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Kettlebell Além do “Swing” Maurício Kido INTRODUÇÃO Chaleira, bola com alça, sino de vaca, Kettlebell. Talvez a quantidade de apelidos possa também demonstrar o quanto esse instrumento é versátil e aberto a criatividade de quem o usa e de quem o ensina a usar. Apesar da infinidade de possibilidades do que é possível executar com o Kettlebell, um exercício em específico ficou muito conhecido dentro de sua prática e acabou até sendo associado a ele fazendo com que muitos pensem que só serve para isso, o Swing. Esse exercício pode ser visto sendo feito em praticamente todos os studios de Treinamento Funcional e boxes de Crossfit™. O Swing já faz parte da rotina de treinos tanto quanto pular corda ou fazer agachamentos. Sim, é um exercício poderoso e tem diversas finalidades como veremos mais adiante. Contudo, como poderá ser visto ao longo desse e-book, é um tremendo desperdício utilizar o Kettlebell apenas para fazer swings. É como se utilizássemos um canivete suíço apenas pra cortar unha e nem olhássemos o resto de suas funcionalidades. HISTÓRIA O que começou com um objeto de ferro maciço usado como contrapeso em balanços de mercados na Rússia do século XVII, veio a se tornar rapidamente uma ferramenta indispensável para treino de força, resistência e exibicionismo (demonstração de força e acrobacias) até se transformar em um esporte de competição conhecido como Kettlebell Sport ou Girevoy Sport. Se na Rússia ele já é há décadas um esporte de competição nacional, no mundo vem ganhando cada vez mais popularidade principalmente após sua introdução nos EUA nos anos 2000 por Pavel Tsatsouline, o maior expoente do uso do Kettlebell no Ocidente. Hoje há competições de Kettlebell Sport no mundo inteiro e essa poderosa ferramenta pode ser vista em praticamente todas academias e estúdios de treinamento funcional. MODALIDADES DE KETTLEBELL O Kettlebell possui duas principais vertentes que são a modalidade esportiva conhecida como Kettlebell Sport ou Girevoy Sport e o Hardstyle introduzido por Pavel. A primeira vertente é a de competição onde o principal atributo é a resistência. Existem basicamente dois tipos de exercício nessa modalidade: o Snatch e o Long Cycle. Os dois tem por característica levar o Kettlebell para a posição mais alta com os ombros e cotovelos em extensão máxima. Uma das diferenças entre um e outro é que o Snatch é realizado em um único movimento e o Long Cycle é realizado em dois tempos, o Clean (que será mostrado a diante) e o Jerk (impulso com as pernas para levar o peso para cima). Outra diferença é que no Snatch se utiliza apenas um Kettlebell enquanto no Long Cycle são sempre dois, um em cada mão. O objetivo nesses competições é alcançar o maior numero de repetições em 5 ou 10 minutos com que pesos que vão dos 12kg aos 32kg por Kettlebell. Já no Hardstyle o interesse maior não é a competição, mas sim o foco na força e na resistência voltados ao condicionamento e também para reabilitação. Essa modalidade é muito utilizada por atletas de diferentes esportes como parte de suas rotinas de treinos. Aqui nós abordaremos o Hardstyle que traz uma enorme gama de exercícios que podem ser utilizados tanto para treino de força e resistência assim como diversos deles podem ser adaptados para reabilitação fisioterapêutica. TIPOS DE KETTLEBELL Existem basicamente dois tipos de Kettlebell. O Ironcast, de ferro maciço, e o Pro Grade, que possui estrutura oca e é o tipo utilizado nas competições de Girevoy Sport. Enquanto o Ironcast varia de tamanho conforme o peso, o Pro Grade possui tamanho e cores padronizadas onde ele vai sendo preenchido para alcançar o peso desejado. Outra diferença é em relação ao incremento de peso. Tradicionalmente os Kettlebell incrementam-se de 4 em 4 quilos a partir de 8kg e vão até 32kg no tipo Pro Grade. Já nos dias de hoje há Kettlebell começando em 2kg com incremento de 2 em 2 quilos chegando até 40kg. Mas existem fabricantes que fazem sob encomenda Kettlebell de até 80kg. Há também pequenas diferenças no formato principalmente na parte da alça. Alguns fabricantes as fazem mais largas para acomodar a pegada com duas mãos, que servem basicamente para realizar o Swing e alguns poucos outros exercícios. Em relação ao formato do corpo (a parte da bola digamos assim) os Pro Grade possuem formato mais arredondado enquanto o Ironcast possui formas variadas. Uma outra característica de alguns fabricantes é o emborrachamento. Apesar de ser uma proteção extra contra a corrosão muitos praticantes acham que a borracha aumenta demais o atrito com a pele e assim acaba dificultando a realização de muitos exercícios que necessitam o deslizamento fácil entre mão e alça. Um exercício como o Snacth utiliza desse rolamento nas palmas das mão o tempo inteiro e a borracha para muitos atrapalha essa fluidez e tende a machucar a pele deixando-a mais propensa a formar bolhas. Um outro problema que é exatamente o oposto é o risco de escorregar das mãos por conta do suor. É bom sempre pesquisar bem antes de escolher qual Kettlebell comprar e, principalmente no caso dos Pro Grade, verificar se foram fabricados de acordo com normas e padronizações já pré-definidas. PARA QUEM O KETTLEBELL É INDICADO? Qualquer indivíduo pode utilizar o Kettlebell desde que observadas as características físicas do iniciante e respeitar seus limites. Idade e compleição física devem ser levados em conta na hora de escolher o peso ideal para se começar e também quais os tipos de exercícios podem e devem ser realizados. Não existe nenhuma regra específica dizendo com qual idade é recomendado iniciar a prática com o Kettlebell. Por tratar-se de uso de pesos como acessório na realização de exercícios físicos pode-se utilizar como critério o mesmo que especialistas recomendam em relação a musculação por exemplo. Não há consenso aqui também, mas é certo afirmar que poucos recomendam a prática antes dos 12 anos de idade e muitos indicam a partir dos 14 anos onde o desenvolvimento musculoesquelético já está em fase mais adiantada. Mas tudo isso depende também da cultura e educação de diferentes países e outros critérios como por exemplo de crianças que já praticam esportes de alta performance desde cedo as quais, bem orientadas e sob a tutela de um responsável, podem sim utilizar pesos e outros aparatos para incrementar seu treinamento. Kettlebell ironcast Kettlebell Pro grade 16 kg (amarelo) Kettlebell emborrachado Para gestantes e idosos o critério é o mesmo utilizado quando esses indivíduos forem praticar qualquer atividade física. O que vai definir o tipo de exercício e as cargas utilizadas dependerão de indicação médica e avaliação do profissional que irá prescrever e acompanhar as práticas. Como o Kettlebell é um instrumento que pode ser utilizado desde uma reabilitação até o uso por atletas de alta performance é recomendado que sua prática e aprendizado sejam sempre feitos com um profissional da área da saúde, mais especificamente Fisioterapeutas e Profissionais de Educação Física. FISIOTERAPEUTA OU EDUCADOR FÍSICO? Existe uma pequena área de intersecção das duas profissões onde não é possível determinar exatamente onde acaba uma e onde começa a outra. A verdade é que tanto o Educador Físico pode atuar em determinadas fases do que seria uma reabilitação músculo/esquelética, onde há uma diminuição de função da parte física do indivíduo, quanto o Fisioterapeuta pode continuar a atuar na manutenção e prevenção de uma lesão na pós-reabilitação. E nisso tudo tanto o Pilates quanto o Treinamento Funcional possuem metodologia e ferramentas excelentes e ideais para esses momentos da atuação na saúde do cliente ou paciente. O ideal é que esses dois profissionais trabalhem em conjunto como uma equipe multidisciplinar, que ainda envolve a nutrição e a medicina desportiva para sempre proporcionar o que é melhor para cada indivíduo. POR ONDE COMEÇAR? Agora quero começar a praticar.Que peso eu utilizo? Qual o primeiro movimento que começo a praticar? Qual a duração dos exercícios? Qual postura devo permanecer? Preciso me preparar antes de usar? Antes de mais nada precisamos entender a dinâmica do Kettlebell e os tipos de movimentos que são possíveis com ele. A alça do Kettlebell nos dá basicamente duas possibilidades de pegada: “peso morto” (onde apenas o seguramos pela alça e o tiramos do chão) e o Rack Position ou posição de “rack” (onde o apoiamos no antebraço e fazemos a grande parte dos exercícios exclusivos do Kettlebell). Para facilitar chamaremos a pegada “peso morto” de pegada simples ou pegada dupla quando utilizamos as duas mãos na mesma alça. Enquanto a outra chamaremos de Rack Position. A pegada simples ou dupla é mais utilizada para fortalecimento de membros inferiores. É possível fazer os mesmos exercício feitos com uma barra para peso com anilhas como o Terra e o Stiff e ainda todos os tipos de agachamento como o Squat, Sumô e Afundo/Avanço. A outra maneira de usar essa pegada é realizando o movimento balístico conhecido como Swing (balanço). No Swing o braço inteiro funciona como um apêndice tendo a articulação gleno-umeral como eixo de rotação e a escápula como ponto de estabilização. Existem duas maneiras de levar o Kettlebell para a Rack Position: Através do movimento conhecido como Clean e também através do Snatch. O Clean é a maneira mais simples de tirar o Kettlebell do chão e conduzi-lo para a Rack Position utilizando o impulso das pernas, enquanto o Snatch é um exercício mais complexo em que se utiliza o movimento balístico, ou oblíquo, para conduzir o Kettlebell acima da cabeça (Shoulder Lock position) e então conduzi-lo para a Rack Position. PREPARO Uma das grandes virtudes do uso do Kettlebell é o quanto de ganho de mobilidade e amplitude de movimento que pode ser alcançado com seu uso constante. Mas para prevenir lesões e obter o máximo benefício dos exercícios é fundamental que toda a musculatura esteja bem aquecida e as articulações bem lubrificadas antes do início de cada prática. • Faça de 5 a 10 minutos de aquecimento com corda, esteira, bicicleta ou elíptico; • Faça 10 movimentos para cada lado de todas articulações que realizem rotação: pescoço, escápulas, ombro, punhos, coluna vertebral, quadril e tornozelos; • Abra e feche 10 vezes os dedos das mãos; • Extenda e flexione 10 vezes cotovelos e joelhos; • Mobilize a coluna vertebral como um todo com exercícios como “gato” e o “rollover”; • Alongue toda a cadeia posterior das pernas, quadríceps e peitorais; • Faça 3 séries de 10 movimentos de polichinelo e polichinelo frontal alternado; • Prancha e ponte também ajudam a ativar o core. AGORA VAMOS PRATICAR! Tirando o Kettlebell do chão Iremos demonstrar aqui 3 maneiras de tirar, ou levantar, o Kettlebell do chão para a realização de vários exercícios. • Terra (deadlift) A técnica mais simples para tirar o Kettlebell do chão é o exercício Terra. Nessa técnica devemos estar atentos a diversos detalhes que irão proteger a integridade do core da região lombar e abdominal, cintura escapular e também os joelhos. Para realizar esse exercício deveremos: 1. Estar posicionado com o Kettlebell entre os dois antepés (“ponta dos pés”); 2. Pés na largura externa do quadril; 3. Flexionar o quadril levando a região pélvica para trás (“bumbum para trás”); 4. Manter coluna ereta, abdômen ativo e braços extendidos em direção ao solo; 5. Flexionar os joelhos acompanhando o movimento do quadril de maneira que as patelas não ultrapassem a ponta dos pés; 6. Com os braços extendidos em direção ao solo flexionar quadril e joelhos até alcançar a alça do Kettlebell com as duas mãos (fig. 1); 7. Ao sentir o peso do Kettlebell fixar as escápulas; figura 1. figura 2. 8. Para tirar o Kettlebell do chão basta extender os quadris e joelhos simultaneamente mantendo os braços extendidos em direção ao solo e as escápulas fixas e ativas (fig. 2); 9. Para devolver o Kettlebell de volta ao solo siga os passo de 3 a 5 até o aparelho tocar o chão. o Repita consecutivamente os passos 8 e 9 para transformar em uma série do exercício Terra; o Além da coluna ereta sempre mantenha o abdômen e as escápulas ativas; o Esse é um exercício de dominância de quadril, portanto mantenha o foca na ativação glútea e estabilização do quadril mantendo assim, consequentemente, a estabilidade dos joelhos. • Clean Esse movimento é a principal forma de conduzir o Kettlebell para a Rack Position. Antes de mais nada vamos entender a Rack Position. Nela o Kettlebell permanece em repouso sobre a lateral braço, dorso do antebraço e lateral do peitoral. Nas mulheres o antebraço deve ficar do lado de fora da mama para evitar pressão sobre a mesma. Para melhor acomodar o peso devemos inclinar a região torácica para trás promovendo uma hipercifose fazendo com que o cotovelo fique apoiada na região lateral do abdômen. Pode parecer estranho de início e nos fazer pensar que isso pode prejudicar nossa coluna, mas é justamente o contrário. A Rack Position é apenas a posição inicial dos exercícios e, como veremos a diante, a coluna irá mudar constantemente de posição passando de flexão para extensão a todo instante tornando os exercícios ideias para mobilidade da coluna vertebral. Agora ao movimento: Toda a preparação inicial se dá da mesma maneira que o levantamento Terra. A diferença será no arranque promovido pelas pernas para conduzir o Kettlebell para a Rack Position. Aqui utilizaremos apenas uma das mãos de cada vez. Um outro adendo é que em grande parte dos exercícios realizados com o Kettlebell a região mais requisitada é a dos membros inferiores ao contrário do que se pode imaginar, pois usa-se a explosão das musculaturas de quadril, joelho e tornozelo para movimentar o Kettlebell. Para realizar esse exercício deveremos: 1. Estar posicionado com o Kettlebell entre os dois antepés (“ponta dos pés”); 2. Pés na largura externa do quadril; 3. Flexionar o quadril levando a região pélvica para trás (“bumbum para trás”); 4. Manter coluna ereta, abdômen ativo e braço extendido em direção ao solo. O outro braço permanece em extensão acompanhando o movimento da coluna; 5. Flexionar os joelhos acompanhando o movimento do quadril de maneira que as patelas não ultrapassem a ponta dos pés; 6. Com os braços extendidos em direção ao solo flexionar quadril e joelhos até alcançar a alça do Kettlebell com uma das mãos (fig. 1); figura 1. figura 2. 7. Ao sentir o peso do Kettlebell fixar a escápula e manter o core ativo; 8. Para tirar o Kettlebell do chão iremos realizar a extensão de quadris e joelhos de forma explosiva como se fosse realizar um salto. Ao mesmo tempo damos início a flexão do cotovelo até trazer o Kettlebell para a Rack Position com os quadris e joelhos já extendidos (fig. 2). • Swing Esse talvez seja o exercício mais famoso e utilizado com o Kettlebell. Ele possibilita um ótimo treino aeróbico além de fortalecer glúteos, coxas, região de escápula e antebraço. Nele podemos utilizar a pegada simples ou dupla cada qual com seu objetivo mais específico. A pegada simples serve como um preparatório para exercícios mais complexos como o High Pull e o Snatch enquanto a pegada dupla é mais utilizada para treino aeróbico, de força e também de resistência. Pavel costuma utilizar o termo “Taming the Kettlebell” ou “Domando o Kettlebell” numa livre tradução. Quando começamos a utilizá-lo, especialmente com movimentos balísticos como o swing, pode-se entender o significado deste termo. Tais movimentos sempre querem mandar o aparelho para longe de nós como uma centrífuga, fazendo com que todo o nosso corpo trabalhe em conjunto para manter sua trajetória na rota desejada. E quanto maior o peso mais difícil se torna realizar os movimentos com precisão e eficácia. No swing é onde utilizaremos pela primeira vez o movimento balístico ou oblíquo, ou seja, aquele em que um objeto é direcionadono sentido vertical e horizontal ao mesmo tempo. Como o objeto em questão segue o eixo de rotação dos ombros seu movimento se torna uma parábola, ou seja, um movimento oblíquo que altera seu angulo por todo o trajeto. Para realizar esse exercício deveremos: 1. Estando um passo atrás do Kettlebell nossos pés devem estar na largura externa dos quadris e formar um triângulo com o Kettlebell ao centro e a frente; 2. Para pegar o Kettlebell os quadris se flexionam indo para trás enquanto as mãos vão em direção a alça. Os joelhos vão ligeiramente para frente nuca ultrapassando a ponta dos pés; 3. Com a coluna ereta, abdômen e escápulas ativos e braços extendidos em direção ao Kettlebell seguramos firmemente a alça e tombamos o Kettlebell em nossa direção; 4. Com um leve impulso para trás levamos o Kettlebell entre as pernas até nossos punhos atingirem as coxas na região próxima a virilha (fig. 1); 5. Com um forte impulso de quadris nós empurramos os braços para frente e para cima (movimento oblíquo) levando o Kettlebell de forma mais inerte possível até a altura dos ombros (fig. 2); figura 1. figura 2. 6. Quando o Kettlebell começar a cair iremos realizar o trajeto inverso deixando seu próprio peso conduzir o movimento até passar pelas coxas novamente ondo os quadris devem estar totalmente para trás e o tronco inclinado a frente; 7. Para transformar em uma série basta repetir os passos 5 e 6 continuamente; 8. Para devolver o Kettlebell de volta ao solo ao final do passo 6 nós amortecemos o movimento e conduzimos o Kettlebell logo a frente e o colocamos suavemente no chão. Alguns detalhes são imprescindíveis para que aproveitemos ao máximo os benefícios do exercício e a execução do movimento seja feita de forma ideal e ao mesmo tempo mantemos a integridade da coluna lombar. Os quadris devem estar ativos com uma tendência a retroversão mantendo, para usar um termo popular, os bumbuns levemente arrebitados. Isso irá manter os músculos eretores da espinha e os multífidus sempre ativos. Os abdomens também realizam um papel de extrema importância pois irão reforças a sustentação da coluna lombar e devem estar ativos durante todo o movimento. As escápulas, assim como no Clean e no Terra, devem estar fixas estabilizando toda a cintura escapular. Os benefícios do Swing são inúmeros. Com ele é possível desenvolver força explosiva de glúteos e coxas, promover a estabilização do core abdominal e da cintura escapular além de sua inerente natureza aeróbica através das repetições fazem com que o Kettlebell Swing seja um dos exercícios mais completos entre diversas modalidades. DICAS Além de todo o cuidado que devemos ter na preparação para os exercícios com o Kettlebell devemos também ter outros com a nossa principal ferramenta que são as mãos, além dos cuidados com o próprio Kettlebell. Um “kit” básico para treinar são: roupas e calçados adequados para exercícios, uma toalha de rosto para enxugar o suar do rosto, nuca e braços e um par de munhequeiras (pode ser do tipo que tenistas usam). As munhequeiras ajudam conter o suor e também minimizam o impacto sobre os braços nos exercícios Clean e Snacth. Para as mãos é fundamental ter magnésio em pó ou em barra (fig. 1) para mantê-las sempre secas e também minimizar o atrito com a alça do Kettlebell. Com o tempo calos irão surgir nas palmas das mãos e dedos. É importante mantê- los sempre bem baixos usando uma lixa de pele. Manter as unhas bem aparadas e usar um creme hidratante para as mãos após os treinos também é recomendado. Por fim os cuidados com o Kettlebell em si. É recomendado passar uma lixa fina de ferro por toda a alça por conta da oxidação causada pela umidade vinda do suor e também do próprio ambiente. Por isso é bom sempre guarda-los de preferência em um ambiente seco e arejado. figura 1. CONSIDERAÇÕES FINAIS Agora que você, caro leitor, sabe um pouco sobre a história do Kettlebell e alguns de seus principais movimentos, está na hora de buscar um conhecimento mais profundo através de livros e cursos além de praticar muito. Os exercícios com o Kettlebell exigem horas e horas de treino e devem ser encarados da mesma maneira que treinamos para qualquer outro esporte. Pavel costuma comparar o treino de Kettlebell com o treino de artes marciais onde a seriedade e a disciplina são imperativos e só com centenas de horas de prática e estudo se atinge a proficiência. BIBLIOGRAFIA: • Livro: • Enter the Kettlebell!: Strength Secret of the Soviet Supermen – Pavel Tsatsouline • Artigos acadêmicos: • www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC3096147 • www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/S1360859219300737 • https://thebarbellphysio.com/kettlebell-rehab-exercises/