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PROF.
WAGNER
BARBOSA,
M.Sc.
ENG DA CONFIABILIDADE
Uma Ferramenta para a Gestão da
Manutenção e Operações
Wagner
Barbosa,
Eng
Mecânico
formado
pelo
UFPE,
Mestre
em
Eng
de
Produção
pela
UFPE,
Doutorando
em
Eng
de
Produção
também
pela
UFPE;
Atuação
na
área
de
Petróleo
E&P,
Armazenagem
e
Distribuição;
Atuação
também
em
Eólica,
especificamente
na
érea
de
fabricação
e
construção
de
equipamentos
e
parques
Eólicos;
Forte
atuação
na
área
de
Qualidade;
Ger.
Técnico
de
OIC-‐INMETRO;
Pesquisador
do
CEERMA
na
área
de
Risco
e
Confiabilidade;
Professor
do
curso
de
Engenharia
de
Produção.
Apresentação do Professor
1. Fundamentos da Análise da Confiabilidade
2. Base Matemática da Confiablidade
3. Elementos da Confiabilidade de Componentes
4. Análise da Confiabilidade de Sistemas
5. Confiabilidade e Disponibilidade de Itens Reparáveis
SUMÁRIO
FUNDAMENTOS DA ANÁLISE DA
CONFIABILIDADE
1.1 Porque Estudar Confiabilidade?
1.2 Entendendo Falha
1.3 Modelos de Falha
1.4 Domínimos e Dimensões da Confiabilidade
1.5 Mecanismos de Falha
1.6 Definição Incial de Confiabilidade/Manutenabilidade/
Disponibilidade e Riscos
FUNDAMENTOS DA ANÁLISE DA CONFIABILIDADE
• Equipamentos
falham
• Sistemas
e
componentes
não
são
perfeitos
• O
que
seria
um
sistema
perfeito?
• Sistema
perfeito
é
aquele
que
sempre
se
mantém
operacional
e
atinge
os
objetivos
sem
a
ocorrência
de
falha
durante
a
sua
vida
útil
• Na
prática
isto
não
acontece!
• Sistema
perfeito
é
inviável:
• Economicamente
• Tecnologicamente
Porque
Estudar
Confiabilidade?
O
Nosso
Conhecimento
É
Limitado!
Entendendo
Falha
Exemplos
de
falhas
em
equipamentos
do
dia
a
dia
ü Máquina
de
lavar:
Causa:
falha
devido
ao
desgaste
“normal”
de
componentes
ü Torradeira
elétrica
pegou
fogo:
Causa:
projeto
ineficiente
da
tomada
do
mesmo
dada
a
quantidade
de
corrente
passando
na
tomada
ü Controle
remoto
parou
de
funcionar:
Causa:
falha
“aleatória”
de
um
componente
eletrônico
do
controle
remoto
Exemplos
de
falhas
mais
significantes:
maior
impacto
econômico
e
social
ü Em
1946
a
totalidade
da
frota
do
Lockheed
Constellation
"Connie"
foi
retida
após
acidente
com
uma
das
aeronaves
matando
quatro
dos
cinco
tripulantes
Causa:
falha
no
projeto
dos
condutores
elétricos
que
levaram
a
fuselagem
pegar
fogo
ü Em
1979
a
turbina
esquerda
de
um
DC-‐10
partiu-‐se,
descolou-‐se
da
fuselagem
durante
a
decolagem
matando
271
pessoas
(tripulação
e
passageiros)
e
2
pessoas
em
solo,
foi
considerado
o
pior
acidente
aéreo
até
11
de
setembro,
e
continua
sendo
o
pior
acidente
individual
em
solo
americano
até
hoje.
Causa:
procedimentos
de
manutenção
inadequados,
os
quais
introduziam
estresses
excessivos
nos
pinos
de
sustentação
quando
da
remoção
da
turbina
Entendendo
Falha
Exemplos
de
falhas
mais
significantes:
maior
impacto
econômico
e
social
ü Acidente
na
usina
nuclear
Three
Mile
Island
nos
EUA
em
1979
que
resultou
na
destruição
parcial
do
reator
nuclear
liberando
radioatividade
Causas:
Falha
mecânica
e
erro
humano.
–
Quando
o
sistema
backup
de
resfriamento
estava
em
manutenção,
ar
cortou
o
fluxo
de
água
de
resfriamento
para
o
reator
–
Luzes
dos
alarmes
estavam
encobertas
por
tags
de
manutenção
–
A
PSV
falhou
fechada
–
Operadores
estavam
lendo
instrumentos
que
não
operavam
adequadamente
ou
estavam
tomando
decisões
errôneas
baseando-‐se
nos
instrumentos
operacionais
ü Explosão
da
nave
espacial
Challenger
em
1986
Causas:
–
Falha
dos
anéis
de
borracha
(chamados
“o-‐rings”)
usados
para
vedar
as
quatro
estações
dos
foguetes
booster
(externos)
–
Lançamento
efetuado
em
temperatura
ambiental
abaixo
de
zero.
Nunca
feito
antes!
Entendendo
Falha
Entendendo
Falha
Fonte:
O
Autor
A
partir
desses
exemplos,
pode-‐se
concluir
que
o
impacto
de
falhas
em
produtos
ou
equipamentos
variam
desde
meras
inconveniências
,
lesões
em
pessoas,
grandes
perdas
econômicas,
e
morte.
Em
geral,
as
causas
dessas
falhas
incluem:
• Projeto
inadequado
• Erro
humano
• Procedimentos
de
construção
ou
produção
faltosos
• Manutenção
inadequada
• Procedimentos
de
teste
e
inspeção
inapropriados
• Inexistência
de
proteções
(barreiras)
contra
estresses
ambientais
excessivos
Entendendo
Falha
Assim,
a
importância
e
o
interesse
crescentes
em
confiabilidade
tem
sido
motivado
por
diversos
fatores
como
por
exemplo:
• Aumento
da
complexidade
e
sofisticação
dos
sistemas;
• Conscientização
do
consumidor;
• Surgimento
de
leis
e
regulamentações;
• Altos
custos
das
falhas,
reparos
e
programas
de
garantia
Entendendo
Falha
Uma
pesquisa
conduzida
pelo
instituto
Gallup
em
1985
encomendada
pela
American
Society
for
Quality
Control
(ASQC)
entrevistou
mais
de
1000
pessoas
perguntando
quais
seriam
os
atributos
mais
imortantes.
Os
valores
médios
dos
10
atributos
mais
importantes
estão
listados
a
seguir
em
uma
escala
de
1
(menos
importante)
até
10
(mais
importante)
os
mais
importantes
para
estes
na
escolha
de
um
produto:
Entendendo
Falha
Atributo
Valor
Médio
Desempenho
9,5
Longo
tempo
de
duração
(Confiabilidade)
9,0
Serviço
8,9
Facilidade
de
reparo
(Manutenibilidade)
8,8
Garan=a
8,4
Facilidade
de
uso
8,3
Aparência
7,7
Marca
6,3
Embalagem
5,8
Úl=mo
modelo
5,4
Fonte:
Quality
Progress,
vol.
18,
pp.
12-‐17,
1985
Confiabilidade e Manutenibilidade estão classificados entre os mais importantes atributos de um
produto segundo os consumidores.
• O
que
é
uma
falha?
• Falha
é
a
incapacidade
do
sistema
de
realizar
a
sua
função;
• Durante
a
vida
útil
de
um
sistema,
o
mesmo
é
submetido
a
diversos
desafios;
• Se
o
sistema
não
possui
a
capacidade
de
realizar
a
sua
função
dado
este
desafio,
então
o
mesmo
falha.Veja
o
seguinte
diagrama.
Modelos
de
Falha
Exemplos:
•
Uma
bomba
de
água
de
incêndio
falha
quando
a
mesma
é
incapaz
de
fornecer
a
vazão
de
água
requerida
durante
a
operação;
•
Um
carro
“zero”
falha
quando
o
seu
consumo
de
combustível
é
maior
do
que
o
“anunciado”
pelo
fabricante
e/ou
esperado
pelo
consumidor;
•
Um
sensor
de
CO
falha
quando
o
mesmo
torna-‐se
descalibrado;
Modelos
de
Falha
Stress-‐Strength
(Carga-‐Resistência)
§
Este
modelo
é
baseado
no
conceito
que
um
sistema
está
sujeito
a
cargas
durante
a
sua
vida
útil;
§
O
mesmo
falha
se
a
resistência
é
menor
do
que
a
carga
aplicada
(força
mecânica,
campo
elétrico,
etc).
Veja
a
figura
que
segue.
Modelos
de
Falha
Stress-‐Strength
(Carga-‐Resistência)
•
A
curva
à
esquerda
representa
a
variabilidade
nas
possíveis
cargas
aplicadas
ao
sistema;
•
Considerando-‐se
uma
população
de
sistemas
do
mesmo
tipo
(válvulas
do
mesmo
modelo
de
um
mesmo
fabricante;
•
Ao
se
aplicar
uma
certa
carga
C’,
todos
aqueles
sistemas
que
tiverem
uma
resistência
menor
do
que
a
carga
aplicada
(área
tracejada
à
esquerda
de
C’)
irão
falhar;
Note
que
este
modelo
de
falha
assume
que
a
resistência
é
independente
do
tempo.
Logo:
Não
há
efeitos
de
corrosão
ou
fadiga,
por
exemplo,
os
quais
acarretam
em
degradação
da
resistência
do
sistema
com
o
tempo,
i.e.,
o
sistema
não
deteriora!
Modelos
de
Falha
Damage-‐Endurance
(Dano-‐Resistência)
•
Incluem-‐se
efeitos
de
corrosão,
fadiga;
•
Falha
ocorre
quando
o
dano
excede
a
resistência
do
sistema;
Exemplo:
bondinho
do
Pão
de
Açúcar
(Rio
de
Janeiro,
21/10/2000)
Cabo
de
tração
do
bondinho
rompe,
100
pessoa
ficaram
presas
em
dois
bondinhos
durante
1
hora;
•
Causa
provável:
Corrosão
interna
do
cabo
de
tração;
Modelo
de
falha
semelhante
ao
anterior,
porém
considera-‐se
que
o
dano
resultante/induzido
pela
carga
aplicada
acumula
irreversivelmente,
i.e.,
O
sistema
deteriora
com
o
tempo;
Modelos
de
Falha
Challenge-‐Response
(Desafio-‐Resposta)
•
Falha
do
sistema
passa
desapercebida
até
que
o
mesmo
é
necessário;
•
Somente
quando
o
sistema
é
desafiado
(chamado
para
operar),
a
falha
se
torna
evidente.
O
mesmo
falha
em
responder
apropriadamente;
Exemplos:
•
Sistemas
stand-‐by;
•
Defeitos
em
softwares;
Modelos
de
Falha
Tolerance-‐Requirements
(Tolerância-‐Especificações)
•
Quando
um
sistema
está
operando
mas
não
satisfatoriamente;
•
O
fator
de
tolerância
é
uma
variável
contínua
que
indica
o
grau
de
degradação
na
qualidade
do
desempenho
do
sistema;
•
Especificações
determinam
o
desempenho
desejado
do
sistema
e
indicam
o
ponto
de
transição
de
aceitável
para
inaceitável;
Exemplos:
•
Perda
de
contraste
em
uma
máquina
copiadora;
•
Perda
de
pressão
de
um
compressor;
Modelos
de
Falha
Sistemas
tem
aumentado
em
complexidade
levando
ao
surgimento
de
sistemas
onde
não
há
apenas
o
hardware,
mas
também
software
e
operadores
humanos
Falhas
podem
surgir
de
problemas
de
software
ou
erros
humanos
assim
como
a
partir
de
falhas
no
hardware
Tem-‐se,
então,
os
chamados
Sistemas
X-‐Ware:
Sistemas
constituídos
de
elementos
interativos
de
hardware,
software,
e
operadores
humanos
(veja
a
seguinte
figura)
Exemplos:
Os
Domínios
da
Confiabilidade
•
Equipamentos
médicos
•
Cockpit
de
aviões
•
Automóveis
•
Salas
de
controle
em
processo
petroquímicos
• Falhas
pode
ser
por
um
desses
elementos
isoladamente;
• Pode
ser
a
partir
da
combinação/interação
de
harware,
software
e
operadores
humanos
• As
falhas
em
sistemas
x-‐ware
são
geralmente
dinâmicas
(um
evento
iniciador
resulta
em
uma
sequência
de
eventos);
• Falhas
podem
ocorrer
quando
cada
um
dos
elementos
de
hardare,
software,
e
operador
humano
estão
funcionando
dentro
das
condições
especificadas;
• A
falha
do
sistema
x-‐ware
pode
resulta
da
interação
simultânea
destes
três
elementos;
Os
Domínios
da
Confiabilidade
Confiabilidade
humana:
Inicialmente,
provia-‐se
apenas
diretrizes
com
relação
a:
• Tamanho
e
tipo
de
letras
em
instrumentos
• Escolha
de
cores
para
alarmes
• Escolha
da
forma
e
textura
dos
botões
de
controle,
etc
• Recentemente,
tem-‐se
intensa
atividade
de
pesquisa
sobre
taxas
de
erros
humanos
baseados
em
fatores
físicos
e
ambientais
Os
Domínios
da
Confiabilidade
Confiabilidade
de
software:
• Tem-‐se
usado
técnicas
de
confiabilidade
de
hardware
• Porém,
falhas
em
software
são
intrinsecamente
distintas
das
falhas
em
hardware.
Por
exemplo,
uma
vez
detectadas,
as
falhas
em
softwares
são
erradicadas
e
as
mesmas
não
voltam
a
ocorrer
• Assim,
intensa
atividade
de
pesquisa
ocorre
no
desenvolvimento
de
novas
metodologias
para
a
análise
da
confiabilidade
em
softwares
Os
Domínios
da
Confiabilidade
• O
conhecimento
a
respeito
do
sistema
é
a
base
da
confiabilidade;
• Em
princípio,
tendo-‐se
o
conhecimento
total
dos
processos
químicos,
físicos
e
até
biológicos
através
dos
quais
falhas
se
desenvolvem,
poder-‐se-‐ia
descrever
exatamente
o
que
iria
acontecer
com
um
sistema
e
predizer
exatamente
quando
o
mesmo
iria
falhar.
Dimensões
da
Confiabilidade
• Caso
o
conhecimento
fosse
completo
sobre
o
sistema,
estaríamos
na
dimensão
(visão)
determinística
da
confiabilidade:
• Com
um
procedimento
“ideal”
baseado
num
conhecimento
total
do
sistema,
poderíamos
garantir
que
um
dado
equipamento
irá
operar
sem
falhaspor
um
período
mínimo
de
tempo
(ou
número
de
ciclos).
Dimensões
da
Confiabilidade
Na
prática,
porém:
• Nós
não
temos
um
entendimento
perfeito
de
ciência
e
engenharia;
• Mais
crítico,
nós
não
temos
os
recursos
($)
para
realizar
uma
análise
completa
do
sistema
até
o
seu
nível
mais
elementar
(nível
atômico);
Como consequência, as incertezas são muitas!
Os
Domínios
da
Confiabilidade
• Logo
temos
que
ser
capazes
de
operar
com
um
conhecimento
menos
perfeito:
• Trabalhamos
com
uma
garantia
menos
perfeita
que
um
equipamento
será
capaz
operar
sem
falhas.
• Esta
é
a
dimensão
(visão)
probabilística
da
confiabilidade:
Por
exemplo:
podemos
assegurar
que
é
99%
provável
que
o
nosso
equipamento
irá
operar
sem
falhas
por
um
certo
tempo
(ou
número
de
ciclos).
Os
Domínios
da
Confiabilidade
Os
Domínios
da
Confiabilidade
Fonte:
Modarres,
M.
Et.al.,
201
0
• São
Processos
físicos,
cuja
ocorrência
conduz
a
um
estresse
ou
é
causada
por
ele;
• Pode
deteriorar
a
capacidade
(resistência)
de
um
item;
• O
mecanismos
de
falha
de
equipamento
mecânico,
eletrônico
e
elétrico
são
diferentes;
Mecanismo
de
Falha
Mecanismo
de
Falha
Fonte:
Tinga,
T.,
2013
Intuitivamente:
Um
produto
confiável
é
aquele
em
que
o
consumidor
pode
contar
para
realizar
o
que
ele/ela
esperam
do
mesmo,
por
um
período
de
tempo.
Formalmente:
Confiabilidade
é
a
probabilidade
que
um
sistema
(componente,
produto)
irá
realizar
uma
determinada
função,
por
um
dado
período
de
tempo,
sob
condições
operacionais
específicas.
Definição
de
Confiabilidade
• Falhas
é
definida
em
relação
à
função
realizada
pelo
sistema;
• Unidade
de
tempo
deve
ser
identificada:
• Tempo
corrido
(calendário)
• Tempo
de
operação
• Ciclos
(exemplo,
pousos
de
um
avião,
giros
de
um
motor
elétrico,
Etc.)
Pode-‐se
usar
outras
unidades
além
da
grandeza
tempo,
como
por
exemplo:
• Quilômetros
percorridos;
• Unidades
ou
bateladas
produzidas;
Definição
de
Confiabilidade
As
condições
operacionais
devem
ser
especificadas:
Condições
de
operação:
• Uso
(temperatura,
corrente,
pressão,
etc);
• Manutenção;
• Transporte.
Condições
ambientais:
• Temperatura
• Umidade
• Vibração
• Altitude,
etc
Definição
de
Confiabilidade
Exemplo
Resolvido
1:
Considere
um
modelo
de
bateria
para
carro
cujo
fabricante
mantém
registro
das
unidades
devolvidas.
Quando
um
consumidor
retorna
uma
bateria
(mesmo
funcionando)
durante
a
garantia,
considera-‐se
uma
falha,
pois
a
mesma
não
atendeu
as
expectativas
do
consumidor!
Definição
de
Confiabilidade
Fonte:
dreams=me.com
Fonte:
fazerfacil.com.br
• Ao
final
dos
10
meses
de
uso,
14
baterias
falharam
de
um
total
de
1000;
• Logo,
temos
uma
indicação
da
probabilidade
de
falha
neste
período:
F(10)
=
0.014;
• Então,
sendo
confiabilidade
as
não-‐falhas,
a
confiabilidade
deste
modelo
de
bateria
é
R(10)
=
0.986;
• Pode-‐se
dizer
que
é
98.6%
provável
que
uma
nova
bateria
ainda
estará
funcionando
após
10
meses
de
operação;
Definição
de
Confiabilidade
Assuma
que
o
seguinte
gráfico
tenha
sido
ob=do
para
36
meses:
• A
confiabilidade,
R
(t),
decresce
para
95%
em
24
meses;
• A
confiabilidade
a=nge
50%
em
32
meses;
• Quanto
maior
o
tempo
t,
m e n o r
s e r á
a
confiabilidade;
• A
função
de
confiabilidade,
R ( t ) ,
é
u m a
f u n ç ã o
monotonia
decrescente;
Do ponto de vista do fabricante, qual a melhor garantia?? 24 meses??
12 meses??
Definição
de
Confiabilidade
Qualidade
pode
ser
considerada
como
o
grau
em
que
um
produto
atende
as
expectativas/exigências
do
consumidor.
Confiabilidade,
preocupa-‐se
com
a
duração
do
uso
de
um
produto
a
partir
do
momento
em
que
o
mesmo
entra
em
operação.
Definição
de
Confiabilidade
•
Assim,
se
qualidade
pode
ser
caracterizada
por
um
conjunto
de
atributos
de
forma
e
função;
• A
confiabilidade
pode
ser
considerada
como
um
atributo
da
qualidade:
• Confiabilidade
está
relacionada
com
a
função
desempenhada
pelo
produto;
Definição
de
Confiabilidade
Definição
de
Confiabilidade
Fonte:
Modarres,
M.,
(2013)
Hierarquia
da
melhora
do
desempenho
de
sistemas
Melhorar
o
Desempenho
do
Item
Melhorar
Confiabilidade
Melhorar
Manutenibilidade
Prolongar
a
Vida
de
um
Item
Minimizar
o
Tempo
Requerido
par
a
Restaurar
um
Item
de
Volta
ao
S
erviço
logo
após
a
Falha
Fazer
o
Estudo
da
Eng
de
Confiabilidade
Es=mar
e
Reduzir
a
Ta
xa
de
Falha
• Realizar
uma
análise
de
trade-‐o
ff
entre
fatores
crí=cos
(ex.
Au
mentar
o
Peso
vs.
Aumentar
a
R
esistencia
Mecânica;
• Estudar
os
fatores
Ambientais
e
de
Projeto
que
promovem
fato
res
de
falha;
• Especificar
materiais
mais
resist
entes;
• Realizar
a
Análise
de
Confiabilidade;
• Realizar
Modelagem
dos
sistemas
e
anális
es;
• Análise
dos
Maiores
Contribuidores
da
Fa
lha..
• Re-‐projetar
(unidade
s)
para
melhorar
a
ac
essibilidade;
• Es=mar
o
MTTR;
• Re-‐projetar
montam
gem
de
item
para
re
duzir
o
número
de
su
b
ajustes;
Definição
de
Manutenibilidade
•
Quando
um
equipamento
é
passível
de
manutenção
(corretiva
ou
preventiva),
a
facilidade
com
a
qual
o
mesmo
sofre
manutenção,
reparo,
e
retorna
à
operação
é
medida
através
de
sua
manutenibilidade
•
Formalmente:
Manutenibilidade
é
a
probabilidade
que
um
sistema
falho,
seja
retornado
para
operação
dentro
de
um
período
de
tempo,
quando
manutenção
é
realizada
de
acordo
com
procedimentos
estabelecidos
Manutenibilidade
é
uma
medida
do
downtime
do
equipamento,
i.e.,
do
tempo
que
o
mesmo
se
encontra
fora
de
serviço;•
Equipamentos
reparáveis
(que
sofrem
manutenção)
nem
sempre
estão
“prontos”
(disponíveis)
quando
são
requisitados;
•
Assim:
Disponibilidade
é
a
probabilidade
que
um
sistema
está
operacional
(realizando
a
sua
função)
em
um
dado
instante
quando
utilizado
sob
condições
específicas
Definição
de
Disponibilidade
•
Como
veremos
depois,
a
disponibilidade
pode
ser
matematicamente
definida
de
diversas
formas,
dependendo
de
como
são
medidos
o
tempo
operacional
e
o
tempo
fora
de
serviço
do
sistema
Por
exemplo,
a
disponibilidade
(média)
de
um
sistema
pode
ser
interpretada
como
a
porcentagem
do
tempo
que
o
mesmo
está
operacional
Leva
em
conta
tanto
o
tempo
operacional
do
sistema,
e
o
tempo
fora
de
serviço
(o
downtime
-‐
manutenibilidade).
Definição
de
Disponibilidade
Logo,
risco
pode
ser
expresso
quantitativamente
como:
R
=
<
Si
,
Pi
,
Ci
>
Onde:
•
Si
é
o
cenário
(evento)
indesejado
•
Pi
é
a
probabilidade
de
que
o
evento
S
vir
a
ocorrer
•
Ci
são
as
consequências
resultantes
da
ocorrência
do
evento
S
Análise
de
Riscos
consiste
em
responder
as
seguintes
perguntas:
• O
que
pode
acontecer
de
errado?
• Qual
a
probabilidade
disto
vir
a
acontecer?
• Se
acontecer,
quais
são
as
consequências?
• Qual
é
a
nossa
“confiança”
nessas
respostas
?
Ou
seja,
quais
são
as
incertezas
Definição
de
Risco
Referências
•
SANTOS,
W.
B.
&
DROGUETT,
E.
L.
(2005)
ANÁLISE
PROBABILÍSTICA
DE
RISCOS
VIA
REDES
BAYESIANAS:
UMA
APLICAÇÃO
NA
CONSTRUÇÃO
DE
POÇOS
MULTILATERAIS.
(Mestrado-‐Programa
de
Pós-‐graduação
em
Engenharia
de
Produção
/
UFPE).
•
MODARRES,
M.;
KAMINSKIY,
M.
&
KRIVTSOV,
V.
(2013)
–
Reliability
Engineering
and
Risk
Analysis,
New
York.
•
DROGUETT,
E.L.
(2002)
–
Introdução
a
Confiabilidade
e
Riscos.
Material
de
aula.
Departamento
de
Engenharia
de
Produção
–
Centro
de
Tecnologia
e
Geociência,
Universidade
Federal
de
Pernambuco.
64
páginas.
BASE MATEMÁTICA DA
CONFIABILIDADE
2.1 Introdução
2.2 Elementos da Probabilidade
2.3 Características de uma V.A.
2.4 Distribuições de Probabilidade
BASE MATEMÁTICA DA CONFIABILIDADE
Discutimos
os
elementos
da
teoria
matemática
que
são
relevantes
para
o
estudo
da
confiabilidade
de
componentes;
Começamos
com
uma
apresentação
de
conceitos
básicos
de
probabilidade;
Em
seguida,
considerar
brevemente
alguns
conceitos
fundamentais
das
estatísticas
que
são
usados
na
análise
de
dados
de
confiabilidade;
Introdução
Conjunto:
é
uma
coleção
de
itens
ou
elementos,
cada
um
com
algumas
características
específicas;
Conjunto
Universo:
é
um
conjunto
que
inclui
todos
os
itens
de
interesse
é
definido
como
conjunto
universo
(Ω).
Subconjunto:
refere-‐se
a
uma
coleção
de
objetos
que
pertencem
a
um
conjunto
universo.
Elementos
da
Probabilidade
22 Chapter 2
between subsets E, and E, and the universal set can be symbolized by E, c E, c
Q.
n
Figure 2.1 Venn diagram.
The complement of a set E, denoted by, f? and called E not, is the set of all
items (or more specifically events) in the universal set that do not belong to set E.
In Fig. 2.1, the nonshaded area outside of the set E, bounded by the rectangle
represents E, . It is clear that sets E, and E, together comprise 0.
The union of two sets, E, and E,, is a set that contains all items that belong
to E, or E,. The union is symbolized either by E, U E, or E, + E,, and is read E, or
E,. That is, the set E, U E, represents all elements that are in E,, E, or both E, and
E,. The shaded area in Fig. 2.2 shows the union of sets E, and E,.
I
Figure 2.2 Union of two sets, E , and E,
Suppose E, and E, represent positive odd and even numbers between 1 and 10,
respectively. Then
The union of these two sets is:
Diagrama
de
Venn
Por
exemplo:
Ω
representa
o
conjunto
de
todas
os
motores
do
Metrô-‐JP;
Os
motores
elétricos
é
um
subconjunto
E1.
E2
pode
representar
os
motores
elétricos
de
um
fabricante
específico
O
diagrama
de
Venn
na
figura
abaixo
mostra
o
conjunto
universo
Ω,
um
retângulo,
e
subconjuntos
de
E1,
e
E2,
por
círculos.
Também
pode
ser
visto
que
E2,
é
um
subconjunto
de
E1;
Elementos
da
Probabilidade
22 Chapter 2
between subsets E, and E, and the universal set can be symbolized by E, c E, c
Q.
n
Figure 2.1 Venn diagram.
The complement of a set E, denoted by, f? and called E not, is the set of all
items (or more specifically events) in the universal set that do not belong to set E.
In Fig. 2.1, the nonshaded area outside of the set E, bounded by the rectangle
represents E, . It is clear that sets E, and E, together comprise 0.
The union of two sets, E, and E,, is a set that contains all items that belong
to E, or E,. The union is symbolized either by E, U E, or E, + E,, and is read E, or
E,. That is, the set E, U E, represents all elements that are in E,, E, or both E, and
E,. The shaded area in Fig. 2.2 shows the union of sets E, and E,.
I
Figure 2.2 Union of two sets, E , and E,
Suppose E, and E, represent positive odd and even numbers between 1 and 10,
respectively. Then
The union of these two sets is:
Diagrama
de
Venn
E2
E1
Ω
Representação
por
Símbolo
s
Complemento:
Denotado
por
Ē
ou
não-‐E,
é
o
conjunto
de
todos
os
itens
no
conjunto
universo
que
não
pertencem
ao
conjunto
E.
Na
figura
abaixo
a
área
não
sombreada
fora
do
conjunto
E2,
delimitada
pelo
retângulo,
representa
Ē2.
Elementos
da
Probabilidade
22 Chapter 2
between subsets E, and E, and the universal set can be symbolized by E, c E, c
Q.
n
Figure 2.1 Venn diagram.
The complement of a set E, denoted by, f? and called E not, is the set of all
items (or more specifically events) in the universal set that do not belong to set E.
In Fig. 2.1, the nonshaded area outside of the set E, bounded by the rectangle
represents E, . It is clear that sets E, and E, together comprise 0.
The union of two sets, E, and E,, is a set that contains all items that belong
to E, or E,. The union is symbolized either by E, U E, or E, + E,, and is read E, or
E,. That is, the set E, U E, represents all elements that are in E,, E, or both E, and
E,. The shaded area in Fig. 2.2 shows the union of sets E, and E,.
I
Figure 2.2 Union of two sets, E , and E,
Suppose E, and E, represent positive odd and even numbers between 1 and 10,
respectively. Then
The union of these two sets is:
Diagrama
de
Venn
Uniãode
Dois
Conjuntos
:
A
união
é
simbolizada
tanto
por
E1
U
E2,
ou
E1
+
E2,
e
é
lido
E1
ou
E2.
A
área
sombreada
na
figura
abaixo
mostra
a
união
dos
conjuntos
E1
e
E2.
Elementos
da
Probabilidade
União
de
dois
conjuntos,
de
E1
e
E
2
22 Chapter 2
between subsets E, and E, and the universal set can be symbolized by E, c E, c
Q.
n
Figure 2.1 Venn diagram.
The complement of a set E, denoted by, f? and called E not, is the set of all
items (or more specifically events) in the universal set that do not belong to set E.
In Fig. 2.1, the nonshaded area outside of the set E, bounded by the rectangle
represents E, . It is clear that sets E, and E, together comprise 0.
The union of two sets, E, and E,, is a set that contains all items that belong
to E, or E,. The union is symbolized either by E, U E, or E, + E,, and is read E, or
E,. That is, the set E, U E, represents all elements that are in E,, E, or both E, and
E,. The shaded area in Fig. 2.2 shows the union of sets E, and E,.
I
Figure 2.2 Union of two sets, E , and E,
Suppose E, and E, represent positive odd and even numbers between 1 and 10,
respectively. Then
The union of these two sets is:
Intersecção
de
Dois
Conjuntos
:
A
interseção
de
dois
conjuntos,
E1
e
E2,
é
o
conjunto
de
itens
que
são
comuns
entre
os
dois
conjuntos;
Este
conjunto
é
simbolizado
por
E1
⋂
E2
ou
E1
.
E2.
É
lido
E1
e
E2.
Na
Figura
abaixo,
a
área
sombreada
representa
a
intersecção
de
E1
e
E2.
Elementos
da
Probabilidade
Intersecção
de
dois
conjuntos,
de
E1
e
E2
Basic Reliability Mathematics 23
E , u E 2 = { 1 , 2 , 3 , 4 , 5 , 6 , 7 , 8 , 9 , 1 0 }
or, if E , = { x, y , z } and E, = { x, t, z }, then
Note that element x is in both sets E , and El.
The intersection of two sets, E , and E,, is the set of items that are common
to both E , and El. This set is symbolized by E , n E, or E, . E?, and is read E , and
El. In Fig. 2.3, the shaded area represents the intersection of E , and E,.
Figure 2.3 Intersection of two sets, E , and E,.
Suppose E , is a set of manufactured devices that operate for t > 0 but fail
prior to 1000 hours of operation. If set E, represents a set of devices that operate
between 500 and 2000 hours, then E , n E, can be obtained as follows:
E , = { t l O < t < 1000)
E, = { t I 500 < t < 2000 }
E , n E , = ( t 1 5 0 0 < t < l O O O )
Also, if sets E, = { x, y , z } and E. = { x, t, z }, then
Note that the first two sets in this example represent “continuous” elements, and
the second two sets represent “discrete” elements. This concept will be discussed
in more detail further in this chapter.
A null or empty set, 0, refers to a set that contains no items. One can easily
see that the complement of a universal set is a null set, and vice versa. That is,
Conjunto
nulo
ou
vazio:
refere-‐se
a
um
conjunto
que
não
contém
itens.
Pode-‐se
facilmente
ver
que
o
complemento
do
conjunto
universo
é
um
conjunto
nulo,
e
vice-‐versa;
Dois
conjuntos
,
E1
e
E2,
são
mutualmente
exclusivo
ou
disjuntos
quando
E1
⋂
E2
=
Ø.
Elementos
da
Probabilidade
Conjuntos
mutuamente
exclusivos,
E1
e
E2
24 Chapter 2
Two sets, E , and E,, are termed mutually exclusive or disjoint when E , n E, = 0.
In this case, there are no elements common to E,and E,. Two mutually exclusive
sets are illustrated in Fig. 2.4.
~~ ~
Figure 2.4 Mutually exclusive sets, E , and E,.
From the discussions thus far, as well as from the examination of the Venn
diagram, the following conclusions can be drawn:
The intersection of set E and a null set is a null set:
E n @ = @
The union of set E and a null set is E:
E u @ = E
The intersection of set E and the complement of E is a null set:
E n E = Q )
The intersection of set E and a universal set is E:
E n Q = E
The union of set E and a universal set is the universal set:
E u Q = Q
The complement of the complement of set E is E:
E = E
The union of two identical sets E is E:
(2.4)
(2.7)
Álgebra
Booleana
Elementos
da
Probabilidade
Exercício:
Simplificar
a
expressão
abaixo
Elementos
da
Probabilidade
[ !⋂! ∪ !⋂! ∪ !⋂! ]!
Evento
Aleatório
(ou
simplesmente
evento):
é
a
combinação
de
vários
elementos
do
espaço
amostral;
Na
Teoria
da
Probabilidade,
os
elementos
compõem
um
conjunto
são
resultados
de
um
experimento.
Assim,
o
conjunto
universo
Ω
representa
a
lista
de
todos
os
possíveis
resultados
de
um
experimento
e
é
chamado
de
espaço
de
amostral
do
experimento.
Elementos
da
Probabilidade
Exemplo
1:
Experimento:
“jogar
um
dado”
Espaço
amostral:
{1,
2,
3,
4,
5,
6}
Evento:
“obter
um
número
ímpar
ao
jogar
um
dado”
Este
evento
é
subconjunto
do
espaço
amostral
com
elementos
{1,
3,
5};
Exemplo
2:
Experimento:
“partida
de
uma
bomba”
Espaço
amostral:
{Funiona,
Falha}
Evento:
“falha
da
bomba
na
partida”
Elementos
da
Probabilidade
A
cada
evento
aleatório
E
está
associada
uma
probabilidade
P(E)
de
ocorrência
deste
evento:
NE
é
o
número
de
elementos
no
conjunto
E,
ou
seja,
o
número
de
resultados
favoráveis
ao
evento
E;
N
é
o
número
de
elementos
resultados
possíveis;
Elementos
da
Probabilidade
Confiabilidade e Análise de Risco
Enrique López Droguett -2-
“falha da bomba na partida”. Note que “falha da bomba na partida” é
um subconjunto do experimento “partida da bomba”
Tem-se que “falha da bomba na partida” é um evento
Este evento possui como único resultado favorável dentre os
possíveis no espaço amostral o elemento “falhar”
Assim, os elementos que compõem um conjunto são considerados como os
possíveis resultados de um experimento
Conjunto Universo (S) é uma coleção de todos os possíveis elementos em um
experimento
Espaço Amostral é este conjunto de todos os possíveis resultados (elementos)
de um experimento
Os elementos do espaço amostral são mutuamente exclusivos:
Dois elementos quaisquer do espaço amostral não podem ocorrer ao
mesmo tempo
Por exemplo, no caso da partida da bomba, a mesma não pode
funcionar e falhar simultaneamente!
Evento Aleatório (ou simplesmente evento) é a combinação de vários
elementos do espaço amostral
Exemplo 1:
Experimento: “jogar um dado”
Espaço amostral: {1, 2, 3, 4, 5, 6}
Evento: “obter um número ímpar ao jogar um dado”
Este evento representa um subconjunto do espaço amostral com
elementos {1, 3, 5}
Exemplo 2:
Experimento: “partida de uma bomba”
Espaço amostral: {Funiona, Falha}
Evento: “falha da bomba na partida”
A cada evento aleatório E está associada uma probabilidade P(E) de ocorrência
deste evento:
P E
N
N
E( ) =
onde,
é o número de elementos no conjunto E, ou seja, o número de resultadosN E
favoráveis ao evento E
Axiomas
da
Probabilidade
Dado
em
espaço
amostral
S
e
um
evento
E:
0
≤
P(E)
≤
1,
para
cada
evento
E
⊂
S.
Assim:
P(E)
=
0
evento
impossível
(E
nuncaocorre)
P(E)
=
1
evento
com
absoluta
certeza
de
ocorrer
(E
sempre
ocorre)
Por
exemplo:
Se
o
evento
E
é
a
falha
de
um
motor
na
partida,
quanto
mais
próximo
de
1
for
o
valor
de
P(E),
mais
provável
é
que
a
bomba
venha
a
falhar
na
partida.
Elementos
da
Probabilidade
Axiomas
da
Probabilidade
Sendo
a
P(E1
∪
E2
∪
…
∪
En)
=
P(E1)
+
P(E2)+
…
+P(En),
onde
os
eventos
E1
,
E2,
…
,
En
são
mutuamente
exclusivos
(disjuntos),
ou
seja,
dois
eventos
Ei
,
Ej
quaisquer
não
ocorrem
ao
mesmo
tempo;
P(S)
=
1,
probabilidade
do
espaço
amostral
é
iguala
1;
Elementos
da
Probabilidade
Eventos
Independentes
Dois
eventos
A
e
B
são
independentes
se
a
ocorrência
ou
não
de
um
deles
não
depende
ou
não
altera
a
probabilidade
de
ocorrência
do
outro
evento;
Logo:
P(A|B)
=
P(A)
Onde
P(A|B)
é
a
probabilidade
condicional,
ou
seja,
a
probabilidade
de
A
dado
que
o
evento
B
já
ocorreu;
Então,
para
dois
eventos
A
e
B
independentes:
P(A∩
B)
=
P(A).P(B)
Elementos
da
Probabilidade
Eventos
Dependentes
Quando
dois
eventos
A
e
B
são
dependentes,
a
probabilidade
de
ocorrência
ou
não
de
um
deles
é
alterada
pela
ocorrência
ou
não
do
outro
evento:
P(A|B)≠
P(A)
Considere
o
diagrama
a
seguir:
Elementos
da
Probabilidade
Confiabilidade e Análise de Risco
Enrique López Droguett -6-
BABA
Eventos Dependentes:
Quando dois eventos A e B são dependentes, a probabilidade de
ocorrência ou não de um deles é alterada pela ocorrência ou não do outro
evento:
P A B P A( | ) ( )≠
Considere o diagrama a seguir:
Note que uma vez obtida a informação de que o evento B já
ocorreu, a probabilidade de ocorrência de qualquer evento que não
inclua B é zero
Ou seja, o espaço amostral resultante fica agora reduzido aquele
correspondente ao evento B.
Logo, a probabilidade condicional é:
P A B
P A B
P B
( | )
( )
( )
=
∩
E a probabilidade de ocorrência simultânea de A e B (interseção) é:
P A B P A B P B( ) ( | ) ( )∩ =
Assim:
A probabilidade condicional pode ser interpretada comoP A B( | )
um espaço amostral reduzido no qual o evento B define o conjunto
de todas as possíveis ocorrências (i.e., o espaço amostral
reduzido) e a interseção representa os eventos em B queA B∩
também estão em A
representa a percentagem de eventos de B que tambémP A B( | )
estão em A
Exemplo 5:
Quando dois componentes estão operando em paralelo, ambos devem
falhar para implicar em falha do sistema. Veja a seguinte figura.
Note
que
uma
vez
obtida
a
informação
de
que
o
evento
B
já
ocorreu,
a
probabilidade
de
ocorrência
de
qualquer
evento
que
não
inclua
B
é
zero;
Ou
seja,
o
espaço
amostral
resultante
fica
agora
reduzido
aquele
correspondente
ao
evento
B.
Logo
a
probabilidade
condicional
é:
Elementos
da
Probabilidade
Confiabilidade e Análise de Risco
Enrique López Droguett -6-
BABA
Eventos Dependentes:
Quando dois eventos A e B são dependentes, a probabilidade de
ocorrência ou não de um deles é alterada pela ocorrência ou não do outro
evento:
P A B P A( | ) ( )≠
Considere o diagrama a seguir:
Note que uma vez obtida a informação de que o evento B já
ocorreu, a probabilidade de ocorrência de qualquer evento que não
inclua B é zero
Ou seja, o espaço amostral resultante fica agora reduzido aquele
correspondente ao evento B.
Logo, a probabilidade condicional é:
P A B
P A B
P B
( | )
( )
( )
=
∩
E a probabilidade de ocorrência simultânea de A e B (interseção) é:
P A B P A B P B( ) ( | ) ( )∩ =
Assim:
A probabilidade condicional pode ser interpretada comoP A B( | )
um espaço amostral reduzido no qual o evento B define o conjunto
de todas as possíveis ocorrências (i.e., o espaço amostral
reduzido) e a interseção representa os eventos em B queA B∩
também estão em A
representa a percentagem de eventos de B que tambémP A B( | )
estão em A
Exemplo 5:
Quando dois componentes estão operando em paralelo, ambos devem
falhar para implicar em falha do sistema. Veja a seguinte figura.
Confiabilidade e Análise de Risco
Enrique López Droguett -6-
BABA
Eventos Dependentes:
Quando dois eventos A e B são dependentes, a probabilidade de
ocorrência ou não de um deles é alterada pela ocorrência ou não do outro
evento:
P A B P A( | ) ( )≠
Considere o diagrama a seguir:
Note que uma vez obtida a informação de que o evento B já
ocorreu, a probabilidade de ocorrência de qualquer evento que não
inclua B é zero
Ou seja, o espaço amostral resultante fica agora reduzido aquele
correspondente ao evento B.
Logo, a probabilidade condicional é:
P A B
P A B
P B
( | )
( )
( )
=
∩
E a probabilidade de ocorrência simultânea de A e B (interseção) é:
P A B P A B P B( ) ( | ) ( )∩ =
Assim:
A probabilidade condicional pode ser interpretada comoP A B( | )
um espaço amostral reduzido no qual o evento B define o conjunto
de todas as possíveis ocorrências (i.e., o espaço amostral
reduzido) e a interseção representa os eventos em B queA B∩
também estão em A
representa a percentagem de eventos de B que tambémP A B( | )
estão em A
Exemplo 5:
Quando dois componentes estão operando em paralelo, ambos devem
falhar para implicar em falha do sistema. Veja a seguinte figura.
Confiabilidade e Análise de Risco
Enrique López Droguett -6-
BABA
Eventos Dependentes:
Quando dois eventos A e B são dependentes, a probabilidade de
ocorrência ou não de um deles é alterada pela ocorrência ou não do outro
evento:
P A B P A( | ) ( )≠
Considere o diagrama a seguir:
Note que uma vez obtida a informação de que o evento B já
ocorreu, a probabilidade de ocorrência de qualquer evento que não
inclua B é zero
Ou seja, o espaço amostral resultante fica agora reduzido aquele
correspondente ao evento B.
Logo, a probabilidade condicional é:
P A B
P A B
P B
( | )
( )
( )
=
∩
E a probabilidade de ocorrência simultânea de A e B (interseção) é:
P A B P A B P B( ) ( | ) ( )∩ =
Assim:
A probabilidade condicional pode ser interpretada comoP A B( | )
um espaço amostral reduzido no qual o evento B define o conjunto
de todas as possíveis ocorrências (i.e., o espaço amostral
reduzido) e a interseção representa os eventos em B queA B∩
também estão em A
representa a percentagem de eventos de B que tambémP A B( | )
estão em A
Exemplo 5:
Quando dois componentes estão operando em paralelo, ambos devem
falhar para implicar em falha do sistema. Veja a seguinte figura.
Exemplo
Resolvido
2:
Quando
dois
componentes
estão
operando
em
paralelo,
ambos
devem
falhar
para
implicar
em
falha
do
sistema.
Considere
dois
componentes
idênticos
operando
em
paralelo
os
quais
dividem
uma
certa
carga
operacional.
Se
um
dos
componentes
falha,
a
probabilidade
de
falha
do
outro
componente
aumenta
como
conseqüência
do
aumento
do
estress
(carga
operacional)
sobre
ele
imposto.
Elementos
da
Probabilidade
Confiabilidade e Análise de Risco
Enrique López Droguett -7-
1
2
Sistema
BA
Considere dois componentes idênticosoperando em paralelo os quais
dividem uma certa carga operacional. Se um dos componentes falha, a
probabilidade de falha do outro componente aumenta como conseqüência
do aumento do estress (carga operacional) sobre ele imposto.
Assim, sejam
A o evento que componente 1 falha
B o evento que componente 2 falha
onde
P A P B( ) ( ) .= = 0 05
P A B P B A( | ) ( | ) .= = 010
Então, a probabilidade de falha do sistema, ou seja, a probabilidade que
ambos os componentes falhem é:
P A B P A B P B x
P A B ou seja
( ) ( | ) ( ) . .
( ) . .
∩ = =
∩ =
010 0 05
0 005 0 5%
Exemplo 6 (Resolver):
Um sistema em paralelo de dois componentes está em estado falho 3% do
tempo. Componente 1 está em estado falho 8% do tempo, e componente
2 está em estado falho 6% do tempo. Quais são as probabilidades de falha
do componente 1 uma vez que o componente 2 já falhou, e do
componente 2 dado que o componente 1 falhou ?
Probabilidade da União de Dois Eventos:
Observe a seguinte figura representando a união de dois eventos A e B
Uma vez que A e B não são mutuamente exclusivos, tem-se que e P A( ) P B( )
ambos incluem . Logo, deve ser excluída umaP A B( )∩ P A B( )∩
Exemplo
Resolvido
2:
Seja:
A
o
evento
que
componente
1
falha;
B
o
evento
que
componente
2
falha.
P(A)
=
P(B)
=
0,05
P(A|B)
=
P(B|A)=
0,10
Então,
a
probabilidade
de
falha
do
sistema,
ou
seja,
a
probabilidade
que
ambos
os
componentes
falhem
é:
P(A∩
B)
=
P(A|B).P(B)
=
0,10
.
0,05
P(
A
∩
B)
=
0.005
ou
seja
0,5%
Elementos
da
Probabilidade
Confiabilidade e Análise de Risco
Enrique López Droguett -7-
1
2
Sistema
BA
Considere dois componentes idênticos operando em paralelo os quais
dividem uma certa carga operacional. Se um dos componentes falha, a
probabilidade de falha do outro componente aumenta como conseqüência
do aumento do estress (carga operacional) sobre ele imposto.
Assim, sejam
A o evento que componente 1 falha
B o evento que componente 2 falha
onde
P A P B( ) ( ) .= = 0 05
P A B P B A( | ) ( | ) .= = 010
Então, a probabilidade de falha do sistema, ou seja, a probabilidade que
ambos os componentes falhem é:
P A B P A B P B x
P A B ou seja
( ) ( | ) ( ) . .
( ) . .
∩ = =
∩ =
010 0 05
0 005 0 5%
Exemplo 6 (Resolver):
Um sistema em paralelo de dois componentes está em estado falho 3% do
tempo. Componente 1 está em estado falho 8% do tempo, e componente
2 está em estado falho 6% do tempo. Quais são as probabilidades de falha
do componente 1 uma vez que o componente 2 já falhou, e do
componente 2 dado que o componente 1 falhou ?
Probabilidade da União de Dois Eventos:
Observe a seguinte figura representando a união de dois eventos A e B
Uma vez que A e B não são mutuamente exclusivos, tem-se que e P A( ) P B( )
ambos incluem . Logo, deve ser excluída umaP A B( )∩ P A B( )∩
Variáveis
Aleatórias
Considere
as
seguintes
situações:
Ao
lançar
dois
dados,
sabemos
que
a
soma
X
dos
dois
números
obtidos
deve
ser
um
inteiro
entre
2
e
12,
porém
não
podemos
predizer
com
certeza
qual
valor
de
X
será
obtido;
No
popular,
diz-‐se
que
cada
valor
possível
de
X
tem
uma
“chance”
de
ocorrer;
Da
mesma
forma,
ao
selecionar
uma
lâmpada
fluorescente
a
partir
de
uma
linha
de
produção
nós
não
podemos
predizer
exatamente
qual
será
a
sua
vida
útil
X,
ou
seja,
quanto
tempo
a
lâmpada
irá
operar
antes
de
falhar.
Caracterísca
de
uma
V.A.
Variável
Aleatória
é
uma
variável
que
pode
assumir
valores
de
acordo
com
determinadas
probabilidades
associadas
a
estes
possíveis
valores;
Estas
probabilidades
formam
a
Distribuição
de
Probabilidade
da
variável
aleatória
X.
Cada
valor
de
X,
ou
um
intervalo
de
valores
de
X,
está
associado
a
uma
probabilidade.
Caracterísca
de
uma
V.A.
Notação:
Letras
maiúsculas
(X,
Y,
T)
são
usadas
para
representar
uma
variável
aleatória
(v.a.);
Letra
minúsculas
são
usadas
para
expressar
os
valores
que
a
v.a.
pode
assumir.
Por
exemplo,
se
X
é
o
número
de
vezes
que
um
produto
sai
de
especificação
durante
um
determinado
período
de
tempo
t,
então
xi
representa
o
número
observado
de
vezes
que
o
produto
saiu
de
especificação;
Caracterísca
de
uma
V.A.
Tipos
de
Variáveis
Aleatórias:
Discretas:
Quando
os
valores
(possíveis
resultados)
que
podemser
assumidos
pela
v.a.
são
contáveis.
Ocorrem
em
experimentos
nos
quais
nós
contamos.
Exemplos:
Número
de
carros
em
uma
rua;
Falhas
na
partida
de
uma
bomba;
Caracterísca
de
uma
V.A.
Tipos
de
Variáveis
Aleatórias:
Contínuas:
Ocorre
em
experimentos
nos
quais
nós
medimos;
Exemplos:
Voltagem
elétrica;
Pressão
sanguinea;
Tempo
de
reparo
de
uma
bomba;
Caracterísca
de
uma
V.A.
Distribuição
Uniforme
A
distribuição
uniforme
é
um
dos
modelos
discretos
mais
simples;
Ela
descreve
uma
variável
aleatória
com
um
número
finito
de
valores
inteiros
de
a
a
b;
Isto
é,
a
distribuição
inteira
depende
somente
de
dois
parâmetros
a
e
b.
Cada
valor
é
igualmente
provável.
Distribuições
de
Probabilidade
-‐
Discreta
Distribuição
Uniforme
Parâmetros:
a
=
Limite
Inferior
b
=
Limite
Superior
Distribuições
de
Probabilidade
-‐
Discreta
Distribuição
Uniforme
Distribuições
de
Probabilidade
-‐
Discreta
Distribuição
Benoulli
Um
experimento
aleatório
que
tem
somente
dois
resultados
possíveis;
Denominamos
um
dos
eventos
de
“sucesso”
(denotado
X
=
1)
e
o
outro
de
“fracasso”
(denotado
X
=
0);
A
probabilidade
de
sucesso
é
denotada
por
π;
A
probabilidade
de
fracasso
é
1
–
π;
As
probabilidades
somam
1,
isto
é,
P(0)
+
P(1)
=
(1
–
π)
+
π
=
1.
Distribuições
de
Probabilidade
-‐
Discreta
Distribuição
Benoulli
Distribuições
de
Probabilidade
-‐
Discreta
Distribuição
Binomial
A
distribuição
binomial
ocorre
quando
um
ensaio
de
Bernoulli
é
repetido
n
vezes.
Cada
ensaio
de
Bernoulli
é
independente
e
a
probabilidade
de
sucesso
π
permanece
constante
em
cada
ensaio.
Em
um
experimento
binomial,
estamos
interessados
em:
X
=
O
número
de
sucesso
em
n
ensaios,
tal
que
a
variável
aleatória
binomial
X
seja
a
soma
de
n
variáveis
aleatórias
Xi
de
Bernoulli
independentes:
X
=
X1
+
X2
+
...
+
Xn
Distribuiçõesde
Probabilidade
-‐
Discreta
Distribuição
Binomial
Distribuições
de
Probabilidade
-‐
Discreta
Distribuição
de
Poisson
O
modelo
assume
que
os
eventos
de
interesse
são
uniformemente
dispersas
ao
acaso
em
um
tempo
ou
espaço,
com
alguma
intensidade
constante,
λ.
Por
exemplo,
V.A.
X
pode
representar
o
número
de
falhas
observadas
no
processo
de
uma
planta
por
ano
(domínio
de
tempo);
O
número
de
barras
que
chegam
a
uma
dada
estação
por
hora
(domínio
de
tempo),
se
eles
chegam
aleatoriamente
e
de
forma
independente
no
tempo;
Ele
também
pode
representar
o
número
de
fissuras
por
unidade
de
área
de
uma
folha
de
metal
(domínio
espacial);
Distribuições
de
Probabilidade
-‐
Discreta
Distribuição
de
Poisson
Distribuições
de
Probabilidade
-‐
Discreta
Distribuição
Normal
A
distribuição
normal
de
probabilidade
é
definida
por
dois
parâmetros,
μ
e
σ.
Ela
é
frequentemente
denotada
por
N(μ;
σ).
O
domínio
de
uma
variável
aleatória
normal
é
−∞
<
x
<
+∞.
Distribuições
de
Probabilidade
-‐
Conhnuas
Distribuição
Normal
Distribuições
de
Probabilidade
-‐
Discreta
Basic Reliability Mathematics 51
p = o
U = 0.5
.
4
t -
-5 -4 -3 -2 -1 0 1 2 3 4 5
~~ ~ ~
Figure 2.5 Normal distribution.
The integral cannot be evaluated in a closed form, so the numerical
integration and tabulation of normal cdf are required. However, it would be
impractical to provide a separate table for every conceivable value of p and 0.
One way to get around this difficulty is to use the transformation of the normal pdf
to the so-called standard normal pdf which has a mean of zero (p = 0) and a
standard deviation of 1 (0 = 1). This can be achieved by means of the r.v.
transformation 2, such that
(2.43)
That is, whenever r.v. T takes on a value t , the corresponding value of r.v. 2 is
given by z = (t - p)/a. Therefore, if Ttakes on values t = t , or t = tz, the r.v. 2 takes
on values z , = (t, - p)a, and z2 = (t2 - p)/a. Based on this transformation, we can
write
Distribuição
LogNormal
Uma
V.A.
definida
positivamente
é
distribuída
de
forma
lognormal,
se
seu
logaritmo
é
distribuído
normalmente.
A
distribuição
lognormal
tem
aplicações
consideráveis
em
engenharia.
Uma
aplicação
importante
desta
distribuição
é
a
de
representar
uma
variável
aleatória,
que
é
o
resultado
da
multiplicação
de
muitas
variáveis
aleatórias
independentes.
Distribuições
de
Probabilidade
-‐
Conhnuas
Distribuição
LogNormal
Distribuições
de
Probabilidade
-‐
Discreta
Basic Reliability Mathematics 53
PI-(-" < T < 0) = Pr(-w < 2 = - 1700/280 = -6.07) = 6.42 x 10""
which can be considered as negligible. So, finally, one can write
Pr(-a < T < 1000) = Pr(0 < T < 1000) = Pr(-a < Z < -2.5) = 0.0062
L ognorma I Distribution
A positively defined random variable is said to be lognormally distributed
if its logarithm is normally distributed. The lognormal distribution has
considerable applications in engineering. One major application of this distribution
is to represent a random variable that is the result of multiplication of many
independent random variables.
If T is a normally distributed r.v., the transformation Y = exp(T) transforms
the normal pdf representing r.v. T with mean p, and standard deviation U, to a
lognormal pdf,&), which is given by
2.0
1.8
1.6
1.4
1.2
1 .o
0.8
0.6
0.4
0.2
0.0
0.0 0.5 1.0 1.5 2.0 2.5 3.0 3.5 4.0 4.5 5.0
Figure 2.6 Lognormal distribution.
Basic Reliability Mathematics 53
PI-(-" < T < 0) = Pr(-w < 2 = - 1700/280 = -6.07) = 6.42 x 10""
which can be considered as negligible. So, finally, one can write
Pr(-a < T < 1000) = Pr(0 < T < 1000) = Pr(-a < Z < -2.5) = 0.0062
L ognorma I Distribution
A positively defined random variable is said to be lognormally distributed
if its logarithm is normally distributed. The lognormal distribution has
considerable applications in engineering. One major application of this distribution
is to represent a random variable that is the result of multiplication of many
independent random variables.
If T is a normally distributed r.v., the transformation Y = exp(T) transforms
the normal pdf representing r.v. T with mean p, and standard deviation U, to a
lognormal pdf,&), which is given by
2.0
1.8
1.6
1.4
1.2
1 .o
0.8
0.6
0.4
0.2
0.0
0.0 0.5 1.0 1.5 2.0 2.5 3.0 3.5 4.0 4.5 5.0
Figure 2.6 Lognormal distribution.
Distribuição
Exponencial
Essa
distribuição
foi
historicamente
a
primeira
distribuição
usada
como
um
modelo
de
distribuição
do
tempo
até
a
falha,
e
ainda
é
o
mais
utilizado
em
problemas
de
confiabilidade.
A
distribuição
tem
somente
um
parâmetro
na
PDF;
Distribuições
de
Probabilidade
-‐
Conhnuas
Distribuição
Exponencial
Distribuições
de
Probabilidade
-‐
Discreta
Basic Reliability Mathematics 55
From (2.47) and (2.48), p, and o, can also be determined in terms of pl and ol.
(2.49)
(2.50)
Exponential Distribution
This distribution was historically the first distribution used as a model of
time-to-failure distribution, and it is still the most widely used in reliability
problems. The distribution has one-parameter pdf given by
(2.5 I )
Figure 2.7 Exponential distribution.
Figure 2.7 illustrates the exponential pdf. In reliability engineering applications,
the parameter A is referred to as the failure rate. This notion is introduced in
Basic Reliability Mathematics 55
From (2.47) and (2.48), p, and o, can also be determined in terms of pl and ol.
(2.49)
(2.50)
Exponential Distribution
This distribution was historically the first distribution used as a model of
time-to-failure distribution, and it is still the most widely used in reliability
problems. The distribution has one-parameter pdf given by
(2.5 I )
Figure 2.7 Exponential distribution.
Figure 2.7 illustrates the exponential pdf. In reliability engineering applications,
the parameter A is referred to as the failure rate. This notion is introduced in
Distribuição
Weibull
Esta
distribuição
é
amplamente
usado
para
representar
o
tempo
até
a
falha
ou
a
duração
de
vida
dos
componentes,
bem
como
sistemas;
A
V.A.
contínua
T
representa
o
tempo
até
a
falha
segue
uma
distribuição
Weibull
se
o
seu
pdf
é
dado
por:
Distribuições
de
Probabilidade
-‐
Conhnuas
Distribuição
Weibull
Distribuições
de
Probabilidade
-‐
Discreta
Basic Reliability Mathematics 57
(2 .52)
L 0, otherwise
Figure 2.8 shows the Weibull pdf‘s with various values of parameters of a
and (3. A careful inspection of these graphs reveals that the parameter (3 determines
the shape of the distribution pdf. Therefore, p is referred to as the shape
parameter. The parameter a, on the other hand, controls the scale of the
distribution. For this reason, a is referred to as the scale parameter. In the case
when p = 1, the Weibull distribution is reduced to the exponential distribution with
A = l /a , so the exponentialdistribution is a particular case of the Weibull
distribution. For the values of p > 1, the distribution becomes bell-shaped with
some skew. We will elaborate on this distribution and its use in reliability analysis,
further in Chapter 3.
Figure 2.8 Weibull distribution.
Basic Reliability Mathematics 57
(2 .52)
L 0, otherwise
Figure 2.8 shows the Weibull pdf‘s with various values of parameters of a
and (3. A careful inspection of these graphs reveals that the parameter (3 determines
the shape of the distribution pdf. Therefore, p is referred to as the shape
parameter. The parameter a, on the other hand, controls the scale of the
distribution. For this reason, a is referred to as the scale parameter. In the case
when p = 1, the Weibull distribution is reduced to the exponential distribution with
A = l /a , so the exponential distribution is a particular case of the Weibull
distribution. For the values of p > 1, the distribution becomes bell-shaped with
some skew. We will elaborate on this distribution and its use in reliability analysis,
further in Chapter 3.
Figure 2.8 Weibull distribution.
Referências
• DROGUETT,
E.L.
(2002)
–
Elementos
de
Probabilidade
e
EstaGsHca
Aplicados
a
Análise
de
Confiabilidade
e
Risco.
Material
de
aula.
Departamento
de
Engenharia
de
Produção
–
Centro
de
Tecnologia
e
Geociência,
Universidade
Federal
de
Pernambuco.
21
páginas.
• MODARRES,
M.;
KAMINSKIY,
M.
&
KRIVTSOV,
V.
(2013)
–
Reliability
Engineering
and
Risk
Analysis,
New
York.
• P.,
DOANE,
D.,
SEWARD,
E..
EstaGsHca
Aplicada
à
Administração
e
Economia,
4th
EdiHon.
AMGH,
01/2014.
VitalBook
file.
ELEMENTOS DA CONFIABILIDADE
DE COMPONENTES
3.1 Denifinção de Componentes vs Sistema Não Reparáveis
3.2 Conceito de Confiabilidade
3.3 Definição de Taxa de Falha
3.4 Definição de Confiabilidade Condicional
3.3 Distribuições Confiabilidade mais Comuns
ELEMENTOS DA CONFIABLIDADE DE COMPONENTES
Sistema
é
um
conjunto
de
dois
ou
mais
componentes
interconectados
para
a
realização
de
uma
ou
mais
funções;
A
distinção
entre
sistema,
subsistema
e
componente
é
meramente
por
conveniência
de
modelagem
e
determinada,
muitas
vezes
na
prática,
pelo
nível
de
detalhamento
desejado
assim
como
pelo
nível
de
informação
(dados
de
falha,
manutenção,
etc)
que
se
tem
a
disposição.
Veja
a
seguinte
ilustração.
Componentes
vs
Sistemas
Não
Reparáveis
Componente
ou
Sistema
Não
Reparável:
É
aquele
que
está
operando
em
t
=
0
(início
do
período
de
observação)
e
que
continua
em
serviço
até
o
tempo
de
falha
em
T
=
t;
Ao
ocorrer
uma
falha,
nós
não
consideramos
a
possibilidade
de
o
mesmo
ser
reparado
e
colocado
novamente
em
operação
Assim,
pode-‐se
considerar
que
um
componente
não
reparável
é
aquele
que
é
descartado
ou
substituído
por
um
novo
componente
quando
o
mesmo
falha:
A
“manutenção” de
um
sistema
Não
Reparável
compreende
em
sua
completa
substituição
por
um
novo
componente
Componentes
vs
Sistemas
Não
Reparáveis
Componente
ou
Sistema
Não
Reparável:
A
confiabilidade
de
sistemas/componentes
não
reparáveis
é
analisada
através
da
distribuição
do
tempo
de
falha;
Esta
distribuição
pode
ser
representada
pela
função
de
densidade
de
probabilidade
(PDF),
função
de
distribuição
acumulada
(CDF),
ou
taxa
de
falha:
Exemplos:
Lâmpadas
Transistores
Alguns
tipos
de
satélites
não
passíveis
de
manutenção
Componentes
vs
Sistemas
Não
Reparáveis
Componente
ou
Sistema
Reparável:
• É
aquele
que
após
falhar
é
colocado
novamente
em
operação
através
de
qualquer
procedimento
que
não
seja
a
completa
substituição
do
mesmo
-‐
É
passível
de
manutenção
-‐
Sofre
reparo
Utilizaremos
o
termo
componente
para
nos
referirmos
ao
item
a
ser
analisado
Componentes
vs
Sistemas
Não
Reparáveis
Confiabilidade,
é
definida
como
a
probabilidade
R(t)
que
um
sistema
(componente)
irá
funcionar
durante
algum
período
de
tempo
t;
Sendo
T
a
variável
aleatória
contínua
que
expressa
o
tempo
de
falha
do
componente,
T
≥
0
,
a
Função
de
Confiabilidade,
R(t)
,
pode
ser
expressa
como:
Onde
t
é
o
instante
final
do
período
durante
o
qual
o
componente
é
observado,
é
o
tempo
de
missão
do
mesmo;
O
componente
falha
em
t
ou
após
t;
Conceito
de
Confiabilidade
A
função
de
confiabilidade,
R(t)
,
deve
satisfazer
três
condições:
Conceito
de
Confiabilidade
A
função
de
confiabilidade
pode
ser
interpretada
de
duas
formas:
• R(t)
é
a
probabilidade
que
um
determinado
componente
esteja
operando
em
t;
• Se
observarmos
um
conjunto
dos
mesmos
componentes,
R(t)
é
a
fração
esperada
da
população
que
está
operacional
em
t.
Conceito
de
Confiabilidade
Como
R2(t)
>
R1(t)
para
todo
0
≤
t
≤
+∞
,
pode-‐se
dizer
que
equipamentos
feitos
por
fabricante
2,
são
superiores
do
que
os
feitos
pelo
fabricante
1
quanto
a
confiabilidade;
•
A
função
de
confiabilidade
pode
ser
usada
para
comparar
o
comportamento
de
diversos
componentes:
• Por
exemplo,
considere
dois
componentes
iguais
produzidos
por
diferentes
fabricantes,
cujas
curvas
de
confiabilidade
são
mostradas
a
seguir:
Conceito
de
Confiabilidade
•
A
Função
de
Distribuição
Acumulada
é
definida
como
Logo,
Conceito
de
Confiabilidade
Corresponde
a
probabilidade
que
o
componente
falhe
antes
de
t.
Note
que:
F(t)
é
Monotonicamente
crescente
Conceito
de
Confiabilidade
•
A
Função
de
Densidade
de
Probabilidade
é
definida
por:
• A
PDF
descreve
a
forma
da
distribuição
do
tempo
de
falha;
• É
a
representação
“visual”
da
distribuição
do
tempo
de
falha.
•
As
propriedades
da
PDF
são:
Conceito
de
Confiabilidade
•
Tendo-‐se
a
f(t),
podemos
obter
R(t)
e
F(t):
•
Probabilidade
de
Falha
F(t):
•
Integrando,
•
Resultando
em:
Conceito
de
Confiabilidade
•
Tendo-‐sea
f(t),
podemos
obter
R(t)
e
F(t):
•
Função
Confiabilidade:
•
Integrando,
•
Resultando
em:
Conceito
de
Confiabilidade
•
F(to)
é
a
probabilidade
de
falha
antes
de
to;
•
R(to)
é
a
probabilidade
de
que
a
falha
ocorra
após
ou
em
to;
Assim,
se
observarmos
uma
população
dos
mesmos
componentes:
• F(to)
corresponde
à
fração
de
componentes
que
falharão
antes
de
to,
• R(to)
é
a
fração
de
componentes
que
irão
falhar
após
ou
em
to;
Conceito
de
Confiabilidade
•
A
probabilidade
de
que
uma
falha
ocorra
entre
os
instantes
T
=
t1
e
T
=
t2,
ou
seja,
dentro
do
intervalo
de
tempo
[t1,
t2]
é
dada
por:
• O
que
resulta
em:
Conceito
de
Confiabilidade
•
Exercício
1:
Dada
a
seguinte
função
de
densidade
de
probabilidade
para
o
tempo
de
falha
(em
horas
de
operação)
de
um
compressor,
a. Qual
é
a
confiabilidade
para
uma
missão
de
100
horas?
b. Qual
é
a
probabilidade
de
falha
deste
compressor
entre
10
e
100
horas?
Conceito
de
Confiabilidade
•
O
Tempo
Médio
de
Falha
(MTTF
–
Mean
Time
To
Failure)
é
definido
por
• Corresponde
a
média,
ou
valor
esperado,
da
distribuição
de
probabilidade
do
tempo
de
falha
T;
Outra
forma
de
calcular
o
MTTF:
• A
qual
é
uma
expressão
mais
fácil
de
aplicar
na
prática
do
que
a
anterior.
Conceito
de
Confiabilidade
Outras
medidas
de
tendência
central
da
Distribuição
do
Tempo
de
Falha
• A
média,
MTTF,
do
tempo
de
falha
de
um
componente
é
apenas
uma
das
possíveis
medidas
de
tendência
central
da
distribuição
de
T
.
• Outras
medidas
são
também
usadas
em
análise
de
confiabilidade;
Conceito
de
Confiabilidade
Outras
medidas
de
tendência
central
da
Distribuição
do
Tempo
de
Falha
Mediana:
•
A
mediana
do
tempo
de
falha
T
de
um
componente
é
definida
como:
•
Equivalentemente,
para
uma
população
de
componentes,
tem-‐se
50%
das
falhas
ocorrendo
antes
da
mediana
de
T,
e
50%
das
falhas
acontecendo
após
T;
Na
prática,
a
mediana
tmed
é
preferível
à
média
(MTTF),
quando
a
distribuição
de
T
é
altamente
não
simétrica
(a
distribuição
é
“skewed”)
Conceito
de
Confiabilidade
Outras
medidas
de
tendência
central
da
Distribuição
do
Tempo
de
Falha
Moda:
• tmod
equivale
ao
máximo
da
função
de
densidade
de
probabilidade
(PDF);
• Portanto,
para
um
intervalo
de
tempo
em
torno
da
moda
tmod,
a
probabilidade
de
falha
será
maior
neste
intervalo
do
que
para
qualquer
outro
intervalo
de
tempo
do
mesmo
tamanho.
Conceito
de
Confiabilidade
Outras
medidas
de
tendência
central
da
Distribuição
do
Tempo
de
Falha
Observe
no
gráfico
da
densidade
de
probabilidade
(PDF)
as
posições
relativas
entre
o
MTTF,
tmed
e
tmod
Conceito
de
Confiabilidade
Outras
medidas
de
tendência
central
da
Distribuição
do
Tempo
de
Falha
Conceito
de
Confiabilidade
Relação
da
simetria
da
PDF
e
o
comportamento
do
MTTF,
tmed
e
tmod
Outras
medidas
de
tendência
central
da
Distribuição
do
Tempo
de
Falha
Exerçicio
2
•
Considere
a
seguinte
PDF:
com
t
em
horas.
Determine:
a. A
função
de
confiabilidade;
b. O
MTTF;
c. A
mediana
t
do
tempo
de
falha;
Conceito
de
Confiabilidade
Outras
medidas
de
tendência
central
da
Distribuição
do
Tempo
de
Falha
Importante!!:
• Mesmo
que
dois
componentes
possuam
o
mesmo
MTTF,
as
suas
confiabilidades
podem
ser
bem
distintas
para
o
mesmo
tempo
operacional!
• Veja
o
exemplo
a
seguir;
Conceito
de
Confiabilidade
Exercício
3:
com
MTTF1
=
500h
.
• Considere
agora
que
temos
um
segundo
componente
cuja
confiabilidade
é
fornecida
pela
seguinte
expressão:
onde
MTTF2
=
500
h.
• Ou
seja,
ambos
os
componente
possuem
tempos
médios
de
falha
iguais:
MTTF1
=
MTTF2
.
Conceito
de
Confiabilidade
Exercício
3:
Porém,
para
T
=
400
h
:
• Resultando
em
níveis
de
confiabilidade
substancialmente
diferentes
para
os
componentes
em
um
mesmo
período
de
operação!
Conceito
de
Confiabilidade
Observe
a
variação
da
confiabilidade
no
tempo
para
ambos
os
componentes
• Logo,
o
MTTF
por
si
só
não
caracteriza
completamente
a
distribuição
do
tempo
de
falha;
• Outras
medidas
são
necessárias,
como
a
variância;
Conceito
de
Confiabilidade
Variância:
• Como
vimos,
a
variância
é
uma
medida
de
dispersão
dos
tempos
de
falha
em
torno
do
MTTF
(média):
• A
variância
também
pode
ser
dada
como:
Conceito
de
Confiabilidade
Desvio
Padrão:
• Corresponde
a
raiz
quadrada
da
variância:
• É
mais
fácil
de
interpretar
do
que
a
variância
σ2
uma
vez
que
o
desvio
padrão
σ
possui
a
mesma
dimensão
(unidade)
do
tempo
de
falha
T;
Conceito
de
Confiabilidade
Taxa
de
Falha
ou
Força
de
Mortalidade
Instantânea,
h(t):
• É
a
probabilidade
de
falha
por
unidade
de
tempo
do
componente
(ou
sistema)
uma
vez
que
o
mesmo
tenha
operado
até
o
instante
t
:
• Ou
seja,
a
taxa
de
falha
é
a
probabilidade
condicional
de
falha
por
unidade
de
tempo
(instantânea)
dado
que
o
componente
(ou
sistema)
já
tenha
operado
até
o
instante
t;
Conceito
de
Confiabilidade
Taxa
de
Falha
Acumulada,
H(t):
•
Corresponde
a
taxa
de
falha
acumulada
durante
um
período
de
tempo
t
,
i.e.,
[0,
t]
§
H(t)
tem
as
seguintes
propriedades:
Conceito
de
Confiabilidade
Curva
da
Banheira
• A
formada
taxa
de
falha
indica
como
o
componente
“envelhece”,
ou
seja,
a
taxa
de
falha
mostra
as
mudanças
na
probabilidade
de
falha
de
um
componente
ao
longo
de
sua
operação;
• Comportamento
da
taxa
de
falha:
em
geral,
podem-‐se
identificar
três
tipos
básicos
da
taxa
de
falha
(veja
a
figura
abaixo)
Conceito
de
Confiabilidade
Crescente:
• O
componente
está
sujeito
a
um
processo
de
desgaste;
• O
componente
possui
uma
maior
probabilidade
de
falha
à
medida
que
o
tempo
operacional
aumenta;
Decrescente:
• O
componente
possui
uma
menor
probabilidade
de
falha
com
o
passar
do
tempo
operacional;
• Observa-‐se
em
geral
no
início
da
operação
de
um
novo
componente
devido
a
falhas
devido
a
erro
de
projeto,
manufatura
ou
construção,
ou
instalação
do
mesmo;
Constante:
• O
componente
possui
uma
taxa
de
falha
aproximadamente
constante;
• As
falhas
são
aleatórias,
ou
seja,
a
probabilidade
de
falha
do
componente
é
a
mesma
para
qualquer
valor
do
tempo
operacional;
Conceito
de
Confiabilidade
Curva
da
Banheira
Exercício
4:
A
taxa
de
falha
linear
de
um
equipamento
é
dada
por,
com
t
e
horas:
(a) Determine
a
função
de
confiabilidade
R(t)
(b) Qual
o
Tempo
Operacional
para
um
confiabilidade
desejada
de
98%?
Confiabilidade e Análise de Risco
Enrique López Droguett -13-
a qual é a taxa de falha ou força de mortalidade instantânea.
Taxa de Falha Acumulada, :H t( )
Corresponde a taxa de falha acumulada durante um período de tempo ,t
i.e., [ , ]0 t
H t h d
t
( ) ( )= τ τ
0
tem as seguintes propriedades:H t( )
H( )0 0=
, ou seja, o componente vai falhar!lim ( )
t
H t
→∞
= ∞
É uma função não decrescenteH t( )
9. Caracterização do Tempo de Falha de um Componente
Uma determinada função de densidade de probabilidade, função de confiabilidade,
função de distribuição acumulada, taxa de falha, ou taxa de falha acumulada
especifica/caracteriza completamente a distribuição do tempo de falha de um
componente
Ou seja, com qualquer uma destas funções, ,f t R t F f h t H t( ), ( ), ( ), ( ), ( )
pode-se determinar qualquer uma das outras funções e assim caracterizar por
completo o comportamento do tempo de falha de um componente
Por exemplo, a confiabilidade pode ser obtida a partir da taxa de falha da seguinte
forma:
[ ]R t h dt( ) exp ( )= − τ τ0
Em geral,
H t h d R t
f
R
d
t t
( ) ( ) ln ( )
( )
( )
= = − =τ τ
τ
τ
τ
0 0
Exemplo 5:
Dada a taxa de falha linear , onde está em horas, qualh t x t( ) = −5 10 6 t
é o tempo de operação atingido para uma confiabilidade desejada de 98%?
Curva
da
Banheira
Exercício
4:
Confiabilidade e Análise de Risco
Enrique López Droguett -13-
a qual é a taxa de falha ou força de mortalidade instantânea.
Taxa de Falha Acumulada, :H t( )
Corresponde a taxa de falha acumulada durante um período de tempo ,t
i.e., [ , ]0 t
H t h d
t
( ) ( )= τ τ
0
tem as seguintes propriedades:H t( )
H( )0 0=
, ou seja, o componente vai falhar!lim ( )
t
H t
→∞
= ∞
É uma função não decrescenteH t( )
9. Caracterização do Tempo de Falha de um Componente
Uma determinada função de densidade de probabilidade, função de confiabilidade,
função de distribuição acumulada, taxa de falha, ou taxa de falha acumulada
especifica/caracteriza completamente a distribuição do tempo de falha de um
componente
Ou seja, com qualquer uma destas funções, ,f t R t F f h t H t( ), ( ), ( ), ( ), ( )
pode-se determinar qualquer uma das outras funções e assim caracterizar por
completo o comportamento do tempo de falha de um componente
Por exemplo, a confiabilidade pode ser obtida a partir da taxa de falha da seguinte
forma:
[ ]R t h dt( ) exp ( )= − τ τ0
Em geral,
H t h d R t
f
R
d
t t
( ) ( ) ln ( )
( )
( )
= = − =τ τ
τ
τ
τ
0 0
Exemplo 5:
Dada a taxa de falha linear , onde está em horas, qualh t x t( ) = −5 10 6 t
é o tempo de operação atingido para uma confiabilidade desejada de 98%?
Confiabilidade e Análise de Risco
Enrique López Droguett -14-
0%
20%
40%
60%
80%
100%
0 250 500 750 1000 1250 1500
Tempo de Operação [horas]
R(
t)
0.0E+00
1.0E-03
2.0E-03
3.0E-03
4.0E-03
5.0E-03
6.0E-03
7.0E-03
8.0E-03
h(
t)
Confiabilidade Taxa de Falha
Tem-se que:
[ ] [ ]
[ ]
R t h d x d
R t x t
t t
( ) exp ( ) exp
( ) exp .
= − = −
= −
−
−
τ τ τ τ
0
6
0
6 2
5 10
2 5 10
Para um nível de confiabilidade de 98% o tempo operacional
correspondente é:
[ ]R t x t( ) exp . .98 6 98 22 5 10 0 98= − =−
resolvendo para :t98
t horas98 89 89 90= ≈.
Observe no próximo gráfico o comportamento da taxa de falha e da
confiabilidade deste equipamento em função do tempo operacional.
Observe que com o aumento do tempo de operação do equipamento, o
mesmo apresenta uma menor confiabilidade. Ou seja, é menos provável
que este equipamento complete a sua missão uma vez que a probabilidade
condicional de falha do mesmo aumenta enquanto o equipamento se
mantém em serviço.
Exemplo 6 (Resolver):
No exemplo anterior, qual é a taxa de falha acumulada?
Confiabilidade e Análise de Risco
Enrique López Droguett -14-
0%
20%
40%
60%
80%
100%
0 250 500 750 1000 1250 1500
Tempo de Operação [horas]
R(
t)
0.0E+00
1.0E-03
2.0E-03
3.0E-03
4.0E-03
5.0E-03
6.0E-03
7.0E-03
8.0E-03
h(
t)
Confiabilidade Taxa de Falha
Tem-se que:
[ ] [ ]
[ ]
R t h d x d
R t x t
t t
( ) exp ( ) exp
( ) exp .
= − = −
= −
−
−
τ τ τ τ
0
6
0
6 2
5 10
2 5 10
Para um nível de confiabilidade de 98% o tempo operacional
correspondente é:
[ ]R t x t( ) exp . .98 6 98 22 5 10 0 98= − =−
resolvendo para :t98
t horas98 89 89 90= ≈.
Observe no próximo gráfico o comportamento da taxa de falha e da
confiabilidade deste equipamento em função do tempo operacional.
Observe que com o aumento do tempo de operação do equipamento, o
mesmo apresenta uma menor confiabilidade. Ou seja, é menos provável
que este equipamento complete a sua missão uma vez que a probabilidade
condicional de falha do mesmo aumenta enquanto o equipamento se
mantém em serviço.
Exemplo 6 (Resolver):
No exemplo anterior, qual é a taxa de falha acumulada?
Curva
da
Banheira
Exercício
5:
Um
compressor
tem
confiabilidade
dada
por,
onde
a
é
um
parâmetro
representando
o
tempo
máximo
(útil)
de
operação
do
compressor.
a) Encontre
f
(t)
b) Determine
a
taxa
de
falha
do
compressor
c) Determine
o
MTTF
Confiabilidade e Análise de Risco
Enrique López Droguett -15-
h(t)
t
Decrescente
Constante
Crescente
Exemplo 7 (Resolver):
Um compressor tem confiabilidade dada por:
R t
t
a
t a( ) ;= − ≤ ≤1 0
2
2
onde é um parâmetro representando o tempo máximo (útil) dea
operação do compressor. (a) Encontre , (b) determine a taxa def t( )
falha do compressor, © e o seu MTTF, (d) construir os gráficos da
confiabilidade, PDF e taxa de falha deste equipamento em função do seu
tempo operacional.
10. A Curva da Banheira
A forma da taxa de falha indica como o componente “envelhece”, ou seja, a taxa
de falha mostra as mudanças na probabilidade de falha de um componente ao
longo de sua operação
Comportamento da taxa de falha: em geral, podem-se identificar três tipos
básicos da taxa de falha (veja a próxima
figura)
Crescente:
O componente está sujeito a um processo de desgaste
O componente possui uma maior probabilidade de falha à medida
que o tempo operacionalaumenta
Decrescente:
O componente possui uma menor probabilidade de falha com o
passar do tempo operacional
Observa-se em geral no início da operação de um novo
Confiabilidade
Condicional
Confiabilidade
Condicional
é
a
probabilidade
de
que
um
componente
(ou
sistema)
irá
operar
por
um
tempo
adicional
t
dado
que
o
mesmo
já
tenha
operado
durante
um
período
T0
A
confiabilidade
de
um
componente
(ou
sistema)
operar
por
um
tempo
adicional
t
uma
vez
que
o
mesmo
já
tenha
operado
por
um
período
T0
é:
)(
)()/(
BP
BAPBAP ∩ P(t /T0 ) =
P (T ≥ T0 + t)∩ (T ≥ t0 )[ ]
P(T ≥ T0 )
R(t /T0 ) =
P (T ≥ T0 + t)[ ]
P(T ≥ T0 )
Confiabilidade
Condicional
Período
de
Burn-‐In
(Queima).
Exercício
6:
Um
determinado
componente
eletrônico
usado
em
um
tubo
de
raio-‐x,
possui
uma
taxa
de
falha
(decrescente),
com
t
em
anos.
Seja
a
Taxa
de
Falha:
a) Qual
o
tempo
de
operação
para
uma
confiabilidade
de
90%:
Confiabilidade
Condicional
Período
de
Burn-‐In
(Queima).
Exercício
7:
Suponha
agora
que
o
fabricante
realiza
um
“burn-‐in”
de
6
meses
para
estes
componentes
antes
de
enviá-‐los
ao
consumidor
(i.e.,
o
fabricante
dos
tubos
de
raio-‐x).
Temos
agora
T0
=
6
meses
=
0.5
ano.
Dica:
Confiabilidade
Condicional!
a) Qual
o
tempo
de
operação
para
uma
confiabilidade
de
90%
:
Confiabilidade
Condicional
Período
de
Burn-‐In
(Queima).
Exercício
8:
Considere
que
um
motor
elétrico
de
VLT
possui
a
seguinte
taxa
de
falha,
onde
t
é
medido
em
anos:
Observe
que
agora
a
taxa
de
falha
é
crescente.
a) Qual
o
tempo
de
operação
para
uma
confiabilidade
de
90%
:
Confiabilidade
Condicional
Período
de
Burn-‐In
(Queima).
Exercício
9:
Considerando
agora
um
período
de
“burn-‐in”
de
1
mês
apenas
(0,083
ano).
Temos
agora
T0
=
1
meses
=
0.083
ano.
Dica:
Confiabilidade
Condicional!
a) Qual
o
tempo
de
operação
para
uma
confiabilidade
de
90%
:
A
distribuições
a
serem
discutidas
são:
• Distribuição
Exponencial
• Distribuição
de
Weibull
Distribuições
de
Confiabilidade
Estas
distribuições
de
probabilidade
são
ditas
teóricas
uma
vez
que
as
mesmas
são
obtidas
matematicamente
e
não
empiricamente
A
Distribuição
Exponencial
É
uma
das
mais
conhecidas
e
usadas
distribuições
de
probabilidade
em
análise
de
confiabilidade
de
sistemas:
Fácil
de
usar:
matematicamente
simples
requerendo
apenas
a
quantificação
de
um
único
parâmetro
Aplicável
em
situações
onde
a
taxa
de
falha
é
(aproximadamente)
constante:
As
falhas
são
aleatórias;
O
componente
ou
sistema
não
deteriora
ou
melhora
com
o
tempo
em
operação;
Distribuições
de
Confiabilidade
A
Distribuição
Exponencial
Parte-‐se
do
princípio
de
que
a
taxa
de
falha
é
constante:
Confiabilidade,
Sabemos
que:
como
h(t)
=
λ
Distribuições
de
Confiabilidade
Distribuição
Exponencial
Função
Probabilidade
de
Falha
Logo,
Distribuições
de
Confiabilidade
Distribuição
Exponencial
Função
Densidade
de
Probabilidade
Logo,
Distribuições
de
Confiabilidade
A
Distribuição
Exponencial
O
Tempo
Médio
de
Falha
(MTTF
–
Mean
Time
To
Failure)
é
definido
por
Substituindo:
Distribuições
de
Confiabilidade
A
Distribuição
Exponencial
Variância
-‐
Como
vimos,
a
variância
é
uma
medida
de
dispersão
dos
tempos
de
falha
em
torno
do
MTTF
(média):
•
A
variância
também
pode
ser
dada
como:
•
Variância
da
Exponencial
Distribuições
de
Confiabilidade
A
Distribuição
Exponencial
Característica
interessante!!
Uma
importante
característica
da
distribuição
exponencial
é
observada
ao
se
obter
a
confiabilidade
atingida
para
um
tempo
operacional
equivalente
ao
MTTF:
Um
equipamento
cujo
tempo
de
falha
segue
a
distribuição
exponencial,
possui
chance
um
pouco
melhor
do
que
1/3
de
sobreviver
até
o
seu
MTTF!
Distribuições
de
Confiabilidade
A
Distribuição
Exponencial
• Idealmente,
o
período
de
taxa
de
falha
constante
deve
dominar
a
vida
útil
do
sistema;
• Em
situações
em
que
a
taxa
de
falha
do
componente
ou
sistema
é
constante
ou
aproximadamente
constante;
• Em
situações
em
que
um
componente
possui
distintos
comportamentos
da
taxa
de
falha
ao
longo
do
período
em
que
o
mesmo
é
utilizado,
a
distribuição
exponencial
é
predominante;
• Em
geral
componentes
eletrônicos;
• Para
simplificar
a
análise
de
sistemas
complexos:
Distribuições
de
Confiabilidade
A
Distribuição
Exponencial
Exercício
10:
Um
sistema
de
radar
possui
uma
taxa
de
falha
constante
de
0,00034
falha
por
hora
de
operação.
a) Calcule
o
MTTF;
b) Confiabilidade
para
30
dias
de
operação.
Distribuições
de
Confiabilidade
A
Distribuição
Exponencial
Características:
• O
Modelo
Exponencial
implica
que
um
componente
não
sofre
desgaste;
• Consideremos
que
um
determinado
componente
já
tenha
operado
por
um
período
T0
e
que
nós
estejamos
interessados
em
determinar
a
confiabilidade
em
um
período
adicional
de
tempo
t
(veja
ilustração);
Distribuições
de
Confiabilidade
A
Distribuição
Exponencial
Características:
Ou
seja,
nós
estamos
interessados
na
confiabilidade
condicional
deste
equipamento
completar
uma
missão
t
uma
vez
que
o
mesmo
tenha
estado
em
operação
(e
sem
falhas)
por
T0
:
O
tempo
de
falha
depende
somente
do
tamanho
do
intervalo
de
tempo
de
operação
(t)
e
não
do
tempo
operacional
acumulado
do
equipamento
(T
0).
Distribuições
de
Confiabilidade
A
Distribuição
Exponencial
Características:
• Um
sistema
ou
componente
cujo
tempo
de
falha
é
descrito
por
umadistribuição
exponencial
não
sofre
desgaste;
• Por
exemplo,
a
probabilidade
de
falha
de
um
componente
para
uma
missão
de
30
horas
dado
que
o
mesmo
se
encontre
em
operação
sem
falhas
por
1.000
horas
será
idêntica
à
de
um
componente
novo
(assumindo
que
ambos
seguem
a
distribuição
exponencial
com
a
mesma
taxa
de
falha);
• Assim,
um
componente
que
segue
a
distribuição
exponencial
não
lembra
por
quanto
tempo
o
mesmo
já
operou;
A
distribuição
exponencial
não
possui
memória!
Distribuições
de
Confiabilidade
A
Distribuição
Exponencial
Exercício
11:
O
tempo
de
operação
de
um
determinado
equipamento
é
distribuído
exponencialmente
com
MTTF
de
500
h.
a) Qual
é
a
probabilidade
deste
equipamento
operar
sem
falhas
por
600
horas?
b) Se
o
mesmo
tem
estado
em
operação
por
600
horas,
qual
é
a
probabilidade
deste
equipamento
falhar
dentro
das
próximas
100
horas
de
operação?
Distribuições
de
Confiabilidade
A
Distribuição
Exponencial
Exercício
11:
Distribuições
de
Confiabilidade
A
Distribuição
Weibull
Caracterização:
•
Taxa
de
falha
É
uma
distribuição
de
probabilidade
flexível
a
qual
permite
descrever
taxas
de
falha
constante,
crescente
e
decrescente,
sendo
uma
das
mais
empregadas
em
engenharia
de
confiabilidade;
onde
α,
β
são
os
parâmetros
da
distribuição:
α
≡
é
o
parâmetro
de
escala,
adimensional;
β
≡
é
o
parâmetro
de
forma,
dimensão
de
tempo;
Distribuições
de
Confiabilidade
A
Distribuição
Weibull
Caracterização:
Função
Confiabilidade:
Função
Probabilidade
de
Falha:
Distribuições
de
Confiabilidade
A
Distribuição
Weibull
Caracterização:
Função
Densidade
de
Probabilidade:
Distribuições
de
Confiabilidade
A
Distribuição
Weibull
Caracterização:
Efeito
do
β
(Parâmetro
de
Forma)
no
comportamento
da
distribuição
de
Weibull:
Distribuições
de
Confiabilidade
Confiabilidade e Análise de Risco
Enrique López Droguett -32-
0.0
0.2
0.4
0.6
0.8
1.0
1.2
0 1 2 3 4 5 6 7 8
T
f(t
)
β=0.5 β=1.5 β=2.0 β=4.0
Valor Propriedade
0 1< <β h(t) decrescente
β = 1 h(t) constante (dist. Exponencial)
1 2< <β h(t) crescente e côncava
β = 2 h(t) crescente e linear (dist. Rayleigh)
β > 2 h(t) crescente e convexa
3 4≤ ≤β h(t) crescente e aprox. simétrica (dist. Normal)
Observe os próximos gráficos da PDF e da taxa de falha para a
distribuição de Weibull com diferentes valores do parâmetro de
forma e para um mesmo valor do parâmetro de escala ( )α = 3
Para
β
=
3,6
,
a
distribuição
de
Weibull
é
aproximadamente
a
distribuição
Normal
Para
β
=
2.5
,
a
distribuição
de
Weibull
é
aproximadamente
a
distribuição
LogNormal
A
Distribuição
Weibull
Caracterização:
Efeito
do
β
(Parâmetro
de
Forma)
no
comportamento
da
distribuição
de
Weibull
para
diferentes
β
e
o
α
=
3:
Distribuições
de
Confiabilidade
Confiabilidade e Análise de Risco
Enrique López Droguett -32-
0.0
0.2
0.4
0.6
0.8
1.0
1.2
0 1 2 3 4 5 6 7 8
T
f(t
)
β=0.5 β=1.5 β=2.0 β=4.0
Valor Propriedade
0 1< <β h(t) decrescente
β = 1 h(t) constante (dist. Exponencial)
1 2< <β h(t) crescente e côncava
β = 2 h(t) crescente e linear (dist. Rayleigh)
β > 2 h(t) crescente e convexa
3 4≤ ≤β h(t) crescente e aprox. simétrica (dist. Normal)
Observe os próximos gráficos da PDF e da taxa de falha para a
distribuição de Weibull com diferentes valores do parâmetro de
forma e para um mesmo valor do parâmetro de escala ( )α = 3
A
Distribuição
Weibull
Caracterização:
Efeito
do
β
(Parâmetro
de
Forma)
no
comportamento
da
distribuição
de
Weibull
para
diferentes
β
e
o
α
=
3:
Distribuições
de
Confiabilidade
Confiabilidade e Análise de Risco
Enrique López Droguett -33-
0.0
0.5
1.0
1.5
2.0
2.5
3.0
0 1 2 3 4 5 6 7 8
T
h(
t)
β=0.5 β=1.5
β=2.0 β=4.0
Note que a distribuição de Weibull é bastante flexível podendo
representar uma grande variedade de formatos (comportamentos)
do tempo de falha de equipamentos
Inclusive, a distribuição de Weibull pode ser utilizada para
aproximar outras distribuições de probabilidade (veja tabela
anterior):
– Quando , a distribuição Exponencial é um casoβ = 1
particular da distribuição de Weibull
h t
t
cte( ) = = ≡ =
−1 11 1
α α α
λ
– Quando , tem-se a distribuição de Rayleigh: umβ = 2
caso especial da distribuição de Weibull que é
caracterizada por uma taxa de falha crescente e linear
– Para , a distribuição de Weibull éβ = 2 5.
aproximadamente equivalente a distribuição LogNormal.
Note, porém, que a LogNormal não é um caso especial da
Weibull, apenas que para este valor do parâmetro de
forma, a distribuição de Weibull possui forma semelhante
a da distribuição LogNormal (PDFs semelhantes)
A
Distribuição
Weibull
Caracterização:
Efeito
do
β
(Parâmetro
de
Forma)
no
comportamento
da
distribuição
de
Weibull
para
diferentes
β
e
o
α
=
3:
Distribuições
de
Confiabilidade
Confiabilidade e Análise de Risco
Enrique López Droguett -34-
0.0
0.1
0.2
0.3
0.4
0.5
0.6
0.7
0.8
0.9
1.0
0 1 2 3 4 5 6 7 8
T
R
(t)
β=0.5 β=1.5 β=2.0 β=4.0
– Para , a distribuição de Weibull éβ = 36.
aproximadamente equivalente a distribuição Normal.
Como antes, a distribuição Normal não é um caso especial
da distribuição de Weibull.
Note que uma taxa de falha crescente pode crescer:
– A uma taxa decrescente (côncava) quando 1 2< <β
– A uma taxa constante (linear) quando β = 2
– A uma taxa crescente (convexa) quando . Emβ > 2
particular, taxas de falha que são convexas refletem um
processo de desgaste extremamente agressivos
É importante frisar que apesar da distribuição de Weibull ser capaz
de representar todas as três fases da curva da banheira, ela o faz
para distintos valores do parâmetro de forma:
– Não existe nenhum valor do parâmetro de forma que
resulte em uma taxa de falha com a forma da curva da
banheira (decrescente, constante e crescente)
Observe os seguintes gráficos da confiabilidade e da CDF para
diversos valores do parâmetro de forma é um mesmo valor do
parâmetro de escala ( )α = 3
A
Distribuição
Weibull
Caracterização:
Efeito
do
β
(Parâmetro
de
Forma)
no
comportamento
da
distribuição
de
Weibull
para
diferentes
β
e
o
α
=
3:
Distribuições
de
Confiabilidade
Confiabilidade e Análise de Risco
Enrique López Droguett -35-
0.0
0.1
0.2
0.3
0.4
0.5
0.6
0.7
0.8
0.9
1.0
0 1 2 3 4 5 6 7 8
T
F(
t)
β=0.5 β=1.5 β=2.0 β=4.0
– Como é esperado, quanto maior o valor do parâmetro de
forma, menor será a confiabilidade para um mesmo tempo
de operacional
– Analogamente, para valores mais elevados do parâmetro
de forma, a probabilidade acumulada de falha, CDF, é
maior para um mesmo tempo de missão
Note nos gráficos anteriores que todas as curvas de confiabilidade
e CDF passam através do mesmo ponto no qual :t = α
( )R T e e( )≤ = =− −α α α
β
1
R T() .≤ =α 0 368
Logo, 63.2% de todas as falhas vão ocorrer ao se atingir t = α
independentemente do valor do parâmetro de forma. Por isso, o
parâmetro de escala é também conhecido como Vidaα
Característica
Análise do impacto do parâmetro de escala ( ) no comportamento daα
distribuição de Weibull:
O parâmetro de escala influencia tanto a média como a dispersão
dos tempos de falha de um equipamento (observe a próxima
figura)
A
Distribuição
Weibull
Característica
interessante!!
Note
nos
gráficos
anteriores
que
todas
as
curvas
de
confiabilidade
e
CDF
passam
através
do
mesmo
ponto
no
qual
t
=
α.
Um
equipamento
cujo
tempo
de
falha
segue
a
distribuição
Weibull,
possui
chance
um
pouco
melhor
do
que
1/3
de
sobreviver
até
o
seu
α !
Distribuições
de
Confiabilidade
Confiabilidade e Análise de Risco
Enrique López Droguett -35-
0.0
0.1
0.2
0.3
0.4
0.5
0.6
0.7
0.8
0.9
1.0
0 1 2 3 4 5 6 7 8
T
F(
t)
β=0.5 β=1.5 β=2.0 β=4.0
– Como é esperado, quanto maior o valor do parâmetro de
forma, menor será a confiabilidade para um mesmo tempo
de operacional
– Analogamente, para valores mais elevados do parâmetro
de forma, a probabilidade acumulada de falha, CDF, é
maior para um mesmo tempo de missão
Note nos gráficos anteriores que todas as curvas de confiabilidade
e CDF passam através do mesmo ponto no qual :t = α
( )R T e e( )≤ = =− −α α α
β
1
R T( ) .≤ =α 0 368
Logo, 63.2% de todas as falhas vão ocorrer ao se atingir t = α
independentemente do valor do parâmetro de forma. Por isso, o
parâmetro de escala é também conhecido como Vidaα
Característica
Análise do impacto do parâmetro de escala ( ) no comportamento daα
distribuição de Weibull:
O parâmetro de escala influencia tanto a média como a dispersão
dos tempos de falha de um equipamento (observe a próxima
figura)
Confiabilidade e Análise de Risco
Enrique López Droguett -35-
0.0
0.1
0.2
0.3
0.4
0.5
0.6
0.7
0.8
0.9
1.0
0 1 2 3 4 5 6 7 8
T
F(
t)
β=0.5 β=1.5 β=2.0 β=4.0
– Como é esperado, quanto maior o valor do parâmetro de
forma, menor será a confiabilidade para um mesmo tempo
de operacional
– Analogamente, para valores mais elevados do parâmetro
de forma, a probabilidade acumulada de falha, CDF, é
maior para um mesmo tempo de missão
Note nos gráficos anteriores que todas as curvas de confiabilidade
e CDF passam através do mesmo ponto no qual :t = α
( )R T e e( )≤ = =− −α α α
β
1
R T( ) .≤ =α 0 368
Logo, 63.2% de todas as falhas vão ocorrer ao se atingir t = α
independentemente do valor do parâmetro de forma. Por isso, o
parâmetro de escala é também conhecido como Vidaα
Característica
Análise do impacto do parâmetro de escala ( ) no comportamento daα
distribuição de Weibull:
O parâmetro de escala influencia tanto a média como a dispersão
dos tempos de falha de um equipamento (observe a próxima
figura)
A
Distribuição
Weibull
Caracterização:
Efeito
do
α
(Parâmetro
de
Escala)
no
comportamento
da
distribuição
de
Weibull,
α
e
o
β
=
2:
Ele
influencia
tanto
a
média
como
a
dispersão
dos
tempos
de
falha
de
um
equipamento.
Distribuições
de
Confiabilidade
Confiabilidade e Análise de Risco
Enrique López Droguett -36-
0.0
0.1
0.2
0.3
0.4
0.5
0.6
0.7
0.8
0.9
1.0
0 0.5 1 1.5 2
T
R
(t)
α=0.5 α=1.0 α=2.0
0
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
0 1 2 3 4 5 6 7 8
T
h(
t) a=0.5 a=1.0 a=2.0
– Neste gráfico da confiabilidade para distintos valores do
parâmetro de escala e valor fixo do parâmetro de forma
( ), observa-se que à medida que aumenta, aβ = 2 α
confiabilidade também aumenta para um determinado
instante
– Ou seja, tem-se uma aumento na dispersão dos tempos de
falha
O coeficiente angular da taxa de falha h(t)diminui com o aumento
do parâmetro de escala (melhoria da confiabilidade), como é
observado na próxima figura
A
Distribuição
Weibull
Caracterização:
Efeito
do
α
(Parâmetro
de
Escala)
no
comportamento
da
distribuição
de
Weibull,
α
e
o
β
=
2:
Distribuições
de
Confiabilidade
Confiabilidade e Análise de Risco
Enrique López Droguett -36-
0.0
0.1
0.2
0.3
0.4
0.5
0.6
0.7
0.8
0.9
1.0
0 0.5 1 1.5 2
T
R
(t)
α=0.5 α=1.0 α=2.0
0
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
0 1 2 3 4 5 6 7 8
T
h(
t) a=0.5 a=1.0 a=2.0
– Neste gráfico da confiabilidade para distintos valores do
parâmetro de escala e valor fixo do parâmetro de forma
( ), observa-se que à medida que aumenta, aβ = 2 α
confiabilidade também aumenta para um determinado
instante
– Ou seja, tem-se uma aumento na dispersão dos tempos de
falha
O coeficiente angular da taxa de falha h(t)diminui com o aumento
do parâmetro de escala (melhoria da confiabilidade), como é
observado na próxima figura
O
coeficiente
angular
da
taxa
de
falha
h(t)diminui
com
o
aumento
do
parâmetro
de
escala;
A
Distribuição
Weibull
O
Tempo
Médio
de
Falha
(MTTF
–
Mean
Time
To
Failure)
é
definido
por
Onde:
Sendo
x
inteiro
positivo!
Distribuições
de
Confiabilidade
Confiabilidade e Análise de Risco
Enrique López Droguett -37-
É importante observar que diferentemente da distribuição Exponencial, para a
distribuição de Weibull não há relação direta entre o MTTF e a taxa de falha h(t)
MTTF:
MTTF = +α
β
Γ 1
1
onde é a função gamma:( )Γ x
( )Γ x y e dyx y= − −
∞ 1
0
Quando x é um inteiro positivo:
( ) ( )Γ x x= − 1 !
Variância:
σ α
β β
2 2
2
1
2
1
1
= + − +Γ Γ
Quando usar?
A flexibilidade da distribuição de Weibull a torna em um modelo
apropriado para uma grande variedade de problemas encontrados na
prática:
Análise da resistência à corrosão
Tempo de falha de componentes eletrônicos
Devido a sua capacidade de descrever taxas de falha crescentes, a
distribuição de Weibull é um modelo a ser considerado quando nos
deparamos com componentes/sistemas sujeitos a desgaste
Exemplo 13:
(a) Qual é a confiabilidade de um sistema para um tempo operacional de 40
hrs se o tempo de falha do mesmo segue uma distribuição de Weibull com β = 18.
e ?α = 115h
Para t = 40 hrs,
( )R t e t( )
.
= − 115
1 8
Confiabilidade e Análise de Risco
Enrique López Droguett -37-
É importante observar que diferentemente da distribuição Exponencial, para a
distribuição de Weibull não há relação direta entre o MTTF e a taxa de falha h(t)
MTTF:
MTTF = +α
β
Γ 1
1
onde é a função gamma:( )Γ x
( )Γ x y e dyx y= − −
∞ 1
0
Quando x é um inteiro positivo:
( ) ( )Γ x x= − 1 !
Variância:
σ α
β β
2 2
2
1
2
1
1
= + − +Γ Γ
Quando usar?
A flexibilidade da distribuição de Weibull a torna em um modelo
apropriado para uma grande variedade de problemas encontrados na
prática:
Análise da resistência à corrosão
Tempo de falha de componentes eletrônicos
Devido a sua capacidade de descrever taxas de falha crescentes, a
distribuição de Weibull é um modelo a ser considerado quando nos
deparamos com componentes/sistemas sujeitos a desgaste
Exemplo 13:
(a) Qual é a confiabilidade de um sistema para um tempo operacional de 40
hrs se o tempo de falha do mesmo segue uma distribuição de Weibull com β = 18.
e ?α = 115h
Para t = 40 hrs,
( )R t e t( )
.
= − 115
1 8
É
importante
observar
que
diferentemente
da
distribuição
Exponencial,
para
a
distribuição
de
Weibull
não
há
relação
direta
entre
o
MTTF
e
a
taxa
de
falha
h(t);
Confiabilidade e Análise de Risco
Enrique López Droguett -37-
É importanteobservar que diferentemente da distribuição Exponencial, para a
distribuição de Weibull não há relação direta entre o MTTF e a taxa de falha h(t)
MTTF:
MTTF = +α
β
Γ 1
1
onde é a função gamma:( )Γ x
( )Γ x y e dyx y= − −
∞ 1
0
Quando x é um inteiro positivo:
( ) ( )Γ x x= − 1 !
Variância:
σ α
β β
2 2
2
1
2
1
1
= + − +Γ Γ
Quando usar?
A flexibilidade da distribuição de Weibull a torna em um modelo
apropriado para uma grande variedade de problemas encontrados na
prática:
Análise da resistência à corrosão
Tempo de falha de componentes eletrônicos
Devido a sua capacidade de descrever taxas de falha crescentes, a
distribuição de Weibull é um modelo a ser considerado quando nos
deparamos com componentes/sistemas sujeitos a desgaste
Exemplo 13:
(a) Qual é a confiabilidade de um sistema para um tempo operacional de 40
hrs se o tempo de falha do mesmo segue uma distribuição de Weibull com β = 18.
e ?α = 115h
Para t = 40 hrs,
( )R t e t( )
.
= − 115
1 8
A
Distribuição
Weibull
A
Variância
é
definido
por
Distribuições
de
Confiabilidade
Confiabilidade e Análise de Risco
Enrique López Droguett -37-
É importante observar que diferentemente da distribuição Exponencial, para a
distribuição de Weibull não há relação direta entre o MTTF e a taxa de falha h(t)
MTTF:
MTTF = +α
β
Γ 1
1
onde é a função gamma:( )Γ x
( )Γ x y e dyx y= − −
∞ 1
0
Quando x é um inteiro positivo:
( ) ( )Γ x x= − 1 !
Variância:
σ α
β β
2 2
2
1
2
1
1
= + − +Γ Γ
Quando usar?
A flexibilidade da distribuição de Weibull a torna em um modelo
apropriado para uma grande variedade de problemas encontrados na
prática:
Análise da resistência à corrosão
Tempo de falha de componentes eletrônicos
Devido a sua capacidade de descrever taxas de falha crescentes, a
distribuição de Weibull é um modelo a ser considerado quando nos
deparamos com componentes/sistemas sujeitos a desgaste
Exemplo 13:
(a) Qual é a confiabilidade de um sistema para um tempo operacional de 40
hrs se o tempo de falha do mesmo segue uma distribuição de Weibull com β = 18.
e ?α = 115h
Para t = 40 hrs,
( )R t e t( )
.
= − 115
1 8
A
Distribuição
Weibull
A
flexibilidade
da
distribuição
de
Weibull
a
torna
em
um
modelo
apropriado
para
uma
grande
variedade
de
problemas
encontrados
na
prática:
•
Análise
da
resistência
à
corrosão
•
Tempo
de
falha
de
componentes
eletrônicos
Devido
a
sua
capacidade
de
descrever
taxas
de
falha
crescentes,
a
distribuição
de
Weibull
é
um
modelo
a
ser
considerado
quando
nos
deparamos
com
componentes/sistemas
sujeitos
a
desgaste
Distribuições
de
Confiabilidade
A
Distribuição
Weibull
Exercício
12:
Um
sistema
de
transmissão
possui
os
dados
de
falha
seguindo
uma
distribuição
de
Weibull,
com
α
=
115
h
e
β
=
1,8.
Calcule
as
alternativas
abaixo
para
tempo
operacional
de
40
h.
a) Qual
a
confiabilidade?
b) Qual
é
a
taxa
de
falha
neste
instante?
Distribuições
de
Confiabilidade
A
Distribuição
Weibull
Exercício
12:
Distribuições
de
Confiabilidade
A
Distribuição
Weibull
Exercício
13:
Considerando
que
o
tempo
de
falha
de
um
sensor
de
temperatura
segue
uma
distribuição
de
Weibull
com
β
=
1/3
e
α
=
16.000
h,
encontre:
a) A
Confiabilidade
para
20.000
h?
b) MTTF
c) Variância
d) A
vida
característica,
ou
seja,
instante
onde
aproximadamente
63%
das
falhas
ocorrem?
e) Tempo
operacional
atingido
para
um
nível
de
confiabilidade
de
90%
Distribuições
de
Confiabilidade
Confiabilidade e Análise de Risco
Enrique López Droguett -37-
É importante observar que diferentemente da distribuição Exponencial, para a
distribuição de Weibull não há relação direta entre o MTTF e a taxa de falha h(t)
MTTF:
MTTF = +α
β
Γ 1
1
onde é a função gamma:( )Γ x
( )Γ x y e dyx y= − −
∞ 1
0
Quando x é um inteiro positivo:
( ) ( )Γ x x= − 1 !
Variância:
σ α
β β
2 2
2
1
2
1
1
= + − +Γ Γ
Quando usar?
A flexibilidade da distribuição de Weibull a torna em um modelo
apropriado para uma grande variedade de problemas encontrados na
prática:
Análise da resistência à corrosão
Tempo de falha de componentes eletrônicos
Devido a sua capacidade de descrever taxas de falha crescentes, a
distribuição de Weibull é um modelo a ser considerado quando nos
deparamos com componentes/sistemas sujeitos a desgaste
Exemplo 13:
(a) Qual é a confiabilidade de um sistema para um tempo operacional de 40
hrs se o tempo de falha do mesmo segue uma distribuição de Weibull com β = 18.
e ?α = 115h
Para t = 40 hrs,
( )R t e t( )
.
= − 115
1 8
Confiabilidade e Análise de Risco
Enrique López Droguett -37-
É importante observar que diferentemente da distribuição Exponencial, para a
distribuição de Weibull não há relação direta entre o MTTF e a taxa de falha h(t)
MTTF:
MTTF = +α
β
Γ 1
1
onde é a função gamma:( )Γ x
( )Γ x y e dyx y= − −
∞ 1
0
Quando x é um inteiro positivo:
( ) ( )Γ x x= − 1 !
Variância:
σ α
β β
2 2
2
1
2
1
1
= + − +Γ Γ
Quando usar?
A flexibilidade da distribuição de Weibull a torna em um modelo
apropriado para uma grande variedade de problemas encontrados na
prática:
Análise da resistência à corrosão
Tempo de falha de componentes eletrônicos
Devido a sua capacidade de descrever taxas de falha crescentes, a
distribuição de Weibull é um modelo a ser considerado quando nos
deparamos com componentes/sistemas sujeitos a desgaste
Exemplo 13:
(a) Qual é a confiabilidade de um sistema para um tempo operacional de 40
hrs se o tempo de falha do mesmo segue uma distribuição de Weibull com β = 18.
e ?α = 115h
Para t = 40 hrs,
( )R t e t( )
.
= − 115
1 8
A
Distribuição
Weibull
Características:
A
distribuição
de
Weibull
tem
memória!
Distribuições
de
Confiabilidade
Confiabilidade e Análise de Risco
Enrique López Droguett -39-
A distribuição de Weibull tem memória!
(a) R(t) e construa o gráfico R x t
(b) Tipo de comportamento da taxa de falha, construindo o gráfico h x t
(c) MTTF
(d) Variância
(e) A vida característica, ou seja, instante onde aproximadamente 63% das
falhas ocorrem
(f) Tempo operacional atingido para um nível de confiabilidade de 90%
Confiabilidade Condicional:
Para a distribuição de Weibull, temos
( )[ ]{ }
( )[ ]{ }
R t T
T t
T
( | )
exp
exp
0
0
0
=
− +
−
α
α
β
β
R t T
T t T
( | ) exp0
0 0= −
+
+
α α
β
β
Exemplo 15:
Se no exemplo anterior fosse usado um período de “burn-in” de 10 horas, qual
seria o tempo operacional atingido para um nível de confiabilidade de 90%?
Inicialmente, observe no seguinte gráfico como a confiabilidade e a taxa
de falha se comportam em função do tempo operacional quando o sensor
de temperatura não é previamente submetido ao “burn-in”
Confiabilidade e Análise de Risco
Enrique López Droguett -39-
A distribuição de Weibull tem memória!
(a) R(t) e construa o gráfico R x t
(b) Tipo de comportamento da taxa de falha, construindo o gráfico h x t
(c) MTTF
(d) Variância
(e) A vida característica, ou seja, instante onde aproximadamente 63% das
falhas ocorrem
(f) Tempo operacional atingido para um nível de confiabilidade de 90%
Confiabilidade Condicional:
Para a distribuição de Weibull, temos
( )[ ]{ }
( )[ ]{ }
R t T
T t
T
( | )
exp
exp
0
0
0
=
− +
−
α
α
β
β
R t T
T t T
( | ) exp0
0 0= −
+
+
α α
ββ
Exemplo 15:
Se no exemplo anterior fosse usado um período de “burn-in” de 10 horas, qual
seria o tempo operacional atingido para um nível de confiabilidade de 90%?
Inicialmente, observe no seguinte gráfico como a confiabilidade e a taxa
de falha se comportam em função do tempo operacional quando o sensor
de temperatura não é previamente submetido ao “burn-in”
A
Distribuição
Weibull
Exercício
14:
Se
no
exemplo
anterior
fosse
usado
um
período
de
“burn-‐in”
de
10
horas,
qual
seria
o
tempo
operacional
a=ngido
para
um
nível
de
confiabilidade
de
90%.
β
=
1/3
e
α
=
16.000
h.
Distribuições
de
Confiabilidade
Confiabilidade e Análise de Risco
Enrique López Droguett -39-
A distribuição de Weibull tem memória!
(a) R(t) e construa o gráfico R x t
(b) Tipo de comportamento da taxa de falha, construindo o gráfico h x t
(c) MTTF
(d) Variância
(e) A vida característica, ou seja, instante onde aproximadamente 63% das
falhas ocorrem
(f) Tempo operacional atingido para um nível de confiabilidade de 90%
Confiabilidade Condicional:
Para a distribuição de Weibull, temos
( )[ ]{ }
( )[ ]{ }
R t T
T t
T
( | )
exp
exp
0
0
0
=
− +
−
α
α
β
β
R t T
T t T
( | ) exp0
0 0= −
+
+
α α
β
β
Exemplo 15:
Se no exemplo anterior fosse usado um período de “burn-in” de 10 horas, qual
seria o tempo operacional atingido para um nível de confiabilidade de 90%?
Inicialmente, observe no seguinte gráfico como a confiabilidade e a taxa
de falha se comportam em função do tempo operacional quando o sensor
de temperatura não é previamente submetido ao “burn-in”
A
Distribuição
Weibull
Exercício
14:
Distribuições
de
Confiabilidade
Confiabilidade e Análise de Risco
Enrique López Droguett -40-
0.0
0.1
0.2
0.3
0.4
0.5
0.6
0.7
0.8
0.9
1.0
0 100 200 300 400 500
Tempo [h]
R(
t)
0.0E+00
5.0E-04
1.0E-03
1.5E-03
2.0E-03
2.5E-03
3.0E-03
3.5E-03
4.0E-03
4.5E-03
5.0E-03
h(
t)
R(t) h(t)
Agora, dado um período de 10 horas de “burn-in”, temos que a
confiabilidade do sensor de temperatura para uma dada missão de t horas
é:
R t
t
( | ) exp10
10
16000
10
16000
1 3 1 3
= −
+
+
Para , tem-seR t( | ) .90 10 0 90=
( )t Ln90
1 3 3
16000 0 90
10
16000
10= − + −.
resultando em
t hrs90 10124= .
O qual é um aumento significativo no tempo de operação do sensor de
temperatura quando comparado com o valor anteriormente obtido de 18.7
horas (exemplo 14). Note que este resultado foi possível pois temos uma
taxa de falha h(t) decrescente.
Observe na figura que segue o comportamento da confiabilidade para
ambos os casos discutidos. Note que no caso do sensor ter passado por
um período de “burn-in”, temos a confiabilidade condicional .R t( | )10
A
Distribuição
Weibull
Exercício
14:
Distribuições
de
Confiabilidade
Confiabilidade e Análise de Risco
Enrique López Droguett -41-
0.5
0.6
0.7
0.8
0.9
1.0
0 500 1000 1500 2000 2500
Tempo [h]
Co
nf
ia
bi
lid
ad
e
R(t) R(t|To)
15. A Distribuição Normal
Tem sido aplicada na modelagem de processos de fadiga e desgaste
A função de densidade de probabilidade (PDF) é dada por:
f t
t
t( ) exp ; , ,= −
−
− ∞ < < ∞ − ∞ < < ∞ >
1
2
1
2
0
2
πσ
µ
σ
µ σ
onde é a média da distribuição, é a variânciaµ σ 2
Uso limitado na análise de confiabilidade envolvendo tempo de falha:
A v.a. pode assumir valores negativos!T
Em alguns casos quando é positiva e bem maior que , aµ σ
probabilidade de tempos negativos é desprezível
Observe o gráfico que segue da PDF em função do tempo de falha. Note
que a distribuição Normal é simétrica com o MTTF (média), moda e
mediana coincidentes
Caracterísjca
das
Principais
Distribuições
Referências
• DROGUETT,
E.L.
(2002)
–
Análise
de
Componentes
Não
Reparáveis.
Departamento
de
Engenharia
de
Produção
–
Centro
de
Tecnologia
e
Geociência,
Universidade
Federal
de
Pernambuco.
85
páginas.
• MODARRES,
M.;
KAMINSKIY,
M.
&
KRIVTSOV,
V.
(2013)
–
Reliability
Engineering
and
Risk
Analysis,
New
York.
Editora
CRC
Press.
ANÁLISE DA CONFIABILIDADE DE
SISTEMAS
4.1 Introdução
4.2 Método do Diagrama de Blocos
4.3 Avaliação por Árvore de Falhas e Sucesso
ANÁLISE DA CONFIABILIDADE DE SISTEMAS
Introdução
• A
análise
da
confiabilidade
de
um
sistema
a
partir
de
seus
componentes
básicos
é
um
dos
mais
importantes
aspectos
da
engenharia
de
confiabilidade;
• Um
sistema
corresponde
a
um
conjunto
de
itens
como
subsistemas,
componentes,
software
e
operadores
(elemento
humano),
cujo
funcionamento
adequado
e
coordenado
implicam
no
próprio
funcionamento
do
sistema;
• Na
análise
da
confiabilidade
de
um
sistema,
portanto,
torna-‐se
necessária
a
avaliação
não
só
das
relações
entre
componentes
mas
também
das
confiabilidades
dos
mesmos
a
fim
de
podermos
determinar
a
confiabilidade
do
sistema
como
um
todo;
Análise
da
Confiabilidade
de
Sistemas
Introdução
• Aqui
apresentaremos
procedimentos
para
a
modelagem
das
relações
entre
componentes
e
posterior
quantificação
da
confiabilidade
do
sistema.
Em
particular,
estaremos
aptos
a
responder
as
seguintes
perguntas:
-‐
Como
as
probabilidades
de
falha
de
componentes
podem
ser
utilizadas
na
avaliação
do
desempenho
do
sistema?
-‐
Qual
é
o
impacto
da
arquitetura
do
sistema
na
confiabilidade
do
mesmo?
-‐
Quais
são
os
benefícios
da
utilização
de
componentes
redundantes?
-‐
Qual
é
o
impacto
de
falhas
de
modo
comum
na
confiabilidade
do
sistema?
Análise
da
Confiabilidade
de
Sistemas
Introdução
• Abordaremos
os
seguintes
métodos
para
a
avaliação
da
confiabilidade
do
sistema
a
partir
de
seus
componentes
constituintes:
-‐
Diagrama
de
Blocos
-‐
Árvore
de
Falhas
-‐
Árvore
de
Eventos
• FMEA
como
ferramenta
de
apoio
para
a
análise
de
sistemas
e
seus
componentes;
Análise
da
Confiabilidade
de
Sistemas
• Diagrama
de
Blocos
são
frequentemente
utilizados
na
prática
para
modelar
o
impacto
das
falhas
(ou
funcionamento)
de
componentes
no
desempenho
do
sistema;
• Um
Diagrama
de
Blocos
reflete
a
relação
funcional
entre
os
componentes
do
sistema;
• Cada
Bloco
corresponde
a
uma
função
desempenhada
por
um
componente
ou
conjunto
de
componentes
para
o
qual
dispomos
de
dados
de
Confiabilidade;
Diagrama
de
Blocos
é
uma
rede
descrevendo
a
função
do
sistema.
Se
um
sistema
possui
mais
de
uma
função,
então
cada
função
é
considerada
individualmente
e
um
diagrama
de
blocos
distinto
é
estabelecido
para
cada
função
do
sistema.
Método
do
Diagrama
de
Blocos
Por
exemplo,
considere
um
sistema
comn
componentes
distintos:
• Quando
existem
uma
conexão
entre
os
pontos
a
e
b,
podemos
dizer
que
o
componente
i
está
funcionando,
ou
seja,
que
o
modo
de
falha
representado
NÃO
ocorre;
• Podemos
afirmar
que
uma
função
ou
um
conjunto
de
funções
específicas
representadas
por
este
bloco
SÃO
satisfatoriamente
desempenhadas;
Método
do
Diagrama
de
Blocos
Por
exemplo,
considere
um
sistema
com
n
componentes
distintos:
• Logo,
podemos
dizer
que
o
modo
de
falha
ou
modos
de
falha
não
ocorrem
neste
componente
representado
pelo
Bloco;
Método
do
Diagrama
de
Blocos
O
Diagrama
de
Blocos
representa
as
diversas
maneiras
através
das
quais
n
componentes
estão
interconectados
para
a
realização
de
uma
determinada
função
do
sistema.
• Considere
um
sistema
formado
por
n
componentes
independentes;
• O
modelo
em
série
assume
que
todos
os
n
componentes
independentes
devem
estar
funcionando
para
que
o
sistema
desempenhe
a
sua
função
apropriadamente;
• O
sistema
falha
se
qualquer
um
de
seus
componentes
falhar;
• A
representação
de
um
sistema
em
série
de
n
componentes
é
apresentado
abaixo:
Método
do
Diagrama
de
Blocos
–
Sistema
em
Série
•
A
confiabilidade
do
sistema,
Rs(t),
pode
ser
obtida
a
partir
das
confiabilidades
de
seus
componentes:
Considere
dois
componentes
em
série,
R1(t),
R2(t):
E1
à
Evento
de
que
o
componente
1
não
falha;
E2
à
Evento
de
que
o
componente
2
não
falha;
•
Como
a
probabilidade
de
que
um
componente
opere
(não
falhe)
durante
um
período
de
tempo
t
é
a
sua
confiabilidade,
então
temos
que:
P(E1)
=
R1(t)
P(E2)
=
R2(t)
Método
do
Diagrama
de
Blocos
–
Sistema
em
Série
• Para
um
sistema
em
série,
a
confiabilidade
para
uma
missão
t,
Rs(t),
é
a
probabilidade
de
que
todos
os
componentes
simultaneamente
operem
satisfatoriamente
durante
a
missão
t:
Rs(t)
=
P(E1
∩
E2)
• Assumindo
que
os
componentes
são
independentes
(a
falha
ou
não
falha
de
um
deles
não
altera
a
confiabilidade
do
outro);
• Então
a
confiabilidade
do
sistema
é
o
produto
das
probabilidades
individuais
de
completar
a
missão:
Rs(t)
=
P(E1).P(E2)
=
R1(t).R2(t)
Método
do
Diagrama
de
Blocos
–
Sistema
em
Série
•
Generalizando
para
n
componentes
independentes
em
série:
•
É
importante
notar
que
para
um
sistema
em
série
tem-‐se:
A
confiabilidade
de
um
sistema
em
série
nunca
é
maior
do
que
a
menor
confiabilidade
de
seus
componentes
constituintes;
Método
do
Diagrama
de
Blocos
–
Sistema
em
Série
Ri(t )
10
100
1000
0,900
0,3487
0,266x10-4
0,1747x10-45
0,950
0,5987
0,00592
0,5292x10-22
0,990
0,9044
0,3660
0,432x10-4
0,999
0,9900
0,9048
0,3677
Método
do
Diagrama
de
Blocos
–
Sistema
em
Série
• A
medida
que
a
quantidade
de
componentes
aumenta,
a
confiabilidade
do
sistema
cai
de
forma
significativa;
• Logo,
deve-‐se
reduzir
ao
máximo
sistemas
com
muito
componentes
em
série;
Taxa
de
Falha
Constante
• Se
cada
componente
possui
uma
taxa
de
falha
constante,
λ
i
,
ou
seja,
o
tempo
de
falha
de
cada
componente
é
distribuído
de
acordo
com
a
distribuição
Exponencial,
então
a
confiabilidade
do
sistema
é:
• A
Confiabilidade
do
Sistema
é
dada
por:
• Onde,
λ
s,
é
a
taxa
de
falha
do
sistema
dada
por
Quando
todos
os
componentes
em
série
possuem
taxa
de
falha
constante,
o
sistema
também
possui
taxa
de
falha
constante;
Método
do
Diagrama
de
Blocos
–
Sistema
em
Série
Exercício
14:
Considere
um
sistema
composto
por
quatro
componentes
em
série
os
quais
são
independentes
e
possuem
a
mesma
taxa
de
falha
constante
λ.
Se
Rs(100)
=
0,95.
a) Encontre
o
MTTF
de
cada
componente.
Método
do
Diagrama
de
Blocos
–
Sistema
em
Série
• Dois
ou
mais
componentes
estão
em
paralelo,
ou
são
redundantes,
quando
todos
os
componentes
devem
falhar
para
que
o
sistema
falhe;
• Se
pelo
menos
um
dos
componentes
funciona,
então
o
sistema
continua
a
funcionar
(não
falha);
• Ativo
significa
que
todos
os
componentes
estão
operando
durante
o
período
de
missão
do
sistema;
Método
do
Diagrama
de
Blocos
–
Sistema
em
Paralelo
(Ajvo)
•
Para
apenas
dois
componentes:
• o
qual
resulta
em
• Assim,
a
confiabilidade
do
sistema
é:
• Generalizando
para
n
componentes
independentes:
Método
do
Diagrama
de
Blocos
–
Sistema
em
Paralelo
(Ajvo)
•
Note
que
para
um
sistema
em
paralelo
ativo
uma
vez
que
deve
ser
menor
do
que
a
probabilidade
de
falha
do
componente
de
maior
confiabilidade
A
confiabilidade
de
um
sistema
em
paralelo
ativo
é
pelo
menos
igual
a
confiabilidade
do
seu
componente
mais
confiável.
Método
do
Diagrama
de
Blocos
–
Sistema
em
Paralelo
(Ajvo)
• Para
um
sistema
redundante
nos
quais
todos
os
componentes
possuem
taxa
de
falha
constante,
a
confiabilidade
do
sistema
é:
onde
λi
é
a
taxa
de
falha
do
i-‐ésimo
componente.
Método
do
Diagrama
de
Blocos
–
Sistema
em
Paralelo
(Ajvo)
Exercício
15:
Para
um
sistema
formado
por
dois
componentes
em
paralelo
ativo
e
possuindo
taxas
de
falha
constantes
λ1
e
λ2.
a) Determine
o
MTTF
do
sistema.
Método
do
Diagrama
de
Blocos
–
Sistema
em
Paralelo
(Ajvo)
Sistemas
complexos
tipicamente
incluem
componentes
em
paralelo
e
em
série.
Veja
a
figure
que
segue;
1. Identifique
e
categorize
os
subsistemassérie
ou
paralelo
2. Caso
exista
em
paralelo
resolva
primeiro
e
depois
determine
a
confiabilidade
de
cada
subsistema
em
série.
3. Determine
a
confiabilidade
de
cada
subsistema
em
paralelo;
4. Utilize
cada
subsistema
em
série
e/ou
paralelo
como
um
novo
bloco
fazendo
parte
de
um
novo
sistema
em
um
nível
mais
elevado
de
detalhamento
5. Repita
os
passos
anteriores
até
completar
a
análise
Método
do
Diagrama
de
Blocos
–
Sistema
em
Série-‐Paralelo
Exercício
16:
Um
sistema
possui
100
componentes
distribuídos
em
três
subsistemas
diferentes.
Subsistema
A
à
é
composto
por
20
componentes
em
série
sendo
que
cada
um
deste
componentes
apresenta
uma
confiabilidade
de
95%.
Subsistema
B
à
é
composto
por
20
componentes
em
série
cada
um
destes
com
confiabilidade
de
93%.
Subsistema
C
à
é
composto
por
60
componentes
em
série
sendo
que
cada
componentes
apresenta
uma
confiabilidade
de
96%.
Método
do
Diagrama
de
Blocos
–
Sistema
em
Série-‐Paralelo
Exercício
16:
Os
subsistemas
B
e
C
estão
cada
um
em
série
com
o
subsistema
A,
mas
estão
em
paralelo
entre
si.
Qual
é
a
confiabilidade
do
sistema?
Método
do
Diagrama
de
Blocos
–
Sistema
em
Série-‐Paralelo
• Sistemas
redundantes
podem
ser
obtidos
a
partir
de
duas
configurações
básicas:
• Cada
componente
do
sistema
pode
possuir
um
ou
mais
componentes
em
paralelo
a
este,
o
que
é
conhecido
como
Redundância
em
Baixo
Nível
• O
sistema
como
um
todo
pode
ser
colocado
em
paralelo
com
um
ou
mais
sistemas
idênticos
a
este.
Esta
configuração
é
conhecido
como
Redundância
em
Alto
Nível
Redundância
em
Baixo
Nível
Redundância
em
Alto
Nível
Método
do
Diagrama
de
Blocos
–
Sistema
em
Série-‐Paralelo
–
Tipos
de
Redundâncias
Redundância
em
Baixo
Nível
Redundância
em
Alto
Nível
Um
sistema
com
redundância
em
baixo
nível
possui
maior
confiabilidade
do
que
com
redundância
em
alto
nível.
Devido
ao
menor
número
de
trajetos
para
a
ocorrência
da
falha
Método
do
Diagrama
de
Blocos
–
Sistema
em
Série-‐Paralelo
–
Tipos
de
Redundâncias
Exercício
17:
Um
equipamento
de
rádio
transmissão
consiste
de
três
sistemas
principais:
fonte
de
potência,
um
receptor,
e
um
amplificador,
com
confiabilidades
de
0.8,
0.9,
e
0.85,
respectivamente.
a) Calcule
as
confiabilidades
deste
sistema
para
ambas
as
configurações
de
redundância
em
alto
nível
e
baixo
nível
considerando
subsistemas
de
dois
componentes
em
paralelo;
b) Qual
apresentou
melhor
Confiabilidade?
Método
do
Diagrama
de
Blocos
–
Sistema
em
Série-‐Paralelo
–
Tipos
de
Redundâncias
• Redundância
k-‐N
(lê-‐se
k
de
N)
é
um
generalização
de
N
componentes
em
paralelo
quando
existe
a
condição
de
que
k
componentes
do
total
de
N
componentes
idênticos
e
independentes
devem
funcionar
para
que
o
sistema
funcionar.
Note
que:
• Devemos
ter
k
≤
N;
• Quando
k
=
1
tem-‐se
o
caso
de
redundância
completa,
ou
seja,
é
apenas
necessário
que
qualquer
componente
opere
satisfatoriamente
para
o
sistema
funcionar;
• Quando
k
=
N,
tem-‐se
que
os
N
componentes
estão
em
série,
ou
seja,
todos
devem
funcionar
para
o
sistema
funcionar
Método
do
Diagrama
de
Blocos
–
Sistemas
k-‐
N
Confiabilidade
de
um
sistema
k-‐N:
• É
obtida
a
partir
da
Distribuição
de
Probabilidade
Binomial;
• Se
cada
componente
é
considerado
como
sendo
um
evento
independente
com
probabilidade
constante
de
sucesso
R
(a
sua
confiabilidade),
então:
é
a
probabilidade
de
que
exatamente
x
componentes
estejam
operando.
Portanto:
é
a
probabilidade
de
k
ou
mais
sucessos
a
partir
de
N
componentes.
Método
do
Diagrama
de
Blocos
–
Sistemas
k-‐
N
Exercício
18:
Um
certo
tipo
de
foguete
utilizado
no
transporte
de
satélites
para
a
orbita
terrestre
requer
que
3
(três)
de
suas
4
(quatro)
turbinas
operem
satisfatoriamente
para
que
o
foguete
atinja
a
orbita
da
Terra.
Sabendo
que
cada
turbina
possui
uma
confiabilidade
de
0.97.
a) Estime
a
probabilidade
de
sucesso
do
foguete
alcançar
a
orbita.
Método
do
Diagrama
de
Blocos
–
Sistemas
k-‐
N
• Até
agora
trabalhamos
com
a
hipótese
de
que
todos
os
N
componentes
do
sistema
falham
de
forma
independente.
• Esta
hipótese,
entretanto,
pode
ser
muitas
vezes
violada
em
sistemas.
Por
exemplo:
• Diversos
componentes
que
obtém
energia
elétrica
a
partir
do
mesmo
gerador;
• Condições
ambientais
como
calor
excessivo
ou
vibração
podem
afetar
diversos
componentes
da
mesma
forma;
• Erros
operacionais
ou
de
manutenção,
falhas
de
projeto,
uso
de
materiais
de
baixa
qualidade
na
fabricação
podem
também
contribuir
para
a
ocorrência
de
falhas
de
causa
comum;
Método
do
Diagrama
de
Blocos
–
Falha
de
Causa
Comum
• O
modo
de
falha
de
causa
comum
pode
ser
considerado
em
série
com
os
componentes
que
são
afetados
por
este
tipo
de
falha
• A
figura
que
segue
mostra
um
modo
de
falha
de
causa
comum
associado
a
três
componentes
em
paralelo:
A
confiabilidade
do
sistema
é
dada
por
Método
do
Diagrama
de
Blocos
–
Falha
de
Causa
Comum
Avaliação
por
Árvore
de
Falhas
-‐
FTA
Introdução
• Árvore
de
falhas
é
um
método
gráfico
de
análise
de
sistemas
alternativo
a
diagrama
de
blocos;
• Árvore
de
falhas
difere
com
relação
ao
diagrama
de
blocos
nos
seguintes
aspectos;
• É
um
processo
de
análise
dedutivoestruturado
em
termos
de
eventos
ao
invés
de
componentes
(por
exemplo,
equipamentos);
• A
análise
é
realizada
em
termos
de
falhas
ao
invés
de
confiabilidade
(sucesso
na
operação
de
equipamentos);
Avaliação
por
Árvore
de
Falhas
-‐
FTA
Introdução
• Uma
das
vantagens
de
focalizar
a
análise
em
termos
de
falhas
é
que
falhas
são
em
geral
mais
fáceis
de
definir
e
identificar
do
que
não-‐falhas,
além
do
fato
de
que
normalmente
existe
um
número
bem
mais
reduzido
de
formas
que
um
sistema
pode
falhar
do
que
maneiras
do
mesmo
funcionar
(não
falhar).
Avaliação
por
Árvore
de
Falhas
-‐
FTA
Árvore
de
Falhas
é
um
processo
dedutivo
através
do
qual
um
evento
indesejável
chamado
de
evento
topo
é
postulado
e
as
possíveis
formas
deste
evento
ocorrer
são
sistematicamente
deduzidas;
Em
cada
nível
da
árvore
de
falha,
os
eventos
considerados
representam
as
causas
imediatas,
necessárias,
e
suficientes
para
a
ocorrência
do
evento
(eventos)
em
um
nível
imediatamente
superior
a
estes,
incluindo
o
evento
topo
Avaliação
por
Árvore
de
Falhas
-‐
FTA
Avaliação
por
Árvore
de
Falhas
-‐
FTA
Simbologia
E
(AND)
–
Portão
Lógico
define
que
a
saída
somente
ocorre
se
todos
os
eventos
de
entrada
ocorrer.
Corresponde
a
interseção
das
entradas;
OU
(OR)
-‐
Portão
Lógico
define
que
a
saída
ocorre
se
pelo
menos
um
dos
eventos
de
entrada
ocorrer.
Corresponde
a
união
das
entradas;
Evento
Intermediário
–
Evento
que
resulta
da
combinação
lógica
de
outros
eventos
e
geralmente
corresponde
a
saída
de
um
portão
lógico;
Evento
Básico
–
Evento
que
NÃO
requer
mais
desenvolvimento.
Exercício
19:
Na
figura
que
segue,
o
portão
OR
indica
que
a
“ruptura
do
tanque”
ocorre
ou
por
“sobre-‐pressão”
ou
por
“fadiga
da
parede
do
tanque”
(falha
inerente
ao
tanque).
A
falha
devido
a
fadiga
é
considerada
como
evento
básico.
Por
outro
lado,
o
evento
“sobre-‐pressão”
é
considerado
como
intermediário
e
posteriormente
desenvolvido
através
do
uso
de
um
portão
AND.
Assim,
se
o
evento
“temperatura
excessiva”
e
“falha
da
PSV”
ocorrerem,
então
a
ruptura
do
tanque
ocorrerá.
Avaliação
por
Árvore
de
Falhas
-‐
FTA
Desenvolvendo
uma
Árvore
de
Falhas
a
partir
do
Diagrama
de
Blocos
• O
desenvolvimento
de
uma
árvore
de
falha
é
um
procedimento
dedutivo,
ou
seja,
é
a
sistemática
decomposição
das
falhas
começando
do
evento
topo
e
prosseguindo
em
direção
às
suas
causas;
Exercício
20:
Considere
um
circuito
elétrico
representado
pelo
se
diagrama
de
blocos
a
seguir
Avaliação
por
Árvore
de
Falhas
-‐
FTA
Desenvolvendo
uma
Árvore
de
Falhas
a
partir
do
Diagrama
de
Blocos
• A
função
deste
sistema
é
fornecer
corrente
elétrica
no
ponto
y.
• Logo
o
evento
topo
pode
ser
“Não
Há
Corrente
em
Y”
• Claramente,
o
evento
topo
resulta
da
ausência
simultânea
de
corrente
a
partir
dos
três
ramos
deste
sistema
em
paralelo:
• Falha
do
componente
A;
• Falha
do
componente
B;
• Falha
do
componente
C
ou
falha
do
componente
D;
Avaliação
por
Árvore
de
Falhas
-‐
FTA
Desenvolvendo
uma
Árvore
de
Falhas
a
partir
do
Diagrama
de
Blocos
• A
Árvore
de
falha
resultante
para
este
evento
topo
é
mostrada
a
seguir:
Avaliação
por
Árvore
de
Falhas
-‐
FTA
Exercício
21:
Considere
o
sistema
de
bombeamento
mostrado
a
seguir.
Vazão
suficiente
de
água
é
bombeada
do
tanque
T-‐1
quando
apenas
uma
da
duas
bombas
P-‐1
ou
P-‐2
opera
adequadamente.
Todas
as
válvulas
de
V-‐1
até
V-‐5
estão
normalmente
abertas.
O
sistema
de
controle
S
automaticamente
aciona
ambas
as
bombas
P-‐1
e
P-‐2
quando
há
a
necessidade
de
água.
Se
uma
das
bombas
falha
na
partida
ou
durante
operação,
o
sistema
ainda
realiza
a
sua
função
satisfatoriamente
se
apenas
uma
das
bombas
operar.
Ambas
as
bombas
e
o
sistema
de
controle
utilizam
a
mesma
fonte
de
energia
originada
pelo
gerador
AC.
Assuma
que
sempre
há
suficiente
água
no
tanque
T-‐1,
não
há
falhas
humanas,
e
não
há
falhas
relevantes
nas
tubulações.
Desenvolva
uma
árvore
de
fala
para
este
sistema.
Avaliação
por
Árvore
de
Falhas
-‐
FTA
Representação
do
Sistema:
Avaliação
por
Árvore
de
Falhas
-‐
FTA
Para
o
evento
topo
“Falha
no
fornecimento
de
Água”,
a
árvore
de
falha
é
mostrada
na
figura
que
segue:
Note
que
nós
consideramos
apenas
um
modo
de
falha
para
ambas
as
bombas.
Avaliação
por
Árvore
de
Falhas
-‐
FTA
A
avaliação
lógica
ou
qualitativa
de
uma
árvore
de
falha
consiste
na
determinação
de
todas
as
combinações
de
eventos
que
levam
a
ocorrência
do
evento
topo,
ou
seja,
na
identificação
dos
conjuntos
de
cortes
mínimos;
• Corte
corresponde
a
um
conjunto
de
eventos
que
levam
a
ocorrência
do
evento
topo.
• Corte
Mínimo
é
um
corte
o
qual
não
possui
eventos
desnecessários,
ou
seja,
todos
os
eventos
deste
corte
devem
ocorrer
para
causar
a
ocorrência
do
evento
topo.
Avaliação
por
Árvore
de
Falhas
–
FTA
–
Análise
Quanjtajva
• É
importante
notar
que
cortes
e
cortes
mínimos
são
definidos
no
contexto
de
falha
do
sistema;
• O
complemento
lógico
de
um
corte
é
um
conjunto
de
eventos
chamado
de
caminho;
• O
complemento
lógico
de
um
corte
mínimo
é
um
caminho
mínimo.
• Caminho
é
um
conjunto
de
eventos
cuja
ocorrência
implica
o
funcionamentodo
sistema.
• Caminho
Mínimo
é
o
caminho
que
não
possui
eventos
desnecessários,
ou
seja,
possui
o
mínimo
de
eventos
necessários
para
garantir
o
funcionamento
do
sistema.
Avaliação
por
Árvore
de
Falhas
–
FTA
–
Análise
Quanjtajva
A
avaliação
qualitativa
de
uma
árvore
de
falha
envolve
a
determinação
dos
seus
cortes
mínimos:
• Os
cortes
mínimos
podem
ser
obtidos
através
de
simples
manipulação
Booleana
dos
eventos
representados
na
árvore
de
falha
com
o
objetivo
de
expressar
o
evento
topo
em
termos
de
eventos
básicos
não
redundantes,
ou
seja,
em
termos
de
seus
cortes
mínimos;
• Note
que
redundância
existe
quando
um
mesmo
evento
ocorre
mais
de
uma
vez
na
árvore
de
falha
ou
quando
este
evento
é
um
subconjunto
de
um
outro
evento,
vamos
mostrar
a
seguir.
Avaliação
por
Árvore
de
Falhas
–
FTA
–
Análise
Quanjtajva
Avaliação
por
Árvore
de
Falhas
–
FTA
–
Análise
Quanjtajva
Exercício
22:
Considere
a
árvore
de
falha
abaixo.
Vamos
chamar
de
os
portões
de
Gi;
a) Encontre
os
cortes
mínimos
e
os
caminhos
mínimos;
b) Calcule
a
probabilidade
de
ocorrência
do
evento
topo;
Avaliação
por
Árvore
de
Falhas
–
FTA
–
Análise
Quanjtajva
Exercício
22:
Os
caminhos
mínimos
podem
ser
obtidos
como
complemento
dos
cortes
mínimos:
T = A⋅B⋅C + A⋅B⋅D
Avaliação
por
Árvore
de
Falhas
–
FTA
–
Análise
Quanjtajva
Exercício
22:
Considere
a
árvore
de
falha
de
falhas
abaixo.
Encontre
a
probabilidade
de
ocorrência
do
evento
topo
se
as
probabilidades
dos
eventos
A,
B,
e
C
são
iguais
a
0.1.
Os
cortes
mínimos
encontrados
foram:
C1
=
A
.
B
.
C
C2
=
A
.
B
.
D
Avaliação
por
Árvore
de
Falhas
–
FTA
–
Análise
Quanjtajva
Exercício
23:
Considere
a
árvore
de
falha
do
diagrama
de
blocos
abaixo.
Considere
as
seguintes
probabilidades
de
falha:
P(1)
=
P(2)
=
P(3)
=
0,1
P(4)
=
P(5)
=
P(6)
=
0,01
P(7)
=
0,01
a) Encontre
os
cortes
mínimos;
b) Determine
a
probabilidade
de
ocorrência
do
evento
topo;
Avaliação
por
Árvore
de
Falhas
–
FTA
–
Análise
Quanjtajva
Exercício
24:
Considere
a
árvore
de
falha
abaixo
e
as
seguintes
probabilidades
de
falha:
P(A)
=
0,1
P(B)
=
0,2
P(C)
=
0,3
P(D)
=
0,4
a) Encontre
os
cortes
mínimos;
b) Determine
a
probabilidade
de
ocorrência
do
evento
topo;
Avaliação
por
Árvore
de
Falhas
–
FTA
–
Análise
Quanjtajva
System Reliability Analysis 275
4.15 Consider the reliability diagram below.
4
a) Find all minimal path sets.
b) Find all minimal cut sets.
c) Assuming each component has a reliability of 0.90 for a given
mission time, compute the system reliability over mission time.
4.16 In the following fault tree, find all minimal cut sets and path sets. Assuming
all component failure probabilities are 0.01, find the top event probability.
4.17 An event tree is used in reactor accident estimation as shown:
Sequence 1 - X Y
-
Sequence a - X Y
Sequence 3 - X
Exercício
de
Casa:
Considere
a
árvore
de
falha
abaixo.
Encontre
os
cortes
mínimos,
determine
a
probabilidade
de
ocorrência
do
evento
topo.
Assuma
que:
•
Todas
as
válvulas
possuem
a
mesma
probabilidade
de
falhar
fechada
igual
a
0.02
•
As
bombas
possuem
probabilidade
de
falhar
igual
a
0.01
•
A
probabilidade
de
ruptura
do
tanque
é
0.0001
•
As
probabilidades
de
falha
do
sistema
de
controle
e
do
gerador
são
iguais
a
0.001
Avaliação
por
Árvore
de
Falhas
–
FTA
–
Análise
Quanjtajva
Referências
• DROGUETT,
E.L.
(2002)
–
Análise
da
Confiabilidade
de
Sistemas.
Departamento
de
Engenharia
de
Produção
–
Centro
de
Tecnologia
e
Geociência,
Universidade
Federal
de
Pernambuco.
35
páginas.
• MODARRES,
M.;
KAMINSKIY,
M.
&
KRIVTSOV,
V.
(2013)
–
Reliability
Engineering
and
Risk
Analysis,
New
York.
Editora
CRC
Press.
CONFIABILIDADE E
DISPONIBILIDADE DE ITENS
REPARÁVEIS
5.1 Introdução
5.2 Modelos de Sistemas Reparáveis
5.2 Modelos Probabilísticos de Sistemas Reparáveis
5.3 Análise da Taxa de Falha
5.4 Análise da Disponibilidade de Sistemas
CONFIABILIDADE E DISPONIBILIDADE DE SISTEMAS
Introdução
Confiabilidade
e
Disponibilidade
representam
importantes
parâmetros
de
desempenho
de
um
sistema,
no
que
diz
respeito
à
sua
capacidade
para
cumprir
a
missão
necessária
durante
um
determinado
período
de
funcionamento.
5
Confiabilidade
e
Disponibilidade
de
Sistemas
Reparáveis
Introdução
A
partir
deste
ponto
de
vista,
dois
tipos
principais
de
sistemas
podem
ser
definidos:
1. Sistemas
que
deve
satisfazer
uma
missão
especificada
dentro
de
um
período
designado
de
tempo:
neste
caso,
a
confiabilidade
é
o
indicador
de
desempenho
apropriado
da
capacidade
de
atingir
o
objetivo
pretendido
sem
a
ocorrência
de
falhas;
5
Confiabilidade
e
Disponibilidade
de
Sistemas
Reparáveis
Introdução
A
partir
deste
ponto
de
vista,
dois
tipos
principais
de
sistemas
podem
ser
definidos:
2. Sistemas
que
sofrem
Manutenção:
neste
caso,
a
disponibilidade
quantifica
de
forma
adequada
a
capacidade
do
sistema
para
realizar
a
missão.
5
Confiabilidade
e
Disponibilidade
de
Sistemas
Reparáveis
Introdução
Procedimentos
básicos
de
manutenção
podem
ser
distinguidos
em:
a. Corretiva
(não
agendada):
Substituição
ou
reparo
de
unidades
que
falharam;
b. Preventiva:
Realização
de
inspeções
regulares,
e
possivelmente
reparos,
seguindo
um
determinado
plano
de
manutenção;
c. Condicionado:
Executar
uma
ação
de
reparo
após
a
detecção
de
degradação.
5
Confiabilidade
e
Disponibilidade
de
Sistemas
Reparáveis
Alguns
exemplos
de
Sistemas
Reparáveis•
Automóveis;
• ︎
Malhas
de
automação
e
controle;
•
Compressores.
5
Confiabilidade
e
Disponibilidade
de
Sistemas
Reparáveis
Sistemas
reparáveis
até
a
primeira
falha
são
tratados
como
não-‐reparáveis.
Modelos
para
Sistemas
Reparáveis:
• Modelos
de
Substituição
• Modelos
de
Manutenção
• Modelos
de
Reparo
6
Modelos
de
Sistemas
Reparáveis
7
Modelo
de
Substituição
• Usados
quando
um
item
não-‐reparável
é
substituído
por
um
outro
após
a
falha
• ︎Item
pode
ser
um
sistema
ou
componente
Exemplo:
Uma
lâmpada
é
colocada
em
um
soquete
e
substituída
por
outra
nova
lâmpada
ao
falhar
Modelos
de
Sistemas
Reparáveis
7
Modelo
de
Substituição
Escolha
da
política
de
substituição
a
ser
seguida
quando
da
falha
de
um
item.
• Políticas
de
Substituição:
• Substituição
após
falha;
• Substituição
por
idade;
• Substituição
em
blocos
Modelos
de
Sistemas
Reparáveis
10
Modelo
de
Substituição
• ︎Substituição
após
Falha:
• Itens
são
substituídos
somente
após
falharem;
• Útil
caso
as
falhas
não
sejam
catastróficas
e
o
custo
associado
com
a
substituição
não
é
elevado;
• Tempo
de
detecção
e
substituição
considerados
desprezíveis;
Modelos
de
Sistemas
Reparáveis
11
Modelo
de
Substituição
• Substituição
por
Idade:
• Itens
são
substituídos
após
falharem
ou
após
atingirem
uma
determinada
idade
c,
o
que
vier
primeiro;
• Tempo
de
substituição
é
desprezível;
Modelos
de
Sistemas
Reparáveis
12
Modelo
de
Substituição
• Substituição
em
Blocos:
• Itens
são
substituídos
após
a
falha
e
ao
atingir
os
tempos
operacionais
c,
2c,
3c,…
• Note
que
c
é
uma
período
pré-‐determinado
no
qual
é
conveniente
substituir
todos
os
itens
operacionais
• Política
mais
fácil
de
administrar
Modelos
de
Sistemas
Reparáveis
13
Modelo
de
Substituição
• A
escolha
do
modelo
de
substituição
apropriado
depende:
• Custo
das
falhas;
• Custos
administrativos.
• ︎
As
políticas
de
substituição
por
idade
e
em
blocos
tendem
a
substituição
por
falha
quando
c
→
∞;
Modelos
de
Sistemas
Reparáveis
Modelo
de
Substituição
Sejam:
• n
f
(t)
:
número
esperado
de
itens
substituídos
até
t
na
política
de
substituição
por
falha;
• na
(t)
:
número
esperado
de
itens
substituídos
até
t
na
política
de
substituição
por
idade;
• n
b
(t)
:
número
esperado
de
itens
substituídos
até
t
na
política
de
substituição
em
blocos;
• Note
que:
para qualquer c > 0
Modelos
de
Sistemas
Reparáveis
15
Modelos
de
Manutenção
• Usados
quando
tanto
manutenção
preventiva
como
manutenção
corretiva
são
aplicados
a
um
sistema.
• ︎
Manutenção
Preventiva:
• Realização
de
atividades
no
sistema
antes
da
falha;
• Exemplos:
Troca
de
óleo
de
um
carro,
lubrificação
de
rolamentos
• ︎
Manutenção
Corretiva:
• Ações
realizadas
no
sistema
após
falha
do
mesmo
;
• Exemplo:
Reparo
do
Sistema
de
Geração
de
Energia.
Modelos
de
Sistemas
Reparáveis
16
Modelos
de
Manutenção
• Ambas
as
manutenções
preventiva
e
corretiva
acarretam
na
retirada
de
operação
do
sistema
por
um
período
de
tempo;
• Qual
é
o
tempo
ótimo
para
a
realização
da
manutenção
preventiva?
• Exemplo:
Fabricantes
de
automóveis
recomendam
intervalos
de
manutenção
fixos
em
multiplos
de
5.000
Km
em
geral;
Modelos
de
Sistemas
Reparáveis
17
Modelos
de
Reparo
• São
apropriados
quando
atividades
de
reparo
são
realizadas
apenas
após
a
falha
do
sistema.
• Em
casos
em
que
manutenção
preventiva
seja
inviável
ou
de
elevado
custo.
• ︎Isso
resulta
em
uma
seqüência
de
falhas
que
tendem:
• A
se
aglomerar
com
o
aumento
do
tempo
se
o
item
está
deteriorando
(um
carro);
• A
se
afastarem
se
o
item
está
melhorando
(software);
Modelos
de
Sistemas
Reparáveis
18
• Diferentes
modelos
probabilísticos
podem
ser
usados;
• A
escolha
do
modelo
depende
do
tempo
de
indisponibilidade
(em
manutenção
–
“down
time”);
• Se
o
tempo
total
em
que
o
item
está
indisponível
devido
a
manutenção
preventiva
ou
corretiva
é
desprezível:
• Processos
Homogêneo
de
Poisson;
• Processos
Não-‐Homogêneo
de
Poisson;
• Caso
contrário,
i.e.,
tempo
de
substituição,
tempo
em
manutenção,
ou
tempo
de
reparo
não
são
desprezíveis:
• Processos
de
Markov;
Modelos
Probabilísjcos
19
Item
em
deterioração
tem
falhas
que
tendem
a
ser
mais
freqüentes
com
o
passar
do
tempo
Item
em
melhoria
tem
falhas
que
tendem
a
ser
menos
freqüentes
com
o
passar
do
tempo
Análise
da
Taxa
de
Falha
19
• Os
tempos
de
falha
de
itens
reparáveis
são
descritos
pelo
mecanismo
probabilístico
caracterizando
uma
seqüência
de
variáveis
aleatórias
(Processo
Estocástico).
• Em
geral
temos:
Análise
da
Taxa
de
Falha
19
Exercício
25:
Os
tempos
de
falha
da
porta
dos
VLTs
(tempo
de
calendário
em
dias)
estão
na
tabela
abaixo,
correspondendo
a
7
falhas
a
partir
de
t
=
0
até
um
tempo
total
de
410
dias;
• Os
dados
são
de
um
único
sistema
e
os
tempos
de
reparo
são
considerados
desprezíveis;
• Ou
seja,
considera-‐se
que
o
sistema
seja
colocado
em
operação
quase
que
imediatamente
após
a
falha
tenha
ocorrido;
Análise
da
Taxa
de
Falha
19
Exercício
25:
Análise
da
Taxa
de
Falha
19
• ︎
Sistema
Triste
︎︎
• Os
tempos
entre
ocorrências
decrescem
com
o
tempo
• O
sistema
está
se
deteriorando
• Falhas
são
mais
freqüentes
como
acúmulo
do
tempo
• ︎
Sistema
Feliz
☺
• Os
tempos
entre
ocorrências
crescem
com
o
tempo
• O
sistema
está
melhorando
• Falhas
são
menos
freqüentes
com
o
acúmulo
do
tempo
Análise
da
Taxa
de
Falha
23
Definição
de
Disponibilidade:
• A
disponibilidade
é
definida
como
a
probabilidade
de
um
sistema
estar
disponível
para
operar,
ou
em
estado
operativo,
quando
requerido
em
um
instante
de
tempo
t.
• O tempo total disponível para operar de um sistema é denominado uptime
(u(t));
• O tempo total indisponível para operar é denominado downtime (d(t)).
Análise
da
Disponibilidade
de
Sistemas
23
Definição
de
Disponibilidade:
• A
função
Disponibilidade
Instantânea
é
dada
pela
relação
entre
o
tempo
total
disponível
para
operar
(uptime)
e
o
tempo
total
útil
para
operar
(uptime
+
downtime).
• A Disponibilidade Média pode ser obtida integrando-se A(t) em um
período de tempo T de interesse, obtendo-se:
Análise
da
Disponibilidade
de
Sistemas
23
Definição
de
Tempo
Médio
Entre
Falha
-‐
MTBF:
• Após
reparo,
o
tempo
médio
até
a
próxima
falha
é
denominado
tempo
médio
entre
falhas
ou
MTBF
(Mean
Time
Between
Failures);
• O
tempo
entre
falhas
é
medido
entre
o
instante
de
tempo
em
que
o
sistema
teve
sua
função
reparada
até
o
instante
em
que
apresente
uma
nova
falha,
ou
seja,
não
leva
em
consideração
o
tempo
de
reparo
da
função;
Análise
da
Disponibilidade
de
Sistemas
23
Definição
de
Tempo
Médio
de
Reparo
-‐
MTTR:
• Após
a
falha,
o
tempo
médio
até
o
sistema
retorna
a
operação,
é
denominado
tempo
médio
de
reparo
MTTR
(Mean
Time
To
Repare);
• Assim,
uma
vez
escolhida
a
distribuição
de
probabilidade
que
melhor
representa
o
tempo
de
reparo,
pode-‐se
de
forma
similar
ao
que
é
feito
para
os
tempos
de
falha,
obter
a
estimativa
para
o
tempo
médio
de
reparo
ou
MTTR
(Mean
Time
to
Repair).
Análise
da
Disponibilidade
de
Sistemas
23
Assumindo-‐se
que:
• Um
reparo
perfeito;
• Disponibilidade
em
regime
estacionário
uma
função
da
confiabilidade,
representada
por
uma
taxa
de
falha
constante
igual
a
λ
,
e
uma
taxa
de
reparo
constante
igual
a
μ;
• E
após
desenvolvimentos
matemáticos,
a
equação
para
cálculo
da
ambas
seguindo
uma
distribuição
exponencial
é
dada
por:
Análise
da
Disponibilidade
de
Sistemas
2
Exercício
26
:
Os
tempos
de
falha
da
porta
dos
VLTs
(tempo
de
calendário
em
dias)
estão
na
tabela
abaixo,
correspondendo
a
7
falhas
a
partir
de
t
=
0
até
um
tempo
total
de
410
dias;
a) Calcule
o
MTBF
Numero de Falhas N(t) Tempo Ti Tempo entre Ocorrências de Falha Xi
0 0 0
1 177 177
2 242 65
3 293 51
4 336 43
5 368 32
6 395 27
7 410 15
Soma 410
MTBF 59
Análise
da
Disponibilidade
de
Sistemas
2
Exercício
27:
Abaixo
são
apresentados
os
dados
da
tempos
de
funcionamento
e
tempo
de
reparo
do
motor
de
tração
do
VLT.
Calcule:
a) MTBF,
MTTR,
a
Taxa
de
Falha,
a
Taxa
de
Reparo;
b) Disponibilidade
e
Indisponibilidade
do
sistema.
Análise
da
Disponibilidade
de
Sistemas
2
Exercício
27:
Tempo entre
Ocorrência de
Falha (h)
Tempo de
Reparo (h)
1 320 8
2 370 8
3 300 12
4 390 5
5 350 9
6 310 15
Soma 2040 57
Média 340 9,5
Análise
da
Disponibilidade
de
Sistemas
Referências
• FOGLIATO,
F.
S.
&
RIBEIRO,
J.
L.
D.
(2009)
–
Confiabilidade
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• MODARRES,
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IntroducHon
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the
Basics
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(2003)
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Modeling
–
Principles
and
ApplicaHons.
Editora
Wiley.
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