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PRODUTOS E SERVICOS LOGÍSTICOS

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PRODUTOS E SERVICOS LOGÍSTICOS
Pedro Henrique Kreusch
Centro Universitário Leonardo da Vinci – UNIASSELVI
Seminário Interdisciplinar II – Processos Gerenciais (FLX1511)
15/06/2020
RESUMO
Os serviços logísticos, como o próprio prefixo diz, são serviços que abrangem uma grande parte dos serviços prestados por fornecedores aos seus clientes, sejam eles fornecedores de serviços ou bens de consumo. O serviço logístico tornou-se uma importante ferramenta para o desenvolvimento de relações mais próximas entre eles, como pesquisas de satisfação, para que possam entender o que os clientes querem e precisam de determinada marca ou produto. Como o serviço ao cliente pode ter uma definição muito ampla, o conhecimento dos elementos que o compõe, podem auxiliar no seu entendimento. Esses serviços envolvem diversas atividades, elas variam desde a produção, passando pelo processo de transporte até chegar no destino final que é o cliente.
Palavras-chave: Serviços Logísticos. Cliente. Relação.
INTRODUÇÃO
Os objetivos do serviço logístico resumem-se basicamente em entregar o produto certo, na quantidade certa, na localização certa, no tempo esperado, para a pessoa certa em um preço justo. Esses serviços vão desde a compra do produto, passando pela separação, etiquetação, distribuição, armazenagem, transporte e pôr fim a entrega ao consumidor final. O sucesso em vendas de uma empresa, não depende apenas da aceitação que seu produto vai ter, mas também de toda a logística que vai estar por trás desse produto, o bom andamento desses serviços vai garantir uma boa experiência ao cliente, assim aumentando a satisfação do mesmo com o fornecedor.
 LOGÍSTICA DE PRODUCÃO
A logística de produção é a etapa que implica no processo que visa disponibilizar uma vasta oferta de produtos para o mercado consumidor. É o processo de desenvolvimento dos produtos e que trata da gestão dos materiais usados, da mão-de-obra necessária para fabricação e das informações nesse processo. Nesta etapa que se determina o que é fabricado, onde vai ser fabricado e qual a quantidade. Os engenheiros de produção e os designers estão sempre ligados diretamente a esta etapa em particular. Ela também engloba a conta da estimativa da produção adequada para atender todos os clientes de forma satisfatória, sem que gere prejuízos por excesso de produção, nem perdas de lucro com a falta do produto no mercado, por fim, ela tem como principal função, fazer com que todos os outros processos sejam o mais eficiente possível.
 Segundo Tubino (1997, p. 27) “Os processos discretos que envolvem a produção de bens ou serviços, não podem ser isolados em lotes ou unidades, e identificados em relação aos demais.”
ARMAZENAGEM
A armazenagem é sem sombra de duvidas uma das partes mais importantes no processo de “vida” de um produto, pois sem uma armazenagem adequada, o produto acaba estragando, gerando enormes perdas aos fabricantes. Já existem empresas especializadas nesse ramo, para atender as mais diversas situações de estoque. Os estudos contemplam a localização, as dimensões do espaço a ser usado, e em alguns casos, a climatização do local, recentemente a ANVISA (Agencia Nacional de Vigilância Sanitária) publicou no Diário Oficial da União a RDC 360/2020 (Resolução da Diretoria Colegiada) que determina uma mudança no quesito referente a obrigatoriedade de que haja monitoramento de temperatura e umidade desde a partida da fábrica até a dispensação do medicamento no consumidor final. Nesta condição, os medicamentos devem ser armazenados em salas com controle rigoroso de temperatura, em geladeiras próprias para isso, sem que eles se misturem com outros tipos de mercadorias ou alimentos, visando a qualidade da mercadoria sem alterar seu estado inicial.
A escolha da melhor localização para se abrir um CD (Centro de distribuição) é de suma importância para aperfeiçoar os serviços logísticos prestados, sempre prestando atenção nas rotas de saída do local, a proximidade com os clientes, diminuindo o tempo de entrega, aumentando a satisfação do cliente e aumentando a margem de lucro do fornecedor, a tributação do local deve-se levar em conta também, pois esse valor vai ter que ser somado nas contas, juntamente com esse valor, vem o aluguel do galpão se ele não for próprio, sendo que geralmente o aluguel de um galpão não sai muito barato, é preciso tomar cuidado com esses valores para não se prejudicar no futuro.
Rafele (2004), busca aperfeiçoamento do modelo PZB para a definição de uma hierarquia dos elementos do serviço logístico e medidas de desempenho associados a isso.
ESTOQUE
Toda empresa precisa controlar muito bem seu estoque, mantendo uma quantidade mínima em estoque para evitar desabastecimento, assim facilitando o controle de pedidos e de compra e venda. Essas rotinas afetam diretamente os resultados comerciais já que existem muitas formas de se transferir estoques entre filiais. Quando o cliente está muito longe e não se pode adaptar a mercadoria em pequenos lotes para transporte, é comum a utilização estratégica do estoque de filiais mais próximas ao cliente. O estoque de um fornecedor está ligado diretamente ao sistema de transporte utilizado por ele, pois se o transporte falha, logo acarreta no desabastecimento.
A gestão de estoques é um conceito que está presente em todo o tipo de empresa, desde o início da civilização o ser humano tem usado estoques de variados recursos, de modo a suportar o seu desenvolvimento e sua sobrevivência, como ferramentas e alimento. No meio empresarial, se por um lado o excesso de estoque representa custos operacionais e oportunidade de capital, por outro lado estoques baixos podem originar perdas financeiras por conta da falta de mercadorias, originando queda nas vendas.
TRANSPORTE
Gastos com transporte podem representar até 2/3 dos custos operacionais dos serviços logísticos. Por isso, garantir seu bom funcionamento assegura a produção, distribuição e a comercialização dos produtos. A área que será atendida define o planejamento das rotas de entrega e transporte e a gestão de ocorrências. Rotas mais otimizadas levam em conta os pontos onde vão haver paradas para entrega, o caminho total que será percorrido, gastos com combustível e pedágio, entre outras variáveis. Para o sucesso deste serviço, é necessário avaliar qual a melhor cadeia logística e as opções disponíveis.
É preciso avaliar quais modais de transporte serão usados para cada tipo de mercadoria transportada, pois cada modal tem suas limitações.
Segundo Ballou (2010, p. 118),
“[...] a importância relativa de cada modo de transporte e as alterações ocorridas nas participações relativas são parcialmente explicadas pela carga transportada e pela vantagem inerente do modo [...]”
PLANEJAMENTO ESTRATEGICO
Garantir o planejamento estratégico e a agilidade da operação de transporte e armazenamento, entre outras funções, é atividade da grande aliada de gestão de serviços logísticos, a Tecnologia da Informação (T.I). É graças a ela que softwares e hardwares são amplamente utilizados. A integração promovida pelas ferramentas tecnológicas oferece ganho de tempo e produtividade para as empresas, incentivando os gestores e colaboradores a se dedicarem ao planejamento estratégico. 
O planejamento se baseia na análise da empresa e em como se dá sua relação com o mercado no qual atua. Assim, busca focar as ações na geração de resultados a longo prazo e no crescimento do negócio.
De forma resumida, podemos dizer que o planejamento estratégico procura responder a três questões principais:
- Onde estou?
- Para onde quero ir?
- Como chegar lá?
“Planejamento estratégico é definido como o processo gerencial de desenvolver e manter uma adequação razoável entre os objetivos e recursos da empresa e as mudanças e oportunidades de mercado. ” (RODRIGUES, apud KOTLER,1992, p.63)
O planejamento estratégico surgiu no início dos anos 70 devido às crescentes crises como preço do petróleo, guerras entre árabes e israelenses, inflação, altos índices de desemprego entre outros.