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CIAO 
Anatomia, fisiologia e histologia do periodonto 
 
 
 
Periodontia 
A periodontia é a área da odontologia 
embasada no estudo e tratamento do 
periodonto. 
 
 
Periodonto 
O periodonto é um conjunto de tecidos que 
circundam, revestem e suportam os dentes. 
Ele é formado na embriogênese, e se origina 
do folículo dentário. 
Suas estruturas podem sofrer alterações de 
acordo com a idade do paciente. Com o 
avanço da idade, o periodonto pode se tornar 
mais frágil principalmente devido a redução 
da capacidade de reparação (reduz a 
resposta à infecções) e diminuição da 
densidade óssea (o osso alveolar pode sofrer 
reabsorção com um tempo), além dos hábitos 
de higiene e alterações sistêmicas. 
 
 
Mucosa oral 
Funções 
A mucosa oral é todo o revestimento epitelial 
que recobre a cavidade oral. Desempenhando 
funções essenciais, como: 
● Proteção: realiza uma barreira de 
proteção mecânica contra traumas, 
agentes patogênicos e substâncias 
químicas. 
● Sensorial: a mucosa oral contém 
receptores táteis que são sensíveis a 
estímulos térmicos e mecânicos. 
Esses receptores ajudam na 
percepção de temperatura, textura 
e pressão, contribuindo para a 
experiência sensorial durante a 
mastigação e a fala. 
● Secreção: A mucosa oral é o local de 
desembocadura dos ductos 
secretores das glândulas salivares. 
Classificações: 
● Mucosa de revestimento: é não 
queratinizada, flexível e adaptável a 
movimentos. Encontrada em: 
○ Bochechas; 
○ Lábios: 
○ Assoalho da língua, 
○ Mucosa alveolar 
○ Palato mole. 
 
● Mucosa mastigatória: é 
queratinizada, resistente e adaptada 
para suportar as forças mastigatórias. 
Inclui: 
○ Gengiva 
○ Palato duro 
 
 
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● Mucosa especializada: localizada no 
dorso da língua e é responsável 
pelas funções gustativas, contendo 
papilas gustativas e glândulas 
salivares. 
 
 
Histologia: 
 
A estrutura histológica da mucosa oral é 
composta por: 
 
● Epitélio pavimentoso estratificado 
com projeções no tecido 
conjuntivo. 
 
 
Rosa escuro: epitélio pavimentoso estratificado 
com projeções. Rosa claro: tecido conjuntivo. 
 
 
● Epitélio: Pode ser queratinizado ou 
não queratinizado, dependendo da 
localização e função. O epitélio 
queratinizado é encontrado na 
mucosa mastigatória, enquanto o não 
queratinizado está presente na 
mucosa de revestimento. 
 
● Lâmina própria: camada de tecido 
conjuntivo subjacente ao epitélio, rica 
em fibras colágenas, vasos 
sanguíneos e nervos, proporcionando 
suporte e nutrição ao epitélio 
 
 
 
 
Classificação do periodonto 
O periodonto pode ser classificado das 
seguintes maneiras: 
 
Periodonto de proteção: 
● Gengiva: responsável pela proteção 
do processo alveolar e circunda a 
cervical dos dentes. 
○ Sulco gengival: espaço entre 
a gengiva marginal livre e o 
dente. 
○ Epitélio juncional: epitélio 
responsável pela junção da 
gengiva inserida ao dente. 
Está localizada logo abaixo do 
sulco gengival. 
○ Inserção conjuntiva: fixação 
do tecido conjuntivo no osso e 
no dente. 
 
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Periodonto de inserção: 
● Ligamento periodontal: conecta o 
dente ao osso alveolar. 
● Cemento radicular: tecido 
mineralizado que permite as fibras do 
ligamento periodontal se inserirem no 
dente. 
● Osso alveolar: suporta os dentes e 
forças mastigatórias. 
 
Periodonto de proteção: 
Gengiva 
A gengiva é a parte da mucosa que recobre 
todo processo alveolar e circunda os dentes. 
A gengiva pode ser classificada de três 
formas: 
● Gengiva marginal livre 
● Gengiva inserida 
● Junção mucogengival. 
 
 Três partes da gengiva podem ser identificadas: a 
gengiva livre (GL), a gengiva interdentária e a gengiva 
inserida (GI). A junção mucogengival (JMG) demarca a 
gengiva da mucosa alveolar. JCE = junção 
cemento-esmalte. 
 
 
 
 
Gengiva marginal livre (GL) 
Características: 
● Cor rósea, opaca e de consistência 
firme. 
 
● Localizada na margem da superfície 
do esmalte. Possui forma 
arredondada. 
● Não possui aderência ao dente 
(devido a uma leve invaginação, 
permitindo a introdução de uma sonda 
periodontal e criar um sulco artificial). 
 
● Forma o sulco gengival e as papilas 
interdentárias. 
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● Seu limite externo é a ranhura 
gengival e seu limite interno é o fim do 
sulco gengival. 
 
 
 
Gengiva inserida (GI) 
Características: 
● A gengiva inserida é contínua com a 
gengiva marginal. 
● Ela é firme, resiliente e fortemente 
inserida no periósteo do osso alveolar 
subjacente. 
● Essa gengiva pode ser incisada, pois 
se regenera. 
● A sua espessura pode variar. É 
mais grossa na região dos incisivos 
e mais sensível na região de 
pré-molares. 
○ - Incisivos (3,5 a 4,5 mm 
maxila, 3,3 a 3,9mm na 
mandíbula); 
○ Pré-molares (1,9 mm nos 
superiores e 1,8mm nos 
inferiores). 
● Apresenta aspecto de casca de 
laranja e é inserida no osso alveolar e 
cemento por meio de fibras, sendo 
imóvel em relação aos tecidos 
subjacentes 
 
 
 
Aspecto de casca de laranja na gengiva inserida 
 
Sulco gengival 
O sulco gengival é o espaço estreito entre o 
dente e a gengiva marginal, formado pela falta 
de aderência total da gengiva à superfície do 
dente. Este espaço é considerado normal em 
uma gengiva saudável e serve como uma 
zona de transição entre a gengiva e o dente. 
● Sulco histológico: é a região onde a 
gengiva marginal termina e começa o 
epitélio que reveste o dente (epitélio 
juncional). Ele é um espaço muito 
pequeno, com cerca de 0,69 mm de 
profundidade, e não é acessível 
diretamente com a sonda periodontal, 
ou seja, é uma medida observada 
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apenas em estudos microscópicos, ou 
seja, no nível celular. 
● Sulco clínico: É o espaço onde uma 
sonda periodontal pode ser inserida 
para medir a profundidade do sulco 
gengival. Este sulco é clinicamente 
acessível durante o exame 
periodontal. 
● Em uma gengiva normal, o sulco 
gengival não ultrapassa 3 mm de 
profundidade, e a gengiva está em 
contato íntimo com a superfície do 
esmalte dentário. 
● Quando a profundidade do sulco 
gengival ultrapassa 3 mm, 
caracterizando uma bolsa 
periodontal, isso pode indicar a 
presença de doença periodontal, que 
resulta em uma profundidade 
patológica devido ao aumento do 
espaço entre a gengiva e o dente. 
 
Gengiva interdentária 
Preenche o espaço entre os dentes, 
protegendo contra acúmulo de placa 
bacteriana e contribuindo para a estabilidade 
da gengiva. 
Formato: 
● Nos dentes anteriores, apresenta 
forma piramidal. 
● Nos dentes posteriores, é mais 
achatada no sentido vestibulolingual. 
 
Vista frontal mostrando a forma das papilas 
interdentais nas regiões anterior (A) e 
pré-molar/molar (B). 
 
Col gengival: 
● Depressão entre as papilas vestibular 
e lingual. 
● Epitélio delgado e não queratinizado, 
tornando-se mais vulnerável à 
inflamação. 
● É maior nos molares e pré-molares. 
 
 A. As regiões de pré-molar/molar da dentição 
exibem uma superfície de contato proximal. B. 
Após a remoção do dente distal, pode-se 
observar um colo entre as papilas vestibular 
(PV) e lingual (PL). C. Histologicamente, o corte 
buco-oral da região col (setas) demonstra um 
fino revestimento não queratinizado entre as 
duas papilas. 
 
 
 
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Histologia do periodonto 
Tipos de epitélio: 
● Epitélio Oral: Voltado para a cavidade 
oral, composto por várias camadas 
celulares, é especializado em 
proteção contra agressões físicas e 
químicas. 
● Epitélio do Sulco: Voltado para o 
dente, mas sem aderir a ele (não há 
contato direto), o que o distingue do 
epitélio juncional. Não tem cristas 
epiteliais. 
● Epitélio Juncional: Localizado na 
interface entre a gengiva e o dente, 
promove o contato íntimo com a 
superfície dental, sendo essencialpara a integridade da união 
gengival-dente. 
 
 
A gengiva consiste em três epitélios: epitélio 
gengival oral, epitélio sulcular oral e epitélio 
juncional. B. Corte histológico com todos os 
epitélios e estruturas de tecido conjuntivo mole (TC) 
Epitélio gengiva oral 
● Pavimentoso, estratificado e 
queratinizado, recobre a gengiva livre, 
voltado para a cavidade oral. 
● Cristas Epiteliais: Presença de 
cristas epiteliais, que são projeções do 
epitélio para o tecido conjuntivo. No 
epitélio juncional, essas cristas não 
estão presentes, o que é uma 
diferença importante. 
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CE: cristas epiteliais, PTC: papilas tecido 
conjuntivo, EGO: epitélio gengiva oral, TC: tecido 
conjuntivo. 
 
Modelo de cera mostrando as projeções do tecido 
epitelial para o conjuntivo. EO = epitélio oral; ESO = 
epitélio sulcular oral. 
 
Modelo de cera ilustrando a superfície do epitélio 
gengival oral voltada para o tecido conjuntivo após 
a remoção deste último. 
 
● O epitélio oral que reveste a gengiva 
livre é escamoso, estratificado e 
queratinizado, o que significa que ele 
é composto por várias camadas de 
células. São essas camadas: 
○ Basal 
○ Espinhosa 
○ Granulosa 
○ Queratinizada 
Camada Basal: 
● Primeira camada, com células que se 
dividem para renovar o epitélio. 
● Células colunares ou cúbicas, com 
grande atividade de divisão celular. 
 
 
Camada Espinhosa: 
● Células arredondadas ou poliédricas, 
conectadas por desmossomos 
(parecem espinhos). 
● Células começam a se transformar em 
ceratinócitos (produtoras de 
queratina). 
Camada Granulosa: 
● Células achatadas, com grânulos de 
ceratohialina que ajudam a tornar a 
pele impermeável. 
● Função de proteger contra a perda de 
água. 
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Camada Queratinizada (ou Córnea) 
● Camada final, composta por células 
mortas, achatadas e sem núcleo. 
● As células podem ser ortoqueratina 
(sem núcleo) ou paraqueratina (com 
núcleo condensado). 
 
 
 As quatro camadas do epitélio gengival oral: (1) estrato 
basal, (2) estrato espinhoso, (3) estrato granuloso e (4) 
estrato córneo, como visto no epitélio ortoqueratinizado 
(A) e paraqueratinizado (B). As setas indicam a presença 
de núcleos celulares no caso de paraqueratinização. 
 
Células do epitélio oral: 
● Melanócitos: Produzem melanina, 
conferindo pigmentação à gengiva, 
variando em intensidade conforme a 
cor da pele do indivíduo. Esses 
melanócitos estão localizados 
principalmente na camada basal. 
● Células de Langerhans: Agem no 
sistema imunológico, fagocitando 
antígenos que entram no epitélio. 
Essas células são chamadas de 
“células claras” devido à aparência 
mais clara ao microscópio. (fig 1 da 
próxima pág) 
● Células de Merkel: Relacionadas 
com a sensação tátil, detectando 
estímulos de toque. 
● Células inflamatórias: Embora não 
sejam típicas, elas podem estar 
presentes em casos de inflamação ou 
outras condições patológicas. 
● Queratinócitos: São as células 
predominantes (cerca de 90%) no 
epitélio oral. Elas são responsáveis 
pela produção de queratina e têm uma 
função protetora. 
 
 
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 “Células claras” (setas) localizadas no estrato basal ou 
próximo ao estrato basal do epitélio gengival oral. 
 
Epitélio do sulco 
O epitélio do sulco reveste o sulco 
gengival, que é o espaço raso entre a 
gengiva e o esmalte dentário, antes da 
inserção do dente na gengiva. Esse epitélio 
tem características particulares que o 
distinguem do epitélio gengival oral e do 
epitélio juncional. 
Características Estruturais: 
● O epitélio do sulco é não 
queratinizado, o que significa que ele 
não possui a camada córnea de 
queratina, ao contrário da gengiva 
livre e do epitélio juncional. 
● Suas células são mais cuboidais na 
base, mas podem se tornar mais 
achatadas à medida que se 
aproximam da superfície. As células 
da camada superficial são mais 
cúbicas e contêm menos queratina. 
● A espessura do epitélio do sulco varia 
de 3 a 4 camadas de células, 
dependendo da localização e da 
saúde da gengiva. 
Função: 
● Sua principal função é formar a 
barreira protetora entre o dente e os 
tecidos gengivais, evitando que 
substâncias indesejadas, como 
microrganismos, penetrem mais 
profundamente no tecido gengival. 
Diferença do Epitélio Gengival Oral: 
O epitélio do sulco é mais fino e menos 
resistente do que o epitélio gengival oral, que 
é queratinizado e mais espesso. 
Embora o epitélio gengival oral seja projetado 
para resistir ao desgaste e à abrasão (como 
ocorre ao mastigar), o epitélio do sulco é mais 
especializado na proteção contra a invasão 
bacteriana e outros fatores externos. 
Resposta Imunológica: 
● O epitélio do sulco pode ser um local 
onde as células de defesa, como as 
células de Langerhans, estão 
presentes. Essas células fazem parte 
do sistema imunológico da gengiva e 
ajudam a detectar e responder a 
patógenos. 
● Em resumo, o epitélio do sulco tem 
a função crucial de proteger a 
gengiva ao redor do dente, mas, ao 
contrário de outras partes do 
epitélio gengival, ele não é 
queratinizado, o que o torna mais 
suscetível a danos, mas ideal para 
facilitar a renovação celular e a 
proteção contra a invasão de 
patógenos. 
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Corte histológico mostrando o epitélio 
juncional (EJ) no fundo do sulco gengival 
(SG). As setas indicam a interface entre o 
epitélio juncional e o epitélio sulcular oral 
(ESO). 
 
Epitélio juncional 
Aderido ao dente com fibras inseridas: 
● O epitélio juncional se fixa ao esmalte 
dentário através de 
hemidesmossomos e de uma lâmina 
basal, formando uma interface 
semelhante à membrana basal entre o 
epitélio e o tecido conjuntivo. 
● Essa fixação promove a inserção da 
gengiva no dente e cria uma barreira 
de proteção contra bactérias. 
 
Epitélio escamoso, estratificado e não 
queratinizado: 
● Diferente do epitélio gengival oral, o 
epitélio juncional não apresenta 
queratinização. 
● Suas células são achatadas e 
organizadas em camadas basais e 
suprabasais. 
 
Alto índice de renovação na camada basal 
por mitose: 
● As células do epitélio juncional 
apresentam intensa atividade mitótica 
na camada basal. 
● As novas células migram em direção 
ao sulco gengival e descamam, 
promovendo a renovação constante 
do epitélio. 
Disposição das células em uma camada 
basal e várias camadas suprabasais: 
● O epitélio juncional é mais largo na 
região coronal (cerca de 15 a 20 
camadas celulares) e afina em direção 
à junção cemento-esmalte (3 a 4 
camadas). 
● Diferente do epitélio gengival e 
sulcular, ele não possui cristas 
epiteliais na interface com o tecido 
conjuntivo, a menos que haja 
inflamação. 
 
Diferenças do epitélio juncional para 
epitélio oral e sucular: 
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● Ele é mais fino (delgado) do que o 
epitélio sucular e mais firmemente 
aderido.Por isso, permite maior 
passagem de anticorpos (que estão 
presentes ca camada de tecido 
conjuntivo) 
● Possui uma maior espessura de 
tecido conjuntivo. 
● O epitélio oral possui cristas e é 
queratinizado, diferente dos outros 
dois, que não possuem ceratina. 
 
A: Epitélio oral; B: epitélio sucular, C: epitélio 
juncional, D: dentina, E: esmalte. 
 
 
 
 
Tecido conjuntivo (lâmina própria): 
O tecido conjuntivo é o principal 
componente da gengiva, sendo 
responsável por sua sustentação e 
funções metabólicas. 
Constituintes da lâmina própria: 
● Fibras colágenas – Cerca de 60% 
do volume da lâmina própria, 
conferindo resistência e 
sustentação. 
● Fibroblastos – Cerca de 5% do 
volume, são as células 
predominantes e responsáveis 
pela síntese da matriz extracelular 
e das fibras. 
● Vasos sanguíneos e nervos – 
Aproximadamente 35% do 
volume, essenciais para nutrição 
e inervação. 
● Matriz extracelular – Composta 
por macromoléculas estruturaisque regulam a difusão de 
substâncias e a resistência 
tecidual. 
 
 
 
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Células da lâmina própria 
Fibroblastos 
● Células predominantes (cerca de 
65% da população celular total). 
● Produzem fibras colágenas, 
reticulares, oxitalânicas e 
elásticas. 
● Responsáveis pela síntese da 
matriz extracelular 
(proteoglicanas, glicoproteínas, 
glicosaminoglicanas). 
● Célula fusiforme ou estrelada, com 
núcleo oval e citoplasma rico em 
retículo endoplasmático rugoso, 
complexo de Golgi e 
mitocôndrias. 
 
Um fibroblasto (F) que reside em uma rede de 
fibrilas de tecido conjuntivo (CF). O espaço 
intermediário é preenchido com matriz 
extracelular não colagenosa (M), que constitui 
o “ambiente” para a célula. 
 
 
Fibroblastos 
 
Mastócitos 
● Produzem heparina e histamina, 
substâncias vasoativas que 
influenciam a permeabilidade 
vascular e podem desencadear 
reações alérgicas. 
● Contêm vesículas com 
substâncias biologicamente ativas 
(enzimas proteolíticas, histamina e 
heparina). 
● Apresentam receptores para 
imunoglobulina E (IgE), sendo 
importantes em reações 
imunológicas. 
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Macrófagos 
● Células de defesa derivadas de 
monócitos sanguíneos. 
● Atuam na fagocitose de 
microrganismos, corpos estranhos 
e tecido necrótico. 
● São numerosos no tecido 
inflamado e desempenham papel 
essencial na resposta imune. 
● Possuem citoplasma rico em 
lisossomos e fagossomos, além 
de um complexo de Golgi bem 
desenvolvido. 
 
Macrófago: seta laranja, fibroblasto: seta 
verde 
 
Células inflamatórias 
● Granulócitos neutrófilos 
(leucócitos polimorfonucleares) 
– Núcleo lobulado e lisossomos 
com enzimas digestivas. 
● Linfócitos – Responsáveis pela 
resposta imunológica adaptativa. 
● Plasmócitos – Produzem 
anticorpos e possuem retículo 
endoplasmático rugoso 
abundante. 
 
 
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Fibras da lâmina própria 
As fibras são sintetizadas pelos 
fibroblastos e formam a principal rede de 
sustentação da gengiva. Podem ser 
classificadas em: 
Fibras colágenas 
● São as mais abundantes e formam 
feixes resistentes, essenciais para 
a firmeza da gengiva e do 
periodonto. 
Essas linhas coradas são os feixes de fibras 
colágenas 
 
Fibras reticulares 
● Estão localizadas na região de 
transição entre o epitélio (a 
camada mais externa da gengiva) 
e o tecido conjuntivo (a camada 
mais interna, que dá suporte). 
● Além disso, essas fibras também 
envolvem os vasos sanguíneos, 
ajudando a manter a organização 
estrutural do tecido e a conexão 
entre essas diferentes partes da 
gengiva. 
 
Micrografia de luz mostrando fibras de reticulina 
adjacentes à membrana basal entre o epitélio e o 
tecido conjuntivo mole. A coloração argirofílica 
produz uma coloração preta das fibras de reticulina 
(setas). 
 
Fibras oxitalânicas 
● São raras na gengiva, mas 
frequentes no ligamento 
periodontal, onde estão 
associadas aos vasos sanguíneos 
e podem ter função na percepção 
de forças mecânicas 
(mecanotransdução.) 
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Fotomicrografia demonstrando fibras 
oxitalânicas (setas) no ligamento 
periodontal (LP). Observe que as fibras 
oxitalânicas se inserem no cemento (C) e 
estão associadas aos vasos sanguíneos 
(VS). OA = osso alveolar propriamente 
dito. 
 
Fibras elásticas 
● Presentes na gengiva apenas 
junto aos vasos sanguíneos, 
sendo mais comuns na mucosa 
alveolar. 
 
 
Matriz extracelular da lâmina 
própria 
● Sintetizada por fibroblastos 
(principalmente), alguns componentes 
por mastócitos e outros derivados do 
próprio sangue. 
● Essencial para a sustentação e função 
metabólica do tecido. 
● Serve como meio de transporte para 
água, eletrólitos, nutrientes e 
metabólitos. 
● Responsável pela hidratação, 
elasticidade e resistência da gengiva. 
Principais componentes da matriz 
extracelular: 
Proteoglicanas 
● Contêm glicosaminoglicanas 
(GAGs), como sulfato de condroitina e 
ácido hialurônico. 
● Atuam na regulação da migração 
celular e da homeostase tecidual. 
● Responsáveis pela manutenção da 
pressão osmótica e consistência do 
tecido. 
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Glicoproteínas (ex.: fibronectina, 
osteonectina) 
● São proteínas estruturais com cadeias 
de carboidratos. 
● Possuem papel na adesão celular e 
na organização da matriz. 
● A função normal do tecido conjuntivo 
depende das proteoglicanas e 
glicosaminoglicanas. 
Outros componentes: 
● Lipídios 
● Macromoléculas 
● Água 
Espaço biológico 
O espaço biológico é a primeira linha de defesa 
dos elementos dentários. Basicamente, é uma 
“margem” entre a margem gengival e a crista 
óssea alveolar. 
Ele é composto por: 
● Epitélio juncional 
● Inserção conjuntiva 
 
● A sondagem periodontal é feita no 
sulco gengival + epitélio juncional, 
a inserção conjuntiva não participa. 
● O sulco histológico é o sulco gengival, 
e o sulco clínico é o sulco 
gengival/histológico + epitélio 
juncional. 
Restaurações insatisfatórias ou próteses e 
coroas mal adaptadas, podem invadir o 
espaço biológico, gerando uma inflamação e 
em casos mais graves perda óssea. 
 
Ligamento periodontal 
Tecido conjuntivo frouxo, altamente 
vascularizado e celular, que conecta o 
cemento radicular ao osso alveolar. 
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Tem função essencial na absorção de forças 
mastigatórias, na mobilidade dentária e na 
homeostase periodontal. 
Ele é um tecido conjuntivo especializado, 
que contém: 
1. Fibras – principalmente colágenas 
(como as fibras oblíquas, horizontais, 
apicais, entre outras) e oxitalânicas, 
que dão suporte e sustentação ao 
dente. 
2. Células – como fibroblastos, 
cementoblastos, osteoblastos e restos 
epiteliais de Malassez, que participam 
da manutenção, renovação e 
remodelação dos tecidos. 
3. Vasos sanguíneos – que garantem a 
nutrição e oxigenação do ligamento. 
4. Fibras nervosas – responsáveis pela 
propriocepção, permitindo que o dente 
responda a forças mastigatórias. 
 
Fibras do Ligamento Periodontal 
Fibras colágenas (principais feixes de 
sustentação): 
● Fibras da crista alveolar – ligam a 
crista óssea à raiz, prevenindo 
extrusão dentária. 
● Fibras horizontais – estabilizam o 
dente lateralmente. 
● Fibras oblíquas – principais 
absorvedoras de carga oclusal, 
suspensas diagonalmente entre 
cemento e osso. 
● Fibras apicais – ancoram a raiz ao 
osso na região apical. 
● Fibras interradiculares – estabilizam 
dentes multirradiculares, ligando as 
raízes ao septo ósseo. 
 
 
Fibras oxitalânicas 
● Presentes em menor quantidade, 
próximas aos vasos sanguíneos. 
Possível papel na mecanotransdução. 
● Essas fibras desempenham um papel 
crucial, especialmente em tecidos 
submetidos a estresse constante, 
ajudando a manter a integridade e 
funcionalidade do tecido.São fibras 
“elásticas”. 
● Por não conter elastina, as fibras 
oxitalânicas não são elásticas no 
sentido tradicional, mas contribuem 
para a flexibilidade e resistência de 
tecidos específicos. Elas geralmente 
estão localizadas próximas a vasos 
sanguíneos e acredita-se que ajudem 
a regular o fluxo vascular em resposta 
a forças mecânicas. 
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Células do Ligamento Periodontal 
● Fibroblastos – responsáveis pela 
renovação das fibras colágenas. 
● Cementoblastos – sintetizam 
cemento radicular. 
● Osteoblastos – responsáveis pela 
remodelação óssea. 
● Restos Epiteliais de Malassez – 
remanescentes da bainha epitelial de 
Hertwig, podem estar relacionados a 
processos patológicos. 
 
Cemento radicular 
● O cemento radicular é um tecido 
mineralizado especializado que 
reveste as superfícies radiculares dos 
dentes. 
● Ao contrário do tecido ósseo, ele não 
contém vasos sanguíneos ou 
linfáticos, não possui inervação e não 
sofre remodelação nem reabsorção 
fisiológicas, embora sua formação 
seja contínuaao longo da vida. 
● Ele é composto principalmente por 
hidroxiapatita, com cerca de 65% do 
seu peso mineralizado, sendo um 
pouco mais do que o osso (60%). 
● Além de ser mineralizado, o cemento 
possui fibras colágenas embutidas 
em uma matriz orgânica, que são 
essenciais para a ligação entre o 
dente e o ligamento periodontal. 
Existem diferentes tipos de cemento, com 
funções específicas. A seguir estão os 
principais tipos de cimento encontrados nas 
raízes dentárias: 
 
Tipos de Cemento: 
Cemento Acelular Afibrilar (CAA): 
● Encontrado principalmente na porção 
cervical do esmalte, na região da 
junção dentinocemental da JCE 
● Não contém células nem fibras 
colágenas. 
● Forma-se quando o epitélio reduzido 
do esmalte entra em contato com o 
tecido conjuntivo, formando camadas 
que indicam períodos de deposição e 
descanso. 
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Micrografias ópticas (A) e eletrônicas de transmissão (B) 
ilustrando a morfologia do cemento acelular afibrilar 
(CAA), que predomina na região da junção 
cemento-esmalte. O material moderadamente denso em 
elétrons no espaço do esmalte (EE) adjacente ao CAA 
representa a matriz residual do esmalte. CAFE = cimento 
acelular de fibras extrínsecas; D = dentina. 
 
Cemento Acelular de Fibras Extrínsecas 
(CAFE): 
● Encontrado nas porções coronal e 
média da raiz. 
● Contém principalmente feixes de 
fibras de Sharpey, que conectam o 
dente ao osso alveolar. 
● Também é chamado de “cemento de 
fixação”, pois é responsável pela 
estabilidade do dente. 
● Sua formação começa quando a 
bainha da raiz epitelial de Hertwig se 
fragmenta, permitindo que os 
cementoblastos sintam e depositem 
fibras colágenas na superfície dental. 
Estas fotomicrografias ilustram os estágios de 
desenvolvimento do cemento acelular de fibras 
extrínsecas (CAFE). A. Pequenos fragmentos 
de fibras colágenas (seta), as futuras fibras de 
Sharpey, projetam-se da superfície da dentina 
(D) para dentro do ligamento periodontal (LP) 
antes que uma camada de cemento seja 
discernível. B. Posteriormente, as bases das 
fibras colágenas curtas (seta) estão inseridas 
no cemento mineralizado. C. Mesmo mais 
tarde, a maioria das fibras de colágeno agora 
são alongadas (setas) e continuam no espaço 
do ligamento periodontal. 
 
Cemento Celular Estratificado Misto 
(CCEM): 
● Localiza-se no terço apical das raízes 
e nas áreas de ramificação. 
● Contém tanto fibras extrínsecas 
quanto intrínsecas, e possui 
cementócitos, células que se inserem 
no cimento. 
● Este tipo é denominado “cemento 
reativo” devido à sua habilidade de 
reagir rapidamente a tensões 
mecânicas. 
 
Cemento Celular de Fibras Intrínsecas 
(CCFI): 
● Predomina em áreas de reabsorção 
radicular e é composto por fibras 
colágenas intrínsecas. 
● Contém cementócitos nas lacunas do 
cimento e é denominado “cemento 
reparador” devido à sua função no 
processo de reparo após reabsorção. 
 
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Seções de solo vistas sob luz polarizada ilustrando (A) 
cemento estratificado misto celular (CEMC) e (B) cemento 
celular de fibras intrínsecas (CCFI). As células pretas são 
cementócitos que residem em lacunas no CCFI. A seta 
aponta para processos citoplasmáticos. 
 
Função das Fibras e Células no 
Cemento: 
● Fibras de Sharpey são continuadas 
do ligamento periodontal e inseridas 
tanto no cemento quanto no osso 
alveolar, sendo essenciais para a 
estabilização do dente. Elas se 
projetam desde a dentina até o 
espaço do ligamento periodontal. 
● Cementócitos são células que 
residem nas lacunas do cemento e 
mantêm a vitalidade do tecido 
mineralizado, permitindo o transporte 
de nutrientes e escórias metabólicas. 
● Cementoblastos são as células 
responsáveis pela produção do 
cemento e estão localizados na 
superfície do cemento, produzindo a 
matriz não mineralizada, chamada de 
cementoide. 
O CAFE continua a se formar ao longo da 
vida, embora com um crescimento muito lento. 
Esse tipo de cemento está mais mineralizado 
que o CCEM e o CCFI, e as fibras de Sharpey 
que atravessam o CAFE ligam diretamente a 
dentina ao ligamento periodontal. 
Considerações Histológicas: 
● Sob microscopia eletrônica de 
varredura, é possível observar como 
as fibras de Sharpey atravessam o 
cemento mineralizado, conectando-se 
à dentina e se estendendo ao 
ligamento periodontal. 
● Fibras oxitalânicas, encontradas 
especialmente no ligamento 
periodontal, também têm um papel 
importante na mecanotransdução 
entre a raiz do dente e o ligamento 
periodontal, mediando as forças 
aplicadas sobre o dente. 
Osso do processo alveolar 
Osso Alveolar: 
● Função: Juntamente com o cimento e 
o ligamento periodontal, o osso 
alveolar faz parte do aparelho de 
inserção do dente, ou seja, mantém o 
dente fixado ao osso da mandíbula ou 
maxila. 
● Localização: O osso alveolar é a 
parte do osso que recobre o alvéolo 
dentário. 
● Remodelação: Passa por um 
processo de constante remodelação 
ao longo da vida, especialmente em 
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resposta à oclusão e movimentação 
dos dentes. A reabsorção 
pós-exodontia (extração) é um 
processo comum, podendo levar a 
uma perda óssea considerável no 
alvéolo. 
● Composição: O osso alveolar 
propriamente dito possui trabeculado 
e está intimamente ligado ao 
ligamento periodontal. As fibras de 
Sharpey (colágenas) inserem-se 
nesse osso, estabilizando a relação 
entre o dente e a estrutura óssea. 
 
 
Processo Alveolar: 
● Desenvolvimento: Começa a se 
formar durante a vida intrauterina e 
continua seu desenvolvimento 
conforme o dente se forma. Assim, o 
osso alveolar acompanha o 
desenvolvimento dentário. 
● Reabsorção: Após a extração do 
dente, o processo alveolar sofre 
reabsorção, o que pode levar à perda 
óssea na região onde o dente estava 
localizado. 
● Espessura: A espessura do osso 
alveolar varia conforme a região. É 
mais espesso na distal de molares e 
pré-molares devido à maior carga de 
forças aplicadas nessas áreas durante 
a mastigação. 
 
 Cortes transversais através do processo alveolar 
mandibular em níveis correspondentes aos terços coronal 
(A) e apical (B) das raízes. As setas indicam o osso do 
processo alveolar. L = lingual; V = vestibular. 
 
 
Osso Alveolar Propriamente 
Dito: 
● Localização: Fica na parede interna 
do alvéolo, que é a área diretamente 
ao redor das raízes dos dentes. 
● Reabsorção: Após a extração do 
dente, o osso alveolar propriamente 
dito é o que sofre a maior reabsorção, 
pois ele está diretamente relacionado 
ao dente perdido. 
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● Estrutura: É composto por um osso 
lamelar ou trabecular e é responsável 
por suportar as forças geradas pelo 
ligamento periodontal. 
 
Corte transversal através do processo alveolar da maxila 
no nível médio da raiz dos dentes. As setas indicam as 
paredes dos alvéolos, o osso alveolar propriamente dito. 
 
Seções verticais através de várias regiões da dentição 
mandibular. A parede óssea nas faces vestibular (V) e 
lingual (L) dos dentes varia consideravelmente em 
espessura. As setas indicam um processo ósseo 
semelhante a uma prateleira na face vestibular dos 
segundos e terceiros molares. 
Osso Basal: 
● Função: Está localizado mais 
apicalmente, fora da região de 
inserção dentária, e tem a função de 
fornecer sustentação e distribuição de 
forças, sem estar diretamente 
relacionado com o dente. 
● Espessura: Sua espessura varia 
conforme a região, mas é mais 
espesso em áreas que necessitam de 
maior suporte estrutural. 
● Renovação: O osso basal também 
sofre remodelação constante, embora 
de maneira mais lenta e com menos 
variação comparado ao osso alveolar. 
Suprimento Sanguíneo do 
Periodonto e Gengiva 
Artéria Dentária Alveolar Superior e 
Inferior: 
● Artéria Dentária: É um ramo da 
artéria dentária alveolar superior ou 
inferior. Ela emitea artéria 
intra-septal antes de penetrar no 
alvéolo. 
● Artéria Intra-septal: A artéria 
intra-septal emite ramos terminais 
(ramos perfurantes) que penetram no 
osso alveolar pelos canais, irrigando o 
osso alveolar propriamente dito. 
● Esses ramos anastomosam-se no 
espaço do ligamento periodontal, 
conectando-se com vasos da porção 
apical do ligamento periodontal e 
outros ramos terminais da artéria 
intra-septal. 
● Porção Apical: Antes de penetrar no 
canal radicular, a artéria dentária 
fornece ramos para a porção apical do 
ligamento periodontal. 
Gengiva: 
● A gengiva recebe suprimento 
sanguíneo principalmente dos vasos 
sanguíneos supraperiosteais. Estes 
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são ramos de várias artérias, 
incluindo: 
○ Artéria sublingual 
○ Artéria mentoniana 
○ Artéria bucal 
○ Artéria facial 
○ Artéria palatina maior 
○ Artéria infra-orbitária 
○ Artéria dentária superior 
posterior 
 
Inervação do Periodonto 
1. Nervo Trigêmeo: 
○ As ramificações nervosas que 
suprem o periodonto são 
todas derivadas do nervo 
trigêmeo e seguem o curso 
dos vasos sanguíneos. 
○ O periodonto contém 
mecanoreceptores que 
registram sensações como 
dor, toque, pressão e 
temperatura. Além disso, 
possui proprioceptores, 
responsáveis por fornecer 
informações sobre os 
movimentos e a posição do 
dente, essenciais para a 
regulação das forças 
mastigatórias. 
2. Inervação do Ligamento 
Periodontal: 
○ Mandíbula: Os ligamentos 
periodontais da mandíbula 
são inervados pelo nervo 
alveolar inferior. 
○ Maxila: Os ligamentos 
periodontais da maxila 
recebem inervação pelas 
ramificações dos nervos 
superiores anterior, médio e 
posterior. 
3. Inervação da Gengiva: 
○ Maxila: A gengiva maxilar é 
inervada pelos nervos: 
■ Nervo infra-orbital 
(incisivos, caninos e 
pré-molares 
vestibulares) 
■ Nervo superior 
anterior, médio e 
posterior (molares 
vestibulares) 
■ Nervo palatino maior 
e nasopalatino 
○ Mandíbula: A gengiva 
mandibular vestibular é 
inervada pelos nervos: 
■ Nervo mentoniano 
(incisivos e caninos) 
■ Nervo bucal (molares) 
○ A área de inervação dos 
nervos mentoniano e bucal 
frequentemente se sobrepõe 
na região dos pré-molares. 
○ Gengiva Lingual Inferior: A 
gengiva lingual inferior é 
inervada pelo nervo palatino 
maior, e a área dos incisivos 
é inervada pelo nervo 
pterigopalatino. 
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	Constituintes da lâmina própria: 
	Células da lâmina própria 
	Fibras da lâmina própria 
	Matriz extracelular da lâmina própria 
	Principais componentes da matriz extracelular: 
	Fibras do Ligamento Periodontal 
	Células do Ligamento Periodontal 
	Função das Fibras e Células no Cemento: 
	Considerações Histológicas: 
	Osso Alveolar: 
	Processo Alveolar: 
	Osso Alveolar Propriamente Dito: 
	Osso Basal: 
	Suprimento Sanguíneo do Periodonto e Gengiva 
	Inervação do Periodonto