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FÓRCEPS 2020 PPT

Apostila sobre fórceps obstétricos: anatomia e tipos (clássicos e especiais), indicações (profiláticas, maternas, fetais e de alívio), técnicas de pegada, rotação e tração, verificação da pegada e classificação pela altura da apresentação fetal.

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FÓRCEPS
MARIA LUÍSA RODRIGUES E SILVA
5º ANO - 2020 
Anatomia do Fórceps
Tipos de Fórceps
• Clássicos
Tipos de Fórceps
• Especiais
TIPO DE FÓRCEP (mais usados) INDICAÇÃO
Simpson Limita-se as variedades 
oblíquas e pegas diretas 
Kielland Variedade transversa, rotações
amplas e correção dos 
assinclitismos
Luikart A pressão exercida por ele é 
mais bem distribuída; seguro
Piper Cabeça derradeira (parto 
pélvico)
Funções do Fórceps
• Preensão ou Pegada
- Posição Biparietomalomentoniana: as colheres devem 
tracionar o feto pelas laterais do mento, passando pelas 
eminências malares e por ambos os parietais
→ Esta é a pegada ideal e, se não conseguida na aplicação do 
instrumento, o operador não está autorizado a continuar com a 
operação.
Posição 
Biparietomalomentoniana
As colheres 
estão 
simetricamente 
dispostas a 
cada lado da 
cabeça fetal e 
apreendem os 
parietais e os 
malares.
A ponta do 
fórcipe atinge 
a altura das 
mandíbulas e 
ocupa o 
espaço entre 
o pavilhão 
auricular e a 
fossa orbitária.
‘‘Pegada 
Ideal’’
Verificação da Pegada
A pequena 
fontanela 
(lambda ou 
fontanela 
posterior) deverá 
estar na distância 
de um dedo 
transverso do 
plano dos 
pedículos.
A sutura sagital estará 
perpendicular e 
equidistante ao plano 
das hastes, em toda a 
sua extensão.
Ao se tentar introduzir um 
dedo entre o fórcipe e a 
cabeça fetal, não se 
deve ter acesso às 
fenestras.
Funções do Fórceps
• Rotação
→ A rotação deve seguir a conformação do instrumento usado 
para não traumatizar os tecidos moles maternos.
→ Pode ser exercida em direção anterior (púbica) ou posterior 
(sacra), podendo ser de 45º, 90º e 135º. Existem 3 técnicas, de 
acordo com o fórcipe utilizado: 
1. CIRCUNDAÇÃO AMPLA DOS CABOS: indicada para o fórcipe com 
curvatura pélvica acentuada, como o de Simpson-Braun.
2. “EM CHAVE FECHADURA”: indicada para o fórcipe com pequena 
curvatura pélvica , como o de Kielland.
3. ABAIXAMENTO DOS CABOS: para evitar o trauma de laceração 
bilateral das paredes vaginais.
Funções do Fórceps
• Tração
→ A tração deve ser simultânea às 
contrações uterinas e realizada de forma 
axial, ou seja, sempre no eixo da pelve 
materna. 
→ Não deve ser excessiva, evitando 
manobras intempestivas e excessivas.
Classificação do fórcipe de 
acordo com a altura da 
apresentação fetal
→ Baseia-se na altura da cabeça na pelve.
→ Segundo o American College of Obstetricians and 
Gynecologists (ACOG) de 2015.
Classificação do fórcipe de acordo 
com a altura da apresentação 
fetal
.
DESPRENDIMENTO OU DE ALÍVIO:
• O couro cabeludo é visível no introito vaginal sem separar os 
lábios; 
• o crânio fetal atingiu o assoalho pélvico; 
• a sutura sagital está no diâmetro anteroposterior do estreito 
inferior, ou próximo a ele; 
• a cabeça do feto está no períneo; a rotação, se necessária, 
não deve exceder 45 graus.
BAIXO:
• O ponto de maior declive da apresentação está no plano +2 de 
DeLee ou abaixo dele, mas não no assoalho pélvico; 
• as rotações podem ser inferiores ou superiores a 45 graus.
MÉDIO:
• A cabeça do feto insinuada, porém não atingiu o plano +2 de 
DeLee.
ALTO: 
• Cabeça não insinuada ou no limite da insinuação (fórcipe proscrito 
da prática obstétrica atual – riscos superiores a operação 
cesariana).
Indicações de Fórceps
PROFILÁTICAS: indicados nas pacientes com 
doenças gerais quando é inconveniente ou 
perigoso esforço expulsivo.
Pneumopatias, 
cardiopatias e 
neuropatias 
maternas
Indicação 
Profilática 
Fetal
Prevenção de 
sofrimento fetal 
no período 
expulsivo 
prolongado
Indicações de Fórceps
ALÍVIO: indicado quando o colo uterino apresenta 
dilatação total, a cabeça fetal baixa e rodada para 
occipitopúbica, no assoalho pélvico, começando a se 
apoiar nos pilares dos levantadores do ânus, realiza-se 
episiotomia e extrai-se o feto com o fórceps.
- Prevenir a sobredistensão perineal e da fáscia adjacente e, 
consequentemente, reduzir o estiramento dos músculos e nervos 
do assoalho
pélvico no segundo período;
- Reduzir a perda sanguínea materna;
- Evitar a compressão prolongada da cabeça fetal, preservando-se 
o encéfalo fetal;
- Reduzir o esforço e o desconforto do período expulsivo.
Indicações de Fórceps
MATERNAS:
-Discinesias uterinas;
-Resistência perineal que a episiotomia não resolve;
-Sofrimento materno;
-Comorbidades que contraindiquem ou impossibilitem o esforço 
físico no período expulsivo e que exibam risco cirúrgico muito alto, 
desaconselhando a opção pela cesariana;
-Cicatriz uterina prévia;
-Dificuldade ou impossibilidade de utilização da prensa abdominal.
Indicações de Fórceps
FETAIS:
-Retenção da cabeça derradeira na apresentação pélvica;
-Sofrimento fetal agudo no período expulsivo;
-Prematuridade;
- Procidência irredutível de membros e de funículo quando a 
cabeça fetal está insinuada indicam extração fetal imediata.
Condições de Praticabilidade
São as condições de praticabilidade que garantem a 
segurança da aplicação do fórceps.
1- Cabeça Insinuada
2- Dilatação Total
3- Membranas Rotas
4- Diagnóstico Preciso da Variedade de Posição
5- Avaliação do Tipo Pélvico
6- Proporcionalidade Exata
7- Canal do Parto Sem Obstáculos
8- Reto e Bexiga Vazios
9- Feto Vivo ou Morte Recente
10- Estreitos médio e inferior compatíveis com volume 
cefálico 
11- Volume cefálico normal 
12- Operador e Aplicação
Pré-requisitos para a aplicação do 
Fórceps
A. A extração é possível? 
B. A aplicação do Fórceps está indicada?
C. A aplicação do Fórceps é a melhor maneira de 
concluir o parto?
Técnica Geral de Aplicação do 
Fórceps
REGRAS GERAIS:
Aplica-se o fórcipe no diâmetro pélvico perpendicular 
ao ocupado pela linha de orientação do polo cefálico.
Nas pegas: 
A – DIREITAS: a 1ª colher a ser aplicada é a ESQUERDA
B- OBLÍQUAS: a 1ª colher a ser aplicada é a POSTERIOR
C- TRANSVERSAS: a 1ª colher a ser aplicada é a 
ANTERIOR
Técnica Geral de Aplicação do 
Fórceps
✓ Posição de Litotomia
✓ Assepsia e Antissepsia
✓ Analgesia peridural ou bloqueio dos pudendos
✓ Cateterismo vesical
✓ Verificar condições para uso de fórceps
✓ Episiotomia (se necessário)
✓ Apresentação do fórcipe à vulva
Técnica Geral de Aplicação do 
Fórceps
1. Escolha da primeira colher
2. Introdução de 2 dedos guias (chanfradura sacrociática) 
3. Aplicação da primeira colher utilizando o polegar
4. Aplicação da segunda colher invertendo as mãos
5. Articulação do fórcipe em direção a pequena fontanela 
6. Verificação da pegada (reposicionar se necessário)
7. Rotação, tração (durante contrações) e extração
8. Retirada dos instrumentos
9. Revisão do canal de parto
Complicações
MATERNAS:
▪ Lacerações
▪ Prolongamento da 
episiotomia
▪ Lesão do reto e bexiga
▪ Perda sanguínea aumentada
▪ Infecção
▪ Hematomas
▪ Fratura do cóccix
FETAIS:
▪ Cefalo-hematoma
▪ Dano cerebral
▪ Hemorragia intracraniana
▪ Depressão geral, asfixia
▪ Marcas, escoriações
▪ Compressões oculares
▪ Paralisia n. facial ou hipoglosso
▪ Sequela neurológica tardia
▪ Paralisia braquial
▪ Fratura de crânio
Vácuo-Extrator
• Alternativa ao uso de fórcipe
• Emergência
Indicações do uso 
do Vácuo-Extrator
❑ Período expulsivo prolongado
❑Cardiopatia descompensada
❑Doença pulmonar
❑Alterações cerebrovasculares
❑Disfunções neuromusculares onde é contraindicado o esforço
❑ Sofrimento fetal
Contraindicações ao uso do 
Vácuo-Extrator
➢ Apresentação pélvica;
➢ Apresentação de bregma;
➢ Apresentação de face;
➢ < 34 semanas (risco de hemorragias intraventriculares);
➢ Operador inexperiente;
➢ Impraticabilidade (posição fetal ou altura da apresentação);
➢ Incerteza da variedade de posição;
➢ Suspeita de desproporção cefalopélvica.
Condições de Praticabilidade
(Vácuo-Extrator)
 Apresentação de vértice fletida;
 Variedade de posição 
conhecida;
 Idade gestacional ≥ 34 semanas;
Dilatação cervical total;
 Membranas rotas;
➢ Cateterismo vesical;
➢ Cabeça fetal + 3 de DeLee;
➢ Ausência de desproporção 
cefalopélvica;
➢ Possibilidade de realizar cesariana 
em caso de insucesso;
➢ Operador experiente.
Técnica de Aplicação
(Vácuo-Extrator)
1) Verificar as conexões e testar vácuo com luvas estéreis
2) Avaliar variedade da posição fetal
3) Identificar fontanela posterior
4) Aplicar a campânula (centro da ventosa sobre ponto de 
flexão)
5) Episiotomia s/n
6) Verificar aplicação
Técnica de Aplicação
(Vácuo-Extrator)
7) Pressão negativa 200 mmHg e verificar a aplicação
8) Pressão negativa 800 mmHg e verificar novamente
9) Tracionar seguindo a curvatura pélvica
10) Não tracionar no intervalo entre contrações
11) Reduzir a pressão para 200 mmHg nos intervalos
INTERROMPER PROCEDIMENTO SE:
• tempo de aplicação superior a 30 min;
• perda do vácuo após 3 tentativas;
• 3 tentativas sem descida ou 30 min de tentativa;
• campanula desliza da cabeça fetal 2 vezes com técnica 
correta
EXTRAÇÃO FRACASSADA → REALIZAR CESARIANA
Complicações Vácuo-Extrator
QUESTÕES E COMENTÁRIOS
Muito Obrigada!!!

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