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Resumo - Aula 02 (Analisando as decisões financeiras de longo prazo)

Material sobre decisões financeiras de longo prazo e orçamento de capital: diferencia financiamento e investimento, explica Balanço Patrimonial e estrutura de capitais, lista questões-chave e descreve orçamento de capital, construção do fluxo de caixa e técnicas (payback, VPL, TIR).

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ANALISANDO AS DECISÕES FINANCEIRAS DE LONGO PRAZO
	As decisões financeiras de longo prazo envolvem a obtenção de recursos para financiar projetos de investimento (decisões de financiamento) e a definição dos critérios a serem adotados para a escolha dentre os investimentos alternativos (decisões de investimento). Tudo em busca de novos projetos e/ou substituição/ampliação dos ativos atuais. Exemplos de decisões financeiras de longo prazo: 
	A realização de investimentos em capital fixo: aquisição de novos equipamentos, construção de novas instalações, entre outros. 
	A escolha das fontes de financiamento: capital próprio (CP) e capital de terceiros (CT). 
	A definição da estrutura de capitais: proporção entre CP e CT. 
	A definição da política de dividendos: remuneração dos acionistas (proprietários). 
DECISÕES DE FINANCIAMENTO E INVESTIMENTO À LONGO PRAZO
	Decisões de Financiamento dizem respeito a como obter os recursos financeiros;
	Decisões de Investimentos em como aplicar os recursos financeiros.
 
 
	No Balanço Patrimonial, mostra-se que os recursos são aplicados em bens (bem é aquilo que satisfaz a necessidade humana e pode ser avaliado monetariamente, como estoque de mercadoria, por exemplo) e direitos (transações que serão convertidas em recurso financeiro, como duplicatas a receber oriundas de vendas a prazo, por exemplo). As origens de recursos, por sua vez, são provenientes de duas fontes: capital de terceiros (as obrigações, como impostos, fornecedores, encargos sociais etc.) e capital próprio (investimentos dos proprietários, reservas, lucros acumulados etc., por exemplo). 
Balanço Patrimonial Financeiro
	Ativo – que representa as aplicações de recursos (Investimentos), divididas em curto (CCL – Capital Circulante Líquido) e longo (AÑC – Ativo Não Circulante) prazos.
	Passivo – que são as origens de recursos da empresa (Financiamento), divididas em Ct e Cp.
	No Ativo não Circulante serão tomadas decisões de Investimento e no Exigível à Longo Prazo e no Patrimônio Liquido serão tomadas as decisões de Financiamento.
Questões a serem respondidas nas decisões de investimento e financiamento de longo prazo: • Onde serão aplicados os recursos financeiros? • Qual a melhor composição de ativos? • Qual o risco do investimento? • Qual o retorno do investimento? • Quais as novas alternativas de investimentos? • Como decidir em quais ativos investir? • Qual a estrutura de capital ideal? • De onde virão os recursos? • Qual a participação do capital próprio? • Qual a participação do capital de terceiros? • Qual o perfil do endividamento? • Qual o custo de capital? Como reduzi-lo? • Quais as fontes de financiamento serão utilizadas e seus respectivos custos? • Quais deveriam ser substituídas ou eliminadas? 
DECISÕES DE INVESTIMENTO À LONGO PRAZO
	Representam gastos de fundos que comprometem uma empresa com determinada linha de ação. Por isso, a empresa deve ter procedimentos para analisar e selecionar adequadamente seus investimentos de longo prazo. Diminuir custos e maximizar riquezas.
	Temos nosso foco voltado não só para novos projetos (novas máquina, novas instalações etc.) mas também para a substituição ou ampliação dos ativos atuais (substituição de equipamentos, ampliação das instalações atuais etc.). 
Orçamento de capital
	Objeto de análise das decisões de investimento à longo prazo. Pode ser definido como um processo que a partir da identificação de um conjunto de possibilidades de investimento, analisa os gastos e benefícios futuros que serão gerados por cada uma destas alternativas, aplicando a esta uma série de técnicas de análise de viabilidade econômico-financeira. A escolha gerada, então, deve pressupor uma série de objetivos estratégicos do investidor (inclusive e principalmente a maximização de sua riqueza), que precisam ser atendidos, da melhor maneira possível, pelo conjunto de projetos escolhidos. 
	Estrutura os projetos através da descrição de seu fluxo de caixa ao longo do tempo e aplica a estes uma série de ferramentas de análise econômico-financeira, com o objetivo de selecionar as alternativas viáveis e apontar a melhor escolha.
	 Capítulo 3: Construindo o Fluxo de Caixa - Nesse capítulo inicial do processo de orçamento de capital, veremos como construir o fluxo de caixa dos projetos a serem analisados através do cálculo do investimento inicial, das entradas operacionais de caixa e do fluxo de caixa residual. 
	Capítulo 4: Analisando o Fluxo de Caixa - Parte 1 - Já nesse segundo capítulo do processo de orçamento de capital, vamos conhecer e aprender como se utiliza as principais técnicas de análise da viabilidade econômico-financeira de projetos: Período de Payback ou Retorno do Capital Investido, Valor Presente Liquido – VPL e Taxa Interna de Retorno – TIR. 
	Capítulo 5: Analisando o Fluxo de Caixa - Parte 2 - Aqui vamos aprofundar a discussão do capítulo 4, usando os perfis do valor presente liquido para comparar as técnicas de VPL e TIR e discuti-las em termos de classificações conflitantes e dos pontos fortes e fracos sob os enfoques teórico e prático de cada técnica. Além disso, vamos discutir dois dos principais problemas encontrados no orçamento de capital: vida útil desigual e restrição orçamentária.
	Capítulo 6: A questão do Risco e o Orçamento de Capital - Na última parte sobre o orçamento de capital, vamos procurar compreender a importância do reconhecimento explicito do risco na análise de projetos e quais os mecanismos que podem ser usados neste sentido. 
DECISÕES DE FINANCIAMENTO DE LONGO PRAZO
	Tais decisões envolvem questões sobre captação de recursos, determinação do custo de capital da empresa e escolha da estrutura de capital da empresa. 
	É necessário definir as fontes de financiamento a serem utilizada nos projetos de investimento: se capital próprio e/ou capital de terceiros. A questão é encontrar qual a melhor combinação desses capitais, ou seja, qual a que oferecerá para a empresa a melhor relação custo x benefício, ou seja, onde o custo de capital da empresa seja o menor possível. A ideia é escolher a fonte de capital que possa viabilizar os projetos sob análise com o menor sacrifício possível. 
	Capítulo 7: Calculando o Custo de Capital - Em nosso primeiro capítulo sobre decisões de financiamento de LP buscamos compreender o conceito fundamental de Custo de Capital para cada uma das fontes de recursos possíveis, ou seja, determinar o custo do capital de terceiros (títulos de dívida) e o de capital próprio (títulos de propriedade). A partir daí temos a possibilidade de discutir, explicar e calcular duas variáveis importantes para as decisões financeiras de LP: o Custo Médio Ponderado de Capital (CMePC) e o Custo Marginal Ponderado de Capital (CMgPC). 
	Capítulo 8: Analisando o Orçamento de Capital a partir do Custo Marginal do Capital - Depois de termos uma base sobre as decisões de financiamento de longo prazo, através dos estudos feitos no capítulo 7, temos condição de utilizar estes conceitos em consonância com os vistos nos capítulos referentes às decisões de investimento. Temos neste capítulo, então, uma análise de como o Custo Marginal Ponderado de Capital (CMgPC) pode ser usado na análise das oportunidades de investimento. 
	 Capítulo 9: Buscando a Estrutura Ótima de Capital - Depois de termos visto os conceitos e o calculo do custo de capital, vamos utiliza-los para explicar a estrutura ótima de capital da empresa, discutindo o enfoque LAJIR – LPA em relação à estrutura de capital e a busca pela estrutura (proporção entre CT e CP) que gere o menor CMePC e, por conseguinte, o maior valor para empresa (maximize a riqueza dos proprietários). 
	Capítulo 10: Traçando a Política de Dividendos - Por fim, vamos procurar compreender como as empresas decidem sobre a retenção ou a distribuição os lucros, além disso, entender os procedimentos de pagamento de dividendos e os fatores que afetam esse pagamento.
Outras questões
	Capítulo 11: Analisando Fusões e Aquisições - Neste capítulo vamostentar compreender os conceitos fundamentais de fusões e aquisições, ou seja, sobre operações de “junção” de empresas, ressaltando os principais aspectos econômico-financeiros, jurídicos, contábeis-tributários e culturais do processo de negociação de uma fusão ou aquisição. 
	Capítulo 12: Ruptura de Empresas - Em nosso último capítulo vamos lidar com decisões necessárias quando a empresa apresenta problemas de descontinuidade ou ruptura (falências, concordatas etc.), procurando analisar e identificar as dificuldades financeiras com base em balanços e em fluxo de caixa, mostrando assim ações pró-ativas que devam ser implementadas para administrar empresas em dificuldades financeiras. 
	O que se encontra no mercado é uma ruptura na oferta de fundos, para um certo nível de endividamento. Ou seja, as fontes não querem oferecer recursos a nenhum retorno esperado (custo de captação para o tomador), por maior que estes sejam. Isso quer dizer que não existe prêmio de risco suficiente para justificar a operação de financiamento. 
	Essa realidade faz com que na verdade tenhamos que analisar os projetos e suas fontes de financiamento conjuntamente, ou seja, de modo simultâneo. Temos que analisar a viabilidade das alternativas de investimento tendo como base o custo do capital das fontes disponíveis. Isso traz à tona a necessidade de olhar a questão da viabilidade econômico-financeira sob a perspectiva do CMgPC e da Restrição Orçamentária, que veremos no capítulo 8.

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