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Prof. D.Sc. Roberto Chust Carvalho Prof. Max Filipe Pontes Determinação dos Esforços de Dimensionamento Dimensionamento das Armaduras Considerações de outros efeitos para a determinação da armadura longitudinal das vigas de pontes • Além das cargas permanentes, de sobrecarga permanente e acidental é preciso considerar outras particularidades para determinar a quantidade de armadura longitudinal de flexão em vigas de pontes; • Uma das diferenças do cálculo de edificações usuais e de pontes está no uso dos coeficientes de ponderação de majoração de ações que podem não ser os mesmos; • Outra consideração a ser feita na determinação de solicitações é que há o efeito dinâmico das cargas acidentais que é de uma maneira geral considerada através do coeficiente de impacto vertical; • Finalmente pela característica de repetividade de ações (acidentais) há a possibilidade de ocorrência de fadiga do material. Coeficiente de impacto vertical • Como a ação da carga acidental é dinâmica percebe-se na prática que a estrutura sofre uma solicitação superior ao valor apenas da carga dos veículos; • Uma maneira de considerar este efeito dinâmico é medir experimentalmente os deslocamentos de diversos pontos da ponte submetidas a uma ação acidental estática e outra móvel; • Em princípio o coeficiente de impacto vertical mediria a razão entre estes dois valores (o deslocamento dinâmico e o estático); • Porém a medição pura e simples destes valores não é suficiente para se chegar a um valor aplicável a qualquer tipo de ponte pois afetam este valor: as ondulações do pavimento, a velocidade e a forma dinâmica que o veículo se movimenta, além da características vibratórias da própria estrutura; • Na norma Brasileira este coeficiente é definido para pontes rodoviárias com um valor empírico que deve majorar as cargas acidentais, dado por: Coeficiente de ponderação das ações • ANBR8681:2003 em seu item 5.1.4.1, explicita para diversos casos de pontes valores um pouco diferentes dos que são utilizados para edificações usuais em que a carga acidental normalmente não chega a valores de 5,0 kN/m²; • Estes valores estão mostrados nas tabelas seguintes. Tabe la 2 - Coeficientes f pa ra as ações permanentes dire tas agrupadas Coeficiente de ponderação das ações Tabela 5 - Coeficientes ϒf para as ações variáve is consideradas conjuntamente1 Consideração do efeito de fadiga • Grande parte dos materiais estruturais podem sofrer ruptura sob ações repetitivas com intensidade inferior aos valores obtidos em ensaios estáticos; • A esse fenômeno se dá o nome de fadiga; • De uma maneira geral considera-se apenas a fadiga do aço; • Pode-se dizer que a fadiga é função do número de repetição das ações assim como a variação na intensidade desta; • Considera-se que para pontes rodoviárias o número de ciclo de 2x104 a 2x106 (número mínimo de repetições que produzem fadiga) que ocorre na vida útil da mesma; • Segundo a NBR6118:2014 a fadiga é um fenômeno associado a ações dinâmicas repetidas, que pode ser entendido como um processo de modificações progressivas e permanentes da estrutura interna de um material submetido a oscilação de tensões decorrentes dessas ações; • Embora o fenômeno da fadiga seja controlado pela acumulação do efeito deletério de solicitações a verificação da fadiga pode ser feita considerando um único nível de solicitação. Consideração do efeito de fadiga • Combinações a considerar: Consideração do efeito de fadiga MPa 41 mm 10 190 185 180 150 T, com: 105 1 95 90 85 T1 Tabela Consideração do efeito de fadiga Consideração do efeito de fadiga • Para o cálculo da tensão na armadura usa-se uma simplificação empregada em CARVALHO e FIGUEIREIDO FILHO (1974) considerando a variação Linear entre As Tensões e os esforços: 𝜎 𝑓 1,4 . 𝑔 𝑔 0,4. 𝑞 𝑔1 𝑔2 𝑞 𝑓 1,4.1,15 . 𝑔 𝑔 𝜓1. 𝑞 𝑔1 𝑔2 𝑞 Δ𝜎 𝜎 á 𝜎 ∆𝑓 , 𝐶𝑎𝑠𝑜 𝑐𝑜𝑛𝑡𝑟𝑎𝑟𝑖𝑜: 𝐴 Δ𝜎 ∆𝑓 , . 𝐴 Consideração do efeito de fadiga • Para o cálculo da tensão na armadura usa-se uma simplificação empregada em CARVALHO e FIGUEIREIDO FILHO (1974) considerando a variação Linear entre As Tensões e os esforços: 𝜎 𝑓 1,4 . 𝑔 𝑔 0,4. 𝑞 𝑔1 𝑔2 𝑞 𝑓 1,4.1,15 . 𝑔 𝑔 𝜓1. 𝑞 𝑔1 𝑔2 𝑞 Δ𝜎 𝜎 á 𝜎 ∆𝑓 , 𝐶𝑎𝑠𝑜 𝑐𝑜𝑛𝑡𝑟𝑎𝑟𝑖𝑜: 𝐴 Δ𝜎 ∆𝑓 , . 𝐴 Fadiga em estruturas de concreto Combinações de ações a considerar (NBR6118:2014): Para a verificação de fadiga deve ser adotado o valor do fator de redução 1, conforme o tipo de obra e de peça estrutural: – Para pontes rodoviárias: 1 = 0,5 para verificação de vigas; 1 = 0,7 para verificação de transversinas; 1 = 0,8 para verificação das lajes do tabuleiro; – Para pontes ferroviárias: 1 = 1,0; – Para vigas de rolamento de pontes rolantes: 1 = 1,0. Fadiga em estruturas de concreto Modelo de cálculo (NBR6118:2014): Para a verificação da fadiga, os esforços solicitantes e a verificação das tensões podem ser calculados no estádio, onde é desprezada a resistência à tração do concreto. O cálculo das tensões decorrentes da força cortante em vigas deve ser feito com redução da contribuição do concreto como segue: Modelo I: o valor de Vc deve ser multiplicado pelo fator redutor 0,5; Modelo II: a inclinação das diagonais de compressão, , deve ser corrigida pela equação: Devendo‐se adotar: f =1,0; c = 1,4; s = 1,0. Exemplo numérico de dimensionamento