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7
ASPECTOS TEÓRICOS E METODOLÓGICOS DAS LINGUAGENS DOCUMENTÁRIAS E TIPOLOGIA DAS LINGUAGENS DOCUMENTÁRIAS.
Eliane Aparecida Neri dos Santos Tabalipa¹
Elisabete Costa¹
Marcelo Lima¹
Sônia do Nascimento Machado¹
Prof. Adilson Rosa²
	
RESUMO
O presente trabalho tem por objetivo descrever abrangendo sobre estudos das linguagens documentárias, bem como suas tipologias. Além disso, o ponto de vista de vários autores mostra a importância da linguagem documentária para organização da informação e para sua recuperação, sendo assim, uma ciência da informação. É notória também a necessidade do entendimento para formação de bibliotecários que são um dos principais público alvo para se utilizar essa ciência.
Palavras-chave: Linguagem documentária. Pré-coordenadas. Pós-coordenadas.
1. INTRODUÇÃO
As linguagens documentárias são linguagens estruturadas e controladas, além disso, construídas a partir de princípios e de significados advindos de termos constituintes da linguagem de especialidade e da linguagem natural (linguagem do discurso comum), com a proposta de representar para recuperar a informação documentária.
Nesse caso temos como princípio de informação, segundo Meadow (1992, p.1) informação como “alguma coisa que é representada por símbolos, tem alguma estrutura e pode ser de alguma forma entendida pelos seus usuários”. 
Sobre a linguagem é possível dissertar que nas décadas de 50 e 60, com o crescimento do conhecimento científico e tecnológico, houve dificuldades para armazenar e recuperar informações. Desse modo a única solução encontrada foi à mudança do enfoque e da conceituação da recuperação da informação. Sendo assim, foi deixada de lado a perspectiva preferencial de recuperação bibliográfica e normalização classificatória e descritiva, buscando-se a construção de uma linguagem própria.
 Desse modo, Berlo (1999, p.30) afirma que “toda a comunicação humana tem alguma fonte, uma pessoa ou um grupo de pessoas com um objetivo, uma razão para empenhar-se em comunicação”. Conclui-se que esta se encontra presente em todos os domínios da atividade humana, em instituições do poder e do dever de comunicar, como a família, o sistema de ensino, os sistemas profissionais e a administração. 
Deve-se afirmar que a linguagem documentária tem função fundamental no processo de indexação e recuperação da informação, apresentando o conteúdo documentário de uma forma fácil e rápida de encontrar-se, além da precisão informacional e sendo divididas em tipologias pré e pós-coordenadas. Vantagens e desvantagens para a indexação e recuperação da informação.
As principais intersecções interdisciplinares são a linguística que consiste no princípio estrutural da organização da linguagem, a terminologia que é a modelagem do conceito e dos sistemas de conceitos, onde, glossários e dicionários terminológicos especializados são seus produtos e a lógica que se resume em identificação das formas de raciocínio e de organização de conjuntos. 
Entende-se por isso que a Linguagem Documentária deve ser codificada em suas regras, no entanto, sem alterar o significado da informação. Nesse caso, a principal função da linguagem é a transmissão de informações.
2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
De acordo com Zeng (2008) e Boccato (2008), é de suma necessidade a atualização constante das linguagens documentárias adotadas por catálogos on-line de bibliotecas universitárias, devido à característica natural de evolução científica e do dinamismo e vanguardismo na geração de conhecimentos na universidade.
Sendo assim, Moura et al. (2002, p.4) apresentam, detalhadamente, as funções das linguagens documentárias que deve ser atualizadas com destaque para: “1) recuperar documentos com conteúdo semelhante; 2) recuperar documentos relevantes sobre um assunto específico; 3) recuperar documentos por grandes áreas de assunto; [...] e 4) auxiliar na escolha do termo adequado para a estratégia de busca...”.
“As LDs mais consistentes para a representação documentária dispõem de um vocabulário que integra, de um lado, elementos da linguagem de especialidade e das terminologias e, de outro, da LN que é a linguagem dos usuários.” (CINTRA, 1994, p.30).
Para Cohen (1995, p.92, grifo da autora),
A Análise Documentária ao produzir a Informação Documentária tem que considerar que esta informação deve ser capaz de ‘informar’, deve ter significado para o usuário individual, como pessoa isolada, pois é como indivíduo que o usuário se apropria da informação.
A Análise Documentária, para Kobashi (1994, p.15), “é uma disciplina de natureza teórica e prática que integra o domínio conhecido por Biblioteconomia e Documentação, mais modernamente denominado Ciência da Informação”.
Segundo Kobashi (1994, p.50), a resolução desta representação deve manter com o texto original uma relação de similaridade, da mesma forma, deve ser equivalente ao texto original do ponto de vista do conteúdo informacional. Permitindo assim que o sentido do texto original, elaborado em Linguagem Natural, e que se aplica a contextos e situações específicas, seja convertido em uma Linguagem Documentária.
 Gardin (1974, p.134 apud LIMA, 1998, p.21), afirma que ao “realizar o procedimento de Análise Documentária e extrair o conteúdo dos documentos implica a existência de um sistema de símbolos, o qual ele denomina metalinguagem (linguagem que supõe a existência de uma linguagem anterior)” a fim de facilitar a manipulação destes documentos. 
Garcia-Gutierrez (1990 apud TALAMO, 2001, p.145) afirma que “as linguagens documentárias constituem o centro da discussão sobre a análise da informação documentária, pois condicionam efetivamente a qualidade e o valor dos produtos documentários obtidos por tradução”.
3. MATERIAIS E MÉTODOS
	Este estudo tem caráter descritivo qualitativo, buscando aprofundar o conhecimento sobre os aspectos teóricos e metodológicos das linguagens documentárias e tipologia das linguagens documentárias, através de artigos, livros e revistas, disponibilizados em bancos de dados como Scielo.
	Para obtenção do estudo em si, foram realizando leituras e sintetizado informações sobre a Linguagem Documentária e seus aspectos teóricos e metodológicos, além de suas tipologias.
Esse método, assim como em outros métodos qualitativos, depende basicamente da capacidade, interpretação e julgamento do investigador. Ou seja, depende das percepções do pesquisador sobre os significados dos fenômenos pesquisados.
O presente estudo pode ter um caráter descritivo, cuja função é compilar um conjunto de termos pertencentes a um campo de especialidade e colocar à disposição dos usuários; ou prescritivo, que se propõe priorizar o uso de termos considerados recomendáveis com a finalidade de orientar os falantes sobre o uso da terminologia correta em uma determinada área (FELBER, 1987, p.10-11).
4. RESULTADOS E DISCUSSÃO
	Sabe-se que a análise documentária tem como definhada por diversos autores, conhecida como ciência da informação, tem a função de organizar e transferir a informação. Para essa transmissão o conteúdo informacional é codificado, sendo necessário para ter uma facilidade na transmissão. Dessa forma, permite que o texto original com linguagem natural seja transformado em Linguagem Documentária.
Para Cohen (1995, p.92, grifo da autora), 
A Análise Documentária ao produzir a Informação Documentária tem que considerar que esta informação deve ser capaz de ‘informar’, deve ter significado para o usuário individual, como pessoa isolada, pois é como indivíduo que o usuário se apropria da informação. 
	Para isso, se utiliza um processo pelo qual a informação passa por operações básicas antes de ser difundido. Sendo eles, a Coleta, o Tratamento, e a Difusão dos documentos. Após esse processo é necessário utilizar a Análise Documentária de Gardin que consiste em: Análise: leitura e segmentação do texto para identificação e seleção de conceitos; Síntese: construção do texto documentário com os conceitos selecionados; Representação: constitui-se em duas modalidades de representações condensadas: o resumoe o índice.
Durante certo período, a Linguagem Documentária foi considerada ao mesmo tempo um produto e um instrumento da Análise Documentária. Como produto, porque era elaborada durante processo de Análise Documentária, conforme a seleção dos termos, ou seja, no momento em que se analisavam documentos para determinação de seus assuntos, selecionavam-se termos destes assuntos para construir a Linguagem Documentária. Essa Linguagem, posteriormente, seria utilizada como instrumento de representação e de recuperação de novos documentos.
Segundo Guimarães (1990, p 114) as linguagens Documentárias podem ser classificadas em dois critérios, sendo eles: quanto à ordenação dos conceitos, pré ou pós-coordenadas e quanto sua forma de apresentação, ordem sistemática ou alfabética. Quanto à ordenação dos conceitos, elas podem ser pré-coordenadas como os cabeçalhos de assuntos ou pós-coordenadas como os tesauros.
As linguagens pré-coordenadas são aquelas em que o indexador determina quais os assuntos de um documento, estabelecendo a ordem do cabeçalho na hora da indexação, reunindo de forma pela qual deduz que os usuários irá buscar-lás. Dessa forma, o usuário não pode recuperá-la caso não saiba como o cabeçalho fora elaborado.
As linguagens pós-coordenadas são aquelas em que o usuário combina os assuntos no momento em que busca a informação. Desse modo ao indexar o documento, há a possibilidade que o usuário realize múltiplas combinações no momento da busca, esse é o caso dos tesauros.
O Tesauro é considerado atualmente como o instrumento mais adequado para o tratamento e recuperação da informação, julgado também como uma Linguagem Documentária pós-coordenada, uma vez que permite ao usuário do Sistema de Informação combinar os termos quando realiza a busca de um assunto, tornando-o uma ferramenta capaz de representar mais específica e adequadamente a informação desejada. 
Para Tálamo (1997, p.10) a linguagem documentária é o oposto à natural, sendo assim, seu objetivo é tratar a informação para sua recuperação. 
5. CONCLUSÃO
De acordo com o desenvolvimento do estudo e com os resultados obtidos, verificou-se que a metodologia proposta contribuiu para o processo de aprendizagem; permitiu o processo de aprendizagem visando à construção do conhecimento; e houve uma formação de embasamento a proposta de estabelecimento da estrutura conceitual ou categorização.
 É notório que no decorrer de todo o processo desta pesquisa, ou seja, desde a escolha da área a ser estudada até a apresentação dos resultados, foi necessária a contribuição dos aspectos teóricos e metodológicos. Por esse motivo, pode-se afirmar que o estudo da Linguagem Documentária, como disciplina e para a sua compilação enquanto instrumento, apresenta-se indispensável para a Ciência da Informação.
	Dessa forma, vê-se a necessidade da disciplina na formação para o curso de biblioteconomia, sendo um elemento indispensável para os bibliotecários.
REFERÊNCIAS
ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas. NBR 6023. Informação e documentação – Referências – Elaboração. Rio de Janeiro, 2002.
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FUJITA, M. S. L. A estrutura de categorias do tesauro: modelos de elaboração. In: ENCONTRO INTERNACIONAL DE INFORMAÇÃO, CONHECIMENTO E APRENDIZAGEM, 1, 1998, Marília. Cadernos de resumos. Marília: UNESP, 1998. 
GARCIA GUTIERREZ, A. Elementos de lingüística en sistemas de información y documentación. Revista Latina de Comunicación Social, n.7, jul., 1998. Disponível em: http://www.lazarillo.com/latina/a/66ant.htm. Acesso em: 30 jan. 2004 
GARDIN, J. C. Document analysis and linguistic theory. Journal of Documentation, v.29, n.2, p.137-168, Jun. 1973. 
GUIMARÃES, J. A. C. A Análise Documentária no âmbito do tratamento da informação: elementos históricos e conceituais. In: RODRIGUES, G.M.; LOPES, I.L. (Org.). Organização e representação do conhecimento na perspectiva da Ciência da Informação. Brasília: Thesaurus, 2003. (Estudos avançados em Ciência da Informação; v.2) 
KOBASHI, N. Y. Análise documentária e representação da informação. Informare, Rio de Janeiro, v.2, n.2, p.5-27, jul./dez. 1996. 
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