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XXXVII REUNIÃO DA COMISSÃO 
BRASILEIRA DE PESQUISA DE AVEIA 
 
 
 
RESULTADOS EXPERIMENTAIS 
21, 22 e 23 de março de 2017 
 
 
 
 
Nadia Canali Lângaro, Luis Carlos Gutkoski, Michele Fornari 
Organizadores 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO 
 
José Carlos Carles de Souza 
Reitor 
Rosani Sgari 
Vice-Reitora de Graduação 
Leonardo José Gil Barcellos 
Vice-Reitor de Pesquisa e Pós-Graduação 
Bernadete Maria Dalmolin 
Vice-Reitora de Extensão e Assuntos Comunitários 
Agenor Dias de Meira Junior 
Vice-Reitor Administrativo 
 
UPF Editora 
Karen Beltrame Becker Fritz 
Editora 
 
CORPO FUNCIONAL 
Daniela Cardoso 
Coordenadora de revisão 
Cristina Azevedo da Silva 
Revisora de textos 
Sirlete Regina da Silva 
Coordenadora de design 
Rubia Bedin Rizzi 
Designer gráfico 
Carlos Gabriel Scheleder 
Auxiliar administrativo 
 
CONSELHO EDITORIAL 
Altair Alberto Fávero (UPF) 
Andrea Oltramari (UFRGS) 
Alvaro Sanchez Bravo (UNIVERSIDAD DE SEVILLA) 
Carlos Alberto Forcelini (UPF) 
Carlos Ricardo Rossetto (UNIVALI) 
Cesar Augusto Pires (UPF) 
Cleci Teresinha Werner da Rosa (UPF) 
Fernando Rosado Spilki (FEEVALE) 
Gionara Tauchen (FURG) 
Giovani Corralo (UPF) 
Héctor Ruiz (UADEC) 
Helen Treichel (UFFS) 
Jaime Morelles Vázquez (UCOL) 
José Otero G. (UAH) 
Jurema Schons (UPF) 
Karen Beltrame Becker Fritz (UPF) 
Kenny Basso (IMED) 
Leonardo José Gil Barcellos (UPF) 
Luciane Maria Colla (UPF) 
Paula Benetti (UPF) 
Sandra Hartz (UFRGS) 
Telmo Marcon (UPF) 
Verner Luis Antoni (UPF) 
Walter Nique (UFRGS) 
 
 
 
Copyright© dos autores 
 
Silvia Schini 
Rosiani Castoldi da Costa 
Jossana Santos 
Cláudia Fernanda Carraro Lemes 
Jônas Manica 
Revisores das normas de submissão dos trabalhos 
Sirlete Regina da Silva 
Rubia Bedin Rizzi 
Projeto gráfico e diagramação 
Agecom 
Criação da capa 
 
Este livro, no todo ou em parte, conforme determinação legal, não pode ser reproduzido por qualquer meio sem 
autorização expressa e por escrito do(s) autor(es). A exatidão das informações e dos conceitos e as opiniões 
emitidas, as imagens, as tabelas, os quadros e as figuras são de exclusiva responsabilidade do(s) autor(es). 
 
UPF EDITORA 
Campus I, BR 285 - Km 292,7 - Bairro São José 
Fone/Fax: (54) 3316-8374 
CEP 99052-900 - Passo Fundo - RS - Brasil 
Home-page: www.upf.br/editora 
E-mail: editora@upf.br 
 
UPF Editora afiliada à 
 
Associação Brasileira 
das Editoras Universitárias 
mailto:editora@upf.br
 
 
MEMBROS DA COMISSÃO BRASILEIRA DE PESQUISA DE AVEIA 
 
Cooperativa Central Gaúcha LTDA (CCGL Tec) 
Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa Trigo) 
Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (EPAGRI) 
Fundação ABC para Pesquisa e Divulgação Técnica Agropecuária 
Fundação Agrária de Pesquisa Agropecuária (FAPA) 
Instituto Agronômico do Paraná (IAPAR) 
Universidade de Passo Fundo (UPF) - Faculdade de Agronomia e Medicina Veterinária 
Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC Lages) 
Universidade Federal de Pelotas (UFPel) - Faculdade de Agronomia “Eliseu Maciel” 
Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) - Centro de Ciências Rurais 
Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) - Faculdade de Agronomia 
Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul (DEAg/UNIJUÍ). 
Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR Pato Branco) 
 
 
 
 
 
Patrocinadores 
 
 
 
 
 
PROGRAMAÇÃO 
 
Celebração de 40 anos do Programa de pesquisa de aveia, 20 anos do Programa de Pós graduação 
em Agronomia e do Stricto senso da Universidade de Passo Fundo 
21, 22 e 23 de março de 2017 
Local: Auditório da FEAC, prédio B6, Campus I da UPF , Passo Fundo, RS 
 TERÇA-FEIRA – 21 DE MARÇO DE 2017 
MANHÃ 
 08:00 – 09:00 Inscrições 
 09:00 – 09:30 Solenidade de abertura 
09:30 – 10:15 Palestra I: “Proteção de cultivares e a inserção do Brasil no comércio 
internacional de sementes”. Eng. Agr. Ricardo Zanatta Machado (Coordenador 
do SNPC/MAPA) 
10:15 – 10:30 Coffee break 
10:30 – 12:00 Painel: "A Produção de Sementes de aveia-branca e preta no Sul do Brasil". 
Coordenação: Eng. Agr. Doutor Rui Rosinha (Agroalpha) 
- Agr. Agr. Doutor Alexandre Levien – “Entraves e perspectivas para a produção 
de sementes de aveia branca e preta no Sul do Brasil"– (Entidade certificadora - 
Fundação Pró Sementes, FPS) 
- Sr. Regis Tadeu Machado Junior (kernel Comércio de sementes ltda) 
- Sr. Armando Carlos Roos (produtor rural) 
 12:00 – 13:30 Intervalo para o almoço 
 TARDE 
 13:30 – 16:00 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Painel: “A cultura da aveia nos sistemas agrícolas do sul e sudeste do Brasil”. 
Coordenação: Pedro Varella Escosteguy (UPF) 
 
"Recomendações para a aveia na edição 2016 do Manual de Calagem e 
Adubação para os Estados do RS e SC". Eng. Agr. Doutor Leandro Souza da Silva 
(UFSM) 
 
"Potencial da aveia em sistemas integrados de produção agropecuária - 
(integração lavoura-pecuária-floresta)". Eng. Agr. PhD. Renato Serena Fontaneli 
(Embrapa Trigo) 
 
“Manejo de aveias forrageiras para altas produtividades no Grupo ABC”. Eng. 
Agr. Doutor Igor Quirrenbach de Carvalho (Fundação ABC) 
16:00 – 16:15 Coffee Break 
16:00 – 16:45 Apresentação oral de trabalho 
16:45 – 17:00 Apresentação oral de trabalho 
 
 
17:00 - 17:15 Apresentação oral de trabalho 
17:15 - 17:30 Apresentação oral de trabalho 
17:30 – 18:30 Sessão de Pôsteres – 1 
20:00 Jantar de confraternização 
 QUARTA-FEIRA – 22 DE MARÇO DE 2017 
 MANHÃ 
 08:30 – 09:15 Palestra “Aplicação de técnicas avançadas na caracterização da composição 
química de grãos, com ênfase na aveia”. Eng. Agr. Ph D Luiz Carlos Gutkoski (UPF) 
09:15 – 10:15 Palestra “Potential health benefits of oat grain and oat based products”. Engineer 
Agro-food industry, PhD (Nutrition), Anthony Fardet (INRA - Theix Research 
Center, França). 
Moderadora: Bióloga, Ph D. Magali Ferrari Grando (UPF) 
10:15 – 10:30 Coffee Break 
10:30 – 10:45 Apresentação oral de trabalho 
10:45 – 11:00 Apresentação oral de trabalho 
11:00 – 11:15 Apresentação oral de trabalho 
11:15 - 11:30 Apresentação oral de trabalho 
11:30 -11:45 Apresentação oral de trabalho 
11:45 -12:00 Apresentação oral de trabalho 
12:00 – 14:00 Intervalo para o almoço 
TARDE 
 
 14:00 – 14:10 
 
14:10 – 14:45 
 
 
 
 
14:45 – 15:00 
 
 
15:00 – 15:20 
 
 
15:20 – 15:30 
Abertura 
 
“40 anos do Programa de Melhoramento de Aveia da UPF”. 
Eng. Agr. Doutor Hélio Carlos Rocha (Diretor da FAMV): 
Eng. Agr. Doutora Nadia Canali Lângaro (Coordenadora do Programa Pesquisa em 
Aveia e Coordenadora do Evento) 
 
“20 anos do Programa de Pós Graduação em Agronomia da UPF” Eng. Agr. 
Doutora Eunice Oliveira Calvete (Coordenadora do PPGAgro) 
 
“20 anos da Pós Graduação stricto sensu na UPF” 
Médico Veterinário Doutor Leonardo José Gil Barcellos (Vice-Reitor de Pesquisa e 
Pós-Graduação): 
Prof. José Carlos Carles de Souza (Reitor da UPF) 
15:30 – 16:45 Palestra: “A pesquisa científica no Brasil, situação atual e perspectivas” 
Eng. Agr. PhD. Prof. Luiz Carlos Federizzi (Coordenador de Área de Ciências 
Agrárias, CAPES) 
 
 
16:45 – 17:30 Sessão de Pôsteres - 2 
17:00 Coquetel 
QUINTA-FEIRA – 23 DE MARÇO DE 2017 
 MANHÃ 
 08:00 – 09:45 Reunião das Sub-Comissões 
 09:45 – 10:00 Coffee Break 
 10:00 – 12:00 Apresentação das análises conjuntas dos ensaios em rede 
 - “Ensaio Nacional de Aveias Forrageiras” 
(Eng. Agr. Doutor Igor Quirrenbach de Carvalho, Fundação ABC) 
 - “Ensaio Nacional de Aveias para Cobertura do Solo” 
(Eng. Agr. Doutor Igor Quirrenbach de Carvalho, Fundação ABC) 
 - “Ensaio Brasileiro de Cultivares de Aveia Branca” 
(Eng. Agr. Doutora Nadia Canali Lângaro, UPF) 
 - “Ensaio Regional de Linhagens de Aveia Branca” 
(Eng. Agr. Doutor Marcelo Teixeira Pacheco, UFRGS) 
 - “Ensaio Brasileiro de Linhagens de Aveia Branca” 
(Eng. Agr. Doutor MarceloTeixeira Pacheco, UFRGS) 
Eleição de novas cultivares 
XXXVIII Reunião da Comissão Brasileira de Pesquisa de Aveia (deliberações e 
assuntos gerais) 
 12:00 – 14:00 Intervalo para o almoço 
 TARDE 
 14:00 – 15:00 Planejamentos dos Ensaios de Rede de 2017 
 15:00 – 16:00 Sessão Plenária Final 
 
 
 
 
 
Sumário 
PROGRAMAÇÃO .............................................................................................................................................. 6 
Apresentação Anais da XXXVII RCBPA.............................................................................................................19 
1. MELHORAMENTO GENÉTICO E BIOTECNOLOGIA ......................................................... 20 
SELEÇÃO INDIRETA PARA O INCREMENTO DE RENDIMENTO DE GRÃO EM AVEIA BRANCA ............................21 
Airton Rosa da Silva, Adriano Holzmeier, Guilherme Paim Ceolin, Evandro Ehlert Venske, 
Latoia Eduarda Maltzahn, Liamara Barh Thurow, Camila Pegararo, Luciano Carlos da Maia 
ANÁLISE DE TRILHA ATRÁVES DE CORRELAÇÕES GENOTÍPICAS E FENOTÍPICAS SOB CARACTERES DE 
AVEIA BRANCA PARA SELEÇÃO FORRAGEIRA ..................................................................................................25 
Anderson da Silva Rodrigues, Henrique Pasqueti Carbonari, Evandro Ehlert Venske, Guilherme Paim Ceolin, 
Raquel Teixeira Corrêa, Cezar Augusto Verdi, Antonio Costa de Oliveira, Luciano Carlos da Maia 
SELEÇÃO ENTRE FAMÍLIAS F5 DE AVEIA BRANCA NA IDENTIFICAÇÃO DE GENÓTIPOS COM CARACTERES 
AGRONÔMICOS DESEJÁVEIS ...........................................................................................................................30 
Cezar Augusto Verdi, Liamara Bahr Thurow, Rodrigo Danielowski, Mariana Peil da Rosa, 
Raissa Martins da Silva, Vianei Rother, Victória Freitas de Oliveira, Luciano Carlos da Maia, 
Antonio Costa de Oliveira 
IDENTIFICAÇÃO DE REGIÕES GENÔMICAS ASSOCIADAS AO CARÁTER ESTATURA DE PLANTAS EM AVEIA ......35 
Cristiano Mathias Zimmer, Itacir de Pierri Ubert, Itamar Cristiano Nava 
ANÁLISE DE TRILHA SOBRE CARACTERES DE INTERESSE AGRONÔMICO EM GENÓTIPOS DE AVEIA BRANCA ..37 
Cristiano Stulp, Guilherme Paim Ceolin, Airton Rosa da Silva, Anderson Rodrigues da Silva, 
Henrique Pasquetti Carbonari, Vianei Rother, Luciano Carlos da Maia, Antonio Costa de Oliveira 
HERANÇA DA RESISTÊNCIA À FERRUGEM DA FOLHA DA LINHAGEM LA905C4-1-1-1-2-1 ................................42 
Eduardo André Roesler, Leonardo Ferreira Cenci, Marcelo Teixeira Pacheco, Luiz Carlos Federizzi 
ANÁLISE DE COMPONENTES PRINCIPAIS DE CARACTERES MORFOLÓGICOS DE AVEIA BRANCA .....................44 
Evandro Ehlert Venske, Tamara Lais Doebber da Silva, Henrique Pasqueti Carbonari, Latóia Eduarda Maltzahn, 
Giordano Gelain Conte, Vianei Rother, Luciano Carlos da Maia, Antonio Costa de Oliveira 
AVALIAÇÃO FENOTÍPICA DO CARÁTER FLORESCIMENTO E SUA ASSOCIAÇÃO COM COMPONENTES DO 
RENDIMENTO EM AVEIA ................................................................................................................................50 
Felipe Augusto Krause, Itacir de Pierri Ubert, Cristiano Mathias Zimmer, Itamar Cristiano Nava 
VARIÁVEIS CANÔNICAS PARA ESTUDO DE SIMILARIDADE EM LINHAGENS DE AVEIA BRANCA ......................55 
Guilherme Paim Ceolin, Cristiano Stulp, Henrique Pasquetti Carbonari, Airton Rosa da Silva, 
Raquel Teixeira Corrêa, Vianei Rother, Camila Pegoraro, Antonio Costa de Oliveira 
CORRELAÇÃO FENOTÍPICA E GENOTÍPICA EM GENÓTIPOS DE AVEIA BRANCA (Avena sativa L.) DO ENSAIO 
BRASILEIRO DE LINHAGENS CONDUZIDAS EM PELOTAS NO ANO DE 2016. .....................................................60 
Henrique Pasquetti Carbonari, Anderson Da Silva Rodrigues, Cristiano Stülp, Airton Rosa Da Sila, 
Bruna Possebon, Liamara Bahr Turow, Camila Pegoraro, Antônio Costa de Oliveira 
 
 
ASSOCIAÇÃO FENOTÍPICA DOS CARACTERES ESPIGUETAS MULTIFLORA E GRÃOS SEM CASCA EM AVEIA ......65 
Itacir de Pierri Ubert, Cristiano Mathias Zimmer, Itamar Cristiano Nava 
MELHORAMENTO GENÉTICO DE AVEIA BRANCA NO IAPAR EM 2016 .............................................................67 
Klever Márcio Antunes Arruda, Carlos Roberto Riede, Kelly Pelizaro, Quelson Luiz Martins Almeida, 
Paulo Frota de Moraes, Estela Alzira dos Santos Dias 
ADAPTABILIDADE E ESTABILIDADE EM AVEIA BRANCA PELO MODELO AMMI ...............................................71 
Latóia Eduarda Maltzahn, Raquel Teixeira Corrêa, Anderson da Silva Rodrigues, Guilherme Paim Ceolin, 
Evandro Ehlert Venske, Cezar Augusto Verdi, Luciano Carlos da Maia, Antonio Costa Oliveira 
SELEÇÃO DE GENITORES PARA HIBRIDAÇÕES DE AVEIA BRANCA ....................................................................76 
Liamara Bahr Thurow, Vianei Rother, Rodrigo Danielowski, Mariana Peil da Rosa, Raissa Martins da Silva, 
Cezar Augusto Verdi, Victoria Freitas de Oliveira, Luciano Carlos da Maia, Antonio Costa de Oliveira 
CARACTERIZAÇÃO DO FILOCRONO E DA TRANSIÇÃO MERISTEMÁTICA EM AVEIA HEXAPLÓIDE .....................82 
Vanessa de Freitas Duarte, Andriele Wairich, Carla Andrea Delatorre 
ANÁLISE MULTIVARIADA APLICADA A CARACTERES DE INTERESSE EM AVEIA BRANCA ..................................88 
Vianei Rother, Cezar Verdi, Liamara Bahr Thurow, Rodrigo Danielowski, Mariana Peil da Rosa, Raissa Martins, 
Victoria de Oliveira, Luciano Carlos da Maia, Antonio Costa de Oliveira 
2. ENSAIOS DA COMISSÃO BRASILEIRA DE PESQUISA DE AVEIA .................................. 93 
2.1. ENSAIOS DE AVEIA BRANCA............................................................................................... 94 
2.1.1. ENSAIO BRASILEIRO DE CULTIVARES DE AVEIA BRANCA ................................... 94 
ENSAIO BRASILEIRO DE CULTIVARES DE AVEIA BRANCA – EBCA EM CAPÃO DO LEÃO – RS, 2016 ..................95 
Adriano Holzmeier, Airton da Silva, Latóia Eduarda Maltzahn, Lucas Maciel Müller, Bruna Possebon, 
Cezar Augusto Verdi, Camila Pegoraro, Antônio Costa de Oliveira 
ENSAIO BRASILEIRO DE CULTIVARES RECOMENDADAS DE AVEIA BRANCA EM MAUÁ DA SERRA - PR, 2016 100 
Carlos Roberto Riede, Kelly Pellizzaro, Klever Márcio Antunes Arruda, Paulo Frota de Moraes, 
Quelson Luiz Martins Almeida, Estela Alzira dos Santos Dias 
ENSAIO BRASILEIRO DE CULTIVARES DE AVEIA BRANCA EM LAGES, 2016..................................................... 106 
Clovis A. Souza, Julhana C. Sponchiado, Emanuel Mattos, Gustavo V. Junkes, Morgana Lazzari, 
Deivid L. V. Stefen, Maira Maier, Cristiane Segato, Daicon G. Moreira, Virgilio, G. Uarrota, Cileide M. M. Coelho 
ENSAIO BRASILEIRO DE CULTIVARES DE AVEIAS BRANCAS EM PASSO FUNDO, 2016 .................................... 112 
Joelson Karlinski, Lucas Saurin, Jessica Pellizzon, Nicolas dos Santos, Filipe da Rosa Gonçalves da Silva, 
Nadia Canali Lângaro 
ENSAIO BRASILEIRO DE CULTIVARES DE AVEIA BRANCA CONDUZIDO EM LONDRINA, PR, 2016 ................... 116 
Klever Márcio Antunes Arruda, Carlos Henrique dos Santos Fernandes, Kelly Pellizzaro, Carlos Roberto Riede, 
Quelson Luiz Martins Almeida, Paulo Frota de Moraes, Estela Alzira dos Santos Dias 
 
 
 
ENSAIO BRASILEIRO DE CULTIVARES DE AVEIA, TRÊS DE MAIO, RS, 2016 ..................................................... 121 
Marcos Caraffa, Cinei Teresinha Riffel, Emerson Antunes
 
Carneiro, Gilson Preussler Witczack, 
Marlon Eduardo Zawacki 
ENSAIO BRASILEIRO DE CULTIVARES DE AVEIA BRANCA, ITAQUI/RS, 2016 ................................................... 126 
Matheus Noronha Bittencourt, Tailine Pereira Rison, Igor Kieling Severo, Edson Charles Dornelles Maretoli, 
Lucas Dotto, Guilherme Ribeiro 
ENSAIO BRASILEIRO DE CULTIVARES RECOMENDADAS DE AVEIA BRANCA EM ITABERÁ, SP, ARAPOTI, PR, 
TIBAGI, PR E CASTRO, PR, EM 2016 ............................................................................................................... 131 
Rudimar Molin, Élide Dalzoto Costa, Idimar Estefano Banhunk 
ENSAIO BRASILEIRODE CULTIVARES DE AVEIA BRANCA CONDUZIDO NA UFRGS – ELDORADO DO SUL, 
2016 .............................................................................................................................................................. 139 
Marcelo Teixeira Pacheco, Luiz Carlos Federizzi, Fabrício André Musa, Cristiano Mathias Zimmer, 
Emilio Ghisleni Arenhardt 
ANÁLISE CONJUNTA DO ENSAIO BRASILEIRO DE CULTIVARES DE AVEIA BRANCA, 2016 ............................... 144 
Nadia C. Lângaro, Marcelo T. Pacheco, Antônio C. de Oliveira, Carlos R. Riede, Elir de Oliveira, 
Klever M. A. Arruda, Juliano L. de Almeida, Rudimar Molin, Marcos Carraffa, Clóvis A. de Souza, 
José A. G. da Silva, Vera Lúcia N. Paes de Barros, Guilherme Ribeiro 
2.1.2. ENSAIO REGIONAL E BRASILEIRO DE LINHAGENS DE AVEIA BRANCA ......... 179 
ENSAIO REGIONAL DE LINHAGENS DE AVEIA BRANCA CONDUZIDO EM MAUÁ DA SERRA-PR, 2016 ............. 180 
Carlos Roberto Riede, Kelly Pellizzaro, Klever Márcio Antunes Arruda, Paulo Frota de Moraes, 
Quelson Luiz Martins Almeida, Estela Alzira dos Santos Dias 
ENSAIO REGIONAL DE LINHAGENS DE AVEIA BRANCA EM PASSO FUNDO, 2016 .......................................... 184 
Jessica Pellizzon, Filipe Gonçalves, Joelson karlinski, Lucas Saurin, Nicolas dos Santos, Nadia Canali Lângaro 
ENSAIO REGIONAL DE LINHAGENS DE AVEIA CONDUZIDO EM AUGUSTO PESTANA, RS, 2016 ..................... 188 
José Antonio Gonzalez da Silva, Darlei Michalski Lambrecht, Natiane Carolina Ferreira Basso, 
Douglas Cézar Reginatto, Rubia Diana Mantai, Anderson Marolli, Angela Teresinha Woschinski de Mamann, 
Ana Paula Brezolin, César Oneide Sartori, Roberto Carbonera 
ENSAIO REGIONAL E BRASILEIRO DE LINHAGENS DE AVEIA BRANCA CONDUZIDO EM LONDRINA, PR, 
2016 .............................................................................................................................................................. 193 
Klever Márcio Antunes Arruda, Carlos Henrique dos Santos Fernandes, Kelly Pellizzaro, Carlos Roberto Riede, 
Paulo Frota de Moraes, Quelson Luiz Martins Almeida, Estela Alzira dos Santos Dias 
ENSAIO REGIONAL DE LINHAGENS DE AVEIA BRANCA CONDUZIDO NA ESTAÇÃO EXPERIMENTAL DA UFRGS – 
ELDORADO DO SUL, 2016. ............................................................................................................................ 198 
Marcelo Teixeira Pacheco, Luiz Carlos Federizzi, Itacir de Pierri Ubert, Eduardo André Roesler, 
Leonardo Ferreira Cenci 
ENSAIO REGIONAL DE LINHAGENS DE AVEIA (Avena sativa L.) – ANO DE 2016 ............................................ 202 
Tamara Laís Doebber da Silva, Evandro Ehlert Venske, Lucas Maciel Muller, Cristiano Stülp, 
Anderson da Silva Rodrigues, Barbara Giacomin, Camila Pegoraro, Antonio Costa de Oliveira 
 
 
 
ENSAIO BRASILEIRO DE LINHAGENS DE AVEIA CONDUZIDO EM AUGUSTO PESTANA, RS, 2016 .................... 208 
José Antonio Gonzalez da Silva, Darlei Michalski Lambrecht, Dionatas Rodrigues da Silva, 
Andressa Raquel Cyzeski de Lima, Lorenzo Ghisleni Arenhardt, Luiz Michel Bandeira, 
Maria Eduarda Gzergorczick, Natiane Carolina Ferrari Basso, Ari Haigino Scremin, 
Eldair Fabricio Dornelles, Osmar Bruneslau Scremin 
ENSAIO BRASILEIRO DE LINHAGENS DE AVEIA BRANCA EM PASSO FUNDO, 2016 ........................................ 212 
Lucas Saurin, Filipe Gonçalves, Jessica Pellizzon, Joelson Karlinski, Nicolas dos Santos, Nadia Canali Lângaro 
ENSAIO BRASILEIRO DE LINHAGENS DE AVEIA BRANCA CONDUZIDO NA ESTAÇÃO EXPERIMENTAL DA 
UFRGS – ELDORADO DO SUL, 2016 ............................................................................................................... 215 
Marcelo Teixeira Pacheco, Luiz Carlos Federizzi, Leonardo Ferreira Cenci, Eduardo André Roesler, 
Itacir de Pierri Ubert 
ENSAIO BRASILEIRO DE LINHAGENS DE AVEIA, TRÊS DE MAIO, RS, 2016 ...................................................... 219 
Marcos Caraffa, Cinei Teresinha Riffel, Emerson Antunes
 
Carneiro, Gilson Preussler Witczack,
 
Marlon Eduardo Zawacki 
ENSAIO BRASILEIRO DE LINHAGENS DE AVEIA BRANCA- EBLA PELOTAS/RS-2016 ......................................... 224 
Raquel Teixeira Corrêa, Adriano Holzmeier, Tamara Lais Doebber da Silva, Cristiano Stülp, 
Latoia Eduarda Maltzahn, Liamara Bahr Thurow,
 
Luciano Carlos da Maia, Antonio Costa de Oliveira 
ANÁLISE CONJUNTA DO ENSAIO REGIONAL DE LINHAGENS DE AVEIA BRANCA CONDUZIDO NO ANO 
DE 2016......................................................................................................................................................... 229 
Marcelo T. Pacheco, Carlos R. Riede, Klever M. A. Arruda, Nadia C. Lângaro, Antonio C. de Oliveira, 
Juliano L. de Almeida, José A. G. da Silva 
ANÁLISE CONJUNTA DO ENSAIO BRASILEIRO DE LINHAGENS DE AVEIA BRANCA CONDUZIDO NO ANO DE 
2016 .............................................................................................................................................................. 244 
Marcelo T. Pacheco, Carlos R. Riede, Klever M. A. Arruda, Nadia C. Lângaro, Antonio C. de Oliveira, 
Juliano L. de Almeida, José A. G. da Silva, Marcos Carrafa 
ANÁLISE CONJUNTA DOS ENSAIOS REGIONAL E BRASILEIRO DE LINHAGENS DE AVEIA BRANCA CONDUZIDO 
ENTRE 2014 E 2016 ....................................................................................................................................... 253 
Marcelo T. Pacheco, Carlos R. Riede, Klever M. A. Arruda, Elir de Oliveira, Nadia C. Lângaro, 
Antonio C. de Oliveira, Juliano L. de Almeida, José A. G. da Silva, Vera L. N. Paes de Barros, Marcos Carrafa 
2.1.3. ENSAIO PRELIMINAR DE LINHAGENS DE AVEIA BRANCA .................................. 268 
ENSAIOS PRELIMINARES DE AVEIA BRANCA 1 A 5 DO PROGRAMA DE MELHORAMENTO DA UFRGS - 
ELDORADO DO SUL, 2016. ............................................................................................................................ 269 
Marcelo Teixeira Pacheco, Luiz Carlos Federizzi, Fabrício André Musa, Emilio Ghisleni Arenhardt, 
Cristiano Mathias Zimmer 
ENSAIOS PRELIMINARES DE AVEIA BRANCA 6 A 9 DO PROGRAMA DE MELHORAMENTO DA UFRGS - 
ELDORADO DO SUL, 2016 ............................................................................................................................. 277 
Marcelo Teixeira Pacheco, Luiz Carlos Federizzi, Fabrício André Musa, Emilio Ghisleni Arenhardt 
 
 
 
ENSAIOS PRELIMINARES DE AVEIA BRANCA 10 A 13 DO PROGRAMA DE MELHORAMENTO DA UFRGS - 
ELDORADO DO SUL, 2016. ............................................................................................................................ 284 
Marcelo Teixeira Pacheco, Luiz Carlos Federizzi, Fabrício André Musa, Eduardo André Roesler, 
Leonardo Ferreira Cenci 
ENSAIO PRELIMINAR DE LINHAGENS DE AVEIA BRANCA (EPLA-A) DA UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO 
(UPF), 2016 ................................................................................................................................................... 291 
Nadia Canali Lângaro, Joelson karlinski, Lucas Saurin, Jessica Pellizzon, Nicolas dos Santos,
 
Filipe Gonçalves 
ENSAIO PRELIMINAR DE LINHAGENS DE AVEIA BRANCA (EPLA-B) DA UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO 
(UPF), 2016 ................................................................................................................................................... 294 
Nicolas dos Santos, Filipe Gonçalves, Joelson karlinski, Lucas Saurin, Jéssica Pellizzon,
 
Nadia Canali Lângaro 
2.2. ENSAIOS DE AVEIA FORRAGEIRA E DE COBERTURA ............................................... 297 
2.2.1. ENSAIOS DE AVEIA FORRAGEIRA ............................................................................... 297 
AVALIAÇÃO DE GENÓTIPOS DE AVEIAS FORRAGEIRAS EM CANOINHAS/SC – 2016 ...................................... 298 
Ana Lúcia Hanisch, Valdenize Pianaro, Marcelo Carlos Pillatti Bialeski 
ENSAIO NACIONAL DE AVEIAS FORRAGEIRAS(ENAF), NA MAIOR BACIA LEITEIRA DO BRASIL ...................... 301 
Artur Schoenmeier Woecichoshi, Emerson Andre Pereira, Renã Rafael Bernardi, Aline Nunes Bender, 
Ricardo Benetti, Andrei Bussler, Charleston Lima, Mateus Janke Martins, Luana Silva da Silva, Taina Fischer, 
Natali Suliman, Aloísio Martins 
ENSAIO NACIONAL DE AVEIAS FORRAGEIRAS, CASTRO, PR, 2016 ................................................................. 306 
Igor Quirrenbach de Carvalho, Maryon Strack 
ENSAIO NACIONAL DE AVEIA DE FORRAGEIRA, 2016 – ITAQUI/RS ................................................................ 308 
Igor Kieling Severo, Tailine Pereira Risson, Matheus Noronha Bittencourt, Luciane Cortes Jornada, 
Edson Charles Dornelles Maretoli, Guilherme Ribeiro 
ENSAIO NACIONAL DE AVEIAS FORRAGEIRAS EM LAGES, SC- 2016 ............................................................... 312 
Jefferson Araujo Flaresso, Joseli Stradioto Neto, Ulisses de Arruda Córdova 
ENSAIO DE AVEIAS FORRAGEIRAS EM PASSO FUNDO, 2016 ......................................................................... 316 
Joelson karlinski, Filipe Gonçalves, Lucas Saurin, Jessica Pellizzon, Nicolas dos Santos, Nadia Canali Lângaro 
ENSAIO PRELIMINAR DE AVEIAS FORRAGEIRAS EM PASSO FUNDO, 2016 .................................................... 321 
Joelson Karlinski, Filipe da Rosa Gonçalves da Silva, Lucas Saurin, Jessica Pellizzon, Nicolas dos Santos, 
Nadia Canali Lângaro 
ENSAIO NACIONAL DE AVEIAS FORRAGEIRAS EM LONDRINA – PR, 2016 ...................................................... 326 
Ulysses Cecato, Sandra Galbeiro, Mauro Cezar Barbosa, João Vitor da Rosa Vicente, Gustavo Cordeiro Pires 
ENSAIO NACIONAL DE AVEIAS FORRAGEIRAS 2016 ANÁLISE CONJUNTA ...................................................... 331 
Igor Quirrenbach de Carvalho, Ana Lúcia Hanisch, Marcos Carrafa, Jefferson A. Flaresso, Elir de Oliveira, 
Nadia C. Lângaro, Guilherme Ribeiro, Vera Lúcia P. Barros, Emerson André Pereira, Cristina Barbosa, 
Luís Otávio da C. de Lima, Sandra Galbeiro 
 
 
2.2.2. ENSAIOS DE AVEIA DE COBERTURA .......................................................................... 337 
ENSAIO NACIONAL DE AVEIAS PARA COBERTURA, CASTRO, PR, 2016 .......................................................... 338 
Igor Quirrenbach de Carvalho, Maryon Strack 
ENSAIO NACIONAL DE AVEIAS PARA COBERTURA DE SOLO EM PASSO FUNDO, 2016 .................................. 342 
Joelson Karlinski, Filipe Gonçalves, Lucas Saurin, Jessica Pellizzon, Nicolas dos Santos,
 
Nadia Canali Lângaro 
ENSAIO NACIONAL DE AVEIAS DE COBERTURA – ITAQUI/RS, 2016 ............................................................... 345 
Lucas Dotto, Tailine Pereira Rison, Igor Kieling Severo, Matheus Noronha Bittencourt, Luciane Cortes Jornada, 
Guilherme Ribeiro 
ENSAIO NACIONAL DE AVEIAS PARA COBERTURA (ENAC), TRÊS DE MAIO, RS, 2016 ..................................... 349 
Marcos Caraffa, Cinei Teresinha Riffel, Emerson Antunes
 
Carneiro, Gilson Preussler Witczack, 
Marlon Eduardo Zawacki 
ENSAIO NACIONAL DE AVEIAS DE COBERTURA, LAGES, SC, 2016 .................................................................. 355 
Ulisses de Arruda Córdova, Jefferson Araujo Flaresso, Joseli Stradioto Neto 
AVALIAÇÃO DE GENÓTIPOS DE AVEIAS DE COBERTURA EM CANOINHAS/SC – 2016 .................................... 360 
Valdenize Pianaro, Ana Lúcia Hanisch 
ENSAIO NACIONAL DE AVEIAS PARA COBERTURA 2016 ANÁLISE CONJUNTA .............................................. 363 
Igor Quirrenbach de Carvalho, Ana Lúcia Hanisch, Marcos Carrafa, Jefferson A. Flaresso, Elir de Oliveira, 
Nadia C. Lângaro, Guilherme Ribeiro, Vera Lúcia P. Barros, Cristina Barbosa, Luís Otávio da C. de Lima, 
Sandra Galbeiro 
3. CIÊNCIA E TECNOLOGIA DE SEMENTES ........................................................................... 368 
TRATAMENTOS TÉRMICOS PARA QUEBRA DE DORMÊNCIA DE SEMENTES DE AVEIA BRANCA ..................... 369 
Guilherme Oliveira, Emilio Ghisleni Arenhardt, Marcelo Teixeira Pacheco, Luiz Carlos Federizzi 
4. FITOSSANIDADE ...................................................................................................................... 374 
VARIABILIDADE GENÉTICA E PARÂMETROS DE ADAPTABILIDADE E ESTABILIDADE DE CULTIVARES DE 
AVEIA SOBRE A PRODUTIVIDADE E MANCHAS FOLIARES NAS CONDIÇÕES DE USO DE FUNGICIDA .............. 375 
Ari Higino Scremin, Daison de Oliveira Martins, Vidica Bianchi, Darlei Michalski Lambrecht, 
Dionatas Rodrigues da Silva, Andressa Raquel Cyzeski de Lima, Lorenzo Ghisleni Arenhardt, 
Luiz Michel Bandeira, Maria Eduarda Gzergorczick, Natiane Carolina Ferrari Basso, 
José Antonio Gonzalez da Silva 
REAÇÃO DE GENÓTIPOS DE Avena spp. AO NEMATOIDE-DE-GALHA Meloidogyne javanica ......................... 380 
Cláudia Fernanda Carraro Lemes, Valéria Cecília Ghissi Mazzetti, Caroline Maldaner Follmer, 
Paula Alberti Grando, Simone Meredith Scheffer Basso, Carolina Cardoso Deuner 
HISTOQUÍMICA DE FOLHAS DE AVEIA-BRANCA INFECTADAS COM BRUSONE .............................................. 386 
Jossana Santos, Adriana Favaretto, Simone Meredith Scheffer-Basso, Nádia Canali Lângaro, 
Sandra Patussi Brammer 
 
 
VARIABILIDADE GENÉTICA DE CULTIVARES DE AVEIA SOBRE A PRODUTIVIDADE DE GRÃOS E A NÃO 
PREFERÊNCIA A PULGÕES COM ADAPTABILIDADE E ESTABILIDADE NO MANEJO DE FUNGICIDA ................. 390 
Lorenzo Ghisleni Arenhardt, Daison de Oliveira Martins, Vidica Bianchi, Andressa Raquel Cyzeski de Lima, 
Maria Eduarda Gzergorczick, Natiane Carolina Ferrari Basso, Douglas Cézar Reginatto, Adriana Rosélia Kraisig, 
José Antonio Gonzalez da Silva 
5. MANEJO E FISIOLOGIA ........................................................................................................... 396 
PREDIÇÃO DA PRODUTIVIDADE DA CULTURA DA AVEIA POR REDES NEURAIS ARTIFICIAIS E ALGORITMO 
GENÉTICO NA ANÁLISE DE DIFERENTES DENSIDADES DE SEMEADURA NO SISTEMA MILHO/AVEIA ............. 397 
Adriana Rosélia Kraisig, Eldair Fabrício Dornelles, Ari Higino Scremin, Douglas Cezar Reginatto, 
Osmar Bruneslau Scremin, Rubia Diana Mantai, Anderson Marolli, Ângela Teresinha Woschinski de Mamann, 
Ana Paula Brezolin, Derlei Michalski Lambrecht, José Antônio Gonzales da Silva 
ESTIMATIVA DA PRODUTIVIDADE DE BIOMASSA E GRÃOS DE AVEIA PELA DENSIDADE DE SEMEADURA 
RECOMENDADA E AJUSTADA NA CONDIÇÃO DE ANO AGRÍCOLA NO SISTEMA SOJA/AVEIA ........................ 402 
Ana Paula Brezolin, Adriana Roselia Kraisig, Ângela Teresinha Woschinski De Mamann, Anderson Marolli, 
Rubia Diana Mantai, Osmar Bruneslau Scremin, Douglas Cézar Reginatto, Luana Henrichsen, 
Natiane Carolina Ferrari Basso, Maria Eduarda Gzergorczick, José Antonio Gonzalez da Silva 
A PREVISIBILIDADE DA PRODUTIVIDADE DE BIOMASSA VOLTADA À ENSILAGEM DE AVEIA POR 
ELEMENTOS METEOROLÓGICOS, NITROGÊNIO E REGULADOR DE CRESCIMENTO ......................................... 408 
Anderson Marolli, Rúbia Diana Mantai, Ângela T. W. de Mamann, Ana Paula Brezolin, Adriana Roselia Kraisig, 
Douglas Cézar Reginatto, Eldair Fabricio Dornelles, Luana Henrichsen, Natiane Carolina Ferrari Basso, 
Maria Eduarda Gzergorczick, José Antonio Gonzalez da Silva 
EFICIÊNCIA DE USO DO NITROGÊNIO NA PRODUTIVIDADE DE GRÃOS DE AVEIA PELO USO DO BIOPOLÍMERO 
HIDROGEL EM SISTEMAS DE SUCESSÃO DE ALTA E REDUZIDA LIBERAÇÃO DE N-RESIDUAL .......................... 415 
Andressa Raquel Cyzeski de Lima, Dionatas Rodrigues da Silva, Darlei Michalski Lambrecht, 
Dionatan Ketzer Krysczun, Cassiane Ubessi, Ari Higino Scremin, Eldair Fabrício Dornelles, 
Douglas Cézar Reginatto, Luana Henrichsen, Osmar Bruneslau Scremin, José Antonio Gonzalez da Silva 
ESTIMATIVA DA PRODUTIVIDADE DE BIOMASSA E GRÃOS DE AVEIA PELA DENSIDADE DE SEMEADURA 
RECOMENDADA E AJUSTADA NA CONDIÇÃO DE ANO AGRÍCOLA NO SISTEMA MILHO/AVEIA ..................... 421 
Ângela Teresinha Woschinski De Mamann, Ana Paula Brezolin, Rubia DianaMantai, 
Osmar Bruneslau Scremin, Eldair Fabrício Dornelles, Luis Michel Bandeira, Lorenzo Ghisleni Arenhardt, 
Andressa Raquel Cyzeski de Lima, Dionatas Rodrigues da Silva, José Antonio Gonzalez da Silva 
INFLUÊNCIA DA DENSIDADE DE CULTIVO SOBRE O DESEMPENHO AGRONÔMICO DE DUAS CULTIVARES 
DE AVEIA BRANCA ........................................................................................................................................ 426 
Carlos Augusto Meinerz, Jossemar Losekann Meller, Rafael Parussulo, Marcos Caraffa 
REGULADOR DE CRESCIMENTO SOBRE OS INDICADORES DE PRODUTIVIDADE DA AVEIA E ACAMAMENTO 
NO SISTEMA MILHO/AVEIA .......................................................................................................................... 430 
Cassiane Ubessi, Dionatan Ketzer Krysczun, Ari Higino Scremin, Eldair Fabricio Dornelles, 
Douglas Cezar Reginatto, Osmar Bruneslau Scremim, Andressa Raquel Cyzeski de Lima, 
Dionatas Rodrigues da Silva, Alessandro Dal’ Col Lúcio, José Antonio Gonzalez da Silva 
 
 
 
EFICIÊNCIA DO NITROGÊNIO NA PRODUTIVIDADE DA AVEIA PELO USO DA TECNOLOGIA DO BIOPOLÍMERO 
HIDROGEL NO SISTEMA MILHO/AVEIA ......................................................................................................... 435 
Darlei Michalski Lambrecht, Dionatas Rodrigues da Silva, Andressa Raquel Cyzeski de Lima, 
Lorenzo Ghisleni Arenhardt, Luiz Michel Bandeira, Maria Eduarda Gzergorczick, Natiane Carolina Ferrari Basso, 
Ari Higino Scremin, Osmar Bruneslau Scremin, José Antonio Gonzalez da Silva 
O REGULADOR DE CRESCIMENTO SOBRE OS INDICADORES DE PRODUTIVIDADE DA AVEIA E O 
ACAMAMENTO NO SISTEMA SOJA/AVEIA .................................................................................................... 441 
Dionatan Ketzer Krysczun, Cassiane Ubessi, Anderson Marolli, Ângela Teresinha Woschinski de Mamann, 
Ana Paula Brezolin, Natiane Caroline Ferrari Basso, Maria Eduarda Gzergorczick, Luiz Michel Bandeira, 
Lorenzo Ghisleni Arenhardt, Alessandro Dal’ Col Lúcio, José Antonio Gonzalez da Silva 
A EFICIÊNCIA TÉCNICA, ECONÔMICA E DE ESTABILIDADE DO NITROGÊNIO VOLTADA À PRODUTIVIDADE DE 
GRÃOS DE AVEIA EM ANO FAVORÁVEL E DESFAVORÁVEL AO CULTIVO NOS SISTEMAS DE SUCESSÃO ......... 446 
Dionatas Rodrigues da Silva, Darlei Michalski Lambrecht , Andressa Raquel Cyzeski de Lima, 
Lorenzo Ghisleni Arenhardt, Luiz Michel Bandeira, Maria Eduarda Gzergorczick, Natiane Carolina Ferrari Basso, 
Douglas Cézar Reginatto, Rúbia Diana Mantai, Anderson Marolli, José Antonio Gonzalez da Silva 
NITROGÊNIO NA SEMEADURA E A ÉPOCA DE FORNECIMENTO EM COBERTURA SOBRE A PRODUTIVIDADE 
E INDICADORES DA QUALIDADE QUÍMICA DE GRÃOS DE AVEIA ................................................................... 452 
Douglas Cezar Reginatto, Eldair Fabrício Dornelles, Osmar Bruneslau Scremin, Rubia Diana Mantai, 
Anderson Marolli, Ângela Teresinha Woschinski de Mamann, Ana Paula Brezolin, Adriana Rosélia Kraisig, 
Dionatan Ketzer Krysczun, Cassiane Ubessi, José Antonio Gonzalez da Silva 
EXPRESSÃO DA PRODUTIVIDADE DE AVEIA POR INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL NO SISTEMA DE SUCESSÃO 
SOJA/AVEIA .................................................................................................................................................. 457 
Eldair Fabricio Dornelles, Ari Higino Scremin, Adriana Rosélia Kraisig, Ana Paula Brezolin, 
Ângela Teresinha Woschinski de Mamann, Anderson Marolli, Rubia Diana Mantai, Luana Henrichsen, 
Fabricia Roos-Frantz, Rafael Z. Frantz, José Antonio Gonzalez da Silva 
EFEITOS DO USO DE REGULADOR DE CRESCIMENTO SOBRE CARACTERÍSTICAS FENOTÍPICAS DE AVEIA URS 
BRAVA SUBMETIDA A DIFERENTES DENSIDADES DE SEMEADURA E DOSES DE NITROGÊNIO........................ 462 
Emerson Antunes Carneiro, Juliano Henrique Backes, Lauri Ricardo Hatye, Marcos Caraffa 
EFEITOS DA DENSIDADE DE SEMEADURA SOBRE CARACTERÍSTICAS AGRONÔMICAS E RENDIMENTO DE 
GRÃOS DE DUAS VARIEDADES DE AVEIA BRANCA ....................................................................................... 467 
Jaini Sulzbach Bender, Deize Fabiana Fagundez, Mariane Lottermann, Marcos Caraffa 
EFICIÊNCIA NUTRICIONAL DE FÓSFORO EM AVEIA-BRANCA ......................................................................... 472 
Jonas Manica, Pedro Alexandre Varella Escosteguy 
TEOR DE FÓSFORO DE CULTIVARES DE AVEIA-BRANCA, EM NÍVEIS DESSE NUTRIENTE DO SOLO .................. 477 
Jonas Manica, Pedro Alexandre Varella Escosteguy 
DESEMPENHO PRODUTIVO DE CULTIVARES DE AVEIA BRANCA EM RESPOSTA A DOSES DE NITROGÊNIO 
ASSOCIADAS AO TRINEXAPAC-ETHYL ............................................................................................................ 483 
José Henrique Bizzarri Bazzo, Klever Márcio Antunes Arruda, Carlos Roberto Riede, Claudemir Zucareli 
INTERAÇÃO ENTRE DOSES DE NITROGÊNIO, REDUTOR DE CRESCIMENTO E DENSIDADE DE SEMEADURA 
EM AVEIA BRANCA (Avena sativa) URS BRAVA ............................................................................................. 489 
Juliano Henrique Backes, Emerson Carneiro Antunes, Lauri Ricardo Hatye, Marcos Caraffa 
 
 
EFEITO DA DENSIDADE DE CULTIVO E DE REGULADOR DE CRESCIMENTO NO RENDIMENTO DE GRÃOS 
DA AVEIA IPR ESMERALDA ............................................................................................................................ 494 
Liseu Soares Pinto Júnior, Cíntia Raquel Maron, Igor Girlei Gaviraghi, Marcos Caraffa 
CRESCIMENTO DE AVEIA PRETA SOB EXCESSO HÍDRICO ............................................................................... 499 
Lorenzo Dalcin Meus, Gerisson Souza Munareto, Vanderlei de Lima Tartaglia, Alex Cristiano Bartz, 
Igor Kieling Severo,Guilherme Ribeiro 
DOSE DE ADUBAÇÃO DE NITROGÊNIO NA SEMEADURA COM A ÉPOCA DE FORNECIMENTO DO NUTRIENTE 
EM COBERTURA SOBRE A PRODUTIVIDADE E MASSA DE GRÃOS DE AVEIA NO SISTEMA SOJA/AVEIA ......... 502 
Luana Henrichsen, Adriana Roselia Kraisig, Ari Haigino Scremin, Douglas Cézar Reginatto, 
Darlei Michalski Lambrecht, Dionatas Rodrigues da Silva, Andressa Raquel Cyzeski de Lima, 
Lorenzo Ghisleni Arenhardt, Luiz Michel Bandeira, José Antonio Gonzalez da Silva 
O REGULADOR DE CRESCIMENTO EM AVEIA SOBRE A PRODUTIVIDADE DE BIOMASSA COM AJUSTE DA DOSE 
ÓTIMA PELO ACAMAMENTO NOS NÍVEIS DE NITROGÊNIO E DE ANO FAVORÁVEL E DESFAVORÁVEL AO 
CULTIVO........................................................................................................................................................ 507 
Luiz Michel Bandeira, Maria Eduarda Gzergorczick, Natiane Carolina Ferrari Basso, Ari Higino Scremin, 
Eldair Fabrício Dornelles, Osmar Bruneslau Scremin, Rubia Diana Mantai, Anderson Marolli, 
Dionatan Ketzer Krysczun, Cassiane Ubessi, José Antonio Gonzalez da Silva 
BIOPOLÍMERO HIDROGEL VOLTADO À EFICIÊNCIA DE USO DO NITROGÊNIO SOBRE A PRODUTIVIDADE 
DE BIOMASSA E GRÃOS DE AVEIA NO SISTEMA SOJA/AVEIA ....................................................................... 513 
Maria Eduarda Gzergorczick, Natiane Carolina Ferrari Basso, Lorenzo Ghisleni Arenhardt, 
Andressa Raquel Cyzeski de Lima, Dionatas Rodrigues da Silva, Darlei Michalski Lambrecht, 
Luiz Michel Bandeira, Osmar Bruneslau Scremin, Ari Higino Scremin, Eldair Fabrício Dornelles, 
José Antonio Gonzalez da Silva 
A EFICIÊNCIA TÉCNICA DO NITROGÊNIO NA EXPRESSÃO DA PRODUTIVIDADE DE GRÃOS DE AVEIA NAS 
CONDIÇÕES DE ANO AGRÍCOLA E SISTEMAS DE SUCESSÃO .......................................................................... 519 
Natiane Carolina Ferrari Basso, Darlei Michalski Lambrecht, Dionatas Rodrigues da Silva, Andressa Raquel 
Cyzeski de Lima, Lorenzo Ghisleni Arenhardt, Luiz Michel Bandeira, Maria Eduarda Gzergorczick, 
Luana Henrichsen, Ângela Teresinha Woschinski de Mamann, Ana Paula Brezolin, Adriana Rosélia Kraisig, 
José Antonio Gonzalez da Silva 
REDES NEURAIS ARTIFICIAIS NA SIMULAÇÃO DA PRODUTIVIDADE DE GRÃOS DE AVEIA POR CONDIÇÕESMETEOROLÓGICAS NO CICLO DE DESENVOLVIMENTO E PELA ANÁLISE DA BIOMASSA ................................ 524 
Osmar Bruneslau Scremin, Ari Higino Scremin, Eldair Fabricio Dornelles, Ana Paula Brezolin, 
Ângela Teresinha Woschinski de Mamann, Anderson Marolli, Rubia Diana Mantai, Douglas Cézar Reginatto, 
Dionatas Rodrigues Da Silva, Darlei Michalski Lambrecht, José Antonio Gonzalez da Silva 
COBERTURA DO SOLO PELA FITOMASSA RESIDUAL DE AVEIAS BRANCAS “CRIOULAS”, SOB DIFERENTES 
MANEJOS DE CORTE ..................................................................................................................................... 529 
Rosiane Berenice Nicoloso Denardin, Jessica Corona Mori, Douglas Scopel, Angélica Ribolli Cazaratto, 
Siumar Pedro Tironi 
SIMULAÇÃO DA PRODUTIVIDADE DE GRÃOS DE AVEIA POR SUPERFÍCIE DE RESPOSTA PELA TECNOLOGIA 
DE MANEJO DO NITROGÊNIO E HIDROGEL ................................................................................................... 531 
Rubia Diana Mantai, Osmar Bruneslau Scremin, Anderson Marolli, Ângela Teresinha Woschinski de Mamann, 
Ana Paula Brezolin, Adriana Roselia Kraisig, Douglas Cézar Reginatto, Ari Higino Scremin, Luiz Michel Bandeira, 
Lorenzo Ghisleni Arenhardt, José Antonio Gonzalez da Silva
 
 
 
 
CARACTERIZAÇÃO DO FILOCRONO E DA TRANSIÇÃO MERISTEMÁTICA EM AVEIA HEXAPLÓIDE .................. 537 
Vanessa de Freitas Duarte, Andriele Wairich, Carla Andrea Delatorre 
6. QUALIDADE INDUSTRIAL ..................................................................................................... 543 
EXTRAÇÃO E CARACTERIZAÇÃO DE BETA-GLUCANAS DE CULTIVARES DE AVEIA BRANCA ........................... 544 
Caroline Balensiefer Vicenzi, Natália Cristina Cavalli, Tatiana Oro, Luiz Carlos Gutkoski 
QUALIDADE TECNOLÓGICA DE GRÃOS DE AVEIA BRANCA EM RESPOSTA AO TRINEXAPAC-ETHYL ............... 548 
José Henrique Bizzarri Bazzo, Klever Márcio Antunes Arruda, Carlos Roberto Riede, Claudemir Zucareli 
EMPREGO DE AMIDO DE AVEIA MODIFICADO POR ANNEALING NA ESTABILIDADE DE EMULSÕES .............. 553 
Stéfani Werlang, Cheilane Bonfante, Tatiana Oro, Luiz Carlos Gutkoski 
EXTRAÇÃO, TEOR E CARACTERIZAÇÃO DAS BETA-GLUCANAS EM CULTIVARES DE AVEIA BRANCA ............... 557 
Natália Cristina Cavalli, Caroline Balensiefer Vicenzi, Tatiana Oro, Luiz Carlos Gutkoski 
7. PRODUÇÃO DE FORRAGEM .................................................................................................. 562 
PRODUÇÃO DE FORRAGENS DE INVERNO PARA SISTEMAS DE INTEGRAÇÃO LAVOURA E PECUÁRIA NO 
OESTE DO PARANÁ, 2016. ............................................................................................................................. 563 
Elir de Oliveira, Endrigo Antonio de Carvalho, Eldrei Cuaglio Paschoal 
ENSAIOS PRELIMINARES DE AVEIAS FORRAGEIRAS CONDUZIDOS PELA AGROALPHA E PELA FUNDAÇÃO 
PRÓ-SEMENTES NA REGIÃO SUL DO BRASIL ................................................................................................. 568 
Kassiana Kehl, Rui Colvara Rosinha, Ricardo Guilherme Matzenbacher, Luiz Afonso M. Torres 
AVALIAÇÃO DE POTENCIAL FORRAGEIRO DE AVEIAS, TRIGO E CENTEIO EM TRÊS DE MAIO, RS, 2016 .......... 571 
Marcos Caraffa, Cinei Teresinha Riffel,
 
Emerson Antunes
 
Carneiro,
 
Gilson Preussler Witczack, 
Marlon Eduardo Zawacki 
 
 
Apresentação Anais da XXXVII RCBPA 
 
O Programa de pesquisa de aveia (PPA) da Faculdade de Agronomia e Medicina 
Veterinária (FAMV) da Universidade de Passo Fundo (UPF), na comemoração dos seus 40 
anos de existência, tem o prazer de sediar a XXXVII Reunião da Comissão Brasileira de 
Pesquisa de Aveia. A Comissão Brasileira de Pesquisa de Aveia (CBPA) congrega todas as 
instituições de ensino, pesquisa e extensão, cooperativas, produtores de sementes, entidades 
governamentais, privadas e industriais voltadas para o desenvolvimento da cultura da aveia no 
Brasil. 
 Criado em 1977, o PPA foi o primeiro projeto de pesquisa desenvolvido na FAMV e 
contribuiu ao longo dos anos para a implementação de novas áreas de pesquisa no Curso de 
Agronomia, bem como ampliou o envolvimento de novos professores, dando suporte para o 
início do Programa de pós graduação em Agronomia (PPGAgro) em 1997, o qual marcou 
também o início do stricto sensu na UPF. Por isso a XXXVII RCBPA é também alusiva à 
comemoração dos 20 anos do Programa de Pós graduação em Agronomia da FAMV e dos 20 
anos do stricto sensu na UPF. 
 Na presente edição são apresentados 101 trabalhos científicos abordando diversos 
aspectos relacionados à cultura da aveia. Os trabalhos foram mantidos na forma e conteúdo 
como foram enviados pelos autores, salvo pequenas modificações de formatação. Estes 
trabalhos representam o esforço realizado pelas Instituições que compõem a CBPA, cujas 
reuniões são realizadas anualmente em forma de rodízio entre seus membros. 
A Comissão Organizadora da XXXVII programou uma Reunião que contemplasse, 
além de avaliações de ensaios de rede/2016 e o lançamento de novas cultivares, uma grande 
atualização da pesquisa da cultura da aveia, cuja importância econômica aumenta em razão de 
sua inserção nos sistemas agrícolas do Centro Sul e Sudeste do Brasil. 
Passo Fundo, março de 2017. 
 
Eng. Agr. Doutora Nadia Canali Lângaro 
Coordenadora da XXXVII RCBPA 
 
 
 
 
20 
 
 
 
 
 
1. Melhoramento Genético 
e Biotecnologia 
 
 
SELEÇÃO INDIRETA PARA O INCREMENTO DE RENDIMENTO DE GRÃO EM 
AVEIA BRANCA 
 
Airton Rosa da Silva
1
, Adriano Holzmeier
2
, Guilherme Paim Ceolin
3
, 
Evandro Ehlert Venske
3
, Latoia Eduarda Maltzahn
3
, Liamara Barh Thurow
4
, 
Camila Pegararo
5
, Luciano Carlos da Maia
5 
 
 
A cultura da aveia branca (Avena sativa L.) é uma alternativa rentável para a estação 
fria da região sul do Brasil, podendo ser utilizada para a produção de pastagens, cobertura de 
solo, produção de grãos e para indústria de alimento com elevado valor 
nutritivo(HAWERROTH et al., 2015). Os programas de melhoramento genético de aveia 
branca possuem como desafio de aliar a alta produção de grãos com a aptidão industrial 
(LUCHE, 2014). Segundo Caierão et al. (2001), para que as cultivares superiores estejam 
sempre à disposição dos produtores, é indispensável que a seleção seja eficiente. Porém em 
alguns casos a seleção pode ser trabalhosa e demorada quando realizada diretamente sobre 
determinado caráter. As cultivares de aveia branca que estão disponíveis para os agricultores 
tem atendido esses requisito, possuindo uma melhor adaptação aos ambientes de cultivo, 
assim se tornando uma cultura rentável e produtora de grãos de qualidade (CRESTANI, 
2011). Os desafios enfrentados pelos programas de melhoramento de aveia branca podem ser 
minimizados pela seleção indireta a partir de seus componentes de rendimento e também por 
outros caracteres adaptativos que indiretamente elevam o rendimento de grãos. A seleção 
indireta, no entanto, exige a condição de alta correlação entre os caracteres, além de, uma 
herdabilidade elevada do caráter a ser selecionado (CAIERÃO et al. 2001).O presente 
trabalho teve como objetivo de avaliar a seleção indireta para rendimento de grãos em aveia, a 
partir de seus componentes do rendimento. 
 
1
 Estudante de agronomia, Universidade Federal de Pelotas (UFPel), Pelotas, RS. 
 E-mail: rosaairton@hotmail.com 
2 
Estudante de agronomia, FAI Faculdades. 
3
 Estudante de agronomia, UFPel. 
4
 Estudante de doutorado, UFPel. 
5
 Eng. Agr., Doutor, Professor Dep. de Fitotecnia, UFPel. 
 
 
 
22 
O experimento foi conduzido no ano de 2016, na área experimental do Centro de 
Genômica e Fitomelhoramento, pertencente a Universidade Federal de Pelotas. Foram 
utilizadas 7 linhagens: AL1248, UFRGS 12702013-1, UFRGS 136071, 136071-1, 136072-3, 
UFRGS 137023-1, UFRGS 137117-2, UPF 08S212-6-2-1 e 3 genótipos comerciais de aveia 
branca:URS 21, URS CORONA E UPFPS Farroupilha. O experimento foi conduzido em 
delineamento de blocos ao acaso com 4 repetições. O manejo durante o ciclo da cultura 
seguiu as recomendações da Comissão Brasileira de Pesquisa de Aveia (LÂNGARO; 
CARVALHO, 2014). 
Ao atingir a maturação fisiológica dos grãos, as parcelas foram colhidas e trilhadas. Os 
caracteres avaliados foram dias do florescimento a maturação (DFM, em dias), dias da 
emergência a maturação (DEM, em dias), estatura de plantas (EST, em cm), peso hectolitro 
(PH, em kg hl-1), acamamento (ACAM, em %), massa de mil grão (MMG, em gramas), índice 
de grão (IG, adimensional), índice de descasque (ID, adimensional) e rendimento do grão 
(RG, em kg. ha-1). 
 Os dados foram submetidos à análise da variância e diagnóstico de multicolinearidade 
da matriz de correlação fenotípica. Foi retirado da análise o caráter acamamento, que causava 
problema à matriz. Procedeu-se novamente análise da matriz de correlação onde observou-se 
o número de condição (NC) de 49,42, o qual representa multicolinearidade fraca (NC < 100) 
(CRUZ, 2006). As análises foram realizadas utilizando o programa Genes (CRUZ, 2006). 
Depois foi realizado a análise de trilha, com o desdobramento dos coeficientes de correlação 
em efeitos diretos e indiretos em relação a variável dependente (SAMONTE et al., 1998). 
Na tabela 1 pode-se observar que o caráter dias de florescimento à maturação (DFM) 
revelou efeito total de associação -0,445 sobre o rendimento de grãos, tendo seu efeito direto 
sobre RG de -0,249, com isso pode-se observar que os caracteres EST e PH contribuiu para 
este valor negativo de baixa magnitude. Para dias da emergência à maturação (DEM) obteve-
se um efeito total de -0,179 em relação ao RG. O efeito direto sobre a variável dependente foi 
de 0,436. Notou-se que a associação foi mascarada pelo efeito indireto de outros caracteres, 
principalmente pelo peso hectolitro e índice de descasque -0,253 e -0,251, respectivamente. 
Segundo, CARVALHO et al. (2004)no momento da escolha das progênies, deve-se aplicar 
uma seleção restritiva a fim de minimizar os efeitos indiretos indesejáveis e maximizar o 
efeito direto. 
Para a variável estatura de plantas (EST) o efeito total sobre RG foi de 0,657, no 
entanto, seu efeito direto sobre rendimento de grão foi de 0,432. A correlação total sofreu 
influência dos demais efeitos indiretos, principalmente dias da emergência a maturação (-
 
 
 
23 
0,168) e dias do florescimento a maturação 0,151. Para uma futura seleção os efeitos causais 
indiretos devem ser considerados simultaneamente. 
Para o caráter peso do hectolitro (PH) o efeito total sobre o rendimento de grão foi de 
0,354. Já o efeito direto sobre o rendimento de grãos apresentou um valor positivo e elevado 
de 0,501, o que demonstra uma forte relação de causa e efeito entre estes caracteres, sendo 
possível a sua utilização na seleção indireta. Segundo LÂNGAROet, al. (2014), a variável PH 
demonstra potencial para identificação de genótipos promissores em relação com a qualidade 
industrial e também devido a fácil mensuração. 
Para o caráter massa de mil grãos (MMG) o efeito total sobre RG foi de -0,240, porém 
seu efeito direto no mesmo sentido, foi quase nulo (-0,079). 
 Para o caráter índice de grãos (IG) o efeito total sobre o rendimento de grão foi de -
0,391. O efeito direto sobre a variável dependente não resultou em associação evidente entre 
os caracteres, uma vez que seu efeito direto foi quase nulo (0,045). 
Já para o caráter índice de descasque (ID), foi verificado efeito total de 0,534 e efeito 
indireto de 0,547, que praticamente foi semelhante ao efeito total. Segundo CARVALHO et 
al. (2004) uma seleção direta sobre um caráter que apresenta relação causal elevada, será 
eficiente em melhorar a variável dependente. 
Dessa maneira, a seleção indireta para obter genótipos superiores no rendimento de grão 
é eficiente a partir do peso hectolitro, levando em consideração os efeitos indiretos. O índice 
de descasque também é promissor para seleção indireta de genótipos superiores a partir do 
rendimento de grão. 
 
Referências 
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correlação no melhoramento vegetal. Pelotas: UFPel, 2004, 142p. 
CAIERÃO, E. e al. Seleção indireta em aveia para o incremento no rendimento de grão. Santa 
Maria; Ciência Rural, v.31, n. 2, p.231-336, 2001. 
CRESTANI, M. Dinâmica de caracteres componentes da produção e da qualidade 
química e industrial de grãos em aveia branca: interação genótipo vs. ambiente e 
capacidade combinatória. 2011, 201f. Tese (Doutorado) – Programa de Pós-Graduação em 
Agronomia. Universidade Federal de Pelotas, Pelotas – RS. 
CRUZ, C. D. Programa Genes: Estatística experimental e matrizes.Viçosa: UFV, 2006, 
285p. 
 
 
 
24 
HAWERROTH, M. C. et al. Correlations among industrial traits in oat cultivars grownin 
different locations of Brazil. Australian journal of crop science, v. 9, n. 12, p. 1182-1189, 
dez. 2015a. ISSN:1835-2707. 
LUCHE, H. de S. Estratégias na seleção de genótipos superiores de aveia branca. 2014. 
77 f. Tese (Doutorado) – Programa de Pós-Graduação em Agronomia. Universidade Federal 
de Pelotas, Pelotas, 2014. 
LÂNGARO, N. C. et al. Cultivares de aveia, qualidade de sementes e implantação da 
cultura. In: LÂNGARO, N. C.; CARVALHO, I. Q. de. (Orgs.). Indicações técnicas para a 
cultura da cultura da aveia. Passo Fundo: Ed. Universidade de Passo Fundo, 2014, p. 44-53. 
SAMONTE, S.O.P.B., WILSON, L.T., McCHUNG, A.M.Pathanalyses of yield and yield-
related traits of fefteen diverse rice genotypes. Crop Science, Madison, v.38, p.1130-
1136,1998. 
 
Tabela 1. Estimativas dos efeitos diretos e indiretos das variáveis dias do florescimento a maturação (DFM), 
dias da emergência á maturação (DEM), estatura (EST), peso hectolitro (PH), massa de mil grão 
(MMG), índice de grão (IG) e índice de descasque (ID) sobre o rendimento de grão (RG), em 10 
genótipos de aveia. Pelotas, 2017. 
 Caracteres explicativos 
 DFM DEM EST PH MMG IG ID 
Efeito direto -0,249 0,436 0,432 0,501 -0,079 0,045 0,547 
Efeito ind.via DFM - 0,022 0,151 -0,094 -0,067 -0,020 0,030 
Efeito ind.via DEM -0,039 - -0,168 -0,220 -0,209 -0,034 -0,200 
Efeito ind.via EST -0,263 -0,167 - 0,129 -0,003 -0,173 0,086 
Efeito ind.via PH 0,191 -0,253 0,149 - 0,188 -0,037 0,066 
Efeito ind.via MMG -0,021 0,037 0,0006 -0,029 - -0,041 0,013 
Efeito ind.via IG 0,003 -0,003 -0,018 -0,003 0,024 - -0,010 
Efeito ind.via ID -0,067 -0,251 0,110 0,072 -0,095 -0,129 - 
TOTAL -0,445 -0,179 0,657 0,354 -0,240 -0,391 0,534 
Coeficiente de determinação 0,788 
Efeito residual 0,460 
Determinante da matriz 0,004 
 
 
 
ANÁLISE DE TRILHA ATRÁVES DE CORRELAÇÕES GENOTÍPICAS E 
FENOTÍPICAS SOB CARACTERES DE AVEIA BRANCA PARA SELEÇÃO 
FORRAGEIRA 
 
 
Anderson da Silva Rodrigues
1
, Henrique Pasqueti Carbonari², Evandro Ehlert Venske², 
Guilherme Paim Ceolin², Raquel Teixeira Corrêa³, Cezar Augusto Verdi
4
, 
Antonio Costa de Oliveira
5
, Luciano Carlos da Maia
5 
 
 
A aveia branca (Avena sativa L.) é um cereal de inverno com produção expressiva na 
região Sul do país, onde é cultivada com propósitos diversos. Sendo utilizada da alimentação 
humana e animal, ou mesmo como cobertura de solo, trazendo benefícios diversos para 
culturas sucessoras, sendo assim, possui grande potencial de exploração (HAWERROTH et. 
al., 2015). 
No Rio Grande do Sul as pastagens nativas têm bom potencial forrageiro, mas por 
serem majoritariamente compostas por espécies de ciclo estival, há uma queda na produção de 
forragem durante o inverno (TAFERNABERRI et. al., 2012). Entre as espécies que se 
apresentam como opção para cultivo durante este período estão a aveia preta (Avena strigosa 
S.) e o azevém (Lolium multiflorum Lam.), as quais podem ser utilizadas de forma isolada ou 
consorciada.Tais espécies permitem alta produção de forragem de qualidade, estando 
adaptadas às condições de frio que se apresentam durante a época em questão (ROSO et al., 
1999; TONATO et al., 2014). Enquanto a aveia branca apresenta-se como um cereal com 
potencial por possibilitar usos diversos, a aveia-preta demonstra vantagens para produção de 
forragem devida principalmente à sua maior rusticidade (TAFERNABERRI et al., 2012). 
Estudos podem ser utilizados como auxílios, no melhoramento vegetal da aveia branca, 
para fazer com que esta cultura se torne tão, ou mais interessante que aveia preta, como 
 
1
 Estudante de graduação, Universidade Federal de Pelotas (UFPel), Pelotas, RS. 
 E-mail: rodrigues_as@yahoo.com.br 
² Estudante de graduação, Faculdade de Itapiranga. (FAI) 
3
 Eng. Agr., Estudante de doutorado, UFPel. 
4 
Eng. Agr., Eng. Agr., Doutor, Professor Dep. de Fitotecnia, UFPel. 
 
 
 
26 
forragem. Estudos de correlação fenotípica e/ou genotípica têm sido largamente empregados 
para medir o grau de associação entre caracteres em diversas culturas. Tais estudos, 
entretanto, não possibilitam entender as influências diretas e indiretas que determinados 
caracteres podem ter sobre outros. Por este motivo WRIGHT (1921) sugeriu uma estratégia 
em que os coeficientes de correlação são desdobrados em efeitos diretos e indiretos de 
variáveis independentes explicativas sobre uma variável dependente principal. Tal ferramenta, 
conhecida como análise de trilha, determina efeitos a partir de equações de regressão em que 
as variáveis consideradas são antecipadamente niveladas. Dessa forma o presente estudo teve 
por objetivo verificar as inter-relações dos caracteres de interesse agronômico para aptidão 
forrageira em genótipos de aveia branca. 
O experimento foi conduzido no campo experimental do Centro de Genômica e 
Fitomelhoramento, situado no Centro Agropecuário da Palma, pertencente à Universidade 
Federal de Pelotas. Tal área está localizada no município de Capão do Leão, Rio Grande do 
Sul, e o ano de avaliação foi o de 2016. A semeadura foi realizada de forma mecanizada, em 
sistema de semeadura direta, com densidade de300 sementes viáveis por m². Os tratos 
culturais utilizados seguiram as recomendações da Comissão Brasileira de Pesquisa de Aveia 
(LÂNGARO et al., 2014). O delineamento experimental utilizado foi de blocos ao acaso, 
dispostos em três repetições. Cada unidade experimental foi constituída por cinco linhas de 
cinco metros de comprimento, e espaçamento entre linhas de 0,17 m. Foi avaliado 23 
cultivares de aveia branca para os caracteres: dias da emergência ao florescimento (DEF), dias 
do florescimento a maturação (DFM), dias de emergência a maturação (DEM), peso do 
hectolitro (PH, em kg hL-1), massa de mil grãos (MMG, em gramas), e rendimentos de grãos 
(RG, em kg ha-1). Os dados obtidos foram submetidos à análise de variância (ANOVA) e as 
análises de trilha foram realizadas através do programa computacional GENES (CRUZ, 
2013). 
Na tabela 1 estão apresentados os efeitos diretos e indiretos para DEF utilizando a 
matriz de correlação genotípica. Já na tabela 2 valores referentes a matriz de correlação 
fenotípica são apresentados para o mesmo caráter. 
Para os efeitos genotípicos (Tabela 1), o caráter DFM apresentou correlação total de -
0,574. Desta associação, evidencia-se que o efeito direto sobre a variável dependente foi de -
0,581, o que configura uma relação oposta e de elevada magnitude. Já para a matriz de 
correlação fenotípica (Tabela 2), o caráter também apresentou efeito total negativo de -0,647. 
Da mesma forma, o efeito direto foi de magnitude elevada e negativo (-0,681). Para ambas as 
situações, os demais caracteres não demonstraram efeitos indiretos relevantes que pudessem 
 
 
 
27 
interferir na relação entre os caracteres. Na ocasião que o genótipo tem seu período vegetativo 
alongado ou é caracteristicamente mais longo, este tende a encurtar o período reprodutivo, 
havendo um efeito compensatório entre estes. (HAWERROTH et al., 2015). A variável DEM 
demonstrou uma correlação total direta e positiva em relação a variável dependente, tanto 
para valores genotípicos quanto valores fenotípicos. Esse resultado é diferente dos obtidos por 
HARTWIG et. al. (2006), que observaram correlação negativa entre DEF e DFM. O 
rendimento de grãos demonstrou uma correlação total indireta de 0,431 e 0,312 para valores 
genotípicos e fenotípicos, respectivamente. Pode-se sugerir que genótipos com ciclo de 
desenvolvimento mais longo tendem a expressar rendimento de grãos superiores (CAIERÃO 
et. al., 2001), porém, a seleção atual preza pelo desenvolvimento de genótipos com ciclo 
reduzido. No caso da produção de forragem, genótipos com maior período de 
desenvolvimento e conseqüente produção de forragem, são os mais desejados. 
O peso do hectolitro demonstrou coeficiente total genotípico negativo -0,192 e 
coeficiente total fenotípico, negativo também de -0,039, sobre a variável dependente. O efeito 
direto desse caráter também foi reduzido, para ambas matrizes de correlação. Coeficientes de 
correlação baixos não constituem existência de associação entre as características, mas sim, 
ausência de causa e efeito (VENCOVSKY; BARRIGA, 1992). 
Para MMG foram encontrados valores negativos totais tanto genotípicos como 
fenotípicos, com -0,465 e -0,294, respectivamente para DEF. Da mesma forma a relação 
direta destes caracteres apresentou valores muito baixos, não resultando em uma relação 
direta de causa e efeito. 
As duas análises de trilha apresentaram valores semelhantes para os efeitos diretos e 
indiretos. O caráter que melhor apresenta relação com DEF é o de DEM. A seleção que visa a 
produção de forragem poderá buscar genótipos com ciclos longos e mais tardios no 
florescimento. A seleção indireta pode utilizar matriz de correlações fenotípicas ou 
genotípicas. 
 
Referências 
CRUZ, C. D.; CARNEIRO, P. C. S.; REGAZZI, A. J. Modelos Biométricos Aplicados ao 
Melhoramento Genético. v. 2, 3.ed. Viçosa: UFV, 2014, 668p. 
CAIERÃO, E.; CARVALHO, F. I. F.; PACHECO, M. T.; LORENCETTI, C.; 
MARCHIORO, V. S.; SILVA, J. A. G. Seleção indireta em aveia para o incremento no 
rendimento de grãos. Ciência Rural, Santa Maria, v. 31, n. 2, p. 231-236, 2001. 
HARTWIG, I.; SILVA, J. A. G.; CARVALHO, F. I. F.; OLIVEIRA, A. C.; BERTAN, I.; 
VALÉRIO, I. P.; SILVA, G. O.; RIBEIRO, G.; FINATTO, T.; SILVEIRA, G. Variabilidade 
 
 
 
28 
fenotípica de caracteres adaptativos da aveia branca (Avena sativa L.) em cruzamentos 
dialélicos. Ciência Rural, Santa Maria, v. 37, n. 2, p. 337-345, 2007. 
HAWERROTH, M. C. et al. Correlations among industrial traits in oat cultivars grown in 
different locations of Brazil. Australian Journal of Crop Science, v. 9, n. 12, p. 1182, 2015. 
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cultura. In: LÂNGARO, N. C.; CARVALHO, I. Q. de. (Orgs.). Indicações técnicas para a 
cultura da cultura da aveia. Passo Fundo: Ed. Universidade de Passo Fundo, 2014, p. 44-53. 
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TONATO, F. et al.Aveia preta e azevém anual colhidos por interceptação de luz ou intervalo 
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Ciência Rural, Santa Maria, v. 44, n. 1, 2014. 
VENCOVSKY, R., BARRIGA, P. Genética biométrica no fitomelhoramento. Ribeirão Preto: 
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557-585, 1921. 
 
Tabela 1. Estimativa dos efeitos diretos e indiretos genotípicos em oitocaracteres de interesse agronômico 
sobre os dias de emergência a floração no município deCapão do Leão,RS (2016). 
 DFM DEM RG PH MMG 
EFEITO DIRETO -0,581 0,819 -0,001 -0,001 -0,001 
EFEITO IND VIA DFM - -0,005 0,202 -0,154 -0,252 
EFEITO IND. VIA DEM 0,007 - 0,232 -0,037 -0,212 
EFEITO IND. VIA RG 0,001 -0.001 - -0,001 0,001 
EFEITO IND. VIA PH -0,001 0,001 -0,001 - -0,001 
EFEITO IND. VIA MMG -0,001 0,001 0,001 -0,001 - 
Total -0,574 0,814 0,431 -0,192 -0,465 
Coeficiente de determinação 1,000 
Determinante da matriz 0,490 
Dias da floração a maturação (DFM); dias da emergência a maturação (DEM); rendimento de grãos (RG); peso do hectolitro 
(PH); massa de mil grãos (MMG) 
 
 
 
 
 
29 
Tabela 2. Estimativa dos efeitos diretos e indiretos fenotípicos em oitocaracteres de interesse agronômico 
sobre os dias de emergência a floraçãono município deCapão do Leão, RS (2016). 
 
Caracteres explicativos - valores fenotípicos 
DFM DEM RG PH MMG 
EFEITO DIRETO -0,681 0,764 -0,001 0,001 -0,001 
EFEITO IND VIA DFM - -0,031 -0,001 -0,052 -0,124 
EFEITO IND. VIA DEM 0,034 - 0,171 0,014 -0,170 
EFEITO IND. VIA RG 0,001 -0,001 - 0,001 0,001 
EFEITO IND. VIA PH 0,001 0,001 0,001 - 0,001 
EFEITO IND. VIA MMG 0,001 0,001 0,001 -0,001 - 
Total -0,647 0,733 0,312 -0,039 -0,294 
Coeficiente de determinação 0,999 
Determinante da matriz 0,743 
Dias da floração a maturação (DFM); dias da emergência a maturação (DEM); rendimento de grãos (RG); peso do hectolitro 
(PH); massa de mil grãos (MMG). 
 
 
SELEÇÃO ENTRE FAMÍLIAS F5 DE AVEIA BRANCA NA IDENTIFICAÇÃO DE 
GENÓTIPOS COM CARACTERES AGRONÔMICOS DESEJÁVEIS 
 
Cezar Augusto Verdi
1
, Liamara Bahr Thurow
2
, Rodrigo Danielowski
2
, Mariana Peil da Rosa
2
, 
Raissa Martins da Silva
2
, Vianei Rother
2
, Victória Freitas de Oliveira
2
, Luciano Carlos da 
Maia
3
, Antonio Costa de Oliveira
3
 
 
 
Dentre os cereais de inverno a aveia branca é uma das culturas que tem apresentado 
crescente expansão nos últimos anos. Isto é devido aos diversos fins para que a cultura é 
cultivada, que vai desde a produção de grãos para a alimentação humana e animal, até a 
produção de forragem, devido ao seu elevado potencial produtivo de massa verde 
(MAROLLI, 2014). 
Frente ao crescimento na adoção da aveia branca como cereal de inverno, ocorre um 
aumento na demanda por genótipos adaptados nas mais diversas condições de cultivo, das 
diferentes regiões do país. O seu cultivo abrange desde os estados da região Sul até o Centro-
Oeste. No ano de 2016 foram semeados nesses estados 292 mil ha, onde as lavouras 
apresentaram uma produtividade média de 2840 kg ha
-1
 (CONAB, 2017). 
A seleção de genótipos com características superiores é dificultada pela complexidade 
da maioria dos caracteres de interesse. Entre estes se destacam o rendimento de grãos, peso do 
hectolitro e massa de mil grãos. Porém, esses caracteres apresentam inter-relações com a 
maioria dos caracteres selecionados em aveia, como os caracteres ligados ao ciclo e também a 
estatura de planta. A tendência observada atualmente, objetiva menor período vegetativo e 
incremento ao período reprodutivo destinado ao enchimento de grãos (HAWERROTH et al., 
2014). 
Frente a isso, é indispensável para um programa de melhoramento de excelência, o 
constante incremento de variabilidade e a sua eficiente exploração. Essa estratégia poderá 
promover maior progresso genético, visando o desenvolvimento de genótipos com 
 
1
 Eng. Agr., Estudante de doutorado, Universidade Federal de Pelotas (UFPel), Pelotas, RS. 
 E-mail: cezarverdi@yahoo.com.br 
2
 Eng. Agr., Estudante de pós-graduação, Universidade Federal de Pelotas (UFPel), Pelotas, RS. 
3
 Eng. Agr., Doutor, Professor Dep. de Fitotecnia, (UFPel), Pelotas, RS. 
 
 
 
31 
características superiores. Diante disso, o presente trabalho teve por objetivo analisar famílias 
F5 de aveia branca quanto a seleção para precocidade de florescimento e de estatura de planta 
reduzida. 
O experimento foi conduzido no ano de 2016 no campo experimental do Centro de 
Genômica e Fitomelhoramento, situado no Centro Agropecuário da Palma, pertencente à 
Universidade Federal de Pelotas, localizado no município de Capão do Leão-RS. A 
semeadura foi efetuada de forma manual no dia 14 de junho no esquema de planta espaçada, 
na distância de 0,20 m entre plantas e entre linhas. 
Cada linha constitui uma família F5, além das linhas de testemunhas que foram 
intercaladas dentro do bloco. Utilizou-se o delineamento experimental de blocos incompletos 
com testemunhas intercalares. Foram avaliadas três combinações, contendo 100 famílias cada, 
além de sete testemunhas elite, intercaladas e repetidas cinco vezes. As combinações são 
provenientes dos cruzamentos Brisasul vs Hi-Fi; Brisasul vs URS Taura e URS Taura vs Hi-
Fi. As testemunhas utilizadas foram Brisasul, URS Taura, URS Corona, URS 21, URS Altiva, 
UPFPS Farroupilha e IPR Artemis. Os tratos culturais foram realizados de acordo com as 
recomendações para a cultura (CBPA, 2014). Para o controle de doenças foram realizadas 
quatro aplicações de fungicida. Os caracteres avaliados foram: EST (estatura de plantas, em 
cm) e DEF (dias da emergência ao florescimento, em dias). 
Os dados foram analisados através do software estatístico GENES (CRUZ, 2013). 
Primeiramente procedeu-se análise da variância através da metodologia de famílias com 
testemunhas intercalares e posteriormente a seleção entre famílias com base no índice 
paramétrico Genótipo-Ideótipo. 
De acordo com a análise de variância, foi encontrado diferença significativa para as 
famílias quanto aos dois caracteres nas três combinações. Dessa forma, é possível explorar as 
diferenças entre esses indivíduos para proceder uma seleção entre famílias. Considerando que 
estas já se encontram em estado avançado de homozigose, é possível selecionar genótipos 
superiores para as características estudadas. 
Na Tabela 1 são apresentados os ganhos de seleção entre famílias. É possível observar 
que para o caráter estatura de plantas (EST), as três combinações evidenciaram elevadas 
herdabilidades no sentido amplo, variando de 0,92 a 0,94. Apesar de EST ser um caráter 
quantitativo, controlado por vários genes e fortemente influenciado pela ação do ambiente, 
apresentou valores elevados de herdabilidade (BERTAN et al., 2004). 
Quanto ao diferencial de seleção, a combinação Brisasul vs Hi-Fi foi a que apresentou 
os maiores valores absolutos. Porém, esta combinação apresenta uma média original das 
 
 
 
32 
famílias elevada, e mesmo com o emprego de seleção, a média das famílias selecionadas 
permaneceu elevada (106,50). Da mesma forma a combinação URS Taura vs Hi-Fi não 
apresentou famílias com estatura reduzida, onde a média das famílias selecionadas foi de 
108,00. Já a combinação Brisasul vs URS Taura, evidenciou o ganho de seleção 
intermediário, no comparativo com as demais combinações, porém, com um menor percentual 
de ganho de seleção (-0,23%). Essa combinação foi a que apresentou a melhor média para as 
famílias selecionadas (99,60). 
Para a estatura de plantas, de forma geral, a melhor combinação, capaz de apresentar 
famílias selecionáveis com estatura reduzida foi Brisasul vs URS Taura. Ambos genitores 
apresentam estatura considerada baixa, e por esse motivo, as famílias provenientes desse 
cruzamento também o são. Por outro lado, o genótipo Hi-Fi, de origem norte americana 
(Universidade do Estado da Dakota do Norte - North Dakota State University), apresentou 
problemas de adaptação nas condições de cultivo brasileiras, que geralmente refletem em 
ciclo maior e maioresestaturas (LUCHE et al., 2013). Tal observação não impede que essas 
combinações sejam exploradas para a seleção de linhagens com caracteres diferenciais, já que 
a média de estatura de plantas dessas famílias está muito próximo dos ensaios com cultivares 
e linhagens conduzidos no mesmo local, que apresentou estatura média de 114 cm 
(LÂNGARO et al., 2015). 
Essa informação também pode ser observada pela Figura 1A, onde estão representadas 
graficamente o desempenho observado nas famílias. Da mesma forma que a análise anterior, a 
combinação Brisasul vs URS Taura possui as famílias que mais se assemelham as 
testemunhas. As outras combinações, demonstram uma grande variação entre as famílias, 
porém, com algumas passíveis de seleção, com desempenho semelhante as testemunhas. 
Quanto ao caráter dias da emergência ao o florescimento (DEF), as três combinações 
evidenciaram elevadas herdabilidades, que variaram de 0,97 a 0,99. O maior diferencial de 
seleção (DS) foi observado na combinação URS Taura vs Hi-Fi, que demonstrou uma redução 
de -16,75. A combinação Brisasul vs URS Taura também apresentou valores elevados de DS, 
atingindo -13,50. Os ganhos de seleção seguiram essa mesma tendência e foram de -16,52 e -
13,37, respectivamente. 
De uma forma geral, as melhores médias de famílias selecionadas foram observadas 
para a combinação Brisasul vs URS Taura. Essa combinação apresentou média original para 
DEF de 115,40, sendo que as famílias selecionadas, revelaram média de 101,90. A 
combinação Brisasul vs Hi-Fi demonstrou média das famílias selecionada de 117,30. Já a 
combinação URS Taura vs Hi-Fi apresentou média de famílias selecionadas de 111,40. 
 
 
 
33 
Ambas são em média 15 e 10 dias mais tardias para atingir o florescimento do que a 
combinação anterior. Esse caráter é de grande importância na determinação do potencial 
produtivo da cultura. De uma forma geral, o ciclo total da cultura está dividido em um maior 
período até o florescimento e um menor período para o enchimento de grãos. A seleção atual 
visa a redução dos DEF e uma ampliação dos dias em que ocorre o enchimento de grãos, 
buscando um aumento na produção de grãos e aumento na qualidade de grãos 
(HAWERROTH et al., 2014). Essa mesma observação pode ser feita pela Figura 1B, onde as 
combinações que mais se assemelham as cultivares comerciais foram Brisasul vs URS Taura e 
URS Taura vs Hi-Fi. 
Com isso, é possível selecionar famílias com menor estatura e menor período de dias da 
emergência ao florescimento nas famílias F5 analisadas. Os melhores resultados são 
observados para a seleção na combinação Brisasul vs URS Taura. Existe a necessidade de 
avaliar outros caracteres de importância econômica para a seleção de famílias superiores nas 
demais combinações. 
 
Referências 
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Grãos. Pelotas, Embrapa Clima Temperado, ISSN: 1516-8840, 2014. 
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Disponível em 
<http://www.rcbpa.com.br/cdonline/index.php?secao=trabalhos&sub=instituicao&start=1&tr
abalho_id=171&tema=none&sub=instituicao>. Acesso em 10 fev. 2017. 
BERTAN, I. et al. Estimativa do ganho genotípico por meio da seleção em geração segregante 
de aveia. Scientia Agraria. v. 5, n.1-2, p.29-33, 2004. 
 
 
 
 
34 
Tabela 1. Estimativas do ganho de seleção visando a redução dos caracteres em famílias F5 de aveia branca. 
UFPel/FAEM/CGF - 2017. 
Caracteres 
Brisasul vs Hi-Fi 
DS H2 GS GS% MOF MFS 
EST -2,92 0,92 -2,70 -2,47 109,42 106,50 
DEF -9,21 0,97 -8,92 -7,05 126,51 117,30 
 Brisasul vs URS Taura 
EST -2,44 0,93 -2,27 -0,23 102,04 99,60 
DEF -13,50 0,99 -13,37 -11,59 115,40 101,90 
 URS Taura vs Hi-Fi 
EST -1,84 0,94 -1,74 -1,58 109,84 108,00 
DEF -16,75 0,99 -16,52 -12,89 128,15 111,40 
Pressão de seleção 10% (i = 1,755). EST: estatura de planta; DEF: dias da emergência ao florescimento; DS: diferencial de 
seleção; H²: herdabilidade no sentido amplo; GS: ganho de seleção; GS%: percentual de ganho de seleção; MOF: média 
original das famílias; MFS: média das famílias selecionadas. 
Figura 1. Distribuição de frequências genotípicas dos caracteres estatura (EST) e dias da emergência ao 
florescimento (DEF) de famílias F5 de aveia branca. 
Estatura (cm)
88 96 104 112 120 128 136 144
F
re
q
u
ê
n
ci
a
0
5
10
15
20
25
30
35
40
45
50
Dias da emergência ao florescimento
116 119 122 125 128 131 134
F
re
q
u
ê
n
ci
a
0
5
10
15
20
25
30
35
40
45
50
55
60
65
Dias da emergência ao florescimento
108 113 118 123 128 133 138
F
re
q
u
ê
n
ci
a
 
0
5
10
15
20
25
30
35
40
45
50
55
60
65
Estatura (cm)
70 80 90 100 110 120 130
F
re
q
u
ê
n
ci
a
 
0
5
10
15
20
25
30
35
40
45
50
Dias da emergência ao florescimento
103 108 113 118 123 128 133
F
re
q
u
ê
n
ci
a
0
5
10
15
20
25
30
35
40
45
50
55
60
65
Estatura (cm)
72 84 96 108 120 132 144 156
F
re
q
u
ê
n
ci
a
0
5
10
15
20
25
30
35
40
45
50
Brisasul vs Hi-Fi 
Brisasul vs URS Taura 
URS Taura vs Hi-Fi 
A B 
A B 
A B 
U
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 2
1
 
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1
 
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rr
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ilh
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35 
 
IDENTIFICAÇÃO DE REGIÕES GENÔMICAS ASSOCIADAS AO CARÁTER 
ESTATURA DE PLANTAS EM AVEIA 
 
Cristiano Mathias Zimmer
1
, Itacir de Pierri Ubert
1
, Itamar Cristiano Nava
2 
 
 
A estatura de plantas participa na modulação de outros caracteres de interesse 
agronômico em aveia. O acúmulo de biomassa, rendimento de grãos e acamamento estão 
associados ao caráter estatura de plantas. No entanto, os mecanismos genéticos envolvidos na 
expressão deste caráter ainda não foram elucidados em aveia. O objetivo deste trabalho foi 
identificar marcadores moleculares associados a regiões genômicas que controlam o caráter 
estatura de plantas em aveia. Um conjunto de 93 e 91 linhagens de aveia foi avaliado para o 
caráter estatura de plantas nas populações ‘UFRGS 01B7114-1-3 x UFRGS 006013-1’ e 
‘URS Taura x UFRGS 017004-2’, respectivamente. Os experimentos foram conduzidos no 
ano de 2014, em duas épocas de semeadura em condições de campo. As linhagens foram 
genotipadas a partir de uma plataforma contendo6000 marcadores moleculares SNP (Single 
Nucleotide Polymorphism) desenvolvida para aveia. Regiões genômicas/QTL (Quantitative 
Trait Loci) associados ao caráter estatura de plantas foram detectados via mapeamento por 
intervalo simples, em ambas as populações e épocas de semeadura, utilizando o mapa 
genético de ligação previamente desenvolvido para cada população. Na população ‘UFRGS 
01B7114-1-3 x UFRGS 006013-1’, dois QTL foram associados à estatura de plantas em cada 
época de semeadura, explicando aproximadamente 40% da variação fenotípica total 
observada. Para a população ‘URS Taura x UFRGS 017004-2’, um QTL associado à estatura 
de plantas foi detectado, em ambas as épocas de semeadura, explicando aproximadamente 
18% da variação fenotípica total observada. Os marcadores GMI_GBS_4508, 
GMI_GBS_100319, GMI_ES05_c5597_803, GMI_ES15_c8938_386, GMI_DS_LB_10411 e 
GMI_ES01_c27869_512 apresentaram efeito significativo sobre o caráter estatura de plantas 
 
1
 Eng. Agrônomo, Mestre, Estudante de doutorado em Melhoramento e Biotecnologia Vegetal, Universidade 
Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Porto Alegre, RS. E-mail: cmz.zimmer@gmail.com 
2
 Eng. Agrônomo, Doutor, Professor do Departamento de Plantas de Lavoura, UFRGS, Porto Alegre, RS. 
 
 
 
 
36 
em ambas as populações, independente da época de semeadura. Estes marcadores estão 
localizados no atual mapa consenso de aveia nos grupos ‘Mrg 09’, ‘Mrg 20’ e ‘Mrg 21’. O 
marcador GMI_ES01_c27869_512 apresenta similaridade de nucleotídeos a um membro da 
família gênica NRT1/PTR em gramíneas. Alguns genes desta família atuam no transporte de 
hormônios de crescimento vegetal. Proteínas codificadas pelos genes NPF2.12/NRT1.6 e 
NPF5.6 atuam no transporte de diferentes giberelinas em Arabidopsis thaliana. Os resultados 
obtidos neste trabalho representam uma contribuição importante para o avanço do 
entendimento dos mecanismos genéticos que atuam sobre o caráter estatura de plantas em 
aveia. 
 
 
 
 
37 
 
ANÁLISE DE TRILHA SOBRE CARACTERES DE INTERESSE AGRONÔMICO 
EM GENÓTIPOS DE AVEIA BRANCA 
 
Cristiano Stulp¹, Guilherme Paim Ceolin
1
, Airton Rosa da Silva
1
, 
Anderson Rodrigues da Silva
1
, Henrique Pasquetti Carbonari
1
, 
Vianei Rother
2
, Luciano Carlos da Maia
3
, Antonio Costa de Oliveira
3
 
 
 
A aveia branca (Avena sativa L.) é um cereal de inverno de elevada importância na 
economia brasileira, principalmente na região Sul do país, onde é produzida a maior parte dos 
grãos. Sendo útil para diversas finalidades, da produção de grãos, abastecendo o crescente 
mercado para alimentação humana e animal, a cobertura do solo e forragem, a aveia alcança 
uma área de 291,5 mil hectares destinados ao seu cultivo no Brasil, sendo que 74,8% desta 
área encontra-se no estado do Rio Grande do Sul (CONAB, 2017). 
Com o objetivo de suprir demandas, sempre vislumbrando as necessidades do mercado 
consumidor e do produtor rural, os programas de melhoramento realizam práticas de 
hibridação e seleção para caracteres de importância, em linhagens de interesse, provenientes 
de diferentes fontes. Assim o melhoramento genético possibilita a obtenção de cultivares com 
potencial de produtividade maior e mais adaptadas às condições de cultivo de diferentes 
regiões em que há interesse no cultivo da aveia, permitindo uma maior independência do 
Brasil para o suficiente abastecimento do mercado interno (BARBOSA NETO et al., 2000). 
Contudo, a seleção de genótipos não é tarefa fácil, já que a maioria dos caracteres 
selecionados são de natureza complexa. Devido às propriedades quantitativas dos 
componentes de rendimento, se torna necessário avaliar todas as correlações existentes entre 
os caracteres de interesse, sejam estas positivas ou negativas, visando principalmente a 
seleção indireta (WRIGHT, 1921). 
 
1
 Estudante de graduação, Universidade Federal de Pelotas (UFPel), Pelotas, RS. cristiano_stulp@hotmail.com 
2
 Eng. Agr., Estudante de mestrado, UFPel. 
3
 Eng. Agr., Eng. Agr., Doutor, Professor Dep. de Fitotecnia, UFPel. 
 
 
 
 
38 
O objetivo do presente trabalho consiste em avaliar os efeitos diretos e indiretos dos 
componentes de rendimento sobre massa de grãos em famílias F6 de aveia branca. 
O experimento foi realizado no ano de 2015 na área experimental do Centro de 
Genômica e Fitomelhoramento da Universidade Federal de Pelotas, localizado no município 
Capão do Leão, RS. Foram utilizadas 30 famílias F6 de aveia branca oriundas do cruzamento 
das cultivares IAC7 x UFRGS 19. O experimento foi conduzido em delineamento de blocos 
incompletos com testemunhas intercalares. Os tratos culturais foram realizados de acordo com 
as recomendações da Comissão Brasileira de Pesquisa de Aveia (LÂNGARO; CARVALHO, 
2014). As avaliações realizadas foram: panícula por planta (PP, em unidades), espiguetas por 
planta (ESP, em unidades), massa bruta da panícula principal (MBPP, em gramas), grãos da 
panícula principal (GPP, em unidade), massa de grãos da panícula principal (MGPP, em 
gramas), estatura de plantas (EST, em centímetros), número total de grãos (NTG, em 
unidades) e massa de mil grãos (MMG, em gramas). 
Os dados obtidos foram submetidos à análise de variância pelo teste F a 5% de 
probabilidade, com intuito de verificar suas pressuposições e normalidade por Shapiro-Wilk 
(SHAPIRO; WILK, 1965). Após, foi realizada a detecção de multicolinearidade entre os 
caracteres, verificando-se que a mesma existia foi realizada a análise de trilha sob 
multicolinearidade. Posteriormente fixou-se como caráter dependente a massa total de grãos, 
que representa o peso total dos grãos descascados de cada planta. As análises foram realizadas 
através do programa computacional Genes (CRUZ, 2013). 
Na tabela 1 podemos analisar que o caráter panículas por planta (PP) apresenta um 
efeito total na massa de grãos de 0,7338. No entanto o efeito direto do caráter é de apenas 
0,2514, podendo enfatizar que o valor total está mascarado pela influência do carácter número 
de grãos totais (NGT) com -0,3015, sendo este efeito maior que o efeito direto representado 
pelo caráter PP. 
Para o carácter espiguetas por panícula (ESP) podemos observar que o efeito total sobre 
a massa total de grãos foi de 0,2614. O efeito direto sobre o carácter dependente, no entanto é 
de apenas -0,0556. Podemos notar ainda que o efeito total é mascarado pelo efeito indireto do 
caráter NTG. 
O carácter massa bruta da panícula principal (MBPP) apresenta efeito direto de apenas 
0,1437, mas um efeito total de 0,7045. Novamente podemos observar que o efeito total é 
parcialmente influenciado pelos efeitos indiretos da MGPP (0,1984) e número total de grãos 
(0,1918). Dessa forma a seleção através desse caráter MBPP pode ser precipitada, dados os 
efeitos indiretos apresentados. 
 
 
 
39 
Para o caráter GPP o efeito total foi de 0,4576, onde o efeito direto do carácter é -
0,0122. O efeito total teve ação indireta via MGPP (0,1339) e NTG (0,2843). A seleção 
através do caráter GPP não será eficiente, pois o efeito total observado é decorrente, na sua 
totalidade, de efeito indireto de outros caracteres. O efeito direto negativo deste caráter pode 
ser mascarado a partir da contribuição elevada do número total de grãos, onde a planta 
apresenta uma quantidade elevada de grãos e consequentemente haverá uma massa menor por 
grão (HAWERROTH et al, 2014). 
Para o caráter massa da panícula principal (MBPP) o efeito direto sobre o carácter 
dependente é de 0,2156. Este efeito direto do caráter é superado pelo efeito indireto via NTG 
(0,2243), sendo este um dos caracteres que contribui de forma indireta para o efeito total de 
0,7858. Também pode-se destacar o efeito indireto do carácter MBPP com efeito indireto de 
0,1323. 
O caráter estatura da planta(EST) apresentou o valor total mais baixo de todos os 
carácteres dependentes (0,1484). Além disso o efeito direto deste caráter sobre a MTG é 
praticamente nulo, porém, o mesmo foi o de maior magnitude 0,0512 dentre todos os efeitos. 
Para o caráter NTG o efeito direto foi de 0,3843, em um efeito total de 0,8324. Este 
constitui o maior valor total dos caracteres dependentes. Tal valor total também é influenciado 
pelos caracteres com efeito indireto de PP e MGPP, com efeito de 0,1972 e 0,1259, 
respectivamente. O carácter NTG foi o caráter que teve maior valor no efeito direto e maior 
valor total, além de ter efeito indireto bastante influenciado. Um estudo realizado por FEIL 
(1992) demonstra que na maioria dos trabalhos de melhoramento realizados com cereais, o 
caráter que apresenta maior influência no aumento de rendimento e massa de grãos é o 
número de grãos por área. Esses efeitos mostram que a seleção indireta utilizando este caráter, 
procurando maior rendimento de grãos, será a decisão mais acertada. 
Para o caráter MMG o valor total foi de 0,3442, onde o efeito direto apresentou 
magnitude de 0,1690. Neste caso, o efeito direto foi o maior contribuinte para o valor total da 
correlação com o caráter dependente e nenhum dos caracteres em avaliação teve efeito 
indireto relevante para superar esse efeito. 
Dessa maneira, o NTG é o caráter mais indicado para realização de seleção indireta que 
visa o aumento da massa de grãos, sendo observada a influência da seleção no comportamento 
de outros caracteres. A seleção indireta através do efeito total dos caracteres não fornece 
informação precisa para uma seleção eficiente. 
 
 
 
 
40 
Referências 
ANTONOW, D. Determinação de caracteres associados à qualidade física e eficiência de 
descasque dos grãos de aveia (Avena sativa L.). 2013. 161f. Dissertação (Mestrado em 
Fitotecnia) - Faculdade de Agronomia, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto 
Alegre, 2013. 
WRIGHT, S. Correlation and causation. Journal of Agricultural Research, United States, 
v.20, n.3, p.557-585, 1921. 
BARBOSA NETO, J.F.; MATIELLO, R.R.; CARVALHO, F.I.F.; OLIVEIRA, J.M.S.; 
PEGORARO, D.G.; SCHNEIDER, F.; SORDI, M.E.B.; VACARO, E. Progresso genético no 
melhoramento da aveia-branca no Sul do Brasil. Pesquisa agropecuária brasileira, Brasília, 
v.35, n.8, p.1605-1612, 2000. 
CONAB. Acompanhamento da safra brasileira de grãos. v.4, n.5, p.1-166, 2017. 
CRUZ, C.D. GENES - a software package for analysis in experimental statistics and 
quantitative genetics. Acta Scientiarum. v. 35, n.3, p.271-276, 2013. 
FEIL, B. Breeding progress in small grain cereals: a comparison of old and modern cultivars. 
Plant Breeding, Berlin, v. 108, p. 1-11, 1992. 
LÂNGARO, N. C. et al. Cultivares de aveia, qualidade de sementes e implantação da cultura. 
In: LÂNGARO, N. C.; CARVALHO, I. Q. de. (Orgs.). Indicações técnicas para a cultura 
da cultura da aveia. Passo Fundo: Ed. Universidade de Passo Fundo, 2014, p. 44-53. 
HAWERROTH, M. C.; BARBIERI, R. L.; SILVA, J. A. G. da.; CARVALHO, F. I. F. de.; 
OLIVEIRA, A. C. de. Importância e dinâmica de caracteres na Aveia produtora de 
grãos. Pelotas, Embrapa Clima Temperado, ISSN: 1516-8840, 2014. 
SHAPIRO, S. S.; WILK, M. B. An Analysis of Variance Test for Normality (Complete 
 
 
 
 
41 
Tabela 1. Estimativa dos efeitos diretos e indiretos dos caracteres panículas por planta (PP, em unidades), 
espiguetas por panícula(ESP, unidades), massa bruta da panícula principal (MBPP, em gramas), 
grãos da panícula principal (GPP, unidades), massa de grãos da panícula principal (MGPP, em 
gramas), estatura da planta (EST, em centímetros), número total de grãos (NTG, unidades), massa 
de mil grãos (MMG, em gramas) sobre o caráter dependente massa total de grãos (MTG, em 
gramas), na safra agrícola de 2015 em Pelotas-RS. 
 
 Caracteres explicativos 
 
PP ESP MBPP GPP MGPP EST NTG MMG 
Efeito direto 0,2514 -0,0556 0,1437 -0,0122 0,2156 0,0512 0,3843 0,1690 
Efeito indireto via PP − 0,0629 0,0714 0,0828 0,0908 -0,0125 0,1972 0,0049 
Efeito indireto via ESP -0,0139 − -0,0196 -0,0484 -0,0208 -0,0166 -0,0331 0,0305 
Efeito indireto via MBPP -0,0408 0,0507 − 0,0795 0,1323 0,0267 0,0717 0,0601 
Efeito indireto via GPP -0,0040 -0,0106 -0,0067 − -0,0076 -0,0020 -0,0090 0,0048 
Efeito indireto via MGPP 0,0789 0,0805 0,1984 0,1339 − 0,0375 0,1259 0,0948 
Efeito indireto via EST -0,0025 0,0153 0,0095 0,0084 0,0089 − 0,0064 -0,0001 
Efeito indireto via NTG 0,3015 0,2286 0,1918 0,2843 0,2243 0,0483 − -0,0732 
Efeito indireto via MMG 0,0033 -0,0928 0,0707 -0,0667 0,0743 -0,0004 -0,0322 − 
Total 0,7338 0,2614 0,7045 0,4576 0,7858 0,1484 0,8324 0,3442 
Coeficiente de determinação 0,8207 
Efeito de variável residual 0,4235 
Valores de k utilizados 0,3156 
 
 
42 
 
HERANÇA DA RESISTÊNCIA À FERRUGEM DA FOLHA DA LINHAGEM 
LA905C4-1-1-1-2-1 
 
Eduardo André Roesler
1
, Leonardo Ferreira Cenci
1
, Marcelo Teixeira Pacheco
2
, 
Luiz Carlos Federizzi
3
 
 
 
A ferrugem da folha causada pelo patógeno Puccinia coronata é a doença mais 
destrutiva da cultura da aveia. Uma alternativa eficiente é a utilização da resistência genética, 
a qual vem sendo utilizada pelos programas de melhoramento genético de aveia. A linhagem 
LA90105C4-1-1-1-2-1 é utilizada no programa de melhoramento da Universidade Federal do 
Rio Grande do Sul (UFRGS), como fonte de resistência. No entanto, os mecanismos 
genéticos evolvidos na resistência à ferrugem da folha neste genótipo ainda não foram 
investigados. 
O presente estudo objetivou determinar o modo de ação e o número de locos envolvidos 
na resistência à ferrugem da folha da linhagem LA90105C4-1-1-1-2-1. 
No ano de 2015 foram conduzidas duas populações segregantes F2, derivadas de 
cruzamentos biparentais envolvendo o genitor resistente LA90105C4-1-1-1-2-1, e genótipos 
suscetíveis (cultivar URS Guará e a linhagem UFRGS 960257-5). Cada população foi 
composta de 300 indivíduos, semeados em linhas de três metros, com espaçamento de 30 cm 
entre plantas e entre linhas. Foram realizadas avaliações semanais quanto a severidade da 
ferrugem da folha, a partir destas, calculou-se a Área Sobre a Curva de Progresso da Doença 
Normalizada e Corrigida (ASCPDNC), descrita por Graichen et al. (2010). Os indivíduos de 
cada população foram classificados em duas classes fenotípicas, resistentes quando 
apresentaram ASCPDNC igual ao genitor resistente, os demais classificaram-se como 
suscetíveis. 
 
1
 Eng. Agr., Estudante de mestrado, Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Porto Alegre, RS. 
E-mail: eduardo-roesler@hotmail.com, leonardo_cenci@yahoo.com.br 
2
 Eng. Agr., Ph.D., Professor Adjunto, Dep. de Plantas de Lavoura, Fac. Agronomia, Universidade Federal do Rio 
Grande do Sul, Porto Alegre. RS. E-mail: marpac@ufrgs.br. 
3
 Eng. Agr., Ph.D., Docente Convidado, Dep. de Plantas de Lavoura, Fac. de Agronomia, Universidade Federal 
do Rio Grande do Sul, Porto Alegre. RS. E-mail: federizi@ufrgs.br 
mailto:eduardo-roesler@hotmail.com
mailto:leonardo_cenci@yahoo.com.br
 
 
 
43 
A população derivadas do cruzamento ‘LA90105C4-1-1-1-2-1 x URS Guará’, 
apresentou 165 plantas resistentes e 60 plantas suscetíveis, ajustando-se a um modelo de três 
locos com ação gênica de dominância controlando o caráter, cuja segregação esperada é de 
45:19 (resistentes:suscetívies), com probabilidade de qui-quadrado igual a 0,321. De maneira 
semelhante, a população de linhagens derivadas do cruzamento ‘LA90105C4-1-1-1-2-1 x 
UFRGS 960257-5’, apresentou segregação de 172 indivíduos resistentes para 75 suscetíveis, 
ajustando-se ao mesmo modelo proposto à primeira população com probabilidade de qui 
quadrado de 0,816. No modelo proposto, os indivíduos resistentes devem apresentar um loco 
principal denominado de “A” mais um loco “B” ou “C”,todos com pelo menos um alelo 
funcional, sendo que os locos “B” e “C”, atuariam de maneira epistática com o loco principal. 
A linhagem LA90105C4-1-1-1-2-1 deve apresentar pelo menos dois locos para a resistência à 
ferrugem da folha, está é uma fonte de resistência promissora. 
 
Referências 
GRAICHEN, F. A. S; MARTINELLI, J. A; FEDERIZZI, L. C; PACHECO, M. T; CHAVES, 
M. S; WESP. C. DE LIMA. Inheritance of resistance to oat crown rust in recombinant inbred 
lines. Scientia Agricola. Piracicaba, v. 67, n. 4, p. 435-440, 2010. 
 
 
44 
 
ANÁLISE DE COMPONENTES PRINCIPAIS DE CARACTERES MORFOLÓGICOS 
DE AVEIA BRANCA 
 
Evandro Ehlert Venske
1
, Tamara Lais Doebber da Silva
3
, Henrique Pasqueti Carbonari
2
, 
Latóia Eduarda Maltzahn
2
, Giordano Gelain Conte
2
, Vianei Rother
4
, 
Luciano Carlos da Maia
5
, Antonio Costa de Oliveira
5
 
 
 
A aveia branca (Avena sativa L.) é um cereal pertencente à família Poaceae. Seu cultivo 
ocorre na estação fria do ano, com isso, tem um papel importante na rotação com culturas de 
verão, contribuindo para o sistema de integração lavoura-pecuária do Sul do Brasil 
(HAWERROTH, et al., 2015). A produção teve um aumento bastante significativo no Brasil 
da safra 2015 para a safra 2016. A área cultivada passou de 189,5 mil ha em 2015 para 291,3 
mil ha em 2016, um acréscimo de 53,7 %, assim como, na produtividade que passou de 1853 
kg ha
-1 
para 2549 kg ha
-1
 representando um aumento de 37,6 % (CONAB, 2016). Além de 
forrageira, esse cereal também tem aptidão para ser utilizada na alimentação humana, pois a 
composição química de seus grãos é única entre os cereais (CRESTANI et al., 2010). 
Em programas de melhoramento de plantas, as populações estão sendo constantemente 
submetidas a testes pelos quais são selecionadas as linhagens superiores. Nesse processo 
continuo, a força primordial é a seleção, de tal maneira que são avançados apenas os 
indivíduos que apresentam características desejáveis, promovendo o progresso genético. Entre 
os atributos da seleção, dois princípios são fundamentais para o melhoramento, um deles é 
que a seleção, só pode atuar efetivamente, se recair sobre diferenças herdáveis, e a outra é 
que, a seleção não pode criar variabilidade, apenas atua sobre a variabilidade existente 
(ALLARD et al., 1971). 
Para obtenção de progresso genético, é fundamental o melhorista dispor de variabilidade 
genética para exploração e utilização no incremento de caracteres superiores visando obter 
 
1
 Estudante de graduação em Agronomia, Universidade Federal de Pelotas (UFPEL), Pelotas, RS. 
 E-mail: evandrovenske@rocketmail.com 
2 
Estudantes de graduação em Agronomia, Universidade Federal de Pelotas (UFPEL), Pelotas, RS. 
3 
Estudante de graduação em Agronomia, Faculdade de Itapiranga (FAI), Itapiranga, SC. 
4
 Eng. Agr., Estudante de doutorado, UFPEL. 
5
 Eng. Agr., Doutor, Professor Dep. de Fitotecnia, UFPEL. 
 
 
45 
constituições genéticas com características de interesse. Nesse sentido, as análises 
multivariadas são muito utilizadas no melhoramento genético com o objetivo de estimar 
coeficientes de componentes principais, visando obter gráficos de dispersão. Essas dispersões 
possibilitam uma avaliação da variabilidade genética e de padrões de similaridade e 
dissimilaridade entre os genótipos. Além disso, é possível determinar a formação de grupos 
previamente estabelecidos de forma que exista homogeneidade dentro do grupo e 
heterogeneidade entre grupos (CRUZ, 2006). Desse modo, o objetivo desse trabalho foi 
descriminar genótipos de aveia branca através de análises multivariadas. 
O experimento foi implantado no campo experimental do Centro de Genômica e 
Fitomelhoramento (CGF) da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), localizado no 
município de Capão do Leão-RS. A semeadura foi efetuada no dia 12 de julho de 2016 de 
forma manual, em sistema convencional, com uma densidade de aproximadamente 300 
sementes viáveis por m
2
. Os tratos culturais foram realizados de acordo com as 
recomendações para a cultura (CBPA, 2014). Não foram realizadas aplicações de fungicida, 
visando observar o potencial de resistência a doenças dos genótipos avaliados. Utilizou-se o 
delineamento experimental de blocos incompletos com testemunhas intercalares. Cada 
unidade experimental foi constituída por 1 linha de 1,50 m de comprimento com espaçamento 
de 0,30 m entre si, intercalada com a testemunha comercial FAEM 04 Carlasul. Além da 
testemunha foram analisados 47 genótipos de aveia branca provenientes do ensaio 
colaborativo com a empresa Quaker. Os genótipos foram avaliados de acordo com seis 
caracteres morfológicos: dias da emergência à floração (DEF, em dias), dias da emergência à 
maturação (DEM, em dias), dias do florescimento à maturação (DFM, em dias), estatura de 
plantas (Est, em cm), ferrugem da folha (ferfolha) e manchas foliares (Manchafol), sendo 
avaliados por escala, onde 1= suscetível; 9= resistente. Os dados foram submetidos à análise 
multivariada de componentes principais e dispersão gráfica com o objetivo de evidenciar a 
dispersão dos genótipos conjuntamente com os caracteres, da mesma forma procedeu-se o 
método de agrupamento otimizado de Tocher. O software utilizado para as análises foi o 
programa GENES (CRUZ, 2013). 
Na tabela 1 são representados os genótipos alocados em 18 grupos pelo método de 
Tocher. Nota-se que devido ao grau de similaridade 13 genótipos se alocaram no primeiro 
grupo, três genótipos no segundo e quinto grupo, dois genótipos no terceiro, sexto, sétimo, 
oitavo e nono grupo, seis genótipos no quarto grupo, a testemunha ficou alocada no décimo 
grupo juntamente com a linhagem dois. A partir do décimo primeiro ao décimo oitavo grupo 
foi alocado apenas um genótipo em cada grupo. 
 
 
46 
Na figura 1 está representado o gráfico de dispersão dos componentes principais 
juntamente com as variáveis em um gráfico biplot. A figura 1 demonstra o agrupamento e a 
formação de grupos, levando em consideração os 48 genótipos avaliados. O genótipo de 
número dois (Oriundo da Universidade de Illinois) obteve desempenho destaque em quatro 
caracteres (DEF, DEM, DFM, Manchafol), o genótipo cinco (Oriundo de Louisiana) obteve 
destaque em dois caracteres (DEF, DFM), o genótipo 17 (Oriundo de Louisiana) se destacou 
em dois caracteres (DFM, Manchafol) e o genótipo 37 (Oriundo de Louisiana) também obteve 
destaque em dois caracteres (DEM, Est). Nenhum genótipo superou a testemunha no caráter 
ferrugem da folha, apenas foram observados comportamentos semelhantes a esta, o que é 
interessante do ponto de vista do aumento da variabilidade, visando identificar genótipos 
adaptados as condições locais, passíveis de serem empregados no programa de melhoramento. 
Observou-se que os genótipos que se destacaram são originários de outros países, isto 
possibilita uma oportunidade de hibridação com as cultivares e linhagens locais, visando 
incremento da variabilidade genética (CARVALHO et al., 2008). O desempenho inferior da 
maior parte dos genótipos, se deve a questões de adaptação ao local de cultivo, diferentemente 
da testemunha local, como visto por Luche (2013). 
Apesar do clima nessa safra não ter sido favorável para incidência da ferrugem da folha, 
já que a temperatura ótima para esse patógeno é de 18° a 22°C, e a umidade relativa do ar de 
100% (KIMATE, 1997). A umidade relativa do ar nos meses de outubro a novembro (meses 
que compreenderam as fases da floração a maturação), na safra 2016 foi de 82,4% em média, 
a temperatura nesse período, foi de 16,65°C em média, além de condições boas para o 
desenvolvimento da cultura (deixando os genótipos com mais resistência a doença), com um 
bom regime pluviométrico (882,2 mm) e uma boa média de temperatura no ciclo total 
(14,8°C) (EMBRAPA, 2017). Porém os genótipos dois (Oriundo da Universidadede Illinois), 
quatro (Oriundo de Louisiana), 17 (Oriundo de Louisiana), 33 (Oriundo do Brasil), 41 
(Oriundo da Florida) demonstraram resistência semelhante a testemunha. Essa observação 
sugere a possibilidade de incremento de resistência em combinações com esses genótipos, 
tendo em vista a possível contribuição pelo incremento de variabilidade. 
Os genótipos 2, 5, 17 e 37 são de origem estrangeira e se mostraram distantes levando 
em consideração os componentes principais baseados em caracteres morfológicos, em 
comparação a testemunha FAEM 04 Carlasul. Isso significa que estes poderão ser 
introduzidos em hibridações artificiais, por demonstrar uma distância genética interessante e 
possuir desempenho destaque em alguns caracteres. Os genótipos 4 e 41 também 
apresentaram desempenho semelhante a testemunha em relação a ferrugem da folha, 
 
 
47 
possibilitando que estudos genéticos mais elaborados para identificar a forma de resistência a 
esse patógeno, pois, esses genótipos podem dispor de genes para resistência diferentes aos da 
cultivar testemunha. 
A avaliação in loco de genótipos provenientes de outros programas de melhoramento 
contribuem na identificação de fonte para incremento de variabilidade em um programa de 
melhoramento genético. O cruzamento de genótipos distantes possibilita o aumento da 
variabilidade genética para a obtenção de progênie com segregantes transgressivos. 
 
Referências 
ALLARD, R.W. Princípios do melhoramento genético das plantas. Tradução de A. 
BLUMENSCHEIN, E. PATERNIANI, J. T. A. GURGEL e R. VENCOVSKY. São Paulo, 
SP, Editora Edgard Blücher Ltda., 1971. 381p. 
CARVALHO, F.I.F. de; SILVA, S.A.; KUREK, A.J.; MARCHIORO, V.S. Estimativas e 
implicações da herdabilidade como estratégia de seleção. Pelotas: UFPel, 2001. 99p 
CBPA –COMISSÃO BRASILEIRA DE PESQUISA DE AVEIA. Indicações Técnicas para 
cultura da aveia. UPF: Fundação ABC, 2014, 136p. 
CONAB. Acompanhamento da safra brasileira de grãos. v.3, n.12, p.1-182, 2016. 
CRESTANI, M. et al. Conteúdo de β‑glucana em cultivares de aveia branca cultivadas em 
diferentes ambientes, Pesquisa Agropecuária Brasileira. v.45, n.3, p.261-268, mar. 2010. 
CRUZ, C.D. Programa Genes: Análise Multivariada e Simulação. Viçosa: Universidade 
Federal de Viçosa, 2006. 382p. 
CRUZ, C.D. GENES - a software package for analysis in experimental statistics and 
quantitative genetics. Acta Scientiarum. v.35, n.3, p.271-276, 2013. 
EMBRAPA. Boletim Climatológico Mensal. In: Dados meteorológicos de Pelotas em tempo 
real. Disponível em http://agromet.cpact.embrapa.br/online/Current_Monitor.htm. Acesso em 
14 de fev. 2017. 
HAWERROTH, M.C. et al. Correlations among industrial traits in oat cultivars grown in 
different locations of Brazil, Australian Journal of Crop Science. v.9, n.12, p.1182-1189, 
2015. 
KIMATI, H. et al. Doença das plantas cultivadas. In: Manual de Fitopatologia. São Paulo: Ed. 
Agronômica CERES Ltda, 1997, p. 106-113. 
LUCHE, H. S. et al. Parâmetros de adaptabilidade e estabilidade em cultivares brasileiras e 
estrangeiras de aveia branca. Current Agricultural Science and Technology. Pelotas, v.19, 
p.31-40, 2013. 
 
 
 
48 
Figura 1. Dispersão gráfica dos componentes principais juntamente com as variáveis biplot, e os genótipos 
que mais se distanciaram da testemunha (Genótipo 1). 
 
 
 
 
 
49 
Tabela 1. Agrupamentos de genótipos realizados pelo método de Tocher, com base na distância generalizada de 
Mahalanobis (D2). CGF/FAEM/UFPel, Pelotas-RS, 2017. 
Grupos Genótipos 
1 
 
3
9 
4
0 
2
9 
2
4 
4
2 
3
5 
3
1 
3
0 
2
7 
2
5 
4
5 
3
2 
3
7 
2 
 
1
8 
2
2 5 
 
3 
 
4 
4
1 
 
4 
 
2
0 
3
8 
1
9 
2
3 
1
6 
1
2 
 
5 
 
1
3 
1
4 3 
 
6 
 
1
1 
2
6 
4
7 
 
7 
 
2
8 
4
8 
4
4 
 8 
 
8 9 7 
 
9 
 
2
1 
3
4 
 
10 
 
1 
3
3 
 11 
 
2 
 
12 
 
1
7 
 
13 
 
1
0 
 
14 
 
4
6 
 15 
 
6 
 
16 
 
4
3 
 
17 
 
3
6 
 
18 
 
1
5 
 Origem dos genótipos: Illinois - 2; Chile - 3; Louisiana - 4, 5, 6, 7, 8, 9, 12, 17, 18, 19, 20, 22, 23, 24, 25, 28, 29, 30, 32, 34, 
35, 36, 37, 42, 44, 48; Texas - 13, 14, 45, 46; Brasil - 1, 15, 16, 27, 33, 39, 43, 47; Minnesota - 26, 31, 38, 40; Nova Zelândia 
- 10, 11; Florida – 41. 
 
 
50 
 
AVALIAÇÃO FENOTÍPICA DO CARÁTER FLORESCIMENTO E SUA 
ASSOCIAÇÃO COM COMPONENTES DO RENDIMENTO EM AVEIA 
 
Felipe Augusto Krause
1
, Itacir de Pierri Ubert
2
, Cristiano Mathias Zimmer
2
, 
Itamar Cristiano Nava
3
 
 
 
A aveia hexaploide (Avena sativa L.) é uma espécie adaptada aos mais diversos 
ambientes, porém o seu cultivo ocorre predominantemente em regiões de clima temperado e 
subtropical, como no Sul do Brasil. A transição da fase vegetativa para a fase reprodutiva é 
um processo determinante para o sucesso adaptavivo das plantas, devendo ocorrer em 
condições ambientais adequadas para a polinização, fertilização e desenvolvimento das 
sementes (Boss et al., 2004; Nava et al., 2012). O entendimento dos mecanismos genéticos e 
moleculares envolvidos na regulação do florescimento em aveia pode contribuir para o 
desenvolvimento de cultivares mais adaptadas e produtivas para condições climáticas 
específicas. Aliado a isso, um dos objetivos dos programas de melhoramento genético de 
aveia é o desenvolvimento de cultivares precoces, as quais completam seu ciclo antes da 
época recomendada de semeadura das culturas de verão, como a soja. Os objetivos deste 
trabalho foram avaliar genótipos de aveia para o caráter florescimento em diferentes épocas 
de semeadura e estimar a associação do florescimento com os componentes do rendimento em 
aveia. 
O experimento foi conduzido na Estação Experimental Agronômica da Universidade 
Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), em Eldorado do Sul, RS, na estação de crescimento 
de 2016. Seis genótipos de aveia contrastantes para o caráter florescimento foram avaliados, 
os quais são genitores de três populações que serão empregadas em estudos futuros no 
mapeamento de regiões genômicas associadas ao florescimento em aveia. Os genótipos 
 
1
 Acadêmico do Curso de Agronomia, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, RS. E-mail: 
krausefelipeaugusto@gmail.com. 
2 
Eng. Agr., Estudante de Doutorado do Programa de Pós-Graduação em Fitotecnia, Universidade Federal do 
Rio Grande do Sul (UFRGS), Porto Alegre, RS. 
3 
Eng. Agr., Dr., Professor do Departamento de Plantas de Lavoura, Faculdade de Agronomia, Universidade 
Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Porto Alegre, RS. 
 
 
 
51 
UFRGS 8, URS Taura, UFRGS 078030-1 e UFRGS 078030-2 foram desenvolvidos pelo 
Programa de Melhoramento Genético de Aveia da UFRGS. A cultivar Leggett foi 
desenvolvida pelo Agriculture and Agri-Food Canada, Cereal Reserach Centre, Winnipeg, 
MB, Canadá. A linhagem FL0206B-S-B-S1 foi desenvolvida pela Universidade da Flórida, 
Gainesville, FL, USA. Os genótipos foram semeados em três épocas distintas, sendo elas: 28 
de junho, 15 de julho e 27 de julho. O experimento foi conduzido em blocos inteiramente 
casualizados, com três repetições. Cada unidade experimental foi constituída por uma cova, 
com um espaçamento de 0,30 m entre covas distribuídas na mesma linha e 0,30 m entre linhas 
de covas. A adubação de base foi composta por 300 kg ha
-1
 da formulação 5-30-15 (N-P-K). 
Para a adubação de cobertura, 150 kg ha
-1
 de ureia (fonte de nitrogênio) foram divididos e 
aplicados quando as plantas apresentavam três e seis folhas completamente expandidas. O 
florescimento foi determinado a partir da variável observada “número de dias da emergência 
ao florescimento” (NDEF). A data de florescimento foi atribuídaquando 50% das plantas 
dentro de cada cova apresentavam 50% da panícula exposta (estádio 55 da escala de Zadoks). 
A resposta à semeadura no cedo (RSC) foi estimada pela diferença observada entre a primeira 
e a terceira época de semeadura, conforme a equação: RSC = NDEFépoca 3 – NDEFépoca 1. No 
estádio de maturação de colheita em cada época de semeadura, todas as panículas de cada 
cova foram colhidas e oito panículas foram aleatoriamente empregadas na avaliação dos 
componentes do rendimento. As análises estatísticas de variância e de correlação, envolvendo 
o NDEF das três épocas de semeadura, foram realizadas com o auxílio do programa 
computacional SAS (Statistical Analysis System) versão 9.1. 
Os resultados da análise de variância demonstraram que a interação genótipo x época de 
semeadura foi significativa para o caráter florescimento (Tabela 1). Estes resultados 
comprovam a hipótese de que os genótipos avaliados apresentam variabilidade genética para 
o caráter florescimento. Os genótipos UFRGS 078030-1, URS Taura, UFRGS 8 e UFRGS 
078030-2 apresentaram diferenças significativas para o NDEF entre as três épocas de 
semeadura, sendo que o maior NDEF foi verificado na primeira época de semeadura, 
enquanto o menor NDEF foi verificado na terceira época de semeadura (Figura 1). A redução 
no ciclo vegetativo observada para estes genótipos na terceira época de semeadura em 
comparação às demais épocas não deve estar associada às mudanças ocorridas no fotoperíodo 
entre as épocas avaliadas. Ao avaliar um conjunto de genótipos de aveia em diferentes 
condições de fotoperíodo, Locatelli et al. (2008) reportaram que o genótipo UFRGS 8 
apresentou insensibilidade ao fotoperíodo. Assim, as variações de temperatura e/ou soma 
 
 
 
52 
térmica ocorridas entre as épocas devem representar o sinal ambiental decisivo na indução do 
florescimento nestes genótipos. 
O genótipo FL0206B-S-B-S1 apresentou diferença significativa para o NDEF entre a 
primeira época (82 dias), segunda época (70 dias) e terceira época (67 dias) de semeadura. Por 
outro lado, não houve diferença significativa para a variável NDEF entre a segunda e a 
terceira época de semeadura (Figura 1). De maneira similar, a cultivar Leggett apresentou 
diferença significativa para o NDEF entre a primeira época (107 dias), segunda época (100 
dias) e terceira época (96 dias) de semeadura. É importante ressaltar que os genótipos 
FL0206B-S-B-S1 e Leggett foram desenvolvidos para condições de cultivo sob fotoperíodo 
longo na América do Norte, a fim de evitar danos ocasionados pelo frio. Embora haja 
condição ambiental de fotoperíodo crescente no período de cultivo da aveia no Sul do Brasil, 
esta não atende as necessidades requeridas pela planta para a indução do seu florescimento. 
Desta maneira, ao contrário do que foi observado para os demais genótipos descritos 
anteriormente, as variações observadas para os genótipos FL0206B-S-B-S1 e Leggett também 
devem estar associadas à sensibilidade ao fotoperíodo presente nestes genótipos. 
A cultivar URS Taura apresentou maior RSC (-19 dias), enquanto a menor RSC foi 
verificada para a cultivar Leggett (-11 dias). Os demais genótipos apresentaram valores de 
RSC intermediários, UFRGS 8 (-12 dias), UFRGS 078030-1 (-13 dias), UFRGS 078030-2 (-
15 dias) e FL0306B-S-B-S1 (-15 dias). Estes resultados indicam que para todos os genótipos 
avaliados, a semeadura na terceira época reduziu o NDEF, devido às condições indutivas de 
fotoperíodo e elevação da temperatura. Todavia, a magnitude da RSC foi distinta entre os 
genótipos, demonstrando diferentes respostas aos estímulos ambientais, o que sugere a 
existência de diferentes mecanismos genéticos atuando sobre o caráter florescimento. Assim, 
alguns genótipos podem se apresentar mais suscetíveis à influência dos fatores ambientais na 
determinação do seu florescimento, como URS Taura, quando comparado aos demais 
genótipos. 
 Os coeficientes de correlação revelam elevado grau de associação entre o NDEF e os 
componentes do rendimento (Tabela 2). O NDEF apresentou correlação positiva para os 
componentes do rendimento em todos os genótipos estudados, sendo a estatura de planta o 
que apresentou o maior valor. Estes resultados indicam que o número de dias da emergência 
ao florescimento desempenha um importante papel sobre os componentes de rendimento. 
Além disso, estes resultados sugerem que a primeira época de semeadura, a qual apresentou 
maior NDEF, apresenta maiores valores para os componentes do rendimento, o que poderá 
resultar em maior rendimento de grãos. Os valores elevados dos componentes do rendimento 
 
 
 
53 
devem estar diretamente associados ao maior período vegetativo e, consequentemente, maior 
produção de biomassa. 
Os resultados observados neste estudo demonstraram que os fatores ambientais 
influenciaram o florescimento para todos os genótipos avaliados e, por consequência, nos 
componentes de rendimento. A temperatura e o fotoperíodo foram os sinais ambientais de 
maior influência sobre esses genótipos avaliados. No entanto, para o melhor entendimento dos 
fatores ambientais e genéticos que atuam sobre o florescimento em aveia, é necessário novos 
estudos envolvendo técnicas avançadas de biologia molecular. Desta forma, a elucidação 
destes fatores genéticos e ambientais permitirá o desenvolvimento de cultivares de aveia 
adaptadas e produtivas em diferentes condições de cultivo. 
 
Referências 
BOSS, P. K. et al. Multiple pathways in the decision to flower: enabling, promoting, and 
resetting. Plant Cell, v.16, p.18-31, 2004. 
LOCATELLI, A. B. et al. Flowering time in oat: genotype characterization for photoperiod 
and vernalization response. Field Crops Research, v.106, p.242-247, 2008. 
NAVA, I. C. et al. Tagging and mapping candidate loci for vernalization and flower initiation 
in hexaploid oat. Molecular Breeding, v.30, p.1295-1312, 2012. 
 
Tabela 1. Análise de variância para o número de dias da emergência ao florescimento (NDEF) avaliado em 
seis genótipos de aveia e três épocas de semeadura 
CV = coeficiente de variação; GL = graus de liberdade; ns = não significativo a 5% de probabilidade de erro; **significativo a 
1% de probabilidade de erro. 
 
 
Causas de variação 
Número de dias da emergência ao florescimento (NDEF) 
CV (%) 
GL 
Soma de 
quadrados 
Quadrado 
Médio 
Teste F P 
Repetição (Época) 5 1,87 0,37 0,25 0,9341ns 
 Genótipo 5 5631,17 1126,23 761,21 0,0001** 
 Época 2 1370,63 685,32 463,20 0,0001** 
 Genótipo*Época 10 48,14 4,81 3,25 0,0101** 
 Erro experimental 22 32,55 1,48 
 Total 44 
 
1,59 
 
 
 
54 
Figura 1. Número de dias da emergência ao florescimento para seis genótipos de aveia avaliados em três 
épocas de semeadura. Letras minúsculas indicam diferenças significativas entre as épocas de 
semeadura para cada genótipo. Letras maiúsculas indicam diferenças significativas entre os 
genótipos para cada época de semeadura. 
 
 
Tabela 2. Coeficientes de correlação de Pearson entre o florescimento e os componentes do rendimento em 
genótipos contrastantes de aveia. 
 NDEF 
 FL0206B-S-B-S1 UFRGS 078030-1 Leggett URS Taura UFRGS 8 
UFRGS 
078030-2 
CP 0,59 0,46 0,19 0,18 0,25 0,89** 
PP 0,45 0,76* 0,62 0,17 0,64 0,78* 
NE 0,61 0,35 0,24 0,20 0,37 0,66 
NG 0,78* 0,53 0,59 0,19 0,56 0,74 
PG 0,46 0,79 0,64 0,23 0,68 0,77* 
PMS 0,54 0,75* 0,25 0,10 0,53 0,78* 
NGE 0,78* 0,44 0,62 0,36 0,32 0,63 
ICP 0,45 0,28 0,67 0,06 0,54 0,80 
Estatura 0,81** 0,88** 0,77* 0,88** 0,72* 0,76* 
* e ** significativo a 5 e 1% pelo teste t, respectivamente. CP = comprimento de panícula; PP = peso de panícula; NE = 
número de espiguetas por panícula; NG = número de grãos por panícula; PG = peso de grãos produzidos por panícula; PMS = 
peso de mil sementes; NGE = número de grãos por espigueta; ICP = índice de colheita da panícula. 
 
 
55 
 
VARIÁVEIS CANÔNICAS PARA ESTUDO DE SIMILARIDADEEM 
LINHAGENS DE AVEIA BRANCA 
 
Guilherme Paim Ceolin
1
, Cristiano Stulp
2
, Henrique Pasquetti Carbonari
2
, 
Airton Rosa da Silva
2
, Raquel Teixeira Corrêa
3
, Vianei Rother
4
, Camila Pegoraro
5
, 
Antonio Costa de Oliveira
6
 
 
 
A aveia branca (Avena sativa L.) é um cereal de alta importância para a região sul do 
país, como uma alternativa de produção no período de entressafra de culturas como soja e 
milho, tendo foco na produção de forragem para alimentação de bovinos e na produção de 
grãos para a dieta humana, servindo como ingrediente para pães e biscoitos, bem como para 
uso como flocos. A aveia ainda é muito utilizada como cobertura morta, auxiliando na 
ciclagem de nutrientes que possivelmente seriam lixiviados, aumentado a infiltração da agua e 
reduzindo o impacto das gotas da chuva, assim evitando erosões mais severas. O cultivo deste 
cereal auxilia ainda no melhor controle de plantas invasoras, no aumento de carbono orgânico 
e na mobilização de cátions no perfil do solo, assim, trazendo grandes benefícios as culturas 
sucessoras (DEBARBA; AMADO, 1997; BAYER; MIELNICZUK, 1997; MIELNICZUK, 
1998; FRANCHINI et al., 1999; SPAGNOLLO, 2000; AMADO; MIELNICZUK; 
FERNANDES, 2000). 
A aveia branca é cultivada nas regiões sul e centro oeste do Brasil, alcançando uma área 
semeada de aproximadamente 291,5 mil hectares, com uma produtividade média nacional de 
2.840 Kg.ha
-1
. Assim, com uma produção total de aproximadamente 827,8 mil toneladas, a 
aveia é o segundo cereal mais produzido no período de inverno, ficando atrás somente do 
trigo (CONAB, 2017). 
 
1
 Estudante de graduação, Universidade Federal de Pelotas (UFPel), Pelotas, RS. 
 E-mail: guilhermepceolin@gmail.com 
2
 Estudante de graduação, Faculdade de Itapiranga (FAI), Itapiranga, SC. 
3
 Estudante de graduação, Universidade Federal de Pelotas (UFPel), Pelotas, RS 
4
 Eng. Agr., Estudante de doutorado, UFPel. 
5
 Eng. Agr., Dr, Professora Dep. de Fitotecnia, UFPel. 
6
 Eng. Agr. PhD, Professor Dep. De Fitotecnia, UFPel. 
 
 
 
56 
Descrito primeiramente por RAO (1952), esta análise consiste em avaliar o grau de 
similaridade genética entre acessos, levando em consideração tanto a matriz de covariância 
residual quanto a covariância entre médias fenotípicas dos caracteres avaliados (CRUZ; 
REGAZZI; CARNEIRO, 2012). Assim, esta análise possibilita a simplificação no conjunto de 
dados, resumindo as informações em poucas variáveis, as quais apresentam a propriedade de 
reter o máximo da variação originalmente disponível e que sejam independentes entre si 
(GRAVINA et al., 2004). 
Devido à necessidade de genótipos cada vez mais produtivos e tolerantes a doenças, a 
análise de variáveis canônicas constitui uma ferramenta útil para o melhoramento vegetal. 
O objetivo deste trabalho foi analisar a similaridade das linhagens presentes no Ensaio 
Regional de Linhagens de Aveia Branca do ano agrícola de 2016, possibilitando identificar 
combinações promissoras para programas de melhoramento da cultura. 
O experimento foi conduzido no campo experimental do Centro de Genômica e 
Fitomelhoramento (CGF), situado no Centro Agropecuário da Palma, pertencente à 
Universidade Federal de Pelotas, localizado no município de Capão do Leão-RS, no ano de 
2016. A semeadura foi realizada de forma mecanizada em sistema de semeadura 
convencional, com densidade de 300 sementes viáveis por m
-2
. Os tratos culturais como 
adubação e calagem foram realizados com base na interpretação da análise de solo realizada 
no local da área, de acordo com as recomendações para a cultura da aveia branca (CBPA, 
2014). A aplicação de fungicida foi realizada logo que detectada a presença de patógenos na 
área. O delineamento experimental utilizado foi de blocos ao acaso, dispostos em quatro 
repetições. 
Foram avaliados os caracteres, índice de descasque (ID, adimensional), índice de grãos 
maiores de 2 mm (IG, adimensional), dias da emergência ao florescimento (DEF), peso do 
hectolitro (PH, em Kg hL
-1
), dias do florescimento a maturação (DFM), dias da emergência a 
maturação (DEM), estatura de planta (EST, em cm), massa de mil grãos (MMG, em gramas) e 
rendimento de grão (RG, em Kg ha
-1
). Cada unidade experimental foi constituída por cinco 
linhas de cinco metros (m) de comprimento, e espaçamento entre linhas de 0,17 metros. 
Foram avaliadas 24 linhagens de três programas de melhoramento genético de aveia branca, 
do Instituto Agronômico do Paraná (IAPAR), (AL 1253, AL 1283, AL 1284, AL 15016 e AL 
15027), da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), (UFRGS 137117-1, 
UFRGS 137127-6, UFRGS 137140-1, UFRGS 146030-4, UFRGS 146031-8, UFRGS 
146046-3, UFRGS 146048-5, UFRGS 146060-1, UFRGS 146061-4, UFRGS 146070-3, 
UFRGS 146085-5, UFRGS 146155-1, UFRGS 146155-3, UFRGS 146171-1, UFRGS 
 
 
 
57 
146173-1 e UFRGS 146185-3) e da Universidade de Passo Fundo (UPF), (UPF 085233-1-2-
2, UPF 03H2003-4PN-1-2 e UPF 23H3000). Os dados foram submetidos a análise de 
variância e posteriormente foi realizada a análise de variáveis canônicas, utilizado o programa 
computacional Genes (CRUZ, 2006). 
Pela análise de variáveis canônicas VC1 (49,18%) e VC2 (30,1%) foi possível explicar 
79,28% da variação entre os genótipos (Tabela 1). Observou-se a formação de três grupos 
(Figura 1), onde o primeiro grupo compreendeu as linhagens AL 15016, UFRGS 137117-1, 
UFRGS 137127-6, UFRGS 137140-1, UFRGS 146030-4, UFRGS 146031-8, UFRGS 
146046-3, UFRGS 146155-3, UFRGS 146171-1, UFRGS 146185-3, o segundo grupo foi 
composto por AL 15016, UFRGS 137117-1, UFRGS 137127-6, UFRGS 137140-1, UFRGS 
146030-4, UFRGS 146031-8, UFRGS 146046-3, UFRGS 146155-3, UFRGS 146171-1, 
UFRGS 146185-3 e no terceiro grupo AL 1284, AL 15027, UFRGS 146060-1, UFRGS 
146070-3, UFRGS 146085-5, UFRGS 146155-1. 
As linhagens pertencentes ao programa de melhoramento da UFRGS, compuseram 
principalmente o primeiro grupo com nove linhagens, seguido de três linhagens no segundo e 
quatro no terceiro. Já as linhagens pertencentes a UPF, permaneceram somente no segundo 
grupo. As linhagens do IAPAR compreenderam uma no primeiro grupo e duas no segundo e 
terceiro, respectivamente. 
Para que haja uma melhor exploração da variabilidade aconselha-se cruzamentos entre 
genótipos de grupos distantes, assim possibilitando novas e melhores combinações alélicas, 
que gerem melhores ganhos genéticos em suas progênies. 
Conclui-se que as combinações UPF 085233-1-2-2 x UFRGS 146030-4, UPF 085233-
1-2-2 x UFRGS 146046-3, UPF 23H3000 x AL 15027 e UPF 23H3000 x UFRGS 146155-1, 
são as mais promissoras para a realização de cruzamentos visando o melhoramento da cultura 
da aveia branca. 
 
Referências 
AMADO, T.J.C.; MIELNICZUK, J.; FERNANDES, S.B.V. Leguminosas e adubação 
mineral como fontes de nitrogênio para o milho em sistemas de preparo do solo. Revista 
Brasileira de Ciência do Solo, 24:179-189, 2000. 
BAYER, C.; MIELNICZUK, J. Características químicas do solo afetadas por métodos de 
preparo e sistemas de cultura. Revista Brasileira de Ciência do Solo, 21:105-112, 1997. 
CONAB. Companhia Nacional de Abastecimento. Acompanhamento da Safra brasileira de 
Grãos, v.4 – Safra 2016/17, n 5 – Quinto levantamento fevereiro 2017. Disponível em: 
 
 
 
58 
http://www.conab.gov.br/OlalaCMS/uploads/arquivos/17_02_16_11_51_51_boletim_graos_f
evereiro_2017.pdf. 
CRUZ, C. D.; REGAZZI, A. J.; CARNEIRO, P. C. S. Modelos biométricos aplicados ao 
melhoramento genético. v. I. 4 ed. Viçosa: UFV, 2012, 480p. 
CRUZ, C. D. Programa Gene: Biometria. Editora UFV. Viçosa (MG). 382p. 2006. 
RAO, R. C. Advanced statistical methods in biometric research New York: John Wiley 
and Sons, 1952. 390 p. 
DEBARBA, L.; AMADO, T.J.C. Desenvolvimento de sistemas de produção de milho no Sul 
do Brasil com características de sustentabilidade. Revista Brasileira deCiência do Solo, 
21:473-480, 1997. 
FRANCHINI, J.C.; MIYAZAWA, M.; PAVAN, M.A.; MALAVOLTA, E. Dinâmica de íons 
em solo ácido lixiviado com extratos de resíduos de adubos verdes e soluções puras de ácidos 
orgânicos. Pesquisa Agropecuária Brasileira. 34:2267-2276, 1999. 
GRAVINA, G. A.; FILHO, S. M.; SEDIYAMA, C. S.; CRUZ, C. D. Genetic parameters of 
soybean resistance to Cercospora sojina. Pesquisa Agropecuária Brasileira, v. 39, n. 7, p. 
653-659, 2004. 
MIELNICZUK, J. Rotação de culturas e níveis críticos de biomassa sobre o solo. In: 
Encontro Sobre Plantio Direto na Pequena Propriedade, 3., Pato Branco, 1998. Anais. 
Pato Branco, 1998. CD-ROM. 
SPAGNOLLO, E. Plantas de cobertura intercalares ao milho em sistemas de cultivo 
mínimo e convencional. Lages, Universidade do estado de Santa Catarina, 2000. 121p. (Tese 
de Mestrado). 
 
 
 
 
59 
Tabela 1. Estimativa dos autovalores associados à dispersão para variáveis avaliadas em linhagem de aveia 
branca do Ensaio Regional de Linhagens. CGF/FAEM/UFPel, 2017. 
RAIZ RAIZ (%) % ACUMULADA 
12,790 49,185 49,185 
7,826 30,097 79,281 
2,202 8,466 87,748 
1,358 5,222 92,970 
0,640 2,461 95,430 
0,626 2,409 97,840 
0,320 1,229 99,069 
0,139 0,536 99,605 
0,103 0,395 100,000 
 
Figura 1. Dispersão gráfica da Variável Canônica 1 (VC1) em relação ao escore da Variável Canônica 2 
(VC2). 1= AL 1253; 2= AL 1283; 3= AL 1284; 4= AL 15016; 5= AL 15027; 6= UFRGS 137117-1; 
7= UFRGS 137127-6; 8= UFRGS 137140-1; 9= UFRGS 146030-4; 10= UFRGS 146031-8; 11= 
UFRGS 146046-3; 12= UFRGS 146048-5; 13= UFRGS 146060-1; 14= UFRGS 146061-4; 15= 
UFRGS 146070-3; 16= UFRGS 146085-5; 17= UFRGS 146155-1; 18= UFRGS 146155-3; 19= 
UFRGS 146171-1; 20= UFRGS 146173-1; 21= UFRGS 146185-3; 22= UPF 085233-1-2-2; 23= 
UPF 03H2003-4PN-1-2; 24= UPF 23H3000 
 
 
 
 
60 
 
CORRELAÇÃO FENOTÍPICA E GENOTÍPICA EM GENÓTIPOS DE AVEIA 
BRANCA (Avena sativa L.) DO ENSAIO BRASILEIRO DE LINHAGENS 
CONDUZIDAS EM PELOTAS NO ANO DE 2016. 
 
Henrique Pasquetti Carbonari
1
, Anderson Da Silva Rodrigues
2
, Cristiano Stülp
2
, 
 Airton Rosa Da Sila
2
, Bruna Possebon
3
, Liamara Bahr Turow
3
, Camila Pegoraro
4
, 
Antônio Costa de Oliveira
4 
 
 
A aveia branca (Avena sativa L.) está inserida fortemente no cenário agrícola do sul do 
Brasil, devido a sua ampla aptidão agrícola. O seu uso nas propriedades rurais, para 
alimentação animal é na forma de pastagem, silagem, pré-secado e forragem de grãos. 
Também devido a descoberta da sua importância na nutrição humana, visto a quantidade de 
fibras benéficas a saúde presente em seus grãos, têm sido observado um importante aumento 
no consumo (DAOU e ZHANG, 2012). 
No melhoramento vegetal a seleção direta pode ser de grande utilidade para se obter 
ganhos para um único caráter e caracteres qualitativos, o contrário desta, a seleção indireta 
busca melhorar o caráter principal através da seleção de caracteres associados (CARVALHO 
et al., 2004). Sendo assim, o conhecimento sobre associações entre os caracteres é importante 
para um programa de melhoramento, pois permite aumentar a eficiência na seleção de 
indivíduos superiores através do emprego da seleção indireta. 
A existência de correlações significativas é indicativo da viabilidade da seleção indireta 
para a obtenção de ganhos no caráter de maior importância econômica, que depende, também, 
diretamente da herdabilidade do caráter considerado (CAIERÃO et al., 2001). Estudos de 
correlação de caracteres auxiliam na avaliação de desempenho entre as características de 
interesse agronômicos, permitindo assim, o desenvolvimento de estratégias que venham 
auxiliar na obtenção de maiores ganhos genéticos com o processo de seleção. Assim, 
 
1
 Graduando em agronomia, Universidade Federal de Pelotas, Pelotas, RS. He.carbonari@gmail.com 
2 
Graduando em agronomia, Universidade Federal de Pelotas, Pelotas, RS. 
3 
Eng. Agr., Estudante de Pós Graduação, Universidade Federal de Pelotas, Pelotas. RS 
4 
Eng. Agr., Professor Dep. de Fitotecnia, Universidade Federal de Pelotas. Pelotas. RS. 
 
 
 
61 
trabalhos envolvendo correlação são de grande importância para o melhoramento genético 
possibilitando seleções precoce mais acertadas. 
O conhecimento das correlações existentes pode oportunizar a verificação da ocorrência 
de possíveis modificações nas relações entre caracteres, proporcionadas pela participação 
efetiva do ambiente de cultivo (HAWERROTH et al., 2013). Neste sentido, o objetivo do 
trabalho foi estimar as correlações genéticas e fenotípicas entre caracteres agronômicos em 
linhagens de aveia branca conduzido no município de Capão do Leão - RS. 
O experimento foi conduzido no campo experimental do Centro de Genômica e 
Fitomelhoramento (CGF), situado no Centro Agropecuário da Palma pertencente à 
Universidade Federal de Pelotas, na estação fria do ano de 2016. Foram avaliados 10 
genótipos de aveia branca, sendo três testemunhas (URS 21, URS Corona e UPFPS 
Farroupilha) e 7 linhagens (AL 1248, UFRGS 127013-1, UFRGS 136071-1, UFRGS 136072-
3, UFRGS 137023-1, UFRGS 137117-2 e UPF 08S212-6-2-1). 
Foi utilizado o delineamento experimental de blocos casualizados, com quatro 
repetições. A semeadura foi realizada pelo sistema de semeadura convencional com densidade 
de 300 sementes aptas por m
2
, sendo a parcela constituída por 5 linhas de 5 m de 
comprimento e espaçadas em 0,17 m entre si. A adubação de base e calagem foi efetuada com 
base na interpretação da análise de solo realizada na área, seguindo as recomendações da 
Comissão Brasileira de Pesquisa em Aveia (2014). 
Os caracteres avaliados foram: dias da emergência ao florescimento (DEF, em dias); 
dias do florescimento a maturação (DFM, em dias); dias da emergência a maturação (DEM, 
em dias); estatura de planta (EST, em centímetros); acamamento (ACAM, em %); peso do 
hectolitro (PH, em kg.hL
-1
); massa de mil grãos (MMG, em g); índice de grãos < 2 mm (IG, 
adimensional); índice de descasque (ID, adimensional) e rendimento de grãos (RG, em kg.ha
-
1
). Após avaliação, os dados foram submetidos a análise de variância. Posteriormente foi 
estimada a correlação linear fenotípica e genética com o propósito de revelar tendência de 
associação entre os caracteres. Para a correlação fenotípica utilizou-se o teste t para 
determinar a significância, para a correlação genética a significância foi determinada por 
Bootstrap (número de simulações= 10.000). Todas as análises foram realizadas no programa 
estatístico GENES (CRUZ, 2006). 
Analisando os resultados obtidos tabela 1 para correlações fenotípicas (metade superior 
da tabela) pode-se observar 10 correlações significativas sendo elas entre: dias da emergência 
ao florescimento e dias do florescimento a maturação (-0,944). Isto indica que pode existir um 
efeito compensatório entre tais caracteres relacionados ao ciclo total da planta, ou seja quando 
 
 
 
62 
o genótipo diminui o período vegetativo, tende a prolongar o período reprodutivo, ou o efeito 
inverso. Um ciclo vegetativo maior tende a ser mais promissor para a cultura, pois a planta 
teria um maior período para o desenvolvimento das estruturas vegetativas e acumulação de 
fotoassimilados. A fase reprodutiva por sua vez deve ser rápida e suficiente para translocação 
destes produtos, promovendo o enchimento de grãos (CAIERÃO et al.,2001). Foi observado 
correlação significativa entre dias da emergência ao florescimento e estatura de plantas 
(0,670), mostrando que um maior ciclo vegetativo tende a aumentar a estatura das plantas, 
como discutido anteriormente. A correlação entre dias da emergência ao florescimento e 
acamamento de (0,563) demonstra que um ciclo vegetativo maior aumenta tende a aumentar a 
estatura de plantas tornando elas mais propensas ao acamamento (ALFONSO, 2004). O 
caráter dias do florescimento a maturação possuicorrelação negativa (-0,530) com o caráter e 
estatura de planta confirmado as tendências nas correlações anteriores. A correlação negativa 
entre dias do florescimento a maturação e acamamento de plantas (-0,456) também demonstra 
o efeito negativo que o caráter possui sobre a estatura de plantas e por consequência no 
acamamento. Foi observada correlação positiva entre o caráter dias da emergência a 
maturação e estatura de planta (0,460), demonstrando que o ciclo total da planta possui 
influência direta na estatura da planta, principalmente devido ao caráter dias da emergência a 
floração, como visto anteriormente. A estatura de planta e acamamento de (0,763) possuem 
forte correlação, demonstrando que o aumento da estatura acarreta em um aumento nos níveis 
de acamamento. A estatura de plantas também influencia positivamente para a melhora na 
qualidade de grãos, onde se observa uma correlação do caráter com o peso do hectolitro de 
(0,391). Os caracteres responsáveis pela qualidade e de rendimento: massa de mil grãos, 
índice de grãos e rendimento de grãos também aparecem correlacionados. 
Para os resultados de correlação genotípica (metade inferior da tabela) houveram apenas 
três correlações significativas. A estatura de plantas e dias do florescimento a maturação de (-
0,681), confirmando a correlação fenotípica encontrada. O acamamento e estatura 
apresentaram correlação genotípica de 0,922, confirmando a tendência de aumento nos níveis 
de acamamento em plantas com estaturas maiores. A correlação positiva do peso do hectolitro 
com estatura de plantas (0,623) confirma a influência da estatura com o caráter componente 
da qualidade de grãos. Mesmo obtendo maior número de correlações fenotípicas, apenas as 
correlações genotípicas são realmente herdáveis podendo ser utilizada para seleções precoces 
em programas de melhoramento (CRUZ; REGAZZI e CARNEIRO, 2012). 
Conclui-se com este trabalho que apenas as correlações entre estatura de planta e dias 
do florescimento a maturação, estatura de planta e peso do hectolitro e estatura de planta com 
 
 
 
63 
acamamento são realmente herdáveis podendo ser exploradas no programa de melhoramento. 
A seleção indireta visando maiores valores de peso do hectolitro pode ser efetuada através do 
caráter estatura de planta e menores estaturas de planta podem ser obtidas diminuído o 
período vegetativo da planta. 
 
Referências 
ALFONSO, C. W. Características biométricas de colmos e raízes de plantas de cevada e 
aveia relacionadas à suscetibilidade ao acamamento. 2004. 112 f. Dissertação (Mestrado) - 
Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2004. 
CAIERÃO, E. et al. Seleção indireta em aveia para o incremento no rendimento de grãos. 
Ciência Rural, Santa Maria, v. 31, n. 2, 2001. 
CAIERÃO, E.; CARVALHO, F.I.F.; PACHECO, M.T. et al. Seleção indireta em aveia para o 
incremento no rendimento de grãos. Ciência Rural, Santa Maria, v.31, n.2, p.231-236, 2001. 
CARVALHO, F.I.F.; SILVA, S.A.; KUREK, A.J. et al. Estimativas e implicações da 
herdabilidade como estratégia de seleção. Pelotas: Ed. Universitária UFPel, 2001. 99p. 
CARVALHO, F. I. F.; LORENCETTI, C.; BENIN, G. Estimativa de correlação por meio do 
coeficiente de Pearson. Capítulo 3. In: Estimativas e implicações da correlação no 
melhoramento vegetal, Pelotas: UFPel, 2004, 142p. 
CRUZ, C.D.; CARNEIRO, P.C.S. Modelos biométricos aplicados ao melhoramento genético. 
2.ed. Viçosa: UFV, 2006. 585p. 
CRUZ, C.D.; REGAZZI, A.J.; CARNEIRO, P.C.S. Modelos biométricos aplicados ao 
melhoramento genético. 4. ed. v. 1, Viçosa: UFV, 2012. 514p. 
DAOU, C.; ZHANG, H. Oat Beta-Glucan: Its Role in Health Promotion and Prevention of 
Diseases. Comprehensive Reviews in Food Science and Food Safety, v.11, p.355-365, 2012. 
HAWERROTH, M. C. et al. Relação entre componentes da composição química da cariopse 
de aveia branca em diferentes locais de cultivo. In: Resultados Experimentais da XXXIII 
Reunião da Comissão Brasileira de Pesquisa de Aveia, 2013, Pelotas-RS. 
LÂNGARO, N.C.; CARVALHO, I.Q. Indicações técnicas para cultura daaveia: XXXIV 
Reunião da Comissão Brasileira de Pesquisa de Aveia Fundação ABCPasso Fundo: 
Universidade de Passo Fundo. 2014. 136p. 
 
 
 
 
 
 
64 
Tabela 1. Tabela dos dados de correlação fenotípica (metade superior) e genotípica (metade inferior) dos 
genótipos de aveia do Ensaio Brasileiro de Linhagens de Aveia branca no município de Capão do 
Leão – RS. 
 DEF DFM DEM EST ACAM PH MMG IG ID RG 
DEF 1 -0,944** 0,261 0,670** 0,563** 0,100 -0,306 -0,251 -0,436* 0,201 
DFM -0,966 1 0,071 -0,530** -0,456* -0,119 0,344 0,230 0,342 -0,170 
DEM 0,325 -0,069 1 0,460* 0,348 -0,057 0,045 -0,085 -0,313 0,121 
EST 0,813 -0,681+ 0,623 1 0,763** 0,391* -0,050 -0,177 -0,177 0,163 
ACAM 0,581 -0,491 0,415 0,922+ 1 0,149 0,015 -0,265 -0,364 0,021 
PH 0,113 -0,109 0,022 0,623+ 0,192 1 -0,035 0,039 0,315 0,046 
MMG -0,328 0,368 0,033 -0,072 0,012 -0,022 1 0,472* -0,130 0,272 
IG -0,299 0,288 -0,100 -0,255 -0,336 0,023 0,593 1 0,147 0,455* 
ID -0,560 0,417 -0,633 -0,209 -0,471 0,519 -0,134 0,191 1 -0,034 
RG 0,215 -0,195 0,130 0,135 0,022 0,069 0,296 0,550 -0,025 1 
** *: Significativo a 1 e 5% de probabilidade pelo teste t, ++ +: significativo a 1 e 5% respectivamente pelo método de 
bootstrap com 10000 simulações, DEF= dias da emergência ao florescimento; DFM= dias do florescimento a maturação; 
DEM= dias da emergência a maturação; EST= estatura de plantas; ACAM= acamamento; PH= peso do hectolitro; MMG= 
massa de mil grãos; IG= índice de grãos < 2 mm; ID= índice de descasque; RG= rendimento de grãos. 
 
 
 
65 
ASSOCIAÇÃO FENOTÍPICA DOS CARACTERES ESPIGUETAS MULTIFLORA E 
GRÃOS SEM CASCA EM AVEIA 
 
Itacir de Pierri Ubert
1
, Cristiano Mathias Zimmer
1
, Itamar Cristiano Nava
2
 
 
 
A presença de espiguetas multiflora está diretamente associada à produção de grãos sem 
casca em aveia hexaploide. Estudos científicos prévios reportam que os caracteres espiguetas 
multiflora e grãos sem casca em aveia são controlados pelo mesmo gene. Por outro lado, 
outros estudos sugerem que estes caracteres são governados por genes distintos e 
geneticamente ligados. Os objetivos deste trabalho foram avaliar linhagens de aveia para os 
caracteres espiguetas multiflora e grãos sem casca e determinar a associação fenotípica entre 
estes caracteres. Um conjunto de 144 e 191 linhagens de aveia foi avaliado para os caracteres 
espiguetas multifora e grãos sem casca nas populações ‘UFRGS 01B7114-1-3 x UFRGS 
006013-1’ e ‘URS Taura x UFRGS 017004-2’, respectivamente. Os experimentos foram 
conduzidos em condições de campo nas estações de crescimento de 2013 e 2014. No ano de 
2013 foram avaliadas seis panículas por linhagem, enquanto que no ano de 2014 foram 
avaliadas oito panículas por linhagem. O percentual de espiguetas multiflora e grãos sem 
casca produzido no terço inferior, médio e superior da panícula foi avaliado em cada panícula. 
A associação fenotípica entre os caracteres espiguetas multiflora e grãos sem casca foi 
estimada através da análise correlação de Pearson. Para as duas populações, a análise de 
correlação revelou elevada associação fenotípica entre os caracteres avaliados. Para a 
população ‘UFRGS 01B7114-1-3 x UFRGS 006013-1’, a maior correlação foi observada no 
terço superior da panícula, sendo 95 e 99% para os anos de 2013 e 2014, respectivamente. De 
maneira similar, a população ‘URS Taura x UFRGS 017004-2’ apresentou elevada associação 
fenotípica entre os caracteres espiguetas multiflora e grãos sem casca, sendo superior a 97% 
em todos os terços da panícula e nos dois anos de avaliação. No presente estudo foram 
 
1
 Eng. Agr., Estudante de Doutorado do Programa de Pós-Graduação em Fitotecnia, UFRGS, Porto Alegre, RS. 
E-mail: itacirubert@hotmail.com 
2 
Eng. Agr., Ph.D., Professor do Departamento de Plantasde Lavoura, Faculdade de Agronomia, Universidade 
Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Porto Alegre, RS. 
 
 
 
 
 
66 
avaliadas mais de 4.700 panículas, porém, não foi identificada segregação entre os caracteres. 
Estes resultados sugerem que os caracteres espiguetas multiflora e grãos sem casca devem ser 
controlados por genes fortemente ligados, corroborando os resultados observados por outros 
estudos. No entanto, novas pesquisas envolvendo a identificação e a caracterização funcional 
de genes será fundamental para a validação dos resultados obtidos neste estudo. 
 
 
 
 
 
 
67 
 
MELHORAMENTO GENÉTICO DE AVEIA BRANCA NO IAPAR EM 2016 
 
Klever Márcio Antunes Arruda
1
, Carlos Roberto Riede
1
, Kelly Pelizaro
2
, 
Quelson Luiz Martins Almeida
3
, Paulo Frota de Moraes
3
, Estela Alzira dos Santos Dias
3
 
 
 
O projeto de melhoramento genético de aveia branca do IAPAR, desenvolvido em 
Londrina-PR, durante o ano de 2016 teve prosseguimento com atividades de cruzamentos e 
seleções nas populações segregantes, bem como avaliações de genótipos em ensaios 
preliminares P1 e P2 de rendimento de grãos. O método de melhoramento empregado na 
condução das populações segregantes foi o genealógico, onde se buscou fazer seleções de 
plantas individuais, nas gerações F2 a F5 seguindo com seleções massais a partir de F6, quando 
a homozigoze ou uniformidade das linhas avançadas tenha sido alcançada (ARRUDA et al 
2016). 
O Bloco de Cruzamentos foi constituído de 40 potenciais genitores, semeados em três 
datas distanciadas em 10 dias e cada parcela constituída de 2 linhas de 3 m de comprimento. 
Para cada cruzamento idealizado, foram emasculadas e polinizadas três panículas. Do total de 
hibridações realizadas, foram obtidas sementes F1 de 75 dos cruzamentos realizados. As 
populações segregantes conduzidas para seleções estão apresentadas na Tabela 1. 
Um ensaio de DHE (distinguibilidade, homogeneidade e estabilidade), composto de três 
genótipos foi conduzido na Estação Experimental de Londrina-PR. 
Oitenta e uma novas linhas avançadas foram reunidas massalmente para avaliações 
preliminares de rendimento de grãos em 2017. Em 2016, um ensaio preliminar de avaliação 
de linhagens de 2º Ano, foi conduzido em três locais e três ensaios preliminares de 1º Ano, 
conduzidos em Londrina, onde se pode observar o comportamento agronômico de genótipos 
desenvolvidos através do programa de melhoramento genético (Tabela 1). 
 
1
 Eng. Agr., Pesquisador, Instituto Agronômico do Paraná, Londrina, PR. E-mail: crriede@iapar.br, 
klever@iapar.br 
2
 Eng. Agr., Bolsista, Instituto Agronômico do Paraná, Londrina, PR. 
3
 Tec. Agric., Instituto Agronômico do Paraná, Londrina, PR. 
mailto:crriede@iapar.br
 
 
 
68 
Sete linhagens que se destacaram nos ensaios P2 e P1 em 2016, serão indicadas para 
participar do Ensaio Regional de Linhagens (ERLA) a ser conduzido pela Rede da CBPA em 
2017 (Tabela 2). 
A linhagem destaque AL 15027 (Corona/AL 0517), será indicada para participar do 
Ensaio Brasileiro de Linhagens de primeiro ano (EBLA) em 2017. Já a AL 1248 (UFRGS 
037031-3/AL 0505), será indicada a participar como linhagem de segundo ano do EBLA. 
Ensaios de VCU EBCA, EBLA e ERLA, foram conduzidos pelo Programa Cereais de 
Inverno (PCI) do IAPAR em 3 ambientes distintos do estado do Paraná (Tabela 3). 
Análises da qualidade tecnológica e industrial de linhagens promissoras e cultivares são 
realizadas anualmente pelo laboratório da empresa SL Alimentos. 
Conforme decisão da comissão de pesquisa, as linhagens serão lançadas ou então 
descartadas dependendo de seu comportamento em Ensaios de VCU. A cultivar IPR Afrodite 
lançada em 2012, continua apresentando alto potencial de rendimento de grãos e ampla 
adaptação edafoclimática (LÂNGARO et al, 2016). 
A nova cultivar IPR Artemis, foi registrada no RNC/MAPA estando presentemente em 
processo de proteção no SNPC/MAPA, devendo ter seu lançamento durante Dia de Campo 
em 2017 (PACHECO et al, 2016). 
 
Referências 
ARRUDA, K.M.A.; RIEDE, C.R.; PELIZZARO, K; ALMEIDA, Q.L.M.; DIAS, E.A dos S. 
Melhoramento Genético de Aveia Branca no IAPAR em 2015 In: Reunião da Comissão 
Brasileira de Pesquisa de Aveia, 36, 2016, Pelotas-RS. Resumos... Pelotas: UFPEL, 2016. 
Disponível em: http://www.rcbpa.com.br/docs/trab-6-2491-164.pdf. Acesso em 24 fev. 2017. 
LÂNGARO, N.C.; PACHECO, M.T.; NAVA, I.C.; OLIVEIRA, A.C.; RIEDE, C.R.; 
OLIVEIRA, E. ARRUDA K.M.A.; ALMEIDA, J.L.; MOLIN, R.; GARRAFA, M.; SOUZA, 
C.A.; SILVA, J.A.G.; PAES de BARROS, V.L.N.; RIBEIRO, G. Análise conjunta do ensaio 
brasileiro de cultivares de aveia branca, 2015. In: Reunião da Comissão Brasileira de Pesquisa 
de Aveia, 36, 2016, Pelotas-RS. Resumos... Pelotas: UFPEL, 2016. Disponível em: 
http://www.rcbpa.com.br/docs/trab-6-8817-171.pdf. Acesso em 24 fev. 2017. 
PACHECO, M.T.; NAVA, I.C.; RIEDE, C.R.; ARRUDA K.M.A.; OLIVEIRA, E.; 
LÂNGARO, N.C.; OLIVEIRA, A.C.; ALMEIDA, J.L.; SILVA J.A.G.; PAES de BARROS, 
V.L.N. Análise conjunta do ensaio regional e brasileiro de linhagens de aveia branca, 
conduzido no triênio 2013-2015. In: Reunião da Comissão Brasileira de Pesquisa de Aveia, 
36, 2016, Pelotas-RS. Resumos... Pelotas: UFPEL, 2016. Disponível em: 
http://www.rcbpa.com.br/docs/trab-8-9280-31.pdf. Acesso em 24 fev. 2017. 
 
http://www.rcbpa.com.br/docs/trab-6-2491-164.pdf
http://www.rcbpa.com.br/docs/trab-6-8817-171.pdf
http://www.rcbpa.com.br/docs/trab-8-9280-31.pdf
 
 
 
69 
 
 
 
 
Tabela 1. Seleções em populações segregantes de aveia branca e condução de ensaios preliminares
de rendimento de grãos, em Londrina, M. da Serra e P. Grossa (PR). IAPAR - 2016.
Parcelas Parc./Plantas Percentual de
Descrição Semeadas Selecionadas Seleção (%)
Bloco de Cruzamento 40 30 75
F1 Simples 24 50 208
F2 Massa / Planta Individual 10 50 500
F3 Planta Individual 31 51 165
F4 Planta Individual 161 195 121
F5 Planta Individual 187 255 136
F6 Planta Individual 126 57 45
Coleção C2 60 24 40
Coleção Brusone 200 200 100
Coleção Ferrugem do Colmo 40 25 63
Ens. Prelim. 1o. Ano - Nº 10 a 12 - LD 51 17 33
Ens. Prelim. 2o. Ano - Nº 4 - LD 17 4 24
Ens. Prelim. 2o. Ano - Nº 4 - ST 17 4 24
Ens. Prelim. 2o. Ano - Nº 4 - PG 17 4 24
Ensaio de DHE (Caracterização Morfológica) 3 2 67
Total 984 968 98
 a participarem do Ensaio Regional de Linhagens de Aveia Branca (ERLA) em 2017. 
Rendimento
Nº Genótipo Cruzamento de Grãos % Test. Origerm
1 AL 15005 AL 0517/IAC 7 4457 110 P2_4-2016 / T 5 
2 AL 16014 UFRGS 940566-3/URS Torena 5558 110 P1_10-2016 / T 8
3 AL 16016 UFRGS 940566-3/URS Torena 4249 105 P2_4-2016 / T 15
4 AL 16017 UFRGS 940566-3/URS Torena 5990 118 P1_10-2016 / T10
5 AL 16020 UFRGS 017164-1/AL 0626 6337 125 P1_10-2016 / T11
6 AL 16081 UFRGS 940566-3/UFRGS 046054-5 4536 112 P2_4-2016 / T 17
7 AL 16086 UFRGS 017164-1/UFRGS 057022-2 5403 117 P1_12-2016 / T10
Tabela2. Linhagens de aveia detaques dos Ensaios Preliminares, em 2016 sendo propostas 
 
 
 
70 
 
 
 
Grossa (PR), IAPAR - 2016
Parcelas Parcelas Percentual de
Descrição Semeadas Selecionadas Seleção (%)
Ensaio Regional de Linhagens (ERLA) - LD 108 24 22
Ensaio Regional de Linhagens (ERLA) - MS 108 24 22
Ensaio Regional de Linhagens (ERLA) - PG 108 24 22
Ensaio Brasileiro de Linhagens (EBLA) - LD 40 0 0
Ensaio Brasileiro de Linhagens (EBLA) - MS 40 0 0
Ensaio Brasileiro de Linhagens (EBLA) - PG 40 0 0
Ensaio Brasileiro de Cultivares (EBCA) - ST - LD 92 20 22
Ensaio Brasileiro de Cultivares (EBCA) - CT - LD 92 20 22
Ensaio Brasileiro de Cultivares (EBCA) - ST - MS 92 20 22
Ensaio Brasileiro de Cultivares (EBCA) - CT - MS 92 20 22
Ensaio Brasileiro de Cultivares (EBCA) - ST - PG 92 20 22
Ensaio Brasileiro de Cultivares (EBCA) - CT - PG 92 20 22
Total 996 192 19
Tabela 3. Ensaios de Rendimento de Grãos (VCU), conduzidos em Londrina, Mauá da Serra e Ponta71 
 
ADAPTABILIDADE E ESTABILIDADE EM AVEIA BRANCA 
PELO MODELO AMMI 
 
Latóia Eduarda Maltzahn
1
, Raquel Teixeira Corrêa
2
, Anderson da Silva Rodrigues
2
, 
Guilherme Paim Ceolin
2
, Evandro Ehlert Venske
2
, Cezar Augusto Verdi
2
, 
Luciano Carlos da Maia
2
, Antonio Costa Oliveira
3 
 
A aveia branca (Avena sativa L.) é um importante cereal para o cultivo de inverno na 
região Sul do Brasil, tendo inúmeros usos dentro das unidades de produção agrícola. Pode ser 
usada na rotação de culturas, como auxílio na interrupção do ciclo de pragas e doenças, bem 
como na cobertura de solo. Além disso, tem importância na alimentação animal, sendo 
utilizada na produção de feno, silagem e forragem (CARVALHO et al., 1987; LÂNGARO; 
CARVALHO, 2014). Na produção de grãos para alimentação humana, se destaca como um 
alimento funcional rico em proteínas e fibras solúveis e insolúveis (SIKORA et al., 2013). 
Consequentemente, programas de melhoramento genético de aveia visam à obtenção de 
genótipos com alta produtividade, estabilidade e adaptabilidade aos mais variados ambientes. 
A interação entre genótipos e ambientes (G x A), está associada a resposta dos genótipos às 
oscilações ambientais. Estas variações dificultam a seleção de genótipos mais adaptados, pois 
a interação pode elevar as estimativas de ganho por seleção, devido a interferencia na 
variância genética e no progresso genético esperado (DUARTE; VENCOVSKY, 1999). 
Nesse sentido, foram desenvolvidas inúmeras métodologias para verificar 
adaptabilidade e estabilidade, onde os baseados naregressão linear são os mais difundidos. 
Porém, já foi observado que o uso de apenas este método, não representa com precisão alguns 
genótipos. Com isso, foi proposto o método de “additive main effects and multiplicative 
interaction analysis” (AMMI), em português: modelo de efeitos principais aditivos e 
interação multiplicativa (OLIVEIRA; DUARTE; PINHEIRO, 2003). Diante do exposto, o 
 
1
 Estudante de graduação, Universidade Federal de Pelotas (UFPel), Pelotas, RS. 
 E-mail: latoiaeduarda@gmail.com 
2
 Centro de genômica e Fitomelhoramento, UFPel. 
3
 Eng. Agr., PhD, Professor Dep. de Fitotecnia, UFPel. 
 
 
 
72 
objetivo do presente estudo foi verificar a adaptabilidade e estabilidade de genótipos de aveia 
branca através do modelo AMMI. 
O experimento foi realizado nos anos 2013, 2014, 2015 e 2016 na Faculdade de 
Agronomia Eliseu Maciel da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), na área experimental 
do Centro de Genômica e Fitomelhoramento, no Centro Agropecuário da Palma, em Pelotas. 
Foram utilizados 20 genótipos de aveia branca, são eles UPFA Gaudéria (G1), UPFA Ouro 
(G2), UPFPS Farroupilha (G3), IPR Afrodite (G4), URS Fapa Slava (G5), Barbarasul (G6), 
Brisasul (G7), FAEM 4 Carlasul (G8), FAEM 5 Chiarasul (G9), FAEM 006 (G10), URS 21 
(G11), URS Taura (G12), URS Tarimba (G13), URS Guria (G14), URS Charrua (G15), URS 
Torena (G16), URS Corona (G17), URS Estampa (G18), URS Guará (G19) e URS Brava 
(20). O experimento foi conduzido em blocos ao acaso com três repetições, cada genótipo foi 
disposto em cinco linhas de cinco metros. O preparo do solo da área experimental seguiu as 
recomendações da Comissão Brasileira de Pesquisa de Aveia (LÂNGARO; CARVALHO, 
2014). Os caracteres avaliados foram rendimento de grãos (RG, em kg ha
-1
) e peso do 
hectolitro (PH, em kg hl
-1
). A Tabela 2 apresenta uma ANOVA onde pode-se verificar que 
para os caracteres avaliados os genótipos apresentaram diferença significativa. Também foi 
observado que a interação G x A foi significativa para ambos caracteres. 
As Figuras 1 e 2 mostram a representação biplot resultante da análise pelo modelo 
AMMI1. A abscissa representa os efeitos principais (médias do caráter analisado) para 
genótipos e ambientes e a ordenada, o primeiro eixo de interação (IPCA1). Assim, genótipos 
com valores de IPCA1 próximos a zero demonstram estabilidade aos ambientes de teste. Já as 
combinações de genótipos e ambientes com valores IPCA de mesmo sinal têm interações 
específicas positivas, combinações de sinais opostos apresentam interações específicas 
negativas. 
Na figura 1 onde apresenta-se o carácter PH é possível observar que o IPCA 1 contribui 
com 58,68% da interação G x A, isto pode ser devido a apenas estarmos avaliando quatro 
safras. Os genótipos G5, G8, G9, G13 e G19 são os mais estáveis, pois são os que mais se 
aproximam de zero. Já os genótipos G3, G11, G18 e G20 foram os que mais contribuíram 
para a interação G x A. De acordo com a Tabela 1 é possivel verificar que esses genótipos 
foram os que apresentam oscilações durante os anos analisados, e por isso, apresentam os 
maiores desvios. Pode-se observar que os anos A3 e A4 estão próximos do zero, portanto são 
os mais estáveis, já os anos A1 e A2 destacadamente foram os que mais contribuíram para a 
interação G x A, sendo que A1 contribui positivamente e A2 contribui negativamente. Para a 
análise de adaptabilidade os genótipos devem estar o mais próximo dos referidos ambientes, 
 
 
 
73 
portanto o G13 demonstrou melhor desempenho no A4, os demais genótipos apresentam um 
indicativo de adaptabilidade ampla. O G11 apresentou a maior média de PH, porém ele 
apresenta um valor negativo, com isto o G13 é o que possui maior média e contribui 
positivamente nas interações. Quando verificamos o agrupamento de médias apresentado na 
tabela 1, podemos observar que as melhores safras foram as 2013 e 2016, também se verificou 
que nas safras 2013 e 2016 os genótipos não diferiram estatisticamente, enquanto que na safra 
2014 obtivemos três agrupamentos, sendo que apenas cinco genótipos apresentaram médias 
igualmente superiores e na safra 2015 apenas o G20 obteve a melhor média. 
Na figura 2, onde se apresenta o caractere rendimento de grãos (RG), observou-se que o 
IPCA 1 contribui com 72,77% da interação G x A, ou seja a maior parte. Os genótipos G3, 
G4, G6, G7, G9, G12, G13, G16, G18 e G19 foram que apresentaram um comportamento 
estável, pois são os que mais se aproximam de zero. Quanto aos ambientes podemos observar 
que os A4 e A2 são os mais estáveis e os A1 e A3 foram os que mais contribuíram para a 
interação G x A. O genótipo G4 é o que manteve os melhores desempenhos de produtividade 
para os quatro anos analisados. Analisando a adaptabilidade o G4 apresentou melhor 
desempenho nas condições do A4, enquanto G13 está adaptado A2, o G4 é o genótipo mais 
produtivo e contribui positivamente para a interação. Quando verificamos o agrupamento de 
médias apresentado na tabela 1, podemos observar que a safra em que obtivemos as maiores 
produtividades foi a de 2016. Também é possível se verificar que em 2013 apenas quatro 
genótipos se destacaram em termos de produtividade, sendo eles G3, G4, G5 e G17. Já em 
2014 a média de produtividade não teve diferença significativa, enquanto que em 2015 
verificou-se a formação de quatro grupos, sendo que apenas um dos genótipos se destacou 
como mais produtivo, o G10. Em 2016 formaram-se dois grupos, sendo que a maioria 
apresentou elevados valores produtivos. 
Conclui-se com o referente estudo que os genótipos G9, G13 e G19 apresentam 
estabilidade para os caracteres rendimento de grãos e peso do hectolitro. O ambiente A4 é o 
que demonstra estabilidade e o melhor desempenho para estas características. 
 
Referências 
 
CARVALHO, F.I.F.; BARBOSA, J.F.; FLOSS, E.L.; FERREIRA-FILHO, A.W.; FRANCO, 
F.A.; FEDERIZZI, L.C.; NODARI, R.O. Potencial genético da aveia 
como produtora de grãos no Sul do Brasil. Pesquisa Agropecuária Brasileira, Brasília, v.22, 
n.1, p.71-82, 1987. 
 
 
 
74 
DUARTE, J.B.; VENCOVSKY, R. Interação genótipos x ambientes: uma introdução à 
análise “AMMI”. Ribeirão Preto: Sociedade Brasileira de Genética, 1999. 60p. (Monografias, 
9). 
LÂNGARO, N. C.; CARVALHO, I. Q. Indicações técnicaspara cultura da aveia. Editora 
UPF, Passo Fundo, 2014, 136 p. 
OLIVEIRA, A. B. de; DUARTE, J. B.; PINHEIRO, J. B. Emprego da análise AMMI na 
avaliação da estabilidade produtiva em soja. Pesquisa Agropecuária Brasileira, v.38, p.357-
364, 2003. 
SIKORA, P. et al. Identification of high b-glucan oat lines and localization and 
chemical characterization of their seed kernel β-glucans. Food Chemistry, v.137, 
p.83–91, 2013. 
 
Tabela 1. Teste de agrupamento de médias de cultivares de aveia branca em quatro safras. 
 
Médias seguidas de letras maiúsculas na linha e minúsculas na coluna não diferem estatisticamente a 5% de probabilidade 
pelo teste de Scott Knott. 
 
Tabela 2. Análise de variância conjunta da análise de estabilidade e adaptabilidade do método AMMI, de 20 
genótipos de aveia branca em quatro ambientes. 
 PH RG 
FV GL QM QM 
Genótipos (G) 19 10,16 369700,08 
Ambientes (A) 3 672,92* 20581082,91* 
GxA 57 6,676* 290314,24* 
IPCA 1 21 10,635* 573439,24* 
IPCA 2 19 5,989* 162222,23 
IPCA 3 17 2,554 83733,24 
Desvios 5,728 
Resíduos 120 3,277 142495,9 
Números seguidos de * são significativos a 5% de probabilidade. 
2013 2014 2015 2016 2013 2014 2015 2016
UPFA Gaudéria 2959 Bb 744 Ca 602 Cd 3602 Aa 53,87 Aa 44,50 Cb 39,52 Db 47,92 Ba
UPFA Ouro 2774 Bb 1369 Ca 2345 Bb 3436 Aa 51,38 Aa 49,10 Aa 37,49 Bc 48,72 Aa
UPFPS Farroupilha 3469 Aa 1160 Da 1976 Cb 2590 Bb 54,08 Aa 39,73 Cc 36,04 Cc 49,68 Ba
IPR Afrodite 3739 Aa 1336 Ca 2387 Bb 3779 Aa 51,60 Aa 51,67 Aa 40,40 Bb 51,24 Aa
URS Fapa Slava 3775 Aa 885 Ca 463 Cd 3006 Bb 52,10 Aa 46,10 Bb 39,51 Cb 45,50 Ba
Barbarasul 2506 Bb 11887 Ca 1084 Cc 3169 Ab 49,40 Aa 47,44 Ab 34,56 Bc 49,15 Aa
Brisasul 2464 Bb 10327 Ca 1242 Cc 3113 Ab 51,75 Aa 44,40 Bb 36,67 Cc 48,37 Aa
FAEM 4 Carlasul 2441 Bb 1107 Ca 2951 Ba 3537 Aa 49,97 Aa 46,03 Bb 40,27 Cb 50,63 Aa
FAEM 5 Chiarasul 2749 Ab 866 Ca 1664 Bc 3302 Aa 50,53 Aa 45,47 Bb 37,38 Cc 51,03 Aa
FAEM 006 1509 Bc 783Ca 3133 Aa 3649 Aa 49,98 Aa 42,30 Bc 39,33 Bb 46,89 Aa
URS 21 2337 Bb 1020 Ca 2074 Bb 3862 Aa 50,25 Ba 54,97 Aa 40,62 Cb 54,10 Aa
URS Taura 1923 Bc 958 Ca 1154 Cc 2918 Ab 48,83 Aa 46,60 Ab 40,27 Bb 48,34 Aa
URS Tarimba 2072 Ac 904 Ba 848 Bd 2370 Ab 53,52 Aa 47,67 Bb 39,17 Cb 49,24 Ba
URS Guria 2743 Ab 860 Ba 456 Bd 3124 Ab 52,73 Aa 43,30 Bc 38,33 Cb 50,36 Aa
URS Charrua 2763 Ab 1282 Ba 1036 Bc 2788 Ab 53,65 Aa 45,23 Bb 33,78 Cc 49,72 Aa
URS Torena 2415 Ab 1007 Ba 945 Bc 2889 Ab 50,47 Aa 42,67 Bc 36,68 Cc 49,87 Aa
URS Corona 3702 Aa 1340 Ba 906 Bc 3338 Aa 49,05 Aa 43,17 Bc 32,66 Cc 47,49 Aa
URS Estampa 2336 Bb 1205 Ca 1434 Cc 3630 Aa 49,27 Aa 52,50 Aa 37,26 Bc 51,55 Aa
URS Guará 2059 Bc 1428 Ca 992 Cc 3519 Aa 51,03 Aa 45,80 Bb 35,62 Cc 50,60 Aa
URS Brava 2565 Bb 1116 Ca 2211 Bb 3730 Aa 46,64 Ba 50,10 Aa 45,66 Ba 51,67 Aa
Rendimento de grãos Peso do hectolitro
Genótipos 
 
 
 
75 
Figura 1. Biplot AMMI1 para dados de peso do hectolitro (PH) de aveia branca, com 20 genótipos e 4 anos. 
 
 
Figura 2. Biplot AMMI1 para dados de rendimento de grãos (RG) de aveia branca, com 20 genótipos e 4 anos. 
 
 
76 
 
SELEÇÃO DE GENITORES PARA HIBRIDAÇÕES DE AVEIA BRANCA 
 
Liamara Bahr Thurow
1
, Vianei Rother
2
, Rodrigo Danielowski
2
, Mariana Peil da Rosa
2
, 
Raissa Martins da Silva
2
, Cezar Augusto Verdi
2
, Victoria Freitas de Oliveira
3
, 
Luciano Carlos da Maia
4
 e Antonio Costa de Oliveira
4
 
 
A variabilidade genética é de fundamental importância em um programa de 
melhoramento, pois permite que o melhorista execute a seleção, para posterior obtenção de 
progênies com caracteres de interesse (COIMBRA et al., 2004). Sabe-se que, a aveia branca 
(Avena sativa L.) é um cereal que apresenta uma reduzida base genética, dificultando o 
processo de seleção, reduzindo drasticamente a possibilidade de êxito na obtenção de 
genótipos transgressivos (CARVALHO e FEDERIZZI, 1989). Esse fato também acelera o 
processo de erosão genética, pois um baixo número de genótipos distintos é usado nas 
hibridações artificiais (COIMBRA et al., 2004). Para ampliar a variabilidade genética e 
formar populações iniciais de seleção que contemplem produtividade e qualidade industrial, a 
forma mais eficiente é realizar hibridações artificiais entre genitores elite (PANDINI et al., 
1997). A escolha dos genitores é decisiva nesse processo, pois é necessário que eles sejam 
geneticamente distantes e que apresentem caracteres que se complementem, a fim de, gerar 
uma progênie segregante com ampla variabilidade, aumentando a possibilidade de haver 
complementaridade em locos de interesse. Assim, o objetivo deste trabalho foi avaliar 
cultivares e linhagens de aveia branca e sugerir a escolha dos melhores genótipos para uso 
como genitores em blocos de cruzamento num programa de melhoramento. 
Os ensaios foram conduzidos no campo experimental do Centro de Genômica e 
Fitomelhoramento (CGF), na safra de inverno de 2016. Foram avaliados 54 genótipos de 
aveia, sendo 23 cultivares do ensaio brasileiro de cultivares, sete linhagens do ensaio 
brasileiro de linhagens e 24 linhagens do ensaio regional de linhagens. O delineamento 
 
1
 Engª. Agrª., estudante de doutorado em Fitomelhoramento, UFPel, Pelotas, RS. E-mail: 
t.liamara@yahoo.com.br; 
2 
Eng. Agr.,estudante de doutorado em Fitomelhoramento, UFPel, Pelotas, RS; 
3 
Eng. Agr., estudante de mestrado em Fitomelhoramento, UFPel, Pelotas, RS; 
4 
Eng. Agr., Doutor, Professor Dep. de Fitotecnia, UFPel. 
https://www.facebook.com/tais.darosavieira
mailto:t.liamara@yahoo.com.br
 
 
 
77 
experimental foi o de blocos casualizados, com três repetições. Foi realizada semeadura 
convencional com densidade de 300 sementes aptas m-2, sendo a parcela constituída por 5 
linhas de 5 m de comprimento e espaçadas em 0,17 m entre si. Os tratos culturais, controle de 
plantas daninhas, doenças e pragas foi realizado seguindo as recomendações da CBPA (2014). 
Os caracteres avaliados foram: ciclo (em dias), estatura de plantas (EST, em cm), rendimento 
de grãos (RG, em Kg ha-1), peso do hectolitro (PH, em kg hl-1) e rendimento industrial (RI, 
em Kg ha-1). Os dados foram submetidos à análise de variância e posterior comparação de 
médias pelo teste de Scott Knott, ao nível de 5% de significância. Posteriormente, foi 
estimada a distância generalizada de Mahalanobis, gerando uma matriz de dissimilaridade 
genética a qual foi a base para a análise de agrupamento pelo método de otimização de 
Tocher. A importância relativa dos caracteres avaliados na determinação da dissimilaridade 
genética foi detectada por meio da metodologia proposta por Singh (1981). As análises foram 
realizadas com o auxílio do programa estatístico Genes (CRUZ, 2013). 
Na tabela 1, são apresentadas as médias para os cinco caracteres avaliados. Para o 
caráter ciclo houve a formação de quatro grupos, sendo a cultivar IPR Afrodite de maior ciclo, 
não diferindo estatisticamente de 10 linhagens. A linhagem UFRGS137023-1 apresentou o 
menor ciclo entre todas as linhagens avaliadas. As cultivares apresentaram um ciclo menor 
que as linhagens, com exceção de IPR Afrodite e FAEM 007. Para o caráter EST, formou-se 
dois grupos. A maioria das cultivares ficou no grupo de maior estatura, assim como, a maioria 
das linhagens ficaram agrupados por apresentarem menor estatura. O RG, caráter mais visado 
em um programa de melhoramento apresentou seis grupos. As linhagens mais produtivas 
foram UFRGS 156060-1, AL 15027 e UFRGS 146155-1. As cultivares mais produtivas foram 
URS 21, IPR Artemis, IPR Afrodite e URS Brava, que não diferiram estatisticamente de seis 
linhagens. As cultivares de menor produção foram UPFPS Farroupilha, URS Altiva e URS 
Tarimba, não diferindode três linhagens da UFRGS e uma linhagem da UPF. Para o caráter 
PH, ocorreu a formação de dois grupos. Um grupo com 24 linhagens, juntamente com as 
cultivares, URS 21, URS Brava, URS Estampa, IPR Afrodite, FAEM 05 Chiarasul, FAEM 04 
Carlasul e URS Guará apresentaram os melhores desempenhos para este caráter. Já para o 
caráter RI, formam-se cinco grupos, onde as linhagens UFRGS 146155-1 e UFRGS 146060-1 
apresentaram o maior RI, ficando no primeiro grupo. As cultivares URS Guará e UPFPS 
Gaudéria apresentaram o maior RI entre as cultivares, não diferindo estatisticamente de 11 
linhagens. O grupo de menor RI foi composto por seis linhagens e nove cultivares. Na análise 
de contribuição relativa dos caracteres, apresentada na tabela 2, é possível observar que o 
caráter de maior contribuição relativa foi RG (38,58%), seguido do ciclo (25,51%) e RI 
 
 
 
78 
(18,55%). Juntos estes três caracteres contribuíram mais de 82% na formação das distâncias 
genéticas dos genótipos avaliados. Na tabela 3, são apresentados os agrupamentos formados 
pelo método de otimização de Tocher. Houve a formação de 18 grupos, destes, 10 apresentam 
apenas um genótipo (Grupos 9, 10, 11, 12, 13, 14, 15, 16, 17 e 18). Os grupos 6, 7 e 8 
apresentaram dois genótipos em cada. O grupo 1 foi o maior grupo, agrupou 10 linhagens e a 
cultivar IPR Afrodite, seguido do grupo 3 que agrupou nove cultivares. O grupo 2 foi 
formado por duas linhagens e seis cultivares. Já o grupo 5 foi formado apenas por linhagens. 
Quatro linhagens da UFRGS ficaram no grupo 4. O grupo 7 agrupou as duas linhagens que 
apresentaram o maior RG e RI. Portanto, os melhores genitores são as linhagens UFRGS 
146060-1, UFRGS 146155-1, AL 15027, UFRGS 146085-5 e UFRGS 146046-3 para 
incremento de rendimento de grãos e rendimento industrial e a linhagem AL 15016 para 
redução da estatura. 
 
Referências 
CARVALHO, F.I.F., FEDERIZZI, L.C. Evolução da cultura da aveia no sul do Brasil. Trigo 
e Soja, Porto Alegre, v.102, p.16- 9, 1989. 
SINGH, D. The relative importance of characters affecting genetic divergence. The Indian 
Journal of Genetics & Plant Breeding, NewDelhi, v. 41, n. 2, p. 237-245, 1981. 
PANDINI, F.; CARVALHO, F. I. F; BARBOSA NETO, J. F. Plant height reduction in 
populations of triticale (X. triticosecaleWittmack) by induced mutations and artificial crosses. 
[online] Brazilian Journal of Genetics. 1997. 
CRUZ, C.D. GENES - a software package for analysis in experimental statistics and 
quantitative genetics. Acta Scientiarum. v.35, n.3, p.271-276, 2013. 
COIMBRA, J. L. M.; CARVALHO, F. I. F. de.; OLIVEIRA, A. C. de.; GUIDOLIN, A.F. 
Criaçao de variabilidade genética no caráter estatura de planta em aveia: hibridação artificial x 
mutação induzida. Revista Brasileira Agrociência, v. 10, n. 3, p. 273–280, 2004. 
CBPA –COMISSÃO BRASILEIRA DE PESQUISA DE AVEIA. LÂNGARO, N. C.; 
CARVALHO, I. Q. Indicações técnicas para cultura da aveia. Editora UPF, Passo Fundo, 
2014, 136p. 
 
 
 
 
 
79 
Tabela 1. Desempenho médio de cultivares e linhagens de aveia branca quanto ao ciclo, estatura de plantas 
(EST), rendimento de grãos (RG), peso do hectolitro (PH) e rendimento industrial (RI) no município 
do Capão do Leão, em 2016. CGF/FAEM/UFPel, Pelotas - RS, 2017. 
Genótipos Ciclo EST RG PH RI 
UPF 085233-1-2-2 148,33 a 103,33 a 3838,33 c 49,75 b 2323,20 c 
AL 1284 147,67 a 105,00 a 4801,00 b 51,15 a 2821,05 c 
AL 1253 145,67 a 100,00 a 3582,67 d 52,54 a 1991,42 d 
UPF 08S212-6-2-1 145,33 a 85,67 b 2477,00 f 48,62 b 1351,19 e 
UFRGS 146060-1 145,33 a 93,33 b 5255,00 a 51,53 a 3647,40 a 
UFRGS 146155-3 145,33 a 94,67 b 3711,33 c 51,67 a 2518,20 c 
UFRGS 146046-3 145,00 a 90,67 b 4531,00 b 50,50 a 3150,62 b 
IPR Afrodite 144,67 a 108,00 a 3779,00 c 51,24 a 2033,10 d 
UFRGS 146070-3 144,33 a 90,33 b 4580,00 b 52,68 a 2826,23 c 
UFRGS 146173-1 144,00 a 95,33 b 3879,67 c 52,46 a 2496,85 c 
UFRGS 146185-3 144,00 a 102,00 a 3753,00 c 54,00 a 2416,18 c 
AL 1283 143,67 b 99,33 a 4002,00 c 52,73 a 2598,24 c 
UFRGS 137127-6 143,67 b 84,33 b 4365,33 b 51,78 a 2625,28 c 
UFRGS 146031-8 143,67 b 84,33 b 3290,33 d 49,66 b 2287,25 c 
UFRGS 146061-4 143,67 b 91,33 b 3070,67 d 51,62 a 1827,84 d 
UFRGS 127013-1 143,33 b 98,00 a 3561,33 d 53,21 a 1990,05 d 
UFRGS 146030-4 143,33 b 85,00 b 2923,33 e 48,98 b 1941,45 d 
UPF 03H2003-4PN-1-2 143,33 b 92,00 b 3271,67 d 52,63 a 2119,96 d 
AL 15027 143,00 b 98,33 a 5138,00 a 50,96 a 3039,62 b 
UFRGS 146171-1 143,00 b 95,67 b 3172,67 d 55,42 a 2356,02 c 
UFRGS 146048-5 142,67 b 93,67 b 3323,33 d 51,56 a 2157,76 d 
UFRGS 146155-1 142,67 b 94,00 b 5085,00 a 53,80 a 3741,99 a 
UPF 23H3000 142,67 b 85,67 b 3001,33 e 52,34 a 1483,21 e 
AL 1248 141,67 b 84,33 b 2954,00 e 49,35 b 1715,42 e 
UFRGS 137117-1 141,67 b 89,67 b 2807,67 e 54,15 a 1803,01 d 
UFRGS 137140-1 141,67 b 83,00 b 4048,00 c 52,41 a 2758,75 c 
UFRGS 136072-3 141,33 b 91,67 b 2520,33 f 49,23 b 1327,88 e 
FAEM 007 141,00 b 107,33 a 3174,33 d 49,24 b 1806,48 d 
UFRGS 146085-5 141,00 b 103,67 a 4586,67 b 50,63 a 3282,03 b 
UFRGS 136071-1 140,67 b 98,33 a 2532,00 f 50,50 a 1526,13 e 
UFRGS 137117-2 140,67 b 77,00 b 2014,33 f 52,60 a 1246,15 e 
AL 15016 140,67 b 69,00 b 3202,00 d 48,69 b 1804,08 d 
FAEM 006 140,00 c 109,67 a 3649,33 d 46,89 b 1909,04 d 
UFRGS 137023-1 140,00 c 94,00 b 2896,67 e 53,19 a 1805,30 d 
UPFA Ouro 139,00 c 106,67 a 3436,33 d 48,72 b 2230,87 d 
Barbarasul 138,33 c 92,00 b 3168,67 d 49,15 b 1682,17 e 
URS FapaSlava 138,00 c 90,00 b 3006,00 e 45,50 b 1693,23 e 
 
 
 
80 
FAEM 4Carlasul 138,00 c 107,33 a 3537,00 d 50,62 a 1859,87 d 
URS Guria 138,00 c 113,00 a 3124,33 d 50,36 a 1381,97 e 
Brisasul 137,67 c 97,67 a 3113,00 d 48,37 b 1692,28 e 
URS Torena 137,67 c 111,67 a 2889,33 e 49,87 b 1821,77 d 
URS Brava 137,67 c 110,33 a 3730,00 c 51,67 a 1837,18 d 
IPR Artemis 137,33 c 101,00 a 3844,67 c 42,56 b 2227,13 d 
URS Charrua 137,33 c 104,00 a 2788,33 e 49,72 b 1821,99 d 
FAEM 5 Chiarasul 136,67 d 104,33 a 3302,00 d 51,03 a 1693,40 e 
URS Estampa 136,67 d 116,00 a 3630,67 d 51,55 a 2230,20 d 
URS Altiva 136,67 d 104,67 a 2567,00 f 47,93 b 1703,35 e 
UPFPS Farroupilha 136,33 d 96,33 b 2590,33 f 49,68 b 1646,95 e 
URS Corona 136,00 d 107,00 a 3338,00 d 47,49 b 2046,35 d 
URS 21 135,67 d 112,00 a 3862,33 c 54,10 a 2207,10 d 
URS Tarimba 135,33 d 98,33 a 2370,00 f 49,24 b 1121,04 e 
URS Taura 135,00 d 85,00 b 2918,33 e 48,34 b 1638,28 e 
URS Guará 134,33 d 102,67 a 3519,00 d 50,60 a 2358,71 c 
UPFA Gaudéria 133,67 d 96,33 b 3602,33 d 47,92 b 2343,95 c 
Médias seguidas de mesma letra, nas colunas, não diferem estatisticamente pela comparação de médias de Scott 
e Knott a 5% de significância. 
 
Tabela 2. Resumo da análise de contribuição relativa dos caracteres avaliados para dissimilaridade genética de 
cultivares e linhagens de aveia branca, segundo método proposto por Singh (1981). 
CGF/FAEM/UFPel, Pelotas - RS, 2017. 
Caráter S.J Valor % 
Ciclo 9386,55 25,51 
EST 3912,68 10,63 
RG 14197,06 38,58 
PH 2479,04 6,74 
RI 6826,72 18,55 
Ciclo em dias; EST= estatura de plantas (em cm); RG= rendimento de grãos (Kg ha-1); PH= peso hectolitro (kg hl-1) e RI= 
rendimento industrial (Kg ha-1). 
 
 
 
 
 
81 
Tabela 3. Agrupamentos de cultivares e linhagens de aveia branca, realizados pelo método de Tocher, com 
base na distância generalizada de Mahalanobis (D2). CGF/FAEM/UFPel, Pelotas-RS, 2017. 
Grupo Genótipos 
1 
UFRGS 146048-5, UPF 03H2003-4PN-1-2, UFRGS 146061-4, UFRGS 127013-1, AL 1253, 
UFRGS 146185-3, UFRGS 146173-1, UFRGS 146155-3, AL 1283, IPR Afrodite e UFRGS 
146031-8 
2 URS Charrua, URS Torena, URS Altiva, UPFPS Farroupilha, UFRGS 136071-1, Brisasul, FAEM 
007 e UFRGS 137023-1 
3 
FAEM 04 Carlasul, URS Brava, FAEM 05 Chiarasul, URS Guria, FAEM 006, Barbarasul, URS 
Corona, UPFA Ouro e URS Estampa 
4 UFRGS 137127-6, UFRGS 146070-3, UFRGS 146046-3 e UFRGS 137140-1 
5 
AL 1248, UFRGS 146030-4, UPF 23H3000,UFRGS 137117-1, UFRGS 136072-3 e UPF 08S212-
6-2-1 
6 UPFA Gaudéria e URS Guará 
7 UFRGS 146060-1 e UFRGS 146155-1 
8 URS FapaSlava e URS Taura 
9 URS Tarimba 
10 AL 15016 
11 IPR Artemis 
12 UFRGS 137117-2 
13 URS 21 
14 UFRGS 146171-1 
15 UPF 085233-1-2-2 
16 UFRGS 146085-5 
17 AL 15027 
18 AL 1284 
 
 
 
82 
 
CARACTERIZAÇÃO DO FILOCRONO E DA TRANSIÇÃO MERISTEMÁTICA EM 
AVEIA HEXAPLÓIDE 
 
Vanessa de Freitas Duarte
1
, Andriele Wairich
2
, Carla Andrea Delatorre
3
 
 
 
A aveia branca (Avena sativa L.) é uma gramínea anual que representa uma excelente 
opção de cultivo de inverno no Sul do Brasil, podendo ser utilizada tanto para alimentação 
humana e animal, como também para cobertura do solo, viabilizando o sistema de plantio 
direto, devido à grande quantidade de matéria seca produzida pela planta. 
O filocrono é uma variável do desenvolvimento vegetativo definida como sendo o 
intervalo entra a emissão de duas folhas sucessivas de um colmo, expressa em função da 
temperatura (soma térmica). O ciclo de desenvolvimento da cultura da aveia pode variar de 
120 a mais de 200 dias, de acordo com a interação entre as condições ambientais e as 
exigências de cada genótipo (Castro et al., 2012). Esta interação genótipo-ambiente, 
principalmente com relação à temperatura e ao fotoperíodo, afeta diretamente o filocrono e o 
desenvolvimento fenológico da cultura, para os genótipos responsivos a tais fatores. A maior 
variação no ciclo da cultura ocorre no número de dias necessários entre a germinação e o 
florescimento. Para a quantificação do filocrono de um determinado genótipo, a 
contabilização do tempo de desenvolvimento vegetal é realizada através da soma térmica. Em 
aveia, essa variável é definida como a soma diária de unidades térmicas acima de zero e é 
expressa por graus-dia. Em elevadas temperaturas, observa-se que as plantas apresentam 
promoção precoce do florescimento (Wigge, 2013). Contudo, a forma como a soma térmica é 
contabilizada pelas plantas ainda não foi esclarecida. 
O objetivo do trabalho foi caracterizar fenotipicamente genótipos de aveia hexaplóide 
quanto ao filocrono, à área foliar, à influencia de elevadas temperaturas no desenvolvimento 
vegetativo e à diferenciação meristemática. 
 
1
 Estudante de agronomia, Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Porto Alegre, RS. 
 E-mail: vfreitasd@live.com 
2
 Eng. Bioprocessos e Biotecnologia, Estudante de doutorado, UFRGS. 
3
 Eng. Agr., PhD., Professor Associado Dep. de Plantas de Lavoura, UFRGS. 
 
 
 
83 
Para o cálculo do filocrono em aveia branca, foram desenvolvidos três experimentos. 
No primeiro, três genótipos de aveia, UFRGS 14 (ciclo intermediário-tardio), URS Guapa 
(ciclo precoce) e URS 078030-2 (ciclo superprecoce), foram semeados no final de maio 
(fotoperíodo mantido em 12 h), época de início da semeadura de aveia no RS. No segundo 
experimento, mais dois genótipos foram incluídos nas análises, UFRGS 930605 (ciclo 
intermediário-tardio) e UFRGS 8 (ciclo precoce), sendo semeados um total de cinco genótipos 
no início de outubro (início do fotoperíodo de 13 h), para verificar o efeito das altas 
temperaturas sobre as plantas. No terceiro experimento, os cinco genótipos de aveia foram 
crescidos em câmara de crescimento, sob temperatura (17ºC) e fotoperíodo (14 h) constantes. 
Em todos os experimentos as plantas foram cultivadas em vasos de 1,1 L, com uma planta por 
vaso. A temperatura foi registrada a cada 15 minutos por um registrador eletrônico, entre a 
germinação e o florescimento. Foi utilizada a Escala Haun (Haun, 1973) para avaliar o 
desenvolvimento das plantas, 3 vezes por semana. Nos dois primeiros experimentos, os vasos 
foram dispostos em blocos casualizados, com 10 repetições por genótipo. No terceiro, foram 
utilizadas 12 repetições por genótipo. A soma térmica foi calculada através da fórmula GD = 
Σ(Tm – Tb), onde: GD = graus-dia, Tm = temperatura média, Tb = temperatura basal. Para os 
cereais de inverno, a temperatura basal é equivalente a 0ºC. A soma térmica necessária para o 
florescimento da cultura foi calculada como sendo o número de graus-dia acumulados no 
período entre a emergência e o florescimento. O filocrono foi estimado como o inverso do 
coeficiente angular da regressão linear simples entre o estádio Haun do colmo principal e a 
soma térmica acumulada (Xue et al, 2004) para cada repetição. O número de fitômeros 
também foi mensurado. 
Para a quantificação da área foliar, os cinco genótipos de aveia já descritos foram 
crescidos em câmara de crescimento com temperatura de 17ºC, fotoperíodo de 14 h e 
intensidade luminosa de 627 µmol.m
-2
.s
-1
. No florescimento, foi mensurada a área foliar da 
folha bandeira (última) e da folha bandeira-1 (penúltima folha) através do medidor de área 
foliar LI3100C (Li-cor Biosciences). Na determinação da temperatura máxima de 
desenvolvimento foliar, os genótipos URS 078030-2, URS Guapa e UFRGS 930605 foram 
dispostos em vasos de 1,1 L, com duas plantas por vaso e 12 repetições, e crescidos em 
câmara de crescimento BDW40 (Conviron), onde as condições de fotoperíodo e luminosidade 
foram, respectivamente, de 12 h e 627 µmol.m
-2
.s
-1
. As temperaturas utilizadas na avaliação 
foram 23, 25, 28, 30 e 33ºC. Foi avaliado o desenvolvimento vegetativo das plantas, através 
da Escala Haun, 3 vezes por semana, e o tempo cronológico requerido para a expansão de 
uma folha foi calculado para cada temperatura. 
 
 
 
84 
Objetivando definir em qual estágio da Escala Haun o meristema das plantas se 
diferencia, passando do estádio vegetativo para o reprodutivo, plantas dos cinco genótipos 
foram crescidas em câmara de crescimento com temperatura de 17ºC, 12 h de fotoperíodo e 
627 µmol.m
-2
.s
-1
 de luminosidade, com 40 repetições por genótipo. A Escala Haun foi 
utilizada para avaliar o desenvolvimento dos genótipos três vezes por semana, e três plantas 
por genótipo foram coletadas em cada avaliação e o meristema apical foi isolado em 
laboratório, com o auxílio de uma lupa estereoscópica. O estádio de desenvolvimento do 
meristema apical foi estimado com base em Bonnet (1966). 
Em todas as avaliações, os dados foram submetidos à análise de variância e comparados 
pelo teste de Tukey, a 5% de probabilidade. 
Na semeadura de maio, a soma térmica requerida pelos genótipos para o florescimento 
variou em 53%, com 1098ºC para UFRGS 14 e 587ºC para URS 078030-2. A soma térmica é 
afetada pelo filocrono e pelo número de fitômeros desenvolvidos. No entanto o filocrono 
destes genótipos diferiu em apenas 18%. Enquanto o número de fitômeros desenvolvidos até 
o florescimento foi 40% maior em UFRGS 14, quando comparada à URS 078030-2 (Tabela 
1). Na semeadura de outubro, a temperatura na casa de vegetação variou de 11,6 a 69,2ºC. O 
genótipo precoce URS Guapa apresentou uma soma térmica similar à linhagem superprecoce 
URS 078030-2, que, por sua vez, necessitou de aproximadamente 70% da soma térmica 
requerida pelos genótipos de ciclo intermediário-tardio. No entanto, não houve diferença 
estatística entre o filocrono de URS 078030-2 e UFRGS 14. No terceiro experimento, 
mantido em baixa temperatura (17ºC), os genótipos URS Guapa, UFRGS 8 e URS 078030-2 
tiveram requerimentos térmicos similares para atingirem o florescimento. Nos três 
experimentos, a soma térmica requerida apresentou correlação de mais de 80% com o número 
de fitômeros desenvolvidos até o florescimento dos genótipos. 
Devido aos resultados obtidos no experimento para avaliação do filocrono semeado na 
primavera, foi avaliado o desenvolvimento foliar dos cinco genótipos em condições de altas 
temperaturas. Em todos os genótipos, as temperaturas elevadas reduziram a taxa de 
desenvolvimento foliar. Aos 30ºC as plantas de UFRGS 930605 apresentavam as pontas das 
folhas secas, e aos 33ºC somente4 plantas desse genótipo conseguiram expandir 
completamente uma folha. A linhagem URS 078030-2 apresentou comportamento 
diferenciado dos demais genótipos. Aos 25ºC, o genótipo aumentou a taxa de 
desenvolvimento foliar, em comparação aos 23ºC. Aos 28ºC, o desenvolvimento foliar foi 
similar ao encontrado aos 23ºC. Nas temperaturas de 30 e 33ºC houve redução na taxa de 
 
 
 
85 
desenvolvimento foliar da linhagem, contudo, sem alterações morfológicas nas folhas 
desenvolvidas. 
Na avaliação do número de fitômeros, a linhagem URS 078030-2 apresentou os 
menores valores dentre os genótipos avaliados, Com isso, foi realizada a estimativa da área 
foliar dos genótipos, para verificar se há alguma compensação em área foliar quando o 
número de fitômeros desenvolvidos é menor. Foram encontradas pequenas diferenças na área 
da folha bandeira entre os genótipos avaliados. A linhagem URS 078030-2 não apresentou 
diferença estatística em relação à folha bandeira-1 com a cultivar URS Guapa. Dos genótipos 
avaliados, a UFRGS 930605 apresentou a menor área foliar, tanto da folha bandeira como da 
folha bandeira-1. 
A transição do meristema da fase vegetativa para reprodutiva ocorreu em estágios de 
desenvolvimento foliar bastante distintos em cada genótipo. A linhagem URS 078030-2 foi a 
que diferenciou os primórdios florais mais cedo, com estádio Haun de 2.2, enquanto que a 
cultivar UFRGS 930605 foi a que diferenciou os primórdios florais mais tarde, no estágio 
Haun de 4.6. 
A temperatura do ar possui grande influência sobre o desenvolvimento das plantas. 
Apesar das diferenças observadas no filocrono, o ciclo dos genótipos apresenta correlação 
mais acentuada com o número de fitômeros produzidos. UFRGS 930605 e UFRGS 14, de 
ciclo intermediário-tardio, apresentaram a maior soma térmica em todas as condições 
avaliadas. Entretanto, o filocrono desses genótipos não diferiu estatisticamente do filocrono 
da linhagem superprecoce, em condições de altas temperaturas e temperatura baixa constante. 
O genótipo URS 078030-2 apresentou a menor soma térmica e o menor número de 
fitômeros produzidos. Contudo, sabe-se que apesar desta redução de ciclo, a produção de 
grãos não é afetada (Marcelo T. Pacheco, comunicação pessoal). Esse genótipo também 
apresentou a maior tolerância a temperaturas elevadas. Enquanto nos outros genótipos, a 
temperatura responsável pela maior taxa de desenvolvimento foi de 23ºC, na URS 078030-2, 
foi de 25ºC. Isso pode explicar a similaridade entre o filocrono deste genótipo com os 
genótipos de ciclo precoce. 
 
Referências 
BONNET, O. T. Inflorescences of maize, wheat, rye, barley, and oats: their initiation and 
development. Urbana, 1966. 105p. 
CASTRO, G. S. A.; COSTA, C. H. M. da; NETO, J. F. Ecofisiologia da aveia branca. 
Scientia Agraria Paranaensis. v.11, n.3, 2012, 15p. 
 
 
 
86 
HAUN, J. R. Visual quantification of wheat development, Agronomy Journal. Madison, v. 65, 
n. 1, p. 116-119. 1973. 
XUE, Q. W.; WEISS, A.; BAENZIGER, P. S. Predicting leaf appearance in field-grown 
winter wheat: evaluating linear and non-linear models. Ecological Modelling, v. 175, p. 261-
270, 2004. 
WIGGE, P. A. Ambient temperature signalling in plants, Current Opinion in Plant Biology, 
Amsterdam, v. 16, p. 661-666, 2013. 
 
 
Tabela 1. Distinção entre os genótipos avaliados quanto ao filocrono (°C dia/folha), número de fitômeros e 
soma térmica (ºC dia) em três condições ambientais. 
Genótipo 
Semeadura outubro Semeadura maio Câmara (17oC) 
Filocrono 
Nº 
Fitômeros 
Soma 
Térmica 
Filocrono 
Nº 
Fitômeros 
Soma 
Térmica 
Filocrono 
Nº 
Fitômeros 
Soma 
Térmica 
URS 078030-2 149,53 ab* 7,00 c 1245,45 c 102,33b 7,55 c 587,20 c 103,85 ab 5,33 c 673,13 b 
URS Guapa 143,19 b 7,50 c 1293,25 c 100,34b 9,50 b 835,33 b 89,08 c 6,08 c 677,48 b 
UFRGS 8 144,06 b 9,11 b 1518,43 b NA NA NA 108,56 a 5,42 c 689,10 b 
UFRGS 14 171,90 a 10,35 b 1929,58 a 125,53 a 10,50 a 1098,04 a 105,06 a 9,50 b 1134,81 aa 
UFRGS 930605 134,25 b 11,70 a 1839,19 a NA NA NA 94,45 bc 11,17 a 1196,21a 
NA, não avaliado 
*Médias com letras iguais na coluna não diferem estatisticamente entre si pelo teste de Tukey a 5% de probabilidade. 
 
 
 
 
 
87 
Tabela 2. Distinção entre os genótipos avaliados quanto à área foliar e ao momento da diferenciação 
meristemática. 
Genótipo 
Área Foliar (cm²) 
Diferenciação Meristemática 
(Escala Haun) 
F. bandeira F. bandeira-1 
URS 078030-2 19,65 ab* 42,06 ab 2,2 e 
 URS Guapa 20,88 a 44,72 a 2,8 d 
 UFRGS 8 16,27 ab 34,70 cd 3,4 c 
 UFRGS 14 17,75 ab 37,66 bc 4,2 b 
UFRGS 930605 15,77 b 31,26 d 4,6 a 
*Médias com letras iguais na coluna não diferem estatisticamente entre si pelo teste de Tukey a 5% de probabilidade. 
 
 
Figura 1. Taxa de desenvolvimento foliar de URS 078030-2, URS Guapa e UFRGS 930605 quando expostos 
a diferentes temperaturas. 
 
 
88 
 
ANÁLISE MULTIVARIADA APLICADA A CARACTERES DE INTERESSE EM 
AVEIA BRANCA 
 
Vianei Rother
1
, Cezar Verdi
1
, Liamara Bahr Thurow
1
, Rodrigo Danielowski
1
, 
Mariana Peil da Rosa
1
, Raissa Martins
1
, Victoria de Oliveira
2
, 
Luciano Carlos da Maia
3
, Antonio Costa de Oliveira
3
. 
 
 
A aveia branca (Avena sativa L.) é uma gramínea de inverno, pertencente à família 
Poaceae, e apresenta o seu cultivo difundido em várias regiões do mundo. O vasto cultivo se 
deve pelas múltiplas aptidões e finalidades de uso na alimentação humana ou animal 
(LANGARO et al, 2014). O cultivo da aveia branca não está entre as culturas do mundo, 
porém, a sua importância maior está em algumas regiões onde o cereal é parte fundamental 
dos sistemas produtivos. 
A obtenção de cultivares que possuam alto potencial produtivo e adaptadas à expansão 
do cultivo em diversas regiões é fundamental para consolidar a cultura no cenário agrícola. 
Diante disso, os programas de melhoramento genético de plantas são constantemente 
desafiados a estabelecer estratégias para facilitar e agilizar a identificação de genótipos que 
contenham a capacidade de atender os interesses do produtor, indústria e mercado 
consumidor. 
Existem vários métodos de melhoramento de plantas autógamas que podem ser 
adotados para a condução e seleção de gerações segregantes. Um dos mais usados é o método 
SSD (Single Seed Descent). O método SSD foi proposto para superar algumas limitações que 
os métodos genealógico e populacional continham. As principais vantagens do método são a 
possibilidade de realizar o avanço de mais de uma geração por ano e a manutenção da 
variabilidade original da população (CARVALHO et al., 2008). As modificações no método 
SSD clássico são feitas para evitar a perda de genótipos desde a população F2 até a geração 
 
1
 Eng. Agr., Estudante de doutorado, Universidade Federal de Pelotas. Pelotas, RS. 
E-mail: v.rother@hotmail.com 
2
 Eng. Agr., Estudante de mestrado, UFPEL. 
3
 Eng. Agr., Doutor, Professor Dep. de Fitomelhoramento, UFPEL. 
 
 
 
89 
F6, onde se busca ter a máxima variabilidade possível. Também são feitas modificações para 
explorar mais a variabilidade existente na geração F2 no caso de genitores contrastantes 
(BORÉM e MIRANDA, 2013). 
A utilização das análises univariadas e multivariadas como ferramenta do melhorista, 
possibilita compreender as inter-relações dos caracteres, além de possibilitar a compreensão 
da variação genética envolvida nesses genótipos. Diante disso, o objetivo deste trabalho foi 
discriminar os genótipos de aveia branca através das análises multivariadas avaliando a 
importância de cada caráter na formação dos grupos. 
O experimento foi realizado no Centro Agropecuário da Palma, na área experimental do 
Centro de Genômica e Fitomelhoramento, localizado no município do Capão do Leão - RS 
pertencente a Universidade Federal de Pelotas, no ano de 2015. O delineamento do 
experimento foi de blocos incompletoscom testemunhas intercalares, sendo estas os próprios 
genitores. O espaçamento utilizado foi de 0,2 m entre linhas e 0,2 m entre plantas. 
As avaliações foram realizadas em famílias F6 oriundas do cruzamento entre as 
cultivares Albasul x UPF 15, conduzidas sob dois métodos de seleção. Os métodos de 
condução adotados foram o SSD clássico (SSDC), com avanço de seleção de apenas uma 
semente por planta e condução de 30 famílias, e o SSD com modificações (SSDM) propostas 
pelo programa de melhoramento de aveia do Centro de Genômica e Fitomelhoramento 
FAEM/UFPel, com a condução de 120 famílias (SILVEIRA, 2015). Os caracteres avaliados 
foram: estatura de plantas (EST, em centímetros), panículas por planta (PP, em unidades), 
espiguetas da panícula principal (ESP, em unidades), massa da panícula principal (MPP, em 
gramas) grãos da panícula principal (GPP, em unidades), massa de grãos da panícula principal 
(MGPP, em gramas), número total de grãos (NTG, em unidades), massa total de grãos (MTG, 
em gramas) e massa de mil grãos (MMG, em gramas). 
Os dados foram submetidos à análise de variância a 5% de probabilidade com intuito de 
verificar as pressuposições. A contribuição relativa dos caracteres foi obtida pelo método de 
Singh (1981). Empregou-se a análise de componentes principais com a finalidade de 
evidenciar a dispersão dos genótipos conjuntamente com as variáveis, da mesma forma 
procedeu-se o método de agrupamento otimizado de Tocher. O software utilizado para as 
análises foi o programa GENES (CRUZ, 2013). 
O gráfico da dispersão (Figuras 1A e 1B) apresenta os componentes principais 
juntamente com as variáveis em um gráfico biplot. Obteve-se uma melhor visualização dos 
grupos através do método de agrupamento de Tocher através do qual foi observado a 
formação de sete grupos entre as famílias do método SSDC. Quando é analisado o 
 
 
 
90 
agrupamento das famílias conduzidas sob o método SSDM se observa a formação de 14 
grupos. A condução de um maior número de famílias proporciona a identificação de 
indivíduos com ideótipos específicos e aumenta a possibilidade de obtenção de genótipos 
transgressivos. A formação de um maior número de grupos, a partir das mesmas plantas F2, é 
decorrente do aumento do número de famílias conduzidas no método SSDM. 
Na tabela 1 foi apresentada a contribuição dos caracteres avaliados na formação dos 
grupos. Para a formação dos grupos entre as famílias do método SSD os caracteres ESP, GPP 
e NTG foram responsáveis por 42,69% da variabilidade existente entre as famílias e foram 
determinantes para a formação dos grupos. O caráter EST foi responsável por apenas 8% da 
variação entre as famílias sendo o caráter que menos contribui na formação dos grupos. 
Para as famílias conduzidas no método SSDM os caracteres ESP, GPP e NTG 
novamente foram responsáveis por maior parte da variabilidade existente entre as famílias, 
somando 41% de contribuição na formação dos grupos. O caráter MPP teve a menor 
contribuição na formação dos grupos com 9,19%. 
Em geral se observa um comportamento semelhante entre os métodos na importância 
dos caracteres em formar grupos similares dentro deles e diferentes entre si. 
Diante dos resultados obtidos é possível afirmar que, as modificações no método SSD 
possibilitam a identificação de um número maior de genótipos transgressivos que resulta na 
formação de um número maior de grupos. 
As modificações no método SSD não altera a contribuição relativa dos caracteres para a 
variabilidade entre as famílias. 
 
Referências 
BORÉM, A.; MIRANDA, G.V. Melhoramento de plantas. 6.ed. Viçosa: Ed. Viçosa, 2013. 
523p. 
CARVALHO, F.I.F.; et al. Condução de populações no melhoramento genético de 
plantas. 2.ed. Pelotas: Editora Universitária, 2008. 
CRUZ, C.D. GENES – a software package for analysis in experimental statistics and 
quantitative genetics. Acta Scientiarum, Maringá, v.35, n.3, p.271-276, 2013. 
LÂNGARO, N.C.; CARVALHO, I.Q. Comissão Basileira de Pesquisa em aveia: 
Indicações técnicas para cultura da aveia. 1.ed. Passo Fundo: Editora UPF, 2014. 136p. 
SILVEIRA, S.F.S. Estratégias de seleção em aveia branca (Avena sativa L.) visando 
rendimento de grãos e qualidade nutricional. 2015. 78f. Tese (Doutorado agronomia). 
Programa de Pós-Graduação em Agronomia. Universidade Federal de Pelotas, Pelotas, 2015. 
 
 
 
91 
SINGH, D. The relative importance of characters affecting genetic divergence. The Indian 
Journal of Genetics e Plant Breeding, v.41, p.237-245, 1981. 
 
 
Tabela 1. Contribuição relativa de Singh dos caracteres para os caracteres EST, PP, ESP, MPP, GPP, MGPP, 
NTG, MTG e MMG para famílias F6 oriundas do cruzamento entre as cultivares Albasul x UPF 
15.CGF/FAEM/UFPel – Pelotas, RS. 
Variável 
SSD SSDM 
S. j Valor em % S. j Valor em % 
PP 53,08 9,59 322,44 9,99 
ESP 80,87 14,62 382,68 11,86 
MPP 52,90 9,56 296,49 9,19 
GPP 85,56 15,47 436,85 13,54 
MGPP 52,46 9,48 300,82 9,32 
MTG 56,48 10,21 321,54 9,97 
EST 49,58 8,96 357,44 11,08 
NTG 69,83 12,62 503,40 15,60 
MMG 52,24 9,44 303,34 9,40 
SSDC= Método SSD Clássico; SSDM= Método SSD Modificado. EST: estatura de plantas, PP: panículas por planta, ESP: 
espiguetas da panícula principal, MPP: massa da panícula principal, GPP: grãos da panícula principal, MGPP: massa de grãos 
da panícula principal, NTG: número total de grãos, MTG: massa total de grãos e MMG: massa de mil grãos. 
 
Figura 1A. Dispersão gráfica dos componentes principais juntamente com as variáveis biplot, para os métodos 
SSD Clássico. CGF/FAEM/UFPel – Pelotas, RS 
 
 
 
 
92 
 
Figura 1B. Dispersão gráfica dos componentes principais juntamente com as variáveis biplot, para os métodos 
SSD Clássico e SSD com modificações. CGF/FAEM/UFPel – Pelotas, RS 
 
 
 
93 
 
 
 
2. Ensaios da Comissão 
Brasileira de Pesquisa de 
aveia 
 
 
 
 
 
 
 
 
94 
 
 
 
 
 
 
2.1. Ensaios de Aveia Branca 
 
2.1.1. Ensaio Brasileiro de Cultivares de Aveia 
Branca 
 
 
95 
 
ENSAIO BRASILEIRO DE CULTIVARES DE AVEIA BRANCA – 
EBCA EM CAPÃO DO LEÃO – RS, 2016 
 
Adriano Holzmeier
1
, Airton da Silva², Latóia Eduarda Maltzahn², Lucas Maciel Müller², 
Bruna Possebon
3
, Cezar Augusto Verdi
3
, Camila Pegoraro
4
, Antônio Costa de Oliveira
4
 
 
 
A aveia branca (Avena sativa L.) é uma cultura que possui uma área significativa de 
cultivo no Brasil e que se destaca por sua grande diversidade de usos. Muito utilizada na 
alimentação animal, tanto como forragem ou como em grãos, a aveia tem ainda um grande 
mercado na alimentação humana, onde é consumida in natura ou processada na forma de 
flocos, farinhas e farelos, podendo trazer diversos benefícios à saúde (KRISTENSEN; 
BÜGEL, 2011). 
Contudo, as condições climáticas nas épocas e regiões de cultivo da aveia são propicias 
para incidência de doenças, entre elas se destacam a ferrugem da folha, ferrugem do colmo, 
mancha do alo amarelo e o nanismo amarelo (FORCELINI; REIS, 1997). A maioria delas 
geralmente controlada com aplicação de fungicidas, prática que se tornou essencial para 
alcançar altas produtividades (FAVERA, et al., 2009). Como forma de auxílio ao controle 
químico a obtenção de genótipos tolerantes ou resistentes a estas doenças pode ser de grande 
valia para o produtor rural. Neste contexto, o presente trabalho objetivou avaliar o 
desempenho das principais cultivares de aveia branca comercializadas no Brasil, quando 
cultivadas com e sem aplicação de fungicidas e com isso verificar o comportamento de 
resistência das cultivares identificando as que mantem a resistência e as que a resistência é 
quebrada ao passar dos anos. 
Este experimento é parte do Ensaio Brasileiro de Cultivares de Aveia (EBCA) e foi 
realizado no campo experimental do Centro de Genômica e Fitomelhoramento, situado no 
 
1
 Estudante de Graduação em Agronomia, FAI – Faculdades.2
 Estudante de Graduação em Agronomia, Universidade Federal de Pelotas, UFPel. 
3
 Estudante de Pós Graduação, UFPel. 
4
 Professor Dep. de Fitotecnia, UFPel. 
*Autor correspondente: adriano.holzmeier@outlook.com 
 
 
 
96 
Centro Agropecuário da Palma, pertencente a Universidade Federal de Pelotas (UFPel). Tal 
área encontra-se localizada no município de Capão do Leão, RS, e o ano de avaliação foi o de 
2016. O experimento foi conduzido em blocos casualizados com seis repetições, onde três 
destas receberam tratamento com fungicida (CF) e três permaneceram sem aplicação (SF), o 
fungicida utilizado foi do princípio ativo Tebuconazole, a aplicação foi feita nas doses 
recomendadas para a cultura, sendo realizadas logo no aparecimento das primeiras pústulas de 
ferrugem da folha, as aplicações posteriores foram feitas assim que os sintomas da doença 
reapareceram, totalizando 4 aplicações. Foram avaliados os caracteres: acamamento (ACAM, 
em %), dias da emergência a floração (DEM), estatura de planta (EST, em centímetros), 
rendimento de grãos (RG, em kg ha
-1
), peso de hectolitro (PH, em kg hL
-1
) e massa de mil 
grãos (MMG, em g). Todos os caracteres foram avaliados em ambos os tratamentos em 23 
cultivares: UPFA Gaudéria, UPFA Ouro, UPFPS Farroupilha, IPR Afrodite, IPR Artemis, 
URS Fapa Slava, Barbarasul, Brisasul, FAEM 04 Carlasul, FAEM 05 Chiarasul, FAEM 006, 
FAEM 007, URS 21, URS Taura, URS Tarimba, URS Guria, URS Charrua, URS Torena, 
URS Corona, URS Estampa, URS Guará, URS Brava e URS Altiva. Cada parcela foi 
constituída de cinco linhas de cinco metros de comprimento. A semeadura foi realizada no 
sistema de plantio convencional com densidade de 300 sementes viáveis por m². A adubação 
e calagem foram realizadas com base na interpretação da análise de solo de acordo com o 
Manual de Adubação e Calagem Para os Estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina 
(Tedesco et al., 2004). A análise estatística foi efetuada utilizando o programa computacional 
Genes (CRUZ, 2013) utilizando o teste de Scott e Knott. 
Na Tabela 1 observa-se que para ACAM a maioria das cultivares apresentam diferença 
significativa quando comparando plantas tratadas e não tratadas com fungicida. As exceções 
foram as cultivares FAEM 05 Chiarasul, FAEM 006 e FAEM 007 que mesmo com a 
aplicação de fungicida, apresentaram elevados índices de acamamento. Quando se comparam 
as cultivares dentro de cada tratamento, observa-se que entre as plantas sem fungicida 
somente URS Altiva diferiu dos demais genótipos, evidenciando menor índice de 
acamamento. Já entre as plantas tratadas com fungicida se destacam as cultivares UPFA 
Gaudéria, UPFPS Farroupilha e URS Fapa Slava, que apresentaram os menores níveis de 
acamamento. Sugere-se que no tratamento com fungicida as plantas acamam menos devido às 
doenças acarretarem maior fragilidade do colmo, mais uma vez evidenciando a importância 
desse trato cultural para o bom desenvolvimento das plantas. 
Para DEM observou-se que todas as cultivares demostraram ciclo maior no tratamento 
com fungicida, pois, com menor incidência de doenças, as plantas permanecem verdes por 
 
 
 
97 
mais tempo. Quando se comparam as cultivares dentro de cada tratamento, observa-se que no 
tratamento com fungicida destacam-se as cultivares UPFA Gaudéria, UPFPS Farroupilha, 
URS 21, URS Taura, URS Tarimba, URS Corona, URS Guará, que apresentaram o menor 
ciclo. Já no tratamento sem fungicida as cultivares UPFA Gaudéria, URS Fapa Slava, 
Brisasul, FAEM 007, URS Taura, URS Tarimba, URS Guria, URS Estampa e URS Brava 
possuem menores ciclos e sendo úteis para cruzamento e seleção objetivando maior 
precocidade. 
Com relação a EST não houve variação entre cultivares nos diferentes tratamentos. 
Contudo no comparativo entre cultivares observa-se que no tratamento com fungicida 
destacaram-se UPFA Gaudéria, UPFPS Farroupilha, IPR Artemis, URS Fapa Slava, 
Barbarasul, Brisasul, URS Taura, URS Tarimba, com uma estatura menor. Já no tratamento 
sem fungicida observou-se que as cultivares UPFA Gaudéria, IPR Afrodite, IPR Artemis, 
URS Fapa Slava, Barbarasul, Brisasul, FAEM 05 Chiarasul, URS Taura, URS Tarimba, URS 
Charrua, URS Corona, URS Guará, foram as que se destacaram apresentando menor EST, 
sendo úteis para o melhoramento por reduzirem o índice de acamamento. 
Quanto a RG a maior parte das cultivares apresenta melhores resultados quando sob 
aplicação de fungicida, sendo URS Corona e URS Altiva as exceções. As cultivares UPFA 
Gaudéria, UPFA Ouro, IPR Afrodite, IPR Artemis, FAEM 04 Carlasul, FAEM 05 Chiarasul, 
FAEM 006, URS 21, URS Corona, URS Estampa, URS Guará e URS Brava foram as que 
demostraram um maior RG com aplicação de fungicida, enquanto que no tratamento sem 
fungicida a cultivar mais produtiva foi a URS Corona. 
Para PH a maioria das cultivares apresentaram desempenho superior no tratamento com 
fungicida, com exceção de UPFPS Farroupilha, IPR Artemis, URS Corona, URS Guará e 
URS Altiva, que não apresentaram diferença entre os tratamentos com ou sem fungicida. Na 
comparação entre cultivares não há variação entre plantas tratadas com fungicida, mas no 
tratamento sem fungicida a cultivar URS Altiva foi a que apresentou o PH mais elevado. A 
aplicação de fungicida aumenta o RG e o PH por controlar doenças que podem ocasionar 
manchas nas folhas, lesões no colmo da planta, influenciando negativamente nos processos de 
fotossíntese, transporte de seiva, má formação de fotoassimilados, entre outros fatores que 
permitindo a manutenção do potencial produtivo (CASTRO et al., 1999). 
Quanto a MMG a maior parte das cultivares apresenta resultados superiores quando 
comparando o tratamento com contra o sem fungicida. As exceções ficaram por conta das 
cultivares IPR Artemis, FAEM 05 Chiarasul, URS Charrua, URS Corona, URS Guará e URS 
Altiva, que não apresentaram diferença entre os tratamentos com e sem fungicida. Já quando 
 
 
 
98 
comparadas as cultivares entre si observa-se que dentro do tratamento com fungicida se 
destacaram UPFA Gaudéria, UPFA Ouro, UPFPS Farroupilha, FAEM 007, URS 21, URS 
Charrua, URS Torena, URS Corona, URS Estampa, URS Guará e URS Altiva. Para o 
tratamento sem fungicida as cultivares que se destacaram foram a FAEM 05 Chiarasul, URS 
Charrua, URS Corona, URS Guará e URS Altiva que apresentaram maior massa de mil grãos. 
Os resultados apresentados permitem concluir que o tratamento com fungicida é 
superior para a maioria dos caracteres avaliados. As cultivares URS Corona e URS Altiva não 
apresentam diferença significativa para EST, RG, PH e MMS quando submetidas aos 
tratamentos com e sem aplicação de fungicida, e foram as que se apresentaram melhores em 
desempenho e que podem ser utilizadas como fonte de resistência. 
 
Referências 
CASTRO, E. M. de et al. Qualidade de grãos em arroz. Circular Técnica, 34, Santo Antônio de 
Goiás, Go, 2009. Disponível em: 
<https://www.agencia.cnptia.embrapa.br/Repositorio/circ_34_000fxellcv702wyiv80soht9hyuxkq
dv.pdf>. Acesso em: 21 fev. 2017. 
CRUZ, C.D. GENES – a software package for analysis in experimental statistics and quantitative 
genetics. Acta Scientiarum. v.35, n.3, p.271-276, 2013. 
FAVERA, D. D. et al. Controle químico de doenças na cultura da aveia: chemical control of oat 
diseases. Revista da Fzva, Uruguaiana, v.16, n.1, p.42-51, 2009. 
KRISTENSEN M, BÜGEL S. A diet rich in oat bran improves blood lipids and hemostatic 
factors, and reduces apparent energy digestibility in young healthy volunteers. European 
Journal of Clinical Nutrition, v.65, p.1053–1058, 2011. 
TEDESCO, Marino J. et al. MANUAL DE ADUBAÇÃO E DE CALAGEM PARA OS 
ESTADOS DO RIO GRANDE DO SUL E DE SANTA CATARINA: Sociedade Brasileira de 
Ciência do Solo - Núcleo Regional Sul. 10. ed. Porto Alegre: Comissão de Química e Fertilidade 
do Solo - Rs/sc, 2004. 
 
 
Tabela 1. Análises de médias para 23 cultivares de aveia branca no ensaiobrasileiro de cultivares realizado em Capão do Leão RS no ano 2016 
 
Médias seguidas pelas mesmas letras maiúsculas na horizontal e minúsculas na vertical não diferem estatisticamente entre si a 5% de probabilidade pelo teste de Scott e Knott. CF= com 
fungicida, SF= sem fungicida, ACAM (%)= Acamamento em porcentagem, DEM (dias) = Dias emergência floração, EST (cm) = Estatura de planta em centímetros, RG (kg ha-1) = Rendimento 
de grãos em quilogramas por hectare, PH (kg hl-1) = Peso Hectolitro em quilogramas por hectolitro, MMG (g) = Massa de mil grãos em gramas. 
Genotipo 
ACAM (%) DEM (dias) EST (cm) RG (kg ha-1) PH (kg hl-1) MMG (g) 
CF SF CF SF CF SF CF SF CF SF CF SF 
UPFA Gaudéria 43 Bf 100 Aa 134 Ad 128 Bb 96,33 Ab 97,33 Ab 3602 Aa 1264 Bd 47,92 Aa 37,65 Bd 34,16 Aa 25,58 Bb 
UPFA Ouro 63 Bd 98 Aa 139 Ac 130 Ba 106,66 Aa 109,00 Aa 3436 Aa 1605 Bd 48,71 Aa 39,24 Bd 39,73 Aa 29,48 Ba 
UPFPS Farroupilha 35 Bf 93 Aa 136 Ad 130 Ba 96,33 Ab 101,66 Aa 2590 Ac 1907 Bc 49,68 Aa 46,49 Ab 34,80 Aa 27,98 Ba 
IPR Afrodite 55 Bd 93 Aa 145 Aa 132 Ba 108,00 Aa 95,00 Ab 3779 Aa 1782 Bc 51,24 Aa 36,56 Bd 30,13 Ab 19,88 Bc 
IPR Artemis 73 Bc 97 Aa 137 Ac 130 Ba 101,00 Ab 97,00 Ab 3845 Aa 2283 Bc 42,55 Aa 41,16 Ac 28,58 Ab 24,35 Ab 
URS Fapa Slava 40 Bf 100 Aa 138 Ac 127 Bb 90,00 Ab 85,33 Ab 3006 Ab 940 Bd 45,50 Aa 28,69 Bf 30,41 Ab 17,43 Bc 
Barbarasul 57 Bd 93 Aa 138 Ac 130 Ba 92,00 Ab 95,00 Ab 3169 Ab 1891 Bc 49,15 Aa 42,43 Bc 29,93 Ab 24,13 Bb 
Brisasul 60 Bd 100 Aa 138 Ac 127 Bb 97,66 Ab 92,00 Ab 3113 Ab 1322 Bd 48,36 Aa 33,71 Be 29,31 Ab 22,01 Bb 
FAEM 04 Carlasul 83 Bb 98 Aa 138 Ac 130 Ba 107,33 Aa 115,33 Aa 3537 Aa 2609 Bb 50,62 Aa 41,40 Bc 29,95 Ab 23,36 Bb 
FAEM 05 Chiarasul 93 Aa 100 Aa 137 Ac 130 Ba 104,33 Aa 98,00 Ab 3302 Aa 2533 Bb 51,03 Aa 44,00 Bc 30,26 Ab 32,53 Aa 
FAEM 006 92 Aa 100 Aa 140 Ab 129 Ba 109,66 Aa 107,66 Aa 3649 Aa 1875 Bc 46,88 Aa 35,36 Be 28,80 Ab 21,15 Bb 
FAEM 007 95 Aa 100 Aa 141 Ab 128 Bb 107,33 Aa 114,00 Aa 3174 Ab 1308 Bd 49,24 Aa 36,45 Bd 35,16 Aa 22,61 Bb 
URS 21 73 Bc 93 Aa 136 Ad 130 Ba 112,00 Aa 107,00 Aa 3862 Aa 2008 Bc 54,10 Aa 42,49 Bc 35,50 Aa 22,52 Bb 
URS Taura 50 Be 100 Aa 135 Ad 127 Bb 85,00 Ab 83,66 Ab 2918 Ab 1248 Bd 48,33 Aa 34,15 Be 31,06 Ab 23,11 Bb 
URS Tarimba 68 Bc 100 Aa 135 Ad 126 Bb 98,33 Ab 89,00 Ab 2370 Ac 1085 Bd 49,24 Aa 35,51 Be 32,30 Ab 22,68 Bb 
URS Guria 83 Bb 100 Aa 138 Ac 127 Bb 113,00 Aa 107,00 Aa 3124 Ab 1287 Bd 50,35 Aa 38,50 Bd 30,71 Ab 24,73 Bb 
URS Charrua 60 Bd 98 Aa 137 Ac 130 Ba 104,00 Aa 98,33 Ab 2788 Ac 2046 Bc 49,71 Aa 44,56 Bc 33,91 Aa 31,61 Aa 
URS Torena 67 Bc 95 Aa 138 Ac 130 Ba 111,66 Aa 103,00 Aa 2889 Ab 1331 Bd 49,86 Aa 39,63 Bd 35,58 Aa 27,23 Ba 
URS Corona 73 Bc 98 Aa 136 Ad 129 Ba 107,00 Aa 99,66 Ab 3338 Aa 3068 Aa 47,49 Aa 44,76 Ac 34,96 Aa 30,60 Aa 
URS Estampa 72 Bc 100 Aa 137 Ac 128 Bb 116,00 Aa 104,66 Aa 3631 Aa 1272 Bd 51,54 Aa 34,39 Be 33,35 Aa 17,65 Bc 
URS Guará 48 Be 95 Aa 134 Ad 131 Ba 102,66 Aa 93,33 Ab 3519 Aa 2509 Bd 50,60 Aa 46,99 Ab 34,71 Aa 30,50 Aa 
URS Brava 62 Bd 88 Aa 138 Ac 129 Bb 110,33 Aa 105,00 Aa 3730 Aa 2156 Bc 51,67 Aa 44,38 Bc 28,93 Ab 24,60 Ab 
URS Altiva 55 Bd 70 Ab 137 Ac 133 Ba 104,66 Aa 104,66 Aa 2567 Ac 2240 Ac 47,93 Aa 52,14 Aa 34,06 Aa 34,61 Aa 
 
 
 
100 
 
ENSAIO BRASILEIRO DE CULTIVARES RECOMENDADAS DE AVEIA BRANCA 
EM MAUÁ DA SERRA - PR, 2016 
 
Carlos Roberto Riede
1
, Kelly Pellizzaro
2
, Klever Márcio Antunes Arruda
1
, 
Paulo Frota de Moraes
3
, Quelson Luiz Martins Almeida
3
, Estela Alzira dos Santos Dias
3
 
 
 
Após o lançamento de novas cultivares para o sistema produtivo, elas continuam sendo 
avaliadas no âmbito da Comissão Brasileira de Pesquisa de Aveia (CBPA), para que o seu 
desempenho possa ser acompanhado ao longo dos anos de cultivo. Os ensaios de avaliação 
denominados de VCU são conduzidos em diferentes regiões do país e os resultados obtidos 
poderão indicar a continuidade ou a retirada de uma determinada cultivar do sistema 
produtivo (LÃNGARO et al., 2016). 
O objetivo deste trabalho experimental foi verificar em Mauá da Serra, região Norte do 
Paraná, o comportamento de diferentes cultivares de aveia já indicadas para cultivo pela 
pesquisa. 
O experimento foi conduzido na região de Mauá da Serra, norte do Paraná, sendo 
instalado na Fazenda Estância 3M, propriedade particular do parceiro Luiz Meneghel Neto, 
em Latossolo Vermelho distroférrico (EMBRAPA, 2006) localizado nas seguintes 
coordenadas geográficas: 23° 58’ S e 51° 19’ W e altitude de 847 m. O clima da região é do 
tipo Cfb, descrito como temperado mesotérmico com verões frescos, segundo classificação de 
Köpen. As precipitações pluviométricas no período experimental (maio a outubro) foram: 
279, 95 104, 168, 57 e 195 mm, respectivamente. 
O delineamento experimental utilizado foi de blocos casualizados, com parcelas 
subdivididas, sendo a parcela principal constituída pelos tratamentos com e sem fungicida e as 
subparcelas pelas cultivares, em três repetições (RIEDE et al. 2016). No total foram avaliadas 
23 cultivares. A semeadura foi realizada em 05/05/2013, com emergência ocorrendo em 
 
1
 Eng. Agr., Pesquisador, Instituto Agronômico do Paraná, Londrina, PR. E-mail: crriede@iapar.br, 
klever@iapar.br 
2
 Eng. Agr., Bolsista, Instituto Agronômico do Paraná, Londrina, PR. 
3
 Tec. Agric., Instituto Agronômico do Paraná, Londrina, PR.
 
mailto:crriede@iapar.br
 
 
 
101 
13/05/2013. A adubação de base foi realizada utilizando-se 200 kg ha
-1
 da formula 10-30-10. 
Cada parcela foi constituída de seis linhas de cinco metros. A densidade de semeadura 
utilizada foi de 300 sementes aptas por m
2
 e o espaçamento entre linhas de 0,17m. 
Nas parcelas tratadas com fungicida foram realizadas, para o controle das ferrugens e 
manchas foliares, três aplicações dos fungicidas a saber: (Helmstar 400 ml), no dia 12 de 
julho, (Propiconazole 500 ml), em 01 e 20 de agosto de 2016. Uma aplicação do inseticida 
Imidacloprid (100 ml) e duas aplicações do inseticida Nexide (50 ml) foram também 
realizadas para o controle de pulgões e lagartas. 
Foram procedidas as seguintes avaliações: Estatura de planta – EP, ferrugem da folha 
(incidência no estádio de grão leitoso), severidade de manchas foliares – MF, dias da 
emergência ao florescimento – DEF, dias do florescimento a maturação – DFM, dias da 
emergência à maturação – DEM, Intensidade de Acamamento, Peso do hectolitro – PH, 
Massa de mil grãos – MMG e Rendimento de Grãos desaristados – RGd, cujos principais 
resultados são apresentados nas tabelas 1 e 2. 
Através da análise variância para rendimento de grãos, verificou-se que os efeitos de 
cultivar não foram significativos, porém os efeitos de ambientes, sem e com fungicida, 
apresentaram significância pelo teste F, ao nível de 1% de probabilidade (CRUZ, 2013 e 
ZIMMERMANN, 2014). 
As médias de rendimento de grãos foram (4194 kg.ha
-1
) e (5674 kg.ha
-1
), 
respectivamente para os ambientes já citados. Rendimentos em 2016 foram melhores do que 
na safra de 2015. Na média de todas as cultivares, o tratamento fúngico representou um 
diferencial de ganho de 1480 kg.ha
-1
, o que nas condições ambientais de Mauá da Serra 
certamente foi uma tecnologia economicamente viável. 
Com base nas análises de agrupamento de médias, através do método de Scott-Knott 
(Tabela 1), foi possível identificar a formação de grupos únicos para os rendimentos médios 
entre os tratamentos sem e com fungicida. 
Considerando as médias gerais dos genótipos, isto é, independente do tratamento (com 
ou sem fungicida), o grupo de maiores produtividades ficou composto pelas cultivares FAEM 
04 Carlasul, (5266 kg.ha
-1
), URS Charrua, (5157 kg.ha
-1
), URS Guará, (5130 kg.ha
-1
), URS 
Altiva, (5097 kg.ha
-1
), URS Fapa Slava, (5067 kg.ha
-1
), URS Brava, (5059 kg.ha
-1
), e IPR 
Artemis, (5044 kg.ha
-1
). 
Assim como para rendimento de grãos, para acaracterística peso do hectolitro também 
não houve diferença significativa entre as cultivares tanto tratadas como não tratadas com 
 
 
 
102 
fungicida. Os destaques ficaram para URS Guará com PH=48, URS Estampa, com PH=47 e 
URS Fapa Slava, URS Guria, UPFA Gaudéria, e UPFA Ouro, todas com PH=46 kg.kl
-1
. 
Em relação a característica acamamento de plantas, houve diferença significativa pelo 
teste de F, ao nível de 1% de probabilidade, para cultivares, e de 2,5% para ambientes. O 
grupo de cultivares mais resistentes ao acamamento foi constituído por: URS Taura, URS 
Altiva, e URS Fapa Slava. 
Considerando-se a estatura de plantas, houve significância pelo teste F, ao nível de 1% 
de probabilidade tanto para cultivares como para ambientes. URS Taura, URS Fapa Slava, 
Brisasul, e IPR Artemis foram as mais baixas. As mais altas do ensaio foram FAEM 006, 
FAEM 007, URS Brava. 
Com relação à incidência da ferrugem da folha, diversas cultivares se destacaram 
positivamente, indicando baixo nível de infecção. As cultivares mais resistentes foram: URS 
Altiva, URS Charrua, URS Corona, e URS Guará. 
Considerando a incidência de manchas foliares, os destaques positivos, com baixa 
incidência de manchas, foram: URS Fapa Slava, URS Taura, URS Altiva, IPR Afrodite e 
URS Brava. 
Com relação ao ciclo, considerando-se os dias da emergência à maturação, destacaram-
se como mais precoces: URS Altiva, URS Guria, URS 21, URS Tarimba, UPFA Gaudéria, 
UPFA Farroupilha, URS Charrua e URS Corona. Já entre as mais tardias destacaram-se 
UPFA Ouro, Barbarasul, FAEM 4 Carlasul, FAEM 006 e FAEM 007. 
Em relação a característica massa de mil grãos, os destaques foram para UPFPS 
Gaudéria, URS Taura, URS Altiva, URS Corona e URS Torena. Já as de massa mais baixas 
foram IPR Afrodite, URS Fapa Slava e URS Estampa. 
Pode-se observar que entre as cultivares do EBCA, existe grande variabilidade dos 
dados obtidos. Isto permite que algumas cultivares destaques possam ser utilizadas como 
genitores promissores nos programas de melhoramento genético. Destaca-se ainda que o ano 
foi de altos rendimentos de grãos, devido principalmente ao clima e em especial à boa 
distribuição de chuvas na região de Mauá da Serra-PR. 
 
 
 
 
 
103 
Referências 
CRUZ, C. D. GENES - a software package for analysis in experimental statistics and 
quantitative genetics. Acta Scientiarum. v. 35, n. 3, p. 271-276, 2013. 
EMBRAPA - EMPRESA BRASILEIRA DE PESQUISA AGROPECUÁRIA. Centro 
Nacional de Pesquisa de Solos. Sistema brasileiro de classificação de solos. 7. ed. Rio de 
Janeiro, 2006. 
LÂNGARO, N.C.; PACHECO, M.T.; NAVA, I.C.; OLIVEIRA, A.C.; RIEDE, C.R.; 
OLIVEIRA, E. ARRUDA K.M.A.; ALMEIDA, J.L.; MOLIN, R.; GARRAFA, M.; SOUZA, 
C.A.; SILVA, J.A.G.; PAES de BARROS, V.L.N.; RIBEIRO, G. Análise conjunta do ensaio 
brasileiro de cultivares de aveia branca, 2015. In: Reunião da Comissão Brasileira de Pesquisa 
de Aveia, 36, 2016, Pelotas-RS. Resumos... Pelotas: UFPEL, 2016. Disponível em: 
<http://www.rcbpa.com.br/docs/trab-6-8817-171.pdf.> Acesso em 24 fev. 2017. 
RIEDE, C.R.; ARRUDA K.M.A.; PELIZZARO, K; ALMEIDA, Q.L.M. Ensaio Brasileiro de 
Cultivares Recomendadas de Aveia Branca em Mauá da Serra – PR, 2015. In: Reunião da 
Comissão Brasileira de Pesquisa de Aveia, 36, 2016, Pelotas-RS. Resumos... Pelotas: 
UFPEL, 2016. Disponível em:< http://www.rcbpa.com.br/docs/trab-7-2491-85.pdf> Acesso 
em 24 fev. 2017. 
ZIMMERMANN, F.J.P. Estatística Aplicada a Pesquisa Agrícola. Brasília: Embrapa, 2014. 
582p. 
 
 
 
104 
 
Tabela 1. Dados médios de rendimento de grãos, peso do hectolitro e acamamento para diferentes cultivares de aveia, sem (SF) e 
 com (CF) fungicida em Mauá da Serra- PR. IAPAR/2016.
Cultivar Rend. de grãos (kg ha-1) Rendimento de grãos Peso do Hect.(kg hl-1) 
SF CF médio (kg ha-1) SF CF SF CF 
FAEM 4 Carlasul 4405 B a 6126 A a 5266 41 A a 44 A a 57 A a 77 A a
URS Charrua 4370 B a 5943 A a 5157 42 A a 40 A a 83 A a 77 A a
URS Guará 4289 B a 5970 A a 5130 43 A a 48 A a 80 A a 80 A a
URS Altiva 4359 B a 5835 A a 5097 42 A a 42 A a 50 A a 47 A c
URS Fapa Slava 4241 B a 5892 A a 5067 42 A a 46 A a 43 A a 70 A b
URS Brava 4391 B a 5727 A a 5059 39 A a 44 A a 77 A a 75 A b
IPR Artemis 4302 B a 5786 A a 5044 40 A a 45 A a 68 A a 72 A b
Barbarasul 4188 B a 5891 A a 5040 41 A a 42 A a 60 A a 65 A b
URS Corona 4354 B a 5697 A a 5026 42 A a 44 A a 85 A a 82 A a
URS Taura 4328 B a 5680 A a 5004 44 A a 43 A a 42 A a 50 A c
IPR Afrodite 4185 B a 5805 A a 4995 39 B a 45 A a 83 B a 77 A a
FAEM 5 Chiarasul 4258 B a 5728 A a 4993 42 A a 44 A a 68 A a 80 A a
Brisasul 4251 B a 5700 A a 4976 42 A a 45 A a 55 A a 70 A b
URS Guria 4323 B a 5591 A a 4957 41 B a 46 A a 90 B a 85 A a
UPFPS Farroupilha 4257 B a 5627 A a 4942 41 A a 45 A a 83 A a 82 A a
UPFA Gaudéria 4222 B a 5535 A a 4878 41 A a 46 A a 80 A a 85 A a
FAEM 007 3889 B a 5759 A a 4824 40 A a 42 A a 67 A a 72 A b
URS 21 3781 B a 5835 A a 4808 41 A a 43 A a 82 A a 83 A a
URS Tarimba 4061 B a 5481 A a 4771 40 A a 41 A a 80 A a 80 A a
UPFA Ouro 4174 B a 5332 A a 4753 42 A a 46 A a 57 A a 67 A b
URS Estampa 3898 B a 5379 A a 4639 41 B a 47 A a 82 B a 83 A a
URS Torena 4172 A a 5025 A a 4599 43 A a 42 A a 78 A a 72 A b
FAEM 006 3758 B a 5157 A a 4458 40 A a 44 A a 77 A a 73 A b
Média 4194 5674 4934 41 44 71 74
*Medias seguidas pela mesma letra minúscula na vertical e maiúscula na horizontal, não diferem estatisticamente entre si pelo teste de Tukey 
 a 5% de probabilidade. 
Acamamento (%)
 
 
 
105 
 
Tabela 2. Dados médios de diferentes avaliações obtidos para diferentes cultivares de aveia, sem (SF) e com (CF) fungicida conduzidos em Mauá da Serra-PR
 IAPAR/2016.
Cultivar
SF CF SF CF SF CF SF CF SF CF SF CF SF CF
UPFA Gaudéria 117 123 57 0 20 0 77 74 46 48 123 122 31 35
UPFA Ouro 120 113 57 0 18 0 82 82 45 48 127 129 29 32
UPFPS Farroupilha 123 120 47 0 20 0 72 74 50 48 122 122 28 33
IPR Afrodite 117 113 23 0 13 0 82 81 46 45 128 126 24 28
IPR Artemis 107 107 22 0 20 0 78 76 46 49 124 125 26 32
URS Fapa Slava 103 97 33 0 12 0 79 79 45 46 124 125 26 28
Barbarasul 110 112 15 0 17 0 78 79 46 49 124 128 28 29
Brisasul 103 105 38 0 20 0 81 81 48 47 129 127 25 29
FAEM 4 Carlasul 113 120 27 0 13 0 81 80 46 47 126 126 30 31
FAEM 5 Chiarasul 120 117 40 0 20 0 78 77 47 47 125 124 32 33
FAEM 006 127 130 50 0 22 0 78 78 46 48 124 126 26 30
FAEM 007 127 127 53 0 15 0 81 81 43 45 125 126 28 34
URS 21 117 117 13 0 15 0 76 74 46 48 122 122 27 30
URS Taura 98 93 17 0 12 0 73 73 50 50 123 123 32 34
URS Tarimba 113 113 47 0 20 0 76 74 44 48 120 122 26 32
URS Guria 123 123 13 0 17 0 74 75 44 46 119 121 27 30
URS Charrua 120 117 5 0 15 0 77 76 44 46 121 122 30 36
URS Torena 117 103 13 0 15 0 78 78 46 47 124 125 30 34
URS Corona 117 113 5 0 13 0 78 79 44 44 122 122 31 34
URS Estampa 117 117 22 0 15 0 79 80 45 46 124 125 27 28
URS Guará 117 113 7 0 13 0 77 75 45 45 122 120 31 32
URS Brava 127 127 10 0 13 0 80 79 44 45 124 124 27 29
URS Altiva 117 113 3 0 12 0 71 70 52 51 123 121 32 34
Média 116 114 27 0 16 0 78 77 46 47 124 124 28 32
MMG (g)EP (cm) FF Incid. (%) MF Sever. (%) DEF (dias) DEM (dias)DFM (dias)
 
 
106 
 
ENSAIO BRASILEIRO DE CULTIVARES DE AVEIA BRANCA EM LAGES, 2016 
 
Clovis A. Souza
1
, Julhana C. Sponchiado
2
, Emanuel Mattos
3
, Gustavo V. Junkes
3
, 
Morgana Lazzari
3
, Deivid L. V. Stefen
2
, Maira Maier
2
, Cristiane Segato
2
, 
Daicon G. Moreira
2
, Virgilio, G. Uarrota
4
, Cileide M. M. Coelho
1
 
 
 
O objetivo do trabalho foi avaliar o desempenho agronômico e a qualidade industrial de 
23 cultivares de aveia branca (Avena sativa), em Lages-SC com e sem aplicação de fungicida, 
na safra 2016. O experimento foi conduzido em condições de campo, no Centro de Ciências 
Agroveterinárias (CAV) no município de Lages/SC, no ano de 2016. Segundo o Atlas 
Climatológico de Santa Catarina (EPAGRI, 2008), o municípioLages está localizado no 
Planalto Sul de Santa Catarina, com altitude média de 930m. O solo é classificado como 
cambissolo alumínico (SANTOS et al., 2015). 
O delineamento foi em blocos casualizados, em esquema 23x2 (cultivar x fungicida) 
com três repetições. As parcelas foram constituídas de cinco linhas de cinco metros de 
comprimento, espaçadas a 0,2 metros na entrelinha. A semeadura foi realizada em 18 de julho 
de 2016, em sistema de plantio direto, sendo o cultivo anterior soja. Utilizou-se densidade de 
350 sementes aptas.m². A adubação de base foi realizada com 400kg.ha
-1
 da fórmula 05-20-10 
(N-P2O5-K2O) e de cobertura com 270Kg.ha
-1
 de ureia. No dia 2 de setembro foram 
detectadas as primeiras pústulas de ferrugem e então foi aplicado Tebuconazole (150g i.a.ha-
¹), posteriormente, no dia 10 de outubro aplicou-se mistura de Tebuconazole (113g i.a.ha
-1
) e 
Trifloxistrobina (56g.i.a.ha
-1
). O controle de plantas daninhas dicotiledôneas foi realizado 
com o emprego de Metsulfuron-metil e complementado pela capina manual para a 
 
1
 Professor do Departamento de Agronomia, Centro de Ciências Agroveterinárias. CAV/UDESC, Lages, SC. 
clovis.souza@udesc.br; 
2
 Acadêmicos no PPG em Produção Vegetal. CAV/UDESC; julhanasponchiado@gmail.com.br; 
deividstefen@hotmail.com; maira.maier@hotmail.com, segattobio@unochapeco.edu.br, 
daicon_moreira@hotmail.com 
3
 Acadêmicos de Agronomia. CAV/UDESC, Lages, SC. emanuelmts7@hotmail.com, 
gustavo_vianera@hotmail.com; morganalazzari@hotmail.com, 
4
 Bolsista Pós-Doc / PNPD, no PPG em Produção Vegetal. CAV/UDES. 
 
 
 
107 
erradicação de azevém e trigo. O controle de insetos pragas foi realizado com 
Imidacloprido+Beta-Ciflutrina. 
A colheita foi realizada de forma mecanizada, através da utilização da colheitadeira de 
parcelas experimentais, no dia 01/12/2016, sendo colhida toda a área da parcela (5m2). Foram 
procedidas as seguintes avaliações: Estatura de planta, acamamento, rendimento de grãos, 
umidade dos grãos, espessura de grãos>2mm, peso hectolítrico, massa de mil grãos e índice 
de descasque. Os resultados foram submetidos à análise de variância seguido de comparação 
de médias pelo teste de Ducan em nível de 5% de probabilidade de erro. 
Não houve diferença entre a estatura das plantas comparando os tratamentos com e sem 
fungicida, sendo 1,07m a altura média das cultivares. Houve efeito significativo de cultivar 
sendo as de menor estatura URS Taura (0,89m) e URS Fapa Slava (0,88m), além da FAEM 
006 (1,25m) e a FAEM 007 (1,19m) serem as mais altas (Figura 1A). 
Em relação ao acamamento de plantas, observou-se apenas efeito de genótipo, sendo 
15% apenas o valor médio de acamamento (Tabela 1). Entre os genótipos, as cultivares URS 
Tarimba, UPFA Gaudéria, UPFPS Farroupilha, URS Corona e URS Guria as mais acamadas 
e um grupo de cultivares mais resistentes ao acamamento foi constituído por: URS Estampa, 
Brisasul, URS Fapa Slava, URS Taura, IPR Afrodite, UPFA Ouro, URS Brava, URS Guará, 
IPR Artemis, URS Torena e FAEM 007 (Figura 1b). Entre os 14 genótipos que apresentaram 
estatura superior à média (1,07m), apenas FAEM 007, URS Brava e URS Estampa não 
estavam no grupo cujo acamamento foi superior a 15%. Essas informações são relevantes, 
pois demonstram que, a susceptibilidade ao acamamento pode estar relacionada à estatura de 
planta (Figura 1a; 1b). 
O desempenho produtivo com aplicação de fungicida foi de 4976 kg.ha
-1
 e sem 
fungicida foi 5062 kg.ha
-1
 de grãos (Figura 1c). Em relação às cultivares (média com e sem), 
se observou a formação de dois grupos distintos de genóptipos, os mais produtivos foram 
FAEM 006, Brisasul, IPR Afrodite e Barbarasul; além do grupo dos menos produtivos 
composto por 17 cultivares. Na interação fungicida x cultivar, as cultivares IPR Artemis, URS 
Estampa, UPFA Ouro, URS Corona e UPFA Gaudéria, tiveram incremento significativo de 
produtividade devido a aplicação de fungicida (Figura 1c), mas as cultivares IPR Afrodite, 
FAEM 007 e UPFPS Farroupilha, na ausência da aplicação de fungicida apresentaram maior 
produtividade (Figura 1c). 
O peso hectolítrico, valor médio foi 45,7 Kg.hL
-1
 para os tratamentos com fungicida e 
46,2 Kg.hL
-1
 para os tratamentos sem fungicida. Formando dois grupos distintos, um 
 
 
 
108 
composto por 11 genótipos de maior PH e outro por 11 de menores valores, existindo a 
Brisasul com valor intermediário (Figura 2a). 
Na massa de mil grãos, observou-se apenas efeito de genótipo, sendo 44,9g da MMG 
(Figura 2b). Observou-se que os outros 22 genótipos apresentaram resultados estatisticamente 
iguais, quando observados os valores médios entre sem aplicação e o respectivo tratamento 
com fungicida, porém sendo que as cultivares URS Corona, UPFA Ouro, FAEM 4 Carlasul e 
UPFPS Farroupilha tiveram valores também iguais ao de melhor desempenho (44,9g) (Figura 
2B). 
No índice de descasque houve apenas efeito de cultivar, sendo que a URS Estampa, IPR 
Artemis, URS 21, URS Guará, UPFA Gaudéria, URS Taura, URS Brava e IPR Afrodite 
foram as superiores e a URS Fapa Slava, FAEM 007, UPFA Ouro, FAEM 5 Chiarasul, URS 
Tarimba e FAEM 006 foram as de menor descasque (Figura 2c). 
No caractere percentual de grãos maiores de 2mm de diâmetro transversal a não 
aplicação de fungicida resultou em valores semelhantes aos que receberam controle químico, 
sendo que 15 genótipos formaram o grupo de maior porcentagem de retidos na peneira de 2 
mm, além de que a FAEM 007, URS Fapa Slava e URS 21 tiveram o menor desempenho 
nesse quesito (Figura 2d). 
Observaram-se diferenças no desempenho agronômico e industrial das cultivares 
recomendadas pela Comissão Brasileira de Pesquisa de Aveia Branca, sendo que nesta safra 
predominou o efeito de genótipo e a aplicação de fungicida pouco afetou características 
produtivas e potencial de desempenho industrial dos grãos. 
 
Referências 
CQFS-RS/SC. Manual de adubação e de calagem para os estados do Rio Grande do Sul e 
Santa Catarina. Porto Alegre: SBCS - Núcleo Regional Sul/UFRGS. 2004. 400p 
CTBPA. Comissão Brasileira de Pesquisa da Aveia. Indicações técnicas para a cultura da 
aveia. 2ª ed. Passo Fundo (RS): A Comissão e Fundação ABC. 2014. 136p. 
EPAGRI Atlas Climatológico do Estado de Santa Catarina Online, Lages: Disponível em: 
<http://ciram,epagri,rct-sc,br> Acesso em: 02 abr, 2012, 
SANTOS, P.G.; BERTOL, I.; MIQUELLUTI, D.J.; ALMEIDA, J.A.; MAFRA, A.L. 
Agrupamento de pedons de cambissolos húmicos com base em atributos físicos e químicos 
utilizando a estatística multivariada, Revista Brasileira de Ciências do Solo, v,39. p, 350-360, 
2015. 
 
 
 
109 
INMET Mapas de Condições Registradas: Estações e Dados- estações convencionais - 
Lages/SC. Disponível em: <http://www.inmet.gov.br/portal/index.php?r=tempo/graficos> 
acesso em: 09 mar. 2016, 2016. 
MOES, J.; STOBBE, E.H. Barley treated with ethephon: I. yield components and net grain 
yield. Agronomy Journal, v.83, p.86-90, 1991. 
ZADOKS, J.C.; CHANG, T.T.; KONZAK, C.F. A decimal code for the growth stages of 
cereals. Weed Research, v.14, p.415-421. 1974. 
 
Tabela 1. Resumo da análise de variância para os caracteres: Estatura de Planta (EP), Acamamento (ACAM), 
Produtividade de Grãos (PG), Massa de Mil Grãos (MMG), Peso do Hectolitro (PH), Espessura de 
Grãos (G>2) e Índice de Descasque (ID) referentes ao Ensaio Brasileiro de Cultivares de Aveia 
Branca, safra 2016. Lages SC, 2017. 
FV GL EP ACAM RG MMG PH G>2 ID 
 
 
QMR 
FUNG (F) 1 0,009 ns 0,6 ns 99602,7 ** 5,6 ns 10,8 ns 3,0 ns 12,1 ns 
Resíduo 1 2 0,009 451,4 3839,3 7,5 21,0 51,2 10,4 
CULT (C) 22 0,038 ** 496,0 ** 1449977,6 ** 58,0 ** 8,4 ** 37,1 ** 29,0 ** 
F X C 22 0,004 ns 90,6 ns 745519,8 * 32,6 ns 4,5 ns 13,2 ns 7,2 ns 
Resíduo 2 88 0,012 186,6 816732,1 30,5 5,0 18,0 13,0 
CV% 9,4 85,3 17,2 16,8 4,6 4,3 5,4 
Média1,1 15,0 4942,0 35,2 45,9 92,5 64,0 
 
 (m) (%) (Kg.ha-1) (g) (Kg.hL-1) (%) (%) 
Valores seguidas de ** e *, representam efeito significativo, pelo teste F a 1 e 5% (p<0,05), respectivamente. ns, não 
significativos (p>0,05). 
FV = Fatores de variação, Fung = fungicida; Cult =cultivar; F x C = interação fungicida com cultivar. CV = coeficiente de 
variação, GL = graus de liberdade, QMR = quadrado médio do resíduo. 
 
 
 
 
110 
Figura 1. Estatura de planta (a), acamamento (b) e rendimento de grãos (c) de cultivares de aveia-branca do 
ensaio brasileiro, com e sem aplicação de fungicida, safra 2016. Lages SC, 2017. 
 
Médias seguidas de letras distintas diferem entre pelo teste de Duncan (p<0,05). 
 
 
 
111 
Figura 2. Peso do hectolitro (a), massa de mil grãos (b), índice de descasque (c) e espessura de grãos >2mm 
(d) de cultivares de aveia-branca do ensaio brasileiro, com e sem aplicação de fungicida, safra 2016. 
Lages SC, 2017. 
 
Médias seguidas de letras distintas diferem entre pelo teste de Duncan (p<0,05). 
 
 
112 
 
ENSAIO BRASILEIRO DE CULTIVARES DE AVEIAS BRANCAS 
EM PASSO FUNDO, 2016 
 
Joelson Karlinski
1
, Lucas Saurin
2
, Jessica Pellizzon
3
, Nicolas dos Santos
4
, 
Filipe da Rosa Gonçalves da Silva
5
, Nadia Canali Lângaro
6 
 
 
Na maior parte do mundo a aveia branca (Avena sativa L.) é cultivada para a produção 
de palha para a proteção do solo, forragem e grãos para a alimentação de animais e humana. A 
aveia adapta-se a solos ácidos, sendo considerada essencial na sustentabilidade dos sistemas 
agrícolas do Sul do Brasil (Ahmad et. al., 2014). Nos últimos dois anos a área cultivada com 
aveia branca tem se mantido em 291,5 mil hectares, com uma produtividade média de 2.840 
kg.ha
-1
 e produção de 828 mil toneladas (CONAB, 2017). 
O Ensaio Brasileiro de Cultivares de Aveias Brancas (EBCA) tem como objetivo 
avaliar, em diferentes locais do Sul do Brasil, o desempenho de cultivares de aveia branca 
recomendadas para cultivo pela Comissão Brasileira de Pesquisa de Aveia (CBPA). Neste 
trabalho são apresentados os resultados de 2016 em Passo Fundo. 
O EBCA foi conduzido no campo experimental da Faculdade de Agronomia e Medicina 
Veterinária (FAMV) da Universidade de Passo Fundo (UPF). Foram avaliadas 23 cultivares 
quanto ao rendimento de grãos (RG), peso do hectolitro (PH), massa de mil grãos (MMG) e 
porcentagem de acamamento (AC). O delineamento experimental foi de blocos ao acaso, em 
parcelas subdivididas, com três repetições, com e sem fungicida. A parcela principal foi 
constituída pelos tratamentos com fungicida (CF) e sem (SF) para controle de moléstias da 
parte aérea e as sub-parcelas pelas cultivares. No tratamento CF foram realizadas três 
 
1
 Técnico em agropecuária, acadêmico de Agronomia, auxiliar de pesquisa, Universidade de Passo Fundo. E-
mail: joelson@upf.br 
2 
Técnico Agropecuária e acadêmico de Agronomia, auxiliar de pesquisa, Universidade de Passo Fundo. E-
mail:saurin@upf.br 
3 
Acadêmica de Agronomia, bolsista da Fundação Pró – Sementes (FPS), convênio FUPF-FPS, Universidade de 
Passo Fundo. 
4
 Acadêmico de Biologia, auxiliar de Pesquisa, Universidade de Passo Fundo. E-mail: nicolas.santos@upf.br 
5
 Acadêmico de Agronomia, auxiliar de pesquisa, Universidade de Passo Fundo. E-mail: filipesilva@upf.br 
6 
Engenheira Agrônoma, Doutora em Agronomia, Profª da FAMV - Universidade de Passo Fundo. E-mail: 
nclangaro@upf.br 
mailto:joelson@upf.br
 
 
 
113 
aplicações de tebuconazole (Folicur, 0,75 L.ha
-1
), sendo a primeira no estádio de 
emborrachamento, quando apareceram as primeiras pústulas de ferrugem. Cada parcela foi 
constituída por cinco linhas de cinco metros de comprimento, espaçadas a 0,2 m entre linhas e 
0,4 m entre parcelas. A semeadura foi direta, sobre restos culturais de soja, realizada no dia 04 
de junho de 2015, na densidade de 300 sementes aptas/m². 
Foi aplicada adubação nitrogenada de cobertura em dois estádios da planta, a primeira 
no início do perfilhamento, com 30 kg.ha
-1
 de N e a segunda no final do perfilhamento na 
dose de 15 kg.ha
-1
 de N, ambas na forma de ureia. Os dados obtidos nas avaliações foram 
submetidos à análise de variância (F- teste) e as médias dos tratamentos significativos 
comparados pelo teste de Tukey (5%). 
Quanto ao RG (Tabela 1), a cultivar que mais se destacou foi Brisasul (com 6479 Kg.ha
-
1
), no tratamento com fungicida (CF), mas não diferindo estatisticamente das cultivares IPR 
Artemis, URS Guria, URS Guará, URS Corona, FAEM 007 e UPFA Gaudéria, classificadas 
na sequência. A média CF para este experimento foi de 4776 Kg.ha-1. Para o tratamento sem 
fungicida (SF), destacaram-se a cultivar URS Guará 
 (com 4381 Kg.ha
-1
) e a cultivar URS Corona (4345 Kg.ha
-1
), seguida de URS Charrua. 
A média SF para este experimento foi de 1242 Kg.ha
-1
. 
Para a variável PH (Tabela 1), no tratamento CF a cultivar que mais se destacou foi a 
URS Estampa (com 55 kg.hL-
1
), URS Charrua (53), URS Guará (52) e UPFA Gaudéria (52) 
porém não diferindo estatisticamente das demais cultivares, exceto da URS Fapa Slava (44). 
No tratamento SF o material URS Guará se destacou (com 52 kg.hL
-1
) e URS Charrua (52) 
não sendo diferente estatisticamente de URS Corona (51). As médias do experimento CF e SF 
foram de respectivamente de 49 e 45 kg.hL
-1
. 
Com relação à MMG (Tabela 2), no tratamento CF, destacou-se UPFA Gaudéria (39 g), 
porém significativamente igual a URS Corona (38), URS Guará (38) e IPR Artemis (37). Para 
o tratamento SF as cultivares que mais se destacaram foram URS Guará (37), URS Charrua 
(36), seguidas de UPFPS Farroupilha (35) e URS Corona (35). As médias para os 
tratamentos CF e SF foram de 34 e 30 g. 
A cultivar URS Altiva não apresentou acamamento. A cultivar com maior porcentagem 
de acamamento no tratamento CF foi URS Corona (com 35%), seguida de UPFA Gaudéria 
(32). Já para o tratamento SF, URS Taura se destacou sem apresentar acamamento e a cultivar 
IPR Artemis (68%) o maior acamamento. As médias de acamamento foram de 14% para CF e 
de 24% para SF. 
 
 
 
 
114 
Referências 
AHMAD, M., GUL-ZAFFAR, DAR, Z. A.; HABIB, MEHFUZA. A review on Oat (Avena sativa L.) 
as a dual-purpose crop. Scientific Research and Essays, v. 9, n. 4, p. 52-59. 2014. 
CONAB. Companhia Nacional de Abastecimento. Acompanhamento da safra brasileira – Grãos, v. 
4 - safra 2016/17, n.5 - Quinto Levantamento, Fevereiro/2017. Disponível em: 
<http://www.conab.gov.br/OlalaCMS/uploads/arquivos/17_02_13_12_03_45_boletim_graos_
fevereiro_2017.pdf>. Acesso em: 12 fev. 2017. 
 
Tabela 1. Rendimento de grãos (RG) e peso do hectolitro (PH) de grãos de cultivares de aveia do ensaio 
brasileiro de cultivares de aveia branca, com fungicida (CF) e sem fungicida (SF), em Passo Fundo, 
2016. FAMV/UPF, 2016. 
Cultivares 
RG (kg.ha-1) PH (kg.hL-1) 
CF SF CF SF 
Brisasul 6479 a 2727 bcdef 49,7 ab 44,3 abcdef 
IPR Artemis 6303 ab 3561 abc 49,9 ab 47,6 abcde 
URS Guria 5712 abc 3355 abcd 51 ab 47 abcde 
URS Guará 5686 abc 4381 a 52,4 a 52,3 a 
URS Corona 5544 abcd 4345 a 51,6 a 51 ab 
FAEM 007 5343 abcde 2084 efgh 47,8 ab 39,9 efg 
UPFA Gaudéria 5340 abcde 3206 abcde 52,2 a 49,9 abc 
FAEM 4 Carlasul 5152 bcde 2515 cdef 47,9 ab 42,8 cdef 
FAEM 006 5061 bcde 2194 defgh 48,3 ab 41,3 defg 
URS Charrua 4995 bcde 3918 ab 52,6 a 52 a 
Barbarasul 4903 cdef 2429 cdefg 46,8 ab 45 abcdef 
FAEM 5 Chiarasul 4819 cdef 3061 bcdef 50 ab 43,4 bcdef 
URS 21 4797 cdef 2361 cdefg 49,3 ab 44,7 abcdef 
UPFPS Farroupilha 4745 cdef 3148 abcdef 49 ab 47,4 abcde 
URS Torena 4562 cdef 2521 cdef 47,8 ab 44,7 abcdef 
UPFA Ouro 4481 cdef 1928 fgh 46,6 ab 41,8 cdefg 
URS Estampa 4330 defg 2270 defg 54,7 a 44,9 abcdef 
IPR Afrodite 4317 defg 1240 gf 49,1 ab 42,2 cdefg 
URS Brava 4205 efg 2202 defgh 49 ab 48,5 abcd 
URS Tarimba 3591 fgh 1986 efgh50,4 ab 41,1 defg 
URS Taura 3586 fgh 986 h 47 ab 38,3 fg 
URS Altiva 3101 gh 2041 efgh 48,6 ab 42,9 bcdef 
URS Fapa Slava 2802 h 991 h 44,3 b 43,2 g 
Médias Geral 4776 
 
1242 
 
49,2 
 
44,6 
 C.V. (%) Cultivares 8,78 15.3 4,49 5,85 
Médias seguidas de mesma letra minúscula na coluna e maiúscula na linha, não diferem entre si pelo teste deTukey (5% ) 
 
http://www.conab.gov.br/OlalaCMS/uploads/arquivos/17_02_13_12_03_45_boletim_graos_fevereiro_2017.pdf%3e.%20Acesso%20em:%2012
http://www.conab.gov.br/OlalaCMS/uploads/arquivos/17_02_13_12_03_45_boletim_graos_fevereiro_2017.pdf%3e.%20Acesso%20em:%2012
 
 
 
115 
Tabela 2. Massa de mil grãos (MMG) e percentagem de acamamento (AC) de cultivares de aveia do ensaio 
brasileiro de cultivares de aveia branca, com fungicida (CF) e sem fungicida (SF), em Passo Fundo, 
2016. FAMV/UPF, 2016. 
Cultivares 
MMG (g) ACAM (%) 
CF SF CF SF 
UPFA Gaudéria 38,6 a 33,5 abc 31,6 ab 35 cde 
URS Corona 38 ab 34,9 ab 35 a 43,3 bcd 
URS Guará 37,5 ab 37,2 a 23,3 bcde 50 b 
IPR Artemis 37,4 ab 32,7 abcde 16,6 defg 68,3 a 
UPFA Ouro 37,2 abc 32,6 abcde 7,6 ghij 20 fghij 
UPFPS Farroupilha 36,6 abcd 35 ab 10 fghij 20 fghij 
FAEM 007 36,4 abcd 27,9 cdef 23,3 bcde 13,3 ghijl 
URS Torena 36 abcde 32,8 abcde 6,6 ghij 24,6 efghi 
URS Charrua 35,9 abcde 36,1 a 6,6 ghij 26,6 efgh 
FAEM 4 Carlasul 35,4 abcde 30 bcdef 5 hij 6,6 jl 
Barbarasul 35,1 abcde 26,8 ef 11,6 fghi 11,6 hijl 
URS Taura 33,1 bcdef 26,3 f 6,6 ghij 0 l 
FAEM 5 Chiarasul 32,9 bcdef 28,7 cdef 11,6 fghi 25 efgh 
URS 21 31,9 cdefg 29,2 bcdef 20 cdef 25 efgh 
URS Tarimba 31,8 cdefg 28,4 cdef 6,6 ghij 5 l 
URS Guria 31,8 cdefg 28,6 cdef 28,3 abc 45 bc 
URS Altiva 31,7 defg 27,6 def 0 j 1,6 l 
URS Brava 31,6 defg 37,9 cdef 26,6 abcd 53,3 b 
Brisasul 31,2 defg 25,2 f 10 fghij 10 ijl 
FAEM 006 31,2 defg 27,1 def 13,3 efgh 26,6 efgh 
URS Estampa 30,6 efg 28,8 cdef 10 fghij 30 def 
IPR Afrodite 28,2 fg 26,1 f 16,6 defg 20 fghij 
URS Fapa Slava 26,5 g 25,2 f 1 ij 1,6 l 
Médias Geral 33,79 
 
29,97 
 
14,28 
 
24,34 
 C.V. (%) Cultivares 5,17 6,18 24,5 18,56 
Médias seguidas de mesma letra minúscula na coluna e maiúscula na linha, não diferem entre si pelo teste deTukey (5%) 
 
 
 
116 
 
ENSAIO BRASILEIRO DE CULTIVARES DE AVEIA BRANCA CONDUZIDO EM 
LONDRINA, PR, 2016 
 
Klever Márcio Antunes Arruda
1
, Carlos Henrique dos Santos Fernandes
2
, Kelly Pellizzaro
3
, 
Carlos Roberto Riede
1
, Quelson Luiz Martins Almeida
4
, Paulo Frota de Moraes
4
, 
Estela Alzira dos Santos Dias
4
 
 
 
A contínua avaliação de cultivares de aveia granífera em ensaios conduzidos em rede, 
tem subsidiado o setor produtivo desta cultura com relevantes informações no que tange o 
potencial produtivo, caracteres de sanidade e de qualidade tecnológica das cultivares, 
atualmente, recomendadas pela Comissão Brasileira de Pesquisa de Aveia (CBPA). 
O objetivo deste trabalho foi avaliar em Londrina-PR, 23 cultivares de aveia branca 
recomendadas pela CBPA, quanto ao rendimento de grãos e demais variáveis de interesse 
agronômico e tecnológico, em cultivo com e sem a aplicação de fungicida. 
O experimento foi conduzido na Estação Experimental do Instituto Agronômico do 
Paraná - IAPAR, no ano de 2016. A instalação deu-se em sistema de plantio convencional, 
através de semeadura mecanizada efetuada em 4 de maio, com emergência em 13 de maio. O 
delineamento experimental utilizado foi o de blocos casualizados, com parcelas subdivididas. 
A parcela principal foi constituída pelos tratamentos, com e sem fungicida, e as subparcelas 
pelas cultivares, em três repetições. A densidade de semeadura utilizada foi de 300 sementes 
aptas por m
2
 e cada parcela foi constituída por seis linhas de cinco metros de comprimento, 
espaçadas 0,17m entre si. Conjuntamente à semeadura foi efetuada adubação com 250 kg ha
-1
 
de NPK, fórmula 4-30-10. O tratamento com fungicida consistiu de duas aplicações de 
Nativo
®
 (princípio ativo Trifloxistrobina + Tebuconazol, grupo químico das estrobilurinas e 
Triazóis), na dosagem de 0,75 L/ha, aos 43 e 71 dias após a emergência. 
As precipitações pluviométricas no período de cultivo (maio a setembro) foram de 293, 
109, 34, 121 e 35 mm, respectivamente. Apesar do elevado volume de precipitação 
 
1
 Eng. Agr., Pesquisador, Instituto Agronômico do Paraná, Londrina, PR. E-mail: klever@iapar.br 
2
 Acadêmico de Agronomia, Universidade Norte do Paraná, Londrina, PR. 
3
 Eng. Agr., Bolsista, Instituto Agronômico do Paraná, Londrina, PR. 
4
 Tec. Agric., Instituto Agronômico do Paraná, Londrina, PR.
 
mailto:klever@iapar.br
 
 
 
117 
acumulado, o período de cultivo foi marcado por 38 dias de estiagem, compreendidos entre o 
27
o
 e 64
o
 dia após a emergência. 
Foram avaliadas as seguintes características: Dias da Emergência ao Florescimento 
(DEF), Dias da Emergência à Maturação (DEM), Estatura de Planta (EP), Acamamento (AC), 
Severidade de Ferrugem da Folha (SFF), Severidade de Mancha Foliar (SMF), Massa de Mil 
Grãos (MMG), Peso do Hectolitro (PH) e Rendimento de Grãos (RG). A severidade das 
doenças foi determinada no estágio de grão leitoso. Os dados obtidos para DEF, DEM, EP, 
AC, SFF, SMF e RG foram submetidos à análise de variância e as médias dos genótipos 
agrupadas pelo teste de Scott-Knott ao nível de 5% de probabilidade (Tabela 1 e 2). 
Resultados principais obtidos para os demais caracteres são apresentados na tabela 2. 
A análise de variância possibilitou constatar diferenças significativas, a 1% de 
probabilidade, entre as cultivares para todas as características avaliadas. O efeito de 
tratamento (com e sem fungicida) mostrou-se significativo para os caracteres SFF, SMF e 
RG, indicando eficiência do fungicida na redução da severidade da ferrugem da folha e das 
manchas foliares, e, consequentemente, redução do efeito danoso destas doenças sobre a 
produtividade de grãos. Interações significativas entre as cultivares e os tratamentos foram 
detectadas para as características DEF, DEM, SFF, SMF e RG. 
Segundo classificação proposta por PIMENTEL GOMES (2009), as estimativas dos 
coeficientes de variação (CV%) foram baixas para os caracteres DEF, DEM e EP; médias 
para o RG; altas ou muito altas para a SFF, SMF e AC (Tabela 1 e 2). Para as doenças, 
maiores CV% podem ter se dado em função de eventuais desuniformidades na distribuição 
dos patógenos pelo campo experimental; enquanto a falta de uniformidade de fatores que o 
potencializam o AC, por exemplo rajadas de vento, devem ter sido a causa mais provável pela 
menor precisão experimental associada a esta característica. 
A SFF não variou entre as cultivares na condição de aplicação de fungicida, com todos 
os genótipos apresentado ausência ou severidade muito baixa da doença. No entanto, foi 
possível confirmar a formação de grupos distintos entre as cultivares para todas as demais 
características submetidas ao agrupamento de médias. Isso indica que existe ampla variação 
entre as cultivares de aveia para os caracteres avaliados. 
O efeito da aplicação de fungicida sobre o RG fica evidenciado na análise de 
agrupamento de médias, onde pode-se observar que 12 das 23 cultivares apresentaram 
acréscimo significativo (P≤0,05) para esta característica quando submetidas ao tratamento 
com fungicida. Em média, o ensaio submetido ao tratamento químico produziu cerca de 1370 
kg/ha a mais que o não tratado, destacando-se no grupo das mais produtivas as cultivares 
UPFA Gaudéria, IPR Artemis, URS Taura, Barbarasul, IPR Afrodite, Brisasul, URS Fapa 
 
 
 
118 
Slava, URS Brava, URS Guará, FAEM Carlasul, URS Guria e FAEM 007. Dentre estas, 
destaque especial para as cultivares URS Guria, URS Taura, URS Brava e FAEM Carlasul 
que não apresentaram redução significativa no RG e se sustentaram no grupo de maior 
produtividade na ausência da aplicaçãodo fungicida. 
Efeitos positivos da aplicação do fungicida podem ser constatados também na MMG e 
no PH médio dos dois ensaios, sendo observado um acréscimo de 5 g na MMG e de 8 kg/hL 
no PH médio das cultivares submetidas ao tratamento químico (Tabela 2). 
De uma maneira geral a SMF quantificada no experimento foi baixa, seja na condição 
de aplicação ou não do fungicida. Isso indica, que a ferrugem da folha deve ter respondido 
pela maior parte dos efeitos depreciativos observados no RG, MMG e PH das cultivares não 
submetidas ao tratamento químico. 
A SFF na condição de ausência de aplicação de fungicida variou de 0 a 95%, sendo as 
cultivares agrupadas em cinco grupos, no qual o de maior resistência ficou composto por URS 
Altiva, URS Guará, URS Charrua, URS Taura, FAEM Carlasul, FAEM Chiarasul, URS Guria 
e URS Torena, todas com SFF inferior a 14%. Curiosamente, em ensaios conduzidos em 2015 
no ambiente Londrina, as cultivares URS Taura, URS Guria, URS Torena, FAEM Chiarasul e 
FAEM Carlasul apresentaram alta suscetibilidade à ferrugem das folhas (ARRUDA et al, 
2016). Isso mostra o quanto pode ser variável a predominância de determinados patótipos de 
ferrugem da folha de uma safra para outra. 
A caráter DEM quantificado no ensaio tratado com fungicida foi o que apresentou 
maior variabilidade, sendo formados nove grupos. Destaque para a precocidade da cultivar 
URS Altiva que fechou o ciclo com apenas 97 dias, e para a cultivar UPFA Ouro que só 
atingiu a maturação fisiológica 20 dias após URS Altiva. 
O AC médio observado nas duas condições de cultivo foram superiores a 59%. Porém, 
alta tolerância pôde ser observada nas cultivares Brisasul, URS Taura e URS Altiva que 
apresentaram AC inferior a 4%, nos dois ambientes de cultivo. 
 
Referências 
ARRUDA, K. M. A. et al. Ensaio brasileiro de cultivares de aveia branca conduzido em 
Londrina, 2015. In: Reunião da Comissão Brasileira de Pesquisa de Aveia, 36, 2016, Pelotas. 
Resumos... Disponível em: http://www.rcbpa.com.br. Acesso em 25 fev. 2017. 
PIMENTEL GOMES, F. Curso de estatística experimental. 15.ed. Piracicaba: FEALQ, 
2009. 451p. 
 
http://www.rcbpa.com.br/
 
 
 
119 
Tabela 1. Agrupamento de médias do Ensaio Brasileiro de Cultivares de Aveia Branca em caracteres de 
interesse agronômico, Londrina, PR, 2016 
Cultivar 
RG (kg/ha) SFF (%) SMF (%) AC (%) 
CF SF CF SF CF SF CF SF 
UPFA Gaudéria 6764 Aa 3700 Bb 0 Ba 85 Aa 1 Ac 0 Ad 97 Aa 73 Aa 
UPFA Ouro 4841 Ab 2966 Bc 2 Ba 87 Aa 0 Ac 1 Ad 73 Aa 53 Ab 
UPFPS Farroupilha 5068 Ab 3953 Bb 0 Ba 77 Aa 0 Ac 1 Ad 98 Aa 88 Aa 
IPR Afrodite 6350 Aa 2853 Bc 0 Ba 90 Aa 0 Ac 1 Ad 78 Aa 40 Bb 
IPR Artemis 6732 Aa 4682 Ba 0 Ba 22 Ad 6 Ba 9 Aa 70 Aa 82 Aa 
URS Fapa Slava 6222 Aa 3507 Bb 0 Ba 70 Ab 1 Ac 2 Ac 45 Ab 25 Ab 
Barbarasul 6447 Aa 4251 Bb 0 Ba 65 Ab 3 Bb 5 Ab 85 Aa 57 Ab 
Brisasul 6337 Aa 2976 Bc 1 Ba 95 Aa 3 Ab 3 Ab 1 Ac 1 Ac 
FAEM Carlasul 6075 Aa 5149 Aa 0 Aa 9 Ae 2 Bc 4 Ab 95 Aa 93 Aa 
FAEM Chiarasul 5586 Ab 5552 Aa 0 Aa 11 Ae 1 Bc 3 Ab 92 Aa 75 Aa 
FAEM 006 5783 Ab 4541 Ba 0 Ba 53 Ac 1 Bc 4 Ab 67 Aa 47 Ab 
FAEM 007 5937 Aa 4175 Bb 0 Ba 50 Ac 1 Bc 4 Ab 93 Aa 37 Bb 
URS 21 5609 Ab 4867 Aa 0 Ba 33 Ad 0 Bc 2 Ac 99 Aa 82 Aa 
URS Taura 6661 Aa 5867 Aa 0 Aa 4 Ae 0 Bc 5 Ab 1 Ac 0 Ac 
URS Tarimba 5113 Ab 4622 Aa 0 Ba 45 Ac 0 Ac 1 Ad 84 Aa 53 Bb 
URS Guria 5978 Aa 5974 Aa 0 Aa 11 Ae 0 Bc 2 Ac 99 Aa 94 Aa 
URS Charrua 5605 Ab 5281 Aa 0 Aa 3 Ae 0 Bc 2 Ac 92 Aa 87 Aa 
URS Torena 5595 Ab 5464 Aa 0 Ba 13 Ae 0 Bc 2 Ac 60 Aa 29 Bb 
URS Corona 5509 Ab 4406 Ba 0 Ba 17 Ad 0 Ac 1 Ad 98 Aa 98 Aa 
URS Estampa 5721 Ab 4898 Aa 0 Ba 17 Ad 5 Aa 3 Bc 88 Aa 92 Aa 
URS Guará 6159 Aa 4844 Ba 0 Aa 3 Ae 0 Ac 1 Ad 91 Aa 92 Aa 
URS Brava 6196 Aa 5171 Aa 0 Ba 23 Ad 0 Ac 2 Ac 87 Aa 52 Bb 
URS Altiva 4974 Ab 4110 Ab 0 Aa 0 Ae 0 Ac 1 Ad 3 Ac 1 Ac 
Média 5881 
 
4513 
 
0 
 
38 1 
 
74 
 
59 
 
CV(%) 11 15 211 23 78 42 22 31 
Médias seguidas pela mesma letra minúscula na coluna e maiúscula na linha constituem grupos estatisticamente homogêneos 
pelo teste de Scott-Knott a 5% de probabilidade. RG= Rendimento de Grãos; SFF= Severidade de Ferrugem da Folha; SMF= 
Severidade de Mancha Foliar; AC= Acamamento; CF= Com Fungicida; SF= Sem Fungicida. 
 
 
 
 
 
120 
Tabela 2. Agrupamento de médias do Ensaio Brasileiro de Cultivares de Aveia Branca em caracteres de 
interesse agronômico, Londrina, PR, 2016 
Cultivar 
DEF (dias) DEM (dias) EP (cm) PH (kg/hl) MMG (g) 
CF SF CF 
 
SF CF 
 
SF CF SF CF SF 
UPFA Gaudéria 75 Ac 
 
75 Ae 107 Af 
 
104 Bf 130 Ab 
 
130 Ac 48 
 
37 32 
 
24 
UPFA Ouro 83 Aa 
 
83 Aa 117 Aa 
 
116 Aa 140 Aa 
 
143 Aa 47 
 
34 31 
 
23 
UPFPS Farroupilha 75 Ac 
 
75 Ae 106 Ag 
 
107 Ac 140 Aa 
 
140 Aa 51 
 
39 32 
 
27 
IPR Afrodite 74 Ac 
 
74 Ae 110 Ad 
 
109 Ab 128 Ab 
 
133 Ab 51 
 
43 30 
 
21 
IPR Artemis 67 Af 
 
67 Ah 104 Ai 
 
104 Af 123 Ab 
 
123 Ac 47 
 
38 31 
 
25 
URS Fapa Slava 78 Bb 
 
79 Ab 108 Be 
 
110 Ab 117 Ac 
 
100 Bd 46 
 
34 25 
 
20 
Barbarasul 75 Bc 
 
77 Ac 109 Ae 
 
109 Ab 127 Ab 
 
120 Ac 48 
 
39 27 
 
22 
Brisasul 78 Ab 
 
79 Ab 110 Ac 
 
109 Ab 117 Ac 
 
123 Ac 48 
 
34 29 
 
19 
FAEM Carlasul 74 Ac 
 
75 Ae 107 Bf 
 
108 Ab 127 Ab 
 
127 Ac 49 
 
40 27 
 
25 
FAEM Chiarasul 71 Ae 
 
71 Ag 105 Ah 
 
105 Ad 127 Ab 
 
127 Ac 51 
 
47 28 
 
29 
FAEM 006 71 Be 
 
73 Af 105 Bh 
 
106 Ad 140 Aa 
 
137 Ab 48 
 
41 27 
 
25 
FAEM 007 75 Ac 
 
72 Bf 107 Af 
 
106 Bd 137 Aa 
 
133 Ab 48 
 
42 29 
 
22 
URS 21 71 Ae 
 
72 Ag 105 Ah 
 
105 Ae 140 Aa 
 
133 Ab 49 
 
42 29 
 
24 
URS Taura 66 Bg 
 
67 Ah 104 Ai 
 
104 Af 110 Ac 
 
100 Bd 53 
 
47 29 
 
27 
URS Tarimba 72 Ad 
 
73 Af 104 Ah 
 
105 Ae 127 Ab 
 
127 Ac 51 
 
45 29 
 
26 
URS Guria 67 Af 
 
67 Ah 103 Ai 
 
103 Af 130 Ab 
 
123 Ac 51 
 
40 30 
 
26 
URS Charrua 76 Ac 
 
74 Be 107 Af 
 
107 Ac 140 Aa 
 
137 Ab 47 
 
42 33 
 
29 
URS Torena 75 Ac 
 
76 Ad 106 Ag 
 
107 Ac 130 Ab 
 
127 Ac 48 
 
43 32 
 
28 
URS Corona 77 Ab 
 
77 Ac 112 Ab 
 
110 Bb 133 Aa 
 
130 Ac 44 
 
43 32 
 
29 
URS Estampa 74 Ac 
 
74 Ae 105 Ah 
 
106 Ad 140 Aa 
 
133 Ab 49 
 
43 27 
 
25 
URS Guará 75 Ac 
 
75 Ae 107 Af 
 
107 Ac 127 Ab 
 
123 Ac 48 
 
44 32 
 
31 
URS Brava 74 Ac 
 
74 Ae 106 Ag 
 
106 Ad 137 Ba 
 
147 Aa 53 
 
47 29 
 
26 
URS Altiva 64 Ah 64 Ai 97 Aj 97 Ag 130 Ab 130 Ac 48 47 32 
 
28 
Média 73 
 
74 
 
107 
 
107 
 
130 
 
128 
 
49 
 
41 30 
 
25 
CV(%) 1 1 1 1 4 5 
 
Médias seguidas pela mesma letra minúscula na coluna e maiúscula na linha constituem grupos estatisticamente homogêneos 
pelo teste de Scott-Knott a 5% de probabilidade. DEF= Dias da Emergência à Floração; DEM= Dias da Emergência à 
Maturação; EP= Estatura de Planta; PH= Peso do Hectolitro; MMG= Massa de Mil Grãos; CF= Com Fungicida; SF= Sem 
Fungicida. 
 
 
121 
 
ENSAIO BRASILEIRO DE CULTIVARES DE AVEIA, TRÊS DE MAIO, RS, 2016 
 
Marcos Caraffa
1
, Cinei Teresinha Riffel
2
, Emerson Antunes
 
Carneiro
3
, 
 
Gilson Preussler Witczack
3
, Marlon Eduardo Zawacki
3
 
 
 
Em um sistema de produção de grãos, a aveia é uma cultura que se destaca, assim como 
em sistema de integração lavoura/pecuária, no sul do Brasil, especialmente quando 
considerada sua importância nos sistemas de semeadura direta e de rotação de culturas, tão 
necessários à sustentabilidade dos processos produtivos primários, uma vez que seus atuais 
cultivares tem alta capacidade de produção de palha, com alta relação carbono/nitrogênio 
(COMISSÃO BRASILEIRA DE PESQUISA DE AVEIA, 2006). 
Segundo a Comissão Brasileira de Pesquisa de Aveia (2003), este cereal é cultivado 
para produção de grãos, forragem verde, cobertura verde/morta de soloe como matéria-prima 
para elaboração de silagem e feno, especialmente utilizados na alimentação de bovinos de 
leite. 
Sua importância para o consumo humano é notável se considerada a preocupação com a 
qualidade de vida das pessoas, uma vez que fornecedora de fibras, as quais se constituem 
paradoxo, pois, apesar de não alimentarem, são essenciais à saúde. Segundo Credidio (2007), 
elas constituem-se em importante elemento das dietas alimentares, já que geram saciedade, 
reduzem o colesterol, controlam a glicose, facilitam a digestão e fazem o intestino funcionar 
melhor. Nesse sentido, a aveia ocupa um lugar de destaque, uma vez que possível de ser 
consumida em diversas formas, sobretudo de flocos. 
Com objetivo de conhecer a adaptação dos cultivares recomendados de aveia branca às 
condições edafoclimáticas do município de Três de Maio, RS, é que se realizou o presente 
estudo. 
 
1
 Eng. Agrônomo, M.Sc., Professor da Faculdade de Agronomia – SETREM - garrafa@setrem.com.br 
2
 Engª. Agrônoma, Drª, Professora da Faculdade de Agronomia – SETREM – cinei@setrem.com.br 
3
 Acadêmico, Faculdade de Agronomia da SETREM, Três de Maio, RS. 
mailto:cinei@setrem.com.br
 
 
 
122 
A pesquisa, conduzida na Área de Pesquisa SETREM, no município de Três de Maio, 
RS, teve caráter quantitativo, com procedimento laboratorial, estatístico e comparativo 
(LIMA, 2004). A coleta de dados foi efetuada por observação direta intensiva e testes de 
aferição de pesos e medidas (LAKATOS; MARCONI, 2006), sendo que o tratamento dos 
mesmos foi efetuado utilizando médias, desvio padrão e teste de Tukey (LIMA, 2004), com 
auxílio do programa XLStat your data analysis solution (ADDINSOFT, 2014). No ano em 
epígrafe foram avaliados 23 cultivares recomendados, em delineamento experimental de 
blocos ao acaso, com parcelas subdivididas, sendo a parcela principal com e sem aplicação de 
fungicida e as subparcelas os cultivares, com 3 repetições. Cada parcela foi instalada em 5 
linhas de 5 metros de comprimento, espaçadas de 0,20 m, sendo colhidos 4 metros centrais 
das três linhas internas, numa área útil de 2,4 m
2
. Nas parcelas que receberam controle 
fungicida foram efetuadas duas aplicações de tebuconazole (Solist 450 SC - 350 mL ha
-1
), nas 
datas de 23/08 e 20/09. No dia 23/09 foi efetuado controle de pulgões com aplicação de 
tiametoxan + lambda-cialotrina (Engeo Pleno - 50 mL ha
-1
). 
Estabelecimento em sistema de semeadura direta, após cultura da soja, usando 
semeadoura de parcelas, semeadura efetuada em 25 de maio (emergência plena em 04 de 
junho), com densidade de 300 sementes aptas por metro quadrado. No sulco de cultivo, 
conforme padrões apontados pela análise de solo, foi aplicada adubação com 250 kg ha
-1
 da 
fórmula 10-25-25. A adubação de cobertura, com 81 kg ha
-1
 de nitrogênio na forma de ureia, 
foi parcelada em duas aplicações de 40,5 kg ha
-1
, em 06 de julho e 27 de julho. Em 15 de 
junho foi feita uma aplicação de metsulfuron-metil (Ally - 4 g ha
-1
). 
Os resultados relativos ao rendimento de grãos não desaristados e ao peso do hectolitro 
(PH) foram submetidos à análise de variância e as médias dos tratamentos significativos 
foram comparadas pelo teste de Tukey ao nível de 5 % de significância (Tabela 1). Nos 
demais resultados (Tabela 2), os cultivares foram comparados com a média mais um desvio 
padrão (superior – S) e a média menos um desvio padrão (inferior – I). 
Quanto ao rendimento de grãos, no tratamento com fungicida (média de 3.535 kg ha
-1
), 
coube destaque ao cultivar URS Altiva (4.353 kg ha
-1
), sem diferença significativa para com 
outros oito genótipos. No tratamento sem fungicida (média de 3.294 kg ha
-1
), o destaque 
também ficou com o cultivar URS Altiva (4.147 kg ha
-1
), o qual não se diferenciou 
estatisticamente do resultado gerado pelos demais materiais estudados. No quesito peso do 
hectolitro (PH), tanto com como sem fungicida (média, respectivamente de 49,32
 
e 47,26
 
kg 
hL
-1
) o destaque coube ao genótipo URS Brava (respectivamente, 59,1 e 56,3 kg hL
-1
), sem 
diferenciar-se do cultivar URS Altiva (que apresentou, respectivamente, 55,7 e 56,1 kg hL
-1
). 
 
 
 
123 
Os dados do Ensaio Brasileiro de Cultivares de Aveia, com e sem fungicida, conduzido 
em Três de Maio, RS, referentes ao ciclo da emergência à floração e à maturação (dias), 
floração à maturação (dias), estatura de plantas (cm), grãos com mais de 2 mm de espessura 
(%), MMG (g), severidade da ferrugem da folha no estádio de grão leitoso (%), incidência de 
ferrugem do colmo na fase reprodutiva (%), severidade de manchas foliares na folha bandeira 
na fase de grão leitoso (%), VNAC na floração (%) e acamamento de plantas no estádio de 
maturação (%) encontram-se explicitados na Tabela 2. 
 
Referências 
ADDINSOFT. XLStat your data analysis solution. Lausanne: Addinsoft, 2014. 
COMISSÃO BRASILEIRA DE PESQUISA DE AVEIA. Indicações técnicas para cultura 
da aveia: grãos e forrageira. Passo Fundo: UPF, 2003. 
________ Indicações técnicas para cultura da aveia. Guarapuava: Fundação Agrária de 
Pesquisa Agropecuária, 2006. 
CREDIDIO, E. A importância das fibras alimentares. Disponível em: 
http://londrinatecnopolis.org.br/novoportal/noticias/shownews.asp.>. Acesso em 30 jul. 2007. 
LAKATOS, E. M.; MARCONI, M. A. Fundamentos de metodologia científica. 6. ed. São 
Paulo: Atlas, 2006. 
LIMA, M. Monografia da produção acadêmica. São Paulo: Saraiva, 2004. 
 
 
 
 
124 
Tabela 1. Rendimento de grãos não desaristados (RG) e peso do hectolitro (PH) do Ensaio Brasileiro de Cultivares de Aveia com e sem fungicida, Três de Maio, RS, 
2016. 
Cultivares 
RG (kg.ha-1) PH (hL.ha-1) 
Com fungicida Sem fungicida Com fungicida Sem fungicida 
UPFA Gaudéria A 3408 b c d e f g A 3074 a A 49,4 c d e f g h A 46,8 b c 
UPFA Ouro A 2716 h A 2670 a A 48,5 c d e f g h A 46,4 b c 
UPFPS Farroupilha A 3486 b c d e f A 3361 a A 50,0 c d e f A 49,4 b 
IPR Afrodite A 3729 a b c d e A 3415 a A 50,4 c d e B 46,2 b c d 
IPR Artemis A 3266 d e f g h A 3111 a A 42,2 i A 42,0 d e 
URS FAPA Slava A 3224 d e f g h A 2774 a A 46,2 g h A 46,3 b c d 
Barbarasul A 3496 b c d e f A 3242 a A 49,2 c d e f g h A 49,9 b 
Brisasul A 3642 b c d e f A 3357 a A 51,1 c d A 46,4 b c d 
FAEM 4 Carlasul A 3019 f g h A 2882 a A 48,6 c d e f g h A 47,5 b c 
FAEM 5 Chiarasul A 3496 b c d e f A 3192 a A 48,8 c d e f g h A 47,7 b c 
FAEM 006 A 3875 a b c d A 3470 a A 49,3 c d e f g h B 43,7 c d e 
FAEM 007 A 4016 a b c A 3620 a A 53,2 b c B 50,0 b 
URS 21 A 3985 a b c A 3669 a A 50,6 c d e B 45,7 b c d 
URS Taura A 3933 a b c A 3645 a A 45,7 h i B 40,4 e 
URS Tarimba A 3847 a b c d A 3647 a A 47,6 d e f g h B 43,7 c d e 
URS Guria A 2812 g h A 2757 a A 48,8 c d e f g h B 43,7 c d e 
URS Charrua A 3108 e f g h A 2991 a A 46,9 e f g h A 47,2 b c 
URS Torena A 3391 c d e f g A 3255 a A 49,7 c d e f g A 47,9 b c 
URS Corona A 3239 d e f g h A 2975 a A 46,6 f g h A 47,2 b c 
URS Estampa A 3367 c d e f g h A 3248 a A 47,9 d e f g h A 47,4 b c 
URS Guará A 3855 a b c d A 3392 a A 49,9 c d e f g A 49,1 b 
URS Brava A 4047 a b A 3863 a A 59,1 a A 56,3 a 
URS Altiva A 4353 a A 4147 a A 55,7 a b A 56,1 a 
Média 
 
 3535 
 
 3294 
 
 49,32 
 
 47,26 
 
C. V. (%) Fungic. 5,8915,05 
 
 2,42 
 
 2,97 
 
 
Médias seguidas de mesma letra, minúscula na coluna e maiúscula na linha, não diferem estatisticamente entre si pelo teste de Tukey a 5 % de probabilidade de erro. 
 
 
 
 
 
125 
Tabela 2. Dias da emergência à floração (DEF), dias da emergência à maturação (DEM), dias da floração à maturação (DFM), estatura de plantas (EP), grãos com mais de 2 mm de 
espessura, massa de mil grãos (MMG), reação à ferrugem da folha (FF), ferrugem do colmo (FC), manchas foliares (MF), vírus do nanismo amarelo da cevada (VNAC) e 
acamamento no Ensaio Brasileiro de Cultivares de Aveia, com e sem fungicida, Três de Maio, RS, 2016. 
Cultivares 
DEF 
(dias) 
DEM 
(dias) 
DFM 
(dias) 
EP 
(cm) 
Esp > 2 mm 
(%) 
MMG 
(g) 
FF 
(%)5 
FC 
(%)6 
MF 
(%)7 
VNAC 
(%)8 
Acamam. 
(%) 
C/F1 S/F2 C/F S/F C/F S/F C/F S/F C/F S/F C/F S/F C/F S/F C/F S/F C/F S/F C/F S/F C/F S/F 
UPFA Gaudéria 79 79 133 132 54 53 130 110I 83 81 36,4 35,5 1 S 1 0 0 3 5 0 0 100 100 
UPFA Ouro 83S 83S 139S 131 56 48 130 114I 91 82 36,2 34,0 0,5 1,5 0 0 5 10 0 0 95 87 
UPFPS Farroupilha 79 79 134 129 55 50 143S 113I 87 84 37,5S 36,6S 1S 1 0 0 2 5 0 0,2 90 98 
IPR Afrodite 81 81 137 130 56 49 128 134S 93S 79 33,1 27,4 1S 1 0 0 3 5 0,3S 0 93 100 
IPR Artemis 75 75 131 127 56 52 106I 120 77I 67I 30,1I 27,2I 0 I 0 0 0 30S 30S 0 0,5S 100 100 
URS FAPA Slava 80 80 132 128 52I 48 108I 115I 75I 69I 28,2I 21,9I 0,5 5S 0 0 1 10 0 0 95 100 
Barbarasul 82S 82S 138S 134S 56 52 140 130 89 83 33,5 32,5 1 S 1 0 10 3 15 0 0 70 88 
Brisasul 82S 82S 136 130 54 48 125 120 82 76 33,1 29,5 1 S 3S 0 10 10 15 0 0,2 95 100 
FAEM 4 Carlasul 81 81 135 128 54 47I 137 129 88 90S 37,0 31,0 0 I 0 0 0 5 10 0 0 87 98 
FAEM 5 Chiarasul 80 80 135 130 55 50 123 125 87 85 33,5 31,2 0,5 0,5 10S 20S 7 20S 0,3S 0,2 100 97 
FAEM 006 75 75 134 128 59 53 140 130 68I 68I 33,2 28,1 0,5 0,5 0 0 5 15 0,2S 0 90 97 
FAEM 007 82S 82S 133 128 51I 46I 132 130 92 89S 37,2S 36,8S 0,5 0,5 0 10 2 5 0 0,2 80 100 
URS 21 77 77 126I 125I 49I 48 125 130 94S 79 36,3 31,9 0,5 0,5 0 10 5 10 0 0 90 100 
URS Taura 71I 71I 128I 126I 57 55 115I 115I 86 81 33,0 26,8I 1 S 1 0 0 3 5 0 0 87 100 
URS Tarimba 74I 74I 130 127 56 53 130 123 92 82 37,8S 23,7I 0 I 0,5 0 0 10 10 0 0 98 100 
URS Guria 76 76 127I 127 51I 51 128 117 80 77 34,1 31,0 0,5 1 0 20S 5 8 0 0 93 100 
URS Charrua 75 75 135 130 60S 55 140 130 91 88S 35,0 34,0 0 I 0,5 0 0 3 10 0,3S 0,2 98 98 
URS Torena 76 76 137 133S 61S 57S 133 128 90 85 36,2 34,4 0 I 0 10S 20S 5 5 0 0 82 97 
URS Corona 79 79 132 129 53 50 120 118 94S 91S 38,3S 36,7S 0 I 0 0 0 7 15 0,2S 0,2 92 98 
URS Estampa 79 79 136 128 57 49 135 125 82 75 34,3 30,3 1,5S 2 0 0 5 5 0,2S 0,2 97 100 
URS Guará 75 75 129I 127 54 52 120 122 93S 86 34,8 37,0S 0 I 0 10S 0 5 10 0,2S 0,2 97 100 
URS Brava 78 78 138S 134S 60S 56S 150S 140S 86 77 29,5I 34,4 0 I 0 0 0 2 5 0 0 85 90 
URS Altiva 74I 74I 139S 138S 65S 64S 160S 126 83 82 31,2I 37,3S 0 I 0 0 0 1 5 0 0 43I 52I 
Média 78,0 78,0 133,7 129,5 55,7 51,6 130,3 123,7 86,2 80,6 34,3 31.7 0,48 0,89 1,3 4,3 5,5 10,1 0,07 0,11 89,4 95,7 
Desvio Padrão 3,2 3,2 3,8 3,0 3,6 4,0 12,5 7,6 6,6 6,8 2,7 4,4 0,46 1,16 3,4 7,3 5,9 6,1 0,12 0,17 12,5 10,4 
1C/F = com fungicida; 2S/F = sem fungicida; 3 S = superior à média mais um desvio padrão; 4I = inferior à média menos um desvio padrão; 5 FF = severidade na fase do florescimento; 6FC = 
incidência na fase reprodutiva; 7MF = severidade na folha bandeira na fase de grão leitoso; 8VNAC = incidência na floração 
 
 
126 
 
ENSAIO BRASILEIRO DE CULTIVARES DE AVEIA BRANCA, ITAQUI/RS, 2016 
 
Matheus Noronha Bittencourt
1
, Tailine Pereira Rison
1
, Igor Kieling Severo
1
, 
Edson Charles Dornelles Maretoli
1
, Lucas Dotto
1
, Guilherme Ribeiro
2 
 
 
Para a fronteira oeste do estado do Rio Grande do Sul o cultivo de aveia branca é uma 
opção interessante para a entressafra, diminuindo o impacto da monocultura excessiva do 
arroz. Nesta amplitude de cultivo, a aveia é submetida a condições de ambientes amplamente 
variáveis determinando, dessa forma, considerável reação diferencial de genótipos frente a 
variações de ambiente (LORENCETTI et al., 2004). Identificar as cultivares que mais se 
adaptem as diferentes condições edafoclimáticas é uma importante estratégia, sugerindo aos 
produtores rurais as melhores constituições genéticas. Mesmo em áreas de arroz, o cultivo de 
aveia apresenta elevada incidência de moléstias, como é o caso da ferrugem da folha, 
causando perdas da área foliar, redução da atividade fotossintética, refletindo em grãos 
murchos e com reduzido valor comercial (FAVERA et al., 2009). Com isto, o tratamento com 
fungicidas aliado a cultivares resistentes à doença pode contribuir para desempenhos 
consideravelmente elevados. Deste modo, o objetivo do trabalho foi avaliar o desempenho de 
cultivares de aveia branca com e sem o tratamento químico de fungicida. 
O ensaio foi conduzido na área experimental do curso de agronomia na Universidade 
Federal do Pampa, no município de Itaqui, RS, durante a estação fria de 2016. O 
delineamento experimental utilizado foi o de blocos casualizados com três repetições, com os 
tratamentos distribuídos em parcelas subdivididas em faixas, onde as parcelas constituíram os 
tratamentos com fungicida (CF) e sem fungicida (SF), e as sub-parcelas foram constituídas 
pelas cultivares. Cada unidade experimental foi constituída por cinco linhas com cinco metros 
de comprimento e espaçamento de 0,17 m, sendo utilizadas apenas as linhas centrais para 
avaliações. A semeadura foi mecanizada no sistema convencional em 13 de maio de 2016, 
 
1
 Discente do curso de agronomia, Universidade Federal do Pampa, Itaqui, RS. E-mail: matheus.nb7@gmail.com 
2 
Eng. Agr., Professor do curso de Agronomia, Universidade Federal do Pampa, Itaqui, RS. E-mail: 
guilherme.tche@gmail.com 
 
 
 
127 
com a densidade de 350 sementes aptas por metro quadrado, a adubação de base foi de 350 
kg.ha
-1
 de adubo NPK na formulação 5-20-20. Quanto à adubação nitrogenada, foi realizada 
uma aplicação durante a fase de perfilhamento utilizando a dose 45 kg.ha
-1
 de N e uma 
segunda aplicação com a dose de 30 kg.ha
-1
 de N na fase de emborrachamento. Para o 
controle das moléstias, no tratamento com fungicida, foi utilizado fungicida sistêmico do 
grupo químico estrobilurina e triazol (500 mL.ha
-1
), sendo realizada apenas uma aplicação no 
aparecimento das pústulas de ferrugem da folha já na parte final do estádio reprodutivo da 
cultura. Foram avaliadas 23 cultivares (Tabela 1) para ambos os tratamentos avaliando os 
caracteres: rendimento de grãos (RG), em kg.ha
-1
; peso do hectolitro (PH), em kg.hL
-1
; massa 
de mil grãos (MMG), em gramas; grãos maiores que 2 mm (>2mm), em %; índice de 
descasque (ID), em %; dias da emergência a floração (DEF), em dias; estatura de planta 
(EST), em cm; e as variáveis de severidade de ferrugem da folha (FF), ferrugem do colmo 
(FC) e manchas foliares (MF), ambas em %. Os dados foram submetidos a análise de 
variância e comparação de médias, por meio do programa computacional GENES (CRUZ, 
2013). 
Com os resultados do tratamento sem fungicida para a variável rendimento de grãos a 
média foi de 1248,12 kg.ha
-1
, se destacando as cultivares FAEM 5 Carlasul, FAEM 007 e 
URS Estampa com maiores valores (Tabela 1). Com relação a moléstias, a incidência foi 
baixa de 27,25%, 6,01% e 7,03 para ferrugem da folha, ferrugem do colmo e manchas 
foliares, respectivamente destacando a cultivar FAEM 006 com elevada severidade de 
ferrugem da folha. Para peso do hectolitro, as cultivares UPFA Ouro, IPR Afrodite, URS 
Corona, URS Estampa e URS Altiva demonstraram maiores valores. Em massa de mil grãos 
as cultivares variaram de 28,03 para Brisasul até 36,73 para URS Guará. Para grãos maiores 
que 2 mm as cultivares FAEM 006 e URS 21 apresentaramos menores valores de 40,48 e 
45,24%, respectivamente, bem abaixo da média de 62,80%. Para índice de descasque não 
houve diferença estatística, com média para os genótipos de 66,5%. Em dias da emergência a 
floração, as cultivares variaram de 82 a 99 dias, com média de 93 dias. Em estatura de planta 
a média foi de 76,38 cm, com IPR Artemis apresentando 58 cm e URS Fapa Slava 57 cm, 
ambas com os menores valores. 
Para o tratamento com fungicida (Tabela 2), o rendimento de grãos apresentou média de 
1408 kg.ha
-1
, 200 kg.ha
-1
 a mais que no tratamento sem fungicida, além da média de ferrugem 
da folha de 17,25%, inferior no tratamento com fungicida, o que evidencia pequena, mas 
considerável eficiência do uso do fungicida. Ainda para ferrugem da folha, FAEM 006 
apresentou 46,7%, demonstrando susceptibilidade à doença mesmo utilizando fungicida, em 
 
 
 
128 
função de apenas uma aplicação do produto. A média da massa de mil grãos foi de 31,86 
gramas, onde URS Torena, URS Corona e URS Estampa demonstraram os maiores valores. 
Para grãos maiores que 2 mm as cultivares variaram de 42,18 a 78,73% com a média de 
62,73%. Na variável estatura de planta a média foi de 75,55 cm com as cultivares variando de 
62 até 88 cm. Para ferrugem do colmo os valores foram consideravelmente baixos com a 
média de 8,26% de severidade, mas com FAEM 007 se destacando negativamente por 
apresentar 20%. As cultivares não diferiram estatisticamente em índice de descasque (ID), 
sendo IPR Afrodite a cultivar que apresentou maior valor absoluto, 72,75%. Para peso do 
hectolitro e mancha foliar não houve diferença estatística. Dias da emergência a floração 
apresentou média de 93 dias, assemelhando-se ao tratamento sem fungicida, demonstrando 
que as cultivares não sofreram influência do tratamento nesta variável. 
 
Referências 
CRUZ, C. D. GENES – a software package for analysis in experimental statistics and 
quantitative genetics. Acta Scientiarum - Agronomy. v.35, p.271-276, 2013. 
FAVERA, D. D. et al. Controle químico de doenças na cultura da aveia, Revista da FZVA. 
v.6, p.42-51, 2009. 
LORENCETTI, C. et al. Implicações da aplicação de fungicida na adaptabilidade e 
estabilidade de rendimento de grãos em aveia branca, Ciência Rural. v.34, n.3, p.693-700, 
2004. 
 
 
129 
Tabela 1. Resultados médios para os caracteres: rendimento de grãos (RG), em kg.ha
-1
; peso do hectolitro (PH), em kg.hL
-1
; massa de mil grãos (MMG), em gramas; grãos 
maiores que 2 mm (>2mm), em %; índice de descasque (ID), em %; dias da emergência a floração (DEF), em dias; estatura de planta (EST), em cm; ferrugem da 
folha (FF), em %; ferrugem do colmo (FC), em % e mancha foliar (MF), em %; do Ensaio Brasileiro de Cultivares de Aveia Branca sem fungicida (SF), 
Itaqui/RS, 2017. 
Cultivares RG PH MMG >2mm ID DEF EST FF FC MF 
UPFA Gaudéria 650 c 40.91 b 35.97 a 69.40 a 64.92 a 91 c 72 c 43.3 b 13.3 a 10.0 a 
UPFA Ouro 1383 b 44.81 a 33.93 a 62.15 a 66.16 a 97 a 68 c 26.7 b 10.0 a 8.3 a 
UPFPS Farroupilha 1005 c 42.40 b 34.97 a 70.48 a 65.55 a 88 c 83 b 33.3 b 10.0 a 8.3 a 
IPR Afrodite 1032 c 47.40 a 32.00 b 59.25 a 69.37 a 93 b 88 a 23.3 c 10.0 a 8.3 a 
IPR Artemis 675 c 41.73 b 32.70 b 59.23 a 66.60 a 89 c 58 e 13.3 c 10.0 a 8.3 a 
URS Fapa Slava 798 c 40.12 b 29.60 b 66.28 a 60.73 a 91 c 57 e 30.0 b 10.0 a 8.3 a 
Barbarasul 1631 b 43.11 b 31.10 b 63.85 a 69.36 a 94 b 82 b 30.0 b 8.3 a 8.3 a 
Brisasul 1318 b 42.32 b 28.03 b 55.26 b 65.25 a 97 a 75 c 26.7 b 6.7 a 8.3 a 
FAEM 4 Carlasul 1844 a 42.82 b 31.90 b 75.51 a 68.63 a 97 a 85 b 33.3 b 6.7 a 6.7 a 
FAEM 5 Chiarasul 1260 c 42.04 b 32.70 b 62.57 a 65.87 a 91 c 68 c 20.0 c 6.7 a 6.7 a 
FAEM 006 1524 b 41.52 b 31.00 b 40.48 c 66.25 a 99 a 75 c 93.3 a 6.7 a 6.7 a 
FAEM 007 2043 a 39.47 b 32.00 b 56.42 b 64.52 a 91 c 83 b 30.0 b 6.7 a 6.7 a 
URS 21 1173 c 42.50 b 29.33 b 45.24 c 65.91 a 96 a 77 c 23.3 c 5.0 a 6.7 a 
URS Taura 1218 c 41.89 b 31.83 b 63.70 a 65.59 a 99 a 65 d 10.0 c 5.0 a 6.7 a 
URS Tarimba 740 c 42.64 b 32.30 b 74.61 a 67.46 a 95 b 70 c 10.0 c 3.3 a 6.7 a 
URS Guria 1019 c 39.95 b 32.93 b 62.92 a 63.23 a 97 a 75 c 33.3 b 3.3 a 6.7 a 
URS Charrua 1426 b 42.56 b 35.40 a 65.69 a 67.70 a 95 b 75 c 20.0 c 3.3 a 6.7 a 
URS Torena 1079 c 41.77 b 31.10 b 72.22 a 64.20 a 91 c 75 c 36.7 b 3.3 a 6.7 a 
URS Corona 1626 b 47.17 a 35.73 a 74.58 a 71.47 a 96 b 87 a 10.0 c 3.3 a 6.7 a 
URS Estampa 1960 a 46.39 a 30.23 b 52.78 b 74.30 a 96 b 82 b 13.3 c 3.3 a 5.0 a 
URS Guará 1422 b 42.34 b 36.73 a 60.23 a 66.48 a 94 b 78 b 36.7 b 3.3 a 5.0 a 
URS Brava 915 c 41.21 b 30.50 b 61.24 a 65.20 a 95 b 85 b 20.0 c 0 a 5.0 a 
URS Altiva 963 c 50.76 a 35.37 a 70.26 a 64.71 a 82 d 93 a 10.0 c 0 a 5.0 a 
Média 1248.12 42.95 32.49 62.8 66.5 93.67 76.38 27.25 6.01 7.03 
*Médias seguidas pela mesma letra na coluna não diferem estatisticamente pelo teste de Scott & Knott a 5% de probabilidade de erro. 
 
 
 
130 
Tabela 2. Resultados médios para os caracteres: rendimento de grãos (RG), em kg.ha
-1
; peso do hectolitro (PH), em kg.hL
-1
; massa de mil grãos (MMG), em gramas; grãos 
maiores que 2 mm (>2mm), em %; índice de descasque (ID), em %; dias da emergência a floração (DEF), em dias; estatura de planta (EST), em cm; ferrugem da 
folha (FF), em %; ferrugem do colmo (FC), em % e mancha foliar (MF), em %; do Ensaio Brasileiro de Cultivares de Aveia Branca com fungicida (CF), 
Itaqui/RS, 2017. 
Cultivares RG PH MMG >2mm I. D. DEF EST FF FC MF 
UPFA Gaudéria 1361 b 41.20 a 33.17 a 69.21 a 68.59 a 94 a 77 a 20.0 c 6.7 b 6.7 a 
UPFA Ouro 1342 b 43.48 a 34.23 a 67.41 a 64.22 a 92 a 88 a 20.0 c 16.7 a 8.3 a 
UPFPS Farroupilha 1478 b 43.34 a 33.00 a 68.29 a 66.01 a 92 a 85 a 23.3 c 13.3 a 8.3 a 
IPR Afrodite 1642 a 45.70 a 30.20 b 62.88 a 68.31 a 98 a 78 a 13.3 d 6.7 b 10.0 a 
IPR Artemis 1799 a 43.13 a 33.20 a 58.66 a 72.75 a 91 a 66 b 13.3 d 6.7 b 6.7 a 
URS Fapa Slava 1399 b 40.82 a 28.53 b 63.42 a 62.36 a 90 a 63 b 16.7 c 6.7 b 6.7 a 
Barbarasul 1212 b 42.11 a 31.13 b 71.05 a 67.46 a 95 a 73 b 10.0 d 6.7 b 6.7 a 
Brisasul 1374 b 42.24 a 27.93 b 63.02 a 60.09 a 96 a 72 b 20.0 c 10.0 b 8.3 a 
FAEM 4 Carlasul 1762 a 41.06 a 32.73 a 78.73 a 62.26 a 98 a 78 a 36.7 b 10.0 b 8.3 a 
FAEM 5 Chiarasul 1349 b 41.50 a 33.03 a 75.89 a 64.93 a 96 a 72 b 13.3 d 3.3 b 10.0 a 
FAEM 006 2042 a 38.92 a 30.00 b 45.79 b 58.20 a 92 a 80 a 46.7 a 16.7 a 6.7 a 
FAEM 007 1181 b 41.38 a 32.33 a 42.18 b 67.39 a 95 a 80 a 23.3 c 20.0 a 13.3 a 
URS 21 1610 a 47.09 a 29.60 b 43.89 b 70.34 a 90 a 80 a 16.7 c 16.7 a 8.3 a 
URS Taura 1135 b 45.11 a 30.90 b 66.23 a 64.24 a 93 a 62 b 10.0 d 10.0 b 5.0 a 
URS Tarimba 1273 b 44.81 a 33.87 a 68.24 a 69.38 a 93 a 68 b 10.0 d 3.3 b 6.7 a 
URS Guria 1647 a 39.16 a 27.50 b 61.34 a 61.06 a 93 a 80 a 16.7 c 10.0 b 6.7 a 
URS Charrua 1284 b 42.38 a 34.93 a 67.52 a 71.51 a 90 a 70 b 10.0 d 3.3 b 6.7 a 
URS Torena 868 b 42.48 a 35.20 a 72.26 a 66.85 a 95 a 73 b 16.7 c 3.3 b 5.0 a 
URS Corona 958 b 38.94 a 35.10 a 66.85 a 62.21 a 94 a 70 b 10.0 d 0.0 b 5.0 a 
URS Estampa 1430 b 43.12 a 30.00 b 50.99 b 69.92 a 95 a 80 a 10.0 d 3.3 b 5.0 a 
URS Guará 1981 a 42.91 a 35.10 a 63.06 a 66.10 a 92 a 78 a 20.0 c 6.7 b 8.3 a 
URS Brava 1052 b 37.25 a 27.47 b 45.04 b 60.75 a 93 a 85 a 10.0 d 3.3 b 6.7 a 
URS Altiva 1208 b 45.45 a 33.50 a 70.85 a 66.67 a 90 a 78 a 10 d 6.7 b 5.0 a 
Média 1408.07 42.33 31.86 62.73 65.72 93.38 75.55 17.25 8.26 7.32 
*Médias seguidas pela mesma letra na coluna não diferem estatisticamente pelo teste de Scott & Knott a 5% de probabilidade de erro. 
 
 
 
131 
 
ENSAIO BRASILEIRO DE CULTIVARES RECOMENDADAS DE AVEIA BRANCA 
EM ITABERÁ, SP, ARAPOTI, PR, TIBAGI, PR E CASTRO, PR, EM 2016 
 
Rudimar Molin
1
, Élide Dalzoto Costa
2
, Idimar Estefano Banhunk
3
 
 
 
O experimento teve como objetivo avaliar a produtividade e o rendimento industrial de 
grãos aristados das cultivares de aveia branca recomendadas para cultivo. 
O ensaio foi conduzido em esquema de parcelassubdivididas em faixas, dispostas em 
blocos ao acaso com três repetições, em solo de média a alta fertilidade e de textura argilosa, no 
CDE Itaberá, em Itaberá, SP (24
o
03’54,3”S, 49
o
09’24,1”W, 723m de altitude), textura média, no 
CDE Arapoti, em Arapoti, PR (24
o
11’35,9”S, 49
o
52’32,9”W, 887m de altitude), textura muito 
argilosa, no CDE Tibagi, em Tibagi, PR (24
o
31’31,4”S, 50
o
22’2,0”W, 832m de altitude) e de 
textura argilosa, no CDE Castro, em Castro, PR (24º47’48,8”S, 49
o
57’28,7”W, 996m de altitude) 
no ano de 2016. Ressalta-se que a textura do solo foi determinada na profundidade de 0-20 cm. 
As parcelas estavam constituídas de locais (Itaberá, Arapoti, Tibagi e Castro), as sub-
parcelas (5 linhas de 5 m x 0,17m) foram compostas de cultivares e as faixas (5 linhas de 5m x 
0,17m) receberam (C/F) ou não (S/F) fungicidas para controle de doenças fúngicas da parte aérea 
(oídio, ferrugens e manchas foliares). O ensaio foi conduzido no sistema de plantio direto, cuja 
semeadura foi realizada manualmente em sulcos previamente abertos com semeadora SHM 15-
17, na densidade de 300 sementes aptas m
-2
, nos dias 13, 12, 12 e 25/05/2016, respectivamente 
para Itaberá, Arapoti, Tibagi e Castro. O desbaste de plantas foi realizado 9 a 14 dias após a 
emergência, para uniformizar a densidade de plantas para 250 m
-2
 em Itaberá e Arapoti, 200 m
-2
 
em Tibagi e 180 m
-2
 em Castro. 
 
1
 Eng. Agr., M.Sc., Pesquisador e Coordenador, Fundação ABC, Castro, PR. E-mail: molin@fundacaoabc.org.br 
2
 Eng.ª Agr.ª, M.Sc., Pesquisadora, Fundação ABC, Castro, PR. E-mail: elide@fundacaoabc.org.br 
3
 Eng. Agr., Pesquisador, Fundação ABC, Castro, PR. E-mail: idimar@fundacaoabc.org.br 
 
 
 
132 
A adubação, o controle de plantas daninhas, de pragas e doenças da parte aérea foi 
realizado conforme indicações técnicas para a cultura da aveia (2014). Foram testadas vinte e três 
cultivares conforme apresentado nas Tabelas 1, 2, 3 e 4. A precipitação pluvial e as temperaturas 
médias registradas no período de maio a outubro de 2016 estão apresentadas na Tabela 5. 
Na área útil das sub-parcelas foi avaliado a produtividade de grãos aristados (kg ha
-1
), PGA, 
com umidade base úmida corrigida para 13% e o rendimento industrial de grãos aristados (% e kg 
ha
-1
), RIG. O RIG foi obtido através de uma amostra composta de 50 gramas da primeira 
repetição da sub-sub-parcela C/F. Desta amostra, determinou-se a massa (g) dos grãos com 
largura > 2 mm e destes, a massa (g) de 100 grãos “sem casca”. A porcentagem de RIG foi obtida 
multiplicando-se a porcentagem da massa de grãos > 2 mm pela porcentagem da massa de grãos 
“sem casca”. A porcentagem de RIG foi aplicada na PGA de cada repetição para obter o RIG em 
kg ha
-1
. Procedeu-se a análise de variância para PGA com o auxílio do software estatístico SAS 
System for Windows Version 9.4, aplicando-se o teste Tukey a 5% de probabilidade de erro para 
o agrupamento de médias. 
Na análise conjunta realizada para os locais Itaberá, Arapoti, Tibagi e Castro houve 
interação tripla (local, cultivares e uso de fungicidas) para o parâmetro PGA, em cujo 
desdobramento da análise, verificou-se interação dupla (cultivar e fungicida) em Itaberá, Tibagi e 
Castro. Em Arapoti não houve interação para cultivar e fungicida. Em Itaberá todas as cultivares 
obtiveram classificação de PGA no primeiro grupo estatístico C/F exceto FAEM 007. Para PGA 
S/F ficaram fora do primeiro grupo estatístico UPFA GAUDÉRIA, UPFA OURO, URS FAPA 
SLAVA, e BRISASUL. UPFA GAUDÉRIA, UPFPS FARROUPILHA, URS FAPA SLAVA, 
BRISASUL, URS TAURA, URS CHARRUA e URS ESTAMPA responderam à aplicação de 
fungicidas (Tabela 1). Quanto à porcentagem de RIG destacaram-se UPFA GAUDÉRIA, URS 
TAURA, URS TARIMBA, URS CHARRUA, URS TORENA, URS ESTAMPA, URS GUARÁ 
e URS ALTIVA, enquanto IPR AFRODITE, IPR ARTEMIS, BRISASUL, URS TAURA e URS 
CHARRUA apresentaram os maiores kg ha
-1
 de RIG (Tabelas 3 e 4). Em Arapoti, os cultivares 
que obtiveram classificação de PGA no primeiro grupo estatístico foram UPFA OURO, UPFPS 
FARROUPILHA IPR AFRODITE, IPR ARTEMIS, BARBARASUL, FAEM 4 CARLASUL, 
FAEM 006, URS 21, URS CORONA, URS GUARÁ e URS BRAVA. UPFA GAUDÉRIA, 
FAEM 007, URS 21, URS TAURA, URS TARIMBA e URS TORENA responderam à aplicação 
de fungicidas (Tabela 1). Ainda em Arapoti, entre os destaques com maior porcentagem de RIG 
 
 
 
133 
estão UPFA GAUDÉRIA, URS TAURA, URS CHARRUA, URS ESTAMPA, URS GUARÁ e 
URS BRAVA, enquanto UPFA OURO, BARBARASUL, FAEM 4 CARLASUL, FAEM 006, 
URS 21, URS CHARRUA, URS CORONA, URS GUARÁ e URS BRAVA obtiveram os 
maiores kg ha
-1
 de RIG (Tabelas 3 e 4). Em Tibagi as cultivares UPFA OURO, UPFPS 
FARROUPILHA, URS FAPA SLAVA, BRISASUL, FAEM 5 CHIARASUL, URS 21, URS 
TAURA, URS GURIA, URS TORENA, URS ESTAMPA e URS ALTIVA, ficaram fora do 
primeiro grupo estatístico para PGA C/F. O mesmo ocorreu para URS FAPA SLAVA, FAEM 5 
CHIARASUL, URS GURIA e URS ALTIVA com PGA S/F. UPFA GAUDÉRIA, IPR 
ARTEMIS, URS FAPA SLAVA, BARBARASUL, FAEM 5 CHIARASUL, URS TAURA, URS 
TARIMBA, URS TORENA, URS CORONA e URS ESTAMPA responderam à aplicação de 
fungicidas (Tabela 2). Quanto à porcentagem de RIG, tiveram os maiores destaques UPFA 
GAUDÉRIA, IPR AFRODITE, IPR ARTEMIS, BARBARASUL, URS 21, URS TAURA, URS 
TARIMBA, URS CHARRUA, URS TORENA, URS CORONA, URS GUARÁ, URS BRAVA e 
URS ALTIVA. Enquanto para kg ha
-1
 de RIG destacaram-se UPFA GAUDÉRIA, IPR 
AFRODITE, IPR ARTEMIS, URS TARIMBA, URS CHARRUA, URS CORONA e URS 
GUARÁ (Tabela 3 e 4). Em Castro, todas as cultivares obtiveram classificação de PGA no 
primeiro grupo estatístico C/F exceto UPFPS FARROUPILHA, URS FAPA SLAVA, FAEM 4 
CARLASUL, URS TAURA, URS GURIA e URS ALTIVA. Para PGA S/F ficaram no primeiro 
grupo estatístico UPFA GAUDÉRIA, IPR AFRODITE, IPR ARTEMIS, BARBARASUL, URS 
21, URS TAURA, URS TARIMBA, URS GURIA, URS TORENA, URS BRAVA e URS 
ALTIVA. Todas as cultivares responderam à aplicação de fungicidas, exceto UPFA 
GAUDÉRIA, URS GURIA e URS ALTIVA (Tabela 2). UPFA GAUDÉRIA, URS TAURA, 
URS CHARRUA, URS CORONA e URS GUARÁ, destacaram-se quanto à porcentagem de 
RIG. Para o grupo de maior destaque kg ha
-1
 de RIG foram a IPR AFRODITE, URS 
CHARRUA, URS CORONA e URS GUARÁ (Tabelas 3 e 4). 
 
Referências 
COMISSÃO BRASILEIRA DE PESQUISA DE AVEIA. Indicações técnicas para a cultura da 
aveia. Passo Fundo: Ed. Universidade de Passo Fundo, 2014. 136 p. 
 
 
 
 
 
134 
Tabela 1. Produtividade de grãos aristados (PGA) obtida em Itaberá, SP e Arapoti, PR, em 2016. 
 
Perdas: porcentagem de perdas de produtividade de grãos aristados pela não proteção da parte aérea com fungicidas em relação à 
proteção. C.V: coeficiente de variação. ns: não significativo a 5% de probabilidade. *, ** e ***: significativo a 5%, 1% e 0,1% de 
probabilidade, respectivamente. Tukey (5%). Letras maiúsculas comparam fungicidas e letras minúsculas comparam cultivares. 
 
 
n
o
Cultivares C.V.% Teste F
médias Perdas (%)
1 UPFA GAUDÉRIA 7233 A 8288 ab B 6177 bcd 25 5,8 *
2 UPFA OURO 6906 NS 8010 ab 5801 d 28 9,7 NS
3 UPFPS FARROUPILHA 7817 A 8467 ab B 7168 abcd 15 2,4 *
4 IPR AFRODITE 8265 NS 9160 a 7370 abcd 20 10,9 NS
5 IPR ARTEMIS 8264 NS 8823 a 7706 abc 13 8,8 NS
6 URS FAPA SLAVA 7111 A 8252 ab B 5971 cd 28 5,8 *
7 BARBARASUL 8284 NS 8724 a 7844 ab 10 8,5 NS
8 BRISASUL 7920 A 9464 a B 6375 bcd 33 2,1 **
9 FAEM 4 CARLASUL 7406 NS 7617 ab 7195 abcd 6 2,5 NS
10 FAEM 5 CHIARASUL 7256 NS 7803 ab 6709 abcd 14 6,3 NS
11 FAEM 006 7198 NS 7544 ab 6852 abcd 9 11,7 NS
12 FAEM 007 6672 NS 6574 b 6771 abcd -3 4,4 NS
13 URS 21 7379 NS 7925 ab 6834 abcd 14 7,5 NS
14 URS TAURA 7643 A 8337 ab B 6948 abcd 17 4,2 *
15 URS TARIMBA 7431 NS 7407 ab 7454 abcd -1 11,0 NS
16 URS GURIA 7967 NS 8504 ab 7431 abcd 13 4,0 NS
17 URS CHARRUA 8002 A 8402 ab B 7602 abc 10 1,4 *
18 URS TORENA 7496 NS 7759 ab7233 abcd 7 8,2 NS
19 URS CORONA 8054 NS 7871 ab 8238 a -5 12,0 NS
20 URS ESTAMPA 7646 A 8304 ab B 6988 abcd 16 1,3 **
21 URS GUARÁ 7915 NS 8112 ab 7717 abc 5 4,7 NS
22 URS BRAVA 8024 NS 8148 ab 7899 ab 3 10,7 NS
23 URS ALTIVA 7268 NS 7479 ab 7058 abcd 6 7,4 NS
C.V.% 8,3 8,1
Média 7615 8129 7102 13
Teste F ** ***
1 UPFA GAUDÉRIA 5681 fgh A 6306 B 5056 20 3,4 *
2 UPFA OURO 7221 ab NS 7368 7075 4 4,0 NS
3 UPFPS FARROUPILHA 6773 abcde NS 6864 6681 3 2,1 NS
4 IPR AFRODITE 7098 abc NS 7098 7097 0 3,6 NS
5 IPR ARTEMIS 6529 abcdef NS 6654 6404 4 7,7 NS
6 URS FAPA SLAVA 6170 cdefgh NS 6586 5753 13 6,5 NS
7 BARBARASUL 6845 abcde NS 7139 6551 8 13,1 NS
8 BRISASUL 6001 defgh NS 6330 5671 10 14,3 NS
9 FAEM 4 CARLASUL 7124 abc NS 7466 6782 9 3,9 NS
10 FAEM 5 CHIARASUL 6255 bcdefgh NS 6629 5881 11 3,9 NS
11 FAEM 006 7413 a NS 7935 6891 13 8,1 NS
12 FAEM 007 6192 cdefgh A 6759 B 5624 17 3,8 *
13 URS 21 6868 abcd A 7200 B 6536 9 2,2 *
14 URS TAURA 5672 fgh A 6152 B 5191 16 1,1 **
15 URS TARIMBA 5970 defgh A 6251 B 5690 9 0,1 ***
16 URS GURIA 5532 gh NS 5897 5166 12 5,5 NS
17 URS CHARRUA 6084 defgh NS 6622 5547 16 7,8 NS
18 URS TORENA 5885 efgh A 6257 B 5514 12 2,9 *
19 URS CORONA 7108 abc NS 7695 6521 15 6,2 NS
20 URS ESTAMPA 5741 fgh NS 5703 5778 -1 4,6 NS
21 URS GUARÁ 7132 abc NS 6990 7273 -4 8,9 NS
22 URS BRAVA 6486 abcdefg NS 6784 6188 9 4,4 NS
23 URS ALTIVA 5376 h NS 5325 5427 -2 12,1 NS
C.V.% 7,1 5,4 8,8
Média 6398 6696 6100 9
Teste F *** *** ***
Arapoti, PR
com fungicida sem fungicida
Itaberá, SP 
Produtividade de grãos aristados (kg ha
-1
)
 
 
 
135 
Tabela 2. Produtividade de grãos aristados (PGA) obtida em Tibagi, PR e Castro, PR, em 2016. 
 
Perdas: porcentagem de perdas de produtividade de grãos aristados pela não proteção da parte aérea com fungicidas em relação à 
proteção. C.V: coeficiente de variação. ns: não significativo a 5% de probabilidade. *, ** e ***: significativo a 5%, 1% e 0,1% de 
probabilidade, respectivamente. Tukey (5%). Letras maiúsculas comparam fungicidas e letras minúsculas comparam cultivares. 
 
 
n
o
Cultivares C.V.% Teste F
médias Perdas (%)
1 UPFA GAUDÉRIA 8653 A 9575 ab B 7732 abc 19 3,8 *
2 UPFA OURO 7604 NS 7957 de 7251 abc 9 7,5 NS
3 UPFPS FARROUPILHA 8000 NS 8515 bcd 7484 abc 12 6,1 NS
4 IPR AFRODITE 8549 NS 8943 abcd 8155 ab 9 4,4 NS
5 IPR ARTEMIS 8857 A 9618 a B 8097 abc 16 1,8 **
6 URS FAPA SLAVA 6713 A 8487 cd B 4939 d 42 1,8 ***
7 BARBARASUL 8104 A 8587 abcd B 7621 abc 11 2,9 *
8 BRISASUL 7614 NS 8153 de 7076 abc 13 5,0 NS
9 FAEM 4 CARLASUL 7899 NS 8693 abcd 7105 abc 18 7,8 NS
10 FAEM 5 CHIARASUL 7640 A 8265 de B 7015 bc 15 0,6 ***
11 FAEM 006 8169 NS 8760 abcd 7579 abc 13 4,9 NS
12 FAEM 007 8017 NS 8649 abcd 7384 abc 15 5,0 NS
13 URS 21 7929 NS 8335 d 7523 abc 10 6,0 NS
14 URS TAURA 7634 A 8195 de B 7074 abc 14 0,3 ***
15 URS TARIMBA 8292 A 9513 abc B 7071 abc 26 1,5 **
16 URS GURIA 7565 NS 8304 d 6825 c 18 10,8 NS
17 URS CHARRUA 8499 NS 8685 abcd 8312 a 4 4,1 NS
18 URS TORENA 7822 A 8389 d B 7255 abc 14 1,0 **
19 URS CORONA 8580 A 8939 abcd B 8220 ab 8 2,1 *
20 URS ESTAMPA 7659 A 7989 de B 7329 abc 8 1,8 *
21 URS GUARÁ 8279 NS 8761 abcd 7797 abc 11 7,2 NS
22 URS BRAVA 8393 NS 8581 abcd 8204 ab 4 1,8 NS
23 URS ALTIVA 7008 NS 7193 e 6823 c 5 4,8 NS
C.V.% 4,0 5,6
Média 7977 8569 7386 14
Teste F *** ***
1 UPFA GAUDÉRIA 8403 NS 9152 abc 7653 ab 16 8,7 NS
2 UPFA OURO 7852 A 9222 abc B 6483 bcde 30 4,6 *
3 UPFPS FARROUPILHA 7805 A 8881 bc B 6730 bcd 24 6,4 *
4 IPR AFRODITE 8862 A 10623 a B 7101 abcd 33 3,6 ***
5 IPR ARTEMIS 9148 A 9843 ab B 8453 a 14 1,0 ***
6 URS FAPA SLAVA 6458 A 8581 bc B 4335 f 49 6,5 ***
7 BARBARASUL 8174 A 9181 abc B 7168 abc 22 2,5 ***
8 BRISASUL 7513 A 9329 ab B 5696 def 39 7,5 *
9 FAEM 4 CARLASUL 7604 A 8962 bc B 6246 bcde 30 5,6 *
10 FAEM 5 CHIARASUL 7711 A 9248 abc B 6173 cde 33 3,3 **
11 FAEM 006 7927 A 9690 ab B 6165 cde 36 10,6 *
12 FAEM 007 7457 A 9773 ab B 5142 ef 47 7,3 **
13 URS 21 8391 A 9214 abc B 7567 abc 18 3,2 *
14 URS TAURA 7834 A 8643 bc B 7025 abcd 19 2,3 **
15 URS TARIMBA 8391 A 9466 ab B 7316 abc 23 5,0 *
16 URS GURIA 8052 NS 7691 c 8413 a -9 6,9 NS
17 URS CHARRUA 8222 A 9654 ab B 6790 bcd 30 3,7 **
18 URS TORENA 8390 A 9246 abc B 7534 abc 19 5,5 *
19 URS CORONA 8460 A 9971 ab B 6949 bcd 30 4,4 *
20 URS ESTAMPA 8137 A 9468 ab B 6807 bcd 28 3,5 **
21 URS GUARÁ 8276 A 9872 ab B 6680 bcd 32 3,1 **
22 URS BRAVA 8349 A 9400 ab B 7299 abc 22 3,4 *
23 URS ALTIVA 8413 NS 8402 bc 8424 a 0 5,2 NS
C.V.% 5,5 6,7
Média 8080 9283 6876 26
Teste F *** ***
Castro, PR
com fungicida sem fungicida
Tibagi, PR
Produtividade de grãos aristados (kg ha
-1
)
 
 
 
136 
Tabela 3. Porcentagem de rendimento industrial de grãos aristados (%RIG) obtido nos locais avaliados, em 2016. 
 
 
 
 
n
o
Cultivares Médias
Itaberá, SP Arapoti, PR Tibagi, PR Castro, PR
1 UPFA GAUDÉRIA 71 72 75 76 73
2 UPFA OURO 66 70 70 72 69
3 UPFPS FARROUPILHA 68 68 70 73 70
4 IPR AFRODITE 69 66 71 70 69
5 IPR ARTEMIS 68 69 74 69 70
6 URS FAPA SLAVA 63 62 67 68 65
7 BARBARASUL 66 67 71 68 68
8 BRISASUL 68 68 69 69 68
9 FAEM 4 CARLASUL 67 68 69 66 67
10 FAEM 5 CHIARASUL 63 65 67 68 66
11 FAEM 006 61 69 67 68 66
12 FAEM 007 66 66 69 66 67
13 URS 21 66 68 71 72 69
14 URS TAURA 73 74 74 74 74
15 URS TARIMBA 70 70 72 73 71
16 URS GURIA 68 70 68 72 69
17 URS CHARRUA 70 71 71 74 72
18 URS TORENA 71 70 73 73 72
19 URS CORONA 67 69 74 74 71
20 URS ESTAMPA 70 71 69 73 71
21 URS GUARÁ 72 71 73 75 73
22 URS BRAVA 65 71 71 72 70
23 URS ALTIVA 72 70 74 71 72
Média 68 69 71 71 70
Rendimento industrial de grãos aristados (%)
 
 
 
137 
Tabela 4. Rendimento industrial de grãos aristados (RIG) obtido nos locais avaliados, em 2016. 
 
 
n
o
Cultivares Médias
Itaberá, SP Arapoti, PR Tibagi, PR Castro, PR
1 UPFA GAUDÉRIA 5866 4532 7162 6951 6128
2 UPFA OURO 5282 5192 5537 6626 5659
3 UPFPS FARROUPILHA 5725 4702 5987 6505 5730
4 IPR AFRODITE 6338 4701 6354 7466 6215
5 IPR ARTEMIS 5969 4575 7128 6811 6121
6 URS FAPA SLAVA 5239 4064 5719 5852 5219
7 BARBARASUL 5744 4786 6136 6286 5738
8 BRISASUL 6459 4289 5634 6399 5695
9 FAEM 4 CARLASUL 5071 5085 5984 5947 5522
10 FAEM 5 CHIARASUL 4922 4338 5519 6274 5263
11 FAEM 006 4624 5448 5835 6579 5622
12 FAEM 007 4369 4455 5996 6455 5319
13 URS 21 5217 4922 5916 6633 5672
14 URS TAURA 6121 4526 6075 6431 5788
15 URS TARIMBA 5153 4388 6807 6867 5804
16 URS GURIA 5762 4119 5675 5529 5271
17 URS CHARRUA 5893 4719 6151 7183 5987
18 URS TORENA 5515 4367 6140 6791 5703
19 URS CORONA 5284 5276 6576 7396 6133
20 URS ESTAMPA 5798 4044 5519 6932 5573
21 URS GUARÁ 5807 4936 6437 7367 6136
22 URS BRAVA 5313 4817 6084 6762 5744
23 URS ALTIVA 5353 3731 5296 5979 5090
Média 5514 4609 6073 6610 5701
Rendimento industrial de grãos aristados (kg ha
-1
)
 
 
 
138 
Tabela 5. Precipitação pluvial e temperatura média registrada no período de maio a outubro de 2016. 
 
1): Dados obtidos nas estações agrometeorológicas da Fundação ABC, localizadas nos municípios de Itaberá, SP, Arapoti, Tibagi 
e Castro, PR. 
Decêndio
ºC mm ºC mm ºC mm ºC mm ºC mm ºC mm
1º 16,6 22,4 14,8 97,0 16,7 1,0 16,8 12,6 16,2 36,4 17,0 16,8
2º 16,7 43,4 13,2 5,0 15,3 43,6 16,1 94,4 19,2 2,8 21,9 141,6
3º 15,7 80,0 14,2 22,8 15,3 1,4 16,7 52,8 17,2 1,6 19,3 48,6
Total 145,8 124,8 46,0 159,8 40,8 207,0
Decêndio
ºC mm ºC mm ºC mm ºC mm ºC mm ºC mm
1º 16,4 46,0 13,8 109,0 16,2 2,0 16,6 44,4 15,5 46,8 16,6 15,4
2º 16,3 44,8 13,4 4,4 15,3 47,4 15,7 121,8 18,3 21,2 21,2 112,4
3º 15,2 170,2 14,2 31,4 14,9 0,8 16,1 37,6 16,9 2,8 18,9 15,2
Total 261,0 144,8 50,2 203,8 70,8 143,0
Decêndio
ºC mm ºC mm ºC mm ºC mm ºC mm ºC mm
1º 15,6 39,8 12,8 43,2 14,2 8,0 15,7 31,6 14,9 51,4 16,9 18,82º 16,1 48,8 11,9 25,6 14,2 82,8 14,7 126,4 17,4 26,6 21,4 58,2
3º 15,2 143,0 13,1 46,0 13,8 2,2 15,4 30,2 16,9 3,4 19,3 35,6
Total 231,6 114,8 93,0 188,2 81,4 112,6
Decêndio
ºC mm ºC mm ºC mm ºC mm ºC mm ºC mm
1º 14,5 26,0 11,8 43,0 13,1 6,2 13,8 42,6 13,3 72,0 14,8 11,8
2º 14,1 18,6 10,8 11,2 12,7 93,8 13,3 154,4 15,8 11,8 19,8 93,0
3º 13,8 96,0 11,1 52,6 11,9 2,4 13,9 27,4 14,6 5,0 16,5 20,2
Total 140,6 106,8 102,4 224,4 88,8 125,0
Itaberá, SP
(1) 
Maio Junho Julho Agosto Setembro Outubro
Outubro
Arapoti, PR
(1)
Maio Junho Julho Agosto Setembro
Tibagi, PR
(1)
Maio Junho Julho Agosto Setembro Outubro
Castro, PR
(1)
Maio Junho Julho Agosto Setembro Outubro
 
 
139 
 
ENSAIO BRASILEIRO DE CULTIVARES DE AVEIA BRANCA CONDUZIDO NA 
UFRGS – ELDORADO DO SUL, 2016 
 
Marcelo Teixeira Pacheco
1
, Luiz Carlos Federizzi
1
, Fabrício André Musa
2
, 
Cristiano Mathias Zimmer
3
, Emilio Ghisleni Arenhardt
3
 
 
 
No Brasil, a safra de 2016 foi a maior safra de aveia da história, com produção de 690 mil 
toneladas de grãos. A área cultivada correspondeu a 291,5 mil ha, sendo inferior as áreas 
plantadas entre os anos de 2003 e 2006. A produtividade média foi similar a observada entre os 
anos de 2010 e 2013, ficando entre 2300 e 2400 kg/ha (CONAB, 2017). A produtividade 
brasileira é similar a média dos Estados Unidos da América mundial, que correspondeu a 2370 
kg/ha em 2016 (USDA, 2017). O desempenho da cultura da aveia no Brasil, vem melhorando por 
diversos fatores no Brasil, incluindo a adoção de práticas agronômicas adequadas e a 
disponibilidade de cultivares de aveia com elevado potencial de rendimento e qualidade de grãos, 
aliado a boa estabilidade de rendimento das cultivares. 
A Comissão Brasileira de Pesquisa de Aveia (CBPA) coordena o Ensaio Brasileiro de 
Cultivares de Aveia Branca (EBCA), o qual avalia o desempenho de cultivares de aveia indicadas 
para o cultivo no Brasil. Produzindo dados que servem de subsídio à técnicos e agricultores para 
a escolha de cultivares adaptadas as suas condições e necessidades. O Ensaio é anualmente 
conduzido em cerca de 20 locais do sul Brasil, sendo que as cultivares são testadas com e sem a 
aplicação de fungicida, permitindo também avaliar o nível de resistência às principais moléstias, 
em especial à ferrugem da folha, que é a doença mais devastadora que ataca a aveia (Martinelli, 
 
1
 Eng. Agr., Ph.D., Professor do Dep. de Plantas de Lavoura, Faculdade de Agronomia, Universidade Federal do Rio 
Grande do Sul (UFRGS). E-mail: marpac@ufrgs.br 
2
 Eng. Agr., Estudante de Mestrado, Programa de Pós-Graduação em Fitotecnia, UFRGS. 
3
 Eng. Agr., Mestre, Estudante de Doutorado, Programa de Pós-Graduação em Fitotecnia, UFRGS. 
 
 
 
140 
2004). O objetivo deste trabalho é reportar os resultados obtidos no EBCA conduzido na Estação 
Experimental Agronômica da UFRGS, no ano de 2016. 
O ensaio foi conduzido de acordo com o delineamento experimental de blocos casualizados 
em parcelas subdivididas, com três repetições. As parcelas principais foram constituídas pelo 
tratamento fúngico, havendo dois tratamentos: com e sem a aplicação de fungicida. As 
subparcelas foram alocadas dentro das parcelas principais e foram constituídas pelas cultivares de 
aveia sob avaliação. Foram testadas 23 cultivares, conforme Tabela 1. As unidades 
experimentais, que correspondem as subparcelas, foram constituídas de 5 linhas de semeadura, 
com 5 m de comprimento, espaçadas 0,20 m entre si, somando uma área de 5 m
2
 em cada 
unidade. A distância entre as unidades foi de 0,40 m. A densidade de semeadura foi de cerca de 
350 sementes por m
2
. O experimento foi implantado, mecanicamente, sob sistema de semeadura 
direta sobre palhada de soja. A área experimental estava em pousio na safra de inverno/primavera 
do ano de 2015. O ensaio foi instalado no dia 03 de junho e a emergência ocorreu na data de 17 
de junho de 2016. A adubação de base foi igual a 300 kg/ha da fórmula 5-30-15 de N-P-K, 
enquanto que a adubação de cobertura foi igual a duas aplicações de 35 kg/ha de N, na forma de 
ureia, em cada aplicação. As adubações de cobertura foram realizadas por ocasião da expansão da 
terceira e sexta folhas das plantas, na média do ensaio. Nas parcelas com fungicida foi utilizado 
Tebuconazole, na dose de 750 ml/ha do produto comercial, sendo realizada três aplicações nas 
datas de 23/08, 16/09 e 07/10/2016. A colheita foi mecanizada, colhendo-se os toda a área da 
parcela. 
Os resultados obtidos para o EBLA 2016 são apresentados nas Tabelas 1 e 2. A aplicação 
de fungicida resultou em um ganho médio de 644 kg/ha no rendimento de grãos, variando de zero 
a 2700 kg/ha. As cultivares com os maiores ganhos resultantes da aplicação de fungicida foram 
URS Fapa Slava e URS Taura. Já FAEM 4 Carlasul e FAEM 5 Chiarasul não apresentaram 
ganho com a aplicação de fungicida, sendo FAEM 4 Carlasul pertenceu ao grupo de genótipos 
superiores sem aplicação de fungicida, considerando a média geral sem fungicida somada a um 
desvio padrão. Ainda pertenceram a esse grupo as cultivares IPR Artemis e URS Charrua. É 
interessante notar que IPR Artemis foi a única cultivar a ser superior, quanto ao rendimento de 
grãos, com e sem aplicação de fungicida. Também foram superiores com aplicação de fungicida 
as cultivares IPR Afrodite e URS Taura. Cultivares com rendimento de grãos abaixo da média 
geral (com ou sem aplicação de fungicida) menos um desvio padrão foram consideradas do grupo 
 
 
 
141 
de desempenho inferior. Pertenceram a este grupo, sem aplicação de fungicida, as cultivares URS 
Fapa Slava e URS Estampa; enquanto que as inferiores, com aplicação de fungicida foram UPFA 
Ouro e URS Brava (Tabela 1). 
O ganho médio no peso do hectolitro, com a aplicação de fungicida, foi de 4,7 kg/hl, 
variando de zero a 20,3 kg/hl, sendo que as cultivares que mais se beneficiaram com o uso de 
fungicida, considerando o peso do hectolitro, foram URS FAPA Slava e URS Taura (Tabela 1). 
O ciclo das cultivares, da emergência ao florescimento, variou entre 74-75 dias (UPFPS 
Farroupilha, URS Taura, URS Tarimba, URS Charrua e URS Guará) e 86-88 dias (UPFA Ouro, 
IPR Afrodite e URS Estampa) (Tabela 2). A estatura das plantas variou entre 114-115 cm (URS 
Taura e URS Fapa Slava) a 154-157 cm (FAEM 006, FAEM 007, URS Charrua e URS Altiva) 
(Tabela 2). A severidade de ferrugem da folha sem aplicação de fungicida variou de 3% (URS 
Altiva) a 90-100% (UPFA Gaudéria, URS Fapa Slava, Brisasul, URS Taura, URS Tarimba, URS 
Guria e URS Estampa). A aplicação de fungicida permitiu controlar a ferrugem da folha na 
maioria dos genótipos, com exceção de URS Fapa Slava, URS Taura e URS Estampa (Tabela 2). 
O acamamento variou entre zero e 70%, não sendo uniforme dentro de genótipos, quando 
considerados os tratamentos com e sem fungicida (Tabela 2). 
 
Referências 
CONAB, Companhia Nacional de Abastecimento. Séries históricas: Séries Históricas de Área 
Plantada, Produtividade e Produção, Relativas às Safras 1976/77 a 2015/16 de Grãos, 2001 a 
2016 de Café, 2005/06 a 2016/17 de Cana-de-Açúcar. [2017]. Disponível em: 
<http://www.conab.gov.br/conteudos.php?a=1252&t=2>. Acesso em: 03 mar. 2017. 
MARTINELLI, J. A. Oat diseases and their control. In: SUTTIE, J. M.; REYNOLDS, S. G. (Ed.) 
Fodder oats: a world review. Roma: FAO, 2004. p.197-214. 
USDA, United States Department of Agriculture. Programs and Services, Agricultural Statistics, 
Production, Supply and Distribution Online Database (PSD Online), circulars, grains. 
Disponível em <https://apps.fas.usda.gov/psdonline/app/index.html#/app/advQuery>. Acesso em: 
03 mar. 2017. 
 
 
 
142 
Tabela 1. Rendimento de grãos (Rend. grãos), sem (SF) e com fungicida (CF), diferença do rendimento de grãos 
com e sem fungicida (Rend. Difer.), peso do hectolitro de grãos desaristados (PH), sem e com 
fungicida,diferença do peso do hectolitro com e sem tratamento fúngico (PH Difer.) dos genótipos do 
Ensaio Brasileiro de Cultivares de Aveia Branca 2016. EEA/UFRGS, Eldorado do Sul, 2016. 
Nº 
 
Rend. Rend. Difer. PH PH Difer. 
do TRATAMENTO (kg/ha) (kg/ha) (kg/hl) (kg/hl) 
Trat. 
 
SF 
 
CF 
 
(CF- SF) SF CF (CF- SF) 
1 UPFA Gaudéria 3467 
 
4129 
 
661 52,3 60,9 8,6 
2 UPFA Ouro 3150 
 
3460 I 310 52,4 59,1 6,7 
3 UPFPS Farroupilha 3646 
 
3743 
 
97 57,1 60,9 3,8 
4 IPR Afrodite 3839 
 
4832 S 993 55,4 60,8 5,4 
5 IPR Artemis 4490 S† 4739 S 249 47,7 52,7 5,1 
6 URS Fapa Slava 1276 I§ 3974 
 
2698 34,7 55,0 20,3 
7 Barbarasul 3380 
 
4275 
 
895 55,7 57,9 2,3 
8 Brisasul 3543 
 
4351 
 
807 51,7 57,4 5,7 
9 FAEM 4 Carlasul 4737 S 4547 
 
-189 53,9 58,9 5,0 
10 FAEM 5 Chiarasul 3845 
 
3772 
 
-73 54,6 57,3 2,6 
11 FAEM 006 3777 
 
4245 
 
468 52,7 56,5 3,8 
12 FAEM 007 3518 
 
4051 
 
533 51,6 56,5 4,8 
13 URS 21 3970 
 
4271 
 
301 57,0 58,1 1,2 
14 URS Taura 3119 
 
5174 S 2055 51,2 61,1 10,0 
15 URS Tarimba 3135 
 
4417 
 
1282 48,7 57,0 8,3 
16 URS Guria 3357 
 
3892 
 
535 54,6 59,3 4,7 
17 URS Charrua 4251 S 4402 
 
151 55,0 56,1 1,1 
18 URS Torena 3465 
 
3823 
 
357 55,3 54,8 -0,5 
19 URS Corona 3975 
 
4241 
 
267 57,0 57,5 0,5 
20 URS Estampa 2997 I 4230 
 
1233 52,4 57,1 4,7 
21 URS Guará 3796 
 
4425 
 
629 57,5 57,4 -0,1 
22 URS Brava 3192 
 
3274 I 82 57,8 60,1 2,3 
23 URS Altiva 3314 
 
3785 
 
471 60,4 61,5 1,1 
 
Média 3532 
 
4176 
 
644 53,3 58,0 4,7 
 
C.V. (%) 13,68 
 
13,26 
 
 
Desvio padrão 483,1 
 
553,6 
 
 
C.V. (%) da análise conjunta com e sem fungicida para rendimento de grãos = 13,48 
†
S = Cultivares com rendimento de grãos superior, assim considerado quando a sua média foi maior que a média 
geral mais um desvio padrão, dentro do tratamento fúngico. 
§
I = Cultivares com rendimento de grãos inferior, assim considerado quando a sua média foi menor que a média geral 
menos um desvio padrão, dentro do tratamento fúngico. 
 
 
 
 
 
143 
Tabela 2. Número de dias da emergência ao florescimento (DEF), estatura de planta (Est.), severidade de 
ferrugem da folha (FF), manchas foliares (MF) e Acamamento (Acam.) sem (SF) e com aplicação de 
(CF), dos genótipos do Ensaio Brasileiro de Cultivares de Aveia Branca 2016. EEA/UFRGS, Eldorado 
do Sul, 2016. 
Nº 
TRATAMENTO 
DEF Est. FF MF Acam 
do (dias) (cm) (%) (%) (%) 
Trat. SF CF SF CF SF CF SF CF SF CF 
1 UPFA Gaudéria 76 77 128 129 90 0 1 T 30 10 
2 UPFA Ouro 86 88 144 133 80 T 3 1 5 0 
3 UPFPS Farroupilha 75 75 142 135 70 0 5 3 30 60 
4 IPR Afrodite 87 85 136 128 50 0 5 T 0 0 
5 IPR Artemis 79 78 127 122 10 0 10 15 0 0 
6 URS Fapa Slava 81 83 115 123 100 25 SI* 2 0 15 
7 Barbarasul 81 79 135 137 40 0 10 1 5 0 
8 Brisasul 84 82 126 122 90 0 2 1 0 0 
9 FAEM 4 Carlasul 85 82 147 132 15 0 5 T 0 1 
10 FAEM 5 Chiarasul 81 79 134 132 10 0 20 1 0 10 
11 FAEM 006 79 79 154 154 50 0 10 1 5 15 
12 FAEM 007 80 79 155 157 70 T 10 1 10 5 
13 URS 21 77 78 140 147 70 T 5 T 5 0 
14 URS Taura 75 74 120 114 100 20 15 T 0 1 
15 URS Tarimba 74 75 130 130 100 0.1 10 1 10 15 
16 URS Guria 79 79 134 130 90 0.5 5 T 70 25 
17 URS Charrua 74 74 150 157 15 0 5 T 10 0 
18 URS Torena 79 77 138 142 80 2 3 2 2 2 
19 URS Corona 79 80 135 131 50 0 2 1 15 1 
20 URS Estampa 86 83 137 141 100 15 20 1 0 0 
21 URS Guará 74 75 136 137 40 0 5 2 30 2 
22 URS Brava 83 81 146 142 60 T 5 T 0 0 
23 URS Altiva 78 77 155 149 3 0 1 T 10 2 
 
Média 79,7 79,1 137,6 135,8 60,1 2,7 7,1 1,4 10,3 7,1 
*SI = sem informação. 
 
 
144 
ANÁLISE CONJUNTA DO ENSAIO BRASILEIRO DE CULTIVARES DE AVEIA 
BRANCA, 2016 
 
Nadia C. Lângaro
1
, Marcelo T. Pacheco
1
, Antônio C. de Oliveira
3
, Carlos R. Riede
4
, 
Elir de Oliveira
4
, Klever M. A. Arruda
4
, Juliano L. de Almeida
5
, Rudimar Molin
6
, 
Marcos Carraffa
7
, Clóvis A. de Souza
8
, José A. G. da Silva
9
, 
Vera Lúcia N. Paes de Barros
10
, Guilherme Ribeiro
11 
 
 
O Ensaio Brasileiro de Cultivares de Aveia (EBCA) é organizado pela Comissão 
Brasileira de Pesquisa de Aveia (CBPA) e objetiva avaliar, em diferentes ambientes, o potencial 
de rendimento, qualidade de grãos e outras características agronômicas de cultivares de aveias 
brancas (Avena sativa L.), recomendadas pela CBPA (Indicações, 2014). 
Em 2016 a área cultivada com aveia branca foi estimada em 291,5 mil hectares, com uma 
produtividade média de 2.840 kg.ha
-1
 e produção de 828 mil toneladas (CONAB, 2017). 
O EBCA de 2016 foi conduzido em dezessete locais, distribuídos nas Regiões Sul e 
Sudeste do Brasil. O delineamento experimental foi de blocos ao acaso, em parcelas 
subdivididas, com três repetições, onde a parcela principal é constituída pela aplicação ou não de 
fungicida: com fungicida [tebuconazole (Folicur, 0,75 L/ha)] (CF) e sem fungicida (SF). As 
 
1 
Universidade de Passo Fundo (UPF), Passo Fundo, RS. FAMV. E-mail: nclangaro@upf.br 
2 
Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Porto Alegre, RS. 
3 
Universidade Federal de Pelotas (UFPel), Pelotas, RS. 
4 
Instituto Agronômico do Paraná (IAPAR) - Mauá da Serra, Cascavel (Santa Tereza do Oeste), Londrina e Ponta 
Grossa, PR. 
5 
Fundação Agrária de Pesquisa Agropecuária (FAPA), Entre Rios, Guarapuava, PR. 
6 
Fundação ABC, Arapoti, Castro, Tibagi (PR) e Itaberá (SP) 
7 
Faculdade Três de Maio (SETREM), Três de Maio, RS. 
8 
Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC), Lages, SC. 
9 
Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul (UNIJUÍ), IRDeR, Ijuí, RS. 
10 
Agência Paulista de Tecnologia dos Negócios (APTA) Sudoeste Paulista, Capão Bonito, SP. 
11 
Universidade Federal do Pampa (Unipampa), Itaqui, RS. 
 
 
 
 
145 
subparcelas são formadas pelas cultivares em teste. O número de aplicações de fungicida (CF) 
variou de uma a três, dependendo do local. Foram avaliadas 23 cultivares, conduzidas em 
experimentos distribuídos em seis locais do Rio Grande do Sul (RS) (Augusto Pestana, Eldorado 
do Sul, Itaqui, Passo Fundo, Pelotas e Três de Maio), um em Santa Catarina (SC) (Lages), oito no 
Paraná (PR) (Arapoti, Castro, Guarapuava, Londrina, Mauá da Serra, Ponta Grossa, Santa Tereza 
e Tibagi), dois em São Paulo (SP) (Capão Bonito e Itaberá). 
As cultivares foram avaliadas quanto ao rendimento de grãos (RG), dias da emergência à 
floração (DEF), dias da floração à maturação (DFM), dias da emergência à maturação (DEM), 
estatura de plantas (EP), acamamento (AC); ferrugem da folha (Fefo), ferrugem do colmo (Feco), 
virose do nanismo amarelo da cevada (VNAC), manchas foliares (MF) e bacteriose (BAC); peso 
do hectolitro (PH), massa de mil grãos (MMG), espessura de grãos maior que 2 mm (>2 mm), 
índice de descasque (ID) e rendimento industrial (RI). 
Para cada variável apresentada nesta análise, as cultivares foram classificadas, dentro do 
tratamento das parcelas principais, ou seja, com e sem fungicida, em: a) superiores (S), aquelas 
cujas médias, na análise conjunta dos diferentes locais, foram iguais ou superiores à média geral 
das cultivares somada ao desvio padrão do caráter; b) inferiores (I), aquelas cujas médias, na 
análise conjunta dos diferentes locais, foram iguais ou inferiores ao valor da média geral das 
cultivares subtraída do desvio padrão da variável. 
Considerando-se os critérios de classificação apontados, no Rio Grande do Sul (RS), Santa 
Catarina (SC), Paraná (PR) e São Paulo (SP), para rendimento de grãos (RG, kg.ha
-1
), sem a 
aplicação de fungicida (SF), foram superiores as cultivares IPR Artemis (4930 kg.ha
-1
), URS 
Corona (4925) e URS Guará (4867). A média do experimento SF foi de 4464 kg.ha
-1
. Já, com 
aplicação de fungicida (CF) foram superiores as cultivares IPR Artemis (5986 kg.ha
-1
) e IPR 
Afrodite (5873). A média do experimento CF foi de 5418 kg.ha
-1 
(Tabelas 1 e 2).Para dias de emergência ao florescimento (DEF) a média das cultivares foi de 84 dias, 
tanto no tratamento SF quanto no CF. No CF tiveram subciclo mais longo UPFA Ouro e IPR 
Afrodite (88 dias), Brisasul, URS Fapa Slava e URS Estampa (87); e mais curto URS Taura e 
URS Guria (81), URS Altiva, URS Guará e URS Charrua (82) (Tabelas 3 e 4). 
Em relação aos subciclos de dias do florescimento à maturação (DFM) a média das 
cultivares foi de 42 dias no tratamento SF e 45 no CF. Comportaram-se com os subciclos mais 
 
 
 
146 
longos, quanto aos DFM CF, IPR Artemis, Barbarasul, UPFPS Farroupilha e URS Taura (47 
dias) e URS guria (46) (Tabelas 5 e 6). 
Com referência aos dias da emergência à maturação (DEM), a média no tratamento SF 
foi de 127 e CF de 130 dias. Barbarasul, Brisasul, IPR Afrodite e UPFA Ouro (133 dias) foram as 
cultivares com os ciclos mais longos CF; os ciclos mais curtos CF foram observados em URS 
Tarimba e URS 21 (127 dias) e URS Guria (128 dias) (Tabelas 7 e 8). 
Quanto à estatura de plantas (EP), as médias SF e CF foram respectivamente 113 e 117 
cm. No tratamento CF apresentaram maiores EP as cultivares URS Brava e FAEM 006 (125 cm) 
e FAEM 007 (124 cm); e menores EP URS Taura (101 cm), URS Fapa Slava (102 cm) e IPR 
Artemis (109 cm) (Tabelas 9 e 10). 
Foram menos propícias ao acamamento (AC) no tratamento SF as cultivares URS Altiva 
(19%) e URS Taura (27%). Já no tratamento CF, as cultivares URS Altiva e URS Taura (15%) e 
Brisasul (19%) foram as que menos acamaram. As médias de AC foram, respectivamente, de 41 
e 32% nos tratamentos SF e CF (Tabelas 11 e 12). 
No tratamento SF para ferrugem da folha (Fefo, em severidade, %) da aveia apresentaram 
menor intensidade da doença URS Altiva (7%), Charrua (19%), URS Corona (19%) e URS 
Artemis (21%). Destacaram-se com maior sanidade para Fefo, no tratamento CF, as cultivares 
URS Charrua e URS Corona e URS Altiva (3%). As médias de Fefo foram respectivamente de 
34 e 6% nos tratamento SF e CF (Tabelas 13 e 14). 
As cultivares de aveia que apresentaram menor severidade (S%) de ferrugem do colmo 
(Feco) no tratamento SF foram URS Corona (2%), URS Altiva, URS Charrua e FAEM 4 
Carlasul (3%); já no tratamento CF destacaram-se como mais resistentes IPR Afrodite (2%), 
UPFA Gaudéria, UPFPS Farroupilha e IPR Artemis (3) e FAEM 4 Carlasul (4). As médias de 
Feco no experimento foram de 6 e 5%, respectivamente, para os tratamentos SF e CF (Tabelas 
15 e 16). 
Com relação à virose do nanismo amarelo da cevada (VNAC, incidência, I%) no 
tratamento SF, destacaram-se as cultivares FAEM 006 e URS Fapa Slava (2%) e URS Tarimba 
(3%); já no tratamento CF foram menos suscetíveis URS Taura, Barbarasul, URS Fapa Slava, 
UPFA Ouro e Brisasul, apresentando menor I% da doença entre os materiais testados (Tabelas 
17 e 18). 
 
 
 
147 
Pelo critério considerado, para manchas foliares (MF), no tratamento SF, apresentaram 
menor S% URS Altiva e URS Brava (12%), FAEM 4 Carlasul, URS Guará e IPR Afrodite (13); 
já no tratamento CF, tiveram destaque com menor S% URS Altiva (3%) e IPR Afrodite (4%). As 
médias de S% de MF foram de, respectivamente, 15 e 6% nos tratamentos SF e CF (Tabelas 19 e 
20). 
Entre as vinte e três cultivares avaliadas para bacteriose (BAC) no tratamento CF as mais 
resistentes foram URS Guria (1%) e IPR Afrodite (2%). Dezenove cultivares ficaram entre 1,8 e 
5,9%. As cultivares mais atacadas por BAC foram Brisasul (12%) e IPR Artemis (13%). A média 
de BAC no tratamento CF foi de 4% (Tabela 21). Em 2016 nenhum local do EBCA avaliou 
BAC SF. 
Apresentaram melhores desempenhos quanto ao peso do hectolitro (PH, kg.hl
-1
) no 
tratamento SF as cultivares URS Altiva (51 kg.hL
-1
), URS Brava (50) e URS Guará (49); e no 
CF destacaram-se URS Altiva e URS Brava (52 kg.hL
-1
). As médias de PH foram de 46 e 49 
kg.hL
-1
, respectivamente, SF e CF (Tabelas 22 e 23). 
Com referência a massa de mil grãos (MMG, em gramas, g) destacaram-se no tratamento 
SF URS Guará (34 g) e URS Charrua (33), URS Corona, UPFPS Farroupilha e URS Altiva (32 
g). Para a MMG no tratamento CF, apresentaram maior valor UPFA Gaudéria, URS Charrua, 
URS Corona, UPFPS Farroupilha, UPFA Ouro, URS Guará e URS Torena, com 35 g. As médias 
de MMG foram de 29 g no tratamento SF e de 33 g no CF (Tabelas 24 e 25). 
URS Altiva (84%), URS Corona (83%) e URS Charrua (82%) apresentaram os maiores 
percentuais de espessura de grãos de aveia maiores de 2 mm (%>2 mm) no tratamento SF; e 
no CF destacaram-se URS Torena e URS Altiva (91%) e URS Corona (90). As médias de %>2 
mm foram de 76 e 87%, respectivamente, nos tratamentos SF e CF (Tabelas 26 e 27). 
No tratamento SF, apresentaram índice de descasque (ID, em %) superior as demais 
cultivares avaliadas FAEM 5 Chiarasul (74%), URS Estampa, UPFPS Farroupilha e URS Brava 
(71%). No tratamento CF as cultivares URS Estampa (76%), UPFA Gaudéria e URS 21 (75%) e 
IPR Artemis (74%) obtiveram melhores índices. As médias de ID foram nos tratamentos SF e 
CF, respectivamente, 67 e 72% (Tabelas 28 e 29). 
Por fim, apresentam-se os desempenhos das cultivares quanto ao seu rendimento industrial 
(RI): para o tratamento SF, destacaram-se FAEM 5 Chiarasul (1797), URS Corona (1445) e URS 
 
 
 
148 
Altiva (1294); e para CF URS Guará (2359), UPFA Gaudéria (2344), UPFA Ouro (2231), URS 
Estampa (2230), IPR Artemis (2227) e URS 21 (2207). 
 
Referências 
CONAB. Companhia Nacional de Abastecimento. Acompanhamento da safra brasileira – 
Grãos, v. 4 - safra 2016/17, n.5 - Quinto Levantamento, Fevereiro/2017. Disponível em 
http://www.conab.gov.br/OlalaCMS/uploads/arquivos/17_02_13_12_03_45_boletim_graos_feve
reiro_2017.pdf. Acesso em 12/02/2017. 
INDICAÇÕES. Indicações técnicas para a cultura da aveia. XXXIV Reunião da Comissão 
Brasileira de Pesquisa de Aveia. Fundação ABC/ Lângaro, N. C., Carvalho, I. Q. de (Org.). Passo 
Fundo: Ed. Universidade de Passo Fundo, 2014. 136 p. 2014. 
 
 
 
149 
Tabela 1. Rendimento de grãos (RG kg.ha
-1
), em diferentes locais do Rio Grande do Sul, Santa Catarina (SC), Paraná (PR) e São Paulo (SP), Ensaio Brasileiro de Cultivares 
de Aveia (EBCA), sem fungicida, 2016. 
Cultivar ARA AP CB CAS ES GUA ITA ITQ LAG LON MS PF PEL ST TIB TM M 
IPR Artemis 6404 3099 3323 8453 4490 9099 7706 675 4396 4682 4302 3561 2284 5393 8097 2911 4930 S 
URS Corona 6521 3520 3630 6949 3975 8008 8238 1626 3936 4406 4354 4345 3068 5414 8220 2591 4925 S 
URS Guará 7273 3153 3410 6680 3796 7491 7717 1422 4713 4844 4289 4381 2509 5944 7797 2455 4867 S 
URS Charrua 5547 3184 3167 6790 4251 7351 7602 1426 4709 5281 4370 3919 2045 5379 8312 2706 4752 
FAEM 4 Carlasul 6782 3469 4267 6246 4737 6694 7195 1844 4880 5150 4405 2515 2609 5251 7105 2527 4730 
IPR Afrodite 7097 3696 3060 7101 3839 8216 7370 1032 6791 2853 4185 1241 1782 5983 8155 2783 4699 
URS Brava 6188 2898 3070 7299 3192 6621 7899 915 4901 5171 4391 2202 2156 5327 8204 3869 4644 
UPFPS Farroupilha 6681 2954 3033 6730 3646 8138 7168 1005 5742 3953 4256 3148 1907 4729 7484 3206 4611 
Barbarasul 6551 2998 2960 7168 3380 7549 7844 1631 6155 4251 4188 2429 1891 4491 7621 2629 4608 
URS 21 6536 2912 3143 7567 3970 7852 6834 1173 5577 4867 3780 2361 2008 4141 7523 3331 4598 
URS Guria 5166 1911 3573 8413 3357 7944 7431 1019 4941 5974 4323 3356 1287 5355 6825 2587 4591 
FAEM 006 6891 3061 2843 6165 3777 7690 6852 1525 6273 4541 3758 2194 1875 3816 7579 3121 4498 
URS Estampa 5778 2866 4013 6807 2997 7558 6988 1959 4996 4898 3898 2270 1271 5061 7329 3228 4495 
URS Torena 5513 2461 2770 7534 3465 7874 7233 1079 4742 5464 4172 2521 1331 4897 7255 3229 4471 
FAEM 5 Chiarasul 5881 2636 3247 6173 3845 6861 6709 1260 4375 5552 4258 3062 2533 4519 7015 2623 4409 
URS Altiva 5427 2593 2757 8424 3314 6683 7058 963 4637 4110 4359 2041 2240 4245 6823 3758 4340 
URS Tarimba 5690 2951 2857 7316 3135 7565 7454 740 5087 4622 4061 1986 1085 3968 7071 3343 4308 
FAEM007 5624 3252 2663 5142 3518 7848 6771 2043 5779 4176 3888 2084 1308 4394 7384 2906 4299 
URS Taura 5191 1831 3503 7025 3119 6706 6948 1218 4395 5866 4328 986 1248 3848 7074 3170 4154 
UPFA Ouro 7075 2336 2627 6483 3150 8578 5801 1383 4665 2966 4173 1929 1605 3095 7251 2786 4119 I 
UPFA Gaudéria 5056 2568 2213 7653 3467 8438 6177 650 3459 3700 4222 3207 1264 3707 7732 2244 4110 I 
Brisasul 5671 3028 2168 5696 3543 7241 6375 1318 6252 2976 4251 2728 1322 3403 7076 2340 4087 I 
URS Fapa Slava 5753 1714 2553 4335 1276 7848 5971 798 5018 3507 4241 991 940 2982 4939 1778 3415 I 
Média 6100 2830 3080 6876 3532 7646 7102 1248 5062 4513 4194 2585 1807 4580 7386 2875 4464 
Desvio padrão 680 518 512 995 663 648 625 397 805 896 190 937 568 867 704 487 341 
ARA=Arapoti; AP=Augusto Pestana; CB=Capão Bonito; CAS=Castro; ES=Eldorado do Sul; GUA=Guarapuava; ITA=Itaberá; ITQ=Itaqui; LAG=Lages; LON=Londrina; MS=Mauá da 
Serra; PF=Passo Fundo; PEL=Pelotas; ST=Santa Teresa; TIB=Tibagi; TM=Três de Maio; M=Média; S=superior; I=inferior 
 
 
 
 
150 
Tabela 2. Rendimento de grãos (RG kg.ha
-1
), em diferentes locais do Rio Grande do Sul, Santa Catarina (SC), Paraná (PR) e São Paulo (SP), Ensaio Brasileiro de 
Cultivares de Aveia (EBCA), com fungicida, 2016. 
Cultivar ARA AP CB CAS ES GUA ITA ITQ LAG LON MS PF PEL ST TIB TM M 
IPR Artemis 6654 3884 3130 9843 4739 9099 8823 1799 5990 6732 5786 6303 3845 6273 9618 3266 5986 S 
IPR Afrodite 7098 4549 3363 10623 4832 8216 9160 1642 5414 6350 5805 4317 3779 6144 8943 3729 5873 S 
FAEM 006 7935 3995 3290 9690 4245 7690 7544 2042 6470 5783 5157 5061 3649 5538 8760 3875 5670 
Brisasul 6330 3827 4310 9329 4351 7241 9464 1374 6062 6337 5700 6479 3113 4870 8153 3642 5661 
URS Guará 6990 4067 3630 9872 4425 7491 8112 1981 4067 6159 5970 5686 3519 5693 8761 3855 5642 
URS Corona 7695 4812 3410 9971 4241 8008 7871 958 5094 5509 5697 5544 3338 5841 8939 3239 5635 
UPFA Gaudéria 6306 3469 3583 9152 4129 8438 8288 1361 4954 6764 5535 5340 3602 5650 9575 3408 5597 
FAEM 4 Carlasul 7466 4127 4090 8962 4547 6694 7617 1762 4904 6075 6126 5152 3537 6476 8693 3019 5578 
URS 21 7200 3569 4090 9214 4271 7852 7925 1610 4988 5609 5835 4798 3862 5367 8335 3985 5532 
Barbarasul 7139 4171 3297 9181 4275 7549 8724 1212 5333 6447 5891 4904 3169 4829 8587 3496 5513 
URS Charrua 6622 4048 3693 9654 4402 7351 8402 1284 4338 5605 5943 4996 2788 6005 8685 3108 5433 
FAEM 007 6759 4233 2813 9773 4051 7848 6574 1181 4814 5937 5759 5343 3174 5770 8649 4016 5418 
URS Estampa 5703 3625 3297 9468 4230 7558 8304 1430 5704 5721 5379 4331 3630 5137 7989 3367 5305 
URS Guria 5897 3296 3643 7691 3892 7944 8504 1647 4535 5978 5591 5712 3124 6103 8304 2812 5292 
URS Brava 6784 3795 3450 9400 3274 6621 8148 1052 4207 6196 5727 4205 3730 5081 8581 4047 5269 
UPFPS Farroupilha 6864 3833 3317 8881 3743 8138 8467 1478 4486 5068 5627 4745 2590 4984 8515 3486 5264 
FAEM 5 Chiarasul 6629 3783 3727 9248 3772 6861 7803 1349 4223 5586 5728 4820 3302 5466 8265 3496 5254 
URS Fapa Slava 6586 3373 3547 8581 3974 7848 8252 1399 5094 6222 5892 2802 3006 4871 8487 3224 5197 
UPFA Ouro 7368 3098 3043 9222 3460 8578 8010 1342 5510 4841 5332 4482 3436 4725 7957 2716 5195 
URS Tarimba 6251 3934 3220 9466 4417 7565 7407 1273 3872 5113 5481 3592 2370 5431 9513 3847 5172 
URS Taura 6152 3366 2923 8643 5174 6706 8337 1135 4536 6661 5680 3586 2918 4799 8195 3933 5172 
URS Torena 6257 3462 3227 9246 3823 7874 7759 868 4966 5594 5026 4563 2889 5110 8389 3391 5153 
URS Altiva 5325 3751 2383 8402 3785 6683 7479 1208 4886 4974 5835 3102 2567 4778 7193 4353 4794 I 
Média 6696 3829 3412 9283 4176 7646 8129 1408 4976 5881 5674 4777 3258 5432 8569 3535 5418 
Desvio padrão 633 406 429 606 437 648 620 304 670 558 262 925 432 537 546 419 271 
ARA=Arapoti; AP=Augusto Pestana; CB=Capão Bonito; CAS=Castro; ES=Eldorado do Sul; GUA=Guarapuava; ITA=Itaberá; ITQ=Itaqui; LAG=Lages; LON=Londrina; 
MS=Mauá da Serra; PF= Passo Fundo; PEL= Pelotas; ST=Santa Teresa; TIB=Tibagi; TM=Três de Maio; M=Média; S=superior; I=inferior 
 
 
 
151 
Tabela 3. Dias de emergência ao florescimento (DEF), em diferentes locais do Ensaio Brasileiro de Cultivares de Aveia (EBCA), sem fungicida, 2016. 
Cultivar ARA AP CB CAS ES GUA ITA ITQ LON MS PEL PG ST TIB TM M 
UPFA Ouro 88,3 93,3 77,5 99,0 86,0 99,0 81,0 97,3 83,3 82,0 94,3 74,0 88,0 96,3 83,0 88,2 S 
IPR Afrodite 86,0 92,0 77,5 104,0 87,0 95,7 78,7 93,3 74,3 82,0 98,7 78,0 88,0 95,7 81,0 87,5 S 
Brisasul 85,0 93,3 77,5 101,0 84,0 100,0 82,3 96,7 79,0 80,7 92,7 73,0 87,0 96,0 82,0 87,3 S 
URS Fapa Slava 84,0 94,0 77,5 103,0 81,0 99,7 83,0 91,0 79,3 78,7 90,7 74,0 90,0 96,3 80,0 86,8 S 
FAEM 4 Carlasul 84,0 93,7 77,5 96,3 85,0 99,7 78,7 97,3 74,7 80,7 96,3 78,0 85,0 93,3 81,0 86,7 S 
URS Estampa 86,3 90,0 77,5 99,7 86,0 98,7 78,0 95,7 74,0 79,0 96,0 76,0 88,0 92,7 79,0 86,4 S 
Barbarasul 85,0 93,0 73,5 100,7 81,0 102,0 78,0 94,0 76,7 78,0 93,7 73,0 83,0 92,0 82,0 85,7 
FAEM 007 84,3 93,7 80,5 99,7 80,0 94,3 79,3 91,3 72,3 81,3 94,0 74,0 79,0 95,0 82,0 85,4 
URS Corona 84,0 90,3 77,5 98,5 79,0 95,3 78,3 95,7 77,0 78,3 90,7 76,0 83,0 92,0 79,0 85,0 
URS Brava 81,3 90,3 80,5 96,7 83,0 96,7 77,0 95,0 74,3 79,7 91,7 77,0 83,0 90,3 78,0 85,0 
FAEM 006 82,7 94,0 77,5 97,7 79,0 93,0 78,0 99,3 72,7 77,7 93,3 71,0 81,0 93,0 75,0 84,3 
URS Torena 82,3 90,3 73,5 98,0 79,0 96,7 79,0 90,7 75,7 78,0 88,7 74,0 83,0 93,3 76,0 83,9 
FAEM 5 Chiarasul 83,3 93,7 77,5 95,3 81,0 92,0 77,3 91,3 71,3 77,7 93,0 73,0 79,0 91,0 80,0 83,8 
URS 21 83,0 87,7 73,5 95,5 77,0 95,7 76,7 96,3 71,7 76,0 90,3 73,0 81,0 89,7 77,0 82,9 
UPFA Gaudéria 82,3 94,0 73,5 92,3 76,0 94,0 77,0 90,7 74,7 77,3 88,7 66,0 81,0 93,0 79,0 82,6 
URS Charrua 82,0 84,7 73,5 92,3 74,0 92,0 77,0 94,7 74,3 76,7 85,3 75,0 83,0 89,7 75,0 81,9 
UPFPS Farroupilha 82,7 93,3 69,5 93,0 75,0 93,7 75,3 87,7 75,0 72,3 89,3 72,0 79,0 91,3 79,0 81,9 
IPR Artemis 80,3 85,7 77,5 94,3 79,0 92,7 76,0 89,3 66,7 77,7 94,7 69,0 79,0 91,0 75,0 81,9 
URS Guará 82,7 85,7 73,5 95,0 74,0 93,0 76,7 93,7 75,3 76,7 83,0 71,0 83,0 88,3 75,0 81,8 I 
URS Tarimba 82,3 84,3 80,5 94,5 74,0 91,3 74,0 95,3 72,7 76,3 87,0 68,0 79,0 89,3 74,0 81,5 I 
URS Guria 78,3 87,0 70,5 91,7 79,0 95,7 75,3 96,7 66,7 74,3 89,7 75,0 79,0 86,7 76,0 81,4 I 
URS Taura 82,3 87,7 73,5 95,0 75,0 92,3 75,3 99,0 67,0 72,7 90,3 70,0 83,0 86,7 71,0 81,4 I 
URS Altiva 77,3 89,0 73,5 102,0 78,0 97,0 74,0 82,3 64,0 70,7 89,7 79,0 81,0 88,0 74,0 81,3 I 
Média 83,0 90,5 75,8 97,2 79,7 95,7 77,7 93,7 73,6 77,6 91,4 73,4 82,8 91,8 78,0 84,1 
Desvio padrão 2,4 3,4 3,1 3,5 4,1 3,0 2,3 4,0 4,4 3,0 3,6 3,3 3,4 2,9 3,2 2,3 
ARA=Arapoti; AP=Augusto Pestana; CB= Capão Bonito; CAS=Castro; ES=Eldorado do Sul; GUA=Guarapuava; ITA=Itaberá; ITQ=Itaqui; LON=Londrina; S=Mauá da Serra; 
PEL=Pelotas; PG=Ponta Grossa; ST=Santa Teresa; TIB=Tibagi; TM=Três de Maio; M=Média; S=superior; I=inferior 
 
 
 
152 
Tabela 4. Dias de emergência ao florescimento (DEF), em diferentes locais do Ensaio Brasileiro de Cultivares de Aveia (EBCA), com fungicida, 2016. 
Cultivar ARA AP CB CAS ES GUA ITA ITQ LON MS PEL PG ST TIB TM M 
UPFA Ouro 88,3 95,0 77,5 102,0 88,0 103,0 80,3 92,3 82,7 81,7 93,7 74,0 88,0 97,0 83,0 88,4 S 
IPR Afrodite 86,3 93,7 77,5 103,3 85,0 99,3 78,7 97,7 74,0 81,0 96,7 78,0 88,0 96,3 81,0 87,8 S 
Brisasul 85,7 95,0 77,5 102,5 82,0 99,7 81,0 96,3 78,0 80,7 94,3 74,0 87,0 96,0 82,0 87,4 S 
URS Fapa Slava 84,7 93,0 77,5 103,7 83,0 94,7 82,0 89,7 77,7 79,0 94,3 75,0 90,0 95,7 80,0 86,7 S 
URS Estampa 86,0 90,3 77,5 101,3 83,0 100,0 78,0 95,3 74,0 79,7 95,3 77,0 88,0 94,3 79,0 86,6 S 
FAEM 4 Carlasul 84,3 94,7 80,5 96,5 82,0 98,3 78,3 98,0 74,0 79,7 95,7 75,0 85,0 95,0 81,0 86,5 
FAEM 007 84,7 95,0 80,5 96,3 79,0 99,3 79,3 95,3 75,0 81,3 97,3 75,0 79,0 96,3 82,0 86,4 
Barbarasul 85,3 94,3 73,5 98,5 79,0 99,3 77,7 95,0 75,3 78,7 93,3 74,0 83,0 94,3 82,0 85,6 
URS Corona 83,7 89,7 77,5 100,0 80,0 94,7 78,0 94,3 77,3 78,7 91,7 78,083,0 92,3 79,0 85,2 
URS Brava 81,3 92,3 80,5 96,3 81,0 97,3 76,7 93,3 74,3 79,3 93,3 76,0 83,0 92,0 78,0 85,0 
URS Torena 82,3 90,0 73,5 101,3 77,0 97,7 79,0 95,0 75,0 78,0 92,3 76,0 83,0 92,7 76,0 84,6 
FAEM 5 Chiarasul 82,7 93,3 80,5 94,0 79,0 96,3 75,7 96,0 70,7 76,7 91,3 75,0 79,0 92,3 80,0 84,2 
FAEM 006 83,3 95,3 77,5 95,3 79,0 96,3 76,7 92,3 71,3 78,0 94,0 73,0 81,0 93,3 75,0 84,1 
UPFA Gaudéria 83,7 95,3 73,5 92,3 77,0 94,3 76,7 94,0 74,7 73,7 88,3 70,0 81,0 92,0 79,0 83,0 
URS 21 83,3 87,3 73,5 97,3 78,0 96,3 76,0 90,0 71,0 74,3 92,3 75,0 81,0 91,0 77,0 82,9 
UPFPS Farroupilha 83,0 95,7 70,5 93,3 75,0 95,3 77,0 91,7 74,7 74,0 91,0 70,0 79,0 92,0 79,0 82,7 
URS Tarimba 83,0 85,7 80,5 93,7 75,0 94,0 75,7 93,3 72,0 74,3 90,3 71,0 79,0 91,0 74,0 82,2 
IPR Artemis 80,3 88,0 77,5 95,5 78,0 90,0 76,3 90,7 66,7 76,0 94,0 71,0 79,0 93,0 75,0 82,1 
URS Charrua 82,0 85,7 73,5 95,0 74,0 92,0 75,7 89,7 75,7 75,7 88,3 74,0 83,0 91,3 75,0 82,0 I 
URS Guará 83,0 82,7 73,5 95,3 75,0 94,3 76,3 92,3 74,7 75,3 84,0 74,0 83,0 91,0 75,0 82,0 I 
URS Altiva 78,0 89,3 73,5 102,5 77,0 97,0 74,7 89,7 63,7 69,7 89,3 77,0 81,0 89,0 74,0 81,7 I 
URS Guria 78,0 86,0 70,5 92,0 79,0 95,7 74,7 93,0 67,0 74,7 92,3 73,0 79,0 86,7 76,0 81,2 I 
URS Taura 83,0 87,3 73,5 95,7 74,0 91,3 75,3 92,7 65,7 73,3 90,3 70,0 83,0 89,0 71,0 81,0 I 
Média 83,3 91,1 76,2 97,6 79,1 96,4 77,4 93,4 73,3 77,1 92,3 74,1 82,8 92,8 78,0 84,3 
Desvio padrão 2,4 4,0 3,2 3,7 3,6 3,1 2,0 2,5 4,4 3,1 3,0 2,4 3,4 2,6 3,2 2,3 
 ARA=Arapoti; AP=Augusto Pestana; CB=Capão Bonito; CAS=Castro; Eldorado do Sul; GUA=Guarapuava; ITA=Itaberá; ITQ=Itaqui;LON=Londrina; MS=Mauá da Serra; 
PEL=Pelotas; PG=Ponta Grossa; ST=Santa Teresa; TIB=Tibagi; TM=Três de Maio; M=Média; S=superior; I=inferior 
 
 
 
153 
Tabela 5. Dias do florescimento à maturação (DFM), em diferentes locais do Ensaio Brasileiro de Cultivares de Aveia (EBCA), sem fungicida, 2016. 
Cultivar ARA AP CB CAS GUA ITA ITQ LON MS PEL PG ST TIB TM M 
UPFPS Farroupilha 53,0 34,7 56,5 43,0 47,3 50,3 49,0 32,3 50,0 40,3 28,0 40,0 56,7 50,0 45,1 S 
URS Altiva 57,0 34,0 36,5 36,5 38,0 58,0 43,7 33,3 52,3 43,0 23,0 42,0 60,0 64,0 44,4 S 
IPR Artemis 55,0 33,7 48,5 43,7 45,0 46,0 47,7 37,0 46,0 35,7 30,0 42,0 57,0 52,0 44,2 S 
URS Charrua 53,0 33,7 52,5 46,7 43,3 48,3 42,3 32,3 44,0 44,7 27,0 38,0 58,3 55,0 44,2 S 
URS Guará 53,0 34,0 52,5 42,7 41,3 49,7 43,3 31,7 45,3 47,7 29,0 36,0 59,7 52,0 44,1 S 
URS Guria 57,0 32,0 55,5 45,0 40,7 48,0 40,3 36,7 44,3 37,7 27,0 40,0 58,7 51,0 43,8 
URS 21 52,7 33,0 52,5 43,5 42,3 50,3 40,7 33,3 46,0 40,0 28,0 40,0 58,3 48,0 43,5 
FAEM 006 52,3 35,0 48,5 41,7 48,3 49,7 37,7 33,3 46,3 35,7 30,0 40,0 55,0 53,0 43,3 
URS Taura 48,7 33,7 36,5 44,0 42,0 52,0 38,0 36,7 50,3 36,7 30,0 38,0 61,3 55,0 43,1 
UPFA Gaudéria 49,0 35,0 52,5 44,7 40,3 45,0 46,3 29,3 46,0 39,0 32,0 38,0 52,3 53,0 43,0 
URS Torena 52,7 34,3 36,5 41,3 44,3 48,7 46,3 31,0 45,7 40,7 28,0 40,0 54,7 57,0 42,9 
FAEM 5 Chiarasul 51,7 34,3 32,5 42,0 44,3 49,3 45,7 34,0 47,0 37,0 29,0 42,0 57,0 50,0 42,6 
URS Brava 49,0 33,0 45,5 43,3 40,7 48,7 42,0 31,7 44,3 37,0 25,0 40,0 57,7 56,0 42,4 
FAEM 007 50,3 34,3 45,5 39,7 45,0 47,7 45,7 33,7 43,3 34,3 28,0 44,0 53,0 46,0 42,2 
IPR Afrodite 49,3 34,7 48,5 40,0 40,7 49,0 44,7 35,0 45,7 33,0 28,0 39,0 52,3 49,0 42,1 
URS Tarimba 49,0 35,3 29,5 42,5 41,0 48,0 41,7 32,3 43,7 39,3 32,0 40,0 56,0 53,0 41,7 
Barbarasul 50,0 34,0 36,5 39,0 35,7 49,7 43,0 32,3 46,3 36,3 31,0 40,0 56,0 52,0 41,6 
URS Corona 51,0 34,0 32,5 39,5 40,3 48,7 41,3 32,7 43,7 38,3 27,0 40,0 56,0 50,0 41,1 
UPFA Ouro 46,0 35,3 48,5 43,7 40,3 46,3 39,3 32,3 45,0 35,7 27,0 33,0 51,7 48,0 40,9 
FAEM 4 Carlasul 50,7 33,0 32,5 41,7 38,7 49,0 39,7 33,7 45,7 33,7 26,0 36,0 54,7 47,0 40,1 I 
URS Estampa 49,7 34,3 32,5 39,7 40,3 49,7 41,3 32,0 45,0 32,0 27,0 31,0 55,3 49,0 39,9 I 
Brisasul 50,0 35,0 32,5 36,0 38,3 40,7 40,3 30,3 48,0 34,7 28,0 36,0 52,0 48,0 39,3 I 
URS Fapa Slava 51,0 33,3 32,5 33,3 35,0 43,3 46,0 30,3 45,0 36,0 26,0 33,0 49,0 48,0 38,7 I 
Média 51,3 34,1 42,5 41,4 41,4 48,5 42,9 32,9 46,0 37,8 28,1 38,6 55,8 51,6 42,4 
Desvio padrão 2,7 0,8 9,1 3,1 3,3 3,2 3,1 2,0 2,3 3,8 2,2 3,2 3,0 4,0 1,7 
ARA=Arapoti; AP=Augusto Pestana; CB=Capão Bonito; CAS=Castro; GUA=Guarapuava; ITA=Itaberá; ITQ=Itaqui; LON=Londrina; MS=Mauá da Serra; PEL=Pelotas; 
PG= Ponta Grossa; ST=Santa Teresa; TIB=Tibagi; TM=Três de Maio; M=Média; S=superior; I=inferior 
 
 
 
154 
Tabela 6. Dias do florescimento à maturação (DFM), em diferentes locais do Ensaio Brasileiro de Cultivares de Aveia (EBCA), com fungicida, 2016. 
Cultivar ARA AP CB CAS GUA ITA ITQ LON MS PEL PG ST TIB TM M 
IPR Artemis 55,0 33,3 59,5 50,0 50,7 56,7 45,3 37,3 49,0 43,3 31,0 42,0 55,0 56,0 47,4 S 
Barbarasul 49,3 34,7 80,5 47,5 40,3 57,7 42,0 33,3 49,0 45,0 30,0 40,0 53,7 56,0 47,1 S 
UPFPS Farroupilha 52,7 33,0 61,5 52,7 45,0 58,7 44,3 31,7 48,3 45,3 33,0 40,0 56,0 55,0 46,9 S 
URS Taura 52,0 34,0 50,5 51,0 42,3 60,3 43,3 38,0 49,7 44,7 32,0 38,0 59,0 57,0 46,6 S 
URS Guria 57,0 34,7 55,5 53,7 40,3 57,7 43,0 36,3 46,0 45,7 29,0 40,0 60,0 51,0 46,4 S 
URS Charrua 53,0 34,7 52,5 51,3 43,7 56,7 46,3 31,7 46,3 49,0 29,0 38,0 56,7 60,0 46,3 
URS Altiva 56,7 32,7 36,5 44,0 44,0 61,3 43,0 33,7 51,0 47,3 25,0 42,0 59,0 65,0 45,8 
UPFA Gaudéria 52,0 34,3 58,5 46,7 47,0 53,7 43,0 32,3 48,3 45,3 32,0 38,0 54,7 54,0 45,7 
URS Guará 52,3 34,3 52,5 51,0 40,7 59,3 43,7 32,0 45,0 50,3 29,0 36,0 57,0 54,0 45,5 
Brisasul 49,3 33,3 76,5 44,0 42,7 52,7 39,7 32,3 46,7 43,3 30,0 36,0 52,0 54,0 45,2 
FAEM 006 51,7 35,0 32,5 51,7 45,3 58,7 43,7 32,7 48,0 46,0 29,0 40,0 54,7 59,0 44,8 
URS Brava 53,0 32,7 45,5 50,3 45,3 55,7 39,3 32,0 45,0 44,3 28,0 40,0 56,0 60,0 44,8 
IPR Afrodite 49,0 34,0 59,5 44,0 39,7 53,7 39,3 35,7 45,3 48,0 30,0 39,0 51,7 56,0 44,6 
URS Tarimba 52,7 34,0 43,5 52,0 39,0 56,7 36,0 32,3 47,7 45,0 31,0 40,0 55,7 56,0 44,4 
UPFA Ouro 46,0 34,0 54,5 45,0 40,0 55,7 44,7 34,0 47,7 45,3 31,0 33,0 51,0 56,0 44,1 
URS Torena 52,7 34,3 36,5 45,7 43,7 57,0 41,0 30,7 46,7 45,3 28,0 40,0 55,3 61,0 44,1 
FAEM 5 Chiarasul 51,7 33,0 29,5 52,0 44,7 56,3 41,0 34,3 47,0 45,3 27,0 42,0 55,7 55,0 43,9 
URS 21 52,3 32,7 36,5 49,7 42,7 58,0 42,7 34,0 47,7 43,3 28,0 40,0 57,0 49,0 43,8 
URS Fapa Slava 50,3 34,7 59,5 40,0 40,7 50,3 46,3 30,7 45,7 43,7 27,0 33,0 51,0 52,0 43,2 I 
URS Corona 51,0 34,0 32,5 46,0 43,3 58,0 41,7 34,3 43,7 44,3 27,0 40,0 55,7 53,0 43,2 I 
FAEM 007 51,0 34,3 29,5 50,0 44,3 55,0 40,7 32,3 45,0 43,7 29,0 44,0 51,7 51,0 43,0 I 
FAEM 4 Carlasul 50,7 33,3 29,5 51,0 40,7 53,7 38,0 32,7 46,7 42,3 30,0 36,0 53,0 54,0 42,3 I 
URS Estampa 49,3 34,3 32,5 45,3 40,3 57,3 40,7 31,0 45,7 41,3 27,0 31,0 53,7 57,0 41,9 I 
Média 51,8 33,9 48,1 48,5 42,9 56,6 42,1 33,3 47,0 45,1 29,2 38,6 55,0 55,7 44,8 
Desvio padrão 2,4 0,7 14,9 3,6 2,8 2,6 2,6 2,0 1,8 2,1 2,0 3,2 2,5 3,6 1,6 
ARA=Arapoti; AP=Augusto Pestana; CB=Capão Bonito; CAS=Castro; GUA=Guarapuava; ITA=Itaberá; ITQ=Itaqui; LON=Londrina; MS=Mauá da Serra; PEL=Pelotas; 
PG=Ponta Grossa; ST=Santa Teresa; TIB=Tibagi; TM=Três de Maio; M=Média; S=superior; I=inferior 
 
 
 
155 
Tabela 7. Dias de emergência à maturação (DEM), em diferentes locais do Ensaio Brasileiro de Cultivares de Aveia (EBCA), sem fungicida, 2016. 
Cultivar ARA AP CB CAS GUA ITA ITQ LON MS PEL PG ST TIB TM M 
IPR Afrodite 135,3 126,7 125,5 144,0 136,3 127,7 138,0 109,3 127,7 131,7 106,0 127,0 148,0 130,0 129,5 S 
UPFA Ouro 134,3 128,7 125,5 142,7 139,3 127,3 136,7 115,7 127,0 130,0 101,0 121,0 148,0 131,0 129,2 S 
FAEM 006 135,0 129,0 125,5 139,3 141,3 127,7 137,0 106,0 124,0 129,0 101,0 121,0 148,0 128,0 128,0 S 
FAEM 007 134,7 128,0 125,5 139,3 139,3 127,0 137,0 106,0 124,7 128,3 102,0 123,0 148,0 128,0 127,9 
Barbarasul 135,0 127,0 109,5 139,7 137,7 127,7 137,0 109,0 124,3 130,0 104,0 123,0 148,0 134,0 127,6 
UPFPS Farroupilha 135,7 128,0 125,5 137,3 141,0 125,7 136,7 107,3 122,3 129,7 100,0 119,0148,0 129,0 127,5 
URS Brava 130,3 123,3 125,5 140,0 137,3 125,7 137,0 106,0 124,0 128,7 102,0 123,0 148,0 134,0 127,5 
URS Torena 135,0 124,7 109,5 139,3 141,0 127,7 137,0 106,7 123,7 129,7 102,0 123,0 148,0 133,0 127,2 
FAEM 4 Carlasul 134,7 126,7 109,5 138,0 138,3 127,7 137,0 108,3 126,3 130,0 104,0 121,0 148,0 128,0 127,0 
Brisasul 135,0 128,3 109,5 137,0 138,3 123,0 137,0 109,3 128,7 127,3 101,0 123,0 148,0 130,0 126,8 
URS 21 135,7 120,7 125,5 139,3 138,0 127,0 137,0 105,0 122,0 130,3 101,0 121,0 148,0 125,0 126,8 
URS Charrua 135,0 118,3 125,5 139,0 135,3 125,3 137,0 106,7 120,7 130,0 102,0 121,0 148,0 130,0 126,7 
FAEM 5 Chiarasul 135,0 128,0 109,5 137,3 136,3 126,7 137,0 105,3 124,7 130,0 102,0 121,0 148,0 130,0 126,5 
URS Corona 135,0 124,3 109,5 138,7 135,7 127,0 137,0 109,7 122,0 129,0 103,0 123,0 148,0 129,0 126,5 
URS Guará 135,7 119,7 125,5 137,7 134,3 126,3 137,0 107,0 122,0 130,7 100,0 119,0 148,0 127,0 126,4 
URS Estampa 136,0 124,3 109,5 139,3 139,0 127,7 137,0 106,0 124,0 128,0 103,0 119,0 148,0 128,0 126,3 
IPR Artemis 135,3 119,3 125,5 138,0 137,7 122,0 137,0 103,7 123,7 130,3 99,0 121,0 148,0 127,0 126,3 
UPFA Gaudéria 131,3 129,0 125,5 137,0 134,3 122,0 137,0 104,0 123,3 127,7 98,0 119,0 145,3 132,0 126,1 
URS Fapa Slava 135,0 127,3 109,5 136,3 134,7 126,3 137,0 109,7 123,7 126,7 100,0 123,0 145,3 128,0 125,9 
URS Altiva 134,3 123,0 109,5 138,0 135,0 132,0 126,0 97,3 123,0 132,7 102,0 123,0 148,0 138,0 125,8 
URS Guria 135,3 119,0 125,5 136,7 136,3 123,3 137,0 103,3 118,7 127,3 102,0 119,0 145,3 127,0 125,4 I 
URS Taura 131,0 121,3 109,5 139,0 134,3 127,3 137,0 103,7 123,0 127,0 100,0 121,0 148,0 126,0 124,9 I 
URS Tarimba 131,3 119,7 109,5 138,0 132,3 122,0 137,0 105,0 120,0 126,3 100,0 119,0 145,3 127,0 123,8 I 
Média 134,4 124,5 117,8 138,7 137,1 126,2 136,5 106,5 123,6 129,1 101,5 121,4 147,5 129,5 126,8 
Desvio padrão 1,7 3,7 8,2 1,8 2,4 2,4 2,3 3,4 2,3 1,6 1,8 2,0 1,0 3,0 1,3 
ARA=Arapoti; AP=Augusto Pestana; CB=Capão Bonito; CAS=Castro; GUA=Guarapuava; ITA=Itaberá; ITQ=Itaqui; LON=Londrina; MS=Mauá da Serra; PEL=Pelotas; PG=Ponta Grossa; 
ST=Santa Teresa; TIB=Tibagi; TM=Três de Maio; M=Média; S=superior; I=inferior 
 
 
 
 
156 
Tabela 8. Dias de emergência à maturação (DEM), em diferentes locais do Ensaio Brasileiro de Cultivares de Aveia (EBCA), com fungicida, 2016. 
Cultivar ARA AP CB CAS GUA ITA ITQ LON MS PEL PG ST TIB TM M 
Barbarasul 134,7 129,0 153,5 146,3 139,7 135,3 137,0 108,7 127,7 138,3 104,0 123,0 148,0 138,0 133,1 S 
Brisasul 135,0 128,3 153,5 146,7 142,3 133,7 136,0 110,3 127,3 137,7 104,0 123,0 148,0 136,0 133,0 S 
IPR Afrodite 135,3 127,7 136,5 147,3 139,0 132,3 137,0 109,7 126,3 144,7 108,0 127,0 148,0 137,0 132,6 S 
UPFA Ouro 134,3 129,0 131,5 146,7 143,0 136,0 137,0 116,7 129,3 139,0 105,0 121,0 148,0 139,0 132,5 S 
UPFPS Farroupilha 135,7 128,7 131,5 146,0 140,3 135,7 136,0 106,3 122,3 136,3 103,0 119,0 148,0 134,0 130,2 
URS Fapa Slava 135,0 127,7 136,5 143,7 135,3 132,3 136,0 108,3 124,7 138,0 102,0 123,0 146,7 132,0 130,1 
URS Brava 134,3 125,0 125,5 146,7 142,7 132,3 132,7 106,3 124,3 137,7 104,0 123,0 148,0 138,0 130,0 
FAEM 007 135,7 129,3 109,5 146,3 143,7 134,3 136,0 107,3 126,3 141,0 104,0 123,0 148,0 133,0 129,8 
IPR Artemis 135,3 121,3 136,5 143,7 140,7 133,0 136,0 104,0 125,0 137,3 102,0 121,0 148,0 131,0 129,6 
FAEM 006 135,0 130,3 109,5 147,0 141,7 135,3 136,0 104,7 126,0 140,0 102,0 121,0 148,0 134,0 129,3 
URS Torena 135,0 124,3 109,5 147,0 141,3 136,0 136,0 105,7 124,7 137,7 104,0 123,0 148,0 137,0 129,2 
UPFA Gaudéria 135,7 129,7 131,5 139,0 141,3 130,3 137,0 107,0 122,0 133,7 102,0 119,0 146,7 133,0 129,1 
FAEM 4 Carlasul 135,0 128,0 109,5 147,7 139,0 132,0 136,0 106,7 126,3 138,0 105,0 121,0 148,0 135,0 129,1 
URS Charrua 135,0 120,3 125,5 146,3 135,7 132,3 136,0 107,3 122,0 137,3 103,0 121,0 148,0 135,0 128,9 
URS Estampa 135,3 124,7 109,5 146,7 140,3 135,3 136,0 105,0 125,3 136,7 104,0 119,0 148,0 136,0 128,7 
URS Corona 134,7 123,7 109,5 146,0 138,0 136,0 136,0 111,7 122,3 136,0 105,0 123,0 148,0 132,0 128,7 
FAEM 5 Chiarasul 134,3 126,3 109,5 146,0 141,0 132,0 137,0 105,0 123,7 136,7 102,0 121,0 148,0 135,0 128,4 
URS Taura 135,0 121,3 123,5 146,7 133,7 135,7 136,0 103,7 123,0 135,0 102,0 121,0 148,0 128,0 128,0 
URS Guará 135,3 117,0 125,5 146,3 135,0 135,7 136,0 106,7 120,3 134,3 103,0 119,0 148,0 129,0 127,9 
URS Altiva 134,7 122,0 109,5 146,7 141,0 136,0 132,7 97,3 120,7 136,7 102,0 123,0 148,0 139,0 127,8 
URS Guria 135,0 120,7 125,5 145,7 136,0 132,3 136,0 103,3 120,7 138,0 102,0 119,0 146,7 127,0 127,7 I 
URS 21 135,7 120,0 109,5 147,0 139,0 134,0 132,7 105,0 122,0 135,7 103,0 121,0 148,0 126,0 127,0 I 
URS Tarimba 135,7 119,7 123,5 145,7 133,0 132,3 129,3 104,3 122,0 135,3 102,0 119,0 146,7 130,0 127,0 I 
Média 135,1 125,0 123,7 146,0 139,2 133,9 135,5 106,6 124,1 137,4 103,3 121,4 147,8 133,7 129,5 
Desvio padrão 0,4 4,0 13,9 1,8 3,1 1,8 1,9 3,6 2,5 2,3 1,5 2,0 0,5 3,8 1,8 
ARA=Arapoti; AP=Augusto Pestana; CB=Capão Bonito; CAS=Castro; GUA=Guarapuava; ITA=Itaberá; ITQ=Itaqui; LON=Londrina; MS=Mauá da Serra; PEL=Pelotas; PG=Ponta Grossa; 
ST=Santa Teresa; TIB=Tibagi; TM=Três de Maio; M=Média; S=superior; I=inferior 
 
 
 
157 
Tabela 9. Estatura de plantas (EP), em diferentes locais, do Ensaio Brasileiro de Cultivares e Aveia (EBCA), sem fungicida, 2016. 
Cultivar AP CB ES GUA ITQ LAG LON MS PF PEL PG ST TM M 
URS Brava 128,3 105,0 146,0 142,9 85,0 120,3 146,7 126,7 115,0 105,0 139,7 110,0 140,0 123,9 S 
FAEM 007 130,0 105,0 155,0 137,9 83,3 122,0 133,3 126,7 119,0 114,0 133,7 100,0 130,0 122,3 S 
FAEM 006 124,3 102,0 154,0 137,1 75,0 125,5 136,7 126,7 116,0 107,7 137,0 105,0 130,0 121,3 S 
URS Altiva 125,7 110,0 155,0 132,9 93,3 117,3 130,0 116,7 116,0 104,7 124,0 95,0 126,0 119,0 
URS 21 125,7 108,0 140,0 137,3 76,7 119,0 133,3 116,7 112,0 107,0 127,3 100,0 130,0 117,9 
UPFA Ouro 133,0 110,0 144,0 136,1 68,3 101,0 143,3 120,0 113,0 109,0 134,0 100,0 114,0 117,4 
URS Charrua 126,0 105,0 150,0 126,1 75,0 111,0 136,7 120,0 109,0 98,3 137,3 100,0 130,0 117,3 
UPFPS Farroupilha 132,7 95,0 142,0 133,7 83,3 112,0 140,0 123,3 112,0 101,7 125,7 110,0 113,0 117,3 
FAEM 4 Carlasul 123,7 105,0 147,0 125,6 85,0 119,5 126,7 113,3 109,0 115,3 128,3 95,0 129,0 117,1 
URS Estampa 124,0 94,0 137,0 130,8 81,7 115,0 133,3 116,7 116,0 104,7 124,7 98,0 125,0 115,4 
IPR Afrodite 126,3 106,0 136,0 119,1 88,3 106,0 133,3 116,7 111,0 95,0 115,0 90,0 134,0 113,6 
FAEM 5 Chiarasul 127,0 102,0 134,0 113,8 68,3 111,0 126,7 120,0 114,0 98,0 129,0 98,0 125,0 112,8 
URS Torena 127,3 95,0 138,0 124,6 75,0 106,0 126,7 116,7 107,0 103,0 119,7 95,0 128,0 112,5 
URS Guria 128,0 96,0 134,0 132,6 75,0 111,0 123,3 123,3 104,0 107,0 116,7 90,0 117,0 112,1 
URS Corona 128,0 96,0 135,0 119,1 86,7 107,0 130,0 116,7 105,0 99,7 123,3 90,0 118,0 111,9 
URS Guará 131,0 98,0 136,0 121,4 78,3 103,3 123,3 116,7 112,0 93,3 120,7 98,0 122,0 111,9 
Barbarasul 117,0 98,0 135,0 119,9 81,7 108,5 120,0 110,0 103,0 95,0 126,7 100,0 130,0 111,1 
UPFA Gaudéria 126,3 95,0 128,0 129,0 71,7 101,0 130,0 116,7 110,0 97,3 111,3 95,0 110,0 109,3 
URS Tarimba 124,7 98,0 130,0 127,6 70,0 103,5 126,7 113,3 100,0 89,0 109,7 86,0 123,0 107,8 
IPR Artemis 122,3 98,0 127,0 121,9 58,3 99,5 123,3 106,7 108,0 97,0 110,0 90,0 120,0 106,3 
Brisasul 113,7 96,0 126,0 124,9 75,0 96,0 123,3 103,3 104,0 92,0 101,3 88,0 120,0 104,9 I 
URS Fapa Slava 129,0 87,0 115,0 123,8 56,7 92,0 100,0 103,3 90,0 85,3 99,7 86,0 115,0 98,7 I 
URS Taura 122,7 86,0 120,0 109,6 65,0 85,0 100,0 98,3 92,0 83,7 106,0 70,0 115,0 96,4 I 
Média 125,9 99,6 137,6 127,3 76,4 108,4 128,1 116,0 108,6 100,1 121,8 95,2 123,7 113,0 
Desvio padrão 4,4 6,5 10,7 8,3 9,3 10,1 11,1 7,6 7,4 8,3 11,5 8,6 7,6 6,9 
AP=Augusto Pestana; CB=Capão Bonito; ES=Eldorado do Sul; GUA=Guarapuava; ITQ=Itaqui; LAG=Lages; LON=Londrina; MS=Mauá da Serra; PF=Passo Fundo; PEL=Pelotas; PG=Ponta 
Grossa; ST=SantaTeresa; TM=Três de Maio; M=Média; S=superior; I=inferior 
 
 
 
158 
Tabela 10. Estatura de plantas (EP), em diferentes locais do Ensaio Brasileiro de Cultivares de Aveia (EBCA), com fungicida, 2016. 
Cultivar ARA AP CB CAS ES GUA ITA ITQ LAG LON MS PF PEL PG ST TIB TM M 
URS Brava 119,6 137,7 117,0 128,0 142,0 142,9 124,0 85,0 112,7 136,7 126,7 118,0 110,3 131,0 110,0 164,0 150,0 125,3 S 
FAEM 006 122,0 128,0 115,0 134,0 154,0 137,1 130,6 80,0 125,0 140,0 130,0 107,0 109,7 135,7 105,0 134,0 140,0 125,1 S 
FAEM 007 101,5 136,0 127,2 138,0 157,0 137,9 129,2 80,0 115,3 136,7 126,7 120,0 107,3 129,3 100,0 134,0 132,0 124,0 S 
URS 21 119,0 140,3 116,0 130,0 147,0 137,3 129,6 80,0 112,7 140,0 116,7 119,0 112,0 127,3 100,0 133,0 125,0 122,6 
URS Charrua 114,0 132,7 116,0 129,0 157,0 126,1 128,0 70,0 105,7 140,0 116,7 120,0 104,0 117,0 100,0 154,0 140,0 121,8 
UPFA Ouro 123,0 142,7 119,8 125,0 133,0 136,1 125,2 88,3 110,0 140,0 113,3 112,0 106,7 126,0 100,0 129,0 130,0 121,2 
UPFPS Farroupilha 112,0 140,0 117,0 131,0 135,0 133,7 131,6 85,0 105,0 140,0 120,0 101,0 96,3 122,0 110,0 133,0 143,0 120,9 
URS Altiva 113,4 135,3 118,0 129,0 149,0 132,9 138,4 78,3 115,7 130,0 113,3 116,0 104,7 130,3 95,0 130,0 160,0 120,6 
URS Estampa 114,0 132,7 109,0 120,0 141,0 130,8 122,6 80,0 107,0 140,0 116,7 114,0 116,0 122,7 98,0 137,0 135,0 118,8 
URS Guria 102,0 133,7 109,0 132,0 130,0 132,6 123,4 80,0 108,3 130,0 123,3 116,0 113,0 123,3 90,0 132,0 128,0 118,0 
FAEM 4 Carlasul 109,4 131,0 114,0 125,0 132,0 125,6 127,4 78,3 110,3 126,7 120,0 109,0 107,3 119,0 95,0 130,0 137,0 117,5 
FAEM 5 Chiarasul 108,0 136,7 115,0 119,0 132,0 113,8 136,6 71,7 113,0 126,7 116,7 115,0 104,3 127,0 98,0 133,0 123,0 117,0 
UPFA Gaudéria 111,0 130,7 110,0 129,0 129,0 129,0 126,6 76,7 104,0 130,0 123,3 102,0 96,3 116,7 98,0 140,0 130,0 116,6 
URS Torena 110,0 134,0 109,0 118,0 142,0 124,6 118,8 73,3 108,7 130,0 103,3 112,0 111,7 122,3 95,0 135,0 133,0 116,5 
URS Guará 113,0 133,3 110,0 120,0 137,0 121,4 130,4 78,3 106,0 126,7 113,3 115,0 102,7 114,7 98,0 132,0 120,0 115,7 
URS Corona 111,0 138,3 110,0 124,0 131,0 119,1 115,6 70,0 110,0 133,3 113,3 118,0 107,0 120,7 90,0 135,0 120,0 115,7 
Barbarasul 110,2 121,7 106,0 120,0 137,0 119,9 132,6 73,3 109,0 126,7 111,7 108,0 92,0 124,7 100,0 132,0 140,0 115,6 
IPR Afrodite 110,8 130,3 115,0 121,0 128,0 119,1 122,0 78,3 103,0 128,3 113,3 99,0 108,0 117,7 90,0 129,0 128,0 114,2 
URS Tarimba 106,7 134,0 108,0 120,0 130,0 127,6 118,6 68,3 96,0 126,7 113,3 97,0 98,3 121,3 86,0 133,8 130,0 112,7 
Brisasul 104,2 123,7 107,0 123,0 122,0 124,9 117,0 71,7 98,3 116,7 105,0 103,0 97,7 119,3 88,0 131,0 125,0 110,4 
IPR Artemis 105,6 134,3 112,0 110,0 122,0 121,9 106,4 66,0 104,0 123,3 106,7 110,0 101,0 101,3 90,0 125,0 106,0 108,6 I 
URS Fapa Slava 98,0 137,3 101,0 98,0 123,0 123,8 98,6 63,3 84,3 116,7 96,7 80,0 90,0 107,7 86,0 121,0 108,0 102,0 I 
URS Taura 95,8 128,7 98,0 94,0 114,0 109,6 95,6 61,7 92,7 110,0 93,3 118,0 85,0 108,3 70,0 133,0 115,0 101,3 I 
Média 110,2 133,6 112,1 122,5 135,8 127,3 123,0 75,6 106,8 130,2 114,5 110,0 103,5 121,1 95,3 134,3 128,1 116,6 
Desvio padrão 7,1 5,1 6,3 10,4 11,5 8,3 10,9 6,9 8,4 8,4 9,1 9,6 7,9 8,0 8,6 8,8 10,4 6,4 
ARA=Arapoti; AP=Augusto Pestana; CB=Capão Bonito; CAS=Castro; ES=Eldorado do Sul; GUA=Guarapuava; ITA=Itaberá; ITQ=Itaqui; LAG=Lages; LON=Londrina; S=Mauá da Serra; 
PF=Passo Fundo; PEL=Pelotas; PG=Ponta Grossa; ST=Santa Teresa; TIB=Tibagi; TM=Três de Maio; M=Média; S=superior; I=inferior 
 
 
 
 
159 
Tabela 11. Acamamento (%) de plantas, em diferentes locais do Ensaio Brasileiro de Cultivares de Aveia (EBCA), sem fungicida, 2016. 
Cultivar ARA AP CB CAS ES GUA ITQ LAG LON MS PF PEL PG ST TIB TM M 
URS Guria 30,0 98,3 21,7 46,7 70,0 5,0 0,0 20,0 94,3 90,0 48,3 100,0 15,0 15,0 90,0 100,0 52,8 S 
UPFA Gaudéria 75,3 96,7 56,7 60,0 30,0 2,3 0,0 27,0 73,3 80,0 35,0 100,0 1,7 20,0 80,0 100,0 52,4 S 
URS Corona 96,7 90,0 38,3 36,7 15,0 3,3 0,0 26,0 97,7 85,0 40,0 98,3 0,0 10,0 86,7 98,3 51,4 S 
UPFPS Farroupilha 68,3 80,0 41,7 56,0 30,0 3,7 0,0 30,0 88,3 83,3 20,0 93,3 1,7 10,0 83,3 98,3 49,3 S 
IPR Artemis 80,0 96,7 41,7 26,7 0,0 3,0 0,0 19,0 81,7 68,3 66,7 96,7 6,7 0,0 90,0 100,0 48,6 
URS Guará 70,0 96,7 18,3 17,0 30,0 4,7 0,0 10,7 91,7 80,0 51,7 95,0 0,0 5,0 73,3 100,0 46,5 
FAEM 5 Chiarasul 50,0 93,3 21,7 70,0 0,0 8,0 0,0 20,0 75,0 68,3 25,0 100,0 0,0 10,0 90,0 96,7 45,5 
URS Estampa 33,3 96,7 33,3 18,3 0,0 2,3 0,0 2,0 91,7 81,7 35,0 100,0 1,7 5,0 90,0 100,0 43,2 
FAEM 4 Carlasul 20,0 93,3 31,7 55,0 0,0 7,0 0,0 23,0 93,3 56,7 6,7 98,3 0,0 10,0 90,0 98,3 42,7 
Barbarasul 45,0 81,7 58,3 50,0 5,0 0,0 0,0 22,0 57,3 60,0 11,7 93,3 2,3 5,0 90,0 88,3 41,9 
UPFA Ouro 54,3 80,0 56,7 44,0 5,0 6,0 0,0 10,0 53,3 56,7 18,3 98,3 0,0 15,0 83,3 86,7 41,7 
URS 21 23,3 90,0 35,0 6,7 5,0 2,3 0,0 28,0 81,7 81,7 20,0 93,3 5,0 10,0 80,0 100,0 41,4 
URS Charrua 14,3 90,0 21,7 25,0 10,0 2,3 0,0 12,0 86,7 83,3 26,7 98,3 0,0 5,0 83,3 98,3 41,1 
URS Tarimba 31,7 93,3 13,3 20,0 10,0 4,7 0,0 26,0 53,3 80,0 5,0 100,0 0,0 15,0 80,0 100,0 39,5 
IPR Afrodite 35,0 40,0 51,7 57,5 0,0 2,7 0,0 8,0 40,0 83,3 20,0 93,3 0,0 5,0 83,3 100,0 38,7 
FAEM 006 16,7 90,0 11,7 20,0 5,0 8,0 0,0 16,0 46,7 76,7 26,7 100,0 1,7 10,0 83,3 96,7 38,1 
FAEM 007 23,3 88,3 18,3 40,0 10,0 5,3 0,0 8,0 36,7 66,7 13,3 100,0 1,7 10,0 83,3 100,0 37,8 
URS Torena 20,0 90,0 31,7 10,0 2,0 4,0 0,0 12,0 29,0 78,3 18,3 95,0 8,3 10,0 83,3 96,7 36,8 
URS Fapa Slava 48,3 76,7 43,3 53,3 0,0 2,3 0,0 1,0 25,0 43,3 1,7 100,0 0,0 10,0 83,3 100,0 36,8 
URS Brava 10,0 70,0 18,3 13,3 0,0 3,7 0,0 1,3 51,7 76,7 56,7 88,3 0,0 5,0 80,0 90,0 35,3 
Brisasul 0,3 53,3 58,3 58,3 0,0 3,3 0,0 1,0 1,3 55,0 10,0 100,0 0,0 10,0 80,0 100,0 33,2 
URS Taura 2,1 96,7 13,3 6,7 0,0 1,0 0,0 0,0 0,0 41,7 0,0 100,0 0,0 10,0 66,7 100,0 27,4 I 
URS Altiva 3,7 30,0 10,0 0,0 10,0 4,0 0,0 22,0 1,0 50,0 1,7 70,0 0,0 5,0 46,7 51,7 19,1 I 
Média 37,0 83,1 32,5 34,4 10,3 3,9 0,0 15,0 58,7 70,7 24,3 96,2 2,0 9,1 81,7 95,7 40,9 
Desvio padrão 27,0 18,5 16,3 21,0 16,4 2,0 0,0 9,9 32,0 14,3 18,5 6,6 3,6 4,4 9,5 10,4 7,9 
ARA=Arapoti; AP=Augusto Pestana; CB=Capão Bonito; CAS=Castro; ES=Eldorado do Sul; GUA=Guarapuava; ITQ=Itaqui; LAG=Lages; LON=Londrina; MS=Mauá da Serra; PF=Passo 
Fundo; PEL=Pelotas; PG=Ponta Grossa; ST=Santa Teresa; TIB=Tibagi; TM=Três de Maio; M=Média; S=superior; I=inferior 
 
 
 
160 
Tabela 12. Acamamento (%) de plantas, em diferentes locais do Ensaio Brasileiro de Cultivares de Aveia (EBCA), com fungicida 2016. 
Cultivar ARA AP CB CAS ES GUA ITA ITQ LAG LON MS PF PEL PG ST TIB TM M 
FAEM 5 Chiarasul 38,3 76,7 11,7 40,0 10,0 8,0 53,3 0,0 22,7 91,7 80,0 11,7 93,3 0,0 5,0 66,7 100,0 41,7 S 
UPFA Gaudéria 60,0 80,0 10,0 10,0 2,0 43,3 0,0 30,7 96,7 85,0 25,0 43,3 0,0 10,0 63,3 100,0 41,2 S 
URS Corona 94,3 50,0 10,0 9,3 1,0 3,0 55,0 0,0 26,7 97,7 81,7 35,0 73,3 0,0 10,0 60,0 91,7 41,1 S 
UPFPS Farroupilha 45,0 50,0 15,0 37,7 60,0 2,7 66,7 0,0 27,3 98,3 81,7 10,0 35,0 0,0 10,0 60,0 90,0 40,5 S 
URS Tarimba 8,3 86,7 8,3 53,3 15,0 2,3 86,7 0,0 41,3 84,3 80,0 6,7 68,3 0,0 0,0 43,3 98,3 40,2 S 
URS Guria 12,0 40,0 6,7 33,3 25,0 2,7 83,3 0,0 28,7 98,7 85,0 28,3 83,3 0,0 5,0 53,3 93,3 39,9 
FAEM 4 Carlasul 10,3 76,7 5,0 48,3 1,0 7,0 61,7 0,0 16,7 95,0 76,7 5,0 83,3 0,0 10,0 73,3 86,7 38,6 
IPR Artemis 50,0 86,7 11,7 60,0 0,0 2,7 16,7 0,0 2,0 70,0 71,7 16,7 73,3 0,0 0,0 71,7 100,0 37,2 
FAEM 006 28,3 53,3 10,0 13,3 15,0 7,7 38,3 0,0 20,0 66,7 73,3 13,3 91,7 0,0 10,0 66,7 90,0 35,2 
FAEM 007 13,3 43,3 11,7 11,0 5,0 2,0 28,3 0,0 16,0 93,3 71,7 23,3 95,0 0,0 5,0 70,0 80,0 33,5 
URS 21 1,3 76,7 5,0 9,3 0,0 2,0 48,3 0,0 7,3 99,3 83,3 20,0 73,3 0,0 0,0 38,3 90,0 32,6 
Barbarasul 11,7 96,7 11,7 15,7 0,0 0,0 41,7 0,0 13,3 85,0 65,0 11,7 56,7 0,0 5,0 70,0 70,0 32,6 
URS Guará 48,3 56,7 8,3 3,3 2,0 2,0 18,3 0,0 9,3 91,0 80,0 23,3 48,3 0,0 0,0 63,3 96,7 32,4 
UPFA Ouro 26,7 70,0 13,3 15,0 0,0 4,0 38,3 0,0 9,3 73,3 66,7 7,7 63,3 0,010,0 56,7 95,0 32,3 
URS Charrua 6,7 50,0 11,7 7,7 0,0 2,7 30,0 0,0 21,3 91,7 76,7 6,7 60,0 0,0 10,0 66,7 98,3 31,8 
URS Brava 5,0 60,0 8,3 6,0 0,0 2,7 51,7 0,0 18,7 86,7 75,0 23,3 61,7 0,0 0,0 45,0 85,0 31,1 
URS Torena 10,0 50,0 11,7 11,0 2,0 2,3 46,7 0,0 9,3 60,0 71,7 6,7 66,7 0,0 10,0 60,0 81,7 29,4 
URS Estampa 12,7 33,3 8,3 0,7 0,0 2,7 23,3 0,0 2,0 87,7 83,3 10,0 71,7 0,0 5,0 46,7 96,7 28,5 
IPR Afrodite 5,3 11,7 10,0 1,7 0,0 1,0 4,0 0,0 4,0 78,3 76,7 16,7 55,0 0,0 0,0 66,7 93,3 25,0 
URS Fapa Slava 5,3 10,0 13,3 27,5 15,0 3,3 36,7 0,0 0,0 45,0 70,0 1,0 40,0 0,0 0,0 51,7 95,0 24,3 
Brisasul 0,3 33,3 5,0 5,0 0,0 2,3 1,7 0,0 1,3 1,3 70,0 10,0 60,0 0,0 0,0 41,7 95,0 19,2 I 
URS Taura 1,1 21,7 6,7 0,0 1,0 0,0 0,0 0,0 0,0 1,3 50,0 6,7 50,0 0,0 0,0 28,3 86,7 14,9 I 
URS Altiva 4,0 6,7 28,3 4,0 2,0 6,0 11,7 0,0 20,0 3,3 46,7 0,0 55,0 0,0 0,0 21,7 43,3 14,9 I 
Média 21,7 53,0 10,5 18,8 7,1 3,1 38,5 0,0 15,1 73,8 74,0 13,9 65,3 0,0 4,6 55,9 89,4 32,1 
Desvio padrão 23,9 25,8 4,8 18,4 13,4 2,1 23,9 0,0 11,3 31,5 9,9 9,1 16,8 0,0 4,5 14,1 12,5 8,1 
ARA=Arapoti; AP=Augusto Pestana; CB=Capão Bonito; CAS=Castro; ES=Eldorado do Sul; GUA=Guarapuava; ITA=Itaberá; ITQ=Itaqui; LAG=Lages; LON=Londrina; MS=Mauá da Serra; 
PF=Passo Fundo; PEL=Pelotas; PG=Ponta Grossa; ST=Santa Teresa; TIB=Tibagi; TM=Três de Maio; M=Média; S=superior; I=inferior 
 
 
 
161 
Tabela 13. Ferrugem da folha (severidade, %), em diferentes locais do Ensaio Brasileiro de Cultivares de Aveia (EBCA), sem fungicida 2016. 
Cultivar ARA AP CB CAS ES ITA ITQ LON MS PF PEL PG ST TIB TM M 
URS Fapa Slava 75,0 43,3 50,0 95,0 100,0 60,0 30,0 70,0 33,3 81,7 86,7 95,0 20,0 38,3 5,0 58,9 S 
Brisasul 38,3 24,7 55,0 90,0 90,0 56,7 26,7 95,0 38,3 63,3 86,7 90,0 10,0 18,3 3,0 52,4 S 
UPFA Gaudéria 38,3 26,7 55,0 65,0 90,0 56,7 43,3 85,0 56,7 43,3 66,7 73,3 20,0 26,7 1,0 49,8 S 
UPFA Ouro 31,7 33,3 70,0 55,0 80,0 56,7 26,7 86,7 56,7 30,0 76,7 71,7 10,0 21,7 1,5 47,2 S 
URS Tarimba 26,7 33,3 22,0 70,0 100,0 40,0 10,0 45,0 46,7 73,3 76,7 78,3 15,0 28,3 0,5 44,4 
FAEM 006 6,7 28,3 50,0 80,0 50,0 21,7 93,3 53,3 50,0 53,3 76,7 56,7 5,0 4,3 0,5 42,0 
UPFPS Farroupilha 16,7 21,7 60,0 50,0 70,0 50,0 33,3 76,7 46,7 35,0 60,0 68,3 20,0 18,3 1,0 41,8 
URS Guria 2,3 46,7 50,0 80,0 90,0 35,0 33,3 11,3 13,3 33,3 86,7 86,7 10,0 18,3 1,0 39,9 
IPR Afrodite 20,0 16,7 45,0 55,0 50,0 50,0 23,3 90,0 23,3 36,7 76,7 68,3 10,0 5,3 1,0 38,1 
URS Estampa 1,0 18,3 50,0 50,0 100,0 20,0 13,3 16,7 21,7 70,0 86,7 86,7 20,0 0,8 2,0 37,1 
URS Taura 16,7 45,0 20,0 60,0 100,0 16,7 10,0 3,7 16,7 81,7 90,0 58,3 30,0 7,0 1,0 37,1 
URS Torena 6,7 33,3 70,0 60,0 80,0 26,7 36,7 13,3 13,3 40,0 86,7 61,7 5,0 3,0 0,0 35,8 
FAEM 007 3,7 16,7 10,0 75,0 70,0 31,7 30,0 50,0 53,3 56,7 63,3 60,0 10,0 1,3 0,5 35,5 
Barbarasul 16,7 31,3 45,0 40,0 40,0 40,0 30,0 65,0 15,0 33,3 50,0 46,7 10,0 2,8 1,0 31,1 
URS Brava 3,7 26,7 55,0 70,0 60,0 35,0 20,0 23,3 10,0 16,7 66,7 45,0 10,0 0,7 0,0 29,5 
URS 21 2,3 21,7 25,0 30,0 70,0 23,3 23,3 33,3 13,3 56,7 66,7 46,7 10,0 3,5 0,5 28,4 
FAEM 5 Chiarasul 6,7 21,7 60,0 55,0 10,0 13,3 20,0 10,7 40,0 28,3 43,3 36,7 10,0 6,7 0,5 24,2 
FAEM 4 Carlasul 3,7 15,0 50,0 80,0 15,0 6,7 33,3 9,0 26,7 16,7 46,7 33,3 10,0 2,7 0,0 23,2 
URS Guará 2,3 26,7 45,0 90,0 40,0 4,3 36,7 3,0 6,7 3,3 46,7 13,3 5,0 2,3 0,0 21,7 
IPR Artemis 1,2 18,3 60,0 5,0 10,0 46,7 13,3 21,7 21,7 40,0 46,7 7,3 15,0 1,7 0,0 20,6 I 
URS Corona 2,3 11,7 40,0 80,0 50,0 4,3 10,0 17,3 5,0 3,3 36,7 11,7 10,0 1,4 0,0 18,9 I 
URS Charrua 2,3 26,7 60,0 70,0 15,0 2,7 20,0 3,3 5,0 1,7 53,3 13,3 3,0 0,5 0,5 18,5 I 
URS Altiva 2,3 18,3 45,0 5,0 3,0 0,0 10,0 0,0 3,3 0,0 8,3 0,0 5,0 0,0 0,0 6,7 I 
Média 14,2 26,3 47,5 61,3 60,1 30,3 27,2 38,4 26,8 39,1 64,6 52,6 11,9 9,3 0,9 34,0 
Desvio padrão 17,9 9,6 15,4 24,1 32,8 19,7 17,5 32,7 18,1 25,2 20,7 28,6 6,5 11,0 1,2 12,6 
ARA=Arapoti; AP=Augusto Pestana; CB=Capão Bonito; CAS=Castro; ES=Eldorado do Sul; ITA=Itaberá; ITQ=Itaqui; LON=Londrina; MS=Mauá da Serra; PF=Passo Fundo; PEL=Pelotas; 
PG=Ponta Grossa; ST=Santa Teresa; TIB=Tibagi; TM=Três de Maio; M=Média; SI= sem informação; S=superior; I=inferior
 
 
 
162 
Tabela 14. Ferrugem da folha (severidade, %), em diferentes locais do Ensaio Brasileiro de Cultivares de 
Aveia (EBCA), com fungicida, 2016. 
Cultivar AP CB ES ITQ LON MS PF PEL PG TM M 
 URS Fapa Slava 25,0 5,0 25,0 16,7 0,0 0,0 0,0 46,7 5,7 0,5 12,5 S 
URS Taura 28,3 6,5 20,0 10,0 0,0 0,0 0,0 53,3 5,0 1,0 12,4 S 
URS Estampa 10,0 10,0 15,0 10,0 0,0 0,0 0,0 40,0 5,0 1,5 9,2 S 
UPFA Gaudéria 23,3 10,0 0,0 20,0 0,0 0,0 0,0 30,0 4,0 1,0 8,8 
 URS Tarimba 15,0 10,0 0,1 10,0 0,0 0,0 0,0 43,3 3,7 0,0 8,2 
 FAEM 006 13,3 8,0 0,0 46,7 0,0 0,0 0,0 5,0 1,7 0,5 7,5 
 UPFA Ouro 23,3 8,0 T 20,0 1,7 0,0 0,0 10,0 3,7 0,5 7,5 
 URS Torena 21,7 5,7 2,0 16,7 0,0 0,0 0,0 23,3 1,3 0,0 7,1 
 Brisasul 11,7 8,0 0,0 20,0 1,0 0,0 0,0 20,0 5,7 1,0 6,7 
 URS Guria 21,7 8,0 0,5 16,7 0,0 0,0 0,0 16,7 2,3 0,5 6,6 
 FAEM 4 Carlasul 6,3 10,0 0,0 36,7 0,0 0,0 0,0 5,0 0,7 0,0 5,9 
 UPFPS Farroupilha 11,7 8,0 0,0 23,3 0,0 0,0 0,0 8,3 4,0 1,0 5,6 
 URS 21 15,0 8,5 T 16,7 0,0 0,0 0,0 8,3 1,3 0,5 5,6 
 FAEM 007 8,7 10,0 T 23,3 0,0 0,0 0,0 5,0 0,7 0,5 5,4 
 FAEM 5 Chiarasul 11,7 15,0 0,0 13,3 0,0 0,0 0,0 10,0 0,0 0,5 5,1 
 URS Guará 11,7 10,0 0,0 20,0 0,0 0,0 0,0 8,3 0,0 0,0 5,0 
 Barbarasul 10,7 10,0 0,0 10,0 0,0 0,0 0,0 16,7 1,0 1,0 4,9 
 IPR Artemis 13,3 10,0 0,0 13,3 0,0 0,0 0,0 8,3 0,0 0,0 4,5 
 URS Brava 11,7 8,5 T 10,0 0,0 0,0 0,0 5,0 1,3 0,0 4,1 
 IPR Afrodite 8,3 10,0 0,0 13,3 0,0 0,0 0,0 5,0 2,3 1,0 4,0 
 URS Altiva 8,3 10,0 0,0 10,0 0,0 0,0 0,0 5,0 0,0 0,0 3,3 I 
URS Corona 6,7 7,0 0,0 10,0 0,0 0,0 0,0 6,7 0,3 0,0 3,1 I 
URS Charrua 8,3 6,5 0,0 10,0 0,0 0,0 0,0 5,0 0,0 0,0 3,0 I 
Média 14,2 8,8 3,3 17,2 0,1 0,0 0,0 16,7 2,2 0,5 6,3 
 
Desvio padrão 6,4 2,1 7,6 9,1 0,4 0,0 0,0 15,3 2,0 0,5 2,6 
 AP=Augusto Pestana; CB=Capão Bonito; ES=Eldorado do Sul; ITQ=Itaqui; LON=Londrina; MS=Mauá da Serra; 
PF=Passo Fundo; PEL=Pelotas; PG=Ponta Grossa; TM=Três de Maio; M=Média; T=traço S=superior; I=inferior 
 
 
 
 
 
163 
Tabela 15. Ferrugem do colmo (severidade, %), em diferentes locais do Ensaio Brasileiro de Cultivares de 
Aveia (EBCA), sem fungicida, 2016. 
Cultivar ARA AP CB CAS ITA ITQ PF PEL TIB TM M 
URS Guria 0,0 6,7 10,0 0,0 0,0 6,7 6,0 53,3 0,0 20,0 10,3 S 
URS Fapa Slava 0,0 4,3 20,0 0,0 0,0 3,3 4,0 66,7 0,0 0,0 9,8 S 
Brisasul 0,0 2,7 15,0 0,0 0,0 10,0 5,0 50,0 0,0 10,0 9,3 S 
URS Torena 0,0 5,0 20,0 0,0 0,0 8,3 10,0 26,7 0,0 20,0 9,0 S 
URS Taura 0,0 3,7 10,0 0,0 0,0 3,3 10,0 53,3 0,0 0,0 8,0 S 
URS Estampa 0,0 3,7 20,0 0,0 0,0 3,3 7,0 36,7 0,0 0,0 7,1 
URS 21 0,0 4,3 10,0 0,0 0,0 5,0 4,0 36,7 0,0 10,0 7,0 
IPR Afrodite 0,0 2,7 10,0 0,0 0,0 5,0 3,0 46,7 0,0 0,0 6,7 
FAEM 006 0,0 8,3 8,0 0,0 0,0 13,3 2,0 26,7 0,0 0,0 5,8 
FAEM 5 Chiarasul 0,0 4,3 5,3 0,0 0,0 10,0 2,0 13,3 0,0 20,0 5,5 
UPFPS Farroupilha 0,0 1,3 15,0 0,0 0,0 6,7 5,0 26,7 0,0 0,0 5,5 
FAEM 007 0,0 4,7 5,0 0,0 0,0 10,0 5,0 20,0 0,0 10,0 5,5 
URS Tarimba 0,0 2,0 10,0 0,0 0,0 3,3 6,0 30,0 0,0 0,0 5,1 
URS Brava 0,0 3,3 15,0 0,0 0,0 3,3 3,0 23,3 0,0 0,0 4,8 
UPFA Ouro 0,0 6,0 20,0 0,0 0,0 6,7 2,0 10,0 0,0 0,0 4,5 
Barbarasul 0,0 3,3 10,0 0,0 0,0 6,7 4,0 10,0 0,0 10,0 4,4 
IPR Artemis 0,0 4,7 25,0 0,0 0,0 3,3 2,0 8,3 0,0 0,0 4,3 
UPFA Gaudéria 0,0 4,3 10,0 0,0 0,0 3,3 4,0 20,0 0,0 0,0 4,2 
URS Guará 0,0 5,0 15,0 0,0 0,0 6,7 1,0 8,3 0,0 0,0 3,6 
FAEM 4 Carlasul 0,0 1,7 5,0 0,0 0,0 10,0 3,0 10,0 0,0 0,0 3,0 I 
URS Charrua 0,0 2,7 15,0 0,0 0,0 0,0 2,0 8,3 0,0 0,0 2,8 I 
URS Altiva 0,0 1,3 10,0 0,0 0,0 10,0 0,0 5,0 0,0 0,0 2,6 I 
URS Corona 0,0 1,3 15,0 0,0 0,0 0,0 1,0 6,7 0,0 0,0 2,4 I 
Média 0,0 3,8 13,0 0,0 0,0 6,0 4,0 25,9 0,0 4,3 5,7 
Desvio padrão 0,0 1,8 5,4 0,0 0,0 3,5 2,6 18,0 0,0 7,3 2,3 
ARA=Arapoti; AP=Augusto Pestana; CB=Capão Bonito; CAS=Castro; ITA=Itaberá; ITQ=Itaqui; PF=Passo Fundo; 
PEL=Pelotas; TIB=Tibagi; TM=Três de maio. M=Média; S=superior; I=inferior164 
Tabela 16. Ferrugem do colmo (severidade, %), em diferentes locais do Ensaio Brasileiro de Cultivares de 
Aveia (EBCA), com fungicida, 2016. 
Cultivar AP CB ITQ PF PEL TM M 
URS Taura 14,0 4,8 10,0 0,0 23,3 0,0 8,7 S 
URS Torena 18,0 8,0 3,3 0,0 5,0 10,0 7,4 S 
URS Guará 21,0 6,0 6,7 0,0 0,0 10,0 7,3 S 
URS Tarimba 15,0 10,0 3,3 0,0 13,3 0,0 6,9 S 
URS Altiva 23,0 9,5 6,7 0,0 0,0 0,0 6,5 
FAEM 007 12,0 7,0 20,0 0,0 0,0 0,0 6,5 
URS Estampa 20,0 6,5 3,3 0,0 6,7 0,0 6,1 
URS Guria 16,0 5,0 10,0 0,0 5,0 0,0 6,0 
URS Fapa Slava 6,0 3,0 6,7 0,0 20,0 0,0 5,9 
FAEM 006 11,0 7,5 16,7 0,0 0,0 0,0 5,9 
Brisasul 8,0 3,5 10,0 0,0 13,3 0,0 5,8 
URS 21 13,0 5,0 16,7 0,0 0,0 0,0 5,8 
URS Brava 22,0 8,0 3,3 0,0 0,0 0,0 5,6 
URS Charrua 17,0 8,0 3,3 0,0 0,0 0,0 4,7 
UPFA Ouro 2,0 4,0 16,7 0,0 5,0 0,0 4,6 
URS Corona 19,0 8,0 0,0 0,0 0,0 0,0 4,5 
FAEM 5 Chiarasul 10,0 3,0 3,3 0,0 0,0 10,0 4,4 
Barbarasul 7,0 4,5 6,7 0,0 5,0 0,0 3,9 
FAEM 4 Carlasul 9,0 2,0 10,0 0,0 0,0 0,0 3,5 I 
IPR Artemis 5,0 4,0 6,7 0,0 5,0 0,0 3,4 I 
UPFPS Farroupilha 3,0 4,0 13,3 0,0 0,0 0,0 3,4 I 
UPFA Gaudéria 1,0 2,5 6,7 0,0 6,7 0,0 2,8 I 
IPR Afrodite 4,0 4,0 6,7 0,0 0,0 0,0 2,4 I 
Média 12,0 5,6 8,3 0,0 4,7 1,3 5,3 
Desvio padrão 6,8 2,3 5,3 0,0 6,8 3,4 1,6 
AP=Augusto Pestana; CB=Capão Bonito; ITQ=Itaqui; PF=Passo Fundo; PEL=Pelotas; TM=Três de Maio. M=Média; 
S=superior; I=inferior 
 
 
 
 
 
 
 
165 
Tabela 17. Virose do nanismo amarelo da cevada (VNAC, incidência, %), em diferentes locais do Ensaio 
Brasileiro de Cultivares de Aveia (EBCA), sem fungicida, 2016. 
Cultivar CB ITQ PEL ST TM M 
UPFPS Farroupilha 35,0 0,0 0,0 4,0 0,2 7,8 S 
URS Guria 35,0 0,0 0,0 3,0 0,0 7,6 S 
URS Charrua 30,0 0,0 0,0 3,0 0,2 6,6 S 
URS Guará 28,0 0,0 0,0 5,0 0,2 6,6 S 
IPR Artemis 20,0 0,0 0,0 10,0 0,5 6,1 
UPFA Gaudéria 15,0 0,0 0,0 15,0 0,0 6,0 
IPR Afrodite 25,0 0,0 0,0 3,0 0,0 5,6 
URS Torena 25,0 0,0 0,0 3,0 0,0 5,6 
URS Estampa 20,0 0,0 0,0 5,0 0,2 5,0 
FAEM 4 Carlasul 20,0 0,0 0,0 5,0 0,0 5,0 
URS Taura 20,0 0,0 0,0 5,0 0,0 5,0 
URS Brava 20,0 0,0 0,0 5,0 0,0 5,0 
Brisasul 10,0 0,0 0,0 10,0 0,2 4,0 
URS Corona 15,0 0,0 0,0 5,0 0,2 4,0 
URS 21 15,0 0,0 0,0 5,0 0,0 4,0 
URS Altiva 15,0 0,0 0,0 3,0 0,7 3,7 
FAEM 5 Chiarasul 10,0 0,0 0,0 5,0 0,2 3,0 
FAEM 007 10,0 0,0 0,0 5,0 0,2 3,0 
UPFA Ouro 10,0 0,0 0,0 5,0 0,0 3,0 
Barbarasul 10,0 0,0 0,0 5,0 0,0 3,0 
URS Tarimba 8,0 0,0 0,0 5,0 0,0 2,6 I 
URS Fapa Slava 8,0 0,0 0,0 3,0 0,0 2,2 I 
FAEM 006 5,0 0,0 0,0 5,0 0,0 2,0 I 
Média 17,8 0,0 0,0 5,3 0,1 4,6 
Desvio padrão 8,7 0,0 0,0 2,8 0,2 1,7 
CB=Capão Bonito; ITQ=Itaqui; PEL=Pelotas; ST=Santa Teresa; TM=Três de Maio.M=Média; 
S=superior; I=inferior 
 
 
 
 
 
 
 
166 
Tabela 18. Virose do nanismo amarelo da cevada (VNAC, severidade, %), em diferentes locais do Ensaio 
Brasileiro de Cultivares de Aveia (EBCA), com fungicida, 2016. 
Cultivar ARA CB CAS ITA ITQ PEL TIB TM M 
URS Torena 3,0 8,0 0,3 6,0 0,0 0,0 9,0 0,0 3,3 S 
URS Guará 0,3 10,0 0,0 1,7 0,0 0,0 9,3 0,2 2,7 S 
URS Charrua 0,0 10,0 0,0 1,3 0,0 0,0 7,0 0,3 2,3 S 
URS Altiva 0,7 10,0 0,0 2,3 0,0 0,0 5,7 0,0 2,3 S 
URS Corona 1,0 5,5 0,0 1,7 0,0 0,0 9,0 0,2 2,2 S 
FAEM 5 Chiarasul 0,3 4,5 0,0 3,0 0,0 0,0 7,7 0,3 2,0 
URS Brava 0,7 8,5 0,0 3,0 0,0 0,0 2,7 0,0 1,9 
FAEM 007 0,3 8,0 0,0 1,7 0,0 0,0 3,7 0,0 1,7 
UPFA Gaudéria 1,0 3,0 0,0 4,7 0,0 0,0 4,3 0,0 1,6 
URS Guria 0,3 10,0 0,0 2,0 0,0 0,0 0,7 0,0 1,6 
URS Estampa 0,7 6,5 0,3 1,0 0,0 0,0 3,7 0,2 1,5 
FAEM 006 0,0 6,0 0,0 1,3 0,0 0,0 2,7 0,2 1,3 
URS 21 0,7 5,5 0,0 1,7 0,0 0,0 2,0 0,0 1,2 
IPR Afrodite 1,0 3,0 0,7 0,7 0,0 0,0 3,7 0,3 1,2 
UPFPS Farroupilha 1,3 2,5 0,3 4,0 0,0 0,0 0,7 0,0 1,1 
URS Tarimba 0,7 5,0 0,0 2,7 0,0 0,0 0,3 0,0 1,1 
IPR Artemis 1,3 3,0 0,0 1,3 0,0 0,0 3,0 0,0 1,1 
FAEM 4 Carlasul 0,0 5,0 0,0 1,0 0,0 0,0 1,7 0,0 1,0 
Brisasul 0,7 1,5 0,3 1,0 0,0 0,0 1,3 0,0 0,6 I 
UPFA Ouro 0,3 2,5 0,0 1,3 0,0 0,0 0,7 0,0 0,6 I 
URS Fapa Slava 0,3 2,0 0,3 0,7 0,0 0,0 1,0 0,0 0,5 I 
Barbarasul 0,3 1,5 0,0 2,0 0,0 0,0 0,3 0,0 0,5 I 
URS Taura 0,0 3,0 0,0 0,3 0,0 0,0 0,3 0,0 0,5 I 
Média 0,7 5,4 0,1 2,0 0,0 0,0 3,5 0,1 1,5 
Desvio padrão 0,6 3,0 0,2 1,4 0,0 0,0 3,0 0,1 0,8 
ARA=Arapoti; CB=Capão Bonito; CAS=Castro; ITA=Itaberá; ITQ=Itaqui; PEL= Pelotas; TIB=Tibagi; TM=Três de Maio. 
M=Média; S=superior; I=inferior 
 
 
 
 
 
 
167 
Tabela 19. Manchas foliares (MF) (severidade, %), em diferentes locais do Ensaio Brasileiro de Cultivares de Aveia (EBCA), sem fungicida, 2016. 
Cultivar ARA AP CB CAS ES GUA ITA ITQ LON MS PF PEL PG ST TIB TM M 
FAEM 5 Chiarasul 31,7 21,7 15,0 15,0 20,0 46,0 11,7 10,0 3,3 20,0 4,0 16,7 3,7 5,0 36,7 20,0 17,5 S 
URS Estampa 31,0 20,0 20,0 25,0 20,0 37,0 13,3 6,7 2,7 15,0 4,0 20,0 3,7 5,0 48,3 5,0 17,3 S 
URS Fapa Slava 38,3 38,3 10,0 2,0 20,0 3,3 6,7 2,0 11,7 2,0 56,7 5,0 5,0 45,0 10,0 17,1 S 
IPR Artemis 28,3 20,0 5,0 35,0 10,0 30,0 2,0 5,0 9,0 20,0 5,0 20,0 7,3 5,0 40,0 30,0 17,0 S 
Barbarasul 38,3 23,7 10,0 30,0 10,0 25,0 6,7 6,7 5,0 16,7 3,0 23,3 6,3 5,0 45,0 15,0 16,9 S 
FAEM 006 44,3 23,0 6,0 15,0 10,0 38,0 6,3 6,7 4,3 21,7 3,0 16,7 4,3 5,0 45,0 15,0 16,5 
URS Tarimba 21,7 26,7 10,0 10,0 10,0 45,0 8,3 6,7 1,0 20,0 2,0 26,7 5,7 10,0 43,3 10,0 16,1 
UPFA Ouro 36,0 38,3 10,0 20,0 3,0 40,0 4,0 6,7 1,0 18,3 4,0 13,3 3,3 5,0 41,7 10,0 15,9 
URS 21 23,3 28,3 15,0 35,0 5,0 40,0 11,0 6,7 2,0 15,0 3,0 20,0 4,3 10,0 20,0 10,0 15,5 
URS Taura 30,0 31,7 20,0 20,0 15,0 32,0 7,7 6,7 5,0 11,7 5,0 16,7 7,0 10,0 25,0 5,0 15,5 
Brisasul 34,3 16,7 5,0 10,0 2,0 33,0 3,0 8,3 3,3 20,0 2,0 16,7 10,0 10,0 55,0 15,0 15,3 
UPFPS Farroupilha 55,0 23,3 12,0 20,0 5,0 25,0 5,0 5,0 1,3 20,0 4,0 16,7 4,3 8,0 26,7 5,0 14,8 
URS Corona 36,7 19,3 10,0 15,0 2,0 35,0 8,3 8,3 1,3 13,3 3,0 16,7 3,0 10,0 35,0 15,0 14,5 
URS Guria 16,0 41,7 15,0 15,0 5,0 30,0 5,3 6,7 2,3 16,7 2,0 23,3 4,3 10,0 28,3 8,0 14,4 
URS Torena 16,7 23,3 15,0 20,0 3,0 35,0 3,7 8,3 2,0 15,0 4,0 26,7 3,7 5,0 43,3 5,0 14,4 
FAEM 007 25,0 8,3 10,0 10,0 10,0 45,0 16,7 8,3 3,7 15,0 5,0 20,0 5,7 5,0 35,0 5,0 14,2 
URS Charrua 14,0 25,0 10,0 20,0 5,0 44,0 14,0 8,3 2,0 15,0 2,0 23,3 4,3 3,0 23,3 10,0 14,0 
UPFA Gaudéria 45,0 33,3 5,0 10,0 1,0 35,0 1,7 8,3 0,0 20,0 6,0 16,7 2,7 5,0 25,0 5,0 13,7 
IPR Afrodite 39,0 15,0 8,0 20,0 5,0 35,0 3,3 5,0 0,7 13,3 3,0 16,7 2,7 5,0 35,0 5,0 13,2 I 
URS Guará 23,3 21,7 20,0 10,0 5,0 30,0 9,0 8,3 0,7 13,3 7,0 16,7 3,3 5,0 21,7 10,0 12,8 I 
FAEM 4 Carlasul 19,3 10,0 10,0 7,0 5,0 45,0 10,0 6,7 3,7 13,3 5,0 16,7 2,3 5,0 35,0 10,0 12,8 I 
URS Brava 20,3 26,7 20,0 15,0 5,0 34,0 1,7 6,7 1,7 13,3 3,0 16,7 2,7 5,0 21,7 5,0 12,4 I 
URS Altiva 20,0 16,7 25,0 20,0 1,0 25,0 6,7 5,0 0,7 11,7 5,0 33,3 2,7 3,0 13,3 5,0 12,1 I 
Média 29,9 24,0 12,4 17,3 7,1 35,0 7,1 7,0 2,6 16,1 3,7 21,3 4,4 6,3 34,3 10,1 14,9 
Desvio padrão 10,7 8,5 5,6 8,3 5,5 7,3 4,2 1,3 2,0 3,2 1,4 9,0 1,9 2,4 10,8 6,1 1,7 
ARA=Arapoti; AP=Augusto Pestana; CB=Capão Bonito; CAS=Castro; ES= Eldorado; GUA=Guarapuava; ITA=Itaberá; ITA=Itaqui; LON=Londrina; MS=Mauá da Serra; PF=Passo Fundo; 
PEL=Pelotas; PG=Ponta Grossa; ST=Santa Teresa; TIB=Tibagi; TM=Três de Maio; M=Média; SI= sem informação; S=superior; I=inferior 
 
 
 
168 
Tabela 20. Manchas foliares (MF) (severidade, %), em diferentes locais do Ensaio Brasileiro de Cultivares de 
Aveia (EBCA), com fungicida, 2016. 
Cultivar AP CB ES ITQ LON MS PF PEL PG TM M 
IPR Artemis 23,3 5,0 15,0 6,7 6,0 0,0 0,0 20,0 2,0 30,0 10,8 S 
URS Taura 23,3 8,0 T 5,0 0,0 0,0 0,0 23,3 1,3 3,0 7,1 S 
URS Fapa Slava 25,0 5,0 2,0 6,7 0,7 0,0 0,0 26,7 1,0 1,0 6,8 
URS Tarimba 15,0 10,0 1,0 6,7 0,0 0,0 0,0 23,3 0,7 10,0 6,7 
URS Guria 21,7 8,0 T 6,7 0,0 0,0 0,0 16,7 0,3 5,0 6,5 
UPFA Gaudéria 18,3 8,0 T 6,7 1,3 0,0 0,0 20,0 0,3 3,0 6,4 
Brisasul 12,0 5,0 1,0 8,3 3,0 0,0 0,0 23,3 1,3 10,0 6,4 
FAEM 5 Chiarasul 6,7 10,0 1,0 10,0 1,3 0,0 0,0 23,3 0,0 7,0 5,9 
URS Torena 23,3 5,7 2,0 5,0 0,0 0,0 0,0 13,3 0,3 5,0 5,5 
URSGuará 16,7 10,0 2,0 8,3 0,0 0,0 0,0 10,0 1,3 5,0 5,3 
UPFA Ouro 21,7 5,0 1,0 8,3 0,0 0,0 0,0 10,0 1,7 5,0 5,3 
FAEM 007 6,0 15,0 1,0 13,3 0,7 0,0 0,0 13,3 1,0 2,0 5,2 
URS Estampa 11,7 10,0 1,0 5,0 5,0 0,0 0,0 13,3 1,0 5,0 5,2 
URS 21 13,7 10,0 T 8,3 0,3 0,0 0,0 8,3 1,0 5,0 5,2 
Barbarasul 11,3 6,0 1,0 6,7 3,0 0,0 0,0 16,7 1,0 3,0 4,9 
FAEM 006 13,0 10,0 1,0 6,7 0,7 0,0 0,0 6,7 1,0 5,0 4,4 
URS Corona 10,0 7,0 1,0 5,0 0,0 0,0 0,0 13,3 0,7 7,0 4,4 
URS Brava 13,3 8,5 T 6,7 0,3 0,0 0,0 8,3 0,0 2,0 4,4 
FAEM 4 Carlasul 6,7 8,0 T 8,3 1,7 0,0 0,0 8,3 0,3 5,0 4,3 
UPFPS Farroupilha 10,7 6,0 3,0 8,3 0,0 0,0 0,0 10,0 1,0 2,0 4,1 
URS Charrua 11,3 6,5 T 6,7 0,3 0,0 0,0 8,3 0,3 3,0 4,1 
IPR Afrodite 7,3 5,0 T 10,0 0,3 0,0 0,0 6,7 0,0 3,0 3,6 I 
URS Altiva 8,3 10,0 T 5,0 0,0 0,0 0,0 5,0 0,0 1,0 3,3 I 
Média 14,4 7,9 2,4 7,3 1,1 0,0 0,0 14,3 0,8 5,5 5,5 
Desvio padrão 6,1 2,5 3,7 2,0 1,7 0,0 0,0 6,6 0,6 5,9 1,6 
AP=Augusto Pestana; CB=Capão Bonito; ES=Eldorado do Sul; ITQ=Itaqui; LON=Londrina; MS=Mauá da Serra; PF= 
Passo Fundo; PEL=Pelotas; PG=Ponta Grossa; TM=Três de Maio; M=Média; S=superior; I=inferior; T=traço 
 
 
 
 
 
 
169 
Tabela 21. Bacteriose (BAC) (severidade, %), em diferentes locais do Ensaio Brasileiro de Cultivares de 
Aveia (EBCA), com fungicida, 2016. 
Cultivar ARA CAS ITA ITQ PEL TIB M 
IPR Artemis 31,0 0,9 20,0 0,0 0,0 25,0 12,8 S 
Brisasul 36,7 1,0 6,0 0,0 0,0 30,0 12,3 S 
UPFA Gaudéria 32,7 0,2 0,7 0,0 0,0 2,0 5,9 
URS Tarimba 26,7 0,7 0,7 0,0 0,0 5,3 5,6 
URS Corona 28,0 0,5 0,7 0,0 0,0 3,0 5,4 
UPFPS Farroupilha 23,3 2,1 0,7 0,0 0,0 5,0 5,2 
URS Charrua 25,0 0,1 0,7 0,0 0,0 4,5 5,0 
URS Torena 21,7 0,9 1,0 0,0 0,0 4,3 4,7 
Barbarasul 15,7 0,9 2,3 0,0 0,0 6,0 4,2 
FAEM 006 16,0 1,8 1,7 0,0 0,0 5,0 4,1 
URS Estampa 16,0 0,1 0,7 0,0 0,0 7,4 4,0 
FAEM 5 Chiarasul 17,3 1,5 3,3 0,0 0,0 0,7 3,8 
URS Altiva 19,3 0,4 0,7 0,0 0,0 0,0 3,4 
URS 21 17,0 0,6 0,7 0,0 0,0 2,1 3,4 
FAEM 007 12,7 0,8 0,3 0,0 0,0 6,0 3,3 
URS Guará 15,0 0,4 0,7 0,0 0,0 3,7 3,3 
URS Fapa Slava 17,3 0,4 0,0 0,0 0,0 1,0 3,1 
UPFA Ouro 13,0 1,2 0,3 0,0 0,0 3,7 3,0 
URS Brava 15,0 0,4 1,0 0,0 0,0 0,4 2,8 
FAEM 4 Carlasul 8,0 1,1 0,7 0,0 0,0 1,1 1,8 
URS Taura 10,0 0,1 0,3 0,0 0,0 0,1 1,8 
IPR Afrodite 7,0 0,4 0,7 0,0 0,0 1,1 1,5 I 
URS Guria 7,7 0,4 0,3 0,0 0,0 0,1 1,4 I 
Média 18,8 0,7 1,9 0,0 0,0 5,1 4,4 
Desvio padrão 8,2 0,5 4,1 0,0 0,0 7,4 2,9 
ARA=Arapoti; CAS=Castro; ITA=Itaberá; ITQ= Itaqui; PEL= Pelotas; TIB=Tibagi; M=Média; S=superior; 
I=inferior 
 
 
 
 
 
 
170 
Tabela 22. Peso do Hectolitro (kg.hl
-1
), em diferentes locais do Ensaio Brasileiro de Cultivares de Aveia 
(EBCA), sem fungicida, 2016. 
Cultivar AP CB ES GUA ITQ LAG LON MS PF PEL PG ST TM M 
URS Altiva 51,3 55,4 60,4 52,2 50,8 49,5 45,2 42,2 42,9 47,9 55,0 56,5 56,1 51,2 S 
URS Brava 50,1 55,0 57,8 52,6 41,2 50,0 47,0 38,7 48,5 44,4 48,2 55,6 56,3 49,7 S 
URS Guará 50,7 50,8 57,5 51,4 42,3 47,8 43,7 42,9 52,3 47,0 46,0 53,9 49,1 48,9 S 
UPFPS Farroupilha 51,1 54,2 57,1 54,5 42,4 50,2 39,1 40,9 47,4 46,5 43,5 54,9 49,4 48,5 
URS Corona 50,7 53,3 57,0 52,4 47,2 48,1 43,2 42,2 51,1 44,8 42,7 50,4 47,2 48,5 
URS Charrua 50,4 53,3 55,0 51,6 42,6 45,1 41,9 41,6 52,0 44,6 46,7 51,1 47,2 47,9 
URS 21 51,2 55,0 57,0 52,2 42,5 46,9 39,4 40,9 44,7 42,5 42,9 55,4 45,7 47,4 
Barbarasul 49,9 54,6 55,7 49,9 43,1 44,3 39,3 41,4 45,0 42,4 45,2 53,0 49,9 47,2 
FAEM 5 Chiarasul 49,7 44,0 54,6 49,8 42,0 45,5 47,0 41,9 43,5 44,0 46,5 52,5 47,7 46,8 
IPR Afrodite 51,8 56,1 55,4 50,3 47,4 47,0 39,3 39,2 42,2 36,6 42,2 51,9 46,2 46,6 
FAEM 4 Carlasul 50,7 52,1 53,9 48,8 42,8 48,3 40,4 41,5 42,8 41,4 46,1 49,2 47,5 46,6 
URS Estampa 50,3 55,9 52,4 48,6 46,4 45,7 42,5 41,6 44,9 34,4 40,6 53,1 47,4 46,4 
URS Torena 48,0 52,0 55,3 50,1 41,8 46,5 43,1 43,4 44,7 39,6 39,4 49,3 47,9 46,2 
URS Guria 50,9 54,2 54,6 50,9 40,0 44,2 41,8 40,7 47,0 38,5 37,0 52,4 43,7 45,8 
UPFA Gaudéria 49,1 49,9 52,3 52,7 40,9 42,9 37,3 41,1 49,9 37,7 41,5 51,5 46,8 45,7 
URS Taura 50,5 54,2 51,2 52,5 41,9 45,0 46,5 43,6 38,4 34,2 42,4 49,7 40,4 45,4 
URS Tarimba 49,1 50,3 48,7 52,9 42,6 46,7 44,8 40,2 41,1 35,5 38,4 52,1 43,7 45,1 
IPR Artemis 48,7 53,0 47,7 49,5 41,7 45,5 38,4 39,9 47,6 41,2 38,1 50,6 42,0 44,9 
UPFA Ouro 50,0 49,8 52,4 51,5 44,8 43,7 34,3 42,0 41,8 39,2 39,7 48,3 46,4 44,9 
FAEM 006 49,8 51,2 52,7 48,0 41,5 44,9 40,5 39,7 41,3 35,4 40,1 50,0 43,7 44,5 
FAEM 007 49,1 39,1 51,6 48,8 39,5 44,4 42,4 40,0 40,0 36,5 40,7 50,2 50,0 44,0 I 
Brisasul 44,7 47,8 51,7 49,6 42,3 46,8 32,6 41,6 44,3 33,7 35,2 51,5 46,4 43,7 I 
URS Fapa Slava 45,0 49,5 34,7 48,6 40,1 43,6 33,6 41,6 34,2 28,7 33,7 49,7 46,3 40,7 I 
Média 49,7 51,8 53,3 50,8 42,9 46,2 41,0 41,2 44,7 39,8 42,3 51,9 47,3 46,4 
Desvio padrão 1,8 4,0 5,0 1,8 2,7 2,1 4,0 1,2 4,4 5,0 4,7 2,2 3,7 2,2 
AP=Augusto Pestana; CB=Capão Bonito; ES=Eldorado do Sul; GUA=Guarapuava; ITQ=Itaqui; LAG=Lages; 
LON=Londrina; MS=Mauá da Serra; PF=Passo Fundo; PEL=Pelotas; PG=Ponta Grossa; ST=Santa Teresa; TM=Três de 
Maio; M=Média; S=superior; I=inferior 
 
 
 
 
171 
Tabela 23. Peso do hectolitro (kg.hl
-1
), em diferentes locais do Ensaio Brasileiro de cultivares de aveia (EBCA), com fungicida, 2016. 
Cultivar ARA AP CB CAS ES GUA ITA ITQ LAG LON MS PF PEL PG ST TIB TM M 
URS Altiva 48,6 56,3 55,8 52,3 61,5 51,8 51,0 45,5 47,1 47,8 41,9 48,6 52,1 58,2 56,5 53,1 55,7 52,0 S 
URS Brava 49,1 55,0 56,0 52,9 60,1 52,6 50,1 37,2 46,7 53,4 43,6 49,1 51,7 56,9 55,6 51,4 59,1 51,8 S 
IPR Afrodite 41,8 55,7 55,8 47,4 60,8 52,2 49,1 45,7 47,2 50,8 45,5 49,1 51,2 56,2 51,9 50,3 50,4 50,6 
UPFPS Farroupilha 45,5 56,7 56,1 49,5 60,9 53,3 47,2 43,3 47,4 50,7 44,8 49,0 49,7 53,8 54,9 47,2 50,0 50,6 
URS Tarimba 48,0 54,6 56,1 51,4 57,0 52,4 49,5 44,8 46,2 51,0 41,5 50,5 49,2 57,8 52,1 49,5 47,6 50,5 
URS Guará 44,6 56,3 55,0 48,9 57,4 51,6 45,2 42,9 47,2 47,6 47,8 52,5 50,6 56,0 53,9 46,5 49,9 50,2 
URS Taura 45,1 54,0 56,1 51,8 61,1 52,0 47,8 45,1 45,9 52,6 43,2 47,0 48,3 56,9 49,7 49,1 45,7 50,1 
URS 21 42,5 56,3 50,0 48,4 58,1 52,1 44,2 47,1 47,2 49,1 42,9 49,3 54,1 54,2 55,4 47,6 50,6 50,0 
URS Guria 46,7 56,0 54,6 48,0 59,3 51,7 47,8 39,2 46,5 51,0 46,1 51,0 50,4 54,2 52,4 44,8 48,8 49,9 
UPFA Gaudéria 49,3 51,9 52,8 45,5 60,9 52,6 47,2 41,2 47,7 47,7 45,8 52,2 47,9 53,7 51,5 48,9 49,4 49,8 
URS Estampa 41,6 54,7 56,0 48,9 57,1 49,5 47,4 43,1 47,0 49,4 46,5 51,8 51,5 50,8 53,1 49,5 47,9 49,8 
FAEM 5 Chiarasul 41,2 54,0 56,1 48,9 57,3 50,0 46,5 41,5 45,7 50,9 43,7 50,0 51,0 56,5 52,5 47,4 48,8 49,5 
URS Charrua 45,9 54,9 52,8 48,4 56,1 51,1 48,9 42,4 44,8 46,9 40,5 52,6 49,7 55,4 51,1 47,8 46,9 49,2 
Brisasul 45,2 52,7 55,0 48,2 57,4 49,1 49,9 42,2 44,7 48,0 45,2 49,8 48,4 50,8 48,2 49,9 51,1 49,2 
UPFA Ouro 42,0 54,6 55,4 47,6 59,1 50,6 46,1 43,5 45,5 47,3 45,4 46,6 48,7 55,3 48,3 48,2 48,5 49,0 
FAEM 4 Carlasul 40,8 53,3 52,8 47,6 58,9 50,4 46,5 41,1 44,0 48,6 44,5 47,9 50,6 57,0 49,2 46,9 48,6 48,7 
Barbarasul 37,2 54,0 54,2 48,6 57,9 49,5 45,0 42,1 44,7 48,2 42,4 46,8 49,2 54,4 53,0 48,6 49,2 48,5 
URS Corona 43,3 56,3 55,0 50,1 57,5 52,0 44,6 38,9 45,0 44,0 43,7 51,6 47,5 53,8 47,5 46,1 46,6 48,4 
URS Torena 41,4 54,3 51,2 48,0 54,8 49,4 45,2 42,5 45,6 47,7 42,1 47,8 49,9 52,3 49,3 48,2 49,7 48,2 
FAEM 006 45,5 55,1 51,2 47,8 56,5 48,5 44,4 38,9 43,7 47,5 44,3 48,4 46,9 52,5 50,0 47,4 49,3 48,1 I 
FAEM 007 40,6 52,9 49,1 47,8 56,5 48,7 42,9 41,4 43,2 48,2 42,4 47,8 49,2 55,1 50,2 46,9 52,3 47,9 I 
IPR Artemis 43,1 55,3 49,5 44,0 52,7 49,6 48,4 43,1 44,9 46,7 45,0 49,9 42,6 52,1 50,6 46,1 42,2 47,4 I 
URS Fapa Slava 41,6 51,0 49,0 48,4 55,0 48,7 43,7 40,8 42,5 46,0 46,1 44,4 45,5 50,4 49,7 47,8 47,6 47,0 I 
Média 43,9 54,6 53,7 48,7 58,0 50,8 46,9 42,3 45,7 48,7 44,1 49,3 49,4 54,5 51,6 48,2 49,4 49,4 
Desvio padrão 3,1 1,5 2,5 2,0 2,3 1,5 2,2 2,4 1,5 2,2 1,8 2,1 2,4 2,3 2,5 1,9 3,3 1,3 
ARA=Arapoti; AP=Augusto Pestana; CB=Capão Bonito; CAS=Castro; ES=Eldoradodo Sul; GUA=Guarapuava; ITA=Itaberá; ITQ=Itaqui; LAG=Lages; LON=Londrina; MS=Mauá da Serra; 
PF=Passo Fundo; PEL=Pelotas; PG=Ponta Grossa; ST=Santa Teresa; TIB=Tibagi; TM=Três de Maio; M=Média; S=superior; I=inferior.
 
 
 
172 
Tabela 24. Massa de mil grãos, MMG (g), em diferentes locais do Ensaio Brasileiro de Cultivares de Aveia 
(EBCA), sem fungicida, 2016. 
Cultivar AP CB GUA ITQ LAG LON MS PF PEL PG ST TM M 
URS Guará 26,1 31,9 37,3 36,7 36,6 30,7 31,3 37,2 30,5 24,1 29,5 37,0 33,8 S 
URS Charrua 30,5 32,5 40,5 35,4 34,9 28,8 29,7 36,1 31,6 26,4 29,5 34,0 32,5 S 
URS Corona 26,3 32,3 36,5 35,7 38,8 29,0 31,1 34,9 30,6 25,4 27,6 36,7 32,1 S 
UPFPS Farroupilha 27,0 31,3 37,8 35,0 36,1 26,5 28,2 35,0 28,0 25,0 35,2 36,6 31,8 S 
URS Altiva 28,1 31,5 36,1 35,4 33,2 27,6 32,3 27,6 34,6 30,3 31,5 37,25 31,7 S 
UPFA Ouro 27,0 31,1 38,6 33,9 40,0 23,0 29,2 32,6 29,5 21,0 33,1 34,0 31,1 
UPFA Gaudéria 24,7 30,3 38,5 36,0 34,6 23,9 31,2 33,5 25,6 23,5 33,3 35,5 30,9 
FAEM 5 Chiarasul 26,1 32,2 36,7 32,7 34,7 28,5 31,9 28,7 32,5 25,1 28,1 31,2 30,7 
URS Torena 23,7 29,3 39,1 31,1 36,5 28,1 29,9 32,8 27,2 22,8 30,4 34,4 30,4 
FAEM 4 Carlasul 22,9 32,3 38,1 31,9 37,6 25,1 29,9 30,1 23,4 23,0 34,3 31,0 29,9 
FAEM 007 23,4 31,5 38,3 32,0 35,1 22,3 28,0 28,0 22,6 20,1 32,5 36,8 29,2 
URS Guria 26,7 28,8 37,6 32,9 34,2 26,0 27,1 28,6 24,7 22,1 25,7 31,0 28,8 
IPR Artemis 25,4 28,7 35,4 32,7 35,6 24,7 26,2 32,7 24,4 19,0 30,6 27,1 28,5 
URS Tarimba 26,8 33,0 36,8 32,3 32,4 26,1 25,6 28,4 22,7 20,9 29,8 23,7 28,2 
URS Brava 24,4 33,0 32,9 30,5 30,3 26,1 27,1 27,9 24,6 20,8 28,2 34,4 27,8 
URS Taura 25,0 31,1 36,1 31,8 32,0 27,1 32,1 26,3 23,1 13,3 28,5 26,8 27,8 
URS 21 24,6 32,5 32,7 29,3 31,0 24,4 26,7 29,3 22,5 19,2 27,6 31,9 27,6 
Barbarasul 24,3 28,4 34,4 31,1 31,9 22,1 27,6 26,9 24,1 22,0 25,7 32,5 27,6 
FAEM 006 23,5 28,0 39,5 31,0 29,9 24,6 25,8 27,2 21,2 18,9 28,1 28,1 27,1 
URS Estampa 26,5 29,2 35,3 30,2 31,3 24,9 27,1 28,8 17,7 18,0 26,6 30,25 26,9 I 
IPR Afrodite 26,1 33,4 35,2 32,0 30,9 21,3 24,4 26,2 19,9 18,7 26,4 27,4 26,8 I 
Brisasul 24,0 28,0 32,7 28,0 33,5 19,1 25,0 25,2 22,0 19,5 26,3 29,5 26,1 I 
URS Fapa Slava 22,1 29,0 35,7 29,6 34,0 19,7 26,0 25,3 17,4 14,9 26,3 21,9 25,2 I 
Média 25,4 30,8 36,6 32,5 34,1 25,2 28,4 30,0 25,2 21,5 29,3 31,3 29,2 
Desvio padrão 1,9 1,8 2,1 2,3 2,7 3,0 2,5 3,6 4,6 3,8 2,8 4,5 2,3 
AP=Augusto Pestana; CB=Capão Bonito; GUA=Guarapuava; ITQ=Itaqui; LAG=Lages; LON=Londrina;MS=Mauá da Serra; 
PF=Passo Fundo; PEL=Pelotas; PG=Ponta Grossa; ST=Santa Teresa; TM=Três de Maio; M=Média; S=superior; I=inferior 
 
 
 
 
 
 
173 
Tabela 25. Massa de mil grãos, MMG (g), em diferentes locais do Ensaio Brasileiro de Cultivares de Aveia (EBCA), com fungicida, 2016. 
Cultivar ARA AP CB CAS GUA ITA ITQ LAG LON MS PF PEL PG ST TIB TM M 
UPFA Gaudéria 41,4 29,3 34,6 41,0 39,8 36,6 33,2 37,3 31,6 31,2 38,7 34,2 30,3 33,1 36,7 36,4 35,3 S 
URS Charrua 39,5 30,1 38,1 40,1 40,7 37,0 34,9 37,2 32,6 29,7 35,9 33,9 31,8 29,9 36,5 35,0 35,2 S 
URS Corona 37,9 32,1 36,3 39,6 37,6 31,9 35,1 38,3 32,0 31,1 38,0 35,0 32,4 27,7 37,2 38,3 35,0 S 
UPFPS Farroupilha 36,4 28,5 36,5 44,0 40,6 29,3 33,0 39,2 31,9 28,2 36,6 34,8 30,0 33,0 40,3 37,5 35,0 S 
UPFA Ouro 33,1 30,5 36,1 45,0 37,1 33,2 34,2 36,9 30,5 29,2 37,3 39,7 27,7 30,6 41,6 36,2 34,9 S 
URS Guará 33,3 31,6 35,4 39,9 41,1 33,9 35,1 36,4 32,2 31,3 37,5 34,7 34,6 30,7 36,1 34,8 34,9 S 
URS Torena 37,9 28,4 34,6 39,9 40,1 31,3 35,2 36,5 31,9 29,9 36,0 35,6 32,0 29,0 42,6 36,2 34,8 S 
URS Altiva 34,3 33,0 35,3 36,4 38,1 41,7 33,5 33,5 32,3 32,3 31,7 34,1 32,1 30,4 34,7 31,15 34,2 
URS Tarimba 34,1 29,4 38,2 42,8 39,8 33,8 33,9 39,5 29,5 25,6 31,8 32,3 29,9 29,2 39,3 37,8 34,2 
FAEM 4 Carlasul 35,8 28,3 35,8 43,8 41,0 29,1 32,7 37,8 27,4 29,9 35,4 30,0 30,7 30,2 35,5 37,0 33,8 
FAEM 5 Chiarasul 36,5 28,3 37,7 42,0 38,4 31,4 33,0 36,7 27,9 31,9 32,9 30,3 28,0 27,6 37,7 33,5 33,4 
FAEM 007 34,6 27,2 38,8 33,3 40,4 35,0 32,3 35,3 29,3 28,0 36,5 35,2 27,4 29,0 33,5 37,2 33,3 
URS Taura 33,3 29,7 37,2 42,7 38,1 32,8 30,9 31,9 29,3 32,1 33,2 31,1 28,6 27,8 34,5 33,0 32,9 
IPR Artemis 31,8 29,5 34,8 35,2 40,0 34,0 33,2 33,8 30,7 26,2 37,4 28,6 28,0 29,1 35,2 30,1 32,4 
Barbarasul 32,2 28,8 32,8 42,2 38,3 30,2 31,1 31,1 26,5 27,6 35,1 29,9 26,3 26,3 32,6 33,5 31,5 
URS 21 32,4 25,6 38,4 32,1 36,7 28,4 29,6 31,7 28,8 26,7 31,9 35,5 25,9 28,6 35,3 36,3 31,5 
FAEM 006 35,6 27,3 38,1 33,3 39,3 31,8 30,0 33,1 27,5 25,8 31,3 28,8 27,0 26,5 32,2 33,2 31,3 
URS Guria 33,3 28,5 35,8 32,8 34,3 30,9 27,5 33,0 29,9 27,1 31,8 30,7 29,0 26,4 30,8 34,1 31,0 I 
IPR Afrodite 30,1 30,8 36,9 33,3 37,1 31,7 30,2 31,1 30,2 24,4 28,3 30,1 25,9 26,5 34,9 33,1 30,9 I 
URS Estampa 33,7 29,2 34,6 33,9 33,9 29,9 30,0 32,2 27,4 27,1 30,6 33,4 24,4 26,8 34,5 34,25 30,8 I 
URS Brava 31,7 27,5 35,3 30,8 34,9 29,7 27,5 30,6 28,8 27,1 31,6 28,9 27,5 28,6 38,4 29,5 30,6 I 
Brisasul 30,4 29,2 34,2 30,7 34,7 33,1 27,9 32,4 28,8 25,0 31,2 29,3 24,6 26,3 27,0 33,1 29,9 I 
URS Fapa Slava 31,5 27,7 33,4 39,1 32,6 29,7 28,5 35,0 24,7 26,0 26,5 30,4 23,8 25,0 34,9 28,8 29,8 I 
Média 34,4 29,1 36,0 38,0 38,0 32,4 31,9 34,8 29,6 28,4 33,8 32,5 28,6 28,6 35,7 34,7 32,9 
Desvio padrão 2,9 1,7 1,7 4,7 2,5 3,1 2,5 2,8 2,1 2,5 3,3 2,9 2,9 2,1 3,5 2,6 1,9 
ARA=Arapoti; AP=Augusto Pestana; CB=Capão Bonito; CAS=Castro; GUA=Guarapuava; ITA=Itaberá; ITQ=Itaqui; LAG=Lages; LON=Londrina; MS=Mauá da Serra; PF=Passo Fundo; 
PEL=Pelotas; PG=Ponta Grossa; ST=Santa Teresa; TIB=Tibagi; TM=Três de Maio; M=Média; S=superior; I=inferior 
 
 
 
174 
Tabela 26. Espessura de grãos de aveia (%>2 mm), em diferentes locais do Ensaio Brasileiro de Cultivares de 
Aveia (EBCA), sem fungicida, 2016. 
Cultivar CB ITQ LAG PF PEL TM M 
URS Altiva 80,0 70,3 97,6 90,0 83,3 81,8 83,8 S 
URS Corona 76,7 74,6 92,4 91,0 74,0 91,2 83,3 S 
URS Charrua 72,7 65,7 93,4 93,0 76,1 88,0 81,5 S 
URS Torena 73,3 72,2 93,3 95,0 65,2 85,2 80,7 
FAEM 4 Carlasul 72,7 75,5 93,8 85,0 61,7 90,2 79,8 
UPFPS Farroupilha 62,7 70,5 94,2 90,0 76,3 83,6 79,5 
URS Guará 76,7 60,2 93,2 94,0 66,9 86,0 79,5 
URS Guria 77,3 62,9 91,5 88,0 78,1 77,2 79,2 
UPFA Gaudéria 59,3 69,4 90,8 86,0 83,7 81,1 78,4 
UPFA Ouro 72,7 62,2 95,1 90,0 65,9 81,6 77,9 
URS Taura 64,7 63,7 95,8 88,0 67,9 81,5 76,9 
URS Tarimba 58,7 74,6 90,5 87,0 67,8 82,5 76,8 
Barbarasul 73,3 63,8 90,5 84,0 64,2 83,1 76,5 
URS Brava 78,7 61,2 93,1 87,0 59,0 76,8 76,0 
FAEM 5 Chiarasul 78,7 62,6 60,6 86,0 81,3 85,1 75,7 
Brisasul 77,3 55,3 90,4 78,0 72,6 76,0 74,9 
IPR Afrodite 66,7 59,3 95,8 80,0 59,6 78,6 73,3 
URS Fapa Slava 77,3 66,3 77,6 84,0 64,2 68,6 73,0 
IPR Artemis 74,0 59,2 90,2 85,0 48,9 66,5 70,6 I 
URS Estampa 78,0 52,8 93,4 86,0 34,1 74,8 69,9 I 
URS 21 72,0 45,2 89,2 89,0 38,0 78,7 68,7 I 
FAEM 007 70,0 56,4 41,8 79,0 70,3 89,1 67,8 I 
FAEM 006 67,3 40,5 91,6 84,0 47,3 67,8 66,4 I 
Média 72,2 62,8 88,5 86,9 65,5 80,6 76,1 
Desvio padrão 6,2 8,9 12,7 4,4 13,3 6,8 4,9 
CB=Capão Bonito; ITQ=Itaqui; LAG=Lages; PF=Passo Fundo; PEL=Pelotas; TM=três de Maio; M=Média; 
S=superior; I=inferior 
 
 
 
 
175 
Tabela 27. Espessura de grãos de aveia (%>2 mm), em diferentes locais do Ensaio Brasileiro de Cultivares de 
Aveia (EBCA), com fungicida, 2016. 
Cultivar ARA CB CAS ITA ITQ LAG PF PEL TIB TM M 
URS Torena 95,3 85,4 96,5 94,9 72,3 94,5 96,0 87,2 95,0 90,0 90,7 S 
URS Altiva 96,1 87,4 97,5 95,3 70,9 96,2 94,0 88,2 97,1 83,0 90,6 S 
URS Corona 94,6 84,0 97,6 93,0 66,8 94,2 96,0 88,5 96,1 93,6 90,4 S 
URS Charrua 95,3 80,6 96,2 96,1 67,5 94,2 98,0 84,9 95,0 90,9 89,9 
URS Guará 95,8 86,0 96,0 95,7 63,1 94,4 94,0 84,6 95,3 92,9 89,8 
UPFA Ouro 96,4 84,0 94,9 91,1 67,4 96,0 93,0 88,4 95,3 91,1 89,8 
UPFPS Farroupilha 97,6 90,0 96,8 92,5 68,3 88,1 93,0 85,8 96,0 86,9 89,5 
FAEM 4 Carlasul 95,6 86,0 91,7 91,4 78,7 94,1 94,0 75,5 94,6 88,0 88,9 
UPFA Gaudéria 95,0 86,6 96,7 93,8 69,2 94,1 90,0 83,6 97,0 82,988,9 
URS Taura 97,5 84,6 96,3 97,3 66,2 94,8 92,0 76,7 96,8 86,4 88,9 
FAEM 5 Chiarasul 94,3 84,0 93,2 91,6 75,9 93,3 94,0 78,3 94,3 86,9 88,6 
Barbarasul 93,3 88,0 92,1 91,0 71,1 94,8 95,0 74,2 94,6 88,7 88,3 
Brisasul 96,0 88,0 93,8 93,2 63,0 95,4 94,0 79,4 94,0 82,5 87,9 
IPR Afrodite 93,6 88,0 93,1 92,8 62,9 96,6 86,0 74,3 93,7 92,6 87,4 
URS Tarimba 95,5 82,6 95,1 92,7 68,2 90,1 91,0 67,1 94,4 91,6 86,9 
URS Estampa 94,0 88,6 92,6 92,5 51,0 93,8 89,0 79,3 91,1 82,5 85,4 
FAEM 007 92,3 86,0 89,5 93,4 42,2 86,3 91,0 84,7 93,9 92,1 85,1 
IPR Artemis 94,3 90,0 92,9 88,6 58,7 91,5 89,0 74,0 92,8 77,3 84,9 
URS Brava 95,3 90,6 95,0 89,0 45,0 92,8 92,0 65,6 94,8 86,1 84,6 I 
URS 21 92,2 88,0 93,2 88,9 43,9 89,2 91,0 70,8 91,1 94,4 84,3 I 
URS Guria 95,9 82,0 93,3 92,1 61,3 90,2 93,0 61,8 91,3 80,2 84,1 I 
URS Fapa Slava 89,0 83,4 91,4 88,9 63,4 90,6 76,0 83,0 91,2 74,8 83,2 I 
FAEM 006 93,9 82,0 90,7 86,2 45,8 92,3 87,0 71,7 90,9 68,3 80,9 I 
Média 94,7 85,9 94,2 92,3 62,7 92,9 91,7 78,6 94,2 86,2 87,3 
Desvio padrão 1,9 2,8 2,3 2,7 10,4 2,7 4,5 7,8 2,0 6,6 2,7 
ARA=Arapoti; CB=Capão Bonito; CAS=Castro; ITA=Itaberá; ITQ=Itaqui; LAG=Lages; PF=Passo Fundo; 
PEL=Pelotas; TIB=Tibagi; TM=Três de Maio; M=Média; S=superior; I=inferior 
 
 
 
 
176 
Tabela 28. Índice de descasque (ID) de grãos (%), em diferentes locais do Ensaio Brasileiro de Cultivares de 
Aveia (EBCA), sem fungicida (SF), 2016. 
Cultivar CB ITQ LAG PF PEL M 
FAEM 5 Chiarasul 84,3 65,9 62,2 69,5 87,3 73,8 S 
URS Estampa 61,6 74,3 68,6 78,1 73,5 71,2 S 
UPFPS Farroupilha 75,9 65,5 63,9 73,9 75,4 70,9 S 
URS Brava 74,9 65,2 65,3 75,5 72,3 70,6 S 
URS Charrua 59,6 67,7 64,4 76,8 75,7 68,8 
URS 21 75,1 65,9 68,5 67,4 66,8 68,7 
FAEM 006 77,1 66,3 62,1 71,8 65,4 68,5 
URS Guará 61,7 66,5 66,0 77,2 70,4 68,4 
URS Torena 59,4 64,2 66,5 76,6 74,1 68,1 
FAEM 4 Carlasul 72,0 68,6 66,2 71,0 60,9 67,7 
URS Altiva 70,6 64,7 64,5 66,1 69,5 67,1 
URS Corona 62,0 71,5 65,2 72,9 63,8 67,1 
UPFA Ouro 74,6 66,2 60,5 73,2 60,4 67,0 
UPFA Gaudéria 74,8 64,9 43,6 77,4 70,5 66,2 
Brisasul 66,2 65,2 65,4 73,0 58,0 65,6 
IPR Afrodite 59,7 69,4 62,7 82,5 52,5 65,4 
URS Taura 71,9 65,6 63,5 67,3 58,3 65,3 
IPR Artemis 69,2 66,6 46,3 77,7 65,1 65,0 
URS Fapa Slava 67,0 60,7 62,7 66,0 64,2 64,1 
URS Tarimba 56,6 67,5 63,2 69,1 59,7 63,2 I 
URS Guria 61,9 63,2 64,5 73,9 48,4 62,4 I 
Barbarasul 62,9 69,4 30,8 72,5 75,0 62,1 I 
FAEM 007 68,7 64,5 30,7 73,5 61,1 59,7 I 
Média 68,2 66,5 59,9 73,2 66,4 66,8 
Desvio padrão 7,3 2,8 11,0 4,3 8,7 3,3 
CB=Capão Bonito; ITQ=Itaqui; LAG=Lages; PF=Passo Fundo; EL=Pelotas; 
M=Média; S=superior; I=inferior 
 
 
 
 
177 
Tabela 29. Índice de descasque (ID) de grãos (%), em diferentes locais do Ensaio Brasileiro de Cultivares de 
Aveia (EBCA), com fungicida (CF), 2016. 
Cultivar ARA CB CAS ITA ITQ LAG PF PEL TIB M 
URS Estampa 75,5 81,8 79,1 75,4 69,9 69,0 77,1 77,8 75,8 75,7 S 
UPFA Gaudéria 75,6 83,5 78,5 75,4 68,6 66,0 76,3 76,9 77,1 75,3 S 
URS 21 74,1 76,1 77,2 74,0 70,3 67,2 74,7 80,6 77,9 74,7 S 
IPR Artemis 73,0 72,9 74,5 76,4 72,7 66,7 74,4 77,9 79,8 74,2 S 
URS Charrua 74,8 77,5 77,4 73,0 71,5 64,4 73,1 77,0 74,6 73,7 
URS Guará 73,7 76,0 77,7 74,8 66,1 66,1 72,3 78,2 77,1 73,6 
IPR Afrodite 70,7 73,3 75,5 74,6 68,3 66,8 79,1 72,5 75,9 73,0 
FAEM 006 73,1 77,9 74,8 71,1 58,2 62,2 88,6 73,3 73,3 72,5 
URS Guria 72,8 80,2 77,0 73,6 61,1 63,9 77,2 71,8 74,9 72,5 
URS Brava 74,5 72,5 75,7 73,3 60,7 64,7 78,7 75,9 74,8 72,3 
URS Altiva 72,9 71,1 73,0 75,1 66,7 64,2 73,9 75,2 75,9 72,0 
URS Tarimba 73,5 72,0 76,2 75,0 69,4 60,8 71,8 71,5 75,8 71,8 
URS Taura 75,5 79,4 77,2 75,4 64,2 44,4 78,4 73,6 76,6 71,6 
URS Corona 72,5 72,6 76,0 72,2 62,2 63,8 76,8 68,8 76,5 71,3 
UPFPS Farroupilha 70,2 78,8 75,7 73,1 66,0 62,6 66,7 74,1 73,2 71,1 
FAEM 4 Carlasul 71,3 78,5 72,4 72,9 62,3 61,9 75,5 69,9 72,8 70,8 
UPFA Ouro 73,1 76,0 75,7 72,4 64,2 62,0 66,6 73,6 73,0 70,7 
FAEM 007 71,4 75,0 73,8 71,1 67,4 60,1 75,7 67,5 73,8 70,6 
URS Torena 73,2 73,9 76,1 74,9 66,8 62,6 55,2 71,6 77,1 70,2 
URS Fapa Slava 69,3 71,0 74,6 71,4 62,4 55,0 78,9 67,9 73,9 69,4 I 
Brisasul 70,6 70,2 73,1 73,2 60,1 60,8 73,6 68,4 73,5 69,3 I 
FAEM 5 Chiarasul 69,4 77,8 72,8 68,8 64,9 61,7 71,7 65,2 70,8 69,2 I 
Barbarasul 71,9 72,7 74,4 72,4 67,5 42,3 73,1 71,5 75,5 69,0 I 
Média 72,7 75,7 75,6 73,5 65,7 61,7 74,3 73,1 75,2 71,9 
Desvio padrão 1,9 3,7 1,9 1,8 3,9 6,5 6,1 4,0 2,0 2,0 
ARA=Arapoti; CB=Capão Bonito; CAS=Castro; ITA=Itaberá; ITQ=Itaqui; LAG=Lages; PF=Passo Fundo; 
PEL=Pelotas;TIB=Tibagi; M=Média; S=superior; I=inferior 
 
 
 
 
178 
Tabela 30. Rendimento industrial (RI) de grãos (kg/ha) do Ensaio Brasileiro de Cultivares de Aveia (EBCA), 
sem fungicida (SF) e com fungicida (CF), 2016. 
Cultivar Pelotas (SF) Cultivar Pelotas (CF) 
FAEM 5 Chiarasul 1797,2 S URS Guará 2358,7 S 
URS Corona 1445,3 S UPFA Gaudéria 2344,0 S 
URS Altiva 1294,3 S UPFA Ouro 2230,9 S 
URS Charrua 1182,6 URS Estampa 2230,2 S 
URS Guará 1179,8 IPR Artemis 2227,1 S 
UPFPS Farroupilha 1091,8 URS 21 2207,1 S 
FAEM 4 Carlasul 978,2 URS Corona 2046,3 
URS Brava 932,4 IPR Afrodite 2033,1 
Barbarasul 910,1 FAEM 006 1909,0 
UPFA Gaudéria 746,2 FAEM 4 Carlasul 1859,9 
IPR Artemis 724,9 URS Brava 1837,2 
URS Torena 648,9 URS Charrua 1822,0 
UPFA Ouro 639,2 URS Torena 1821,8 
FAEM 006 577,5 FAEM 007 1806,5 
FAEM 007 558,8 URS Altiva 1703,4 
IPR Afrodite 557,3 FAEM 5 Chiarasul 1693,4 
Brisasul 556,5 URS Fapa Slava 1693,2 
URS 21 509,7 Brisasul 1692,3 
URS Guria 492,4 Barbarasul 1682,2 
URS Taura 490,6 UPFPS Farroupilha 1647,0 
URS Tarimba 443,5 URS Taura 1638,3 
URS Fapa Slava 389,4 I URS Guria 1382,0 I 
URS Estampa 320,4 I URS Tarimba 1121,0 I 
Média 802,9 Média 1869,0 
Desvio padrão 379,9 Desvio padrão 308,5 
S=superior; I=inferior 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
2.1.2. Ensaio Regional e Brasileiro de Linhagens 
de Aveia Branca 
 
 
 
180 
 
 
ENSAIO REGIONAL DE LINHAGENS DE AVEIA BRANCA CONDUZIDO EM 
MAUÁ DA SERRA-PR, 2016 
 
Carlos Roberto Riede
1
, Kelly Pellizzaro
2
, Klever Márcio Antunes Arruda
1
, 
Paulo Frota de Moraes
3
, Quelson Luiz Martins Almeida
3
, Estela Alzira dos Santos Dias
3
 
 
 
O desenvolvimento de novas cultivares superiores em rendimento de grãos, qualidade 
tecnológica e resistentes à fatores bióticos (doenças) e abióticos (estresses ambientais), é 
fundamental para a manutenção de uma agricultura pujante e contribuem enormemente para a 
estabilidade de indústrias alimentícias regionais. 
O Ensaio Regional de Linhagens de Aveia Branca (ERLA) constitui os testes 
experimentais iniciais de VCU, envolvendo as linhagens destaques dos Ensaios Preliminares 
conduzidos pelos Programas de Melhoramento Genético (Arruda et. al. 2016). Os resultados 
obtidos irão definir se uma linhagem está ou não apta a ser promovida ao ensaio de segundo e 
terceiro anos denominado Ensaio Brasileiro de Linhagens de Aveia Branca (EBLA), visando 
desta maneira o lançamento comercial. Estes ensaios são coordenados pela Comissão 
Brasileira de Pesquisa de Aveia (CBPA) e conduzidos em rede pelas instituições 
participantes. 
O objetivo deste trabalho foi avaliar na região de Mauá da Serra - PR, o comportamento 
de linhagens que compõem o ERLA 2016, quanto ao rendimento de grãos e outras variáveis 
de interesse agronômico e tecnológico. 
O experimento foi conduzido na região de Mauá da Serra, norte do Paraná, sendo 
instalado na Fazenda Estância 3M, propriedade particular do parceiro Luiz Meneghel Neto, 
em Latossolo Vermelho distroférrico (EMBRAPA, 2006) localizado nas seguintes 
coordenadas geográficas: 23° 58’ S e 51° 19’ W e altitude de 847 m. O clima da região é do 
tipo Cfb, descrito como temperado mesotérmico com verões frescos, segundo classificação de 
 
1 
ProfessorOrientador, DEAg, UNIJUI, Ijuí, RS. E-mail: jagsfaem@yahoo.com.br
 
2 
Bolsista de Iniciação Cientifica, DEAg, UNIJUI, Ijuí, RS. 
3 
Estudante de Pós- Graduação em Modelagem Matemática, DCEEng, UNIJUI, Ijuí, RS. 
 
 
 
181 
Köpen. As precipitações pluviométricas no período experimental (maio a outubro) foram: 
279, 95 104, 168, 57 e 195 mm, respectivamente. 
 O delineamento experimental utilizado foi o de blocos ao acaso com quatro repetições. 
A densidade de semeadura utilizada foi de 300 sementes aptas por m2, sendo cada parcela 
constituída por seis linhas de cinco metros de comprimento, espaçadas 0,17m entre si. Na 
ocasião da semeadura foi efetuada adubação com 200 kg ha-1 de NPK, fórmula 4-30-10. 
Também foi realizada adubação de cobertura a lanço, com Uréia. 
O conjunto de genótipos avaliados consistiu de 24 linhagens e três cultivares 
testemunhas (URS 21, URS Corona e UPFPS Farroupilha). As linhagens avaliadas são 
provenientes de três programas de melhoramento genético: Instituto Agronômico do Paraná 
(IAPAR) com as linhagens de prefixo AL, Universidade Federal do Rio Grande do Sul 
(UFRGS) e Universidade de Passo Fundo (UPF). 
Foram procedidas as seguintes avaliações: Estatura de planta – EP, ferrugem da folha 
(incidência no estádio de grão leitoso), severidade de manchas foliares – SMF, dias da 
emergência ao florescimento – DEF, dias da emergência à maturação – DEM, Intensidade de 
Acamamento, Peso do hectolitro – PH, Massa de mil grãos – MMG e Rendimento de Grãos – 
RG, cujos principais resultados são apresentados nas tabelas 1 e 2. 
 A severidade das doenças foi determinada no estágio de grão leitoso. Os dados obtidos 
para DEF, DEM, EP, AC, SFF, SMF, PH e RG foram submetidos à análise de variância 
(Tabela 1) e as médias dos genótipos agrupadas pelo teste de Scott-Knott ao nível de 5% de 
probabilidade (Tabela 2), utilizando-se o programa computacional Genes (CRUZ, 2013). 
Pela análise de variância constatou-se diferenças significativas (P≤0,01) entre os 
genótipos para todas as características avaliadas, com exceção do PH. A produtividade média 
de grãos do ensaio foi de 4549 kg/ha. Com RG médio de 4752 kg/ha, a cultivar URS 21 
demonstrou ser a melhor testemunha no ambiente Mauá da Serra, sendo significativamente 
igualada neste quesito pelas dez linhagens (AL 1253, AL 1284, AL 15016, UFRGS 137117-1, 
UFRGS 146031-8, UFRGS 146046-3, UFRGS 146060-1, UFRGS 146171-1, UFRGS 
146185-3 E UPF 08S233-1-2-2). 
Dos 27 genótipos avaliados, apenas dois (UPF 03H2003-4PN-1-2 e UPFPS 
Farroupilha) apresentaram severidade de infecção de ferrugem da folha superior a 35%. Em 
relação à SMF, duas linhagens compuseram o grupo com maior resistência (UFRGS 146060-
1, e UPF 08S233-1-2-2), com severidade média de 6%. 
Os genótipos avaliados apresentaram ampla variabilidade para o caráter DEF, ocorrendo 
linhagens com o período médio de DEF que variou de 67 a 79 dias. A alta variabilidade 
também se manteve para a característica DEM, sendo formados seis grupos estatisticamente 
distintos. Quinze linhagens apresentaram ciclo significativamente mais precoce que a URS 
 
 
 
182 
21, melhor testemunha para o caráter DEM. Isso é um indicativo do esforço que tem sido feito 
pelos programas de melhoramento de aveia branca granífera para a seleção de linhagens mais 
precoces. 
A EP foi outra característica com ampla variabilidade no grupo de genótipos avaliados, 
apresentando variação de 83 a 120 cm. Doze linhagens apresentaram EP inferir à de URS 
Coronal, melhor testemunha para esta característica. 
O AC médio do ensaio foi alto (54%). O grupo formado pelos genótipos com maior 
resistência ao acamamento foi formado por 13 linhagens. Os destaques foram para UFRGS 
137117-1, UFRGS 137127-6, UFRGS 137140-1, UFRGS 146030-4, UFRGS 146085-5, 
UFRGS 146155-1 e UPF 08S233-1-2-2. 
Para o PH, não houve diferença significativa entre os tratamentos os quais variaram de 
40 a 46 kg/hl. Para o caráter MMG, houve variação entre 27 e 43 g., com destaques para 
UFRGS 146030-4, UFRGS 146031-8, UFRGS 146048-5. AL 15016 e UFRGS 146455-1. 
A decisão sobre a promoção das melhores linhagens ao Ensaio EBCA de 2017 será 
tomada com base na análise conjunta a ser realizada, considerando todos os ambientes em que 
o Ensaio ERLA-2016, foi conduzido e avaliado pelos diferentes membros da CBPA. 
 
Referências 
ARRUDA, K.M.A.; RIEDE, C.R.; PELIZZARO, K; ALMEIDA, Q.L.M.; DIAS, E.A dos S. 
Melhoramento Genético de Aveia Branca no IAPAR em 2015 In: Reunião da Comissão 
Brasileira de Pesquisa de Aveia, 36, 2016, Pelotas-RS. Resumos... Pelotas: UFPEL, 2016. 
Disponível em: <http://www.rcbpa.com.br/docs/trab-6-2491-164.pdf>. Acesso em 24 fev. 
2017. 
CRUZ, C. D. GENES - a software package for analysis in experimental statistics and 
quantitative genetics. Acta Scientiarum. v.35, n.3, p.271-276, 2013. 
 
Tabela 1. Resumo da análise de variância do Ensaio Regional e Brasileiro de Linhagens de Aveia Branca em 
caracteres de interesse agronômico, Mauá da Serra, PR, 2016 
FV GL 
Quadrados Médios 
RG FF MF DEF DEM EP AC PH 
Blocos 3 287032.51 6.009 18.034 32.08 8.728 115.66 257.71 4.774 
Tratamentos 26 581255.7* 499.8 ** 63.72 ** 87.29 ** 141.6 ** 353.2 ** 2243.0 ** 11.1 ns 
Resíduo 78 331278.8 17.99 9.27 30.27 4.06 27.20 259.63 10.24 
Média 
 
4549 12 15 74 120 104 54 44 
CV (%) 12.6 75,4 20.7 7.5 1.69 5.0 29.9 7.3 
**= significativo a 1% de probabilidade pelo teste F; FV= Fonte de Variação; GL= Grau de Liberdade, RG= Rendimento de 
Grãos; SFF= Severidade de Ferrugem da Folha; SMF= Severidade de Mancha Foliar, DEF= Dias da Emergência ao 
Florescimento; DEM= Dias da Emergência à Maturação; EP= Estatura de Planta; AC= Acamamento; PH= Peso do 
Hectolitro. 
 
http://www.rcbpa.com.br/docs/trab-6-2491-164.pdf
 
 
 
183 
Tabela 2. Agrupamento de médias do Ensaio Regional e Brasileiro de Linhagens de Aveia Branca em 
caracteres de interesse agronômico, Mauá da Serra, PR, 2016. 
Genótipo 
RG FF MF (%) DEF DEM EP AC PH MMG 
(kg/ha) (%) (%) (dias) (dias) (cm) (%) (kg/hl) (g) 
URS 21 (T) 4752 a 13 c 13 c 78 a 122 c 120 a 85 a 43 a 28 
URS Corona (T) 4731 a 5 d 14 c 79 a 123 c 108 b 88 a 45 a 31 
UPFPS Farroupilha (T) 4676 a 48 a 25 a 78 a 125 b 118 a 80 a 42 a 30 
AL 1253 5136 a 6 d 18 b 74 a 116 e 104 b 68 a 45 a 27 
AL 1283 4342 b 10 c 19 b 75 a 120 d 113 a 71 a 45 a 35 
AL 1284 4960 a 0 e 11 c 78 a 126 b 99 c 68 a 43 a 35 
AL 15016 4916 a 0 e 15 c 69 b 114 e 83 d 35 b 45 a 39 
AL 15027 4378 b 8 d 15 c 78 a 121 d 108 b 81 a 43 a 32 
UFRGS 137117-1 4622 a 0 e 14 c 67 b 111 f 95 c 26 c 44 a 35 
UFRGS 137127-6 4147 b 0 e 14 c 67 b 111 f 96 c 16 c 46 a 33 
UFRGS 137140-1 4047 b 0 e 16 c 67 b 112 f 93 c 19 c 45 a 36 
UFRGS 146030-4 4317 b 0 e 21 a 68 b 110 f 105 b 19 c 43 a 43 
UFRGS 146031-8 4614 a 0 e 21 a 68 b 111 f 103 c 41 b 43 a 41 
UFRGS 146046-3 4823 a 0 e 15 c 67 b 111 f 98 c 65 a 46 a 34 
UFRGS 146048-5 4227 b 0 e 13 c 73 b 123 c 115 a 49 b 42 a 40 
UFRGS 146060-1 4955 a 0 e 6 d 83 a 129 a 98 c 48 b 43 a 31 
UFRGS 146061-4 4146 b 1 e 11 c 75 a 120 d 110 b 74 a 41 a 35 
UFRGS 146070-3 4423 b 4 e 15 c 73 b 118 d 86 d 58 a 43 a 35 
UFRGS 146085-5 4185 b 0 e 11 c 78 a 121 d 105 b 28 c 44 a 34 
UFRGS 146155-1 4484 b 4 e 14 c 77 a 125 b 105 b 20 c 46 a 39 
UFRGS 146155-3 4171 b 0 e 16 c 72 b 122 c 100 c 40 b 45 a 38 
UFRGS 146171-1 5221 a 0 e 15 c 71 b 119 d 113 a 73 a 46 a 31 
UFRGS 146173-1 3956 b 0 e 16 c 72 b 121 c 99 c 58 a 46 a 30 
UFRGS 146185-3 5159 a 1 e 14 c 74 a 120 d 100 c 51 b 41 a 33 
UPF 08S233-1-2-2 4966 a 5 d 6 d 71 b 131 a 108 b 30 c 46 a 32 
UPF 03H2003-4PN-1-2 3968 b 35 b 15 c 79 a 125 b 110 b 81 a 40 a 32 
UPF 23H3000 4515 b 14 c 15 c 79 a 125 b 120 a 84 a 43 a 30 
Médias seguidas pela mesma letra minúscula na coluna constituem grupos estatisticamente homogêneos pelo teste de Scott-
Knott a 5% de probabilidade. RG= Rendimento de Grãos;

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