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1A P L I C A Ç Ã O P R Á T I C A D A A D M I N I S T R A Ç Ã O F A R M A C Ê U T I C A
aplicação
Prática
da Administração
Farmacêutica
2A P L I C A Ç Ã O P R Á T I C A D A A D M I N I S T R A Ç Ã O F A R M A C Ê U T I C A
Instituto BULLA
(62) 3932 4140
3A P L I C A Ç Ã O P R Á T I C A D A A D M I N I S T R A Ç Ã O F A R M A C Ê U T I C A
aplicação
Prática
da Administração
Farmacêutica
METODOLOGIAS ADMINISTRATIVAS PARA APERFEIÇOAR A GESTÃO DE FARMÁCIAS E DROGARIAS
Professores: Rodrigo Magalhães
Cadri Awad
abril, 2014
4A P L I C A Ç Ã O P R Á T I C A D A A D M I N I S T R A Ç Ã O F A R M A C Ê U T I C A
sumário
5 
7
10
55
57
PROGRAMA DA DISCIPLINA
INTRODUÇÃO
ASPECTOS PRÁTICOS DA ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA NA FARMÁCIA OU DROGARIA
FACILITAÇÃO DA ADMINISTRAÇÃO FARMACÊUTICA: A INFORMÁTICA NA FARMÁCIA
CONCLUSÃO
5A P L I C A Ç Ã O P R Á T I C A D A A D M I N I S T R A Ç Ã O F A R M A C Ê U T I C A
APLICAÇÃO PRÁTICA DA ADMINISTRAÇÃO 
FARMACÊUTICA EM FARMÁCIAS E DROGARIAS
Ementa
• Propostas de Metodologias e Protocolos administrativos para a gestão de 
Farmácias e Drogarias.
• Cuidados necessários para a abertura ou aquisição de Farmácias ou 
Drogarias.
• Estudo das Margens de Lucro e dos custos dos Medicamentos. Simulações 
de vendas e lucros obtidos.
Objetivo Geral
• Demonstrar formas e métodos para administrar Farmácias e Drogarias. 
• Demonstrar a Farmácia como um negócio deverá ser conduzido, 
utilizando técnicas administrativas para alcançar o sucesso na profissão 
Farmacêutica.
Objetivos específicos 
• Administração dos Principais Setores da Farmácia ou Drogaria (Financeiro, 
Crediário, Estoque, Compras, Caixas, Vendas, Contabilidade).
• Conhecimento das Margens de Lucro que são proporcionadas por 
medicamentos e produtos em Farmácia. 
• Definições das principais despesas e obrigações tributárias e fiscais que 
incidem na Farmácia ou Drogaria.
Conteúdo Programático
• Demonstrar a distribuição dos valores originados pelas vendas da 
Farmácia.
• Composição de Margens de Lucro da Farmácia; Demonstração de Lucros e 
Perdas (DLP); Fluxo de Caixa (FC); Demarcação das Despesas mais comuns 
em Farmácia.
• Simulações com modelos propostos, de Farmácias com diversos 
patamares de vendas e margens de lucro.
• Formas de realizar Controles de Vendas a Crediário; Controle de Compras; 
Controle de Caixa; Controle sobre as Vendas. Os Indicadores Operacionais.
Critério de Avaliação
Estabelecida pela Instituição de Ensino e conforme o perfil da aula ministrada.
Bibliografia Utilizada
• PARENTE, Juracy. Varejo no Brasil: Gestão e Estratégia. 1(a) ed. Atlas, 2000. 
• ANGELO, Claudio FelWisoni, SILVEIRA, Jose Augusto e FÁVERO, Luiz Paulo. 
Finanças no Varejo: Gestão Operacional. São Paulo, 3(a). ed. Saint Paul 
Editora, 2006. 
• MARTINS, Eliseu. Contabilidade de Custos. São Paulo, 9(a). ed. Atlas, 2003.
• PADOVEZE, Clóvis Luis. Introdução á Administração Financeira. São Paulo, 
Thomson, 2005. 
• CHRISTOVÃO, Daniela e WATANABE, Marta. Guia Valor Econômico de 
Tributos. São Paulo, Ed. Globo, 2002. 
• DRUCKER, Peter Ferdinand. Prática da Administração de Empresas. 13(a) 
ed. Thompson, 2003. 
• FALCONI, Vicente. O Verdadeiro Poder. 1(a) ed. INDG, 2009. 
• Revista ABCFARMA - 56(ª) ed.ABCFARMA, 2009.
• Sites Pesquisados: 
www.sebraego.com.br
www.sefaz.go.gov.br
www.abcfarma.ogr.br
www.anvisa.gov.br
www.sebraesp.com.br
www.abcfarma.org.br
1. PROGRAMA DA DISCIPLINA
6A P L I C A Ç Ã O P R Á T I C A D A A D M I N I S T R A Ç Ã O F A R M A C Ê U T I C A
DR. RODRIGO MAGALHÃES
email: rodrigo@institutobulla.com.br
FORMAÇÃO ACADÊMICA
• Farmacêutico Bioquímico formado pela Universidade Federal de Goiás.
• MBA em Gestão Avançada de Varejo Farmacêutico pela Gama Filho - RJ.
• Pós-graduação em Administração de Empresas. 
• Docência de Nível Superior. 
• Especialista em Manipulação Magistral Alopática e Homeopatia. 
• Mestrando em Executivo de Administração de Empresas.
EXPERIÊNCIA PROFISSIONAL
• Atual diretor do Instituto BULLA (mpresa especializada em Varejo 
Farmacêutico que presta serviços de consultoria, capacitação e soluções 
voltadas para o mercado. 
• Atual diretor e proprietário das Farmácias Cristo Redentor e Santa Fórmula 
na cidade de Santa Helena de Goiás. 
• Integrante da Comissão Técnica em Farmácia Comunitária do Conselho 
Federal de Farmácia (CFF). 
• Foi consultor técnico do SEBRAE-Go por vários anos. 
• Ex-Diretor e fundador da Rede Econômica de Farmácias do Sudoeste 
Goiano. 
• Vasta experiência prática e teórica em Administração Farmacêutica e 
Tributação Contábil para Farmácias e Drogarias. 
DR. CADRI AWAD
email: cadri@institutobulla.com.br
FORMAÇÃO ACADÊMICA
• Farmacêutico com Habilitação em Farmácia Industrial pela Faculdade de 
Farmácia da Universidade Federal de Goiás.
• MBA em Gestão Avançada de Varejo Farmacêutico pela Gama Filho - RJ
• MBA Executivo em Liderança e Gestão Empresarial pelo IPOG (em 
andamento).
EXPERIÊNCIA PROFISSIONAL
• Atual Diretor do Instituto BULLA – Empresa especializada em Varejo 
Farmacêutico que presta serviços de consultoria, capacitação e soluções 
voltadas para o mercado.
• Pharma & Cia – 15 anos, onde ocupei a Diretoria Comercial da empresa. 
• Integrante da Grupo de Trabalho sobre Farmácia do Conselho Federal de 
Farmácia.
• Consultor de empresas e Palestrante para o Mercado Farmacêutico 
• Professor das Faculdades Oswaldo Cruz nas disciplinas de Gestão de 
Farmácias e Drogarias e Marketing Aplicado ao Mercado Farmacêutico.
• Coordenador da Pós-graduação em Assuntos Regulatórios com Ênfase 
em Registro de Produtos - Incursos.
• Conselheiro do Conselho Regional de Farmácia de Goiás.
• Empresário, palestrante e consultor de varejo farmacêutico. Nos últimos 
anos ministrou cursos, palestras e consultorias em todos os Estados da 
Federação.
1. PROGRAMA DA DISCIPLINA
Curriculum dos Professores
7A P L I C A Ç Ã O P R Á T I C A D A A D M I N I S T R A Ç Ã O F A R M A C Ê U T I C A
USOS DA ADMINISTRAÇÃO FARMACÊUTICA
Desde a Revolução Industrial do século 18 e 19 sabe-se que Administrar bem 
é a fórmula principal do sucesso de qualquer empreendimento. Na atividade 
Farmacêutica não é diferente. Saber ou não administrar tecnicamente uma 
Farmácia pode significar o sucesso ou o fracasso.
A Administração Farmacêutica utiliza as técnicas da Administração de 
Empresas para aperfeiçoar a gestão da Farmácia e torná-la mais eficiente e 
arrojada. 
A Administração Farmacêutica define regras, procedimentos e métodos para 
cada setor da Farmácia, dentre eles, o financeiro, de estoques, de crediário, de 
vendas, de caixas, etc. A Farmácia torna-se mais viável financeiramente para o 
Farmacêutico/Farmacista e de melhor qualidade na prestação de serviço para a 
comunidade na medida em que utiliza técnicas adequadas da Administração.
Legislação: Definição de farmácia e drogaria
A item X do art. 4º da Lei nº 5.991 de 1973 define farmácia – como 
“estabelecimento de manipulação de fórmulas magistrais e oficinais, de 
comércio de drogas, medicamentos, insumos farmacêuticos e correlatos, 
compreendendo o de dispensação e o de atendimento privativo de unidade 
hospitalar ou de qualquer outra equivalente de assistência médica”, e 
define ainda no item XI do art. 4º da Lei nº 5.991 de 1973 a drogaria como 
“estabelecimento de dispensação e comércio de drogas, medicamentos, 
insumos farmacêuticos e correlatos em suas embalagens originais.
O item XVI do art. 4º da Lei nº 5.991 de 1973, define distribuidor, representante, 
importador e exportador como “empresa que exerça direta ou indiretamente 
o comércio Fabricante Atacadista Varejista Consumidor atacadista de drogas, 
medicamentos em suas embalagens originais, insumos farmacêuticos e de 
correlatos.
O item XIIe XIII do art 4º da Lei nº 5.991 de 1973, define ervarnaria como 
“estabelecimento que realize dispensação de plantas medicinais” e postos 
de medicamentos e unidades volantes como “estabelecimento destinado 
exclusivamente à venda de medicamentos industrializados em suas 
embalagens originais e constantes de relação elaborada pelo órgão sanitário 
federal, publicada na imprensa oficial, para atendimento a localidades 
desprovidas de farmácia ou drogaria.
O que é Administrar?
A Administração consiste em gerência, controle e direção de empresas públicas 
ou privadas, tendo como objetivo maior a produtividade e a lucratividade. 
Para se chegar a isto, o administrador avalia os objetivos organizacionais e 
desenvolve as estratégias necessárias para alcançá-los.1
Quem administra, estuda com antecedência como vai enfrentar os problemas 
e cria metodologias para cada setor envolvido.
Administrar uma 
empresa é o oposto de 
“tocar uma empresa”...
Quando se “toca uma empresa”, o empresário tem que contar com a sorte e os 
acertos aleatórios. Não existem protocolos de procedimentos e nem políticas 
adotadas acerca dos problemas. A sorte irá definir o sucesso. 
1 Fonte: Site do Conselho Regional da Administração (CRA-Go) 
2. INTRODUÇÃO
8A P L I C A Ç Ã O P R Á T I C A D A A D M I N I S T R A Ç Ã O F A R M A C Ê U T I C A
2. INTRODUÇÃO
Conceitos de Administração e Gestão
SIGNIFICADO DA PALAVRA “ADMINISTRADOR” 
Pessoa que administra dirige, governa, coordena, estabelece metodologias e 
diretrizes.1
SIGNIFICADO DA PALAVRA “GESTOR”
Aquele que gere ou administra bens próprios ou alheios. Gerente, feitor. 
Administrador. 2
O Farmacêutico e Farmacista também é Administrador
Administrar bem a Farmácia, é que irá definir o sucesso profissional do 
Farmacêutico/Farmacista que trabalha na Farmácia Comunitária. Para “extrair” 
sua remuneração, o Farmacêutico/Farmacista necessita ser “gestor” da Farmácia. 
Conseguir transformar o “conhecimento em saúde” em “remuneração digna e 
ética” é o desafio.
Significado da Administração Farmacêutica
É a Administração Empresarial voltada para a Farmácia e o Farmacêutico. 
Utiliza-se dos recursos e métodos utilizados para a Gestão Empresarial, em 
favor da Farmácia.
Os princípios da Administração Empresarial foram incorporados na 
Administração Farmacêutica, que contém especificidades para o segmento de 
Farmácia.
Aplicações de Técnicas Administrativas, permite melhorar a Gestão da 
Farmácia, e tornar o empreendimento mais lucrativo e de grande sucesso 
profissional para o Farmacêutico.
1 Fonte: Dicionário Aurélio
2 Fonte: Dicionário Aurélio
Conforme a moderna Administração Empresarial , também na Farmácia as 
funções do Administrador vão além de gerir o próprio negócio, também a 
responsabilidade de atendimento ao cliente e as decisões administrativas.
A importância da Administração Farmacêutica
A Farmácia se diferencia do mercado varejista tradicional. O seu produto 
é diferente, o seu pessoal é diferente, e as suas necessidades e dificuldades 
também são diferentes.
Na prática, o papel do Farmacêutico é ser além de agente da saúde, também 
um Administrador.
O desafio: Transformar o conhecimento sobre saúde em valores financeiros, 
como forma de sua remuneração.
Análise prática da Farmácia atual
O serviço do Farmacêutico está inserido na Margem de Lucro da Farmácia, 
e portanto é dela que deverá buscar a sua remuneração. A partir desse 
entendimento, podemos inferir a necessidade do Farmacêutico conhecer bem 
as Margens de Lucro que regem o negócio de Farmácia. 
Na prática atual, os descontos oferecidos comumente nas Farmácias, são 
valores que seriam da remuneração do Farmacêutico pelos seus serviços. Cabe 
ao Farmacêutico alterar essa realidade de forma gradativa. 
Inicie na Farmácia sendo competitivo em preços com os concorrentes. 
Intensifique os Serviços Farmacêuticos para depois, aos poucos ir retirando os 
descontos ou administrando-os de forma que não sejam comprometedores 
para o resultado financeiro da Farmácia. Os clientes que se beneficiam dos 
Serviços Farmacêuticos deixarão de visar somente os descontos. Esta é a forma 
prática de vender agregando valor no trabalho do Farmacêutico.
9A P L I C A Ç Ã O P R Á T I C A D A A D M I N I S T R A Ç Ã O F A R M A C Ê U T I C A
Análise prática do mercado de Varejo Farmacêutico atual
O Varejo Farmacêutico atual é focado apenas no lado Comercial puro: retira-se 
os serviços e transforma-os em descontos. 
Grandes redes utilizam este modelo, estruturado somente nos preços. O nicho 
de mercado aparece para a pequena Farmácia justamente oferecendo Serviços 
Farmacêuticos aliado a técnicas de Administração Farmacêutica: isto aumenta 
a competitividade da Farmácia e o inevitável acontece: Ganha-se Mercado...
A dica é: 
faça competição com 
Preços com as grandes 
redes de Farmácias e 
capriche no que ela 
tem de ponto fraco: a 
Prestação de Serviços 
Farmacêuticos.
2. INTRODUÇÃO
10A P L I C A Ç Ã O P R Á T I C A D A A D M I N I S T R A Ç Ã O F A R M A C Ê U T I C A
aspectos práticos da administração 
financeira na farmácia ou drogaria3. 
Num momento em que o varejo farmacêutico brasileiro atinge o auge da 
sua competitividade e patamares nunca antes experimentado no passado, 
a Gestão do varejo farmacêutico nunca esteve tão importante quanto na 
atualidade.
Os Farmacêuticos são chamados neste momento a entender e a praticar mais 
profissionalmente não somente as ações de saúde que fazem parte de suas 
atividades diárias, mas também os conceitos administrativos, como forma de 
prosperar e obter uma remuneração mais justa e ética. 
Fazer o trabalho junto da comunidade, ter reconhecimento das pessoas e 
das autoridades, não são suficientes se a Farmácia não tiver rentabilidade e 
auto-sustentação financeira. Mais ainda, o Farmacêutico deve ser remunerado 
a altura dos demais profissionais da área da saúde, para não se ver refém de 
situações que possam colocar em cheque a sua ética profissional e a motivação 
pelo seu trabalho.
O Farmacêutico na Farmácia Comunitária tem a difícil tarefa não somente 
de transformar “conhecimento em saúde” e, ainda, ter uma remuneração 
financeira justa e ética. Isso é possível, no entanto, requer do Farmacêutico 
um maior aprofundamento na prática da Administração Farmacêutica na 
Farmácia.
A história de Farmácias bem sucedidas, mostra que invariavelmente existem 
duas colunas de sustentação para o seu sucesso: 
• Gestão Administrativa.
• Atendimento ao Cliente.
Objetivos
Este manual tem como objetivo familiarizar o Farmacêutico com a utilização 
de métodos e técnicas da Administração empresarial para que possa se ter 
uma visão clara e objetiva do desempenho de sua Farmácia como empresa, 
demonstrando de forma prática como realizar a Administração Financeira em 
uma Farmácia Comunitária.
Esta é a primeira e a mais importante área da Administração Farmacêutica, 
porque norteia e dá as diretrizes para a boa Gestão Farmacêutica, atingindo as 
demais áreas da Farmácia.
A “Administração Financeira” da Farmácia é a parte primária da Gestão 
Administrativa.
Métodos de Análise e Indicadores
Vários autores especializados em Administração de Varejo, indicam modelos 
básicos e importantes para a disposição dos dados obtidos pela empresa, de 
forma que possam ser analisados e mensurados. Esta análise e mensuração, 
leva a processos de tomada de decisão que viabilizam o crescimento e o 
fortalecimento da empresa.
Um método clássico e básico, consiste em dispor os dados da empresa, de 
forma organizada e concisa, seguindo um formato pré-definido: 
É O DEMONSTRATIVO DE LUCROS E PERDAS (DLP).
O DLP da Farmácia segue o mesmo padrão proposto para as demais empresas 
de varejo, e o seu preenchimento é suficiente para demonstrar ao Farmacêutico 
se a sua Farmácia é ou nãoviável do ponto de vista financeiro (ou econômico). 
Mais ainda, através dele é possível levantar onde está o problema, e a partir daí 
traçar planos estratégicos de melhoria e viabilidade da Farmácia.
11A P L I C A Ç Ã O P R Á T I C A D A A D M I N I S T R A Ç Ã O F A R M A C Ê U T I C A
Um DLP simplificado, possui o modelo de uma tabela onde são dispostos os 
dados obtidos pela Farmácia, e é composto pelas seguintes operações:
Inserindo-se os valores de cada operação, e efetuando-se os cálculos indicados, 
obtém-se o resultado financeiro da Farmácia.
Um DLP mais completo detalha um pouco mais os valores e indica para o 
empresário Farmacêutico, quais as variáveis estão pesando mais no resultado 
financeiro da Farmácia:
Para preencher o DLP acima proposto o Farmacêutico irá necessitar de alguns 
dados que deverão ser levantados dentro de um determinado período de 
funcionamento da Farmácia, que geralmente é mensal. Os dados a serem 
obtidos seriam:
• Total das Vendas Brutas (a Preço de Venda Oficial).
• Total dos Descontos concedidos nas Vendas (para clientes).
• Total das Despesas Variáveis.
• Total das Despesas Fixas. 
De posse desses valores, a inserção deles no DLP irá demonstrar qual seria o 
Lucro Operacional da Farmácia. Este valor, quando muito baixo ou negativo, 
indicará ao Farmacêutico que ele deverá tomar providencias administrativas 
em relação ao negócio. Situações, tais como: Baixas Margens de Lucro obtidas 
ou de excesso de Despesas, poderão facilmente comprometer a a saúde 
financeira da empresa.
Vejamos a seguir, como são e como obter ou calcular cada uma desses valores 
que compõe o DLP:
• Vendas Brutas
Os medicamentos tem um Preço de Venda Oficial definido pelo Governo 
Federal. Como valor da Venda Bruta, deverá ser considerada a venda dos 
medicamentos a Preço de Venda Oficial, ou seja, sem levar em consideração os 
descontos concedidos na venda.
Para o restante dos produtos que são comercializados pela Farmácia, também 
deverá ser considerado o Preço de Venda que foi calculado, contendo a Margem 
de Lucro determinada na entrada do produto. Também para esse grupo de 
produtos, não deverá ser considerado os descontos concedidos na venda.
3. aspectos práticos da administração 
financeira na farmácia ou drogaria
CÁLCULO
($)
(-)
(=)
(-)
(=)
(-)
(=)
DESCRIÇÃO DAS OPERAÇÕES
Vendas Brutas
Descontos concedidos na Venda
Vendas Líquidas
Custo da Mercadoria Vendida (CMV)
Lucro Bruto
Despesas Operacionais Fixas e Variáveis
Lucro Operacional
CÁLCULO
($)
(-)
(=)
(-)
(=)
(-)
(=)
(-)
(=)
(+)
(-)
(=)
DESCRIÇÃO DAS OPERAÇÕES
Vendas Brutas
Descontos concedidos na Venda
Vendas Líquidas
Custo da Mercadoria Vendida (CMV)
Lucro Bruto
Despesas Operacionais Variáveis
Margem de Contribuição
Despesas Operacionais Fixas
Lucro Operacional
Receita Não Operacional
Despesa Não Operacional
Lucro Líquido Final
12A P L I C A Ç Ã O P R Á T I C A D A A D M I N I S T R A Ç Ã O F A R M A C Ê U T I C A
• Descontos concedidos nas Vendas 
Consiste na somatória total de todos os descontos que foram concedidos 
durante as vendas, para o período. Esses descontos incidiram sobre o Preço de 
Venda dos produtos.
• Vendas Líquidas
É o valor total das Vendas Brutas se subtraindo os descontos concedidos nas 
Vendas. O valor de Venda Líquida representa o valor real que foi pago pelo 
cliente. A sua somatória no período, representa, teoricamente, o que foi 
apurado pela Farmácia.
• Custo da Mercadoria Vendida (CMV)
Este valor poderá ser obtido através da somatória dos produtos vendidos no 
período, a Preço de Custo de Compra, ou seja, pelo valor de aquisição dos 
produtos, já levando em consideração os descontos obtidos na compra desses 
produtos. Caso não seja possível a obtenção do CMV na Farmácia Comunitária, 
através do sistema informatizado, a forma calculada poderá ser utilizada.
Este valor, também, poderá ser calculado de duas maneiras:
• MÉTODO CLÁSSICO CONTÁBIL
CMV = (Estoque Inicial do Período + Compras ocorridas no Período) – Estoque 
Final do Período.
• MÉTODO RETIRANDO AS MARGENS DE LUCRO
CMV= Venda Bruta Total – Margens de Lucro (%)
O Método Clássico Contábil exige que o gestor saiba com exatidão o valor do 
seu estoque a Preço de Custo Compra no início e no final do período. Eis aqui 
o grande problema, pois, grande parte das farmácias possuem dificuldades 
para exibir tais informações em função de problemas com software, falta de 
entradas e saídas no sistema informatizado de todos os produtos em função 
de sonegação ou deficiências em seus processos. 
Outro grande problema é que muitos dos softwares utilizados apresentam 
inconsistências ou falhas em seus bancos de dados e isto gera relatórios 
equivocados de estoque, ora para mais ora para menos e isto também dificulta 
o cálculo do CMV pelo método clássico. 
O Método das Margens de Lucro tem a desvantagem de se obter uma valor 
aproximado, não tendo assim, uma precisão total. Contudo, ele oferece um 
bom parâmetro para o gestor e através dele é possível conhecer o CMV do 
período. Apesar da falta de exatidão neste método, estudo do Instituto 
Bulla já constatou que na prática esta forma de cálculo não compromete a 
interpretação e obtenção dos resultados propostos. 
A seguir comentaremos com mais detalhes o cálculo das Margens de Lucro e o 
que denominamos de “Composição das Margens de Lucro na Farmácia.
• Lucro Bruto
É o Lucro que sobra para o Farmacêutico pagar todas as Despesas da Farmácia 
e, ainda, remunerar-se. Para chegar ao Lucro Bruto, é retirado apenas os valores 
dos descontos concedidos nas vendas e também o Custo da Mercadoria 
Vendida. É desse valor que deverão ser pagas todas as despesas que ocorrem 
na Farmácia.
Chamamos de Ponto de Equilíbrio Operacional, quando a Venda Bruta Total 
alcança um determinado patamar em que o Lucro Bruto conseqüente, seja 
capaz de pagar todas as despesas que normalmente ocorrem na Farmácia.
3. aspectos práticos da administração 
financeira na farmácia ou drogaria
13A P L I C A Ç Ã O P R Á T I C A D A A D M I N I S T R A Ç Ã O F A R M A C Ê U T I C A
• Despesas Operacionais Variáveis
São as despesas que variam conforme o montante de venda da Farmácia. É 
comum muitos Farmacêuticos ficarem em dúvida quanto a esse grupo de 
despesas, visto que estas possam variar o seu valor de um mês para o outro. 
Contudo, as Despesas Variáveis estão intimamente atreladas ao valor do 
faturamento da Farmácia. Sendo assim, se ocorrer do valor da Venda Bruta 
dobrar em um determinado mês, também as Despesas Variáveis dobrarão 
mais ou menos no mesmo ritmo. É o caso de alguns Impostos como o ICMS, 
das Comissões pagas a funcionários sobre as vendas, etc. Essas despesas são 
ditas “Operacionais” porque elas derivam das “Operações” de compra e vendas 
efetuadas pela Farmácia no período. Ou seja, não são despesas alheias ao 
funcionamento da Farmácia.
• Margem de Contribuição
É calculada retirando-se do Lucro Bruto as Despesas Variáveis. A Margem de 
Contribuição representa o resultado financeiro da Venda Bruta, após a retirada 
dos “descontos concedidos na venda”, do “CMV” e das “Despesas Variáveis” (que 
é representada, principalmente, pelos impostos).
Conceitualmente, é tudo que sobra para pagar as Despesas Fixas da Farmácia. 
Consiste em um tipo de Lucro que serve de visualização, para mostrar ao 
Farmacêutico quanto é o valor disponível para o pagamento de suas despesas 
fixas. A demonstração desse valor em percentual é muito importante para 
que o Farmacêutico passe a ter noção de qual o percentual máximo que suas 
despesas fixas poderão chegar.
• Despesas Operacionais Fixas
São as despesas mais comuns existentes na Farmácia. Elas são representadas 
pelo valor pago de Aluguel, Telefone, Energia, Água, Mensalidades diversas, 
etc. Sua característica principal é que não aumenta conformeo aumento da 
Venda Bruta. Ela não está intimamente ligada ao patamar de Venda Bruta. 
Se por acaso a Venda Bruta dobrar em um determinado mês, o “aluguel” não 
irá aumentar na mesma proporção, assim como os outros tipos de despesas 
fixas. É comum entre farmacêuticos e farmacistas uma certa confusão entre 
estas despesas, já que os seus valores podem ser diferentes entre o passar dos 
meses. É preciso sempre lembrar que estas despesas não variam conforme 
venda.
Exemplo: Se vendermos mais não significa que o valor da taxa de água ou 
energia também será maior. Outra forma de explicar esta categorização 
é lembrar que os grandes especialistas da administração nos ensina que 
despesas que não variam mais do que 10 a 15% de um mês para o outro 
também podem ser classificadas como fixas. Portanto, lembre-se sempre que 
se as despesas não variam conforme a venda e não oscilam muito elas sempre 
se enquadram nesta categoria.
• Lucro Operacional
É o Lucro Resultante de todas as operações da Farmácia no período 
(mês, trimestre ,ano,etc). Representa o valor que sobrou para remunerar 
o “investimento” do Farmacêutico. Este valor deverá ser calculado 
percentualmente, para que se tenha a noção de retorno que a Farmácia esta 
proporcionando.
Esse Lucro é “Operacional” porque ele é totalmente resultante somente das 
operações de compra e de venda de produtos da Farmácia.
• Receita Não Operacional
Representa os valores obtidos no período, que não sejam provenientes das 
operações de compra e venda de produtos, efetuadas pela Farmácia. Podem 
ser categorizados como os valores obtidos pela aplicação financeira do Capital 
3. aspectos práticos da administração 
financeira na farmácia ou drogaria
14A P L I C A Ç Ã O P R Á T I C A D A A D M I N I S T R A Ç Ã O F A R M A C Ê U T I C A
de Giro da Farmácia, pela venda de um bem móvel ou imóvel da empresa, ou 
outra procedência.
É importante a sua existência, principalmente para contemplar as inserções 
de Capital dos acionistas (ou proprietários) na Farmácia. Qualquer dinheiro 
que venha de fora, ou seja, que não for proveniente da operação da farmácia, 
deverá ser inserido nessa categoria. 
 
É comum em Farmácia, a realização de compra mensal de produtos, acima da 
quantidade definida pelo CMV. Quando isso ocorre, haverá a injeção de um 
“valor extra” para o pagamento das compras. Este “incremento de estoque” ou 
seja aumento de capital investido, deverá ser considerado como uma “Receita 
Não Operacional”, porque não foi fruto das operações normais ocorridas no 
período pela Farmácia.
• Despesa Não Operacional
Assim, como a Receita Não Operacional, deriva de valores obtidos no período 
que não sejam provenientes das operações da Farmácia. Como exemplo, podem 
ser categorizados como os valores pagos em “Benfeitorias” (investimentos) na 
Farmácia. Ainda, os valores extras retirados pelos proprietários durante o mês 
(fora do Pró-labore), valores pagos de “Multas Fiscais”, etc... são exemplos de 
Despesa Não Operacional. 
O pagamento de “Compras Extras” com a finalidade de incremento do estoque, 
conforme foi dito anteriormente, caracteriza uma Despesa Não Operacional. 
Este procedimento é necessário para se preservar a demonstração do Lucro 
Operacional no período. Dessa forma, qualquer valor pago que não foi oriundo 
das operações ocorridas no período, deverá ser adicionadas nesta categoria de 
despesa.
• Lucro Líquido Final
Este tipo de Lucro Líquido é “Ajustado” conforme as Receitas e a Despesas Não 
Operacionais. Ele não representa o Lucro que foi derivado das operações de 
compra e venda da Farmácia no período, pois, leva também em consideração 
as operações extras e alheias ao funcionamento normal da Farmácia. Exemplo: 
No caso da realização de “Compras Extras” para aproveitar preços e fazer 
estocagem ou realização de “investimentos ou retiradas dos sócios” este 
resultado pode ficar negativo ou excessivamente positivo quando as receitas 
não operacionais forem muito altas. É muito importante analisar o Lucro 
Líquido ajustado, mas é preciso compreender que não o consideramos para 
efeito de análise de viabilidade da Farmácia. 
Separar o Lucro Operacional e Lucro Líquido é uma forma didática de 
compreender a diferença entre os resultados que a farmácia apura antes e 
depois das receitas e despesas não operacionais. Do contrário, durante o 
período de uma reforma, troca de mobiliário e equipamentos, modernização 
do layout interno e externo poderíamos interpretar que o lucro realizado 
pela empresa estivesse ruim, mas logicamente quando separamos da forma 
proposta aqui, entendemos perfeitamente como ficam os resultados da 
empresa antes e depois de tais intervenções.
• Análise do DLP
O DLP (Demonstrativo de Lucros e Perdas) demonstra se as políticas de Compra 
e de Descontos para os clientes está correta e suportável pela Farmácia. 
Quando as Margens de Lucro obtidas com a compra não estão suportando 
os descontos concedidos na venda, o resultado do Lucro Operacional do DLP 
ficará negativo. O DLP mostra também se o patamar de Despesas está dentro 
dos limites esperados.
3. aspectos práticos da administração 
financeira na farmácia ou drogaria
15A P L I C A Ç Ã O P R Á T I C A D A A D M I N I S T R A Ç Ã O F A R M A C Ê U T I C A
Na análise do DLP podemos observar que em alguns casos o Lucro Bruto é 
relativamente alto e bom, porém, o Lucro Operacional é negativo ou ínfimo. 
Isto demonstra claramente que as Despesas da Farmácia deverão ser revistas 
e deverá ser traçado um plano estratégico de redução de despesas para que a 
Farmácia seja viável financeiramente. 
Em Resumo: 
O DLP mostra a 
“Viabilidade da 
Farmácia”.
A Farmácia só poderá continuar de portas abertas se o DLP for positivo. 
Mesmo sendo positivo, o valor do Lucro Operacional deverá ser maior do que 
o rendimento financeiro do valor de mercado.
Portanto, mensalmente, o gestor deverá preencher e analisar o DLP de sua 
Farmácia para que tenha a certeza do sucesso financeiro do seu negócio. 
Desvios ou discrepâncias nos valores do DLP devem ser tratadas com 
seriedade e, ainda, tomadas todas as medidas para que sejam corrigidas. Só 
assim, a Farmácia será forte e se manterá no mercado.
• Método da Análise do DFC 
(Demonstrativo de Fluxo de Caixa)
Assim, como o DLP é capaz de demonstrar uma série de dados sobre a 
Farmácia, o preenchimento, pelo menos, mensal do Demonstrativo de Fluxo 
de Caixa (DFC) pelo Farmacêutico, irá demonstrar algumas situações sobre a 
saúde financeira da Farmácia. 
A sua conformação segue as mesmas características do quadro ou tabela do 
DLP, conforme a demonstrado a seguir:
Para preencher o DFC acima proposto o Farmacêutico irá necessitar de alguns 
dados que deverão ser levantados dentro de um determinado período de 
funcionamento da Farmácia, que geralmente, é mensal. Os dados a serem 
obtidos seriam:
• Receita Líquida Financeira Operacional.
• Fornecedores Pagos efetivamente no período.
• Total das Despesas Variáveis.
• Total das Despesas Fixas. 
3. aspectos práticos da administração 
financeira na farmácia ou drogaria
CÁLCULO
(=)
(-)
(=)
(-)
(=)
(-)
(=)
(+)
(-)
DESCRIÇÃO DAS OPERAÇÕES
Receita Líquida Financeira Operacional
Fornecedores Pagos (efetivamente no período)
Lucro Bruto
Despesas Operacionais Variáveis
Margem de Contribuição
Despesas Operacionais Fixas
Lucro Operacional
Receita Não Operacional
Despesa Não Operacional
16A P L I C A Ç Ã O P R Á T I C A D A A D M I N I S T R A Ç Ã O F A R M A C Ê U T I C A
De posse desses valores, a inserção deles no DFC (Demonstrativo de Fluxo de 
Caixa), irá demonstrar qual seria o Lucro Operacional da Farmácia, conforme a 
movimentação financeira efetiva que ocorreu no período. 
Diferente do DLP, o Demonstrativo de Fluxo de Caixa trabalha com os valores 
“em dinheiro” das Vendase das Compras (ou valores efetivamente pagos aos 
fornecedores) que ocorreram no período. Ele leva em consideração não as 
“Vendas” que podem ter sido “A Vista ou A Prazo”, mas apenas ou tão somente 
o que entrou em “dinheiro” ou por “via bancária” (cartões) no caixa da Farmácia, 
no período.
Para se obter o valor da “Receita Líquida Financeira Operacional” da Farmácia, 
o Farmacêutico deverá somar todos os valores que entraram em dinheiro no 
período, seja no caixa e também que foram sendo depositados diretamente 
na conta corrente da Farmácia. Os valores pagos a “Fornecedores” referem-se 
somente ao valor que saiu da conta corrente ou do caixa da Farmácia para 
pagar as compras que foram efetuadas, sejam elas realizadas em qualquer 
data do período em análise.
Não se leva em consideração aqui, qual foi a data da compra, mas sim o que 
efetivamente foi pago a fornecedores dentro do período (mês) que se esta 
analisando.
Os demais dados e a forma de calcular os valores dos campos, seguem a 
mesma sistemática, que foi dito anteriormente em relação ao DLP.
3. aspectos práticos da administração 
financeira na farmácia ou drogaria
• Análise do DFC (Demonstrativo de Fluxo de Caixa)
O DFC mostra, na prática, se o “Gerente da Farmácia” seja ele o Farmacêutico 
ou outro colaborador ou mesmo o proprietário, está conseguindo reproduzir 
o planejado no DLP. Por isso, dentro da lógica, a Farmácia somente continua 
funcionando se o DLP for positivo, e sendo assim, o DFC também deveria 
se positivo. Se isso não estiver ocorrendo é em razão de que não se está 
conseguindo seguir o que foi planejado.
O resultado do DFC deverá ser visto com uma atenção especial, principalmente 
para o “Valor Comprado de Fornecedores” bem como para o prazo de 
pagamento junto aos mesmos e, quanto ao Valor Recebido ou a receber no 
Crediário/convênios. Estes dois fatores é que são determinantes por desviar 
os resultados para menor ou para maior no Demonstrativo de Fluxo de Caixa. 
Para exemplificar, um valor comprado a maior do que o estipulado no CMV do 
DLP certamente irá contribuir para diminuir o DFC. Da mesma forma, um valor 
recebido a menor do que o que foi vendido no DLP, irá contribuir da mesma 
forma, para diminuir o resultado do DFC.
Uma Farmácia com um DFC negativo, fala a favor de que necessitará que seja 
injetado mais Capital de Giro. A continuidade do DFC negativo ao longo dos 
meses (DFC Acumulado), certamente irá exigir um novo investimento em 
Capital de Giro no contas a receber de clientes. Nota: O que faz uma empresa 
encerrar as suas atividades é a falta de liquidez, ou seja, a falta de caixa. Esta 
falta de caixa é demonstrada no Fluxo de Caixa Acumulado.
17A P L I C A Ç Ã O P R Á T I C A D A A D M I N I S T R A Ç Ã O F A R M A C Ê U T I C A
3. aspectos práticos da administração 
financeira na farmácia ou drogaria
Vejamos no Exemplo a seguir, de uma Farmácia normal que não trabalha com 
produtos manipulados, e que obteve o seguinte DLP, em um determinado 
período:
DEMONSTRATIVO DE LUCROS E PERDAS (DLP)
O Gráfico abaixo mostra que podemos fatiar os resultados do DLP desta 
farmácia da seguinte forma:
OBS.: Os valores foram 
arredondados.
DESCRIÇÃO DAS OPERAÇÕES VALORES DO MÊS (R$) REPRESENTATIVIDADE SOBRE VENDA BRUTA (%)
VENDAS BRUTAS (R$)
DESCONTOS CONCEDIDOS NA VENDA (R$)
VENDAS LÍQUIDAS (R$)
CUSTO DA MERCADORIA VENDIDA (CMV) - (R$)
LUCRO BRUTO
CUSTOS OU DESPESAS OPERACIONAIS VARIÁVEIS (R$)
MARGEM DE CONTRIBUIÇÃO (R$)
DESPESAS OPERACIONAIS FIXAS (R$)
LUCRO OPERACIONAL (R$)
RECEITAS NÃO OPERACIONAL (R$)
DESPESAS NÃO OPERACIONAL (R$)
LUCRO LÍQUIDO 
(LUCRO LÍQUIDO FINAL AJUSTADO) (R$)
34.050,00 100,00
11,81
88,19
53,35
34,84
6,66
28,18
15,90
12,28
0,03
0,18
12,14
4.021,31
30.028,70
18.165,01
11.863,68
2.266,73
9.596,95
5.414,00
4.182,95
10,00
60,00
4.132,95
18A P L I C A Ç Ã O P R Á T I C A D A A D M I N I S T R A Ç Ã O F A R M A C Ê U T I C A
RECEITA LÍQUIDA FINANCEIRA OPERACIONAL (R$)
FORNECEDORES PAGOS EFETIVAMENTE NO MÊS (R$)
LUCRO BRUTO (R$)
CUSTOS OU DESPESAS VARIÁVEIS PAGAS NO MÊS (R$)
MARGEM DE CONTRIBUIÇÃO (R$)
DESPESAS FIXAS PAGAS NO MÊS (R$)
RESULTADO DO FLUXO DE CAIXA 
OPERACIONAL (R$)
RECEITA NÃO OPERACIONAL
DESPESA NÃO OPERACIONAL
RESULTADO DO FLUXO DE 
CAIXA AJUSTADO (R$)
100,00
64,15
35,85
8,55
27,30
20,43
6,87
0,04
0,23
6,68
26.500,00
17.000,00
9.500,00
2.266,73
7.233,27
5.414,00
1.819,27
10,00
60,00
1.769,27
DESCRIÇÃO DAS OPERAÇÕES VALORES DO MÊS (R$) REPRESENTATIVIDADE SOBRE VENDA BRUTA (%)
Essa mesma Farmácia teve no mesmo período analisado o seguinte DFC 
(Demonstrativo de Fluxo de Caixa):
DEMONSTRATIVO DE FLUXO DE CAIXA (DFC)
Fatiando o resultado do DFC (Demonstrativo de Fluxo de Caixa) desta Farmácia, 
temos o gráfico abaixo:
3. aspectos práticos da administração 
financeira na farmácia ou drogaria
19A P L I C A Ç Ã O P R Á T I C A D A A D M I N I S T R A Ç Ã O F A R M A C Ê U T I C A
• Análise comparativa do DLP e do DFC para esta Farmácia
Ao verificar o DLP desta Farmácia, observamos que ela apresentou um lucro 
operacional no período de aproximadamente 12,0%. Isto é, as vendas Brutas 
ocorridas, foram suficientes para pagar os “descontos concedidos na venda”, 
e também pagou o “Custo da Mercadoria Vendida” e, ainda, pagou todas as 
“Despesas” (sejam elas Fixas e Variáveis), chegando a um Lucro Operacional de 
12,0%. O DLP mostrou que esta Farmácia apresentou viabilidade dentro do 
período em questão.
Quando analisamos em conjunto com o DFC (Demonstrativo de Fluxo de 
Caixa) percebemos que o valor da “Venda Líquida” que houve no DLP não se 
verificou no DFC (em forma de “Receita”). Perceba que a “Venda Líquida” no 
DLP foi de R$ 30.028,70 e que a “Receita Total” no DFC foi de R$ 26.500,00. Isto 
representou uma redução de R$ 3.528,70 no valor em dinheiro que entrou 
no período. Tal fato se deve as vendas a prazo que diminuíram o volume da 
Receita. Mesmo havendo os “recebimentos das vendas a prazo” eles não foram 
suficientes para alcançar o valor da “Venda Líquida”, portanto, a redução da 
Receita em relação as Vendas Líquidas leva a uma diminuição do Lucro Líquido 
no período. 
Ao comparar o DFC e o DLP desta Farmácia no período analisado, verificamos 
que o valor para pagamento aos Fornecedores (pagamentos efetivos ocorridos 
no período) foi menor do que o projetado pelas vendas no DLP. Esta informação 
nos leva a crer que esta farmácia apresentou um decréscimo momentâneo no 
estoque, visto que o valor pago a fornecedores não foi suficiente para cobrir 
o que foi vendido. Este fato, por outro lado, contribuiu para aumentar o Lucro 
Operacional do DFC.
EM RESUMO, ANALISANDO OS DOIS QUADROS, 
PODEMOS OBSERVAR QUE O RESPONSÁVEL POR ESTA 
FARMÁCIA DEVERÁ NO PRÓXIM O PERÍODO, FICAR 
ATENTO EM “MELHORAR O RECEBIMENTO DAS VENDAS 
A PRAZO”, E POR OUTRO LADO “REALIZAR MELHOR 
AS COMPRAS DE FORNECEDORES” CONFORME O 
DETERMINADO NO CMV DO DLP.
Conclusão: 
O DLP demonstrou que a Farmácia foi viável no período e que poderia 
apresentar um Lucro Líquido de 12,0% sobre a Venda Bruta. Contudo, por 
deficiência operacional, os valores obtidos não acompanharam o projetado 
no DLP, e a Farmácia obteve apenas um Lucro Líquido Operacional de 
aproximadamente 7,0%.
Existem casos em que uma Farmácia apresenta um DLP favorável no período, 
mas que o DFC se mostra desfavorável ou negativo neste mesmo período. 
A acumulação destes valores ao longo do período, leva a Farmácia a um 
problema de Capital de Giro, sendo obrigada a levantar Capital externo para 
se manter.
3. aspectos práticos da administração 
financeira na farmácia ou drogaria
20A P L I C A Ç Ã O P R Á T I C A D A A D M I N I S T R A Ç Ã O F A R M A C Ê U T I CA
EXEMPLO Nº 01
Vejamos no quadro ao lado um exemplo numérico, utilizando um período 
mais amplo, em que ocorreram tais disparidades entre o DLP e o DFC. Analise 
os resultados e veja o que podemos concluir dessa Farmácia.
Analisando comparativamente o período acima dos resultados desta Farmácia, 
observamos que o DLP apresentou um valor de Lucro Líquido Acumulado da 
ordem de R$ 74.367,91 no final do período (em 12 meses). Por outro lado, o 
DFC apresentou um valor “negativo” de Lucro Líquido Acumulado da ordem 
de R$ 26.147,29. Ou seja, apesar de fechar o ano com Lucro Operacional, 
financeiramente a Farmácia acabou o ano com um “Saldo de Caixa” 
desfavorável. Uma diferença importante nos resultados, quando considerado 
que o investidor terá que repor o valor negativo do Caixa, para continuar as 
suas operações no próximo período (ou ano). Isto quer dizer, que para começar 
um novo período (ou um novo ano), terá que haver um novo investimento de 
Capital de Giro no Caixa da Farmácia, para que ela continue a suas operações.
Este déficit de Fluxo de Caixa, foi ocasionado primeiramente pelas Receitas 
que ficaram menores do que as Vendas Líquidas.
Infere-se que isto ocorreu em decorrência de que os pagamentos da “Vendas 
a Prazo” não entraram no período. Por outro lado, as “Compras Pagas para 
Fornecedores” também foram bem maiores do que o projetado pela Venda 
Bruta. Portanto, ficou dinheiro investido em estoque.
Esta análise leva à conclusão de que a Farmácia é viável, porém não está sendo 
administrada de forma eficaz eficiente, fazendo com que haja deficiência no 
Fluxo de Caixa. O dinheiro que deveria estar no Caixa da Farmácia, está alocado 
em “Estoque” e em “Contas a Receber”.
OBS.: Foram suprimidos alguns valores intermediários do período. Farmácia com Grupo de Medicamentos Manipulados.
3. aspectos práticos da administração 
financeira na farmácia ou drogaria
JAN
37.626,72
6.915,20
30.711,52
9.875,20
20.836,32
3.328,72
17.507,60
15.676,49
1.831,11
0,00
0,00
1.831,11
1.831,11
JAN
22.897,18
12.928,79
9.968,39
3.328,72
6.639,67
15.676,49
-9.036,82
0,00
0,00
-9.036,82
-9.036,82
39.081,99
6.858,52
32.223,47
10.690,03
21.533,44
2.773,26
18.760,18
12.922,78
5.837,40
0,00
0,00
5.837,40
7.668,51
FEV
FEV
27.589,13
12.715,52
14.873,61
2.773,26
12.100,35
12.922,78
-822,43
0,00
0,00
-822,43
-9.859,25
44.747,12
10.154,26
34.592,86
11.674,00
22.918,86
2.027,28
20.891,58
15.053,46
5.838,12
0,00
0,00
5.838,12
13.506,63
MAR
MAR
26.484,48
10.015,04
16.469,44
2.027,28
14.442,16
15.053,46
-611,30
0,00
0,00
-611,30
-10.470,55
...
...
...
...
...
...
...
...
...
0,00
0,00
...
...
...
...
...
...
...
...
...
...
...
...
...
...
...
52.858,92
5.824,06
47.034,86
14.616,76
32.418,10
4.432,58
27.985,52
17.835,00
10.150,52
0,00
0,00
10.150,52
66.971,81
NOV
NOV
31.263,46
16.359,68
14.903,78
4.432,58
10.471,20
17.835,00
-7.363,80
0,00
0,00
-7.363,80
-27.565,99
48.213,10
4.614,46
43.598,64
12.648,36
30.950,28
4.449,47
26.500,81
19.104,70
7.396,11
0,00
0,00
7.396,11
74.367,91
DEZ
DEZ
39.065,57
14.092,70
24.972,87
4.449,47
20.523,40
19.104,70
1.418,70
0,00
0,00
1.418,70
-26.147,29
552.687,00
101.119,53
451.567,47
141.377,41
310.190,06
37.853,10
272.336,96
197.969,05
74.367,91
0,00
0,00
74.367,91
ACUMULADO 
12 MESES
ACUMULADO 
12 MESES
369.175,70
159.500,84
209.674,86
37.853,10
171.821,76
197.969,05
-26.147,29
0,00
0,00
-26.147,29
DEMONSTRATIVO DE 
LUCROS E PERDAS (DLP)
VENDAS BRUTAS (R$)
DESCONTOS CONCEDIDOS NA 
VENDA (R$)
VENDAS LÍQUIDAS
CUSTO DA MERCADORIA VENDIDA
(CMV)-(R$)
LUCRO BRUTO (R$)
DESPESAS OPERACIONAIS 
VARIÁVEIS (R$)
MARGEM DE CONTRIBUIÇÃO (R$)
DESPESAS OPERACIONAIS 
FIXAS (R$)
LUCRO OPERACIONAL (R$)
RECEITAS NÃO OPERACIONAL (R$)
DESPESAS NÃO OPERACIONAL (R$)
LUCRO LÍQUIDO
 (FINAL AJUSTADO) - (R$)
ACUMULADO DLP
DEMONSTRATIVO DE FLUXO 
DE CAIXA (DFC)
RECEITAS LÍQUIDA FINANCEIRA 
OPERACIONAL (R$)
FORNECEDORES PAGOS 
EFETIVAMENTE NO MÊS (R$)
LUCRO BRUTO (R$)
DESPESAS VARIÁVEIS PAGAS 
NO MÊS (R$)
MARGEM DE CONTRIBUIÇÃO (R$)
DESPESAS FIXAS PAGAS
 NO MÊS (R$)
RESULTADO DO FLUXO DE CAIXA 
OPERACIONAL (R$)
RECEITA NÃO OPERACIONAL
DESPESA NÃO OPERACIONAL
RESULTADO DO FLUXO DE CAIXA 
AJUSTADO (R$)
ACUMULADO FLUXO 
CAIXA
21A P L I C A Ç Ã O P R Á T I C A D A A D M I N I S T R A Ç Ã O F A R M A C Ê U T I C A
EXEMPLO Nº 02
Vejamos agora no quadro ao lado outro exemplo numérico, também em um 
período mais amplo (de 12 meses), em que ocorreram disparidades entre 
o DLP e o DFC, dentro de outro cenário. Analise os resultados e veja o que 
podemos concluir sobre essa Farmácia em questão.
Percebam no exemplo proposto, que essa Farmácia apresenta um resultado 
de DLP “negativo” para o período, e por outro lado, apresenta um resultado de 
Fluxo de Caixa altamente favorável e positivo.
Analisando esse fato, verificamos que isto ocorreu por uma série de desvios 
Gerenciais:
1. Os “Pagamentos a Fornecedores” no período ficaram muito abaixo do 
projetado para as compras, o que compromete a reposição da mercadoria 
vendida (projetada no DLP). Foram adquiridos quase R$ 50.000,00 a menos. 
Isto indica que parte do dinheiro que deveria estar em estoque foi movido 
para o Caixa (ou Conta Corrente) da Farmácia.
2. A “receita financeira” foi muito maior que a Venda Líquida. Foram quase R$ 
88.000,00 de dinheiro que entrou para o caixa da Farmácia no período e tal 
fato se deve aos valores recebidos de período anterior.
3. Os “Descontos Concedidos” estão acima do que a Farmácia pode suportar, 
pois, a “Margem de Contribuição” que sobra na operação não é suficiente para 
cobrir todas as Despesas (Fixas e Variáveis).
...
...
...
...
...
...
...
...
...
0,00
...
...
...
...
...
...
...
...
...
...
...
0,00
0,00
...
DEMONSTRATIVO DE LUCROS 
E PERDAS (DLP)
VENDAS BRUTAS (R$)
DESCONTOS CONCEDIDOS NA 
VENDA (R$)
VENDAS LÍQUIDAS
CUSTO DA MERCADORIA VENDIDA
(CMV)-(R$)
LUCRO BRUTO (R$)
DESPESAS OPERACIONAIS 
VARIÁVEIS (R$)
MARGEM DE CONTRIBUIÇÃO (R$)
DESPESAS OPERACIONAIS FIXAS (R$)
LUCRO OPERACIONAL (R$)
ACUMULADO
DEMONSTRATIVO DE 
FLUXO DE CAIXA (DFC)
RECEITAS LÍQUIDA FINANCEIRA 
OPERACIONAL (R$)
FORNECEDORES PAGOS 
EFETIVAMENTE NO MÊS (R$)
LUCRO BRUTO (R$)
DESPESAS VARIÁVEIS PAGAS 
NO MÊS (R$)
LUCRO BRUTO (R$)
MARGEM DE CONTRIBUIÇÃO (R$)
DESPESAS FIXAS PAGAS 
NO MÊS (R$)
RESULTADO DO FLUXO DE CAIXA 
OPERACIONAL (R$)
RECEITA NÃO OPERACIONAL
RESULTADO DO FLUXO DE CAIXA 
AJUSTADO (R$)
DESPESA NÃO OPERACIONAL
ACUMULADO
JAN
JAN
32.897,18
7.500,56
25.396,62
17.435,51
7.961,12
2.467,29
5.493,83
6.480,74
-986,92
-986,92
33.987,00
12.928,79
21.058,21
2.467,29
7.961,12
18.590,92
6.480,74
12.110,18
12.110,18
12.110,18
0,00
0,00
FEV
FEV
27.589,13
6.858,52
21.298,81
14.622,24
6.676,57
2.069,18
4.607,38
5.435,06
-827,67
-1.814,59
28.889,13
12.715,52
16.173,61
2.069,18
6.676,57
14.104,43
5.435,06
8.669,37
8.669,37
20.779,55
0,00
0,00
MAR
MAR
33.484,48
10.154,26
25.850,02
17.746,77
8.103,24
2.511,34
5.591,91
6.596,44
-1.004,53
-2.819,12
30.456,00
10.015,04
20.440,96
2.511,34
8.103,24
17.929,62
6.596,4411.333,18
11.333,18
32.112,73
0,00
0,00
NOV
NOV
31.263,46
5.824,06
24.135,39
16.569,63
7.565,76
2.344,76
5.221,00
6.158,90
-937,90
-10.413,30
29.654,00
14.359,68
15.294,32
2.344,76
7.565,76
12.949,56
6.158,90
6.790,66
6.790,66
111.500,11
0,00
0,00
DEZ
DEZ
39.065,57
4.614,46
30.158,62
20.704,75
9.453,87
2.929,92
6.523,95
7.695,92
-1.171,97
-11.585,27
40.876,00
14.092,70
26.783,30
2.929,92
9.453,87
23.853,38
7.695,92
16.157,46
16.157,46
127.657,57
0,00
0,00
ACUMULADO 
NO PERÍODO 
DE 12 MESES
ACUMULADO 
NO PERÍODO 
DE 12 MESES
386.175,70
88.048,06
298.127,64
204.673,12
93.454,52
28.963,18
64.491,34
76.076,61
-11.585,27
387.046,13
154.348,77
232.697,36
28.963,18
93.454,52
203.734,19
76.076,61
127.657,57
127.657,57
0,00
0,00
3. aspectos práticos da administração 
financeira na farmácia ou drogaria
OBS.: Foram suprimidos alguns valores intermediários do período. Farmácia não possui Grupos de Medicamentos Manipulados.
22A P L I C A Ç Ã O P R Á T I C A D A A D M I N I S T R A Ç Ã O F A R M A C Ê U T I C A
• Conclusão
Esta Farmácia, apesar de ter fechado o período (ano) com um bom Caixa (tem 
dinheiro no Conta Corrente), apresenta-se inviável para continuar funcionando 
da forma em que se encontra. Medidas importantes deverão ser tomadas 
como:
I. Redução das Despesas (principalmente Fixas que respondem por quase 20% 
das Vendas Brutas).
II. Redução do nível de Descontos concedidos na Venda.
III. Providenciar ajuste nas Compras, de modo que ocorra a reposição da 
Mercadoria Vendida nos parâmetros do projetado no DLP.
Um cenário provável para o próximo período, é o de que essa Farmácia iria 
consumir todo o seu Fluxo de Caixa para repor o Estoque, e não mais iria haver 
a entrada de “recebíveis” no mesmo patamar que houve no último período. 
Podemos inferir, que a inviabilidade dessa Farmácia iria ter seu desfecho no 
período vindouro, caso nenhuma ação de ajuste seja tomada.
É interessante notar que em relação aos dois exemplos apresentados; que a 
Farmácia nº 01 tem apenas uma ingerência quanto ao Fluxo de Caixa, e que 
apesar das dificuldades do momento é possível se recompor. Já no exemplo da 
Farmácia nº 02 o problema não é aparente, porque há muito dinheiro em Caixa, 
no entanto, a sua situação tende a ser mais grave e deverá ser buscada uma 
solução mais séria, sob pena da Farmácia ir a falência. Um resultado negativo 
consistente no DLP demonstra inviabilidade das operações da Farmácia.
Fica claro então, que a busca de uma administração financeira eficaz para 
a Farmácia deverá ser de um DLP positivo que satisfaça os objetivos dos 
investidores; e que exista uma equiparação mais ou menos constante e 
uniforme do Fluxo de Caixa em relação ao DLP projetado. Este deverá ser o 
foco do Farmacêutico na Gestão Financeira da Farmácia.
• Composição das Margens de Lucro em Farmácia 
Comunitária
As Margens de Lucro em Farmácia Comunitária, dependem de algumas 
variáveis que são previsíveis para o Farmacêutico e, por isso, possível de 
serem planejadas e calculadas com antecedência. Dessa forma, é possível 
dentro de uma realidade prática, fazer uma “Simulação” do valor percentual 
da sua “Margem Bruta de Lucro” que poderá ser obtida para uma determinada 
Farmácia. Sabendo dessa Margem em percentual, ficará mais claro para o 
Farmacêutico fazer a Gestão Financeira e Administrativa da Farmácia.
• Entendendo a Composição da Margem Bruta de Lucro
ESTUDO DAS MARGENS DE LUCRO OFICIAL
O Governo Federal através de determinações técnicas (através do seu órgão 
denominado CMED); define os índices a serem aplicados para a obtenção dos 
valores de Preço de Venda para os vários grupos de medicamentos.
Dessa forma, esse órgão define junto da indústria que produz o medicamento, 
um “Preço de Custo Oficial”. Para o varejo de medicamentos, esse mesmo 
órgão define alguns índices que variam conforme o valor do ICMS cobrado 
nos Estados da Federação, para a obtenção do “Preço de Venda Oficial”. Dessa 
forma, as Farmácias no Brasil, trabalham com medicamentos que tem um 
“Preço de Custo Oficial” definido, e também com um “Preço de Venda Oficial”, 
3. aspectos práticos da administração 
financeira na farmácia ou drogaria
23A P L I C A Ç Ã O P R Á T I C A D A A D M I N I S T R A Ç Ã O F A R M A C Ê U T I C A
que também foi previamente definido. A diferença entre esses dois preços: O 
“Preço de Venda Oficial” e o “Preço de Custo Oficial”, é o que denominaremos 
aqui de “Margem de Lucro Oficial”.
Para encontrarmos a “Margem de Lucro Oficial” teremos que entender a 
forma como foi proposto os índices pela CMED (Câmara de Medicamentos 
do Ministério da Saúde). Este órgão classificou os medicamentos dentro de 
três listas diferentes, e determinou um índice de divisão para cada uma delas: 
Lista Positiva, Lista Negativa e Lista Neutra. O objetivo dessas listas foi agrupar 
os produtos conforme o local de incidência do imposto PIS/COFINS, de forma 
que na lista positiva o imposto deverá ser pago já na indústria.
Na lista negativa, esse imposto não será cobrado. E na lista neutra, o imposto 
deverá ser pago na venda, sendo recolhido pelo varejista normalmente da 
forma que sempre foi anteriormente (pago pela Farmácia após a venda do 
medicamento).
A tabela como os índices definida pela CMED foi a seguinte:
Para obter um “Preço de Venda” de determinado medicamento, precisamos 
primeiramente classifica-lo dentro de uma das Listas de Comercialização da 
CMED. Uma vez encontrado de qual lista o medicamento pertence, pega-
se o Preço de Custo do Medicamento (Preço Fábrica) e divide-se pelo índice 
proposto da lista, dentro da faixa de ICMS do seu Estado.
Exemplo:
Um medicamento que pertence a Lista Positiva e será comercializado num 
Estado da Federação em que o ICMS é de 17% terá o seguinte cálculo: 
PREÇO FÁBRICA / 0,7234 = PREÇO DE VENDA OFICIAL
Em valores numéricos, se o Preço de Fábrica deste medicamento é de R$ 10,00, 
então teremos encontrado um Preço de Venda Oficial de R$ 13,82. Podemos 
concluir com estes índices que o Governo propõe uma “Margem de Lucro” pré-
definida para cada Lista de Comercialização conforme o Estado da Federação 
em que nos encontramos.
Estas “Margens de Lucro” também são denominadas I.V.A. (Índice de Valor 
Agregado), que é um termo mais técnico que é largamente utilizado por 
representantes do Governo, ligados ao setor. 
Vejamos a seguir um comparativo entre esses índices definidos e os valores 
em percentual de “Margem de Lucro” sobre o “Preço de Custo Fábrica”:
Margens de Lucro (I.V.A.) sobre o Preço de Custo Oficial de Fábrica
Fonte: Resolução CMED nº 02 de 11/03/2009
Fonte: CMED/2009
Os índices refletem então qual é a “Margem 
de Lucro” que é conseguida junto a cada Lista 
de Comercialização. Esta “Margem de Lucro” é 
representada na tabela acima sobre o percentual 
existente com relação ao Preço de Custo Fabrica 
(ou Preço de Custo Oficial) dos medicamentos.
LISTA
 POSITIVAICMS
LISTA
NEGATIVA
LISTA
NEUTRA
0,723419% 0,7523 0,7071
0,723418% 0,7519 0,7073
0,723417% 0,7515 0,7075
0,7234
0,7234
12%
0%
0,7499
0,7465
0,7084
0,7103
DESCRIÇÃO LISTAS
 DE COMERCIALIZAÇÃO
ÍNDICES CMED 
(DIVISÃO)
I.V.A. SOBRE PRC 
CUSTO FÁBRICA (%)
NEGATIVA 0,7515 33,06
POSITIVA 0,7234 38,23
NEUTRA 0,7075 41,34
3. aspectos práticos da administração 
financeira na farmácia ou drogaria
24A P L I C A Ç Ã O P R Á T I C A D A A D M I N I S T R A Ç Ã O F A R M A C Ê U T I C A
È necessário se ter em mente que, para o varejista de medicamentos é mais 
importante conhecer a sua “Margem de Lucro” que incide sobre o “Preço de 
Venda” dos medicamentos e não a que incidesobre o “Preço de Custo” dos 
medicamentos. Como já é conseguido um “Preço de Venda Oficial” através dos 
índices que foram propostos pela CMED; fica muito mais fácil poder serem 
calculados sobre as “Margens de Lucro” que são conseguidas sobre o Preço de 
Venda Oficial. Vejamos na tabela a seguir:
Margens de Lucro (I.V.A.) sobre o Preço de Venda Oficial
Dessa forma, vemos que o percentual representado sobre Preço de Venda 
Oficial, é bem inferior ao que obtemos quando comparamos ao Preço de Custo 
Oficial.
• Considerações sobre a participação das Listas de 
Comercialização da CMED nas vendas da Farmácia
Os medicamentos que estão dispostos nas Listas de Comercialização da 
CMED não apresentam perfil de venda igualitário dentro da Farmácia. Os 
medicamentos que estão agrupados na Lista Positiva da CMED normalmente 
são os medicamentos de “uso contínuo”, que por esse motivo tendem a serem 
mais vendidos. Esses medicamentos da Lista Positiva, são medicamentos que 
normalmente possuem um valor agregado de venda um pouco maior. 
DESCRIÇÃO LISTAS
 DE COMERCIALIZAÇÃO
ÍNDICES CMED 
(DIVISÃO)
I.V.A. SOBRE PRC 
VENDA (%)
NEGATIVA 0,7515 24,84
POSITIVA 0,7234 27,65
NEUTRA 0,7075 29,24
Fonte: CMED/2009
Ao analisarmos uma revista de preço que normalmente é divulgada ao varejo 
farmacêutico, podemos observar o seguinte perfil de participação de produtos 
de cada uma das Listas de Comercialização da CMED:
Fonte: Revistas de Preços de Venda Oficial, distribuída para o comércio varejista farmacêutico Nov/2009.
Apesar da maioria dos medicamentos que estão presentes nas revistas de 
preços pertencerem a Lista Positiva da CMED (aproximadamente 60%), 
observamos que existe variação no perfil de comercialização destas listas para 
cada farmácia. 
• Estudo dos Grupos de Produtos em Farmácia Comunitária
Podemos agrupar os produtos na Farmácia Comunitária de forma que possam 
refletir a “Margem de Lucro” que possam oferecer sobre o “Preço de Venda 
Oficial”. Uma forma lógica a ser proposta é dividir os produtos existentes em 5 
grupos, da seguinte forma:
3. aspectos práticos da administração 
financeira na farmácia ou drogaria
25A P L I C A Ç Ã O P R Á T I C A D A A D M I N I S T R A Ç Ã O F A R M A C Ê U T I C A
I. Medicamentos de Marca: Referências e Populares.
II. Medicamentos de Marca: Similares.
III. Medicamentos Genéricos.
IV. Perfumarias e Correlatos.
V. Produtos Manipulados.
Dentro de cada um desses grupos de produtos, notamos certa predominância 
de venda de produtos, constantes nas Listas de Comercialização da CMED. 
Como cada Lista de Comercialização já é conhecida a sua “Margem de Lucro” 
sobre o Preço de Venda Oficial, podemos calcular de forma aproximada, uma 
média de “Margem de Lucro” para cada grupo:
(*) Leva em consideração uma média utilizada no mercado varejista.
Não foram considerados os produtos manipulados que tem o seu preço Liberado.
Verificamos que no quadro anterior, foi possível encontrar uma “Margem de 
Lucro Média”, que é incidente sobre o Preço de Venda Oficial dos produtos 
de uma Farmácia. Deve ser lembrado porém, que esse percentual esta 
estritamente ligado ao tipo de movimentação da Farmácia, e deverá variar 
conforme a venda de um ou de outro grupo.
GRUPOS PREDOMINÂNCIA DE LISTAS
% MÉDIO DE LUCRATIVIDADE 
CONFORME I.V.A. (SOBRE PRC 
VENDA OFICIAL)
MEDIC. MARCA:REFERÊNCIA/
POPULARES NEGATIVA/POSITIVA 26,50
MEDIC. MARCA:SIMILARES POSITIVA/NEGATIVA 26,54
MEDIC. GENÉRICOS
PERFUMARIAS/
CORRELATOS
PROD. MANIPULADOS
RESULTADOS E MÉDIAS
POSITIVA/NEGATIVA
LIBERADOS/NEUTRA
LIBERADOS
27,26
37,50 (*)
-
29,45
Verificando estritamente sob o ponto de vista da “Margem Bruta” sobre o “Preço 
de Venda Oficial”, por exemplo as Farmácias que vendem maior quantidade 
dos grupos de “Perfumarias/Correlatos” e também dos “Produtos Manipulados” 
tendem a obter médias de “Margem de Lucro” maiores, quando calculadas 
somente do ponto de vista das “Margens Oficiais de Lucro”. Os medicamentos 
“Genéricos e Similares” possuem praticamente a mesma margem que os 
medicamentos de marca de Referencia/Populares, quando analisados levando 
em consideração somente a “Margem de Lucro Oficial”.
Dizemos que este calculo é ainda limitado para a prática corrente da Farmácia, 
pois foi levado até agora em consideração somente as “Margens Oficiais” 
que são ditadas pela CMED. O mercado físico, prevê descontos “extras” em 
determinados produtos que podem ampliar essas margens.
• Estudo dos Descontos obtidos na Compra (acréscimo da 
Margem de Lucro Oficial)
A própria concorrência de mercado na rede atacadista de medicamentos, faz 
com que sejam ofertados “descontos extras” para o varejista na compra desses 
produtos. Podemos perceber que, conforme o grupo de medicamentos, 
ocorre um desconto que incide sobre o “Preço de Custo Oficial” ou “Preço de 
Custo Fabrica” dos medicamentos.
Esses descontos, podem ser menores ou maiores conforme a pressão de 
mercado de momento, e também, pode variar conforme a quantidade 
adquirida pelo varejista. Em termos gerais, para um dado momento que foi 
pesquisado, foi possível mensurar e iremos demonstrar a título de ilustração, 
como se comportaram esses descontos junto aos fornecedores:
3. aspectos práticos da administração 
financeira na farmácia ou drogaria
26A P L I C A Ç Ã O P R Á T I C A D A A D M I N I S T R A Ç Ã O F A R M A C Ê U T I C A
Utilizando-se os percentuais obtidos na pesquisa, somados com a “Margem 
de Lucro Oficial” (incidente sobre o Preço de Venda Oficial mostrada 
anteriormente); podemos realizar um cálculo final onde é possível demonstrar 
agora, como ficariam as “Margens de Lucro Média”, incidentes sobre o Preço de 
Venda Oficial após os descontos obtidos junto aos fornecedores:
Lucro Bruto por Grupos
Média Geral de Lucro Bruto obtida entre os Grupos para Farmácia sem Manipulação.
“Lembramos que esses percentuais são aproximados e podem não representar 
as condições de mercado de diversas regiões do país, e, ainda, podem variar 
conforme o volume comprado pelo varejista. Os valores apresentados são 
ilustrativos e representam valores médios conseguidos em um dado momento, 
e em uma dada região, que podem ser alterados, para mais ou para menos.” Se 
considerarmos uma venda uniforme de todos esses grupos (o que dificilmente 
ocorre na prática corrente), chegamos a um valor médio de “Margem de Lucro 
Bruta” sobre o “Preço de Venda Oficial” de aproximadamente 52,66% (para uma 
Farmácia que não trabalha com produtos manipulados). 
Descontos Médios obtidos dos Fornecedores por Grupos de 
medicamentos
Fonte: Pesquisa de Mercado: Atacado Centro-Oeste do Brasil Nov/2009.
Vejamos no gráfico esses percentuais extras de desconto praticados 
sobre o Preço de Custo Oficial:
GRUPOS
DE MEDICAMENTOS
VARIAÇÃO DOS DESCONTOS 
DE COMPRAS PRATICADOS NO 
MERCADO PELOS FORNECEDORES 
(SOBRE O CUSTO OFICIAL) (%)
MÉDIA OBTIDA DE DESCONTOS 
DE COMPRAS PRATICADOS 
NO MERCADO PELOS 
FORNECEDORES (SOBRE O 
CUSTO OFICIAL) (%)
MEDIC. MARCA:REFERÊNCIA/
POPULARES DE 0,00 ATE 9,00 4,50
MEDIC. MARCA:SIMILARES DE 30,00 ATE 78,00 62,50
MEDIC. GENÉRICOS
PERFUMARIAS/
CORRELATOS
DE 18,00 ATE 72,00 60,00
LIBERADOS/NEUTRA LIBERADOS/NEUTRA
“Como foi citado, esses 
percentuais podem variar 
conforme as condições de 
mercado e também, conforme 
as regiões do país e ainda, 
conforme o volume comprado 
pelo varejista.”
3. aspectos práticos da administração 
financeira na farmácia ou drogaria
27A P L I C A Ç Ã O P R Á T I C A D A A D M I N I S T R A Ç Ã O F A R M A C Ê U T I C A
Vejamos um exemplo numérico:
Exemplo numérico de uma Farmácia “Sem Manipulação”. Montante de venda por Grupos foi aleatória. (*) Margem de Lucro dos 
Manipulados e Perfumarias foi inserida de forma aleatória para exemplificação.No quadro acima de exemplo numérico de uma Farmácia com um perfil de 
venda total de aproximadamente R$ 34.000,00; foi disposto o valor de venda 
total de cada grupo. Em seguida aplicando os índices do governo (CMED) que 
já são conhecidos, encontramos o Custo da Mercadoria Vendida, porém sem 
levar em consideração os descontos obtidos junto aos fornecedores. 
Na coluna a seguir, são mostrados (a título de exemplificação), os valores 
de descontos obtidos junto aos fornecedores e logo a frente, os valores de 
desconto em reais (R$) que os fornecedores concederam de desconto para 
cada grupo. Realizando a subtração deste desconto do “Custo da Mercadoria 
Vendida sem os Descontos de Compra”, obtivemos o “Custo da Mercadoria” já 
com os descontos de compra. No quadro, é demonstrado esse valor em reais 
(R$) e em percentual (%).
No entanto, podemos observar que na prática diária, a maioria das Farmácias, 
trabalham com uma margem igual ou um pouco inferior a esta aqui 
demonstrada.
• Calculando a obtenção do CMV (%)
Existem duas formas possíveis de cálculo para se obter o CMV sobre a Venda 
Bruta ocorrida em uma Farmácia:
MÉTODO CLÁSSICO CONTÁBIL
CMV= (ESTOQUE INICIAL + COMPRAS) – ESTOQUE FINAL
Este método, esbarra em um problema comum nas Farmácias Comunitárias, 
que é a obtenção do valor do Estoque no início e no final do período 
(geralmente do mês) em termos absolutos e com valores de confiança. É um 
método que pode ser utilizado somente se o Farmacêutico estiver certeza da 
sua exatidão ou seja,ter um sistema (software) confiável.
Um outro método que poderá ser utilizado é o seguinte:
MÉTODO RETIRANDO AS MARGENS DE LUCRO
CMV= VENDA BRUTA TOTAL – MARGENS DE LUCRO (%)
Ao conhecer-se as Margens de Lucro dos produtos, incidentes sobre o Preço 
de Venda Bruto, é possível obter-se o Custo da Mercadoria Vendida (C.M.V.).
Desta forma, ao separar o faturamento de vendas de cada Grupo de produtos 
descritos anteriormente e subtrair a sua Margem de Lucro, que foi calculada 
levando em consideração os índices oficiais e os descontos obtidos dos 
fornecedores; é possível encontrar o Custo da Mercadoria. 
GRUPOS
VALOR VENDA 
BRUTA POR 
GRUPO (R$)
LUCRATIVIDADE 
CONFORME I.V.A. 
(SOBRE PRC VENDA 
BRUTA) (%)
DESCONTOS 
DE COMPRAS 
PRATICADOS NO 
MERCADO PELOS 
FORNEC. (%)
MERC. VENDIDA 
SEM O DESC. DE 
COMPRA (R$)
CUSTO 
DESCONTOS 
DE COMPRA 
PRATICADOS NO 
MERCADO PELOS 
FORNEC. (R$)
CUSTO MERC. 
VENDIDA COM 
O DESC. DE 
COMPRA (R$)
CUSTO MERC. 
VENDIDA COM 
O DESC. DE 
COMPRA (%)
14.301,00 26,50 10.511,24 473,01 10.038,23
8.172,00 26,54 6.003,15 3.751,97 2.251,18
4.086,00 27,26 2.972,16 1.783,29 1.188,86
7.491,00 37,50 4.681,88 0,00 4.681,88
34,05 85,71 4,87 0,00 4,87
34.084,05 29,08
4,50
62,50
60,00
0,00
0,00
24,8524.173,28 6.008,27 18.165,01
70,19
27,55
29,10
62,50
14,29
53,29
MARCA:REFERÊNCIA/
POPULARES
MARCA: SIMILARES
GENÉRICOS
PERFUMARIAS
CORRELATOS (*)
MANIPULADOS (*)
RESULTADOS E MÉDIAS
3. aspectos práticos da administração 
financeira na farmácia ou drogaria
28A P L I C A Ç Ã O P R Á T I C A D A A D M I N I S T R A Ç Ã O F A R M A C Ê U T I C A
• Estudo dos Descontos obtidos na Venda
Atualmente, as Farmácias tem sido muito agressivas nos descontos oferecidos 
ao consumidor. A competição de mercado e a pressão por maiores vendas, 
levaram a um achatamento da Margem de Lucro Final (ou Margem de Lucro 
Líquida), em razão dos altos descontos concedidos na venda ao cliente.
Esses descontos, deverão sempre serem definidos segundo uma política pré-
definida, sendo mais viável a sua administração por grupos de produtos. A 
administração dos descontos também por grupos de produtos é melhor aceita, 
visto que os índices (ou I.V.A.) podem ser melhor trabalhados também pelos 
grupos de produtos, e ainda, os descontos obtidos junto aos fornecedores 
seguem o agrupamento de produtos.
Esses descontos concedidos na venda são extremamente variáveis, até mesmo 
dentro de um mesmo bairro. 
A dica principal é: Defina um percentual de desconto para 
cada “Grupo de Produto”, e realize o calculo da média final entre os grupos. Essa 
média final, é que será importante como acompanhamento administrativo, 
pois entra na redução da “Margem de Lucro Final” obtida pela Farmácia. Ao 
calcular essa média de desconto entre os Grupos, lembre-se que terá que 
levar em consideração o “Peso de cada Grupo” (média ponderada) na venda 
total. Portanto, não é só tirar a média simples entre os 5 grupos, mas sim tem 
que se levar em consideração a quantidade vendida de cada grupo. A título 
de exemplificação numérica, iremos demonstrar os descontos concedidos por 
grupos de produtos, para a mesma Farmácia anteriormente descrita, com um 
faturamento aproximado de R$ 30.000,00/mês:
• Estudo das Margens de Lucro Bruto
As “Margens de Lucro” em Farmácia, para o caso dos medicamentos, que são a 
maioria dos produtos vendidos em Farmácias; são afetadas por três variáveis 
,que norteiam e no final, formam a Margem praticada pelo varejo Farmacêutico. 
Conforme foi demonstrado anteriormente. Essas três variáveis são:
I. Os I.V.A. ou índices de comercialização, ditados pelo Governo Federal (através 
da CMED), que acabam por impor uma margem de lucro sobre o preço de 
venda.
II. Os “Descontos obtidos junto aos Fornecedores”, que incidem sobre os 
produtos, aumentando um pouco as margens de lucro impostas pelo Governo 
Federal.
III. Os “Descontos concedidos aos Clientes”, que retiram parte dessas margens 
de lucro conseguidas.
Exemplo numérico meramente ilustrativo. Valores exemplificados para Farmácia SEM Manipulação.
14.301,00 26,50 70,193.789,77 4.262,77 29,81 10,00 1.430,10
8.172,00 26,54 27,552.168,85 5.920,82 72,45 15,00 1.225,80
4.086,00 27,26 29,101.113,84 2.897,14 70,90 15,00 612,90
7.491,00 37,50 62,502.809,13 2.809,13 37,50 10,00 749,10
34,05 85,71 14,2929,18 29,18 85,71 10,00 3,41
34.084,05 29,08 53,299.910,77 15.919,04 46,71 11,80 4.021,31
VALOR VENDA 
BRUTA POR 
GRUPO (R$)
MÉDIA DE 
LUCRATIVIDADE 
CONFORME 
I.V.A. (SOBRE 
PRÉ VENDA) 
(%)
CUSTO MERC. 
VENDIDA COM 
O DESC. DE 
COMPRA (%)
VALOR BRUTO 
DE LUCRO 
(R$)
LUCRO 
BRUTO POR 
GRUPOS 
SEM DESC. 
P/ CLIENTES 
(R$)
LUCRO 
BRUTO POR 
GRUPOS 
SEM 
DESC. P/ 
CLIENTES 
(%)
DESC. 
OFERIDOS 
NA 
VENDA P/ 
CLIENTES 
(%)
DESC. 
OFERIDOS 
NA VENDA 
(R$)GRUPOS
REFERÊNCIA/
POPULARES
SIMILARES
GENÉRICOS
PERFUMARIAS/
CORRELATOS (*)
MANIPULADOS 
(*)
RESULTADOS 
E MÉDIAS
3. aspectos práticos da administração 
financeira na farmácia ou drogaria
29A P L I C A Ç Ã O P R Á T I C A D A A D M I N I S T R A Ç Ã O F A R M A C Ê U T I C A
Exemplo de valores ilustrativos. Demonstração da Composição da Margem de Lucro Final em Farmácia SEM Manipulação.
% MÉDIO 
DE VENDA 
MENSAL POR 
GRUPO
VALOR VENDA 
POR GRUPO (R$)
VALOR BRUTO 
DE LUCRO (R$)
% MÉDIO DE 
LUCRATIVIDADE 
CONFORME I.V.A. 
(SOBRE PRC 
VENDA)
CUSTO MERC. 
VENDIDA 
COM O DESC. 
DE COMPRA 
(R$)
CUSTO 
MERC. 
VENDIDA 
COM O DESC. 
DE COMPRA 
(%)
LUCRO 
BRUTO POR 
GRUPOS 
SEM DESC. 
P/ CLIENTES 
(R$)
LUCRO 
BRUTO POR 
GRUPOS 
SEM DESC. 
P/ CLIENTES 
(R$)
DESC. 
OFERIDOS 
NA VENDA 
P/ CLIENTES 
(%)
LUCRO 
BRUTO POR 
GRUPOS 
COM DESC. 
P/ CLIENTES 
(R$)
LUCRO 
BRUTO POR 
GRUPOS 
COM DESC. 
P/ CLIENTES 
(R$)GRUPOS
26,50 70,19 29,81 10,00 19,81
26,54 27,55 72,45 15,00 57,45
27,26 29,10 70,90 15,00 55,90
37,50 62,50 37,50 10,00 27,50
85,71 14,29 85,71 10,00 75,71
42,00
24,00
12,00
22,00
0,10
100,10
14.301,00
8.172,00
4.086,00
7.491,00
34,05
34.084,05
3.789,77
2.168,85
1.113,84
2.809,13
29,189.910,7729,08
10.038,23
2.251,18
1.188,86
4.681,88
4,87
18.165,01 53,29
4.262,77
5.920,82
2.897,14
2.809,13
29,18
15.919,04 46,71 11,80
2.832,67
4.695,02
2.284,24
2.060,03
25,78
11.897,73 34,91
REFERÊNCIA/
POPULARES
SIMILARES
GENÉRICOS
PERFUMARIAS/
CORRELATOS (*)
MANIPULADOS (*)
RESULTADOS 
E MÉDIAS
Dessa forma, para o caso de um medicamento, sabendo-se o seu Preço de 
Custo Oficial, é possível realizar um calculo reverso, encontrando assim o seu 
Preço de Custo Real (de compra) e portanto, conhecendo a Margem de Lucro 
Final do produto. Vejamos um exemplo numérico:
Exemplo numérico de produto aleatório.
Veja no exemplo que a “Margem de Lucro Final” foi definida por três parâmetros: 
O I.V.A., o desconto do fornecedor e o desconto concedido na venda.
• Estudo da Composição das Margens de Lucro em Farmácia
O estudo da “Composição das Margens de Lucro” em Farmácia se torna 
interessante porque, conhecendo-se a venda de cada Grupo de Produtos, 
pode-se chegar ao “Lucro Final”, com um desvio de calculo muito baixo ou 
insignificante. Realizando os cálculos de forma inversa, podemos chegar a 
um valor muito próximo do “Lucro Bruto” (ou Lucro Final) da Farmácia. É desse 
“Lucro Bruto” que será possível pagar todas as Despesas da Farmácia, e ainda 
no final remunerar o investidor ou proprietário da empresa.
Vejamos um exemplo numérico utilizando a mesma venda anteriormente 
demonstrada, de uma Farmácia com faturamento aproximado de R$ 
30.000,00/mês:
PREÇO 
CUSTO 
OFICIAL 
(R$)
DESCONTO 
OBTIDO 
JUNTO AO 
FORNEC. (%)
I.V.A. SOBRE 
PREÇO CUSTO 
OFICIAL (%)
PREÇO 
CUSTO REAL 
(R$)
PREÇO 
VENDA 
OFICIAL 
(R$)
DIFERENÇA 
ENTRE PRC 
VENDA OF. E 
PRC CUSTO 
REAL (R$)
DIFERENÇA 
ENTRE PRC 
VENDA OF. E 
PRC CUSTO 
REAL (%)
MARGEM 
LUCRO 
SOBRE 
PRC 
VENDA (%)
DESC. NA 
VENDA 
(R$)
DESC. NA 
VENDA 
(R$)
MARGEM 
LUCRO FINAL 
SOBRE 
PRC. VENDA 
(%)
10,00 55,00 33,064,50 13,30 8,80 66,16 66,16 15,00 1,99 60,21
PRODUTO
XYZ
Analisando o quadro acima, verificamos que a “Margem de Lucro Final” (ou 
Lucro Bruto), foi calculado conforme o Grupo de Produto. Essa sistemática 
permite conhecer melhor as variáveis que compõe as “Margens de Lucro” 
conforme foi dito anteriormente; e portanto facilita o calculo final.
Como já são é conhecida as “Margens de Lucro” para cada grupo, e, também, 
a partir delas foi possível calcular o C.M.V. (Custo da Mercadoria Vendida); a 
simples subtração desses dois itens permite se chegar ao “Lucro Bruto Final”. 
È notório que, este valor deverá se alterar de uma Farmácia para outra. 
As Farmácias possuem algumas variáveis que lhe são próprias, e que irão 
influenciar na “Composição Final da Margem de Lucro”. 
Essas variáveis são mais precisamente:
I. A diferenciação na quantidade de venda entre os Grupos de Produtos (perfil 
de venda da Farmácia).
II. O Desconto obtido junto aos Fornecedores. Ele varia conforme o volume 
de compra da Farmácia e também a sua posição geográfica e forma de 
pagamento.
3. aspectos práticos da administração 
financeira na farmácia ou drogaria
30A P L I C A Ç Ã O P R Á T I C A D A A D M I N I S T R A Ç Ã O F A R M A C Ê U T I C A
III. O Desconto concedido na venda aos clientes. Conforme a pressão da 
concorrência, cada Farmácia aumenta ou diminui esses descontos para os 
clientes.
IV. O I.V.A. incidente sobre os produtos conforme a “Lista de Comercialização” 
da CMED do Governo Federal. Essa variável é de menor grau de incidência, e 
varia apenas conforme o estado da federação onde que a Farmácia se situa. Só 
é considerada “variável” quando se compara Farmácias situadas em estados 
diferentes. 
Conhecendo-se a “Margem de Lucro Final” de sua Farmácia, você poderá 
mensurar o percentual máximo que suas “Despesas” poderão alcançar, sempre 
tendo como parâmetro a sua “Venda Bruta”. Saber esse limite para onde que 
as “Despesas” poderão chegar, é de suma importância para que o empresário 
possa projetar o seu “Lucro Líquido Final”, antes mesmo de operacionalizar o 
seu negócio.
Saber esse limite para onde que as “Despesas” poderão chegar, é de suma 
importância para que o empresário possa projetar o seu “Lucro Líquido Final”, 
antes mesmo de operacionalizar o seu negócio. É importante, também, para 
poder ir “ajustando” as suas “Despesas Totais” para dentro da sua realidade de 
“Margem de Lucro”, para que não haja saldo negativo no seu DLP e também 
no seu Fluxo de Caixa.
Todo Farmacêutico que atua em Farmácia Comunitária, deverá conhecer e 
estudar qual é a “Margem de Lucro Final” da Farmácia em que atua; mesmo 
que não seja ele o proprietário, é importante se preocupar em conhecer os 
resultados da Farmácia. Afinal, a continuidade do funcionamento da Farmácia, 
depende desses números.
3. aspectos práticos da administração 
financeira na farmácia ou drogaria
31A P L I C A Ç Ã O P R Á T I C A D A A D M I N I S T R A Ç Ã O F A R M A C Ê U T I C A
METODOLOGIAS OPERACIONAIS E ADMINISTRATIVAS 
DEFINIDAS POR SETOR DA FARMÁCIA4. 
A divisão da Farmácia em Setores de serviços, facilita a administração e 
proporciona mais clareza na definição da metodologia operacional e/ou 
administrativa. A setorização proposta, foi verificada após a observação de 
várias empresas em que, se fazia necessário uma melhor administração. Tanto 
pequenas Farmácias como grandes, deverão ser setorizadas. Uma só pessoa 
ou uma só equipe, poderá tomar conta de um ou mais setores, dependendo 
do tamanho da Farmácia.
Proposta de Setorização da Farmácia:
I. Vendas 
II. Caixas
III. Crediário
IV. Estoque
V. Compras
VI. Financeiro
VII. Contabilidade
VIII. Administrativo ou Diretoria
SETOR DE VENDAS
O desafio na definição de uma política de vendas, é a de unir o Lucro e a Ética. 
A melhor proposta de unificar Lucro e Ética, deverá ser: Criar protocolos de 
atendimento; Programar diretrizes com foco em produtos; definir conceitos 
básicos aos vendedores. Para o Setor de Vendas, o Farmacêutico deverá definir 
com antecedência alguns parâmetros ou diretrizes que irão nortear o trabalho 
dos vendedores da Farmácia. A idéia básica é a de que o Farmacêutico defina 
conceitos e forma de atendimento que venham a proporcionar lucro nas 
vendas, e ótimo atendimento ao cliente.
Algumas definições são importantes para que seja realizado um bom trabalho 
no setor de vendas:
a) Definir uma política de Preços, Prazos, e de Descontos;
b) Definir uma política de Produtos para foco de vendas;
c) Definir procedimentos de formas de vendas possíveis;
d) Definir os limites e procedimentos das ações de “Substituição” e de 
“Indicação” de produtos;
e) Definir procedimentos em casos de “Reclamações de Clientes”;
f ) Definir metas para a Equipe de Trabalho;
g) Definir as ações e forma de trabalho do Farmacêutico na Farmácia.
Vejamos algumas dicas 
para cada uma dessas 
definições:
A) DEFINIR UMA POLÍTICA DE PREÇOS, PRAZOS, E DE 
DESCONTOS
A definição da “Lista de Preços” que será utilizada pela Farmácia é de suma 
importância, visto que os Preços de Venda Oficial (Preço Máximo ao Consumidor 
– PMC), estarão constantes dessa lista. Como ás vezes ocorre validades 
de preços diferentes entre as listas existentes no mercado, é importante 
que o Farmacêutico verifique qual é a lista utilizada pelos concorrentes, e 
adote o mesmo tipo de lista. Também a definição da “Margem de Lucro” ou 
percentual de “Markup” que será aplicado para os produtos “Liberados” (por 
exemplo no caso da perfumaria), deverá ser definido com antecedência. Para 
32A P L I C A Ç Ã O P R Á T I C A D A A D M I N I S T R A Ç Ã O F A R M A C Ê U T I C A
isto, a utilização de modelos de estudo de Margens de Lucro e também da 
simulação de DLP e DFC (conforme descrito anteriormente), irão nortearqual 
o percentual necessário a ser aplicado, para que a Farmácia possa ser lucrativa. 
A definição dos “Prazos para pagamento”, no caso de “venda a prazo” por 
duplicatas (ou notas), deverá ser instituída tendo como base o prazo obtido 
na compra. É sempre importante manter um equilíbrio entre o prazo obtido e 
o prazo concedido.
Em relação aos “Descontos” que serão oferecidos aos clientes; o seu estudo e 
a sua definição com antecedência, será de suma importância para que todos 
os colaboradores da Farmácia possam executar bem o seu serviço, e saber 
atender o cliente. A utilização de modelos de estudo de Margens de Lucro 
e de simulação de DLP e DFC (conforme descrito anteriormente), é que irão 
definir os limites de descontos que poderão ser utilizados para cada grupo de 
produtos.
Política de Descontos
PRECIFICAÇÃO - A percepção de baixo Preço pelo cliente, é vital para a 
sustentabilidade da Farmácia. Devem existir duas classes de produtos distintas 
na Farmácia: 
Os Geradores de Tráfego
São os produtos de conhecimento do cliente (geralmente os de uso contínuo 
– seja medicamento ou não). Servem para “atrair” o cliente. Característica 
principal: maior desconto na venda
 
Os Geradores de Renda
São os produtos desconhecidos pelo cliente (comprados eventualmente ou 
em situações específicas).Característica principal: menor desconto na venda.
Exemplo dos principais Geradores de Tráfego:
 
• Creme Dental
• Fraldas
• Absorventes
• Populares: Biotônico, Elixir + Vitasaly + Castanha + Sal + Fruta + Água 
Inglesa, etc.
• Prazóis (Gastrite)
• Cardíacos+Vasodilatadores+Anti-Hipertensivos
• Anticoncepcionais + Repositores Hormonais 
• Miconazois (antimicóticos)
• Comprimidos Populares (envelopes com 4 ou 10)
• Anti-asmáticos (Salbutamol+Fortenerol+etc)
• Tinturas p/ Cabelos
• Controlados (de Uso Contínuo)
• Reposição Calcio (Osteoporose)
• Enxaguatório Bucal Popular (Cepacol + Clinerize + Plax)
• Cialis + Viagra + Sildenafil
• Anti Gripais já consagrados: (Naldecom, Cimegripe, Resfenol, Resfredyl, 
Gripeol, Benegripe)
• Anti-vertiginosos (Labirinto)
• Colírios (Populares: Claril+Receituário:Timolol)
• Genéricos Uso Contínuo (Percentual Mínimo)
Existem dois métodos de PRECIFICAÇÃO dos produtos que levam o 
cliente a percepção de barateiro:
• O método do “Repasse dos Descontos Extras” que foram obtidos dos 
fornecedores (RDE).
• O método da “Distribuição dos Descontos por Classes” de Produtos (DDC).
OBS: Ambos visam a preservação da média de descontos que foi calculada no DLP. 
4. METODOLOGIAS OPERACIONAIS E ADMINISTRATIVAS 
DEFINIDAS POR SETOR DA FARMÁCIA
33A P L I C A Ç Ã O P R Á T I C A D A A D M I N I S T R A Ç Ã O F A R M A C Ê U T I C A
O método do “Repasse dos Descontos Extras” que foram obtidos dos 
fornecedores (RDE): o repasse ocorre somente com os descontos “extras”. 
EXEMPLO – CASO DO DORFLEX
DORFLEX ENVELOPE C/ 10 COMPRIMIDOS
PREÇO DE VENDA OFICIAL: R$ 3,85
PREÇO DE CUSTO OFICIAL: R$ 2,89
PREÇO VENDA NO BALCÃO: R$ 3,85 – 10,0% = R$ 3,46 
DESCONTO EXTRA OBTIDO NA OPL (FARMALINK/INTERNET) = 21,00%
PREÇO VENDA NO BALCÃO C/ REPASSE DO DESC. = R$ 3,46 – R$ 0,60 = 
R$ 2,86
O método da “Distribuição dos Descontos por Classes” de Produtos (DDC): É 
mensurado conforme o perfil de Venda Bruta da Farmácia, inserindo descontos 
em cada produto conforme a Classe (Gerador de Tráfego ou Renda).
Distribuí descontos nos Produtos, separado-os como sendo:
• DA NECESSIDADE – Anti-hipertensivos, Anti-concepcionais, etc. (maiores 
descontos).
• EMOÇÃO – Perfumes, Shampoos, etc. (menores descontos).
• ANGÚSTIA – Antibióticos, Anti-térmicos, Analgésicos p/ dor aguda, etc. 
(desconto pequenos ou ausentes).
CANAIS DE VENDA
A Farmácia deve buscar sempre abrir novos canais de venda, como: 
• Programa Farmácia Popular do Governo Federal.
• Convênios com as empresas de PBM (é uma sigla para Pharmacy Benefit 
Management - o termo é traduzido para o português como “Programa de 
Benefícios de Medicamentos”).
• Pharmalink.
• Programa Vale mais Saúde (Novartis).
Verificar sempre com os representantes de cada Laboratório fabricante, a 
existência de Programa de Benefício ao Cliente. 
B) DEFINIR UMA POLÍTICA DE PRODUTOS PARA FOCO DE 
VENDAS
A separação dos produtos que irão ser alvo do “foco de vendas” é muito 
importante para lucratividade da Farmácia. Escolher os produtos de alguns 
laboratórios que apresentam maiores taxas de Margem de Lucro (geralmente 
os medicamentos Genéricos e Similares), e depois preparar “listas” desses 
produtos, e ainda dispor separadamente em prateleiras estrategicamente 
localizadas dentro da Farmácia, irá melhorar o resultado financeiro. Geralmente, 
a escolha do foco de vendas, nos produtos de apenas três laboratórios, 
propiciam melhores ações de vendas e aumento da Margem de Lucro.
Preparar locais de exposição de produtos para venda espontânea: Vitaminas, 
Suplementes, Alimentos Especiais, etc.
4. METODOLOGIAS OPERACIONAIS E ADMINISTRATIVAS 
DEFINIDAS POR SETOR DA FARMÁCIA
34A P L I C A Ç Ã O P R Á T I C A D A A D M I N I S T R A Ç Ã O F A R M A C Ê U T I C A
C) DEFINIR PROCEDIMENTOS DE FORMAS DE VENDAS E 
PAGAMENTO POSSÍVEIS
Deixar claro como é que poderão ser as vendas: por telefone, pela internet, com 
cheques, a Cartão, etc; e as suas formas de pagamento que são importantes 
no desempenho das vendas. Por exemplo a proibição de vendas de produtos 
controlados pela portaria 344 por via telefone e internet e a proibição dessas 
vendas via cartão, são exemplos de definições previas.
Dicas: Venda com Cheques somente com o cadastramento prévio do cliente; 
Venda A Prazo somente após a liberação da concessão de crédito (vide critérios 
para concessão de crédito ao cliente); não variar os descontos entre formas de 
pagamentos (cartão, cheque, dinheiro, etc) porque causa repulsa do cliente; 
etc.
D) DEFINIR OS LIMITES E PROCEDIMENTOS DAS AÇÕES DE 
“SUBSTITUIÇÃO” E DE “INDICAÇÃO” DE PRODUTOS
As “indicações” e as “substituições” que forem ocorrem durante as vendas, 
deverão seguir um critério pré-definido pelo Farmacêutico responsável pela 
Farmácia. Esses critérios deverão estar bem claros para todos os atendentes 
de balcão, e listas contendo produtos para “indicação” deverão ser preparadas 
e realizados os treinamentos necessários. Exemplo de critério para “Indicação 
de Produtos”:
• Fazer a indicação ao cliente somente depois de oferecer ao cliente o 
“Atendimento Farmacêutico”;
• Indicar somente produtos que houve treinamento e que esta constando 
na “lista de indicação” (de preferência os Medicamentos Isentos de 
Prescrição ou MIP’s);.
• Ensinar claramente o “Modo de Uso” do produto ao cliente;
• Explicar ao cliente que se sentir algum sintoma deverá retornar e falar com 
o Farmacêutico.
• Exemplo de critério de “Substituição de Produtos em Receituários”:
• O substituto deverá conter os mesmos princípios ativos (sais) e ainda 
apresentar a mesma dosagem que o produto receitado;
• O produto deverá ser mais barato (custar menos ao cliente) que o produto 
receitado;
• O produto substituto deverá ser um Genérico;
• Substituições realizadas por atendentes, somente aquelas definidas 
antecipadamente pelo Farmacêutico, em Listas e Treinamento.
• Fixar o Carimbo ou Selo de Substituição na Receita assinado pelo cliente 
e Farmacêutico.
E) DEFINIR PROCEDIMENTOS EM CASOS DE “RECLAMAÇÕES 
DE CLIENTES”
Procedimentos para a “Devolução de Produtos”:
Estar com o Cupom Fiscal ou Nota Fiscal;
• A embalagem do produto não poderá estar violada ou suja ou deteriorada 
(embalagem intacta);
• Ter sido comprado em no máximo 30 dias antes da data da devolução (a 
compra tem que ter ocorrido nos últimos 30 dias);
• Não pode ser medicamento Controlado (é proibido por Lei Federal a 
devolução de medicamento controlado).
4. METODOLOGIAS OPERACIONAIS EADMINISTRATIVAS 
DEFINIDAS POR SETOR DA FARMÁCIA
35A P L I C A Ç Ã O P R Á T I C A D A A D M I N I S T R A Ç Ã O F A R M A C Ê U T I C A
F) DEFINIR METAS PARA A EQUIPE DE TRABALHO
A definição de metas poderá ser em valores ou em número de unidades 
vendidas ou até mesmo em número de clientes atendidos. O estabelecimento 
de metas, tendo como base o histórico da Farmácia, é uma forma de 
crescimento que não pode ser deixada de lado pelo Farmacêutico. As metas 
ajudam a melhorar o desempenho administrativo da Farmácia.
G) DEFINIR AS AÇÕES E FORMA DE TRABALHO DO 
FARMACÊUTICO NA FARMÁCIA
O Farmacêutico tem que tomar a posição de ser o líder da equipe de vendas. 
Função do Farmacêutico na Farmácia: Motivar a equipe a vender mais com 
ética e presteza. Função do Farmacêutico para com o Cliente: Ajudar na solução 
dos seus problemas de saúde e na utilização dos medicamentos.
O Farmacêutico tem que ajudar a Gerenciar a Farmácia. Ele também deverá ter 
conhecimento de Administração.
O Administrador deverá definir claramente a “Forma de Atendimento ao 
Cliente” a ser realizada pelo Farmacêutico. Exemplo de Protocolo a ser utilizado 
pela Farmácia em relação a indicação de medicamento praticada pelo 
Farmacêutico:
Quando e Como o Farmacêutico deverá indicar um medicamento - O 
Farmacêutico somente deverá indicar um medicamento ao cliente nos 
seguintes casos:
• Diagnóstico da doença ou sintoma for visível. 
• Baixa complexidade da doença ou sintoma. 
• Quando o Farmacêutico sentir segurança em qual medicamento deverá 
indicar.
• Por solicitação do Cliente, e atender as outras condições acima.
• Nos demais casos que não preencherem os requisitos acima, o 
Farmacêutico deverá encaminhar o cliente a um médico. Neste caso, 
converse com o cliente forneça a ele o nome do profissional que mais 
encaixa para o seu caso (conforme a lista de médicos por especialidade 
previamente montada). 
OBS: Indicação somente da “Tabela de Produtos para Indicação”, que foi 
previamente montada pelo Farmacêutico e a Diretoria da Farmácia (não 
esqueça que tem que unir ética com lucro).
SETOR DE CAIXAS
A forma moderna de fechamento dos valores de caixas na Farmácia; utiliza o 
fechamento pelo registro das vendas no sistema informatizado (Cupom Fiscal). 
A diferença é ajustada pelo Cofre da Gerência.
A Estatística é que diz se deverá haver cobrança de valores dos funcionários 
responsáveis pelo Caixa. O envelope com os valores originado no Caixa vai 
direto para o Banco. A conferência do dinheiro existente dentro do envelope, 
será realizada pelo Caixa do Banco, e não pela Gerência da Farmácia.
Qualquer diferença a menor ou a maior que ocasionar no fechamento do Caixa, 
deverá ser “ajustada” no cofre da Gerência. Assim, se ocorreu falta de dinheiro 
no fechamento, o responsável pelo Caixa irá “completar” o valor necessário para 
enviar ao banco, com o dinheiro proveniente do Cofre da Gerência. No final 
de cada período (semana ou mês), será levantada a somatória das diferenças, 
4. METODOLOGIAS OPERACIONAIS E ADMINISTRATIVAS 
DEFINIDAS POR SETOR DA FARMÁCIA
36A P L I C A Ç Ã O P R Á T I C A D A A D M I N I S T R A Ç Ã O F A R M A C Ê U T I C A
que irão dizer se o valor esta ou não dentro do esperado. Diferenças mensais 
acumuladas menores do que 1% sobre o valor total movimentado pelo caixa, 
geralmente podem ser suportadas pelas despesas fixas da Farmácia.
CONCEITO DE “COFRE GERÊNCIA”
• Serve para efetuar movimentação de dinheiro dentro da Farmácia. 
• O valor para “Troco” de clientes, para iniciar o dia, deverá ser proveniente 
do “Cofre Gerência”. Retorna no final do dia ou no fechamento do caixa.
• Cédulas de “trocados” (menor valor) ficam no “Cofre Gerência” e são 
emprestadas para o Caixa que devolve cédulas “maiores”.
CONCEITO DE “RETIRADAS” E “SUPLEMENTOS”
• Retiradas: são valores que saem do caixa para alguma finalidade. Devem 
ser documentadas com Nota Fiscal ou Recibo se foi destinada a pagamento 
de Despesas ou Fornecedores ou Vales para Funcionários.
• Suplementos: são valores que entram no caixa provenientes do “Cofre 
Gerência” ou do “Cofre Administrativo”. Deve ser pago no final do 
período. É uma movimentação simples e não requer ser documentado 
(movimentação financeira).
 
Em relação as operações de Caixa, definir como ocorrerá e treinar os 
Colaboradores:
• Como poderá haver “Recebimento Parcial” de Duplicata.
• Quando for “Recebimento Parcial” qual Duplicata deverá ser quitada 
primeiro.
• Como proceder em caso de Recebimentos com Cartão.
• Como proceder em caso de Recebimentos com Cheque Pré-datado.
• Como proceder em caso de Recebimentos com parte em Dinheiro e Parte 
em Cartão ou Cheque.
SETOR DE CREDIÁRIO
Dois tipos de Contas de Clientes deverão existir em uma Farmácia:
Conta Corrente Simples – é a conta corrente de compra acumulativa, do 
cliente (normalmente pessoa física), aonde é anotada cada compra. Deve ser 
acumulado valores de compra, aonde o cliente poderá ir pagando o seu todo, 
ou parcialmente.
Conta Corrente Convênio – é a conta corrente de compra em que ocorre um 
“Fechamento” no final de cada período (geralmente mês). Transcorre como 
uma Conta Corrente Simples, com a inserção de valores acumulativos, mas no 
final de cada período ocorre um Fechamento. As datas base de fechamento 
deverá ser escolhida pelo cliente (geralmente pessoa jurídica) e deverá ser 
escolhida pelo cliente (geralmente pessoa jurídica) e deverá ser demarcadas 
datas de cinco em cinco dias: 05, 10, 15, 20, 25, 30.
As vendas a Crediário, deverão ser administradas visando previamente que 
“haverá atrasos nos pagamentos e inadimplências”. Esta é uma realidade que 
a Farmácia não tem como evitar. Não realizar vendas “a prazo” é uma grande 
perda de vendas, portanto fazer a sua correta administração é importante e 
vital para o sucesso da Farmácia.
Um bom método de administração das vendas “A Prazo” com Duplicatas 
ou Cheques, é a formação de uma “Conta Lastro”. Consiste em depositar em 
uma Conta Corrente Bancária, o equivalente a 3% de toda venda a prazo (em 
duplicata ou cheque) que ocorreu na Farmácia durante o mês. É como se fosse 
um seguro que a Farmácia esta pagando para não haver perda nas vendas a 
prazo. A regra consiste em criar um fundo, para pagar os títulos não recebidos 
após 120 dias do seu vencimento. O título vencido e não pago, passa por 3 
4. METODOLOGIAS OPERACIONAIS E ADMINISTRATIVAS 
DEFINIDAS POR SETOR DA FARMÁCIA
37A P L I C A Ç Ã O P R Á T I C A D A A D M I N I S T R A Ç Ã O F A R M A C Ê U T I C A
fases de cobrança (descritos a seguir) e na última fase, será pago pelo “Lastro” 
(ou conta de Provisão ou ainda denominada de Fundão), pelo valor original (ou 
valor base de custo). Este procedimento tem resultado prático, e se mostrou 
eficaz desde que haja um critério na abertura de cadastros de novos clientes.
Os critérios de abertura de novos Cadastros para clientes, compreendem 5 
filtros que deverão ser seguidos rigorosamente. Os 5 Filtros para ATIVAR um 
novo Cadastro são:
• Comprovar o Endereço e o Telefone do novo Cliente.
• Comprovar a existência do Local de Trabalho. 
• Comprovar as Referências (Bancária, Comercial e Pessoal).
• Comprovar o SPC/SERASA.
• Comprovar inexistência de informações negativas com os Funcionários, 
Gerentes e Diretoria;
• Verificar presença do nome na Lista de Inadimplentes e certificar da 
inexistência nas ficha de clientes, com nome abreviado ou outro CPF/
CNPJ.
A não aprovação do Cadastro por qualquer um dos 5 filtros (associados ou 
não), deverá ser inserida na Ficha do Cliente no sistema informatizado, como 
“Observações Gerais” do Cadastro.
Várias estatísticas foram realizadas e ficou provado que, se aplicados 
corretamente os 5 filtros do cadastro, o “Lastro” sempre poderá arcar com os 
valores dos títulos inadimplentes.
Dessaforma, ocorre que a Farmácia não estará tendo perdas (ou prejuízos) com 
a venda a prazo, o que faz do crediário uma excelente forma de alavancagem 
de vendas.
Todas as vendas a Crediário deverão ter uma data de vencimento pré-fixada, 
e cada venda se transforma, no caso de venda “A Prazo” em um título. Esse 
título poderá ser uma Duplicata (ou as vulgarmente chamadas notinhas) ou 
um Cheque. Ao passar da Data de Vencimento, esse título deverá seguir um 
caminho de fases. Um título deverá passar por 3 fases distintas, que compõe a 
Cobrança. A cobrança deverá ter um “inicio” um “meio” e um “fim”. Não poderá 
ser indefinidamente, e a sua administração correta é vital para o sucesso da 
Farmácia.
AS TRÊS FASES DA COBRANÇA SÃO:
Fase nº 01 ou “Preâmbulo”
Inicia após a Data do Vencimento, e consiste na fase da “Aviso ao Cliente” sobre 
o vencimento do Título. Nesta fase, o cliente ainda não é “suspenso” para efetuar 
compras na Farmácia. Não é considerada uma “cobrança” propriamente dita, 
mas sim apenas um aviso de vencimento. Ele inicia no dia posterior a data do 
vencimento, e finaliza com 30 dias após o seu inicio. Se não pago, após o 31º 
dia de vencimento, o título vai para a segunda fase.
Fase nº 02 ou “Cobrança” 
É a fase em que ocorre verdadeiramente a “Cobrança” do título, com incidência 
de juros e multa por atraso. Nesta fase o cliente é “suspenso” e não poderá mais 
realizar compras, sem antes quitar os títulos em atraso. Esta fase deverá durar 
aproximadamente 90 dias seguidos. Nesta fase, uma pessoa (cobrador) deverá 
visitar pessoalmente o cliente devedor, para tentar solucionar o débito. A multa 
por atraso deverá ser no valor da comissão do cobrador, e os juros incidentes 
poderão ser negociados. Esta fase termina após 100 dias de iniciada. Se não 
pago, o título vai para a última fase.
4. METODOLOGIAS OPERACIONAIS E ADMINISTRATIVAS 
DEFINIDAS POR SETOR DA FARMÁCIA
38A P L I C A Ç Ã O P R Á T I C A D A A D M I N I S T R A Ç Ã O F A R M A C Ê U T I C A
Fase nº 03 ou “Inadimplência” 
Nesta fase não ocorre mais a cobrança por parte da Farmácia. O título deverá 
ser pago pelo “Lastro” (ou Fundão), realizando o cálculo pelo preço de custo 
(compra) dos produtos. Nesta fase, o cliente continuará indefinidamente 
bloqueado para compras, e na sua ficha deverá constar como “Inadimplente”. 
Se o cliente chegar nesta fase, nunca mais voltará a ser “reativado”. 
Um cliente Inadimplente deverá ser considerado bloqueado indefinidamente. 
O título então deverá ser retirado de dentro do fichário da Farmácia e 
encaminhado para um escritório terceirizado de cobrança. Para a Farmácia o 
título já foi pago, e não mais irá figurar no “Contas a Receber”. Geralmente, no 
escritório terceirizado de cobrança é negociado um percentual que varia de 25 
a 50% de comissão sobre o valor recebido do título. Ocorrendo o recebimento, 
o valor recebido pelo título, deverá ser depositado na Conta Lastro, e não mais 
pertence a Farmácia.
Um dos indicadores que mais deverá ser observado na Farmácia, é a correlação 
entre o “Valor Vendido” e o “Valor Recebido” mensalmente. Vulgarmente, 
chamamos esta correlação de “Gangorra do Crediário”, e ela indica que deverá 
na maioria dos meses, haver uma certo “equilíbrio” entre os dois valores.
Sempre que houver um valor maior de “Vendas” do que de “Recebimentos” no 
mês, isso indica que o “Capital de Giro” da Farmácia teve que arcar com essa 
vendas. Isto ocasionou diminuição do Capital de Giro. Do contrário, sempre 
que haver ocorrido o oposto, indicará que houve aumento do capital de giro, 
mas que no futuro irá haver menos valor a receber.
O ideal para qualquer Farmácia, é que haja um equilíbrio mensal entre os 
dois valores, com um “leve” valor a maior para o lado do “Valor Vendido”. 
Este procedimento assegurará que haverá sempre uma “base de clientes” 
crescente, e que o valor recebido se manterá. Neste caso ainda, lembramos 
que a observância dos 5 filtros é vital para o equilíbrio da gangorra.
NOTA
• Deverá existir sempre um valor financeiro suficiente para servir de lastro, 
para que o valor de venda a prazo seja aumentado. Não aumento número 
de clientes sem Capital de Giro disponível.
• Se não houver valor financeiro disponível no Capital de Giro, não permita 
que fichas de novos clientes sejam preenchidas. Coloque aviso no 
crediário.
• A implementação correta dessa metodologia, é que leva a venda por 
crediário ao lucro. Seja implacável na sua execução. Seja detalhista e 
acompanhe de perto para que as operações sejam realizadas dentro 
da política descrita. Faça POP’s para que os funcionários sigam, e realize 
treinamentos.
SETOR DE ESTOQUE
POLÍTICA DE INVENTÁRIOS E DESVIOS DE ESTOQUE
Um dos critérios mais importantes na Farmácia, é fazer com que o estoque 
virtual (presente no sistema informatizado) esteja em concordância com o 
estoque físico.
A correta concordância entre os dois, propicia uma melhor compra e um 
melhor resultado financeiro final para a Farmácia.
Diariamente deverá ser realizada a conferência de estoque. O ideal é que, 
aleatoriamente sejam contados no mínimo 10 produtos que serão lançados 
4. METODOLOGIAS OPERACIONAIS E ADMINISTRATIVAS 
DEFINIDAS POR SETOR DA FARMÁCIA
39A P L I C A Ç Ã O P R Á T I C A D A A D M I N I S T R A Ç Ã O F A R M A C Ê U T I C A
em uma planilha, e verificada a diferença encontrada. No final do período 
(normalmente no final do mês), se houver diferenças acumuladas que perfazem 
mais de 1% do valor total do estoque, será necessário realizar um novo 
inventário geral. Diferenças de até 1% é normal para o varejo farmacêutico, e 
as correções diárias deverão ser capazes de “ajustar” as discrepâncias.
Os desvios de estoque deverão ser calculados pelo seu valor de custo, e 
lançados nas planilhas de Despesas Operacionais Fixas dentro do mês em que 
foram detectadas. 
As diferenças de estoque somente poderão ser rateadas entre os funcionários 
da Farmácia, após reuniões de esclarecimento devidamente documentadas.
A CONFERÊNCIA DOS PRODUTOS NA ENTRADA DE 
MERCADORIAS
A conferência de produtos na Entrada de Mercadorias, é de vital importância. 
Dois itens que deverão ser observados, são a quantidade física que chegou 
(comparando com a Nota Fiscal dos produtos), e a Data de Vencimento do 
produto. Um bom critério de verificação de data de vencimento, para ser 
instituído em Farmácias, é o critério do 50%. Este critério quer dizer que, 
somente será aceito produto entrar na Farmácia, que tenha “pelo menos” 50% 
da data de validade. 
A “Data de Validade” é o período que compreende entre a data da fabricação 
do produto e a data do vencimento do produto. Assim, 50% da data de 
validade, compreende que a data atual deverá ser inferior a metade desta data 
de validade.
A “Data de Validade” é o período que compreende entre a data da fabricação 
do produto e a data do vencimento do produto. Assim, 50% da data de 
validade, compreende que a data atual deverá ser inferior a metade desta data 
de validade. 
Este critério é importante, porque em muitos casos, o produto tem uma Data 
de Validade pequena, e instituir um critério definido em prazos, pode fazer 
com que a Farmácia não obtenha o produto no mercado. 
O controle de Lotes de Produtos deverá ser realizado pela Farmácia, como 
forma de poder realizar a “rastreabilidade” do produto que foi vendido.
A alteração de preços dos produtos, deverá ocorrer de forma que, somente 
deverá haver alteração, após a mudança de etiquetas com os preços dos 
produtos expostos ao alcance do cliente. A alteração de preços através de 
arquivo eletrônico de preços, deverá ser realizada com cuidado visto que 
poderá haver discrepâncias de preços, principalmente nos produtos que 
possuem embalagens múltiplas.
CADASTRAMENTO DE PRODUTOS
CUIDADOS E DETALHES - O cadastramento de produtos em sistema 
informatizado,deverá seguir padrões técnicos definidos. O formato da 
descrição do produto é de suma importância para não haver duplicidades e 
nem dificuldades na Entrada dos Produtos. Seguir sempre a mesma forma de 
descrição, e definir as abreviações para que não haja dificuldades nas pesquisas 
dos produtos pela descrição.
GUARDA DE PRODUTOS NAS PRATELEIRAS VENCE PRIMEIRO NA 
FRENTE - A observância da colocação dos produtos pelo estoquista, é de 
total importância para a correta movimentação do estoque. Os produtos que 
chegaram por último (ou seja mais atual) deverão ser colocados atrás dos 
produtos que já estão nas prateleiras. Este conceito, deverá ser claramente 
4. METODOLOGIAS OPERACIONAIS E ADMINISTRATIVAS 
DEFINIDAS POR SETOR DA FARMÁCIA
40A P L I C A Ç Ã O P R Á T I C A D A A D M I N I S T R A Ç Ã O F A R M A C Ê U T I C A
definido dentro da Farmácia, para que os produtos com data de vencimento 
mais próximas sejam vendidos primeiramente.
OPERAÇÃO DE “DEVOLUÇÃO DE PRODUTOS” COM A NF-E - Com o 
advento da Nota Fiscal Eletrônica, todos os produtos deverão ter a sua 
operação de entrada sendo realizada, mesmo que necessite ser devolvido ao 
fornecedor. Dessa forma, uma Nota Fiscal de Devolução deverá posteriormente 
ser emitida para o Fornecedor.
Como a Nota Fiscal Eletrônica é encaminhada primeiramente ao Fisco Estadual 
antes de ser enviada para a Farmácia; o simples fato de não haver o aceite por 
parte da Farmácia, não quer dizer que houve o cancelamento da necessidade 
da entrada. Este procedimento certamente será detectado pelo Fisco em 
razão da ausência do lançamento da Entrada na Contabilidade, e irá ocasionar 
multa. Portanto, realizar a entrada e emitir a Nota Fiscal de Devolução é o 
procedimento correto.
ETIQUETAÇÃO DOS PRODUTOS (VERIFICAR PRODUTOS NA 
PRATELEIRA) - Principalmente os produtos da Entrada que são expostos 
ao alcance do público, deverão ser etiquetados com o Preço de Venda, antes 
de serem alocados nas prateleiras. Atenção especial também quando ocorre 
alteração dos valores dos Preços de Venda desses produtos, que deverão ser 
substituídas as etiquetas inclusive dos produtos que já estavam em estoque (e 
não somente dos que chegaram na entrada). Este procedimento é de suma 
importância, visto que disparidades de preços entre os produtos podem 
resultar inclusive em multas pelo PROCON.
SETOR DE COMPRAS
A definição da forma de compras de produtos para a Farmácia, e os chamados 
“Estoques Reguladores”, são de suma importância para o sucesso operacional 
e financeiro da Farmácia.
O método de compra de uma Farmácia deverá compreender duas formas 
distintas:
1) O MÉTODO PELO ESTOQUE MÍNIMO E MÁXIMO (OU 
MÉTODO DO ESTOQUE REGULADOR).
Este é o método de uso rotineiro, para repor a mercadoria vendida. É definido 
antecipadamente um valor de Estoque Mínimo e um valor de Estoque Máximo. 
Quando o estoque chega ao valor do Estoque Mínimo é disparada a compra, 
para atingir novamente o Estoque Máximo.
O Estoque Mínimo e Máximo deverá ser atribuído inicialmente baseado em 
um histórico de vendas ou poderá ser atribuído aleatoriamente por uma 
pessoa que esteja habituada com o giro do estoque.
A definição de um Estoque Mínimo e Máximo, deverá levar em consideração o 
tempo de reposição do Estoque realizada pelo Fornecedor. Para Fornecedores 
que gastam maior tempo de reposição, aumentar os Estoques Reguladores.
2) O MÉTODO PELA ESTATÍSTICA DE VENDAS (OU MÉTODO 
DO HISTÓRICO DE VENDAS).
Este método deverá ser utilizado quando se pretende aumentar os Estoques 
da Farmácia. Serve para o caso de “promoções” ofertadas pelos Fornecedores, 
e para ocasiões em que se faz necessário um aumento de estoques.
4. METODOLOGIAS OPERACIONAIS E ADMINISTRATIVAS 
DEFINIDAS POR SETOR DA FARMÁCIA
41A P L I C A Ç Ã O P R Á T I C A D A A D M I N I S T R A Ç Ã O F A R M A C Ê U T I C A
Consiste em fazer um cálculo retroativo de vendas (geralmente nos últimos 
3 meses ou no mesmo mês do ano anterior), e calcular um estoque para um 
determinado número de dias (geralmente 30 ou 60 dias).
Normalmente os sistemas informatizados possibilitam esse tipo de cálculo, e 
executam a Estatística de Venda, com a formação de Estoque para um número 
de dias pré-definido.
Em Farmácias, na prática, uma boa maneira de se utilizar essa opção de 
compras, é quando os Laboratórios ou Distribuidoras aumentam os descontos 
em determinados produtos. Para aproveitar o preço, podemos realizar a 
Estatística de Venda. Calculamos o pedido verificando as vendas de cada 
produto nos últimos 90 dias, e fazendo um estoque que dure pelo menos 
30 dias. Isto quer dizer que, nos próximos 30 dias não irá sair o produto nas 
compras diárias pelo método do Estoque Mínimo e Máximo, porque foi feito 
estoque extra para o produto.
Em compras de Farmácia, se busca negociar “descontos” em produtos que 
pertencem aos grupos de Referência (Marca), os Similares e ainda os Genéricos. 
Isto se faz necessários porque estes produtos, tem um Preço Oficial de Custo, 
definido pela CMED (órgão do Governo Federal que controla os preços dos 
medicamentos). Dessa forma, negociar os descontos sobre o preço oficial de 
custo, é a necessidade do comprador da Farmácia.
Para produtos que pertencem aos grupos de Perfumarias e Correlatos, e 
também para as Matérias-Primas, é necessário que haja uma “comparação de 
preços”. No caso desses produtos, não existe um preço oficial de custo definido 
pelo Governo Federal, o que faz com que os preços desses produtos possam 
oscilar no mercado.
PRAZO OBTIDO NA COMPRA
Muito se diz sobre os critérios de prazos na aquisição ou compra de produtos 
para Farmácia. Alguns chegam a afirmar com veemência de que comprar 
somente á vista é que leva o empresário esta inserido, e qual é a realidade do 
negócio.
O que mais importa para o empresário de Farmácia, é a “concordância” entre 
o prazo adquirido na compra com o prazo concedido na venda. Para que isso 
ocorra com a maior perfeição possível, é necessário primeiramente que haja 
uma “constância” nos prazos de compras. Sem isto, fica difícil se estabelecer 
um prazo para a venda. 
Sendo assim, para cada Grupo de Produtos, negocie um prazo definido. Um 
bom critério que atualmente o mercado aceita é o seguinte:
• Medicamentos de Marca: Referencia e Populares >>> 30 dias de prazo.
• Medicamentos de Marca: Similares >>>>> 60 dias de prazo.
• Medicamentos Genéricos: 60 dias de prazo.
• Perfumarias e Correlatos: 30 dias de prazo.
• Matéria-Prima de Manipulação: 30 dias de prazo.
• 
Se assim for negociado com os fornecedores, esforce-se para que haja 
mensalmente a replicação desses prazos. Não aceite nem a mais e nem a 
menos, para que não haja distorção no seu Fluxo de Caixa.
Dessa forma, conceder um prazo na venda de 30 dias está em concordância 
com o prazo obtido na compra.
Procure negociar o prazo com cada fornecedor, de forma que haja uma 
“constância” no prazo concedido, a cada compra realizada. Não permita que 
4. METODOLOGIAS OPERACIONAIS E ADMINISTRATIVAS 
DEFINIDAS POR SETOR DA FARMÁCIA
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o fornecedor fique alterando os prazos. Esta alteração de prazos, ocasiona as 
chamadas “sobreposição” de pagamentos, e gera inevitavelmente problemas 
de Fluxo de Caixa futuros.
Em relação ao desconto concedido pelo fornecedor, é tradicional o 
representante do distribuidor mencionar o tipo de desconto que o empresário 
de Farmácia prefere. Existem dois tipos básicos:
1) O Desconto Comercial.
2) O Desconto Financeiro.
O Desconto Comercial, se refere ao local em que o desconto concedido para o 
produto, vem inserido no corpo da Nota Fiscal, ou seja, ele vem destacado em 
algum lugar da Nota Fiscal fazendo com que o valor final da Nota seja menor. 
O Desconto Financeiro, se refere a quando o descontoconcedido para o 
produto, vem inserido na “fatura” ou seja, geralmente no “Boleto Bancário” 
que acompanha a Nota Fiscal. O desconto financeiro é calculado segundo 
instruções fornecidas no próprio Boleto, e concedido em campo apropriado 
do Boleto, reduzindo assim o seu valor.
Qual seria a importância de um e de outro? 
Para a pequena Farmácia que está no sistema de tributação “SIMLES”, não 
há nenhuma diferença. Não existe implicação nenhuma no percentual 
de descontos, mas existe diferença apenas para as Farmácias que estão 
enquadradas no regime de Tributação do Lucro Real ou no Lucro Presumido. 
Para as Farmácias que faturam mensalmente um valor superior a R$ 150 mil 
reais, e que portanto esta no regime de apuração do ICMS por débito e crédito; 
a forma de desconto Financeiro é melhor porque no final, gera mais crédito de 
ICMS que a outra forma.
Quando o desconto é do tipo Comercial, é importante lembrar de que o 
desconto poderá vir de várias formas no corpo da Nota Fiscal ou DANFE:
1) Desconto no Preço do Produto diretamente: é quando o fornecedor já aplica 
o percentual de desconto sobre o Preço de Custo Oficial do produto, e insere o 
valor de compra final no documento fiscal;
2) Desconto em campo do documento fiscal postado logo a frente do Preço 
de Custo Oficial. Neste caso, o documento fiscal vem com o Preço de Custo 
Oficial, e logo a frente vem o desconto destacado. Geralmente é melhor se dar 
a preferência para este tipo de fornecedor;
3) Desconto em campo do documento fiscal postado no rodapé de totalização. 
Neste caso, o fornecedor insere o Preço de Custo Oficial no documento fiscal, 
e concede um desconto geral sobre o “Valor Total dos Produtos”, originando 
um “Valor Total da Nota Fiscal”. A dificuldade deste tipo de desconto, é que 
não se sabe ao certo o percentual de desconto concedido para cada produto 
que compõe o documento fiscal. Obtém-se através de calculo apenas um 
desconto médio para os produtos, o que muitas vezes dificulta a composição 
do Preço de Venda ou da Margem de Lucro Bruto.
DESCONTOS OBTIDOS NA COMPRA
Varias são as formas pelas quais o fornecedor oferece os descontos nos 
medicamentos, para o Farmacêutico. Na maioria das vezes o que se pretende 
com essas “variâncias” nas formas de apresentar o desconto, é camuflar o real 
desconto que esta sendo concedido.
Seja de qualquer forma que possa ser apresentado o desconto, o importante 
é que o Farmacêutico saiba calcular o quanto em percentual esta sendo 
concedido de desconto, em relação ao preço de Custo Oficial do produto.
4. METODOLOGIAS OPERACIONAIS E ADMINISTRATIVAS 
DEFINIDAS POR SETOR DA FARMÁCIA
43A P L I C A Ç Ã O P R Á T I C A D A A D M I N I S T R A Ç Ã O F A R M A C Ê U T I C A
Portanto, seja qual for a forma que esta sendo apresentado o desconto, 
transforme sempre o valor do desconto em percentual incidente sobre o preço 
de Custo Oficial.
Vejamos abaixo algumas formas de apresentação dos descontos pelos 
fornecedores, e a sua representação em termos de desconto percentual sobre 
o preço de Custo Oficial dos produtos:
Representação em quantidade ofertadas e percentual dos descontos:
Representação em valores de descontos e percentual real praticado:
Os quadros ao lado mostram formas pelas quais os fornecedores comumente 
ofertam os descontos, e quais são os percentuais que incidem sobre o preço 
de custo oficial. Note que para utilização nos cálculos da Margem de Lucro da 
Farmácia, irá ser necessária a média de descontos que foi obtida sobre o Preço 
de Custo Oficial dos produtos.
O Farmacêutico deve ter em mente que, ele terá que alcançar “metas” de 
descontos para cada grupo de produtos existente na Farmácia. Sendo assim, 
as compras deverão ser pautadas nesse sentido, visto que as médias de 
descontos de cada grupo deverão ser alcançadas no final de cada mês.
DESCONTOS DE ORDEM TRIBUTÁRIA OU FISCAL
É comum os fornecedores oferecerem descontos de compensação de 
diferenças de ICMS ocorridas entre um estado e outro da federação.
Esses descontos são chamados de “repasse” e normalmente incidem como um 
desconto global em percentual sobre o total da Nota Fiscal de compra.
Esses descontos somente tem validade para utilização como compensação em 
valores de ICMS, quando a Farmácia esta sob o regime tributário de Lucro Real 
ou Lucro Presumido. Quando a Farmácia esta enquadrada sob o regime do 
“SuperSimples”, esta compensação de diferença de ICMS não irá ser utilizada, 
e portanto o desconto de “repasse”, poderá ser visto como um desconto extra 
que foi oferecido pelo fornecedor. Nestes casos, é um desconto comum, e deve 
compor a média de desconto obtido pela Farmácia. A exceção ocorre quando, 
a Farmácia esta em um estado da federação aonde se pratica o recolhimento 
antecipado do ICMS, o que chamamos de Substituição Tributária. Nestes casos, 
o desconto de “repasse” irá auxiliar na diminuição do imposto que foi cobrado 
na Nota Fiscal de Entrada dos produtos, e portanto não poderá ser visto como 
um desconto extra, mesmo se a Farmácia estiver no “SuperSimples”.
1 1 2 50,00
1 1,5 3 60,00
1 2 3 66,67
QUANT.
 COMPRA
BONIFICAÇÃO 
EM QUANT.
QUANT. PROD. CHEGA 
NA FARMÁCIA
PERCENTUAL 
OBTIDO DE DESC. 
SOBRE O PRC 
VENDA (%)OFERTA PELO REPRESENTANTE
1+1
1+1,5
1+2
REPRESENTATIVIDADE DO DESCONTO 
SOBRE O PRC CUSTO OFICIAL (%)
REPRESENTATIVIDADE DO DESCONTO 
SOBRE O PRC CUSTO OFICIAL (%)
1+1 55,00
1+1,5 57,00
1+2 60,00
1+2 62,00
1+2 65,00
4. METODOLOGIAS OPERACIONAIS E ADMINISTRATIVAS 
DEFINIDAS POR SETOR DA FARMÁCIA
44A P L I C A Ç Ã O P R Á T I C A D A A D M I N I S T R A Ç Ã O F A R M A C Ê U T I C A
POLÍTICA DE MARKUP CONFORME O GRUPO
Conforme foi dito anteriormente na “Composição das Margens de Lucro”, a 
política de preços a ser adotada segue as “Listas de Comercialização da CMED” 
para o caso dos medicamentos, que estão dispostos em Listas Positivas, 
Negativas e Neutras.
Para os medicamentos manipulados um bom markup é ainda recomendado 
o índice 7 de multiplicação sobre o valor da matéria prima, que projeta uma 
Margem de Lucro sobre o Preço de Venda, da ordem de aproximadamente 
85,00%. Este percentual no entanto, deverá ser revisto e ser lançado no DLP 
e no DFC de cada Farmácia, para se obter o resultado final de Lucro Líquido. 
Este índice, dependendo da Farmácia, deverá ser alterado para cima ou para 
baixo, dependendo dos resultados obtidos.
Para as perfumarias e correlatos, um bom markup é recomendado o índice 
de 60,00% sobre o Preço de Custo Compra. Atente-se para o fato de que 
vários grupos de perfumarias não poderão ser inseridos este markup, pois o 
mercado concorrente não permite. A melhor forma de se descobrir quais são 
estes produtos, é fazendo uma pesquisa de preços entre os seus concorrentes, 
e verificar os preços praticados, e a partir do seu Preço de Venda (gerado com o 
markup de 60,00%), conceder descontos promocionais. Produtos que deverão 
fazer parte desta lista são: Fraldas, Tinturas, Esmaltes, Descolorantes, etc. Cada 
Farmácia terá que estudar qual é o seu markup ideal, tendo como base o índice 
anteriormente apresentado. Ajustes para baixo (e eventualmente para cima), 
poderão ser efetuados, dependendo de cada realidade de mercado em que a 
Farmácia esta inserida.
POLÍTICA DE DESCONTOS
Os descontos a serem concedidos para o cliente, deverão ser estudados 
na planilha de “Composição de Margem de Lucro”, e verificado qual o valor 
que poderá ser inserido (no máximo), que ainda projeta um Lucro Final 
representativo, após o pagamento das despesas.
Para os medicamentos, buscar descontos “extras” junto aos fornecedores e 
fabricantes, e repassar para o cliente em forma de descontos, preservando a 
margem definida na planilha de “Composição de Margem de Lucro”, é uma 
medida razoável e indicada, para poder ganhar mercado.
Outradica, é inserir na promoção os produtos de “fundo de estoque” que não 
tem giro há mais de 180 dias, com descontos máximos.
A mídia irá anunciar descontos de “até” o desconto máximo que está definido 
nesses produtos.
DOTAÇÃO ORÇAMENTÁRIA
Refere-se ao valor máximo estipulado para a compra de mercadorias durante 
o mês. Este valor equivale ao “C.M.V.” (ou Custo da Mercadoria Vendida), que 
foi calculado anteriormente na planilha de “Composição de Margens de Lucro 
e CMV”.
 
Mensalmente deverá ser estipulado o CMV do mês anterior, e a compra 
ocorrida no mês em andamento deverá seguir cuidadosamente os valores de 
cada grupo de produtos. Quando ocorre uma superação do CMV, quer dizer 
que esta se fazendo estoque além do necessário, e parte do Capital de Giro 
esta sendo consumido em estocagem desnecessária. Quando ocorre o inverso, 
compras abaixo da Dotação Orçamentária (CMV), que dizer que o estoque esta 
diminuído, e que isso poderá se refletir no volume de venda futura.
4. METODOLOGIAS OPERACIONAIS E ADMINISTRATIVAS 
DEFINIDAS POR SETOR DA FARMÁCIA
45A P L I C A Ç Ã O P R Á T I C A D A A D M I N I S T R A Ç Ã O F A R M A C Ê U T I C A
Cabe ao Setor de Compras da Farmácia, repor a mercadoria vendida no mês 
anterior, de forma a suprir os estoques. Para que não haja compras fora do 
necessário, de forma a comprometer o Capital de Giro ou deixar que ocorram 
faltas de produtos, é necessário se definir uma Dotação Orçamentária de 
compra para cada mês do ano. A utilização desta forma de controle, leva 
a Farmácia a uma melhor estocagem e consequentemente a melhores 
patamares de vendas, sem comprometimento do Capital de Giro.
SETOR FINANCEIRO
Utilize sempre um software de Gerenciamento de Contas Bancárias, para fazer 
o acompanhamento da conta da Farmácia. Existem alguns deles disponíveis no 
mercado atualmente. Todos eles permitem fazer reconciliações automáticas 
(ler o extrato bancário), e conferir o saldo durante a operação. Sugestão de uso: 
Money (Microsoft).
O Gerenciamento de Contas Corrente Bancárias, deverá ser feito utilizando-se 
um sistema informatizado que tenha função de “Gerenciador Financeiro”. Todos 
os Pagamentos a Fornecedores (pagamento futuro e presente), Despesas, e 
Depósitos, realizados em Conta Corrente Bancária, deverão ser inseridos neste 
Gerenciador. Diariamente, deverá ser realizada uma “conciliação” dos valores 
de saldo da Conta Corrente Bancária, com o saldo do Gerenciador Financeiro. 
Este procedimento garantirá a exatidão da movimentação de valores e a 
certeza de que não houve nenhuma operação errônea por parte do banco.
Outra importância deverá ser salientada, corresponde ao controle de 
Despesas. As várias categorias de despesas deverão ser cadastradas dentro do 
Gerenciador Financeiro, e cada pagamento deverá ser atribuído a uma delas. 
Dessa forma, no final do mês, um relatório de Despesas por Categorias, será 
de suma importância para a obtenção dos valores para o preenchimento da 
Planilha de geração do DLP (Demonstrativo de Lucros e Perdas) e do DFC 
(Demonstrativo de Fluxo de Caixa).
O GERENCIAMENTO DO COFRE ADMINISTRATIVO DA 
FARMÁCIA
O Setor financeiro deverá ter na sua retaguarda um Cofre Administrativo, 
aonde deverão ocorrer pagamentos e entradas de dinheiro em espécie.
Algumas operações de pagamento de despesas em dinheiro e ainda 
“suprimentos” do cofre da gerência, deverão sair deste controle financeiro.
Ao realizar o pagamento de uma Despesa, o encarregado financeiro deverá 
“classificar” a despesa dentro de uma Categoria própria (vide relação dos Tipos 
de Despesas na planilha Painel de Controle para Farmácias). A Categorização 
das Despesas, permite fazer um acompanhamento mais específico dos gastos, 
facilitando a verificação do que poderá ser minimizado.
Todo pagamento de Despesa deverá ser “documentado” através de Nota Fiscal 
para produtos adquiridos, ou de “Recibo”, para o caso de prestação de serviço. 
Os “Recibos” deverão conter obrigatoriamente todos os dados do prestador 
de serviço. Isto é necessário para que, o Setor de Contabilidade possa realizar 
o seu lançamento no Livro Caixa.
CONFERÊNCIA DOS VALORES DE VENDA E CAIXA
Diariamente o encarregado pelo Setor Financeiro deverá confrontar os valores 
das vendas que foram originadas no sistema informatizado da Farmácia, com 
os valores que foram depositados pelo Caixa da Farmácia, na Conta Corrente 
Bancária. Não poderá haver diferenças entre esses valores, devendo para cada 
4. METODOLOGIAS OPERACIONAIS E ADMINISTRATIVAS 
DEFINIDAS POR SETOR DA FARMÁCIA
46A P L I C A Ç Ã O P R Á T I C A D A A D M I N I S T R A Ç Ã O F A R M A C Ê U T I C A
Caixa que foi fechado na Farmácia, haver um deposito ocorrido na Conta 
Corrente. A sincronia desses valores irá garantir que todo o dinheiro originado 
das vendas (e que foram emitidos os Cupons Fiscais), foram fielmente 
depositados na Conta Corrente da Farmácia; ou seja, que não houve desvios 
de verbas.
Como as diferenças de Caixas são tratadas no Cofre da Gerencia (vide descrição 
no Setor de Caixas), os valores fechados em cada Caixa deverão ser registrados 
na Conta Corrente da Farmácia. 
PAGAMENTO DAS OBRIGAÇÕES MENSAIS (DESPESAS) E 
BOLETOS BANCÁRIOS
Cada obrigação de pagamento de qualquer origem deverá ser agendada pelo 
encarregado do Setor Financeiro. É recomendado que se utilize a facilitação de 
agendamento, que são oferecidos pelo sistema bancário. 
Os boletos bancários que acompanham as Notas Fiscais de Entrada de 
produtos, deverão ser agendados para pagamento, no ato da entrada da Nota 
Fiscal. Dessa forma, evita-se que haja discrepâncias e problemas perca do 
prazo para pagamento.
IMPORTÂNCIA DOS DADOS ORIGINADOS
A somatória da Receita Total e da Despesa Total, obtida dentro do mês, é de 
grande importância para o calculo dos resultados financeiros da Farmácia. 
Para que estes dados possam ser confiáveis e fidedignos, é necessário que a 
Farmácia possua uma Conta Corrente bancária que seja somente destinada 
a ela. Não é concebível que se utilize essa conta corrente para qualquer outra 
operação que não seja originada da Farmácia. Este procedimento irá facilitar a 
obtenção de dados importantes que foram mencionados anteriormente, além 
de ficar em consonância com os valores que foram originados na emissão dos 
Cupons Fiscais, evitando assim disparidades financeiras que iriam ocasionar 
multas fiscais futuras.
O Saldo de Fluxo de Caixa da Farmácia, é obtido através do calculo dos dados 
financeiros originados da Conta Corrente e da Conta Cofre da Farmácia.
SINCRONISMO COM A CONTABILIDADE
Todas as operações de pagamentos efetuadas pelo Setor Financeiro, 
deverão ser devidamente documentados (com Notas Fiscais ou Recibos) 
e encaminhados para o setor de contabilidade. Assim como, todos os 
valores gerados das vendas (com emissão dos Cupons Fiscais) deverão ser 
depositados em Conta Bancária da Farmácia. A observância desses dois 
parâmetros, garantirão que os dados financeiros estejam em sincronia com os 
dados Contábeis, fazendo com que fiquem em concordância fiscal. Todas as 
Farmácias, seja ela enquadrada em qualquer regime de tributação, devem ter 
os dados financeiros em concordância com os dados contábeis, sob pena de 
serem punidas pelo Fisco Estadual ou Federal.
Todos os pagamentos efetuados deverão estar documentados (documentos 
válidos para o Fisco). Caso seja “Recibos” de pessoas físicas prestadores de 
serviço, deverão estar com todos os dados necessários (CPF, Endereço, Telefone, 
etc). Para todos os casos que envolvem pagamentos a pessoas jurídicas, deverá 
haver a presença da Nota Fiscal (mesmo sendo prestação de serviço). Portanto, 
esteja sempre atento a este requisito para não ter problema futuro.
4. METODOLOGIAS OPERACIONAIS E ADMINISTRATIVAS 
DEFINIDAS POR SETOR DA FARMÁCIA
47A P L I C A Ç Ã O P R Á T I C A D A AD M I N I S T R A Ç Ã O F A R M A C Ê U T I C A
SETOR DE CONTABILIDADE
REGIMES TRIBUTÁRIOS SUJEITOS
Dependendo da Farmácia e do seu faturamento, ela deverá estar sob um dos 
regimes de apuração tributária:
1) SIMPLES Nacional ou SUPERSIMPLES;
2) Lucro Presumido;
3) Lucro Arbitrado;
4) Lucro Real.
Normalmente, a maioria das Farmácias estão enquadradas no SIMPLES 
Nacional, pois tem um faturamento anual inferior a R$ 2,4 milhão. O percentual 
de imposto a ser pago para as Farmácias que se enquadram no SIMPLES, 
deverá seguir a “Tabela do SIMPLES Nacional” descrita anteriormente. 
O procedimento contábil é de simples execução: basta verificar no mês em 
questão qual foi o faturamento acumulado no ano, e consultar a “Tabela do 
SIMPLES”, buscando o percentual apropriado. Este percentual é calculado 
sobre a Venda Líquida da Farmácia, ou seja sobre a somatória das Leituras “Z” 
da impressora fiscal. É um percentual que normalmente fica abaixo de 11,00%, 
o que projeta um valor condizente com a realidade das Farmácias. A título de 
comparação, as Farmácias norte-americanas tem uma incidência de imposto 
que equivale ao Simples, próximo de 9,25% sobre a Venda Líquida.
Empresas que faturam acima do limite suportado pela Tabela do SIMPLES, 
poderão optar pelo regime de Lucro Presumido ou Lucro Real. São regimes 
de tributação mais complexos que despendem maior controle por parte da 
Farmácia e por parte do contador responsável. Em ambos os regimes, o cálculo 
do ICMS (imposto estadual), deverá seguir o sistema de débito e crédito, e o 
imposto federal deverá seguir os procedimentos apropriados de calculo. Os 
impostos e encargos incidentes neste tipo de regime são:
Estadual:
• ICMS
Federal:
• PIS
• COFINS
• Imposto de Renda
• Contribuição Social
• INSS da Empresa
O regime de Lucro Arbitrado só é realizado em condições específicas em que 
o fisco estadual ou federal impõe a determinada empresa ou a determinado 
segmento.
È importante frisar que, em qualquer tipo de regime tributário que a Farmácia 
estiver, a movimentação Financeira deverá estar em concordância com a 
escrituração contábil. Dessa forma é de suma importância que o empresário 
de Farmácia, separe muito bem a movimentação da empresa da sua 
movimentação bancária pessoal. Em algum momento da vida da empresa, 
a fiscalização irá confrontar a escrituração contábil com a movimentação 
ocorrida nas contas correntes da Farmácia. A discrepância entre as duas leva 
a multas, e em muitos casos ao desenquadramento da Farmácia do sistema 
SIMPLES Nacional. 
4. METODOLOGIAS OPERACIONAIS E ADMINISTRATIVAS 
DEFINIDAS POR SETOR DA FARMÁCIA
48A P L I C A Ç Ã O P R Á T I C A D A A D M I N I S T R A Ç Ã O F A R M A C Ê U T I C A
Ademais a dica é, sonegar não compensa. Seja em qualquer regime tributário 
que a Farmácia estiver enquadrada, o percentual economizado em impostos 
(no caso de sonegação), não compensa frente aos valores que poderão ser 
aplicados de multa, e alia-se a isto, a falta de controle interno que gera, quando 
se pratica este tipo de procedimento.
Em alguns estados da federação, existem as chamadas “Substituições 
Tributárias” (ou ST). Este tipo de tributação estadual é uma forma de cobrança 
do ICMS, que não implica no recolhimento juntamente com a alíquota paga 
mensalmente na guia do SIMPLES; e sim na cobrança do imposto na Nota 
Fiscal de Compra da mercadoria. Nesta forma de recolhimento, o calculo do 
imposto é realizado dentro da Nota Fiscal de aquisição dos produtos, e o valor 
final pago já esta incluso do valor do ICMS. Nestes casos, a guia paga pelo 
SIMPLES refere-se apenas aos impostos federais, excluindo-se o ICMS Estadual.
RELAÇÃO DE VENDAS DE PRODUTOS POR LISTAS DE 
COMERCIALIZAÇÃO
Mensalmente é necessário que o Farmacêutico, encaminhe para o Contador, 
uma relação do que foi vendido durante o mês, que são constantes das Listas 
Positiva e Negativa (da CMED). Este relatório se faz necessário para que haja 
a chamada “segregação” das vendas. Isto quer dizer que ao gerar a guia do 
SIMPLES o Contador deverá informar ao fisco (no sistema gerador da guia 
denominado de PGDAS), qual foi o valor das vendas dos produtos que estão 
na condição de “não tributados para o PIS/COFINS”. Do valor total da guia 
gerada, irá ser descontado o valor desses produtos, que não são tributados 
por esses impostos. Isto evita que a Farmácia que esta enquadrada no SIMPLES 
seja bi-tributada no pagamento desses impostos. 
Este procedimento, reduz o valor da guia de recolhimento do SIMPLES 
mensalmente pago pela Farmácia. Esta informação deverá ser levada ao 
Contador, por parte do Farmacêutico.
Para as Farmácias que estão nos outros regimes tributários, se faz necessário 
os relatórios de vendas dos produtos que incidem o PIS/COFINS, tanto nas 
Compras dos Produtos, quanto nas Saídas dos Produtos (vendas). De posse 
deste relatório (somente das Listas Neutra e Liberados), é que o Contador irá 
realizar o calculo do imposto, pelo sistema de débito e crédito.
O LIVRO DE DUPLICATAS. A RELAÇÃO DE CHEQUES E OS 
COMPROVANTES DE CARTÃO
É importante ser gerado mensalmente um tipo de relatório em que são descritas 
todas as operações de vendas em que o pagamento não ocorreu “A Vista”. Este 
relatório deverá contemplar as formas de pagamento em: Duplicatas, Cheques 
Pré-datados, Comprovantes de Vendas a Cartão de Crédito. 
Este relatório deverá ser repassado ao contador, a fim de que faça a escrituração 
dessas vendas, demonstrando ao fisco que as mesmas não geraram valores 
financeiro em Conta Corrente.
Por outro lado, deverá também ser emitido relatório de todas as vendas a 
prazo que foram “recebidas” no mês, e repassado ao contador, para a mesma 
finalidade.
O INVENTÁRIO - PERIODICIDADE MENSAL
O relatório de inventário a Preço de Custo Médio dos produtos, deverá ser 
encaminhado ao contador mensalmente, para que possa haver um correto 
trabalho de formação do estoque contábil. Mesmo que, por lei do Simples 
Nacional, o inventário possa ser apresentado apenas anualmente; a sua 
4. METODOLOGIAS OPERACIONAIS E ADMINISTRATIVAS 
DEFINIDAS POR SETOR DA FARMÁCIA
49A P L I C A Ç Ã O P R Á T I C A D A A D M I N I S T R A Ç Ã O F A R M A C Ê U T I C A
determinação mensal é importante para que o empresário possa acompanhar 
a evolução do seu estoque. Um possível “ajuste” poderá ainda ser realizado 
ao longo dos meses se haver este tipo de necessidade. Um aumento ou uma 
diminuição abrupta nos valores do inventário, deverão ser prontamente 
verificados antes do findado o ano.
A NOTA FISCAL ELETRÔNICA (NF-E) E O SÍNTEGRA
Recentemente, e mais precisamente a partir de Janeiro/2009, as Secretárias da 
Fazenda de cada estado da federação, instituiu a obrigatoriedade da Nota Fiscal 
Eletrônica para o segmento varejista farmacêutico. Isto quer dizer que, para 
toda compra realizada pelas Farmácias nos estados, irá ser emitida uma Nota 
Fiscal Eletrônica que deverá ser autorizada previamente pelo Fisco Estadual, 
de forma informatizada. Dessa forma, fica impossível que outra empresa utilize 
o CNPJ da Farmácia compradora, e que se possa sonegar o imposto, sem que 
o Fisco saiba.
Aliado a isto, o SINTEGRA é um método de informação mensal em que o 
contador deve transmitir ao Fisco Estadual, toda a escrituração de Notas 
Fiscais. A confrontação entre essas duas entidades, permite ao Fisco Estadual, 
obter informação precisa sobre todas as transações que a Farmácia realizou, 
com um máximo de detalhes.
Portanto, o Farmacêutico deverá sempre exigir o DANFE (Documento Auxiliar 
da Nota Fiscal Eletrônica), na operação de entrada da mercadoria na Farmácia. 
Cuide para que seja conferidos corretamente os dados do documento, e 
qualquer disparidade solicite ao Contador da Farmácia que faça notificação 
no site do Fisco Estadual. Nunca e em nenhuma hipótese aceite mercadoria 
alguma na Farmáciasem a devida Nota Fiscal de compra. O risco não compensa!
CUIDADOS COM BLOCOS, IMPRESSORA FISCAL (LEITURA 
Z), MAPA DE CAIXA. EMITIR VENDAS OU NOTA FISCAL 
DIARIAMENTE
Todos os Blocos de Nota Fiscal existentes na Farmácia, sejam eles usados ou 
ainda em branco, deverão ser guardados com o máximo cuidado. Blocos que 
se extraviam, podem ocasionar multas enormes, aplicadas pelo Fisco Estadual. 
A confecção de um “arquivo permanente”, em caixa adequadas, para a guarda a 
longo prazo deverá ser considerada, visto que estes documentos deverão ficar 
guardados por no mínimo de 5 anos. Emita Cupom Fiscal de todas as vendas 
efetuadas, sem exceção. Não permita vendas por Cartão de Crédito ou Débito, 
sem o acionamento do TEF em concomitância com a impressão do Cupom 
Fiscal. Esta operação é foco do fisco Estadual e eles estão constantemente 
realizando averiguações. Comparações dos valores financeiros repassados 
pelas administradoras de cartões com o valor contabilizado pela Farmácia, são 
comuns de serem realizadas pelos fiscais.
A emissão da Leitura “Z” da impressora fiscal, deverá ocorrer diariamente e 
nunca deverá ser omitida. Toda impressora fiscal tem um dispositivo que 
emite a leitura “Z” a meia noite de cada dia. Isto só não ocorrerá se a mesma 
estiver desligada. Portanto atente-se para este fato e verifique o modo de 
funcionamento da sua impressora fiscal.
A emissão de documentos fiscais diariamente é de suma importância, para 
que o fisco não possa realizar multa na Farmácia. Sendo assim, mesmo nos dias 
em que a impressora fiscal estiver com defeito ou na falta de energia elétrica, 
os blocos de Nota Fiscal manual, deverão ficar sobre o balcão, e todas as 
vendas realizadas deverão ser criteriosamente emitidas notas de venda. Dica: 
se ao iniciar o dia, tiver algum dinheiro em caixa para troco, e não tiver havido 
nenhuma venda: Emita Nota Fiscal de venda do valor que esta em caixa. Caso 
venha algum fiscal e verificar que não há o funcionamento da impressora fiscal 
4. METODOLOGIAS OPERACIONAIS E ADMINISTRATIVAS 
DEFINIDAS POR SETOR DA FARMÁCIA
50A P L I C A Ç Ã O P R Á T I C A D A A D M I N I S T R A Ç Ã O F A R M A C Ê U T I C A
e que existe dinheiro em caixa, ele aplicará multa por sonegação de impostos. 
Sendo assim, emita Nota Fiscal para acobertar o valor do dinheiro que esta em 
caixa.
Para as Farmácias cuja impressora ainda emite “Fita Detalhe” (espécie de 2ª via 
do Cupom Fiscal), estas deverão ser cuidadosamente guardadas e não poderão 
ser extraviadas. Guardar em arquivo apropriado por prazo mínimo de 5 anos.
As impressoras fiscais mais atuais, não emitem esta “Fita Detalhe” pois elas 
possuem um disco rígido interno, aonde são gravadas imagens dos Cupons 
Fiscais emitidos.
Qualquer manutenção ou intervenção realizada nas impressoras fiscais, deverá 
ser realizada por técnicos credenciados pela SEFAZ. Cuidado especial deverá 
ser prestado nos lacres dessas impressoras, que não poderão ser violados.
Mantenha a guarda nos lacres das impressoras, e caso sejam rompidos 
acidentalmente no balcão, peça ao Contador que tome as medidas necessárias 
(elas deverão ser urgentes).
CONSULTORIA CONTÁBIL - FARMÁCIA FATURAMENTO 
MAIOR DO QUE R$ 150 MIL/MÊS
Farmácias que tenham um faturamento próximo desse valor mensal, e que 
projeta faturamento anual próximo a R$ 1,8 milhão de reais, deverá procurar 
ajuda de consultoria contábil especializada. Os valores incidentes de impostos 
pelo Lucro Real ou pelo Lucro Presumido podem ficar muito além dos 10,00% 
sobre a Venda Líquida Total. Isto poderá comprometer a viabilidade da 
Farmácia, pois ela terá concorrentes que estarão no Simples, recolhendo um 
percentual abaixo de 10,00%. Um ajuste contábil verificando as especificidades 
da Farmácia se faz necessário para que, utilizando as condicionantes da lei, se 
possa reduzir o valor pago, e assim viabilizar a Farmácia. 
O Farmacêutico deverá ficar atento e informar-se mais a respeito do que 
poderá ser realizado.
CONTROLE DE FOLHA DE PAGAMENTO E RH
O Setor Contábil poderá ser encarregado do fechamento da Folha de 
Pagamento dos funcionários, e das demais questões referentes ao Rh (Recursos 
Humanos), como Férias, Benefícios diversos concedidos aos funcionários, etc.
Para tanto, o empresário de Farmácia deverá encaminhar planilha ou relatório 
com os valores das “Comissões dos Funcionários”, e ainda com as “Horas Extras” 
realizadas por cada um deles durante o mês.
A IMPORTÂNCIA DE ARQUIVAR OS DOCUMENTOS (ANUAL E 
PERMANENTE)
Toda Farmácia deverá ter um local isolado e devidamente fechado para 
a guarda de documentos fiscais. Normalmente os documentos fiscais 
necessitam ser guardados por 5 anos. Alguns deles, como os “Livros Razão”, 
documentos do “INSS” da empresa e de funcionários, deverão ser guardados 
indefinidamente (por tempo indeterminado).
Assim, é sugerido que a Farmácia confeccione caixas apropriadas (de madeira 
ou metal ou plásticas), sendo uma para cada ano anterior no total de 6 caixas, 
para a guarda desses documentos. Sempre no novo ano que se inicia, poderá 
ser utilizada a caixa mais antiga e assim sucessivamente. Essas caixas deverão 
ser cuidadosamente fechadas, para que não haja a invasão de insetos e 
roedores.
Uma das caixas deverá conter os documentos permanentes. No total serão 6 
caixas a serem devidamente guardadas e cuidadosamente controladas para 
não haver perda dos documentos. Não deixe que os documentos da Farmácia 
fique de posse do Contador ou de outros. O próprio Farmacêutico deverá fazer 
a guarda de todos eles. 
4. METODOLOGIAS OPERACIONAIS E ADMINISTRATIVAS 
DEFINIDAS POR SETOR DA FARMÁCIA
51A P L I C A Ç Ã O P R Á T I C A D A A D M I N I S T R A Ç Ã O F A R M A C Ê U T I C A
VERIFIQUE PERIODICAMENTE O TRABALHO DO CONTADOR
Uma boa prática de saber se o Contador esta em dia com os lançamentos 
Contábeis e Fiscais, é solicitar o “Relatório de Fechamento Contábil” de cada 
mês. Neste relatório deverá vir descrito todas as operações (vendas, compras, 
despesas, etc) que ocorreram na contabilidade do mês anterior. A ausência 
deste relatório indica atraso nos registros contábeis, que na maioria das vezes 
são realizadas somente a emissão das guias fiscais para pagamento; ficando 
esses registros em descoberto sendo passíveis de multas fiscais.
Anualmente ou semestralmente, contrate um “auditor contábil” para fazer 
a verificação do período anterior. Esta prática, evita problemas com a 
contabilidade e futuras multas fiscais decorrentes de erros cometidos pelo 
Contador da Farmácia.
SETOR ADMINISTRATIVO
ANÁLISE PERIÓDICA DO DLP E DO DFC
Dentre os vários indicadores que um administrador tem a sua disposição, 
sem dúvida alguma, o DLP (Demonstrativo de Lucros e Perdas) e o DFC 
(Demonstrativo de Fluxo de Caixa), são os mais importantes. A sua observância 
periódica (no mínimo mensal); demonstra ao Diretor da Farmácia como está 
o resultado e a viabilidade da Farmácia. Mostra se as ações implementadas 
quanto a Descontos, Crediários, Compras, Vendas, Financeiro, Contabilidade, 
etc. estão em consonância com os objetivos traçados.
A análise do DLP e 
do DFC deverá ser no 
mínimo mensal.
Utilize um sistema informatizado de boa qualidade para obter os dados 
necessários para a obtenção desses dois indicadores. A preparação de uma 
planilha de calculo prévia será de grande importância para a obtenção desses 
quadros.
DEFINIÇÃO DA DOTAÇÃO ORÇAMENTÁRIA PARA O SETOR DE 
COMPRAS
Cabe ao diretor da Farmácia, definir o valor de Compras do mês para cada 
grupo, e acompanhar a sua evolução no período. Um valor abaixo ou acima 
da “Dotação Orçamentária” irá influenciar diretamente no Fluxo de Caixa e 
ocasionará problemas para a administração.
INDICADORES OPERACIONAIS OU SETORIAIS E FINANCEIROS
Além do DLP e do Fluxo de Caixa, outros Indicadores Operacionais deverão ser 
analisados pelo Diretor daFarmácia, como forma de aprimorar os processos e 
procedimentos realizados. 
A administração responsável de uma empresa exige o constante 
acompanhamento das operações. Consequentemente, o dirigente da Farmácia 
deve se preocupar com as tendências e o grau de eficiência e lucratividade de 
sua empresa. Uma forma de mensurar a liquidez, o grau de endividamento e 
a lucratividade de uma empresa é realizar uma análise dos índices financeiros. 
Essa análise serve como base para o planejamento financeiro e fornece um
instrumento para monitorar o seu desempenho.
4. METODOLOGIAS OPERACIONAIS E ADMINISTRATIVAS 
DEFINIDAS POR SETOR DA FARMÁCIA
52A P L I C A Ç Ã O P R Á T I C A D A A D M I N I S T R A Ç Ã O F A R M A C Ê U T I C A
A análise de índices ajuda a revelar a condição global de uma empresa. 
Auxilia analistas e investidores a determinar se a empresa está sujeita ao 
risco de insolvência e se está bem em relação ao seu setor de atividade ou 
aos seus concorrentes. Os investidores consultam os índices para avaliar 
melhor o desempenho e o crescimento da empresa. Conseqüentemente, 
os índices financeiros medíocres geralmente levam a custos mais elevados 
de financiamento, enquanto bons índices muitas vezes significam que os 
investidores estarão dispostos a colocar recursos à disposição da empresa 
com custos mais razoáveis. Os bancos usam os índices para determinar se 
concedem crédito e, em casos positivos, qual o valor disponibilizado.
Os dirigentes utilizam os índices financeiros para monitorar as operações, 
assegurando-se de que suas empresas estão usando os recursos disponíveis 
de forma eficaz, e para evitar a insolvência.
A idéia é descobrir se a posição financeira e operacional da empresa está 
melhorando com o passar do tempo e se seus índices globais estão melhores 
ou piores que os índices dos concorrentes. Quanto esses índices ficam abaixo 
de certos padrões, é responsabilidade do dirigente retomar o controle antes 
que surjam problemas sérios.
A análise dos índices permite-nos um melhor entendimento das relações entre 
o balanço patrimonial e o demonstrativo de resultados.
Embora exista um número substancial de índices avulsos, eles geralmente 
são agrupados em cinco categorias principais:
• índices de liquidez;
• Índices de atividades;
• Índices de endividamento;
• Índices de rentabilidade;
• índices de mercado de ações.
Os índices de atividades determinam a rapidez com que uma empresa pode 
gerar caixa se houver necessidade. Evidentemente, quanto mais rápido uma 
empresa puder converter os estoques e contas a receber em caixa, melhor 
para ela.
Os índices operacionais e financeiros utilizam resultados extraídos dos 
Demonstrativos de Lucro e Perdas e do Balanço Patrimonial para sinalizar o 
desempenho operacional e financeiro de uma instituição varejista.
Uma análise dos índices facilita a avaliação da empresa, e reflete seu 
desempenho e saúde financeira, servindo, portanto, para alertar sobre 
problemas a serem corrigidos.
Exemplo de Índices Financeiros:
• Índices de Liquidez
• Índice de liquidez corrente
• Índice de Liquidez Seca
• Índice de liquidez Geral
• índice de liquidez imediata
Os índices de atividade medem a velocidade com que as várias contas são 
convertidas em vendas ou caixa – entradas ou saídas.
Os índices de atividades determinam a rapidez com que uma empresa pode 
gerar caixa se houver necessidade. Evidentemente, quanto mais rápido uma 
empresa puder converter os estoques e contas a receber em caixa, melhor 
para ela. Para o cálculo de cada índice existe uma fórmula apropriada. 
Os índices de atividade são:
• Ciclo de Caixa
• Giro de caixa
• Giro do estoques
4. METODOLOGIAS OPERACIONAIS E ADMINISTRATIVAS 
DEFINIDAS POR SETOR DA FARMÁCIA
53A P L I C A Ç Ã O P R Á T I C A D A A D M I N I S T R A Ç Ã O F A R M A C Ê U T I C A
• Período médio de estoque
• Prazo médio de recebimento
• Prazo médio de pagamento
• Giro do ativo
Outros índices 
são igualmente 
importantes:
Índices de Lucratividade (rentabilidade):
• Margem bruta de lucro
• Margem de lucro líquido
Outros indicadores como: Ticket Médio, Número de Cupons Fiscais emitidos, 
Número de clientes atendidos, etc; também são de grande importância para 
mensurar os resultados da Farmácia.
A análise do negócio com a demonstração da viabilidade da Farmácia, deverá 
ser uma preocupação constante do administrador. A verificação constante, 
com acompanhamento do DLP e do DFC, e dos Índices mencionados, irão 
clarear as tomadas de decisão da diretoria, e notadamente assegura uma 
ótima lucratividade para a Farmácia. 
Outro ponto a ser considerado como encargo da Diretoria, é a preparação de 
constantes treinamentos gerenciais, que levarão a uma perfeição operacional 
cada vez maior.
AVALIAÇÃO DO CREDIÁRIO
O administrador deverá ficar atento quanto aos resultados demonstrados 
pela concessão de crédito e recebimentos das vendas a prazo efetuadas pela 
Farmácia. Notadamente, o a inclinação da “Gangorra do Crediário” deverá ser 
acompanhada mensalmente, como forma de preservar o Capital de Giro e 
também de tornar as vendas a prazo lucrativas para a Farmácia.
CONTROLE DE ESTOQUE
Um fator importante para a Farmácia e manter sempre um estoque no nível 
ideal, que não ocorra faltas e nem perdas de produtos. A mensuração e o 
acompanhamento do valor de estoque deverá ser uma constante da direção 
da Farmácia. Valores altos de estoque em relação a venda implicam em “perdas 
financeiras” seja por vencimento de produtos, ou seja por dinheiro paralisado 
sem necessidade (perdas financeiras). Baixos índices de estoque, irão 
certamente implicar em menores vendas ocasionadas pela falta de produtos. 
O estoque ideal deverá ser sempre avaliado em relação ao volume de vendas 
do mês anterior. Para um determinado volume de vendas, o estoque ideal 
estaria entre 1,5 a 2,5 vezes o valor total desta venda. O estoque sempre deverá 
ser mensura a Preço de Custo Real (Preço de Custo Compra).
CONTROLE DE VENDAS
A verificação dos produtos que participaram da venda do mês; servirá para 
mensurar o foco dos vendedores nos produtos de maior lucratividade. A 
observação constante pelo administrador irá assegurar que os vendedores 
estejam focando nos produtos de maior interesse da Farmácia.
4. METODOLOGIAS OPERACIONAIS E ADMINISTRATIVAS 
DEFINIDAS POR SETOR DA FARMÁCIA
54A P L I C A Ç Ã O P R Á T I C A D A A D M I N I S T R A Ç Ã O F A R M A C Ê U T I C A
CONTROLE DE COMPRAS
Autorizar a realização de pedidos extras de produtos (para incrementação do 
estoque), utilizando verbas adicionais, é tarefa exclusiva do administrador da 
Farmácia. Aproveitar produtos que estejam com descontos extras, e identificar 
oportunidades de alavancagem de lucratividade, faz parte da observação do 
administrador no setor de compras.
ACOMPANHAMENTO FINANCEIRO
O administrador da Farmácia deverá acompanhar os valores existentes no 
financeiro: saldo de conta corrente, valor do capital de giro, e saldo do cofre 
administrativo.
Assegurar que o encarregado financeiro esta realizando as devidas conferências 
dos valores gerados no caixa com os depósitos realizados, também é trabalho 
importante do administrador.
O acompanhamento dos valores das despesas totais deverá ser seguido de 
perto pelo administrador.
4. METODOLOGIAS OPERACIONAIS E ADMINISTRATIVAS 
DEFINIDAS POR SETOR DA FARMÁCIA
ACOMPANHAMENTO CONTÁBIL
A leitura do “Razão Contábil” ou do “Relatório Mensal Contábil”, por parte do 
administrador é importante para que tenha a certeza de como esta sendo 
realizado o trabalho contábil da Farmácia. A verificação do “Saldo de Caixa 
Contábil” é importante, para que a Farmácia possa demonstrar valores viáveis 
para o fisco.
Acompanhar o pagamento dos impostos fiscais, de forma a ter noção dos 
valores que deveriam ser recolhidos, é importante paraa segurança de que 
a Farmácia não irá pagar valores desnecessários em impostos e taxas. O 
administrador deverá saber calcular previamente os valores a serem pagos em 
impostos e contribuições.
55A P L I C A Ç Ã O P R Á T I C A D A A D M I N I S T R A Ç Ã O F A R M A C Ê U T I C A
Dificilmente de outra forma se daria para fazer uma administração séria e 
responsável, hoje na atualidade. A gama de produtos e a dinâmica do negócio 
de Farmácia, impõe a utilização de ferramenta de informática.
O investimento em 
um bom sistema 
de informática 
para a Farmácia, 
é fundamental e 
decisivo para que 
o Farmacêutico 
tenha sucesso no seu 
empreendimento.
Ao escolher um sistema, a metodologia adequada para se adquirir o sistema 
certo para uma Farmácia, é organizando o que chamamos de “Matriz de 
Aderência”.
A “Matriz de Aderência” consiste em inserir em uma “tabela” todos os requisitos 
necessários que sejam importantes para que se tenha no novo sistema, que 
vem de encontro com as necessidades da Farmácia. Os requisitos ali descritos 
são, na verdade, especificações sobre o sistema que deverão ser expostas de 
forma detalhada e objetiva. Cada item da “Matriz de Aderência” deverá ser 
atendido pelo sistema que se esta prospectando. 
Nunca veja um sistema procurando analisar “tudo o que ele faz”. Essa forma de 
prospecção de sistemas é errônea e fatalmente leva a decisão errada, levada 
pela falsa impressão de que o sistema “tem tudo”. Na maioria das vezes os 
sistemas, tem muitos itens inseridos sem utilidade prática para a sua Farmácia, 
pois não raras são as vezes que eles foram originados de outros setores do 
varejo, e que sofreram algumas alterações para ser utilizado em Farmácia.
Sendo assim, a utilização da “Matriz de Aderência” é a metodologia mais 
adequada a ser utilizada.
Ao prospectar um software para a Farmácia, veja também quem foi o 
idealizador do sistema. Qual a experiência da empresa desenvolvedora e qual 
o seu nível de conhecimento acerca da profissão Farmacêutica.
Integração entre os Setores: Quando se faz a integração e a consolidação dos 
dados entre os setores da Farmácia, obtém-se informações importantes para 
a tomada de decisão. Um bom sistema deverá integrar os diversos setores da 
Farmácia.
Dados administrativos: Um sistema só tem razão de existir se for capaz de 
fornecer dados confiáveis e objetivos sobre a administração da Farmácia. 
Em todos os setores que foram descritos até aqui, a participação de um bom 
sistema de software é fundamental. Fornecer dados claros e objetivos e facilitar 
a administração da Farmácia é o papel principal de um sistema.
Quando se insere todas as Vendas e todas as Entradas de Produtos em um 
sistema informatizado, quer dizer que o sistema foi alimentado de dados. Se isso 
ocorreu, o sistema tem a obrigação de fornecer dados concretos e confiáveis, 
A FACILICTAÇÃ0 Da ADMINISTRAÇÃO FARMACÊUTICA: A 
INFORMÁTICA NA FARMÁCIA5. 
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5. A FACILICTAÇÃ0 Da ADMINISTRAÇÃO FARMACÊUTICA: A 
INFORMÁTICA NA FARMÁCIA
e mais: espera-se uma análise crítica do sistema em relação ao negócio que é 
controlado. Se o sistema não atende a estas necessidades, substitua o software 
da Farmácia e procure um que realmente atenda a essa premissa.
Estrutura básica: Um Banco de Dados Profissional deverá acompanhar 
a arquitetura do sistema que é utilizado pela Farmácia. Normalmente, 
encontramos sistemas para Farmácias sendo comercializados no mercado, que 
não possuem um Banco de Dados profissional. Esses sistemas são compostos 
apenas de “arquivos” que armazenam os dados.
E esses “arquivos” de estrutura simples, não são suficientemente robustos 
para suportar o volume de dados de uma Farmácia, mesmo que ela seja de 
pequeno porte. O negócio Farmácia tem uma série de especificidades que, 
irá exigir um processamento intenso do sistema, o que acaba corrompendo 
esses “arquivos”. Portanto, ao adquirir um sistema, verifique a existência de um 
Banco de Dados Profissional.
Outra estrutura básica de um software, é que ele funcione em rede. Redes são 
interligações entre computadores. Atualmente, restringir os computadores 
apenas em um certo ambiente não é mais aceitável. Os sistemas deverão 
interligar computadores a distância via internet. As Farmácias necessitam 
desse recurso.
Adquirir um software é atualmente um investimento importante e não 
uma despesa qualquer. É como se, para o seu negócio funcionar bem, você 
precisasse investir em uma máquina. O software é uma máquina de informação 
de dados que é imprescindível na Farmácia moderna.
É válido lembrar que, para realizar na prática uma boa administração, em 
concordância com o planejado e para se obter os resultados esperados, deverá 
haver uma ferramenta que facilite esse processo. Assim como um marceneiro 
tem nas ferramentas uma facilitação para o seu trabalho, o administrador 
deverá contar também com uma ferramenta de facilitação. A complexidade 
das operações, e a natureza de todas elas, requer processamento ágil e 
eficiente. Dessa maneira, sistema informatizado é de vital importância para 
auxiliar o Administrador da Farmácia a executar a sua tarefa. 
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Para gerir uma Farmácia de forma que ela seja viável financeiramente, e 
que produza resultados sólidos, deverão ser utilizados métodos de gestão e 
técnicas de administração, que aqui foram descritas.
Invariavelmente as Farmácias de sucesso possuem: 
Eficiência no 
Atendimento ao Cliente 
utilizando os “Serviços 
Farmacêuticos” 
+ 
Metodologia de 
Administração 
Farmacêutica.
6. conclusão
Na Farmácia utilize de técnicas e metodologias cada vez mais aprimoradas de 
Administração Farmacêutica em todos os Setores, e não se deixe levar pela 
facilidade da improvisação.
Utilize software especializado para o ramo de Farmácia, e que propõe 
um “Modelo de Gestão”, de modo a facilitar o trabalho administrativo do 
Farmacêutico.
VALORIZE O NEGÓCIO: 
A Farmácia é rentável, depende unicamente de que o Farmacêutico aplique 
técnicas administrativas para conseguir bons resultados. É um negócio viável 
e de boa lucratividade. 
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