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LIBRAS
Unidade I
Prof. Marcelo
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM:
 Compreender a aquisição da segunda língua;
 Identificar a legislação pertinente à Língua Brasileira de Sinais;
 Conceituar o que é surdez;
 Compreender a construção da cultura e da identidade do 
surdo;
 Verificar a evolução da educação dos surdos;
 Identificar as tecnologias voltadas ao atendimento dos surdos;
 Identificar e compreender os órgãos criados para o 
atendimento da comunidade surda.
O surdo é um indivíduo em que a audição não é
funcional para todos os sons
e ruídos ambientais da vida.
Nem todo o surdo é mudo, e nem todo o mudo é
surdo, precisamos conhecer a deficiência para
que possamos compreendê-la.
• a surdez é a privação parcial ou total do
sentido de ouvir. Essa capacidade pode ser de
origem congênita causadas por viroses
maternas, doenças tóxicas desenvolvidas
durante a gravidez, predisposição genética etc
• As leis nº 10.048, de 8 de novembro de 2000, e 10.098,
de 19 de dezembro de 2000, estabelecem normas gerais e
critérios básicos para a promoção da acessibilidade das
pessoas portadoras de deficiência auditiva ou com
mobilidade reduzida, definem a deficiência auditiva
como”[...] perda bilateral, parcial ou total, de quarenta e um
decibéis(dB) ou mais, aferida por audiograma nas
freqüências de 500Hz, 1.000Hz, 2.000Hz e 3.000Hz”.
IMPORTANTE
Hertz (Hz) é uma unidade que determina o comprimento da
onda e envolve a freqüência do som, ou seja, a capacidade de
perceber sons graves e agudos. Assim, a audição normal, é
aquela que se situa entre 0 a 20 dB e entre 250 a 4.000
Hertz.Para determinar a perda em um teste audiométrico,
geralmente, geralmente são usadas freqüências 500 Hz,
1.000Hz, 2.000Hz e 4.000 Hz.
• Conforme o INES – Instituto Nacional de Educação de Surdos
Considera-se parcialmente surdo
Aluno que apresenta perda auditiva de até 40 dB. Essa perda
impede que o aluno perceba igualmente todos os fonemas da
palavra. Além disso a voz fica fraca, distante, não é ouvida.
Essa criança é considerada como desatenta, solicitando
sempre que repitam aquilo que já foi dito.
Essa perda não impede a aquisição normal da linguagem, mas
poderá ser a causa de um problema articulatório ou
dificuldade na leitura e/ ou escrita.
• Representa perda auditiva de 40 a 60 dB, 
esses limites se encontram no nível da 
percepção da palavra, sendo necessária uma 
voz com certa intensidade que seja 
convenientemente percebida.
PORTADOR DE SURDEZ MODERADA
PORTADOR DE SURDEZ SEVERA
Aluno que apresenta perda auditiva entre 70 e 90 dB, 
este tipo de perda vai permitir que ele identifique 
alguns ruídos familiares e poderá perceber apenas 
sons fortes,podendo chegar até 4 ou 5 sem 
aprender a falar
PORTADOR DE SURDEZ PROFUNDA
Aluno que apresenta perda auditiva superior a 90 dB.
A gravidade dessa perda é tal que o priva das
informações auditivas necessárias para perceber e
identificar a voz humana, impedindo-o de adquirir
formalmente a aquisição da linguagem oral.
SÍMBOLO INTERNACIONAL DE SURDEZ (Lei nº 8.160 de janeiro de 
1991)
AQUISIÇÃO DA PRIMEIRA LÍNGUA
Geralmente essa aquisição acontece ouvindo os pais,
irmãos, toda a família.
As crianças surdas, filhas de pais surdos, geralmente
fazem a aquisição d linguagem através da Língua Brasileira
de Sinais (libras).Esse processo se dá como primeira língua
(L1).
Algumas pesquisas mostram que, as crianças surdas, filhas
de pais ouvintes, devido ao fato de não serem expostas à
Lingua Brasileira de Sinais (libras), desenvolvem sistemas
naturais de sinais para se comunicar com a família,
ocasionando uma falta de identificação.
Se esta criança não participar de uma comunidade de
surdos adultos, ou da própria cultura surda, poderão ficar
sem linguagem, não adquirindo nem linguagem de surdo
e nem dos ouvinte.
A construção da aquisição da segunda língua constitui
das seguintes fases:
1ª fase
A criança surda produz seqüências de gestos que
fonologicamente se assemelham aos sinais como o
balbucio da criança ouvinte.
2ª fase
 A criança surda começa a relacionar o objeto com o sinal,
produzindo assim suas primeiras palavras, produzindo sinais
com erros nos parâmetros da configuração das mãos ou ponto
de articulação, como a criança ouvinte que ainda não
pronuncia corretamente as palavras nesta fase.
3ª fase
 A sintaxe da língua de sinais pela criança surda começa a
partir de 2 anos e meio de idade,mas as palavras são usadas
sem concordância, então, a ordem das palavras constituirá
sua primeira sintaxe.
Aquisição da segunda língua
Os ouvintes se alfabetizam pelo som, porém as
crianças surdas se alfabetizam pelo visual;ela precisa
representar pela escrita a sua fala, que é a língua de
sinais, que possui características visuo-
espaciais,processa seus pensamentos através de
sinais,passando a escrita para outra língua, em nosso
caso o português.
A alfabetização do surdo pode seguir três eixos
1ª oralidade
Para o educando surdo, a oralidade também pode e deve ser
exercitada através de momentos em que o aluno possa se
expressar na sua própria língua, relatando fatos de seu dia-a-dia.
2ª leitura
Fazer uma prática constante em vários tipos de textos, entre eles,
textos literários,científicos,informativos,jornal,revista,folheto de
propaganda, et.
3ª escrita
É a maneira mais eficaz de demonstrar a sua
seqüência lógica de pensamentos. Para o
educando surdo, o movimento de escrever é o
maior desafio e onde se apresenta a maior
dificuldade, pois ele pensa em uma língua e
tem que escrever em outra.
IMPORTANTE DESTACAR:
O professor é um mediador deste processo, e
pode estar proporcionando constantes
situações-problema e questionamentos como:
O que é?
 Para que serve?
 Como é feito?
Que lugar?
 É diferente de que?
 É parecido com que?
►Os surdos já foram adorados no Egito
► Já foram lançados no mar pelos antigos chineses
►Eram vistos como seres incompetentes pelos gregos
►Em Roma não era reconhecido o direito do surdo de viver em
sociedade – considerados imperfeitos
►Em Constantinopla, eles já podiam fazer algumas atividades,
tais como:
- Pajens das mulheres;
- Bobos de entretenimento;
- Serviços de corte.
►Já no final da Idade Média, sob o prisma religioso, os
pais que possuíam um filho surdo, estariam pagando por
pecados anteriormente cometidos.
►Para a igreja elas possuíam alma imortal, pois não
podiam pronunciar os sacramentos.
►Na história dos surdos, tem um marco importante que
foi a realização de dois congressos realizados em Milão
para discutir sobre a educação dos surdos:
►Já no final da Idade Média, sob o prisma religioso, os
pais que possuíam um filho surdo, estariam pagando
por pecados anteriormente cometidos.
►Para a igreja elas possuíam alma imortal, pois não
podiam pronunciar os sacramentos.
►Na história dos surdos, tem um marco importante
que foi a realização de dois congressos realizados em
Milão para discutir sobre a educação dos surdos:
A EDUCAÇÃO DE SURDOS NO BRASIL
•Inicialmente a preocupação se dava em trabalhar
com os aspectos da fala, os esforços surgiram, no
sentido de fazer o surdo falar.
• O francês Eduard Huet foi um dos grandes personagens na
história brasileira em relação à educação dos surdos. Veio
para o Brasil em 1855, fundando, com o apoio de D. Pedro II o
Imperial Instituto de Surdos e Mudos, o atual INES; começou
alfabetizando crianças de sete anos, utilizando a metodologia
de ensino a língua de sinais.
• O Dr. Armando Lacerda assume o Instituto Nacional do Surdo-
Mudo em 1930.
• Em 1934, publica a Pedagogia Emendativa do Surdo- Mudo.
• Em 1950, assume a presidência do Instituto a professora Ana
Rímoli, que implanta o primeiro Curso Normal de Formação
de Professores para Surdos no Brasil.
Em 1957, acontece a Campanha de Educação de Surdos
Brasileiros que, pretendia fazer o surdo falar, e com isso
torná-lo útil e produtivo. Esta campanha tornou-se
inadequada, porém contribuiu no atendimento de
serviços ao surdo.
Como