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Antoine Lavoisier. Universidade do Planalto Catarinense UNIPLAC Licenciatura em Química História e Evolução da Química Prof.ª Arlete Celso Vinicius da Silva Janaína Alves da Silva Laercio Doege Junior Descobrindo o Oxigênio Para Chegarmos ao Oxigênio precisamos primeiro lembrar da “Teoria do Flogístico”, onde por muito tempo se acreditou que tal teoria fornecia a explicação para a o fenômeno da combustão. Ela dizia que os materiais combustíveis possuíam um princípio comum inflamável presente apenas neles, que ficou conhecido como flogístico. Se algum material não queimasse, é porque não teria flogístico em sua composição. No entanto, alguns cientistas começaram a discordar dessa conclusão, pois além de haver várias contradições nessa teoria, os experimentos realizados trouxeram outras evidências, antes inexistentes, que conduziram esses estudos para outro rumo. Um cientista que se destacou nesses estudos da combustão foi Antoine Laurent Lavoisier (1743-1794). Um de seus experimentos mais famosos consistiu em colocar, em uma retorta, uma amostra cuidadosamente pesada de mercúrio metálico e introduzir o tubo da retorta em uma redoma ou cuba de vidro contendo ar e também mercúrio em sua base. Ele aqueceu essa retorta com mercúrio por meio de um forno, causando sua calcinação. Lavoisier observou que à medida que a reação ia ocorrendo, formava-se nas paredes da retorta um pó vermelho, o óxido de mercúrio, e ao mesmo tempo o volume do mercúrio na cuba ia subindo. Isso significava que o volume de ar estava diminuindo, pois ele estava sendo substituído pelo mercúrio, conforme pode ser visto na figura abaixo. Ao pesar o sistema inicial e o final, Lavoisier viu que a massa não havia mudado. Esquema do experimento de Lavoisier que o levou à importância do oxigênio para a combustão. Então Lavoisier conclui que... A combustão não ocorre por causa da presença de um flogístico misterioso. Então ocorre por que? Pois é, o fato era que ele a principio descobrira apenas que o mercúrio ou qualquer outro material combustível reagiria com outro elemento presente no ar. Então a dúvida agora era: Que elemento é esse? Desflogistificando. Ao mesmo tempo, o cientista inglês Joseph Priestley mostrou para Lavoisier que havia descoberto uma espécie de “ar”, que ele chamou de “ar desflogisticado”. Através de seus próprios experimentos, Lavoisier conseguiu produzir esse ar e realizou outros experimentos com ele. Por exemplo, ele colocou uma cuba de vidro sobre uma vela acesa em uma boia com água. Ele notou então que à medida que a vela ia se apagando, a água subia. E quando a água atingia um quinto do volume, a vela apagava totalmente. A conclusão foi a seguinte: 1º A água subia porque a vela estava consumindo o ar; 2º O “ar desflogisticado” não era o ar atmosférico todo, mas sim a quinta parte dele. Assim, Lavoisier descobriu que... Esse ar estava misturado com todo o ar atmosférico e que ele era necessário para a combustão; sem ele a combustão não ocorria. Lavoisier foi até mesmo o primeiro a fazer uma determinação experimental da composição do ar, chegando ao resultado de 21% de oxigênio e 79% de outro componente, que ele chamou de azoto, um “tipo de ar” que não participava na combustão. Hoje sabemos que se tratava do gás nitrogênio. C Inicialmente ele chamou o ar desflogisticado de “ar respirável” e depois mudou para “ar vital”. Somente em 1778 é que Lavoisier decidiu batizar o “ar vital” de oxigênio (palavra que vem do grego oxy, que significa “ácido”; e gen, “gerador ou produto”). Ele deu esse nome porque até então seus experimentos o haviam levado à conclusão de que esse novo gás estava presente em todos os ácidos; o que depois se comprovou ser uma conclusão errada, mesmo assim o nome permaneceu. Até então o oxigênio não era considerado como um elemento químico, conforme conhecemos hoje, porque na época ainda não havia uma definição concisa para elemento. Priestley foi o primeiro a isolar o oxigênio, no entanto, ele não viu a importância da descoberta que atingira por estar ainda muito ligado à teoria do flogístico. Foi Lavoisier que interpretou e mostrou o papel do oxigênio na combustão. Mas como estudar o oxigênio? De onde posso tira-lo? H2O Sabemos que na água encontraremos oxigênio, certo? Então se eu promover a quebra de moléculas de água em seus elementos constituintes, sejam eles: gás hidrogênio e gás oxigênio, eu poderei ‘isolar’ os gases. eletrólise da água Lavoisier Foi a primeira pessoa que separou o oxigênio da água, através da eletrólise, utilizando-se de água na presença de ácido sulfúrico Nesta ocasião ele recolheu em tubos de ensaio separados de um lado o Hidrogênio e do outro lado Oxigênio. Vamos ao experimento... Okay... Lavoisier Pai da química, Descobriu, isolou, estudou e nomeou o oxigênio, confere? Não esqueceram de ninguém? aparato de hoffman As experiências e conclusões de Lavoisier. O francês Antoine Lavoisier é considerado, com justiça, o iniciador da Química moderna. Em 1789, ano em que teve início a Revolução Francesa, ele revolucionou a Química com a publicação de seu livro "Tratado Elementar de Química". Entre os incontáveis feitos científicos de lavoisier o que nos interessa nesse relato trata de sua reprodução ampliada dos experimentos de Scheele e Priestley e sua interpretação dos resultados, que foi diversa daquela dada pelos antecessores. Fonte:http://www.seara.ufc.br/especiais/quimica/oxigenio/oxigenio02.htm Concluímos então que... Uma das versões mais aceitas sobre a descoberta do gás oxigênio dá a Priestley os méritos dessa proeza e a Lavoisier a responsabilidade da denominação de "oxigênio", mas aceitam a versão que Lavoisier isolou primeiro o gás oxigênio.