A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
64 pág.
Introdução a Zoologia - Resumo completo

Pré-visualização | Página 2 de 19

entre eles. 
 
 
 
 
 
ivanp_000
Resumo Free
2 
 
 
Escolas Sistemáticas 
Escola Tradicional 
• As classificações são baseadas no conhecimento de taxonomistas profissionais e se realizam como uma 
atividade catalogatória, que separa ou agrupa coisas considerando suas semelhanças ou diferenças. 
• Exemplo: 
Grupo I: cachorro, jacaré e peixe; 
Grupo II: minhoca, aranha, estrela-do-mar e lombriga. 
• Assim, o pesquisador definiria o Grupo I de Vertebrados, por apresentarem como característica Coluna 
Vertebral; e o Grupo II de Invertebrados, por não apresentarem tal característica. 
 
Escola Fenética 
• Os feneticistas, ao trabalharem com o maior número possível de semelhanças, desvinculam-se de um 
enfoque evolutivo e das relações filogenéticas dos grupos estudados. 
• Os zoólogos Gary Brusca e Richard Brusca usam uma analogia para explicar o problema de se considerar 
apenas a maior similaridade entre grupos: “dois primos podem se parecer mais um com o outro do que 
com os seus respectivos irmãos, mas conhecendo a genealogia da família sabemos que os irmãos são mais 
relacionados uns aos outros do que cada um com seu primo”. 
• Essencialmente, a Escola Fenética se diferencia da taxonomia tradicional pelo emprego de métodos 
quantitativos e pela utilização de um número maior de características semelhantes entre os organismos. 
 
Escola Evolutiva 
• A Escola Evolutiva, também denominada Escola Gradista, ao contrário da tradicional e da fenética, está 
embasada na teoria sintética da evolução, ou NEODARWINISMO. 
• Os critérios para reunir grupos de organismos têm como suporte o conceito de GRADOS. 
• Tanto a taxonomia tradicional como a evolutiva utilizam-se da intuição como ferramenta para estabelecer 
o relacionamento entre grupos de organismos, ou seja, não demonstram claramente como e o que fazem, 
estabelecendo grupos com base em critérios muito subjetivos. 
 
Escola Cladista 
• A meta principal dessa escola é propor hipóteses testáveis de relacionamento genealógico entre grupos 
naturais. Estes são definidos como grupos formados por organismos que possuem um mesmo ancestral 
comum. 
• Como uma metodologia sistemática, o Cladismo tem por base a passagem, do ancestral para seu 
descendente, das características que se modificam ao longo da genealogia do grupo. 
3 
 
 
1 
 
LICENCIATURA EM CIÊNCIAS BIOLÓGICAS – CEDERJ – UENF / 3º PERÍODO 
DISCIPLINA: Introdução a Zoologia - Aula 3: Homologia e série de transformação de caracteres 
 
Homologia 
• Ao afirmarmos que determinadas estruturas encontradas em diferentes espécies são homólogas, 
queremos dizer que essas espécies são descendentes de um ancestral comum, o qual também 
apresentava essa estrutura. 
• O estabelecimento de homologia entre estruturas pode ser proposto com base em três critérios distintos: 
1. Estruturas que apresentam formas parecidas, como as asas de um pombo e as assas de um gavião; 
2. Estruturas que apresentam aproximadamente a mesma posição anatômica relativa, como a nadadeira da 
cauda de um tubarão e de uma sardinha; 
3. Estruturas que tem a mesma origem embrionária, ou seja, aquelas originadas de células ou de um 
conjunto de células que ocupam a mesma posição no embrião, como por exemplo: o cérebro de um gato 
e o de um macaco. 
• O fato de duas estruturas serem homólogas não significa que elas tenham que ser idênticas ou parecidas. 
Isso porque estruturas homólogas podem ser iguais ou diferentes entre si. 
• As asas de um inseto, de um morcego e de uma ave podem ser consideradas estruturas análogas, pois 
todas elas apresentam a mesma função. 
• No entanto, as asas do morcego e da ave representam os membros anteriores, o mesmo não acontecendo 
com as dos insetos. Neste caso, os membros anteriores do morcego e da ave são homólogos; contudo, 
quando examinamos mais detalhadamente as asas de ambos os animais, verificamos que elas são de 
estruturas diferentes. A modificação dos membros anteriores em asas surgiu independentemente em 
ambos os animais, pois estes não as herdaram de um ancestral comum. Portanto, as asas do morcego e 
da ave são estruturas análogas. 
Estrutura: se refere a qualquer parte do corpo, podendo ser: morfológica, molecular ou comportamental, 
desde que tenha base genética. 
Caráter: é a modificação ocorrida em uma estrutura homóloga em diferentes organismos, ou seja, é uma 
novidade evolutiva ocasionada por uma mutação. 
• O que é considerado caráter, em um nível mais abrangente, pode ser considerado estrutura, em níveis 
mais restritos. Por exemplo, as cerdas da antena do crustáceo podem apresentar formatos diferentes. 
Neste caso, as cerdas passam a ser consideradas estruturas e o caráter passa a ser forma das cerdas. 
 
Homologia primária e homologia secundária 
• Homologia primária – suposição inicial baseada na forma e na posição da estrutura em diferentes 
organismos. 
• Homologia secundária – homologias que foram comprovadas pela análise. 
 
Homologia Serial 
• Da mesma forma que a perna direita de um filho é homóloga à do pai ou à de um cavalo, a mesma perna 
direita do filho também é homóloga à sua perna esquerda. Além disso, as quatro pernas de um cavalo 
são homólogas entre si. Este tipo de homologia, em que as estruturas semelhantes aparecem em um 
mesmo organismo como repetições de partes do corpo, é usualmente denominada de homologia serial. 
• Em alguns casos, as estruturas homólogas de um mesmo animal podem se diferenciar quanto à função. 
O siri apresenta grupos de pernas diferenciadas; algumas servem para a locomoção, outras para a 
alimentação e outras para segurar ovos. As pernas de um mesmo grupo são semelhantes entre si, porém 
são diferentes das dos outros grupos. Entretanto, todas as suas pernas têm a mesma origem embrionária 
(homologia serial). 
• A homologia serial, para evitar confusão, será a partir de agora denominada metameria ou segmentação, 
voltando a ser abordada quando discutirmos a arquitetura animal. 
 
 
 
ivanp_000
Resumo Free
2 
 
Série de Transformação 
• Os caracteres são modificações nas estruturas que ocorrem quando um caráter passa de uma forma, 
normalmente denominada de estado, para um outro estado. Essas modificações são denominadas 
Série de Transformação de Caracteres. 
• Evolução (mudança) dos caracteres pode ocorrer ao longo do tempo nas gerações de uma mesma 
população, que consequentemente poderá apresentar estados diferentes de alguns caracteres. Essa 
evolução linear é denominada de anagênese. 
• A evolução pode ocorrer também pela divisão de um grupo em dois ou mais grupos descendentes através 
de especiação. Este processo evolutivo é denominado cladogênese. Os novos grupos formados podem, 
por sua vez, sofrer o processo de anagênese, tornando-se diferentes ao longo do tempo. 
• Com as mudanças de estado dos caracteres torna-se importante diferenciar o estado original ou primitivo 
do estado modificado ou derivado. 
• O estado primitivo, preexistente no ancestral, é denominado plesiomorfia ou estado plesiomórfico; o 
estado derivado, apomorfia ou estado apomórfico. 
• A ocupação do ambiente terrestre por alguns grupos animais é uma apomorfia em relação à vida em 
ambientes aquáticos. A reocupação do ambiente aquático, como no caso das baleias e golfinhos, é uma 
apomorfia em relação ao hábito terrestre do mamíferos. 
1 
 
LICENCIATURA EM CIÊNCIAS BIOLÓGICAS – CEDERJ – UENF / 3º PERÍODO 
DISCIPLINA: Introdução a Zoologia - Aula 4: Caracteres compartilhados e homoplasia 
 
 
Caracteres compartilhados 
• Os estados apomórficos e plesiomórficos dos caracteres não devem ser considerados entidades isoladas, 
independentes dos organismos. Tais estados são compartilhados por indivíduos de uma mesma espécie 
ou, também, por indivíduos de espécies diferentes. 
• Quando os estados apomórficos ou