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Introdução à Psiquiatria Na introdução à psiquiatria estudaremos o acolhimento ao paciente, a aliança terapêutica que deve ser estabelecida e como é realizada a entrevista psiquiátrica. Acolhimento É uma forma de proporcionar auxílio e alivia o sofrimento do paciente. O paciente deve ter a segurança que ao expor-se haverá um caráter confidencial da relação médico-paciente para que ele sinta-se a vontade. Nesse momento, devemos obter informações sobre o paciente, mesmo que de forma indireta. É necessário ter uma postura de escutar e ser ouvinte, realizar perguntar e deixar de fazer e procurar voluntariamente e involuntariamente. Esse processo é de extrema importância já que dados mostram que, 50% dos pacientes abandonam o tratamento antes da 4ª consulta e muitos não retornam depois da 1ª consulta. Entrevista Psiquiátrica Deve ser construído uma aliança terapêutica para que haja a obtenção de dados psiquiátricos e gerais sobre o paciente. É realizada o exame do estado mental do paciente para elaboração de diagnóstico/ diagnóstico diferencial, formulação de um plano terapêutico. Tudo deve estar registrado no prontuário do paciente para segurança do médico e do próprio paciente, caso perícias sejam solicitadas. Aliança Terapêutica Cada entrevistador/médico pode desenvolver seu estilo próprio para realizar a entrevista, porém, é importante agir de maneira natural, cumprimentar o paciente e falar de assuntos gerais demonstrando afetividade, cordialidade e sensibilidade. Deve-se dar a primeira palavra, convidar a falar, fazer afirmações empáticas e perguntas diretas sobre os sentimentos do paciente quando algo não ficou claro ou entendível. Obter dados demográficos em relação ao paciente, estar atento aos nosso sentimentos - estranheza, ansiedade, etc - em relação às declarações que o pacientes faz e observar a comunicação verbal e não verbal estabelecida pelo paciente. Obtenção de Dados Psiquiátricos e Gerais - Identificação do paciente ou informantes; - Queixa principal → por qual motivo o paciente procurou o médico? - História da doença atual - HDA; - História psiquiátrica pregressa; - História familiar, social e desenvolvimento; - História médica geral. Identificação do Paciente Obter dados demográficos. Solicitar que o paciente fale sobre si. É o primeiro contato, devemos mostrar interessado, afetuoso e simpático. Saber se a procura pelo atendimento foi espontânea, pela família ou encaminhamento médico/psicólogo. Queixa Principal Escrever com as palavras/termos do paciente. Deve ser explícita e bem formulada. Gabriel Bagarolo Petronilho TXVIII- MEDICINA FAG Gabriel Bagarolo Petronilho Gabriel Bagarolo Petronilho Gabriel Bagarolo Petronilho Gabriel Bagarolo Petronilho Gabriel Bagarolo Petronilho Gabriel Bagarolo Petronilho Gabriel Bagarolo Petronilho Gabriel Bagarolo Petronilho Gabriel Bagarolo Petronilho Gabriel Bagarolo Petronilho Gabriel Bagarolo Petronilho Gabriel Bagarolo Petronilho Gabriel Bagarolo Petronilho Gabriel Bagarolo Petronilho Gabriel Bagarolo Petronilho Gabriel Bagarolo Petronilho Gabriel Bagarolo Petronilho Gabriel Bagarolo Petronilho Gabriel Bagarolo Petronilho Gabriel Bagarolo Petronilho Gabriel Bagarolo Petronilho Gabriel Bagarolo Petronilho Gabriel Bagarolo Petronilho Gabriel Bagarolo Petronilho Gabriel Bagarolo Petronilho Gabriel Bagarolo Petronilho Gabriel Bagarolo Petronilho Gabriel Bagarolo Petronilho Gabriel Bagarolo Petronilho Gabriel Bagarolo Petronilho Gabriel Bagarolo Petronilho Gabriel Bagarolo Petronilho Gabriel Bagarolo Petronilho Gabriel Bagarolo Petronilho Gabriel Bagarolo Petronilho Gabriel Bagarolo Petronilho Gabriel Bagarolo Petronilho Gabriel Bagarolo Petronilho Gabriel Bagarolo Petronilho Gabriel Bagarolo Petronilho Gabriel Bagarolo Petronilho Gabriel Bagarolo Petronilho Gabriel Bagarolo Petronilho Gabriel Bagarolo Petronilho Gabriel Bagarolo Petronilho Gabriel Bagarolo Petronilho É o motivo pelo qual o paciente está naquela consulta. É um tempo necessário para entender o motivo da procura médica, o problema e a situação. Se o paciente for lógico e claro nas suas falas devemos deixar que ele discorra livremente sobre a queixa. Em casos de pacientes com deficiências, o entrevistador deverá ser mais direto e questionar coisas pontuais. História da Doença Atual - HDA Como foi o início dos sintomas: de maneira aguda ou insidiosa? Quais são os sintomas? O primeiro episódio e primeira avaliação psiquiátrica (se ocorreu). O paciente faz uso de substância psicoativa ? A doença atual promove incapacidade, interferência na vida familiar ou social do paciente? Quais tratamentos já foram feitos, dose de remédios, efeitos colaterais e respostas clínicas? História Psiquiátrica Pregressa Idade da primeira crise; Na existência de outros episódios: quais foram os sintomas, a gravidade, tratamento, resposta, efeitos colaterais? Houve necessidade de internamentos? Há um padrão característico nos episódios? Utiliza drogas psicoativas? História Familiar, Social, Desenvolvimento e Clínica Familiar (geralmente núcleo familiar): idade, ocupação, escolaridade; História de doença psiquiátrica familiar: tratamento, resposta, história de uso de drogas; Como é o relacionamento familiar ? Onde reside? Qual o trabalho? Relacionamento com colegas ? Mora sozinho? Dados: como foi a gestação do paciente, qual o tipo de parto, houve intercorrência? Como foi o crescimento, primeiros anos de vida e se houve problemas na infância (birra, fobia escolar, transtorno de conduta, histórico educacional). Perguntar sobre qualquer doença existente e o tratamento que está recebendo ou cirurgias realizadas para tratar a mesma. Elaborar Diagnóstico É com a prática que desenvolvemos habilidade para entender e diagnosticar os dados recebidos do paciente. Para isso deve-se sempre obter as informações necessárias e de maneira clara. Um diagnóstico diferencial faz toda a diferença. Formulação de Plano Terapêutico Apresentar o diagnóstico classificado pelo CID-10: a letra F do código envolve as doenças categorizadas como transtornos mentais ou de comportamento. Descobri o conhecimento do paciente sobre o diagnóstico dado: conhecimento prévio, pesquisas, senso comum. Informar a respeito do diagnóstico feito: prognóstico e tratamento. Facilitar a realização de perguntas se o paciente houver dúvidas e falar de forma que o paciente possa compreender com clareza. Preparação Pré-Entrevista Devemos preparar o local de atendimento e disponibilizar um tempo mínimo para cada Gabriel Bagarolo Petronilho TXVIII- MEDICINA FAG Gabriel Bagarolo Petronilho Gabriel Bagarolo Petronilho Gabriel Bagarolo Petronilho Gabriel Bagarolo Petronilho Gabriel Bagarolo Petronilho Gabriel Bagarolo Petronilho Gabriel Bagarolo Petronilho Gabriel Bagarolo Petronilho Gabriel Bagarolo Petronilho Gabriel Bagarolo Petronilho Gabriel Bagarolo Petronilho Gabriel Bagarolo Petronilho Gabriel Bagarolo Petronilho Gabriel Bagarolo Petronilho Gabriel Bagarolo Petronilho Gabriel Bagarolo Petronilho Gabriel Bagarolo Petronilho Gabriel Bagarolo Petronilho Gabriel Bagarolo Petronilho Gabriel Bagarolo Petronilho Gabriel Bagarolo Petronilho Gabriel Bagarolo Petronilho Gabriel Bagarolo Petronilho Gabriel Bagarolo Petronilho entrevista. É importante que não haja interrupção. Fases da Entrevista Fase de Abertura Deve durar de 5-10 minutos e ser utilizada para conhecer o paciente, perguntar por que ele procurou auxílio e estabelecer confiabilidade. Corpo da Entrevista Dura de 25-30 minutos. Hora de formular hipóteses diagnóstica, delinear estratégia baseado na história da doença atual. Questionar a história pregressa, social, familiar e clínica. Fase de Fechamento Dura de 5-10 minutos. Utilizada para discussão da avaliação feita e o plano de tratamento traçado. Relatodo Caso por Escrito Utilizar as palavras do paciente/acompanhante no relato da QP. Relatar de forma organizada e coerente. Possui valor médio e valor legal. Deve ser detalhado naquilo que é essencial e conciso no que é de papel secundário. Paciente Violento Fazer contato verbal. Pode haver necessidade de contenção física e/ou medicamentosa. Informar e relatar as medidas tomadas. Demonstrar tranquilidade e controle da situação. Sempre possuir rotas de fuga. Paciente com Comportamento Suicida Realizar entrevista em ambiente seguro. Fazer a orientação do paciente e familiares. Buscar conversar e fazer perguntas sobre o sentimentos do paciente. Paciente Ansioso Iniciar a entrevista com perguntas neutras e conduzir a entrevista sem confrontos. Bibliografia 1. ANDREASEN, Nancy C.; BLACK, Donald W. Introdução à Psiquiatria. Porto Alegre: Artmed, 2009. 2. CARLAT, Daniel J. Entrevista Psiquiátrica. Porto Alegre: Artmed,2007. 3. DALGALARRONDO, Paulo. Psicopatologia e semiologia dos transtornos mentais. Porto Alegre: Artmed,2008. 4. MACKINNON, Roger A.; MICHELS, Robert. Trad.Helena Mascarenhas de Souza. A Entrevista Psiquiátrica na prática clínica. Porto Alegre: Artes Médicas,1981. 5. TOY, Eugene C.; KLAMEN, Debra. Casos Clínicos em Psiquiatria. Porto Alegre: Artmed,2005. Gabriel Bagarolo Petronilho TXVIII- MEDICINA FAG Gabriel Bagarolo Petronilho Gabriel Bagarolo Petronilho Gabriel Bagarolo Petronilho Gabriel Bagarolo Petronilho Gabriel Bagarolo Petronilho Gabriel Bagarolo Petronilho Gabriel Bagarolo Petronilho Gabriel Bagarolo Petronilho Gabriel Bagarolo Petronilho Gabriel Bagarolo Petronilho Gabriel Bagarolo Petronilho Gabriel Bagarolo Petronilho Gabriel Bagarolo Petronilho Gabriel Bagarolo Petronilho Gabriel Bagarolo Petronilho Gabriel Bagarolo Petronilho Gabriel Bagarolo Petronilho Gabriel Bagarolo Petronilho Gabriel Bagarolo Petronilho Gabriel Bagarolo Petronilho Gabriel Bagarolo Petronilho Gabriel Bagarolo Petronilho Gabriel Bagarolo Petronilho Gabriel Bagarolo Petronilho Gabriel Bagarolo Petronilho Gabriel Bagarolo Petronilho Gabriel Bagarolo Petronilho Gabriel Bagarolo Petronilho Gabriel Bagarolo Petronilho Gabriel Bagarolo Petronilho Gabriel Bagarolo Petronilho Gabriel Bagarolo Petronilho