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PROVA INTEGRADA PR2 VIII

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UNIVERSIDADE ESTÁCIO DE SÁ – CURSO DE MEDICINA
ALUNO: X - 2° PERÍODO
DISCIPLINA: SISTEMAS ORGÂNICOS INTEGRADOS I
TEMA: PROVAS TRANSCRITAS
PROVA 8 – SISTEMA RESPIRATÓRIO/SISTEMA CARDIOVASCULAR
CASO A: Homem, 65 anos, foi internado numa unidade de tratamento intensivo apresentando quadro de arritimia e dispneia. O paciente é hipertenso e diabético, além de apresentar sobrepeso. Foi realizada ECG que evidenciou alterações do segmento ST principalmente em DII, V1, V2 e V3. Avaliados marcadores cardíacos identificou-se aumento da troponina e CK-MB. Foi iniciado tratamento intensivo. Alguns dias após a estabilização do quadro, foi realizado cateterismo que identificou obstrução em artéria coronária. A conduta médica decidida foi introdução do stent (angioplastia). Em relação ao caso, responda:
1. Explique a vascularização arterial do coração e dos pericárdios (ANATO)
A artéria coronariana esquerda e seus ramos suprem a maior parte do átrio e do ventrículo esquerdo, septo interventricular e fascículos AV. Essa artéria emite dois ramos terminais: a artéria circunflexa e a artéria interventricular anterior (descendente anterior). A artéria circunflexa emite ainda outros dois ramos : a artéria marginal esquerda que supre a margem esquerda do coração, e a artéria posterior do ventrículo esquerdo que supre a face posterior do ventrículo esquerdo. A artéria interventricular anterior emite um ramo colateral – a artéria diagonal. 
A artéria coronariana direita e seus ramos suprem o átrio direito, nodos AS e AV e parte posterior do septo interventricular. Esta artéria se anastomosa ainda com o ramo circunflexo e interventricular anterior do coronária esquerda. A ACD emite 5 ramos principais: a artéria sinoatrial – que supre o nodo sinoatrial; a artéria marginal direita que supre a margem direita do coração; a artéria do nodo AV que irriga o nodo AV; a artéria interventricular posterior que supre o sulco interventricular posterior e margens adjacentes a ele; além da artéria do cone arterioso que supre o cone arterioso. Além disso seu ramo interventricular posterior emite ramos perfurantes que irrigam o septo interventricular
O pericárdio é suprido arterialmente em sua maior parte pela artéria pericardiofrênica, que é um ramo da artéria torácica interna. Contribuições menores de sangue provém das artérias musculofrênica –ramo terminal da torácica interna; artéria bronquial, esofágica e frênica superior ramos colaterais da aorta torácica e ainda as artérias coronarianas que suprem a lâmina visceral do pericárdio seroso. 
1. Explique o que significa uma alteração do segmento ST no traçado eletrocardiográfico deste paciente (FISIO)
O ECG com supradesnivelamento do ST pode ser indicativo do IAM. O supradesnivelamento ocorre no segmento ST por ser justamente o segmento que corresponde ao final do estímulo despolarizante dos ventrículos (complexo QRS) e o início da repolarização ventricular (onda T). Como estímulo elétrico estará perpassando uma área de necrose devido a completa interrupção de irrigação sanguínea decorrente do infarto, no início da onda S será criado um ponto isoelétrico em decorrência do vetor resultante estar apontado em uma direção perpendicular ao polo positivo e negativo, gerando um “platô’’ entre o segmento S e o T – que compreende a repolarização ventricular. 
1. Classifique e caracterize quando normofuncionante o vaso no qual foi colocado o stent quando normofuncionante (HISTO)
As artérias coronárias são artérias musculares de médio calibre. Possui uma túnica íntima composta de um endotélio (tecido epitelial pavimentoso simples) e tecido conjuntivo frouxo subendotelial que possui em sua intimidade uma lâmina fina de tecido conjuntivo fibroelástico – a limitante elástica interna. Na túnica média, que é a mais desenvolvida, estão presentes em sua maiorias, as grandes camadas (de 15 a 30) de células musculares lisas e uma pequena quantidade de material elástico. A túnica adventícia, é uma camada relativamente fina, constituída de tecido conjuntivo. O principal componente dessa camada são as fibras colágenas, as quais têm a função de evitar a expansão da parede arterial além de seus limites fisiológicos durante o período sistólico. Além das fibras colágenas, essa camada também apresenta uma rede frouxa de fibras elásticas, macrófagos e fibroblastos. A túnica adventícia contém vasos sangüíneos e nervos
1. Qual a origem embriológica do seio coronário? (EMBRIO)
Corno esquerdo do seio venoso que diminui de tamanho, diferenciando-se no seio coronário.
1. Correlacione a diabetes como um fator de risco para o quadro (BIOQ)
O excesso de glicose plasmática, que ocorre em indivíduos diabéticos descompensados, irá se comportar como uma molécula reativa gerando AGE'S e degenerando o endotélio ao reagir com as células do mesmo. Essa lesão constante do vaso gera um cisalhamento endotelial levando a perda proteica do sangue pelo aumento da permeabilidade do vaso isso gerará mediadores químicos que irão estimular o fígado a produzir proteínas inflamatórias. Essa lesão tecidual crônica dará origem a um local ótimo para acumulo de lipídeos e, com isso, favorecer a formação de placa de ateromas A placa de ateroma pode sofrer calcificação, possui gordura, células de defesa e agentes coagulantes gerando-se um tecido necrosante. Se ocorrer um extravasamento do conteúdo dessa placa para o sangue, aumenta-se as complicações como a coagulação, formando um trombo que irá levar ao infarto agudo do miocárdio. O trombo dificulta a passagem do sangue, obstruindo-o.
CASO B: Homem, 72 anos, foi internado em enfermaria de clínica médica apresentando histórico de produção de escarro matinal e tosse com falta de ar intensa aos pequenos esforços. Em radiografia simples de tórax observou-se hiperinsuflação pulmonar e intensas áreas de fibrose. Paciente foi entubado e mantido em ventilação mecânica assistida. Em relação ao caso, responda:
1. Explique o caso clínico acima, diagnosticando-o. (FISIO)
Paciente apresenta doença pulmonar obstrutiva crônica. Em decorrência da doença observou a hiperinsuflação pulmonar ocorreu em decorrência da limitação do fluxo aéreo e aumento do trabalho inspiratório, porém este mecanismo é falho uma vez que o paciente apresenta grande dificuldade de expiração, ou seja, dificuldade de fazer com que o pulmão mantenha-se apenas com seu volume residual funcional. A dispneia ocorre em decorrência também da hiperinsuflação pulmonar, e a produção de escarro matinal ocorre em decorrência da hipertrofia das glândulas caliciformes e aprece principalmente de manhã pois o indivíduo passou a noite em repouso. Além disso, ocorre paralisia ciliar – o que ajuda o desenvolvimento do quadro de tosse e escarro matinal. 
1. Explique a segmentação bronco-pulmonar e a inervação das pleuras. (ANATO)
Tem-se dois brônquios: o brônquio principal direito e o brônquio principal esquerdo que são obtidos a partir da bifurcação (carina) da traquéia. O brônquio principal direito se dicotomiza em três brônquios lobares – o lobar superior, o lobar médio e o lobar inferior, enquanto o brônquio principal esquerdo se dicotomiza em dois brônquios lobares : o brônquio lobar superior e o brônquio lobar inferior. O brônquio lobar superior do brônquio principal direito irá se dicotomizar em três brônquios segmentares ( o segmentar apical, o segmentar anterior e o segmentar posterior) todos dirigindo-se para o lobo superior do pulmão direito e suas subdivisões. O brônquio lobar médio do brônquio principal direito se dicotomiza em dois brônquios segmentares (o brônquio segmentar medial e o brônquio segmentar lateral) que se dirigem respectivamente para a região medial e lateral do lobo médio do pulmão direito. O brônquio lobar inferior se dicotomiza em 5 brônquios segmentares (brônquio segmentar superior, brônquio segmentar basal anterior, basal posterior, basal lateral e basal medial) que se dirigem para as região superior, antero-inferior, posterior inferior, ínfero-lateral e inferior medial do lobo basal do pulmão direito, respectivamente.