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4 Controle Superior da Atividade Motora Tronco Encefálico e Medula Espinal

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motor. 
 
Sistemas Motores Descendentes 
 
Os sistemas motores descendentes serão classificados de acordo com o ponto em que fazem sinapse. Existem os núcleos 
de onde partem os axônios de neurônios que farão sinapse com as regiões mediais medulares e com as regiões laterais 
medulares. Logo, são três tipos os sistemas que encontramos: 
Sistema ativador medial: Termina medialmente e 
controla os neurônios motores inferiores que 
inervam os músculos posturais e proximais dos 
membros; 
Sistema ativador lateral: Termina lateralmente e 
controla os neurônios motores inferiores que 
inervam músculos distalmente localizados, usados 
para movimentos finos; 
Tratos ativadores inespecíficos: termina em todo 
o corno ventral e contribui para os níveis basais 
de excitação na medula espinhal e facilita os arcos 
reflexos locais. 
 
Papel do Tronco Encefálico no controle da Atividade Motora 
 
Quando nós fazemos referência no tronco encefálico no controle motor da medula espinal, nos referimos ao tronco 
encefálico como uma estação de passagem para “sinais de comando” de centros neurais superiores. Quando falamos dos 
sistemas laterais e sistemas mediais, podemos dividir esses sistemas e mesmo com a divisão, por exemplo, da via 
corticoespinal, há uma via que desce diretamente pelo folículo lateral que atinge a região mais lateral da substancia cinzenta 
e uma região que faz sinapses com as regiões mediais do tronco encefálico, logo, mesmo as vias corticoespinais podem 
atuar em conjunto com o tronco encefálico, atuando em algumas regiões desses núcleos mediais, os núcleos reticulares, 
fazendo parte desse sistema medial também. 
Por isso que observamos que a Via Corticoespinal, na medula espinal, é presente tanto no funículo lateral quanto pelo 
funículo anterior. A formação da Via Corticoespinal acontece juntamente com os núcleos mediais do tronco encefálico, 
favorecendo a função desses núcleos no controle das circuitarias medulares. 
 
Vias descendentes do Tronco Cerebral 
 
As vias descendentes do tronco cerebral irão modular a ação dos circuitos motores espinhais: Tônus muscular, ajuste 
postural, movimentos dos olhos e da cabeça. Quando falamos das vias descendentes do tronco cerebral, há a presença 
de duas vias: 
Via descendente medial: É responsável por fazer sinapse com os segmentos mais mediais da substancia cinzenta, atingindo 
vários segmentos da medula espinal e também o lado contralateral. De sistemas descendentes mediais encontramos três: 
O primeiro mais superior é a Via do colículo superior, Trato Teto-Espinhal, partindo do colículo superior e atingindo as 
regiões mais superiores da medula espinhal nas regiões do pescoço; essa via controla principalmente os movimentos da 
cabeça em relação aos olhos. Além dessa, temos a Via Retículo-Espinhal, em que, a partir da formação reticular, partem 
informações para a musculatura axial do corpo e também da musculatura proximal dos membros, recebendo também 
informações da Via Corticoespinal medial e essa via será responsável pela nossa postura e posicionamento do corpo em 
relação aos membros. Temos também as Vias Vestíbulo-Espinhal que parte dos núcleos vestibulares e atingem também 
os corpos neuronais da substancia cinzenta nas regiões mais mediais do corno anterior, é justamente nessa região dos 
núcleos vestibulares que recebem a aferência dos canais semicirculares e dos órgãos otolíticos do nosso ouvido interno, 
mandando esses sinais para essas regiões dos núcleos vestibulares, de onde partem as eferências para a medula espinal 
para que seja possível os ajustes necessários em relação às informações provenientes dos sistemas vestibulares. 
Via descendente lateral: É responsável por fazer sinapse com poucos segmentos medulares, atingindo os motoneurônios 
presentes nas regiões mais laterais da substancia cinzenta. Apenas um sistema se faz presente, sendo o Trato Rubro-
Espinhal, partindo do núcleo rubro, descendendo através do funículo lateral e atingindo as regiões mais laterais do corno 
anterior da substancia cinzenta, responsável pelo controle do movimento dos membros. Juntamente com essa via do 
núcleo rubro presente no tronco encefálico, temos também a ação da via corticoespinal lateral, que participa no controle 
do movimento dos membros também. 
 
 
O sistema medial 
 
 
 
Sistema Ativador Medial 
 
Via Tetoespinhal 
A via tetoespinhal parte do colículo superior, cruza a linha média e segue até as regiões mediais da medula espinhal, 
fazendo sinapse com os neurônios motores alfa, responsáveis pelo controle da musculatura do nosso pescoço. Essa via 
está relacionada tanto com o reflexo auditivo quanto com o reflexo visual (virar os olhos e a cabeça na direção do som). 
Essa via termina nas regiões mais superiores da medula espinhal, geralmente nas regiões cervicais. 
 
Trato Vestibular Medial e Lateral 
Parte dos núcleos vestibulares descem medialmente para realizar sinapse 
com os neurônios motores inferiores presentes nas regiões mediais da 
substancia cinzenta na medula espinhal. Os núcleos vestibulares possuem 
uma porção mais medial e uma porção mais lateral. Uma parte desses 
núcleos atuarão em conjunto com a formação reticular pontinha com uma 
função de excitabilidade, principalmente excitação gama. 
Quando falamos da via vestibuloespinhal há a relação com a musculatura 
antigravitária axial, responsável pela manutenção da musculatura em pé. 
Essa via controlará seletivamente os sinais excitatórios a esses músculos. 
Como ela faz parte dessa atividade juntamente com a formação reticular 
pontina, atua de uma forma a facilitar o reflexo. 
Os núcleos vestibulares mais mediais estão relacionados com a posição da cabeça, pois os axônios que partem da região 
mais mediais dos núcleos vestibulares irão inervar os 
neurônios motores inferiores da musculatura cervical, 
torácica alta (bilateralmente), além da parte lombar mais 
superior. 
A via vestibular lateral irá inervar os neurônios motores 
inferiores ipsilaterais, excitando músculos extensores e 
inibindo flexores (atividade Gama). 
O sistema vestibular também é responsável por um reflexo importante para a manutenção da postura, que é o Reflexo 
Postural Vestíbulo-Espinhal. É o movimento reflexo do corpo que mantém a postura e estabiliza o corpo (reto); refere-
se a reações que ocorrem abaixo do pescoço. Ao inclinar a cabeça para a direita a medula espinhal induz um efeito 
extensor nos músculos do lado direito e flexor do lado esquerdo do corpo para que não haja perda de equilíbrio. Quando 
ocorre a inclinação da cabeça para a direita, por exemplo, as vias da medula espinal induzirão um efeito extensor da 
musculatura contralateral, ou seja, do lado direito e na musculatura flexora do lado esquerdo. Os ajustes da circuitaria 
medular e, principalmente, de vias provenientes de núcleos vestibulares que descem até a medula, vão corrigir a postura 
através da ativação de motoneurônios extensores e flexores. 
 
Reflexos Posturais e Oculares 
Quando falamos sobre esses núcleos vestibulares, temos que esses recebem informações tanto do encéfalo quanto 
informações provenientes de nosso corpo (Articulações, tendões, músculos, receptores cutâneos, etc.) 
 
 
Trato Reticuloespinhal 
O trato reticuloespinhal será dividida entre pontinha e bulbar. A formação reticular pontina irá ativar, principalmente, a 
musculatura postural e a musculatura extensora dos membros. Se nos aprofundarmos um pouco, temos que a formação 
reticular pontina ativa tanto musculo flexor quanto extensor, porém tem uma tendência maior de ação na musculatura 
extensora. 
Já a formação reticular bulbar tem uma tendência de inibição da mesma musculatura extensora que foi ativada pela 
pontinha, tendo também ação nos dois tipos, flexores e extensores, porém com ação muito maior de inibição na 
musculatura extensora, gerando um padrão flexor. 
A formação reticular participa também com a ativação gama, aumentando o arco-reflexo