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Apostila de Gestão de Recursos Materiais Recepcionista em Serviços de Saúde

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Recepcionista em 
Serviços de Saúde 
 
Gestão de Recursos Materiais 
(Controle de Entrada, Saída, Estoque 
e Novas Aquisições) 
 
 20 horas 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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CURSO: RECEPCIONISTA EM SERVIÇOS DE SAÚDE 
DISCIPLINA: GESTÃO DE RECURSOS MATERIAIS (CONTROLE DE ENTRADA, 
SAÍDA, ESTOQUE E NOVAS AQUISIÇÕES). 
 
Objetivos: 
Geral: Auxiliar na gestão de recursos materiais de uso contínuo nas empresas de serviços em 
saúde. 
 
Específicos: 
- Planejar a aquisição de insumos para suprir a demanda; 
- Conhecer os vários tipos de fornecedores da área específica da saúde; 
- Compreender, acompanhar e manter o nível de estoques com margem de segurança; 
- Compreender o processo de compras, as solicitações de insumos e demais produtos. 
- Acompanhar e controlar a manutenção dos aparelhos, máquinas e equipamentos; 
- Conhecer os tipos de insumos e equipamentos, fornecedores, que são utilizados em ambientes 
de atendimento à saúde. 
 
Conteúdos 
1 - Planejamento de compra de insumos; Contato com fornecedores e prestadores de serviço. 
2 - Controle de estoque; Registro de compra e de uso de insumos. 
3 - Controle de manutenção de máquinas e equipamentos. 
4 - Principais empresas, insumos e equipamentos que são utilizados em ambientes de 
atendimento a saúde e áreas hospitalares. 
5 - Referências Bibliográficas 
 
Carga Horária: 20 h 
Professora Conteúdo: Luciane M. M. Alves 
Supervisora do Curso: Márcia Cristina Tesser 
 
 
 
 
 
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UNIDADE 1 - 1ª SEMANA 
 
 
1. PLANEJAMENTO DE COMPRA DE INSUMOS E CONTATO COM 
FORNECEDORES E PRESTADORES DE SERVIÇO. 
” Administração de recursos materiais nas instituições de saúde têm como objetivo coordenar 
todas as atividades necessárias para garantir o suprimento de todas as áreas de organização, ao 
menor custo possível e de maneira que a prestação de seus serviços não sofra interrupções 
prejudiciais aos clientes.” (CASTILHO, 1991). 
 
Imagem retirada da internet. 
 
 Outro elemento importante é a definição de estoque, o mesmo pode ser definido aqui 
como a acumulação armazenada de recursos materiais em um sistema de transformação. O 
estoque deve suprir adequadamente a cadeia produtiva. 
 
Imagem retirada da internet. 
1.1 Planejamento de compra de insumos 
O gerenciamento de recursos materiais é fundamental nas organizações de saúde, 
refere-se ao seu produto final ou atividade fim, que é a assistência aos usuários por meio de 
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ações que não podem sofrer interrupções. Assim, impõem-se a necessidade dos serviços de 
saúde aprimorarem os sistemas de gerenciamento desses recursos, a fim de garantirem uma 
assistência contínua de qualidade a um menor custo e, ainda, assegurarem a quantidade e 
qualidade dos materiais necessários para que os profissionais realizem suas atividades sem 
riscos para si mesmos e para os pacientes (CASTILHO, et. al. 2010). 
 
Imagem retirada da internet. 
Os materiais, geralmente relacionam-se com suprimentos, este último designa todas as 
atividades que visam o abastecimento de materiais para a produção envolvendo programação 
de materiais, compra, recepção, armazenamento no almoxarifado, movimentação de materiais 
e o transporte interno para abastecer as unidades produtivas. A produção é a atividade principal 
ou final, enquanto o suprimento é atividade-meio ou apenas subsidiária a 
produção (CHIAVENATO, 2011). 
 
Imagem retirada da internet. 
Para gerenciar materiais e equipamentos é importante determinar qual a razão do 
serviço, onde estamos atuando, qual demanda deve ser atendida, quais resultados são esperados, 
quais especialidades atuam naquele serviço, quais procedimentos, terapias, técnicas, manobras, 
intervenções e exames são ali realizados. 
As funções de gerenciamento de recursos materiais são: previsão, provisão, 
organização e controle. 
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Previsão: É um levantamento das necessidades da unidade, fazendo o diagnóstico situacional, 
identificando a quantidade. A estimativa do material a ser comprado depende do consumo 
mensal das unidades, ou seja, da soma das “cotas” de todas as unidades, cujos valores são 
calculados com base na média aritmética do consumo 
Provisão: a reposição por quantidade e tempo é utilizada por sistema de cotas com reposição 
semanal, quinzenal ou mensal, é considerada a reposição imediata por quantidade, mais 
utilizada atualmente nos serviços de atenção às urgências, por ser mais dinâmica, promove 
reposição mais rápida e eficaz e estoque real diário, além de evitar desvios. 
 
 
Imagem retirada da internet. 
Organização: deve-se identificar os locais de guarda de material, pois a comunicação visual é 
extremamente importante como medida de segurança, afinal o remanejamento dos profissionais 
de enfermagem entre as unidades é uma prática frequente. Nos setores de atendimento a 
disposição do material na sala deve ser organizada para evitar o atropelo de pessoal circulando 
afoitamente a sua procura. Recomenda-se que estes estejam organizados em bandejas 
ou kits dispostos próximos a maca ou ainda em carros ou mesinhas móveis. 
Outro procedimento que devemos adotar é o sistema do primeiro que entra é o primeiro 
que sai, ou seja, verificar o prazo de validade do material e dispor aqueles que vencem antes na 
frente dos outros com validade posterior, para que sejam usados primeiro, evitando assim o 
desperdício e situações de risco ao profissional e possíveis danos ao cliente. 
Controle: temos o quantitativo, no qual é necessária a implantação de um estoque mínimo de 
materiais e implantação de um sistema de kits para os procedimentos técnicos. Diariamente, um 
membro da equipe de enfermagem deverá checar o material de consumo. Para facilitar a 
checagem, recomenda-se que esse material esteja discriminado e quantificado. 
Deverá haver um checklist dos itens a serem verificados no início de cada atividade e após cada 
atendimento em todos os equipamentos. 
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Imagem retirada da internet. 
As atribuições dos profissionais no gerenciamento de materiais são: 
- Realizar um bom planejamento de aquisição de materiais, considerando a previsão e 
especificação técnica; 
- Padronizar o quantitativo por procedimento técnico conjuntamente com a equipe de 
enfermagem; 
- Estar atualizado com novos produtos de mercado, testar e analisar os produtos; 
- Controlar o material quantitativamente por meio de implementação de kits; 
- Treinar o pessoal para o uso adequado do material em conjunto com o setor de educação 
continuada/permanente e comissão de controle de infecção hospitalar da instituição, se houver. 
- Estar atualizado com e leis vigentes; 
- Garantir que os materiais e equipamentos sejam checados quantitativo e qualitativamente a 
cada plantão = checklist diário; 
- Testar o funcionamento dos equipamentos a cada turno de trabalho ou plantão; 
- Criar critérios para checagem da validade; 
- Não permitir mudança de local sem aviso prévio de toda equipe; 
- Assegurar que todos os profissionais saibam da existência dos materiais, bem como, da sua 
correta utilização; 
 
Imagem retirada da internet. 
1.2 Contato com fornecedores e prestadores de serviço. 
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Os materiais, medicamentos e insumos utilizados em uma clínica têm grande impacto 
no custo financeiro de funcionamento da unidade. O planejamento de compras, em qualquer 
estabelecimento de saúde, desempenha um papel estratégico e precisa ser bem planejado. 
É uma área ligada a constantes transformações, inovações e competitividade entre 
fornecedores presentes no setor de saúde. Além disso, materiais bem escolhidos e 
de qualidade permitem que os profissionais de saúde ofereçam atendimento de ponta e eficiente 
para os seus pacientes, um bom planejamento de compras é necessário para o alcance desses 
objetivos. 
 A escolha de fornecedores é uma daspartes cruciais para o sucesso no planejamento de 
contas. Muitos aspectos devem ser levados em consideração para se definir o melhor 
fornecedor, e isso vai além do preço e da qualidade do produto. Conhecer os fornecedores 
pessoalmente e o local de trabalho traz informações sobre a forma de trabalho e a qualidade do 
produto comprado, que é de extrema importância e dá segurança à área de saúde. 
É importante se certificar que o fornecedor escolhido tenha disponibilidade de entrega 
dos produtos que você necessita na clínica., isso garante que tenha a quem recorrer mesmo em 
momentos de urgência. Após uma busca dos melhores fornecedores na área, o próximo passo é 
realizar a cotação do que você necessita para a clínica e comparar os preços e condições para 
finalizar a escolha., tenha sempre uma lista de fornecedores confiáveis à qual recorrer. 
 
Imagem retirada da internet. 
A escolha dos fornecedores de matéria-prima, insumos, equipamentos, ou demais 
produtos tem grande importância no planejamento da empresa. É recomendável a criação de 
um cadastro com mais de um fornecedor por produto, para que não haja a dependência de uma 
única empresa e o risco de desabastecimento. 
É importante lembrar que os fornecedores devem suprir as necessidades inerentes ao 
negócio, minimizando os estoques e atendendo suas solicitações nos prazos estabelecidos. O 
desempenho do fornecedor interfere diretamente na atividade da empresa, o ideal é que seja 
encarado como um sócio e/ou parceiro. A parceria deve pressupor um alinhamento de objetivos 
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e confiança e ser baseada em princípios de qualidade, excelência e responsabilidade, que devem 
ser negociados no estabelecimento da parceria. 
 
Imagem retirada da internet. 
Fatores que devem ser analisados para a escolha de um fornecedor: distância física, 
referência, custo do frete, qualidade, capacidade de fornecimento, preço, prazo, forma de 
pagamento. 
Se você não conhece os fornecedores locais, tente conversar com um empresário da sua 
cidade, do mesmo ramo ou não. Ele pode te indicar algumas empresas e, à medida que você for 
visitá-las, pode buscar indicações de outras. 
UNIDADE 2 - 2ª SEMANA 
2. CONTROLE DE ESTOQUE E REGISTRO DE COMPRA E USO DE INSUMOS. 
 
 
Imagem retirada da internet 
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2.1 Controle de Estoque 
Controlando o estoque: O controle de estoque tem como objetivo informar a quantidade 
disponível de cada item dentro da loja e também quanto dinheiro os produtos valem. Embora 
seja uma tarefa básica e muito importante, muitas das pequenas empresas não realizam um 
controle eficaz e apresentam "furos de estoque". A falta de controle pode trazer 
diversas consequências para uma empresa, como a falha em mensurar se o consumo dos 
materiais está de acordo com as necessidades, a possibilidade de desvios e o impacto nas vendas 
e produtividade de funcionários. 
 
 
Imagem retirada da internet. 
Recomendações necessárias: 
• O controle das entradas e saídas de materiais deve ser obrigatório e cobrado de forma 
rígida. 
• Todas as entradas e saídas devem ser anotadas em fichas ou em sistema informatizado. 
• Qualquer saída de estoque deve ser acompanhada de requisição de saída. 
• Não permitir a retirada de mercadorias ou materiais sem a devida identificação de quem 
retirou. 
• Implantar o Inventário Rotativo, nesse sistema, diariamente são escolhidos alguns itens 
para serem contados, as diferenças encontradas deverão ser comunicadas e investigadas. 
• Todo processo de movimentação de estoque deve ser estabelecido por meio das Normas 
de Entrada e Saída de Estoque. 
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Imagem retirada da internet 
Com as informações sobre tudo o que está saindo, o gestor pode calcular o giro das 
mercadorias de forma organizada. Isso vai ser útil em futuras compras da empresa e vai ajudar 
a melhorar o aproveitamento do capital de giro da empresa. Além disso, obtém-se 
a segurança de que as mercadorias são realmente utilizadas e não desviadas. 
2.2 Registro de Compra e uso de insumos 
 
 
Imagem retirada da internet 
As clínicas médicas e demais unidades de saúde contam com uma demanda 
significativa de pacientes e gerir a compra e venda de insumos médicos e hospitalares se torna 
mais fácil quando os responsáveis procuram ter um controle eficiente do estoque. Com a 
organização de medicamentos e materiais, o atendimento ao paciente melhora muito e a 
produtividade da equipe aumenta, com possibilidade de redução nos custos. Segue abaixo 
algumas práticas que ajudam a potencializar o controle de estoque e ter resultados mais 
positivos em sua clínica. 
 
https://telemedicinamorsch.com.br/blog/gestao-de-insumos-hospitalares
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Inventário 
O levantamento de tudo o que você já armazena em seu estoque é uma etapa essencial 
e um ponto de partida para começar a gerenciar os produtos e materiais da clínica com mais 
eficiência. Se houver possibilidade de utilizar código de barras nos produtos, será mais fácil 
acompanhar a entrada, saída, data de validade através de um software ou aplicativo, logo, é 
necessário contabilizar e registrar os itens que foram adquiridos ao longo do tempo. 
Ainda que seja considerado por muitos como sendo um processo exaustivo, o inventário 
contribui para que as próximas decisões sejam compatíveis com as necessidades da clínica. Por 
isso, determine a frequência em que será feito o inventário, de acordo com a faixa de preço de 
cada um dos itens, ou seja, os produtos que apresentam maior valor precisam ter um intervalo 
curto entre cada inventário. 
 
Imagem retirada da internet 
Armazenamento correto 
O armazenamento correto é fundamental para preservar a qualidade dos produtos e 
garantir que eles não causem danos à saúde dos pacientes. Alguns insumos usados na área 
médica precisam ser armazenados de forma adequada para manterem suas características 
iniciais, tanto biológicas como químicas. 
Assim, tenha um local preparado para os materiais e busque organizá-los seguindo a 
data de validade, fazendo isso, você evita o desperdício e tem um controle mais eficaz sobre a 
ordem de chegada dos produtos e quais são as remessas que precisam ser usadas com mais 
rapidez. 
https://blog.gs1br.org/inventario-de-estoque-e-codigo-de-barras/?gclid=Cj0KCQiA04XxBRD5ARIsAGFygj9NK-LY_QNHw6cgcCBUnm7O831t8x0t89sXjLhgkEA8esHoD11QClUaAuGLEALw_wcB
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Processos de compras 
 
Imagem retirada da internet 
Comprar materiais para a rotina da clínica é um processo comum e fica sob a 
responsabilidade dos gestores ou demais colaboradores. Entretanto, o bom funcionamento deste 
sistema envolve a organização e alinhamento entre necessidades da clínica ou consultório e 
fornecedores, então, tenha um planejamento eficiente para entender quais são as prioridades 
da clínica em relação às compras. 
Se os gestores se preocupam em fazer uma programação, torna-se mais fácil saber quais 
produtos têm uma demanda maior, quais são mais urgentes, os melhores preços do mercado e 
fornecedores que disponibilizam boas condições de pagamento. O resultado é mais economia 
sem perder a qualidade dos recursos que são adquiridos. 
Histórico dos fornecedores: O cadastro de fornecedores é uma ferramenta bastante útil para 
ajudar você a ter um estoque organizado e eficiente. Um dos benefícios é ter acesso rapidamente 
às facilidades que cada um deles oferece e o que é positivo para o seu estabelecimento, 
fazer comparação de preços também é uma maneira de sempre optar por negociações com um 
bom custo-benefício. 
Softwares: Com a tecnologia cada vez mais presente em nosso dia a dia, há uma lista expressiva 
de ferramentas e softwares que podem ser usados em favor das empresas. Logo, automatizar 
processos é uma maneira de otimizar tempo e organizar as atividades para manter um clima 
produtivo na clínica e, consequentemente, atingir as expectativas dos pacientes. 
Na gestão de estoque nas clínicas, isso também acontecee o uso de softwares facilita o 
controle de todos os materiais e produtos. Por meio deles, os gestores conseguem administrar 
https://telemedicinamorsch.com.br/blog/administracao-de-clinica-medica
https://telemedicinamorsch.com.br/blog/software-para-clinica-medica
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as entradas e saídas, criar relatórios e planilhas personalizadas, monitorar a data de validade dos 
itens e acessar o histórico dos fornecedores. 
Além dos recursos citados, com a implementação de softwares você ainda pode 
acompanhar os gastos mais frequentes e fazer pesquisas de preço, o que contribui para compras 
mais eficientes e econômicas para a clínica. É importante que, antes de escolher o software ideal 
para o estabelecimento, seja feita uma análise que indique quais são as principais necessidades 
da clínica e falhas no estoque que precisam ser solucionadas. 
 
Imagem retirada da internet 
As necessidades dos pacientes 
De nada adiante criar um sistema de controle do estoque se ele não for planejado para 
atender as demandas dos pacientes. Afinal, o público é o principal usuário do espaço e, por isso, 
o gerenciamento dos produtos também precisa estar de acordo com as suas necessidades. 
Nesse sentido, entenda o que o paciente espera e quais são os produtos e itens que mais 
foram utilizados em períodos anteriores. Por exemplo, se você notou que determinado material 
é bastante utilizado no dia a dia, crie um planejamento para que ele esteja sempre disponível 
em seu estoque. 
Fazer isso colabora para um bom relacionamento com os pacientes e minimiza os 
índices de insatisfação, é importante conhecer a base de clientes que utiliza seus serviços e, a 
partir disso, fazer ajustes e aplicar estratégias no estoque da clínica. 
A administração de recursos materiais nas instituições hospitalares, tanto no que se 
refere a equipamentos como a materiais de consumo, insumos em geral, tem gerado na prática 
uma série de problemas no contexto da operacionalização dos conceitos teóricos envolvidos 
nessa administração. 
https://telemedicinamorsch.com.br/blog/economia-para-clinicas-medicas
https://telemedicinamorsch.com.br/blog/planejamento-financeiro
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Imagem retirada da internet 
Considerando que os materiais e equipamentos necessários ao desenvolvimento das 
atividades assistenciais em um hospital, possuem características técnicas, específicas e 
complexas, toma-se necessário que na sua administração seja prevista a inclusão de 
profissionais de saúde, no sentido de exercerem um papel mais ativo não só nos aspectos de 
ordem técnica, quanto naqueles relacionados a custos. 
A equipe de saúde desempenha papel importante na administração dos recursos 
materiais dentro de uma instituição. Papel esse que ocorre em duas direções; uma de 
envolvimento direto no processo aquisitivo e outra indireta como usuário desses materiais. 
A tomada de decisão em relação ao produto a ser adquirido é de vital importância. Além 
dos aspectos já levantados sobre diversidade e qualidade dos produtos existentes no mercado, 
outros fatores merecem análise acurada na decisão final de compra. 
 
UNIDADE 3 - 3ª SEMANA 
3. CONTROLE DE MANUTENÇÃO DE MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS. 
Imagem retirada da internet. 
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Algumas informações necessárias para o planejamento, controle, 
acompanhamento e execução do setor de manutenção dentro de uma unidade de saúde. 
- Os tipos e a quantidade de equipamentos disponíveis no serviço ou unidade; 
- A frequência de quebra de cada equipamento ou modelos de equipamentos; 
- A frequência de quebra de equipamentos por serviço; 
- A idade de cada equipamento; 
- A taxa de utilização por equipamento; 
- O número de pessoas autorizadas a operar um equipamento; 
- O número de pessoas treinadas para operação de um equipamento; 
- O tempo em que este equipamento fica ocioso durante manutenção; 
- O número de atendimentos que deixam de ser feitos por falta do equipamento; 
- Se existe a possibilidade de rearranjo dos equipamentos no serviço ou unidade; 
- Se existem equipamentos de reserva por serviço ou unidade; 
- A taxa de ociosidade dos equipamentos; 
- Os problemas existentes para a operação dos equipamentos; 
- A média diária de atendimentos; 
- A capacidade ociosa do serviço; 
- Os problemas e limitações existentes para a execução de um determinado serviço; 
Equipamentos Médico-Hospitalares e o Gerenciamento da Manutenção 
- Tipo (preventiva e, ou corretiva), local (interna e, ou externa) e a qualidade da manutenção 
executada. 
O conjunto das informações acima é de grande importância para: 
- O planejamento dos recursos necessários para a implantação do grupo de manutenção; 
- A definição do perfil dos técnicos a serem contratados; 
- A avaliação periódica do setor de manutenção; 
- O estabelecimento de metas e cronogramas de execução de serviços de manutenção; 
- O tipo de manutenção a ser executada por grupo de equipamentos; 
- Os contratos de manutenção externos que devem ser mantidos; 
- A elaboração de programa de manutenção corretiva; 
- A elaboração do programa de manutenção preventiva; 
- Os serviços que devem ser priorizados no atendimento de corretiva; 
- Elaboração do programa de treinamento a ser feito por técnicos de manutenção; 
- A elaboração do programa de treinamento para os operadores de equipamentos. 
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Imagem retirada da internet. 
3.1 Tipos de Manutenção 
 A definição dos tipos de manutenção parece algo simples, e não apenas parece. 
Realmente é algo simples, porém, boa parte dos profissionais da área ainda confundem os 
conceitos por trás de cada tipo de manutenção e isso é extremamente grave! 
Se você não sabe a diferença entre os tipos de manutenção, você não sabe definir qual 
tipo irá usar e assim, não saberá traçar uma estratégia de manutenção para manter os ativos da 
sua empresa. 
Se você erra na estratégia, os cenários serão o seguinte: os ativos podem se manter 
disponíveis e confiáveis, mas você está gastando mais do que deveria; ou você está gastando 
pouco, porém os seus ativos estão com os níveis de confiabilidade e disponibilidade baixos. 
Tipos de Manutenção e Estratégias de Manutenção 
A primeira coisa que temos que definir ao elucidar esse tema é a diferença entre os tipos 
de manutenção e estratégias de manutenção. Se essa diferença ficar bem definida, os reflexos 
irão se manifestar através da elevação dos níveis de confiabilidade, disponibilidade e 
produtividade dos ativos. 
Muitos profissionais apontam a existência de diversos tipos de manutenção, segue abaixo as 
três mais utilizadas. 
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▪ Manutenção Corretiva 
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▪ Manutenção Preventiva 
▪ Manutenção Preditiva 
Esses três tipos de manutenção têm significados, ações e objetivos completamente 
diferentes. 
 
Imagem retirada da internet 
Manutenção Corretiva: Manutenção efetuada após a ocorrência de uma pane destinada a 
recolocar um item em condições de executar uma função requerida. Ou seja, uma ação de 
manutenção realizada com a finalidade de corrigir algo no equipamento, para que ele possa 
cumprir o seu papel dentro do processo de produção de acordo com o que foi definido no seu 
projeto. 
A Manutenção Corretiva é sempre considerada o pior tipo de manutenção existente. Em 
partes, isso é verdade. Vai depender da estratégia de manutenção usada para manter os ativos ( 
em funcionamento) da empresa. 
O custo da Manutenção Corretiva é alto, a execução da manutenção é demorada e o 
investimento necessário para realizar a manutenção é relativamente baixo. O custo e tempo são 
altos porque na maioria das vezes o equipamento é quem decide quando será o momento de 
executar a manutenção e isso não é bom. Quando o equipamento falha durante o processo de 
produção, e causa a interrupção do processo ou redução da performance, acontece algo 
chamado lucro cessante que é o que eleva os custos relacionados à manutenção 
corretiva. Lucros cessantessão prejuízos causados pela interrupção de qualquer uma das 
atividades de uma empresa, no qual o objeto de suas atividades é o lucro. Exemplos de lucros 
cessantes são: não vender um produto por falta no estoque; uma máquina que para e deixa de 
produzir, deixa de realizar RX, tomografia, ressonância, etc...; 
Além do lucro cessante, a compra de peças de reposição sem planejamento e a 
contratação de serviços em caráter emergencial também contribuem para o alto custo da 
manutenção corretiva. 
O investimento baixo se dá pelo fato de que não é necessário investir grandes montas 
para realizar alguma ação de manutenção corretiva. O necessário é o básico: mão de obra, 
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ferramentas e peças de reposição. Apesar do investimento ser baixo, ele não se justifica pelo 
fato do custo oriundo das manutenções corretivas serem altos, seja pela falta de planejamento 
adequado, ou contratação de prestadores de serviços ou equipe de manutenção disponível. 
 
Imagem retirada da internet. 
Manutenção Preventiva: Manutenção efetuada em intervalos predeterminados, ou de acordo 
com critérios prescritos, destinada a reduzir a probabilidade de falha ou a degradação do 
funcionamento de um item. Todas as ações de manutenção realizadas de forma prévia, com a 
finalidade de evitar que os equipamentos falhem durante o processo de produção são 
manutenções preventivas. 
Ou seja, todas as atividades destinadas a prevenção de falhas, panes e quebras são 
encaradas como Manutenção Preventiva. Exemplo: inspeções, substituições de itens 
desgastados, limpezas, lubrificações, ajustes, etc. 
O objetivo principal da manutenção preventiva é elevar e garantir os índices de 
disponibilidade e confiabilidade dos equipamentos. 
 
Imagem retirada da internet 
A manutenção preventiva é realizada de forma sistemática, de acordo com um plano de 
manutenção. O equipamento gozará das atividades de manutenção quando atingir a frequência 
previamente definida para tal. Essa frequência pode estar atrelada ao tempo, à quilometragem, 
à produtividade, ao número de exames realizados, etc. 
▪ Frequência atrelada ao tempo: O equipamento passará por manutenção somente 
quando atingir o tempo especificado. 
https://engeteles.com.br/plano-de-manutencao-preventiva/
https://engeteles.com.br/plano-de-manutencao-preventiva/
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Exemplos: Um mancal que é lubrificado após 200 horas de funcionamento, um 
determinado equipamento que é inspecionado mensalmente, um painel elétrico que 
é limpo a cada três meses, etc. 
▪ Frequência atrelada à quilometragem: A condicional para acontecer a 
manutenção é a quilometragem especificada, não levando em consideração o tempo 
levado para operação a ser realizada. 
Exemplo: Substituir as pastilhas de freio das ambulâncias a cada 40.000 km, não 
importa se os 40.000 quilômetros serão alcançados em um mês ou um ano, as 
pastilhas serão substituídas apenas se a quilometragem especificada tiver sido 
atingida. 
▪ Frequência atrelada à produtividade: Nesse caso, o tempo também não é levado 
em consideração. O que se leva em consideração é a quantidade de peças que o 
equipamento produziu ou o seu número de exames realizados. 
Exemplo: Verificar o nível do motor a cada 1.000/2000/3000 exames realizados ou 
efetuar a limpeza a cada período, seguindo sempre a orientação do manual do 
equipamento/máquina/veículo, etc.... 
O custo para manter um plano de manutenção preventiva na empresa é relativamente 
alto. Devemos considerar que temos que ter um quadro maior de funcionários, funcionários 
com capacidade técnica elevada e diferenciada, manter um estoque de peças de reposição e 
insumos para atender ao plano, contabilizar as horas de paradas dos equipamentos para realizar 
as manutenções, etc. 
O tempo para executar a manutenção preventiva é menor do que quando trabalhamos 
com corretiva, o investimento é intermediário. Precisamos investir em pessoas, capacitação 
técnica da equipe, ferramentas, sistemas para controle da manutenção preventiva, etc. 
 
https://engeteles.com.br/plano-de-manutencao-preventiva/
https://engeteles.com.br/a-importancia-de-um-software-para-a-gestao-da-manutencao/
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Imagem retirada da internet. 
Manutenção Preditiva: Manutenção que permite garantir uma qualidade de serviço desejada, 
com base na aplicação sistemática de técnicas de análise, utilizando-se de meios de supervisão 
centralizados ou de amostragem, para reduzir ao mínimo a manutenção preventiva e diminuir a 
manutenção corretiva. Ou seja, a manutenção preditiva tem o objetivo de predizer a situação do 
equipamento e encontrar falhas em estágio inicial, quando ainda não são prejudiciais ao 
equipamento e/ou processo de produção. Uma vez que a falha foi identificada em estágio inicial, 
podemos planejar e programar ações para eliminar essa falha. 
Dessa forma, os custos e o tempo desprendidos através da manutenção preditiva são 
infinitamente menores do que quando tratamos o equipamento com manutenção corretiva ou 
preditiva. O investimento é maior, uma vez que temos que ter equipamentos de análise mais 
sofisticados, manter contratos de serviços ou ter uma equipe própria capaz de executar as ações 
de manutenção. 
A manutenção preditiva também é conhecida como manutenção sob condição ou 
manutenção com base no estado do equipamento. É baseada na tentativa de definir o estado 
futuro de um equipamento ou sistema, por meio dos dados coletados ao longo do tempo por 
uma instrumentação específica, verificando e analisando a tendência de variáveis do 
equipamento. 
Esses dados coletados, por meio de medições em campo como temperatura, vibração, 
análise físico-química de óleos no gerador de energia ou motor, aparelho de ultrassom, 
tomógrafo, entre outros, permitem um diagnóstico preciso. 
Esse tipo de manutenção caracteriza-se pela previsibilidade da deterioração do 
equipamento, prevenindo falhas por meio do monitoramento dos parâmetros principais, com o 
equipamento em funcionamento. 
 
Imagem retirada da internet. 
Estratégias de Manutenção: Quando falamos de estratégia de manutenção, significa que 
estamos escolhendo e alinhando determinados tipos de manutenção e suas derivações aos 
objetivos da empresa. 
https://engeteles.com.br/manutencao-preditiva/
https://engeteles.com.br/manutencao-preditiva/
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Não existe tipo certo ou errado de manutenção. Errado é não ter manutenção. O que 
pode existir é uma falta de alinhamento dos tipos de manutenção com os objetivos da empresa. 
Falando de um modo geral, o melhor momento para intervir é quando atuamos com 
manutenção preventiva baseada na condição. Isso se dá pelo fato de já conhecermos a falha e 
sabermos previamente exatamente quais recursos iremos precisar para corrigi-la. 
 
UNIDADE 4 - 4ª SEMANA 
4 PRINCIPAIS INSUMOS E EQUIPAMENTOS QUE SÃO UTILIZADOS EM 
AMBIENTES DE ATENDIMENTO A SAÚDE E ÁREAS HOSPITALARES. 
 
Imagem retirada da internet 
A gestão de materiais é um processo no qual se planeja, executa e controla, em 
condições mais eficientes e econômicas, o fluxo de materiais, partindo das especificações dos 
artigos a comprar até a entrega do produto (FRANCISCHIN, et.al. 2002). Os avanços 
tecnológicos têm impulsionado o aumento constante da complexidade assistencial, exigindo um 
nível de atenção cada vez mais elevado, por parte dos profissionais de saúde, criando uma 
demanda crescente por recursos materiais. 
Os insumos na área de saúde são produtos e equipamentos do segmento, fornecidos por 
distribuidores com conhecimentos e experiência no campo da medicina, os quais promovem 
soluções para diversos tipos de necessidades dentro da área profissional. Para a comercialização 
de insumos hospitalares, distribuidores devem trabalhar com artigos certificados, que utilizem 
matéria-prima de boa procedência para o desenvolvimento de produtos de alta qualidade para 
o segmento da saúde, garantindo máximo desempenho. 
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Imagem retiradada internet 
Produtos para saúde são os dispositivos utilizados na realização de procedimentos 
médicos, odontológicos, fisioterápicos ou de estética, empregados para diagnóstico, tratamento 
e monitoração de pacientes e que não utilizam meio farmacológico, imunológico ou metabólico 
para realizar sua principal função em seres humanos, podendo, entretanto, ser auxiliado em suas 
funções por tais meios. 
Estão incluídos neste conjunto os: 
• Equipamentos de uso em saúde como: Equipamento de ressonância magnética, 
tomógrafo, eletrocardiógrafo, equipamento de ultrassom, aparelho de raios-X, 
eletroestimulador, câmara de bronzeamento artificial, marcapasso cardíaco e 
bicicleta ergométrica, etc... 
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• Materiais de uso em saúde como: Prótese articular, seringa, agulha hipodérmica, 
cateter vascular, gaze, implante odontológico e ortopédico, válvula cardíaca, 
instrumental cirúrgico, etc. 
• Kits de diagnóstico de uso in vitro como: reagente para diagnóstico de doenças 
infecto contagiosas, dosagens bioquímicas, dosagens hormonais e teste, etc... 
A Vigilância Sanitária atua na fiscalização e certificação das empresas fabricantes, 
distribuidores, importadores, exportadores e transportadores de produtos para a saúde de acordo 
com normas próprias e legislações estabelecidas pela ANVISA. Verifica o processo de 
produção, armazenagem, transporte, técnicas e os métodos empregados até o consumo final 
desses produtos. 
4.1 DISPONIBILIDADE NO MERCADO E PROCESSOS DE AQUISIÇÃO 
 
 
 
Imagem retirada da internet 
Levantamento dos equipamentos disponíveis no mercado 
Com as exigências clínicas definidas e conhecendo as condições ambientais, o próximo 
passo no processo de aquisição é a obtenção de informações específicas sobre os equipamentos 
disponíveis no mercado que preencham as necessidades da instituição. 
A tarefa de obtenção dessas informações é realizada através de pesquisa bibliográfica 
em propagandas, serviços de divulgação, publicações dos fabricantes, web sites e em 
instituições que possuam equipamentos semelhantes. Durante a obtenção de informações é útil 
ter uma ideia do custo do equipamento. Ao final da pesquisa tem-se uma lista de possíveis 
equipamentos e seus respectivos fornecedores, que atendam às necessidades da instituição. 
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Imagem retirada da internet 
Através do contato com os fornecedores consegue-se informações mais detalhadas dos 
equipamentos. É interessante para a instituição armazenar as informações obtidas na pesquisa 
para facilitar pesquisas futuras. 
A estimativa de custo do equipamento é realizada durante a pesquisa e atualizada ao 
longo da mesma. Esta estimativa deverá conter o máximo de custos relacionados ao 
equipamento (por exemplo: instalação e treinamento). Tendo concluído a pesquisa, as 
informações devem ser apresentadas de forma direta a equipe de trabalho. 
Nesta etapa do processo, algumas questões devem ser analisadas: 
− Possíveis mudanças nas exigências clínicas; 
− Avaliar a relação custo-benefício; 
− Chegar a uma conclusão final sobre o máximo da efetividade de custo. 
O resultado da análise destas questões é uma lista definitiva de exigências clínicas e 
limitações ambientais. A lista gerada fornece subsídios para a decisão de como será efetuada a 
compra, que pode basicamente, ser realizada de duas formas: 
− Compra direta: os equipamentos disponíveis no mercado são avaliados e emite-se 
uma ordem de compra para o fornecedor selecionado; 
 − Contrato de compra: é utilizado para sistemas maiores, com várias partes e até 
instalações. É necessária uma especificação detalhada do equipamento, uma solicitação de 
propostas dos fornecedores, uma avaliação dos equipamentos, escolher o fornecedor e executar 
o contrato. 
 
Imagem retirada da internet 
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Em instituições privadas há uma maior flexibilidade com relação às compras diretas. 
Nas instituições públicas as compras diretas limitam-se a equipamentos com valor muito 
baixos. Nestas instituições, a maioria das compras é realizada através de processo de licitação. 
As modalidades de licitação são determinadas em função de limites estabelecidos pelos 
valores estimados para a aquisição, apurados em pesquisa eficiente de mercado. Essa pesquisa 
é de absoluta importância já que qualquer falha poderá determinar a anulação da licitação em 
decorrência do uso inadequado da modalidade. 
A avaliação das propostas é uma etapa importante do processo de aquisição. Os 
fornecedores devem disponibilizar o equipamento (se for de pequeno porte), ou parte dele, ou 
uma montagem de amostra, ou em outro local (hospital, showroom) para as avaliações técnicas 
e clínicas. 
A escolha do fornecedor é feita analisando as listas geradas. Se o primeiro das três não 
for o mesmo (que é provável), a preferência é do item custo, a menos que outros fatores, 
principalmente custos relacionados com a operação, manutenção e vida útil do equipamento 
(avaliação técnica), sobreponham-se fortemente. 
A escolha deve ser um consenso da equipe. Em licitações públicas, a escolha do 
fornecedor deve obedecer às condições estabelecidas no edital e ser realizada em conformidade 
com os tipos de licitação, que são: 
− Menor preço: quando o critério de seleção da proposta mais vantajosa for o de menor 
preço entre as propostas qualificadas. A classificação se dará pela ordem crescente de preços; 
− Melhor técnica: é a licitação onde o critério prevalecente é o da proposta que ofereça 
os melhores requisitos técnicos. Destina-se a selecionar serviços de natureza 
predominantemente intelectual; 
− Técnica e preço: também se destina à contratação de serviços, embora seja utilizada 
na contratação de bens e serviços de informática. 
Excepcionalmente, os dois últimos tipos podem ser utilizados para a aquisição de bens 
de grande vulto necessitando de justificativas e autorização da maior autoridade da 
administração licitante. Após a seleção do fornecedor, a próxima etapa é a elaboração do 
contrato. Esta tarefa é do departamento jurídico, a equipe de manutenção deve contribuir. 
 
4.2 INSUMOS E EQUIPAMENTOS 
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Imagem retirada da internet 
Insumos 
Em relação aos insumos hospitalares distribuidores de grande relevância no mercado 
dispõem de diversos itens, pois esses artigos são muito variados e podem atender a diversas 
áreas com produtos como luvas, máscaras, toucas, compressas, seringas, bem como diversos 
equipamentos médicos de alta tecnologia, peças de reposição e acessórios. 
Para atender à grande procura de clínicas, centros médicos e locais de cuidados com a 
saúde em geral, universidades e laboratórios por insumos hospitalares distribuidores fornecem 
materiais acessíveis e eficientes para suprir todas as necessidades desses estabelecimentos. 
Na comercialização de insumos hospitalares distribuidores dispõem de itens que 
proporcionam uma série de vantagens e benefícios, tais como: 
• variedade: ao oferecer os insumos hospitalares distribuidores disponibilizam um 
amplo portfólio de produtos e equipamentos médicos diversos para todas as 
necessidades; 
• qualidade: os equipamentos possuem alta tecnologia empregada e passam por um 
rigoroso controle de qualidade, para garantir máximo desempenho e eficiência; 
• economia: com o planejamento de compra de suprimentos médicos, o 
estabelecimento pode sempre dispor de material, sem arcar com custos extras 
desnecessários; 
• segurança: muitos insumos são de uso único e lacrados, evitando a contaminação e 
garantindo a segurança dos profissionais e pacientes. 
Portanto, no momento de se adquirir insumos hospitalares, os distribuidores que tem uma 
estrutura completa são a melhor opção, pois dispõem de colaboradores treinados e atualizados 
com os avanços da medicina e são aptos a oferecer todo o suporte necessário a seus clientes. 
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Imagem retirada da internet 
Os insumos hospitalares são produtos, materiaise instrumentos utilizados em 
atividades, análises e exames desempenhados em um ambiente médico-hospitalar. Naturais ou 
sintéticos, os insumos hospitalares são necessários e utilizados em praticamente todos os 
setores que compõem uma instituição de saúde, por essa razão a qualidade é fator de suma 
importância e que desempenha papel crucial na devida execução das atividades na rotina 
médica. 
A adequada gestão dos insumos hospitalares – aquisição, armazenagem, estocagem, 
controle e conservação – também faz toda a diferença no ambiente médico-hospitalar, não só 
de um ponto de vista logístico, mas também de praticidade, eficácia e confiabilidade que serão 
proporcionadas pelo uso dos insumos no tratamento de pacientes e na manipulação de 
substâncias. 
Os insumos hospitalares podem ser classificados em linhas disponibilizadas e 
designadas para esterilização, limpeza, proteção, monitoramento e uso geral no ambiente. 
Dentre os insumos hospitalares disponíveis no mercado, segue alguns: 
• papel grau cirúrgico; 
• luvas; 
• tapetes adesivos; 
• escovas de limpeza para instrumentais; 
• detergentes; 
• elásticos de silicone; 
• etiquetas; 
• entre outros que suprem as necessidades de manutenção de limpeza do local. 
• a lista de insumos é muito extensa, acessar informações complementares. 
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Etiqueta para esterilização Embalagem papel grau cirúrgico Papel grau cirúrgico 
Detergente hospitalar 
Imagem retirada da internet 
Equipamentos 
Esta etapa do processo de aquisição de equipamentos médicos, tem como objetivo, gerar 
uma descrição quantitativa das necessidades clínicas, recomenda-se um trabalho em equipe para 
facilitar as interações no processo. A equipe deve ser formada por médicos (interesse nos 
resultados fornecidos pelo equipamento), enfermeiros (interesse na facilidade de utilização) e 
engenheiros clínicos (interesse na representação técnica, ligação com fornecedores, segurança 
na utilização do equipamento, treinamento e efetividade). 
O recebimento técnico do equipamento deve sempre ser executado por um grupo composto 
de técnicos e médicos para que seja avaliado se todas as condições impostas pela organização 
que está adquirindo foram atendidas pelo fornecedor. Somente então, com liberação deste grupo 
é que o pagamento deverá ser efetuado. São frequentes a entrega de equipamentos com partes 
faltantes e danificadas, material técnico fora das especificações e sem os ajustes e calibrações 
necessárias à operação. 
 
Imagem retirada da internet 
Neste mesmo processo de aceitação, deve ser exigido do fornecedor que verifique todas as 
exigências técnicas ambientais que foram previamente estabelecidas pelo próprio fabricante. 
Este procedimento é de extrema importância para que não haja dúvidas quanto à operação 
adequada do equipamento, assim como, para evitar futuros problemas de paralisação excessiva 
do mesmo, devido à falta de condições ambientais adequadas. Este procedimento é denominado 
pré-instalação. 
https://www.sterilex.com.br/embalagem-papel-grau-cirurgico
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A pré-instalação é o conjunto de requisitos de arquitetura e de engenharia, especificados 
pelo fornecedor, que devem ser atendidos pela instituição para instalação de equipamentos 
médicos. O grupo de manutenção é responsável pela verificação dos requisitos de pré-
instalação. Esta tarefa deve ser executada cuidadosamente para evitar problemas na hora da 
instalação do equipamento. O 
 
5. REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS 
 
CASTILHO, V.; GONÇALVES, V. L. M. Gerenciamento de Recursos Materiais. In: 
KURCGANT, P. Gerenciamento em Enfermagem. Rio de Janeiro, Guanabara Koogan, 2014. 
CASTILHO, V.; LEITE, M. M. J. A administração de recursos materiais na enfermagem. In: 
KURCGANT, P. (Coord.) Administração em enfermagem. São Paulo, EPU, 1991. 
CHIAVENATO, I. Iniciação à administração de materiais. São Paulo, Makron/McGrawHill, 
1991. 
FRANCISCHINI PG, GURGEL FA. Administração de materiais e do patrimônio. São Paulo: 
Pioneira Thonson; 2002. 
FENILI, R. R. Gestão de Materiais. 2. ed. - Brasília: Enap, 2016. 164 p. 
FONSECA, M. das G. Administração de materiais em enfermagem. Juiz de Fora, Escola de 
Enfermagem - UFJF/Depto Enfermagem Básica, 1995. 
GRECO, R. M.; MOURA, D. C. A.; BAHIA, M. T. R. Gerenciamento de Recursos Materiais. 
Juiz de Fora – UFJF/Depto Enfermagem Básica, 2018. (apostila de curso). 
 
 
 
 
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