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C N
CIÊNCIAS DA
NATUREZA
C
CIÊNCIAS
HUMANAS
HL
LINGUAGENS
E CÓDIGOS
C M
MATEMÁTICA
T
R.P.A. - ENEM
Revisão Programada Anual
Desde 2010, o Hexag Medicina é referência na preparação pré-vestibular de candidatos às melhores uni-
versidades do Brasil.
Você está recebendo a R.P.A. (Revisão Programada Anual) do Hexag Medicina – caderno de questões do 
1º dia e do 2º dia do Enem. Com o objetivo de verificar se você aprendeu os conteúdos estudados, este material 
apresenta:
 § indicação de temas e das competências e habilidades da matriz de referência do Enem. Em cada questão, 
há explicação de como as habilidades são aplicadas.
 § uma seleção de questões inéditas, adaptadas e PPL, ideais para exercitar a sua memória. Os assuntos esco-
lhidos possuem grande incidência nos últimos anos do Enem.
Aproveite e aprimore os seus conhecimentos.
Bons estudos!
Herlan Fellini
CARO ALUNO
SUMÁRIO
 LINGUAGENS, CÓDIGOS E SUAS TECNOLOGIAS
INGLÊS 7
ESPANHOL 37
GRAMÁTICA 51
INTERPRETAÇÃO DE TEXTOS 75
LITERATURA 101
REDAÇÃO 137
 CIÊNCIAS HUMANAS E SUAS TECNOLOGIAS
HISTÓRIA 157
GEOGRAFIA 227
FILOSOFIA E SOCIOLOGIA 305
 CIÊNCIAS DA NATUREZA E SUAS TECNOLOGIAS
BIOLOGIA 347
FÍSICA 441
QUÍMICA 537
 MATEMÁTICA E SUAS TECNOLOGIAS
MATEMÁTICA 621
Inglês
RPA ENEM
L C
L C
BETWEEN
ENGLISH AND
PORTUGUESE
Inglês
RPA ENEM
L C
L C
BETWEEN
ENGLISH AND
PORTUGUESE
Competência 1 – Aplicar as tecnologias da comunicação e da informação na escola, no trabalho e em outros contextos relevantes para 
sua vida.
H1 Identificar as diferentes linguagens e seus recursos expressivos como elementos de caracterização dos sistemas de comunicação.
H2 Recorrer aos conhecimentos sobre as linguagens dos sistemas de comunicação e informação para resolver problemas sociais.
H3 Relacionar informações geradas nos sistemas de comunicação e informação, considerando a função social desses sistemas.
H4 Reconhecer posições críticas aos usos sociais que são feitos das linguagens e dos sistemas de comunicação e informação.
Competência 2 – Conhecer e usar língua(s) estrangeira(s) moderna(s) (LEM) como instrumento de acesso a informações e a outras 
culturas e grupos sociais.
H5 Associar vocábulos e expressões de um texto em LEM ao seu tema.
H6 Utilizar os conhecimentos da LEM e de seus mecanismos como meio de ampliar as possibilidades de acesso a informações, tecnologias e culturas.
H7 Relacionar um texto em LEM, as estruturas linguísticas, sua função e seu uso social.
H8 Reconhecer a importância da produção cultural em LEM como representação da diversidade cultural e linguística.
Competência 3 – Compreender e usar a linguagem corporal como relevante para a própria vida, integradora social e formadora da 
identidade.
H9 Reconhecer as manifestações corporais de movimento como originárias de necessidades cotidianas de um grupo social.
H10 Reconhecer a necessidade de transformação de hábitos corporais em função das necessidades cinestésicas.
H11
Reconhecer a linguagem corporal como meio de interação social, considerando os limites de desempenho e as alternativas de adaptação para 
diferentes indivíduos.
Competência 4 – Compreender a arte como saber cultural e estético gerador de significação e integrador da organização do mundo e 
da própria identidade.
H12 Reconhecer diferentes funções da arte, do trabalho da produção dos artistas em seus meios culturais.
H13 Analisar as diversas produções artísticas como meio de explicar diferentes culturas, padrões de beleza e preconceitos.
H14 Reconhecer o valor da diversidade artística e das inter-relações de elementos que se apresentam nas manifestações de vários grupos sociais e étnicos.
Competência 5 – Analisar, interpretar e aplicar recursos expressivos das linguagens, relacionando textos com seus contextos, mediante 
a natureza, função, organização, estrutura das manifestações, de acordo com as condições de produção e recepção.
H15 Estabelecer relações entre o texto literário e o momento de sua produção, situando aspectos do contexto histórico, social e político.
H16 Relacionar informações sobre concepções artísticas e procedimentos de construção do texto literário.
H17 Reconhecer a presença de valores sociais e humanos atualizáveis e permanentes no patrimônio literário nacional.
Competência 6 – Compreender e usar os sistemas simbólicos das diferentes linguagens como meios de organização cognitiva da 
realidade pela constituição de significados, expressão, comunicação e informação.
H18 Identificar os elementos que concorrem para a progressão temática e para a organização e estruturação de textos de diferentes gêneros e tipos.
H19 Analisar a função da linguagem predominante nos textos em situações específicas de interlocução.
H20 Reconhecer a importância do patrimônio linguístico para a preservação da memória e da identidade nacional
Competência 7 – Confrontar opiniões e pontos de vista sobre as diferentes linguagens e suas manifestações específicas.
H21 Reconhecer em textos de diferentes gêneros, recursos verbais e não-verbais utilizados com a finalidade de criar e mudar comportamentos e hábitos.
H22 Relacionar, em diferentes textos, opiniões, temas, assuntos e recursos linguísticos.
H23 Inferir em um texto quais são os objetivos de seu produtor e quem é seu público alvo, pela análise dos procedimentos argumentativos utilizados.
H24
Reconhecer no texto estratégias argumentativas empregadas para o convencimento do público, tais como a intimidação, sedução, comoção, 
chantagem, entre outras.
Competência 8 – Compreender e usar a língua portuguesa como língua materna, geradora de significação e integradora da organização 
do mundo e da própria identidade.
H25 Identificar, em textos de diferentes gêneros, as marcas linguísticas que singularizam as variedades linguísticas sociais, regionais e de registro.
H26 Relacionar as variedades linguísticas a situações específicas de uso social.
H27 Reconhecer os usos da norma padrão da língua portuguesa nas diferentes situações de comunicação.
Competência 9 – Entender os princípios, a natureza, a função e o impacto das tecnologias da comunicação e da informação na sua vida 
pessoal e social, no desenvolvimento do conhecimento, associando-o aos conhecimentos científicos, às linguagens que lhes dão suporte, 
às demais tecnologias, aos processos de produção e aos problemas que se propõem solucionar.
H28 Reconhecer a função e o impacto social das diferentes tecnologias da comunicação e informação.
H29 Identificar pela análise de suas linguagens, as tecnologias da comunicação e informação.
H30 Relacionar as tecnologias de comunicação e informação ao desenvolvimento das sociedades e ao conhecimento que elas produzem
9
Home is where the heart is
The heart of psychosocial care is to be found in the home and it is here that the main trust of 
external efforts to improve the wellbeing of vulnerable children must be directed. The best way to 
support the wellbeing of young children affected by HIV/AIDS is to strengthen and reinforce the 
circles of care that surround children. Some children — especially those living outside families, 
on the streets or institutions, with chronically ill caregivers, and orphans — are more vulnerable 
and especially require psychosocial care and support. However, this social support needs to be 
provided in family settings, with the same characteristics of commitment, stability, and indivi-
dualized affectionate care. The primary aim of all psychosocial support programmes should be 
an encouraging and enabling family support, including foster care, and placing and maintaining 
young children in stable and affectionate family environments. Only secondarily should direct 
services be provided to affected children.
RICHTER, L.; FOSTER, G.; SHERR, L. W here the heart is: meeting the psychosocial needs of young 
children in the context of HIV/AIDS. Holanda: Bernard van Leer Foundation, 2006 (adaptado).
Se o trecho sublinhado precisasse ser transferido para a forma interrogativa, suaforma seria:
a) This social report doesn't need to de provided…?
b) This social report needs to be provided…?
c) Did this social report need to be provided…?
d) Does this social report needs to be provided…?
e) Does this social report need to be provided….?
AplicAção dos conhecimentos - sAlA
Tema: Terceira pessoa do singular e seu uso no simple present
Construção da habilidade: Dentro da competência da área 2 do Enem, do aluno será exigida a 
capacidade de conhecer e usar línguas estrangeiras modernas como instrumento de acesso a informa-
ções e a outras culturas e grupos sociais.
Competência: 2 Habilidade: 5
MODELO 1
AULA 1
10
Home is where the heart is
The heart of psychosocial care is to be found in the home and it is here that the main trust1 of 
external efforts2 to improve the wellbeing of vulnerable children must be directed. The best way to 
support the wellbeing of young children affected by HIV/AIDS is to strengthen and reinforce the 
circles3 of care that surround children. Some children — especially those living outside families, 
on the streets or institutions, with chronically ill caregivers, and orphans — are more vulnerable 
and especially require psychosocial care and support. However, this social support needs to be 
provided in family settings, with the same characteristics of commitment, stability, and indivi-
dualized affectionate care. The primary aim4 of all psychosocial support programmes should be 
an encouraging and enabling family support, including foster care, and placing and maintaining5 
young children in stable and affectionate family environments. Only secondarily should direct 
services be provided to affected children.
RICHTER, L.; FOSTER, G.; SHERR, L. W here the heart is: meeting the psychosocial needs of young 
children in the context of HIV/AIDS. Holanda: Bernard van Leer Foundation, 2006 (adaptado).
Sinônimos são palavras que possuem significados semelhantes e contribuem para um repertório 
vocabular diversificado quando utilizado de forma correta. Aponte a opção em que a troca do vo-
cábulo não realiza essa contribuição.
a) Confidence (ref1)
b) Struggle (ref2)
c) Spheres (ref3)
d) Goal (ref4)
e) Renewing (ref5)
Tema: Terceira pessoa do singular e seu uso no simple present
Construção da habilidade: Dentro da competência da área 2 do Enem, do aluno será exigida a 
capacidade de conhecer e usar línguas estrangeiras modernas como instrumento de acesso a informa-
ções e a outras culturas e grupos sociais.
Competência: 2 Habilidade: 5
MODELO 2
11
Scared fit
My body was telling me things I did not want to hear. In February 2010, my doctor confirmed what 
my body was telling me. My not feeling well was a result of years of neglecting my body and diet. 
At 62, I had developed high blood pressure, type 2 diabetes, and my cholesterol was going through 
the roof. At 4' 10” and weighing 227 pounds, the problem was in the mirror looking back at me. 
My doctor said, “lose weight, start eating healthy, and start exercising if you want to live to a ripe 
old age”. Needless to say, I was scared I wouldn't see my grandkids and great-grandkids grow up.
PAZ, A. Disponível em: www.healthandfitnessmag.com. Acesso em: 28 fev. 2012.
A opção em que todos os verbos estão na forma do simple present é:
a) was, want, hear, lose, live
b) want, hear, lose, live, see
c) hear, lose, live, see, was
d) lose, live, see, was, want
e) live, see, was, want, hear
Tema: Terceira pessoa do singular e seu uso no simple present
Construção da habilidade: Dentro da competência da área 2 do Enem, do aluno será exigida a 
capacidade de conhecer e usar línguas estrangeiras modernas como instrumento de acesso a informa-
ções e a outras culturas e grupos sociais.
Competência: 2 Habilidade: 5
MODELO 3
12
Our currency
Australia was the first country in the world to have a complete system of bank notes made from 
plastic (polymer). These notes provide much greater security against counterfeiting. They also 
last four times as long as conventional paper (fibrous) notes.
The innovative technology with which Australian bank notes are produced — developed entirely 
in Australia — offers artists brilliant scope for the creation of images that reflect the history and 
natural environment of Australia. At the same time, the polymer notes are cleaner than paper 
notes and easily recyclable. Australia's currency comprises coins of 5, 10, 20 and 50 cent and one 
and two dollar denominations; and notes of 5, 10, 20, 50 and 100 dollar denominations.
AUSTRALIA GOVERNMENT. About Australia. Disponível em: www.newzealand.com. Acesso em: 7 dez. 2011.
Das possíveis conclusões a respeito do texto, não se enquadra:
a) A Austrália produz notas de plástico
b) O país recebe auxílio exterior inteiramente para a produção dessas notas
c) As notas de papel são mais difíceis de reciclar, o que justifica o uso das feitas de polímero
d) O país tem menor variedade de notas que de moedas
e) Os dados do texto foram publicados pelo governo australiano
Tema: Terceira pessoa do singular e seu uso no simple present
Construção da habilidade: Dentro da competência da área 2 do Enem, do aluno será exigida a 
capacidade de conhecer e usar línguas estrangeiras modernas como instrumento de acesso a informa-
ções e a outras culturas e grupos sociais.
Competência: 2 Habilidade: 5
MODELO 4
13
RAio X - Análise eXpositivA
 1. Na forma interrogativa, o verbo auxiliar (do) inicia a oração concordando com o sujeito – this 
social report – que está na terceira pessoa do singular. Dessa forma, este verbo auxiliar ganha -es 
nesta flexão (does). Uma vez este verbo auxiliar aparecendo, o verbo principal deixa de ser flexio-
nado e torna a sua posição de infinitivo (need).
 2. Ao analisar os sinônimos, a referência 5, renewing, não substitui com êxito o termo maintaining
 3. Da sequência de termos, o verbo was é forma pretérita do verbo to be.
 4. O trecho entre travessões diz que as notas são produzidas e desenvolvidas inteiramente na Austrá-
lia, ao contrário do que a alternativa b aponta
GAbARito
1. E 2. E 3. B 4. B
14
ApRofunde seus conhecimentos
 1. (Enem 2017)
The Four Oxen and the Lion
A Lion used to prowl about a field in whi-
ch Four Oxen used to live. Many a time he 
tried to attack them; but whenever he came 
near, they turned their tails to one another, 
so that whichever way he approached them 
he was met by the horns of one of them. At 
last, however, they quarreled among them-
selves, and each went off to pasture alone in 
a separate corner of the field. Then the Lion 
attacked them one by one and soon made an 
end of all four.
Disponível em: www.aesopfables.com. 
Acesso em: 1 dez. 2011.
A fábula The Four Oxen and the Lion ilustra 
um preceito moral, como se espera em tex-
tos desse gênero. Essa moral, podendo ser 
compreendida como o tema do texto, está 
expressa em:
a) O mais forte sempre vence.
b) A união faz a força.
c) A força carrega a justiça nas costas.
d) O ataque é a melhor defesa.
e) O inimigo da vida é a morte.
 2. (Enem 2017)
As Furniture Burns Quicker, Fire-
fighters Reconsider Tactics
House fires have changed. The New York Fire 
Department is rethinking its tactics for re-
sidential fires, while trying to hold onto its 
culture of “aggressive interior firefighting" 
- charging inside burning buildings as fast 
as possible.
Plastic flllings in sofas and mattresses burn 
much faster than older fillings like cotton, 
helping to transform the behavior of house 
flres in the last few decades, fireflghters and 
engineers say. With more plastic in homes, 
residential flres are now likely to use up all 
the oxygen in a room before they consume 
all flammable materiais.
“Years ago you could break a window and it 
took the fire several minutes to develop — 
or tens of minutes”, a fire battalion chief in 
Queens, George K. Healy, said. “Now we're 
learning when you vent that window or the 
door, the fire is developing in, say, a minute.”
LIBRADO, R. Disponível em: www.nytimes.com.Acesso em: 15 jun. 2013 (adaptado).
O texto aborda o tema dos incêndios resi-
denciais, que se propagam com mais rapidez 
atualmente por causa
a) da composição sintética dos móveis.
b) da estrutura das construções atuais.
c) da acumulação demasiada de tecidos.
d) dos recursos insuficientes de combate ao fogo.
e) da ventilação inapropriada dos cômodos.
 3. (Enem 2017)
A proposta da capa da revista, associando as-
pectos verbais e visuais, transmite a seguin-
te mensagem:
a) O combate aos problemas decorrentes do 
aquecimento global é visto como uma guerra.
b) O aquecimento global é mundialmente consi-
derado um problema insuperável e irreversível.
c) O problema do aquecimento global poderá 
ser solucionado com a ajuda do Exército.
d) As grandes guerras provocaram devastação, 
o que contribuiu para o aquecimento global.
e) O Exército está trabalhando no processo de 
reposição de árvores em áreas devastadas.
Prescrição: Para resolver as questões de inglês, do Enem e obter um desempenho satisfatório, é 
necessário dominar as técnicas de interpretação de texto em língua inglesa.
15
 4. (Enem 2017)
Synopsis
Filmed over nearly three years, WASTE LAND 
follows renowned artist Vik Muniz as he 
journeys from his home base in Brooklyn 
to his native Brazil and the world's largest 
garbage dump, Jardim Gramacho, located 
on the outskirts of Rio de Janeiro. There 
he photographs an eclectic band of “catado-
res” — self-designated pickers of recyclable 
materiais. Muniz’s initial objective was to 
“paint” the catadores with garbage. Howe-
ver, his collaboration with these inspiring 
characters as they recreate photographic 
images of themselves out of garbage reveals 
both the dignity and despair of the catado-
res as they begin to re-imagine their lives. 
Director Lucy Walker (DEVIL'S PLAYGROUND, 
BLINDSIGHT and COUNTDOWN TO ZERO) and 
co-directors João Jardim and Karen Harley 
have great access to the entire process and, 
in the end, offer stirring evidence of the 
transformative power of art and the alchemy 
of the human spirit.
Disponível em: www.wastelandmovie.
com. Acesso em: 2 dez. 2012
Vik Muniz é um artista plástico brasileiro ra-
dicado em Nova York. O documentário Waste 
Land, produzido por ele em 2010, recebeu 
vários prêmios e:
a) sua filmagem aconteceu no curto tempo de 
três meses.
b) seus personagens foram interpretados por 
atores do Brooklyn.
c) seu cenário foi um aterro sanitário na peri-
feria carioca.
d) seus atores fotografaram os lugares onde 
moram.
e) seus diretores já pensam na continuidade 
desse trabalho.
 5. (Enem 2017)
If You’re Out There
If you hear this message
Wherever you stand
I'm calling every woman
Calling every man
We're the generation
We can't afford to wait
The future started yesterday
And we're already late
We've been looking for a song to sing
Searched for a melody
Searched for someone to lead
We've been looking for the world to change
If you feel the same, we'll go on and say
If you're out there
Sing along with me if you're out there
I'm dying to believe that you're out there
Stand up and say it loud if you're out there
Tomorrow's starting now...now...now [...]
We can destroy Hunger
We can conquer Hate
Put down the arms and raise your voice
We're joining hands today [...]
LEGEND, J. Evolver. Los Angeles: Sony 
Music, 2008 (fragmento).
O trecho da letra de If You’re Out There revela 
que essa canção, lançada em 2008, é um(a):
a) convocação à luta armada.
b) apelo ao engajamento social.
c) atitude saudosista.
d) crítica a atitudes impensadas.
e) elogio à capacidade de aceitação.
 6. (Enem)
Are Twitter and Facebook Affec-
ting How We Think?
Is constant use of electronic gadgets resha-
ping our brains and making our thinking 
shallower?
By Neil Tweedie
How many times do you click on your email 
icon in a day? Or look at Facebook, or Twitter? 
And how many times when reading on the in-
ternet do you click on a link navigating away 
from the text that was the original object of 
your enquiry? The web, it seems, is like an 
electronic sweet shop, forever tempting us 
in different directions. But does this mental 
promiscuity, this tendency to flit around on-
line, make us, well, thicker?
Nicholas Carr, the American Science writer, 
has mined this theme for his new book, “The 
Shallows”, in which he argues that new me-
dia are not just changing our habits but our 
brains. It turns out that the mature human 
brain is not an immutable seat of personality 
and intellect but a changeable thing, subject 
to “neuroplasticity”. When our activities al-
ter, so does the architecture of our brain. I'm 
not thinking the way I used to think,” writes 
Carr. “I feel it most strongly when l’m rea-
ding.”
Disponível em: www.telegraph.co.uk. 
Acesso em: 27 fev. 2012.
Neil Tweedie levanta vários questionamen-
tos sobre a utilização de diferentes recursos 
tecnológicos disponíveis hoje em dia. A par-
tir desses questionamentos e dos argumen-
tos do escritor norte-americano Nicholas 
Carr, o texto sugere que:
a) o ato de clicar em ícones e manusear apare-
lhos prejudica o comportamento.
b) o mundo virtual pode ser nocivo aos jovens, 
por ser muito promíscuo.
16
c) a internet contribui para o amadurecimento 
intelectual dos usuários.
d) o uso intenso de recursos tecnológicos pode 
afetar nosso cérebro.
e) as redes sociais virtuais ajudam a melhorar 
nossa forma de pensar.
 7. (Enem)
Getting Every Child to School
Right now 67 million children are missing 
out on their right to an education. They 
can’t go to school because they have to work 
to survive, because they are girls or even be-
cause there are no schools where they live.
Where will these children be when they grow 
up without the chance to learn?
We’re working to make sure every child goes 
to school. We’re helping build schools, train 
teachers, advocating girl’s education and 
reaching children who have to work or are 
caught up in emergencies with learning.
You can help uphold every child’s right to 
an education. Make a donation today to not 
only give children the chance to go to scho-
ol, but also save their lives and protect their 
childhoods.
Disponível em: www.supportunicef.org. 
Acesso em: 20 maio 2013 (adaptado).
Essa campanha pretende contribuir para di-
minuir a desigualdade social, uma vez que:
a) denuncia o trabalho de menores.
b) aponta motivos para a evasão escolar.
c) divulga o número de crianças fora da escola.
d) defende a reforma de políticas educacionais.
e) pede ajuda para garantir às crianças o direi-
to à educação.
 8. (Enem)
On the Meaning of Being Chinese
Ethnically speaking, I feel I am complica-
ted to classify, but who isn’t, right? To me, 
being Chinese-Brazilian in America means a 
history of living in three opposite cultures, 
and sometimes feeling that I did not belong 
in neither, a constant struggle that immi-
grants, and national citizens, face when 
their appearance is foreign to natives in the 
country. Jokingly, I say that I am Asian in 
America, Brazilian in China, and a “gringa” 
in Brazil. Nevertheless, I believe that dea-
ling with these hard to reconcile extremes 
have somehow helped me to become more 
comfortable with my identity.
BELEZA LI. Disponível em: www.aiisf.org. 
Acesso em: 28 mar. 2014.
Nesse fragmento, Beleza Li resume sua experi-
ência de vida ao descrever a complexidade em:
a) viver como imigrante em um país asiático.
b) definir quem ela é no que concerne à etnia.
c) compreender as culturas que a constituem.
d) lidar com brincadeiras sobre sua aparência.
e) lutar contra a discriminação nos Estados 
Unidos.
 9. (Enem)
Hunger Games Review: Family Film Guide
Parent Concerns: There is definitely violence 
in this film. The central Hunger Games may 
not be as bloody and brutal as author Suzan-
ne Collins describes in the novel, but there’s 
a visceral reaction to seeing the kid-on-kid 
violence rather than conjuring it in your own 
imagination. The tributes kill each other in 
a host of ways, from spear, knife and arrow 
woundsto hand-to-hand battles that leave 
teens with their heads smashed in or necks 
snapped. The editing is quick and the shots 
never linger on anything overly graphic, but 
there is blood and twenty-two adolescents, 
aged 12-18, die in the annual blood sport 
pageant. Immature teens, even if they’ve 
read the books, may not be ready to handle 
to the film just yet. A good rule of thumb: if 
they’re not old enough to be reaped into the 
Hunger Games, theyYe probably not mature 
enough to see it.
ANGULO-CHEN, S. Disponível em: http://news.
moviefone.com. Acesso em: 28jun. 2012.
Produções literárias e cinematográficas es-
tão, muitas vezes, articuladas. No caso do 
filme Hunger Games, a autora da resenha 
chama a atenção para a questão da violên-
cia, que é mais:
a) detalhada do que a autora do livro gostaria 
que fosse.
b) brutal do que os pais permitiriam para seus 
filhos.
c) amena do que os adolescentes imaginavam.
d) superficial do que o público poderia esperar.
e) impactante do que a representada no livro. 
 10. (Enem)
17
Bansky é um grafiteiro famoso. Na obra pin-
tada em um muro da cidade de Claremont, 
Califórnia, em 2007, ele fez uso de um tro-
cadilho com a palavra “change”, o que carac-
teriza seu grafite como um protesto contra a:
a) escolha da mendicância como forma de vida. 
b) condição de vida das pessoas em miséria. 
c) falta de solidariedade dos mais favorecidos.
d) marginalização das pessoas desabrigadas.
e) incapacidade de os mendigos mudarem de vida.
 11. (Enem)
Mauritius: gender roles and statuses
Division of Labor by Gender. The economic 
success of industry has led to low unemploy-
ment rates. This has changed the workplace 
and home life as women joined the workfor-
ce. This industrialization also led to women 
being promoted faster. According to the Mi-
nister of Women, Family Welfare, and Child 
Development, a quarter of all managers are 
now women.
Women are the traditional homekeepers of 
the society. Between 1985 and 1991 the num-
ber of women working outside the home in-
creased from 22 percent to 41 percent. With 
that trend continuing, hired housekeeping 
and child care have become relatively new 
and important industries.
The Relative Status of Women and Men. Histo-
rically, women have had subordinate roles in 
Mauritian society. However, the Constitution 
specifically prohibits discrimination based on 
sex, and women now have access to education, 
employment, and governmental services.
In March 1998 the Domestic Violence Act was 
passed. This gave greater protection and legal 
authority to combat domestic abuse. In that 
same year it also became a crime to abandon 
one's family or pregnant spouse for more than 
two months, not to pay food support, or to 
engage in sexual harassment.
Women are underrepresented in the govern-
ment. The National Assembly has seventy se-
ats, of which women hold five.
Disponível em: www.everyculture.com. 
Acesso em: 4 fev. 2013.
Questões como o papel de homens e mulhe-
res na sociedade contemporânea vêm sendo 
debatidas de diferentes pontos de vista, in-
fluenciados por valores culturais específicos 
de cada sociedade. No caso das Ilhas Mau-
rício, esses valores sustentam a tomada de 
decisão em torno da:
a) importância do reconhecimento da presença 
feminina na estrutura familiar.
b) manutenção da igualdade entre mulheres e 
homens no trabalho.
c) proteção legal da mulher contra atos discri-
minatórios.
d) representatividade da mulher em cargos po-
líticos.
e) criação de auxílio à mulher abandonada pelo 
cônjuge.
 12. (Enem)
Anúncios publicitários buscam chamar a 
atenção do consumidor por meio de recursos 
diversos. Nesse pôster, os números indicados 
correspondem ao(à)
a) comprimento do cigarro. 
b) tempo de queima do cigarro.
c) idade de quem começa a fumar.
d) expectativa de vida de um fumante.
e) quantidade de cigarros consumidos.
 13. (Enem)
New vaccine could fight bnicotine addiction
Cigarette smokers who are having trouble 
quitting because of nicotine's addictive po-
wer may some day be able to receive a novel 
antibody-producing vaccine to help them 
kick the habit.
The average cigarette contains about 4 000 
different chemicals that — when burned 
and inhaled — cause the serious health pro-
blems associated with smoking. But it is the 
nicotine in cigarettes that, like other addic-
tive substances, stimulates rewards centers 
in the brain and hooks smokers to the plea-
surable but dangerous routine.
Ronald Crystal, who chairs the department 
of genetic medicine at Weill-Cornell Medical 
College in New York, where researchers are 
developing a nicotine vaccine, said the idea 
is to stimulate the smoker's immune system 
to produce antibodies or immune proteins to 
destroy the nicotine molecule before it rea-
ches the brain.
BERMAN, J. Disponível em: www.voanews.
com. Acesso em: 2 jul. 2012.
Muitas pessoas tentam parar de fumar, mas 
fracassam e sucumbem ao vício. Na tentati-
va de ajudar os fumantes, pesquisadores da 
Weill-Cornell Medical College estão desen-
volvendo uma vacina que
a) diminua o risco de o fumante se tornar de-
pendente da nicotina.
b) seja produzida a partir de moléculas de nicotina.
c) substitua a sensação de prazer oferecida 
pelo cigarro.
d) ative a produção de anticorpos para comba-
ter a nicotina.
e) controle os estímulos cerebrais do hábito de 
fumar.
18
 14. (Enem)
Uma campanha pode ter por objetivo cons-
cientizar a população sobre determinada 
questão social. Na campanha realizada no 
Reino Unido, a frase “A third of the food we 
buy in the UK ends up being thrown away" 
foi utilizada para enfatizar o(a)
a) desigualdade social.
b) escassez de plantações.
c) reeducação alimentar.
d) desperdício de comida.
e) custo dos alimentos.
 15. (Enem) THE DEATH OF THE PC
The days of paying for costly software upgra-
des are numbered. The PC will soon be obso-
lete. And BusinessWeek reports 70% of Ame-
ricans are already using the technology that 
will replace it. Merrill Lynch calls it “a $160 
billion tsunami”. Computing giants including 
IBM, Yahoo!, and Amazon are racing to be the 
first to cash in on this PC-killing revolution.
Yet, two little-known companies have a huge 
head start. Get their names in a free report 
from The Motley Fool called, “The Two Words 
Bill Gates Doesn’t Want You to Hear…”
Click here for instant access to this FREE 
report!
BROUGHT TO YOU BY THE MOTLEY FOOL
Disponível em: http://www.fool.
com. Acesso em: 21 jul. 2010.
Ao optar por ler a reportagem completa so-
bre o assunto anunciado, tem-se acesso a 
duas palavras que Bill Gates não quer que o 
leitor conheça e que se referem:
a) aos responsáveis pela divulgação desta in-
formação na internet.
b) as marcas mais importantes de microcompu-
tadores do mercado.
c) aos nomes dos americanos que inventaram a 
suposta tecnologia.
d) aos sites da internet pelos quais o produto já 
pode ser conhecido.
e) as empresas que levam vantagem para serem 
suas concorrentes.
 16. (Enem)
 
Definidas pelos países membros da Organi-
zação das Nações Unidas e por organizações 
internacionais, as metas de desenvolvimen-
to do milênio envolvem oito objetivos a se-
rem alcançados até 2015. Apesar da diversi-
dade cultural, esses objetivos, mostrados na 
imagem, são comuns ao mundo todo, sendo 
dois deles:
a) O combate a AIDS e a melhoria do ensino 
universitário.
b) A redução da mortalidade adulta e a criação 
de parcerias globais.
c) A promoção da igualdade de gêneros e a er-
radicação da pobreza.
d) A parceria global para o desenvolvimento e a 
valorização das crianças.
e) A garantia da sustentabilidade ambiental e o 
combate ao trabalho infantil.
 17. (Enem) The record industry
The record industry is undoubtedly in crisis, 
with labels laying off employees in continua-
tion. This is because CD sales are plummeting 
as youngsters prefer to download their music 
from the Internet, usually free of charge.
And yet it's not all gloom and doom. Some 
labels are in fact thriving. Putumayo World 
Music,for example, is growing, thanks to its 
catalogue of ethnic compilation albums, fea-
turing work by largely unknown artists from 
around the planet.
Putumayo, which takes its name from a val-
ley in Colombia, was founded in New York in 
1993. It began life as an alternative clothing 
company, but soon decided to concentrate 
on music. Indeed its growth appears to have 
coincided with that of world music as a genre.
Speak Up. Ano XXIII, nº 275 (fragmento).
A indústria fonográfica passou por várias 
mudanças no século XX e, como consequên-
cia, as empresas enfrentaram crises. Entre as 
causas, o texto da revista Speak Up aponta: 
a) o baixo interesse dos jovens por alguns gê-
neros musicais.
b) o acesso a músicas, geralmente sem custo, 
pela Internet.
c) a compilação de álbuns com diferentes esti-
los musicais.
d) a ausência de artistas populares entre as 
pessoas mais jovens.
e) o aumento do número de cantores desconhe-
cidos.
19
 18. (Enem) Leia.
I, too
I, too, sing America.
I am the darker brother.
They send me to eat in the kitchen
When company comes,
But I laugh,
And eat well,
And grow strong.
Tomorrow,
I’ll be at the table
When company comes.
Nobody’ll dare
Say to me,
“Eat in the kitchen,”
Then.
Besides,
They’ll see how beautiful I am
And be ashamed
I, too, am America.
HUGHES, L. In: RAMPERSAD, A.; ROESSEL, D. (Ed.) The 
collected poems of Langston Hughes. New York: Knopf, 1994.
Langston Hughes foi um poeta negro ameri-
cano que viveu no século XX e escreveu I, too 
em 1932. No poema, a personagem descre-
ve uma prática racista que provoca nela um 
sentimento de:
a) coragem, pela superação.
b) vergonha, pelo retraimento.
c) compreensão, pela aceitação.
d) superioridade, pela arrogância.
e) resignação, pela submissão.
 19. (Enem) 
Aproveitando-se de seu status social e da 
possível influência sobre seus fãs, o famoso 
músico Jimi Hendrix associa, em seu texto, 
os termos love, power e peace para justificar 
sua opinião de que:
a) a paz tem o poder de aumentar o amor entre 
os homens.
b) o amor pelo poder dever ser menor do que o 
poder do amor.
c) o poder deve ser compartilhado entre aque-
les que se amam.
d) o amor pelo poder é capaz de desunir cada 
vez mais as pessoas.
e) a paz será alcançada quando a busca pelo 
poder deixar de existir.
 20. (Enem) Crystal Ball
Come see your life in my crystal glass –
Twenty-five cents is all you pay
Let me look into your past –
Here’s what you had for lunch today:
Tuna salad and mashed potatoes,
Collard greens pea soup and apple juice,
Chocolate milk and lemon mousse.
You admit I’ve got told it all?
Well, I know it, I confess,
Not by looking, in my ball,
But just by looking at your dress.
SILVERSTEIN, S. Falling up. New York: 
Harper Collins Publishers, 1996.
A curiosidade a respeito do futuro pode 
exercer um fascínio peculiar sobre algumas 
pessoas, a ponto de colocá-las em situações 
inusitadas. Na letra da música Crystal Ball, 
essa situação fica evidente quando é revela-
do à pessoa que ela:
a) recebeu uma boa notícia.
b) ganhou um colar de pedras.
c) se sujou durante o almoço.
d) comprou vestidos novos.
e) encontrou uma moeda.
 21. (Enem) The six-year molars
The six-year molars are the first permanent 
teeth. They are the “keystone” of the dental arch. 
They are also extremely susceptible to decay.
Parents have to understand that these teeth 
are very important. Over 25% of 6 to 7 year 
old children have beginning cavities in one 
of the molars.
The early loss of one of these molars causes 
serious problems in childhood and adult life. 
It is never easy for parents to make kids take 
care of their teeth. Even so, parents have to 
insist and never give up.
O texto aborda uma temática inerente ao 
processo de desenvolvimento do ser huma-
no, a dentição.
Há informação quantificada na mensagem 
quando se diz que as cáries dos dentes men-
cionados: 
a) acontecem em mais de 25% das crianças en-
tre seis e sete anos.
b) ocorrem em menos de 25% das crianças en-
tre seis e sete anos.
c) surgem em uma pequena minoria das crianças.
d) começam em crianças acima dos 7 anos.
e) podem levar dezenas de anos para ocorrer.
20
 22. (Enem)
A emissão de gases tóxicos na atmosfera traz 
diversas consequências para nosso planeta. 
De acordo com o gráfico, retirado do texto 
Global warming is an international issue, 
observa-se que:
a) as queimadas poluem um pouco mais do que os 
combustíveis usados nos meios de transporte.
b) as residências e comércios são os menores emis-
sores de gases de efeito estufa na atmosfera.
c) o processo de tratamento de água contribui para 
a emissão de gases poluentes no planeta.
d) os combustíveis utilizados nos meios de transpor-
tes poluem mais do que as indústrias.
e) os maiores emissores de gases de efeito estufa 
na atmosfera são as usinas elétricas.
 23. (Enem) Viva la Vida
I used to rule the world
Seas would rise when I gave the word
Now in the morning and I sleep alone
Sweep the streets I used to own
I used to roll the dice
Feel the fear in my enemy’s eyes
Listen as the crowd would sing
“Now the old king is dead! Long live the king!”
One minute I held the key
Next the walls were closed on me
And I discovered that my castles stand
Upon pillars of salt and pillars of sand
[…]
MARTIN, C. Viva la vida, Coldplay. In: Viva la vida 
or Death and all his friends. Parlophone, 2008.
Letras de músicas abordam temas que, de 
certa forma, podem ser reforçados pela re-
petição de trechos ou palavras. O fragmento 
da canção Viva la vida, por exemplo, permite 
conhecer o relato de alguém que 
a) costumava ter o mundo aos seus pés e, de 
repente, se viu sem nada.
b) almeja o título de rei e, por ele, tem enfren-
tado inúmeros inimigos.
c) causa pouco temor a seus inimigos, embora 
tenha muito poder.
d) limpava as ruas e, com seu esforço, tornou-
-se rei de seu povo.
e) tinha a chave para todos os castelos nos 
quais desejava morar.
 24. (Enem)
Os cartões-postais costumam ser utilizados 
por viajantes que desejam enviar noticias 
dos lugares que visitam a parentes e ami-
gos. Publicado no site do projeto ANDRILL, 
o texto em formato de cartão-postal tem o 
propósito de:
a) comunicar o endereço da nova sede do pro-
jeto nos Estados Unidos.
b) convidar colecionadores de cartões-postais a 
se reunirem em um evento.
c) anunciar uma nova coleção de selos para an-
gariar fundos para a Antártica.
d) divulgar as pessoas a possibilidade de rece-
berem um cartão-postal da Antártica.
e) solicitar que as pessoas visitem o site do 
mencionado projeto com maior frequência.
 25. (Enem) How fake images change our 
memory and behaviour
For decades, researchers have been 
exploring just how unreliable our own 
memories are. Not only is memory fick-
le when we access it, but it’s also quite 
easily subverted and rewritten. Combine this 
susceptibility with modern image-editing 
software at our fingertips like Photoshop, 
and it’s a recipe for disaster. In a world 
where we can witness news and world events 
as they unfold, fake images surround us, and 
our minds accept these pictures as real, and 
remember them later. These fake memories 
don’t just distort how we see our past, they 
affect our current and future behaviour too 
– from what we eat, to how we protest and 
vote. The problem is there’s virtually nothing 
we can do to stop it.
Old memories seem to be the easiest to ma-
nipulate. In one study, subjects were showed 
images from their childhood. Along with real 
images, researchers snuck in manipulated 
photographs of the subject taking a hot-air 
balloon ride with his or her family. After 
seeing those images, 50% of subjects recalled 
some part of that hot-air balloon ride – thou-
gh the event was entirely made up.
EVELETH, R. Disponível em: www.bbc.com. 
Acesso em: 10 jan. 2013 (adaptado).
21
A reportagem apresenta consequências do 
uso de novas tecnologias para a mente hu-
mana. Nesse contexto, a memória das pesso-
as é influenciada pelo(a):
a) alteração de imagens.
b) exposição ao mundovirtual.
c) acesso a novas informações.
d) fascínio por softwares inovadores.
e) interferência dos meios de comunicação.
 26. (Enem) My brother the star, my mother the 
earth
my father the sun, my sister the moon,
to my life give beauty, to my
body give strength, to my corn give
goodness, to my house give peace, to
my spirit give truth, to my elders give
wisdom.
Disponível em: www.blackhawkproductions.com. 
Acesso em: 8 ago. 2012. 
Produções artístico-culturais revelam visões 
de mundo próprias de um grupo social. Esse 
poema demonstra a estreita relação entre a 
tradição oral da cultura indígena norte-ame-
ricana e a:
a) transmissão de hábitos alimentares entre 
gerações.
b) dependência da sabedoria de seus ancestrais.
c) representação do corpo em seus rituais.
d) importância dos elementos da natureza.
e) preservação da estrutura familiar.
 27. (Enem) NOTICE OF BAGGAGE INSPECTION
To protect you and your fellow passengers, 
the Transportation Security Administra-
tion (TSA) is required by law to inspect all 
checked baggage. As part of this process, 
some bags are opened and physically inspec-
ted. Your bag was among those selected for 
physical inspection.
During the inspection, your bag and its 
contents may have been searched for prohi-
bited items. At the completion of the inspec-
tion, the contents were returned to your bag.
If the TSA security officer was unable to open 
your bag for inspection because it was locked, 
the officer may have been forced to break 
the locks on your bag. TSA sincerely regrets 
having to do this, however TSA is not liable 
for damage to your locks resulting from this 
necessary security precaution.
For packing tips and suggestions on how to 
secure your baggage during your next trip, 
please visit:
www.tsa.gov
__________________________
Smart Security Saves Time
Transportation Security Administration. 
Disponível em: www.tsa.gov. 
Acesso em: 13 jan. 2010 (adaptado).
As instituições públicas fazem uso de avisos 
como instrumento de comunicação com o ci-
dadão. Este aviso, voltado a passageiros, tem 
o objetivo de:
a) solicitar que as malas sejam apresentadas 
para inspeção.
b) notificar o passageiro pelo transporte de 
produtos proibidos.
c) informar que a mala foi revistada pelos ofi-
ciais de segurança.
d) dar instruções de como arrumar malas de 
forma a evitar inspeções.
e) apresentar desculpas pelo dano causado a 
mala durante a viagem.
 28. (Enem) The Road Not Taken (by Robert Frost)
Two roads diverged in a wood, and I —
I took the one less traveled by,
And that has made all the difference.
Disponível em: www.poetryfoundation.org. 
Acesso em: 29 nov. 2011 (fragmento).
Estes são os versos finais do famoso poema 
The Road Not Taken, do poeta americano 
Robert Frost. Levando-se em consideração que 
a vida é comumente metaforizada como uma 
viagem, esses versos indicam que o autor: 
a) festeja o fato de ter sido ousado na escolha 
que fez em sua vida.
b) lamenta por ter sido um viajante que encon-
trou muitas bifurcações.
c) viaja muito pouco e que essa escolha fez 
toda a diferença em sua vida.
d) reconhece que as dificuldades em sua vida 
foram todas superadas.
e) percorre várias estradas durante as diferen-
tes fases de sua vida.
 29. (Enem)
Implementar políticas adequadas de alimen-
tação e nutrição é uma meta prioritária em 
vários países do mundo. A partir da campa-
nha If you can’t read it, why eat it?, os leito-
res são alertados para o perigo de:
22
a) acessarem informações equivocadas sobre a for-
mulação química de alimentos empacotados.
b) consumirem alimentos industrializados sem 
o interesse em conhecer a sua composição.
c) desenvolverem problemas de saúde pela fal-
ta de conhecimento a respeito do teor dos 
alimentos.
d) incentivarem crianças a ingerirem grande 
quantidade de alimentos processados e com 
conservantes.
e) ignorarem o aumento constante da obesida-
de causada pela má alimentação na fase de 
desenvolvimento da criança.
GAbARito
1. B 2. A 3. A 4. C 5. B
6. D 7. E 8. B 9. E 10. B
11. C 12. D 13. D 14. D 15. E
 16. C 17. B 18. A 19. B 20. C
21. A 22. E 23. A 24. D 25. A
26. D 27. C 28. A 29. B
23
Last Monday was a really awful day. I got to school late because I had missed the bus. Then I had a 
Math test and did badly because I hadn’t studied for it. Things went from bad to worse: while I was 
waiting for the bus home I realised I had lost my money so I had to walk home. I really wanted to 
go to the cinema with my parents that evening but by the time I got home they had already gone 
out. I put my dinner in the oven, went to watch TV and fell asleep. When I woke up an hour later, 
there was a terrible smell and smoke coming up the stairs: I had forgotten to take my dinner out 
of the oven.
ACEVEDO, A.; GOWER, M. High Flyer. Longman, 1996.
O termo sublinhado indica uma ideia de:
a) gradação
b) causa
c) mudo
d) tempo
e) contraste
AplicAção dos conhecimentos - sAlA
Tema: Gênero textual
Construção da habilidade: Dentro da competência da área 2 do Enem, do aluno será exigida a 
capacidade de conhecer e usar línguas estrangeiras modernas como instrumento de acesso a informa-
ções e a outras culturas e grupos sociais.
Competência: 2 Habilidade: 5
MODELO 1
AULA 2
24
Slumdog Millionaire
Heartbreaking and exhilarating at the same time, about a Mumbai orphan who rises from rags to 
riches on the strength of his lively intelligence. The film’s universal appeal presents the real India 
to millions of moviegoers for the first time.
The real India, supercharged with a plot as reliable and eternal as the hills. The film’s surface is 
so dazzling that you hardly realize how traditional it is underneath. But it’s the buried structure 
that pulls us through the story like a big engine on a short train.
By the real India, I don’t mean an unblinking documentary like Louis Malle’s “Calcutta” or the 
recent “Born Into Brothels.” I mean the real India of social levels that seem to be separated by 
centuries. What do people think of when they think of India? On the one hand, Mother Teresa, 
“Salaam Bombay!” and the wretched of the earth. On the other, the “Masterpiece Theater”-style 
images of “A Passage to India,” “Gandhi” and “The Jewel in the Crown.”
The film uses dazzling cinematography, breathless editing, driving music and headlong momen-
tum to explode with narrative force, stirring in a romance at the same time.
EBERT, R. Disponível em: http://rogerebert.suntimes.com. Acesso em: 11 abr. 2011 (adaptado).
Falsos cognatos são palavras que apresentam um radical cujo significado destoa do esperado quan-
do empregado em outro idioma. São exemplos desse texto:
a) images, India
b) film, realize
c) film, India
d) time, realize
e) Images, time
Tema: Gênero textual
Construção da habilidade: Dentro da competência da área 2 do Enem, do aluno será exigida a 
capacidade de conhecer e usar línguas estrangeiras modernas como instrumento de acesso a informa-
ções e a outras culturas e grupos sociais.
Competência: 2 Habilidade: 5
MODELO 2
25
Ebonics
The word ebonics is made up of two words. Ebony, which means black and phonics, which refers 
to sound. It is a systematic rule-governed natural speech that is consistent as any other language 
in sentence structure. This is referred to as syntax. What makes this speech pattern uniquely di-
fferent to “so called” American Standard English is its verb tense or lack of it. An example of this 
can be seen in the sentence, “He is sick today”. This same sentence translated in ebonics would 
read, “He sick today”. As1 you can see the verb has been omitted. However, this speech pattern 
is consistently used. Major controversy has arisen whether or not ebonics is a separate language 
or simply a dialect. In doing my research, I have found that most linguists take the position that 
ebonics is a dialect. What distinguishes dialect from language is that in dialect two speakers share 
most or some of the same vocabulary and is recognizableand understandable. In contrast, separa-
te languages are present only when the inability to communicate verbally occurs.
Disponível em: www.writework.com. Acesso em: 17 ago. 2011 (adaptado)
As conjunções podem assumir muitos papéis dentro de uma estrutura frasal, tal como na referên-
cia 1. O valor exercido e o valor comum desta conjunção é, respectivamente:
a) comparação e adversidade
b) comparação e tempo
c) comparação e conformidade
d) comparação e concessão
e) comparação e consequência
Tema: Gênero textual
Construção da habilidade: Dentro da competência da área 2 do ENEM, do aluno será exigida a 
capacidade de conhecer e usar línguas estrangeiras modernas como instrumento de acesso a informa-
ções e a outras culturas e grupos sociais.
Competência: 2 Habilidade: 5
MODELO 3
26
Veja a tirinha:
As palavras scariest (primeiro quadro) e funniest (segundo) apresentam uma flexão que indica:
a) Grau aumentativo do substantivo
b) Grau comparativo do advérbio
c) Grau relativo do verbo
d) Grau superlativo do adjetivo
e) Grau diminutivo da conjunção
Tema: Gênero textual
Construção da habilidade: Dentro da competência da área 2 do ENEM, do aluno será exigida a 
capacidade de conhecer e usar línguas estrangeiras modernas como instrumento de acesso a informa-
ções e a outras culturas e grupos sociais.
Competência: 2 Habilidade: 5
MODELO 4
27
RAio X - Análise eXpositivA
 1. A expressão from bad to worse, traduzida, significa “de mal a pior”, o que indica uma gradação.
 2. As palavras time (tempo) e realize (perceber) possuem uma estrutura idêntica às de time (equipe) 
e realize (tornar real).
 3. O valor comum exprimido pela conjunção “As” é de comparação, porém no texto é de conformidade.
 4. A terminação -est se aplica apenas ao grau superlativo superior do adjetivo
GAbARito
1. A 2. D 3. C 4. D
28
Construção da habilidade: Dentro da competência da área 2 do Enem, do aluno será exigida a 
capacidade de conhecer e usar línguas estrangeiras modernas como instrumento de acesso a informa-
ções e a outras culturas e grupos sociais.
ApRofunde seus conhecimentos
 1. (Enem)
Horse or cow
Prior to taking retirement and selling off his 
land, a farmer needed to get rid of all the 
animals he owned, so he decided to call on 
every house in his village. At houses where 
the man was the boss, he gave a horse; at 
houses where the woman was the boss, he 
gave a dairy cow.
Approaching one cottage, he saw a couple 
gardening and called out, ‘Who’s the boss 
around here?’
‘I am,’ said the man.
The farmer said: ‘I have a black horse and 
a brown horse. Which one would you like?’
The man thought for a minute and said, ‘The 
black one.’
‘No, no, get the brown one,’ said his wife.
The farmer said, ‘Here’s your cow.’
TIBBALLS, G. The book of senior jokes. 
Great Britain: Michael O’Mara, 2009 (adaptado)
O texto relata o caso de um fazendeiro pres-
tes a se aposentar e vender sua fazenda. O 
aspecto cômico desse texto provém da
a) constatação pelo fazendeiro da razão de sua 
aposentadoria.
b) opinião dos vizinhos referente à forma de se 
livrar dos animais.
c) percepção do fazendeiro quanto à relação de 
poder entre o casal.
d) agressividade da esposa relacionada a um 
questionamento inocente.
e) indecisão dos cônjuges quanto à melhor es-
colha a ser feita no momento.
 2. (Enem)
First Footing
One of the major Hogmanay customs was 
“first-footing”. Shortly after “the bells” — 
the stroke of midnight when public clocks 
would chime to signal the start of the new 
year —, neighbours would visit one another’s 
houses to wish each other a good new year. 
This visiting was known “first-footing”,and 
the luckiest first-foot into any house was a 
tall, dark and handsome man — perhaps as 
a reward to the woman who traditionally had 
spent the previous day scrubbing her house 
(another Hogmanay ritual). Women or red 
heads, however, were always considered bad 
luck as first-foots.
First-foots brought symbolic gifts to “han-
dsel” the house: coal for the fire, to ensu-
re that the house would be warm and safe, 
and shortbread or black bun (a type of fruit 
cake) to symbolise that the household would 
never go hungry that year.
First-footing has faded in recent years, par-
ticularly with the growth of the major street 
celebrations in Edinburgh and Glasgow, al-
though not the Scots love of a good party, of 
which there are plenty on the night!
Disponível em: www.visitscotland.com. 
Acesso em: 23 nov. 2011.
A partir da leitura do texto sobre a come-
moração do Ano-novo na Escócia, observa-se 
que, com o tempo, aspectos da cultura de um 
povo podem ser
a) passados para outros povos.
b) substituídos por outras práticas
c) reforçados pelas novas gerações.
d) valorizados pelas tradições locais.
e) representados por festas populares.
 3. (Enem - PPL) Languages and cultures use 
non-verbal communication which conveys 
meaning. Although many gestures are simi-
lar in Thai and English such as nodding for 
affirmation many others are not shared. A 
good example of this is the ubiquitous “Thai 
smile”. The “smile” carries a far wider range 
of meanings in Thai than it does in English 
culture. This can sometimes lead to serious 
communication breakdowns between Thais 
and English speakers.
An example from my own early experience 
in Thailand illustrates the point. When con-
fronting the Thai owner of a language scho-
ol with administrative problems, complaints 
29
regarding student numbers in the class were 
met by a beaming smile and little else. I took 
this to mean lack of concern or an attempt 
to trivialise or ignore the problem. I left the 
discussion upset and angry by what appea-
red to be the owner’s offhand attitude to my 
problems.
It was only later when another native 
speaking English teacher, with considera-
bly more experience of Thailand, explained 
that a smile meant an apology and the fact 
that the following day all my complaints had 
been addressed, that I fully understood the 
situation.
Disponível em: www.spring.org.uk. 
Acesso em: 11 jul. 2011 (fragmento)
Viver em um país estrangeiro pode ser uma 
experiência enriquecedora, embora possa 
também ser um desafio, pelo choque cultural. 
A experiência relatada pelo autor do texto re-
vela diferentes atribuições de sentido a um 
determinado comportamento, mostrando que 
naquela situação o sorriso indicava um(a)
a) forma educada de fazer uma reclamação.
b) modo irônico de reagir a uma solicitação.
c) jeito de reconhecer um erro e se desculpar.
d) tentativa de minimizar um problema.
e) estratégia para esconder a verdade.
 4. (Enem PPL)
Tennesse Mountain Properties
Description
Own a renovated house for less than $290 
per month!!!!!!!! New windows, siding, 
flooring (laminate throughout and tile in 
entry way and bathroom), kitchen cabi-
nets, counter top, back door, fresh paint and 
laundry on main floor. Heat billsare very 
low due to a good solid house and an energy 
efficient furnace.
Disponível em: www.freerealestaeads.net 
.Acesso em: 30 nov. 2011(adaptado).
Em jornais, há diversos anúncios que servem 
aos leitores. O conteúdo do anúncio veicula-
do por este texto interessará a alguém que 
esteja procurando
a) emprego no setor imobiliário.
b) imóvel residencial para compra.
c) serviço de reparos em domicílio.
d) pessoa para trabalho doméstico.
e) curso de decorador de interiores.
 5. (Enem PPL) I read a study that measured 
the efficiency of I locomotion for various 
species on the planet. The condor used the 
least energy to move a kilometer. Humans 
came in with a rather unimpressive showing 
about a third of the way down the list ... 
That didn’t look so good, but then someo-
ne at Scientific American had the insight to 
test the efficiency of locomotion for a man 
on a bicycle. And a man on a bicycle blew 
the condor away. That’s what a computer is 
to me: the computer is the most remarkable 
tool that we’ve ever come up with. It’s the 
equivalent of a bicycle for our minds.
JOBS, S. Disponível em: www.msnbc.msn.com.Acesso em: 28 fev. 2012 (adaptado)
Ao abordar o deslocamento de várias espé-
cies, com base em um estudo que leu, Steve 
Jobs apresenta o computador como uma fer-
ramenta que
a) amplia a quantidade de energia gasta no 
planeta.
b) alcança a mesma velocidade de uma bicicleta.
c) altera a velocidade com a qual nos movemos.
d) torna os meios de transporte mais eficientes.
e) aumenta o potencial de nossas mentes.
 6. (Enem PPL)
Turning Brown
A four-year-old boy was eating an apple in 
the back seat of the car, when he asked, 
“Daddy, why is my apple turning brown?”
“Because,” his dad explained, “after you 
ate the skin off, the meat of the apple came 
into contact with the air, which caused it to 
oxidize, thus changing the molecular struc-
ture and turning it into a different color.”
There was a long silence. Then the son asked 
softly, “Daddy, are you talking to me?”
Disponível em: http://hayspost.com. 
Acesso em: 10 nov. 2011.
Considerando os participantes da conversa 
nessa piada, nota-se que o efeito de humor é 
obtido em função
a) da dificuldade que o pai estava enfrentando 
para dar uma resposta ao filho.
b) de o pai dizer que a maçã tem carne e que 
muda de cor em contato com o ar.
c) de um menino de quatro anos entender uma 
explicação científica sobre a oxidação.
d) do fato de a criança não saber por que a 
maçã que estava comendo era marrom.
e) da escolha inadequada do tipo de linguagem 
para se conversar com uma criança.
 7. (Enem PPL)
Placas como a da gravura são usadas para 
orientar os usuários de um espaço urbano. 
30
Essa placa, especificamente, tem a função de avisar que somente
a) as despesas feitas com estacionamento são deduzidas.
b) os donos de carro entram no estacionamento do parque.
c) o proprietário autoriza a validação do estacionamento.
d) os rebocadores precisam de permissão para entrar no local.
e) os veículos autorizados podem estacionar naquela área.
 8. (Enem PPL)
 The art of happiness
Nearly every time you see him, he’s laughing or at least smiling. And he makes everyone else 
around him feel like smiling. He’s the Dalai Lama, the spiritual and temporal leader of Tibet, a No-
bel Prize winner, and an increasingly popular speaker and statesman. Why is he so popular? Even 
after spending only a few minutes in his presence you can’t help feeling happier. If you ask him 
if he’s happy, even though he’s suffered the loss of his country, the Dalai Lama will give you an 
unconditional yes. What’s more, he’ll tell you that happiness is the purpose of life, and that “the 
very motion of our life is towards happiness”. How to get there has always been the question. He’s 
tried to answer it before, but he’s never had the help of a psychiatrist to get the message across 
in a context we can easily understand.
LAMA, D.; CUTLER, H. The Art of Happiness: 
a handbook for living. Putnam Books, 1998.
Pelo título e pela sinopse do livro de Lama e Cutler, constata-se que o tema da obra é
a) o sucesso dos autores no Tibet.
b) a busca da felicidade no cotidiano.
c) o Prêmio Nobel recebido por Lama.
d) a liderança de Dalai Lama no Tibet.
e) a discussão de Lama e seu psiquiatra.
 9. (Enem PPL) Cyberbullying is harassment through electronic means such as telephone text mes-
sages, social media such as Facebook and Twitter or online blogs and bulletin boards. In normal 
bullying, students are given a daily break from the torment as bully and victim each go to their 
separate homes. But for victims of cyberbullying, there is no reprieve, as the abuse enters into 
their private lives. In the US, there are at least 44 states that have anti-bullying laws on the books. 
While only six of them use the actual word “cyberbullying”, 31 others have laws that specifically 
mention “electronic harassment”.
Prosecution in the UK is a little more difficult. While all schools are required to have anti-bullying 
policies in place, cyberbullying itself is not named as a criminal offence. Offenders in the UK 
would have to be charged under various other laws, including the Protection from Harassment Act 
of 2003. This makes prosecution much more difficult.
Authorities agree that in order to stop cyberbullying, there has to be parental involvement. Pa-
rents need to be vigilant about their children’s access to technology. They should monitor their 
children’s use of social media, especially children under the age of 14. Bullies are not going to 
simply disappear, but parents can go a long way in protecting their children from being bullied.
Go! English, ano II, n. 14 (fragmento).
De acordo com o texto, nos Estados Unidos, alguns estados têm leis específicas para assédio via 
meios eletrônicos. Já no Reino Unido, a instauração de processos contra praticantes de cyber-
bullying é mais difícil porque
a) as vítimas precisam recorrer a outras leis existentes, pois o cyberbullying não é considerado crime.
b) as leis que regulamentam o uso da internet e dos meios eletrônicos de comunicação são inexistentes.
c) os pais das vítimas não têm interesse em denunciar os agressores de seus filhos às autoridades com-
petentes.
d) os estudantes com idade inferior a 18 anos não podem sofrer acusações de prática de cyberbullying ou 
bullying.
e) as leis como a de Proteção contra Atos de Assédio de 2003 estabelecem que o cyberbullying não é 
crime.
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 10. (Enem PPL)
a) divisão de espaço com os pais. 
b) perda da atenção dos pais.
c) submissão aos pais.
d) ausência dos pais.
e) semelhança com os pais.
 11. (Enem PPL)
Movie: Hijras - The Third Gender
 Director: Devika Urvashi Bhisé
Duration: 29 minutes
Hijras are the outcastes of Indian society and live on its fringes. These eunuchs (originally only 
castrated males) were once employed by sultans and maharajas to guard the women in their harems. 
Now shunned by society, they are treated with less respect than the Dalits, or untouchables. Consi-
dered neither men nor women, Hijras have no constitutional rights. Currently, there is an ongoing 
debate in India regarding whether or not they should be granted the status of a third gender.
Most hijras are genetically born as men, but believe they are women within. The rest are hermaphro-
dites with some abnormality in genitalia. For those born men, becoming a hijra is a painful process 
that involves removing the entire genitalia in a secret ceremony that is often undergone without 
any anesthetic.
Currently, most hijras have only three ways in which they can make a living: prostitution, begging, 
and as performing shamans removing bad luck and/or spells from suspicious Indian households. Sex 
work is one of the only options for hijras because there are few employment opportunities available 
to them. Hijras are most commonly seen knocking on car windows, begging for money at stoplights. 
Although hijras are feared for their dissimilarities, they are also revered for their alleged mystical 
abilities. Most Indian families seek their blessings during any auspicious ceremony such as a birth, 
a wedding, or the building of a new house.
As pariahs of society, they are subjected to prejudice that is often translated into verbal abuse, hu-
miliation, extreme discrimination, and violence in public as well as private venues. I have documen-
ted a short film to create awareness of the plight of this segment of society and allow their voices 
to be heard. I was privileged to share this community’s inner life and have tried to capture its stark 
reality as a friend rather than a voyeur. The filming took place from June 2008 to September 2008 
in various cities and locations in India.
Disponível em: www.engendered.org. Acesso em: 25 fev. 2012.
O filme Hijras - The Third Gender tem como objetivo chamar atenção para a situação vivida por um 
segmento da sociedade indiana, os hijras. De acordo com o que se captura dessas vozes no filme e 
do que se lê no texto, esse segmento reivindica
a) os mesmos direitos dos dalits, ou intocáveis. 
b) o direito constitucional de sair da marginalidade.
c) um processo maishumano de mudança de sexo.
d) a regulamentação de suas atuais funções sociais.
e) o reconhecimento de suas habilidades místicas.
32
 12. (Enem PPL)
BELL, D. Disponível em: www.candorville.com. Acesso em: 29 fev. 2012.
Com base nas informações verbais e no contexto social da tirinha, infere-se que o cliente
a) constrange e intimida o garçom, a fim de não pagar a conta devida.
b) está indisposto para conversar com o garçom sobre assuntos pessoais.
c) explica ao garçom que vai aguardar outra pessoa chegar ao restaurante.
d) mostra descontentamento com o serviço para não ter que pagar por ele.
e) demonstra bom humor, fazendo piada no momento de fechar a conta.
 13. (Enem PPL)
Home is where the heart is
The heart of psychosocial care is to be found in the home and it is here that the main trust of 
external efforts to improve the wellbeing of vulnerable children must be directed. The best way to 
support the wellbeing of young children affected by HIV/AIDS is to strengthen and reinforce the 
circles of care that surround children. Some children — especially those living outside families, 
on the streets or institutions, with chronically ill caregivers, and orphans — are more vulnerable 
and especially require psychosocial care and support. However, this social support needs to be 
provided in family settings, with the same characteristics of commitment, stability, and indivi-
dualized affectionate care. The primary aim of all psychosocial support programmes should be 
an encouraging and enabling family support, including foster care, and placing and maintaining 
young children in stable and affectionate family environments. Only secondarily should direct 
services be provided to affected children.
RICHTER, L.; FOSTER, G.; SHERR, L. W here the heart is: meeting the psychosocial needs of young 
children in the context of HIV/AIDS. Holanda: Bernard van Leer Foundation, 2006 (adaptado).
Ao tratar dos problemas psicossociais dos portadores do vírus HIV/AIDS, o texto argumenta que
a) as crianças em ambiente familiar enfrentam melhor a doença.
b) o suporte das instituições traz mais benefícios que o familiar.
c) as famílias dos portadores do HIV aprendem umas com as outras.
d) a recuperação dos portadores do vírus HIV exige internamento.
e) o tratamento dos pacientes depende de financiamento externo.
 14. (Enem)
 
Na tira da série For better or for worse, a comunicação entre as personagens fica comprometida em 
um determinado momento porque:
a) as duas amigas divergem de opinião sobre futebol.
b) uma das amigas desconsidera as preferências da outra.
c) uma das amigas ignora que o outono é temporada de futebol.
d) uma das amigas desconhece a razão pela qual a outra a maltrata.
e) as duas amigas atribuem sentidos diferentes a palavra season.
33
 15. (Enem) 36 hours in Buenos Aires
Contemporary Argentine history is a roller coaster of financial booms and cracks, set to gripping 
political soap operas. But through all the highs and lows, one thing has remained constant: Buenos 
Aires’s graceful elegance and cosmopolitan cool. This attractive city continues to draw food lovers, 
design buffs and party people with its riotous night life, fashion-forward styling and a favorable 
exchange rate. Even with the uncertain economy, the creative energy and enterprising spirit of 
Porteños, as residents are called, prevail – just look to the growing ranks of art spaces, boutiques, 
restaurants and hotels.
SINGER, P. Disponível em: www.nytimes.com. Acesso em: 30 jul. 2012.
Nesse artigo de jornal, Buenos Aires é apresentada como a capital argentina, que:
a) foi objeto de novelas televisivas baseadas em sua vida noturna e artística.
b) manteve sua elegância e espírito cosmopolita, apesar das crises econômicas.
c) teve sua energia e aspecto empreendedor ofuscados pela incerteza da economia.
d) foi marcada historicamente por uma vida financeira estável, com repercussão na arte.
e) parou de atrair apreciadores da gastronomia, devido ao alto valor de sua moeda.
 16. (Enem)
 
A partir da leitura dessa tirinha, infere-se que o discurso de Calvin teve um efeito diferente do 
pretendido, uma vez que ele:
a) decide tirar a neve do quintal para convencer seu pai sobre seu discurso.
b) culpa o pai por exercer influência negativa na formação de sua personalidade.
c) comenta que suas discussões com o pai não correspondem às suas expectativas.
d) conclui que os acontecimentos ruins não fazem falta para a sociedade.
e) reclama que é vítima de valores que o levam a atitudes inadequadas.
 17. (Enem) National Geographic News
Christine Dell’ Amore
Published April 26, 2010
Our bodies produce a small steady amount of natural morphine, a new study suggests. Traces of 
the chemical are often found in mouse and human urine, leading scientists to wonder whether 
the drug is being made naturally or being delivered by something the subjects consumed. The 
new research shows that mice produce the “incredible painkiller” – and that humans and other 
mammals possess the same chemical road map for making it, said study co-author Meinhart Zenk, 
who studies plant-based pharmaceuticals at the Donald Danforth Plant Science Center in St. Louis, 
Missouri.
Disponível em: www.nationalgeographic.com. Acesso em: 27 jul. 2010.
Ao ler a matéria publicada na National Geographic para a realização de um trabalho escolar, um 
estudante descobriu que:
a) os compostos químicos da morfina, produzidos por humanos, são manipulados no Missouri.
b) os ratos e os humanos possuem a mesma via metabólica para produção de morfina.
c) a produção de morfina em grande quantidade minimiza a dor em ratos e humanos.
d) os seres humanos têm uma predisposição genética para inibir a dor.
e) a produção de morfina é um traço incomum entre os animais.
34
 18. (Enem)
Cartuns são produzidos com o intuito de satirizar comportamentos humanos e assim oportunizam 
a reflexão sobre nossos próprios comportamentos e atitudes. Nesse cartum, a linguagem utilizada 
pelos personagens em uma conversa em inglês evidencia a: 
a) predominância do uso da linguagem informal sobre a língua padrão.
b) dificuldade de reconhecer a existência de diferentes usos da linguagem.
c) aceitação dos regionalismos utilizados por pessoas de diferentes lugares.
d) necessidade de estudo da língua inglesa por parte dos personagens.
e) facilidade de compreensão entre falantes com sotaques distintos.
 19. (Enem) 23 February 2012 Last update at 16:53 GMT - BBC World Service
J. K. Rowling to pen first novel for adults
 
Author J. K. Rowling has announced plans to publish her first novel for adults, which will be “very 
different” from the Harry Potter books she is famous for.
The book will be published worldwide although no date or title has yet been released. “The 
freedom to explore new territory is a gift that Harry’s success has brought me,” Rowling said.
All the Potter books were published by Bloomsbury, but Rowling has chosen a new publisher for 
her debut into adult fiction. “Although I’ve enjoyed writing it every bit as much, my next book will 
be very different to the Harry Potter series, which has been published so brilliantly by Bloomsbury 
and my other publishers around the world,” she said, in a statement. “I’m delighted to have a 
second publishing home in Little, Brown, and a publishing team that will be a great partner in 
this new phase of my writing life.”
Disponível em: www.bbc.co.uk. Acesso em: 24 fev. 2012 (adaptado).
J. K. Rowling tornou-se famosa por seus livros sobre o bruxo Harry Potter e suas aventuras, adap-
tados para o cinema. Esse texto, que aborda a trajetória da escritora britânica, tem por objetivo: 
a) informar que a famosa série Harry Potter será adaptada para o público adulto.
b) divulgar a publicação do romance por J. K. Rowling inteiramente para adultos.
c) promover a nova editora que irá publicar os próximos livros de J. K. Rowling.
d) informar que a autora de Harry Potter agora pretende escrever para adultos.
e) anunciar um novo livro da série Harry Potterpublicado por editora diferente. 
35
 20. (Enem)
A tira, definida como um segmento de história em quadrinhos, pode transmitir uma mensagem 
com efeito de humor. A presença desse efeito no diálogo entre Jon e Garfield acontece porque:
a) Jon pensa que sua ex-namorada é maluca e que Garfield não sabia disso.
b) JodelI é a única namorada maluca que Jon teve, e Garfield acha isso estranho.
c) Garfield tem certeza de que a ex-namorada de Jon é sensata, o maluco é o amigo.
d) Garfield conhece as ex-namoradas de Jon e considera mais de uma como maluca.
e) Jon caracteriza a ex-namorada como maluca e não entende a cara de Garfield.
GAbARito
1. C 2. B 3. C 4. B 5. E
6. E 7. E 8. B 9. A 10. E
11. B 12. E 13. A 14. E 15. B
16. C 17. B 18. B 19. D 20. D
Espanhol
RPA ENEM
L C
L C
ENTRE ESPAÑOL
Y PORTUGUÉS
38
39
Prescrição: A prova de Espanhol do ENEM apresenta questões que exigem do candidato um 
trabalho rígido com interpretação de textos. Os textos que possuem a maior incidência são 
textos informativos periódicos.
ESPAÑOL
AplicAção dos 
conhecimentos - sAlA
 1. (Enem 2018) Revolución en la arquitectura 
china Levantar rascacielos en 19 días
Un rascacielos de 57 pisos no llama atención 
en la China de siglo XXI Salvo que se haya 
construido en 19 días, claro. Y eso es preci-
samente lo que ha conseguido Broad Sustai-
nable Building (BSB), una empresa dedicada 
a la fabricación de purificadores de aire y de 
equipos de aire acondicionado para grandes
infraestructuras que ahora se ha empeñado 
en liderar una revolución con su propio mo-
delo de arquitectura modular prefabricada. 
Como subraya su presidente, Zhang Yue, es 
una fórmula económica, ecológica, segura y 
limpa. Ese último término, además, lo utili-
za tanto para referirse al polvo que se pro-
duce en la construcción como a los gruesos 
sobres que suelen circular por debajo de las 
mesas en adjudicaciones y permisos varios. 
“Quiero que nuestros edificios alumbren 
una nueva era en la arquitectura, y que se 
conviertan en símbolo de la lucha contra la 
contaminación y el cambio climático, que es 
la mayor amenaza a la que se enfrenta la hu-
manidad”, sentencia.
“Es como montar un Lego. Apenas hay sub-
contratación, lo cual ayuda a mantener un 
costo bajo y un control de calidad estricto, y 
nos permite eliminartambién la corrupción 
inherente al sector”, explica la vicepresiden-
ta de BSB y responsable del mercado inter-
nacional, Jiang Yan. 
Disponível em: http://tecnologia.elpais.com. 
Acesso em: 23 jun. 2015(adaptado)
No texto, alguns dos benefícios de se utili-
zar estruturas pré-moldadas na construção 
de altos edifícios estão expressos por meio 
da palavra limpia. Essa expressão
indica que, além de produzir menos resídu-
os, o uso desse tipo de estrutura
a) reduz o contingente de mão de obra.
b) inibe a corrupção na construção civil.
c) facilita o controle da qualidade da obra.
d) apresenta um modelo arquitetônico conciso.
e) otimiza os custos da construção de edifícios.. 
 2. (Enem 2018) El día en que lo iban a matar, 
Santiago Nasar se levantó a las 5:30 de la 
mañana para esperar el buque en que llega-
ba el obispo. Había soñado que atravesaba un 
bosque de higuerones donde caía una llovi-
zna tierna, y por un instante fue feliz en el 
sueño, pero al despertar se sintió por comple-
to salpicado de cagada de pájaros. “Siempre 
soñaba con árboles”, me dijo Plácida Linero, 
su madre, evocando 27 años después los por-
menora de aquel lunes ingrato. “La semana 
anterior había soñado que iba solo en un avi-
ón de papel de estaño que volaba sin trope-
zar por entre los almendros”, me dijo. Tenía 
una reputación muy bien ganada de intér-
prete certera de los sueños ajenos, siempre 
que se los contaran en ayunas, pero no había 
advertido ningún augurio aciago en esos dos 
sueños de su hijo, ni en los otros sueños con 
árboles que él le había contado en las maña-
nas que precedieron a su muerte. 
MÁRQUEZ, G.G Crónica de una muerte anunciada. Disponível 
em: http://biblio3.url.edu.gt. Acesso em: 2 jan. 2015.
Na introdução do romance, o narrador resgata 
lembranças de Plácida Linero relacionadas a 
seu filho Santiago Nasa.Nessa introdução, o 
uso da expressão augurio aciago remete ao(à)
a) relação mística que se estabelece entre Plá-
cida e seu filho Santiago
b) destino trágico de Santiago, que Plácida foi 
incapaz de prever nos sonhos.
c) descompasso entre a felicidade de Santiago 
nos sonhos e seu azar na realidade.
d) crença de Plácida na importância da inter-
pretação dos sonhos para mudar o futuro.
e) presença recorrente de elementos sombrios 
que se revelam nos sonhos de Santiago.. 
 3. (Enem 2018) ¿Qué es la X Solidaria?
La X Solidaria es una equis que ayuda a las 
personas más vulnerables. Podrás marcarla 
cuando hagas la declaración de la renta. Es 
la casilla que se denomina “Fines Sociales”. 
Nosotros preferimos llamarla X Solidaria:
 § porque al marcarla haces que se destine 
un 0,7% de tus impuestos a programas 
sociales que realizan las ONG.
 § porque se benefician los colectivos más 
desfavorecidos, sin ningún coste econó-
mico para ti.
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 § porque NO marcarla es tomar una actitud 
pasiva, y dejar que sea el Estado quien 
decida el destino de esa parte de tus im-
puestos.
 § porque marcándola te conviertes en con-
tribuyente activo solidario.
As ações solidárias contribuem para o en-
frentamento de problemas sociais. No texto, 
a ação solidária ocorre quando o contribuinte
a) delega ao governo o destino de seus impostos.
b) escolhe projetos que terão isenção de impos-
tos.
c) destina parte de seus impostos para custeio de 
programas sociais.
d) determina a criação de impostos para implan-
tação de projetos sociais.
e) seleciona programas para beneficiar cidadãos 
vulneráveis socialmente.. 
 4. (Enem 2016) Preámbulo a las instrucciones 
para dar cuerda al reloj
Piensa en esto: cuando te regalan un reloj 
te regalan un pequeño infiemo florido, una 
cadena de rosas, un calabozo de aire. No te 
dan solamente el reloj, que los cumplas muy 
felices y esperamos que te dure porque es de 
buena marca, suizo con áncora de rubíes; no 
te regalan solamente ese menudo picapedre-
ro que te atarás a la muñeca y pasearás con-
tigo. Te regalan — no lo saben, lo terrible es 
que no lo saben —, te regalan un nuevo pe-
dazo frágil y precario de ti mismo, algo que 
es tuyo pero no es tu cuerpo, que hay que 
atar a tu cuerpo con su correa como un bra-
cito desesperado colgándose de tu muñeca.
Te regalan la necesidad de darle cuerda to-
dos los días, la obligación de darle cuerda 
para que siga siendo un reloj; te regalan la 
obsesión de atender a la hora exacta en las 
vitrinas de las joyerías, en el anuncio por la 
radio, en el servicio telefónico. Te regalan el 
miedo de perderlo, de que te lo roben, de que 
se te caiga al suelo y se rompa. Te regalan su 
marca, y la seguridad de que es una marca 
mejor que las otras, te regalan la tendencia 
de comparar tu reloj con los demás relojes. 
No te regalan un reloj, tú eres el regalado, 
a ti te ofrecen para el cumpleaños del reloj.
CORTÁZAR, J. Historias de cronopios y de famas. 
Buenos Aires: Sudamericana, 1963 (fragmento).
Nesse texto, Júlio Cortázar transforma pe-
quenas ações cotidianas em criação literária,
a) denunciando a má qualidade dos relógios 
modernos em relação aos antigos.
b) apresentando possibilidades de sermos pre-
senteados com um relógio.
c) convidando o leitor a refletir sobre a coisifi-
cação do ser humano.
d) desafiando o leitor a pensar sobre a efemeri-
dade do tempo.
e) criticando o leitor por ignorar os malefícios 
do relógio.
 5. (Enem 2017) El Eclipse
Cuando Fray Bartolomé Arrazola se sintió 
perdido aceptó que ya nada podría salvar-
lo. La selva poderosa de Guatemala lo habia 
apresado, implacable y definitiva. Ante su 
ignorancia topográfica se sentó com tranqui-
lidade a esperar la muerte. Al despertar se 
encontró rodeado por un grupo de indígenas 
de rostro impasibleque se disponia a sacrifi-
carlo ante un altar, un altar que a Bartolomé 
le pareció como el lecho en que descansaria, 
an fin, de sus temores, de su destino, de sí 
mismo. Tres años en el país le habian confe-
rido un mediano dominio de las lenguas na-
tivas. Intentó algo. Dijo alguns palabras que 
fueron comprendidas. Entonces floreció en 
él una idea que tuvo por digna de su talento 
y de su cultura universal y de su arduo co-
nocimiento de Aristóteles. Recrdó que para 
ese día se esperaba un eclipse total de sol. Y 
dispuso, en lo más íntimo, valerse de aquel 
conocimiento para enganãr a sus opresores 
y salvar la vida. -Si me matáis - les dijo - 
puedo hacer que el sol se oscurezca en su 
altura.Los indígenas lo miraron fijamente y 
Bartolomé sorprendió la incredulidad en sus 
ojos. Vio que se produjo un pequeño consejo, 
y esperó confiado, no sin cierto desdén. Duas 
horas después el corázon de Fray Bartolomé 
Arrazola chorreaba su sangre vehemente so-
bre la piedra de los sacrificios (brilante bajo 
la opaca luz de un sol eclipsado), mientras 
uno de los indígenas recitaba sin ninguna 
inflexión de voz, sin prisa, una por una las 
infinitas fechas en que se producirían eclip-
ses solares y lunares, que los astrónomos de 
la comunidad maya habían previsto y ano-
tado en sus códices sin la valiosa ayuda de 
Aristóteles.
MONTERROSO, A. Obras completas y otros cuentos. 
Bogotá: Norma, 1994 (adaptado)
No texto, confrontam-se duas visões de 
mundo: a da cultura ocidental, representada 
por Frei Bartolomé Arrazola, e a da mítica 
pré-hispânica, representada pela comunida-
de indígena maia. Segundo a narrativa,
a) os catequizadores espanhóis avalizam os sa-
beres produzidos pelas comunidades indíge-
nas hispanoamericanas.
b) os indígenas da comunidade maia mostram-
-se perplexos diante da superioridade do co-
nhecimento aristotélico do frei espanhol.
c) o catequizador espanhol Arrazola apresenta-
-se adaptado às culturas autóctones, ao pro-
mover a interlocução entre os conhecimen-
tos aristotélico e indígena.
d) o episódio representa, de forma neutra, o 
significado do conhecimento ancestral indí-
gena, quando comparado ao conhecimento 
ocidental.
e) os conhecimentos acadêmicos de Arrazo-
la são insuficientes para salvá-lo da morte, 
ante a sabedoria astronômica maia.
41
 6. (Enem 2015) Los guionistas estadouniden-
ses introducen cada vez más el español en 
sus diálogos. 
En lo últimos años, la realidade cultural y la 
presencia creciente de migrantes de origen 
latinoamericano en EE UU ha propiciado que 
cada vez más estadounidenses altern el in-
glés y el español en un mismo discurso.
Un estudio publicado en la revista Vial-vigo 
International Journal of Applied Linguistics 
se centra en las estrategias que usan los 
guionistas de la versión original para incluir 
el español en el guión o a personajes de ori-
gen latinoamericano.
Los guionistas estadounidenses suelen usar 
subtítulos en inglés cuando el español que 
aparece en la serie o pelicula es importante 
para el argumento. Si esto no ocurre, y sólo 
hay interjecciones, aparece sin subtítulos. 
En aquellas conversaciones que no tienen 
relevancia se añade en ocasiones el subtítulo 
Speaks Spanish(habla en español).
“De esta forma, impiden al público conoocer 
qué están diciendo los dos personajes que 
hablan español”, explica la autora del estu-
dio y profesora e investigadora en la Univer-
sidad Pablo de Olavide (UPO) de Sevilla
Disponível em: www.agenciasinc.es. 
Acesso em: 23 ago. 2012 (adaptado). 
De acordo com o texto, nos filmes norte-ame-
ricanos, nem todas as falas em espanhol são 
legendadas em inglês. Esse fato revela a
a) assimetria no tratamento do espanhol como 
elemento da diversidade linguística nos Es-
tados Unidos.
b) escassez de personagens de origem hispâni-
ca nas séries e filmes produzidos nos Estados 
Unidos
c) desconsideração com o público hispânico 
que frequenta as salas de cinema norte-
-americanas.
d) falta de uma formação linguística específica 
para os roteiristas e tradutores norte-ameri-
canos.
e) carência de pesquisas científicas sobre a in-
fluência do espanhol na cultura norte-ame-
ricana. 
 7. (Enem 2016) 
Aqui estoy estabelecido
En los Estados Unidos,
Diez años pasaron ya,
En que crucé de mojado,
Papeles no he arreglado,
Sigo siendo un ilegal.
Tengo mi esposa y mis hijos,
Que me los traje muy chicos
Y se han olvidado ya,
De mi México querido,
Del que yo nunca me olvido
Y no puedo regresar.
[...]
Mis hijos no hablan conmigo,
Otro idioma han aprendido,
Y olvidado el español,
Piensan como americanos,
Niegan que son mexicanos,
Aunque tengan mi color.
LOS TIGRES DEL NORTE.Jaula de oro. 
Woodland Hills, Califórnia: Fonovisa, 1986 (fragmento).
A letra de canção coloca em cena um dilema 
por vezes vivenciado por imigrantes. Esse 
dilema se configura no sentimento do pai 
em relação ao(à)
a) diluição de sua identidade latino-americana, 
advinda do contato cotidiano com o outro.
b) distanciamento dos filhos, gerado pela apro-
priação da língua e da cultura do outro.
c) preconceito étnico-racial sofrido pelos imi-
grantes mexicanos no novo país.
d) desejo de se integrar à nova cultura e de se 
comunicar na outra língua
e) vergonha perante os filhos de viver ilegal-
mente em outro país.
 8. (Enem 2015) 
Disponível em: www.lacronicadeleon.es. 
Acesso em: 12 mar. 2012 (adaptado).
A acessibilidade é um tema de relevância 
tanto na esfera pública quanto na esfera 
privada. No cartaz, a exploração desse tema 
destaca a importância de se 
a) estimular os cadeirantes na superação de 
barreiras.
b) respeitar o estacionamento destinado a ca-
deirantes.
c) identificar as vagas reservadas aos cadeiran-
tes
d) eliminar os obstáculos para o trânsito de ca-
deirantes.
e) facilitar a locomoção de cadeirantes em esta-
cionamentos.. 
42
práticA dos 
conhecimentos - e.o.
 1. (Enem PPL 2017) En la República Demo-
crática del Congo menos del 29% de la po-
blación rural tiene acceso al agua potable, 
y menos del 31% cuenta con servicios de 
saneamiento adecuados. En un país cuya 
situación ha sido calificada como “la peor 
emergencia posible de África en las últimas 
décadas”, las enfermedades hacen estragos 
entre la población. La diarrea provoca cada 
año la muerte del de los niños menores de 
cinco años, y los brotes epidémicos de cólera 
causan más de muertes anuales, sobre todo 
en las provincias de Katanga Oriental, Kivu 
del Norte u del Sur. Con el objetico de paliar 
esta situación, la Fundación We Are Water 
ha llevado a cabo un proyecto de Unicef en 
los distritos del sur y el este del país para 
mejorar el acceso al agua potable, la higiene 
y el saneamiento en las comunidades rurales 
y semirrurales donde el cólera es endémico. 
Gracias a la excavación de pozos, el estable-
cimiento de instalaciones para la extracción 
de agua y la formación de agentes de salud 
para mejorar las prácticas de higiene de es-
tas comunidades, niños, mujeres y hom-
bres de aldeas y áreas cercanas a las ciuda-
des han mejorado su acceso al agua potable 
y se verán libres de la amenaza del cólera.
VAN DER BERG. E. Disponível em: www.
nationalgeographic.com.es. Acesso em: 27 jul. 2012.
A partir das informações sobre as condições 
de saneamento básico na República Demo-
crática do Congo e do gênero escolhido para 
veiculá-las, a função do texto é 
a) divulgar dados estatísticos sobre a realidade 
do país. 
b) levar ao conhecimento público as práticas 
que visam a melhoria da saúde na região 
c) alertar as pessoas interessadas em conhecer 
a região sobre os problemas de saneamento. 
d) oferecer serviços de escavação de poços e 
acesso à água para a população da região. 
e) orientar a população do país sobre ações de 
saúde pública. 
 2. (Enem (Libras) 2017) 
 
Noticias de la Semana. jul. 2010 (adaptado).
A imagem da televisão, aliada ao conteúdo 
verbal no anúncio, tem a função de 
a) promover a venda de aparelhos de LCD e o des-
carte de televisoresconsiderados obsoletos. 
b) incentivar a compra de um produto sem o 
qual o aparelho de LCD será subutilizado. 
c) contrastar as características de aparelhos de 
televisão novos e antigos. 
d) destacar a alta tecnologia empregada nos 
aparelhos de LCD. 
e) demonstrar a superioridade dos aparelhos de 
LCD sobre os televisores convencionais. 
 3. (Enem PPL 2017) 
 
Disponível em: www.greenpeace.org. Acesso em: 2 jul. 2015.
O texto publicitário objetiva a adesão do pú-
blico a uma campanha ambiental. A relação 
estabelecida entre o enunciado “Lo que le 
haces al planeta, te lo haces a ti” e os ele-
mentos não verbais pressupõe que as atitu-
des negativas do homem para com o planeta 
a) aceleram o envelhecimento da pele. 
b) provocam a ocorrência de seca. 
c) aumentam o dano atmosférico. 
d) prejudicam o próprio homem. 
e) causam a poluição industrial. 
43
 5. (Enem (Libras) 2017) Carta de despedida a 
Fidel (abril de 1965)
Me recuerdo en esta hora de muchas cosas, 
de cuando te conocí en casa de María Anto-
nia, de cuando me propusiste venir, de toda 
la tensión de los preparativos. Un día pasa-
ron preguntando a quien se debía avisar en 
caso de muerte y la posibilidad real del he-
cho nos golpeó a todos. Después supimos que 
era cierto, que en una revolución se triunfa 
o se muere (si es verdadera). Muchos com-
pañeros quedaron a lo largo del camino ha-
cia la victoria. Hoy todo tiene un tono menos 
dramático porque somos más maduros, pero 
el hecho se repite. Siento que he cumplido 
la parte de mi deber que me ataba a la Revo-
lución cubana en su territorio y me despido 
de ti, de los compañeros, de tu pueblo que 
ya es mío.
CHE GUEVARA. Disponível em: www.centroche.
co.cu. Acesso em: 21 fev. 2012.
No fragmento da carta que escreveu a Fidel 
Castro antes de deixar Cuba, Che Guevara 
a) associa sua aceitação da morte a um convite 
que recebeu de Fidel Castro. 
b) questiona se o triunfo de um processo revo-
lucionário exige conflito armado. 
c) comenta o abalo que os dois sentiram diante 
da possibilidade de morrer em combate. 
d) destaca que os conflitos dramáticos são es-
quecidos com o passar do tempo. 
e) salienta as imprudências que resultaram na 
morte de muitos companheiros. 
 6. (Enem PPL 2017) Un gran disco rojo, si-
lhuetas de manos y figuras animales que de-
coran las paredes de diferentes cuevas del 
norte de España son las pinturas rupestres 
más antiguas jamás halladas.
Hasta ahora se creia que – com una antigüe-
dad de entre y años – las pinturas ru-
pestres más antiguas estaban en cuevas de 
Francia y Portugal.
Las fechas en las que, según el nuevo halla-
zgo, se dibujaron estas pinturas coinciden 
con la primera migración conocida de los 
humanos modernos (los Homo sapiens) a 
Europa desde África. Pero hace años, sus 
primos los neandertales todavía vivían en lo 
que hoy es España.
En estas pinturas pueden estar alguna de 
las claves para entender el desarrollo de la 
historia humana. Pero si, por el contrario, 
se comprueba que los artistas fueron los 
neandertales, el hallazgo “añade un nuevo 
elemento a nuestro conocimiento sobre sus 
capacidades y su sofisticación”. Eso indicaría 
 4. (Enem (Libras) 2017) Familia de construc-
tores y mecenas
La inauguración del Museo Universidad de 
Navarra, que desde hoy y durante un mes 
mantendrá una política de puertas abiertas, 
se enmarca de forma indisoluble en el re-
cuerdo de una de las manifestaciones que, 
hace 42 años, cambiaron la relación de Es-
paña con el arte moderno y las vanguardias: 
los Encuentros de Pamplona de 1972. Auspi-
ciados (y costeados) por los Huarte, la mis-
ma familia de constructores y coleccionistas 
de arte que ahora han impulsado el nuevo 
museo por medio de María Josefa Huarte, los 
Encuentros llevaron a la España franquista 
del 72 — y en concreto a la Pamplona gris 
y adormecida del 72 — cosas como la mú-
sica de John Cage, el nuevo Arte Vasco, las 
locuras del Equipo Crónica o directamente 
la ignominia de unas carpas hinchables de 
colores frente a la fachada del mismísimo 
Gobierno Militar.
Casi nadie daba crédito de lo que allí ocur-
ría: en pleno tardofranquismo, melenudos 
sedientos de caña cultural alternaban con 
señoronas del régimen en los espectáculos y 
exposiciones. Estallaron dos bombas. El Par-
tido Conmunista trató de evitar que los En-
cuentros se celebrasen porque justificaban, 
de algún modo, la celebración de la cultura 
en un país que no la permitía. Los Huarte, 
empresarios navarros de la construcción, co-
leccionistas, mecenas y productores de cine 
de vanguardia, se convirtieron en eso, en 
vanguardistas y propiciaron una de las ma-
nifestaciones más estrafalarias, necesarias 
y, a la postre, decisivas de cara al futuro cul-
tural de un país.
Disponível em: http://cultura.elpais.
com. Acesso em: 23 jan. 2015.
De acordo com o texto, a inauguração do Mu-
seo Universidad de Navarra rememora um 
momento significativo da história da Espa-
nha, quando 
a) reuniões comunistas movimentaram um es-
paço artístico. 
b) encontros artísticos construíram um espaço 
democrático. 
c) acontecimentos políticos permitiram uma 
mudança social. 
d) celebrações culturais questionaram um go-
verno autoritário. 
e) manifestações vanguardistas propiciaram 
um futuro cultural. 
44
que el pensamiento humano, abstracto y 
avanzado, y probablemente también el len-
guaje, surgieron cientos de miles de años 
antes de lo que se creía.
Disponível em: www.bbc.co.uk. Acesso 
em: 15 jun. 2012 (adaptado).
A pintura rupestre é uma arte pré-histórica 
por meio da qual nossos ancestrais retrata-
vam seu entorno, seu cotidiano, suas cren-
ças. O achado arqueológico apresentado no 
texto pode ser de grande relevância por 
a) oferecer informações sobre o movimento mi-
gratório dos Homo sapiens e dos neander-
tais. 
b) comprovar a sofisticação artística e a capaci-
dade criativa dos neandertais. 
c) ressignificar o conhecimento sobre o desen-
volvimento do pensamento e da linguagem. 
d) ampliar a variedade de imagens representa-
das por pinturas rupestres. 
e) atestar o grau de parentesco primitivo entre 
Homo sapiens e neandertais. 
 7. (Enem 2017) El eclipse
Cuando Fray Bartolomé Arrazola se sentió 
perdido aceptó que ya nada podría salvar-
lo. La selva poderosa de Guatemala lo había 
apresado, implacable y definitiva. Ante su 
ignorancia topográfica se sentó con tranqui-
lidad a esperar la muerte. Al despertar se en-
contró rodeado por un grupo de indígenas de 
rostro impasible que se disponía a sacrificar-
lo ante un altar, un altar que a Bartolomé le 
pareció como el lecho en que descansaría, al 
fin, de sus temores, de su destino, de sí mis-
mo. Tres años en el país le habían conferido 
un mediano dominio de las lenguas nativas. 
Intentó algo. Dijo algunas palabras que fue-
ron comprendidas. Entonces floreció en él 
una idea que tuvo por digna de su talento 
y de su cultura universal y de su arduo co-
nocimiento de Aristóteles. Recordó que para 
ese día se esperaba un eclipse total de sol. Y 
dispuso, en lo más íntimo, valerse de aquel 
conocimiento para engañar a sus opresores 
y salvar la vida. – Si me matáis – les dijo 
– puedo hacer que el sol se oscurezca en su 
altura. Los indígenas lo miraron fijamente y 
Bartolomé sorprendió la incredulidad en sus 
ojos. Vio que se produjo un pequeño consejo, 
y esperó confiado, no sin cierto desdén. Dos 
horas después el corazón de Fray Bartolomé 
Arrazola chorreaba su sangre vehemente so-
bre la piedra de los sacrifícios (brillante bajo 
la opaca luz de un sol eclipsado), mientras 
uno de los indígenas recitaba sin ninguna 
inflexión de voz, sin prisa, una por una las 
infinitas fechas en que se producirían eclip-
ses solares y lunares, que los atrónomos de 
la comunidad maya habían previsto y ano-
tado en sus códices sin la valiosa ayuda de 
Aristóteles. 
Monterroso, A. Obras completas y otros cuentos. 
Bogotá: Norma, 1994 (adaptado).
No texto, confrontam-seduas visões de 
mundo: a da cultura ocidental, representada 
por Frei Bartolomé Arrazola, e a da mítica 
pré-hispânica, representada pela comunida-
de indígena maia. Segundo a narrativa, 
a) os catequizadores espanhóis avalizam os sa-
beres produzidos pelas comunidades indíge-
nas hispanoamericanas. 
b) os indígenas da comunidade maia, mostram-
-se perplexos diante da superioridade do co-
nhecimento aristotélico do frei espanhol. 
c) o catequizador espanhol Arrazola apresenta-
-se adaptado às culturas autóctones, ao pro-
mover a interlocução entre os conhecimen-
tos aristotélicos e indígena. 
d) o episódio representa, de forma neutra, o sig-
nificado do conhecimento ancestral indígena, 
quando comparado ao conhecimento ocidental. 
e) os conhecimentos acadêmicos de Arrazola são 
insuficientes para salvá-lo da morte, ante a sa-
bedoria astronômica da cultura maia. 
 8. (Enem (Libras) 2017) Salta, 11 de enero de 
1843.
Sr. Tenente Manuel Isidoro Belzu
Jirón de Puka-Cruz/La Paz/Bolívia
Manuel, mi querido Manuel:
Dejé que mi caballo me guiara por senderos 
en espiral y aquí estoy, sola, en un vallecito 
escondido entre las sierras. Todo esverdea, 
todo azulea. Salpica el blanco. Los azahares 
de los naranjos... [...] Y te extraño, mucho, 
muchísimo, como nunca, Manuel. ¿Tuve que 
hacer este viaje para darme cuenta? Valía la 
pena, entonces. 
MERCADER, M. Juanamanuela mucha 
mujer. Barcelona: Planeta, 1983.
A saudação utilizada na introdução da carta, 
além de estabelecer interação, aporta um ca-
ráter intimista ao texto, ao 
a) reforçar a estrutura formal de apresentação 
do destinatário. 
b) antecipar as características psicológicas do 
destinatário. 
c) expressar o carinho do emissor pelo destina-
tário. 
d) evidenciar a importância da mensagem. 
e) enfatizar a solidão do emissor. 
 9. (Enem 2017) El carpintero
Orlando Goicoechea reconoce las maderas 
por el olor; de qué árboles vienen, qué edad 
tienen, y oliéndolas sabe si fueron cortadas 
a tiempo o a destiempo y les adivina los po-
sibles contratiempos.
45
Al cabo de tantos años de trabajo, Orlando se 
ha dado el lujo de comprarse un video, y ve 
una película tras otra.
No sabía que eras loco por cine le dice el vecino.
Y Orlando le explica que no, que a él ni le va 
ni le viene, pero gracias al video puede dete-
ner las películas para estudiar los muebles.
Galeano, E. Disponível em: http://elcajondesastre.
blogcindarrio.com. Acesso em: 18 abr. 2012.
No conto de Galeano, a expressão ni le va ni 
le viene encerra uma opinião a respeito de 
cinema que 
a) desconstrói a ideia central do conto sobre a 
importância das atividades de lazer. 
b) contradiz a percepção que o narrador tem 
em relação à profissão exercida por Orlando. 
c) revela o descaso do narrador com relação ao 
ofício desempenhado por Orlando. 
d) reforça a impressão do vizinho de que Orlan-
do gostava de filmes. 
e) evidencia a extrema devoção do carpinteiro 
ao seu ofício. 
 10. (Enem 2017) Aquí estoy establecido,
En los Estados Unidos,
Diez años pasaron ya,
En que crucé de mojado,
Papeles no he arreglado,
Sigo siendo un ilegal.
Tengo mi esposa y mis hijos,
Que me los traje muy chicos,
Y se han olividado ya,
De mi México querido,
Del que yo nunca me olvido,
Y no puedo regresar.
[...]
Mis hijos no hablan conmigo,
Otro idioma han aprendido,
Y olvidado el español,
Piensan como americanos,
Niegan que son mexicanos,
Aunque tengan mi color.
Los Tigres del Norte. Jaula de oro. Woodland 
Hills, Califórnia: Fonovisa, 1986 (fragmento).
A letra de canção coloca em cena um dilema 
por vezes vivenciado por imigrantes. Esse 
dilema se configura no sentimento do pai 
em relação ao(à) 
a) diluição de sua identidade latino-americana, 
advinda do contato cotidiano com o outro. 
b) distanciamento dos filhos, gerado pela apro-
priação da língua e da cultura do outro. 
c) preconceito étnico-racial sofrido pelos imi-
grantes mexicanos no novo país. 
d) desejo de se integrar à nova cultura e de se 
comunicar na outra língua. 
e) vergonha perante os filhos de viver ilegal-
mente em outro país. 
 11. (Enem 2ª aplicação 2016) 
 
Disponível em: www.sasia.org.ar. Acesso em: 30 maio 2016.
Essa propaganda foi criada para uma cam-
panha de conscientização sobre a violência 
contra a mulher.
As palavras que compõem a imagem indicam 
que a 
a) violência contra a mulher está aumentando. 
b) agressão à mulher acontece de forma física e 
verbal. 
c) violência contra a mulher é praticada por 
homens. 
d) agressão à mulher é um fenômeno mundial. 
e) violência contra a mulher ocorre no ambien-
te doméstico. 
 12. (Enem PPL 2016) 
 
Disponível em: www.e-faro.info. 
Acesso em: 19 nov. 2012 (adaptado). 
A charge apresenta uma interpretação dos 
efeitos da crise econômica espanhola e ques-
tiona o(a) 
a) decisão política de salvar a moeda única eu-
ropeia. 
b) congelamento dos salários dos funcionários. 
c) apatia da população em relação à política. 
d) confiança dos cidadãos no sistema bancário. 
e) plano do governo para salvar instituições fi-
nanceiras. 
46
 13. (Enem PPL 2016) 
 
LÓPEZ, A. Pescado. Disponível em: http://blogs.
publico.es. Acesso em: 25 ago. 2014.
A charge tem a função de denunciar ironica-
mente o(a) 
a) rebeldia dos filhos em relação à alimentação. 
b) contaminação dos alimentos ingeridos pela 
sociedade. 
c) inadequação dos hábitos alimentares da so-
ciedade atual. 
d) autoritarismo das mães na escolha da ali-
mentação dos filhos. 
e) falta de habilidade da mulher moderna no 
preparo das refeições. 
 14. (Enem PPL 2016) Dejad a la gente correr 
No habrá maratón en los próximos años en 
la que los corredores no sientan la mezcla 
de temor y de respeto por las víctimas que 
se desprende, inevitablemente, del atenta-
do terrorista perpetrado en Boston el 15 de 
abril de 2013. Ello es un acto casi reflejo de 
inquietud, de pérdida de cierta inocencia en 
un evento convocado para unir a personas 
de procedencias muy distintas, sin importar 
más circunstancias, ideologías o credos. 
Antes de la Primera Maratón de Cisjordania, 
los organizadores y participantes de esta se 
reunieron en Belén en una vigilia en la que, 
con velas, homenajearon a las víctimas de la 
masacre orquestada por los hermanos Tsar-
naev. “Toda la gente tiene el derecho a cor-
rer”, se leía en sus pancartas. 
La Primera Maratón de Cisjordania, organi-
zada por el grupo independiente Derecho al 
Movimiento, lucía como lema una breve cita 
de la Declaración Universal de los Derechos 
Humanos: “Toda persona tiene derecho a 
circular libremente”. Los agentes de policía 
palestinos habían redoblado la seguridad, 
en una medida más de puro acto reflejo que 
otra cosa. 
Muchas son las cargas del pueblo palestino, 
a nivel de gobernanza interna y por impo-
siciones en Israel, pero un ataque terrorista 
a los corredores no era realmente una po-
sibilidad. Finalmente participaron con total 
normalidad 650 corredores, de 28 países. 
El 70% eran palestinos. Necesariamente, la 
maratón discurrió en varios tramos frente al 
muro erigido por Israel, y atravesó dos cam-
pos de refugiados. 
ALANDETE, D. Disponível em: http://blogs.elpais.
com. Acesso em: 22 abr. 2013 (adaptado). 
No texto são abordadas as circunstâncias em 
que aconteceu a primeira maratona realiza-
da na Cisjordânia (Palestina). Os envolvidos 
nessa maratona propuseram um lema e con-
feccionaram faixas nas quais reivindicavam 
a 
a) garantia de segurança em provas de atletis-
mo e no cotidiano. 
b) melhoria das vias de acesso e das instalações 
esportivas. 
c) presença dos palestinos em competições in-
ternacionais. 
d) punição dos culpados por atos de terrorismo. 
e) liberdade de ir e vir e de praticar esportes. 
 15. (Enem 2ª aplicação 2016) Ante las situa-
ciones adversas algunas personas sufren se-
cuelas a lo largo de toda la vida. Otras, la 
mayoría, se sobreponen y la intensidad de 
las emociones negativas van decreciendocon 
el tiempo y se adaptan a la nueva situación.
Hay un tercer grupo de personas a las cuales 
la vivencia del trauma las hace crecer per-
sonalmente y sus vidas adquieren un nuevo 
sentido y salen fortalecidas. 
Investigadores de la Unidad de Psicología 
Básica de la Universidad Autónoma de Bar-
celona (UAB) han analizado las respuestas 
de estudiantes de la Facultad de Psicología 
en diferentes cuestionarios para evaluar su 
nivel de satisfacción con la vida y encontrar 
relaciones con su resiliencia y con la capa-
cidad de reparación emocional, uno de los 
componentes de la inteligencia emocional, 
que consiste en la habilidad de controlar las 
propias emociones y las de los demás. 
“Algunas de las características de las perso-
nas resilientes pueden ser entrenadas y me-
joradas, como la autoestima y la regulación 
de las propias emociones. Con este aprendi-
zaje se podría dotar de recursos a las perso-
nas para facilitar su adaptación y mejorar su 
calidad de vida”, explica Joaquín T. Limone-
ro, profesor del Grupo de investigación en 
Estrés y Salud de la UAB y coordinador del 
estudio. 
Disponível em: www.tendencias21.net. 
Acesso em: 28 jul. 2012 (adaptado). 
A reportagem cita uma pesquisa que tem 
como tema o comportamento das pessoas 
diante das adversidades.
47
De acordo com o texto, um dos objetivos da 
investigação com os alunos da Faculdade de 
Psicologia é 
a) entender de que forma os traumas sofridos 
servem de suporte para a resolução dos pro-
blemas que surgirão ao longo da vida. 
b) compreender como a adaptação das emoções 
negativas contribui para o desenvolvimento 
da inteligência emocional. 
c) analisar os vínculos entre a satisfação exis-
tencial, a flexibilidade e a habilidade de 
recuperar-se emocionalmente. 
d) verificar de que forma as pessoas exercitam 
e melhoram a autoestima e o controle das 
emoções. 
e) sistematizar maneiras de dotar as pessoas de 
recursos para lidar com as emoções próprias 
e alheias. 
 16. (Enem 2016) Inestabilidad estable 
Los que llevan toda la vida esforzándose por 
conseguir un pensamiento estable, con su-
ficiente solidez como para evitar que la in-
certidumbre se apodere de sus habilidades, 
todas esas lecciones sobre cómo asegurarse 
el porvenir, aquellos que nos aconsejaban 
que nos dejáramos de bagatelas poéticas y 
encontráramos un trabajo fijo y etcétera, 
abuelos, padres, maestros, suegros, bancos 
y aseguradoras, nos estaban dando gato por 
liebre.
Y el mundo, este mundo que nos han creado, 
que al tocarlo en la pantalla creemos estar 
transformando a medida de nuestro deseo, 
nos está modelando según un coeficiente de 
rentabilidad, nos está licuando para inte-
grarnos a su metabolismo reflejo.
FERNÁNDEZ ROJANO, G. Disponível em: http://
diariojaen.es. Acesso em: 23 maio 2012.
O título do texto antecipa a opinião do autor 
pelo uso de dois termos contraditórios que 
expressam o sentido de 
a) competitividade e busca do lucro, que carac-
terizam a sociedade contemporânea. 
b) busca de estabilidade financeira e emocio-
nal, que marca o mundo atual. 
c) negação dos valores defendidos pelas gera-
ções anteriores em relação ao trabalho. 
d) necessidade de realização pessoal e profis-
sional no sistema vigente. 
e) permanência da inconstância em uma socie-
dade marcada por contínuas mudanças. 
 17. (Enem PPL 2016) Medio millón de personas 
en Lima habla una lengua indígena 
Quechua, aimara, ashaninka, cauqui, jaqaru, 
matsigenka y shipibo-konibo son lenguas 
originarias que tienen algo en común: todas 
conviven en Lima, y hoy, como todo 27 de 
mayo, son recordadas como parte del Día del 
Idioma Nativo. En la capital existe al me-
nos medio millón de habitantes que se co-
munican a través de siete de las 47 lenguas 
indígenas que existen en todo el Perú. Solo 
en el caso de quechuahablantes, en Lima 
podemos encontrar al menos 477 mil, más 
de 26 mil cuya lengua originaria es el aima-
ra, 1.750 ashaninka, 2.500 shipibo-konibo 
y 700 jaqaru. Agustín Panizo, lingüista del 
Ministerio de Cultura, destacó que si bien 
en los últimos años se ha avanzando en el 
reconocimiento del derecho de que cada ciu-
dadano hable su idioma nativo, todavía hace 
falta más difusión sobre la importancia de 
respetarlas y preservarlas. Según datos del 
Ministerio de Cultura, en el Perú existen 47 
lenguas indígenas habladas por más de cua-
tro millones de habitantes. No obstante, se 
calcula que al menos 37 lenguas nativas se 
han extinguido y que 27 de las sobrevivien-
tes están en peligro de desaparecer. 
Disponível em: http://elcomercio.
pe. Acesso em: 10 jul. 2015. 
A diversidade linguística é anualmente tra-
tada no Día del Idioma Nativo, em Lima. No 
texto, o desafio apontado em relação a essa 
questão é 
a) delinear o quantitativo de línguas nativas 
remanescentes. 
b) despertar para a necessidade de proteger as 
línguas indígenas. 
c) incentivar a comemoração da sobrevivência 
das línguas nativas. 
d) fazer o levantamento estatístico dos falantes 
das línguas nativas. 
e) manter a sociedade atualizada sobre a reali-
dade linguística peruana. 
18. (Enem 2ª aplicação 2016) Desde Nápoles 
hasta Johannesburgo, desde Buenos Aires 
hasta Barcelona, los actos de xenofobia y ra-
cismo indican que nos encontramos ante un 
fenómeno global. Definida por la Real Acade-
mia de la Lengua como el “odio, repugnancia 
y hostilidad a los extranjeros”, la xenofobia 
va de la mano con los flujos migratorios por 
razones económicas o ambientales, y el des-
plazamiento forzado provocado por los con-
flictos armados internos y las guerras. El 
otro, el que viste, habla y tiene otra cultura y 
una religión diferente es visto con sospecha, 
desconfianza y temor en los países del lla-
mado primer mundo. Los políticos de dere-
cha y los grandes medios “ensalzan lo propio 
y denigren lo ajeno” contribuyendo a crear 
un clima de miedo y odio hacia el extraño y 
desconocido.
TAMAYO, G. E. Disponível em: www.alainet.org. 
Acesso em: 23 fev. 2012.
48
No texto, a relação entre o fenômeno discri-
minatório e a postura de políticos de direita 
e de grandes meios de comunicação tem a 
função de 
a) denunciar as práticas que encobrem as di-
ferenças. 
b) tornar públicas as razões econômicas da 
xenofobia. 
c) criticar aqueles que favorecem a aparição 
do medo. 
d) reclamar das atitudes tomadas pelos países 
desenvolvidos. 
e) apontar as causas que determinam os flu-
xos migratórios. 
19. (Enem 2016) La Sala II de la Cámara de 
Casación Penal ordenó que Marcela y Feli-
pe Noble Herrera, los hijos adoptivos de la 
dueña de Clarín, se sometan “a la extracción 
directa, con o sin consentimiento, de míni-
mas muestras de sangre, saliva, piel, cabello 
u otras muestras biológicas” que les perte-
nezcan de “manera indubitable” para poder 
determinar si son hijos de desaparecidos. 
El tribunal, así, hizo lugar a un reclamo de 
las Abuelas de Plaza de Mayo y movió un ca-
sillero una causa judicial que ya lleva diez 
años de indefinición. Sin embargo, simultá-
neamente, fijó un límite y sólo habilitó la 
comparación de los perfiles genéticos de los 
jóvenes con el ADN de las familias de perso-
nas “detenidas o desaparecidas con certeza” 
hasta el 13 de mayo de 1976, en el caso de 
Marcela, y hasta el 7 de julio del mismo año 
en el de Felipe. La obtención del material 
genético no será inmediata, ya que algunas 
de las partes apelarán y el tema inevitable-
mente desembocará a la Corte Suprema, que 
tendrá la palabra final sobre la discusión de 
fondo.
“Es una de cal y otra de arena, es querer quedar 
bien con Dios y con el diablo”, resumió la pre-
sidenta de Abuelas, Estela Carlotto, su primera 
impresión de la resolución que firmaron Guil-
lermo Yacobucci, Luis García y Raúl Madueño. 
Aun así la evaluó como “un paso importante” 
porque determina que “sí o sí la extracción 
de sangre o de elementos que contengan ADN 
debe proceder’. “Lo que nos cayó mal”, acotó, 
es “la limitación” temporal que permitiráque 
la comparación se haga sólo con un grupo de 
familias. “Seguimos con la historia de que acá 
hay de primera y de segunda. ¿Por qué todos 
los demás casos siempre se han comparado con 
el Banco (de Datos Genéticos) completo y en 
éste no?”, se preguntó.
HAUSER, I. Disponível em: www.pagina12.com.ar. 
Acesso em: 30 maio 2016.
Nessa notícia, publicada no jornal argentino 
Página 12, citam-se comentários de Estela 
Carlotto, presidente da associação Abuelas 
de Plaza de Mayo, com relação a uma decisão 
do tribunal argentino. No contexto da fala, 
a expressão “una de cal y otra de arena” é 
utilizada para 
a) referir-se ao fato de a decisão judicial não 
implicar a sua imediata aplicação. 
b) destacar a inevitável execução da sentença. 
c) ironizar a parcialidade da Justiça nessa ação. 
d) criticar a coleta compulsória do material ge-
nético. 
e) enfatizar a determinação judicial como algo 
consolidado. 
 20. (Enem PPL 2016) De tal palo, tal astilla 
Cuando Michael Acuña ingresó en la Academy 
of Cuisine, en el estado de Maryland, ya hacía 
muchos soles que era un excelente cocinero. 
Es que sus padres, Manuel y Albita, fueron 
propietarios de El Mesón Tico, en Madrid, y, 
desde niño, Michael no salía de la cocina. 
Ya graduado, trabajó en Washington, en 
Filomena’s Four Seasons, entre otros pres-
tigiosos lugares. Cuando su familia regresó 
a su país, Costa Rica, y abrió Las Tapas de 
Manuel, al este de San José – la capital –, 
pronto se les reunió. 
El éxito no se hizo esperar: inmediata am-
pliación, primero, y luego un segundo res-
taurante, esta vez al oeste de la ciudad, con 
tablado flamenco y un alegre bar. 
Más de veinticinco tapas, clientes fieles que 
llegan una y otra vez, y una calidad constan-
te, testimonian la razón de su éxito. 
ROSS, M. American Airlines Nexos. n. 1, mar. 2003. 
O título do texto traz uma expressão idiomá-
tica. Essa expressão, vinculada às informa-
ções do texto, reforça que o sucesso alcançado 
por Michael Acuña deve-se ao fato de ele ter 
a) estudado em uma instituição renomada. 
b) trabalhado em restaurantes internacionais. 
c) aberto seu primeiro empreendimento individual. 
d) voltado às raízes gastronômicas de seu país 
de origem. 
e) convivido desde a infância no universo culi-
nário da família. 
 21. (Enem 2016) Agua
al soñar que un cántaro
en la cabeza acarreas,
será éxito y triunfo lo que tú veas.
Bañarse en un río
donde el agua escalda,
es augurio de enemigos
y de cuchillo en la espalda.
49
Bañarse en un río de agua puerca,
es perder a alguien cerca.
ORTIZ, A.; FLORES FARFÁN. J. A. Sueños 
mexicanos. México: Artes de México. 2012.
O poema retoma elementos da cultura popu-
lar mexicana que refletem um dos aspectos 
que a constitui, caracterizado pela 
a) percepção dos perigos de banhar-se em rios 
de águas poluídas. 
b) crença na relevância dos sonhos como pre-
monições ou conselhos. 
c) necessidade de resgate da tradição de carre-
gar água em cântaros. 
d) exaltação da importância da preservação da 
água. 
e) cautela no trato com inimigos e pessoas 
traiçoeiras. 
 22. (Enem 2016) Preámbulo a las instrucciones 
para dar cuerda al reloj 
Piensa en esto: cuando te regalan un reloj 
te regalan un pequeño infierno florido, una 
cadena de rosas, un calabozo de aire. No te 
dan solamente el reloj, que los cumplas muy 
felices y esperamos que te dure porque es de 
buena marca, suizo con ancora de rubíes; no 
te regalan solamente ese menudo picapedre-
ro que te atarás a la muñeca y pasearás con-
tigo. Te regalan – no lo saben, lo terrible es 
que no lo saben –, te regalan un nuevo peda-
zo frágil y precario de ti mismo, algo que es 
tuyo pero no es tu cuerpo, que hay que atar 
a tu cuerpo con su correa como un bracito 
desesperado colgándose de tu muñeca. Te re-
galan la necesidad de darle cuerda todos los 
días, la obligación de darle cuerda para que 
siga siendo un reloj; te regalan la obsesión 
de atender a la hora exacta en las vitrinas 
de las joyerías, en el anuncio por la radio, 
en el servicio telefónico. Te regalan el miedo 
de perderlo, de que te lo roben, de que se 
te caiga al suelo y se rompa. Te regalan su 
marca, y la seguridad de que es una marca 
mejor que las otras, te regalan la tendencia 
de comparar tu reloj con los demás relojes. 
No te regalan un reloj, tú eres el regalado, 
a ti te ofrecen para el cumpleaños del reloj.
CORTÁZAR, J. Historias de cronopios y de famas. 
Buenos Aires: Sudamericana, 1963 (fragmento).
Nesse texto, Júlio Cortázar transforma pe-
quenas ações cotidianas em criação literária, 
a) denunciando a má qualidade dos relógios 
modernos em relação aos antigos. 
b) apresentando possibilidades de sermos pre-
senteados com um relógio. 
c) convidando o leitor a refletir sobre a coisifi-
cação do ser humano. 
d) desafiando o leitor a pensar sobre a efemeri-
dade do tempo. 
e) criticando o leitor por ignorar os malefícios 
do relógio. 
GAbArito
1. B 2. B 3. D 4. E 5. C
6. C 7. E 8. C 9. E 10. B
11. B 12. E 13. B 14. E 15. C
16. E 17. B 18. C 19. C 20. E
21. B 22. C
Gramática
L C
RPA ENEM
ENTRE
LETRAS
L C
Competência 1 – Aplicar as tecnologias da comunicação e da informação na escola, no trabalho e em outros contextos relevantes para 
sua vida.
H1 Identificar as diferentes linguagens e seus recursos expressivos como elementos de caracterização dos sistemas de comunicação.
H2 Recorrer aos conhecimentos sobre as linguagens dos sistemas de comunicação e informação para resolver problemas sociais.
H3 Relacionar informações geradas nos sistemas de comunicação e informação, considerando a função social desses sistemas.
H4 Reconhecer posições críticas aos usos sociais que são feitos das linguagens e dos sistemas de comunicação e informação.
Competência 2 – Conhecer e usar língua(s) estrangeira(s) moderna(s) (LEM) como instrumento de acesso a informações e a outras 
culturas e grupos sociais.
H5 Associar vocábulos e expressões de um texto em LEM ao seu tema.
H6 Utilizar os conhecimentos da LEM e de seus mecanismos como meio de ampliar as possibilidades de acesso a informações, tecnologias e culturas.
H7 Relacionar um texto em LEM, as estruturas linguísticas, sua função e seu uso social.
H8 Reconhecer a importância da produção cultural em LEM como representação da diversidade cultural e linguística.
Competência 3 – Compreender e usar a linguagem corporal como relevante para a própria vida, integradora social e formadora da 
identidade.
H9 Reconhecer as manifestações corporais de movimento como originárias de necessidades cotidianas de um grupo social.
H10 Reconhecer a necessidade de transformação de hábitos corporais em função das necessidades cinestésicas.
H11
Reconhecer a linguagem corporal como meio de interação social, considerando os limites de desempenho e as alternativas de adaptação para 
diferentes indivíduos.
Competência 4 – Compreender a arte como saber cultural e estético gerador de significação e integrador da organização do mundo e 
da própria identidade.
H12 Reconhecer diferentes funções da arte, do trabalho da produção dos artistas em seus meios culturais.
H13 Analisar as diversas produções artísticas como meio de explicar diferentes culturas, padrões de beleza e preconceitos.
H14 Reconhecer o valor da diversidade artística e das inter-relações de elementos que se apresentam nas manifestações de vários grupos sociais e étnicos.
Competência 5 – Analisar, interpretar e aplicar recursos expressivos das linguagens, relacionando textos com seus contextos, mediante 
a natureza, função, organização, estrutura das manifestações, de acordo com as condições de produção e recepção.
H15 Estabelecer relações entre o texto literário e o momento de sua produção, situando aspectos do contexto histórico, social e político.
H16 Relacionar informações sobre concepções artísticas e procedimentos de construção do texto literário.
H17 Reconhecer a presença de valores sociais e humanos atualizáveis e permanentes nopatrimônio literário nacional.
Competência 6 – Compreender e usar os sistemas simbólicos das diferentes linguagens como meios de organização cognitiva da 
realidade pela constituição de significados, expressão, comunicação e informação.
H18 Identificar os elementos que concorrem para a progressão temática e para a organização e estruturação de textos de diferentes gêneros e tipos.
H19 Analisar a função da linguagem predominante nos textos em situações específicas de interlocução.
H20 Reconhecer a importância do patrimônio linguístico para a preservação da memória e da identidade nacional
Competência 7 – Confrontar opiniões e pontos de vista sobre as diferentes linguagens e suas manifestações específicas.
H21 Reconhecer em textos de diferentes gêneros, recursos verbais e não-verbais utilizados com a finalidade de criar e mudar comportamentos e hábitos.
H22 Relacionar, em diferentes textos, opiniões, temas, assuntos e recursos linguísticos.
H23 Inferir em um texto quais são os objetivos de seu produtor e quem é seu público alvo, pela análise dos procedimentos argumentativos utilizados.
H24
Reconhecer no texto estratégias argumentativas empregadas para o convencimento do público, tais como a intimidação, sedução, comoção, 
chantagem, entre outras.
Competência 8 – Compreender e usar a língua portuguesa como língua materna, geradora de significação e integradora da organização 
do mundo e da própria identidade.
H25 Identificar, em textos de diferentes gêneros, as marcas linguísticas que singularizam as variedades linguísticas sociais, regionais e de registro.
H26 Relacionar as variedades linguísticas a situações específicas de uso social.
H27 Reconhecer os usos da norma padrão da língua portuguesa nas diferentes situações de comunicação.
Competência 9 – Entender os princípios, a natureza, a função e o impacto das tecnologias da comunicação e da informação na sua vida 
pessoal e social, no desenvolvimento do conhecimento, associando-o aos conhecimentos científicos, às linguagens que lhes dão suporte, 
às demais tecnologias, aos processos de produção e aos problemas que se propõem solucionar.
H28 Reconhecer a função e o impacto social das diferentes tecnologias da comunicação e informação.
H29 Identificar pela análise de suas linguagens, as tecnologias da comunicação e informação.
H30 Relacionar as tecnologias de comunicação e informação ao desenvolvimento das sociedades e ao conhecimento que elas produzem
53
Pela primeira vez na vida teve pena de haver tantos assuntos no mundo que não compreendia e 
esmoreceu. Mas uma mosca fez um ângulo reto no ar, depois outro, além disso, os seis anos são 
uma idade de muitas coisas pela primeira vez, mais do que uma por dia e, por isso, logo depois, 
arribou. Os assuntos que não compreendia eram uma espécie de tontura, mas o Ilídio era forte.
Se calhar estava a falar de tratar da cabra: nunca esqueças de tratar da cabra. O Ilídio não gostava 
que a mãe o mandasse tratar da cabra. Se estava ocupado a contar uma história a um guarda-
-chuva, não queria ser interrompido. Às vezes, a mãe escolhia os piores momentos para chamá-lo, 
ele podia estar a contemplar um segredo, por isso, assustava-se e, depois, irritava-se. Às vezes, 
fazia birras no meio da rua. A mãe envergonhava-se e, mais tarde, em casa, dizia que as pessoas 
da vila nunca tinham visto um menino tão velhaco. O Ilídio ficava enxofrado, mas lembrava-se dos 
homens que lhe chamavam reguila, diziam ah, reguila de má raça. Com essa memória, recuperava o 
orgulho. Era reguila, não era velhaco. Essa certeza dava-lhe forças para protestar mais, para gritar 
até, se lhe apetecesse.
PEIXOTO, J. L. Livro. São Paulo: Cia. das Letras, 2012.
No texto, observa-se o uso característico do português de Portugal, marcadamente diferente do uso 
do português do Brasil. O trecho que confirma essa afirmação é: 
a) “Pela primeira vez na vida teve pena de haver tantos assuntos no mundo que não compreendia e es-
moreceu. 
b) “Os assuntos que não compreendia eram uma espécie de tortura, mas o Idílio era forte. 
c) “Essa certeza dava-lhe forças para protestar mais, para gritar até, se lhe apetecesse.” 
d) “Se calhar estava a falar de tratar da cabra: nunca esqueças de tratar da cabra.” 
e) “O Ilídio não gostava que a mãe o mandasse tratar da cabra.” 
AplicAção dos conhecimentos - sAlA
MODELO 1
Tema: Variação Linguística
Construção da habilidade: Reconhecer que também são consideradas variantes linguísticas as 
diferenças entre português brasileiro e português de Portugal
Competência: 8 Habilidade: 26
AULAS 1 E 2
54
Fazer 70 anos
Fazer 70 anos não é simples.
A vida exige, para o conseguirmos,
perdas e perdas no íntimo do ser,
como, em volta do ser, mil outras perdas.
[...]
Ó José Carlos, irmão-em-Escorpião!
Nós o conseguimos...
E sorrimos
de uma vitória comprada por que preço?
Quem jamais o saberá?
ANDRADE, C. D. Amar se aprende amando. São Paulo: Círculo do Livro, 1992 (fragmento).
O pronome oblíquo “o”, nos versos “A vida exige, para o conseguirmos” e “Nós o conseguimos”, 
garante a progressão temática e o encadeamento textual, recuperando o segmento 
a) “Ó José Carlos”. 
b) “perdas e perdas”. 
c) “A vida exige”. 
d) “Fazer 70 anos”. 
e) “irmão-sem-Escorpião”
MODELO 2
Tema: Conjunções Pronomes
Construção da habilidade: Saber usar os sistemas de referencialidade do português, como os 
pronomes oblíquos.
Competência: 8 Habilidade: 27
55
João/Zero (Wagner Moura) é um cientista genial, mas infeliz porque há 20 anos atrás foi humilha-
do publicamente durante uma festa e perdeu Helena (Alinne Moraes), uma antiga e eterna paixão. 
Certo dia, uma experiência com um de seus inventos permite que ele faça uma viagem no tempo, 
retornando para aquela época e podendo interferir no seu destino. Mas quando ele retorna, desco-
bre que sua vida mudou totalmente e agora precisa encontrar um jeito de mudar essa história, nem 
que para isso tenha que voltar novamente ao passado. Será que ele conseguirá acertar as coisas?
Disponível em: http://adorocinema.com. Acesso em: 4 out. 2011.
Uma atualização gramatical que atualiza os eventos apresentados na resenha, contribuindo para 
despertar o interesso do leitor pelo filme é 
a) o emprego do verbo haver, em vez de ter, em “há 20 anos atrás foi humilhado”. 
b) a descrição dos fatos com verbos no presente do indicativo, como “retorna” e “descobre”. 
c) a repetição do emprego da conjunção “mas” para contrapor ideias. 
d) a finalização do texto com a frase de efeito “Será que ele conseguirá acertar as coisas?”. 
e) o uso do pronome de terceira pessoa “ele” ao longo do texto para fazer referência ao protagonista 
“João/Zero”. 
Tema: Pronomes Gêneros textuais: Resenha
Construção da habilidade: Reconhecer as características que compõem os gêneros textuais 
(mais especificamente, nessa questão, o gênero resenha).
Competência: 6 Habilidade: 18
MODELO 3
56
Tema: Uso de conectivos
Construção da habilidade: Localizar no texto elementos que operam como conectivos.
Competência: 8 Habilidade: 27
MODELO 4
Da timidez
Ser um tímido notório é uma contradição. O tímido tem horror a ser notado, quanto mais a ser no-
tório. Se ficou notório por ser tímido, então tem que se explicar. Afinal, que retumbante timidez é 
essa, que atrai tanta atenção? Se ficou notório apesar de ser tímido, talvez estivesse se enganando 
junto com os outros e sua timidez seja apenas um estratagema para ser notado. Tão secreto que 
nem ele sabe. É como no paradoxo psicanalítico, só alguém que se acha muito superior procura 
o analista para tratar um complexo de inferioridade, porque só ele acha que se sentir inferior é 
doença.
[...]
O tímido tenta se convencer de que só tem problemas com multidões, mas isto não é vantagem. 
Para o tímido, duas pessoas são uma multidão. Quando não consegue escapar e se vê diante de uma 
plateia, o tímido não pensa nos membros da plateia como indivíduos. Multiplica-os por quatro, 
pois cada indivíduo tem dois olhos e doisouvidos. Quatro vias, portanto, para receber suas gafes. 
Não adianta pedir para a plateia fechar os olhos, ou tapar um olho e um ouvido para cortar o des-
conforto do tímido pela metade. Nada adianta. O tímido, em suma, é uma pessoa convencida de 
que é o centro do Universo, e que seu vexame ainda será lembrado quando as estrelas virarem pó.
VERISSIMO, L. F. Comédias para se ler na escola. Rio de Janeiro: Objetiva, 2001.
Entre as estratégias de progressão textual presentes nesse trecho, identifica-se o emprego de ele-
mentos conectores. Os elementos que evidenciam noções semelhantes estão destacados em: 
a) “Se ficou notório por ser tímido” e “[...] então tem que se explicar”. 
b) “então tem que se explicar” e “[...] quando as estrelas virarem pó”. 
c) “[...] ficou notório apesar de ser tímido [...] e “[...] mas isto não é vantagem [...]. 
d) “[...] um estratagem para ser notado [...]” e “Tão secreto que nem ele sabe”. 
e) “[...] como no paradoxo psicanalítico [...]” e “[...] porque só ele acha [...]”. 
57
RAio X - Análise eXpositivA
 1. Na frase da opção [D], a expressão “estava a falar”, conjugação perifrástica com verbo auxiliar 
seguido de preposição e um verbo principal no infinitivo, é bastante comum no português de Por-
tugal, diferente do Brasil que usa, preferencialmente, a construção com o gerúndio. 
 2. É correta a opção [D], pois o pronome oblíquo “o”, nos versos “A vida exige, para o conseguirmos” 
e “Nós o conseguimos”, recupera o segmento “Fazer 70 anos”: para conseguirmos fazer 70 anos, 
Nós conseguimos fazer 70 anos. 
 3. O uso do presente do indicativo para descrever fatos ocorridos no passado (chamado presente his-
tórico ou narrativo) confere mais vivacidade ao texto e realça os acontecimentos que estão sendo 
descritos. Dessa forma, o narrador volta ao momento dos acontecimentos, narra como se presen-
ciasse as cenas, tornando o texto mais dinâmico e criando maior expectativa ao leitor. Assim, é 
correta a opção [B]. 
 4. É correta a opção [C], pois tanto a locução prepositiva “apesar de” como a conjunção coordenativa 
adversativa “mas” apresentam noção de oposição. 
GAbARito
1. D 2. D 3. B 4. C
58
pRáticA dos conhecimentos - e.o.
 1. (Enem) TEXTO I
Antigamente
Antigamente, os pirralhos dobravam a língua diante dos pais e se um se esquecia de arear os den-
tes antes de cair nos braços de Morfeu, era capaz de entrar no couro. Não devia também se esque-
cer de lavar os pés, sem tugir nem mugir. Nada de bater na cacunda do padrinho, nem de debicar 
os mais velhos, pois levava tunda. Ainda cedinho, aguava as plantas, ia ao corte e logo voltava aos 
penates. Não ficava mangando na rua nem escapulia do mestre, mesmo que não entendesse pata-
vina da instrução moral e cívica. O verdadeiro smart calçava botina de botões para comparecer todo 
liró ao copo d’água, se bem que no convescote apenas lambiscasse, para evitar flatos. Os bilontras 
é que eram um precipício, jogando com pau de dois bicos, pelo que carecia muita cautela e caldo 
de galinha. O melhor era pôr as barbas de molho diante de um treteiro de topete, depois de fintar 
e engambelar os coiós, e antes que se pudesse tudo em pratos limpos, ele abria o arco.
ANDRADE, C. D. Poesia e prosa. Rio de janeiro: nova Aguilar, 1983 (fragmento).
TEXTO II
Palavras do arco da velha
Expressão Significado
Cair nos braços de Morfeu Dormir
Debicar Zombar, ridicularizar
Tunda Surra
Mangar Escarnecer, caçoar
Tugir Murmurar
Liró Bem-vestido
Copo d’água Lanche oferecido pelos amigos
Convescote Piquenique
Bilontra Velhaco
Treteiro de topete Tratante atrevido
Abrir o arco Fugir
FLORIN, J. L. As línguas mudam. In: Revista Língua Portuguesa, n. 24, out. 2007 (adaptado).
Na leitura do fragmento do texto Antigamente constata-se, pelo emprego de palavras obsoletas, 
que itens lexicais outrora produtivos não mais o são no português brasileiro atual. Esse fenômeno 
revela que 
a) a língua portuguesa de antigamente carecia de termos para se referir a fatos e coisas do cotidiano. 
b) o português brasileiro se constitui evitando a ampliação do léxico proveniente do português europeu. 
c) a heterogeneidade do português leva a uma estabilidade do seu léxico no eixo temporal. 
d) o português brasileiro apoia-se no léxico inglês para ser reconhecido como língua independente. 
e) o léxico do português representa uma realidade linguística variável e diversificada. 
Prescrição: Para resolver os exercícios dessa aula, será necessário instrumentalizar conhecimentos 
a respeito de linguagem coloquial (usos orais) e de linguagem prescritiva (usos relacionados à 
gramática normativa). Isso envolve saber diferenciar usos linguísticos espaciais (regionais), temporais 
(históricos), sociais e também situacionais.
59
 2. (Enem) 
 
Nesse texto, busca-se convencer o leitor a 
mudar seu comportamento por meio da as-
sociação de verbos no modo imperativo à 
a) indicação de diversos canais de atendimento. 
b) divulgação do Centro de Defesa da Mulher. 
c) informação sobre a duração da campanha. 
d) apresentação dos diversos apoiadores. 
e) utilização da imagem das três mulheres. 
 3. (Enem) Entrei numa lida muito dificultosa. 
Martírio sem fim o de não entender nadinha 
do que vinha nos livros e do que o mestre 
Frederico falava. Estranheza colosso me ce-
gava e me punha tonto. Acho bem que foi 
desse tempo o mal que me acompanha até 
hoje de ser recanteado e meio mocorongo. 
Com os meus, em casa, conversava por trin-
ta, tinha ladineza e entendimento. Na rua e 
na escola – nada; era completamente afrá-
sico. As pessoas eram bichos do outro mun-
do que temperavam um palavreado grego de 
tudo.
Já sabia juntar as sílabas e ler por cima toda 
coisa, mas descrencei e perdi a influência de 
ir à escola, porque diante dos escritos que 
o mestre me passava e das lições marcadas 
nos livros, fiquei sendo um quarta-feira de 
marca maior. Alívio bom era quando chegava 
em casa.
BERNARDES, C. Rememórias dois. Goiânia: Leal, 1969.
O narrador relata suas experiências na pri-
meira escola que frequentou e utiliza cons-
truções linguísticas próprias de determinada 
região, constatadas pelo 
a) registro de palavras como “estranheza” e 
“cegava”. 
b) emprego de regência não padrão em “chegar 
em casa”. 
c) uso de dupla negação em “não entender na-
dinha”. 
d) emprego de palavras como “descrencei” e 
“ladineza”. 
e) uso de substantivo “bichos” para retomar 
“pessoas”. 
 4. (Enem) – Não, mãe. Perde a graça. Este ano, 
a senhora vai ver. Compro um barato.
– Barato? Admito que você compre uma lem-
brancinha barata, mas não diga isso a sua 
mãe. É fazer pouco-caso de mim.
– Ih, mãe, a senhora está por fora mil anos. 
Não sabe que barato é o melhor que tem, é 
um barato!
– Deixe eu escolher, deixe...
– Mãe é ruim de escolha. Olha aquele blazer 
furado que a senhora me deu no Natal!
– Seu porcaria, tem coragem de dizer que 
sua mãe lhe deu um blazer furado?
– Viu? Não sabe nem o que é furado? Aquela 
cor já era, mãe, já era!
ANDRADE, C. D. Poesia e prosa. Rio de 
Janeiro: Nova Aguilar, 1998.
O modo como o filho qualifica os presentes é 
incompreendido pela mãe, e essas escolhas 
lexicais revelam diferenças entre os interlo-
cutores, que estão relacionadas 
a) à linguagem infantilizada. 
b) ao grau de escolaridade. 
c) à dicotomia de gêneros. 
d) às especificidades de cada faixa etária. 
e) à quebra de regras da hierarquia familiar. 
 5. (Enem) No ano de 1985 aconteceu um aci-
dente muito grave em Angra dos Reis, no 
Rio de Janeiro, perto da aldeia guarani de 
Sapukai. Choveu muito e as águas pluviais 
provocaram deslizamentos de terras das en-
costas da Serra do Mar, destruindo o Labora-
tório de Radioecologia da Central Nuclear Al-
mirante Álvaro Alberto, construída em 1970 
num lugar que os índios tupinambás, há 
mais de 500 anos, chamavam de Itaorna. O 
prejuízo foi calculado na época em 8 bilhões 
de cruzeiros. Os engenheiros responsáveis 
pela construçãoda usina nuclear não sabiam 
que o nome dado pelos índios continha in-
formação sobre a estrutura do solo, minado 
pelas águas da chuva. Só descobriram que 
Itaorna, em língua tupinambá, quer dizer 
‘pedra podre’, depois do acidente.
FREIRE, J. R. B. Disponível em: www.taquiprati.
com.br. Acesso em: 1 ago. 2012 (adaptado).
60
Considerando-se a história da ocupação na 
região de Angra dos Reis mencionada no tex-
to, os fenômenos naturais que a atingiram 
poderiam ter sido previstos e suas consequ-
ências minimizadas se 
a) o acervo linguístico indígena fosse conheci-
do e valorizado. 
b) as línguas indígenas brasileiras tivessem 
sido substituídas pela língua geral. 
c) o conhecimento acadêmico tivesse sido prio-
rizado pelos engenheiros. 
d) a língua tupinambá tivesse palavras adequa-
das para descrever o solo. 
e) o laboratório tivesse sido construído de 
acordo com as leis ambientais vigentes na 
época. 
 6. (Enem) 
TEXTO I
Um ato de criatividade pode contudo gerar 
um modelo produtivo. Foi o que ocorreu com 
a palavra sambódromo, criativamente forma-
da com a terminação -(ó)dromo (= corrida), 
que figura em hipódromo, autódromo, cartó-
dromo, formas que designam itens culturais 
da alta burguesia. Não demoraram a circular, 
a partir de então, formas populares como 
rangódromo, beijódromo, camelódromo.
AZEREDO, J. C. Gramática Houaiss da língua 
portuguesa. São Paulo: Publifolha, 2008. 
TEXTO II
Existe coisa mais descabida do que chamar 
de sambódromo uma passarela para desfile 
de escolas de samba? Em grego, -dromo quer 
dizer “ação de correr, lugar de corrida”, dai 
as palavras autódromo e hipódromo. É certo 
que, às vezes, durante o desfile, a escola se 
atrasa e é obrigada a correr para não perder 
pontos, mas não se desloca com a velocidade 
de um cavalo ou de um carro de Formula 1.
GULLAR, F. Disponível em: www1.folha.
uol.com.br. Acesso em: 3 ago, 2012.
Há nas línguas mecanismos geradores de 
palavras. Embora o Texto II apresente um 
julgamento de valor sobre a formação da pa-
lavra sambódromo, o processo de formação 
dessa palavra reflete 
a) o dinamismo da língua na criação de novas 
palavras. 
b) uma nova realidade limitando o aparecimen-
to de novas palavras. 
c) a apropriação inadequada de mecanismos de 
criação de palavras por leigos. 
d) o reconhecimento da impropriedade semânti-
ca dos neologismos. 
e) a restrição na produção de novas palavras 
com o radical grego. 
 7. (Enem) Como estamos na “Era Digital”, foi 
necessário rever os velhos ditados existentes 
e adaptá-los à nova realidade. Veja abaixo...
1. A pressa é inimiga da conexão.
2. Amigos, amigos, senhas à parte.
3. Para bom provedor uma senha basta.
4. Não adianta chorar sobre arquivo deletado.
5. Mais vale um arquivo no HD do que dois 
baixando.
6. Quem clica seus males multiplica.
7. Quem semeia e-mails, colhe spams.
8. Os fins justificam os e-mails.
Disponível em: www.abusar.org.br. 
Acesso em: 20 maio 2015 (adaptado).
No texto, há uma reinterpretação de ditados 
populares com o uso de termos da informá-
tica. Essa reinterpretação 
a) torna o texto apropriado para profissionais 
da informática. 
b) atribui ao texto um caráter humorístico. 
c) restringe o acesso ao texto por público não 
especializado. 
d) deixa a terminologia original mais acessível 
ao público em geral. 
e) dificulta a compreensão do texto por quem 
não domina a língua inglesa. 
 8. (Enem) A tendência dos nomes
O nome é uma das primeiras coisas que não 
escolhemos na vida. Estará inscrito nos regis-
tros: na maternidade, no RG, no CPF, no obi-
tuário etc. Enfim, uma escolha que não fize-
mos nos acompanha do berço ao túmulo, pois 
na lápide se dirá que ali jaz Fulano de Tal.
SILVA, D. Língua, n. 77, mar. 2012.
Algumas palavras atuam no desenvolvimen-
to de um texto contribuindo para a sua pro-
gressão. A palavra “enfim” promove o enca-
deamento do texto, tendo sido utilizada com 
a intenção de 
a) explicar que os nomes das pessoas são esco-
lhidos no nascimento. 
b) ratificar que os nomes registrados no nasci-
mento são imutáveis. 
c) reiterar que os nomes recebidos são impor-
tantes até a morte. 
d) concluir que os nomes acompanham os indi-
víduos até a morte. 
e) acrescentar que ninguém pode escolher o 
próprio nome. 
 9. (Enem) História da máquina que faz o mundo 
rodar
Cego, aleijado e moleque,
Padre, doutor e soldado,
Inspetor, juiz de direito,
Comandante e delegado,
Tudo, tudo joga o dinheiro
Esperando bom resultado.
61
Matuto, senhor de engenho,
Praciano e mandioqueiro,
Do agreste ao sertão
Todos jogam seu dinheiro
Se um diz que é mentiroso
Outro diz que é verdadeiro.
Na opinião do povo
Não tem quem possa mandar
Faça ou não faça a máquina
O povo tem que esperar
Por que quem joga dinheiro
Só espera mesmo é ganhar.
Assim é que muitos pensam
Que no abismo não cai
Que quem não for no Juazeiro
Depois de morto ainda vai,
Assim também é crença
Que a dita máquina sai.
Quando um diz: ele não faz,
Já outro fica zangado
Dizendo: assim como Cristo
Morreu e foi ressuscitado
Ele também faz a máquina
E seu dinheiro é lucrado.
CRUZ, A. F. Disponível em: www.jangadabrasil.
org. Acesso em: 5 ago. 2012 (fragmento).
No fragmento, as escolhas lexicais remetem 
às origens geográficas e sociais da literatura 
de cordel.
Exemplifica essa remissão o uso de palavras 
como 
a) cego, aleijado, moleque, soldado, juiz de di-
reito. 
b) agreste, sertão, Juazeiro, matuto, senhor de 
engenho. 
c) comandante, delegado, dinheiro, resultado, 
praciano. 
d) mentiroso, verdadeiro, joga, ganhar. 
e) morto, crença, zangado, Cristo. 
 10. (Enem) Gripado, penso entre espirros em 
como a palavra gripe nos chegou após uma 
série de contágios entre línguas. Partiu da 
Itália em 1743 a epidemia de gripe que dis-
seminou pela Europa, além do vírus propria-
mente dito, dois vocábulos virais: o italia-
no influenza e o francês grippe. O primeiro 
era um termo derivado do latim medieval 
influentia, que significava “influência dos 
astros sobre os homens”. O segundo era ape-
nas a forma nominal do verbo gripper, isto 
é, “agarrar”. Supõe-se que fizesse referência 
ao modo violento como o vírus se apossa do 
organismo infectado.
RODRIGUES, S. “Sobre palavras”. 
Veja, São Paulo, 30 nov. 2011.
Para se entender o trecho como uma unidade 
de sentido, é preciso que o leitor reconheça 
a ligação entre seus elementos. Nesse texto, 
a coesão é construída predominantemente 
pela retomada de um termo por outro e pelo 
uso da elipse. O fragmento do texto em que 
há coesão por elipse do sujeito é: 
a) “[…] a palavra gripe nos chegou após uma 
série de contágios entre línguas.” 
b) “Partiu da Itália em 1743 a epidemia de gri-
pe […]”. 
c) “O primeiro era um termo derivado do latim 
medieval influentia, que significava ‘influ-
ência dos astros sobre os homens’.” 
d) “O segundo era apenas a forma nominal do 
verbo gripper […]”. 
e) “Supõe-se que fizesse referência ao modo 
violento como o vírus se apossa do organis-
mo infectado.” 
 11. (Enem) Secretaria de Cultura
EDITAL
NOTIFICAÇÃO — Síntese da resolução publi-
cada no Diário Oficial da Cidade, 29/07/2011 
— página 41 — 511ª Reunião Ordinária, em 
21/06/2011.
Resolução nº 08/2011 — TOMBAMENTO dos 
imóveis da Rua Augusta, nº 349 e nº 353, es-
quina com a Rua Marquês de Paranaguá, nº 
315, nº 327 e nº 329 (Setor 010, Quadra 026, 
Lotes 0016-2 e 00170-0), bairro da Consola-
ção, Subprefeitura da Sé, conforme o processo 
administrativo nº 1991-0.005.365-1. 
Folha de S. Paulo, 5 ago. 2011 (adaptado). 
Um leitor interessado nas decisões governa-
mentais escreve uma carta para o jornal que 
publicou o edital, concordando com a reso-
lução sintetizada no Edital da Secretaria de 
Cultura. Uma frase adequada para expressar 
sua concordância é: 
a) Que sábia iniciativa! Os prédios em péssimo 
estado de conservação devem ser derruba-
dos. 
b) Até que enfim! Os edifícios localizados nesse 
trecho descaracterizamo conjunto arquite-
tônico da Rua Augusta. 
c) Parabéns! O poder público precisa mostrar 
sua força como guardião das tradições dos 
moradores locais. 
d) Justa decisão! O governo dá mais um passo 
rumo à eliminação do problema da falta de 
moradias populares. 
e) Congratulações! O patrimônio histórico da 
cidade merece todo empenho para ser pre-
servado. 
62
 12. (Enem) A aptidão física, em termos gerais, 
pode ser definida como a capacidade que um 
indivíduo possui para realizar atividades fí-
sicas. Ter uma boa amplitude nos movimen-
tos das diversas partes corporais é um dos 
componentes da aptidão física relacionada 
à saúde, pois permite maior disposição para 
atividades da vida diária, como, por exem-
plo, maior facilidade para alcançar os pró-
prios pés.
NAHAS, M. V. Atividade física, saúde e qualidade de 
vida: conceitos e sugestões para um estilo de vida 
ativo. Londrina: Midiograf, 2006 (adaptado).
O componente da aptidão física destacado no 
texto é 
a) força. 
b) agilidade. 
c) equilíbrio. 
d) velocidade. 
e) flexibilidade. 
 13. (Enem) Dúvida
Dois compadres viajavam de carro por uma 
estrada de fazenda quando um bicho cruzou 
a frente do carro.
Um dos compadres falou:
– Passou um largato ali!
O outro perguntou:
– Lagarto ou largato?
O primeiro respondeu:
– Num sei não, o bicho passou muito rápido.
Piadas coloridas. Rio de Janeiro: Gênero, 2006.
Na piada, a quebra de expectativa contribui 
para produzir o efeito de humor. Esse efeito 
ocorre porque um dos personagens 
a) reconhece a espécie do animal avistado. 
b) tem dúvida sobre a pronúncia do nome do 
réptil. 
c) desconsidera o conteúdo linguístico da per-
gunta. 
d) constata o fato de um bicho cruzar a frente 
do carro. 
e) apresenta duas possibilidades de sentido para 
a mesma palavra. 
 14. (Enem) O cordelista por ele mesmo
Aos doze anos eu era
forte, esperto e nutrido.
Vinha do Sítio de Piroca
muito alegre e divertido
vender cestos e balaios
que eu mesmo havia tecido.
Passava o dia na feira
e à tarde regressava
levando umas panelas
que minha mãe comprava
e bebendo água salgada
nas cacimbas onde passava.
BORGES, J. F. Dicionário dos sonhos e outras histórias 
de cordel. Porto Alegre: LP&M, 2003 (fragmento).
Literatura de cordel é uma criação popular 
em verso, cuja linguagem privilegia, tema-
ticamente, histórias de cunho regional, len-
das, fatos ocorridos para firmar certas cren-
ças e ações destacadas nas sociedades locais. 
A respeito do uso das formas variantes da 
linguagem no Brasil, o verso do fragmento 
que permite reconhecer uma região brasilei-
ra é 
a) “muito alegre e divertido”. 
b) “Passava o dia na feira”. 
c) “levando umas panelas”. 
d) “que minha mãe comprava”. 
e) “nas cacimbas onde passava”. 
63
 15. (Enem) 
 
As palavras e as expressões são mediadoras dos sentidos produzidos nos textos. Na fala de Hagar, 
a expressão “é como se” ajuda a conduzir o conteúdo enunciado para o campo da 
a) conformidade, pois as condições meteorológicas evidenciam um acontecimento ruim. 
b) reflexibilidade, pois o personagem se refere aos tubarões usando um pronome reflexivo. 
c) condicionalidade, pois a atenção dos personagens é a condição necessária para a sua sobrevivência. 
d) possibilidade, pois a proximidade dos tubarões leva à suposição do perigo iminente para os homens. 
e) impessoalidade, pois o personagem usa a terceira pessoa para expressar o distanciamento dos fatos. 
GAbARito
1. E 2. E 3. D 4. D 5. A
6. A 7. B 8. D 9. B 10. E
11. E 12. E 13. C 14. E 15. D
65
(Enem) Descubra e aproveite um momento todo seu. Quando você quebra o delicado chocolate, o 
irresistível recheio cremoso começa a derreter na sua boca, acariciando todos os seus sentidos. 
Criado por nossa empresa. Paixão e amor por chocolate desde 1845.
Veja, n. 2.320, 8 mai. 2013 (adaptado).
O texto publicitário tem a intenção de persuadir o público-alvo a consumir determinado produto 
ou serviço. No anúncio, essa intenção assume a forma de um convite, estratégia argumentativa 
linguisticamente marcada pelo uso de 
a) conjunção (quando). 
b) adjetivo (irresistível). 
c) verbo no imperativo (descubra). 
d) palavra do campo afetivo (paixão). 
e) expressão sensorial (acariciando). 
MODELO 1
Tema: Gêneros discursivos
Construção da habilidade: Dentro da competência da área 1 do Enem, será exigida a capacidade 
de aplicar as tecnologias da comunicação e da informação na escola, no trabalho e em outros contex-
tos relevantes para vida do aluno.
Competência: 1 Habilidade: 3
AplicAção dos conhecimentos - sAlA
AULAS 3 E 4
66
(Enem) O Flamengo começou a partida no ataque, enquanto o Botafogo procurava fazer uma for-
te marcação no meio campo e tentar lançamentos para Victor Simões, isolado entre os zagueiros 
rubro-negros. Mesmo com mais posse de bola, o time dirigido por Cuca tinha grande dificuldade 
de chegar a área alvinegra por causa do bloqueio montado pelo Botafogo na frente da sua área.
No entanto, na primeira chance rubro-negra, saiu o gol. Após cruzamento da direita de Ibson, a 
zaga alvinegra rebateu a bola de cabeça para o meio da área. Kléberson apareceu na jogada e cabe-
ceou por cima do goleiro Renan. Ronaldo Angelim apareceu nas costas da defesa e empurrou para 
o fundo da rede quase que em cima da linha: Flamengo 1 a 0.
Disponível em: http://momentodofutebol.blogspot.com (adaptado).
O texto, que narra uma parte do jogo final do Campeonato Carioca de futebol, realizado em 2009, 
contém vários conectivos, sendo que 
a) “após” é conectivo de causa, já que apresenta o motivo de a zaga alvinegra ter rebatido a bola de 
cabeça. 
b) “enquanto” tem um significado alternativo, porque conecta duas opções possíveis para serem 
 aplicadas no jogo. 
c) “no entanto” tem significado de tempo, porque ordena os fatos observados no jogo em ordem 
 cronológica de ocorrência. 
d) “mesmo” traz ideia de concessão, já que “com mais posse de bola”, ter dificuldade não é algo 
 naturalmente esperado. 
e) “por causa de”z indica consequência, porque as tentativas de ataque do Flamengo motivaram o 
 Botafogo a fazer um bloqueio. 
MODELO 2
Tema: Gêneros discursivos
Construção da habilidade: Relacionar informações geradas nos sistemas de comunicação e in-
formação, considerando a função social desses sistemas.
Competência: 1 Habilidade: 3
67
Observe a charge:
O humor da tira decorre da reação de uma das cobras com relação ao uso de pronome pessoal reto, 
em vez de pronome oblíquo. De acordo com a norma padrão da língua, esse uso é inadequado, pois 
a) contraria o uso previsto para o registro oral da língua. 
b) contraria a marcação das funções sintáticas de sujeito e objeto. 
c) gera inadequação na concordância com o verbo. 
d) gera ambiguidade na leitura do texto. 
e) apresenta dupla marcação de sujeito. 
Tema: Gêneros discursivos
Construção da habilidade: Dentro da competência da área 1 do Enem, será exigida a capacidade 
de aplicar as tecnologias da comunicação e da informação na escola, no trabalho e em outros contex-
tos relevantes par vida do aluno.
Competência: 1 Habilidade: 3
MODELO 3
68
(Enem) 
Agora eu era herói 
E o meu cavalo só falava inglês. 
A noiva do cowboy 
Era você, além das outras três. 
Eu enfrentava os batalhões, 
Os alemães e seus canhões. 
Guardava o meu bodoque 
E ensaiava o rock para as matinês. 
CHICO DUARQUE. João e Maria, 1977 (fragmento). 
Nos terceiro e oitavo versos da letra da canção, constata- se que o emprego das palavras cowboy e 
rock expressa a influência de outra realidade cultural na língua portuguesa. Essas palavras cons-
tituem evidências de 
a) regionalismo, ao expressar a realidade sociocultural de habitantes de uma determinada região. 
b) neologismo, que se caracteriza pelo aportuguesamento de uma palavra oriunda de outra língua. 
c) jargão profissional, ao evocar a linguagem de uma área específica do conhecimento humano. 
d) arcaísmo,ao representar termos usados em outros períodos da história da língua. 
e) estrangeirismo, que significa a inserção de termos de outras comunidades linguísticas no português. 
Tema: Gêneros discursivos
Construção da habilidade: Dentro da competência da área 1 do Enem, será exigida a capacidade 
de aplicar as tecnologias da comunicação e da informação na escola, no trabalho e em outros contex-
tos relevantes par vida do aluno.
Competência: 1 Habilidade: 3
MODELO 4
69
RAio X - Análise eXpositivA
 1. Na primeira frase do texto publicitário, o uso do imperativo nos termos verbais “descubra” e 
“aproveite” configura o uso da função apelativa da linguagem sob a forma de um convite, tentando 
persuadir o público-alvo a consumir determinado tipo de chocolate. Assim, é correta a opção [C].
 2. A conjunção subordinativa “mesmo” indica concessão, pois estabelece uma relação de oposição ao 
que seria esperado. Apesar de o Flamengo ter maior posse de bola, tinha dificuldade em chegar à 
área alvinegra. “Mesmo” ser substituído por “embora” ou “ainda que”. “Após” e “enquanto” esta-
belecem circunstância de tempo, “no entanto”, adversidade e “por causa de”, causa, o que invalida 
as outras opções
 3. No segundo quadro, o pronome pessoal “eles” é inadequado, pois deve ser usado para desempe-
nhar função de sujeito. Como o verbo “arrasar” é transitivo, o pronome deveria ser substituído 
pelo pronome oblíquo “os” em função de objeto direto. Segundo a norma padrão da língua, a frase 
deveria ser substituída por “Vamos arrasá-los!”. 
 4. É correta a alternativa [E]. Os estrangeirismos são geralmente introduzidos na língua ao mesmo 
tempo em que um conceito novo, ou pertencente à outra cultura (como é o caso de cowboy ou 
rock). Se o uso for suficientemente frequente e duradouro, é comum o aparecimento de um termo 
ou expressão equivalente, ou a adaptação à escrita e à pronúncia do português, como aconteceu, 
entre muitos outros casos, com líder e futebol. 
GAbARito
1. C 2. D 3. B 4. E
70
Prescrição: Para resolver os exercícios dessa aula, serão necessários conhecimentos a respeito dos 
principais gêneros discursivos presentes em nosso sistema linguístico. Além disso, conhecer alguns 
produtos culturais nacionais (música, pintura e literatura) irá contribuir para uma maior efetividade na 
resolução de exercícios que “cruzam” os gêneros discursivos (intertextualidade).
pRáticA dos conhecimentos - e.o.
 1. (Enem) A palavra e a imagem têm o poder de 
criar e destruir, de prometer e negar. A pu-
blicidade se vale deste recurso linguístico-
-imagético como seu principal instrumento. 
Vende a ficção como o real, o normal como 
algo fantástico; transforma um carro em um 
símbolo de prestigio social, uma cerveja em 
uma loira bonita, e um cidadão comum num 
astro ou estrela, bastando tão somente utili-
zar o produto ou serviço divulgado. 1Assim, 
fazer o banal tomar-se o ideal é tarefa ordi-
nária da linguagem publicitária.
ALMEIDA, W. M. A linguagem publicitária e o 
estrangeirismo. Língua Portuguesa, n. 35, jan. 2012.
Alguns elementos linguísticos estabelecem 
relações entre as diferentes partes do texto. 
Nesse texto, o vocábulo “Assim” (ref. 1) tem 
a função de 
a) contrariar os argumentos anteriores. 
b) sintetizar as informações anteriores. 
c) acrescentar um novo argumento. 
d) introduzir uma explicação. 
e) apresentar uma analogia. 
 2. (Enem) O American Idol islâmico
Quem não gosta do Big Brother diz que os 
reality shows são programas vazios, sem cul-
tura. No mundo árabe, esse problema já foi 
resolvido: em The Millions’ Poet (“O Poeta 
dos Milhões”), líder de audiência no golfo 
pérsico, o prêmio vai para o melhor poeta. O 
programa, que é transmitido pela Abu Dhabi 
TV e tem 70 milhões de espectadores, é uma 
competição entre 48 poetas de 12 países ára-
bes — em que o vencedor leva um prêmio de 
US$ 1,3 milhão.
Mas lá, como aqui, o reality gera controvér-
sia. O BBB teve a polêmica dos “coloridos” 
(grupo em que todos os participantes eram 
homossexuais). E Millions’ Poet detonou 
uma discussão sobre os direitos da mulher 
no mundo árabe.
GARATTONI, B. O American Idol islâmico. 
SuperInteressante. Edição 278, maio 2010 (fragmento).
No trecho “Mas lá, como aqui, o reality gera 
controvérsia”, o termo destacado foi utiliza-
do para estabelecer uma ligação com outro 
termo presente no texto, isto é, fazer refe-
rência ao 
a) vencedor, que é um poeta árabe. 
b) poeta, que mora na região da Arábia. 
c) mundo árabe, local em que há o programa. 
d) Brasil, lugar onde há o programa BBB. 
e) programa, que há no Brasil e na Arábia.
 3. (Enem) Os filhos de Ana eram bons, uma 
coisa verdadeira e sumarenta. Cresciam, to-
mavam banho, exigiam para si, malcriados, 
instantes cada vez mais completos. A cozi-
nha era enfim espaçosa, o fogão enguiçado 
dava estouros. O calor era forte no aparta-
mento que estavam aos poucos pagando. Mas 
o vento batendo nas cortinas que ela mesma 
cortara lembrava-lhe que se quisesse podia 
parar e enxugar a testa, olhando o calmo ho-
rizonte. Como um lavrador. Ela plantara as 
sementes que tinha na mão, não outras, mas 
essas apenas.
LISPECTOR, C. Laços de família. Rio de Janeiro: Rocco, 1998.
A autora emprega por duas vezes o conectivo 
mas no fragmento apresentado. Observando 
aspectos da organização, estruturação e fun-
cionalidade dos elementos que articulam o 
texto, o conectivo mas 
a) expressa o mesmo conteúdo nas duas situa-
ções em que aparece no texto. 
b) quebra a fluidez do texto e prejudica a com-
preensão, se usado no início da frase. 
c) ocupa posição fixa, sendo inadequado seu 
uso na abertura da frase. 
d) contém uma ideia de sequência temporal 
que direciona a conclusão do leitor. 
e) assume funções discursivas distintas nos 
dois contextos de uso
 4. (Enem) Carnavália
Repique tocou
O surdo escutou
E o meu corasamborim
Cuíca gemeu, será que era meu, quando ela 
71
passou por
mim?
[…]
ANTUNES, A.; BROWN, C.; MONTE, M. 
Tribalistas, 2002 (fragmento).
No terceiro verso, o vocábulo “corasam-
borim”, que é a junção coração + samba + 
tamborim, refere-se, ao mesmo tempo, a ele-
mentos que compõem uma escola de samba 
e a situação emocional em que se encontra o 
autor da mensagem, com o coração no ritmo 
da percussão.
Essa palavra corresponde a um(a) 
a) estrangeirismo, uso de elementos linguísticos 
originados em outras línguas e representati-
vos de outras culturas. 
b) neologismo, criação de novos itens linguís-
ticos, pelos mecanismos que o sistema da 
língua disponibiliza. 
c) gíria, que compõe uma linguagem originada 
em determinado grupo social e que pode vir 
a se disseminar em uma comunidade mais 
ampla. 
d) regionalismo, por ser palavra característica 
de determinada área geográfica. 
e) termo técnico, dado que designa elemento de 
área específica de atividade.
 5. (Enem) Cultivar um estilo de vida saudável 
é extremamente importante para diminuir o 
risco de infarto, mas também como de pro-
blemas como morte súbita e derrame. Signi-
fica que manter uma alimentação saudável 
e praticar atividade física regularmente já 
reduz, por si só, as chances de desenvolver 
vários problemas. Além disso, é importante 
para o controle da pressão arterial, dos níveis 
de colesterol e de glicose no sangue. Tam-
bém ajuda a diminuir o estresse e aumentar 
a capacidade física, fatores que, somados, 
reduzem as chances de infarto. Exercitar-se, 
nesses casos, com acompanhamento médico 
e moderação, é altamente recomendável.
ATALIA, M. Nossa vida. Época. 23 mar. 2009.
As ideias veiculadas no texto se organizam 
estabelecendo relações que atuam na cons-
trução do sentido. A esse respeito, identifi-
ca-se, no fragmento, que 
a) A expressão “Além disso” marca uma sequen-
ciação de ideias. 
b) o conectivo “mas também” inicia oração que 
exprime ideia de contraste. 
c) o termo “como”, em “como morte súbita e 
derrame”, introduz uma generalização. 
d) o termo “Também” exprime uma justificativa.e) o termo “fatores” retoma coesivamente “ní-
veis de colesterol e de glicose no sangue”
 6. (Enem) A colocação pronominal é a posição 
que os pronomes pessoais oblíquos átonos 
ocupam na frase em relação ao verbo a que 
se referem. São pronomes oblíquos átonos: 
me, te, se, o, os, a, as, lhe, lhes, nos e vos, 
Esses pronomes podem assumir três posi-
ções na oração em relação ao verbo. Prócli-
se, quando o pronome é colocado antes do 
verbo, devido a partículas atrativas, corno o 
pronome relativo. Ênclise, quando o prono-
me é colocado depois do verbo, o que acon-
tece quando este estiver no imperativo afir-
mativo ou no infinitivo impessoal regido da 
preposição “a” ou quando o verbo estiver no 
gerúndio. Mesóclise, usada quando o verbo 
estiver flexionado no futuro do presente ou 
no futuro do pretérito. 
A mesóclise é um tipo de colocação prono-
minal raro no uso coloquial da língua por-
tuguesa. No entanto, ainda é encontrada em 
contextos mais formais, como se observa em: 
a) Não lhe negou que era um improviso. 
b) Faz muito tempo que lhe falei essas coisas. 
c) Nunca um homem se achou em mais apertado 
lance. 
d) Referia-se à D. Evarista ou tê-la-ia encontra-
do em algum outro autor? 
e) Acabou de chegar dizendo-lhe que precisava 
retornar ao serviço imediatamente
 7. (Enem) MORUMBI PRÓXIMA AO COL. PIO XII 
Linda residência rodeada por maravilhoso 
jardim com piscina e amplo espaço gourmet. 
1 000 m2 construídos em 2 000 m2 de ter-
reno, 6 suítes. R$ 3 200 000. Rua tranquila: 
David Pimentel. Cód. 480067 Morumbi Palá-
cio Tel.: 3740-5000 
Folha de São Paulo. Classificados, 27 fev. 2012 (adaptado).
Os gêneros textuais nascem emparelhados a 
necessidades e atividades da vida sociocul-
tural. Por isso, caracterizam-se por uma fun-
ção social específica, um contexto de uso, um 
objetivo comunicativo e por peculiaridades 
linguísticas e estruturais que lhes conferem 
determinado formato. Esse classificado pro-
cura convencer o leitor a comprar um imóvel 
e, para isso, utiliza-se 
a) da predominância das formas imperativas dos 
verbos e de abundância de substantivos. 
b) de uma riqueza de adjetivos que modificam 
os substantivos, revelando as qualidades do 
produto. 
c) de uma enumeração de vocábulos, que visam 
conferir ao texto um efeito de certeza. 
d) do emprego de numerais, quantificando as 
características e aspectos positivos do pro-
duto. 
e) da exposição de opiniões de corretores de 
imóveis no que se refere à qualidade do pro-
duto
72
 8. (Enem) Devemos dar apoio emocional especí-
fico, trabalhando o sentimento de culpa que 
as mães têm de infectar o filho. O principal 
problema que vivenciamos é quanto ao alei-
tamento materno. Além do sentimento muito 
forte manifestado pelas gestantes de ama-
mentar seus filhos, existem as cobranças da 
família, que exige explicações pela recusa em 
amamentar, sem falar nas companheiras na 
maternidade que estão amamentando. Esses 
conflitos constituem nosso maior desafio. As-
sim, criamos a técnica de mamadeirar. O que 
é isso? É substituir o seio materno por amor, 
oferecendo a mamadeira, e não o peito! 
PADOIN, S. M. M. et al. (Org.) Experiências 
interdisciplinares em Aids: interfaces de uma 
epidemia.SantaMaria: UFSM, 2006 (adaptado).
O texto é o relato de uma enfermeira no 
cuidado de gestantes e mães soropositivas. 
Nesse relato, em meio ao drama de mães que 
não devem amamentar seus recém-nascidos, 
observa-se um recurso da língua portuguesa, 
presente no uso da palavra “mamadeirar”, 
que consiste 
a) na manifestação do preconceito linguístico. 
b) na recorrência a um neologismo. 
c) no registro coloquial da linguagem. 
d) na expressividade da ambiguidade lexical. 
e) na contribuição da justaposição na formação 
de palavras
 9. (Enem) Cientistas solucionam origem de 
partículas de água em Saturno. O telescópio 
espacial Herschel resolveu 1um problema que 
ficou sem solução durante 14 anos. 2A ori-
gem dos vapores de água na atmosfera su-
perior de Saturno encontra-se nas partículas 
que saem de uma de suas luas, a Enceladus, 
e chegam até o planeta. 3A descoberta faz 
com que a Enceladus torne- se conhecida, a 
partir de agora, como a única lua do Siste-
ma Solar capaz de influenciar 5a composição 
bioquímica do planeta que orbita.4O volume 
despejado a cada segundo não é pouco. A 
Enceladus chega a expelir aproximadamen-
te 250 kg de vapores de água que se for-
mam na região polar sul. Desse total, uma 
parte é perdida no espaço e entre 3% a 5% 
deslocam-se até Saturno. 6O fenômeno, de 
certo modo, pôde ser compreendido graças 
ao 9avanço da tecnologia. Os astrônomos não 
conseguiram detectá-lo até o momento por 
causa da 7transparência dos vapores. Coube 
às ondas infravermelhas do Herschel 8esse 
encargo e achado. A primeira vez que um te-
lescópio da ESA (Agência Espacial Europeia) 
detectou água na atmosfera superior de Sa-
turno foi em 1997. 
Disponível em: www1.folha.uol.com.
br. Acesso em: 26 jul. 2011. 
Um texto é construído pela articulação dos 
vários elementos que o compõem. Tal arti-
culação pode se dar por meio de palavras ou 
de expressões que remetem a outras ou, ain-
da, a segmentos maiores já apresentados ou 
a serem ainda apresentados no decorrer do 
texto. 
A análise do modo como esse texto foi cons-
truído revela que a expressão 
a) O “um problema” (ref. 1) remete o leitor para 
“A origem dos vapores de água na atmosfera 
superior de Saturno” (ref. 2), segmento que 
se encontra na frase seguinte. 
b) “A descoberta” (ref. 3) retoma “um proble-
ma que ficou sem solução durante 14 anos.” 
(ref. 1), segmento que aparece na primeira 
frase do texto. 
c) “O volume despejado” (ref. 4) retoma “a 
composição química do planeta que orbita.” 
(ref. 5), segmento apresentado na frase ime-
diatamente anterior. 
d) “O fenômeno” (ref. 6) remete o leitor para 
“transparência dos vapores” (ref. 7), seg-
mento que é apresentado na frase seguinte. 
e) O “esse encargo e achado” (ref. 8) retoma 
“avanço da tecnologia” (ref. 9), segmento 
presente na porção anterior do texto. 
 10. (Enem) Era uma vez 
Um rei leão que não era rei. 
Um pato que não fazia quá-quá. 
Um cão que não latia 
Um peixe que não nadava. 
Um pássaro que não voava. 
Um tigre que não comia. 
Um gato que não miava. 
Um homem que não pensava... 
E, enfim, era uma natureza sem nada. 
Acabada. Depredada. 
Pelo homem que não pensava. 
Laura Araújo Cunha CUNHA, L. A. In: KOCH, I. 
V.; ELIAS, V. M. Ler e escrever: estratégias de 
produção textual. São Paulo: Contexto, 2011.
São as relações entre os elementos e as partes 
do texto que promovem o desenvolvimento 
das ideias. No poema, a estratégia linguísti-
ca que contribui para esse desenvolvimento, 
estabelecendo a continuidade do texto, é a 
a) escolha de palavras de diferentes campos se-
mânticos. 
b) negação contundente das ações praticadas 
pelo homem. 
c) intertextualidade com o gênero textual fá-
bula infantil. 
d) repetição de estrutura sintática com novas 
informações. 
e) utilização de ponto final entre termos de 
uma mesma oração.
73
 11. (Enem) Eu sei que a gente se acostuma. Mas 
não devia. 
A gente se acostuma a morar em apartamen-
tos de fundos e a não ter outra vista que não 
as janelas ao redor. E, porque não tem vista, 
logo se acostuma a não olhar para fora. E, 
porque não olha para fora, logo se acostuma 
a não abrir todas as cortinas. E, porque não 
abre as cortinas, logo se acostuma a acender 
mais cedo a luz. E, à medida que se acostu-
ma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a 
amplidão. 
COLASANTI, M. Eu sei, mas não devia. 
Rio de Janeiro, Rocco, 1996. 
A progressão é garantida nos textos por de-
terminados recursos linguísticos, e pela co-
nexão entre esses recursos e as ideias que 
eles expressam. Na crônica, a continuidade 
textual é construída, predominantemente, 
por meio 
a) do emprego de vocabulário rebuscado, possi-
bilitando a elegância do raciocínio. 
b) da repetição deestruturas, garantindo o pa-
ralelismo sintático e de ideias. 
c) da apresentação de argumentos lógicos, 
constituindo blocos textuais independentes. 
d) da ordenação de orações justapostas, dis-
pondo as informações de modo paralelo. 
e) da estruturação de frases ambíguas, cons-
truindo efeitos de sentido apostos.
 12. (Enem) TEXTO I
Antigamente
Antigamente, os pirralhos dobravam a lín-
gua diante dos pais e se um se esquecia de 
arear os dentes antes de cair nos braços de 
Morfeu, era capaz de entrar no couro. Não 
devia também se esquecer de lavar os pés, 
sem tugir nem mugir. Nada de bater na ca-
cunda do padrinho, nem de debicar os mais 
velhos, pois levava tunda. Ainda cedinho, 
aguava as plantas, ia ao corte e logo vol-
tava aos penates. Não ficava mangando na 
rua nem escapulia do mestre, mesmo que 
não entendesse patavina da instrução moral 
e cívica. O verdadeiro smart calçava botina 
de botões para comparecer todo liró ao copo 
d’água, se bem que no convescote apenas 
lambiscasse, para evitar flatos. Os bilontras 
é que eram um precipício, jogando com pau 
de dois bicos, pelo que carecia muita cautela 
e caldo de galinha. O melhor era pôr as bar-
bas de molho diante de um treteiro de tope-
te, depois de fintar e engambelar os coiós, e 
antes que se pudesse tudo em pratos limpos, 
ele abria o arco.
ANDRADE, C. D. Poesia e prosa. Rio de janeiro: 
nova Aguilar, 1983 (fragmento).
TEXTO II
Palavras do arco da velha
Expressão Significado
Cair nos braços de Morfeu Dormir
Debicar Zombar, ridicularizar
Tunda Surra
Mangar Escarnecer, caçoar
Tugir Murmurar
Liró Bem-vestido
Copo d’água
Lanche ofereci-
do pelos amigos
Convescote Piquenique
Bilontra Velhaco
Treteiro de topete Tratante atrevido
Abrir o arco Fugir
FLORIN, J. L. As línguas mudam. In: Revista Língua 
Portuguesa, n. 24, out. 2007 (adaptado).
Na leitura do fragmento do texto Antiga-
mente constata-se, pelo emprego de palavras 
obsoletas, que itens lexicais outrora produti-
vos não mais o são no português brasileiro 
atual. Esse fenômeno revela que 
a) a língua portuguesa de antigamente carecia 
de termos para se referir a fatos e coisas do 
cotidiano. 
b) o português brasileiro se constitui evitando 
a ampliação do léxico proveniente do portu-
guês europeu. 
c) a heterogeneidade do português leva a uma 
estabilidade do seu léxico no eixo temporal. 
d) o português brasileiro apoia-se no léxico in-
glês para ser reconhecido como língua inde-
pendente. 
e) o léxico do português representa uma reali-
dade linguística variável e diversificada.
 13. (Enem) — Ora dizeis, não é verdade? Pois 
o Sr. Lúcio queria esse cravo, mas vós lho 
não podíeis dar, porque o velho militar não 
tirava os olhos de vós; ora, conversando com 
o Sr. Lúcio, acordastes ambos que ele iria es-
perar um instante no jardim...
MACEDO, J. M. A moreninha. 
Disponível em: www.dominiopublico.com.br. 
Acesso em: 17 abr. 2010 (fragmento).
O trecho faz parte do romance A moreninha, 
de Joaquim Manuel de Macedo. Nessa parte 
do romance, há um diálogo entre dois perso-
nagens. A fala transcrita revela um falante 
que utiliza uma linguagem 
a) informal, com estruturas e léxico coloquiais. 
b) regional, com termos característicos de uma 
região. 
c) técnica, com termos de áreas específicas. 
d) culta, com domínio da norma padrão. 
e) lírica, com expressões e termos empregados 
em sentido figurado
74
 14. (Enem) 
Nessa charge, o recurso morfossintático que 
colabora para o efeito de humor está indica-
do pelo(a) 
a) emprego de uma oração adversativa, que 
orienta a quebra da expectativa ao final. 
b) uso de conjunção aditiva, que cria uma rela-
ção de causa e efeito entre as ações. 
c) retomada do substantivo “mãe”, que desfaz 
a ambiguidade dos sentidos a ele atribuídos 
d) utilização da forma pronominal “la”, que 
reflete um tratamento formal do filho em 
relação à “mãe”. 
e) repetição da forma verbal “é”, que reforça a 
relação de adição existente entre as orações
 15. (Enem) Tarefa
Morder o fruto amargo e não cuspir
Mas avisar aos outros quanto é amargo
Cumprir o trato injusto e não falhar
Mas avisar aos outros quanto é injusto
Sofrer o esquema falso e não ceder
Mas avisar aos outros quanto é falso
Dizer também que são coisas mutáveis...
E quando em muitos a não pulsar
– do amargo e injusto e falso por mudar –
então confiar à gente exausta o plano
de um mundo novo e muito mais humano.
CAMPOS, G. Tarefa. Rio de Janeiro: 
Civilização Brasileira, 1981.
Na organização do poema, os empregos da 
conjunção “mas” articulam, para além de 
sua função sintática, 
a) a ligação entre verbos semanticamente se-
melhantes. 
b) a oposição entre ações aparentemente in-
conciliáveis. 
c) a introdução do argumento mais forte de 
uma sequência. 
d) o reforço da causa apresentada no enunciado 
introdutório. 
e) a intensidade dos problemas sociais presen-
tes no mundo.
GAbARito
1. B 2. C 3. E 4. B 5. A
6. D 7. B 8. B 9. A 10. D
11. B 12. E 13. D 14. A 15. C
Interpretação de textos
L C
RPA ENEM
ENTRE
TEXTOS
L C
Competência 1 – Aplicar as tecnologias da comunicação e da informação na escola, no trabalho e em outros contextos relevantes para 
sua vida.
H1 Identificar as diferentes linguagens e seus recursos expressivos como elementos de caracterização dos sistemas de comunicação.
H2 Recorrer aos conhecimentos sobre as linguagens dos sistemas de comunicação e informação para resolver problemas sociais.
H3 Relacionar informações geradas nos sistemas de comunicação e informação, considerando a função social desses sistemas.
H4 Reconhecer posições críticas aos usos sociais que são feitos das linguagens e dos sistemas de comunicação e informação.
Competência 2 – Conhecer e usar língua(s) estrangeira(s) moderna(s) (LEM) como instrumento de acesso a informações e a outras 
culturas e grupos sociais.
H5 Associar vocábulos e expressões de um texto em LEM ao seu tema.
H6 Utilizar os conhecimentos da LEM e de seus mecanismos como meio de ampliar as possibilidades de acesso a informações, tecnologias e culturas.
H7 Relacionar um texto em LEM, as estruturas linguísticas, sua função e seu uso social.
H8 Reconhecer a importância da produção cultural em LEM como representação da diversidade cultural e linguística.
Competência 3 – Compreender e usar a linguagem corporal como relevante para a própria vida, integradora social e formadora da 
identidade.
H9 Reconhecer as manifestações corporais de movimento como originárias de necessidades cotidianas de um grupo social.
H10 Reconhecer a necessidade de transformação de hábitos corporais em função das necessidades cinestésicas.
H11
Reconhecer a linguagem corporal como meio de interação social, considerando os limites de desempenho e as alternativas de adaptação para 
diferentes indivíduos.
Competência 4 – Compreender a arte como saber cultural e estético gerador de significação e integrador da organização do mundo e 
da própria identidade.
H12 Reconhecer diferentes funções da arte, do trabalho da produção dos artistas em seus meios culturais.
H13 Analisar as diversas produções artísticas como meio de explicar diferentes culturas, padrões de beleza e preconceitos.
H14 Reconhecer o valor da diversidade artística e das inter-relações de elementos que se apresentam nas manifestações de vários grupos sociais e étnicos.
Competência 5 – Analisar, interpretar e aplicar recursos expressivos das linguagens, relacionando textos com seus contextos, mediante 
a natureza, função, organização, estrutura das manifestações, de acordo com as condições de produção e recepção.
H15 Estabelecer relações entre o texto literário e o momento de sua produção, situando aspectos do contexto histórico, social e político.
H16 Relacionar informações sobre concepções artísticas e procedimentos de construção do texto literário.
H17 Reconhecer a presença de valores sociais e humanos atualizáveis e permanentes no patrimônio literário nacional.Competência 6 – Compreender e usar os sistemas simbólicos das diferentes linguagens como meios de organização cognitiva da 
realidade pela constituição de significados, expressão, comunicação e informação.
H18 Identificar os elementos que concorrem para a progressão temática e para a organização e estruturação de textos de diferentes gêneros e tipos.
H19 Analisar a função da linguagem predominante nos textos em situações específicas de interlocução.
H20 Reconhecer a importância do patrimônio linguístico para a preservação da memória e da identidade nacional
Competência 7 – Confrontar opiniões e pontos de vista sobre as diferentes linguagens e suas manifestações específicas.
H21 Reconhecer em textos de diferentes gêneros, recursos verbais e não-verbais utilizados com a finalidade de criar e mudar comportamentos e hábitos.
H22 Relacionar, em diferentes textos, opiniões, temas, assuntos e recursos linguísticos.
H23 Inferir em um texto quais são os objetivos de seu produtor e quem é seu público alvo, pela análise dos procedimentos argumentativos utilizados.
H24
Reconhecer no texto estratégias argumentativas empregadas para o convencimento do público, tais como a intimidação, sedução, comoção, 
chantagem, entre outras.
Competência 8 – Compreender e usar a língua portuguesa como língua materna, geradora de significação e integradora da organização 
do mundo e da própria identidade.
H25 Identificar, em textos de diferentes gêneros, as marcas linguísticas que singularizam as variedades linguísticas sociais, regionais e de registro.
H26 Relacionar as variedades linguísticas a situações específicas de uso social.
H27 Reconhecer os usos da norma padrão da língua portuguesa nas diferentes situações de comunicação.
Competência 9 – Entender os princípios, a natureza, a função e o impacto das tecnologias da comunicação e da informação na sua vida 
pessoal e social, no desenvolvimento do conhecimento, associando-o aos conhecimentos científicos, às linguagens que lhes dão suporte, 
às demais tecnologias, aos processos de produção e aos problemas que se propõem solucionar.
H28 Reconhecer a função e o impacto social das diferentes tecnologias da comunicação e informação.
H29 Identificar pela análise de suas linguagens, as tecnologias da comunicação e informação.
H30 Relacionar as tecnologias de comunicação e informação ao desenvolvimento das sociedades e ao conhecimento que elas produzem
77
TEXTO I TEXTO II
As duas imagens são produções que têm a cerâmica como matéria-prima. A obra Estrutura vertical 
dupla se distingue da urna funerária marajoara ao 
a) evidenciar a simetria na disposição das peças. 
b) materializar a técnica sem função utilitária. 
c) abandonar a regularidade na composição. 
d) anular possibilidades de leituras afetivas. 
e) integrar o suporte em sua constituição. 
AplicAção dos conhecimentos - sAlA
MODELO 1
Tema: Arte (Leitura de imagens)
Construção da habilidade: Na questão a seguir, é necessário que o vestibulando lembre que, 
historicamente, os objetos de cerâmica apresentavam funções utilitárias (especialmente urnas cerimo-
niais, como a que vemos no texto II). Já a cerâmica em seus usos contemporâneos entra em um campo 
mais artístico e escapa das funções utilitárias
Competência: 4 Habilidade: 12
AULA 1
78
TEXTO I
 
TEXTO II
Stephen Lund, artista canadense, morador em Victoria, capital da Colúmbia Britânica (Canadá), 
transformou-se em fenômeno mundial produzindo obras de arte virtuais pedalando sua bike. Se-
guindo rotas traçadas com o auxílio de um dispositivo de GPS, ele calcula ter percorrido mais de 
10 mil quilômetros.
Disponível em: www.booooooom.com. Acesso em: 9 dez. 2017 (adaptado).
Os textos destacam a inovação artística proposta por Stephen Lund a partir do(a) 
a) deslocamento das tecnologias de suas funções habituais. 
b) perspectiva de funcionamento do dispositivo de GPS. 
c) ato de guiar sua bicicleta pelas ruas da cidade. 
d) análise dos problemas de mobilidade urbana. 
e) foco na promoção ctultural da sua cidade. 
MODELO 2
Tema: Arte (leitura de magens)
Construção da habilidade: Na questão a seguir, é necessário reconhecer que determinados ins-
trumentos que habitualmente não são utilizados como elementos artísticos podem ser mobilizados em 
circunstâncias ou performances específicas.
Competência: 4 Habilidade: 12
79
Vez por outra, indo devolver um filme na locadora ou almoçar no árabe da rua de baixo, dobro uma 
esquina e tomo um susto. Ué, cadê o quarteirão que estava aqui? Onde na véspera havia casinhas 
geminadas, roseiras cuidadas por velhotas e janelas de adolescentes, cheias de adesivos, há apenas 
uma imensa cratera, cercada de tapumes. [...]
Em breve, do buraco brotará um prédio, com grandes garagens e minúsculas varandas, e será bati-
zado de Arizona Hills, ou Maison Lacroix, ou Plaza de Marbella, e isso me entristece. Não só porque 
ficará mais feio meu caminho até a locadora, ou até o árabe na rua de baixo, mas porque é meu 
bairro que morre, devagarinho. Os bairros, como os homens, também têm um espírito. [...]
Às vezes, no fim da tarde, quando ouço o sino da igreja da Caiubi badalar seis vezes, quase acredito 
que estou numa cidade do interior. Aí saio para devolver os vídeos, olho para o lado, percebo que o 
quarteirão desapareceu e me dou conta de que estou em São Paulo, e que eu mesmo tenho minha 
cota de responsabilidade: moro no segundo andar de um prédio. [...] Ali embaixo, onde agora fica 
a garagem, já houve uma cratera, e antes dela o jardim de uma velhota e a janela de um adoles-
cente, cheia de adesivos.
PRATA, A. Perdizes. In: Meio intelectual, meio de esquerda. São Paulo: Editora 34, 2010.
Na crônica, a incidência do contexto social sobre a voz narrativa manifesta-se no(a) 
a) decepção com o progresso da cidade de São Paulo. 
b) sentimento de nostalgia causado pela demolição das casas antigas. 
c) percepção de uma descaracterização da identidade do bairro. 
d) necessidade de uma autocrítica em relação aos próprios hábitos. 
e) descontentamento com os estrangeirismos da nova geografia urbana. 
Tema: Gêneros textuais: Crônicas
Construção da habilidade: A crônica é um gênero que apresenta dados de marca jornalística 
(apresentação de dados do cotidiano). É a partir da percepção de mudanças cotidianas que surge a 
fundamentação da crítica que o autor elabora.
Competência: 7 Habilidade: 22
MODELO 3
80
Tema: Gêneros textuais: Textos jornalísticos
Construção da habilidade: Reconhecer dentre as modalidades de texto jornalístico o que é uma 
notícia de divulgação (as notícias tem caráter prioritariamente referencial).
Competência: 7 Habilidade: 22 
MODELO 4
Cores do Brasil
Ganhou nova versão, revista e ampliada, o livro lançado em 1988 pelo galerista Jacques Ardies, 
cuja proposta é ser publicação informativa sobre nomes do “movimento arte naïf do Brasil”, como 
define o autor. Trata-se de um caminho estético fundamental na arte brasileira, assegura Ardies. 
O termo em francês foi adotado por designar internacionalmente a produção que no Brasil é cha-
mada de arte popular ou primitivismo, esclarece Ardies. O organizador do livro explica que a obra 
não tem a pretensão de ser um dicionário. “Falta muita gente. São muitos artistas”, observa. A 
nova edição veio da vontade de atualizar informações publicadas há 26 anos. Ela incluiu artistas 
em atividade atualmente e veteranos que ficaram de fora do primeiro livro. A arte naïf no Brasil 2 
traz 79 autores de várias regiões do Brasil.
WALTER SEBASTIÃO. Estado de Minas, 17 jan. 2015 (adaptado).
O fragmento do texto jornalístico aborda o lançamento de um livro sobre arte naïf no Brasil. Na 
organização desse trecho predomina o uso da sequência 
a) injuntiva, sugerida pelo destaque dado à fala do organizador do livro. 
b) argumentativa, caracterizada pelo uso de adjetivos sobre o livro. 
c) narrativa, construída pelo uso de discurso direto e indireto. 
d) descritiva, formada com baseem dados editoriais da obra. 
e) expositiva, composta por informações sobre a arte naïf. 
81
RAio X - Análise eXpositivA
 1. Uma das propostas da cerâmica contemporânea é ativar outros sentidos para além da função uti-
litária. Neste aspecto a pesquisa da artista sugere tais possibilidades estéticas e de apreciação da 
obra.
 2. A compreensão e pesquisa sobre as possibilidades de produção de uma determinada ideia sobre 
a criação de arte é parte fundamental do contexto da produção da arte e das particularidades da 
arte contemporânea, onde os materiais artísticos tradicionais não são prioridade e muitas vezes 
não respondem aos diferentes formatos e realizações. Dá lugar a deslocamentos e outras funções 
às tecnologias, materiais, procedimentos etc. 
 3. Ao longo do texto, o narrador expressa surpresa face às transformações que acontecem no espaço 
urbano pelo qual circula (“Ué, cadê o quarteirão que estava aqui?”), percepção da inevitabilidade 
do processo de mudança (“Em breve, do buraco brotará um prédio’) e da progressiva descaracte-
rização da identidade do bairro em que mora (“percebo que o quarteirão desapareceu onde agora 
fica a garagem, já houve uma cratera, e antes dela o jardim de uma velhota e a janela de um ado-
lescente, cheia de adesivos”). Assim, é correta a opção [C]. 
 4. É correta a opção [E], já que se trata de um texto que visa à divulgação de nomes do movimento 
arte naïf do Brasil, cujos conceitos são também apresentados de forma objetiva e com o máximo 
de neutralidade. 
GAbARito
1. A 2. A 3. C 4. E
82
pRáticA dos conhecimentos - e.o.
 1. (Enem) Querido Sr. Clemens,
Sei que o ofendi porque sua carta, não datada de outro dia, mas que parece ter sido escrita em 5 
de julho, foi muito abrupta; eu a li e reli com os olhos turvos de lágrimas. Não usarei meu maravi-
lhoso broche de peixe-anjo se o senhor não quiser; devolverei ao senhor, se assim me for pedido...
OATES, J. C. Descanse em paz. São Paulo: Leya, 2008.
Nesse fragmento de carta pessoal, quanto à sequenciação dos eventos, reconhece-se a norma-
-padrão pelo(a) 
a) colocação pronominal em próclise. 
b) uso recorrente de marcas de negação. 
c) emprego adequado dos tempos verbais. 
d) preferência por arcaísmos, como “abrupta” e “turvo”. 
e) presença de qualificadores, como “maravilhoso” e “peixe-anjo”. 
 2. (Enem) Quarto de despejo
Carolina Maria de Jesus
Do diário da catadora de papel Carolina Maria de Jesus surgiu este autêntico exemplo de literatura-
-verdade, que relata o cotidiano triste e cruel da vida na favela. Com uma linguagem simples, mas 
contundente e original, a autora comove o leitor pelo realismo e pela sensibilidade na maneira de 
contar o que viu, viveu e sentiu durante os anos em que morou na comunidade do
Canindé, em São Paulo, com seus três filhos.
Ao ler este relato — verdadeiro best-seller no Brasil e no exterior — você vai acompanhar o duro 
dia a dia de quem não tem amanhã. E vai perceber com tristeza que, mesmo tendo sido escrito na 
década de 1950, este livro jamais perdeu a sua atualidade.
JESUS, C. M. Quarto de despejo: diário de uma favelada. São Paulo: Ática, 2007.
Identifica-se como objetivo do fragmento extraído da quarta capa do livro Quarto de despejo 
a) retomar trechos da obra. 
b) resumir o enredo da obra. 
c) destacar a biografia da autora. 
d) analisar a linguagem da autora. 
e) convencer o interlocutor a ler a obra. 
 3. (Enem) O exercício da crônica
Escrever prosa é uma arte ingrata. Eu digo prosa fiada, como faz um cronista; não a prosa de um 
ficcionista, na qual este é levado meio a tapas pelas personagens e situações que, azar dele, criou 
porque quis. Com um prosador cotidiano, a coisa fia mais fino. Senta-se diante de sua máquina, 
acende um cigarro, olha através da janela e busca fundo em sua imaginação um fato qualquer, de 
preferência colhido no noticiário matutino, ou da véspera, em que, com duas artimanhas peculia-
res, possa injetar um sangue novo.
MORAES, V. Para viver um grande amor: crônicas e poemas. São Paulo: Cia. das Letras, 1991.
Nesse trecho, Vinicius de Moraes exercita a crônica para pensá-la como gênero e prática. Do ponto 
de vista dele, cabe ao cronista 
a) criar fatos com a imaginação. 
b) reproduzir as notícias dos jornais. 
c) escrever em linguagem coloquial. 
d) construir personagens verossímeis. 
e) ressignificar o cotidiano pela escrita. 
Prescrição: Para resolver os exercícios dessa aula, será necessário trabalhar conhecimentos básicos 
sobre verbos, conjunções, sistemas de referencialidade te quadrinhos.
83
 4. (Enem) 
Essa tirinha revela que um dos impactos sociais provenientes do uso das Tecnologias de Informa-
ção e Comunicação tem como consequência o(a) 
a) falta de percepção da realidade. 
b) crítica da sociedade aos poderes midiáticos. 
c) contestação das informações disponibilizadas. 
d) questionamento sobre a reputação das grandes mídias. 
e) indignação do telespectador com os meios de comunicação. 
 5. (Enem) 
 
As tecnologias provocam mudanças comportamentais.
Em relação ao seu uso exagerado, o texto critica a 
a) busca por relacionamentos superficiais. 
b) falta de tempo para o descanso. 
c) necessidade de manter-se conectado. 
d) quantidade excessiva de informações on-line. 
e) tendência do internauta a permanecer isolado. 
 6. (Enem)
 
84
Em relação aos impactos das Tecnologias de Informação e Comunicação na contemporaneidade, 
essa tirinha faz uma crítica ao(à) 
a) leitura obrigatória dos jornais on-line. 
b) modo de vida anterior ao século 20. 
c) realização constante de protestos na internet. 
d) virtualização exagerada das relações humanas. 
e) consumo desmedido no mercado virtual. 
 7. (Enem) A inteligência está na rede
Pergunta: Há tecnologias que melhoram a vida humana, como a invenção do calendário, e outras 
que revolucionam a história humana, como a invenção da roda. A internet, o iPad, o Facebook, o 
Google são tecnologias que pertencem a que categoria?
Resposta: À das que revolucionam a história. O que está acontecendo no mundo de hoje é seme-
lhante ao que se passou com a sociedade agrária depois da prensa móvel de Gutenberg. Antes, o 
conhecimento estava concentrado em oligopólios. A invenção de Gutenberg começou a democrati-
zar o conhecimento, e as instituições do feudalismo entraram num processo de atrofia.
A novidade afetou a Igreja Católica, as monarquias, os poderes coloniais e, com o passar do tempo, 
resultou nas revoluções na América Latina, nos Estados Unidos, na França. Resultou na democra-
cia parlamentar, na reforma protestante, na criação das universidades, do próprio capitalismo. 
Martinho Lutero chamou a prensa móvel de “a mais alta graça de Deus”. Agora, mais uma vez, o 
gênio da tecnologia saiu da garrafa. Com a prensa móvel, ganhamos acesso à palavra escrita. Com a 
internet, cada um de nós pode ser seu próprio editor. A imprensa nos deu acesso ao conhecimento 
que já havia sido produzido e estava registrado. A internet nos dá acesso ao conhecimento contido 
no cérebro de outras pessoas em qualquer parte do mundo. Isso é uma revolução. E, tal como acon-
teceu no passado, está fazendo com que nossas instituições se tornem obsoletas.
TAPSCOTT, D. Entrevista concedida a Augusto Nunes. Veja, 21 abr. 2011 (adaptado).
Segundo o pesquisador entrevistado, a internet revolucionou a história da mesma forma que a 
prensa móvel de Gutenberg revolucionou o mundo no século XV. De acordo com o texto, as duas 
invenções, de maneira similar, provocaram o(a) 
a) ocorrência de revoluções em busca por governos mais democráticos. 
b) divulgação do conhecimento produzido em papel nas diversas instituições. 
c) organização das sociedades a favor do acesso livre à educação e às universidades. 
d) comércio do conhecimento produzido e registrado em qualquer parte do mundo. 
e) democratização do conhecimento pela divulgação de ideias por meiode publicações. 
 8. (Enem) Doutor dos sentimentos
Veja quem é e o que pensa o português António Damásio, um dos maiores nomes da neurociência 
atual, sempre em busca de desvendar os mistérios do cérebro, das emoções e da consciência
Ele é baixo, usa óculos, tem cabelos brancos penteados para trás e costuma vestir terno e gravata. 
A surpresa vem quando começa a falar. António Damásio não confirma em nada o clichê que se 
tem de cientista. Preocupado em ser o mais didático possível, tenta, pacientemente, com certa 
graça e até ironia, sempre que cabível, traduzir para os leigos estudos complexos sobre o cérebro. 
Português, Damásio é um dos principais expoentes da neurociência atual.
Diferentemente de outros neurocientistas, que acham que apenas a ciência tem respostas à com-
preensão da mente, Damásio considera que muitas ideias não provêm necessariamente daí. Para 
ele, um substrato imprescindível para entender a mente, a consciência, os sentimentos e as emo-
ções advém da vida intuitiva, artística e intelectual. Fora dos meios científicos, o nome de Damásio 
começou a ser celebrado na década de 1990, quando lançou seu primeiro livro, uma obra que fala 
de emoção, razão e do cérebro humano.
TREFAUT, M. P. Disponível em: http://revistaplaneta.terra.com.br. Acesso em: 2 set. 2014 (adaptado).
Na organização do texto, a sequência que atende à função sociocomunicativa de apresentar objeti-
vamente o cientista António Damásio é a 
a) descritiva, pois delineia um perfil do professor. 
b) injuntiva, pois faz um convite à leitura de sua obra. 
c) argumentativa, pois defende o seu comportamento incomum. 
d) narrativa, pois são contados fatos relevantes ocorridos em sua vida. 
e) expositiva, pois traz as impressões da autora a respeito de seu trabalho. 
85
 9. (Enem) O jogo do aprendizado
O governo da Irlanda do Norte parece ter 
encontrado uma boa solução para prender a 
atenção dos alunos durante as aulas. O de-
partamento regional de cultura, artes e la-
zer decidiu comprar e distribuir um jogo de 
blocos eletrônico para mais de 200 escolas e 
30 bibliotecas do país, segundo o jornal The 
Guardian. O jogo permite aos participantes 
explorar um vasto terreno composto de blo-
cos, com possibilidade de adaptar o ambien-
te do jeito que preferirem, de modo a criar e 
destruir vários tipos de estruturas tridimen-
sionalmente.
A flexibilidade do jogo foi elogiada por pais 
de crianças autistas, que encontraram nele 
um espaço no qual podiam se exprimir em 
segurança, progredindo em meses o que ti-
nham levado anos para conseguir em sessões 
de terapia. Uma prova de que videogames 
podem ensinar e trazer diversão para um 
público bem abrangente, diferentemente do 
estigma de “vício” com o que são normal-
mente associados.
MENDONÇA, F. M. Carta Capital, abr. 2015 (adaptado).
Ao relacionar tecnologia e educação e evi-
denciar uma mudança de paradigma por 
meio dessa relação, o texto indica que o in-
vestimento em jogos tem o objetivo de 
a) proporcionar meios eficazes de conhecimen-
to. 
b) tornar os jogos de videogame mais fáceis. 
c) assegurar um novo público para os games. 
d) promover a integração de alunos autistas. 
e) retirar o rótulo negativo dos games. 
 10. (Enem) Feminismo pra quê?
Mas será que você sabe o que é feminismo?
É assustadora a quantidade de gente que 
não sabe o que é feminismo. Ninguém tem a 
obrigação de saber, é claro, mas a partir do 
momento em que você decide opinar sobre 
um assunto, é de bom tom saber do que se 
trata. As pessoas são “contra” o feminismo 
sem sequer saber o que significa. Feminis-
mo não prega ódio, feminismo não prega a 
dominação das mulheres sobre os homens. 
Feminismo clama por igualdade, pelo fim 
da dominação de um gênero sobre outro. 
Feminismo não é o contrário de machismo. 
Machismo é um sistema de dominação. Fe-
minismo é uma luta por direitos iguais. Fe-
minismo não tem nada a ver com deixar de 
usar batom, salto ou cercear sua liberdade 
sexual. Ninguém vai confiscar sua cartei-
rinha de feminista se você usar rímel. Mas 
te abre para a possibilidade de só usar ma-
quiagem quando quiser, não porque tem que 
obrigatoriamente estar impecável e linda to-
dos os dias a enfeitar o mundo. Feminismo 
não tem nada a ver com não ter filhos, e sim 
com a escolha de como e quando esses filhos 
virão, e se virão. Feminismo não tem nada 
a ver com não ser feminina. E nem com ser. 
Feminismo tem a ver com liberdade, com eu, 
você, elas e eles podermos todos viver e ser, 
sem ninguém dando pitaco em como deve-
mos nos portar, como devemos nos vestir, o 
que devemos dizer, o que devemos fazer com 
nossos corpos. Outra coisa importante: nem 
todas as feministas estão de acordo a res-
peito de todos os tópicos. Cada um constrói 
seu feminismo. O feminismo não é um livro 
de regras, mas uma discussão, uma conversa, 
um processo. Chega de reproduzir conceitos 
sem sequer parar para pensar neles.
AVERBUCK, C. Carta Capital, 28 set. 2015 (adaptado).
No texto, entre as estratégias argumentati-
vas empregadas para a defesa de um ponto 
de vista, a autora recorre à 
a) definição de feminismo pelo que ele não é 
para confrontar discursos antifeministas. 
b) contradição na caracterização do feminismo 
para contemplar visões antagônicas. 
c) menção a situações cotidianas das mulheres 
para representar o universo feminino. 
d) formulação de perguntas para as quais o lei-
tor terá de encontrar respostas no texto. 
e) explicitação de diferentes opiniões para che-
gar a um consenso sobre o feminismo. 
 11. (Enem) O comportamento do público, em 
geral, parece indicar o seguinte: o texto da 
peça de teatro não basta em si mesmo, não 
é uma obra de arte completa, pois ele só se 
realiza plenamente quando levado ao palco. 
Para quem pensa assim, ler um texto dramá-
tico equivale a comer a massa do bolo antes 
de ele ir para o forno. Mas ele só fica pron-
to mesmo depois que os atores deram vida 
àquelas emoções; que cenógrafos compuse-
ram os espações, refletindo externamente os 
conflitos internos dos envolvidos; que os fi-
gurinistas vestiram os corpos sofredores em 
movimento.
LACERDA, R. Leitores. Metáfora, n. 7, abr. 2012.
Em um texto argumentativo, podem-se en-
contrar diferentes estratégias para guiar o 
leitor por um raciocínio e chegar a deter-
minada conclusão. Para defender sua ideia 
a favor da incompletude do texto dramático 
fora do palco, o autor usa como estratégia 
argumentativa a 
a) comoção. 
b) analogia. 
c) identificação. 
d) contextualização. 
e) enumeração. 
86
12. (Enem) A origem da capoeira está ligada à 
escravidão brasileira, pois nasceu como ele-
mento de resistência à opressão do negro 
escravo naquela época. Considerados como 
mercadorias, os negros eram submetidos à 
vontade e aos desmandos de seus senhores. 
O castigo, a humilhação e o medo foram for-
mas de manutenção e controle desse siste-
ma. A forma mais importante de resistência 
a essas condições de vida foram as fugas. A 
capoeira surge nesse contexto como elemen-
to de resistência física, diante da necessi-
dade de autodefesa à opressão, utilizando 
seu corpo para confrontar seus opressores; e 
resistência cultural, proveniente da necessi-
dade do negro escravo de se fazer humano, 
reconstruindo sua identidade.
Disponível em: http://ebookbrowsee.net. 
Acesso em: 28 jan. 2014 (adaptado).
O contexto do surgimento da prática da ca-
poeira no Brasil marca física, histórica e 
culturalmente essa manifestação corporal, 
caracterizando-a como uma 
a) prática corporal de controle das ações huma-
nas. 
b) forma de reconstrução identitária como de-
fesa do negro. 
c) atividade física esportiva de cunho competi-
tivo entre negros. 
d) maneira de adaptação da cultura negra à so-
ciedade escravocrata. 
e) manifestação cultural das relações simétri-
cas entre escravos e senhores. 
 13. (Enem) Você sabe a diferença entre comuni-
cação síncrona e assíncrona?
A forma síncronapermite a comunicação 
entre as pessoas em tempo real, ou seja, o 
emissor envia uma mensagem para o recep-
tor e este a recebe quase que instantanea-
mente, como numa conversa por telefone. 
São exemplos deste tipo de comunicação o 
chat e a videoconferência.
Já a forma assíncrona dispensa a participa-
ção simultânea das pessoas, ou seja, o emis-
sor envia uma mensagem ao receptor, o qual 
poderá ler e responder esta mensagem em 
outro momento. São exemplos deste tipo de 
comunicação o correio eletrônico, o fórum e 
a lista de discussão.
Correio eletrônico — o que é e-mail?
Correio eletrônico, ou simplesmente e-mail 
(abreviatura de electronic mail), é uma fer-
ramenta que permite compor, enviar e re-
ceber mensagens, textos, figuras e outros 
arquivos pela internet. É um modo assín-
crono de comunicação, ou seja, independe 
da presença simultânea do remetente e do 
destinatário da mensagem, sendo muito prá-
tico quando a comunicação precisa ser feita 
entre pessoas que estejam muito distantes, 
em diferentes fusos horários.
BRASIL. MEC/Proinfo. Disponível em: www.eproinfo.
mec.gov.br. Acesso em: 17 jan. 2014 (adaptado).
O texto evidencia que um dos fatores deter-
minantes para a escolha do e-mail como uma 
forma de comunicação é o(a) 
a) presença do interlocutor. 
b) emergência do contato. 
c) disponibilidade dos meios de comunicação. 
d) alcance espaço-temporal da mensagem. 
e) relação entre os interlocutores. 
 14. (Enem) Uma noite em 67, de Renato Terra e 
Ricardo Calil. Editora Planeta, 296 páginas.
Mas foi uma noite, aquela noite de sábado 
21 de outubro de 1967, que parou o nosso 
país. Parou pra ver a finalíssima do III Festi-
val da Record, quando um jovem de 24 anos 
chamado Eduardo Lobo, o Edu Lobo, saiu 
carregado do Teatro Paramount em São Paulo 
depois de ganhar o prêmio máximo do fes-
tival com Ponteio, que cantou acompanhado 
da charmosa e iniciante Marília Medalha.
Foi naquela noite que Chico Buarque entoou 
sua Roda viva ao lado do MPB-4 de Magro, o 
arranjador. Que Caetano Veloso brilhou can-
tando Alegria, alegria com a plateia ao som 
das guitarras dos Beat Boys, que Gilberto Gil 
apresentou a tropicalista Domingo no par-
que com os Mutantes.
Aquela noite que acabou virando filme, em 
2010, nas mãos de Renato Terra e Ricardo 
Calil, agora virou livro. O livro que está sen-
do lançado agora é a história daquela noite, 
ampliada e em estado que no jargão jorna-
lístico chamamos de matéria bruta. Quem 
viu o filme vai se deliciar com as histórias 
– e algumas fofocas – que cada um tem para 
contar, agora sem os cortes necessários que 
um filme exige. E quem não viu o filme tem 
diante de si um livro de histórias, pensando 
bem, de História.
VILLAS, A. Disponível em: www.cartacapital.com.
br. Acesso em: 18 jun. 2014 (adaptado).
Considerando os elementos constitutivos dos 
gêneros textuais circulantes na sociedade, 
nesse fragmento de resenha predominam 
a) caracterizações de personalidades do con-
texto musical brasileiro dos anos 1960. 
b) questões polêmicas direcionadas à produção 
musical brasileira nos anos 1960. 
c) relatos de experiências de artistas sobre os 
festivais de música de 1967. 
d) explicações sobre o quadro cultural do Brasil 
durante a década de 1960. 
e) opiniões a respeito de uma obra sobre a cena 
musical de 1967. 
87
15. (Enem) TEXTO I
Frevo: Dança de rua e de salão, é a grande 
alucinação do Carnaval pernambucano. Tra-
ta-se de uma marcha de ritmo frenético, que 
é a sua característica principal. E a multidão 
ondulando, nos meneios da dança, fica a fer-
ver. E foi dessa ideia de fervura (o povo pro-
nuncia frevura, frever) que se criou o nome 
frevo.
CASCUDO, L. C. Dicionário do folclore brasileiro. 
São Paulo: Global, 2001 (adaptado). 
TEXTO II
Frevo é Patrimônio Imaterial da Humanida-
de
O frevo, ritmo genuinamente pernambuca-
no, agora é do mundo. A música que hipno-
tiza milhões de foliões e dá o tom do Carna-
val no estado foi oficialmente reconhecida 
como Patrimônio material da Humanidade. 
O anúncio foi feito em Paris, nesta quarta-
-feira, durante cerimônia da Organização 
das Nações Unidas para a Educação, a Ciên-
cia e a Cultura (Unesco).
Disponível em: www.diariodepernambuco.
com.br. Acesso em: 14 jun. 2015.
Apesar de abordarem o mesmo tema, os tex-
tos I e II diferenciam-se por pertencerem a 
gêneros que cumprem, respectivamente, a 
função social de 
a) resumir e avaliar. 
b) analisar e reportar. 
c) definir e informar 
d) comentar e explanar. 
e) discutir e conscientizar. 
GAbARito
1. C 2. E 3. E 4. B 5. C
6. D 7. E 8. A 9. A 10. A
11. B 12. B 13. D 14. E 15. C
89
(Enem) A trajetória de Liesel Meminger é contada por uma narradora mórbida, surpreenden-
temente simpática. Ao perceber que a pequena ladra de livros lhe escapa, a Morte afeiçoa-se à 
menina e rastreia suas pegadas de 1939 a 1943. Traços de uma sobrevivente: a mãe comunista, 
perseguida pelo nazismo, envia Liesel e o irmão para o subúrbio pobre de uma cidade alemã, onde 
um casal se dispõe a adotá-los por dinheiro. O garoto morre no trajeto e é enterrado por um coveiro 
que deixa cair um livro na neve. É o primeiro de uma série que a menina vai surrupiar ao longo 
dos anos. O único vínculo com a família é esta obra, que ela ainda não sabe ler.
A vida ao redor é a pseudorrealidade criada em torno do culto a Hitler na Segunda Guerra. Ela 
assiste à eufórica celebração do aniversário do Führer pela vizinhança. A Morte, perplexa diante 
da violência humana, dá um tom leve e divertido à narrativa deste duro confronto entre a infância 
perdida e a crueldade do mundo adulto, um sucesso absoluto – e raro – de crítica e público.
Disponível em: www.odevoradordelivros.com. Acesso em: 24 jun. 2014.
Os gêneros textuais podem ser caracterizados, dentre outros fatores, por seus objetivos. Esse frag-
mento é um(a) 
a) reportagem, pois busca convencer o interlocutor da tese defendida ao longo do texto. 
b) resumo, pois promove o contato rápido do leitor com uma informação desconhecida. 
c) sinopse, pois sintetiza as informações relevantes de uma obra de modo impessoal. 
d) instrução, pois ensina algo por meio de explicações sobre uma obra específica. 
e) resenha, pois apresenta uma produção intelectual de forma crítica. 
AplicAção dos conhecimentos - sAlA
MODELO 1
Tema: Gêneros textuais
Construção da habilidade: O reconhecimento de gêneros textuais, gesto muito frequente nas 
provas do ENEM, será trabalhado neste exercício. Vale lembrar, portanto, que, todo texto apresenta 
características pontuais que o vinculam a um determinado "tipo textual"
Competência: 7 Habilidade: 21
AULA 2
90
(Enem) 
Pela evolução do texto, no que se refere à linguagem empregada, percebe-se que a garota 
a) deseja afirmar-se como nora por meio de uma fala poética 
b) utiliza expressões linguísticas próprias do discurso infantil. 
c) usa apenas expressões linguísticas presentes no discurso formal. 
d) se expressa utilizando marcas do discurso formal e do informal. 
e) usa palavras com sentido pejorativo para assustar o interlocutor. 
MODELO 2
Tema: Quadrinhos e interpretção de texto
Construção da habilidade: O exercício trabalha a partir da ideia de que as competências lin-
guísticas do falante envolvem conseguir reconhecer marcas linguísticas que determinam usos que 
pertencentes ao campo formal versus os que pertencem ao campo informal
Competência: 8 Habilidade: 25
91
(Enem) TEXTO I
 
TEXTO II
Imaginemos um cidadão, residente na periferia de um grande centro urbano, que diariamente 
acorda às 5h para trabalhar, enfrenta em média 2 horas de transporte público, em geral lotado, 
para chegar às 8h ao trabalho. Termina o expediente às 17h e chega em casa às 19h para, aí sim, 
cuidar dos afazeres domésticos, dos filhos etc. Como dizer a essa pessoa que ela deve praticar 
exercícios, pois é importante para sua saúde? Como ela irá entender a mensagem da importância 
do exercíciofísico? A probabilidade de essa pessoa praticar exercícios regularmente é significa-
tivamente menor que a de pessoas da classe média/alta que vivem outra realidade. Nesse caso, 
a abordagem individual do problema tende a fazer com que a pessoa se sinta impotente em não 
conseguir praticar exercícios e, consequentemente, culpada pelo fato de ser ou estar sedentária.
FERREIRA, M. S. Aptidão física e saúde na educação física escolar: ampliando o enfoque. RBCE, n. 2, jan. 2001 (adaptado).
O segundo texto, que propõe uma reflexão sobre o primeiro acerca do impacto de mudanças no 
estilo de vida na saúde, apresenta uma visão 
a) medicalizada, que relaciona a prática de exercícios físicos por qualquer indivíduo à promoção da saúde. 
b) ampliada, que considera aspectos sociais intervenientes na prática de exercícios no cotidiano. 
c) crítica, que associa a interferência das tarefas da casa ao sedentarismo do indivíduo. 
d) focalizada, que atribui ao indivíduo a responsabilidade pela prevenção de doenças. 
e) geracional, que preconiza a representação do culto à jovialidade. 
Tema: Gêneros textuais
Construção da habilidade: O exercício trabalha a partir da ideia de que as competências 
linguísticas do falante envolvem conseguir vincular informações existentes entre dois tipos de 
texto, percebendo neles alguma definição de ideia geral
AL.
Competência: 7 Habilidade: 21
MODELO 3
92
Tema: Gêneros textuais
Construção da habilidade: O exercício trabalha a partir da ideia de que as competências 
linguísticas do falante envolvem conseguir reconhecer marcas linguísticas que determinam usos que 
pertencentes ao campo formal versus o que pertencem ao campo informal
Competência: 7 Habilidade: 21
MODELO 4
(Enem) 
 
A utilização de determinadas variedades linguísticas em campanhas educativas tem a função de 
atingir o público-alvo de forma mais direta e eficaz. No caso desse texto, identifica-se essa estra-
tégia pelo(a) 
a) discurso formal da língua portuguesa. 
b) registro padrão próprio da língua escrita. 
c) seleção lexical restrita à esfera da medicina. 
d) fidelidade ao jargão da linguagem publicitária. 
e) uso de marcas linguísticas típicas da oralidade. 
93
RAio X - Análise eXpositivA
 1. O texto apresenta uma breve apreciação e descrição de uma obra literária com o objetivo de apre-
sentá-la de forma sintetizada, apontando, guiando e convidando o leitor a conhecer o livro na 
integra. Assim, é correta a opção [E] que define o fragmento como uma resenha por apresentar 
uma produção intelectual de forma crítica. .
 2. A formalidade do discurso da garota é interrompida no último quadro, quando usa a expressão “vai 
ter de tomar jeito”, típica da linguagem informal, para insinuar que, quando casar com Hamlet, 
Hagar deve melhorar o seu comportamento. 
 3. A descrição da rotina comum às camadas da população que são sujeitas a sobrecarga laboral diária, 
dificuldades de locomoção entre local de trabalho e residência e execução de tarefas domésticas 
revela que a probabilidade de essa parcela praticar exercícios regularmente é quase impossível. 
Ou seja, o texto apresenta uma visão ampliada, que considera aspectos sociais intervenientes na 
prática de exercícios no cotidiano, como se afirma em [B]. 
 4. É correta a opção [E], pois o uso de expressões como “está difícil largar” e “ir se acostumando” no 
anúncio revela que marcas linguísticas típicas da oralidade em campanhas educativas têm a função 
de atingir o público-alvo de forma mais direta e eficaz. 
GAbARito
1. E 2. D 3. B 4. E
94
pRáticA dos conhecimentos - e.o.
 1. (Enem) 
Esse texto é uma propaganda veiculada nacionalmente.
Esse gênero textual utiliza-se da persuasão com uma intencionalidade específica. O principal ob-
jetive desse texto é 
a) comprovar que o avanço da dengue no país está relacionado ao fato de a população desconhecer os 
agentes causadores. 
b) convencer as pessoas a se mobilizarem, com o intuito de eliminar os agentes causadores da doença. 
c) demonstrar que a propaganda tem um caráter institucional e, por essa razão, não pretende vender 
produtos. 
d) informar à população que a dengue é uma doença que mata e que, por essa razão, deve ser combatida. 
e) sugerir que a sociedade combata a doença, observando os sintomas apresentados e procurando auxílio 
médico.
 2. (Enem) E a sujeira virou arte
Dia após dia, a poluição invisível dos canos de descarga vai grudando nos muros junto à fuligem de 
fogueiras acesas por moradores de rua, até que não seja mais possível distinguir o limpo original do 
sujo acumulado. É nesse momento que surge o artista visual Drin Cortes, 27. Com um pano úmido, 
um pincel e uma garrafa de água — e nada além —, ele tem transformado a paisagem da capital 
mineira ao usar a técnica do grafite reverso, que consiste em apagar a sujeira para criar desenhos que 
dialogam com a problemática da cidade. O trabalho [atual] consiste em desenhar rostos de pessoas 
Prescrição: Para resolver os exercícios dessa aula, será necessário instrumentalizar conhecimentos 
a respeito de linguagem coloquial (usos orais) e de linguagem prescritiva (usos relacionados à 
gramática normativa). Isso envolve saber diferenciar usos linguísticos espaciais (regionais), temporais 
(históricos), sociais e também situacionais.
95
desaparecidas, que tenham em sua história 
alguma relação com as drogas. “Esse lugar 
respira o problema da droga. O usuário de 
crack muitas vezes é tratado de forma hostil. 
Essa é uma forma de as pessoas passarem por 
aqui e olharem duas vezes para aquilo que a 
sujeira esconde. E que, na verdade, elas não 
veem porque não querem”, diz.
SIMÕES, L. Disponível em: www.otempo.com.br. 
Acesso em: 3 fev. 2015 (adaptado).
A arte pode representar padrões de beleza ou 
ter o propósito de questioná-los, permitindo 
que a sociedade reveja valores e preconcei-
tos. O artista Drin Cortes utiliza da técnica 
do grafite reverso com o objetivo de 
a) ressaltar o descaso do poder público com a 
limpeza. 
b) evidenciar a humanidade dos usuários de 
drogas. 
c) apresentar a estética da paisagem urbana. 
d) destacar a poética dos espaços públicos. 
e) debater o perigo da poluição. 
 3. (Enem) Chamou-me o bragantino e levou-
-me pelos corredores e pátios até ao hospício 
propriamente. Aí é que percebi que ficava e 
onde, na seção, na de indigentes, aquela em 
que a imagem do que a Desgraça pode so-
bre a vida dos homens é mais formidável. O 
mobiliário, o vestuário das camas, as camas, 
tudo é de uma pobreza sem par. Sem fazer 
monopólio, os loucos são da proveniência 
mais diversa, originando-se em geral das 
camadas mais pobres da nossa gente pobre. 
São de imigrantes italianos, portugueses e 
outros mais exóticos, são os negros roceiros, 
que teimam em dormir pelos desvãos das ja-
nelas sobre uma esteira esmolambada e uma 
manta sórdida; são copeiros, cocheiros, mo-
ços de cavalariça, trabalhadores braçais. No 
meio disto, muitos com educação, mas que 
a falta de recursos e proteção atira naquela 
geena social.
BARRETO, L. Diário do hospício e O cemitério dos vivos. 
São Paulo: Cosac & Naify, 2010.
No relato de sua experiência no sanatório 
onde foi interno, Lima Barreto expõe uma 
realidade social e humana marcada pela ex-
clusão. Em seu testemunho, essa reclusão 
demarca uma 
a) medida necessária de intervenção terapêuti-
ca. 
b) forma de punição indireta aos hábitos desre-
grados. 
c) compensação para as desgraças dos indiví-
duos. 
d) oportunidade de ressocialização em um novo 
ambiente. 
e) conveniência da invisibilidade a grupos vul-
neráveis e periféricos.
 4. (Enem) O valor das coisas
Você deve ter notado que a revista custa R$ 
13. Não é pouco, eu sei. É mais que boa par-
te das revistas — e olha que muitas delas 
têm papel mais grosso, mais brilhante, uma 
atitude mais arrogante, mais de quem sabe 
de tudo. Se você desembolsou R$ 13 para ler 
estas linhas, é porque, de algumamaneira, 
você enxergou valor aqui neste trabalho que 
nós fazemos. Temos muito orgulho disso, e 
muita consciência da responsabilidade que 
isso implica.
Esta edição fala muito deste assunto: o va-
lor das coisas. Ficar antenados nas ideias 
transformadoras que estão mudando a lógi-
ca de tudo é nossa obrigação aqui na revis-
ta. Acreditamos que, assim, entregaremos a 
você uma publicação que ajude a entender as 
coisas e a tomar as decisões certas para viver 
bem. É esse o meu compromisso com você. 
Prometo que vamos trabalhar duro todos os 
dias para que a revista valha cada centavo 
que você gasta conosco.
Grande abraço,
Diretor de Redação.
BURGIERMAN, D. R. Superinteressante, 
ed. 317, abr. 2013 (adaptado).
As cartas ao leitor, publicadas em revistas, 
valem-se de diversas estratégias argumenta-
tivas, por meio das quais se busca construir 
uma relação de cumplicidade entre revista e 
público-alvo e promover a adesão do leitor 
à publicação. Nessa carta, constrói-se uma 
imagem de revista que 
a) busca o menor preço para garantir economia 
ao leitor. 
b) respeita o leitor e tem consciência de sua 
responsabilidade em fazer um trabalho de 
qualidade. 
c) assume diante do leitor sua diferença em re-
lação a outras revistas que estão no merca-
do. 
d) privilegia ideias transformadoras que estão 
mudando a lógica de tudo no mundo. 
e) justifica seu investimento porque precisa me-
lhorar seu padrão gráfico.
5. (Enem) Inspiração no lixo
O paulistano Jaime Prades, um dos precur-
sores do grafite e da arte urbana, chegou ao 
lixo por sua intensa relação com as ruas de 
São Paulo. “A partir da década de 1980, pas-
sei a perceber o desastre que é a ecologia 
urbana. Quando a gente fala em questão am-
biental, sempre se refere à natureza, mas a 
crise ambiental urbana é forte”, diz Prades. 
Inspirado pela obra de Frans Krajcberg, há 
quatro anos Jaime Pradez decidiu construir 
96
uma árvore gigante no Parque do Ibirapuera 
ou em outro local público, feita com sobras 
de madeira garimpadas em caçambas. “Elas 
são como os intestinos da cidade, são vís-
ceras expostas”, conta Prades. “Percebi que 
cada pedaço de madeira carregava a memó-
ria da árvore de onde ela veio. Percebi que 
não estava só reciclando, e sim resgatando”. 
Sua árvore gigante ainda não vingou, mas 
a ideia evoluiu. Agora, ele pretende criar 
uma plataforma na internet para estimular 
outros artistas a fazer o mesmo. “Teríamos 
uma floresta virtual planetária, na qual se 
colocariam essas questões de forma poética, 
criando uma discussão enriquecedora.”
VIEIRA, A. National Geographic Brasil, n. 65-A, 2015.
O texto tematiza algumas transformações 
das funções da arte na atualidade. No tra-
balho citado, do artista Jaime Prades, con-
sidera-se a 
a) reflexão sobre a responsabilidade ambiental 
homem. 
b) valorização da poética em detrimento do 
conteúdo. 
c) preocupação com o belo encontrado na na-
tureza. 
d) percepção da obra como suporte da memó-
ria. 
e) reutilização do lixo como forma de consumo.
 6. (Enem) Ser pai faz bem para a pressão!
Uma pesquisa feita pela Brigham Young Uni-
versity, nos EUA, indica que a paternidade 
pode ajudar a manter a pressão arterial bai-
xa. Os dados foram medidos em 198 adul-
tos, monitorados por aparelhos anexados ao 
braço, em intervalos aleatórios, durante 24 
horas. Comparada às do grupo de adultos 
sem filhos, a média dos pais foi inferior em 
4,5 pontos para a pressão arterial diastólica. 
Julianne Holt-Lunstad, autora do estudo, diz 
que outros fatores (como atividades físicas) 
também colaboram para reduzir esses níveis 
e que o objetivo da pesquisa é comprovar 
como fatores sociais colaboram para a saú-
de do corpo. “Isso não significa que quan-
to mais crianças você tiver, melhor será sua 
pressão sanguínea. Os resultados estão co-
nectados a essa relação de parentesco, mas 
sem considerar o número de sucessores ou 
situação profissional”, pondera Julianne.
ALVES, I. Vivasaúde, n. 83, s.d.
O texto apresenta resultados de uma pesqui-
sa científica, objetivando 
a) informar o leitor leigo a respeito dos resul-
tados obtidos, com base em dados monitora-
dos. 
b) sensibilizar o leitor acadêmico a respeito da 
paternidade, com apoio nos comentários da 
pesquisadora. 
c) persuadir o leitor especializado a se benefi-
ciar do exercício da paternidade, com base 
nos dados comparados. 
d) dar ciência ao leitor especializado da valida-
de da investigação, com base na reputação 
da instituição promotora. 
e) instruir o leitor leigo a respeito da validade 
relativa da investigação, com base nas de-
clarações da pesquisadora.t
 7. (Enem) Boa parte dos usuários da internet 
— em especial aqueles que têm perfis em 
redes sociais – já receberam alguma notícia 
por meio dessas ferramentas antes mesmo 
da publicação nos grandes portais, rádio ou 
televisão. Na maioria das vezes, uma pessoa 
que presenciou o fato descreve o que acon-
teceu e o assunto se espalha pela rede. Essa 
é uma rotina cada vez mais comum à me-
dida que aumenta o acesso à internet e às 
mídias sociais, além da mudança de perfil 
dos blogs, que já estão na rede há mais de 10 
anos. Os pesquisadores atualmente debatem 
a relevância dos conteúdos colaborativos nos 
meios de comunicação, como discernir notí-
cias reais de spam (lixo eletrônico) e como 
essa forma de publicar notícias pode melho-
rar os jornais e demais mídias. Todo cidadão 
pode ser um produtor de notícias, e lidar 
com esse cenário em que as notícias vêm de 
todos os falos é um desafio.
SANTANA, A. E. Disponível em: www.ebc.com.br. 
Acesso em: 18 maio 2013 (adaptado).
Ao valorizar a descentralização da produção 
de informações, o texto explicita que o prin-
cipal impacto das comunidades virtuais na 
comunicação contemporânea é o(a) 
a) crescimento do número de leitores. 
b) agilidade na veiculação de notícias. 
c) aproximação entre leitores e editores. 
d) possibilidade da visão correta do fato. 
e) aumento da qualidade das publicações.
 8. (Enem) Doutor dos sentimentos
Veja quem é e o que pensa o português An-
tónio Damásio, um dos maiores nomes da 
neurociência atual, sempre em busca de des-
vendar os mistérios do cérebro, das emoções 
e da consciência
Ele é baixo, usa óculos, tem cabelos brancos 
penteados para trás e costuma vestir terno e 
gravata. A surpresa vem quando começa a fa-
lar. António Damásio não confirma em nada 
o clichê que se tem de cientista. Preocupado 
em ser o mais didático possível, tenta, pa-
cientemente, com certa graça e até ironia, 
sempre que cabível, traduzir para os leigos 
estudos complexos sobre o cérebro. Portu-
guês, Damásio é um dos principais expoen-
tes da neurociência atual.
97
Diferentemente de outros neurocientistas, 
que acham que apenas a ciência tem res-
postas à compreensão da mente, Damásio 
considera que muitas ideias não provêm ne-
cessariamente daí. Para ele, um substrato im-
prescindível para entender a mente, a consci-
ência, os sentimentos e as emoções advém da 
vida intuitiva, artística e intelectual. Fora dos 
meios científicos, o nome de Damásio come-
çou a ser celebrado na década de 1990, quan-
do lançou seu primeiro livro, uma obra que 
fala de emoção, razão e do cérebro humano.
TREFAUT, M. P. 
Disponível em: http://revistaplaneta.terra.com.br. 
Acesso em: 2 set. 2014 (adaptado).
Na organização do texto, a sequência que 
atende à função sociocomunicativa de apre-
sentar objetivamente o cientista António 
Damásio é a 
a) descritiva, pois delineia um perfil do profes-
sor. 
b) injuntiva, pois faz um convite à leitura de 
sua obra. 
c) argumentativa, pois defende o seu comporta-
mento incomum. 
d) narrativa, pois são contados fatos relevantes 
ocorridos em sua vida. 
e) expositiva, pois traz as impressões da autora 
a respeito de seu trabalho. 
 9.
Nesse cartaz publicitário de uma empresa de 
papel e celulose, a combinação dos elemen-
tos verbais e não verbais visa 
a) justificar os prejuízos ao meioambiente, ao 
vincular a empresa à difusão da cultura. 
b) incentivar a leitura de obras literárias, ao re-
ferir-se a títulos consagrados do acervo mun-
dial. 
c) seduzir o consumidor, ao relacionar o anun-
ciante às histórias clássicas da literatura uni-
versal. 
d) promover uma reflexão sobre a preservação 
ambiental ao aliar o desmatamento aos clás-
sicos da literatura. 
e) construir uma imagem positiva do anuncian-
te, ao associar a exploração alegadamente 
sustentável à produção de livros. 
 10. (Enem) TEXTO I
Terezinha de Jesus
De uma queda foi ao chão
Acudiu três cavalheiros
Todos os três de chapéu na mão
O primeiro foi seu pai
O segundo, seu irmão
O terceiro foi aquele
A quem Tereza deu a mão
BATISTA, M. F. B. M.; SANTOS, I. M. F. (Org.). Cancioneiro 
da Paraíba. João Pessoa: Grafset, 1993 (adaptado).
TEXTO II
Outra interpretação é feita e partir das con-
dições sociais daquele tempo. Para a ama e 
para a criança para quem cantava a cantiga, 
e música falava do casamento como um des-
tino natural na vida da mulher, na sociedade 
brasileira do século XIX, marcada pelo pa-
triarcalismo. A música prepara a moça para 
o seu destino não apenas inexorável, mas 
desejável; o casamento, estabelecendo uma 
hierarquia de obediência (pai, irmão mais 
velho, marido), de acordo com a época e cir-
cunstâncias de sua vida.
Disponível em: http://provsjose.blogspot.
com.br. Acesso em: 5 dez. 2012.
O comentário do Texto II sobre o Texto I evo-
ca a mobilização da língua oral que, em de-
terminados contextos, 
a) assegura existência de pensamentos contrá-
rios à ordem vigente. 
b) mantém a heterogeneidade das formas de re-
lações sociais. 
c) conserva a influência sobre certas culturas. 
d) preserva a diversidade cultural e comporta-
mental. 
e) reforça comportamentos e padrões culturais.
 11. (Enem) TEXTO I
 
TEXTO II
Speto
Paulo César Silva, mais conhecido como Spe-
to, é um grafiteiro paulista envolvido com 
o skate e a música. O fortalecimento de sua 
98
arte ocorreu, em 1999, pela oportunidade 
de ver de perto as referências que trazia há 
tempos, ao passar por diversas cidades do 
Norte do Brasil em uma turnê com a banda 
O Rappa.
Revista Zupi, n. 19, 2010.
O grafite do artista paulista Speto, exposto 
no Museu Afro Brasil, revela elementos da 
cultura brasileira reconhecidos 
a) na influência da expressão abstrata. 
b) na representação de lendas nacionais. 
c) na inspiração das composições musicais. 
d) nos traços marcados pela xilogravura nor-
destina. 
e) nos usos característicos de grafismos dos 
skates. 
 12. (Enem) É viajando pelo mundo que os dois 
profissionais do Living Tongues lnstitute 
for Endangered Languages reúnem subsí-
dios para formar os chamados “dicionários 
falantes” de idiomas em fase de extinção, 
com poucos falantes no planeta. “A maioria 
das línguas do mundo é oral, o que significa 
que não estão escritas ou seus falantes não 
costumam escrevê-las. E, apesar de os proje-
tos tradicionais dos linguistas serem os de 
escrever gramáticas e dicionários, gostamos 
de pensar em línguas vivas, e saber que as 
pessoas as estão falando. Então, se você vai 
a um dicionário, deve ser capaz de ouvi-lo. 
Foi com isso em mente que criamos os dicio-
nários para oito de algumas das línguas mais 
ameaçadas do mundo”, disse o linguista K. 
David Harrison. Para os ativistas de cada co-
munidade com idioma ameaçado, esse dicio-
nário é uma ferramenta que pode ser usada 
para disseminar o conhecimento da língua 
entre os mais jovens. Para todas as outras 
pessoas interessadas, é a oportunidade de 
encontrar sons e formas de discursos huma-
nos desconhecidos para grande parte da po-
pulação do globo. É a diversidade linguística 
escondida e que agora pode ser revelada.
Disponível em: http://revistalingua.uol.com.
br. Acesso em: 28 jul. 2012 (adaptado).
Considerando o projeto dos “dicionários fa-
lantes”, compreende-se que o trabalho dos 
linguistas apresentado no texto objetiva 
a) destacar a importância desse tipo de iniciati-
va para a reconstituição de línguas extintas. 
b) ratificar a tradição oral como instrumento de 
preservação das línguas no mundo. 
c) demonstrar a existência de registros linguís-
ticos sob risco de desaparecer. 
d) preservar a memória cultural de um povo por 
meio de registros escritos. 
e) estimular projetos voltados para a escrita de 
gramáticas e dicionários. 
 13. (Enem) O hoax, como é chamado qualquer 
boato ou farsa na internet, pode espalhar 
vírus entre os seus contatos. Falsos sorteios 
de celulares ou frases que Clarice Lispector 
nunca disse são exemplos de hoax. Trata-
-se de boatos recebidos por e-mail ou com-
partilhados em redes sociais. Em geral, são 
mensagens dramáticas ou alarmantes que 
acompanham imagens chocantes, falam de 
crianças doentes ou avisam sobre falsos ví-
rus. O objetivo de quem cria esse tipo de 
mensagem pode ser apenas se divertir com 
a brincadeira (de mau gosto), prejudicar a 
imagem de uma empresa ou espalhar uma 
ideologia política. 
Se o hoax for do tipo phishing (derivado 
de fishing, pescaria, em inglês) o problema 
pode ser mais grave: o usuário que clicar 
pode ter seus dados pessoais ou bancários 
roubados por golpistas. Por isso é tão im-
portante ficar atento.
VIMERCATE, N. Disponível em: www.techtudo.com.br. 
Acesso em: 1 maio 2013 (adaptado).
Ao discorrer sobre os hoaxes, o texto suge-
re ao leitor, como estratégia para evitar essa 
ameaça, 
a) recusar convites de jogos e brincadeiras fei-
tos pela internet. 
b) analisar a linguagem utilizada nas mensa-
gens recebidas. 
c) classificar os contatos presentes em suas re-
des sociais. 
d) utilizar programas que identifiquem falsos 
vírus. 
e) desprezar mensagens que causem comoção
 14. (Enem)
Rompendo com as paredes retas e com a geo-
metrização clássica acadêmica, os arquitetos 
modernistas desenvolveram seus projetos 
graças também a um momento de industria-
lização e modernização do Brasil. Observan-
do a imagem apresentada, analisa-se que 
a) Niemeyer projetou os edifícios de Brasília 
com a intenção de impor a arquitetura sobre 
a natureza, seguindo os princípios da arqui-
tetura moderna. 
b) o Palácio da Alvorada, em Brasília, na posi-
ção horizontal, permite fazer uma integração 
do edifício com a paisagem do cerrado e o 
horizonte, um conceito de vanguarda para a 
arquitetura da época. 
99
c) Niemeyer projetou o Palácio da Alvorada com 
colunas de linhas quebradas e rígidas, com o 
propósito de unir as tendências recentes da 
arquitetura moderna, criando um novo estilo. 
d) os prédios de Brasília são elevados e susten-
tados por colunas, deixando um espaço livre 
sob o edifício, com o objetivo de separar o 
ambiente externo do interno, trazendo mais 
harmonia à obra. 
e) Niemeyer projetou os edifícios de Brasília 
com espaços amplos, colunas curvas, janelas 
largas e grades de proteção, separando os jar-
dins e praças da área útil do prédio.
15. (Enem) Distantes uma da outra quase 100 
anos, as duas telas seguintes, que integram 
o patrimônio cultural brasileiro, valorizam a 
cena da primeira missa no Brasil, relatada 
na carta de Pero Vaz de Caminha. Enquanto 
a primeira retrata fielmente a carta, a se-
gunda — ao excluir a natureza e os índios 
— critica a narrativa do escrivão da frota de 
Cabral. Além disso, na segunda, não se vê a 
cruz fincada no altar.
 
Ao comparar os quadros e levando-se em con-
sideração a explicação dada, observa-se que 
a) a influência da religião católica na catequiza-
ção do povo nativo é objeto das duas telas. 
b) a ausência dos índios na segunda tela signi-
fica que Portinari quis enaltecer o feito dos 
portugueses. 
c) ambas, apesar de diferentes, retratam um 
mesmo momento e apresentam uma mesma 
visão do fato histórico. 
d) a segunda tela, ao diminuir o destaque da 
cruz, nega a importância da religião no pro-
cesso dos descobrimentos. 
e) a tela de Victor Meirelles contribuiupara 
uma visão romantizada dos primeiros dias 
dos portugueses no Brasil.
GAbARito
1. D 2. C 3. E 4. B 5. A
6. A 7. B 8. A 9. E 10. E
11. D 12. B 13. B 14. B 15. E
Literatura
L C
ENTRE
LETRAS
L C
RPA ENEM
Competência 1 – Aplicar as tecnologias da comunicação e da informação na escola, no trabalho e em outros contextos relevantes para 
sua vida.
H1 Identificar as diferentes linguagens e seus recursos expressivos como elementos de caracterização dos sistemas de comunicação.
H2 Recorrer aos conhecimentos sobre as linguagens dos sistemas de comunicação e informação para resolver problemas sociais.
H3 Relacionar informações geradas nos sistemas de comunicação e informação, considerando a função social desses sistemas.
H4 Reconhecer posições críticas aos usos sociais que são feitos das linguagens e dos sistemas de comunicação e informação.
Competência 2 – Conhecer e usar língua(s) estrangeira(s) moderna(s) (LEM) como instrumento de acesso a informações e a outras 
culturas e grupos sociais.
H5 Associar vocábulos e expressões de um texto em LEM ao seu tema.
H6 Utilizar os conhecimentos da LEM e de seus mecanismos como meio de ampliar as possibilidades de acesso a informações, tecnologias e culturas.
H7 Relacionar um texto em LEM, as estruturas linguísticas, sua função e seu uso social.
H8 Reconhecer a importância da produção cultural em LEM como representação da diversidade cultural e linguística.
Competência 3 – Compreender e usar a linguagem corporal como relevante para a própria vida, integradora social e formadora da 
identidade.
H9 Reconhecer as manifestações corporais de movimento como originárias de necessidades cotidianas de um grupo social.
H10 Reconhecer a necessidade de transformação de hábitos corporais em função das necessidades cinestésicas.
H11
Reconhecer a linguagem corporal como meio de interação social, considerando os limites de desempenho e as alternativas de adaptação para 
diferentes indivíduos.
Competência 4 – Compreender a arte como saber cultural e estético gerador de significação e integrador da organização do mundo e 
da própria identidade.
H12 Reconhecer diferentes funções da arte, do trabalho da produção dos artistas em seus meios culturais.
H13 Analisar as diversas produções artísticas como meio de explicar diferentes culturas, padrões de beleza e preconceitos.
H14 Reconhecer o valor da diversidade artística e das inter-relações de elementos que se apresentam nas manifestações de vários grupos sociais e étnicos.
Competência 5 – Analisar, interpretar e aplicar recursos expressivos das linguagens, relacionando textos com seus contextos, mediante 
a natureza, função, organização, estrutura das manifestações, de acordo com as condições de produção e recepção.
H15 Estabelecer relações entre o texto literário e o momento de sua produção, situando aspectos do contexto histórico, social e político.
H16 Relacionar informações sobre concepções artísticas e procedimentos de construção do texto literário.
H17 Reconhecer a presença de valores sociais e humanos atualizáveis e permanentes no patrimônio literário nacional.
Competência 6 – Compreender e usar os sistemas simbólicos das diferentes linguagens como meios de organização cognitiva da 
realidade pela constituição de significados, expressão, comunicação e informação.
H18 Identificar os elementos que concorrem para a progressão temática e para a organização e estruturação de textos de diferentes gêneros e tipos.
H19 Analisar a função da linguagem predominante nos textos em situações específicas de interlocução.
H20 Reconhecer a importância do patrimônio linguístico para a preservação da memória e da identidade nacional
Competência 7 – Confrontar opiniões e pontos de vista sobre as diferentes linguagens e suas manifestações específicas.
H21 Reconhecer em textos de diferentes gêneros, recursos verbais e não-verbais utilizados com a finalidade de criar e mudar comportamentos e hábitos.
H22 Relacionar, em diferentes textos, opiniões, temas, assuntos e recursos linguísticos.
H23 Inferir em um texto quais são os objetivos de seu produtor e quem é seu público alvo, pela análise dos procedimentos argumentativos utilizados.
H24
Reconhecer no texto estratégias argumentativas empregadas para o convencimento do público, tais como a intimidação, sedução, comoção, 
chantagem, entre outras.
Competência 8 – Compreender e usar a língua portuguesa como língua materna, geradora de significação e integradora da organização 
do mundo e da própria identidade.
H25 Identificar, em textos de diferentes gêneros, as marcas linguísticas que singularizam as variedades linguísticas sociais, regionais e de registro.
H26 Relacionar as variedades linguísticas a situações específicas de uso social.
H27 Reconhecer os usos da norma padrão da língua portuguesa nas diferentes situações de comunicação.
Competência 9 – Entender os princípios, a natureza, a função e o impacto das tecnologias da comunicação e da informação na sua vida 
pessoal e social, no desenvolvimento do conhecimento, associando-o aos conhecimentos científicos, às linguagens que lhes dão suporte, 
às demais tecnologias, aos processos de produção e aos problemas que se propõem solucionar.
H28 Reconhecer a função e o impacto social das diferentes tecnologias da comunicação e informação.
H29 Identificar pela análise de suas linguagens, as tecnologias da comunicação e informação.
H30 Relacionar as tecnologias de comunicação e informação ao desenvolvimento das sociedades e ao conhecimento que elas produzem
103
POUSSIN, Nicolas. Triomphe de Netune. 1634.
Disponível em: https://www.wikiart.org/pt/nicolas-poussin/triumph-of-neptune-1634
A obra de Poussin possui elementos do movimento classicista, pois
a) valoriza elementos ligados à imaginação, criação e irrealidade.
b) contempla a beleza das formas, o antropocentrismo e o rigor estético antigo.
c) analisa o comportamento humano e social com objetividade.
d) retrata as relações interpessoais com subjetividade.
e) difunde ideais individualistas ligados a fundamentos materialistas.
AplicAção dos conhecimentos - sAlA
MODELO 1
Tema: Classicismo
Construção da habilidade: Dentro da competência da área 4 do Enem, será exigida a capacidade 
de compreender a arte como saber cultural e estético gerador de significação e integrador da organi-
zação do mundo e da própria identidade, com base na escola literária do Classicismo. .
Competência: 4 Habilidade: 12
SEMANA 1
104
A obra de Caspar David Friedrich faz parte da escola literária romântica. Nesse sentido, pode-se 
afirmar que a obra
a) estabelece uma ruptura com a pintura neoclássica, com ênfase nos sentimentos do artista e a valori-
zação da natureza.
b) cria uma continuidade no movimento das obras clássicas com rigor estético.
c) valoriza os itens subjetivos da arte moderna para desenvolver a sua ideia principal.
d) difunde novos pensamentos após o neoclassicismo e exalta o cientificismo.
e) contempla a valorização do humanismo, utilizando a figura do ser humano como foco principal do 
movimento.
MODELO 2
Tema: Romantismo
Construção da habilidade: Dentro da competência da área 4 do Enem, será exigida a capacidade 
de compreender a arte como saber cultural e estético gerador de significação e integrador da organi-
zação do mundo e da própria identidade, com base na escola literária romântica.
Competência: 4 Habilidade: 12
105
Canção do exílio
Minha terra tem palmeiras, 
Onde canta o Sabiá; 
As aves, que aqui gorjeiam, 
Não gorjeiam como lá.
Nosso céu tem mais estrelas, 
Nossas várzeas têm mais flores, 
Nossos bosques têm mais vida, 
Nossa vida mais amores. (...)
(...) Minha terra tem primores, 
Que tais não encontro eu cá; 
Não permita Deus que eu morra, 
Sem que eu volte para lá; 
Sem que desfrute os primores 
Que não encontro por cá; 
Sem qu’inda aviste as palmeiras, 
Onde canta o Sabiá.
Gonçalves Dias, 1843.
Disponível em: https://mundoeducacao.bol.uol.com.br/literatura/primeira-geracao-romantismo-brasileiro.htm (ADAPTADO).O poema constitui a primeira fase romântica da literatura brasileira. Essa obra demonstra as se-
guintes características da época:
a) a valorização do pensamento clássico ao pensar na própria terra como algo singular.
b) o sofrimento por não estar no seu lugar de origem, delimitando um sofrimento exacerbado.
c) a utilização de uma linguagem rebuscada, desempenhando as qualidades de lugar descrito pelo poeta.
d) a contemplação de ideias geográficas sobre a ideia principal do poema pelo autor.
e) a exaltação da natureza e do nacionalismo, valorizando a liberdade e a pátria
Tema: Indianismo
Construção da habilidade: Dentro da competência da área 4 do Enem, será exigida a capaci-
dade de compreender a arte como saber cultural e estético gerador de significação e integrador da 
organização do mundo e da própria identidade, com base na escola literária romântica em sua face 
indianista.
MODELO 3
Competência: 5 Habilidade: 15
106
Longe do meu lado
A paixão já passou em minha vida
Foi até bom mas ao final deu tudo errado
E agora carrego em mim
Uma dor triste, um coração cicatrizado
E olha que tentei o meu caminho
Mas tudo agora é coisa do passado
Quero respeito e sempre ter alguém
Que me entenda e sempre fique ao meu lado
Mas não, não quero estar apaixonado.
A paixão quer sangue e corações arruinados
E saudade é só mágoa por ter sido
Feito tanto estrago
E essa escravidão e essa dor
Não quero mais
Quando acreditei que tudo era um fato consumado
Veio a foice e jogou-te longe
Longe do meu lado
Legião Urbana. A tempestade ou o livro dos dias. 
Disponível em: https://www.vagalume.com.br/legiao-urbana/longe-do-meu-lado.html
A canção da banda Legião Urbana representa características da estética da chamada geração ultrar-
romântica na literatura brasileira. Entre essas marcas, destaca-se a
a) realização de estrofes com rimas marcadas no decorrer da canção.
b) estabelecimento de ideias semelhantes ao movimento neoclássico da Literatura.
c) valorização do egocentrismo, pessimismo e sentimentalismo, demonstrando descrença do amor e a 
tristeza.
d) contemplação de ideias sobre o amor de forma objetiva e idealizada de si próprio.
e) determinação de ideais subjetivos voltados para a felicidade expressa no amor.
Tema: Ultrarromantismo
Construção da habilidade: Dentro da competência da área 4 do Enem, será exigida a capaci-
dade de compreender a arte como saber cultural e estético gerador de significação e integrador da 
organização do mundo e da própria identidade, com base na escola literária romântica em sua face 
MODELO 4
Competência: 5 Habilidade: 16
107
Não consultes dicionários. Casmurro não está aqui no sentido que eles lhe dão, mas no que lhe 
pôs o vulgo de homem calado e metido consigo. Dom veio por ironia, para atribuir-me fumos de 
fidalgo. Tudo por estar cochilando! Também não achei melhor título para a minha narração — se 
não tiver outro daqui até ao fim do livro, vai este mesmo. O meu poeta do trem ficará sabendo que 
não lhe guardo rancor. E com pequeno esforço, sendo o título seu, poderá cuidar que a obra é sua. 
Há livros que apenas terão isso dos seus autores; alguns nem tanto.
ASSIS, Machado de. Dom Casmurro. 
Disponível em: http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/ua000194.pdf
O fragmento do primeiro capítulo da obra de Machado de Assis configura algumas das principais 
características do movimento realista, como
a) a valorização da objetividade em oposição ao movimento romântico e a presença da ironia.
b) a necessidade de se expressar de forma subjetiva para que o leitor consiga tirar as suas próprias con-
clusões.
c) o aprimoramento das práticas românticas, como o pessimismo e a exacerbação do tédio.
d) o desenvolvimento de ideais voltados para o neoclassicismo, como o rigor estético e a preocupação 
com as formas.
e) o processo de ruptura com as escolas literárias precedentes e a valorização do subjetivismo.
MODELO 5
Tema: Realismo
Construção da habilidade: Dentro da competência da área 4 do Enem, será exigida a capacidade 
de compreender a arte como saber cultural e estético gerador de significação e integrador da organi-
zação do mundo e da própria identidade, com base na escola literária realista.
Competência: 5 Habilidade: 15
108
“Mais rápida que a corça selvagem, a morena virgem corria o sertão e as matas do Ipu, onde cam-
peava sua guerreira tribo, da grande nação tabajara. O pé grácil e nu, mal roçando, alisava apenas 
a verde pelúcia que vestia a terra com as primeiras águas.”
“Diante dela e todo a contemplá-la está um guerreiro estranho, se é guerreiro e não algum mau 
espírito da floresta. Tem nas faces o branco das areias que bordam o mar; nos olhos o azul triste 
das águas profundas. Ignotas armas e tecidos ignotos cobrem-lhe o corpo.”
ALENCAR, José de. Iracema. 1865.
Disponível em: https://www.todamateria.com.br/iracema/
No fragmento da prosa romântica de José de Alencar, parte de uma trilogia, o autor narra o mo-
mento em que a indígena se encontra com o colonizador. A reação da personagem define
a) o espanto pelo fato de nunca ter visto a imagem de um homem europeu anteriormente.
b) a idealização da mulher no movimento indianista pela descrição de suas características.
c) a conformação de ver um homem que já havia visto anteriormente.
d) a subjetividade expressa pelo romantismo, pois se define em detalhes a aparência do homem que avis-
tou.
e) o pensamento europeu desenvolvido da época, pois os indígenas já possuíam costume com tal cultura.
Tema: Prosa romântica
Construção da habilidade: Dentro da competência da área 4 do Enem, será exigida a capacidade 
de compreender a arte como saber cultural e estético gerador de significação e integrador da organi-
zação do mundo e da própria identidade, com base na escola literária romântica.
MODELO 6
Competência: 5 Habilidade: 15
109
 “Daí a pouco, em volta das bicas era um zunzum crescente; uma aglomeração tumultuosa de 
machos e fêmeas. Uns, após outros, lavavam a cara, incomodamente, debaixo do fio de água que 
escorria da altura de uns cinco palmos.”
AZEVEDO, Aluisio. O Cortiço. 1890.
Disponível em: http://objdigital.bn.br/Acervo_Digital/Livros_eletronicos/cortico.pdf
Aluisio Azevedo, importante nome do Naturalismo, aborda uma das características desse movi-
mento no fragmento em questão, que é
a) a idealização do ser humano como algo subjetivo, voltando os seus pensamentos para o entendimento 
romântico.
b) a realização de falas ligadas ao objetivismo, com enfoque nos ideais neoclássicos.
c) a evidenciação do zoomorfismo, a animalização das pessoas devido ao cientificismo exagerado desta 
corrente.
d) a diferenciação entre homens e mulheres, valorizando a figura feminina demasiadamente.
e) a antecipação de uma ruptura com os ideais cientificistas, demonstrando maior sentimentalismo.
Tema: Naturalismo
Construção da habilidade: Dentro da competência da área 4 do Enem, será exigida a capacidade 
de compreender a arte como saber cultural e estético gerador de significação e integrador da organi-
zação do mundo e da própria identidade, com base na escola literária realista, em sua face naturalista.
MODELO 7
Competência: 5 Habilidade: 15
110
MODELO 8
Observe o poema de Augusto dos Anjos:
Saudade
Hoje que a mágoa me apunhala o seio,
E o coração me rasga atroz, imensa,
Eu a bendigo da descrença, em meio,
Porque eu hoje só vivo da descrença.
À noute quando em funda soledade
Minh’alma se recolhe tristemente,
P’ra iluminar-me a alma descontente,
Se acende o círio triste da Saudade.
E assim afeito às mágoas e ao tormento,
E à dor e ao sofrimento eterno afeito,
Para dar vida à dor e ao sofrimento,
Da saudade na campa enegrecida
Guardo a lembrança que me sangra o peito,
Mas que no entanto me alimenta a vida.
Observando a rigidez da métrica, a melancolia e o ceticismo em relação ao amor, Augusto dos An-
jos destacou-se no pré-modernismo. Todavia uma de suas características não está presente neste 
poema, que é:
a) a exaltação ao sentimento nacionalista.
b) o retorno de mecanismosbarrocos como as antíteses.
c) a utilização de termos em grego ou latim.
d) a precisão das assonâncias e aliterações.
e) a utilização de termos médicos e científicos.
Tema: Pré Modernismo
Construção da habilidade: Dentro da competência da área 4 do Enem, do aluno será exigida a 
capacidade de compreender a arte como saber cultural e estético gerador de significação e integrador 
da organização do mundo e da própria identidade, com base no pré-modernismo.
Competência: 4 Habilidade: 13
111
RAio X - Análise eXpositivA
 1. O classicismo tem como algumas de suas principais características o rigor estético pela Antiguida-
de Clássica, a valorização da beleza do corpo humano, que determina o antropocentrismo, e a busca 
pela perfeição.
 2. A obra traz em questão o romantismo na arte, marcado pela ruptura dos padrões preestabelecidos 
pelo neoclassicismo, tendo como base temas como o nacionalismo, a angústia e a solidão.
 3. O autor Gonçalves Dias é o principal representante da primeira geração romântica, marcada pela 
exaltação da natureza, das belezas do Brasil, isto é, um nacionalismo objetivo. Nesse contexto, 
cria-se uma poesia voltada para o índio e para a natureza brasileira, com linguagem simples e 
acessível a todos os públicos da época.
 4. O Ultrarromantismo - ou geração byroniana – é marcada pelo forte egocentrismo, em que o poeta, 
assim como na música de Legião Urbana, demonstra pessimismo quanto ao amor, a desilusão e a 
tristeza, a constante idealização da mulher e o sentimento não alcançado.
 5. Machado de Assis, o mais importante escritor realista, tem marcas específicas em suas obras, como 
a presença constante de ironia, objetividade ao tratar com o leitor e a narração em primeira pes-
soa, mudanças significativas em oposição aos ideais românticos anteriores da época.
 6. Iracema, em suas palavras, descreve a total estranheza pela figura do homem europeu colonizador. 
Dessa forma, é possível afirmar que a sua reação define total espanto, ao passo que esta expressa, 
pela descrição, a visão de algo até então desconhecido pela personagem.
 7. Devido ao cientificismo exacerbado, o Naturalismo transformou o homem e a sociedade em objetos 
de experiências, isto é, os naturalistas, como o autor em questão, buscam analisar os seres huma-
nos de modo totalmente científico, por esses fatores que ocorre a animalização das pessoas, sendo 
determinadas como “machos” e “fêmeas”, a título de exemplo no texto.
 8. A característica de Augusto dos Anjos ausente no poema é a utilização de termos médicos e cien-
tíficos.
GAbARito
1. B 2. A 3. E 4. C 5. A
6. A 7. C 8. E
112
Prescrição: Para resolver os exercícios dessa aula, será necessário estabelecer relações entre um texto literário 
e o momento em que foi produzido; analisar os procedimentos de construção do texto literário, associando-os 
à forma como os artistas de determinadas geração concebem a arte; e refletir sobre como os valores sociais e 
humanos presentes na cultura do lugar em que vive são integrados ao patrimônio literário nacional.
pRáticA dos conhecimentos - e.o.
TEXTOS PARA A PRÓXIMA QUESTÃO
Texto I
Ouvia:
Que não podia odiar
E nem temer
Porque tu eras eu.
E como seria
Odiar a mim mesma
E a mim mesma temer.
HILST, H. Cantares. São Paulo: Globo, 2004 (fragmento).
Texto II
Transforma-se o amador na cousa amada
Transforma-se o amador na cousa amada,
por virtude do muito imaginar;
não tenho, logo, mais que desejar,
pois em mim tenho a parte desejada.
Camões. Sonetos. Disponível em: http://www.
jornaldepoesia.jor.br. Acesso em: 03 set. 2010 (fragmento).
 1. Nesses fragmentos de poemas de Hilda Hilst 
e de Camões, a temática comum é:
a) o “outro” transformado no próprio eu lírico, 
o que se realiza por meio de uma espécie de 
fusão de dois seres em um só.
b) a fusão do “outro” com o eu lírico, havendo, 
nos versos de Hilda Hilst, a afirmação do eu 
lírico de que odeia a si mesmo.
c) o “outro” que se confunde com o eu líri-
co, verificando-se, porém, nos versos de Ca-
mões, certa resistência do ser amado.
d) a dissociação entre o “outro” e o eu lírico, 
porque o ódio ou o amor se produzem no 
imaginário, sem a realização concreta.
e) o “outro” que se associa ao eu lírico, sendo 
tratados, nos Textos I e II, respectivamente, 
o ódio o amor.
TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO
“Ele era o inimigo do rei”, nas palavras de 
seu biógrafo, Lira Neto. Ou, ainda, “um ro-
mancista que colecionava desafetos, azucri-
nava D. Pedro II e acabou inventando o Bra-
sil”. Assim era José de Alencar (1829-1877), 
o conhecido autor de O guarani e Iracema, 
tido como o pai do romance no Brasil. Além 
de criar clássicos da literatura brasileira 
com temas nativistas, indianistas e históri-
cos, ele foi também folhetinista, diretor de 
jornal, autor de peças de teatro, advogado, 
deputado federal e até ministro da Justiça. 
Para ajudar na descoberta das múltiplas fa-
cetas desse personagem do século XIX, parte 
de seu acervo inédito será digitalizada.
História Viva, n. 99, 2011.
 2. Com base no texto, que trata do papel do es-
critor José de Alencar e da futura digitaliza-
ção de sua obra, depreende-se que:
a) a digitalização dos textos é importante para que 
os leitores possam compreender seus romances.
b) o conhecido autor de O guarani e Iracema foi 
importante porque deixou uma vasta obra 
literária com temática atemporal.
c) a divulgação das obras de José de Alencar, 
por meio da digitalização, demonstra sua im-
portância para a história do Brasil Imperial.
d) a digitalização dos textos de José de Alencar 
terá importante papel na preservação da me-
mória linguística e da identidade nacional.
e) o grande romancista José de Alencar é im-
portante porque se destacou por sua temáti-
ca indianista.
 3. O mulato 
Ana Rosa cresceu; aprendera de cor a gramá-
tica do Sotero dos Reis; lera alguma coisa; 
sabia rudimentos de francês e tocava modi-
nhas sentimentais ao violão e ao piano. Não 
era estúpida; tinha a intuição perfeita da 
virtude, um modo bonito, e por vezes lamen-
tara não ser mais instruída. Conhecia muitos 
trabalhos de agulha; bordava como poucas, e 
dispunha de uma gargantazinha de contralto 
que fazia gosto de ouvir. 
Uma só palavra boiava à superfície dos seus 
pensamentos: “Mulato”. E crescia, crescia, 
transformando-se em tenebrosa nuvem, que 
escondia todo o seu passado. Ideia parasita, 
que estrangulava todas as outras ideias. 
— Mulato! 
113
Esta só palavra explicava-lhe agora todos 
os mesquinhos escrúpulos, que a sociedade 
do Maranhão usara para com ele. Explicava 
tudo: a frieza de certas famílias a quem vi-
sitara; as reticências dos que lhe falavam de 
seus antepassados; a reserva e a cautela dos 
que, em sua presença, discutiam questões de 
raça e de sangue. 
AZEVEDO, A. O Mulato. São Paulo: Ática, 1996 (fragmento). 
O texto de Aluísio Azevedo é representativo 
do Naturalismo, vigente no final do século 
XIX. Nesse fragmento, o narrador expressa 
fidelidade ao discurso naturalista, pois:
a) relaciona a posição social a padrões de com-
portamento e à condição de raça.
b) apresenta os homens e as mulheres melhores 
do que eram no século XIX.
c) mostra a pouca cultura feminina e a distri-
buição de saberes entre homens e mulheres.
d) ilustra os diferentes modos que um indiví-
duo tinha de ascender socialmente.
e) critica a educação oferecida às mulheres e os 
maus-tratos dispensados aos negros.
 4. São características das obras do Classicismo:
a) o individualismo, a subjetividade, a idealiza-
ção, o sentimento exacerbado.
b) o egocentrismo, a interação da natureza com 
o eu, as formas perfeitas.
c) o contraste entre o grotesco e o sublime, a 
valorização da natureza, o escapismo.
d) a observação da realidade, a valorização do 
eu, a perfeição da natureza.
e) a retomada da mitologia pagã, a pureza das 
formas, a busca da perfeição estética.
TEXTOS PARA A PRÓXIMA QUESTÃO
TEXTO I
Canção do exílio
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá;
As aves, que aqui gorjeiam,
Não gorjeiamcomo lá.
Nosso céu tem mais estrelas,
Nossas várzeas tem mais flores,
Nossos bosques tem mais vida,
Nossa vida mais amores.
[...]
 
Minha terra tem primores,
Que tais não encontro eu cá;
Em cismar – sozinho, a noite –
Mais prazer eu encontro la;
Minha terra tem palmeiras
Onde canta o Sabiá.
Não permita Deus que eu morra,
Sem que eu volte para lá;
Sem que desfrute os primores
Que não encontro por cá;
Sem qu’inda aviste as palmeiras
Onde canta o Sabiá.
DIAS, G. Poesia e prosa completas. Rio 
de Janeiro: Aguilar, 1998.
TEXTO II
Canto de regresso à Pátria
Minha terra tem palmares
Onde gorjeia o mar
Os passarinhos daqui
Não cantam como os de lá
Minha terra tem mais rosas
E quase tem mais amores
Minha terra tem mais ouro
Minha terra tem mais terra
Ouro terra amor e rosas
Eu quero tudo de lá
Não permita
Deus que eu morra
Sem que volte para lá
Não permita Deus que eu morra
Sem que volte pra São Paulo
Sem que eu veja a rua 15
E o progresso de São Paulo
ANDRADE, O. Cadernos de poesia do aluno 
Oswald. São Paulo: Círculo do Livro. s/d.
 5. Os textos I e II, escritos em contextos históri-
cos e culturais diversos, enfocam o mesmo mo-
tivo poético: a paisagem brasileira entrevista a 
distância. Analisando-os, conclui-se que:
a) o ufanismo, atitude de quem se orgulha ex-
cessivamente do país em que nasceu, e o 
tom de que se revestem os dois textos.
b) a exaltação da natureza é a principal carac-
terística do texto B, que valoriza a paisagem 
tropical realçada no texto A.
c) o texto B aborda o tema da nação, como o 
texto A, mas sem perder a visão crítica da 
realidade brasileira.
d) o texto B, em oposição ao texto A, revela 
distanciamento geográfico do poeta em rela-
ção à pátria.
e) ambos os textos apresentam ironicamente a 
paisagem brasileira.
TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO
Pobre Isaura! Sempre e em toda parte esta 
contínua importunação de senhores e de es-
cravos, que não a deixam sossegar um só mo-
mento! Como não devia viver aflito e atribu-
lado aquele coração! Dentro de casa contava 
ela quatro inimigos, cada qual mais porfiado 
em roubar-lhe a paz da alma, e torturar-lhe 
o coração: três amantes, Leôncio, Belchior, e 
André, e uma êmula terrível e desapiedada, 
114
Rosa. Fácil lhe fora repelir as importunações 
e insolências dos escravos e criados; mas que 
seria dela, quando viesse o senhor?!...
GUIMARÃES, B. A escrava Isaura. São 
Paulo: Ática, 1995 (adaptado).
 6. A personagem Isaura, como afirma o títu-
lo do romance, era uma escrava. No trecho 
apresentado, os sofrimentos por que passa a 
protagonista:
a) assemelham-se aos das demais escravas do país, 
o que indica o estilo realista da abordagem do 
tema da escravidão pelo autor do romance.
b) demonstram que, historicamente, os proble-
mas vividos pelas escravas brasileiras, como 
Isaura, eram mais de ordem sentimental do 
que física.
c) diferem dos que atormentavam as demais 
escravas do Brasil do século XIX, o que reve-
la o caráter idealista da abordagem do tema 
pelo autor do romance.
d) indicam que, quando o assunto era o amor, as 
escravas brasileiras, de acordo com a aborda-
gem lírica do tema pelo autor, eram tratadas 
como as demais mulheres da sociedade.
e) revelam a condição degradante das mulhe-
res escravas no Brasil, que, como Isaura, 
de acordo com a denúncia feita pelo autor, 
eram importunadas e torturadas fisicamente 
pelos seus senhores.
TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO
Capítulo III
Um criado trouxe o café. Rubião pegou na 
xícara e, enquanto lhe deitava açúcar, ia dis-
farçadamente mirando a bandeja, que era de 
prata lavrada. Prata, ouro, eram os metais 
que amava de coração; não gostava de bron-
ze, mas o amigo Palha disse-lhe que era ma-
téria de preço, e assim se explica este par de 
figuras que aqui está na sala: um Mefistófe-
les e um Fausto. Tivesse, porém, de escolher, 
escolheria a bandeja, – primor de argenta-
ria, execução fina e acabada. O criado espe-
rava teso e sério. Era espanhol; e não foi sem 
resistência que Rubião o aceitou das mãos de 
Cristiano; por mais que lhe dissesse que es-
tava acostumado aos seus crioulos de Minas, 
e não queria línguas estrangeiras em casa, 
o amigo Palha insistiu, demonstrando-lhe a 
necessidade de ter criados brancos. Rubião 
cedeu com pena. O seu bom pajem, que ele 
queria por na sala, como um pedaço da pro-
víncia, nem o pode deixar na cozinha, onde 
reinava um francês, Jean; foi degradado a 
outros serviços.
ASSIS, M. Quincas Borba. In: Obra completa. V.1. 
Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1993 (fragmento).
 7. Quincas Borba situa-se entre as obras-pri-
mas do autor e da literatura brasileira. No 
fragmento apresentado, a peculiaridade do 
texto que garante a universalização de sua 
abordagem reside:
a) no conflito entre o passado pobre e o pre-
sente rico, que simboliza o triunfo da apa-
rência sobre a essência.
b) no sentimento de nostalgia do passado de-
vido à substituição da mão de obra escrava 
pela dos imigrantes.
c) na referência a Fausto e Mefistófeles, que re-
presentam o desejo de eternização de Rubião.
d) na admiração dos metais por parte de Rubião, 
que metaforicamente representam a durabili-
dade dos bens produzidos pelo trabalho.
e) na resistência de Rubião aos criados estrangei-
ros, que reproduz o sentimento de xenofobia.
Leia os poemas apresentados a seguir.
MALVA-MAÇÃ
A P...
De teus seios tão mimosos
Quem gozasse o talismã!
Quem ali deitasse a fronte
Cheia de amoroso afã!
E quem nele respirasse
A tua malva-maçã!
Dá-me essa folha cheirosa
Que treme no seio teu!
Dá-me a folha… hei de beijá-la
Sedenta no lábio meu!
Não vês que o calor do seio
Tua malva emurcheceu...
[...]
AZEVEDO, Álvares de. Lira dos vinte anos. In: 
Obra completa. Organização de Alexei Bueno. 
Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 2000. p. 269.
Há uma flor que está em redor de mim,
uma flor que nasce nos cabelos da aurora
e desce sobre as águas e os ombros
de todos nós. Não, não quero amar
senão a natureza quando ela se abre
como uma flor e suas corolas à madrugada;
eu não quero amar, senão a mulher
que está em redor de mim, a mulher
que me acolhe com seus braços
e me oferece o que há de mais íntimo,
a sua pérola e sonho à madrugada.
GARCIA, José Godoy. Poesia. Brasília: 
Thesaurus, 1999. p. 153.
 8. Nos poemas transcritos, a representação da 
figura feminina se assemelha por apresentar:
a) a sensualidade da mulher metaforizada pe-
los elementos da natureza.
b) a idealização de uma mulher única enfatiza-
da pela fidelidade do eu lírico.
c) o distanciamento da mulher exemplificado 
por sua indiferença aos apelos do eu lírico.
d) a simplicidade da mulher evidenciada por 
suas qualidades morais.
e) o exotismo da mulher emoldurado pela des-
crição de um cenário idílico.
115
A questão a seguir toma por base um frag-
mento de Glória moribunda, do poeta ro-
mântico brasileiro Álvares de Azevedo 
(1831-1852).
É uma visão medonha uma caveira?
Não tremas de pavor, ergue-a do lodo.
Foi a cabeça ardente de um poeta,
Outrora à sombra dos cabelos loiros.
Quando o reflexo do viver fogoso
Ali dentro animava o pensamento,
Esta fronte era bela. Aqui nas faces
Formosa palidez cobria o rosto;
Nessas órbitas — ocas, denegridas! —
Como era puro seu olhar sombrio!
Agora tudo é cinza. Resta apenas
A caveira que a alma em si guardava,
Como a concha no mar encerra a pérola,
Como a caçoula a mirra incandescente.
Tu outrora talvez desses-lhe um beijo;
Por que repugnas levantá-la agora?
Olha-a comigo! Que espaçosa fronte!
Quanta vida ali dentro fermentava,
Como a seiva nos ramos do arvoredo!
E a sede em fogo das ideias vivas
Onde está? onde foi? Essa alma errante
Que um dia no viver passou cantando,
Como canta na treva um vagabundo,
Perdeu-se acaso no sombrio vento,
Como noturna lâmpada apagou-se?
E a centelha da vida, o eletrismo
Que as fibras tremulantes agitava
Morreu para animar futuras vidas?
Sorris? eu sou um louco. As utopias,
Os sonhos da ciência nada valem.
A vida é um escárnio sem sentido,
Comédia infame que ensanguenta o lodo.
Há talvez um segredo que ela esconde;
Masesse a morte o sabe e o não revela.
Os túmulos são mudos como o vácuo.
Desde a primeira dor sobre um cadáver,
Quando a primeira mãe entre soluços
Do filho morto os membros apertava
Ao ofegante seio, o peito humano
Caiu tremendo interrogando o túmulo...
E a terra sepulcral não respondia.
(Poesias completas, 1962.)
9. No verso Morreu para animar futuras vidas?, 
sob forma interrogativa, o eu lírico sugere 
com o termo animar que:
a) a morte de uma pessoa deve ser festejada 
pelos que ficam.
b) o verdadeiro objetivo da morte é demonstrar 
o desvalor da vida.
c) a vida do poeta é mais consistente e anima-
da que todas as outras.
d) a alma que habitou o corpo talvez possa re-
encarnar em novo corpo.
e) outras pessoas passam a viver melhor quan-
do um homem morre.
TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO
O texto a seguir foi retirado do último capí-
tulo do romance Lucíola, de José de Alencar.
Nele, o romancista narra os momentos finais
vividos pela heroína, ao lado de Paulo,
o seu amado.
De joelhos à cabeceira eu suplicava-lhe que 
bebesse o remédio que a devia salvar.
(...)
O dia se passou na cruel agonia que só com-
preendem aqueles que ajoelhados à borda de
um leito viram finar-se gradualmente uma 
vida querida.
Quebrado de fadiga e vencido por uma vigília
de tantas noites, tinha insensivelmente ador-
mecido, sentado como estava à beira da cama, 
com os lábios sobre a mão gelada de Lúcia e 
a testa apoiada no encosto do leito. O sono 
foi curto, povoado de sonhos horríveis; acor-
dei sobressaltado e achei-me reclinado sobre 
o peito de Lúcia, que se sentara de encontro 
às 251 almofadas para suster minha cabeça ao 
colo, como faria uma terna mãe com seu filho.
Mesmo adormecido ela me sorria, me falava,
e cobria-me de beijos:
– Se soubesses que gozo supremo é para mim 
beijar-te neste momento! Agora que o corpo 
está morto e a carne álgida, não sente nem a
dor nem o prazer, é a minha alma só que te 
beija, que se une à tua e se desprende par-
cela por parcela para embeber em teu seio.
E seus lábios ávidos devoravam-me o ros-
to de carícias, bebendo o pranto que corria 
abundante de meus olhos:
Se alguma coisa me pudesse salvar ainda, se-
ria esse bálsamo celeste, meu amigo!
Eu soluçava como uma criança.
– Beija-me também, Paulo. Beija-me como 
beijarás um dia tua noiva! Oh! agora posso 
te confessar sem receio. Nesta hora não se 
mente. Eu te amei desde o momento em que 
te vi! Eu te amei por séculos nestes poucos 
dias que passamos juntos na terra. Agora que 
a minha vida se conta por instantes, amo-te 
em cada momento por uma existência intei-
ra. Amo-te ao mesmo tempo com todas as 
afeições que se pode ter neste mundo.
Vou te amar enfim por toda a eternidade.
A voz desfaleceu completamente, de extenu-
ada que ela ficara por esse enérgico esforço.
Eu chorava de bruços sobre o travesseiro, e 
as suas palavras suspiravam docemente em 
minha alma, como as dulias dos anjos devem
ressoar aos espíritos celestes.
ALENCAR, José de. Lucíola. Rio de 
Janeiro: Ática, 1992. p. 124-126.
116
 10. Representada por personagens de uma obra 
do estilo romântico, a cena retratada no tex-
to deixa entrever a:
a) necessidade do apego à vida para viver ape-
nas o momento.
b) intensidade de um amor que transcende o 
plano físico.
c) descrição da natureza associada aos personagens.
d) necessidade de não fugir à realidade para vi-
ver um grande amor.
e) visão maniqueísta da vida, declarada pela heroína.
 11. “A sociedade, no meio da qual me eduquei, 
fez de mim um homem à sua feição. Habi-
tuei-me a considerar a riqueza como a pri-
meira força viva da existência e os exemplos 
ensinavam-me que o casamento era meio 
tão legítimo de adquiri-la, como a herança e 
qualquer honesta especulação.”
No enredo de SENHORA, tal como se depre-
ende do trecho transcrito, há uma aproxima-
ção entre casamento e:
a) recomendações divulgadas pela igreja.
b) normas impostas aos escravos.
c) costumes copiados dos indígenas.
d) leis do tempo da colônia.
e) práticas da organização social burguesa.
 12. Tanto na prosa de José de Alencar quanto na 
poesia de Gonçalves Dias, a figura do índio é 
caracterizada:
a) com os atributos da honradez de um cavalei-
ro medieval.
b) enquanto um herói pagão movido pelas for-
ças da natureza.
c) como uma mescla de ingenuidade e violência 
incontrolável.
d) por meio de uma fiel descrição de seus valo-
res naturais.
e) da mesma forma como o representava An-
chieta em suas peças.
TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO
Ultimamente ando de novo intrigado com o 
enigma de Capitu. Teria ela traído mesmo o 
marido, ou tudo não passou de imaginação 
dele, como narrador? Reli mais uma vez o ro-
mance e não cheguei a nenhuma conclusão.
Um mistério que o autor deixou para a pos-
teridade.
(Fernando Sabino, O bom ladrão.)
13. No texto de Sabino, o narrador questiona a 
traição de Capitu. Lendo o texto de Machado, 
pode-se entender que esse questionamento 
decorre de:
a) os fatos serem narrados pela visão de uma 
personagem, no caso, o narrador em primei-
ra pessoa, que fornece ao leitor o perfil psi-
cológico de Capitu.
b) a personagem ser vista por José Dias como 
“oblíqua e dissimulada”, o que gerou mal-
-estar no apaixonado de Capitu, deixando de 
vê-la como uma mulher de encantos.
c) a apresentação da personagem Capitu ser 
feita no romance de maneira muito objetiva, 
sem expressão dos sentimentos que a vincu-
lavam ao homem que a amava.
d) os aspectos psicológicos de Capitu serem 
apresentados apenas pelos comentários de 
José Dias, o que lhe torna a caracterização 
muito subjetiva.
e) o amado de Capitu não conseguir enxergar 
nela características mais precisas e menos 
misteriosas, o que o faz descrevê-la de forma 
bastante idealizada.
TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO
(...) Um poeta dizia que o menino é o pai do 
homem. Se isto é verdade, vejamos alguns 
lineamentos do menino.
Desde os cinco anos merecera eu a alcunha 
de “menino diabo”; e verdadeiramente não 
era outra coisa; fui dos mais malignos do 
meu tempo, arguto, indiscreto, traquinas e 
voluntarioso. Por exemplo, um dia quebrei 
a cabeça de uma escrava, porque me nega-
ra uma colher do doce de coco que estava 
fazendo, e, não contente com o malefício, 
deitei um punhado de cinza ao tacho, e, não 
satisfeito da travessura, fui dizer à minha 
mãe que a escrava é que estragara o doce 
“por pirraça”; e eu tinha apenas seis anos.
Prudêncio, um moleque de casa, era o meu 
cavalo de todos os dias; punha as mãos no 
chão, recebia um cordel nos queixos, à guisa 
de freio, eu trepava-lhe ao dorso, com uma 
varinha na mão, fustigava-o, dava mil voltas 
a um e outro lado, e ele obedecia, – algumas 
vezes gemendo – mas obedecia sem dizer 
palavra, ou, quando muito, um – “ai, nho-
nhô!” – ao que eu retorquia: “Cala a boca, 
besta!” – Esconder os chapéus das visitas, 
deitar rabos de papel a pessoas graves, pu-
xar pelo rabicho das cabeleiras, dar beliscões 
nos braços das matronas, e outras muitas fa-
çanhas deste jaez, eram mostras de um gê-
nio indócil, mas devo crer que eram também 
expressões de um espírito robusto, porque 
meu pai tinha-me em grande admiração; e 
se às vezes me repreendia, à vista de gente, 
fazia-o por simples formalidade: em particu-
lar dava-me beijos.
Não se conclua daqui que eu levasse todo o 
resto da minha vida a quebrar a cabeça dos 
outros nem a esconder-lhes os chapéus; mas 
opiniático, egoísta e algo contemptor dos 
homens, isso fui; se não passei o tempo a 
esconder-lhes os chapéus, alguma vez lhes 
puxei pelo rabicho das cabeleiras.
(Machado de Assis. Memórias póstumas de Brás Cubas.)
 14. É correto afirmar que:
a) se trata basicamente de um texto naturalis-
ta, fundado no Determinismo.
b) o texto revela um juízo crítico do contexto 
escravista da época.
117
c) o narrador se apresenta bastante sisudo e 
amargo, bem ao gosto machadiano.
d) o texto apresenta papéis sociais ambíguos 
das personagens em foco.
e) os comportamentos desumanos do narrador 
são sutilmente desnudados.
 15. No texto a seguir, Machado de Assisfaz uma 
crítica ao Romantismo: Certo não lhe falta 
imaginação; mas esta tem suas regras, o as-
tro, leis, e se há casos em que eles rompem 
as leis e as regras é porque as fazem novas, 
é porque se chama Shakespeare, Dante, Go-
ethe, Camões.
Com base nesse texto, notamos que o autor:
a) preocupa-se com princípios estéticos e acre-
dita que a criação literária deve decorrer de 
uma elaborada produção dos autores.
b) refuga o Romantismo, na medida em que os 
autores desse período reivindicaram uma es-
tética oposta à clássica.
c) entende a arte como um conjunto de prin-
cípios estéticos consagrados, que não pode 
ser manipulado por movimentos literários 
específicos.
d) defende a ideia de que cada movimento lite-
rário deve ter um programa estético rígido e 
inviolável.
e) entende que Naturalismo e o Parnasianismo 
constituem soluções ideais para pôr termo à 
falta de invenção dos românticos.
TEXTO PARA AS PRÓXIMAS DUAS QUESTÕES
Tinha-me lembrado a definição que José 
Dias dera deles, “olhos de cigana oblíqua e 
dissimulada”.
Eu não sabia o que era oblíqua, mas dissimu-
lada sabia, e queria ver se se podiam chamar 
assim. Capitu deixou-se fitar e examinar.
Só me perguntava o que era, se nunca os 
vira; eu nada achei extraordinário; a cor e 
a doçura eram minhas conhecidas. A demo-
ra da contemplação creio que lhe deu outra 
ideia do meu intento; imaginou que era um 
pretexto para mirá-los mais de perto, com 
os meus olhos longos, constantes, enfiados 
neles, e a isto atribuo que entrassem a ficar 
crescidos, crescidos e sombrios, com tal ex-
pressão que...
Retórica dos namorados, dá-me uma compa-
ração exata e poética para dizer o que foram 
aqueles olhos de Capitu. Não me acode ima-
gem capaz de dizer, sem quebra da dignida-
de do estilo, o que eles foram e me fizeram.
Olhos de ressaca? Vá, de ressaca. É o que me
dá ideia daquela feição nova. Traziam não 
sei que fluido misterioso e enérgico, uma 
força que arrastava para dentro, como a vaga
que se retira da praia, nos dias de ressaca.
(Machado de Assis, Dom Casmurro.)
 16. Para o narrador, os olhos de Capitu eram 
“olhos de ressaca, como a vaga que se retira 
da praia, nos dias de ressaca”.
Entende-se, então, que ele:
a) começava a nutrir sentimento de repulsa em 
relação a ela, como está sugerido em [seus 
olhos] “entrassem a ficar crescidos, cresci-
dos e sombrios, com tal expressão que...”
b) se sentia fortemente atraído por ela, como 
comprova o trecho: “Traziam não sei que 
fluido misterioso e enérgico, uma força que 
arrastava para dentro...”
c) passou a desconfiar da sinceridade dela, como 
está exposto em: “mas dissimulada sabia, e 
queria ver se se podiam chamar assim.”
d) começava a vê-la como uma mulher comum, 
sem atrativos especiais, como demonstra o 
trecho: “eu nada achei extraordinário...”
e) deixava de vê-la como uma mulher enig-
mática, como está sugerido em: “Olhos de 
ressaca? Vá, de ressaca. É o que me dá ideia 
daquela feição nova.”
 17. Ao afirmar que Capitu tinha olhos de “cigana 
oblíqua”, José Dias a vê como uma mulher:
a) irresistível.
b) inconveniente.
c) compreensiva.
d) evasiva.
e) irônica.
TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO
Antes de concluir este capítulo, fui à jane-
la indagar da noite por que razão os sonhos 
hão de ser assim tão tênues que se esgarçam 
ao menor abrir de olhos ou voltar de corpo, 
e não continuam mais. A noite não me res-
pondeu logo. Estava deliciosamente bela, os 
morros palejavam de luar e o espaço morria 
de silêncio. Como eu insistisse, declarou-
-me que os sonhos já não pertencem à sua 
jurisdição. Quando eles moravam na ilha 
que Luciano lhes deu, onde ela tinha o seu 
palácio, e donde os fazia sair com as suas 
caras de vária feição, dar-me-ia explicações 
possíveis. Mas os tempos mudaram tudo. Os 
sonhos antigos foram aposentados, e os mo-
dernos moram no cérebro da pessoa. Estes, 
ainda que quisessem imitar os outros, não 
poderiam fazê-lo; a ilha dos Sonhos, como 
a dos Amores, como todas as ilhas de todos 
os mares, são agora objeto da ambição e da 
rivalidade da Europa e dos Estados Unidos.
Machado de Assis - D. Casmurro palejavam: tornavam pálidos
 18. Assinale a alternativa correta sobre “D. Cas-
murro.”
a) A linguagem concisa e objetiva do autor são 
recursos usados a fim de não prejudicar o 
desenvolvimento linear da narrativa.
b) O aproveitamento da mitologia segue o prin-
cípio da mimese (“imitação”) de tradição 
clássico-renascentista.
118
c) A idealização da natureza é prova da influ-
ência que o Romantismo exerceu sobre o es-
tilo machadiano.
d) A crítica ao determinismo cientificista é ín-
dice do estilo naturalista de Machado de Assis.
e) A digressão permite ao narrador interromper 
o fluxo narrativo para tecer comentários crí-
ticos em tom irônico.
 19. (...) desde que Jerônimo propendeu para ela, 
fascinando-a com a sua tranquila seriedade 
de animal bom e forte, o sangue da mestiça 
reclamou os seus direitos de apuração, e Rita 
preferiu no europeu o macho de raça superior.
O cavouqueiro, pelo seu lado, cedendo às im-
posições mesológicas, enfarava a esposa, sua 
congênere, e queria a mulata, porque
a mulata era o prazer, a volúpia,
era o fruto dourado e acre destes sertões
americanos, onde a alma de Jerônimo apren-
deu lascívias de macaco e onde seu corpo po-
rejou o cheiro sensual dos bodes.
(Aluísio Azevedo, O Cortiço)
Tendo em vista as características naturalis-
tas e cientificistas, sobretudo do Determinis-
mo, que predominam no romance O cortiço,
o trecho (assinale o item não pertinente):
a) explicita a personagem que age de acordo 
com os impulsos característicos de sua raça.
b) põe em evidência o zoomorfismo, em que se 
destacam os elementos instintivos de prazer, 
sensualidade e desejo.
c) faz alusão à competição entre os mais fortes 
(europeus) e os mais fracos (brasileiros).
d) ressalta o homem sucumbindo aos fatores 
preponderantes do meio.
e) condena veladamente o sexo e defende indi-
retamente os princípios morais.
 20. Assinale a alternativa que contém a afirma-
ção correta sobre o Naturalismo no Brasil.
a) O Naturalismo usou elementos da natureza sel-
vagem do Brasil do século XIX para defender 
teses sobre os defeitos da cultura primitiva.
b) A valorização da natureza rude verificada 
nos poetas árcades se prolonga na visão na-
turalista do século XIX, que toma a natureza 
decadente dos cortiços para provar os male-
fícios da mestiçagem.
c) O Naturalismo no Brasil esteve sempre ligado 
à beleza das paisagens das cidades e do inte-
rior do Brasil.
d) O Naturalismo, por seus princípios cientí-
ficos, considerava as narrativas literárias 
exemplos de demonstração de teses e ideias 
sobre a sociedade e o homem.
e) O Naturalismo do século XIX no Brasil difun-
diu na literatura uma linguagem científica e 
hermética, fazendo com que os textos literá-
rios fossem lidos apenas por intelectuais.
GAbARito
1. A 2. D 3. A 4. E 5. C 6. C
7. A 8. A 9. D 10. B 11. E 12. A
13. A 14. B 15. A 16. B 17. D 18. E
19. E 20. D
119
121
O trovador
Sentimentos em mim do asperamente
dos homens das primeiras eras...
As primaveras do sarcasmo
Intermitentemente no meu coração arlequinal...
Intermitentemente...
Outras vezes é um doente, um frio
na minha alma doente como um longo som redondo...
Cantabona! Cantabona!
Dlorom...
Sou um tupi tangendo um alaúde!
ANDRADE, M. In: MANFIO, D. Z. (Org.) Poesias completas de Mário de Andrade. Belo Horizonte: Itatiaia, 2005.
Durante a 1ª fase do modernismo surgiu o Manifesto Antropofágico, que pregava a absorção das 
influências. As características desse manifesto podem ser visíveis em versos como:
a) Sentimentos em mim do asperamente
b) Intermitentemente no meu coração arlequinal
c) Outras vezes é um doente, um frio
d) Cantabona! Cantabona! / Dlorom...
e) Sou um tupi tangendo um alaúde!
AplicAção dos conhecimentos - sAlA
MODELO 1
Tema: Modernismo
Construção da habilidade: Dentro da competência da área 4 do Enem, será exigida a capacidade 
de compreender a arte como sabercultural e estético gerador de significação e integrador da organi-
zação do mundo e da própria identidade, com base na primeira fase do modernismo.
Competência: 4 Habilidade: 13
SEMANA 2
122
Observe o poema:
Mulher Proletária
Mulher proletária - única fábrica,
Que o operário tem, (fábrica de filhos)
Tu
Na tua superprodução de máquina humana
Forneces anjos para o Senhor Jesus,
Forneces braços para o senhor burguês.
Mulher proletária,
O operário, teu proprietário
Há de ver, há de ver:
A tua produção,
A tua superprodução,
Ao contrário das máquinas burguesas
Salvar o teu proprietário.
Dentre as muitas características deste(a) autor(a), cuja geração modernista estava mais voltada às 
denúncias contra a desigualdade social, nota-se o jogo de palavras bem elaborado tal qual um(a) 
parnasiano(a). Trata-se de:
a) Jorge de Lima
b) Cecília Meireles
c) Jorge Amado
d) Clarice Lispector
e) Graciliano Ramos
MODELO 2
Tema: Modernismo
Construção da habilidade: Dentro da competência da área 4 do Enem, será exigida a capacidade 
de compreender a arte como saber cultural e estético gerador de significação e integrador da organi-
zação do mundo e da própria identidade, com base na segunda fase do modernismo.
Competência: 4 Habilidade: 13
123
Uma esperança
Aqui em casa pousou uma esperança. Não a clás-
sica, que tantas vezes verifica-se ser ilusória, em-
bora mesmo assim nos sustente sempre. Mas a 
outra, bem concreta e verde: o inseto.
Houve um grito abafado de um de meus filhos:
– Uma esperança! E na parede, bem em cima de 
sua cadeira! Emoção dele também que unia em 
uma só as duas esperanças, já tem idade para isso. 
Antes surpresa minha: esperança é coisa secreta 
e costuma pousar diretamente em mim, sem nin-
guém saber, e não acima de minha cabeça numa 
parede. Pequeno rebuliço: mas era indubitável, lá 
estava ela, e mais magra e verde não poderia ser.
– Ela quase não tem corpo, queixei-me.
– Ela só tem alma, explicou meu filho e, como 
filhos são uma surpresa para nós, descobri com 
surpresa que ele falava das duas esperanças.
Ela caminhava devagar sobre os fiapos das lon-
gas pernas, por entre os quadros da parede. Três 
vezes tentou renitente uma saída entre dois 
quadros, três vezes teve que retroceder caminho. 
Custava a aprender.
– Ela é burrinha, comentou o menino.
– Sei disso, respondi um pouco trágica.
– Está agora procurando outro caminho, olhe, 
coitada, como ela hesita.
– Sei, é assim mesmo.
– Parece que esperança não tem olhos, mamãe, é 
guiada pelas antenas.
– Sei, continuei mais infeliz ainda.
Ali ficamos, não sei quanto tempo olhando. Vi-
giando-a como se vigiava na Grécia ou em Roma o 
começo de fogo do lar para que não se apagasse.
– Ela se esqueceu de que pode voar, mamãe, e 
pensa que só pode andar devagar assim.
Andava mesmo devagar – estaria por acaso feri-
da? Ah não, senão de um modo ou de outro es-
correria sangue, tem sido sempre assim comigo.
MODELO 3
Tema: Modernismo
Construção da habilidade: Dentro da competência da área 4 do ENEM, será exigida a capaci-
dade de compreender a arte como saber cultural e estético gerador de significação e integrador da 
organização do mundo e da própria identidade, com base na terceira fase do modernismo.
Competência: 4 Habilidade: 13
Foi então que farejando o mundo que é comível, 
saiu de trás de um quadro uma aranha. Não uma 
aranha, mas me parecia “a” aranha. Andando 
pela sua teia invisível, parecia transladar-se ma-
ciamente no ar. Ela queria a esperança. Mas nós 
também queríamos e, oh! Deus, queríamos menos 
que comê-la. Meu filho foi buscar a vassoura. Eu 
disse fracamente, confusa, sem saber se chegara 
infelizmente a hora certa de perder a esperança:
– É que não se mata aranha, me disseram que 
traz sorte...
– Mas ela vai esmigalhar a esperança! - respon-
deu o menino com ferocidade.
– Preciso falar com a empregada para limpar 
atrás dos quadros – falei sentindo a frase des-
locada e ouvindo o certo cansaço que havia na 
minha voz. Depois devaneei um pouco de como 
eu seria sucinta e misteriosa com a empregada: 
eu lhe diria apenas: você faz o favor de facilitar 
o caminho da esperança.
O menino, morta a aranha, fez um trocadilho, com o 
inseto e a nossa esperança. Meu outro filho, que es-
tava vendo televisão, ouviu e riu de prazer. Não havia 
dúvida: a esperança pousara em casa, alma e corpo.
Mas como é bonito o inseto: mais pousa que vive, é 
um esqueletinho verde, e tem uma forma tão delica-
da que isso explica por que eu, que gosto de pegar 
nas coisas, nunca tentei pegá-la.
Uma vez, aliás, agora é que me lembro, uma es-
perança bem menor que esta, pousara no meu 
braço. Não senti nada, de tão leve que era, foi só 
visualmente que tomei consciência de sua pre-
sença. Encabulei com a delicadeza. Eu não mexia 
o braço e pensei: “e essa agora? que devo fazer?” 
Em verdade nada fiz. Fiquei extremamente quie-
ta como se uma flor tivesse nascido em mim. 
Depois não me lembro mais o que aconteceu. E, 
acho que não aconteceu nada.
(LISPECTOR, Clarice. Uma esperança. In: Felicidade 
clandestina. Rio de Janeiro: Rocco, 1998.)
Clarice Lispector é uma escritora que explora os monólogos internos de seus personagens em seu 
estilo de escrita. Isto produz um efeito de fragmentação de enredo e pouca necessidade de compre-
ender o ambiente, já que o foco se torna os pensamentos e sentimentos dos personagens envolvidos. 
Em relação ao conto, é correto afirmar que sua construção acontece, principalmente em função:
a) da descrição do convívio familiar.
b) de um fato ao mesmo tempo simples e inusitado.
c) do pessimismo gerado pela narradora personagem.
d) de dois possíveis sentidos atribuídos a um mesmo vocábulo.
e) da imprecisão do ambiente
124
MODELO 4
Veja a letra da canção Ideologia, de Cazuza:
Meu partido
É um coração partido
E as ilusões
Estão todas perdidas
Os meus sonhos
Foram todos vendidos
Tão barato que eu nem acredito
Ah! Eu nem acredito
Que aquele garoto
Que ia mudar o mundo
Mudar o mundo
Frequenta agora
As festas do Grand Monde
Meus heróis
Morreram de overdose
Meus inimigos
Estão no poder
Ideologia!
Eu quero uma pra viver
Ideologia!
Eu quero uma pra viver
Tema: anos 80 — o poema pós-utópico
Construção da habilidade: Dentro da competência da área 4 do Enem, do aluno será exigida a 
capacidade de compreender a arte como saber cultural e estético gerador de significação e integrador 
da organização do mundo e da própria identidade, com base na literatura dos anos 80.
Competência: 4 Habilidade: 13
Um dos artistas mais famosos dos anos 80 na música foi Cazuza. Suas letras, carregadas dos mais 
variados temas, atravessaram gerações. O tema presente na canção trata
a) de inversão da realidade produzida pelos ideólogos, tal como na concepção de Marx, e que consiste 
numa necessidade do proletariado.
b) de visão de mundo que os seres humanos necessitam para se adaptarem a um mundo em que as utopias 
perderam sua força mobilizadora.
c) de elemento que contribui para maior coesão social na medida em que explicita as contradições da 
sociedade de classes.
d) de fato social sem importância para a construção da subjetividade na sociedade atual e na qual todos 
são reduzidos à condição de consumidores.
e) da reviravolta de sua vida particular em virtude da AIDS.
O meu prazer
Agora é risco de vida
Meu sex and drugs
Não tem nenhum rock ‘n’ roll
Eu vou pagar
A conta do analista
Pra nunca mais
Ter que saber
Quem eu sou
Ah! Saber quem eu sou
Pois aquele garoto
Que ia mudar o mundo
Mudar o mundo
Agora assiste a tudo
Em cima do muro
Em cima do muro!
Meus heróis
Morreram de overdose
Meus inimigos
Estão no poder
Ideologia!
Eu quero uma pra viver
Ideologia!
Pra viver
125
Segue, abaixo, a letra da banda Mamonas 
Assassinas, chamada Pelados em Santos:
Mina, seus cabelo é da hora
Seu corpão violão
Meu docinho de coco
Tá me deixando louco
Minha Brasília amarela
Tá de portas abertas
Pra mode a gente se amar
Pelados em Santos
Pois você, minha pitchula
Me deixou legalzão
Não me sintcho sozinho
Você é meu chuchuzinho
Musicis very good
(Oxente ai, ai, ai!)
Mas comigo ela não quer se casar
(Oxente ai, ai, ai!)
Na Brasília amarela com roda gaúcha
Ela não quer entrar
(Oxente ai, ai, ai!)
É feijão com jabá
A desgraçada num quer compartilhar
Mas ela é lindia
Mutcho mar do que lindia
Very, very beautiful
Você me deixa doidião
Oh, yes! Oh, no!
Meu docinho de coco
Music is very porreta
(Oxente Paraguai!)
Pos Paraguai ela não quis viajar
(Oxente Paraguai!)
Comprei um Reebok e uma calça Fiorucci
Ela não quer usar
(Oxente Paraguai!)
MODELO 5
Tema: Anos 90 e 2000
Construção da habilidade: Dentro da competência da área 4 do Enem,t será exigida a capaci-
dade de compreender a arte como saber cultural e estético gerador de significação e integrador da 
organização do mundo e da própria identidade, com base na literatura dos anos 90 e 2000.
Competência: 4 Habilidade: 13
Eu não sei o que faço
Pra essa mulé eu conquistchar
Porque ela é lindia
Mutcho mar do que lindia
Very, very beautiful
Você me deixa doidião
Oh, yes! Oh, no!
Meu chuchuzinho
Oh, yes! No, no, no, no!
Eu te I love you!
Pera aí que tem mais
Um poquinho de u
Uuuuu
Tchê
Ao longo da literatura brasileira, diversas ca-
racterísticas são criadas, mantidas e descar-
tadas pelos movimentos sucessores. Consi-
derando a afirmativa, não se evidencia nesta 
letra:
a) a valorização do personagem nacional como 
protagonista – Arcadismo
b) a idealização da mulher amada – Romantismo
c) a assonância como recurso de musicalidade – 
Simbolismo
d) a implementação de personagens irônicos – 
Pré-modernismo
e) o Antropofagismo – Modernismo, primeira 
geração
126
RAio X - Análise eXpositivA
 1. O Movimento Antropofágico prezava pela busca e absorção das influências adquiridas, o que é de-
clarado no verso “Sou um tupi tangendo um alaúde!”, exemplificando o objetivo proposto.
 2. As questões de métrica e jogo de palavras são características específicas de Jorge de Lima.
 3. No decorrer do texto, a autora explora a ambiguidade do termo esperança no diálogo entre os per-
sonagens e também dentro dos monólogos internos.
 4. A sequência de fatos demonstram a necessidade de reação do eu lírico, mas para tal, este precisa 
de algo que lhe dê impulso para lutar por suas utopias.
 5. A implementação de personagens irônicos não é uma característica do pré-modernismo
GAbARito
1. E 2. A 3. D 4. B 5. D
127
Prescrição: Para resolver os exercícios dessa aula, será necessário estabelecer relações entre um texto literário 
e o momento em que foi produzido; analisar os procedimentos de construção do texto literário, associando-os 
à forma como os artistas de determinadas geração concebem a arte; e refletir sobre como os valores sociais e 
humanos presentes na cultura do lugar em que vive são integrados ao patrimônio literário nacional.
pRáticA dos conhecimentos - e.o.
 1. (Enem) Famigerado
Com arranco, [o sertanejo] calou-se. Como 
arrependido de ter começado assim, de evi-
dente. Contra que aí estava com o fígado em 
más margens; pensava, pensava. Cabismedi-
tado. Do que, se resolveu. Levantou as fei-
ções. Se é que se riu: aquela crueldade de 
dentes. Encarar, não me encarava, só se fito 
à meia esguelha. Latejava-lhe um orgulho 
indeciso. Redigiu seu monologar.
O que frouxo falava: de outras, diversas pes-
soas e coisas, da Serra, do São Ão, travados 
assuntos, insequentes, como dificultação. A 
conversa era para teias de aranha. Eu tinha 
de entender-lhe as mínimas entonações, se-
guir seus propósitos e silêncios. Assim no 
fechar-se com o jogo, sonso, no me iludir, 
ele enigmava. E, pá:
– Vosmecê agora me faça a boa obra de que-
rer me ensinar o que é mesmo que é: fasmis-
gerado... faz-me-gerado... falmisgeraldo... 
familhas-gerado...?
ROSA, J. G. Primeiras estórias. Rio de 
Janeiro: Nova Fronteira, 1988. 
A linguagem peculiar é um dos aspectos que 
conferem a Guimarães Rosa um lugar de des-
taque na literatura brasileira. No fragmento 
lido, a tensão entre a personagem e o narra-
dor se estabelece porque:
a) o narrador se cala, pensa e monologa, ten-
tando assim evitar a perigosa pergunta de 
seu interlocutor.
b) o sertanejo emprega um discurso cifrado, 
com enigmas, como se vê em “a conversa era 
para teias de aranhas”.
c) entre os dois homens cria-se uma comunica-
ção impossível, decorrente de suas diferen-
ças socioculturais.
d) a fala do sertanejo é interrompida pelo gesto 
de impaciência do narrador, decidido a mu-
dar o assunto da conversa.
e) a palavra desconhecida adquire o poder de 
gerar conflito e separar as personagens em 
planos incomunicáveis.
 2. (Enem) Confidência do itabirano
De Itabira trouxe prendas diversas que ora 
[te ofereço:
esta pedra de ferro, futuro aço do Brasil;
este São Benedito do velho santeiro Alfredo 
[Durval;
este couro de anta, estendido no sofá de 
[visitas;
este orgulho, esta cabeça baixa.
Tive ouro, tive gado, tive fazendas.
Hoje sou funcionário público.
Itabira é apenas uma fotografia na parede.
Mas como dói.
ANDRADE, C. D. Sentimento do mundo. São 
Paulo: Cia. das Letras, 2012 (fragmento).
O poeta pensa a região como lugar, pleno de 
afetos. A longa história da ocupação de Mi-
nas Gerais, iniciada com a mineração, deixou 
marcas que se atualizam em Itabira, peque-
na cidade onde nasceu o poeta. Nesse senti-
do, a evocação poética indica o(a): 
a) pujança da natureza resistindo à ação humana.
b) sentido de continuidade do progresso.
c) cidade como imagem positiva da identidade 
mineira.
d) percepção da cidade como paisagem da me-
mória.
e) valorização do processo de ocupação da re-
gião.
 3. (Enem)
O corpo no cavalete
é um pássaro que agoniza
exausto do próprio grito.
As vísceras vasculhadas
principiam a contagem
regressiva.
No assoalho o sangue
se decompõe em matizes
que a brisa beija e balança:
o verde – de nossas matas
o amarelo – de nosso ouro
o azul – de nosso céu
o branco o negro o negro
CACASO. In: HOLLANDA, H. B (Org.). 26 poetas 
hoje. Rio do Janeiro: Aeroplano, 2007.
128
Situado na vigência do Regime Militar que 
governou o Brasil, na década de 1970, o poe-
ma de Cacaso edifica uma forma de resistên-
cia e protesto a esse período, metaforizando: 
a) as artes plásticas, deturpadas pela repressão 
e censura.
b) a natureza brasileira, agonizante como um 
pássaro enjaulado.
c) o nacionalismo romântico, silenciado pela 
perplexidade com a Ditadura.
d) o emblema nacional, transfigurado pelas 
marcas do medo e da violência.
e) as riquezas da terra, espoliadas durante o 
aparelhamento do poder armado.
 4. (Enem) Mãos dadas
Não serei o poeta de um mundo caduco.
Também não cantarei o mundo futuro.
Estou preso à vida e olho meus companheiros.
Estão taciturnos mas nutrem grandes 
[esperanças.
Entre eles, considero a enorme realidade.
O presente é tão grande, não nos afastemos.
Não nos afastemos muito, vamos de mãos 
dadas.
Não serei o cantor de uma mulher, de uma 
[história.
Não direi suspiros ao anoitecer, a paisagem 
[vista na janela.
Não distribuirei entorpecentes ou cartas de 
[suicida.
Não fugirei para ilhas nem serei raptado por 
[serafins.
O tempo é a minha matéria, o tempo 
[presente, os homens presentes, 
a vida presente.
ANDRADE, C. D. Sentimento do mundo. 
São Paulo: Cia. das Letras, 2012.
Escrito em 1940, o poema Mãos dadas revela 
um eu lírico marcado pelo contexto de opres-
são política no Brasil e da Segunda Guerra 
Mundial. Em face dessa realidade, o eu lírico: 
a) considera que em sua época o mais impor-
tante é a independência dos indivíduos.
b) desvaloriza a importância dos planos pesso-
ais na vida em sociedade.
c) reconhece a tendência à autodestruição em 
uma sociedade oprimida.
d) escolhe a realidade social e seu alcance indi-
vidual como matéria poética.
e) critica o individualismo comum aos românti-
cos e aos excêntricos.
 5. (Enem) Tudo no mundo começou com um 
sim. Uma molécula disse sim a outra molécu-
la e nasceu a vida. Mas antes da pré-história 
havia a pré-história da pré-história e havia o 
nunca e havia o sim. Sempre houve. Não sei o 
quê, mas sei que ouniverso jamais começou.
[…]
Enquanto eu tiver perguntas e não houver 
respostas continuarei a escrever. Como co-
meçar pelo início, se as coisas acontecem 
antes de acontecer? Se antes da pré-pré-
-história já havia os monstros apocalípticos? 
Se esta história não existe, passará a existir. 
Pensar é um ato. Sentir é um fato. Os dois 
juntos – sou eu que escrevo o que estou es-
crevendo. […] Felicidade? Nunca vi palavra 
mais doida, inventada pelas nordestinas que 
andam por aí aos montes.
Como eu irei dizer agora, esta história será 
o resultado de uma visão gradual – há dois 
anos e meio venho aos poucos descobrindo 
os porquês. É visão da iminência de. De quê? 
Quem sabe se mais tarde saberei. Como que 
estou escrevendo na hora mesma em que sou 
lido. Só não inicio pelo fim que justificaria o 
começo – como a morte parece dizer sobre a 
vida – porque preciso registrar os fatos an-
tecedentes.
LISPECTOR, C. A hora da estrela. 
Rio de Janeiro: Rocco, 1988 (fragmento).
A elaboração de uma voz narrativa peculiar 
acompanha a trajetória literária de Clarice 
Lispector, culminada com a obra A hora da 
estrela, de 1977, ano da morte da escritora. 
Nesse fragmento, nota-se essa peculiaridade 
porque o narrador:
a) observa os acontecimentos que narra sob 
uma ótica distante, sendo indiferente aos 
fatos e às personagens.
b) relata a história sem ter tido a preocupação 
de investigar os motivos que levaram aos 
eventos que a compõem.
c) revela-se um sujeito que reflete sobre ques-
tões existenciais e sobre a construção do 
discurso.
d) admite a dificuldade de escrever uma histó-
ria em razão da complexidade para escolher 
as palavras exatas.
e) propõe-se a discutir questões de natureza fi-
losófica e metafísica, incomuns na narrativa 
de ficção.
 6. (Enem) Aquele bêbado
— Juro nunca mais beber – e fez o sinal da 
cruz com os indicadores. Acrescentou: — Ál-
cool.
O mais, ele achou que podia beber. Bebia 
paisagens, músicas de Tom Jobim, versos de 
Mário Quintana. Tomou um pileque de Se-
gall. Nos fins de semana embebedava-se de 
Índia Reclinada, de Celso Antônio.
— Curou-se 100% de vício – comentavam os 
amigos.
Só ele sabia que andava bêbado que nem um 
gambá. Morreu de etilismo abstrato, no meio 
de uma carraspana de pôr do sol no Leblon, 
e seu féretro ostentava inúmeras coroas de 
ex-alcoólatras anônimos.
ANDRADE, C. D. Contos plausíveis. Rio 
de Janeiro: Record, 1991.
129
A causa mortis do personagem, expressa no 
último parágrafo, adquire um efeito irônico 
no texto porque, ao longo da narrativa, ocor-
re uma:
a) metaforização do sentido literal do verbo 
“beber”.
b) aproximação exagerada da estética abstra-
cionista.
c) apresentação gradativa da coloquialidade da 
linguagem.
d) exploração hiperbólica da expressão “inúme-
ras coroas”.
e) citação aleatória de nomes de diferentes ar-
tistas.
 7. (Enem) Verbo ser
QUE VAI SER quando crescer? Vivem pergun-
tando em redor. Que é ser? É ter um corpo, 
um jeito, um nome? Tenho os três. E sou? 
Tenho de mudar quando crescer? Usar outro 
nome, corpo ou jeito? Ou a gente só prin-
cipia a ser quando cresce? É terrível, ser? 
Dói? É bom? É triste? Ser: pronunciado tão 
depressa, e cabe tantas coisas? Repito: ser, 
ser, ser. Er. R. Que vou ser quando crescer? 
Sou obrigado a? Posso escolher? Não dá para 
entender. Não vou ser. Não quero ser. Vou 
crescer assim mesmo. Sem ser. Esquecer.
ANDRADE, C. D. Poesia e prosa. Rio de 
Janeiro: Nova Aguilar, 1992.
A inquietação existencial do autor com a au-
toimagem corporal e a sua corporeidade se 
desdobra em questões existenciais que têm 
origem:
a) no conflito do padrão corporal imposto con-
tra as convicções de ser autêntico e singular.
b) na aceitação das imposições da sociedade se-
guindo a influência de outros.
c) na confiança no futuro, ofuscada pelas tra-
dições e culturas familiares.
d) no anseio de divulgar hábitos enraizados, 
negligenciados por seus antepassados.
e) na certeza da exclusão, revelada pela indife-
rença de seus pares.
 8. (Enem) Cegueira
Afastou-me da escola, atrasou-me, enquan-
to os filhos de seu José Galvão se interna-
vam em grandes volumes coloridos, a doen-
ça de olhos que me perseguia na meninice. 
Torturava-me semanas e semanas, eu vivia 
na treva, o rosto oculto num pano escuro, 
tropeçando nos móveis, guiando-me às apal-
padelas, ao longo das paredes. As pálpebras 
inflamadas colavam-se. Para descerrá-las, eu 
ficava tempo sem fim mergulhando a cara na 
bacia de água, lavando-me vagarosamente, 
pois o contato dos dedos era doloroso em ex-
cesso. Finda a operação extensa, o espelho 
da sala de visitas mostrava-me dois bugalhos 
sangrentos, que se molhavam depressa e 
queriam esconder-se. Os objetos surgiam 
empastados e brumosos. Voltava a abrigar-
-me sob o pano escuro, mas isto não atenua-
va o padecimento. Qualquer luz me deslum-
brava, feria-me como pontas de agulha [...]. 
Sem dúvida o meu espectro era desagra-
dável, inspirava repugnância. E a gente da 
casa se impacientava. Minha mãe tinha a 
franqueza de manifestar-me viva antipatia. 
Dava-me dois apelidos: bezerro-encourado e 
cabra-cega. 
RAMOS, G. Infância. Rio de Janeiro: 
Record, 1984. (fragmento)
O impacto da doença, na infância, revela-se 
no texto memorialista de Graciliano Ramos 
através de uma atitude marcada por:
a) uma tentativa de esquecer os efeitos da doença.
b) preservar a sua condição de vítima da negli-
gência materna.
c) apontar a precariedade do tratamento médi-
co no sertão.
d) registrar a falta de solidariedade dos amigos 
e familiares.
e) recompor em minúcias e sem autopiedade, a 
sensação da dor.
 9. (Enem) TEXTO I
Poema de sete faces 
Mundo mundo vasto mundo, 
Se eu me chamasse Raimundo 
seria uma rima, não seria uma solução. 
Mundo mundo vasto mundo, 
mais vasto é meu coração. 
ANDRADE, C. D. Antologia poética. Rio de 
Janeiro: Record, 2001 (fragmento). 
TEXTO II 
CDA (imitado) 
Ó vida, triste vida! 
Se eu me chamasse Aparecida 
dava na mesma. 
FONTELA, O. Poesia reunida. São Paulo: Cosac 
Naify; Rio de Janeiro: 7Letras, 2006. 
Orides Fontela intitula seu poema “CDA”, si-
gla de Carlos Drummond de Andrade, e entre 
parênteses indica “imitado” porque, como 
nos versos de Drummond:
a) apresenta o receio de colocar os dramas pes-
soais no mundo vasto. 
b) expõe o egocentrismo de sentir o coração 
maior que o mundo. 
c) aponta a insuficiência da poesia para solu-
cionar os problemas da vida.
d) adota tom melancólico para evidenciar a de-
sesperança com a vida. 
e) invoca a tristeza da vida para potencializar 
a ineficácia da rima.
130
 10. (Enem) Logia e mitologia 
Meu coração
de mil e novecentos e setenta e dois 
Já não palpita fagueiro 
sabe que há morcegos de pesadas olheiras 
que há cabras malignas que há 
cardumes de hienas infiltradas 
no vão da unha da alma 
um porco belicoso de radar 
e que sangra e ri 
e que sangra e ri 
a vida anoitece provisória 
centuriões sentinelas 
do Oiapoque ao Chuí. 
CACASO. Lero-lero. Rio de Janeiro: 7Letras; 
São Paulo: Cosac & Naify, 2002. 
O título do poema explora a expressividade de 
termos que representam o conflito do momen-
to histórico vivido pelo poeta na década de 
1970. Nesse contexto, é correto afirmar que:
a) o poeta utiliza uma série de metáforas zoo-
lógicas com significado impreciso.
b) “morcegos”, “cabras”, e “hienas” metafori-
zam as vítimas do regime militar vigente.
c) o “porco” , animal difícil de domesticar, re-
presenta os movimentos de resistência.
d) o poeta caracteriza o momento de opressão 
através de alegorias de forte poder de impacto. 
e) “centuriões” e “sentinelas” simbolizam os 
agentes que garantem a paz social experi-
mentada.
 11. (Enem) Ai, palavras, ai, palavras 
Que estranha potência a vossa! 
Todo o sentido da vida 
Principia a vossa porta: 
O mel do amor cristaliza 
Seu perfume em vossa rosa; 
Sois o sonho e sois a audácia, 
Calúnia, fúria, derrota... 
A liberdade das almas, 
ai! Com letras se elabora... 
e dos venenos humanos 
sois a mais fina retorta: 
frágil, frágil,como o vidro 
e mais que o aço poderosa! 
Reis, impérios, povos, tempos, 
pelo vosso impulso rodam... 
MEIRELES, C. Obra poética. Rio de Janeiro: 
Nova Aguilar, 1985 (fragmento). 
O fragmento destacado foi transcrito do Ro-
manceiro da Independência, de Cecília Mei-
reles. Centralizada no episódio histórico da 
Inconfidência Mineira, a obra, no entanto, 
elabora uma reflexão mais ampla sobre a se-
guinte relação entre o homem e a linguagem: 
a) A força e a resistência humanas superam os 
danos provocados pelo poder corrosivo das 
palavras.
b) As relações humanas, em suas múltiplas es-
feras, têm seu equilíbrio vinculado aos sig-
nificado das palavras.
c) O significado dos nomes não expressa de for-
ma justa e completa a grandeza da luta do 
homem pela vida.
d) Renovando o significado das palavras, o 
tempo permite às gerações perpetuar seus 
valores e suas crenças.
e) Como produto da criatividade humana, a 
linguagem tem seu alcance limitado pelas 
intenções e gestos.
 12. (Enem) Prima Julieta
Prima Julieta irradiava um fascínio singular. 
Era a feminilidade em pessoa. Quando a co-
nheci, sendo ainda garoto e já sensibilíssimo 
ao charme feminino, teria ela uns trinta ou 
trinta e dois anos de idade.
Apenas pelo seu andar percebia-se que era 
uma deusa, diz Virgílio de outra mulher. Pri-
ma Julieta caminhava em ritmo lento, agi-
tando a cabeça para trás, remando os belos 
braços brancos. A cabeleira loura incluía re-
flexos metálicos. Ancas poderosas. Os olhos 
de um verde azulado borboleteavam. A voz 
rouca e ácida, em dois planos: voz de pessoa 
da alta sociedade.
MENDES, M. A idade do serrote. Rio de Janeiro: Sabiá, 1968.
Entre os elementos constitutivos dos gêne-
ros, está o modo como se organiza a pró-
pria composição textual, tendo-se em vista 
o objetivo de seu autor: narrar, descrever, 
argumentar, explicar, instruir. No trecho, 
reconhece-se uma sequência textual 
a) explicativa, em que se expõem informações 
objetivas referentes à prima Julieta.
b) instrucional, em que se ensina o comporta-
mento feminino, inspirado em prima Julieta.
c) narrativa, em que se contam fatos que, no 
decorrer do tempo, envolvem prima Julieta.
d) descritiva, em que se constrói a imagem de 
prima Julieta a partir do que os sentidos do 
enunciador captam.
e) argumentativa, em que se defende a opinião 
do enunciador sobre prima Julieta, buscan-
do-se a adesão do leitor a essas ideias.
 13. (Enem) Ó meio-dia confuso,
ó vinte-e-um de abril sinistro,
que intrigas de ouro e de sonho
houve em tua formação?
Quem ordena, julga e pune?
Quem é culpado e inocente?
Na mesma cova do tempo
cai o castigo e o perdão.
Morre a tinta das sentenças
e o sangue dos enforcados...
— liras, espadas e cruzes
pura cinza agora são.
Na mesma cova, as palavras,
o secreto pensamento,
as coroas e os machados,
mentira e verdade estão.
[...] 
MEIRELES, C. Romanceiro da Inconfidência. Rio 
de Janeiro: Aguilar, 1972. (fragmento)
131
O poema de Cecília Meireles tem como ponto 
de partida um fato da história nacional, a 
Inconfidência Mineira. Nesse poema, a rela-
ção entre texto literário e contexto históri-
co indica que a produção literária é sempre 
uma recriação da realidade, mesmo quando 
faz referência a um fato histórico determi-
nado. No poema de Cecília Meireles, a recria-
ção se concretiza por meio: 
a) do questionamento da ocorrência do próprio 
fato, que, recriado, passa a existir como for-
ma poética desassociada da história nacional.
b) da descrição idealizada e fantasiosa do fato 
histórico, transformado em batalha épica que 
exalta a força dos ideais dos Inconfidentes.
c) da recusa da autora de inserir nos versos o 
desfecho histórico do movimento da Incon-
fidência: a derrota, a prisão e a morte dos 
Inconfidentes.
d) do distanciamento entre o tempo da escrita 
e o da Inconfidência, que, questionada po-
eticamente, alcança sua dimensão histórica 
mais profunda.
e) do caráter trágico, que, mesmo sem corres-
ponder à realidade, foi atribuído ao fato his-
tórico pela autora, a fim de exaltar o heroís-
mo dos Inconfidentes.
 14. (Enem) No poema “Procura da poesia”, Carlos 
Drummond de Andrade expressa a concepção 
estética de se fazer com palavras o que o escul-
tor Michelangelo fazia com mármore. O frag-
mento a seguir exemplifica essa afirmação.
“(...)
Penetra surdamente no reino das palavras.
Lá estão os poemas que esperam ser escritos.
(...)
Chega mais perto e contempla as palavras.
Cada uma
tem mil faces secretas sob a face neutra
e te pergunta, sem interesse pela resposta,
pobre ou terrível, que lhe deres:
trouxeste a chave?”
Carlos Drummond de Andrade. A rosa do povo. 
Rio de Janeiro: Record, 1997, p. 13-14.
Esse fragmento poético ilustra o seguinte 
tema constante entre autores modernistas: 
a) a nostalgia do passado colonialista revisitado.
b) a preocupação com o engajamento político e 
social da literatura.
c) o trabalho quase artesanal com as palavras, 
despertando sentidos novos.
d) a produção de sentidos herméticos na busca 
da perfeição poética.
e) a contemplação da natureza brasileira na 
perspectiva ufanista da pátria.
 15. (Enem) Primeiro surgiu o homem nu de ca-
beça baixa. Deus veio num raio. Então apa-
receram os bichos que comiam os homens. 
E se fez o fogo, as especiarias, a roupa, a 
espada e o dever. Em seguida se criou a fi-
losofia, que explicava como não fazer o que 
não devia ser feito. Então surgiram os nú-
meros racionais e a História, organizando os 
eventos sem sentido. A fome desde sempre, 
das coisas e das pessoas. Foram inventados o 
calmante e o estimulante. E alguém apagou a 
luz. E cada um se vira como pode, arrancan-
do as cascas das feridas que alcança.
BONASSI, F. 15 cenas do descobrimento de Brasis. 
In: MORICONI, I. (Org.). Os cem melhores contos 
do século. Rio de Janeiro: Objetiva, 2001. 
A narrativa enxuta e dinâmica de Fernando 
Bonassi configura um painel evolutivo da 
história da humanidade. Nele, a projeção do 
olhar contemporâneo manifesta uma per-
cepção que:
a) recorre à tradição bíblica como fonte de ins-
piração para a humanidade.
b) desconstrói o discurso da filosofia a fim de 
questionar o conceito de dever.
c) resgata a metodologia da história para de-
nunciar as atitudes irracionais.
d) transita entre o humor e a ironia para cele-
brar o caos da vida cotidiana.
e) satiriza a matemática e a medicina para des-
mistificar o saber científico.
 16. (Enem) TEXTO I
Voluntário
Rosa tecia redes, e os produtos de sua peque-
na indústria gozavam de boa fama nos arre-
dores. A reputação da tapuia crescera com a 
feitura de uma maqueira de tucum ornamen-
tada com a coroa brasileira, obra de ingênuo 
gosto, que lhe valera a admiração de toda a 
comarca e provocara a inveja da célebre Ana 
Raimunda, de Óbidos, a qual chegara a for-
mar uma fortunazinha com aquela especia-
lidade, quando a indústria norte-americana 
reduzira à inatividade os teares rotineiros 
do Amazonas.
SOUSA, I. Contos amazônicos. 
São Paulo: Martins Fontes, 2004.
TEXTO II
Relato de um certo oriente
Emilie, ao contrário de meu pai, de Dorner 
e dos nossos vizinhos, não tinha vivido no 
interior do Amazonas. Ela, como eu, jamais 
atravessara o rio. Manaus era o seu mundo 
visível. O outro latejava na sua memória. 
Imantada por uma voz melodiosa, quase en-
cantada, Emilie maravilha-se com a descri-
ção da trepadeira que espanta a inveja, das 
folhas malhadas de um tajá que reproduz a 
fortuna de um homem, das receitas de curan-
deiros que veem em certas ervas da floresta 
132
o enigma das doenças mais temíveis, com as 
infusões de coloração sanguínea aconselha-
das para aliviar trinta e seis dores do corpo 
humano. “E existem ervas que não curam 
nada”, revelava a lavadeira, “mas assanham 
a mente da gente. Basta tomar um gole do lí-
quido fervendo para que o cristão sonhe uma 
única noite muitas vidas diferentes”. Esse re-
lato poderia ser de duvidosa veracidade para 
outras pessoas, mas não para Emilie.
HATOUM, M. São Paulo: Cia. das Letras, 2008.
As representaçõesda Amazônia na literatura 
brasileira mantêm relação com o papel atri-
buído à região na construção do imaginário 
nacional. Pertencentes a contextos históri-
cos distintos, os fragmentos diferenciam-se 
ao propor uma representação da realidade 
amazônica em que se evidenciam 
a) aspectos da produção econômica e da cura 
na tradição popular.
b) manifestações culturais autênticas e da re-
signação familiar.
c) valores sociais autóctones e influência dos 
estrangeiros.
d) formas de resistência locais e do cultivo das 
superstições.
e) costumes domésticos e levantamento das 
tradições indígenas.
 17. (Enem) Dario vinha apressado, guarda-chuva 
no braço esquerdo e, assim que dobrou a es-
quina, diminuiu o passo até parar, encostan-
do-se à parede de uma casa. Por ela escorre-
gando, sentou-se na calçada, ainda úmida da 
chuva, e descansou na pedra o cachimbo.
Dois ou três passantes rodearam-no e inda-
garam se não se sentia bem. Dario abriu a 
boca, moveu os lábios, não se ouviu resposta. 
O senhor gordo, de branco, sugeriu que devia 
sofrer de ataque.
TREVISAN, D. Uma vela para Dario. Cemitério de Elefantes. 
Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1964 (adaptado).
No texto, um acontecimento é narrado em 
linguagem literária. Esse mesmo fato, se re-
latado em versão jornalística, com caracte-
rísticas de notícia, seria identificado em: 
a) Aí, amigão, fui diminuindo o passo e tentei 
me apoiar no guarda-chuva... mas não deu. 
Encostei na parede e fui escorregando. Foi 
mal, cara! Perdi os sentidos ali mesmo. Um 
povo que passava falou comigo e tentou me 
socorrer. E eu, ali, estatelado, sem conseguir 
falar nada! Cruzes! Que mal!
b) O representante comercial Dario Ferreira, 43 
anos, não resistiu e caiu na calçada da Rua 
da Abolição, quase esquina com a Padre Viei-
ra, no centro da cidade, ontem por volta do 
meio-dia. O homem ainda tentou apoiar-se 
no guarda-chuva que trazia, mas não conse-
guiu. Aos populares que tentaram socorrê-lo 
não conseguiu dar qualquer informação.
c) Eu logo vi que podia se tratar de um ata-
que. Eu vinha logo atrás. O homem, todo 
aprumado, de guarda-chuva no braço e ca-
chimbo na boca, dobrou a esquina e foi di-
minuindo o passo até se sentar no chão da 
calçada. Algumas pessoas que passavam para-
ram para ajudar, mas ele nem conseguia falar.
d) Vítima
Idade: entre 40 e 45 anos
Sexo: masculino
Cor: branca
Ocorrência: Encontrado desacordado na Rua 
da Abolição, quase esquina com Padre Vieira.
Ambulância chamada às 12h34min por ho-
mem desconhecido. A caminho.
e) Pronto socorro? Por favor, tem um homem 
caído na calçada da rua da Abolição, quase 
esquina com a Padre Vieira. Ele parece des-
maiado. Tem um grupo de pessoas em vol-
ta dele. Mas parece que ninguém aqui pode 
ajudar. Ele precisa de uma ambulância rápi-
do. Por favor, venham logo! 
 18. Leia o poema:
podem ficar com a realidade
esse baixo astral
em que tudo entra pelo cano
eu quero viver de verdade
eu fico com o cinema americano
O poeta Paulo Leminski neste poema usa de 
procedimento redundante em sua obra. As-
sinale a alternativa que identifica esse pro-
cedimento.
a) intertextualidade.
b) ironia.
c) crítica à sociedade de massa.
d) fuga à realidade.
e) desejo de viver intensamente.
 19. Leia o poema:
o bicho alfabeto
tem vinte e três patas
ou quase
por onde ele passa
nascem palavras
e frases
com frases
se fazem asas
palavras
o vento leve
o bicho alfabeto
passa
fica o que não se escreve
 (Paulo Leminski)
Identifique a alternativa correta. 
a) A metalinguagem, presente no poema trans-
crito, é um recurso exclusivo da poesia con-
temporânea.
b) Aproximando o alfabeto a um ser capaz de 
se movimentar o poeta favorece a ideia cen-
tral do poema: tudo o que tem a ver com 
palavras está sujeito a mudanças.
133
c) Paulo Leminski, representante da poesia 
marginal, enfatiza no poema a inutilidade 
da palavra escrita.
d) Ao apresentar o alfabeto como um bicho 
com número ímpar de patas Leminski cria 
a ideia de um desequilíbrio que prejudica a 
expressão poética.
e) A ausência de metáforas e de rimas é carac-
terística não apenas do poema citado, mas 
de toda a obra de Paulo Leminski.
 20. Leia os versos de Cecília Meireles, extraídos 
do poema Epigrama nº 8.
Encostei-me a ti, sabendo bem que eras 
[somente onda.
Sabendo bem que eras nuvem, depus a 
[minha vida em ti.
Como sabia bem tudo isso, e dei-me ao teu 
[destino frágil, 
fiquei sem poder chorar, quando caí.
O eu lírico reconhece que a pessoa em quem 
depôs sua vida representava: 
a) uma relação incerta, por isso os desenganos 
vividos seriam inevitáveis.
b) um sentimento intenso, por isso tinha cer-
teza de que não sofreria.
c) um caso de amor passageiro, por isso se sen-
tia enganado.
d) uma angústia inevitável, por isso seria me-
lhor aquele amor.
e) uma opção equivocada, por isso sempre teve 
medo de amar.
 21. Venturosa de sonhar-te,
à minha sombra me deito.
(Teu rosto, por toda parte,
mas, amor, só no meu peito!)
— Barqueiro, que céu tão leve!
Barqueiro, que mar parado!
Barqueiro, que enigma breve,
o sonho de ter amado!
Em barca de nuvens sigo:
e o que vou pagando ao vento
para levar-te comigo
é suspiro e pensamento.
— Barqueiro, que doce instante!
Barqueiro, que instante imenso,
não do amado nem do amante:
mas de amar o amor que penso!
MEIRELES, Cecília. Canções. Obra poética. Rio 
de Janeiro: José Aguilar, 1972. p. 564.
A poesia de Cecília Meireles constitui “esbo-
ços de quadros metafísicos”, o que pode ser 
comprovado no texto por meio: 
a) da exaltação do ente amado em sua plenitu-
de de beleza.
b) do sofrimento causado pelo distanciamento 
entre os amantes.
c) da nostalgia de um tempo marcado pela ex-
periência concreta do amor.
d) de uma atitude reflexiva do sujeito poético a 
respeito do amor como ideia.
e) de versos predominantemente descritivos de 
uma paisagem estática que reflete o íntimo 
do sujeito lírico.
TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO 
Epigrama 2
És precária e veloz, Felicidade.
Custas a vir e, quando vens, não te demoras.
Foste tu que ensinaste aos homens que havia 
[tempo,
e, para te medir, se inventaram as horas.
Felicidade, és coisa estranha e dolorosa:
Fizeste para sempre a vida ficar triste:
Porque um dia se vê que as horas todas 
[passam,
e um tempo despovoado e profundo persiste.
(Cecília Meireles) 
 22. Assinale a afirmação errônea sobre o poema. 
a) Ao dialogar com a figura da Felicidade, o 
“eu” poético personifica-a.
b) A Felicidade é caracterizada por elementos 
paradoxais.
c) As horas foram inventadas como tentativa 
de substituição da Felicidade.
d) Constata-se que o tempo é tão fugaz quanto 
a Felicidade.
e) A Felicidade acaba sendo responsável pelo 
vazio existencial.
Considere o poema abaixo, de Ana Cristina 
César (1952-1983). 
Fisionomia 
não é mentira
é outra 
a dor que dói 
em mim
é um projeto
de passeio
em círculo um malogro
do objeto 
em foco 
a intensidade
de luz 
de tarde 
no jardim
é outra 
a dor que dói
 23. O título do poema está relacionado ao eu lí-
rico por um conflito de natureza:
a) amorosa.
b) social.
c) física
d) existencial.
e) imaginária.
134
 24. (Enem) Vei, a Sol
Ora o pássaro careceu de fazer necessidade, 
fez e o herói ficou escorrendo sujeira de uru-
bu. Já era de madrugadinha e o tempo es-
tava inteiramente frio. Macunaíma acordou 
tremendo, todo lambuzado. Assim mesmo 
examinou bem a pedra mirim da ilhota para 
vê si não havia alguma cova com dinheiro 
enterrado. Não havia não. Nem a correnti-
nha encantada de prata que indica pro es-
colhido, tesouro de holandês. Havia só as 
formigas jaquitaguas ruivinhas.
Então passou Caiuanogue, a estrela da ma-
nhã. Macunaíma já meio enjoado de tanto 
viver pediu pra ela que o carregasse pro céu.
Caiuanogue foi se chegando porém o herói 
fedia muito.
– Vá tomar banho! – ela fez. E foi-se embora.
Assim nasceu a expressão “Vá tomar banho” 
que os brasileiros empregam se referindo a 
certos imigrantes europeus.
ANDRADE, M. Macunaíma: o herói sem nenhum 
caráter. Rio de Janeiro: Agir, 2008.
Ofragmento de texto faz parte do capítulo 
VII, intitulado “Vei, a Sol”, do livro Macu-
naíma, de Mário de Andrade, pertencente 
à primeira fase do Modernismo brasileiro. 
Considerando a linguagem empregada pelo 
narrador, é possível identificar: 
a) resquícios do discurso naturalista usado pe-
los escritores do século XIX.
b) ausência de linearidade no tratamento do 
tempo, recurso comum ao texto narrativo da 
primeira fase modernista.
c) referência à fauna como meio de denunciar 
o primitivismo e o atraso de algumas regiões 
do país.
d) descrição preconceituosa dos tipos popula-
res brasileiros, representados por Macunaí-
ma e Caiuanogue.
e) uso da linguagem coloquial e de temáticas 
do lendário brasileiro como meio de valori-
zação da cultura popular nacional.
 25. (Enem) Evocação do Recife
A vida não me chegava pelos jornais nem pe-
los livros
Vinha da boca do povo na língua errada do 
povo
Língua certa do povo
Porque ele é que fala gostoso o português do 
Brasil
Ao passo que nós
O que fazemos
É macaquear
A sintaxe lusíada…
BANDEIRA, M. Estrela da vida inteira. Rio 
de Janeiro: Nova Fronteira, 2007.
Segundo o poema de Manuel Bandeira, as 
variações linguísticas originárias das classes 
populares devem ser: 
a) satirizadas, pois as várias formas de se falar 
o português no Brasil ferem a língua portu-
guesa autêntica.
b) questionadas, pois o povo brasileiro esquece 
a sintaxe da língua portuguesa.
c) subestimadas, pois o português “gostoso” de 
Portugal deve ser a referência de correção 
linguística.
d) reconhecidas, pois a formação cultural brasi-
leira é garantida por meio da fala do povo.
e) reelaboradas, pois o povo “macaqueia” a lín-
gua portuguesa original.
 26. (Enem) Cena
O canivete voou
E o negro comprado na cadeia
Estatelou de costas
E bateu coa cabeça na pedra
ANDRADE, O. Pau-brasil. São Paulo: Globo, 2001.
O Modernismo representou uma ruptura com 
os padrões formais e temáticos até então vi-
gentes na literatura brasileira. Seguindo es-
ses aspectos, o que caracteriza o poema Cena 
como modernista é o(a): 
a) construção linguística por meio de neologismo.
b) estabelecimento de um campo semântico 
inusitado.
c) configuração de um sentimentalismo conci-
so e irônico.
d) subversão de lugares-comuns tradicionais.
e) uso da técnica de montagem de imagens jus-
tapostas.
 27. (Enem)
 
O poema de Oswald de Andrade remonta à 
ideia de que a brasilidade está relacionada 
ao futebol. Quanto à questão da identidade 
nacional, as anotações em torno dos versos 
constituem: 
135
a) direcionamentos possíveis para uma leitura crí-
tica de dados histórico-culturais.
b) forma clássica da construção poética brasileira.
c) rejeição à ideia do Brasil como o país do futebol.
d) intervenções de um leitor estrangeiro no exercí-
cio de leitura poética.
e) lembretes de palavras tipicamente brasileiras 
substitutivas das originais.
 28. (ENEM) Só é meu 
O país que trago dentro da alma. 
Entro nele sem passaporte 
Como em minha casa. 
[...] 
As ruas me pertencem. 
Mas não há casas nas ruas, 
As casas foram destruídas desde a minha in-
fância. 
Os seus habitantes vagueiam no espaço 
À procura de um lar. 
Só é meu 
O mundo que trago dentro da alma. 
BANDEIRA, M. “Um poema de Chagall”. In: 
Estrela da vida inteira: poemas traduzidos. Rio de 
Janeiro: Nova Fronteira,1993 (fragmento). 
 
A arte, em suas diversas manifestações, des-
perta sentimentos que atravessam fronteiras 
culturais. Relacionando a temática do texto 
com a imagem, percebe-se a ligação entre a: 
a) alegria e a satisfação na produção das obras 
modernistas. 
b) memória e a lembrança passadas no íntimo 
do enunciador. 
c) saudade e o refúgio encontrados pelo ho-
mem na natureza. 
d) lembrança e o rancor relacionados ao seu 
ofício original. 
e) exaustão e o medo impostos ao corpo de 
todo artista. 
 29. (Enem) ERRO DE PORTUGUÊS
Quando o português chegou
Debaixo de uma bruta chuva
Vestiu o índio
Que pena!
Fosse uma manhã de Sol
O índio tinha despido
O português.
 Oswald de Andrade. Poesias reunidas. Rio 
de Janeiro: Civilização Brasileira, 1978.
O primitivismo observável no poema ante-
rior, de Oswald de Andrade, caracteriza de 
forma marcante: 
a) o regionalismo do Nordeste.
b) o concretismo paulista.
c) a poesia Pau-Brasil.
d) o simbolismo pré-modernista.
e) o tropicalismo baiano.
 30. (Enem) “Poética”, de Manuel Bandeira, é 
quase um manifesto do movimento moder-
nista brasileiro de 1922. No poema, o autor 
elabora críticas e propostas que representam o 
pensamento estético predominante na época.
Poética
Estou farto do lirismo comedido
Do lirismo bem comportado
Do lirismo funcionário público com livro de 
ponto
expediente protocolo e
[manifestações de apreço ao Sr. diretor.
Estou farto do lirismo que para e vai averi-
guar no dicionário
[o cunho vernáculo de um vocábulo
Abaixo os puristas
..................................................................
Quero antes o lirismo dos loucos
O lirismo dos bêbedos
O lirismo difícil e pungente dos bêbedos
O lirismo dos clowns de Shakespeare
— Não quero mais saber do lirismo que não 
é libertação.
(BANDEIRA, Manuel. Poesia Completa e 
Prosa. Rio de Janeiro: Aguilar, 1974.)
Com base na leitura do poema, podemos afir-
mar corretamente que o poeta: 
a) critica o lirismo louco do movimento moder-
nista.
b) critica todo e qualquer lirismo na literatura.
c) propõe o retorno ao lirismo do movimento 
clássico.
d) propõe o retomo ao lirismo do movimento 
romântico.
e) Propõe a criação de um novo lirismo.
GAbARito
1. E 2. D 3. D 4. D 5. C
6. A 7. A 8. E 9. C 10. D
11. B 12. D 13. D 14 C 15. D
16. A 17. B 18. B 19. B 20 A
21. D 22. C 23. D 24. E 25. D
26. E 27. A 28. B 29. C 30. E
Redação
ENTRE
FRASES
L C
L C
RPA ENEM
Competência 1 – Demonstrar domínio da modalidade escrita formal da Língua Portuguesa.
Competência 2 – Compreender a proposta de redação e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o tema, 
dentro dos limites estruturais do texto dissertativo-argumentativo em prosa.
Competência 3 – Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista.
Competência 4 – Demonstrar conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação.
Competência 5 – Elaborar proposta de intervenção para o problema abordado, respeitando os direitos humanos.
139
A redação do Enem é corrigida a partir da análise de cinco competências, sendo atribuído o valor de 200 pontos 
para cada uma delas, totalizando 1000 pontos.
Cabe ao candidato o conhecimento pleno das competências e níveis de proficiência, a fim de que atinja o 
grau máximo na avaliação.
Fonte: Matriz de Referência – Cartilha de Redação Inep.
Avisos importantes
Competências 1 e 2
Aula 1 
140
CompetênCia 1
Demonstrar domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa.
Em primeiro lugar, você deve se atentar ao fato de que a escrita formal é a modalidade da língua associada 
a textos dissertativo-argumentativos. Assim, você será alertado sobre a obrigatoriedade de usar a modalidade 
formal já na proposta de redação: “A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos cons-
truídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo em modalidade escrita formal da língua 
portuguesa sobre o tema...”.
Desse modo, o avaliador corrigirá sua redação, nessa Competência, considerando os possíveis problemas 
de construção sintática e a presença de desvios (gramaticais, de convenções da escrita, de escolha de registro e de 
escolha vocabular).
Em relação à construção sintática, você deve estruturar as orações e os períodos de seu texto sempre bus-
cando garantir que eles estejam completos e contribuam para a fluidez da leitura.
Quanto aos desvios, você deve estar atento aos seguintes aspectos:
 § Convenções da escrita: acentuação, ortografia, separação silábica, uso do hífen e uso de letras maiús-culas e minúsculas.
 § Gramaticais: concordância verbal e nominal, flexão de nomes e verbos, pontuação, regência verbal e 
nominal, colocação pronominal, pontuação e paralelismo.
 § Escolha de registro: adequação à modalidade escrita formal, isto é, ausência de uso de registro informal 
e/ou de marcas de oralidade.
 § Escolha vocabular: emprego de vocabulário preciso, o que significa que as palavras selecionadas são 
usadas em seu sentido correto e são apropriadas para o texto.
Esteja muito atento à construção sintática das orações e aos problemas de acentuação, pontuação, concor-
dância e ortografia;
Dê preferência ao emprego de períodos menores, em que as subordinações e orações intercaladas possam 
ficar mais claras e organizadas aos olhos do leitor;
RELEIA o seu rascunho antes de passar a limpo procurando eliminar quaisquer desvios da norma padrão e usos 
lexicais da informalidade.
141
CompetênCia 2
Compreender a proposta de redação e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o 
tema, dentro dos limites estruturais do texto dissertativo-argumentativo.
A sua redação atenderá às exigências de elaboração de um texto dissertativo-argumentativo, se combinar 
dois princípios de estruturação:
Importante
Leia com atenção a proposta da redação e os textos motivadores, para compreender bem o que está sendo solicitado.
Evite ficar preso às ideias desenvolvidas nos textos motivadores, porque foram apresentadas apenas para 
despertar uma reflexão sobre o tema.
Não copie trechos dos textos motivadores. Lembre-se de que eles foram apresentados apenas para desper-
tar seus conhecimentos sobre o tema. Além disso, a recorrência de cópia é avaliada negativamente e fará com que 
seu texto tenha uma pontuação mais baixa.
Reflita sobre o tema proposto para definir qual será o foco da discussão, isto é, para decidir como abordá-lo, 
qual será o ponto de vista adotado e como defendê-lo.
142
Utilize informações de várias áreas do conhecimento, demonstrando que você está atualizado em relação 
ao que acontece no mundo. Essas informações devem ser usadas de modo produtivo no seu texto, evidenciando 
que elas servem a um propósito muito bem definido: ajudá-lo a validar seu ponto de vista. Isso significa que essas 
informações devem estar articuladas à discussão desenvolvida em sua redação.
Leia com MUITA ATENÇÃO o recorte temático proposto, buscando elaborar uma redação que atende integralmente 
ao que se pede;
Construa seus parágrafos de modo a deixar claro que seu texto possui uma introdução, desenvolvimento conclu-
são;
Utilize ao menos um repertório pessoal na redação que esteja vinculado ao tema e que seja proveniente de 
outras áreas do conhecimento: literatura, história, sociologia, filosofia, direito, cinematografia, música, etc. .
proposta 1
Texto I
A cada dez adultos no Brasil, quatro estão inadimplentes, de acordo com a Serasa Experian. Além de 
assistirem ao crescimento de suas dívidas como bola de neve (pela incidência diária de multa, juros e correção 
monetária), as pessoas com o nome sujo na praça perdem o acesso a empréstimos bancários, cheque especial e 
cartão de crédito.
Uma explicação para a alta inadimplência está na situação econômica do país, historicamente delicada, 
com salários baixos e desemprego elevado. Mas essa não é a única causa. As contas não pagas também têm um 
componente individual: o chamado analfabetismo financeiro. A expressão, que remete ao analfabetismo funcional, 
é recente e vem sendo utilizada por universidades e instituições como o Banco Mundial.
A pessoa é considerada analfabeta financeira quando não lida com o dinheiro de forma plenamente cons-
ciente e racional. Ela, por exemplo, não tem ideia de quanto gasta por mês. Não se preocupa em classificar suas 
despesas (alimentação, transporte, educação, telefone, lazer) nem em saber o peso que cada categoria tem no 
orçamento pessoal. Compra por impulso e não reflete se o produto é necessário e urgente. O analfabeto financeiro 
faz parcelamentos ignorando o peso dos juros no preço final. Entra no cheque especial e paga apenas o valor 
mínimo da fatura do cartão de crédito sem perceber que em ambas as situações está contraindo empréstimo — e 
empréstimo caro. 
https://www12.senado.leg.br/noticias/especiais/especial-cidadania/despreparo-financeiro-da-populacao-e-preocupante (19.09.2019)
Texto II
As figuras do ‘homem provedor’ e da ‘mulher que cuida da casa’ estão em discussão e não é de hoje. A 
presença feminina no mercado de trabalho colaborou para o começo do debate. No entanto, algumas crenças 
antigas permeiam nossa sociedade até os dias de hoje. Alguns exemplos podem estar ao nosso redor. Frases como 
“Precisa arranjar um marido rico” ou “Você não conseguirá pagar as contas após o divórcio” ainda são comuns.
Para a educadora financeira Luciana Ikedo é comum que os homens evoluam financeiramente e na carreira, 
enquanto as mulheres estagnam ou regridem. “E, de repente, a gestão financeira está integralmente nas mãos 
do marido. E a mulher passa a ter essa crença de que não consegue arcar com os próprios custos de vida sozinha, 
prendendo-se a relacionamentos que já acabaram por medo da instabilidade financeira”, ressalta.
143
Do ponto de vista psíquico, a educação financeira para meninas desde a primeira infância promove maior 
liberdade de escolha na vida adulta. “Penso que, para mudarmos, é preciso educar financeiramente as mulheres 
para fazer com que elas assumam o protagonismo financeiro. Quando tomamos as rédeas de nossas vidas finan-
ceiras, naturalmente perdemos o medo de arcar com as próprias contas e percebemos que a liberdade financeira é 
uma das coisas mais preciosas que podemos almejar”, avalia Luciana Ikedo. 
https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/comportamento/educacao-financeira-para-meninas-promove-maior-
-liberdade-de-escolha-na-vida-adulta,80e50b286abee735c45aee3c53c8c18c2spyh3hw.html (24.09.2019)
Texto III
Texto IV
O mercado financeiro deu um salto de desenvolvimento nos últimos anos, com o surgimento de (muitas) 
novas corretoras e casas de análise, o que é ótimo para os investidores e para o desenvolvimento do mercado 
financeiro do país. Por outro lado, atraiu também empresas mal-intencionadas e que atuam à margem do conjunto 
de regras que regulamentam o setor.
“O mercado que opera na sombra, não temos números exatos, mas tem crescido e o número de denúncias 
na CVM no primeiro trimestre já foi praticamente igual ao ano passado inteiro”, conta Rogerio Vicentin de Oliveira, 
chefe da coordenação de educação financeira da superintendência de orientação e proteção aos investidores da 
Comissão de Valores Mobiliários (CVM), órgão que fiscaliza o mercado de valores mobiliários no país.
https://valorinveste.globo.com/educacao-financeira/noticia/2019/05/19/golpes-financeiros-crescem-
-veja-dicas-para-evitar-cair-em-ciladas-na-hora-de-investir.ghtml (19/05/2019)
A partir da leitura dos textos motivadores seguintes e com base nos conhecimentos construídos ao longo 
de sua formação, redija um texto dissertativo-argumentativo em modalidade escrita formal da língua portuguesa 
sobre o tema A NECESSIDADE DE SE VALORIZAR A EDUCAÇÃO FINANCEIRA ENTRE A POPULAÇÃO, 
apresentando proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma 
coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista. 
144
proposta 2
Texto I
A estatísticas do Ministério da Saúde são incontestáveis. A queda da cobertura vacinal atingiu patamares 
alarmantes. A aplicação da tríplice viral caiu mais de 10 pontos desde 2011, chegando a cerca de 90% em 2018 – 
abaixo das metas estabelecidas internacionalmente. Estamos falando de uma importante proteção contra o saram-
po, cujo surto atinge estados como São Paulo. A mesma curva descendente ocorre na aplicação de outras vacinas.
https://gauchazh.clicrbs.com.br/opiniao/noticia/2019/09/as-doencas-erradicadas-estao-voltando-a-assombrar-nossos-filhos-e-filhas--ck0bi5sr103wk01l5unzjs7w9.html (09/09/2019)
Texto II
.
Texto III
O sarampo era considerado uma doença erradicada no Brasil desde 2016, quando a Organização Mundial da 
Saúde(OMS) identificou que o país estava há um ano sem registro de casos do vírus. Mas isso mudou em 2018: bole-
tins recentes da entidade advertem que está em curso um surto da doença, altamente contagiosa e que pode levar à 
morte crianças pequenas ou causar sequelas graves.
O Ministério da Saúde, por sua vez, informou haver alto risco de retorno da poliomielite em pelo menos 312 
cidades brasileiras. A doença era considerada erradicada na América do Sul desde 1994, após décadas provocando 
milhares de casos de paralisia infantil. A preocupação com a pólio se dá pelo fato de que, embora não tenha havido 
casos recentes no Brasil, identificou-se um registro da doença na vizinha Venezuela e a circulação do vírus em outros 
23 países do mundo nos últimos três anos.
Os alertas acima colocam em evidência doenças que estavam controladas graças à vacinação em massa, mas 
que ameaçam provocar estragos na saúde pública brasileira caso a imunização sofra baixas. “Por não termos mais 
contato com algumas doenças infecciosas, a percepção é que elas deixaram de existir e que a vacinação é inútil. Mas 
poucas intervenções da medicina foram tão eficazes como as vacinas, capazes de erradicar doenças que antes mata-
vam muitas pessoas”, avalia o pesquisador do Serviço de Bacteriologia do Instituto Butantan, Paulo Lee Ho.
(Laís Modelli. “Sarampo, pólio, difteria e rubéola voltam a ameaçar após erradicação no Brasil”. 
www.bbc.com, 07.07.2018. Adaptado.)
145
A partir da leitura dos textos motivadores seguintes e com base nos conhecimentos construídos ao longo de 
sua formação, redija um texto dissertativo-argumentativo em modalidade escrita formal da língua portuguesa so-
bre O REAPARECIMENTO DE DOENÇAS ERRADICADAS NO BRASIL, apresentando proposta de intervenção 
que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos 
para defesa de seu ponto de vista.
proposta 3
Texto I
No Brasil, 82 mil pessoas são registradas como desaparecidas todos os anos Números estão no anuário 
lançado nessa terça-feira, em Brasília, pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública O Fórum Brasileiro de Segurança 
Pública lançou o anuário com estatísticas sobre o tema. Um dos levantamentos aponta que, ao longo do ano pas-
sado, as autoridades de segurança registram mais de 82 mil desaparecimentos de pessoas. O Comitê Internacional 
da Cruz Vermelha orienta e apoia familiares de desaparecidos em todo o mundo. A coordenadora regional das 
Atividades de Proteção do Comitê, Marianne Pecassou, avalia que esse número pode não refletir a realidade. O 
cientista político Tulio Kahn, que é pesquisador associado ao Fórum de Segurança Pública, concorda que o dado 
poderia ser melhor. De acordo com ele, nem sempre as famílias ou os próprios órgãos de segurança deixam de 
notificar quando uma pessoa é encontrada. 
 http://radios.ebc.com.br/reporter-nacional/2019/09/no-brasil-82-mil-pessoas-sao-registradas-como-desaparecidas-todos-osanos. 
Acessado em 08/08/2019.
Texto II
Rio - Aos 14 anos de idade, Pam Mariano foi avisada que um cartaz com o seu rosto estava colado em um 
poste de Copacabana, com uma única palavra: ‘Desaparecida’. O telefone de contato era o de sua mãe, que um ano 
antes havia sentenciado que não queria uma filha homossexual em casa. Expulsa após uma surra, virou moradora 
de rua e encontrou na prostituição a única maneira de sobreviver.
Sua história não é exceção. A recusa de pais em aceitar a sexualidade dos filhos tem repercutido nas esta-
tísticas de jovens desaparecidos. É o que indica levantamento da Delegacia de Descoberta de Paradeiros (DDPA) 
obtido por O DIA. Desde 2015, 3.084 adolescentes, entre 12 e 17 anos, desapareceram de casa no Município do 
Rio, sendo que 2.817 foram encontrados.
https://odia.ig.com.br/rio-de-janeiro/2019/06/5651520-jovens-lesbicas-fogem-da-intolerancia-fami-
liar-e-aumentam-estatistica-de-desaparecidos.html#foto=1 (10.06.2019)
Texto III
Ivanise da Silva reclama que os cadastros nacionais de desaparecidos para adultos e crianças, lançados da 
década passada, não foram atualizados e não podem ser utilizados para ajudar a localizar as pessoas e produzir 
uma estatística confiável. Ela participou da elaboração das duas plataformas e lembra que o funcionamento desses 
serviços está previsto em lei. “Aquilo foi para inglês ver”, salienta. “O cadastro nacional de veículos funciona e até 
acha carro roubado no Paraguai. Por que não temos cadastro para pessoas desaparecidas?”, pergunta.
146
A Lei nº 13.812/2019, sancionada pelo presidente Jair Bolsonaro em março, descreve no artigo 3º que “a 
busca e a localização de pessoas desaparecidas são consideradas prioridade com caráter de urgência pelo poder 
público e devem ser realizadas preferencialmente por órgãos investigativos especializados, sendo obrigatória a 
cooperação operacional por meio de cadastro nacional, incluídos órgãos de segurança pública e outras entidades 
que venham a intervir nesses casos”. O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), de 1990, prevê no Artigo 
nº 87 o funcionamento de “serviço de identificação e localização de pais, responsável, crianças e adolescentes 
desaparecidos”.
Para Marianne Pecassou a disponibilidade e a troca de informações são fundamentais para resolver casos 
de desaparecimento. Além disso, é necessário ter ações preventivas e esclarecimento da opinião pública. “Alertar 
ajuda a prevenir”, sublinha. “Não queremos piedade, mas precisamos de solidariedade.
https://www.nsctotal.com.br/noticias/mais-de-82-mil-pessoas-desapareceram-no-ultimo-ano-segundo-anuario (15.09.2019)
Texto IV
A partir da leitura dos textos motivadores seguintes e com base nos conhecimentos construídos ao longo 
de sua formação, redija um texto dissertativo-argumentativo em modalidade escrita formal da língua portuguesa 
sobre o tema O DRAMA DE PESSOAS DESAPARECIDAS NO BRASIL, apresentando proposta de intervenção 
que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos 
para defesa de seu ponto de vista. .
147
CompetênCia 3
Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto 
de vista.
É preciso, para alcançar a melhor avaliação da competência 3, a apresentação de uma ideia a ser defendida 
com argumentos que justifiquem a posição assumida.
Essa competência trata da inteligibilidade do seu texto, ou seja, de sua coerência, de sua plausibilidade 
entre as ideias apresentadas. A inteligibilidade depende de alguns fatores:
 § Relação de sentido entre as partes do texto
 § Precisão vocabular
 § Seleção de argumentos
 § Progressão temática adequada ao desenvolvimento do tema (planejamento)
 § Adequação entre conteúdo do texto e mundo real
Competências 3, 4 e 5
Aula 2 
148
Construa uma tese que já anuncie ao leitor quais serão seus argumentos: 
Ex.: Nesse sentido, torna-se fundamental preservar a cultura popular brasileira para assegurar o reco-
nhecimento identitários¹ dos indivíduos e para combater os preconceitos manifestos no senso comum².
Nesse exemplo, as ideias sublinhadas anunciadas na tese deverão ser desenvolvidas, respectivamente nos 
segundo e terceiro parágrafos.
Elabore seus parágrafos de desenvolvimento com sua opinião (introduzida pelo tópico frasal) e com explica-
ções, informações e fatos que a comprovem. Para isso, utilize a estrutura do parágrafo-padrão.
Além disso, vale ressaltar que – mesmo diante das denúncias – as ações 
do Estado ao enfrentar o problema também se revelam pouco eficazes. 
Isso se deve ao fato de não haver um sistema que organize os dados coletados 
por diferentes entidades – como a polícia Federal e delegacias regionais – e, com 
eles, produza ações estratégicas de combate àsquadrilhas. Esse cenário contraria 
o código civil brasileiro, que determina a ampliação e aperfeiçoamento das políti-
cas de repressão ao tráfico humano no país. 
Nesse sentido, nota-se que o problema também carece de ações na esfera da 
administração pública.
Tópico Frasal
Desenvolvimento
Conclusão do 
parágrafo
149
CompetênCia 4
Demonstrar conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação.
Os aspectos a serem avaliados nessa competência dizem respeito à estruturação lógica e formal entre as 
partes da redação. A organização textual exige que as frases e os parágrafos estabeleçam entre si uma relação 
que garanta a sequenciação coerente do texto e a interdependência das ideias. É imprescindível que sejam bem 
estabelecidas a estruturação de parágrafos, a estruturação de períodos e a referenciação.
 § Capriche na coesão entre os períodos e parágrafos de seu texto. Lembre-se que as ideias devem 
estar sempre muito bem amarradas;
 § Use a coesão referencial para retomar termos apresentados anteriormente, evitando ao máximo 
a repetição de palavras. 
Há muitas pessoas sem saneamento básico. Tal problema... 
Não há assistência às vítimas. Na maior parte dos casos, elas estão sujeitas...
... muitos ainda não reconhecem os transtor-
nos mentais entre os adolescentes. 
Isso porque... 
90% da população não conhece o termo. Esse dado evidencia o quanto...
 § Use os conectivos para ligar seus períodos e parágrafos. Evite repetir conectivos: a pontuação máxi-
ma também depende de um repertório amplo de operadores argumentativos.
ENUMERAÇÃO e ADIÇÃO
Em primeiro lugar, vale salientar / Além disso, vale afirmar / Primeiramente, 
pode-se afirmar/ Além disso, convém observar que...
CONCLUSÃO
Logo, é fundamental / Portanto, não se pode afirmar.../ Assim, cabe ao Minis-
tério...
EXPLICAÇÃO
Em virtude disso/ Isso ocorre porque/ Isso se deve ao fato/ Tal situação 
ocorre, pois... 
EXEMPLIFICAÇÃO Prova disso, um exemplo disso, por exemplo
150
CompetênCia 5
Elaborar proposta de solução para o problema abordado, respeitando os valores humanos e considerando a diver-
sidade sociocultural.
Faça uma proposta concreta. Pense em ações possíveis e evite clichês.
Não se esqueça de nenhum dos elementos: AGENTE, AÇÃO, MEIO, FINALIDADE. Lembre-se também de 
que ao menos 1 desses elementos precisa estar DETALHADO. 
AGENTE AÇÃO MEIO
FINALIDADE c/ 
detalhamento
Logo, o Ministério da Saú-
de
deve alertar a população 
sobre a importância da va-
cinação,
por meio da ampliação de 
campanhas que mostrem os 
riscos à saúde das gerações
com o objetivo de aumentar o 
número de pessoas vacinadas no 
país, evitando o reaparecimento 
de doenças antes erradicadas.
AGENTE AÇÃO MEIO c/detalhamento FINALIDADE
Em paralelo, cabe às es-
colas
instruir os alunos a como li-
dar com as informações que 
aparecem na internet,
por intermédio de atividades 
lúdicas – como debates, rodas 
de conversas e oficinas de pes-
quisa – 
com a finalidade aprimorar a 
capacidade de filtragem de in-
formações entre crianças e ado-
lescentes.
O quinto aspecto a ser avaliado no seu texto é a apresentação de uma proposta de intervenção para o 
problema abordado. Por isso, a sua redação deve apresentar uma tese sobre o tema, apoiada em argumentos con-
sistentes, e uma proposta de intervenção para o problema abordado. Considerando seu planejamento de escrita, 
seu projeto de texto, avaliado na competência 3, sua proposta deve ser coerente com a tese desenvolvida e com 
os argumentos utilizados, já que expressa sua visão, como autor, das possíveis soluções para a questão discutida. 
Além disso, é necessário também, ao idealizar sua proposta de intervenção, respeitar os direitos humanos, ou seja, 
não romper com os valores de cidadania, liberdade, solidariedade e diversidade cultural.
A proposta de intervenção deve refletir os conhecimentos de mundo de quem a redige e, quando muito bem 
elaborada, deve conter não apenas a exposição da ação interventiva sugerida, mas também o ator social compe-
tente para executá-la, de acordo com o âmbito da ação escolhida: individual, familiar, comunitário, social, político, 
governamental e mundial.
Além disso, a proposta de intervenção deve conter o meio de execução da ação e seu possível efeito, bem 
como o detalhamento da ação ou do meio para realizá-la.
151
Ao redigir seu texto, evite propostas vagas ou muito genéricas; busque ações mais concretas, mais específi-
cas ao tema e consistentes com o desenvolvimento de suas ideias.
Antes de elaborar sua proposta, procure responder às seguintes perguntas: O que é possível apresentar 
como proposta de intervenção para o problema abordado pelo tema? Quem deve executá-la? Como viabilizar essa 
proposta? Qual efeito ela pode alcançar?
A proposta de intervenção também deve refletir os conhecimentos de mundo de quem a redige e, quando 
muito bem elaborada, deve conter não apenas a exposição da ação interventiva sugerida, mas também o ator 
social competente para executá-la, de acordo com o âmbito da ação escolhida: individual, familiar, comunitário, 
social, político, governamental e mundial. Além disso, a proposta de intervenção deve conter o meio de execução 
da ação e o seu possível efeito, bem como algum outro detalhamento.
O seu texto será avaliado, portanto, com base na composição e no detalhamento da proposta que você 
apresentar.
Resumindo: seu texto será avaliado, portanto, com base na composição e no detalhamento da proposta 
que você apresentar.
Redação no Enem 2018. Cartilha do Participante.
proposta 1
Texto I
Saúde mental é um conceito vago que engloba desde transtornos como dislexia, autismo, síndrome de 
Down, demência senil, depressão, que se manifestam de diferentes formas e com diferentes sintomas, até distúr-
bios psicológicos e de comportamento – ansiedade e estresse, por exemplo – diretamente relacionados com as 
condições de vida impostas pela sociedade atual.
Embora seja uma patologia tão abrangente, é longa a tradição de lidar mal com as pessoas que têm “pro-
blemas mentais”. Num passado não tão remoto assim, quem nascia com uma doença psiquiátrica ou a desen-
volvesse durante a vida era trancafiado num quarto, isolado de toda a família, e os parentes procuravam evitar a 
aproximação de vizinhos e amigos, porque essas enfermidades eram motivo de vergonha.
Os asilos criados com o intuito de prestar assistência a esses doentes não conseguiram colocar em prática 
a proposta de atendimento. Em São Paulo, o Juqueri foi uma organização típica dessa fase. Muitos portadores 
de doenças psiquiátricas internados nessa instituição concebida para prestar-lhes atendimento especializado, ali 
permaneceram até morrer.
Atualmente, a Política Nacional de Saúde Mental vigente no Brasil e instituída por lei federal defende o 
atendimento dessas pessoas fora dos hospitais e enfatiza a necessidade de sua reabilitação psicossocial. Para 
que isso seja realizado de forma eficaz, é necessária a implantação de medidas de apoio não só ao paciente, mas 
também à sua família.
Disponível em: <www12.senado.leg.br/emdiscussao/edicoes/regulacao-economica/desperdicio-de-alimentos>.
Texto II
Mudanças bruscas de comportamento, abuso de substâncias e irritabilidade. Se essa descrição corresponde 
a alguém próximo a você, talvez essa pessoa precise de ajuda de um profissional de saúde mental.
Segundo Rodrigo Leite, coordenador dos ambulatórios do IPq (Instituto de Psiquiatria) do Hospital das 
Clínicas da USP, ninguém sabe muito bem como se comportar no momento em que se depara com uma situação 
como essa.
152
Mas a primeira coisa a se fazer é prestar atenção ao início dos sintomas. “Não precisa esperar a pessoa 
quebrar a casa inteira para ver que tem algo errado”, diz Leite. “Os transtornos não começam do dia para a noite. 
Seguem um curso, que começa com alterações mais leves, que, se não são tratadas, vão evoluindo para alterações 
comportamentais mais grosseiras.”
https://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/2018/11/como-identificar-problemas-mentais-e-ajudar-as-pessoas-a-buscar-ajuda.shtml (08.11.2018)
Texto III
https://laboro.edu.br/saude-mental-e-a-cobranca-da-sociedade/ Acesso em 28.09.2019.
Texto IV
Art. 1º Esta Lei institui a Política Nacional de Prevenção da Automutilação e do Suicídio, a ser implementada 
pela União, pelos Estados, pelos Municípios e pelo Distrito Federal.
Art. 2º Fica instituída a Política Nacional de Prevenção da Automutilação e do Suicídio, como estratégia 
permanente do poder público para a prevenção desses eventos e para o tratamento dos condicionantes a eles 
associados.
Parágrafo único. A Política Nacional de Prevenção da Automutilação e do Suicídio será implementada pela 
União, em cooperação com os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, e com a participação da sociedade civil 
e de instituições privadas. Art. 3º São objetivos da Política Nacional de Prevenção da Automutilação e do Suicídio:
I – promover a saúde mental;
II – prevenir a violência autoprovocada;
III – controlar os fatores determinantes e condicionantes da saúde mental;
IV – garantir o acesso à atenção psicossocial das pessoas em sofrimento psíquico agudo ou crônico, espe-
cialmente daquelas com histórico de ideação suicida, automutilações e tentativa de suicídio;
V – abordar adequadamente os familiares e as pessoas próximas das vítimas de suicídio e garantir-lhes 
assistência psicossocial;
VI – informar e sensibilizar a sociedade sobre a importância e a relevância das lesões autoprovocadas como 
problemas de saúde pública passíveis de prevenção;
VII – promover a articulação intersetorial para a prevenção do suicídio, envolvendo entidades de saúde, 
educação, comunicação, imprensa, polícia, entre outras;
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2019-2022/2019/lei/L13819.htm (26.04.2019)
153
A partir da leitura dos textos motivadores seguintes e com base nos conhecimentos construídos ao longo 
de sua formação, redija um texto dissertativo-argumentativo em modalidade escrita formal da língua portuguesa 
sobre o tema DIFICULDADES NA PROMOÇÃO DA SAÚDE MENTAL NO BRASIL, apresentando proposta de 
intervenção que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumen-
tos e fatos para defesa de seu ponto de vista.
proposta 2
Texto I
Erotização precoce nada mais é do que a exposição prematura de conteúdos e estímulos a indivíduos que 
ainda não têm maturidade suficiente para compreendê-los e elaborá-los. Pois bem, ilustremos com uma situação 
relativamente comum nos dias de hoje: se um menino ou uma menina, ainda pequenos, são apresentados a uma 
cena de sexo explícito, seja ela televisionada ou assistida ao vivo, muito provavelmente eles, além de não entende-
rem completamente do que se trata, serão invadidos por uma gama de sentimentos e fantasias a respeito do ato, 
que pode gerar desde uma excitação exacerbada que provoca ansiedade, até sentir medo por acharem que se trata 
de algo violento, que machuca, gera dor. Em ambas as situações – ou em quaisquer outras possíveis impressões 
que os pequenos possam vir a ter em relação ao que viram – o impacto dessa apresentação tão adiantada em suas 
vidas acaba por trazer interpretações equivocadas, deixando marcas importantes nesse processo.
https://labedu.org.br/sobre-os-riscos-da-erotizacao-precoce-na-infancia-2/ (12.06.2017)
Texto II
Recentemente, Gabriella Abreu Severino, mais conhecida como Melody, tornou-se novamente alvo de polê-
micas, dessa vez envolvendo seu último clipe e sua aparência em fotos do Instagram. A menina sofre um processo 
de erotização e adultização por conta do modo que se portava e como se vestia em publicações nas redes sociais 
e nos vídeos – sendo que ela tem só 11 anos de idade. Melody era assediada online por meio de comentários de 
conotação pornográfica e chegou a ter sua conta suspensa após um grande número de críticas quanto ao apelo 
sexual das fotos. Em seu último videoclipe, já fora do ar, a cantora mirim faz caras e bocas, usa um figurino sensual 
e aparece com a maquiagem carregada, lhe dando a aparência de uma pessoa mais velha. 
O MdeMulher conversou com Deborah Moss, neuropsicóloga e especialista em psicologia do desenvolvi-
mento, a respeito desse comportamento das crianças e pré-adolescentes que têm um histórico de comportamento 
igual ao de Melody. Buscamos compreender, sobretudo, as consequências que essas atitudes podem ter no futuro, 
influenciando o desenvolvimento sexual, psicológico e emocional das jovens.
Deborah fala sobre o quão importante é a fase da infância para o desenvolvimento humano e alerta sobre 
o seu encurtamento, fenômeno potencializado pela popularização da internet em meio às crianças. “As crianças 
de hoje em dia já querem logo ser adultas. Elas acabam tendo que passar por toda a infância sem ter aquela parte 
lúdica”.
https://mdemulher.abril.com.br/estilo-de-vida/psicologa-fala-sobre-os-riscos-da-adultizacao-e-erotizacao-de-meninas/ (24.01.2019)
154
Texto III
O Projeto de Lei 10583/18 inclui medidas de prevenção à erotização precoce nas escolas públicas do Brasil. 
O texto define erotização precoce como a prática de exposição prematura de conteúdo, estímulos e comporta-
mentos a indivíduos que ainda não têm maturidade suficiente para compreensão e elaboração de tais ações. Pela 
proposta, da deputada Mariana Carvalho (PSDB-RO), entre os objetivos das medidas estão: a) prevenir e combater 
a prática da erotização infantil (sexualização precoce) no comportamento e aprendizado social das crianças; b) 
capacitar docentes e equipe pedagógica para a implementação das ações de discussão, prevenção, orientação e 
solução do problema; c) orientar envolvidos em situação de erotização precoce, visando à recuperação da atuação 
comportamental, o pleno desenvolvimento e a convivência harmônica no ambiente social; d) envolver a família no 
processo de construção da cultura do combate à erotização infantil.
Carvalho aponta que é necessário definir o que é erotização precoce, pois não se trata de isolar a criança 
de sua sexualidade, mas sim evitar que fatores externos influenciem negativamente a forma como ela enxerga 
sua sexualidade, suas atitudes sexuais, valores, assim como seus relacionamentos e até mesmo sua capacidade de 
entender o amor e o afeto.
https://www.camara.leg.br/noticias/550681-PROJETO-PREVE-QUE-ESCOLAS-PUBLICAS-
-ADOTEM-MEDIDAS-CONTRA-EROTIZACAO-PRECOCE (11.01.2019)
Texto IV
https://www.facebook.com/criancanaonamoranemdebrincadeira/photos/p.296079467764126/296079467764126/?type=1&theater
A partir da leitura dos textos motivadores seguintes e com base nos conhecimentos construídos ao longo 
de sua formação, redija um texto dissertativo-argumentativo em modalidade escrita formal da língua portuguesa 
sobre o tema OS RISCOS DA EROTIZAÇÃO PRECOCE PARA O DESENVOLVIMENTO INFANTO-JUVENIL, 
apresentando proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma 
coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.
155
proposta 3
Texto I
O número de vagas ofertadas no ensino superior a distância no Brasil em 2018 superou as do ensino su-
perior presencial pela primeira vez na história. É o que mostram os dados do Censo de Educação Superior 2018, 
divulgados hoje pelo MEC (Ministério da Educação). Mesmo com esse salto nas vagas oferecidas, ainda há mais 
alunos matriculados em cursos presenciais do que em cursos de ensino superior a distância. No ano passado, foram 
13,5 milhões de vagas oferecidas para um curso de educação superior no Brasil. Delas, 7,1 milhões foram para cur-
sos a distância, enquanto 6,4 foram para cursos presenciais. Segundo os dados do censo, porém, havia 2 milhões 
de alunos matriculados no ano passado em cursos de ensino superior a distância, número três vezes menor que a 
quantidade de alunos matriculados em cursos de ensino superior presencial, que de era 6,4 milhões.
https://educacao.uol.com.br/noticias/2019/09/19/pela-1-vez-vagas-no-ensino--superior-a-distancia-superam-as-no-presencial.htm (19.09.2019)
Texto II
O ensino a distância pode ser um complemento ao ensino presencial e responder a demandas específicas. 
Entretanto, poucas são as pessoas que se adaptam a ele, muitas não conseguem organizar seu tempo de forma 
adequada, outras, ainda, não têm espaço e ambiente adequado para estudo. Esses fatores, bem como a impos-
sibilidade de troca de experiências com colegas, têm sido apontados como responsáveis pelas enormes taxas de 
abandono na educação a distância. Docentes, pesquisadores e instituições sérias de ensino superior sabem usar 
os recursos da educação a distância de forma adequada. Deixar que essa modalidade seja ainda mais explorada 
por instituições privadas que já se mostraram incapazes de oferecer adequadamente o ensino presencial apenas 
piorará ainda mais a educação no país
Otaviano Helene, professor do Instituto de Física da USP, ex-presidente do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pes-
quisas) https://www1.folha.uol.com.br/educacao/2019/07/educacao-a-distancia-assim-nao.shtml (27.07.2019)
Texto III
Independente dos diversos problemas e entraves à implementação de cursos a distância no País, a estimati-
va é de que as inovações digitais dinamizem o aprendizado. “Eu vejo um futuro muito forte da tecnologia na edu-
cação”, diz Romero Tori. Segundo ele, a tendência é a existência de uma educação híbrida. “Estamos caminhando 
para que os cursos presenciais fiquem mais tecnológicos, bem como os cursos a distância se aproximam de cursos 
presenciais. Em cursos a distância já são comuns encontros presenciais entre alunos”, avalia.
“Um ensino a distância democratiza o ensino. Com um curso a distância se pode aproveitar os melhores 
professores de forma que eles sejam acessíveis a todos os alunos”, avalia Gil da Costa Marques, coordenador-geral 
do curso a distância de Licenciatura em Ciências da USP e docente do Instituto de Física. Segundo o coordenador, 
a EAD poderá solucionar dois grandes problemas da educação brasileira: o acesso e o domínio do conhecimento. 
“Realmente são poucos, hoje, os que têm acesso a uma educação superior.”
https://www.usp.br/espacoaberto/?materia=ead-e-solucao-para-problemas-na-educacao-brasileira (Acesso em 27.09.2019)
156
Texto IV
A possibilidade de o próprio aluno montar o seu plano de aula de acordo com a rotina é atrativa. A edu-
cação a distância permite que alunos sejam os protagonistas durante a graduação, pós-graduação ou em cursos 
profissionalizantes, além de aliar o conteúdo tradicional com o universo multimídia. Apesar dos pontos positivos, 
quem se matricula em um curso EAD relata dificuldades: problemas de comunicação, atendimento ruim e até má 
qualidade do serviço prestado. 
O enfermeiro Ednilson Messias de Oliveira, de 36 anos, é de Divinópolis (MG) e está matriculado em uma 
pós-graduação de Enfermagem do Trabalho de uma instituição de Brasília. Essa é o segundo curso que ele fez na 
mesma faculdade. Da primeira vez, ao cursar Enfermagem em Urgência e Emergência, ele cita que a experiência foi 
positiva. Na segunda, porém, não teve a mesma sorte. “Na primeira pós deu tudo certo. Acho que foi porque não 
tive que ter tanto contato com a faculdade. Na segunda vez precisei fazer mais contato por conta de alguns pro-
blemas, e enfrentei várias barreiras para chegar a quem precisava. O contato com a faculdade é muito burocrático, 
porque não tem como ficarmos ‘cara a cara’”, critica. 
Diferentemente de Ednilson, a orçamentista Shayene Boaventura, 29 anos, não tem do que reclamar. De 
Uberaba (MG), ela se mudou para Brasília há três anos. Na época, quando cursava o 5º semestre, ela teve de tran-
car o curso de Engenharia Civil para se mudar para a nova cidade. Quando chegou à capital, descobriu que sua 
faculdade oferecia o curso, com os mesmos professores, na modalidade EAD.
Por ter passado pelas duas modalidades na mesma universidade, ela conclui que não há diferenças na 
qualidade do conteúdo. “A única diferença que percebi é que o EAD exige uma disciplina maior. O material está ali 
e é você que tem que sentar para estudar. No presencial, o professor te puxa. Aqui não tem. É a necessidade que 
faz a gente buscar o estudo”, compara. Com duas filhas, de 8 e 9 anos, e trabalhando fora o dia inteiro, Shayane 
adaptou sua rotina facilmente. “Eu acho até mais fácil, porque a aula está salva e posso assistir uma, duas ou até 
entender o conteúdo. No presencial, não tem isso. Tenho tutores quase que 24 horas, me respondem sempre com 
rapidez. Eu me organizo com base na minha rotina”, aponta.
https://jornaldebrasilia.com.br/concursos-e-carreiras/apesar-da-facilidade-educacao-
-distancia-apresenta-problemas-para-estudantes/ (04.02.2019)
A partir da leitura dos textos motivadores seguintes e com base nos conhecimentos construídos ao longo 
de sua formação, redija um texto dissertativo-argumentativo em modalidade escrita formal da língua portuguesa 
sobre o tema OS DESAFIOS NA PROMOÇÃO DA EDUCAÇÃO SUPERIOR À DISTÂNCIA NO BRASIL, apre-
sentando proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma 
coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.
C H
História
C H
HISTÓRIA
RPA ENEM
Competência 1 – Compreender os elementos culturais que constituem as identidades.
H1 Interpretar historicamente e/ou geograficamente fontes documentais acerca de aspectos da cultura.
H2 Analisar a produção da memória pelas sociedades humanas.
H3 Associar as manifestações culturais do presente aos seus processos históricos
H4 Comparar pontos de vista expressos em diferentes fontes sobre determinado aspecto da cultura.
H5 Identificar as manifestações ou representações da diversidade do patrimônio cultural e artístico em diferentes sociedades.
Competência 2 – Compreender as transformações dos espaços geográficos como produto das relações socioeconômicas e culturais de 
poder.
H6 Interpretar diferentes representações gráficas e cartográficas dos espaços geográficos.
H7 Identificar os significados histórico-geográficos das relações de poder entre as nações.
H8
Analisar a ação dos estados nacionais no que se refere à dinâmica dos fluxos populacionais e no enfrentamento de problemas de ordem econômico-
-social.
H9 Comparar o significado histórico-geográfico das organizações políticas e socioeconômicas em escala local, regional ou mundial
H10
Reconhecer a dinâmica da organização dos movimentos sociais e a importância da participação da coletividade na transformação da realidade 
histórico-geográfica.
Competência 3 – Compreender a produção e o papel histórico das instituições sociais, políticas e econômicas, associando-as aos diferen-
tes grupos, conflitos e movimentos sociais.
H11 Identificar registros de práticas de grupos sociais no tempo e no espaço.
H12 Analisar o papel da justiça como instituição na organização das sociedades.
H13 Analisar a atuação dos movimentos sociais que contribuíram para mudanças ou rupturas em processos de disputa pelo poder.
H14
Comparar diferentes pontos de vista, presentes em textos analíticos e interpretativos, sobre situação ou fatos de natureza histórico-geográfica acerca 
das instituições sociais, políticas e econômicas.
H15 Avaliar criticamente conflitos culturais, sociais, políticos, econômicos ou ambientais ao longo da história.
Competência 4 – Entender as transformações técnicas e tecnológicas e seu impacto nos processos de produção, no desenvolvimento do 
conhecimento e na vida social.
H16 Identificar registros sobre o papel das técnicas e tecnologias na organização do trabalho e/ou da vida social.
H17 Analisar fatores que explicam o impacto das novas tecnologias no processo de territorialização da produção.
H18 Analisar diferentes processos de produção ou circulação de riquezas e suas implicações sócio-espaciais.
H19 Reconhecer as transformações técnicas e tecnológicas que determinam as várias formas de uso e apropriação dosespaços rural e urbano.
H20 Selecionar argumentos favoráveis ou contrários às modificações impostas pelas novas tecnologias à vida social e ao mundo do trabalho.
Competência 5 – Utilizar os conhecimentos históricos para compreender e valorizar os fundamentos da cidadania e da democracia, favo-
recendo uma atuação consciente do indivíduo na sociedade.
H21 Identificar o papel dos meios de comunicação na construção da vida social.
H22 Analisar as lutas sociais e conquistas obtidas no que se refere às mudanças nas legislações ou nas políticas públicas.
H23 Analisar a importância dos valores éticos na estruturação política das sociedades. 
H24 Relacionar cidadania e democracia na organização das sociedades.
H25 Identificar estratégias que promovam formas de inclusão social.
Competência 6 – Compreender a sociedade e a natureza, reconhecendo suas interações no espaço em diferentes contextos históricos e 
geográficos.
H26 Identificar em fontes diversas o processo de ocupação dos meios físicos e as relações da vida humana com a paisagem.
H27 Analisar de maneira crítica as interações da sociedade com o meio físico, levando em consideração aspectos históricos e (ou) geográficos.
H28 Relacionar o uso das tecnologias com os impactos sócio-ambientais em diferentes contextos histórico-geográficos.
H29 Reconhecer a função dos recursos naturais na produção do espaço geográfico, relacionando-os com as mudanças provocadas pelas ações humanas.
H30 Avaliar as relações entre preservação e degradação da vida no planeta nas diferentes escalas.
159
“A democracia ateniense tem por base a isonomia, igualdade diante dos nomos. Basta ser cidadão 
para ter acesso à assembleia com direito à palavra, para poder sentar-se no conselho e exercer 
grande maioria das magistraturas.”
(CROUZET, Maurice. História Geral das civilizações. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2003, v2) 
De acordo com o texto, todos aqueles que eram considerados cidadãos poderiam fazer parte da 
democracia grega e participar dos seus magistrados. Eram considerados cidadãos aptos a participar 
das assembleias democráticas atenienses:
a) Todos aqueles que habitavam em Atenas
b) Todos os homens que eram sexagenários, pois o governo necessitava de experiência nas assembleias 
para tomar decisões.
c) Todos os homens e mulheres filhos de mãe grega.
d) Todos os homens com mais de 21 anos, filhos de mãe grega e com funções militares exercidas.
e) Todos os homens que continham bens para comprar lugar na assembleia. 
AplicAção dos conhecimentos - sAlA
Tema: Antiguidade ocidental greco-romana
Construção da habilidade: Na competência 5 do Enem, a habilidade 24 exige que o aluno consi-
ga relacionar a democracia com aqueles cidadãos que são aptos a exerce-la na Grécia Antiga.
Competência: 5 Habilidade: 24
MODELO 1 
AULAS 1 E 2
160
“O conceito de feudalismo[...] designa o modo de organização social baseado em relações pessoais 
de dependência e subordinação direta, sem maior interferência de poderes públicos centralizados”. 
(MACEDO, José Rivair. Movimentos populares na Idade Média. São Paulo: Moderna, 2003)
No feudalismo, duas práticas de relações pessoais eram muito utilizadas na sociedade feudal. Uma 
feita entre os próprios senhores nobres e outra entre senhores e subordinados. Essas práticas 
nomeiam-se, respectivamente:
a) Escravidão e servidão
b) Feudalidade e escravidão 
c) Vassalagem e servidão 
d) Servidão e Feudalidade
e) Vassalagem e escravidão
MODELO 2
Tema: Período Feudal
Construção da habilidade: Dentro da competência 3, a habilidade 11 procura reconhecer as 
práticas sociais e relacionais entre senhores feudais e subordinados do feudalismo.
Competência: 3 Habilidade: 11
161
“A sociedade medieval e a do início da idade moderna eram muito mais semelhantes à “economia 
natural” do que geralmente supomos. O camponês francês dos séculos XVI e XVII praticamente não 
usava dinheiro, exceto para as suas transações com o Estado e, em relação à venda no varejo, não 
era especializada nem nas cidades alemãs nem nas vilas, até fins do século XVI”
HOBSBAWN, Eric. As origens da revolução industrial. São Paulo: Global, 1979.
O século XVI é marcado pela expansão mercantil européia em relação ao Novo Mundo. Sobre a so-
ciedade que se constituía na época, podemos afirmar que:
a) Passou por um momento de intenso crescimento econômico e progresso social devido a exploração das 
colônias, que só viria a ser freado pela crise geral da economia europeia no século XVII. 
b) Era contraditória, pois, ao passo que adotava mecanismos de uma economia regida pelo livre mercado, 
ainda possuía resquícios de uma economia pré-capitalista irracional.
c) Possuía particularidades e mecanismos de troca próprios e, por isso, não pode ser observada pelo pris-
ma da ciência econômica moderna, e sim, pensada nos termos da mentalidade da época. 
d) Não é possível afirmar de fato que existia uma economia no sentido moderno, ao passo que as trocas 
eram irracionais. 
e) Passou por um momento de crise econômica devido a abundância de ouro e prata retirados no Brasil 
por Portugal, que inundaria o mercado com moedas, provocando uma inflação que desestabilizaria a 
economia europeia. 
MODELO 3
Tema: Transição do feudalismo para o capitalismo
Construção da habilidade: Dentro da competência 4, a habilidade 18 visa reconhecer as mudan-
ças econômicas que a sociedade europeia passava naquele período histórico, fazendo uma conexão 
com os primórdios do capitalismo em partes diferentes do continente. 
Competência: 4 Habilidade: 18
162
 
(Fonte: http://www.klepsidra.net/klepsidra26/agora.htm)
Após a emergência da Polis, a Ágora era considerada uma importante parte da cidade grega. Esse 
grande espaço social assumia as funções no âmbito:
a) Democrático, promovendo as discussões políticas e filosóficas
b) Habitacional, visto que a maioria da população da Grécia antiga vivia nas cidades
c) Segregacional, onde apenas as principais famílias poderiam frequentar
d) Religioso, abrigando a Acrópole, fazendo da Ágora o principal centro da religião
e) Democrático, permitindo a política a qualquer morador ateniense
MODELO 4
Tema: Antiguidade ocidental greco-romana
Construção da habilidade: No âmbito da competência 3, a habilidade 11 prevê práticas da 
sociedade grega de convívio politico e econômico, além de observar como eles eram utilizados na 
Ágora, no contexto histórico da democracia.
Competência: 3 Habilidade: 11
163
RAio X - Análise eXpositivA
 1. Para resolver a questão, o aluno deve se lembrar daqueles que compunham a sociedade apta para 
exercer a democracia. Devemos lembrar que a democracia antiga não poder ser comparada com a 
democracia da atualidade, uma vez que na Grécia antiga apenas os homens com mais de 21 anos, 
com serviço militar e grego nascidos de mãe grega eram aptos a exercer a política. Mulheres, es-
cravos e estrangeiros estavam inaptos.
 2. O aluno deve se lembrar das práticas de vassalagem e servidão. Na vassalagem, há um senhor com 
muitos bens e outro senhor que não possui tantos bens quanto o primeiro. O senhor com menos 
bens promete sua fidelidade ao senhor mais rico nas guerras e na ajuda financeira, caso precise, 
enquanto o senhor mais rico lhe dá benefícios. Já na servidão, o camponês pobre recebe terra e 
abrigo em troca da sua força de trabalho para um senhor feudal.
 3. A Europa no período do descobrimento viveu um período de opulência devido ao comércio, mas 
isso não se traduziu em progresso social. É um erro observar a economia da época pelo prisma da 
economia atual, pois, a época possuía seus mecanismos próprios, dependendo de uma economia 
moral e visual.
 4. Para resolver a questão, o aluno deve lembrar-se da função da Ágora nas sociedades gregas clás-
sicas. Nas praças de Atenas havia grande circulação de comércio, bem como discussões políticas 
e filosóficas entre os cidadãos da democracia. Olhando para as outras opções, não poderia ser 
habitacional pois a maioria vivia no campo. Não poderia ser segregacional,pois a democracia se 
instaurava na ágora. Também não podendo ser o principal centro religioso, sendo esse localizado 
na Acrópole, lugar mais alto da cidade, longe da Ágora
GAbARito
1. D 2. C 3. C 4. A
164
Prescrição: Para resolver as questões abaixo, atente-se aos principais tópicos da Antiguidade 
Ocidental greco-romana. Há a necessidade de compreender as principais características econômicas 
e políticas do período feudal, além da transição desse modo de produção rumo à modernidade 
capitalista.
pRáticA dos conhecimentos - e.o.
 1. (Enem) Os escravos tornam-se propriedade 
nossa seja em virtude da lei civil, seja da lei 
comum dos povos; em virtude da lei civil, se 
qualquer pessoa de mais de vinte anos per-
mitir a venda de si própria com a finalidade 
de lucrar conservando uma parte do preço 
da compra; e em virtude da lei comum dos 
povos, são nossos escravos aqueles que fo-
ram capturados na guerra e aqueles que são 
filhos de nossas escravas.
CARDOSO, C. F. Trabalho compulsório na 
Antiguidade. São Paulo: Graal, 2003.
A obra Institutas, do jurista Aelius Marcia-
nus (século III d.C.), instrui sobre a escra-
vidão na Roma antiga. No direito e na so-
ciedade romana desse período, os escravos 
compunham uma 
a) mão de obra especializada protegida pela lei. 
b) força de trabalho sem a presença de ex-cida-
dãos. 
c) categoria de trabalhadores oriundos dos 
mesmos povos. 
d) condição legal independente da origem ética 
do indivíduo. 
e) comunidade criada a partir do estabeleci-
mento das leis escritas. 
 2. (Enem) A Lei das Doze Tábuas, de meados do 
século V a.C., fixou por escrito um velho di-
reito costumeiro. No relativo às dívidas não 
pagas, o código permitia, em última análise, 
matar o devedor; ou vendê-lo como escravo 
“do outro lado do Tibre” – isto é, fora do 
território de Roma. 
CARDOSO, C. F. S. O trabalho compulsório na 
Antiguidade. Rio de Janeiro: Graal, 1984. 
A referida lei foi um marco na luta por di-
reitos na Roma Antiga, pois possibilitou que 
os plebeus 
a) modificassem a estrutura agrária assentada 
no latifúndio. 
b) exercessem a prática da escravidão sobre 
seus devedores. 
c) conquistassem a possibilidade de casamento 
com os patrícios. 
d) ampliassem a participação política nos car-
gos políticos públicos. 
e) reivindicassem as mudanças sociais com 
base no conhecimento das leis. 
 3. (Enem) Os cercamentos do século XVIII po-
dem ser considerados como sínteses das 
transformações que levaram à consolidação 
do capitalismo na Inglaterra. Em primeiro 
lugar, porque sua especialização exigiu uma 
articulação fundamental com o mercado. 
Como se concentravam na atividade de pro-
dução de lã, a realização da renda dependeu 
dos mercados, de novas tecnologias de bene-
ficiamento do produto e do emprego de no-
vos tipos de ovelhas. Em segundo lugar, con-
centrou-se na inter-relação do campo com a 
cidade e, num primeiro momento, também 
se vinculou à liberação de mão de obra.
RODRIGUES, A. E. M. “Revoluções burguesas”. In: 
REIS FILHO, D.A.etal (Orgs.). O século XX, v. I. Rio de 
Janeiro: Civilização Brasileira, 2000 (adaptado).
Outra consequência dos cercamentos que te-
ria contribuído para a Revolução Industrial 
na Inglaterra foi o 
a) aumento do consumo interno. 
b) congelamento do salário mínimo. 
c) fortalecimento dos sindicatos proletários. 
d) enfraquecimento da burguesia industrial. 
e) desmembramento das propriedades impro-
dutivas. 
 4. (Enem) O garfo muito grande, com dois den-
tes, que era usado para servir as carnes aos 
convidados, é antigo, mas não o garfo indi-
vidual. Este data mais ou menos do século 
XVI e difundiu-se a partir de Veneza e da 
Itália em geral, mas com lentidão. O uso só 
se generalizaria por volta de 1750.
BRAUDEL, F. Civilização material, economia e 
capitalismo: séculos XV-XVIII; as estruturas do cotidiano. 
São Paulo: Martins Fontes, 1977 (adaptado).
No processo de transição para a modernida-
de, o uso do objeto descrito relaciona-se à 
a) construção de hábitos sociais. 
b) introdução de medidas sanitárias. 
c) ampliação das refeições familiares. 
d) valorização da cultura renascentista. 
e) incorporação do comportamento laico. 
165
 5. (Enem) Veneza, emergindo obscuramente 
ao longo do início da Idade Média das águas 
às quais devia sua imunidade a ataques, era 
nominalmente submetida ao Império Bizan-
tino, mas, na prática, era uma cidade-estado 
independente na altura do século X. Veneza 
era única na cristandade por ser uma co-
munidade comercial: “Essa gente não lavra, 
semeia ou colhe uvas”, como um surpreso 
observador do século XI constatou. Comer-
ciantes venezianos puderam negociar ter-
mos favoráveis para comerciar com Constan-
tinopla, mas também se relacionaram com 
mercadores do islã. 
FLETCHER, R. A cruz e o crescente: cristianismo de islã, de 
Maomé à Reforma. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2004. 
A expansão das atividades de trocas na Baixa 
Idade Média, dinamizadas por centros como 
Veneza, reflete o(a) 
a) importância das cidades comerciais. 
b) integração entre a cidade e o campo. 
c) dinamismo econômico da Igreja cristã. 
d) controle da atividade comercial pela nobreza 
feudal. 
e) ação reguladora dos imperadores durante as 
trocas comerciais. 
 6. (Enem) TEXTO I
O aparecimento da máquina movida a vapor 
foi o nascimento do sistema fabril em grande 
escala, representando um aumento tremen-
do na produção, abrindo caminho na direção 
dos lucros, resultado do aumento da procura. 
Eram forças abrindo um novo mundo.
HUBERMAN, L. História da riqueza do homem. 
Rio de Janeiro: Zahar, 1974 (adaptado).
TEXTO II
Os edifícios das fábricas adaptavam-se mal 
à concentração de numerosa mão de obra, 
reunida para longos dias de trabalho, numa 
situação árdua e insalubre. O trabalho nas 
fábricas destruiu o sistema doméstico de 
produção. Homens, mulheres e crianças dei-
xavam os lugares onde moravam para traba-
lhar em diferentes fábricas.
LEITE, M. M. Iniciação à história social contemporânea. 
São Paulo: Cultrix,1980 (adaptado).
As estratégias empregadas pelos textos para 
abordar o impacto da Revolução Industrial 
sobre as sociedades que se industrializavam 
são, respectivamente, 
a) ressaltar a expansão tecnológica e deter-se 
no trabalho doméstico. 
b) acentuar as inovações tecnológicas e priori-
zar as mudanças no mundo do trabalho. 
c) debater as consequências sociais e valorizar 
a reorganização do trabalho. 
d) indicar os ganhos sociais e realçar as perdas 
culturais. 
e) minimizar as transformações sociais e criti-
car os avanços tecnológicos. 
 7. (Enem PPL) O servo pertence à terra e ren-
de frutos ao dono da terra. O operário urba-
no livre, ao contrário, vende-se a si mesmo 
e, além disso, por partes. Vende em leilão 
8,10,12,15 horas da sua vida, dia após dia, 
a quem melhor pagar, ao proprietário das 
matérias-primas, dos instrumentos de tra-
balho e dos meios de subsistência, isto é, ao 
capitalista.
MARX, K. Trabalho assalariado e capital & salário, 
preço e lucro. São Paulo: Expressão Popular, 2010.
O texto indica que houve uma transformação 
dos espaços urbanos e rurais com a imple-
mentação do sistema capitalista, devido às 
mudanças tecnossociais ligadas ao 
a) desenvolvimento agrário e ao regime de ser-
vidão. 
b) aumento da produção rural, que fixou a po-
pulação nesse meio. 
c) desenvolvimento das zonas urbanas e às no-
vas relações de trabalho. 
d) aumento populacional das cidades associado 
ao regime de servidão. 
e) desenvolvimento da produção. 
 8. (Enem) Queixume das operárias da seda
Sempre tecemos panos de seda
E nem por isso vestiremos melhor [...]
Nunca seremos capazes de ganhar tanto
Que possamos ter melhor comida [...]
Pois a obra de nossas mãos
Nenhuma de nós terá para se manter [...]
E estamos em grande miséria
Mas, com os nossos salários, enriquece aque-
le para
quem trabalhamos
Grande parte das noites ficamos acordadas
E todo o dia para isso ganhar
Ameaçam-nosde nos moer de pancada
Os membros quando descansamos
E assim, não nos atrevemos a repousar.
CHRÉTIEN DE TROYES apud LE GOFF. J. Civilização 
do Ocidente Medieval. Lisboa: Edições 70, 1992.
Tendo em vista as transformações socioeco-
nômicas da Europa Ocidental durante a Bai-
xa Idade Média, o texto apresenta a seguinte 
situação: 
a) Uso da coerção no mundo do trabalho arte-
sanal. 
b) Deslocamento das trabalhadoras do campo 
para as cidades. 
c) Desorganização do trabalho pela introdução 
do assalariamento. 
d) Enfraquecimento dos laços que ligavam pa-
trões e empregadas. 
e) Ganho das artífices pela introdução da remu-
neração pelo seu trabalho. 
166
 9. (Enem) No contexto da polis grega, as leis co-
muns nasciam de uma convenção entre cida-
dãos, definida pelo confronto de suas opini-
ões em um verdadeiro espaço público, a ágora, 
confronto esse que concedia a essas conven-
ções a qualidade de instituições públicas. 
MAGDALENO, F. S. A territorialidade da representação 
política: vínculos territoriais de compromisso dos 
deputados fluminenses. São Paulo: Annablume, 2010.
No texto, está relatado um exemplo de exer-
cício da cidadania associado ao seguinte mo-
delo de prática democrática: 
a) Direta. 
b) Sindical. 
c) Socialista. 
d) Corporativista. 
e) Representativa. 
 10. (Enem) Mirem-se no exemplo 
Daquelas mulheres de Atenas 
Vivem pros seus maridos 
Orgulho e raça de Atenas. 
BUARQUE, C.; BOAL, A. “Mulheres de Atenas”. In: 
Meus caros amigos,1976. Disponível em: http://letras.
terra.com.br. Acesso em 4 dez. 2011 (fragmento)
Os versos da composição remetem à condição 
das mulheres na Grécia antiga, caracteriza-
da, naquela época, em razão de 
a) sua função pedagógica, exercida junto às 
crianças atenienses. 
b) sua importância na consolidação da demo-
cracia, pelo casamento. 
c) seu rebaixamento de status social frente aos 
homens. 
d) seu afastamento das funções domésticas em 
períodos de guerra. 
e) sua igualdade política em relação aos ho-
mens. 
 11. (Enem) Assentado, portanto, que a Escritu-
ra, em muitas passagens, não apenas admi-
te, mas necessita de exposições diferentes 
do significado aparente das palavras, parece-
-me que, nas discussões naturais, deveria ser 
deixada em último lugar.
GALILEI, G. Carta a Benedetto Castelli. In: Ciência e fé: 
cartas de Galileu sobre o acordo do sistema copernicano 
com a Bíblia. São Paulo: Unesp, 2009. (adaptado) 
O texto, extraído da carta escrita por Galileu 
(1564-1642) cerca de trinta anos antes de 
sua condenação pelo Tribunal do Santo Ofi-
cio, discute a relação entre ciência e fé, pro-
blemática cara no século XVII. A declaração 
de Galileu defende que 
a) a bíblia, por registrar literalmente a palavra 
divina, apresenta a verdade dos fatos natu-
rais, tornando-se guia para a ciência. 
b) o significado aparente daquilo que é lido 
acerca da natureza na bíblia constitui uma 
referência primeira. 
c) as diferentes exposições quanto ao signifi-
cado das palavras bíblicas devem evitar con-
frontos com os dogmas da Igreja. 
d) a bíblia deve receber uma interpretação lite-
ral porque, desse modo, não será desviada a 
verdade natural. 
e) os intérpretes precisam propor, para as pas-
sagens bíblicas, sentidos que ultrapassem o 
significado imediato das palavras. 
 12. (ENEM) Segundo Aristóteles, “na cidade com 
o melhor conjunto de normas e naquela do-
tada de homens absolutamente justos, os 
cidadãos não devem viver uma vida de tra-
balho trivial ou de negócios – esses tipos de 
vida são desprezíveis e incompatíveis com 
as qualidades morais –, tampouco devem ser 
agricultores os aspirantes à cidadania, pois 
o lazer é indispensável ao desenvolvimento 
das qualidades morais e à prática das ativi-
dades políticas”.
VAN ACKER, T. Grécia. A vida cotidiana na 
cidade-Estado. São Paulo: Atual, 1994.
O trecho, retirado da obra Política, de Aristó-
teles, permite compreender que a cidadania:
a) possui uma dimensão histórica que deve ser 
criticada, pois é condenável que os políticos 
de qualquer época fiquem entregues à ocio-
sidade, enquanto o resto dos cidadãos tem 
de trabalhar.
b) era entendida como uma dignidade própria 
dos grupos sociais superiores, fruto de uma 
concepção política profundamente hierar-
quizada da sociedade.
c) estava vinculada, na Grécia Antiga, a uma 
percepção política democrática, que levava 
todos os habitantes da pólis a participarem 
da vida cívica.
d) tinha profundas conexões com a justiça, ra-
zão pela qual o tempo livre dos cidadãos de-
veria ser dedicado às atividades vinculadas 
aos tribunais.
e) vivida pelos atenienses era, de fato, restrita àque-
les que se dedicavam à política e que tinham tem-
po para resolver os problemas da cidade.
 13. (ENEM) O que implica o sistema da pólis é 
uma extraordinária preeminência da palavra 
sobre todos os outros instrumentos do poder. 
A palavra constitui o debate contraditório, 
a discussão, a argumentação e a polêmica. 
Torna-se a regra do jogo intelectual, assim 
como do jogo político.
VERNANT, J. P. As origens do pensamento grego. 
Rio de Janeiro: Bertrand, 1992 (adaptado).
Na configuração política da democracia gre-
ga, em especial a ateniense, a ágora tinha 
por função:
a) agregar os cidadãos em torno de reis que go-
vernavam em prol da cidade.
b) permitir aos homens livres o acesso às deci-
sões do Estado expostas por seus magistrados.
c) constituir o lugar onde o corpo de cidadãos 
se reunia para deliberar sobre as questões da 
comunidade.
d) reunir os exercícios para decidir em assem-
bleias fechadas os rumos a serem tomados 
em caso de guerra.
e) congregar a comunidade para eleger repre-
sentantes com direito a pronunciar-se em 
assembleias.
167
 14. (ENEM)
Os calendários são fontes históricas importan-
tes, na medida em que expressam a concepção 
de tempo das sociedades. Essas imagens com-
põem um calendário medieval (1460-1475) e 
cada uma delas representa um mês, de janeiro 
a dezembro. Com base na análise do calendá-
rio, apreende-se uma concepção de tempo:
a) cíclica, marcada pelo mito arcaico do eterno 
retorno.
b) humanista, identificada pelo controle das 
horas de atividade por parte do trabalhador.
c) escatológica, associada a uma visão religiosa 
sobre o trabalho.
d) natural, expressa pelo trabalho realizado de 
acordo com as estações do ano.
e) romântica, definida por uma visão bucólica 
da sociedade.
 15. (ENEM) Se a mania de fechar, verdadeiro 
habitus da mentalidade medieval nascido 
talvez de um profundo sentimento de inse-
gurança, estava difundida no mundo rural, 
estava do mesmo modo no meio urbano, pois 
que uma das características da cidade era de 
ser limitada por portas e por uma muralha.
DUBY, G. et al. “Séculos XIV-XV”. In: ARIÈS, P.; DUBY, G. 
História da vida privada da Europa Feudal à Renascença. 
São Paulo: Cia. das Letras, 1990 (adaptado).
As práticas e os usos das muralhas sofreram 
importantes mudanças no final da Idade 
Média, quando elas assumiram a função de 
pontos de passagem ou pórticos. Este proces-
so está diretamente relacionado com:
a) o crescimento das atividades comerciais e urbanas.
b) a migração de camponeses e artesãos.
c) a expansão dos parques industriais e fabris.
d) o aumento do número de castelos e feudos.
e) a contenção das epidemias e doenças.
 16. Sou uma pobre e velha mulher,
Muito ignorante, que nem sabe ler.
Mostraram-me na igreja da minha terra
Um Paraíso com harpas pintado
E o Inferno onde fervem almas danadas,
Um enche-me de júbilo, o outro me aterra.
VILLON. F. In: GOMBRICH, E. História 
da arte. Lisboa: LTC. 1999.
Os versos do poeta francês François Villon 
fazem referência às imagens presentes nos 
templos católicos medievais. Nesse contexto, 
as imagens eram usadas com o objetivo de:
a) refinar o gosto dos cristãos. 
b) incorporar ideais heréticos. 
c) educar os fiéis através do olhar. 
d) divulgar a genialidade dos artistas católicos. 
e) valorizar esteticamente os templos religiosos.17. O café tem origem na região onde hoje se 
encontra a Etiópia, mas seu cultivo e consu-
mo se disseminaram a partir da Península 
Árabe. Aportou à Europa por Constantinopla 
e, finalmente, em 1615, ganhou a cidade de 
Veneza. Quando o café chegou à região euro-
peia, alguns clérigos sugeriram que o produ-
to deveria ser excomungado, por ser obra do 
diabo. O papa Clemente VIII (1592-1605), 
contudo, resolveu provar a bebida. Tendo 
gostado do sabor, decidiu que ela deveria ser 
batizada para que se tornasse uma “bebida 
verdadeiramente cristã”.
THORN, J. Guia do café. Lisboa: Livros 
e livros, 1998 (adaptado).
A postura dos clérigos e do papa Clemente 
VIII diante da introdução do café na Europa
Ocidental pode ser explicada pela associação 
dessa bebida ao:
a) ateísmo.
b) judaísmo.
c) hinduísmo.
d) islamismo.
e) protestantismo.
 18. Para uns, a Idade Média foi uma época de 
trevas, pestes, fome, guerras sanguinárias, 
superstições, crueldade. Para outros, uma 
época de bons cavaleiros, damas corteses, 
fadas, guerras honradas, torneios, grandes 
ideais. Ou seja, uma Idade Média “má” e 
uma Idade Média “boa”.
Tal disparidade de apreciações com relação a 
esse período da História se deve:
a) ao Renascimento, que começou a valorizar 
a comprovação documental do passado, for-
mando acervos documentais que mostram 
tanto a realidade “boa” quanto a “má”.
b) à tradição iluminista, que usou a Idade Mé-
dia como contraponto a seus valores racio-
nalistas, e ao Romantismo, que pretendia 
ressaltar as “boas” origens das nações.
c) à indústria de videojogos e cinema, que 
encontrou uma fonte de inspiração nessa 
mistura de fantasia e realidade, construindo 
uma visão falseada do real.
d) ao Positivismo, que realçou os aspectos po-
sitivos da Idade Média, e ao marxismo, que 
denunciou o lado negativo do modo de pro-
dução feudal.
e) à religião, que com sua visão dualista e ma-
niqueísta do mundo, alimentou tais inter-
pretações sobre a Idade Média.
168
 19. A Praça da Concórdia, antiga Praça Luís XV, 
é a maior praça pública de Paris. Inaugurada 
em 1763, tinha em seu centro uma estátua 
do rei. Situada ao longo do Sena, ela é a in-
tersecção de dois eixos monumentais. Bem 
nesse cruzamento está o Obelisco de Luxor, 
decorado com hieróglifos que contam os rei-
nados dos faraós Ramsés II e Ramsés III. Em 
1829, foi oferecido pelo vice-rei do Egito ao 
povo francês e, em 1836, instalado na praça 
diante de mais de 200 mil espectadores e da 
família real.
NOBLAT, R. Disponível em: www.oglobo.
com Acesso em: 12 dez. 2012.
A constituição do espaço público da Praça da 
Concórdia ao longo dos anos manifesta o(a): 
a) lugar da memória na história nacional.
b) caráter espontâneo das festas populares.
c) lembrança da antiguidade da cultura local.
d) triunfo da nação sobre os países africanos.
e) declínio do regime de monarquia absolutista.
 20. Durante a realeza, e nos primeiros anos repu-
blicanos, as leis eram transmitidas oralmen-
te de uma geração para outra. A ausência de 
uma legislação escrita permitia aos patrícios 
manipular a justiça conforme seus interes-
ses. Em 451 a.C., porém, os plebeus conse-
guiram eleger uma comissão de dez pessoas 
– os decênviros – para escrever as leis. Dois 
deles viajaram a Atenas, na Grécia, para es-
tudar a legislação de Sólon.
COULANGES, F. A cidade antiga. São 
Paulo: Martins Fontes, 2000.
A superação da tradição jurídica oral no 
mundo antigo, descrita no texto, esteve re-
lacionada à:
a) adoção do sufrágio universal masculino.
b) extensão da cidadania aos homens livres.
c) afirmação de instituições democráticas.
d) implantação de direitos sociais.
e) tripartição dos poderes políticos.
 21. Texto I
Olhamos o homem alheio às atividades pú-
blicas não como alguém que cuida apenas de 
seus próprios interesses, mas como um inú-
til; nós, cidadãos atenienses, decidimos as 
questões públicas por nós mesmos na cren-
ça de que não é o debate que é empecilho à 
ação, e sim o fato de não se estar esclarecido 
pelo debate antes de chegar a hora da ação.
TUCÍDIDES. História da Guerra do Peloponeso. 
Brasília: UnB, 1987 (adaptado).
Texto II
Um cidadão integral pode ser definido por 
nada mais nada menos que pelo direito de 
administrar justiça e exercer funções pú-
blicas; algumas destas, todavia, são limi-
tadas quanto ao tempo de exercício, de tal 
modo que não podem de forma alguma ser 
exercidas duas vezes pela mesma pessoa, ou 
somente podem sê-lo depois de certos inter-
valos de tempo prefixados.
ARISTÓTELES. Política. Brasília: UnB, 1985.
Comparando os textos I e II, tanto para Tu-
cídides (no século V a.C.) quanto para Aris-
tóteles (no século IV a.C.), a cidadania era 
definida pelo(a):
a) prestígio social.
b) acúmulo de riqueza.
c) participação política.
d) local de nascimento.
e) grupo de parentesco.
 22. No início foram as cidades. O intelectual da 
Idade Média – no Ocidente – nasceu com elas. 
Foi com o desenvolvimento urbano ligado 
às funções comercial e industrial – digamos 
modestamente artesanal – que ele apareceu, 
como um desses homens de ofício que se ins-
talavam nas cidades nas quais se impôs a di-
visão do trabalho. Um homem cujo ofício é 
escrever ou ensinar, e de preferência as duas 
coisas a um só tempo, um homem que, profis-
sionalmente, tem uma atividade de professor 
e erudito, em resumo, um intelectual – esse 
homem só aparecerá com as cidades.
LE GOFF, J. Os intelectuais na Idade Média. 
Rio de Janeiro: José Olympio, 2010
O surgimento da categoria mencionada no 
período em destaque no texto evidencia o(a):
a) apoio dado pela Igreja ao trabalho abstrato. 
b) relação entre desenvolvimento urbano e di-
visão de trabalho. 
c) importância organizacional das corporações 
de ofício. 
d) progressiva expansão da educação escolar. 
e) acúmulo de trabalho dos professores e eruditos.
 23. A casa de Deus, que acreditam una, está, 
portanto, dividida em três: uns oram, outros 
combatem, outros, enfim, trabalham. Essas 
três partes que coexistem não suportam ser 
separadas; os serviços prestados por uma são 
a condição das obras das outras duas; cada 
uma por sua vez encarrega-se de aliviar o 
conjunto... Assim a lei pode triunfar e o 
mundo gozar da paz.
ALDALBERON DE LAON. In: SPINOSA, F. Antologia de 
textos históricos medievais. Lisboa: Sá da Costa, 1981.
A ideologia apresentada por Aldalberon de 
Laon foi produzida durante a Idade Média. 
Um objetivo de tal ideologia e um processo 
que a ela se opôs estão indicados, respecti-
vamente, em:
a) justificar a dominação estamental / revoltas 
camponesas.
b) subverter a hierarquia social / centralização 
monárquica.
c) impedir a igualdade jurídica / revoluções 
burguesas.
d) controlar a exploração econômica / unifica-
ção monetária.
e) questionar a ordem divina / Reforma católica
169
 24. (ENEM) O canto triste dos conquistados: os 
últimos dias de Tenochtitlán
Nos caminhos jazem dardos quebrados;
os cabelos estão espalhados.
Destelhadas estão as casas,
Vermelhas estão as águas, os rios, como se 
alguém
as tivesse tingido,
Nos escudos esteve nosso resguardo,
mas os escudos não detêm a desolação…
PINSKY, J. et al. História da América através de 
textos. São Paulo: Contexto, 2007 (fragmento).
O texto é um registro asteca, cujo sentido 
está relacionado ao(à):
a) tragédia causada pela destruição da cultura 
desse povo.
b) tentativa frustrada de resistência a um po-
der considerado superior.
c) extermínio das populações indígenas pelo 
Exército espanhol.
d) dissolução da memória sobre os feitos de 
seus antepassados.
e) profetização das consequências da coloniza-
ção da América.
 25. (ENEM) Na antiga Grécia, o teatro tratou 
de questões como destino, castigo e justiça. 
Muitos gregos sabiam de cor inúmeros ver-
sos das peças dos seus grandes autores.
Na Inglaterra dos séculos XVI e XVII, Shakes-
peare produziu peças nas quais temas como 
o amor, o poder, o bem e o mal foram trata-
dos. Nessas peças, os grandes personagens 
falavam em verso e os demais em prosa.
No Brasil colonial,

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