Esta é uma pré-visualização de arquivo. Entre para ver o arquivo original
CENTRO UNIVERSITÁRIO UNIFACID WYDEN CURSO DE BIOMEDICINA DISCIPLINA: FARMACOLOGIA CARMEM CÉLIA GOUVEIA INDUTORES E INIBIDORES ENZIMÁTICOS TERESINA 2020 CARMEM CÉLIA GOUVEIA INDUTORES E INIBIDORES ENZIMÁTICOS Relatório n° 01 apresentado à disciplina de Farmacologia como registro de aula prática do dia 24 de agosto de 2020 Professor: Cristiano Afonso TERESINA 2020 SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO..........................................3 2 METODOLOGIA .......................................4 3 RESULTADOS E DISCUSSÃO ................5 4 CONCLUSÃO ...........................................7 BIBLIOGRAFIA ...........................................8 1 INTRODUÇÃO 3 De forma a compreender e controlar a ação terapêutica dos fármacos no organismo humano é preciso saber quanto destes fármacos consegue chegar aos seus locais de ação e quando isso ocorre. A absorção, a distribuição, o metabolismo (biotransformação) e a excreção dos fármacos constituem os processos conhecidos como farmacocinética. Uma vez administrado por uma das várias vias disponíveis, essas quatro propriedades farmacocinéticas determinam a velocidade do início da ação, a intensidade do efeito e a duração da ação do fármaco. Na biotransformação ou metabolismo de fármacos por exemplo, que tem como conceito toda alteração na estrutura química que os fármacos sofrem no organismo, geralmente por processos enzimático, sendo que a maioria das transformações químicas ocorre na intimidade dos tecidos e dos órgãos a biotransformação de fármacos in vivo ocorre por reações químicas espontâneas não catalisadas. (KATZUNG, 2017). É importante lembrar que nem sempre os fármacos administrados sofrem metabolização total. Dependendo do fármaco, pode ser excretado parcialmente ou quase sua totalidade sem modificação na sua estrutura química. A maioria das biotransformações metabólicas ocorre em algum ponto entre a absorção do fármaco na circulação geral e sua eliminação renal (KATZUNG, 2017). As variáveis fármaco cinéticas permitem ao clinico elaborar e otimizar os regimes terapêuticos, incluindo as decisões quanto à via de administração de cada fármaco, à quantidade e à frequência de cada dose e a duração do tratamento. A via de administração é determinada primariamente pelas propriedades do fármaco e pelos objetivos terapêuticos (CLARK et al, 2013). O presente relatório teve por objetivo compreender e relacionar as interações farmacocinéticas na biotransformação de drogas. A propriedade farmacocinética, a via de administração dos fármacos, e suas características de absorção como início, intensidade e duração do efeito de um fármaco. 2 METODOLOGIA 4 Realizou-se a experiência, utilizando-se três ratos machos de comportamento normal, acomodados em recipientes separados, um para cada rato. Os ratos foram caracterizados como Rato 01, Rato 02 e Rato 03, onde cada um recebeu pré tratamento com fármaco por via intraperitoneal (IP). Rato 01 – Grupo Inibido: Recebeu 150mg/kg de Cloranfenicol, intraperitoneal (IP), dose única, 1h antes do experimento. Rato 02 – Grupo Induzido: Recebeu 22mg/kg de Fenobarbital, intraperitoneal (IP) durante 04 dias. Rato 03 – Grupo controle: Não recebeu nenhum fármaco. Para verificação de RE (perda de reflexo de endireitamento) e momento do retorno do reflexo medindo a duração da perda, foi aplicado Pentobarbital 25mg/kg por via intraperitoneal nos três ratos no experimento observando atentamente seus comportamentos de acordo com a escala de Grau de depressão: Grau 00: Comportamento normal; Grau 01: Perda de coordenação motora ao caminhar, bêbado; Grau 02: Perda da postura, mas com reflexo de endireitamento bem-sucedido; Grau 03: Reflexo de endireitamento presente, mas sem sucesso; Grau 04: Anestesia, perda do reflexo de endireitamento; Grau 05: Não reage a compressão feita na cauda. 3 RESULTADOS E DISCUSSÃO 5 Após 2 minutos da aplicação de pentobarbital por meio de via intraperitoneal (IP) no rato 01 cuja inibição foi por Cloranfenicol 1h antes no pré tratamento, observou-se perda de postura e perda de reflexo de endireitamento apresentando grau de depressão 04. (Quadro 1) No Rato 02 cuja indução foi por Fenobarbital 4 dias antes ao experimento, ao receber pentobarbital por meio de via intraperitoneal (IP), observou-se apenas pequenos sinais de descoordenação motora apresentando grau de depressão 01. (Quadro 1) Já no Rato 03 - controle que não recebeu nenhum fármaco com antecedência ao experimento, observou-se total perda de postura e perda total de endireitamento apresentando grau de depressão 05. (Quadro 1) Após 20 minutos observou-se que o Rato 02 - Induzido foi o primeiro a recobrar a consciência e seus movimentos normais com grau de depressão 00. (Quadro 1) Após 40 minutos observou-se que o Rato 03 recobra sua consciência e seus movimentos com grau de depressão 00. (Quadro 1) Observou-se por mais de 120 minutos após o experimento o Rato 01- Inibido ainda não recobrou sua consciência e nem seus movimentos com grau de depressão 05. Esse grau de depressão é constatado quando o animal não reage à compressão feita na cauda. A Tabela 1 mostra a via de administração de cada animal relacionados ao tempo de instalação da resposta e o grau de depressão atingido. Tabela 01 – Grau de depressão atingido ao tempo de administração Grupo Fármaco administrado pré-tratamento Fármaco administrado pós-tratamento Via de administração Tempo Grau de depressão Tempo Rato 01 Inibido Cloranfenicol 1h antes Pentobarbital Intraperitoneal De 2 min a >120 min 04 e evolui p/ 05 Rato 02 Induzido Fenobarbital 4 dias antes Pentobarbital Intraperitoneal De 2 min e após 20 min 01 e retorna p/ 00 Rato 03 Controle Nenhum fármaco com antecedência Pentobarbital Intraperitoneal De 2 min e após 40 min 05 e retorna p/ 00 DISCUSSÃO Fármacos administrados O Cloranfenicol (Bacterostático) é um antibiótico com reconhecida capacidade inibidora, prolongando a ação de drogas como barbitúricos, fenitoína, varfarina e digoxina. Cloranfenicol Interagindo com Pentobarbital – Efeito: Possível diminuição do metabolismo dos barbitúricos. O Fenobarbital: Por ser um fármaco lipossolúvel, o fenobarbital é metabolizado no fígado a um derivado hidroxilado inativo e logo glicuroconjugado, sendo que uma parte da dose utilizada é excretada na urina de forma inalterada (WHO, 2001). 6 Sua biotransformação ocorre no sistema enzimático hepático, principalmente através do citocromo P450 P2C9 (CYP P2C9) e em menor participação do citocromo P450 P2E1 (CYP P2E1) e citocromo P2C19 (CYP P2C19). Além da droga ser um importante indutor de enzimas, esta promove o aumento da taxa de biotransformação de substâncias endógenas e vitaminas, como a K e D (OGA et al., 2008) O Pentobarbital - É um barbitúrico que atua deprimindo o Sistema Nervoso Central, iniciando pelo córtex cerebral, levando a perda rápida da consciência e progredindo para um estado de inconsciência, ou seja, anestesia. Sua eficácia como agentes anestésicos livres de efeitos colaterais estressantes é amplamente reconhecida. A injeção deve ser aplicada na própria cavidade ou no fígado (intra-hepática), para se beneficiar da elevada densidade de vasos sanguíneos, que permitem uma absorção mais rápida do fármaco. Em dosagens elevadas (superdosagem) barbituratos induzem a parada cardíaca e respiratória ao deprimir o Sistema Nervoso Central que controla as funções vitais. Vias de Administração A absorção é um fator fundamental para o efeito do fármaco, ela envolve a passagem da droga de seu local de administração para o sangue. A superfície escolhida é um dos principais determinantes da velocidade de absorção. Embora a taxa de absorção dos fármacos geralmente não influencie suas concentrações plasmáticas médias no estado de equilíbrio, ainda assim pode interferir no tratamento farmacológico (GILMAN, 2012).6 A via intraperitoneal é normalmente a mais utilizada na experimentação com roedores. A substância é injetada na cavidade peritoneal entre os órgãos abdominais. Normalmente, injeta-se na metade posterior do abdome com o animal contido pelo dorso (BARROS, 2014). A cavidade peritoneal, apesar de proporcionar absorção mais rápida que a via subcutânea, não propicia condição igual à intravenosa. Com isso, pode-se pensar em uma possível irritação nos constituintes desta, como peritônio e vísceras, já que o fármaco ficará por algum tempo na cavidade (CARREGAROA, 2005). 4 CONCLUSÃO7 Assim, nas interações farmacocinéticas, em geral, um fármaco modifica a absorção, a distribuição, a ligação às proteínas, a biotransformação ou a excreção de outro fármaco, ocorrendo a modificação da quantidade e a persistência do fármaco disponível nos locais dos receptores. BIBLIOGRAFIA BARROS, E. Sintomas e Sinais na Prática Médica. Porto. Alegre –RS. Artmed, 2006; CLARK, Michelle A. et al. (). Farmacologia ilustrada. 5. ed. Porto Alegre, RS: Artmed, 2013. 611 p; Goodman & Gilman: As Bases Farmacológicas da Terapêutica. 12ª ed. Rio de Janeiro: McGraw-Hill, 2012; KATZUNG, Bertram G. FARMACOLOGIA BÁSICA e CLÍNICA. 10a Edição. Porto Alegre (RS). Mc Graw Hill/Artmed. 2010; OGA, SEIZI et al. Fundamentos em Toxicologia. 3 ed. Atheneu, 2008.