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Parnasianismo
ARTE PELA ARTE
2ª metade do século XIX
Preocupação
 formal
Comparação da poesia com as artes plásticas
Referências a elementos da mitologia grega e latina
Objetivismo
Vocabulário culto
Preferência por temas descritivos (cenas históricas, paisagens)
Métrica rigorosa, rimas, ritmo 
e o ideal da impessoalidade
1
 	
 
Às vezes, uma dor me desespera… 
Nestas ânsias e dúvidas em que ando. 
Cismo e padeço, neste outono, quando 
Calculo o que perdi na primavera. 
Versos e amores sufoquei calando,
Sem os gozar numa explosão sincera…
Ah! Mais cem vidas! com que ardor quisera
Mais viver, mais penar e amar cantando!
Sinto o que desperdicei na juventude;
Choro, neste começo de velhice,
Mártir da hipocrisia ou da virtude,
Os beijos que não tive por tolice,
Por timidez o que sofrer não pude,
E por pudor os versos que não disse!
INTERPRETAÇÃO DO SONETO: REMORSO 
O “EU LÍRICO” na juventude: 
*Contido
*Tímido
*Viveu de aparências
*reservado
O “EU LÍRICO” na Velhice: 
*Arrependido
*Triste
*Angustiado
*com remorso pelo não vivido
Primavera
Outono
sentimento de aflição ou tristeza causado pela prática de um ato reprovável
2
 	
 
Às vezes, uma dor me desespera… 
Nestas ânsias e dúvidas em que ando. 
Cismo e padeço, neste outono, quando 
Calculo o que perdi na primavera. 
Versos e amores sufoquei calando,
Sem os gozar numa explosão sincera…
Ah! Mais cem vidas! com que ardor quisera
Mais viver, mais penar e amar cantando!
Sinto o que desperdicei na juventude;
Choro, neste começo de velhice,
Mártir da hipocrisia ou da virtude,
Os beijos que não tive por tolice,
Por timidez o que sofrer não pude,
E por pudor os versos que não disse!
ANÁLISE estrutural DO SONETO: REMORSO 
A
B
B
A
B
A
A
B
C
D
C
D C
D
SONETO É UM POEMA DE FORMA FIXA:
SENDO COMPOSTO DE DOIS QUARTETOS E DOIS TERCETOS
VERSOS DECASSÍLABOS
(COM 10 SÍLABAS POÉTICAS)
3
 	
 
Raiva o incêndio. A ruir, soltas, desconjuntadas, 
As muralhas de pedra, o espaço adormecido 
De eco em eco acordando ao medonho estampido, 
Como a um sopro fatal, rolam esfaceladas. 
E os templos, os museus, o Capitólio erguido 
Em mármore frígio, o Foro, as eretas arcadas 
Dos aquedutos, tudo as garras inflamadas 
Do incêndio cingem, tudo esboroa-se partido. 
Longe, reverberando o clarão purpurino, 
Arde em chamas o Tibre e acende-se o horizonte... 
- Impassível, porém, no alto Palatino, 
Nero, com o manto negro ondeando ao ombro, assoma 
Entre os libertos, e ébrio, engrinaldada a fronte, 
Lira em punho, celebra a destruição de Roma.
DA HISTÓRIA PARA O SONETO: 
 Incêndio em Roma 
Descrição de uma
Cena inspirada na lenda romana!
O incêndio de Roma, 18 de julho de 0064 - óleo de Hubert Robert, no Museu de Arte Moderna André Malraux, em Le Havre 
4
 	
 
Raiva o incêndio. A ruir, soltas, desconjuntadas, 
As muralhas de pedra, o espaço adormecido 
De eco em eco acordando ao medonho estampido, 
Como a um sopro fatal, rolam esfaceladas. 
E os templos, os museus, o Capitólio erguido 
Em mármore frígio, o Foro, as eretas arcadas 
Dos aquedutos, tudo as garras inflamadas 
Do incêndio cingem, tudo esboroa-se partido. 
Longe, reverberando o clarão purpurino, 
Arde em chamas o Tibre e acende-se o horizonte... 
- Impassível, porém, no alto Palatino, 
Nero, com o manto negro ondeando ao ombro, assoma 
Entre os libertos, e ébrio, engrinaldada a fronte, 
Lira em punho, celebra a destruição de Roma.
ANÁLISE estrutural DO SONETO: 
Incêndio em Roma 
A
B
B
A
B
A
A
B
C
D
C
E D
E
VERSOS D0DECASSÍLABOS
(COM 12 SÍLABAS POÉTICAS)
RIMAS INTERPOLADAS
RIMAS
CRUZADAS
Poema descritivo;
Cena histórica;
4
OLAVO BILAC “O PRÍNCIPE DOS POETAS”
“Parece consenso da melhor crítica reconhecer em Bilac não só um grande poeta, mas um poeta eloquente, capaz de dizer com fluência as coisas mais díspares, que o tocam de leve, mas o bastante para se fazerem, em suas mãos, literatura” 						Alfredo Bosi
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