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Anatomia do periodonto - resumo

Resumo de Anatomia Periodontal: descreve mucosa oral (mastigatória, especializada, de revestimento); define o periodonto (proteção e sustentação); detalha a gengiva (marginal, inserida, interdental) e os epitélios oral, sulcular e juncional, suas células e medidas.

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Marina Michels Dotto – Acadêmica de Odontologia UFSM 
Periodontia I 
Anatomia Periodontal 
1. Mucosa Oral 
Apresenta revestimento epitelial 
É dividida em 3: 
Mucosa Oral Mastigatória: É a mais importante 
na periodontia, envolve a gengiva e o 
revestimento do palato duro. 
Mucosa Especializada: Referente ao dorso da 
língua, que tem as papilas gustativas 
Mucosa de Revestimento: Praticamente todo 
 o restante, a mucosa que envolve lábios, 
bochechas. 
2. Periodonto 
São os tecidos que estão em torno do dente. 
Apresenta duas principais funções: inserir o 
dente no tecido ósseo e conservar a mucosa 
mastigatória da cavidade bucal. 
Periodonto de Proteção: gengiva 
Periodonto de Sustentação: osso alveolar, 
cemento radicular e ligamento periodontal. 
 
CARACTERÍSTICAS MACRO 
Periodonto de Proteção 
Também conhecido como “gengiva” – recobre o 
processo alveolar e fica ao redor da porção 
cervical dos dentes. 
É dividido em 3: - Gengiva Marginal (livre); 
- Gengiva Inserida (aderida) 
- Gengiva Interdental 
 
 
a) Gengiva Marginal Livre 
Está em contato com o final da coroa dentária, ou 
seja, circunda o dente; 
Mede aproximadamente 1mm; 
Apresenta aspecto liso; 
Se destaca facilmente do dente – não está 
aderida ao dente; 
É mais elevada que a gengiva inserida; 
Ep. Externo – queratinizado – secreção de 
queratina para a proteção (contato com 
alimentos, escovação) X Ep. Interno; 
Acaba no fim da junção amelocementária (JAC); 
 
b) Gengiva Inserida 
Localiza-se apical à gengiva marginal livre; 
Apresenta aspecto de casca de laranja (FC 
inseridas); 
É firme e sem mobilidade; 
Deforma ao tocar nela e ao remover a pressão 
retorna à normalidade; 
É maior nos dentes anteriores e fica mais delgada 
nos dentes posteriores; 
Limite coronário X Limite muco-gengival; 
Inicia no final da JAC e termina na linha 
mucogengival; 
Marina Michels Dotto – Acadêmica de Odontologia UFSM 
A mucosa alveolar esta acima da linha 
mucogengival e é mais avermelhada devido a 
vascularização nesse tecido, não é aderido ao 
dente. 
 
c) Gengiva Interdental 
Fica localizada entre os dentes; 
Apresenta formato piramidal nos dentes 
anteriores e nos posteriores formato de sela 
(achatada nos sentido V-L); 
Mistura entre a gengiva inserida e gengiva 
inserida; 
Papila interdental 
 
CARACTERÍSTICAS MICRO (EPITÉLIOS) 
Periodonto de Proteção 
 
Tecido Epitelial = É a parte mais escura, que 
contorna a gengiva. Periodonto de proteção é 
composto de 3 epitélios: 
 
Epitélio Oral 
Vem da linha mucogengival até a margem 
gengival; 
É a parte externa da gengiva (visível) e está 
voltado para a cavidade oral; 
Ep. Pavimentoso, estratificado e queratinizado 
(proteção contra choques mecânicos); 
Possui cristas epiteliais inserem-se no tecido 
conjuntivo e forma papilas conjuntivas; 
Células: Queratinócitos (90%), Langherhan 
(participam de reações imunológicas), 
Melanócitos e Células de Merkel. 
 
Possui 4 camadas: 
Basal – Espinhosa – Granulosa – Córnea 
(proteção); 
Funções das células: 
Queratinócitos – produzem queratina 
Langerhan – Fagócitos mononucleares que 
possuem propriedades antigênicas 
Melanócitos – Sintetizam pigmentos e são 
responsáveis pela pigmentação 
Merckel – terminações de fibras nervosas – 
receptores táteis, função sensorial. 
1. 
Epitélio do Sulco 
Preenche o espaço entre gengiva livre marginal, 
correspondendo a parte da gengiva interna que 
não se adere ao dente; 
Não é visível – é interno, voltado para dentro do 
sulco; 
Marina Michels Dotto – Acadêmica de Odontologia UFSM 
Ep. Pavimentoso, estratificado, não 
queratinizado; 
É semi-permeável – permite a passagem de 
fluidos gengivais que realizam a limpeza desse 
espaço. OBS.: Entretanto, permite também a 
passagem de produtos e secreção de bactérias. 
Pode ser o início do desenvolvimento de doença 
periodontal devido à semi-permeabilidade. 
Espaços intercelulares menores que o Ep. 
Juncional; 
Fluido sulcular (fluido gengival) – quando é à 
secreção serosa (produzida na mucosa gengival) 
apresenta o papel de limpeza fisiológica do 
acúmulo de resíduos de descamação celular, 
microorganismos e leucócitos. 
SULCO GENGIVAL: Espaço entre o dente e o 
epitélio. Mede 0,69mm. 
 
Epitélio Juncional 
 
Vai do fim do ep. sulcular e vai até a inserção 
conjuntiva onde começa as fibras inseridas 
Ep. Juncional + inserção conjuntiva = DISTÂNCIA 
BIOLÓGICA); 
Promove o contato da gengiva com o dente; 
Possui cerca de 0,97mm; 
É aderido à superfície dentária – mas não 
totalmente, pois apresenta amplos espaços 
intercelulares que permitem trocas; 
Possui fluido sulcular; 
É mais largo na porção coronária; 
É unido firmemente ao dente por 
hemidesmossomos; 
Não apresenta cristas epiteliais; 
É formado pela fusão do ep. reduzido do órgão do 
esmalte (o ep. que se forma ao redor do dente 
antes da erupção) com o epitélio da mucosa oral; 
Faz parte do espaço biológico; 
Ep. Pavimentoso, estratificado e não 
queratinizado; 
É completamente formado após instrumentação 
ou cirurgia e forma-se ao redor de implantes; 
O ep. é delgado e semi-permeável; 
 
Observações: 
O ep. Juncional e o ep. Sulcular protegem as 
estruturas mais profundas da invasão microbiana, 
através da justaposição. Possuem um fluido do 
sulco que quando contaminado por bactérias 
muda na quantidade e composição -> passa a ser 
chamado de EXSUDATO INFLAMATÓRIO. 
 
Existe diferença entre o ep. sulcular e o juncional: 
o J é mais delgado, com células mais afastadas e 
permite a passagem do conteúdo do tecido 
conjuntivo para o sulco gengival e do sulco para o 
conjuntivo -> pode causar DP. 
 
O ep. J é aderido ao dente e não “inserido” pois 
estaria ligado, com um tecido penetrando outro. 
 
ESPAÇO BIOLÓGICO É O ESPAÇO VITAL AO 
REDOR DOS DENTES, O QUAL NUNCA DEVE SER 
INVADIDO, POIS SE FOR INVADIDO GERA 
PROBLEMAS INFLAMATÓRIOS E GENGIVAIS – 
CAUSA PERIODONTITES. 
 
!! Espaço Biológico (2,04mm) = Ep. Juncional 
(0,97mm) + Inserção Conjuntiva (1,07mm) !! 
 
Renovação do epitélio gengival: Periodicidade 
de 24hrs, a maior taxa mitótica é nas áreas não 
queratinizadas, principalmente no epitélio 
juncional. Essa taxa cresce mais durante a 
gengivite. 
Renovação da gengiva = 10 ou 12 dias 
Renovação do ep. juncional = 6 dias 
Na DP, quando degrada as fibras principais 
inseridas no cemento, o ep. juncional migra em 
sentido apical ou até encontrar fibras intactas, 
Marina Michels Dotto – Acadêmica de Odontologia UFSM 
tentando proteger do contato com o 
conjuntivo. 
 
Tecido Conjuntivo - Ou lâmina própria, é o 
componente tecidual predominante da 
gengiva. 
Apresenta: F. gengivais C. nomeadas de acordo 
com o sentido das fibras, fibroblastos, vasos e 
nervos, células de defesa e matriz (substância 
fundamental). 
Células (Lâmina Própria) 
Predominância de fibroblastos que participam 
da síntese da matriz. 
Mastócitos – produz componentes da matriz e 
substâncias vasoativas, apresenta vesículas 
com enzimas proteolíticas, histamina e 
heparina. 
Macrófagos – funções de fagocitose e síntese 
no tecido. 
Células Inflamatórias – Granulócitos 
neutrófilos, linfócitos e plasmócitos. 
 
Fibras Periodontais/Gengivais 
Função: conectar a gengiva firmemente ao 
dente, fornecer rigidez para suportar as forças 
mastigatórias, unir a gengiva marginal livre com 
o cemento da raiz e a gengiva inserida 
adjacente e manter o dente em posição. 
A inserção das fibrasgengivais no cemento 
radicular cervical, recebe o nome de “inserção 
conjuntiva” e apresenta aproximadamente 
1,07mm. 
 
 
Marina Michels Dotto – Acadêmica de Odontologia UFSM 
F. Dentogengivais: Vão do dente em direção à 
gengiva, são embutidas no cemento e 
projetam-se em forma de leque para o tecido 
gengival livre. 
F. Alveologengivais: Vai do alvéolo em direção à 
gengiva. 
F. Dentoperiostais: Vai do dente ao periósteo. 
Embutidas na mesma porção de cemento que 
as dentogengivais, porém de projetam em 
sentido apical para a crista óssea e depois para 
a gengiva inserida. 
F. Circulares: Feixe de fibras dispostas na 
gengiva livre. Circundam o dente em forma de 
anel. 
F. Transeptais: Entre dentes vizinhos e septos 
ósseos, passam entre o cemento supra-alveolar 
de dentes vizinhos, segue um trajeto retilíneo 
sobre o septo interdental. 
A inserção das fibras gengivais no cemento 
radicular cervical recebe o nome de “inserção 
conjuntiva” e possui aproximadamente 
1,07mm. 
 
Características Clínicas de Gengivas “normais” 
Cor é róseo-claro. Há variedades que são 
influenciadas por melanina, queratina e maior 
ou menor quantidade de vasos sanguíneos. 
A GI é demarcada da mucosa alveolar 
adjacente na porção vestibular por uma linha 
mucogengival claramente definida. A mucosa 
alveolar é vermelha, lisa e brilhante. 
Tamanho corresponde à soma total do volume 
dos elementos celulares e intercelulares e de 
suprimento vascular. 
Contorno varia consideravelmente e dependa 
da forma do dente e de seu alinhamento no 
arco, da localização e do tamanho da área de 
contato. 
Forma depende da forma do dente e da 
posição que ele ocupa. Há diferentes formas de 
papila interdental. Devido ao “col gengival”, 
que não tem proteção, há maior prevalência do 
aparecimento de doenças periodontais nesses 
espaços interdentais dos dentes posteriores, 
onde a dimensão V-L é maior. 
Textura semelhante a casca de laranja (gengiva 
inserida). Aspecto de elevações e depressões 
devido as interdigitações entre as papilas do 
epitélio com o tecido conjuntivo. 
Consistência é resiliente e quando se comprime 
volta ao normal. 
Variações de altura a altura da linha muco-
gengival é maior nos dentes superiores 
anteriores por V, os inferiores são menores. A 
GI é pequena na região dos PM e C. Quanto 
menor a gengiva, pior o prognóstico 
periodontal quando ela for atingida. 
 
Periodonto de Sustentação 
Ou Inserção 
Ligamento periodontal + osso alveolar + 
cemento radicular 
 
Ligamento Periodontal 
É um tecido conjuntivo frouxo, ricamente 
vascularizado e celular, que circunda as raízes 
dos dentes e une o cemento radicular à lâmina 
ou ao osso alveolar propriamente dito. 
Em direção coronal é continuo com a LP da 
gengiva e está separado dela pelos feixes de FC 
que ligam a crista alveolar à raiz. 
Funções: Transmissão de forças ao osso, fixar o 
dente ao osso, amortecer e resistir ao impacto 
de forças oclusais, drenagem linfática, função 
Marina Michels Dotto – Acadêmica de Odontologia UFSM 
nutricional e sensorial, proporcionar um 
invólucro de tecidos moles para proteger vasos 
e nervos de injúrias mecânicas. 
Fibras: 
Fibras oxitalânicas 
Fibras colágenas (maioria,recebem o nome de 
acordo com a direção) 
Fibra da crista 
Fibras Horizontais 
Fibras Oblíquas (maior quantidade, são os 
amortecedores dos dentes que recebem forças 
no sentido longitudinal da cora para a raiz, da 
raiz para as fibras e das fibras para o osso. Essas 
fibras diminuem o impacto) 
Fibras Apicais 
Fibras Interradiculares 
Células: osteoblastos, cementoblastos, células 
ep e nervosas, fibroblastos (formam e 
distribuem colágeno). 
O LP é mais estreito a nível da raiz. 
O espaço do LP tem forma de ampulheta (pois 
é mais estreito no nível do terço médio da raiz), 
é essencial para a mobilidade dos dentes, a 
mobilidade dentária é determinada pela 
largura, pela altura e pela qualidade do LP. 
O LP posiciona-se entre o osso alveolar 
propriamente dito e o cemento radicular. O 
dente é unido por feixes de FC: 
- Fibras da Crista Alveolar: forças extrusivas 
- Fibras Horizontais: forças de lateralidade 
- Fibras Oblíquas: forças intrusivas 
- Fibras Apicais: todos os tipos de forças 
- Fibras Interradiculares: todos os tipos de 
forças 
 
 
Cemento Radicular 
Tecido mineralizado especializado que reveste 
superfícies radiculares. Possui muitas 
características em comum com o tecido ósseo. 
É avascular, não tem inervação, não sofre 
remodelação e reabsorção fisiológica. Há 
deposição contínua ao longo da vida. Contém 
fibras colágenas embutidas numa matriz 
orgânica. 
Funções: Insere as fibras do LP na raiz. 
Contribui para o processo de reparação, 
quando houver danos à superfície radicular. 
Proteção (protege a dentina) 
Limite Amelocementário 
Separação entre coroa e raiz do dente. É o 
ponto de referência em periodontia para 
determinar o aumento da gengiva ou perda de 
inserção. 
Osso Alveolar 
Porção da maxila e mandíbula que dá suporte 
aos alvéolos dentários. Principal função é 
distribuir e absorver as forças geradas pela 
mastigação ou outros contatos dentários. 
Circunda o dente até ao nível de 1mm apical à 
JEC.