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UNIVERSIDADE ESTÁCIO DE SÁ CURSO DE PEDAGOGIA VIVIANE PATRICIO NASCIMENTO ORIENTAÇÃO SEXUAL: UMA MISSÃO DE TODOS NOVA IGUAÇU 2019 1.INTRODUÇÃO O assunto sexualidade ainda é um tema malvisto nos dias atuais. Devido ao tabu, preconceitos, religião, moral advindo nos séculos passados, este assunto é pouco visado e levado em consideração. A educação sexual é um assunto extremamente complexo e possui diversas vertentes. Se é utilizado o termo educação sexual quando tratamos sobre a educação que recebemos como indivíduos primeiramente na família, na fase do nascimento, após, na comunidade em que está inserido e nos ciclos sociais como a escola. Portanto observa-se que esta educação é contínua e dentro dela vê-se aquisição de regras e normas tanto quanto valores sobre o sexo. Comment by Carla Cordeiro Marcal Y Guthierrez: Pode substituir essa palavra ... não muito bem aceito. Os Parâmetros Curriculares visam a sexualidade e orientação sexual como um tema transversal e que pode ser trabalhado pelo professor em sala de aula de forma multidisciplinar. Por volta do fim da década de 1990 no Brasil, observou-se a presença e utilização de uma “nova” terminologia para estabelecer a discussão de sexualidade na Escola. A expressão Educação Sexual foi substituída por Orientação Sexual por muitos e educadores e também oficializada e institucionalizada com o lançamento dos Parâmetros Curriculares Nacionais, do Ministério da Educação, no ano de 1997. Comment by Carla Cordeiro Marcal Y Guthierrez: Colocar o ano Assim, a sexualidade não é mais um tema a ser trabalhado apenas nas aulas de Biologia, mas, em todas as disciplinas do currículo a cunho cultural. Isso exige que o tema seja discutido nos cursos para formar docentes para que assim, os futuros educadores estarão preparados para exercer sua profissão de forma plena quanto ao assunto em questão. 2.PROBLEMA Sabendo que nós desenvolvemos sexualmente desde o nascimento, Parker (1994), trata de uma cultura sexual no Brasil muito contraditória, que se fundamenta em uma ordem historicamente patriarcal dominada primeiramente na Igreja Católica onde, a permissividade e proibição como as práticas sexuais e culpa fazem parte do contexto sexual desde a Colônia. Por volta do século XX e início do XXI, os portugueses trouxeram consigo a herança judaico-cristã no período colonial, influência medicinal e cultural do vitorianismo, juntamente com o modo de vista consumista e individualista da nossa sociedade atual, faz com que vivamos em um ambiente limitado quanto ao assunto sexualidade. E é com toda esta carga negativa histórica que a escola baseia-se os seus projetos de orientação sexual. Comment by Carla Cordeiro Marcal Y Guthierrez: Coloque a fonte dessa informação. 3.OBJETIVO GERAL Descrever e justificar a importância da Orientação Sexual em suas novas práticas do ensino-aprendizagem de forma que estas estejam fundamentadas na realidade, nos Parâmetros Curriculares Nacionais visando seu constante processo de reflexão e reestruturação da prática pedagógica. Comment by Carla Cordeiro Marcal Y Guthierrez: Não entendi...nos parametros curriculares....releia e tente ajeitar! 4.OBJETIVOS ESPECÍFICOS · Compreender a escola como um agente interventor da Orientação Sexual; · Compreender a educação sexual dentro dos parâmetros curriculares enfatizando sua importância na prática pedagógica; · Ampliar o conhecimento sobre sexualidade no âmbito educacional; 5.JUSTIFICATIVA A Educação sexual por ser um tema complexo, exige do pesquisador certa cautela, pois nos deparamos com teorias rígidas e mutatórias. Educação e sexualidade podem ser instrumentos para doutrinar e controlar como assegura a pesquisa de Paulo Freire em 1986. Paulo Freire, escolheu os termos “Educação Bancária” e “Educação Libertadora” para explicar diferentes modelos de articular a educação. A Educação Bancária tem a rigidez como base, tendo resultado daquilo que se ensina. Tem-se um conteúdo que precisa ser assimilado e repetido sendo reconhecido como verdadeiro. Já a Educação Libertadora, reconhece que a educação resulta de construção coletiva. Quando modelos pré-determinados se repetem gera a manutenção de sistemas de dominação, nos quais os dominadores, beneficiários do sistema, esperam que os dominados, excluídos dos benefícios obedeçam e reconheçam como tal a ordem das coisas. Se atentando à Educação Sexual, Vitiello (1995), a entende assim: Informar é uma atividade de ensino, de instrução, e não de educação, ao menos enquanto a informação for passada isoladamente. Já a orientação implica num mecanismo mais elaborado, segundo qual, baseando-se em sua experiência e em seus conhecimentos, o orientador irá ajudar orientando a analisar diferentes opções disponíveis, tornando-o assim apto a descobrir novos caminhos. Aconselhar, por outro lado, consiste em auxiliar o aconselhando a decidir-se por um ou vários dos possíveis caminhos que ele próprio já conhece, em outras palavras, aconselhar significa “ajudar a decidir”. Educar, finalmente, embora possa passar por informar, por orientar e por aconselhar, é mais do que a soma dessas partes isoladas. Educar, no sentido mais amplo, significa formar, não na acepção de que o educando seja uma cópia do educador, mas sim na de que o educador dá ao educando condições e meios para que cresça interiormente (VITIELLO, 1995, p.18) [Cite sua fonte aqui.] Michel Foucault como historiador afirmava que nas sociedades ocidentais o sexo era ligado à busca da verdade, acima de tudo, a partir do cristianismo. Podia ser falado de sexualidade, mas apenas para proibi-la. As proibições faziam parte de uma economia complexa e o esclarecimento, a “iluminação” da sexualidade se deu nos discursos das instituições e das práticas. O autor reconhecia que a miséria sexual e a repressão existem. Sua preocupação não era explorar a natureza da ideologia vigente e suas consequências em relação à sexualidade. Sua preocupação era fixar o “método” que as engendram. Podemos entender que a Orientação Sexual tem por finalidade romper as barreiras impostas a ela, quebrar preconceitos, a fim de promover seu avanço no âmbito educacional para que os Parâmetros Curriculares Nacionais possam ser praticados nas redes de ensino. 6 METODOLOGIA Pretende-se desenvolver uma pesquisa com métodos e instrumentos baseados na pesquisa social. A abordagem será qualitativa, desenvolvida pela pesquisa que será feita em escolas de Educação Infantil, Fundamental e Médio nas redes públicas e privadas. A pesquisa tem como objetivo investigar se as escolas têm inserida em sua base curricular a Orientação Sexual segundo os Parâmetros Curriculares Nacionais. A pesquisa será feita no mesmo campo municipal buscando este comparativo qualitativo. A pesquisa é decorrente de um estudo, de uma investigação, possibilitará atingir os objetivos propostos, através dos resultados que serão alcançados.