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Dispositivos de Controle Prof. Dr. Neil Paiva Tizzo PUC Minas campus de Poços de Caldas – MG, Brasil Versão: Wednesday, April 15, 2020 1 Pirâmide de Automação Industrial 2 Manufacturing Execution System Enterprice Resource Planning Outro ponte de vista da Pirâmide de Automação Industrial 3 4 Sala de Controle IHM Unidades de ProcessamentoEquipamentos de Campo Fluxo da Informação na Pirâmide Introdução • Os modernos processos industriais de fabricação exigem sistemas de controle cada vez mais sofisticados. Esses processos são muitos variados e abrangem a fabricação de produtos diversos como os derivados do petróleo, os produtos alimentícios, o papel e a celulose, entre outros. • Em todos esses processos é absolutamente indispensável controlar ou manter constantes algumas variáveis. O objetivo são: redução de variabilidade, aumento de eficiência e aumento da segurança. • Por exemplo, precisamos controlar a pressão, a vazão, a temperatura, o nível, o pH, a condutividade, a velocidade e umidade em muitos destes processos. Os instrumentos de medição e controle são elementos que nos permitem manter controladas estas variáveis. Dispositivos Empregados em Malhas Típicas de Controle 6 Dispositivos Empregados em Malhas Típicas de Controle 7 Elementos Primários de Medição (sensores) Transdutores e Conversores Transmissor Indicadores Controlador Elementos Finais de Controle (Atuadores) Elementos Primários de Medição (Sensores) • Em todas as malhas de controle existe um elemento que está conectado à variável do processo e mede suas alterações. Como esses elementos são os primeiros na malha de controle, chamam-se elementos primários. Como exemplos temos placas de orifício, termorresistência, tubos de Venturi e Pitot, entre outros. • Os elementos primários são dispositivos que causam alguma mudança nas suas propriedades de acordo com mudanças nas condições do fluido do processo que podem ser medidas. Por exemplo, com uma termorresistência, à medida que a temperatura do processo do fluido nas vizinhanças da termorresistência aumenta ou diminui, a resistência elétrica do sensor aumenta ou reduz na mesma proporção, sendo a resistência medida e, a partir dessa medição, a temperatura é determinada. 8 Termorresistência PT100 9 Termopar 10 Termopares são sensores de temperatura simples, robustos e de baixo custo, sendo amplamente utilizados nos mais variados processos de medição de temperatura. Um termopar é constituído de dois metais distintos unidos em uma das extremidades. Quando há uma diferença de temperatura entre a extremidade unida e as extremidades livres, verifica-se o surgimento de uma diferença de potencial que pode ser medida por um voltímetro. Transdutores e Conversores • Transdutor é um dispositivo que converte um sinal mecânico em sinal elétrico. Por exemplo, em um dispositivo de medição de pressão por capacitância, o transdutor converte as mudanças de pressão em uma mudança proporcional na capacitância. • Conversor é um dispositivo que traduz um tipo de sinal em outro tipo. Por exemplo, um conversor pode converter um sinal digital em analógico. Em controle de processos, um conversor pode ser utilizado para converter um sinal de corrente de 4 a 20 mA em um sinal pneumático de 3 a 15 psi, comumente utilizado em atuadores de válvulas. 11 Exemplo de Conversor Corrente/Pressão (I/P) 12 Transmissor • É um dispositivo que converte o sinal de leitura de um elemento primário de medição em um sinal padrão e o transmite a um mostrador ou controlador. • Exemplos típicos são transmissores de pressão, temperatura, nível etc. 13 Transmissor de Pressão 14 Indicadores • A maioria dos instrumentos é conectada a um sistema de controle, mas, às vezes, os operadores necessitam verificar a temperatura no chão de fábrica em um ponto de medição. • Isso se torna possível por meio de um indicador. • Os indicadores podem ser simples medidores de temperatura ou de pressão ou ainda complexos elementos de indicação digital. 15 Representação de um Indicador 16 Controlador • Dispositivo que recebe dados de um instrumento de medida, compara-os com um determinado setpoint e, se necessário, envia sinais a um elemento de controle para tomar ações corretivas. • Controladores podem executar funções matemáticas complexas ou realizar simples funções de soma ou subtração para fazer comparações. • Eles têm a habilidade de receber sinais de entrada e realizar funções matemáticas para produzir um sinal de saída. 17 Controladores Típicos 18 Controladores Lógicos Programáveis (CLPs) • Projetado para uso em um ambiente industrial, que tem como finalidade desempenhar funções logicas, sequenciais, temporização, contagem e aritmética, para controlar, através de entradas e saídas digitais ou analógicas, vários tipos de máquinas ou processos. • O controlador programável e seus periféricos associados são projetados para serem facilmente integráveis em um sistema de controle industrial. 19 Controlador Lógico Programável (CLP) 20 Gabinete de um CLP 21 Sistemas de Controle Distribuído (DCS) • São controladores que, além de realizarem funções de controle, fornecem leituras de status do processo, mantêm bases de dados e avançadas Interfaces Homem/Máquina (IHM). • A aplicação de DCS é recomendada para plantas complexas com malhas de controle na ordem de centenas. Esses sistemas são fornecidos por fabricantes como Foxboro, Honeywell, Rosemont, Yokogawa etc. • O DCS tem algumas características particulares. A primeira é que o hardware e o software são mais flexíveis, sendo mais fáceis de modificar e configurar. Também são equipados com ferramentas de otimização e controle de alta performance. • Nessa configuração, diversas partes da planta e elementos da rede são conectados uns aos outros por rede de campo. 22 Elementos de um Sistema de Controle Distribuído (DCS) 23 Controlador Multiloop • No topo da hierarquia, um computador de supervisão (host) é colocado. O host é responsável por realizar as funções de mais alto nível, as quais podem ser de otimização da operação do processo em horizontes de tempo que podem variar dias, semanas ou meses, fazendo a integração com sistemas gerencias corporativos. • Também podem ser utilizados controladores para controlar uma única malha de controle (single loop) ou mais de uma malha de controle (multiloop). • Em um controlador multiloop, a programação ser feita pela configuração de blocos predefinidos ou por seleções de configuração. Esses controladores também contam com entradas e saídas digitais e analógicas, definição de alarmes, além de interfaces de comunicação com sistemas de supervisão SCADA. 24 Controlador Multiloop 25 IHM • IHM →Interface Homem Máquina • De uma forma geral, esse tipo de controlador permite a configuração das malhas de controle pela IHM ou via software por meio uma interface amigável. 26 Interface Homem Máquina (IHM) 27 Exercício: Dispositivos de Controle de a 7 28 Elementos Finais de Controle • O elemento final de controle é a parte do sistema de controle que atua para alterar fisicamente a variável manipulada. • Esse elemento pode ser uma válvula utilizada para aumentar ou diminuir a vazão de fluido, bombas para regular o fluxo, entre outros que atuem diretamente na variável manipulada. • Um exemplo é o elemento final de controle utilizado para regular a vazão de ar em uma caldeira para controlar a sua combustão. 29 Exemplo de Válvula 30 Válvula solenóide é simplesmente um tipo eletroímã constituído por um fio de cobre isolado por bobina. Estas válvulas são usadas para substituir uma válvula manual em aplicações onde o controle remoto é desejável. Servem para controlar o fluxo de líquidos ou gases 31 Sistema de Controle Típico: representaçãoparcial de um sistema de controle de uma planta, sensores/transd utores, controladores e atuadores 32 Telemetria 33 34 Uma velha conhecida Telemetria • É a técnica de transportar medições obtidas no processo que está a uma determinada distância até um ponto que facilite sua visualização, controle e manutenção. • É preciso utilizar telemetria devido à necessidade de centralizar os instrumentos e controles de um processo em painéis de controle ou em uma sala de comando e controle. • O agrupamento dos instrumentos facilita a visualização, possibilitando uma visão em conjunto do desempenho de uma unidade. • Sinais empregados: • Saída digital • Saída analógica • Sinal pneumático • Sinais analógicos 35 Sinais Empregados • Saídas digitais: a saída do dispositivo somente assume valores “0” ou “1” lógicos (também denominadas saída liga-desliga ou on-off). Esse tipo de sensor só́ é capaz de indicar se uma grandeza física atingiu um valor predeterminado (exemplo: pressostatos, termostatos, chaves de nível etc.). • Saídas analógicas: neste caso, o transdutor possui uma saída contínua, ou seja, representa na saída os valores da grandeza de entrada. • Sinal pneumático: produzido pela mudança da pressão do ar em uma tubulação de sinal em proporção à alteração na variável do processo. O padrão comum da indústria para sinal pneumático é de 3-15 psi; 3 psi corresponde ao valor mais baixo da escala (Low Range Value - LRV) e 15 psi, ao fundo de escala (Upper Range Value - URV). Ainda se encontram instalações com transmissão pneumática, entretanto, como advento da eletrônica, esses sinais são cada vez mais raramente encontrados em processos. • Sinais analógicos: o padrão mais comum de sinais elétricos é em corrente de 4 a 20 mA. Com esse sinal o transmissor envia uma pequena corrente de um conjunto de cabos. Nesse tipo de transmissão, o sinal zero da variável de processo é representado por 4 mA, e 20 mA representa o URV. Exemplo de Saída Digital 37 Exemplo de Saída Analógica 38 Exercício • Um processo, que possui uma termorresistência e um transmissor, deve mantido à temperatura de 100 oC. • O transmissor envia a saída um sinal de 4 a 20 mA, que é proporcional às mudanças na temperatura. • O transmissor é ajustado para produzir 4 mA quando a variável do é 95 oC e 20 mA quando a temperatura for de 105 oC. • Qual será a corrente que o transmissor irá enviar quando a temperatura de 100 oC? • Resposta: o transmissor vai enviar 12 mA quando a temperatura for de 100 oC. • Outro padrão comum de sinal analógico é de 1 a 5 V. 39 Integração de Sinais Analógicos com Controladores Lógicos Programáveis 40 Entradas analógicas Saídas analógicas Saída de comunicação digital Integração de um Sinal de Entrada Analógico com CLP 41 Os sinais analógicos, que podem ser de qualquer grandeza, como temperatura, pressão, vazão, nível, entre outros, necessitam de um módulo (cartão) para transformar o sinal do processo (analógico) em um sinal digital que o CLP possa compreender a fim de efetuar as suas operações. Integração de um Sinal de Entrada Analógico com CLP 42 Os dispositivos (sensores/transdutores) que fornecem uma saída analógica de acordo com a variável do processo são geralmente conectados a transdutores e transmissores, que enviam o sinal ao cartão de entrada analógica. O transdutor converte a variável de processo (pressão, temperatura etc.) em potencial elétrico muito baixo (tensão ou corrente), que será amplificado e propriamente condicionado por um transmissor que será conectado a um cartão de entrada analógico de um CLP. Relação entre Variável de Processo e Entrada do Cartão Analógico 43 Exercício • Um cartão de entrada analógico é conectado a um transmissor de temperatura, e a temperatura do processo varia de 0 a 600 oC e fornece sinal de 0 a 10 Vcc proporcional à variável do processo. • Qual é a relação entre a variação da variável do processo e a entrada analógica do CLP (variação de tensão em relação à variação de temperatura)? • Resposta: • A faixa de variação de temperatura será 600 oC – 0 oC = 600 oC. • A faixa de variação da entrada analógica do cartão é 10 Vcc – 0 = 10 Vcc. • Assim, a variação de tensão para cada grau de variação do processo (∆1 oC) será: ∆1𝑜𝐶 = 10 600 = 0,0166 𝑉𝑐𝑐/𝑜𝐶 • Se a temperatura do processo for 100 oC, a tensão no cartão analógico será de 1,66 Vcc. 44 Conversão de Sinal Digital de um CLP em Sinal de Saída Analógico Saídas Analógicas: os sinais de saída analógicos podem comandar dispositivos como válvulas, motores e posicionadores. Para tanto, necessita-se transformar um sinal digital do CLP em um sinal analógico para ser enviado ao processo. 45 Representação da Interligação de uma Saída Analógica Os sinais de saída analógicos são empregados em aplicações que requerem o controle de dispositivos de campo que respondem a níveis de tensão ou corrente. Um exemplo desse tipo de dispositivo é uma válvula proporcional usada para controlar a vazão de um fluido 46 Controle de Válvula Proporcional por uma Saída de CLP em 4 a 20 mA 47 Sinais de comunicação digital Os mais utilizados em controle nos dias atuais. Eles são combinados de forma específica para representar variáveis de processo, bem como enviar outras informações, como, por exemplo, de diagnóstico. 48 Protocolos de Comunicação • Fabricantes podem utilizar protocolos abertos ou proprietários de comunicação. Os abertos são aqueles que podem ser usados por qualquer companhia que desenvolve um dispositivo, enquanto os protocolos proprietários são de propriedade de um fabricante específico e somente podem ser utilizados com sua permissão. • A tendência em processos industriais é utilizar protocolos abertos como HART, Devicenet, Modbus, Profibus, entre outros. Exercício: Dispositivos de Controle de 8 em diante 50 Link para o livro eletrônico: https://integrada.minhabibliote ca.com.br/#/books/978853651 8282/cfi/0!/4/2@100:0.00 51 https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788536518282/cfi/0!/4/2@100:0.00