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S U M Á R I O
PREFÁCIO
XIII
1
INTRODUÇÃO 
À PSICOLOGIA SOCIAL
1
Introdução 2
O Que É a Psicologia Social? 3
Uma Definição Formal 3
Principais Preocupações da Psicologia 
Social 4
Relação com Outras Áreas 5
Perspectivas Teóricas na Psicologia Social 6
Teoria dos Papéis 8
Teoria do Reforço 10
Teoria Cognitiva 14
Teoria da Interação Simbólica 16
Teoria da Evolução 19
Uma Comparação das Perspectivas 22
A Psicologia Social É uma Ciência? 24
Características da Ciência 24
A Psicologia Social como Ciência 25
Resumo 26
Lista de Termos e Conceitos-Chave 30
2
MÉTODOS DE PESQUISA 
EM PSICOLOGIA SOCIAL
31
Introdução 32
Questões sobre Métodos de Pesquisa 32
Características da Pesquisa Empírica 33
Objetivos da Pesquisa 33
Hipóteses de Pesquisa 34
Validade das Descobertas 34
Métodos de Pesquisa 36
Levantamento Amostral 36
Estudos de Campo e Observação 
Naturalista 45
PAG.523.SUMARIO 25.08.05 15:35 Page V
VI Editora Thomson • PSICOLOGIA SOCIAL
Pesquisa de Arquivos e Análise de 
Conteúdo 47
Experimentos 49
Comparação entre os Métodos de 
Pesquisa 54
Metanálise 55
Pesquisa em Populações Diversificadas 55
Questões Éticas na Pesquisa Psicossocial 56
Fontes Potenciais de Danos 56
Salvaguardas Institucionais 58
Benefícios Potenciais 59
Resumo 60
Lista de Termos e Conceitos-Chave 61
3
A SOCIALIZAÇÃO
62
Introdução 63
Perspectivas da Socialização 64
A Perspectiva Desenvolvimentista 64
A Perspectiva da Aprendizagem 
Social 66
A Perspectiva Interpretativa 66
O Impacto da Estrutura Social 67
Os Agentes de Socialização da Criança 68
A Família 68
Os Pares 73
A Escola 75
Os Processos de Socialização 76
O Condicionamento Instrumental 76
A Aprendizagem pela Observação 80
A Internalização 81
Os Resultados da Socialização 81
Os Papéis dos Gêneros 82
A Competência Lingüística e 
Cognitiva 84
O Desenvolvimento Moral 86
As Orientações Profissionais 90
A Socialização dos Adultos 91
A Adoção de Papéis 92
A Socialização Antecipatória 92
A Descontinuidade de Papéis 93
Resumo 94
Lista de Termos e Conceitos-Chave 95
4
O EU E A IDENTIDADE
96
Introdução 97
A Natureza e a Gênese do Eu 99
O Eu como Origem e Objeto da Ação 99
Autodiferenciação 100
Adoção de Papéis 101
As Origens Sociais do Eu 102
Identidades: O Eu Que Conhecemos 104
Identidades dos Papéis 104
Identidades Sociais 105
Pesquisas sobre a Formação do 
Autoconceito 106
O Eu Situado 108
Identidades: O Eu Que Representamos 109
Identidades e Comportamento 109
Escolha de uma Identidade para 
Representar 111
Identidades como Fontes de Coerência 112
O Eu no Pensamento e no Sentimento 114
Auto-Esquema 114
Efeitos da Autoconsciência 115
Efeitos das Autodiscrepâncias 116
Influências do Eu nas Emoções 117
Auto-Estima 120
Avaliação da Auto-Estima 120
Fontes de Auto-Estima 121
Auto-Estima e Comportamento 123
Proteção da Auto-Estima 125
Resumo 127
Lista de Termos e Conceitos-Chave 128
PAG.523.SUMARIO 25.08.05 15:35 Page VI
5
PERCEPÇÃO SOCIAL 
E COGNIÇÃO
129
Introdução 130
Os Esquemas 131
Os Tipos de Esquemas 132
O Processamento Esquemático 134
Os Esquemas como Elementos 
Culturais 137
Os Esquemas de Pessoas e os Estereótipos 
do Grupo 137
Os Esquemas de Pessoas 137
Os Estereótipos de Grupo 140
A Formação das Impressões 145
A Centralidade dos Traços 145
Integração das Informações a Respeito 
dos Outros 148
As Impressões como Profecias 
Auto-Realizadoras 151
A Heurística 152
A Teoria da Atribuição 154
Atribuições Disposicionais versus
Atribuições Situacionais 154
A Inferência das Disposições a Partir 
dos Atos 155
O Modelo de Atribuição de 
Co-Variação 158
Atribuições para o Sucesso e o Fracasso 160
O Viés e O Erro na Atribuição 162
A Superatribuição para as 
Disposições 162
O Viés do Foco de Atenção 163
A Diferença Ator-Observador 164
Vieses Motivacionais 166
A Base Cultural das Atribuições 167
Resumo 168
Lista de Termos e Conceitos-Chave 170
6
ATITUDES
171
Introdução 172
A Natureza das Atitudes 172
Os Componentes de uma Atitude 172
Formação da Atitude 173
As Funções das Atitudes 175
A Organização da Atitude 176
A Estrutura da Atitude 176
Coerência Cognitiva 178
Teoria do Equilíbrio 179
Teoria da Dissonância Cognitiva 181
Será a Coerência Inevitável? 184
A Relação Entre Atitudes e 
Comportamento 185
As Atitudes Antecipam o 
Comportamento? 185
Ativação da Atitude 187
Características da Atitude 188
Correspondência entre Atitude e 
Comportamento 190
Restrições da Situação 192
Modelo de Ação Raciocinada 195
Modelo Formal 196
Avaliação do Modelo 198
Resumo 198
Lista de Termos e Conceitos-Chave 199
7
COMUNICAÇÃO SIMBÓLICA 
E LINGUAGEM
200
Introdução 201
Língua, Linguagem e Comunicação 
Verbal 202
A Comunicação Lingüística 202
O Modelo Codificador-Decodificador 203
O Modelo Intencionalista 205
O Modelo de Adoção de Perspectiva 208
Michener • DeLamater • Myers SUMÁRIO VII
PAG.523.SUMARIO 25.08.05 15:35 Page VII
A Comunicação Não-Verbal 212
Os Tipos de Comunicação 
Não-Verbal 212
O Que um Rosto Exprime? 214
A Comunicação Facial da Emoção 214
Combinação entre a Comunicação Verbal
e a Não-Verbal 217
A Estrutura Social e a Comunicação 219
Gênero e Comunicação 219
A Estratificação Social e o Estilo do 
Discurso 222
Comunicação de Status e de 
Intimidade 224
Normas de Distância na Interação 228
Análise Conversacional 230
Iniciando a Conversa 230
O Controle da Alternância da Fala 231
Feedback e Coordenação 232
Resumo 234
Lista de Termos e Conceitos-Chave 236
8
INFLUÊNCIA SOCIAL 
E PERSUASÃO
237
Introdução 238
As Formas de Influência Social 238
A Mudança de Atitude por meio da 
Persuasão 240
O Processamento de Mensagens 
Persuasivas 240
O Paradigma Comunicação-Persuasão 241
A Fonte 242
A Mensagem 245
O Alvo 251
A Adesão a Ameaças e Promessas 254
A Eficácia das Ameaças e Promessas 254
Problemas da Utilização de Ameaças e
Promessas 259
Ameaça Bilateral e Negociação 259
Obediência à Autoridade 261
Estudo Experimental da Obediência 262
Fatores que Afetam a Obediência à 
Autoridade 264
Resistência à Influência e à Persuasão 266
A Inoculação 266
A Advertência 266
A Reactância 267
Resumo 267
Lista de Termos e Conceitos-Chave 269
9
AUTO-APRESENTAÇÃO 
E ADMINISTRAÇÃO 
DE IMPRESSÕES
270
Introdução 271
Auto-Apresentação na Vida Diária 272
Definição da Situação 273
Auto-Exposição 274
Administração de Impressões Táticas 275
Administração das Aparências 276
Insinuação 277
Ações de Alinhamento 281
Imposição de Papéis 283
Aspectos Negativos da Auto-
Apresentação 284
A Auto-Apresentação Pode Prejudicar a
Saúde 284
A Ilusão Pode Prejudicar as Relações 285
Detecção da Administração de Impressão
Ilusória 285
Motivos Profundos 286
Sinais Não-Verbais Ilusórios 287
Auto-Apresentação Ineficaz e Identidades
Comprometidas 289
Constrangimento e Preservação da 
Imagem 289
Esfriamento e Degradação da 
Identidade 291
Estigma 292
Resumo 296
Lista de Termos e Conceitos-Chave 297
VIII Editora Thomson • PSICOLOGIA SOCIAL
PAG.523.SUMARIO 25.08.05 15:35 Page VIII
10
AJUDA E ALTRUÍSMO
298
Introdução 299
Motivação para Ajudar os Outros 300
Egoísmo e Motivação por 
Custo-Recompensa 301
Altruísmo e Preocupação Empática 302
Evolução e Ajuda 304
Características do Necessitado que 
Favorecem a Ajuda 306
Conviver e Gostar 306
Similaridade 307
Merecimento 307
Fatores Normativos da Ajuda 308
Normas de Responsabilidade e 
de Reciprocidade 309
Normas Pessoais e Ajuda 310
Comportamento de Ajuda como 
Comportamento dos Papéis 311
Fatores Pessoais e Situacionais na Ajuda 312
Efeitos de Modelagem 314
Diferenças de Gênero na Ajuda 315
Bom e Mau Humor 315
Culpa e Ajuda 317
Intervenção do Observador nas Situações de
Emergência 318
A Decisão de Intervir 319
O Efeito do Observador 321
Custos e Intervenção de Emergência 323
Buscar e Receber Ajuda 324
Ajuda e Obrigação 325
Ameaças à Auto-Estima 325
Resumo 327Lista de Termos e Conceitos-Chave 328
11
AGRESSÃO
329
Introdução 330
O Que É Agressão? 330
Agressão e Motivação para Prejudicar o 
Outro 331
A Agressão como Instinto 331
Hipótese de Frustração-Agressão 332 
Estímulo Emocional Aversivo 333
Aprendizagem Social e Agressão 334
Características do Alvo que Influenciam 
na Agressão 335
Gênero e Raça 336
Atribuição de Culpa pelo Ataque 337
Capacidade Retaliatória 338
Impactos Situacionais na Agressão 338
Reforços 339
Modelagem 339
Normas 340
Estresse 341
Sinais Agressivos 341
Redução do Comportamento Agressivo 342
Redução da Frustração 342
Punição para Reprimir a Agressão 343
Modelos Não-Agressivos 343
Catarse 344
Agressão na Sociedade 344
Violência Sexual 345
Pornografia e Violência 348
Violência na Mídia e Agressão 352
Resumo 356
Lista de Termos e Conceitos-Chave 357
Michener • DeLamater • Myers SUMÁRIO IX
PAG.523.SUMARIO 25.08.05 15:35 Page IX
12
ATRAÇÃO INTERPESSOAL E
RELACIONAMENTOS
358
Introdução 359
Quem Está Disponível? 359
As Atividades de Rotina 361
A Proximidade 361
A Familiaridade 362
Quem É Desejável? 362
As Normas Sociais 363
A Atratividade Física 363
Os Processos de Troca 367
Os Determinantes do Gosto 370
A Similaridade 370
As Atividades Compartilhadas 372
O Gostar um do Outro 373
A Evolução dos Relacionamentos 374
A Auto-Exposição 374
A Confiança 376
A Interdependência 378
Amor e Amar 379
Gostar versus Amar 379
O Amor Passional 379
O Ideal de Amor Romântico 381
O Amor como História 383
O Rompimento 384
Progresso? Caos? 384
Resultados Desiguais e Instabilidade 385
Compromisso Diferencial e Dissolução 386
Reações à Insatisfação 388
Resumo 391
Lista de Termos e Conceitos-Chave 392
13
COESÃO E CONFORMIDADE
NO GRUPO
393
Introdução 394
O Que É um Grupo? 394
Coesão de Grupo 395
Estrutura e Objetivos de Grupo 397
Os Papéis nos Grupos 398
Status dos Integrantes do Grupo 401
As Características de Status 401
A Generalização de Status 402
A Teoria dos Estados de Expectativa 405
Superando o Efeito da Generalização de
Status 406
Conformidade às Normas do Grupo 407
Normas de Grupo 407
Conformidade 409
Por Que se Adaptar à Maioria? 411
Aumento do Grau de Conformidade 413
A Influência da Minoria sobre os 
Grupos 418
A Eficácia da Influência da Minoria 418
As Diferenças entre a Influência da 
Minoria e a da Maioria 420
Resumo 421
Lista de Termos e Conceitos-Chave 422
14
DESEMPENHO E ESTRUTURA
DE GRUPO
423
Introdução 424
Liderança no Grupo 426
Endosso dos Líderes Formais 426
Coalizões Revolucionária e 
Conservadora 427
Atividades dos Líderes 429
Modelo de Contingência de Eficácia da
Liderança 430
Produtividade e Desempenho 432
Tamanho do Grupo 433
Objetivos Grupais 436
Redes de Comunicação 438
Eqüidade e Distribuição de 
Recompensa 440
Princípios Usados na Distribuição de
Recompensa 441
Teoria da Eqüidade 442
Interdependência de Tarefas 443
Reações Contra a Ineqüidade 445
X Editora Thomson • PSICOLOGIA SOCIAL
PAG.523.SUMARIO 25.08.05 15:35 Page X
Brainstorm 447
Bloqueio de Produção 448
Tomada de Decisão em Grupo 449
Pensamento do Grupo 449
Mudança Arriscada, Mudança 
Cautelosa e Polarização do Grupo 453
Resumo 455
Lista de Termos e Conceitos-Chave 456
15
CONFLITO INTERGRUPAL
457
Introdução 458
Conflito Intergrupal 459
Desenvolvimento do Conflito 
Intergrupal 460
Conflito Grupal Realista 460
Identidade Social 462
Acontecimentos Hostis e Escalada 465
Persistência do Conflito Intergrupal 466
Percepção Distorcida do Exogrupo 467
Mudanças nos Relacionamentos entre
Grupos Conflitantes 469
Impacto do Conflito nos Processos Internos
do Grupo 471
Coesão Grupal 471
Liderança Militante 472
Normas e Conformidade 472
Solução do Conflito Intergrupal 473
Objetivos Superordenados 473
Contato Intergrupal 475
Mediação e Intervenção de Terceiros 478
Iniciativas Conciliatórias Unilaterais 479
Resumo 481
Lista de Termos e Conceitos-Chave 482
16
CURSO DE VIDA E PAPÉIS 
DOS GÊNEROS
483
Introdução 484
Componentes do Curso de Vida 485
Carreiras 485
Identidades e Auto-Estima 486
Estresse e Satisfação 486
Influências na Progressão do Curso 
de Vida 487
Envelhecimento Biológico 488
Classificação dos Papéis Sociais por Faixa
Etária 488
Tendências e Acontecimentos 
Históricos 490
Estágios no Curso de Vida: Idade e Papéis
dos Gêneros 492
Estágio I: A Conquista da 
Independência 493
Estágio II: O Equilíbrio entre 
Compromissos Familiares e 
Profissionais 497
Estágio III: O Desempenho de Papéis
Adultos 506
Estágio IV: O Enfrentamento da 
Perda 508
Variações Históricas 512
O Trabalho Feminino: Atitudes e 
Comportamento em Relação aos Papéis
dos Gêneros 512
O Impacto dos Acontecimentos 514
Resumo 516
Lista de Termos e Conceitos-Chave 517
Michener • DeLamater • Myers SUMÁRIO XI
PAG.523.SUMARIO 25.08.05 15:35 Page XI
XII Editora Thomson • PSICOLOGIA SOCIAL
17
PERSONALIDADE E 
ESTRUTURA SOCIAL
518
Introdução 519
Obtenção de Status 521
Status Profissional 521
Mobilidade Intergeracional 522
Redes Sociais 527
Valores Individuais 529
Papel Profissional 530
Educação 532
Influências Sociais na Saúde 532
Saúde Física 532
Saúde Mental 538
Alienação 548
Auto-Estranhamento 548
Ausência de Poder 550
Resumo 551
Lista de Termos e Conceitos-Chave 552
18
COMPORTAMENTO DESVIANTE
E REAÇÃO SOCIAL
553
Introdução 554
A Violação das Normas 555
As Normas 555
A Teoria da Anomia 555
A Teoria do Controle 559
A Teoria da Associação Diferencial 561
A Perspectiva das Atividades de 
Rotina 566
Reações às Violações das Normas 567
As Reações ao Rompimento das 
Regras 568
Os Determinantes da Reação 569
As Conseqüências da Rotulação 572
A Rotulação e o Desvio Secundário 573
A Reação da Sociedade 574
O Desvio Secundário 576
Os Controles Sociais Formais 577
A Rotulação Formal e a Criação do
Desvio 578
Os Efeitos de Longo Prazo da Rotulação
Formal 584
Resumo 586
Lista de Termos e Conceitos-Chave 587
19
COMPORTAMENTO COLETIVO
E MOVIMENTOS SOCIAIS
588
Introdução 589
Comportamento Coletivo 590
Multidões 590
Agrupamentos 594
Causas Subjacentes do Comportamento
Coletivo 596
Precipitação de Incidentes 600
Estudos Empíricos das Desordens 601
Movimentos Sociais 606
Desenvolvimento de um Movimento 607
Organizações de Movimentos Sociais 610
Conseqüências dos Movimentos 
Sociais 617
Resumo 618
Lista de Termos e Conceitos-Chave 619
GLOSSÁRIO
621
REFERÊNCIAS
638
ÍNDICE ONOMÁSTICO
726
ÍNDICE REMISSIVO
743
PAG.523.SUMARIO 25.08.05 15:35 Page XII
SOBRE O LIVRO
Esta edição de Psicologia Social é produto do aperfeiçoamento das edições norte-americanas ante-
riores. O aspecto mais importante da obra é que ela abrange uma gama completa de fenômenos
de interesse dos psicólogos sociais – ao mesmo tempo em que trata dos processos intrapsíquicos,
oferece cobertura ampla acerca da interação social e dos processos de grupo, além de fenômenos
de escala maior, como o conflito intergrupal e os movimentos sociais.
Nosso objetivo na elaboração deste livro é – assim como sempre foi – descrever a psicolo-
gia social contemporânea e apresentar conceitos teóricos e descobertas de pesquisas que com-
põem esse campo amplo e fascinante. Baseamo-nos no trabalho de vários psicólogos sociais de
visões tanto sociológicas como psicológicas. Nesta obra, deu-se ênfase ao impacto da interação
social, da associação ao grupo e da estrutura social no comportamento social do indivíduo, além
de abordar os processos intrapsíquicos de cognição, atribuição e aprendizagem que estão por de-
trás do comportamento social. Em todo o livro utilizamos os resultados de pesquisas empíricas
– levantamentos amostrais de experimentos e observações – para exemplificar esses processos.
NOVIDADES DESTA EDIÇÃO
Damos as boas-vindas ao novo co-autor, Daniel J. Myers. Dan obteve o Ph.D. na University of
Wisconsin-Madison e é membro do corpo docente da University of Notre Dame; leciona psi-
cologiasocial nos cursos de graduação e pós-graduação e tem trabalhado muito com as edições
anteriores deste livro em suas aulas. Ele trouxe uma nova perspectiva que também é compatível
com as metas do trabalho. Andrew Michener aposentou-se recentemente da University of 
Wisconsin-Madison, exercendo, assim, um papel menos ativo nesta nova edição.
P R E F Á C I O
PAG.523.PREFACIO 25.08.05 15:34 Page XIII
No desenvolvimento desta edição, buscamos não apenas manter o leitor a par das mudan-
ças no campo da psicologia social como também enriquecer nossa apresentação dos diversos tó-
picos, com base, em parte, nos comentários recebidos dos estudantes e dos professores que
utilizaram a quarta edição. Continuamos a aprimorar a abordagem sobre a diversidade e as di-
ferenças entre grupos étnicos e raciais. Todos os capítulos desta edição foram revisados e atua-
lizados. As principais mudanças foram as seguintes:
• Os capítulos sobre grupos foram reestruturados e condensados em três capítulos (13, 14 e 15).
No Capítulo 13, agora analisa-se o duplo tema sobre coesão de grupo e conformidade com as
normas de grupo. No Capítulo 14, o foco está na estrutura e no funcionamento dos grupos.
No Capítulo 15, trata-se do conflito entre grupos.
• No Capítulo 1 (“Introdução à Psicologia Social”), apresenta-se uma introdução à psicologia
evolucionista como mais uma abordagem teórica da psicologia social, comparando-a com as
demais psicologias. Os conceitos evolucionistas são também alvo de mais atenção em outros
capítulos (como no Capítulo 10 sobre “Ajuda e Altruísmo”).
• O Capítulo 3 (“A Socialização”) foi amplamente revisado, a fim de refletir as novas pesquisas.
Nele, há discussões atualizadas sobre os efeitos da divisão do papel da mulher entre a vida pro-
fissional e a vida como mãe, os efeitos do divórcio nos filhos e a utilização do castigo físico.
Há também uma nova subseção, “Criando Filhos em uma Sociedade Diversificada”, em que
se trata da literatura sobre a socialização nas famílias afro e ásio-americanas e hispânicas.
• O Capítulo 5 (“Percepção Social e Cognição”) foi totalmente atualizado. Há um novo quadro
em que se apresenta a discussão de uma importante pesquisa acerca da ameaça do estereótipo.
• O Capítulo 6 (“Atitudes”) foi reorganizado, a fim de enfatizar abordagens de coerência cog-
nitiva de atitudes. Novos quadros foram introduzidos, abordando o uso da dissonância 
cognitiva em vendas e na comparação entre tipos de preconceito racial e sexual “modernos” e
“ultrapassados”.
• O Capítulo 9 (“Auto-Apresentação e Administração de Impressões”) foi atualizado e revisado.
Uma nova seção foi adicionada, “Aspectos Negativos da Auto-Apresentação”, com discussões
de como a auto-apresentação pode prejudicar a saúde e os relacionamentos. A discussão sobre
a administração da emoção foi ampliada (também no Capítulo 4) e foi incluído material adi-
cional sobre a súplica, como tática de auto-apresentação.
• O Capítulo 16 (“Curso de Vida e Papéis dos Gêneros”) foi totalmente revisado. Todas as es-
tatísticas foram atualizadas (por exemplo, sobre matrículas nas universidades e sobre a parti-
cipação da força de trabalho da mulher). As estatísticas e a abordagem de pesquisas sobre
populações minoritárias foram expandidas; os quadros sobre diferenças e estereótipos sexuais,
bem como sobre diferenças de gênero na comunicação, foram totalmente reescritos, a fim de
refletir as pesquisas mais recentes.
CONTEÚDO E ORGANIZAÇÃO DO LIVRO
Este livro se inicia com um capítulo sobre as visões teóricas da psicologia social, seguido de um
capítulo sobre os métodos de pesquisa; ambos consistem no trabalho de base para os capítulos
seguintes. O restante do livro está dividido em quatro seções principais. Na primeira, que in-
clui os capítulos sobre a socialização, o eu e a identidade, a cognição e a percepção social, e as
atitudes, enfoca-se o comportamento social individual. Na segunda, faz-se referência à intera-
XIV Editora Thomson • PSICOLOGIA SOCIAL
PAG.523.PREFACIO 25.08.05 15:34 Page XIV
ção social, a parte central da psicologia social; cada um dos capítulos apresenta uma discussão
do modo de interação entre as pessoas e o grau de influência dessa interação sobre elas. Esses
capítulos englobam tópicos como comunicação, persuasão e influência social, auto-apresenta-
ção e administração da impressão, ajuda e altruísmo, agressão e atração interpessoal. Na tercei-
ra, apresenta-se a cobertura completa sobre grupos, incluindo capítulos sobre coesão e
conformidade com o grupo, estrutura e desempenho de grupo e conflito intergrupal. Na quar-
ta e última, avaliam-se as relações entre os indivíduos e a sociedade mais ampla; esses capítulos
tratam da influência do curso da vida e os papéis dos gêneros, o impacto da estrutura social no
indivíduo – principalmente na sua saúde mental e física –, o comportamento desviante, o com-
portamento coletivo e os movimentos sociais.
FACILIDADE DE USO
Como cada professor organiza de forma diferente um curso de introdução à psicologia social,
cada capítulo deste livro foi escrito como uma unidade independente de conteúdo: os capítu-
los posteriores não pressupõem a leitura dos anteriores. Essa compartimentalização permite ao
professor usar os capítulos na ordem de sua preferência.
Os capítulos apresentam um formato padrão. A fim de tornar o material interessante e
acessível aos estudantes, na introdução de cada capítulo há quatro a seis questões de orientação
para estabelecer os temas discutidos; o restante do capítulo consiste em quatro a seis itens prin-
cipais, cada um deles abordando um desses temas. No final de cada um deles, há um resumo
em que se apresenta a revisão dos pontos principais. Desse modo, cada capítulo apresenta di-
versas questões-chave sobre um tópico e, em seguida, as analisa em uma estrutura que possibi-
lite aos alunos assimilarem mais facilmente as principais idéias.
O texto inclui ainda diversos recursos de apoio à aprendizagem: as tabelas destacam resul-
tados de estudos importantes; as figuras exemplificam processos psicossociais importantes; os
quadros apresentados em cada capítulo destacam questões e estudos interessantes e controver-
tidos, além de discutirem as aplicações dos conceitos psicossociais na vida cotidiana. As pala-
vras-chave estão grafadas em negrito e relacionadas em ordem alfabética no final de cada
capítulo; há também um glossário dessas palavras-chave no final do livro.
AGRADECIMENTOS
Agradecemos aos revisores desta edição, entre eles Brad Bushman, Iowa State University; Irene
Hanson Frieze, University of Pittsburgh; Jeremy Freese, University of Winscosin-Madison;
John Hewitt, University of Massachusetts; Julia Jacks, University of North Carolina; Edgard
O’Neal, Tulane University; Daphna Oyserman, University of Michigan; Lynnell Simonson,
University of North Dakota; Douglas Clayton Smith, Western Kentucky University; Lawrence
Sneden, California State University-Northridge; Richard Tessler, University of Massachusetts;
Nancy Wisely, Stephen F. Austin State University.
No decurso da elaboração das várias edições norte-americanas deste livro, muitos colegas
revisaram os capítulos e apresentaram comentários e críticas valiosas. Expressamos a sincera gra-
tidão a eles: Robert F. Bales, Harvard Univesity; Philip W. Blumstein, University of Washing-
ton; Marilyn B. Brewer, University of California em Los Angeles; Peter Burke, University of
Michener • DeLamater • Myers PREFÁCIO XV
PAG.523.PREFACIO 25.08.05 15:34 Page XV
California em Riverside; Peter L. Callero, Western Oregon State College; Bella DePaulo, Uni-
versity of Virginia; Donna Eder, Indiana University; Nancy Eisenberg, Arizona State Univer-
sity; Glen Elder Jr., University of North Carolina em Chapel Hill; Gregory Elliott, Brown
University; Richard B. Felson, State University of New York-Albany; John H. Fleming, Univer-
sity of Minnesota; Jim Fultz, Northern Illinois University; Viktor Gecas, Washington State Uni-
versity; Russell G. Geen, University of Missouri; ChristineGrella, University of California em
Los Angeles; Allen Grimshaw, Indiana University; Elaine Hatfield, University of Hawaii-Ma-
noa; George Homans, Harvard University; Judy Howard, University of Washington; Michael
Inbar, Hebrew University of Jerusalem; Dale Jaffe, University of Wisconsin-Milwaukee; Ed-
ward Jones, Princeton University; Lewis Killian, University of Massachusetts; Melvin Kohn,
National Institute of Mental Health e Johns Hopkins University; Robert Krauss, Columbia
University; Marianne LaFrance, Boston College; Robert H. Lee, University of Wisconsin-Ma-
dison; David Lundgren, University of Cincinnati; Steven Lybrand, University of Wisconsin-
Madison; Patricia MacCorquodale, University of Arizona; Armand Mauss, Washington State
University; Douglas Maynard, University of Wisconsin-Madison; William McBroom, Univer-
sity of Montana; John McCarthy, Catholic University of America; Kathleen McKinney, Illinois
State University; Clark McPhail, University of Illinois; Norman Miller, University of Southern
California; Howard Nixon II, University of Vermont; Pamela Oliver, University of Wisconsin-
Madison; James Orcutt, Florida State University; Daniel Perlman, University of Manitoba; Ja-
ne Allyn Piliavin, University of Wisconsin-Madison; Michael Ross, University of Waterloo,
Ontario; David A. Schroeder, University of Arkansas; Melvin Seeman, University of California
em Los Angeles; Diane Shinberg, University of Memphis; Roberta Simmons, University of
Minnesota; Sheldon Stryker, Indiana University; Robert Suchner, Northern Illinois University;
James Tedeschi, State University of New York-Albany; Richard Tessler, University of Massachu-
setts; Elizabeth Thomson, University of Wisconsin-Madison; Henry Walker, Cornell Univer-
sity; Steve Wray, Averett College; Mark P. Zanna, University of Waterloo, Ontario; Morris
Zelditch Jr., Stanford University; Louis Zurcher, University of Texas.
Agradecemos, ainda, a vários alunos que, por meio de edições anteriores, ofereceram sua
opinião sobre o livro; esses comentários foram usados para melhorar a apresentação, o ritmo e
o estilo da nova edição.
Por fim, expressamos nossos agradecimentos aos muitos profissionais da Wadsworth, em
Belmont, Califórnia, que contribuíram no processo de transformação do manuscrito em livro.
Bob Jucha, editor de sociologia, administrador do livro na Wadsworth. Natalie Cornelison, edi-
tora de desenvolvimento, trabalhou diretamente conosco ao longo de todo o processo de pre-
paração da quinta edição norte-americana; somos extremamente gratos à sua ajuda e atitude
positiva. Paula Berman, gerente de projetos, possibilitou a continuidade do processo em to-
das as fases de produção. Gretchen Otto, coordenadora de serviços de produção da G&S 
Typesetters, viabilizou a transformação do manuscrito em páginas impressas. Jan Six, editor de
texto, aprimorou significativamente a coerência e a clareza do texto. Nossos agradecimentos a
todos. Embora o presente livro tenha aproveitado grande parte dos comentários e das críticas
recebidas, os autores assumem total responsabilidade por quaisquer erros que tenham persistido.
H. Andrew Michener
John D. DeLamater
Daniel J. Myers
XVI Editora Thomson • PSICOLOGIA SOCIAL
PAG.523.PREFACIO 25.08.05 15:34 Page XVI
Introdução
O Que É a Psicologia Social?
Uma Definição Formal
Principais Preocupações da 
Psicologia Social
Relação com Outras Áreas
Perspectivas Teóricas na 
Psicologia Social
Teoria dos Papéis
Teoria do Reforço
Teoria Cognitiva
Teoria da Interação Simbólica
Teoria da Evolução
Uma Comparação das Perspectivas
A Psicologia Social É uma Ciência?
Características da Ciência
A Psicologia Social como Ciência
Resumo
Lista de Termos e Conceitos-Chave
I N T R O D U Ç Ã O À 
P S I C O L O G I A S O C I A L
1
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I N T R O D U Ç Ã O
• Por que algumas pessoas são líderes eficazes e outras não?
• O que leva as pessoas a se apaixonar? O que as leva a se desapaixonar?
• Por que as pessoas cooperam tão facilmente em algumas situações, mas não em outras?
• Que efeitos os principais acontecimentos da vida, como casar-se, ter um filho ou perder um
emprego, têm na saúde física, na saúde mental e na auto-estima?
• O que causa o conflito entre grupos? Por que alguns conflitos persistem muito além do ponto
do qual os participantes podem esperar obter algum verdadeiro ganho?
• Por que algumas pessoas conformam-se às normas e às leis e outras rompem com elas?
• Por que as pessoas apresentam diferentes imagens de si em várias situações sociais? O que 
determina essas imagens específicas?
• O que causa o comportamento prejudicial ou agressivo? O que causa o comportamento coo-
perativo ou altruísta?
• Por que alguns grupos são tão melhores no desempenho de suas tarefas do que outros?
• Por que algumas pessoas são mais persuasivas e influentes do que outras? Que técnicas elas uti-
lizam?
• Por que os estereótipos dos exogrupos persistem até mesmo diante de informações que obvia-
mente os contradizem?
Perguntas como essas podem despertar sua curiosidade, assim como deixaram perplexos
outros ao longo da História. Você pode querer saber sobre esses assuntos simplesmente para 
entender melhor o mundo social ao seu redor, ou para obter respostas por razões práticas – co-
mo aumentar a sua eficácia nas relações diárias com os outros.
Respostas a esse tipo de pergunta provêm de várias fontes; uma delas é a experiência pes-
soal – o que aprendemos quando observamos o que acontece ao interagirmos com os outros no
cotidiano. Essas respostas em geral são perspicazes, mas limitadas em escopo e generalidade, e,
ocasionalmente, podem ser até mesmo enganosas. Outra fonte é o conhecimento informal ou
os conselhos alheios que descrevem experiências próprias. Portanto, respostas dessa natureza às
vezes são confiáveis, às vezes não. Uma terceira fonte são as conclusões dos pensadores – filóso-
fos, romancistas, poetas, homens e mulheres que exercem atividades práticas –, que, no decor-
rer dos séculos, têm escrito sobre essas questões. Geralmente, essas respostas foram filtradas e
assumiram a forma de dizeres e aforismos que constituem o conhecimento do senso comum.
Ouvimos, por exemplo, que a punição é essencial à boa educação das crianças (“poupe a vara e
estrague a criança”) e que o esforço conjunto é um modo eficaz de realizar grandes tarefas (“mui-
tas mãos tornam o trabalho leve”). Princípios como esses refletem certas verdades e parecem for-
necer diretrizes para a ação em alguns casos.
Embora o conhecimento do senso comum tenha certo mérito, ele também tem suas des-
vantagens, e uma delas (não a menor) é que ele se contradiz. Por exemplo, dizem que as pessoas
semelhantes gostam umas das outras (“os semelhantes se atraem”), mas que as pessoas desseme-
lhantes também (“os opostos se atraem”), ou que os grupos são mais sábios e espertos do que os
indivíduos (“duas cabeças pensam melhor do que uma”), mas também que o trabalho em gru-
po inevitavelmente produz maus resultados (“cozinheiros demais entornam o caldo”). Cada
uma dessas afirmações contraditórias pode ser verdadeira em determinadas circunstâncias, mas,
sem uma explicação clara a respeito de quando os aforismos podem ser aplicados e de quando
2 Editora Thomson • PSICOLOGIA SOCIAL
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não podem, eles fornecem pouco entendimento das relações entre as pessoas. Fornecem ainda
menos orientação nas situações em que temos de tomar uma decisão, por exemplo, quando es-
tamos diante de uma escolha que acarreta risco, qual diretriz devemos usar – “quem não arris-
ca, não petisca” ou “é melhor estar seguro do que arrependido”?*
Se fontes como a experiência pessoal e o conhecimento do senso comum têm apenas va-
lor limitado, como podemos obter um entendimento das interações sociais e das relações entre
as pessoas? Estaremos para sempre restritos à intuição e à especulação, ou haverá alternativa me-
lhor?
Uma solução buscada pelos psicólogos sociais é obter o conhecimentoacurado a respeito
do comportamento social aplicando os métodos da ciência, isto é, fazendo observações sistemá-
ticas do comportamento e formulando teorias que estão sujeitas a testes e a potencial não com-
provação, podemos obter um entendimento válido e abrangente das relações sociais humanas.
Um dos objetivos deste livro é apresentar algumas das principais descobertas da pesquisa
sistemática feita pelos psicólogos sociais. Neste capítulo, lançaremos as bases desse esforço ao
tratar das seguintes questões:
1. O que é exatamente a psicologia social? Quais são as principais preocupações dessa área?
2. Quais são as amplas perspectivas teóricas que prevalecem na psicologia social atualmente?
Quais são os pontos fortes e fracos de cada teoria?
3. A psicologia social é uma ciência? Ou seja, a psicologia social tem propriedades que são os
critérios de qualquer área científica?
O Q U E É A P S I C O L O G I A S O C I A L ?
Há várias maneiras de se responder a essa questão. Uma delas é oferecer uma definição formal
dessa área; outra é enumerar detalhadamente os tópicos investigados pelos psicólogos sociais.
Outra ainda é comparar e contrastar a psicologia social com as suas áreas afins, a psicologia e a
sociologia. Faremos isso a seguir.
Uma Definição Formal
Definimos psicologia social como o estudo sistemático da natureza e das causas do comporta-
mento social humano. Observe certas características dessa definição: primeiro, ela afirma que a
principal preocupação da psicologia social é o comportamento social humano. Isso inclui muitas
coisas – as atividades dos indivíduos na presença de outros, os processos de interação social en-
tre duas ou mais pessoas e as relações entre os indivíduos e os grupos aos quais eles pertencem.
Em segundo lugar, essa definição afirma que a psicologia social trata não apenas da natu-
reza do comportamento social, mas também das causas desse comportamento. A psicologia so-
cial procura descobrir as precondições que originam os vários comportamentos sociais. As
relações causais entre as variáveis são fundamentos importantes para a construção da teoria; e a
teoria, por sua vez, é fundamental para a previsão e o controle do comportamento social.
Em terceiro lugar, essa definição indica que os psicólogos sociais estudam o comportamen-
to social de maneira sistemática. De fato, eles confiam explicitamente nas metodologias de pes-
Michener • DeLamater • Myers 1 INTRODUÇÃO À PSICOLOGIA SOCIAL 3
* NRT: Ou, “prudência e canja de galinha não fazem mal a ninguém”.
PAG.523.CAP 01 25.08.05 15:35 Page 3
quisa, incluindo procedimentos formais como a experimentação, a observação estruturada e as
pesquisas de levantamento amostral. Uma descrição dos métodos de pesquisa usados pelos psi-
cólogos sociais é feita no Capítulo 2.
Principais Preocupações da Psicologia Social
Outro modo de responder à questão “O que é a psicologia social?” é descrever os temas que os
psicólogos sociais realmente estudam. Eles investigam, é claro, o comportamento humano, mas
sua preocupação primária é o comportamento humano em um contexto social. Há quatro preo-
cupações principais, ou temas principais, na psicologia social: (1) o impacto que um indivíduo
exerce em outro; (2) o impacto que um grupo exerce nos seus integrantes; (3) o impacto que os
integrantes exercem nos grupos a que pertencem; e (4) o impacto que um grupo exerce em ou-
tro. As quatro preocupações principais são esquematicamente mostradas na Figura 1.1.
Impacto dos Indivíduos nos Indivíduos Os indivíduos são afetados por outros indivíduos,
de muitas maneiras. No cotidiano, a comunicação dos outros pode influenciar significativamen-
te o entendimento que uma pessoa tem do mundo social. Tentativas alheias de persuasão podem
ter impacto nas crenças de um indivíduo a respeito do mundo e das suas atitudes em relação às
pessoas, aos grupos ou a outros objetos. Suponha, por exemplo, que Carol tenta persuadir 
Debbie de que todas as usinas de energia nuclear são perigosas e indesejáveis e que, portanto, de-
vem ser fechadas. Se a tentativa de Carol for bem-sucedida, ela pode influenciar as crenças de
Debbie e afetar as suas futuras ações (fazer pi-
quetes diante de usinas nucleares, defender fon-
tes de energia não-nuclear e assim por diante).
Além da influência e da persuasão, os resul-
tados obtidos pelos indivíduos na vida cotidiana
são geralmente afetados pelas ações alheias. 
Alguém que se encontra em uma situação de
emergência, por exemplo, pode ser ajudada por
um observador altruísta. Em outro caso, alguém
pode ser ferido pelas ações agressivas de outrem.
Os psicólogos sociais vêm investigando a nature-
za e as origens do altruísmo e da agressão, assim
como de outras atividades interpessoais como a
cooperação e a competição.
Também são relevantes aqui os vários
sentimentos interpessoais. Um indivíduo pode
desenvolver fortes atitudes em relação a outro
(gostar, não gostar, amar, odiar) com base em
quem o outro é e no que ele faz. Sue, por
exemplo, pode gostar de Luís, mas não gostar
de Davi e de Bill. Os psicólogos sociais inves-
tigam essas questões para descobrir por que os
indivíduos desenvolvem atitudes positivas em
relação a algumas pessoas e negativas em rela-
ção a outras. 
4 Editora Thomson • PSICOLOGIA SOCIAL
FIGURA 1.1 AS PRINCIPAIS PREOCUPAÇÕES
DA PSICOLOGIA SOCIAL
1. O impacto de um indivíduo no 
comportamento e nas crenças de outro.
2. O impacto de um grupo no 
comportamento e nas crenças de um 
integrante.
3. O impacto de um integrante nas 
atividades e na estrutura do grupo.
4. O impacto de um grupo nas atividades 
e na estrutura de outro grupo.
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