidade 
(A) a retratação cabal do querelado, antes da sentença, na calúnia e na 
difamação. 
(B) o perdão judicial, no peculato mediante erro de outrem. 
(C) a reparação integral do dano, no peculato culposo, quando 
precedente à sentença irrecorrível. 
(D) a retratação ou declaração da verdade, antes da sentença no 
processo em que ocorreu o ilícito, no falso testemunho ou falsa perícia. 
(E) a declaração, confissão e o pagamento espontâneos das 
contribuições, valores, importâncias e informações devidas à previdência 
social, na forma definida em lei ou regulamento, antes do início da ação 
fiscal, na apropriação indébita previdenciária. 
COMENTÁRIOS: A resposta da questão é letra B. Não há, na Lei Penal, qualquer 
previsão de extinção da punibilidade pelo perdão judicial em relação ao crime de 
peculato mediante erro de outrem. 
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Por outro lado, a previsão de extinção da punibilidade específica em relação aos 
crimes contra a honra, pela retratação do agente, possui fundamento nos arts. 
107, VI c/c 143 do CP. 
A reparação integral do dano, no peculato culposo, também gera extinção da 
punibilidade, desde que seja anterior à sentença irrecorrível, nos termos do art. 
312, §30 do CP. 
Da mesma forma, o art. 342, §2° do CP prevê que, em relação ao delito de falso 
testemunho ou falsa perícia, caso o agente se retrate ou declare a verdade antes 
da sentença, no próprio processo em que ocorreu o crime, o fato deixa de ser 
punível (extinção da punibilidade). 
Por fim, no crime de apropriação indébita previdenciária, a declaração, confissão 
e o pagamento espontâneos das contribuições, valores, importâncias e 
informações devidas à previdência social, na forma definida em lei ou 
regulamento, antes do início da ação fiscal, gera a extinção da punibilidade, 
conforme consta no art. 168-A, §2° do CP. 
PORTANTO, A ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA B. 
29. (FCC — 2014 — TRF3 — ANALISTA JUDICIÁRIO) 
NÃO é causa extintiva da punibilidade: 
a) prescrição, após o lançamento do tributo. 
b) morte do agente, após definitiva a condenação. 
c) retratação do querelado, na calúnia contra os mortos 
d) perempção, na ação penal privada subsidiária da pública. 
e) perdão judicial, na apropriação indébita previdenciária. 
COMENTÁRIOS: Cuidado! Esta é uma pegadinha clássica. A perempção é 
instituto que só se aplica nas ações penais EXCLUSIVAMENTE privadas. A ação 
penal privada subsidiária da pública, como o próprio nome diz, é uma exceção, 
já que o processo deveria ser de ação pública. A ação privada subsidiária não 
admite os benefícios próprios da ação penal privada exclusiva, como perdão do 
ofendido, perempção, etc. 
PORTANTO, A ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA D. 
30. (FCC — 2015 — TJ-RR — JUIZ) 
Constituem causas de extinção da punibilidade que se relacionam com a 
ação penal pública condicionada 
a) a perempção e o perdão do ofendido.b) a decadência e a perempção. 
c) o perdão do ofendido e a composição homologada dos danos civis no 
juizado especial criminal. 
d) a decadência e o perdão do ofendido. 
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e) a composição homologada dos danos civis no juizado especial criminal 
e a decadência. 
COMENTÁRIOS: Dentre as alternativas apresentadas apenas a letra E 
corresponde a uma hipótese de extinção da punibilidade que se relaciona à ação 
penal pública CONDICIONADA. Isso porque, nos Juizados Especiais, a composição 
civil dos danos (acordo entre infrator e vítima) devidamente homologada acarreta 
a renúncia ao direito de representação, caso seja crime de ação pública 
condicionada, nos termos do art. 74, § único da Lei 9.099/95. 
A decadência, o perdão do ofendido e a perempção são todos institutos que se 
relacionam à ação penal PRIVADA (a decadência, porém, pode se dar também 
em relação ao direito de representação na ação penal pública condicionada). 
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA E. 
31. (FCC - 2015 - TJ-PE - JUIZ) 
A prescrição retroativa, 
a) modalidade de prescrição da pretensão executória, é regulada pela 
pena aplicada, não podendo ter por termo inicial data anterior à da 
denúncia ou queixa. 
b) modalidade de prescrição da pretensão executória, é regulada pelo 
máximo da pena privativa de liberdade cominada ao crime e pode ocorrer 
entre o recebimento da denúncia e a publicação da sentença 
condenatória transitada em julgado para a acusação. 
c) modalidade de prescrição da pretensão punitiva, é regulada pelo 
máximo da pena privativa de liberdade cominada ao crime, não podendo 
ter por termo inicial data anterior à da denúncia ou queixa. 
d) antes prevista como forma de prescrição da pretensão punitiva, foi 
abolida por recente reforma legislativa. 
e) modalidade de prescrição da pretensão punitiva, é regulada pela pena 
aplicada e pode ocorrer entre o recebimento da denúncia e a publicação 
da sentença condenatória transitada em julgado para a acusação. 
COMENTÁRIOS: A prescrição retroativa é modalidade de prescrição da 
pretensão PUNITIVA. Trata-se de prescrição regulada pela pena APLICADA e pode 
ocorrer entre o recebimento da denúncia e a publicação da sentença condenatória 
transitada em julgado para a acusação, nos termos do art. 110, §10 do CP. 
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA E. 
32. 	(FCC - 2011 - TRE-AP - ANALISTA JUDICIÁRIO - ÁREA JUDICIÁRIA) 
De acordo com o Código Penal NÃO é causa de extinção da punibilidade 
a 
A) reparação do dano posterior à sentença irrecorrível no crime de 
peculato culposo. 
B) morte do agente. 
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C) anistia. 
D) prescrição. 
E) retroatividade de lei que não mais considera o fato como criminoso. 
COMENTÁRIOS: As hipóteses de extinção da punibilidade podem ser genéricas, 
quando se apliquem a todo e qualquer crime, ou específicas, quando se 
destinarem a determinados crimes apenas. 
As hipóteses genéricas de extinção da punibilidade estão previstas no art. 107 do 
CP: 
Art. 107 - Extingue-se a punibilidade: -Redaçcio dada pela Lei no 7.209, de 11.7.1984) 
I - pela morte do agente; 
II - pela anistia, graça ou indulto; 
III - pela retroatividade de lei que não mais considera o fato como criminoso; 
IV - pela prescrição, decadência ou perempção; 
V - pela renúncia do direito de queixa ou pelo perdão aceito, nos crimes de ação 
privada; 
VI - pela retratação do agente, nos casos em que a lei a admite; 
IX - pelo perdão judicial, nos casos previstos em lei. 
Assim, vemos que as quatro últimas alternativas se amoldam à previsão legal, 
constituindo-se causas de extinção da punibilidade, nos termos do art. 107, I, II, 
III e IV do CP. 
A alternativa "A" cuida de hipótese que não se enquadra no rol das causas 
extintivas da punibilidade genéricas. A reparação do dano é causa específica de 
extinção da punibilidade, que se aplica no crime de peculato culposo, mas só 
ocorre quando a reparação se dá antes da sentença irrecorrível. 
ASSIM, A ALTERNATIVA ERRADA É A LETRA A. 
33. (FCC - 2010 - TCE-RO - AUDITOR) 
No tocante às causas de extinção da punibilidade, é correto afirmar que 
A) a concessão de anistia é atribuição exclusiva do Presidente da 
República. 
B) o dia do começo inclui-se no cômputo do prazo da decadência. 
C) são previstas exclusivamente na parte geral do Código Penal. 
D) a concessão do indulto restabelece a condição de primário do 
beneficiado. 
E) é cabível o perdão judicial em qualquer crime. 
COMENTÁRIOS: 
A) ERRADA: A anistia é uma das causas genéricas de extinção da punibilidade, 
prevista no art. 107, II do CP. No entanto, a sua concessão se dá mediante Lei 
Ordinária (art. 21, XVII e art. 48, VIII da Constituição), podendo o Projeto de Lei 
ser de iniciativa de qualquer pessoa. 
B) CORRETA: A decadência é uma das hipóteses de extinção da punibilidade, 
prevista no art. 107, IV do CP. Nos termos do art. 10 do CP, contam-se os prazos 
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incluindo-se o dia do começo. Tratando-se o prazo decadencial de um prazo 
material (e não um prazo processual), inclui-se o dia do começo, aplicando-se a 
regra do art. 10 do CPP; 
C) ERRADA: As causas de extinção da punibilidade podem ser genéricas, quando 
previstas na parte geral do CP, aplicando-se a todos os crimes, indistintamente, 
ou específicas, quando se aplicam a apenas a um ou alguns crimes, estando 
previstas, em regra, na parte especial do CP (Ex.: Crime de peculato culposo e 
sua hipótese específica de extinção da punibilidade); 
D) ERRADA: Concedido o indulto, estará extinta a punibilidade, mas permanecem 
os efeitos secundários da condenação, dentre eles, a condição de não-primário 
(ou reincidente) no caso de prática de novo crime. 
E) ERRADA: O perdão judicial só é cabível nos crimes expressamente previstos 
em Lei para sua admissão, não podendo ser concedido fora destes casos. 
É concedido quando o Juiz verificar que as consequências do fato atingiram o 
infrator de tal maneira que se torna desnecessária a aplicação da sanção penal. 
Via de regra só é admitido nos crimes culposos, mas nada impede que o legislador 
estabeleça alguma hipótese de perdão judicial em crime doloso. 
PORTANTO, A ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA B. 
34. (FCC - 2012 - TER/SP - ANALISTA JUDICIÁRIO) 
Rubens está sendo processado por crime de peculato, praticado no dia 
03 de fevereiro de 2008, quando tinha 20 anos de idade. A denúncia foi 
recebida no dia 05 de junho de 2008. Por sentença judicial, publicada no 
Diário Oficial no dia 10 de novembro de 2011, Rubens foi condenado a 
cumprir pena de 02 (dois) anos e 06 (seis) meses de reclusão, em regime 
inicial aberto, e ao pagamento de 10 (dez) dias-multa. A pena privativa 
de liberdade aplicada pelo Magistrado foi substituída, na forma do artigo 
44, do Código Penal, por uma pena restritiva de direitos de prestação de 
serviços à comunidade, pelo prazo da pena privativa de liberdade 
aplicada, e por 10 (dez) dias-multa, no valor unitário mínimo. A sentença 
transitou em julgado no dia lo de janeiro de 2012. Nesse caso, após o 
trânsito em julgado, a prescrição para as penalidades aplicadas ao réu 
verifica-se no prazo de 
a) 02 anos para a pena privativa de liberdade e para as multas. 
b) 08 anos para a pena privativa de liberdade e 02 anos para as multas. 
c) 04 anos para a pena privativa de liberdade e para as multas. 
d) 04 anos para a pena privativa de liberdade e 02 anos para as multas. 
e) 08 anos para a pena privativa de liberdade e para as multas.COMENTÁRIOS: Após o trânsito em julgado da sentença penal condenatória, os 
prazos prescricionais se regulam pela quantidade de pena aplicada, e não mais 
pela pena abstratamente prevista. Vejamos: 
Art. 110 - A prescrição depois de transitar em julgado a sentença condenatória regula-
se pela pena aplicada e verifica-se nos prazos fixados no artigo anterior, os quais se 
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aumentam de um terço, se o condenado é reincidente. (Redação dada pela Lei 
n° 7.209, de 11.7.1984) 
Assim, devemos considerar como parâmetro para cálculo do prazo prescricional 
o tempo de pena privativa de liberdade aplicada, ainda que convertida em 
restritiva de direitos e multa, pois estas prescrevem no mesmo prazo das penas 
privativas de liberdade que substituíram: 
Art. 109: (...) 
Parágrafo único - Aplicam-se às penas restritivas de direito os mesmos prazos 
previstos para as privativas de liberdade. (Redação dada pela Lei n0 7.209, de 
11.7.1984) 
Art. 114 - A prescrição da pena de multa ocorrerá: (Redação dada pela Lei n° 
9.268, de 10.4.1996) 
(...) 
II - no mesmo prazo estabelecido para prescrição da pena privativa de liberdade, 
quando a multa for alternativa ou cumulativamente cominada ou cumulativamente 
aplicada. (Incluído pela Lei n° 9.268, de 10.4.1996) 
Assim, considerando como parâmetro o prazo de 2 anos e 6 meses, temos que a 
prescrição deve ocorrer em 08 anos. Vejamos: 
Art. 109. A prescrição, antes de transitar em julgado a sentença final, salvo o disposto 
no § lo do art. 110 deste Código, regula-se pelo máximo da pena privativa de 
liberdade cominada ao crime, verificando-se: (Redação dada pela Lei no 12.234, de 
2010). 
(••• 
IV - em oito anos, se o máximo da pena é superior a dois anos e não excede a quatro; 
Porém, como o infrator possuía menos de 21 anos à época do fato, o prazo 
prescricional se conta pela metade, vejamos o art. 115 do CP: 
Art. 115 - São reduzidos de metade os prazos de prescrição quando o criminoso era, 
ao tempo do crime, menor de 21 (vinte e um) anos, ou, na data da sentença, maior 
de 70 (setenta) anos.(Redação dada pela Lei n° 7.209, de 11.7.1984) 
Assim, vemos que os prazos prescricionais para ambas as penas serão de quatro 
anos (metade de 08 anos). 
PORTANTO, A ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA C. 
35. (FCC — 2012 — TJ/GO — JUIZ) 
No tocante à prescrição, é correto afirmar que 
a) o dia do começo não se inclui no cômputo do prazo. 
b) o prazo é sempre de dois anos no caso de penas restritivas de direitos. 
c) não constitui matéria prejudicial da análise do mérito da ação penal. 
d) incidirá sobre o total da pena, se reconhecido o concurso material de 
infrações, e sobre a pena de cada um, isoladamente, se identificado o 
formal. 
e) se regula, em abstrato, pelo máximo da pena cominada, menos um 
terço, no caso de imputação de crime tentado. 
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Teoria e questões 
COMENTÁRIOS: 
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A) ERRADA: O dia do começo se inclui no cômputo do prazo, por se tratar de 
prazo material, nos termos do art 10 do CP; 
B) ERRADA: As penas restritivas de direitos prescrevem no mesmo prazo das 
penas privativas de liberdade que elas substituíram, nos termos do art. 109, § 
único do CP; 
C) ERRADA: A prescrição é uma matéria prejudicial à análise do mérito, na 
medida em que, caso reconhecida, fica impedida a análise do mérito; 
D) ERRADA: Incidirá, em qualquer destes casos, sobre a pena de cada um deles, 
isoladamente, nos termos do art. 119 do CP; 
E) CORRETA: Como nos crimes tentados aplica-se a pena do crime consumado 
com redução de UM A DOIS TERÇOS, a pena máxima cominada ao crime tentado 
é a mesma do crime consumado, MENOS UM TERÇO, eis que mais que isso não 
será aplicado ao agente, nos termos do art. 14, II do CP. 
PORTANTO, A ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA E. 
36. (VUNESP — 2014 — DPE-MS — DEFENSOR PÚBLICO) 
Agente imputável e menor de 21 anos à época do fato criminoso ocorrido 
em 10 de junho de 2006. Foi denunciado como incurso no art. 157, caput, 
do CP. A denúncia foi recebida em 29 de junho de 2006 e até 01 de julho 
de 2014 não havia sido prolatada sentença. Diante disso, pode-se afirmar 
q ue 
a) ocorreu a pretensão punitiva estatal, considerado o máximo da pena 
abstratamente cominada à infração. 
b) ocorrerá a prescrição da pretensão punitiva estatal somente depois 
de decorridos seis anos da data supra mencionada (01.07.2014). 
c) ocorrerá a prescrição da pretensão punitiva estatal somente depois de 
decorridos quatro anos da data supra mencionada (01.07.2014). 
d) antes da prolação da sentença condenatória não se pode falar em 
ocorrência da pretensão punitiva estatal. 
COMENTÁRIOS: No caso, o delito previsto é o de roubo, cuja pena máxima 
prevista é de 10 anos de reclusão. 
Assim, em tese, o crime prescreveria em 16 anos, nos termos do art. 109, II do 
CP. 
Contudo, o agente era menor de 21 anos na data do fato, logo, esse prazo cai 
pela metade (08 anos), nos termos do art. 115 do CP. 
O recebimento da denúncia interrompeu o curso do prazo de prescrição (art. 117, 
I do CP), que voltou a correr do zero, a partir daquela data. 
A data atual (segundo a questão) para fins de cálculo da prescrição é dia 
01.07.2014. Vemos que entre a última interrupção da prescrição e a data atual 
já transcorreram mais de 08 anos, motivo pelo qual operou-se a prescrição. 
~~II~ 	lenea 
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Teoria e questões 
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p.s.: a alternativa A contém um erro de digitação. Faltou simplesmente a palavra 
"prescrição", o que torna o item sem sentido. Contudo, foi mero esquecimento 
da Banca. Para quem fez a prova, possuem razão em recorrer. Para nós, vamos 
simplesmente "fingir" que a palavra "prescrição" foi colocada lá, antes de 
"pretensão punitiva". Desta forma não perdemos a questão. 
PORTANTO, A ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA A. 
37. (VUNESP - 2015 - TJ-MS - JUIZ) 
Quanto à extinção da punibilidade, é correto afirmar que 
a) a punibilidade só se extingue pela morte do agente; pela anistia, graça 
ou indulto; pela prescrição, decadência ou perempção; pela renúncia do 
direito de queixa ou pelo perdão aceito, nos crimes de ação privada e 
pela retratação do agente, nos casos em que a lei a admite. 
b) o curso da prescrição interrompe-se com o oferecimento da denúncia 
pelo Ministério Público. 
c) o perdão expresso ou tácito concedido pelo ofendido a um dos 
querelados não pode ser aproveitado pelos demais na hipótese de ofensa 
conjunta por mais de um agente. 
d) considerando que o delito previsto no art. 137, caput, do Código Penal 
prevê pena de detenção de quinze dias a dois meses ou multa, a 
prescrição da pena em abstrato ocorrerá em dois anos. 
e) a sentença que conceder perdão judicial não será considerada para 
efeitos de reincidência. 
COMENTÁRIOS: 
a) ERRADA: Item errado, pois a punibilidade pode se extinguir por outras formas, 
como no caso de abolitio criminis (aplicação retroativa da lei que não mais 
considera o fato como criminoso), nos termos do art. 107, III do CP. 
b) ERRADA: O RECEBIMENTO da denúncia é causa de interrupção da prescrição, 
e não o seu oferecimento, nos termos do art. 117, I do CP. 
c) ERRADA: Item errado, pois o perdão oferecido a um dos querelados, no caso 
de concurso de agentes, se estende aos demais, nos termos do art. 106, I do CP. 
d) ERRADA: Neste caso a prescrição ocorrerá em três anos, nos termos do art. 
109, VI do CP. 
e) CORRETA: Item correto, nos termos do art. 120 do CP. 
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA E. 
38. (VUNESP - 2015 - MPE/SP - ANALISTA DE PROMOTORIA) 
Sobre ascausas de extinção de punibilidade, pode-se afirmar que 
(A) o perdão judicial, previsto no inciso IX, art. 107, CP, não se dirige a 
toda e qualquer infração penal, mas apenas àquelas previamente 
determinadas pela lei, embora se admita a analogia in bonan partem. 
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(B) a hipótese do inciso V, art. 107, CP, que trata do perdão nas ações 
privadas, não está condicionada à aceitação da vítima. 
(C) a perempção, prevista no inciso IV, art. 107, CP, é instituto jurídico 
mediante o qual a vítima ou seu representante, perde o direito de queixa 
ou de representação em virtude da inércia. 
(D) a extinção da punibilidade poderá ser reconhecida desde o início das 
investigações até a sentença penal condenatória ainda não transitada em 
julgado. 
(E) o rol constante do artigo 107, do Código Penal, é taxativo. 
COMENTÁRIOS: 
A) CORRETA: O perdão judicial é cabível apenas nas hipóteses expressamente 
previstas em lei (art. 107, IX do CP). Contudo, não há vedação ao exercício da 
analogia in bonam partem. 
B) ERRADA: O perdão depende de oferecimento por parte da vítima (querelante) 
e ACEITAÇÃO por parte do infrator (querelado). 
C) ERRADA: A perempção somente se aplica às ações penais privadas (não às 
ações penais públicas condicionadas). 
D) ERRADA: A extinção da punibilidade pode ser reconhecida a qualquer tempo, 
até o trânsito em julgado. 
E) ERRADA: Item errado, pois nada impede a existência de outras causas de 
extinção da punibilidade, previstas no próprio CP ou na legislação extravagante. 
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA A. 
39. (VUNESP - 2015 - PC/CE - ESCRIVÃO) 
No tocante às disposições previstas no Código Penal relativas à 
prescrição penal, causa de extinção da punibilidade, é correto afirmar 
q ue 
(A) nos crimes conexos, a extinção da punibilidade de um deles impede, 
quanto aos outros, a agravação da pena resultante da conexão. 
(B) antes de transitar em julgado a sentença final, a prescrição começa 
a correr do oferecimento da denúncia. 
(C) depois da sentença condenatória com trânsito em julgado para a 
acusação ou depois de improvido seu recurso, a prescrição regula-se pela 
pena aplicada, não podendo, em nenhuma hipótese, ter por termo inicial 
data anterior à da denúncia ou queixa. 
(D) depois da sentença condenatória com trânsito em julgado para a 
acusação ou depois de improvido seu recurso, a prescrição regula-se pelo 
máximo da pena privativa de liberdade cominada ao crime. 
(E) no caso de evadir-se o condenado ou de revogar-se o livramento 
condicional, a prescrição é regulada pelo tempo total da pena. 
COMENTÁRIOS: 
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DIREITO PENAL P/ TJ-AL (2018) — TÉCNICO JUDICIÁRIO — ÁREA JUDICIÁRIA 
Teoria e questões 
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A) ERRADA: Item errado, pois nos crimes conexos, a extinção da punibilidade de 
um deles NÃO impede, quanto aos outros, a agravação da pena resultante da 
conexão, nos termos do art. 108 do CP. 
B) ERRADA: A prescrição começa a correr, em regra, do dia em que o crime se 
consumou, nos termos do art. 111, I do CP. 
C) CORRETA: Item correto, pois esta é a exata previsão contida no art. 110, §1° 
do CP. 
D) ERRADA: Item errado, pois depois da sentença condenatória com trânsito em 
julgado para a acusação ou depois de improvido seu recurso, a prescrição regula-
se pela pena aplicada, nos termos do art. 110, §10 do CP. 
E) ERRADA: Item errado, pois a prescrição neste caso é regulada pelo tempo que 
resta da pena, nos termos do art. 113 do CP. 
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA C. 
40. (VUNESP - 2015 - TJ-SP - JUIZ - ADAPTADA) 
É inadmissível a extinção da punibilidade pela prescrição da pretensão 
punitiva com fundamento em pena hipotética, independentemente da 
existência ou sorte do processo penal. 
COMENTÁRIOS: Item correto, pois a chamada "prescrição virtual" não é mais 
admitida pela jurisprudência, já que não há previsão legal nesse sentido, 
conforme entendimento sumulado do STJ (súmula 438 do STJ). 
Portanto, a AFIRMATIVA ESTÁ CORRETA. 
41. (VUNESP - 2014 - TJ-SP - JUIZ) 
Analise estes conceitos atinentes à prescrição penal: 
I. É a perda do direito de punir do Estado, considerada a pena concreta 
com trânsito em julgado para a acusação, levando-se em conta prazo 
anterior à sentença. 
II. É a perda do direito de punir do Estado, levando-se em conta a pena 
concreta, com trânsito em julgado para a acusação, ou improvido seu 
recurso, cujo lapso temporal inicia-se na data da sentença e segue até o 
trânsito em julgado para a defesa. 
III. É a perda do direito de aplicar efetivamente a pena concreta e 
definitiva, com o lapso temporal entre o trânsito em julgado da sentença 
condenatória para a acusação e o início do cumprimento da pena ou a 
ocorrência de reincidência. 
Agora, escolha a opção que indique, respectivamente, as modalidades de 
prescrição acima descritas: 
a) retroativa; intercorrente ou superveniente; da pretensão executória. 
b) intercorrente ou superveniente; retroativa; da pretensão executória. 
c) da pretensão executória; intercorrente ou superveniente; retroativa. 
d) retroativa; da pretensão executória; intercorrente ou superveniente. 
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IREITO PENAL P/ T7-AL (2018) — TÉCNICO JUDICIÁRIO — ÁREA JUDICIÁRIA 
Teoria e questões 
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COM E NTARIOS: 
I - Trata-se, aqui, da prescrição da pretensão punitiva, em sua modalidade 
RETROATIVA. 
II - Trata-se, aqui, da prescrição da pretensão punitiva, em sua modalidade 
SUPERVENIENTE (ou intercorrente). 
III - Temos, aqui, a definição da prescrição da pretensão executória, eis que 
relativa à perda do direito de aplicar a pena. 
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA A. 
42. (VUNESP - 2014 - PC-SP - DELEGADO DE POLÍCIA) 
Em regra geral, a prescrição antes de transitar em julgado a sentença 
final 
a) chamada, pela doutrina, de prescrição intercorrente. 
b) é chamada, pela doutrina, de prescrição retroativa. 
c) regula-se pelo mínimo da pena privativa de liberdade cominada ao 
crime. 
d) regula-se pela pena aplicada na sentença de primeiro grau. 
e) regula-se pelo máximo da pena privativa de liberdade cominada ao 
crime. 
COMENTÁRIOS: Tal prescrição (ordinária ou comum) regula-se pelo máximo da 
pena privativa de liberdade cominada ao crime, nos termos do art. 109 do CP. 
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA E. 
43. (VUNESP - 2013 - MPE-ES - ANALISTA DE PROMOTORIA) 
É causa de extinção da punibilidade o/a 
a) perdão judicial. 
b) inimputabilidade. 
c) semi-imputabilidade. 
d) adequação social da conduta. 
e) inexigibilidade de conduta diversa. 
COMENTÁRIOS: Dentre as alternativas apresentadas, apenas a letra A traz uma 
hipótese de extinção da punibilidade, nos termos do art. 107, IX do CP. 
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA A. 
44. (VUNESP - 2013 - MPE-ES - ANALISTA DE PROMOTORIA) 
Para o agente que tenha mais de 70 (setenta) anos na data da sentença, 
o prazo mínimo e máximo de prescrição, considerando como base os 
lapsos previstos no art. 109 do CP é, em anos, respectivamente, 
a) 3e 20. 
b) 2 e 15. 
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DIREITO PENAL P/ TJ-AL (2018) — TÉCNICO JUDICIÁRIO — ÁREA JUDICIÁRIA 
Teoria e questões 
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c) 2 e 10. 
d) 1,5 e 15. 
e) 1,5 e 10. 
COMENTÁRIOS: O período mínimo de prescrição previsto no CP é de 03 anos 
(art. 109, VI do CP), e o período máximo é de 20 anos (art. 109, I do CP). 
Considerando que no caso de o agente ter mais de 70 anos na data da sentença 
os prazos serão reduzidos pela metade (art. 115 do CP), chegamos à conclusão 
de que, neste caso, os prazos mínimo e máximo serão de 1,5anos e 10 anos, 
respectivamente. 
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA E. 
45. (VUNESP - 2013 - DPE-MS - DEFENSOR PÚBLICO) 
São causas extintivas da punibilidade: 
L Anistia - é concedida por lei, referindo-se a fatos já realizados, 
pressupondo condenação transitada em julgado. 
II. Perempção - na ação penal privada ou pública condicionada a 
representação, consistindo na perda do direito de prosseguir na ação. 
III. Renúncia - ato unilateral e extraprocessual, pelo qual o ofendido 
abdica do direito de oferecer queixa. 
É correto apenas o que se afirma em 
a) I. 
b) III. 
c) I e III. 
d) II e III. 
COMENTÁRIOS: 
I - ERRADA: Item errado, pois não se exige que a anistia seja conferida após o 
trânsito em julgado da sentença penal condenatória. 
II - ERRADA: Item errado, pois a perempção não cabe na ação penal pública 
condicionada à representação, nos termos do art. 60 do CPP. 
III - CORRETA: Item correto, pois a renúncia ocorre fora do processo (mais 
precisamente ANTES do processo), e não depende de aceitação pelo infrator (ato 
unilateral). 
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA B. 
46. (VUNESP - 2012 - TJ-RJ - JUIZ) 
A pena privativa de liberdade fixada em 3 (três) meses; a pena de multa 
quando é cumulativamente aplicada com uma privativa de liberdade e a 
pena de prestação pecuniária prescrevem, respectivamente, 
a) em 3 (três) anos; no mesmo prazo da pena privativa de liberdade com 
a qual foi cumulativamente aplicada; no mesmo prazo da pena privativa 
de liberdade que substituiu. 
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DIREITO PENAL P/ TJ-AL (2018) — TÉCNICO JUDICIÁRIO — ÁREA JUDICIÁRIA 
Teoria e questões 
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b) em 2 (dois) anos; no mesmo prazo da pena privativa de liberdade com 
a qual foi cumulativamente aplicada; em 4 (quatro) anos. 
c) em 3 (três) anos; em 2 (dois) anos; no mesmo prazo da pena privativa 
de liberdade que substituiu. 
d) em 2 (dois) anos; em 2 (dois) anos; em 2 (dois) anos. 
COMENTÁRIOS: A pena fixada em 03 meses prescreverá em 03 anos, nos 
termos do art. 109, VI do CP; a pena de multa, quando cumulativamente aplicada 
com a privativa de liberdade, prescreverá no mesmo prazo previsto par esta (art. 
114, II do CP). Por fim, a pena de prestação pecuniária (modalidade de pena 
restritiva de direitos) prescreverá no mesmo prazo da pena privativa de liberdade 
que substituiu, conforme art. 109, § único do CP. 
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA A. 
7 GABARITO 
Gabarito 
1. ALTERNATIVA D 
2. ALTERNATIVA A 
3. ALTERNATIVA A 
4. ALTERNATIVA E 
5. ALTERNATIVA D 
6. ALTERNATIVA D 
7. ALTERNATIVA D 
8. ALTERNATIVA B 
9. ALTERNATIVA A 
10. ALTERNATIVA B 
11. ALTERNATIVA C 
12. ALTERNATIVA D 
13. ALTERNATIVA B 
14. ALTERNATIVA C 
15. ALTERNATIVA A 
16. ALTERNATIVA E 
17. ALTERNATIVA A 
18. ALTERNATIVA B 
19. ALTERNATIVA C 
20. ALTERNATIVA C 
21. ALTERNATIVA E 
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DIREITO PENAL P/ 1-3-AL (20181 — TÉCNICO JUDICIÁRIO — ÁREA JUDICIÁRIA 
Teoria e questões 
Aula 05 - Prof. Renan Araujo 
-615" 
22. ALTERNATIVA B 
23. ALTERNATIVA C 
24. ALTERNATIVA A 
25. ALTERNATIVA A 
26. ALTERNATIVA B 
27. ALTERNATIVA C 
28. ALTERNATIVA B 
29. ALTERNATIVA D 
30. ALTERNATIVA E 
31. ALTERNATIVA E 
32. ALTERNATIVA A 
33. ALTERNATIVA B 
34. ALTERNATIVA C 
35. ALTERNATIVA E 
36. ALTERNATIVA A 
37. ALTERNATIVA E 
38. ALTERNATIVA A 
39. ALTERNATIVA C 
40. CORRETA 
41. ALTERNATIVA A 
42. ALTERNATIVA E 
43. ALTERNATIVA A 
44. ALTERNATIVA E 
45. ALTERNATIVA B 
46. ALTERNATIVA A 
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