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Introdução a Instrumentalidade em Serviço Social aula 01

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Disciplina: Instrumentalidade em Serviço Social
Curso: Serviço Social
Aula: 01
Tutora: Dayanna Gomes
Instrumentalidade do Serviço Social
A instrumentalidade é uma propriedade e/ou capacidade que a profissão vai adquirindo na medida em que concretiza objetivos. Ela possibilita que os profissionais objetivem sua intencionalidade em respostas profissionais.
O Serviço Social na cena contemporânea
O profissional de Serviço Social intervém no âmbito da realidade, nas necessidades geradas nessa sociedade desigual. 
As demandas que vão surgir, são sequelas da sociedade capitalista. Assim, os Assistentes Sociais vão atuando no sentido de preencher as lacunas deixadas pela relação capital trabalho, utilizando de seus instrumentais técnicos de trabalho.
O Assistente Social é um profissional que luta pela garantias de direitos, independente do espaço sócio-ocupacional em que ele se encontra. A luta por essa garantia é efetivada no próprio cotidiano profissional que só acontece após o rompimento de uma atuação neoconservadora.
O Assistente Social não conseguirá desenvolver um projeto de intervenção capaz de responder às reais demandas e sem vinculação ao projeto ético-político. Conforme a Lei 8.662, de 1993.
Instrumentais do serviço social
O profissional lança mão de um instrumental particular para as ações planejadas. 
A realidade social que é posta apresenta desafios e é bem complexa. Reconhecer as possibilidades e limitações históricas, dadas pela própria realidade social, é fundamental para que o Serviço Social não adote, uma postura fatalista (ou seja, acreditar que a realidade já está dada e não pode ser mudada), ou uma postura messiânica (achar que o Serviço Social é o “messias”, que é a profissão que vai transformar todas as relações sociais).
Os instrumentais são fundamentais na prática, pois permitem ao profissional construí-las a partir das finalidades e dos objetivos do seu planejamento da ação realizado pelo Assistente Social. 
São as respostas a alguns questionamentos que devem ser respondidas, por exemplo: Como fazer, O que fazer, quando fazer? Para isso, utilizam-se métodos capazes de dar conta das finalidades e objetivos do planejamento de intervenção. 
A linguagem é o instrumento número um de todas as profissões e para o Serviço Social também, como pontua  Iamamoto (1995, p. 101): “o Serviço Social, como uma das formas institucionalizadas de atuação nas relações entre os homens no cotidiano da vida social, tem como recurso básico de trabalho a linguagem”.
“Na medida que os profissionais utilizam, criam, e adequam as condições existentes, transformando-as em meios/instrumentos para a objetivação das intencionalidades, suas ações passam a ser portadoras de instrumentalidade” (GUERRA, 2000). 
Os profissionais objetivam as suas intencionalidades em respostas profissionais por meio da instrumentalidade. 
A instrumentalidade faz que com os profissionais
Busquem ir além de uma ação imediatista; 
Busquem o rompimento com ações pragmáticas e mecanizadas; 
Desenvolvam um olhar atento; 
Se distanciem do messianismo e fatalismo.
“Reconhecer a instrumentalidade como mediação significa tomar o Serviço Social como totalidade construída de múltiplas dimensões: técnico instrumental, teórico-intelectual, ético política e formativa (Guerra, 1997).
Instrumentalidade do Serviço Social: múltiplas dimensões
Num exercício de sistematização, podemos identificar os elementos constitutivos do projeto ético-político do Serviço Social e os componente s que o materializam no processo sócio histórico da profissão. São eles:
a)O primeiro se relaciona com a explicitação de princípios e valores ético políticos; 
b)Á matriz teórico -metodológica em que se ancora; 
c)O terceiro emana da crítica radical à ordem social vigente – a da sociedade do capital; 
d) lutas e posicionamentos políticos acumulados pela categoria.
DIMENSÃO TEÓRICO-METODOLÓGICA
Precisamos ter um rigor teórico-metodológico, a fim de que o profissional enxergue a dinâmica da sociedade para além dos fenômenos aparentes, buscando compreender sua essência, seu movimento e as possibilidades de construção de novas possibilidades profissionais. 						(Sousa, 2008)
DIMENSÃO TÉCNICO-OPERATIVA
Conhecer, se apropriar e criar um conjunto de habilidades técnicas que permitam, ao mesmo tempo, desenvolver as ações profissionais junto à população usuária e às instituições contratantes. 
(Sousa, 2008)
A partir da integração de elementos teóricos, políticos e éticos no fazer profissional podemos buscar o rompimento com práticas meramente instrumentais e sem criticidade, na instrumentalidade do Serviço Social.
Método e metodologia
O Método é compreendido dentro da concepção histórico-dialética, como o processo de conhecimento pelo qual apreende-se a realidade com vistas à sua transformação.
Implica, pois, partir da realidade imediata, aparente, vivenciada pelo usuário e relacioná-la com a situação global pela explicação do estrutural e conjuntural.” 						(Baptista, 2000)
Pelo método crítico marxiano, transformam as necessidades sociais em demandas profissionais com base no conhecimento da realidade de sua intervenção.Comprometem-se, portanto, com os interesses da classe trabalhadora e se voltam para a defesa intransigente dos direitos humanos.
MÉTODO
Apresenta um sentido e uma direção, quando está atrelada a uma postura teleológica profissional. O profissional trabalha com situações singulares que, a princípio, podem parecer exclusivas daquele sujeito que está sendo alvo da intervenção profissional. 
Toda teoria tem um método, um caminho de aproximação do real.
METODOLOGIA
Estudo do próprio método ou das etapas a seguir num determinado processo. 
Explicação minuciosa, detalhada, rigorosa e exata de toda ação desenvolvida no método (caminho). 
Exemplo: Em um projeto de pesquisa, é a explicação do tipo de pesquisa, do instrumental utilizado, do tempo previsto, das formas de tabulação e tratamento dos dados, etc.
Conceitos: Instrumentos e técnicas
Qualidade atribuída ao instrumento para que ele se torne o mais utilizável possível, em sintonia com a realidade do objeto de trabalho. 
Habilidade humana de criar e utilizar instrumentos.
Relação direta entre pensamento e a ação. É a teoria em ação. 
As técnicas visam atingir resultados a partir de um objetivo, no sentido de pôr finalidades, a partir das necessidades presentes na realidade a ser transformada. 
(Trindade, 2001)
INSTRUMENTOS
“São elementos postos na relação entre o assistente social e os usuários, na perspectiva de efetivar respostas planejadas e projetadas pelo profissional. Assim, os instrumentos se revestem de uma intencionalidade profissional.” 
(Guerra, 2014)
“Serão acionados, mobilizados, utilizados, criados em consonância com as finalidades da intervenção profissional, contribuindo para a passagem da teoria à prática, do ideal ao real. São eles os veículos que permitem materializar os objetivos profissionais através de ações concretas.” 
(Guerra, 2014)
A utilização dos instrumentos no cotidiano é um fator preponderante para o Assistente Social. 
São acessórios.
Podem ser vistos como mediadores e potencializadores do trabalho. Só adquirem significado quando colocados em movimento. Exemplos: observação, entrevista, reunião, grupo, visita domiciliar, dentre outros.
Instrumental e cotidiano profissional
Conjunto articulado de instrumentos e técnicas que permitem a operacionalização da ação profissional (Martinelli; Koumrouyan, 1994).
Pensar a instrumentalidade do Serviço Social é pensar para além da “especificidade” da profissão: é pensar que são infinitas as possibilidades de intervenção profissional, e que isso requer, conforme Iamamoto (2004), “tomar um banho de realidade”. 
(Sousa, 2008)
O Assistente Social deve ter clareza sobre as finalidades profissionais,
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