Prévia do material em texto
Sumário 1 AS VÁRIAS LINGUAGENS ....................................................................................................... 5 1.1 Linguagem verbal e não-verbal .............................................................................................. 5 1.2 Os registros lingüísticos .......................................................................................................... 5 1.3 Língua falada .......................................................................................................................... 5 1.4 Língua escrita .......................................................................................................................... 5 1.5 Culta........................................................................................................................................ 5 1.6 Coloquial ................................................................................................................................. 6 1.7 Linguagem Vulgar ................................................................................................................... 6 1.8 Linguagem regional ................................................................................................................ 6 1.9 Língua popular ........................................................................................................................ 6 1.10 Gíria ........................................................................................................................................ 6 2 NOÇÕES DE FONOLOGIA ....................................................................................................... 8 2.1 Fonema X Letra ....................................................................................................................... 8 2.2 Dígrafo .................................................................................................................................... 8 2.3 Encontros vocálicos e consonantais ....................................................................................... 8 2.4 Sílaba e divisão silábica .......................................................................................................... 9 2.4.1 Regras práticas: ................................................................................................................. 9 2.5 Acentuação gráfica ................................................................................................................. 9 2.5.1 Normas vigentes ................................................................................................................ 9 2.5.2 Regras especiais ............................................................................................................... 10 3 DIFICULDADES ORTOGRÁFICAS ........................................................................................... 11 4 CONCORDÂNCIA NOMINAL ................................................................................................. 12 4.1 Adjetivo após vários substantivos ........................................................................................ 12 4.2 Adjetivo antes de vários substantivos .................................................................................. 12 5 CONCORDÂNCIA VERBAL .................................................................................................... 15 5.1 Sujeito simples:..................................................................................................................... 15 5.2 Sujeito composto .................................................................................................................. 15 5.3 Casos particulares ................................................................................................................. 15 5.3.1 Sujeito simples ................................................................................................................. 15 5.3.2 Sujeito composto ............................................................................................................. 16 5.4 Casos especiais ..................................................................................................................... 16 5.5 Verbo ser: ............................................................................................................................. 17 6 REGÊNCIA VERBAL ............................................................................................................... 20 6.1 Regência de alguns verbos (na ordem do “A” ao “E”) ......................................................... 20 6.1.1 Agradar ............................................................................................................................ 20 6.1.2 Agradecer ........................................................................................................................ 20 6.1.3 Ajudar .............................................................................................................................. 20 6.1.4 Antipatizar ....................................................................................................................... 21 6.1.5 Apelar .............................................................................................................................. 21 6.1.6 Aspirar ............................................................................................................................. 21 6.1.7 Assistir ............................................................................................................................. 21 6.1.8 Avisar ............................................................................................................................... 21 6.1.9 Chamar ............................................................................................................................ 21 6.1.10 Chegar............................................................................................................................ 22 6.1.11 Custar............................................................................................................................. 22 6.1.12 Empatar ......................................................................................................................... 22 6.1.13 Esquecer ........................................................................................................................ 22 7 CRASE .................................................................................................................................. 24 7.1 Alguns artifícios para confirmar a ocorrência ou não da crase ............................................24 7.1.1 Casos em que ocorre a crase ...........................................................................................24 7.1.2 Casos em que não ocorre a crase ....................................................................................25 8 CORRESPONDÊNCIA OFICIAL ............................................................................................... 27 8.1 A ata ......................................................................................................................................27 8.2 Carta oficial ...........................................................................................................................29 8.3 O memorando .......................................................................................................................32 8.4 O ofício ..................................................................................................................................34 8.5 Ofício-circular .......................................................................................................................37 8.6 O requerimento ....................................................................................................................399 TEXTOS PARA SEREM TRABALHADOS ................................................................................. 41 9.1 Texto 1 ..................................................................................................................................41 9.2 Texto 2 ..................................................................................................................................42 9.3 Texto 3 ..................................................................................................................................43 9.4 Texto 4 ..................................................................................................................................43 9.5 Texto 6 ..................................................................................................................................44 9.6 Texto 7 ..................................................................................................................................45 9.7 Texto 8 ..................................................................................................................................45 5 1 AS VÁRIAS LINGUAGENS 1.1 Linguagem verbal e não-verbal Damos o nome de linguagem a todo sistema de sinais convencionais que nos permite realizar atos de comunicação; que nos permite dizer algo. Tais mensagens podem ser transmitidas por meio da linguagem verbal – aquela que utiliza a língua (oral ou escrita), e linguagem não verbal – aquela que utiliza qualquer código que não seja a palavra, como a pintura (que explora as formas e as cores, por exemplo), a mímica, a dança, a música etc. 1.2 Os registros lingüísticos Há uma língua-padrão? O modelo de língua padrão é uma decorrência dos parâmetros utilizados pelo grupo social mais culto. A oralidade e a escrita são manifestações da língua com características próprias, entretanto, a comunicação não é regida por normas fixas e imutáveis, daí partem as variações. Dentro desse critério, podemos reconhecer, num primeiro momento, dois tipos de língua; a falada e a escrita. 1.3 Língua falada Maior uso de onomatopéias, exclamações e gírias; Repetição de palavras; Frases inacabadas; Liberdade de colocação pronominal; Omissão de preposição; Alguns tempos verbais são poucos ou quase nunca utilizados, por exemplo, o mais-que-perfeito. 1.4 Língua escrita Vocabulário mais preciso, termos técnicos; Frases bem construídas; Uso correto das preposições; Emprego correto dos pronomes; Emprego de todos os tempos verbais; Emprego da coordenação e da subordinação. A comunicação oral, diferentemente da escrita, pressupõe o contato direto com o falante, por isso existem ainda pausas que dão ritmo à fala e auxiliam na decodificação da mensagem. A comunicação escrita não dispõe das pausas, que devem ser recriadas através da pontuação. A língua escrita é muito menos econômica, mas é mais precisa do que a falada. A língua falada e escrita pode ser classificada como: 1.5 Culta É utilizada pelas classes intelectuais da sociedade. É a variante de maior prestigio. Sua sintaxe é mais complexa e seu vocabulário mais amplo; há nela, uma absoluta obediência à gramática. 6 1.6 Coloquial A linguagem cotidiana ou coloquial é informal, mas não necessariamente inculta. As quebras de certas normas gramaticais que nela ocasionalmente ocorrem devem-se à liberdade de expressão e à sensibilidade estilística do falante. Usada em situações informais ou familiares, expressa afetividade, intimidade entre falantes. A linguagem coloquial engloba a gíria e a linguagem vulgar. É a linguagem utilizada pelos meios de comunicação de massa, no geral, nas suas formas oral e escrita. Ex: Agente vai pra casa logo, já tá chovendo. 1.7 Linguagem Vulgar Usada por falantes de pouca ou nenhuma instrução. Apresenta erros graves de regência, concordância, ortografia. Ex: Eu vim cá chamá o sinhô pra mode i morá mais eu. 1.8 Linguagem regional A linguagem regional emprega palavras, expressões e construções gramaticais características da região à qual pertence o falante: A fala regional do nordestino, do gaúcho, do carioca etc. Ex: Num se avexe, menino, que eu tô chegano! 1.9 Língua popular A língua popular é aquela usada espontânea e fluentemente pelo povo. Mostra-se quase sempre rebelde à norma gramatical e é carregada de vícios de linguagem, expressões vulgares e gírias. 1.10 Gíria “A gíria não é língua popular, como pensam alguns, mas apenas um estilo que se integra ao popular”. Tanto que nem todas as pessoas que se exprimem por meio da linguagem popular usam gíria. Embora a gíria possa aparecer como marca de espontaneidade no estilo literário, seu uso pode ser efêmero demais. Mas não se pode descartar a possibilidade de incorporação definitiva de uma gíria na língua, como aconteceu não raras vezes. A gíria é caracterizada como um vocabulário especial. Ela surge como um signo de grupo, a principio secreto, domínio exclusivo de uma comunidade social restrita (seja a gíria dos marginais ou da polícia, dos estudantes, ou de outros grupos e profissões). Exercício de fixação Sketches Dois homens tramando um assalto. - Valeu, mermão? Tu traz o berro que nóis vamo rendê o caixa bonitinho. Engrossou, enche o cara de chumbo. Pra arejá. - Podes crê. Servicinho manero. É só entrá e pegá. - Tá com o berro aí? - Tá na mão. Aparece um guarda - Ih, sujou. Disfarça, disfarça... O guarda passa por eles. - Discordo terminantemente. O imperativo categórico de Hegel chega a Marx diluído pela fenomenologia de Feuerbach. - Pelo amor de Deus! Isso é mesmo que dizer que Kierkegaard não passa de um Kant com algumas sílabas a mais. Ou que os iluministas do século 18... O guarda se afasta. - O berro tá recheado? 7 - Tá - Então vamlá! (Luis Fernando Veríssimo) 1- Ao tramarem o assalto, as duas personagens do texto acima dialogam usando um registro da linguagem; quando o guarda passa, disfarçam utilizando outro. Os dois níveis de linguagem são respectivamente: a) gíria e linguagem vulgar b) linguagem vulgar e linguagem regional c) gíria e linguagem culta d) linguagem coloquial e popular e) linguagem regional e vulgar 2- “A gíria desceu o morro e já ganhou rótulo de linguagem urbana. A gíria é hoje o segundo idioma do brasileiro. Todas as classes sociais a utilizam” (Karme Rodrigues). Identifique abaixo a alternativa em que não houve a utilização de gírias. a) Cândido dos Santos, enfermeiro, apresentou-se como voluntário para a missão de paz. Não tinha nada a ver com o pato, e morreu em terra estrangeira envergando o uniforme brasileiro. b) Uma vez um passageiro me viu na cabine, não se conteve e disse: “Como você se parece com a Carolina Ferraz!” c) Chega de nhenhenhém e blablablá, vamos trabalhar! d) Há muitos projetos econômicos visando às classes menos favorecidas, mas no final quem dança é o pobre. e) Cara, se, tipo assim, seu filho escrever como fala, ele tá ferrado. 3- Em todas as alternativas há marcas de oralidade, isto é, expressões típicas da linguagem falada, Exceto: a) Se você ficar olhando para ela feito bobo, a manga cai em cima de sua cabeça. b) Peraí, mãe. Acho que tô a ponto de desmaiar”. c) As variações da língua de ordem geográficas são chamadas de regionalismo. d) “Diz que um chega, logo dão terra pra ele cultivar... É lavoura de café...” e) “Engraçadinho de uma figa! Como você se chama?” 4- Sobre as falas abaixo , pode-se afirmar que: “É bom quando a gente volta da escola, não tem nada de bom passando na TV normal, aí a gente pega e liga a DIRECTV, que tem sempre alguma coisa boa pra ver”. (Ségio Cleto) “ Tem um monte de esportes que eu adoro, principalmente futebol e Tênis”. (Diego Derenzo) Marque o item correto sobre os dois depoimentos acima. a) São exemplos do padrão culto da língua. b) Representam o uso da linguagem vulgar, poisrefletem a pouca cultura de quem emitiu as mensagens. c) São instruções típicas do português falado, ou seja, da linguagem coloquial. d) Ferem claramente as normas gramaticais, não desempenhando seu papel comunicativo. e) Nenhuma das respostas anteriores. 5- Leia atentamente os textos abaixo: “Mãe, eu tô te ligando de novo, pra você não se esquecer do cinema”. “Senhores ministros, gostaria de declarar que sou um cidadão que o passado é um livro aberto”. a) Por que podemos afirmar que não há erro, do ponto de vista da linguagem, no primeiro texto, e sim, no segundo? _______________________________________________________________________________________ 8 b) Reescreva o segundo texto, adaptando-o à norma padrão. _______________________________________________________________________________________ 6- Não esto de acordo com a norma culta: Querido Paulinho; Estou escrevendo porque lembrei que amanhã vão fazer dois anos (1) que nos conhecemos. Como é bom ter você em minha vida! No começo, lembro, houveram tantos problemas(2), não foi? Mas tudo isso são, agora que estamos juntos, coisas do passado(3). Bem, ainda tinha muitas coisas para lhe dizer, mas já é uma e quinze da madrugada(4). Um beijo, Adriana. a) 1,2 apenas b) 1,2,3,4 c) 3,4 apenas d) 2,3 apenas e) 1,4 apenas 2 NOÇÕES DE FONOLOGIA 2.1 Fonema X Letra Fonemas são as entidades capazes de estabelecer distinção entre as palavras. Exemplos: casa /capa, muro /mudo, dia / tia. A troca de um único fonema determina o surgimento de outra palavra ou de um termo sem sentido. O fonema se manifesta no som produzido, e é registrado pela letra; é representado graficamente por ela. O fonema /z/, por exemplo, pode ser representado por várias letras: o “z” (fazenda), “x” (exagerado), “s” (mesa). Não devemos confundir fonema com letra: fonema é uma unidade sonora; letra é a representação gráfica do fonema. 2.2 Dígrafo É a união de duas letras representando um só fonema. Observe que no caso dos dígrafos não há correspondência direta entre o número de letras e o número de fonemas. Ex: classe – 6 letras e 5 fonemas. Carro – 5 letras e 4 fonemas. Em português, temos dois tipos de dígrafos: o dígrafo consonantal (quando ocorre o encontro de duas consoantes para representar um único fonema) e o dígrafo vocálico. Este ocorre quando um M ou N aparecem no final de uma sílaba, precedidos de uma vogal. Nesse caso o M e o N não são consoantes; apenas indicam que a vogal precedente é nasal, como em: limpo, tinta, tampa, canto, sombra, contagem, algum e fundo. 2.3 Encontros vocálicos e consonantais O encontro consonantal ocorre quando existe uma sequência de duas ou mais consoantes em uma mesma palavra. Denominamos essa sequência de encontro consonantal. O encontro pode ocorrer: na mesma sílaba – cla-ri-da-de, fri-tu-ra, am-plo – ou em sílabas diferentes: af-ta, com-pul-só-rio. Há três tipos de encontros vocálicos: ditongo, hiato e tritongo. Ditongo: é a junção de uma vogal + uma semivogal (ditongo decrescente), e vice-versa (ditongo crescente), na mesma sílaba. Ex.: noite (ditongo decrescente), quase (ditongo crescente), solitário (ditongo crescente). Hiato: é junção de duas vogais pronunciadas separadamente, formando, por isso, sílabas distintas. Ex.: saída, coelho. Tritongo: é a junção de semivogal + vogal + semivogal, formando uma só sílaba. Ex.: Paraguai, arguiu. 9 Geralmente as semivogais são /i/ e /u/, mas pode ocorrer do /e/ e do /o/ funcionarem como semivogais, quando elas têm som de /i/ e de /u/, como em “mágoa” e “área”. 2.4 Sílaba e divisão silábica É um conjunto de um ou mais fonemas, pronunciados por uma única emissão de voz. A fala é o primeiro e mais importante recurso usado para a divisão silábica na escrita. Regra geral: Toda sílaba, obrigatoriamente, possui, em Língua Portuguesa, uma vogal. 2.4.1 Regras práticas: Não se separam ditongos e tritongos. Exemplos: mau, averiguei. Separam-se as letras que representam os hiatos. Exemplos: sa-í-da, Gua-í-ba, Tam-ba-ú. Separam-se somente os dígrafos rr, ss, sc, sç, xc. Exemplos: pas-se-a-ta, car-ro, ex-ce-to... Separam-se os encontros consonantais pronunciados separadamente. Exemplo: car-ta Os elementos mórficos das palavras (prefixos, radicais, sufixos), quando incorporados à palavra, obedecem às regras gerais. Exemplos: de-sa-ten-to, bi-sa-vô, tran-sa-tlân-ti-co... Consoante não seguida de vogal permanece na sílaba anterior. Quando isso ocorrer em início de palavra, a consoante se anexa à sílaba seguinte. Exemplos: ad-je-ti-vo, tungs-tê-nio, psi-có-lo-go, gno-mo... De acordo com a separação silábica da palavra, as palavras podem ser classificadas como: Monossílabas - aquelas que possuem uma só sílaba: dó, mão, cruz etc. Dissílabas - aquelas que possuem duas sílabas: sa/pé, fo/lha, te/la etc. Trissílabas - aquelas que possuem três sílabas: fun/da/ção, mé/di/co etc. Polissílabas - aquelas que possuem mais de três sílabas: ve/te/ra/no; na/tu/re/za; hos/pi/ta/li/da/de. 2.5 Acentuação gráfica Classificação dos vocábulos quanto ao acento tônico Oxítonos: a sílaba tônica é a última. Ex: refém, jacá, jiló,maracujá. Paroxítonos: a sílaba tônica é a penúltima. Ex: menina, boneca, júri. Proparoxítonos: a sílaba Tônica é na antepenúltima. Ex: lâmpada, crônica, ágape, crisântemo. 2.5.1 Normas vigentes Monossílabos tônicos: São acentuados os terminados em: a, e, o (com ou sem s no final). Ex: pá, lá, pé, pó, mês etc Oxítonos: são acentuados os terminados em: em, ens, a, e, o (com ou sem s no final). Ex: também, parabéns, contém, refém, recém, fubá, café, paletós etc. Ditongos abertos, éi, ói, éu. Ex: herói, chapéu, anéis, caracóis, réus. 10 Paroxítonos: São acentuados os terminados em: r, x, n, l, ps, i, is, us, ditongos crescentes, decrescentes, ã. Ex: dólar, caráter, tórax, látex, hífen, Sólon, pólen, nível, provável, bíceps, tríceps, lápis, táxi, júri, vírus, bônus, tênis, amáveis, cárie. Órfã. Proparoxítonos: Todas as proparoxítonas são acentuadas. Ex: lúcido, ópera, árvore, sôfrego, código, fétido, cédula. 2.5.2 Regras especiais Existem ainda regras especiais para hiatos e acentos diferenciais. Hiatos: São acentuados nos hiatos, o “i” e o “u” que representam vogais tônicas isoladas numa silaba ou acompanhadas de “s” na mesma silaba, desde que não sejam seguidas de “nh”. Ex: miúdo, juízes, cafeína, reúne. Rainha, bainha, moinho (não são acentuadas), Se o “i” e o “u” estiverem formando sílaba com letras diferentes de “s”, não serão acentuados. Ex: ruim,distribuir, raiz, Raul. Acentos diferenciais: Trata-se de casos particulares, sua única função é diferenciar homônimos da escrita. Ex: pode – pôde; pôr, por; fôrma – forma; Exercício de fixação 1 - Justifique a acentuação gráfica das seguintes palavras: a) Gênio________________________________________ b) Só __________________________________________ 2 - Dadas as palavras: “des-a-ten-to”, “sub-es-ti-mar” e “trans-tor-no”. Constatamos que a separação silábica está correta em: a) Apenas no 1. b) Apenas no 2. c) Apenas no 3. d) Em todas as palavras. e) Nenhuma das respostas anteriores. 3 – No vocábulo “quero” há: a) um ditongo. b) um tritongo. c) um hiato. d) um dígrafo. e) um encontro consonantal 4 - As palavras “está”, “será”, “há” e “já’ acentuam-se por serem: a) terminadas pela vogal tônica “a” b) oxítonas terminadas em “a” c) oxítonas e monossílabas tônicas em “a” d) monossílabas tônicas terminadas em “a” e) oxítonas e monossílabas átonas terminadas em “a”. 5 - Assinale a opção em que o par de vocábulos não obedece à mesma regra de acentuação gráfica. a) sofismático / insondáveis b) automóvel /fácil c) tá /já d) água /raciocínio e) alguém /convém 11 6 - "Andavam devagar, olhando para trás...” (José A. de Almeida - A Bagaceira). Assinaleo item em que nem todas as palavras da são acentuadas pelo mesmo motivo da palavra grifada no texto. a) Más – vês b) Mês – pás c) Vós – Brás d) Pés – atrás e) Dês – pés 8 - Assinale a sequência em que a separação silábica das três palavras está correta. a) trans-a-tlân-ti-co, fi-el, sub-ro-gar b) bis-a-vô, du-e-lo, fo-ga-réu c) sub-lin-gual, bis-ne-to, de-ses-pe-rar d) des-li-gar, sub-ju-gar, sub-scre-ver e) cis-an-di-no, es-pé-cie, a-teu 9 - Assinale a opção em que a divisão de sílaba não está correta: a) a-bai-xa-do b) si-me-tria c) es-fi-a-pa-da d) ba-i-nhas e) ca-a-tin-ga 10 - Assinale a palavra que não possui dígrafo. f) filho g) chave h) escada i) descer j) queijo 3 DIFICULDADES ORTOGRÁFICAS A - Assinale a palavra que completa corretamente as lacunas das frases abaixo: 1. Recebi o prêmio em um bingo______________ realizado no Asilo do Carmo (beneficente/beneficiente) 2. Deixe-me __________________o que você trouxe! (adivinhar/advinhar) 3. Não podemos nos ______________________ do que não é nosso! (apropriar/apropiar) 4. Já se nota nele um principio de __________________ (calvice/ calvície) 5. Não posso dispensar sua ____________________ de jeito nenhum. (companhia/compania) 6. Conto com sua absoluta______________________ sobre esse assunto. (descrição/ discrição) 7. Sua atitude hostil sempre foi o maior_________________ para resolvermos essa questão. (empecilho/impecilho) 8. Tem havido uma série de_______________________ na periferia da cidade. (estrupos/estupros) 9. Como é suave a ________________________desse perfume!(fragância/fragrância) 10. Não posso __________________ suas expectativas. (frustrar/frustar) 11. Tenho o maior medo de________________________ (Lagartixas/largatixas) 12. O centro da cidade foi tomado pelos________________ (mindigos/mendigos) 13. Eles iniciaram a maior______________________ sobre isso. (discussão/discursão) 14. Sua atitude provocou uma grande _________________ . (repercussão/repercução) 15. Precisamos aprender a ______________________nossos direitos. (reinvindicar/reivindicar) 16. O problema é meu. Você não tem nada ______________ com isso. (haver/a ver) 17. Foi______________________ que me chamou? (por isso/porisso) 18. Nada mais __________________que encontrar velhos amigos. (prazeiroso/ prazeroso) 19. Fiz tudo __________________de não o magoar. (afim/ a fim) 20. Por favor, coloque aqui sua ___________________. (rúbrica/rubrica) 21. Ela, em geral, acorda de ____________humor. (mau /mal) 22. Quando ficava zangado, nada o _______________. (detia/detinha) 23. O policial _________________________o assaltante. (deteve/ deteu) 24. A empregada ________________________as crianças. (entretia/entretinha) 12 B- Complete as lacunas substituindo a palavra em destaque pelo seu antônimo. Mal (contrário de bem); mau (contrário de bom) 1. Ontem acordei de bom humor. Hoje acordei de ________ humor. 2. Fiquei em boa situação. Fiquei em ___________ situação. 3. Isso é bom olhado. Isso é _____________-olhado. 4. Teve boa educação, porém fez ______________-criação. 5. Todos estão contra o diretor? Não, sabemos que houve um ____________-entendido. 6. Caí de bom jeito, não de ______________jeito. C - Complete com “mas” ou “mais”, conforme convenha. Mas (=porém); mais (adição, intensidade, quantidade) 1. É ________ esperta do que outra, _______ não a engana. 2. São ________ novas, ________ parecem _______ velhas. 3. Tenha ________ amor e menos confiança, _______ não desconfie de mim. 4. Dou-lhe muita vitamina, __________ ele não cresce, por ________ que eu faça. 5. Chegaram ____________ alunos hoje. 6. O mar parecia furioso, ___________ estava belo. 7. Cheguei __________ cedo. 8. Antigamente estudava-se ___________. 9. Ele trabalhava muito, ___________ continuava pobre. 10. Mário não é ___________ o diretor. 4 CONCORDÂNCIA NOMINAL Principais casos de concordância nominal 4.1 Adjetivo após vários substantivos a) Se os substantivos são do mesmo gênero, o adjetivo pode concordar com o último substantivo ou ir para o plural. Ex.: casa e igreja antiga /antigas. b) Se os substantivos são de gêneros diferentes, o adjetivo pode concordar com o último substantivo ou ir para o masculino plural. Ex.: prédio e casa antiga/antigos. 4.2 Adjetivo antes de vários substantivos O adjetivo só pode concordar com o primeiro substantivo. Ex.: velha casa e prédio / velho prédio e casa Casos diferenciados (Com alguns termos específicos) “MESMO” a) como pronome, concorda com a palavra a que se refere. Ex.: Elas mesmas irão lá. b) como advérbio (= realmente) é invariável. Ex.: Elas irão mesmo lá. “ANEXO” a) como adjetivo, concorda com a palavra a que se refere. Ex.: As cartas irão anexas ao processo. b) a locução “em anexo” é invariável. Ex.: As cartas irão em anexo ao processo. 13 “BASTANTE” a) como pronome indefinido, concorda com a palavra a que se refere (podendo, portanto, ter plural). Ex.: Eles fizeram bastantes críticas ao projeto. b) como advérbio é invariável. Ex.: Todos estão bastante irritados. “MEIO” a) como numeral (metade), concorda com a palavra a que se refere. Ex.: Ele quer nos convencer com meias verdades. b) como advérbio (um pouco), é invariável. Ex: A criança ficou meio cansada. “É BOM, É PROIBIDO, É NECESSÁRIO” a)Se o substantivo está acompanhado de artigo ou pronome, concorda com o substantivo. Ex.: É permitida a entrada de crianças. b) Se o substantivo não está acompanhado de artigo ou pronome , fica no masculino singular. Ex.: É permitido entrada de crianças. “ALERTA” Como todo advérbio, “alerta” é invariável: Ex: Todos estamos alerta devido ao alto índice de violência. Exercício de fixação 1 – Substitua o termo ou expressão destacada pela palavra que está entre parênteses. Corrija, se necessário, a concordância nominal. a) O mensageiro trouxe-nos muitas informações sobre a situação. (bastante) O mensageiro trouxe-nos ________________ informações sobre a situação. b) Ele tem argumentos suficientes para nos convencer. (bastante) Ele tem argumentos __________________ para nos convencer. c) Os viajantes estavam muito cansados. (bastante) Os viajantes estavam ___________________ cansados. d) A platéia ficou um pouco revoltada. (meio) A platéia ficou ________________ revoltada. e) Ela andou metade da quadra e parou. (meio) Ela andou ________________ quadra e parou. 2 – Explique os dois sentidos que podem ser atribuídos à seguinte frase: “A vendedora ficou só na sala.” 1º ________________________________________________ 2º ________________________________________________ 3 – Assinale a alternativa que completa corretamente a seguinte frase: “As candidatas estavam _____________ revoltadas, por isso, elas _________________ decidiram cancelar o concurso, porque se consideravam, elas _____________, as maiores injustiçadas.” a) mesmas – mesmas – mesmo b) mesmo – mesmo – mesmas c) mesmas – mesmo – mesmo 14 d) mesmo – mesmas – mesmo e) mesmo – mesmas – mesmas 4 – Observe a alteração feita na frase inicial, e complete o espaço com a palavra destacada, fazendo a concordância correta: a) O velhinho sorriu e disse “obrigado” a todos. A velhinha sorriu e disse _____________________ a todos. b) O documento não veio anexo à correspondência. As cópias do contrato não vieram ___________________ à correspondência. c) Em anexo, está impresso o que vocês solicitaram. _________________ está a nota fiscal que vocês solicitaram. 5 – Corrija as frases em que a concordância nominal está incorreta. a) No jogo não foi permitido a entrada de crianças. _________________________________________________ b) Água mineral é bom para a saúde. _________________________________________________ c) Todos os policiais estavam alertas, porque a torcida estava um pouco revoltada com o juiz._______________________________________________ 6 - Na frase: “A madrugada era escura nas moitas de mangue, baixas, meio trêmulas do ventinho frio”, a palavra MEIO apresenta-se sob essa forma flexional porque: a) é um caso de adjetivo que vem antes de vários substantivos, concordando com o mais próximo. b) concorda com “ventinho frio”. c) funciona como advérbio, com valor de “um pouco”; sendo, portanto, invariável. d) a concordância se dá com a idéia que a palavra “moita” representa “grupo de plantas”. e) refere-se a “mangue”. 7 Em “Tudo isso parece exagerado, e, no Brasil, é apresentado como ridículo”. Se substituíssemos a expressão Tudo isso por Esses fatos, quantas outras palavras da frase teriam de sofrer ajustes de concordância? a) Uma. b) Duas. c) Três. d) Quatro. e) Cinco. 8 – “... sabe fugir da carrocinha pelas próprias patas.” Considerando a concordância nominal, o vocábulo destacado na citação acima será empregado no mesmo gênero e número para preenchimento da lacuna em: a) Ela tem atitude e opinião ________________________ b) Nós possuímos casas e apartamentos ______________ c) Ele defendeu ponto de vista e idéia ________________ d) Ela e ele _______________ fizeram o trabalho. e) Paulo e ela ____________________ vieram receber-me. 9 – O caso de concordância nominal inaceitável aparece em: a) Nunca houve divergência entre mim e ti. b) Ele tinha o corpo e o rosto arranhados. c) Recebeu o cravo e a rosa perfumado. d) Tinha vãs esperanças e temores. e) É necessário certeza. 15 10 – Assinale a sequência que completa corretamente estes períodos: Ela ______________________ disse que não iria. Vão ______________________ os livros. A moça estava______________________ aborrecida. É ______________________ atenção para atravessar a rua. Nesta sala, estudam a terceira e quarta _________________ a) mesmo – anexos – meia – necessário – série b) mesma – anexos – meio – necessária – séries c) mesmo – anexo – meio – necessário – séries d) mesma – anexos – meio – necessário – séries e) mesma – anexos – meia – necessário – séries 11 – Considerando a concordância nominal, assinale a frase correta: a) Ela mesmo confirmou a realização do evento. b) Foi muito criticado pelos jornais a reedição da obra. c) Ela ficou meia preocupada com a notícia. d) Muito obrigada, querido, falou-me emocionada. e) Anexo, remeto-lhes nossas últimas fotografias. 5 CONCORDÂNCIA VERBAL 5.1 Sujeito simples: O verbo concorda com o seu sujeito em pessoa e número, venha ele explícito ou subentendido na frase. Ex.: Preguiça é o hábito de descansar antes da fadiga. 5.2 Sujeito composto Quanto ao número: O verbo que tem mais de um sujeito deve ficar no plural. Ex: Quando Márcio e Alcides chegaram, foram logo animando o pessoal. Quanto à pessoa: O verbo irá para a 1ª pessoa do plural se entre os sujeitos houver um da 1ª pessoa. Ex.: O carteiro e eu nos encontramos na esquina. O verbo irá para a 2ª pessoa do plural se entre os sujeitos houver um da 2ª pessoa e nenhum da 1ª. Ex.: Tu e ela viestes cedo. O verbo irá para a 3ª pessoa do plural se os sujeitos forem de 3ª pessoa. Ex.: O professor e a aluna mostraram as fotos para a turma. 5.3 Casos particulares 5.3.1 Sujeito simples Quando o sujeito é o pronome relativo QUE – O verbo concorda em pessoa e número com o antecedente deste pronome. Ex.: Fomos nós que mandamos o presente. Quando o sujeito é o pronome relativo QUEM – o verbo concorda com este pronome, ficando na 3ª pessoa do singular. Ex.: Fomos nós quem mandou o presente. 16 Quando o sujeito é um substantivo coletivo – o verbo fica no singular. Ex.: O batalhão entrou em forma, para a saudação à bandeira. Se o coletivo estiver determinado – o verbo poderá ficar no singular ou ir para o plural. Ex.: Um bando de ciganos chegou (ou chegaram) à cidade. Sujeito representado pela expressão “MAIS DE UM” - verbo no singular. Ex.: Mais de um reservou lugar na primeira fila. Se o verbo expressar reciprocidade, ficará no plural - Ex.: Mais de um elegeram-se vereador. Quando o sujeito é a expressão “UM OU OUTRO” – verbo no singular. Ex.: Um ou outro fará o levantamento das despesas. Com expressões partitivas: a maioria de, a maior parte de, o menor número de, grande parte de etc., seguidos de substantivo no plural, o verbo poderá ficar no singular ou no plural. Ex.: A maioria das lojas estava(m) fechada(s). Quando o sujeito é “UM DOS QUE” – verbo no singular ou no plural. Ex.: Ele foi um dos colegas que mais me apoiou (apoiaram). Se o sujeito for nome próprio com estrutura plural: Com artigo ou sem artigo – verbo no singular. Ex.: Minas Gerais produz muita soja no cerrado. O Amazonas é um grande rio. Com artigo no plural – verbo no plural Ex.: Os Estados Unidos destacam-se no mundo da ciência. Locuções pronominais formada por pronomes interrogativos ou indefinidos seguidos de pronomes pessoais – verbo no singular ou no plural. Ex.: Qual de vós deseja um táxi? Quais de vós desejam (desejais) um táxi? Sujeito seguido da preposição “com”: Com (em companhia de) - verbo concorda com o sujeito. Ex: O presidente, com os ministros, reúne-se no Palácio da Alvorada. Com (e - adição) - verbo no plural. Ex: O presidente com os ministros reúnem-se no Palácio da Alvorada. 5.3.2 Sujeito composto Sujeito composto seguido de palavra resumidora (tudo, nada, ninguém) - verbo no singular. Ex.: Prédios, árvores, postes, tudo foi levado pelo tornado. Sujeito formado por palavras sinônimas ou quase sinônimas - verbo no singular. Ex.: Muita raiva e indignação dominava seus gestos. Sujeito representado por verbos no infinitivo, empregados de forma genérica - verbo no singular. Ex.: Viajar e passear constitui seu ideal de vida. Se o infinitivo estiver antecedido e determinado por artigo, o verbo ficará no plural. Ex.: O ganhar e o perder fazem parte de nossas vidas. Núcleos ligados pela conjunção “ou”, se não houver idéia de exclusão ou isolamento de nenhum dos núcleos - verbo no plural. Ex.: Durante a semana, Maria ou Lúcia preparam o almoço dos funcionários. Havendo idéia de exclusão - verbo no singular. Ex.: Paulo ou André será o orador da turma. 5.4 Casos especiais 1. Número percentual ou fracionário – verbo concorda com o numeral. Ex.: Cerca de 30% dos produtos ficaram estragados. Quase dois terços da produção agrícola serão mantidos. Há exemplos da concordância com o substantivo que segue o numeral. 17 Ex.: Hoje 30% do mercado de ações ficou em baixa. Mais de 80% do eleitorado compareceu às urnas. 2. Verbo “parecer” seguido de infinitivo – podemos flexioná-lo ou flexionar o infinitivo. Ex.: Os turistas pareciam estar encantados com o jogo. Os turistas parecia estarem encantados com o jogo. 3. Verbo “haver” – o verbo haver é impessoal quando significa existir, ocorrer, acontecer, indica tempo decorrido. Ex.: Há propostas mais interessantes. Há vários meses viajou para Santa Catarina. Na linguagem coloquial, é comum a substituição do verbo “haver” pelo verbo “ter”. Ex.: Quando saímos, ainda tinha muitas pessoas na fila. 4. Verbo fazer – impessoal, indicando tempo decorrido. Ex.: Faz alguns anos que nos conhecemos. 5. Voz passiva sintética ou pronominal – verbo concorda com o sujeito. Ex.: Consertam-se bicicletas e motos. 6. Verbos “bater”, “soar” e “dar”: na indicação de horas, concordam com o numeral: Ex.: Deu uma hora no relógio da catedral. Deram dez horas no relógio da catedral. Se o sujeito for a palavra “relógio”, “sino”, o verbo concorda com esse sujeito. Ex.: O relógio da catedral deu dez horas. 5.5 Verbo ser: O verbo “ser” concorda em geral com o sujeito; todavia, há casos em que ele pode concordar com o predicativo: 1 – Sujeito “tudo”, “isso”, “ isto” ou “aquilo” e o predicativo no plural - geralmente a concordância é feita com o predicativo. Ex.: Tudoseriam lembranças passageiras. 2 – Nome próprio ou designativos de pessoas têm prioridade sobre qualquer outra palavra. Ex.: Os encantos do mestre era aquela jovem. 3 – Sujeito quando se refere a “coisas” ou “objetos” e o predicativo estiver no plural - plural tem prioridade sobre o singular. Ex.: O banco eram duas tábuas estreitas. 4 – O “pronome pessoal” tem prioridade sobre outras palavras. Ex.: O advogado aqui és tu. 5 – Quando o verbo ser expressa “quantidade”, concorda com o predicativo: Ex.: Dois reais era suficiente para a passagem. 6 – Na indicação de datas, horas e distâncias, o verbo ser concorda com o n umeral. Ex.: Hoje são 15 de novembro. Exercícios de fixação 1 – Estabeleça a concordância adequada dos verbos dos parênteses, colocando-os no presente do indicativo: a) ______ dois partidos fortes no governo. (Haver) b) ______________ -se de bons articuladores políticos nesse cargo. (Precisar) c) _________________-se casos de corrupção. (Investigar) d) Nenhum de nós __________ o motivo da convocação. (Saber) e) Duas colheres de chá neste remédio ____ suficiente. (Ser) f) 50% dos concursados não __________________ uma boa colocação. (Obter) g) Aquilo _____ apenas promessas falsas. (ser) 18 h) Somos nós quem _______ este material. (fornecer) i) Grande parte dos voluntários _______________ a prestar socorro. (Continuar) j) Quais de nós ______________ o trabalho para a turma? (Apresentar) k) Tu e ele _____________ tratam bem os clientes l) (tratar) 2 – Em que alternativa se fez a concordância corretamente? a) A multidão avançavam pela praça com cartazes. b) Vossa Senhoria fazeis parte deste grupo de políticos? c) A obra “Os Maias” tornou conhecido Eça de Queirós. d) Faziam ventos fortes naquela manhã. e) Hoje é 17 de novembro, não é? 3 - Identifique a alternativa em que a concordância verbal está incorreta: a) O motorista foi um dos que ajudaram os acidentados. b) Eu, tu e eles assumimos a direção da fábrica. c) Algum de vós fareis o depósito no banco? d) Florianópolis é uma cidade bem arborizada. e) O pai com o filho dirigiram-se à escola. 4 – Identifique a opção que completa corretamente esta frase: _______________ haver alguns dias que nenhum de vós _____________________ às reuniões, e mais de um _______________ a entregar as propostas em tempo hábil. a) Devem – compareceis – comprometeu-se b) Deve – comparece – comprometeram-se c) Deve – compareceis – comprometeu-se d) Devem – comparece – comprometeram-se e) Deve – compareceis – comprometeram-se 5 – Empregue adequadamente o verbo “ser”, no pretérito, nas frases abaixo: a) _______________ zero hora em Brasília. b) __________ cinco quilômetros até a cidade mais próxima. c) Ontem ______ o dia 18 de novembro. d) Novecentos gramas de queijo _______ o bastante. e) O ganhador por certo _______ vós. f) Tudo ______ glórias na juventude. g) Flávia _______ as esperanças dos pais. h) _______ meia-noite no relógio da matriz. i) Duas folhas ________ bastante para o relatório. 6 – Corrija as frases cujas concordâncias verbais estão incorretas: a) Vieram o gerente e o vendedor com a mercadoria para a troca. b) Tu e ela mereceis umas boas férias neste final de ano. c) Um grande número de jogadores treinava na sede do clube. d) Mais de um abraçou-se após o casamento. e) Fazem dias que chegaram os convites para a exposição. f) Qual de nós conseguiremos o visto no passaporte? g) Haviam instrumentos exóticos na orquestra. h) Oferece-se bons empregos nesta loja. i) Necessitam-se de corretores experientes. j) Vossa Excelência pareceis apreensivo diante dos resultados. 19 7 – Identifique a opção em que a concordância do verbo “haver” ou “fazer” está incorreta: a) Naquela época havia muitos feriados cívicos e religiosos. b) Fez temporadas mais quentes no Nordeste. c) Poderia haver controvérsias na exposição dos fatos. d) Há tempos ele trabalha nesta grande empresa. e) Houveram alterações no calendário de provas. Questões de vestibulares 1 – (UES – BA) “V. Sª__________ verificar se os compromissos de que eu ___________ estou lembrando constam de _______ agenda.” a) deve – o – vossa b) deveis – o – sua c) deveis – vos – vossa d) deve – o – sua e) deveis – vos – sua 2 – (FGV-SP) – Leia atentamente: “A letra das composições musicais contemporâneas refletem, com nitidez, os problemas sociais que o Brasil está enfrentando.” O período acima apresenta um incorreção gramatical, pois há uma falta de concordância verbal entre: a) “problemas” e “enfrentando” b) “Brasil” e “está enfrentando” c) “Composições” e “refletem” d) “Composições” e “está enfrentando” e) “Letra” e “refletem” 3 – (FUVEST-SP) – Indique a alternativa correta: a) Tratavam-se de questões fundamentais. b) Comprou-se terrenos no subúrbio. c) Precisam-se de digitadores. d) Reformam-se apartamentos. e) Obedeceram-se aos severos regulamentos. 4 – (F. Santo André –SP) Aponte a única opção em que o verbo pode ficar, com igual correção, tanto no singular quanto no plural. a) Não me (falta/faltam) argumentos para refutá-lo. b) Ainda hoje (deve/devem) chegar o ministro e sua comitiva. c) Um ruído menos comum. Uma sombra, uma batida na porta, tudo (assustava/assustavam). d) Se (existir/existirem) condições, avisarei. e) Aquele grupo de alunos (passa/passam) por dificuldades. 5 – (Cesgranrio) Tendo em vista as regras de concordância, assinale a opção em que a forma verbal dos parênteses não completa corretamente a lacuna da frase: a) _____________ na atualidade diferentes tipos de inseticidas prejudiciais à saúde. (Existem) b) ___________ provocar sérias lesões hepáticas os defensivos agrícolas à base de DDT. (Podem) c) ___________ aos países subdesenvolvidos uma legislação mais rigorosa sobre os agrotóxicos. (Faltam) d) ___________ por muito tempo no meio ambiente os efeitos nocivos dos inseticidas clorados. (Persistem) e) ___________ elevado grau de toxidade os defensivos do tipo fosforado. (Possuem) 20 6 – (UFSM-RS) Assinale a alternativa correta quanto à concordância: a) Bateu duas horas no relógio da torre. b) É proibida entrada de pessoas estranhas. c) Conserta-se aparelhos de som aqui. d) Lêem-se muitas placas erradas. e) Precisam-se de pedreiros com experiência. 7 – (PUC-BA) Segundo o que ________ os porteiros, _______ precisamente duas horas quando ___________ os sinos. a) diz – eram – soou b) dizem – era – soaram c) dizem – eram – soaram d) diz – era – soou e) diz – era – soaram 8 – (UFPE) Marque a alternativa em que a concordância verbal contraria a norma culta: a) Ouviram-se as notícias mais desencontradas. b) Trata-se de questões muito sérias. c) Faziam anos que o país não escolhia democraticamente o presidente. d) Poderá haver comentários positivos quanto à eleição. e) Deveriam existir situações menos constrangedoras. 6 REGÊNCIA VERBAL A sintaxe de regência trata da relação de dependência dos termos da oração. Regência é, pois, o mesmo que dependência, subordinação. Ex.: Gosto de doce. A palavra doce é regida pelo verbo gostar, pois completa seu sentido. 6.1 Regência de alguns verbos (na ordem do “A” ao “E”) 6.1.1 Agradar É VTD no sentido de fazer agrados a, mimar, acariciar, afagar e também no de contentar, satisfazer: Ex: A criança agrada seu cãozinho, coçando-lhe a cabeça. É VTI no sentido de ser agradável, satisfazer, contentar. Ex: A música não agradou ao público. 6.1.2 Agradecer É VTDI, com objeto direto de coisa e objeto indireto de pessoa: Ex: O comerciante agradeceu a preferência aos fregueses. 6.1.3 Ajudar É VTD ou VTI, indiferentemente. Ex: Ajudá-lo-ei nesta tarefa. Ajudar-lhe-ei nesta tarefa. Seguido de infinitivo, aparece como VTDI: Ajudamos o velhinho a atravessar a rua. 21 6.1.4 Antipatizar É VTI e não é pronominal. Ex: Antipatizei com todos naquela casa. 6.1.5 Apelar É VTI (com “do” ou “da”)na acepção de interpor recurso judicial à instância superior e com “para”, na acepção de invocar auxílio de, recorrer ou na de convidar para prestar ajuda ou auxílio. Ex: O advogado apelou da decisão para o Supremo Tribunal de Justiça. Ex: Apelou muito para Santo Antônio, mesmo assim ficou solteira. Ex: Apelo para a consciência de todos vocês, nas próximas eleições. 6.1.6 Aspirar a) É VTD no sentido de cheirar, inspirar (o ar), tirar pó Ex: A menina gosta de aspirar o perfume dos próprios cabelos. É VTI no sentido de desejar ardentemente, ambicionar. Ex: Todos aspiram à felicidade. Neste sentido, não admite os pronomes lhe ou lhes como complemento, que devem ser substituídos por a ele, a ela, a eles, a elas. Ex: A vitória, só a alcança quem aspira a ela. 6.1.7 Assistir É VTI no sentido de ver, presenciar. Ex: Assistimos a um bom jogo de futebol ontem. É, ainda, VTI no sentido de caber. Ex: Este é um direito que assiste ao diretor. É VTD no sentido de prestar assistência, socorrer. Ex: O médico assiste o doente. É VI e de uso arcaico no sentido de morar, residir. Ex: Assisto neste bairro faz pouco tempo. 6.1.8 Avisar É VTDI, com obj. direto de coisa e obj. indireto de pessoa: Ex: Avisei aos meus amigos sobre o perigo por que estavam passando. 6.1.9 Chamar a) É VTD ou VTI, indiferentemente, no sentido de apelidar, qualificar, com ou sem a preposição de. Ex: Chamei-o (de) covarde. Chamei-lhe (de) covarde. b) É VTD no sentido de fazer vir, mandar vir. Ex: Chamei o pessoal para tomar café. 22 6.1.10 Chegar É VI. Rege de preferência a preposição “a”. Ex: Chegamos a João Pessoa bem cedo. 6.1.11 Custar a) É VI no sentido de ser difícil, ser penoso. Ex: Custava cozinhar o galo. É VTI ainda no mesmo sentido Ex: Custa-me entender isso. Obs.: Convém evitar estas construções: Custo a entender isso; Ele custou a adquirir experiência. E por que devemos evitar tal construção? Simplesmente porque não sou “eu” que custo, não foi ele que custou. Quando se faz a clássica pergunta para encontrar o sujeito, temos como resposta um sujeito oracional, que representa um fato, e não um sujeito representado por uma pessoa. 6.1.12 Empatar Usa-se com a preposição de ou com a preposição por, mas não com a preposição em. Se as duas equipes empatassem de (ou por) 0 a 0, classificariam uma terceira. 6.1.13 Esquecer É VTD Ex: Esqueci a chave em casa. É VTI quando pronominal Ex: Não me esquecerei de você. Antes de infinitivo, no entanto, pode dispensar o pronome. Ex: Esqueci de trazer o dinheiro. Esta construção é clássica: Esqueceu-me a chave em casa. Esqueceram-lhes as luzes acesas. Neste caso, o objeto esquecido torna-se sujeito da oração. Exercícios de fixação 1. Reescreva as frases que apresentarem problemas quanto à regência verbal: Os funcionários chegaram cedo na firma. _________________________________________________ Antipatizei-me com todos daquela sala de aula. _________________________________________________ Meus vizinhos foram no cinema, e não no circo. _________________________________________________ As frequentes faltas às aulas implicaram na sua reprovação. _________________________________________________ Luís de Sousa, que reside a Rua do Desejo, quer casar com Jeni Correia, que mora a Avenida do Desespero. _________________________________________________ 23 Prefiro mil vezes gente honesta do que gente corrupta, mentirosa. _________________________________________________ A classe não se simpatizou com a professora, que também se antipatizou com a classe toda. _________________________________________________ Deus perdoa os pecadores, mas ela não perdoou o namorado. _________________________________________________ Filho que não obedece os pais e motorista que não obedece os sinais de trânsito, livre-se deles. _________________________________________________ Você assistiu o jogo do Flamengo? Vasco 5 a 1! Que vergonha! _________________________________________________ E ainda há jogadores nesse time que aspiram uma vaga na seleção! _________________________________________________ Eu visava esse cargo, mas esse cargo que visava já foi preenchido. _________________________________________________ Hei de querer-lhe como se fosse minha filha. _________________________________________________ 2. Substitua o que está em destaque pela forma verbal adequada do verbo proposto, fazendo em todas as alterações necessárias: Este é um direito que cabe a todo cidadão. (assistir). _________________________________________________ Não acaricie muito esses filhotes de onça, que é perigoso. (agradar). _________________________________________________ Tenho muita estima por essa gente. (querer). _________________________________________________ Essas medidas têm por objetivo a melhoria das nossas condições de vida. (visar). _________________________________________________ Você sabe qual foi o carro que mais encantou o público no último Salão do Automóvel? (agradar). _________________________________________________ 3. Identifique e assinale as alternativas em que ocorre inconveniência de regência verbal, corrigindo as frases no espaço em branco. a) A junta médica que assistiu o doente é excelente. b) Quero muito bem a você, Luisa. c) O filho o ajuda nas despesas da casa, o pai lhe ajuda nas tarefas escolares. d) Obedeça sua sede: tome esse guaraná e passe mal! e) Ele costuma perdoar seus devedores. _________________________________________________ _________________________________________________ _________________________________________________ _________________________________________________ _________________________________________________ 24 4 – Mude o que não estiver de acordo com as orientações da regência da norma culta. a) Todos os alunos aspiram a aprovação? Você também não a aspira? b) Não assisto filme dublados. Sempre são muito ruins. c) Como posso esquecer de você se todos os dias lembro do seu nome? d) Moro a Rua dos Eucaliptos, e ele reside a Avenida dos Ipês. 7 CRASE Crase é a fusão de duas vogais idênticas. Representa-se graficamente a crase pelo acento grave (`). A crase pode ocorrer entre: 1 – A preposição A e os artigos A, AS: Há limites a a tolerância humana. Há limites à tolerância humana. 2 – A preposição A e os demonstrativos AQUELE(S), AQUELA(S), AQUILO; O professor referiu-se a aquele problema. O professor referiu-se àquele problema. 7.1 Alguns artifícios para confirmar a ocorrência ou não da crase 1 – Troca-se a palavra feminina que aparece depois do “a” por uma masculina. Se na troca ocorrer “ao”, a crase é confirmada. A resposta da torcida __________ seleção de futebol não foi agradável. O convite da torcida _____________time de futebol não foi agradável. A resposta da torcida __________jogadores de futebol não foi agradável. Permaneci indiferente _____________ ela. Permaneci indiferente _____________ (ele) 2 – Substituir o “a” por “para”. Se ocorrer “para a(s)”, a crase é confirmada. A droga é uma ameaça _____________ vida. A droga é uma ameaça _____________ vida. 3 – Substituir o verbo “ir” pelo verbo “voltar”. Se aparecer a expressão “voltar da”, então ocorre a crase. Você já foi _________ Brasília? Você já voltou_______ Brasília? Devo ir ________ Bahia. Devo voltar __________ Bahia amanhã. 7.1.1 Casos em que ocorre a crase 1 – Nas locuções femininas (adverbiais, prepositivas e conjuntivas): a) locuções adverbiais. A cidade ficou às escuras. O namoro foi às escondidas. O show começa às dez da noite. Eles estão rindo à toa. NOTA: Com as locuções adverbiais de instrumento a crase é facultativa: O menino fechou a porta a (à) chave. b) locuções prepositivas (formadas por a + palavra feminina + de). Ex: Durante o tiroteio, ele ficou à mercê dos bandidos.25 NOTA: Nas expressões à moda de, à maneira de, a palavra central pode ficar oculta. Então o “à” poderá ficar diante de uma palavra masculina. Ex: Ele usa cabelos à Supla. c) locuções conjuntivas. Ex: À medida que o movimento aumentava, algumas pessoas se retiravam do local. 7.1.2 Casos em que não ocorre a crase 1 – diante de palavras masculinas: Você gosta de andar a pé? 2 – diante de verbos: Ex: Ele passou a exercer o cargo de diretor. 3 – diante do nome de cidade: Ex: A chegada do presidente a João Pessoa foi tranquila. NOTA: Se o nome da cidade vier especificado, ocorre a crase. Ex: Vou à velha Curitiba. 4 – diante de pronomes que não admitem artigo: Não dirigiu a pergunta a nós. Dirijo-me a Vossa Senhoria. Não demonstrava sua satisfação a ninguém. NOTA 1: Senhora, Senhorita admitem a crase. Ex: Dirigia-se à Senhorita com o maior respeito. NOTA 2: pode ocorrer a crase entre a preposição “a” e os pronomes relativos “a qual” e “as quais” . Ex: Esta é a questão à qual me refiro. 5 – diante da palavra “casa”, quando não vier determinada por adjunto adnominal. Cheguei a casa muito cedo. Quando determinada, aceita a crase. Cheguei à casa de Luciana muito cedo. 6 – diante da palavra “terra”, quando esta designar “terra firme” Ex: Depois de uma longa viagem, os marinheiros chegaram a terra. NOTA: Se a palavra terra designar local, região, pátria, ocorrerá a crase Ex: Neste governo, 100 mil famílias tiveram direito à terra. 7 – diante de palavra no plural, se o “a” estiver no singular. Ex: Não se chega a conclusões tão absurdas como as suas. 8 – nas locuções formadas por palavras repetidas Ex: Ficamos frente a frente e nada decidimos. 9 – diante do artigo indefinido “uma”. Ex: Os alunos devem submeter-se a uma prova como essa. 10 – diante da expressão “Nossa Senhora” e de nomes de Santos. Ex: Faz preces diárias a Nossa Senhora do Rosário. Exercícios de fixação I - Assinale a alternativa em que não ocorre erro. a) Chegou a uma hora em ponto. b) O professor se referia às alunas interessadas c) Agradeci a própria pessoa. d) Tu costumas andar à pé? 26 e) Naquela cidade não se obedece a lei. a) Sempre que visitava o museu dirigia-se à mesma pessoa. b) Dirigiu-se à ela sem pensar. c) Chegamos a noite e saímos às pressas. d) Não estávamos dispostos à estudar. e) Todo noite assisto à novelas. a) Ele escreve à Machado de Assis. b) Não disse nada à seu pai. c) Caminhava passo à passo a procura de um lugar para descansar. d) É proibido fazer prova do vestibular à lápis. e) Usamos sapatos a moda Luís XV. a) Não pertenço aquele grupo. b) O livro de que preciso está sobre à mesa. c) O jovem à quem deram o prêmio é parente do homem à quem o negaram. d) A nação à qual te referes é o Brasil? e) Ele pagou a dívida a devedora. II – Complete as frases, usando “aquele”, “aquela”, “àquele”, “àquela”. a) Entreguei o bilhete ................................... homem. b) O material de que lhe falei estava sobre ......................... mesa. c) Deram emprego ...................................... senhora. d) Nós respeitamos muito....................................... homem. e) Assistimos ................................... novela. III – Preencha os espaços vazios, usando “a”, “à”, “as”, “às”: a) Fui ........ cidade .......... duas horas da tarde........... fim de comprar um sapato. b) Eu conheço ........ aluna que está ........ espera do ônibus. c) Os meninos se referiram .......... você. d) Depois de irem ......... São Paulo, foram ........ Bahia. e) Tomei o remédio gota....... gota. f) Antes de falarem ......... senhorita, fizeram referência ...... Sua Excelência. Exercícios de fixação I – Assinale a alternativa que completa convenientemente as lacunas das frases. a) – Garanto .......... você que compete ....... ela, pelo menos ....... meu ver, tomar providências para resolver o caso. a) a, a, a b) à, à, a c) a, à, à d) a, à, a e) à, a, a b) – Não se dirigia ....... ninguém em particular, mas punha-se ....... gesticular muito ....... vontade. a) a, a, à b) a, à, à c) à, à, a d) à, à, à e) à, a, a 27 c) - A infeliz anda ...... toa ...... percorrer ...... ruas. Todas ...... vezes que ...... vejo, cumprimento- a, mas, ....... vezes, ela não responde. a) à, à, as, as, a, a b) à, a, as, as, a, às c) a, a, às, as, a, às d) à, à, as, as, a, às e) a, à, as, as, à, as d) - (ESPM-SP) Preencha os espaços vazios com “a” ou “as”, marcando ou não com o acento grave, indicador de crase: “Eu já conhecia ........ fazendas, por isso fui ........ cidade apreciar...... praças onde fiz referências ....... V. Sª e não ....... Senhora que o acompanha.” e) - Respeitando a regência verbal ou nominal do padrão culto, use, nos períodos abaixo, a preposição adequada: As leis ........ quais devemos obedecer são muito rígidas. As mercadorias ...................... quais me interessei estavam esgotadas. f) - Assinale a alternativa que corretamente preenche as lacunas: Quando ........ dois dias disse ......ela que ia ........ Itália para concluir meus estudos, pôs-se ....... chorar. a) a, a, a, a b) há, à, à, a c) a, à, a, à d) há, a, à, a e) há, a, a, à 8 CORRESPONDÊNCIA OFICIAL 8.1 A ata I –EXEMPLO Ata da 15ª Reunião do Departamento de Letras e Artes da Universidade Federal da Paraiba. Aos trinta dias do mês de março do ano de mil novecentos e noventa e oito, às catorze horas, na sala 1, presentes as professoras Georgette Castro de Almeida, Terezinha Maria de Melo Barros, Maria Zélia Galvão de Almeida e o professor José Amâncio da Silva, sob a presidência do professor Fernando Jório Rodrigues, realiza-se a terceira reunião ordinária do ano. O expediente do dia constou da leitura da ata da reunião anterior, sendo aprovada sem restrições. Na ordem do dia, foi apresentado o Protocolo n. 193/98, de José Petrônio de Oliveira, requerendo dispensa da disciplina Português Básico, ao qual, depois de algumas considerações, foi dado o seguinte parecer: O senhor presidente fez a leitura das retificações do calendário escolar, Regime Seriado e Regime de Crédito, área III, 1998, seguindo-se ainda, algumas observações: pontualidade na entrega dos resultados da Verificação de Aprendizagem do primeiro período letivo; computo, como aula, das horas previstas para as verificações. Nada mais havendo a tratar, às catorze e cinqüenta, foi encerrada a reunião da qual, para constar, lavrei a presente ata que subscrevo e vai assinada pelo presidente. João Pessoa, trinta de março de mil novecentos e noventa e oito. Edvaldo Cruz Secretário Fernando Jório Rodrigues Presidente 28 II- ORIENTAÇÃO A. DEFINIÇÃO: A ata é o resumo escrito de ocorrências, resoluções e decisões de uma reunião ou assembléia. B. COMPOSIÇÃO: 1. TÍTULO: a) Identificação da reunião: número de ordem da reunião e nome da entidade; b) No exemplo: Ata ..... Paraiba 2. TEXTO: 1) Introdução: a) Data por extenso, no início, hora, local e fins da reunião,os nomes dos presentes, o nome do presidente; b) No exemplo: Aos ....... do ano. 2) Expediente do dia: a) Leitura, discussão e aprovação da Ata da sessão anterior, leitura de correspondências recebidas e expedidas; b) No exemplo: O expediente .......... restrições. 3) Ordem do dia: a) Discussões, votações e deliberações; b) No exemplo: Na ordem ........ verificações. 4) Fecho: a) Quase inalterável; b) No exemplo: Nada mais ........... presidente. 5) Local e data (dia, mês e ano): a) Por extenso, imediatamente depois do fecho; b) No exemplo: João Pessoa, ...... mil novecentos e noventa e oito. 3. ASSINATURAS: a) Pelo secretário, pelo presidente e/ou pelos presentes; o cargo em linha diferente; b) No exemplo: Edvaldo Cruz / Fernando Tório Rodrigues Secretário Presidente C. APRESENTAÇÃOGRÁFICA: 1. Lavratura em livro próprio: 1) Margeação: 2) Espaçamento: a) Do título ao texto – 5 linhas; b) Da última linha do texto à assinatura – 3 linhas; c) Da assinatura ao cargo – linha seguinte; 3) Paragrafação: a) Três centímetros da margem esquerda; b) Não se fazem parágrafos, a não ser no título, para impossibilitar acréscimos ou modificações nos espaços em branco. 29 III- APLICAÇÃO DOS CONHECIMENTOS: Instruções: Terminada a gestão da diretoria do Diretório Estudantil da entidade a que você pertence, houve as eleições para o mandato da nova diretoria; apresentação das chapas, votação e outras ocorrências; apuração: votos válidos e votos nulos, proclamação dos resultados finais. Redija a ata. Notas *A lavratura de uma ata deve ser feita em livro próprio, autenticado, cujas páginas são numeradas e rubricadas pela autoridade que redige os termos de abertura e de encerramento. Exemplo de um termo de abertura: *Este livro contém cinqüenta folhas numeradas de um a cinqüenta e rubricadas por mim, Chefe do Departamento de Letras e Artes (DLA) desta Universidade. Ele se destina ao registro das Atas das Reuniões do DLA. Minha rubrica é FIR. João Pessoa, 29 de fevereiro de 1997. Fernando Jório Rodrigues Exemplo de um termo de encerramento: *Este livro, contendo cinqüenta folhas numeradas de um a cinqüenta e rubricadas por mim, Chefe do DLA, foi destinado ao registro das Atas das Reuniões do Departamento conforme o termo de abertura. Maceió, 5 de abril de 1998. Fernando Jório Rodrigues *Se o redator cometer erros ou enganos na lavratura da ata, ele deve recorrer à expressão “digo”, registrando, em seguida, a palavra ou a expressão correta. Por causa desse recurso, não se admitem rasuras. Se o redator somente verificou depois da lavratura da ata., ele deve recorrer à expressão “em tempo”, para registrar a retificação ou acrescentar algo registrado. Exemplo: Em tempo, onde se lê cocheira, leia-se cachoeira. *Em Seções Eleitorais ou em Estabelecimento de Ensino, já existem formulários impressos para o registro da ata. Assim sendo, somente necessário o preenchimento das lacunas. *Omitiram-se os centímetros da margeação visto que ela já vem impressa no próprio livro. 8.2 Carta oficial I-EXEMPLO João Pessoa, 11 de maio de 1999. Ao Senhor Edwaldo Cruz Rua Prof. José Paulino, nº55 – Centro CEP 58021-550 Nesta Capital Senhor Tecladista, A direção deste Centro Federal de Educação Tecnológica/AL (CEFET/AL), por meio da Gerência Educacional I, realizará as comemorações alusivas à Semana do Livro na Biblioteca Benevides Monte, nos dias 26,27 e 29 de outubro, às 10 h. Por isso, na função de diretor-geral deste CEFET/AL, convida V.Sa. para honrar as comemorações como tecladista, nos dias 27 e 29. Desde já, agradeço-lhe sua presença participativa. 30 Atenciosamente Mário César Jucá MÁRIO CÉSAR JUCÁ Diretor - Geral II - ORIENTAÇÃO A. Definição: A carta oficial é uma forma de expediente entre uma personalidade publica e particular, utilizada para fazer convites, externar agradecimentos , transmitir informações, fazer solicitações. B. Composição: 1. Local e data: a) Com alinhamento na margem direita, por extenso; b) No exemplo: João Pessoa, 11 de outro de1999. 2. Endereço do destinatário: a) Na margem esquerda, compostos da forma de tratamento, do nome e endereço completos; b) No exemplo: Sr. Edwaldo Cruz Rua Prof. José Paulino, nº 55- Farol Cep: 57021-550 3. Vocativo: a) Em posição de parágrafo, composto pela forma de tratamento e pela função: Por extenso, com letras iniciais maiúsculas, seguidos de vírgula; No exemplo: Senhor Tecladista, 4. Texto: 1) Introdução: a) Em posição de parágrafo, resumo do assunto motivador da carta oficial; No exemplo: A direção deste Centro ... Às 10h. 2) Desenvolvimento: a) Em posição de parágrafo, constituído pelo convite e pelo agradecimento; No exemplo: Por isso,... Convido V. As. ... e, desde já, lhe agradeço ... Participativa. 3) Fecho: a) Centrada em relação ao texto, quase invariável. No exemplo: Atenciosamente 5. Nome: a) Centrado em relação ao texto, completo, em versal; No exemplo: MÁRIO CÉSAR JUCÁ 6. Assinatura: a) Tangenciando o nome, completa, apenas com iniciais maiúsculas, legível; No exemplo: Mário César Jucá MÁRIO CÉSAR JUCÁ 31 7. Cargo: a) Centrado em relação ao nome, logo abaixo dele e apenas com as letras iniciais maiúsculas; No exemplo: MÁRIO CÉSAR JUCÁ Diretor-Geral C. Apresentação Gráfica: 1. Margeação: a) Esquerda – 2,5 cm; b) Direita – 1,5 cm. 2.Espaçamento: a) Da borda superior do papel à data – 10 cm; b) Da data ao endereço do destinatário – 1,5 cm; c) Do endereço do destinatário ao vocativo – 4,5 cm; d) Do vocativo ao texto – 1,5 cm; e) Do final do texto ao nome – 2,5 cm. 3. Paragrafação: Esta coincidirá com 2,5 cm ou 10 toques da margem ou tabulação esquerda. III - APLICAÇÃO DOS CONHECIMENTOS: Você é o tecladista convidado pela direção do CEFET para participar da Semana do Livro. Redija uma carta oficial à direção do Centro, agradecendo-lhe o convite e informando-o da impossibilidade de sua participação no evento, por causa de um compromisso assumido, nas datas indicadas. NOTAS *O órgão que utiliza freqüentemente cartas oficiais pode colocar um título semelhante ao do ofício: na margem esquerda, a 2,5 cm timbre, composto das palavras Carta, da numeração seqüencial, da sigla do órgão expedidor, ou seja, Carta nº 19/GD. Caso contrário, órgão omite essa parte da composição existente em vários documentos oficiais. * O local poderá ser omitido, se ele já vier impresso no timbre. Nesse caso, o remetente é uma personalidade pública e o destinatário é uma personalidade particular. O local não pode ser omitido, se o papel não possuir nenhum timbre. Assim sendo, o remetente é uma personalidade particular e o destinatário é uma personalidade pública. * O vocativo poderá ser dispensado, já que o endereço do destinatário se encontra expresso acima, na margem direita. * As novas normas substituíram os longos e tradicionais fechos de cortesia e estabeleceram o emprego de somente dois fechos para todas as modalidades de comunicação oficial. Assim emprega-se: 1. Respeitosamente para autoridades superiores, inclusive o Presidente da República; 2. Atenciosamente para autoridades de mesma hierarquia ou de hierarquia inferior. * Respeitosamente ou Atenciosamente deve aparecer: 1. seguida de ponto fina de oração (.) uma vez que tem como estrutura subjacente uma das orações: a) Subscrevo-me respeitosamente ou atenciosamente.; ou b) Subscrevemo-nos atenciosamente ou respeitosamente. Pela aplicação do princípio da economia lingüística ou da concisão, apenas o adjunto adverbial permanece superficializado; 2. afinal, o texto propriamente dito termina, em sua composição, com uma dessas palavras; 3. com letra inicial maiúscula, uma vez que, mesmo sozinha, passa a formar o último parágrafo do texto. * A apresentação gráfica de qualquer documento oficial será sempre expressa em centímetro (cm) se o redator utilizar o computador. Mas ela será expressa em espaço (esp) caso o documento seja datilografado. 32 8.3 O memorando I – EXEMPLO JUSTIÇA DO TRABALHO TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 19ª REGIÃO – PB Memorando nº 326/SP – CTAP João Pessoa, 8 de Julho de 1997. Ao Senhor Diretor da Secretaria Administrativa ASSUNTO: Realização da Reciclagem O Centro de Treinamento e Aperfeiçoamento de Pessoal (CTAP) deseja operacionalizar metas da atual presidência quanto à qualificação de seus servidores. 2.Por isso, em anexo, encaminho a V. As. o material para divulgação – Reciclar é Preciso /97, Língua Portuguesa – destinado aos servidores deste TRT. 3. Estou certa de que V. As. dará o apoio necessário à realização dessa atividade,liberando os servidores que desejarem participar dela. Atenciosamente Maria da Glória Bento Araújo Maria da Glória Bento Araújo Assistente - Chefe III- ORIENTAÇÃO A- DEFINIÇÃO: O memorando é uma modalidade de comunicação entre unidades administrativas de um mesmo órgão, as quais podem estar hierarquicamente em mesmo nível ou nível diferente. Trata-se portanto, de uma forma de comunicação eminentemente interna e expositora de qualquer assunto referente à atividade administrativa. B- COMPOSIÇÃO: 1. Titulo a) Na margem esquerda superior do expediente; composto do nome Memorando somente com inicial maiúscula, do numero do documento e da sigla do órgão ou setor de origem, em versais; No exemplo: Memorando n. 326/SP – CTAP 2. Data: a) Em nível abaixo do titulo, com o seu termino alinhado com a margem direita, por extenso; No exemplo: João Pessoa, 8 de julho de 1997. 3. Destinatário: a) Com inicio na margem esquerda superior do expediente; composto do tratamento Senhor, ou de uma de suas variáveis, e do cargo ocupado; No exemplo: Ao Senhor Diretor da Secretaria Administrativa 33 4. Resumo: a) Composto da palavra Assunto seguido de dois pontos (:) e de uma frase nominal; No exemplo: Assunto: Realização de reciclagem 5. Texto: 1) Introdução: a) Referencia ao documento anterior ou ao assunto motivador do expediente; No exemplo: O Centro de Treinamento e servidores. 2) Desenvolvimento: a) Composto de informações, esclarecimentos, exposição de projetos, idéias e diretrizes; No exemplo: 2. Por isso, .......... deste TRT. 3. Estou certa ......... dela. 3) Conclusão: a) Centrada em relação ao texto, quase invariável; No exemplo: Atenciosamente. 6. Nome: a) Centrado em ralação ao texto, completo e versal; No exemplo: MARIA DA GLORIA BENTO ARAÚJO 7. Assinatura: a) Acima do nome, completa e com letra legível; No exemplo: Maria da Glória Bento Araújo MARIA DA GLORIA BENTO ARAÚJO 8. Cargo: a) Centrado em relação ao nome, logo abaixo dele e apenas com as letras iniciais maisculas; No exemplo: MARIA DA GLORIA BENTO ARAUJO Assistente- Chefe C. APRESENTAÇÃO GRÁFICA: 1. Margeação: a) Direita – 6 toques de retrocesso; b) Esquerda – 10 toques 2. Espaçamento: a) Do timbre ao titulo – 2 espaços duplos; b) Do titulo à data – 2 espaços duplos; c) Da data ao destinatário – 2 espaços duplos; d) Do destinatário ao resumo – 1 espaço duplo; e) Do resumo ao texto – 2 espaços duplos f) Do texto ao fecho – 1 espaço duplo e 1 simples; g) Do fecho ao nome – 3 espaços duplos; h) Do nome ao cargo – 1 espaço simples. 3. Paragrafação: Ela deve coincidir com 2,5 cm ou 10 toques a partir da margem esquerda. III- APLICAÇÃO DOS CONHECIMENTOS: Instrução: 34 Como Assistente-Chefe do Setor de Treinamento e Aperfeiçoamento de Pessoal do TRT – 19 Região, comunique ao Juiz- Presidente o encerramento da reciclagem (Língua Portuguesa) e o convide para sua participação nesse evento. O expediente deve ter, pelo menos, dois parágrafos. NOTAS *A característica principal do memorando é agilidade. A tramitação dele em qualquer órgão ou setor deve pautar-se pela rapidez e simplicidade de procedimentos burocráticos. Seus despachos, se isso for necessário, devem ser dados no próprio documento ou, no caso de falta de espaço, em folha de continuação, formando, assim, um processo simplificado. *É freqüente a existência de modelos desse tipo de correspondência oficial com dados já impressos. Caso fujam da Instituição Normativa em vigor, na oportunidade, é conveniente atualiza-los, em vez de mantê-los. *Omite-se o local quando ele já aparece no timbre. *O texto de um memorando terá tantos parágrafos quanto forem necessários. Eles são seguidamente numerados excetuando-se o primeiro (introdução) e o ultimo (conclusão ou fecho). A numeração deve ser feita com algarismos arábicos e colocada na margem esquerda do corpo do texto. Este procedimento facilita, no despacho, a remissão a passagens especificas. *No singular, as formas verbais estou certo, informo, encaminho são incisivas e parecem até pretensiosas e autoritárias. No entanto, podem indicar que o signatário assume a responsabilidade do conteúdo do documento sem presunção, sem autoritarismo, mas com referencialidade, isto é, utilização do tipo de linguagem adequada a documentos oficiais. No plural, as formas verbais estamos certa, ficamos desapontada, informamos, encaminhamos,conotam polidez, modéstia. Mesmo assim, adjetivos ou particípios que se lhe refiram ficam no singular, feminino ou masculino, de acordo com o sexo de quem assina a correspondência. *Se o memorando for longo e precisar de mais uma folha, a I.N. recomenda:1. não deixar a assinatura, o nome e o cargo em outra pagina do expediente, sendo transferidos para a folha seguinte com, pelo menos, o ultimo parágrafo e o fecho; 2. a 2 centímetros da borda superior do papel, a 2,5 centímetros do inicio da continuação do texto e na margem esquerda, escrevem-se os seguintes dados entre parênteses: Fl.2 do Memorando n 326/SP – CTAP, DE 8.7.98) 8.4 O ofício I - EXEMPLO GOVERNO DO ESTADO DA PARAIBA SECRETARIA DE EDUCAÇÃO E CULTURA Oficio n. 108/SEC João Pessoa, 9 de maio de 1996 Senhor Diretor, A fim de preencher uma vaga de professor regente de Língua Portuguesa no Colégio Cônego Machado, este Órgão fará realizar, no dia 31 do corrente mês, o Concurso, em conformidade com o Edital publicado no Diário Oficial do Estado, do dia 2 do mês em curso. 2. Por isso, solicito de V. Sa. a indicação de um professor da Área de Comunicação e Expressão desse Estabelecimento, para compor a Banca Examinadora da referida disciplina. 3.Devido a problemas administrativos, surgiro a V. Sa. comunicar o fato a esta Direção por escrito, o mais urgente possível. Atenciosamente. 35 Saulo José dos Santos Saulo José dos Santos Secretário da Educação e Cultura Ao Senhor Diretor Alberto José Mendonça Cavalcante Escola Técnica Federal da Paraiba Rua Barão de Atalaia, s/n – Poço CEP 58020-510 Tel.: (082) 336 2873 II – ORIENTAÇÃO A. DEFINIÇÃO: O ofício é uma forma de correspondência entre autoridades das repartições públicas e particulares, tratando sempre de assuntos de relevada importância e relativa formalidade. B. COMPOSIÇÃO: 1. Título: a) Colocado na margem esquerda, composto da palavra Ofício, da seriação e da sigla do órgão expedidor; No exemplo: Ofício nº 108/SEC 2. Data: a) Abaixo do título, com seu término alinhado com a margem direita e por extenso; No exemplo: João Pessoa, 9 de maio de 1996. 3. Vocativo: a) Constituído pela forma de tratamento e pelo cargo do receptor, seguido pela vírgula; No exemplo: Senhor Diretor, 4. Texto: 1) Introdução: a) Referência à situação que vai ensejar a solicitação. No exemplo: A fim de preencher uma vaga .... mês em curso. 2) Desenvolvimento: a) Solicitação, esclarecimento, informações, sugestões; No exemplo: 2. Por isso, solicito ... referida disciplina. 3. Devido ... possível. 3) Fecho: a) Centrado em relação ao texto; somente com inicial maiúscula; No exemplo: Atenciosamente. 5. Nome e Cargo: a) Nome: centrado em relação ao texto e em letras versais; Cargo: centrado em relação ao nome, somente com as iniciais maiúsculas; No exemplo: SAULO JOSÉ DOS SANTOS Secretário da Educação e Cultura 6. Assinatura: a) Acima do nome, completa e legível; b) No exemplo: Saulo Jose dos Santos SAULO JOSE DOS SANTOS Secretário da Educação e Cultura 36 7. Destinatário e Endereço: a) Na margem esquerda do papel, a 3 espaços duplos a partir do cargo, com os dados em linhas diferentes; No exemplo: Ao Senhor Diretor Alberto José Mendonça Cavalcante Escola Técnica Federal de Paraiba Rua Barão de Atalaia, s/n – Poço Cep 58020-510 Tel.: (082) 336 2873 C. APRESENTAÇÃO GRÁFICA:1. Margeação: a) Direita – 6 toques de retrocesso; b) Esquerda – 10 toques. 2. Espaçamento: a) Título: 2 espaços duplos a partir do timbre; b) Data: 4 espaços duplos a partir do timbre; c) Vocativo: 2 espaços duplos a partir da data; d) Introdução do texto: 2 espaços duplos a partir do vocativo; e) Fecho: 1 espaço duplo mais 1 simples a partir do término do texto; f) Nome: 2 espaços duplos a partir do fecho; g) Cargo: 1 espaço simples a partir do nome; h) Endereço do destinatário: 3 espaços duplos a partir do cargo. 3. Paragrafação: O início dos parágrafos coincidirá com 2,5 cm ou com 10 toques da margem esquerda. III – APLICAÇAO DOS CONHECIMENTOS: Instrução: Na função de Presidente do T.R.T., redija um Ofício solicitando ao Diretor da ETFAL a cessão de um ônibus por três dias, para servir à Comissão que vai a Arapiraca para um Seminário sobre assuntos trabalhistas. NOTAS *Omite-se o local, quando ele já se encontra indicado no cabeçalho. *Como se depreende do exemplo do destinatário, fica dispensado o uso do superlativo Ilustríssimo (Ilmo.) para autoridades que recebem tratamento de Vossa senhoria (V. Sa.) e para particulares. É suficiente o emprego da forma de tratamento Senhor *O texto de um ofício terá tantos parágrafos quantos se fizerem necessários, seguidamente numerados com algarismos arábicos, excetuando-se o primeiro (introdução) e o último (fecho). Os parágrafos podem ser desdobrados em alíneas. Na primeira folha, devem ser datilografados apenas 20 linhas; nas demais, 30 linhas. Havendo necessidade de mais folha, a 2 cm da borda superior do papel, na margem esquerda, entre parênteses, coloca-se: (Fl. 2 do Ofício nº 108/SEC, de 9.596). A continuação do texto deve ficar a 2,5 cm dessa referência. 37 8.5 Ofício-circular SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL UNIVERSIDADE FEDERAL DE PARAIBA GABINETE DO REITOR Ofício-Circular nº 14/GR João Pessoa, 20 de março de 1998. Senhor(a) Servidor(a), Comunicamos a V. Sa. Que o valor do IMPOSTO DE RENDA RETIDO NA FONTE, constante do contracheque de pagamentos do mês de março/98, emitido pelo Ministério da Administração e reforma do Estado (MARE), apresenta um acréscimo para alguns servidores ativos, inativos e pensionistas. 2. O referido imposto era descontado com base no somatório dos 70% do salário do período anterior mais os 30% do salário do mês seguinte. Em março, acontecendo o pagamento dentro do mesmo mês, somaram-se os 70% do salário de fevereiro com o salário de março/98, elevando-se assim o valor retido. 3. É oportuno esclarecer que, a partir do mês de abril, os servidores que retinham imposto na fonte voltarão a recolher os mesmos valores cobrados anteriormente a março de 1998. Atenciosamente. Rogério Moura Pinheiro ROGÉRIO MOURA PINHEIRO Reitor II – ORIENTAÇÃO A. DEFINIÇÃO: O ofício-circular é uma correspondência com texto idêntico, reproduzindo, enviada, ao mesmo tempo, a diversos destinatários (à direita de órgão ou subordinados, ou afastados da administração central) para: comunicar assuntos administrativos, determinar execução de serviços, esclarecer o conteúdo de leis, normas e regulamentos. B. COMPOSIÇÃO: 1. Título: a) Na margem esquerda, composto do nome Ofício-Circular somente com iniciais maiúsculas, do número de ordem e da sigla do órgão ou setor de origem, em letras versais; No exemplo: Ofício-Circular nº 14/GR 2. Data: a) Abaixo do título, alinhado pela margem direita e por extenso; b) No exemplo: João Pessoa, 20 de março de 1998. 38 3. Vocativo: a) Constituído pela forma de tratamento e pelo cargo do receptor, seguindo de vírgula; b) No exemplo: Senhor Servidor, 4. Texto: 1 - Introdução: a) Comunicação propriamente dita; b) No exemplo: Comunicamos ....... e pensionistas. 2 - Desenvolvimento: a) Composição de novos parágrafos com esclarecimentos, solicitações, sugestões; b) No exemplo: O referido imposto........... valor retido. 3 - É oportuno ... março de 1998. 5) Fecho: a) Centrado em relação ao texto e constituído da palavra Atenciosamente; No exemplo: Atenciosamente. 6) Nome: a) Centrado em relação ao texto, completo e em letras versais; No exemplo: ROGÉRIO MOURA PINHEIRO 7) Cargo: a) Centrado em relação ao nome e apenas com inicial maiúscula; No exemplo: ROGÉRIO MOURA PINHEIRO Reitor 8) Assinatura: a) Acima do nome, completa e com letra legível; b) No exemplo: Rogério Moura Pinheiro ROGÉRIO MOURA PINHEIRO Reitor C. APRESENTAÇÃO GRÁFICA: 1. Margeação: a) Direita – 6 toques de retrocesso; b) Esquerda – 10 toques. 2. Espaçamento: a) Do timbre ao título – 2 espaços duplos; b) Do timbre à data – 4 espaços duplos; c) Da data ao vocativo – 2 espaços duplos; d) Do vocativo ao texto – 2 espaços duplos; e) Do desenvolvimento ao fecho – 1 espaço duplo mais um simples; f) Do fecho ao nome – 3 espaços duplos; g) Do nome ao cargo – 1 espaço simples. 3. Paragrafação: Deve ser equivalente a 2,5 cm ou a 10 toques a partir da margem esquerda. 39 III – APLICAÇAO DOS CONHECIMENTOS Instrução: Você é chefe da assessoria de ensino de determinado estabelecimento de ensino. É informado de que, no fichário, não existem nem as ementas, nem os programas, nem a bibliografia de determinadas disciplinas. Redija um ofício-circular solicitando os referidos elementos e estabelecendo prazos para a apresentação deles. NOTAS *O ofício-circular tem composição e apresentação gráfica semelhantes ao ofício. A diferença consiste em que este é endereçado a um único destinatário e aquele, a muitos destinatários mediante cópias. *Omite-se o local se ele já se encontrar impresso no timbre. A I.N. nº 4/92 dispensa o uso do superlativo Ilustríssimo (Ilmo.). Basta o emprego da forma de tratamento Senhor. *O texto de um ofício-circular pode ter tantos parágrafos quantos forem necessários. Os parágrafos devem ser numerados com algarismos arábicos, excetuando-se o primeiro, (introdução) e o último, (fecho). Qualquer parágrafo pode ser desdobrado em alíneas. Caso o ofício-circular ocupe mais de uma página, mais de 20 linhas, ele deverá ter sua folha de continuação da sequinte forma: 1. (Fl. Nº 2 do Ofício-Circular nº 14/GR, de 20.3.98; 2. Esses dados devem ficar a 2 cm da borda superior do papel, a 2,5cm do início do texto e na margem esquerda. *Em vários tipos de correspondência oficial, o carimbo, com o nome e o cargo, tem substituído a datilografia com esses mesmos dados. Nesse caso, a assinatura ou a rubrica do signatário é colocada acima do nome e do cargo já carimbados. 8.6 O requerimento I – EXEMPLO Senhor Diretor da UNEPI, Sebastião Miguel dos Santos, aluno regularmente matriculado no Curso Técnico em Transações Imobiliárias, sob o nº 22, P.4, turno noturno, requer de V. As. Que autorize ao setor competente a aplicação da primeira verificação da disciplina Língua Portuguesa, em segunda chamada, uma vez que esteve ausente da cidade no dia 29 de março, conforme documento anexo. Nestes termos, pede deferimento. João Pessoa, 5 de maio de 2008. Sebastião Miguel dos Santos II – ORIENTAÇÃO A. DEFINIÇÕES: O requerimento é um documento específico de solicitação, dirigido a uma autoridade do serviço público. 40 B. COMPOSIÇÃO: 1. Vocativo: a) Alinhado com a margem esquerda; constituído da forma de tratamento, cargo, entidade, órgão ou setor; só com as iniciais maiúsculas, seguido pela vírgula; No exemplo: Senhor Chefe do Departamento de Ensino, 2. Texto: 1) Preâmbulo: a) Nome do requerente, (filiação, naturalidade, estado civil, profissão, endereço) curso, turno, turma, número; No exemplo: Sebastião Miguel dos Santos ... Turno Noturno, 2) Contexto: a) Constituído da solicitação e da justificativa; b) No exemplo: requer de V. As. ....anexo. 3) Conclusão: a) Centrada em relação ao texto, apenas a letra com inicial maiúscula, na mesma linha; b) No exemplo: termos, pede deferimento. 4) Local e data: a) Com alinhamento na margem direita e por extenso; b) No exemplo: João Pessoa, 5 de maio de 2008. 5) Assinatura: a) Centrada em relação ao texto, de próprio punho, completa e bem legível; b) No exemplo: Sebastião Miguel dos Santos C. APRESENTAÇÃO GRÁFICA: 1) Espaçamento: a) Da borda superior do papel ao vocativo – 3 espaços duplos; b) Do vocativo ao texto – 5 espaços duplos; c) Do texto à conclusão – 1 espaço duplo mais 1 simples; d) Da conclusão ao local e data- 2 espaços duplos; e) Do local e data à assinatura – 2 espaços duplos. 2. Manuscrito em papel com pauta ou linhas: 1) Margeação: a) Esquerda – 2,5 cm; b) Direita – 1 cm. 2) Espaçamento: a) Da borda superior do papel ao vocativo – 3 cm; b) Do vocativo ao texto – 7 linhas; c) Do texto à conclusão – 2 linhas; d) Da conclusão ao local e data – 2 linhas; e) Do local e data à assinatura – 2 linhas. 3) Paragrafação: O parágrafo deve começar a 2,5 cm ou a 10 toques da margem esquerda. NOTAS *Um requerimento se parece muito com um abaixo-assinado. Este é um instrumento de solicitação coletiva, tem como objetivo de pedido algo de interesse social, comunitário, político e é assinado por muitos requerentes; aquele é um instrumento de solicitação individual, requer concessão de auxílio- 41 doença, gratificação adicional por tempo de serviço, ajuda de custo, férias e é assinado por um único requerente. É freqüente haver, nas repartições, modelo já impresso e padronizado. Assim, cabe ao requerente apenas preencher cuidadosamente os espaços. *Como se depreende dos exemplos dados pela Instrução Normativa nº 4, de 6 de março de 1992, fica dispensado o emprego do superlativo Ilustríssimo (Il.mo ou Ilmo) para as autoridades que recebem o tratamento de Vossa Senhoria (V. As. Ou S.a) e para particulares. E suficiente o uso do tratamento Senhor (Sr. Ou S.r). *A expressão mui respeitosamente deve continuar excluída do contexto do requerimento, já que o seu uso implica subserviência e autoritarismo na linguagem ou, no mínimo, conservadorismo. *A conclusão é quase padronizada. Ela pode se constituir ainda da frase: Termos em que pede deferimento. *Justifica-se o maior espaçamento devido à aposição do carimbo onde se apresenta o deferimento ou o indeferimento. 9 TEXTOS PARA SEREM TRABALHADOS 9.1 Texto 1 Marketing pessoal para corretores por josejunior » Sex Out 09, 2009 2:57 pm Antes demais nada, é importante que você compreenda e assimile a simplicidade da seguinte mensagem: “Você jamais terá uma segunda oportunidade, para causar uma primeira boa impressão”. O que isso siguinifica? No processo de venda de um imóvel, independente de o profissional buscar ou receber a visita do cliente, a conquista pessoal antecede quaisquer outra iniciativa que vise ao fechamento de um negócio. Não me refiro à casos em que o cliente já está totalmente decidido pela compra, e o profissional não precisa despender qualquer esforço de persuasão e convencimento. Nestas situações, o corretor, no máximo, intervêm na preparação da proposta, e recebimento do cheque. Admitamos que estes casos é muito raro, e tendem ao desaparecimento. A imagem que o cliente forma do corretor, a partir de seus aspectos comportamentais, influirão diretamente na assimilação e aceitação dos benefícios do produto. Certos clientes recusam-se a aceitarem benefícios de alguns produtos, não porque os mesmos não os tenham, mais porque o corretor não transferiu ao produto a credibilidade e segurança que deveria estar presentes em suas afirmações. Na conversa inicial, o corretor precisa informar bastante detalhes sobre o produto. Isto é uma conquista pessoal. Quantas vezes você já não ouviu casos de cliente que conheceram um determinado produto atravéis de você, mais compraram o mesmo produto com outro profissional? Qual o fator diferenciador que levou o cliente a esta atitude? À exemplo de produtos de consumo, o corretor de imóveis carrega consigo uma ‘marca registrada’, repleta de atributos intangíveis, que é determinante na consolidação da decisão de compra do cliente. Esta ‘marca’ é o seu próprio nome; e atributos como aparência, fluidez no falar, higiene, organização, respeito, simpatia, nível de conhecimentos gerais, ética, confiabilidade, está diretamente associado a o seu nome (ou sua marca), influindo decisivamente no seu dezempenho presente e futuro. A isto chamamos agregação de valor à marca. Evidenciar estes atributos quando do contato inicial com o cliente, é, na verdade, o primeiro grande desafio por que passa o profissional de vendas. Isto é o marketing pessoal, e se o cara num possui isso, pode tirar o cavalinho da chuva. Marketing pessoal são os atributos pessoais de cada indivíduo, natos ou construídos, que determinam à pessoalidade do contato de venda. É esta pessoalidade que pode fazer a grande diferença. Estes atributos pode ser construídos? A resposta é sim. A maior parte deles podem ser trabalhadas, de forma a transformar um indivíduo inato, em um profissional extremamente qualificado. O primeiro passo é reconhecer a necessidade de mudança. É necessário a perseverança para tanto. Então, atravéis de cursos e treinamentos, buscar, com determinação e força de vontade, a qualificação pessoal para o desenvolvimento da atividade. Ela mesmo exigirá isso do vendedor. O segundo passo são o uso das 42 ferramentas do marketing para comunicar aos seus clientes a existência de tais atributos em você. Na verdade, você tem que construir, uma imagem própria e percepitível ao cliente em torno de sua marca, ou seu nome. Exemplo: um bloco de anotações no stand de vendas, já com o carimbo do profissional impresso e uma mensagem inspiradora, tem efeito considerável sobre o cliente. Dificilmente ele perderá seu nome (o que poderia ocorrer só com o cartão), e sempre que olhar para o plano do negócio anotado no papel, ele lembrará do seu nome, e ainda por cima, associado à uma mensagem positiva. São atitudes aparentemente pequenas, mais contínuas, que vai criando uma opinião coletiva em torno de sua identidade pessoal. Isto é fundamental no desenvolvimento de negócios. Portanto, descubram-se, mãos à obra, fique atento às oportunidades, e boas vendas. Francisco Amâncio Consultor de Marketing 9.2 Texto 2 Os Estados Unidos utilizaram os atentados de 11 de setembro como justificativa a uma "cruzada mundial contra o terror" em defesa da "paz mundial" e da sua segurança interna. O terrorismo, os governos que lhe dão apoio e abrigo e os países que desenvolvem armas de destruição em massa e que contestam o poder norte-americano, foram colocados como os principais alvos da nova doutrina de segurança nacional. Passaram a ser classificados em um agrupamento denominado "Eixo do Mal". Num primeiro momento, de forma declarada, constavam neste grupo o Iraque, o Irã e a Coréia do Norte, já que o Afeganistão já havia sido ocupado pelas tropas norte-americanas. A expressão "Eixo do Mal" foi utilizada pelo presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, em seu discurso anual no Congresso norte-americano em 2002, para se referir a três países (“Estados vilões”) que constituíam uma grave ameaça ao mundo e à segurança dos Estados Unidos: Coréia do Norte, Irã e Iraque. Estes países, segundo Bush, desenvolviam armas de destruição em massa ou patrocinavam o terrorismo regional e mundial, ou faziam as duas coisas ao mesmo tempo. Mais tarde os Estados Unidos incluíram também Cuba, Líbia e Síria a este seleto grupo de países. A expressão eixo do mal é uma dupla referência histórica: eixo lembra o eixo Berlim-Roma-Tóquio na Segunda Guerra Mundial (nazifascismo) e mal retoma o termo império do mal, forma como o governo Reagan se referia à União Soviética durante a Guerra Fria. Um eixo do mal mantémlatente a ameaça exterior e justifica a necessidade de manutenção de um expressivo orçamento, do governo Bush, na defesa. Em 2002, o presidente George Bush divulgou o documento "A estratégia de segurança nacional dos Estados Unidos", que ficou conhecido como "Doutrina Bush". Este documento apresenta as estratégias político-militares que passaram a serem adotados pelo país em nome da defesa nacional, frente às ameaças a que poderiam estar sujeitos o território e o povo norte-americano. O documento declara a intenção dos Estados Unidos em agir militarmente, por conta própria e decisão unilateral em nome do direito de autodefesa, de maneira preventiva e antecipada: atacar antes e perguntar depois. Dessa forma, os Estados Unidos, em nome do antiterrorismo e do combate de países considerados e avaliados como ameaçadores aos seus interesses, justificaram as suas ações e procuraram torná-las legítimas diante da opinião pública norte-americana e internacional. A Doutrina Bush determinou ainda o fortalecimento das alianças com outros Estados para derrotar o terrorismo no mundo. Mas a arrogância da declaração norte-americana deixou claro que, em nome da "paz e da segurança internacional", os Estados Unidos não permitirão a ascensão de qualquer potência, a ponto de rivalizar com o seu poder e a sua liderança militar, alcançada desde o fim da Guerra Fria e da URSS. Ao afirmar a sua condição de superpotência militar global, a Doutrina Bush aponta para o alargamento dos interesses econômicos norte-americanos. Parte desses interesses está associada à garantia de controle das principais fontes estratégicas de energia, com a intensificação de sua influência no Oriente Médio e na Ásia Central, regiões detentoras das maiores jazidas de petróleo e gás natural do planeta. 43 9.3 Texto 3 NOVOS VALORES SOCIAIS Esta década que marca o início de um novo século e também do 3º milênio, certamente marcará o nascimento de uma nova ordem social na qual todo cidadão deverá ser estimulado e capacitado para entender o mundo em que vive e as limitações individuais, sociais e globais. Novas regras comportamentais deverão ser estabelecidas numa base social autocomandada e orientada pela elevada capacitação intelectual de seus componentes, bem mais esclarecida sobre o assunto do que os atuais dirigentes políticos; uma verdadeira democracia. Isso porque, os recursos tecnológicos de informação deverão ser utilizados para esclarecer os povos quanto às limitações impostas pela Natureza a fim de que todos possam adequar a satisfação de suas necessidades e seus procedimentos aos recursos disponíveis sem comprometer a estrutura ambiental. Será o que hoje batizaram como “sustentabilidade” global. Como primeiro passo para esta marcha, sugiro o debate das causas do desequilíbrio vital no meio ambiente atual. Tenho opinião própria formada em mais de 30 anos de observações, a maior parte delas desatreladas da “ciência”, descrita em sucinto trabalho intitulado “Cartilha Ambiental Popular”. Esta em vias de ser editada numa apresentação simples que facilitará o entendimento da causa fundamental dos problemas sócio-econômico-ambientais e como eles vêm se desenvolvendo através do tempo; o que devemos fazer para retê-lo e, mais adiante, revertê-lo. 9.4 Texto 4 A corrupção no Brasil, está classificada junto a 163 países na base na percepção de corrupção entre autoridades públicas e políticos , no chamado INDICE DE PERCEPÇÃO DE CORRUPÇÃO. O Brasil caiu oito posições esse ano, comparado ao ano passado e está em 70° lugar no ranking total. E em 14° entre os países da América. Mas por que desse resultado? O Brasil é tão grande e tão rico, porque está tão alto seu índice de corrupção? Será que faltam leis ao combate da corrupção? É duro que não, as leis penais brasileiras são o suficiente para combater a corrupção. O problema é o jeito que se aplica às leis nesses atos corruptos por parte da policia, o que é muito mal feito aqui no Brasil infelizmente. A corrupção existe sim e ela está por toda parte, nos bancos nas lojas nos dinheiros, ela é inestimável, o que está acontecendo hoje em dia e que a mídia está cada vez mais e mais denunciando atos corruptos de deputados, prefeitos, senadores, policiais e etc, mas o problema é muito mais do que falta de aplicações de leis penais na criminalidade, mas sim como devemos lidar com ela. No nosso país não existe uma justiça séria, é claro que no Brasil existi sim pessoas honestas, mas há também um numero muito maior de pessoas sem ética e sem respeito pelo próximo, que pensam só em si mesmas. Existe um sistema de corrupção tão forte aqui que, as faltas de cumprimentos de leis, e a falta de valores humanos estão exterminando os valores éticos brasileiros, fazendo com que muita pessoas não pensem no futuro do Brasil , fazendo que o Brasil se torne cada vez mais um país mal visto por todos, em outras palavras, o Brasil ficara cada vez mais infernal para viver, o que já está acontecendo em alguns lugares do Brasil. A honestidade hoje em dia aqui, esta cada vez mais extinta pelos corruptos desse país cruel, mas não podemos desistir temos que alcançar nossos valores humanos temos que ter ética sobre o próximo, pois agora está vindo uma nova geração, os mais velhos tem a missão de fazer em que seus filhos e netos virem críticos e revolucionários para melhoria da vida desse país. Vamos ao combate a corrupção , vamos denunciar, vamos a evitar, vamos preparar nossos filhos para que um dia saiba lhe dar sozinho na vida nesse país, vamos brigar pelos nossos direitos,vamos dizer não a corrupção. 44 9.5 Texto 6 A ESQUIZOFRENIA Apesar da exata origem não estar concluída, as evidências indicam mais e mais fortemente que a esquizofrenia é um severo transtorno do funcionamento cerebral. A Dra Nancy Andreasen disse: "As atuais evidências relativas às causas da esquizofrenia são um mosaico: a única coisa clara é a constituição multifatorial da esquizofrenia. Isso inclui mudanças na química cerebral, fatores genéticos e mesmo alterações estruturais. A origem viral e traumas encefálicos não estão descartados. A esquizofrenia é provavelmente um grupo de doenças relacionadas, algumas causadas por um fator, outras, por outros fatores". A questão sobre a existência de várias esquizofrenias e não apenas uma única doença não é um assunto novo. Primeiro, pela diversidade de manifestações como os sub-tipos paranóide, hebefrênico e catatônico além das formas atípicas, que são conhecidas há décadas. Segundo, por analogia com outras áreas médicas como o câncer. O câncer para o leigo é uma doença que pode atingir diferentes órgãos. Na verdade trata-se de várias doenças com manifestação semelhante. Para cada tipo de câncer há uma causa distinta, um tratamento específico em chances de cura distintas. São, portanto, várias doenças. Na esquizofrenia talvez seja o mesmo e o simples fato de tratá-la como uma doença só que atrapalha sua compreensão. Poucos sabemos sobre essa doença. O máximo que conseguimos foi obter controle dos sintomas com os antipsicóticos. Nem sua classificação, que é um dos aspectos fundamentais da pesquisa, foi devidamente concluída. A esquizofrenia pode desenvolver-se gradualmente, tão lentamente que nem o paciente nem as pessoas próximas percebem que algo vai errado: só quando comportamentos abertamente desviantes se manifestam. O período entre a normalidade e a doença deflagrada pode levar meses. Por outro lado há pacientes que desenvolvem esquizofrenia rapidamente, em questão de poucas semanas ou mesmo de dias. A pessoa muda seu comportamento e entra no mundo esquizofrênico, o que geralmente alarma e assusta muito os parentes. Não há uma regra fixa quanto ao modo de início: tanto pode começar repentinamente e eclodir numa crise exuberante, como começar lentamente sem apresentar mudanças extraordinárias, e somente depois de anos surgir uma crise característica. Geralmentea esquizofrenia começa durante a adolescência ou quando adulto jovem. Os sintomas aparecem gradualmente ao longo de meses e a família e os amigos que mantêm contato freqüente podem não notar nada. É mais comum que uma pessoa com contato espaçado por meses perceba melhor a esquizofrenia desenvolvendo-se. Geralmente os primeiros sintomas são a dificuldade de concentração, prejudicando o rendimento nos estudos; estados de tensão de origem desconhecida mesmo pela própria pessoa e insônia e desinteresse pelas atividades sociais com conseqüente isolamento. A partir de certo momento, mesmo antes da esquizofrenia ter deflagrado, as pessoas próximas se dão conta de que algo errado está acontecendo. Nos dias de hoje os pais pensarão que se trata de drogas, os amigos podem achar que são dúvidas quanto à sexualidade, outros julgarão ser dúvidas existenciais próprias da idade. Psicoterapia contra a vontade do próprio será indicada e muitas vezes realizada sem nenhum melhora para o paciente. A permanência da dificuldade de concentração levará à interrupção dos estudos e perda do trabalho. Aqueles que não sabem o que está acontecendo, começam a cobrar e até hostilizar o paciente que por sua vez não entende o que está se passando, sofrendo pela doença incipiente e pelas injustiças impostas pela família. É comum nessas fases o desleixo com a aparência ou mudanças no visual em relação ao modo de ser, como a realização de tatuagens, piercing, cortes de cabelo, indumentárias estranhas e descuido com a higiene pessoal. 45 9.6 Texto 7 “28 de julho de 2004 Bom, leio os jornais todos os dias e preciso falar de uma coisa que esta me chocando demais: o envolvimento de policiais em tudo que eh tipo de crime. Nao sei se eh porque agora estah sendo divulgado e isso esta chocando mais, pois antes ateh sabiamos mas nao havia denuncias, entao nunca estavamos muito certos da justica... Mas agora estah demais: soh hoje no globo tem 4 casos envolvendo varios policiais em assassinatos, roubos, etc. Semana passada teve um que ateh tiro trocou com a propria policia enquanto ajudava num assalto... O que sera que vai nos restar, como sera que vamos conseguir nos ver livres dessa corja? Quando teremos ao nosso lado uma policia pra nos proteger?? Em sampa, quando conversei com o nosso querido governador, contei uma historia pessoal minha de um assalto e pedi algum tipo de ajuda. Ele prontamente me explicou o trabalho de limpa que estao fazendo na policia e ligou pro secret. de seguranca chamando atencao pro cruzamento da Paulista com a Al. Campinas... Vamos ver se no Rio alguma providencia serah tomada... Eh triste essa realidade brasileira e absolutamente assustadora... Eles sao bandidos com distintivos... Deus nos guarde... ” (Extraído do blog “Mundo da Lua, da atriz Luana Piovanni) 9.7 Texto 8 07 Agosto 2007 Oi Oi! Oi turma do coração da Fê! Bem, estive escrevendo semana passada e foi um desabafo tão grande que resolvi não colocar no ar e acabou entrando só um oizinho murcho sem muita animação, meio culpadinho pela longa distância que separou nossa comunicação por mais de um mês... É que me vi na seguinte situação: Diante tantas mazelas, perdi o tesão de contar sobre minha vida, de falar de assuntos que na verdade ficam tão pequenos perto da realidade brasileira. Andei (e ainda ando, como a maioria) triste por causa da situação brasileira, dos políticos,da sujeira... Fica difîcil de acreditar num país como este,num presidente como este,em pessoas sem ética, numa cidade como o Rio de Janeiro ,onde tudo funciona a base de máfia e em tantos outros absurdos que temos que encarar a cada jornal lido.E´ duro enxergar que as coisas vão melhorar,a final é só corrupação e palhaçada. E nós ficamos como crianças abandonadas que ganham o play station dos pais para se distrair .Imóveis e passivos. Assistimos ao Pan pela tv,cheios de orgulho ,achando legal as medalhas de ouro e aplaudindo a raça do povo brasileiro. Sem lembrar que com os cerca de 4 bilhões gastos pelo governo no Pan,algumas favelas poderiam ser reconstruídas,com saude, saneamento básico,educação e principalmente esporte,trazendo condições decentes de treinamento para novos e tantos campeões. Pois quem ganhou medalha, em sua maioria, treinou descalço,comendo menos do que deveria,travando uma batalha de vida e morte, a luta para sobreviver num país que não te dá oportunidades. Aqui, ou você é um campeão ou você não serve para nada. (somente a título de comparação, o Brasil gastou 14 vezes mais para produzir o Panamericano que as 4 edições anteriores). Tudo leva a crer que a miséria é uma opção política, pois carrega consigo a ignorância,a inferioridade ,a impotência,a incapacidade de se fazer ouvir e de argumentar contra a desigualdade. Quantos milhões são gastos erradamente no Brasil, e mais quantos desviados diariamente para as contas fantasmas?