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Visão - Fisiologia

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lente que acomodará a visão. 
Os músculos ciliares, quando contraídos, empurram os ligamentos que existem com o cristalino fazendo com que esse cristalino tenha um aumento do seu diâmetro horizontal. Isso faz com que focalizemos imagens mais próximas de onde estamos. Quando os músculos ciliares se relaxam, a posição inicial deles que é um pouco mais lateralizados, eles estiram os ligamentos fazendo com que o cristalino tenha um aumento do seu diâmetro vertical e nos permitindo focar as imagens que estão mais distantes. Esse processo acontece o tempo inteiro. 
OBS: ao ler em movimento, as musculaturas da íris se contraem e dilatam constantemente causando um cansaço muscular. Isso causa a vista cansada. Quem apresenta miopia, vista cansada que forçam muito a visão e aumento da pressão intraocular, pode ter descolamento de retina.
O corpo vítreo é uma estrutura mais gelatinosa que ajuda a retina a ser fixada na coroide. Com o passar do tempo e a perda desse corpo vítreo, a ideia é que a pressão aqui, mesmo não sendo tão alta, acaba não permitindo que se tenha uma adesão dessa retina sobre a coroide. Por isso é mais fácil encontrar casos de descolamento de retina em idosos do que em qualquer outro indivíduo. A maior causa dos deslocamentos de retina está baseados em pessoas com miopia ou pessoas que sofrem traumatismos locais. 
→ Retina
A retina é uma camada, que se subdivide em 10 camadas. Na retina nós teremos os fotorreceptores, células bipolares, células amácrinas, células ganglionares e essas serão muito importante pois darão origem ao nervo óptico. A figura abaixo representa uma retina normal, é bastante vascularizada com vasos sanguíneos calibrosos – geralmente retilíneos, sem muita curvatura. Nela observamos duas regiões antagônicas:
· A fóvea: grande região de maior acuidade visual (ponto escuro);
· A papila: uma área de ponto cego.
Esse ponto é cego porque nele há ausência de células capazes de reconhecer fótons. Essas células que reconhecem os fótons e vão ser capazes de tranduzi-los são cones e os bastonetes. 
Pode acontecer de a retina ter problemas e esse é um quadro de um paciente que tem hipertensão arterial sistêmica e diabetes. Os vasos sanguíneos apresentam grande curvatura, o diâmetro deles – a perfusão – está menor, ou seja, tem menos sangue chegando. Outra questão é que pacientes que são diabéticos ou hipertensos começam a ter microlesões vasculares, sendo chamado de retinopatia. Podem ser observadas na foto.Esse indivíduo apresenta uma diminuição na acuidade visual. Isso porque as microlesões afetam a retina e a fóvea. Os pontos vermelhões são pontos hemorrágicos.Nesse caso, a luz na coroide e precisa passar por todas as camadas da retina e por toda a sua área. Isso porque é na região final que teremos os fotorreceptores, onde acontecerá a transdução. O impulso nervoso é formado e é conduzido via células bipolares até alcançar as células ganglionares. Essas células que vão ter, então, os seus axônios saindo dessa retina e é o agrupamento deles que iremos chamar de nervo óptico, que é o II par de nervos cranianos. 
→ Visão - Mecanismo
Cada olho apresenta um nervo óptico. Existem células ganglionares que estão posicionadas na retina, portanto quando a gente a analisa podemos dividi-la em duas partes: retina temporal e retina nasal. Logo o nervo óptico vai ser formado por parte das fibras ganglionares da retina nasal e parte da retina temporal, de cada olho.
Teremos campos temporais, um esquerdo e outro direito. Além disso, existe ainda um campo nasal. O campo nasal de ambos os olhos, tanto o esquerdo como o direito, vai ser percebido pela retina temporal de ambos os olhos – se a imagem estiver no campo temporal esquerdo, esse campo será percebido pela retina nasal ipsilateral (ou seja, do próprio olho esquerdo) e também vai ser percebido, dependendo da posição, pela retina temporal contralateral – nesse caso, o olho direito. Nós temos um campo de visão e quanto mais próximo da área medial, mais capazes são as retinas temporais de perceberem essa visão. Quanto mais distal, mais difícil será essa percepção. Isso mostra que podemos identificar a imagem pelos dois olhos, mas não necessariamente pela mesma retina.
Se há formação do nervo óptico por essas fibras retinianas, será seguida uma organização funcional desse nervo – ou seja, a organização desse nervo óptico segue a organização retiniana. 
Uma pessoa que teve um descolamento de retina nos dois olhos passa a não ter mais a retina nasal, de ambos os olhos. Ele ainda será capaz de ter um campo nasal de ambos os olhos – já que esse é enxergado pela retina temporal. Ele não conseguirá perceber os campos temporais, tanto do olho esquerdo como o direito. Isso significa, em poucas palavras, que o campo periférico não é enxergado. De certa maneira, a retina nasal tenta compensar essa diminuição da acuidade visual. 
Um indivíduo que é acometido pelo aumento da pressão intraocular (pio) terá lesão das fibras ganglionares – causadas exatamente por esse aumento da pressão. A pio aumentada destrói células ganglionares e se há destruição dessas há destruição do nervo óptico. Quando há destruição de parte do nervo óptico, uma doença acaba sendo desenvolvida que é o glaucoma.
O nervo óptico irá se encaminhar para uma região posterior chamada de quiasma óptico, que pertence ao diencéfalo – mais especificamente ao hipotálamo. No quiasma óptico, quando chega o nervo óptico, as fibras desse nervo provenientes da retina temporal quando passam pelo quiasma permanecem ipsilaterais enquanto as fibras do nervo óptico provenientes da retina nasal de ambos os olhos se cruzam, ou seja, fazem decussação nesse quiasma. A partir do quiasma (após) não há mais nervo óptico, ou seja, há o trato óptico. Esse trato óptico continua tendo uma organização topográfica, metade do trato tem informação proveniente do olho esquerdo e essa informação é do campo nasal e metade do trato óptico tem informação do olho contralateral, proveniente do campo temporal. 
Um paciente apresenta uma lesão de trato óptico, especificamente o esquerdo. Ele vai relatar perda do campo nasal esquerdo (porque quem sofreu lesão foram as fibras do nervo óptico provenientes da retina temporal do olho ipsilateral). Também haverá uma perda do campo temporal do olho direito. Isso é chamado de hemianopsia. 
- Sempre que a lesão acontece no nervo óptico, a perda é ipsilateral e total daquele olho.
- Se for a partir do trato óptico, sempre será bilateral – sendo a perda do campo nasal ipsilateral e a perda do campo temporal contralateral. 
- Se ocorrer lesão do quiasma óptico, o paciente terá perda gradativa do campo temporal e enxergará apenas o campo nasal (o centro) – perde a visão periférica. Isquemia e tumores quiasmáticos podem provocar isso. 
	O trato óptico vai para o tálamo. Durante todos os processos citados não ocorreu nenhuma sinapse – pelo menos não condução. A primeira sinapse desse sistema visual acontece em uma área talâmica chamada de núcleo geniculado lateral. Nesse núcleo 
geniculado, temos uma formação histológica de seis camadas celulares sendo que as duas primeiras são de células magnocelulares e da três a seis são as células parvocelulares. As células magnocelulares têm duas funções, que são importantes para a identificação do movimento e da forma dos objetos. Se ele lesar de um lado, o contralateral compensa. As células parvocelulares têm como função a identificação da profundidade da imagem e das cores.
Do núcleo geniculado saem projeções, chamadas de radiações talâmicas ou radiações ópticas – grupamentos axonais que saem em direção à área cortical. Essas radiações irão para o lobo occipital, para um área cortical chamada de V1 – área 17 de Broadmann. É a área mais distal cortical, occipital e também chamada de córtex visual primário. Todas as informações chegam nesse local – lembrando que existem dois hemisférios logo existem duas áreas 17. Essa é a área de tradução, onde iremos enxergar. Porém só chegar a essa área não basta, precisamos dar sentido à imagem e é por