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Intervenção Federal e Estadual no Brasil

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INTERVENÇÃO
CONCEITO
presente em nossa ordem jurídica nacional, desde a Constituição de 1891, segundo AGRA (2007, p. 297) a intervenção federal é: “O remédio típico da forma de Estado federativa, constituindo-se no instrumento cabível para a sua manutenção, de utilização necessária todas as vezes que um estado-membro ou um Município desrespeitar os princípios constitucionais federativos ou provocar uma instabilidade na normalidade jurídica”.
Humberto Peña de Moraes (2005, p. 229) define que a intervenção federal é: “Instituto típico da estrutura do Estado Federal, repousa a intervenção no afastamento temporário da atuação autônoma da entidade federativa sobre a qual a mesma se projeta”.
ORGANIZAÇÃO DO ESTADO BRASILEIRO
INTERVENÇÃO FEDERAL E INTERVENÇÃO ESTADUAL
I - Adoção sem pedido de destituição do poder familiar
II – Estipulação de visitas como o juiz bem entender;
III – discorre sobre o seu casamento como excelente e pede a dissolução da união estável.
IV – pede anulação do casamento e divórcio em cumulação própria simples.
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CONCEITO
Segundo Marinoni (2015, p. 833): “a Intervenção opera, a despeito de o quanto isso possa soar paradoxal, como garante da integridade e do equilíbrio da Federação e, portanto, da respectiva autonomia que demarca a condição própria dos seus integrantes”.
Assim, podemos afirmar que a intervenção federal nada mais é do que o afastamento temporário da autonomia de um ente federal que tem por objetivo a preservação da própria federação.
Ressalta-se que o princípio que preside o Estado Federal é o da não-intervenção, na forma da dicção dos artigos 34 e 35 da CRFB/88.
ORGANIZAÇÃO DO ESTADO BRASILEIRO
INTERVENÇÃO FEDERAL E INTERVENÇÃO ESTADUAL
I - Adoção sem pedido de destituição do poder familiar
II – Estipulação de visitas como o juiz bem entender;
III – discorre sobre o seu casamento como excelente e pede a dissolução da união estável.
IV – pede anulação do casamento e divórcio em cumulação própria simples.
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CONCEITO E CARACTERÍSTICAS
No caso Brasileiro possui três características:
DA EXCEPCIONALIDADE – Aplica-se somente em casos de anormalidade, sendo a regra a não-intervenção.
DO CUNHO LIMITADO (provisoriedade) – Tal limitação será tanto de aspectos de “ordem espacial, temporal, procedimental e quanto ao objeto, visto que o ato interventivo, já pela sua natureza e caráter excepcional, não implica um espécie de “cheque em branco” passada ao interventor, devendo, pelo contrário, obediência a critérios rígidos previstos na CF” (MARINONI, 2015, p. 834).
DA TAXATIVIDADE – somente pode ocorrer nos casos taxativamente previstos na constituição.
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INTERVENÇÃO FEDERAL E INTERVENÇÃO ESTADUAL
I - Adoção sem pedido de destituição do poder familiar
II – Estipulação de visitas como o juiz bem entender;
III – discorre sobre o seu casamento como excelente e pede a dissolução da união estável.
IV – pede anulação do casamento e divórcio em cumulação própria simples.
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CONCEITO E CARACTERÍSTICAS
Além das características citadas, a doutrina também elenca a NATUREZA POLÍTICA como tal, afirmando que o critérios que movimentam a autoridade responsável pela expedição do decreto são essencialmente políticos, portanto, do juízo da conveniência e oportunidade da medida. 
Conveniência é signo que importa na aferição de juízo de valor político acerca da efetiva necessidade no adotar-se a providência. 
Oportunidade, por outro lado, significa examinar o momento político da sua execução. A autoridade responsável pelo início da intervenção não usa um ou outro, mas os dois. 
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I - Adoção sem pedido de destituição do poder familiar
II – Estipulação de visitas como o juiz bem entender;
III – discorre sobre o seu casamento como excelente e pede a dissolução da união estável.
IV – pede anulação do casamento e divórcio em cumulação própria simples.
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CONCEITO E CARACTERÍSTICAS
Art. 34. A União não intervirá nos Estados nem no Distrito Federal, exceto para:
I. Manter a integridade nacional;
II. Repelir invasão estrangeira ou de uma unidade da federação em outra;
III. Pôr termo a grave comprometimento da ordem pública;
IV. Garantir o livre exercício de qualquer dos poderes nas unidades da federação;
V. Reorganizar as finanças da unidade da federação que:
	a) Suspender o pagamento da dívida fundada por mais de dois anos consecutivos,
salvo motivo de força maior;
	b) Deixar de entregar aos Municípios receitas tributárias fixadas nesta Constituição,
dentro dos prazos estabelecidos em lei;
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I - Adoção sem pedido de destituição do poder familiar
II – Estipulação de visitas como o juiz bem entender;
III – discorre sobre o seu casamento como excelente e pede a dissolução da união estável.
IV – pede anulação do casamento e divórcio em cumulação própria simples.
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CONCEITO E CARACTERÍSTICAS
Art. 34. A União não intervirá nos Estados nem no Distrito Federal, exceto para:
VI. Prover a execução de lei federal, ordem ou decisão judicial;
VII. Assegurar a observância dos seguintes princípios constitucionais:
	a) Forma republicana, sistema representativo e regime democrático;
	b) Direitos da pessoa humana;
	c) Autonomia municipal;
	d) Prestação de contas da administração pública, direta e indireta;
	e) Aplicação do mínimo exigido da receita resultante de impostos estaduais, compreendida a proveniente de transferências, na manutenção e desenvolvimento do ensino e nas ações e serviços públicos de saúde.
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II – Estipulação de visitas como o juiz bem entender;
III – discorre sobre o seu casamento como excelente e pede a dissolução da união estável.
IV – pede anulação do casamento e divórcio em cumulação própria simples.
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CONCEITO E CARACTERÍSTICAS
Já nos casos de intervenção pelos estados-membros nos municípios se dará na forma do art. 35 da CRFB/88:
Art. 35. O Estado não intervirá em seus Municípios nem a União nos Municípios localizados em Território Federal, exceto quando:
I. Deixar de ser paga, sem motivo de força maior, por dois anos consecutivos, a dívida fundada;
II. Não forem prestadas contas devidas, na forma da lei;
III. Não tiver sido aplicado o mínimo exigido da receita municipal na manutenção e desenvolvimento do ensino e nas ações e serviços públicos de saúde
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II – Estipulação de visitas como o juiz bem entender;
III – discorre sobre o seu casamento como excelente e pede a dissolução da união estável.
IV – pede anulação do casamento e divórcio em cumulação própria simples.
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CONCEITO E CARACTERÍSTICAS
	Quando o pedido de intervenção federal se fundamenta em descumprimento de ordem judicial ou decisão judiciária a intervenção deixa de ser ato discricionário do Presidente da República, ficando o tribunal prolator da ordem desobedecida obrigado a comunicar a desobediência ao STF (tratando-se de matéria constitucional), ao STJ (para o descumprimento de lei federal) ou ao TSE (tratando-se de matéria eleitoral) que requisitará a intervenção se julgar conveniente.
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III – discorre sobre o seu casamento como excelente e pede a dissolução da união estável.
IV – pede anulação do casamento e divórcio em cumulação própria simples.
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ESPÉCIES DE INTERVENÇÃO
Duas são as espécies de intervenção, a ESPONTÂNEA e a PROVOCADA.
ESPONTÂNEA – trata-se de discricionariedade, juízo de oportunidade e conveniência, do presidente da República, ou seja, ato exclusivo da vontade do chefe do Poder Executivo que deverá obter posterior aprovação por parte do Congresso Nacional,e que na atualidade constitucional, está prevista no art. 34, inc. I, II, III e V da CRFB/88.
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IV – pede anulação do casamento e divórcio em cumulação própria simples.
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ESPÉCIES DE INTERVENÇÃO
Duas são as espécies de intervenção, a ESPONTÂNEA e a PROVOCADA.
PROVOCADA – ocorre nos casos descritos no art. 34, inc. IV, VI e VII por solicitação do Executivo e do Legislativo estaduais, e, por requisição, por parte dos órgãos do Judiciário.
Em ambos os casos deve ser expedido um decreto presidencial interventivo especificando a abrangência (os estados-membros que serão atingidos pela medida); a amplitude (os poderes que serão cerceados); e o tempo (prazo de duração da medida especificado), obedecidos os ditames do art. 90, I e 91 §1º da CRFB/88.
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III – discorre sobre o seu casamento como excelente e pede a dissolução da união estável.
IV – pede anulação do casamento e divórcio em cumulação própria simples.
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ESPÉCIES DE INTERVENÇÃO
Quanto à função do Poder Legislativo ao controle do ato interventivo não lhe é permitido emendar o direito expedido, mas tão somente rejeitá-lo ou aprová-lo integralmente por decreto legislativo.
Não cabe apreciação do Legislativo quando se tratar de princípios sensíveis e para prover a execução de lei federal, ordem ou decisão judicial. Nesses casos, descabe apreciação por parte do Legislativo porque os critérios são essencialmente técnico-jurídicos, ocorrendo o controle jurídico do processo interventivo. Ele somente se inicia se houver requisição dos órgãos judiciais ou se houver o provimento da representação do Procurador Geral da República.
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ESPÉCIES DE INTERVENÇÃO
Nos casos de acinte aos princípios sensíveis e para prover a execução de lei federal, ordem ou decisão judicial, não há necessidade de apreciação pelo Poder Legislativo. Entretanto, se o pedido partir do STF para assegurar o livre exercício das funções do Poder Judiciário de quaisquer das unidades judiciárias estaduais, segundo o art. 34, inciso IV, terá de haver aprovação por parte do Poder Legislativo.
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CONSEQUÊNCIAS DA INTERVENÇÃO E A FIGURA DO INTERVENTOR
Três são as consequências do ato apreciado pelo Poder Legislativo, sendo dispensadas nos casos de inexecução de lei federal, ordem ou decisão judicial (art. 34, IV da CRFB/88), ou o desrespeito aos princípios constitucionais sensíveis (34, VII da CRFB/88), caso o decreto presidencial seja suficiente para a retirada da norma que esteja conturbando a supremacia constitucional:
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CONSEQUÊNCIAS DA INTERVENÇÃO E A FIGURA DO INTERVENTOR
Os parlamentares podem aprová-lo, autorizando a continuidade da intervenção até o atingimento de seus fins;
b) Podem, de outro lado, aprová-lo, suspendendo de imediato a medida, situação que gerará efeitos ex nunc;
c) Podem, por fim, rejeitá-lo integralmente, suspendendo a intervenção e declarando ilegais, ex tunc, os atos de intervenção.
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CONSEQUÊNCIAS DA INTERVENÇÃO E A FIGURA DO INTERVENTOR
A decretação deste instituto jurídico representa um momento de crise institucional tão sério, que ela configura um limite circunstancial ao Poder Constituinte Derivado de emendar a Constituição (art. 60, §1º da CRFB/88).
Esta medida de exceção não estabelece uma hierarquia entre os entes federativos.
Quando a União intervém nos estados-membros, o Congresso Nacional referenda, ou não, através de um Decreto Legislativo (art. 49, IV da CRFB/88), o decreto de intervenção (art. 84, X da CRFB/88) do presidente da República. Por simetria ocorre o mesmo na intervenção estadual (art. 35 da CFRB/88).
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CONTROLE DA INTERVENÇÃO
As formas de controle da intervenção são de duas espécies: POLÍTICA e JURÍDICA:
POLÍTICA – àquele realizado pelo Poder Legislativo dos atos interventivos postos a sua apreciação.
JURÍDICA - efetuada pelo Poder Judiciário, ocorre pela verificação do respeito à autonomia federativa e aos mandamentos constitucionais.
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DECRETO Nº 9.288, DE 16 DE FEVEREIRO DE 2018
Decreta intervenção federal no Estado do Rio de Janeiro com o objetivo de pôr termo ao grave comprometimento da ordem pública.
(Revogado pelo Decreto nº 9.917, de 2019) (Vigência)
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA , no uso da atribuição que lhe confere o art. 84, caput, inciso X, da Constituição,
DECRETA:
Art. 1º Fica decretada intervenção federal no Estado do Rio de Janeiro até 31 de dezembro de 2018.
§ 1º A intervenção de que trata o caput se limita à área de segurança pública, conforme o disposto no Capítulo III do Título V da Constituição e no Título V da Constituição do Estado do Rio de Janeiro.
§ 2º O objetivo da intervenção é pôr termo a grave comprometimento da ordem pública no Estado do Rio de Janeiro.
Art. 2º Fica nomeado para o cargo de Interventor o General de Exército Walter Souza Braga Netto.
Parágrafo único. O cargo de Interventor é de natureza militar.
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Art. 3º As atribuições do Interventor são aquelas previstas no art. 145 da Constituição do Estado do Rio de Janeiro necessárias às ações de segurança pública, previstas no Título V da Constituição do Estado do Rio de Janeiro.
§ 1º O Interventor fica subordinado ao Presidente da República e não está sujeito às normas estaduais que conflitarem com as medidas necessárias à execuçãoda intervenção.
§ 2º O Interventor poderá requisitar, se necessário, os recursos financeiros, tecnológicos, estruturais e humanos do Estado do Rio de Janeiro afetos ao objeto e necessários à consecução do objetivo da intervenção.
§ 3º O Interventor poderá requisitar a quaisquer órgãos, civis e militares, da administração pública federal, os meios necessários para consecução do objetivo da intervenção.
§ 4º As atribuições previstas no art. 145 da Constituição do Estado do Rio de Janeiro que não tiverem relação direta ou indireta com a segurança pública permanecerão sob a titularidade do Governador do Estado do Rio de Janeiro.
§ 5º O Interventor, no âmbito do Estado do Rio de Janeiro, exercerá o controle operacional de todos os órgãos estaduais de segurança pública previstos no art. 144 da Constituição e no Título V da Constituição do Estado do Rio de Janeiro.
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Art. 4º Poderão ser requisitados, durante o período da intervenção, os bens, serviços e servidores afetos às áreas da Secretaria de Estado de Segurança do Estado do Rio de Janeiro, da Secretaria de Administração Penitenciária do Estado do Rio de Janeiro e do Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro, para emprego nas ações de segurança pública determinadas pelo Interventor.
Art. 5º Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação.
Brasília, 16 de fevereiro de 2018; 197º da Independência e 130º da República.
MICHEL TEMER
Torquato Jardim
Raul Jungmann
Sergio Westphalen Etchegoyen
Carlos Marun
I - Adoção sem pedido de destituição do poder familiar
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CONTROLE DA INTERVENÇÃO
ADI INTERVENTIVA
Feito o Juízo político de Conveniência e Oportunidade, dada a sua premente natureza política, respeitada a provisoriedade, inerente ao instituto, exige a presença de elementos materiais inequívocos e a observância de requisitos formais para a legitimação de sua decretação.
Tem por escopo:
Preservação da soberania nacional;
Do pacto federativo;
E dos princípios constitucionais sobre os quais se erige o Estado Democrático de Direito.
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CONTROLE DA INTERVENÇÃO
ADI INTERVENTIVA
Art. 36. A decretação da intervenção dependerá:
III - de provimento, pelo Supremo Tribunal Federal, de representação do Procurador-Geral da República, na hipótese do art. 34, VII, e no caso de recusa à execução de lei federal.
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CONTROLE DA INTERVENÇÃO
ADI INTERVENTIVA
Com previsão contida no art. 36, III da CRFB/88, regulada pelas Leis 4.337/64 e 12.562/2011, a Ação Direta de Inconstitucionalidade Interventiva / Ação Direta Interventiva / Representação Interventiva tem por finalidade precípua a defesa das bases constitucionais em que se assentam o Estado Democrático e o Pacto Federativo.
Inicialmente, nas palavras de Mendes, “provocava-se o STF com o objetivo de obter a declaração de constitucionalidade da lei interventiva (CF de 1934, art. 12, §2º). A constituição de 1946 consagrou, porém, a ação direta de inconstitucionalidade nos casos de lesão aos princípios estabelecidos no art. 7º, VII. Imprimiu-se, assim, traço próprio ao nosso modelo de controle de constitucionalidade, afastando-o do sistema norte-americano”.
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CONTROLE DA INTERVENÇÃO
ADI INTERVENTIVA
Apesar de o texto constitucional falar em “representação”, trata-se de verdadeira ação. Por isso que hoje se chama ação direta interventiva.
A ação direta interventiva não desencadeia um processo objetivo, ou seja, a análise da constitucionalidade da lei em tese. Mas sim, a jurisdição para solucionar um conflito federativo entre a União e os Estados (DECISÃO DE UM CASO CONCRETO).
A consequência do provimento da representação (ou procedência da ação direta interventiva) não é a nulidade do ato contaminado, o que se quer é a decretação da intervenção federal no Estado.
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CONTROLE DA INTERVENÇÃO
ADI INTERVENTIVA
Assim, o STF declara a necessidade da intervenção, e não de inconstitucionalidade como parte da doutrina proclama, e determina - um verdadeiro mandamus dirigido - ao chefe do poder Executivo que a decrete sob pena de crime de responsabilidade previsto no art. 12 da Lei 1079/50. 
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CONTROLE DA INTERVENÇÃO
ADI INTERVENTIVA
Súm 637 STF: 
Não cabe recurso extraordinário contra acórdão de tribunal de justiça que defere pedido de intervenção estadual em município.
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CONTROLE DA INTERVENÇÃO
ADI INTERVENTIVA
REPRESENTAÇÃO INTERVENTIVA – CARÁTER POLÍTICO – ADMINISTRATIVO – NÃO CABIMENTO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO – VERBETE Nº 637 DA SÚMULA DO SUPREMO. Não cabe recurso extraordinário contra acórdão de Tribunal de Justiça que defere pedido de intervenção estadual em Município. RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MOLDURA FÁTICA. Na apreciação do enquadramento do recurso extraordinário em um dos permissivos constitucionais, parte-se da moldura fática delineada pelo Tribunal de origem. Impossível é pretender substituí-la para, a partir de fundamentos diversos, chegar-se a conclusão sobre a ofensa a dispositivo da Lei Básica Federal. (AI 598988 AgR, Relator(a):  Min. MARCO AURÉLIO, Primeira Turma, julgado em 28/06/2011, DJe-159 DIVULG 18-08-2011 PUBLIC 19-08-2011 EMENT VOL-02569-02 PP-00240)
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