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Compliance tributário com ênfase no Cruzamento de dados do Sped Dezembro/2017 
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ISSN 2179-5568 – Revista Especialize On-line IPOG - Goiânia - Ano 8, Edição nº 14 Vol. 01 dezembro/2017 
 
 Compliance tributário com ênfase no Cruzamento de dados do 
Sped 
 
Johnny Ribeiro Magalhães–johnny.jrm@hotmail.com 
MBA Contabilidade e Direito Tributário com ênfase no Risco Fiscal 
Instituto de Pós-Graduação - IPOG 
Goiânia -GO, 10 de fevereiro de 2017 
 
 
Resumo 
O mundo contemporâneo tem se modernizado cada vez mais e o Fisco acompanhou essa 
inovação implantando tecnologias que exigeminformações fiscais digitais dos contribuintes, 
formando uma grande base de dados com o intuito demantermaior controle dos tributos e 
aumentar sua arrecadação. O destaque do problema envolve a dificuldade das empresas 
permanecerem em conformidade com a legislação tributária, tendo em vista que as normas 
brasileiras são complexas e sofrem alterações constantemente. Assim, surge o objetivo de 
demonstrar a importância das empresas aplicarem o Compliance tributário para evitar 
riscos fiscais com os cruzamentos de dados do Sped (Sistema Público de Escrituração 
Digital). Para isso foi desenvolvido o presente estudo utilizando as bibliografias das 
principais fontes e autores especialistas no tema abordado. Para alinharo conhecimento 
teórico ao mundo prático, foi realizada uma pesquisa de campo com entrevista onde foram 
descritos o cotidiano de empresas que transmitem as obrigações acessórias do Sped. Os 
resultados encontrados indicam que há necessidade de implantar controles fiscais eficientes 
para auxiliar na organização das informações e permitir uma correta apuração dos tributos. 
Concluiu-se que o Compliance tributário é de suma importância para evitar exposições e 
vulnerabilidades fiscais, tornando transparente a gestão tributária da empresa. 
 
Palavras-chave: Sped, Compliance Tributário, Riscos Fiscais, Cruzamento de Dados, Gestão 
Tributária. 
 
1. Introdução 
A área tributária tem sofrido grandes mudanças nos últimos anos, permitindo ao Fisco entrar 
na era digital, se modernizando cada dia mais através de inovações tecnológicas para 
acompanhar o correto recolhimento dos tributos. Com isso, instituiu-se o Sped (Sistema 
Público de Escrituração Digital) para acompanhar de perto toda a movimentação dos 
contribuintes. 
O amplobanco de dados composto pelo Sped trouxe ao Fisco vasta oportunidade para 
cruzamento de informações em busca de incoerências nas declarações transmitidas, trazendo a 
necessidade das empresas se adequarem ao Compliancetributário com a implantação de 
processos internos para garantir a melhor gestão tributária. Isso despertou grande interesse 
para a pesquisa do tema abordado, tendo em vista que é um assunto bastante atual na área 
fiscal. 
A dificuldade de estar em conformidade com as normas fiscais representa o problema a ser 
 
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respondido, tendo em vista que o sistema tributário brasileiro é um dos mais complexos do 
mundo, exigindo profissionais capacitados para correta apuração e recolhimento dos tributos. 
Isso mostra que em meio a tantas obrigações não é fácil manter a eficiência da área fiscal. 
Para Soares (2015:01): 
 
O elevado número de obrigações acessórias e suas constantes alterações já não são 
novidades no cotidiano dos contribuintes brasileiros. Todavia, é cada vez mais 
importante o entendimento sistemático das diversas obrigações entregues. 
Informações prestadas com enfoques diferentes são cruzadas pelos entes tributantes 
e expõem inconsistências que "aos olhos do fisco" representam erros no 
preenchimento, embaraço nas informações ou até mesmo sonegação fiscal. 
 
Diante deste problema, surge a necessidade de demonstrar que a resposta para essa 
dificuldade está na implantação decontroles fiscais com acompanhamento das informações 
que serão utilizadas nas declarações exigidas, antecipando os possíveis cruzamentos de dados 
pelo Fisco por meio de auditorias digitais prévias dos arquivos. Conforme aponta Carneiro 
(apud HOFFMANN, 2016:01), “[...] o remédio para evitar complicações fiscais e penais na 
área tributária é a adoção de um sistema de gestão de Compliance, o que permite uma 
vantagem competitiva de mercado e proporciona a sustentabilidade da organização 
empresarial”. 
Este estudo foi desenvolvido através de pesquisas bibliográficas em livros, revistas e artigos, 
com as principais fontes da atualidade como Thomson Reuters, KPMG, Ernst & Young, 
IBPT, Fenacon, Legal EthicsCompliance, entre outros, e os profissionais especialistas na área 
como Fábio Rodrigues Oliveira, Roberto Duarte, Edgar Madruga, entre outros. A partir destas 
doutrinas foi possível desenvolver os conceitos, aplicações e a importância do 
Complianceligados ao Sped, com o seu histórico, descrição das obrigações, dicas de 
cruzamentos de dados, e outras especificações ligadas ao tema. Além da realização de uma 
pesquisa de campo com entrevista direta com um profissional que vivencia as dificuldades da 
área. 
Com o desenvolvimento da pesquisa, espera-se alcançar resultados que despertem interesse 
das empresas em aplicar o Compliancetributário, tendo comoobjetivo demonstrar a sua 
importância para evitar riscos fiscais com os cruzamentos de dados do Sped, permitindo estar 
em conformidade com a legislação, evitando penalidades, além de organizaros procedimentos 
que envolvam as informações fiscais. 
 
2. Compliancetributário na era digital 
A legislação tributária brasileira é uma das maiores e mais complexas do mundo. Nesse 
cenário os contribuintes são constantemente contemplados por diversas alterações legais, 
tornando difícil manter uma gestão estratégica dos riscos fiscais. 
Oliveira; Filho (2016:12) fizeram as seguintes considerações em seu artigo na Revista 
Fenacon: 
 
Não há dúvida de que, do ponto de vista tributário e fiscal, manter uma empresa no 
Brasil é uma tarefa de alta complexidade, para dizer o mínimo. São mais de 90 
tributos e dezenas de obrigações acessórias. Além disso, estima-se que são 
 
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publicados, diariamente, mais de 50 atos legais relativos à legislação tributária. Para 
além do próprio peso dos tributos, todo o processo relativo a apuração, cálculo e 
pagamento de impostos e contribuições é, por si só, complexo e exige o 
envolvimento de todo um conjunto de profissionais, implantação de sistemas e 
atualização constante dos departamentos responsáveis por estes processos. 
 
O Fisco está de olhos atentos nos processos operacionais das empresas, e utiliza as 
informações dos documentos e escriturações eletrônicas que estão em sua posse para realizar 
o controle fiscal e verificar se o contribuinte está agindo de acordo com as normas tributárias. 
As constantes mudanças e atualizações na legislação são enfrentadas pela área fiscal como 
desafios. De acordo com Andrade (2015:01), “o calendário fiscal das empresas é lotado de 
obrigações a serem cumpridas, com datas definidas pelo Fisco.” Na maioria das vezes, as 
obrigações são transmitidas apenas com o intuito de cumprir o prazo de entrega, e a qualidade 
das informações acaba ficando fora de foco sendo deixadaem segundo plano. Dessa maneira, 
surge a necessidade de retificações que acabam consumindo o tempo necessário para avaliar a 
qualidade das informações das obrigações dos meses seguintes. Isso causa um ciclo 
viciosocom a impressão de que cada mês está mais curto, já iniciando o calendário com dias a 
menos. 
Conforme aponta uma pesquisa do Banco Mundial, as empresas brasileiras gastam em média 
2.600 horas para se manter em conformidade com a legislaçãotributária, isso representa mais 
de 10 vezes a média mundial(God; Ezar; Ricardo, 2016). A partir desses dados podemos 
observar a complexidade do sistema tributário brasileiro, e afirmar que ele precisa de pessoas 
especializadas para garantir o correto recolhimento dos tributos. Quirius (2016:01) alega que 
“em média, as empresas perdem cerca de 20% a 30% do valor de benefícios fiscais por 
inconsistências na escrituração e demais documentos fiscais. Ou ainda, possuem sérias 
divergências no valor da apuração dos impostos, comprometendo diretamente seu resultado.” 
A atual conjuntura fiscalcom implantação de novas tecnologias não admiteerros e falhaspor 
parte das empresas. A geração de todas as obrigações é eletrônica, portanto, a era digital para 
o Governo permite uma maior velocidade de auditoria.Em sua palestra na Synergy 2016, 
Roberta Ezar,sócia de impostos da Ernst & Young destacou as estratégias e a eficiência do 
Governo Digital no cenário atual do Brasil. “Hoje, na era do conhecimento, o Fisco também é 
digital e consegue fazer bom uso dos dados da cadeia de contribuintes. Isso colaborou para 
um aumento de 12,46% na arrecadação desde o projeto Sped” (EZAR; RICARDO, 2016:01). 
O Fisco tem se modernizado cada vez mais e as novas tecnologias implantadas têm mostrado 
sucesso no combate as incoerências na apuração de tributos, como descrito por God; Ezar; 
Ricardo (2016:02): 
 
O Brasil possui uma das malhas fiscais mais complexas do mundo, com cerca de 
300 mil regras e inúmeras obrigações a ser cumpridas pelos contribuintes. 
Atualmente, a Receita Federal do Brasil (RFB) é capaz de realizar o processamento 
de 5 bilhões de transações por ano, maior volume já registrado na história. Este 
resultado se deve, em muito, à implementação do Sistema Público de Escrituração 
Digital (Sped) em 2007, que possibilita o cruzamento das informações prestadas 
pelas pessoas jurídicas com o intuito de identificar e evidenciar quaisquer 
inconsistências nos procedimentos adotados por elas. Em meio a tantas obrigações, 
as organizações podem sofrer multas em decorrência dos erros apresentados, sejam 
 
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eles pontuais ou sistêmicos. 
 
Em sua palestra na Synergy 2016, Marcos Ricardo, gerente sênior de impostos da Ernst & 
Young destacou quea melhor forma de trabalhar a tributação nos dias atuais é montar um time 
que combineprofissionais experientes na área tributária com especialistas em tecnologia e em 
processos. Essas competências podem ajudar no cruzamento prévio das informações para 
antecipar a atuação dos órgãos fiscalizadores (EZAR; RICARDO, 2016). 
 
2.1 A necessidade da Governança tributária para evitar riscos e vulnerabilidades 
A Governança tributária é um conjunto de soluções estratégicas com planejamentos, 
simulações, debates e sugestões da aplicação da carga tributária dentro dos aspectos legais 
que criam a personalidade tributária de cada empresa, tornando-a mais ágil, controlada e 
transparente, a fim de minimizar riscos fiscais e aumentar sua lucratividade com o menor 
impacto tributário para suas operações. “A gestão estratégica de tributos é uma forma de se 
buscar um diferencial competitivo e a melhoria dos resultados da empresa, por meio da 
otimização dos custos tributários que recaem sobre as suas atividades” (IBPT,2012:31). 
Além de tornar a Governança transparente evitando riscos e vulnerabilidades, a gestão de 
tributos ajuda a alavancar os resultados da empresa, conforme expõe o professor Madruga 
(2017:09): 
 
É fundamental que você aprenda a se relacionar com algo que impacte no controle 
dos riscos da gestão tributária de sua empresa. Se sua empresa ignora a gestão 
tributária, ela está fadada ao insucesso. Afinal, é justamente nessa gestão que pode 
estar sua margem de preço e lucro, sua rentabilidade e até mesmo sua capacidade de 
sobrevivência, principalmente se você estiver olhando para o futuro. 
 
A legislação tributária muda frequentemente e um procedimento fiscal que no mês anterior 
era feito de uma forma, pode ser equivocado para o mês seguinte. Em vista disso, o papel da 
área fiscal não deve ser apenas o gerenciamento das obrigações, mas também,a análise 
estratégica de diversas novas situações que envolvem esses procedimentos fiscais, como 
novos fornecedores e oportunidades de benefícios fiscais disponíveis no 
mercado(BECOMEX, 2015). 
É importante a área fiscal ter um foco no processo e integração das áreas que possam impactá-
la. Se o departamento de compras estiver com um pedido incoerente, a empresa poderá 
recolher mais impostos do que deveria se estiver num regime de benefícios fiscais, e isso pode 
impactar os demais setores da empresa. “As diversas áreas que impactam na apuração fiscal 
têm que trabalhar integradas para também evitar erros e antecipar crises” (BECOMEX, 
2015:09). 
Enquanto a Governança tributária cria políticas e diretrizes para a empresa, é o Compliance 
que assegura seu cumprimento. 
 
2.2 Compliance: fazer o certo de acordo com as normas 
Complianceé o conjunto de disciplinas para cumprir as normas legais eregulamentares, 
políticas e diretrizes estabelecidas para cada negócio e atividade da empresa,adotando as 
 
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melhores práticas e ferramentas que auxiliarão na execução das tarefas(FERREIRA, 2015). 
Para Assi (2013:49) o Compliance tem a função de “assegurar, em conjunto com as demais 
áreas, a adequação, o fortalecimento e o funcionamento do sistema de controles internos da 
organização, procurando mitigar os riscos, de acordo com a complexidade dos negócios.” 
As atividades de monitoramento do Compliance ajudam a evitar, identificar e corrigir os 
desvios e inconformidades que possam ocorrer em relação à operacionalização das atividades, 
permitindo à empresa “estar de acordo com regras, legislações, especificações, enfim, normas, 
de toda e qualquer natureza, estabelecidas para determinada ação” (CRUZ, 2015:08). 
Diferente da auditoria interna que realiza seus trabalhos de forma aleatória e pontual por meio 
de amostragens para certificar que as normas e processos estejam sendo cumpridos, o 
“Compliance executa tais atividades de forma rotineira e permanente, monitorando-as para 
assegurar, de maneira corporativa e tempestiva, que as diversas unidades da instituição 
estejam [...] cumprindo as normas e processos internos para prevenção e controle dos riscos” 
(SIBILLE; SERPA, 2016:17). 
Os principais pilares em que as atividades do Compliancese baseiam são o suporte da alta 
administração, avaliação de riscos, código de conduta e políticas, controles internos, 
monitoramento e auditoria. 
 
Os controles internos são mecanismos, geralmente formalizados por escrito nas 
políticas e procedimentos da empresa, que, além de minimizar riscos operacionais e 
de Compliance, asseguram que os livros e registros contábeis e financeiros reflitam 
completa e precisamente os negócios e operações da empresa (SIBILLE; SERPA, 
2016:10). 
 
OCompliance é um braço dos órgãos reguladores junto à administração da empresa no que diz 
respeito à reputação da boa imagem e às normas e controles de conformidade. A sua função 
tem forte ênfase nas leis anticorrupção vigentes em vários países, em especial no Brasil a Lei 
Anticorrupção 12.846/13, instituída para evitar fraudes empresariais. Como a lei estabelece a 
responsabilidade objetiva, o programa de controles internos do Compliance torna-se 
necessário para a instituição. Neste contexto o Compliancetributário ou fiscal, é um 
componente específico para coordenar as atividades e obrigações fiscais da empresa, que deve 
assegurar adequação e conformidade com a legislação tributária,gerenciamento de riscos 
fiscais, identificação de oportunidades, planejamento e recuperação ou compensação de 
tributos. 
 
2.3 A importância do Compliancetributário no cenário brasileiro 
O Compliancetributário é o conjunto de verificações para identificar se as operações da 
empresa estão sendo feitas conforme manda a legislação, para que assim as obrigações 
tributárias sejam entregues em conformidade, evitando penalizações (FERREIRA, 2015). 
Geralmente as informações fiscais ficam dispersas nas empresas e são geradas por diferentes 
sistemas de informática, que muitas vezes não interagem entre si. Em empresas menores, os 
dados são mantidos em planilhas que ficam apenas no computador do funcionário 
encarregado de atualizá-las. Essa prática pode ocasionar erros ou desencontros de 
 
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informações que devem ser transmitidas e irão formaros bancos de dados do 
Fisco(SCHIGUEMATU; CUSTÓDIO, 2012). 
É recomendado trabalhar com uma única base de dados para não haver divergências nas 
informações transmitidas, além de realizar uma análise preventiva e corretiva, adotando 
critérios de validação e cruzamento dos dados antes do envio dos arquivos digitais ao Fisco. 
Conforme aponta Marlon Custódio, sócio da KPMG no Brasil na área de consultoria 
tributária,“muitas empresas simplesmente juntam as informações e lançam no Programa 
Validador e Autenticador, o PVA, sem voltar à origem para conferir os dados iniciais. Isso é 
essencial para encontrar inconsistências e, se for o caso, proceder as correções” 
(SCHIGUEMATU; CUSTÓDIO, 2012:32). 
A revisão das informações que serão entregues ao Fisco, representam a aplicação do 
Compliancetributário na identificação de inconsistências antes que elas gerem autos de 
infração. “O objetivo da revisão é garantir a qualidade das informações e fazer as 
conciliações, prevenindo, antecipando e saneando os dados que serão transmitidos 
eletronicamente ao Fisco” (SCHIGUEMATU; CUSTÓDIO, 2012:32). 
Um fator importante é a criação de uma matriz tributária que permita um maior controle e 
uma análise mais completade quais tributos incidem sobre cada negócio e atividade da 
empresa. “Nem sempre o enquadramento tributário de um produto feito pela empresa é o mais 
adequado. Ela pode estar pagando imposto a menor e ser autuada. Ou estar pagando a mais e 
deixando de se beneficiar de uma alíquota menor de tributação” (SCHIGUEMATU; 
CUSTÓDIO, 2012:32-33). 
Uma medida eficaz é a criação de processos de controle nos departamentos que impactam na 
área fiscal, tendo o cuidado de não burocratizar ou engessar suas rotinas, mas sim tornar as 
informações mais precisas e filtrar ao máximo as inconsistências fiscais. 
Outra medida importante é a criação de uma agenda tributária com todas as obrigações 
acessórias que devem ser entregues periodicamente, de forma a definir prazos e 
responsabilidades, visando melhorar o processo e monitoramento da entrega, pois são muitas 
obrigações acessórias com várias informações difíceis de controlar que podem levar as 
empresas a pagar multas por perder o prazo, não apresentar as informações completas, ou não 
cumprir o leiautepadrão das informações exigidas pelo Fisco, entre outros. 
No cotidiano de uma empresa, as atividades do Compliancetributário devem ter em seu radar 
o pagamento de tributos, monitoramento e controle de entrega das obrigações acessórias, 
guarda de arquivos digitais e controle dos XML, que é o formato padrão de alguns arquivos 
digitais exigidos pelo Fisco, fácil acesso de todas as obrigações já entregues, monitoramento 
de CND (Certidão Negativa de Débito), auditoria e cruzamentos das escriturações 
(OLIVEIRA; FILHO, 2016). 
O envio das informações deveter uma atenção redobrada, pois a era digital para o Fisco está 
cada vez mais aperfeiçoada. A Receita Federal e os entes da Federação vêm aprimorando as 
formas de análise das informações prestadas pelas empresas e assim aumentando o poder de 
fiscalização.Para tornar transparente as operações da empresa, induzindo o contribuinte a 
cumprir com a legislação,de forma a garantir conformidade com os requisitos legais e 
indiretamente àspolíticas de Compliance, o Fisco vem instituindo diversas obrigações digitais. 
 
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3. O Sistema Público de Escrituração Digital - Sped 
Com a Emenda Constitucional nº 42, aprovada em 19 de dezembro de 2003, foi determinado 
que as administrações tributárias da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios 
devem atuar de forma integrada, adotando o compartilhamento de cadastros e informações 
fiscais (NASCIMENTO, 2013). 
Em cumprimento à nova determinação, para desenvolver trabalhos de forma interligada 
entreos entes da federação, no II Encontro Nacional de Administradores Tributários (ENAT) 
em 2005,foram assinados os protocolos com o objetivo de desenvolvimento e implantação do 
Sistema Público de Escrituração Digital (Sped) por parte das Secretarias da Fazenda dos 
Estados e da Receita Federal(NASCIMENTO, 2013). 
Em 2006 ocorreu a fusão da Receita Federal com a Receita Previdenciária, originando a 
Receita Federal do Brasil. Nesse período entrou em funcionamento várias novas tecnologias 
de controle e acompanhamento da movimentação financeira e patrimonial dos contribuintes, 
como o software de inteligência artificial Harpia, desenvolvido pela Universidade Estadual de 
Campinas (Unicamp) em parceria com o Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA) para 
atender a Secretaria da Receita Federal. De acordo com Filho (2010:35) esse software 
“desenvolve o perfil de cada um dos contribuintes ao longo dos anos, de maneira a 
acompanhar qualquer variação substancial nas suas transações e permite o cruzamento das 
informações obtidas com o movimento financeiro, cartões de crédito, operações entre 
empresas, etc”.O supercomputador da Receita, chamado de T-Rex, amplia a capacidade de 
cruzamento de dados do Harpia. 
Em 2007, com o Decreto nº 6.022 de 22 de janeiro foiinstituído o Sped,e sua implantação foi 
incluída no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2007-2010)com objetivo de 
aperfeiçoamento do sistema tributárioe avanço na informatização da relação entre o Fisco e os 
contribuintes (NASCIMENTO, 2013). 
A Receita Federal do Brasil (2016:01) conceitua o Spedcomo: 
 
De modo geral, consiste na modernização da sistemática atual do cumprimento das 
obrigações acessórias, transmitidas pelos contribuintes às administrações tributárias 
e aos órgãos fiscalizadores, utilizando-se da certificação digital para fins de 
assinatura dos documentos eletrônicos, garantindo assim a validade jurídica dos 
mesmos apenas na sua forma digital. 
 
O Sped foi introduzido para promover o controle sobre as ações das empresas a partir do 
compartilhamento de informações de cunho contábil e fiscal, trazendo mais legitimidade e 
qualidade nas as informações trocadas entre as empresas e o Fisco. 
Visando a integração e o compartilhamento de informações, o Sped unifica as atividades de 
recepção, validação, armazenamento e autenticação de livros e documentos que integram a 
escrituração contábil e fiscal. 
Esse sistema beneficia a todos, pois trata-se de uma mudança entre as transformações pelas 
quais as áreas contábil e fiscal estão passando nos últimos anos, em especial com a adoção da 
contabilidade internacional. Isso torna mais transparente as atividades das empresas e também 
 
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do próprio Governo, evitando atos ilícitos. 
Alémda melhoria de gestão das empresas, váriosbenefícios são trazidos peloSped, tanto para 
oscontribuintes quanto para o Fisco, podendo destacar como seus principais 
objetivos:integração dos Fiscos com a padronização e compartilhamento das informações, 
unificando a plataforma que recepciona todas as informações do contribuinte e deixando-as ao 
alcance simultâneo dos órgãos fiscalizadores federal, estadual e municipal; racionaliza e 
uniformiza as obrigações acessórias para os contribuintes, com a transmissão única de 
distintas obrigações de diferentes órgãos fiscalizadores; e combateà sonegação fiscal, 
tornando mais ágil a identificação de ilícitos tributários como imprudência, negligência ou 
omissão, com a melhoria do controle dos processos, a rapidez no acesso às informações e 
fiscalização mais efetiva das operações com o cruzamento de dados e auditoria eletrônica 
(NASCIMENTO, 2013). 
 
3.1 Universo de atuação do Sped 
Para ter validade jurídica e atestar sua autenticidade, os arquivos digitais do Sped devem ser 
assinados digitalmente com certificado digital da empresa ou do representante e do contador 
quando assim for o caso. 
 
O certificado digital é um documento eletrônico que possibilita comprovar a 
identidade de uma pessoa, uma empresa ou um site, para assegurar as transações 
online e a troca eletrônica de documentos, mensagens e dados, com presunção de 
validade jurídica. Diversos segmentos da economia já utilizam a certificação em 
suas atividades. Essas áreas utilizam a tecnologia que certifica a autenticidade dos 
emissores e destinatários dos documentos eletrônicos, garantindo sua privacidade e 
inviolabilidade aliada à economia de tempo, redução de custos, validade jurídica nos 
documentos eletrônicos, possibilidade de eliminação de papéis e autenticação na 
internet com segurança (BORGES; MIRANDA, 2009:05). 
 
Os arquivos digitais possuem padrões específicos fazendo com que alguns precisem passar 
por um Programa Validador e Assinador (PVA) que analisa previamente a estrutura ou leiaute 
do arquivo antes de transmiti-lo ao ambiente Sped. 
A maior parte das informações eletrônicas que são encaminhadas ao Fisco se concentram no 
Sped compreendendo um vasto universo de atuação com os documentos fiscaisNF-e, NFC-e, 
NFS-e, CT-e, e MDF-e, e as escrituraçõesEFD ICMS / IPI, EFD Contribuições, ECD, ECF, e-
Financeira, e-Social, e EFD Reinf, além do regimeRecof-Sped condicionado às obrigações 
acessórias do Sped. (RECEITA FEDERAL DO BRASIL, 2016). 
NF-e: Nota Fiscal Eletrônica é um documento digital, emitido e armazenado eletronicamente 
para documentar uma operação de circulação de mercadorias ou uma prestação de serviços 
ocorrida entre as partes. Substitui a emissão do documento fiscal em papel, reduzindo custos, 
simplificando as obrigações acessórias dos contribuintes, permitindo o acompanhamento em 
tempo real das operações comerciais pelo Fisco, e facilitando as atividades de fiscalização 
sobre operações e prestações tributadas pelo ICMS e pelo IPI. Sua geração e transmissão se 
dá em arquivo XML, não devendo ser confundido com o Documento Auxiliar da Nova Fiscal 
Eletrônica (Danfe) que é apenas uma representação gráfica da NF-e. Sua validade jurídica é 
certificada mediante assinatura digital do emitente e a autorização de uso pelo Fisco, antes da 
 
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ocorrência da circulação ou saída da mercadoria. 
NFC-e: Nota Fiscal de Consumidor Eletrônica é um documento digital, emitido e armazenado 
eletronicamente para documentar as operações comerciais de venda a consumidor final 
(pessoa física ou jurídica) em operação interna e sem geração de crédito de ICMS ao 
adquirente, onde sua transmissão ao Fisco ocorre em tempo real. Substitui a nota fiscal de 
venda ao consumidor modelo 2 e o cupom fiscal emitido pelo Emissor de Cupom Fiscal 
(também conhecido como ECF). Dispensa a homologação de software pelo Fisco, o uso de 
impressora fiscal, a impressão de redução Z, leitura X, mapa resumo, lacres, revalidação, 
comunicação de ocorrências e cessação. 
NFS-e: Nota Fiscal de Serviços Eletrônica é um documento de existência digital, emitido e 
armazenado eletronicamente para documentar as operações de prestação de serviços sujeitas 
ao ISS. Substitui as notas fiscais de serviços em papel pela metodologia semelhante às notas 
fiscais eletrônicas de mercadorias com geração de arquivo XML. Conta com o Recibo 
Provisório de Serviços (RPS) que é um documento de posse e responsabilidade do 
contribuinte em caráter de contingência, que deverá ser convertido em NFS-e no prazo 
estipulado pela legislação tributária municipal. A maior parte das prefeituras brasileiras já 
adotaram a NFS-e. 
CT-e: Conhecimento de Transporte Eletrônico é um documento digital, emitido e armazenado 
eletronicamente para documentar uma prestação de serviço de transporte de cargas por meio 
rodoviário, aéreo, ferroviário, aquaviário ou dutoviário. Sua validade jurídica é certificada 
mediante assinatura digital do emitente e a autorização de uso pelo Fisco. 
MDF-e: Manifesto Eletrônico de Documentos Fiscais é um documento digital, emitido e 
armazenado eletronicamente para vincular os documentos fiscais transportados na unidade de 
carga utilizada, serve como um agrupador dos diversos CT-e relacionados a determinada 
carga em trânsito, dispensando a apresentação destes. Sua validade jurídica é certificada 
mediante assinatura digital do emitente e a autorização de uso pelo Fisco. 
EFD ICMS / IPI: Escrituração Fiscal Digital do ICMS e IPI, também conhecida como Sped 
Fiscal, é um arquivo digital onde são escriturados os documentos fiscais, é registrada a 
apuração do ICMS e do IPI e são fornecidas outras informações de interesse dos Fiscos 
federal e estaduais. Substitui o papel físico dos livros de registro de entradas e de saídas (no 
Sped representado pelos Blocos C e D), registro de apuração do ICMS e do IPI (Bloco E), 
registro de inventário (Bloco H), controle de crédito de ICMS do ativo permanente CIAP 
(Bloco G) e registro de controle da produção e do estoque (Bloco K). Sua obrigatoriedade 
compreende todos os contribuintes do ICMS e do IPI, inclusive os optantes pelo Simples 
Nacional dos estados do Acre, Alagoas, Amazonas, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, 
Rondônia e Tocantins, sendo dispensados da obrigatoriedade os optantes pelo Simples 
Nacional dos demais estados. O arquivo é assinado com certificado digital e sua transmissão é 
feita através do PVA. 
EFD Contribuições: Escrituração Fiscal Digital das Contribuições para o PIS/Pasep e a 
Cofins, e até o momento engloba também a Contribuição Previdenciária sobre a Receita Bruta 
que será migrada para a EFD Reinf. É um arquivo digital que compreende as entradas, saídas, 
e apuração das referidas contribuições, tanto no regime cumulativo, quanto não cumulativo. 
 
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Sua obrigatoriedade se estende a todas as pessoas jurídicas sujeitas a apuração das 
contribuições, sejam elas tributadas pelo lucro real, lucro arbitrado ou lucro presumido, 
inclusive imunes e isentas cuja soma dos valores mensais das contribuições apuradas seja 
superior a R$ 10.000,00. O arquivo é assinado com certificado digital e sua transmissão é 
feita através do PVA. 
ECD: Escrituração Contábil Digital, também conhecida como Sped Contábil, é a substituição 
da escrituração contábil em papel por uma transmitida via arquivo digital, compreendendo o 
livro diário e seus auxiliares, o livro razão e seus auxiliares, o livro de balancetes, balanços e 
demais demonstrações contábeis, utilizando a escrituração própria de cada entidade vinculada 
a um plano de contas referencialda Receita Federal. Sua obrigatoriedade se estende às 
pessoas jurídicas sujeitas à tributação com base no lucro real, lucro presumido que não optem 
por livro caixa, Sociedades em Conta de Participação (SCP), e imunes e isentas obrigadas à 
EFD Contribuições ou que auferirem receitas e recebimentos assemelhados superiores a R$ 
1.200.000,00 no ano calendário. Esse arquivo é assinado com o certificado digital do 
contabilista e do representante da empresa e sua transmissão é feita através do PVA. 
ECF: Escrituração Contábil Fiscal é a substituição da Declaração de Informações 
Econômico-Fiscais da Pessoa Jurídica (DIPJ)compreendendo as fichas de informações 
econômicas e gerais da entidade, e substituição do Controle Fiscal Contábil de Transição 
(FCONT)compreendendo as partes A e B do Livro Eletrônico de Apuração do Lucro Real (e-
Lalur) e Base de Cálculo da CSLL (e-Lacs). Utiliza os saldos das contas da ECD para seu 
preenchimento inicial, além de recuperar os saldos finais da ECF anterior.Sua obrigatoriedade 
se estende à todas as pessoas jurídicas sejam elas tributadas pelo lucro real, lucro arbitrado ou 
lucro presumido, inclusive imunes e isentas, exceto órgãos públicos, autarquias, fundações 
públicas, e pessoas jurídicas inativas. O arquivo é assinado com certificado digital e sua 
transmissão é feita através do PVA. 
e-Financeira: Conjunto de arquivos digitais referentes a cadastro, abertura, fechamento e 
demais operações financeiras como apresentação de saldos de contas correntes, 
movimentações de resgate, rendimentos, poupanças, entre outros. Sua obrigatoriedade 
compreende as empresas que tenham como atividade captação, intermediação ou aplicação de 
recursos financeiros, incluídas as operações de consórcioou a custódia de valor de 
propriedade de terceiros, as empresas que estão autorizadas a estruturar e comercializar 
planos de benefícios de previdência complementar, instituir e administrar Fundos de 
Aposentadoria Programada Individual (FAPI), e as sociedades seguradoras autorizadas a 
estruturar e comercializar planos de seguros de pessoas. Sua transmissão ao ambiente Sped se 
dá por meio WebService em formato XML. 
e-Social: Sistema de Escrituração Digital das Obrigações Fiscais, Previdenciárias e 
Trabalhistas. Apesar de já estar em operação o módulo e-Social do Empregador Doméstico, o 
seu módulo de uso geral para as empresas ainda está em fase de construção e terá como 
complemento a EFD Reinf. Irá contemplar todas as obrigações fiscais, previdenciárias e 
trabalhistas decorrentes da folha de pagamento prestadas à Previdência Social, Caixa 
Econômica Federal, Receita Federal do Brasil e Ministério do Trabalho, e deverá substituir 
mais de 13 obrigações acessórias federais, dentre as principais, a SEFIP (Sistema Empresa de 
Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social), GFIP (Guia de Recolhimento do 
 
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FGTS e de Informações à Previdência Social), RAIS (Relação Anual de Informações Sociais), 
CAGED (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), MANAD (Manual Normativo 
de Arquivos Digitais), e parte da DIRF. Além de uma obrigação acessória, trata-se também de 
um sistema de controle de tributos, atividades laborais, e sistema estatístico laboral e 
econômico, que contemplará admissões, demissões, folha de pagamento, horas extras, 
diferenças salariais por dissídios coletivos, acidentes de trabalho, informações ligadas à saúde 
do trabalhador, afastamentos do trabalho, controle das atividades desempenhadas, tributos 
retidos, informações para recolhimento do FGTS e INSS, serviços prestados por autônomos 
e/ou terceirização. Desde 2014 se houve falar no e-Social, mas sua obrigatoriedade de uso 
geral se dará somente a partir de 2018. Esta demora para entrar em vigor pode ser explicada 
pela complexidade da abrangência do projeto e pela inovação com a transmissão das 
informações de forma online em tempo real por meio WebService em formato XML, 
diferente do que ocorre com alguns módulos do Sped que usam as informações offline 
transmitidas apenas no final do mês. 
EFD Reinf: Escrituração Fiscal Digital das Retenções e Informações da Contribuição 
Previdenciária Substituída. Está em fase de construção em complemento ao e-Social e deverá 
substituir a DIRF (Declaração do Imposto de Renda Retido na Fonte) anual como uma 
obrigação mensal. Compreende as retenções do contribuinte sem relação com o trabalho, além 
substituir a EFD Contribuições no que diz respeito as informações sobre a receita bruta para 
apuração das contribuições previdenciárias. Serão obrigadas à sua apresentação as entidades 
que possuírem serviços tomados/prestados, retenções na fonte, recursos recebidos/repassados 
a associação desportiva que mantenha clube de futebol profissional, comercialização da 
produção de agroindústrias e produtores rurais pessoa jurídica, entidades sujeitas a 
Contribuição Previdenciária sobre a Receita Bruta (CPRB), e promotoras de evento que 
envolva associação desportiva que mantenha clube de futebol profissional. 
Recof-Sped: Regime Aduaneiro Especial de Entreposto Industrial sob Controle 
Informatizado do Sistema Público de Escrituração Digital, é uma modalidade para operações 
de comércio exterior que é condicionado e controlado pelo Sped, permitindo suspensão do 
pagamento de tributos dos insumos que são usados para industrialização de produtos e 
posteriormente destinados à exportação ou consumo interno. 
A Receita Federal disponibiliza um guia prático como manual de funcionamento do Sped de 
cada obrigação, nele é possível encontrar informações importantes sobre obrigatoriedades, 
prazos, leiaute do arquivo, regras de validação, entre outros. 
As diversas obrigações citadas acima despertam pontos de atenção nas informações e no 
preenchimento das declarações, pois os dados do Sped são cruzados pelo Fisco, tanto na própria 
declaração quanto com outras declarações. Não é raro identificar alguma inconsistência nas 
informações prestadas pela empresa, e isso poderá acarretar autuações e possíveis multas. 
O objetivo do Sped é totalmente alinhado com a função doCompliance de fazer o certo de 
acordo com as normas, induzindo os contribuintes a cumprir seus deveres estipulados em lei, 
de forma a eliminar a sonegação e aumentar a arrecadação.“Graças ao sistema Sped, a 
fiscalização da Receita Federal pode ser absolutamente ágil e minuciosa, inclusive com o 
cruzamento de dados, para apurar erros e contradições do contribuinte” (THOMSON 
REUTERS, 2016:13). 
 
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As informações exigidas e as verificações implementadas nos módulos do Sped exigem que 
as empresas adotem melhores práticas administrativas e controles mais rigorosos aplicando 
um Compliancetributário eficiente, para minimizar os possíveis riscos e vulnerabilidades em 
meio a tantas obrigações. 
 
4. Fiscalização tributária 
Para diminuir o risco tributário e não sofrer com penalidades do Fisco, as empresas devem 
estar atentas para a idoneidade das informações prestadas, principalmente com o advento 
tecnológico que vem ocorrendos nos últimos anos que tem permitido aperfeiçoar os seus 
sistemas de fiscalização. 
 
Estamos numa era digital, onde o Fisco investe em tecnologia da informação ao seu 
favor para aumentar a arrecadação, fiscalização e combate a sonegação, bem como 
falhas dos contribuintes nos controles das empresas ou ausência de informações 
obrigatórias a seremprestadas ao Fisco (MORAIS, 2017:01). 
 
Grande parte das informações prestadas são disponibilizadas em tempo real, e a partir do 
banco de dados fornecido pelos contribuintesé possível fazer uma grande quantidade de 
cruzamentode informações, inclusive entre as esferas do poder federal, estadual e municipal. 
Isso tem gerado um aumento substancial dos resultados no combate à evasão fiscal 
(DUARTE, 2011). 
 
4.1 Rastreabilidade com RFID 
O Fisco tem inovado cada vez mais seus sistemas de fiscalização, permitindo uma vasta 
rastreabilidade das informações. A prova disso é o Brasil-ID que é o Sistema Nacional de 
Identificação, Rastreamento e Autenticação de Mercadorias baseado na tecnologia de 
identificação por radiofrequência (RFID), que é usado para realizar a identificação e 
rastreamento de todo tipo de mercadoria e a verificação de autenticação de documentos fiscais 
em circulação pelo país. 
A tecnologia sem fio e sem bateria permite captura automática de dados através da emissão de 
sinais de chip RFID emitidos por antenas leitoras. O minúsculo chip guarda com segurança 
informações fiscais e dados históricos da circulação da mercadoria. 
Os chips RFID podem ser implantados dentro da mercadoria como acontece com produtos 
eletrônicos, nas embalagens, ou no próprio caminhão de transporte onde uma tag ficará fixa 
no para-brisas dos veículos, em substituição ao adesivo da ANTT (Agência Nacional de 
Transportes Terrestres) que atualmente identifica os caminhões na lateral da carroceria. 
Para capturar os sinais de radiofrequência dos chips, existem antenas leitoras como portais 
fixos instalados nas rodovias, onde as informações são lidas e transmitidos todos os dados que 
estão passando com aquele caminhão para o banco de dados do Fisco, permitindo ao posto de 
controle fiscal fazer toda a análise e avaliação dos documentos e gerar os alertas necessários 
para fiscalização. Desta maneira a fiscalização é realizada automaticamente, sem ter de parar 
cada caminhão em um posto de controle fiscal. Com isso, o sistema RFID economiza tempo e 
agiliza o processo fiscalizatório. 
 
 
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4.2 Malhas fiscais digitais 
Devido ao extenso número de empresas no Brasil, não é possível fiscalizar os milhões de 
CNPJ(Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas) ativos, isso torna economicamente 
inviávelesse tipo de trabalho. Para simplificar e direcionar a fiscalização, o Fisco gera malhas 
fiscais a partir da grande quantidade de informações recebidas peloSped. As malhas fiscais 
nada mais são do queinconsistênciasnas informações declaradas pelo contribuinte com o que 
tem na base de dados do Fisco. Quando essa situação é identificada, o Fisco seleciona as 
declarações das empresas com base nesses parâmetros de divergência. 
 
É por meio das malhas fiscais que o Fisco consegue informar ao contribuinte que ele 
precisa corrigir alguma informação ou que está cometendo algum erro. Se algo ainda 
estiver errado, o Fisco vai gerar uma segunda malha, e assim sucessivamente, 
convidando então o contribuinte a regularizar o documento ou selecionando a 
empresa para uma auditoria (MADRUGA, 2017:06). 
 
Para trazer mais segurança nas operações fiscais, é importante proceder com a Manifestação 
do Destinatário da NF-e, informando ao Fisco se a empresa tem conhecimento ou não da 
operação, garantindo que não houve uso indevido do CNPJ e Inscrição Estadual com a 
emissão de notas por terceiros sem o conhecimento da empresa. 
Todas as informações de compra e venda estão nas mãos do Fisco via documentos fiscais 
eletrônicos, se a empresa não emitir nota fiscal eletrônica ao vender um produto, o valor 
recebido pode ser considerado ilícito. 
As possibilidades de malhas fiscais digitais são muito grandes tendo em vista o grande banco 
de dados do Fisco, qualquer variação fora dos padrões habituais podem indicar 
inconformidades fiscais e tributárias, e a partir das malhas pode ser iniciado um processo de 
auditoria para comprovação das operações. 
A malha fiscal é uma consequência do impacto da tecnologia na área tributária. Um exemplo 
dessa consequência é a Operação Lava Jato, em que a formação de provas foi baseada em 
conteúdos contábeis, o Sped Contábil (ECD) foi a base de construção dos laudos da perícia 
nas construtoras envolvidas no caso. 
 
Grandes construtoras foram pegas durante as investigações da polícia na Operação 
Lava Jato. As provas decisivas contra esses empreiteiros foram adquiridas graças à 
averiguação doSped. Toda a base de busca de informações da operação foi feita em 
cima da famosa escrituração contábil em meio digital. Com provas tão concretas, 
nem mesmo os mais poderosos tiveram escapatória (MADRUGA, 2017:08). 
 
Através do livro diário da ECD das construtoras, foi possível identificar a entrada do dinheiro 
pela empreita das obras supervalorizadas e a saída com o pagamento por serviços não 
prestados de notas emitidas pelas empresas fantasmas dos políticos, onde alguns que 
prestavam serviços de palestras cobravam em torno de três vezes mais do que os palestrantes 
mais bem pagos do mundo. 
 
4.3 Responsabilidade na transmissão dos arquivos do Sped 
Ao transmitir os arquivos digitais para o ambienteSped o contribuinte assina digitalmente e 
 
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homologa todas as informações contábeis e fiscais, declarando que elas são a expressão da 
verdade. De acordo com Quirius (2016:02), “caso exista alguma informação incoerente, como 
os arquivos estão assinados digitalmente, o fiscal tem total poder e fundamentação jurídica 
para autuar a empresa sem que precise solicitar informações complementares.” 
Isso significa que, mesmo queassinado de forma digital, o fiscal não vai mais conferir as 
informações prestadas, dando todas como autênticas. Por isso é importante rever os prazos de 
envio das declarações, muitos contribuintes transmitem arquivos zerados apenas para não 
perder o prazo, ao passo que pagar uma penalidade por atraso tendo informações corretas é 
muito mais leve do que pagar uma penalidade por omissão de dados que é considerado crime 
contra a ordem tributária. 
 
5.Cruzamento de dados no mundo pós Sped 
Com o avanço tecnológico dos órgãos públicos,a totalidade das informações geradas pelas 
companhias pode ser monitorada, isso foi possível com o Sped que marcou a era digital para o 
Governo. Esse monitoramento de informações gera a possibilidade de uma infinidade de 
cruzamento de dados. 
A partir do Sped, o Fisco tem as informações sobre tudo o que as empresas compram e 
vendem por meio da NF-e, em tempo real. Mensalmente, terá os documentos de entrada, 
saída, inventário, memória de cálculo da apuração dos tributos, faturas e parcelas a pagar e a 
receber e anualmente, terá os movimentos e demonstrativos contábeis. Não deixando de lado 
também as informaçõestrabalhistas e as movimentações financeiras. O Fisco utilizará todas 
essas informações para averiguar se o contribuinte está em conformidade com a legislação 
fiscal e tributária. 
O banco de dados da Receita Federal está cada vez mais informatizado e as empresas 
precisamtomar medidas de prevenção e saneamento das dificuldades das áreas fiscal e 
contábil, e contornar a falta de preparo das áreas que interferem diretamente para realização 
do Sped. Treinamentos com funcionários das áreas de compras, almoxarifado, financeiro, TI, 
RH, gestão, entre outros, pode minimizar os riscos de uma futura autuação fiscal com 
desembolsos financeiros desnecessários. 
 
5.1 Importância de auditar os arquivos antes do envio ao Fisco 
Para garantir a qualidade das informações transmitidas é necessária a validação do conteúdo 
antes de seu envio, pois depois de enviadas, a verificaçãode inconformidades nestas 
informações é ágil e eficiente pelo Fisco. 
 
Vale lembrar que o Programa Validador e Assinador (PVA) disponibilizado pela 
Receita Federal não é umsistema de auditoria, ele serve apenas para validar a 
estrutura de arquivos eletrônicos, assiná-los digitalmente e promover a transmissão 
para o Sped. Os cruzamentos avançados e as análises de consistência de dados são 
feitos internamente pelos sistemas das Receitas Federal e Estaduais (SLUMINSKI 
2016:01). 
 
Com o elevado número de obrigações acessórias, as informações prestadas com enfoques 
diferentes são cruzadas pelos entes tributantes e expõem inconsistências que para o Fisco 
 
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representam erros no preenchimento, embaraço nas informações ou até mesmo sonegação 
fiscal. O ideal é realizar uma auditoria dos arquivos antes do seu envio ao ambiente Sped. 
Cruzamentos prévios pela empresa ajudam a prevenir futuras dores de cabeça. 
Essa auditoria digital realizada pela própria empresa é chamada de Compliance digital, e ela 
usa o cruzamento de dados com o objetivo de identificar inconsistências para evitar o envio 
incorreto de informações. 
Existem várias ferramentas de Compliance digital que fazem os cruzamentos das declarações 
de forma automática, e apontam possíveis incoerências que possam existir nos arquivos, 
possibilitando a correção destas informações antes do envio ao Fisco. 
 
Trata-se de ferramenta desenvolvida para reunir todas as obrigações transmitidas 
eletronicamente à Receita Federal do Brasil e às Secretarias de Fazenda dos Estados, 
que visa antecipar a ação fiscalizadora desses entes, permitindo eliminar ou mitigar 
os riscos relacionados e a aplicação de multas, além de proporcionar a tomada de 
ações preventivas e corretivas. O objetivo é oferecer um diagnóstico ao mesmo 
tempo simples e abrangente de todos os arquivos e declarações digitais transmitidas 
pela empresa(BIASE apud SOARES, 2015:01). 
 
Há diversos pontos que o contribuinte deve conhecer para evitar surpresas nos cruzamentos 
de dados, por isso a auditoria digital, junto com outros cruzamentos prévios são cruciais para 
obter uma informação coerente. 
 
5.2 Cuidados com as informações e declarações digitais 
O Governo aponta que trouxe o Sped para facilitar a vida do contribuinte, entre outros 
objetivos, mas ele pode se tornar uma armadilha se não for bem realizado, e uma forma de 
administrar bem as rotinas administrativas para sua realização é fazer um mapeamento das 
obrigações para cumprir prazos, mantendo informações de qualidade. 
Uma precaução que deve ser tomada é manter uma rotina de sempre baixar o XML da NF-e e 
não ficar dependente de recebê-lo do fornecedor em anexo por email. É obrigação da empresa 
armazenar as NF-e tanto emitidas quanto recebidas, pelo período de cinco anos mais o ano 
corrente. Quem não as guarda sofre o risco de sofrer sanções e ser multado em uma 
fiscalização. Lembrando que a NF-e com validade jurídica é o XML e não o Danfe em papel 
que é um documento auxiliar com o resumo da nota. 
É preciso manter corretas e atualizadas as informações de clientes e fornecedores, pois é de 
responsabilidade da organização que presta a informação ao Fisco a idoneidade das pessoas 
físicas ou jurídicas com quem ela realiza suas operações. 
O cadastro de clientes e fornecedores desatualizado pode levar ao erro de escrituração e até 
mesmo de ilícitos tributários, por recolher aos cofres públicos um valor de tributo diferente do 
exigido. 
É importantíssimo manter atualizado o cadastro de produtos, pois a legislação muda 
constantemente, e deve-se sempre atentar para as alíquotas, base de cálculo, NCM 
(Nomenclatura Comum do Mercosul), CFOP (Código Fiscal de Operações e Prestações), CST 
(Código de Situação Tributária), CEST (Código Especificador da Substituição Tributária), 
 
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entre outros. O saneamento regular do cadastro de produtos e serviços resolve grande parte 
dos problemas com o Sped.Conforme Schiguematu; Custódio (2012:32), “todo o processo de 
emissão da NF-e passa por uma série de regras que precisam ser cumpridas. O recomendado é 
que ela seja revisada para mitigar os riscos de autuação da operação”. 
Corrigir o erro apenas no PVA vai apenas procrastinar o problema, pois nos próximos meses 
vai ser necessário corrigir esse erro novamente, por isso é importante corrigir as informações 
na raiz, ou seja, no software utilizado pela empresa, não esquecendo de gerar um novo 
arquivo e validá-lo novamente no PVA. 
Existem muitos cruzamentos com as informações digitais do Sped, sendo recomendado a 
leitura do guia prático, onde pode-se encontrar todos os cruzamentos e validações feitas pelo 
PVA. Para Soares (2015:01) “as pessoas jurídicas irão informar seus registros contábeis, 
fiscais, tributários e comerciais com um nível de detalhe que permitirá ao fisco cruzar essas 
informações com dados de outros contribuintes.” 
No Sped Fiscal podemos citar, por exemplo, o cruzamento do Bloco C somado aoBloco K 
que deve ser igual ao Bloco H, ou seja, entradas e saídas mais fabricação de produtos deve ser 
igual ao inventário. Deve ser levado em consideração a confrontação do inventário físico com 
o do software da empresa para que não haja divergências futuras. Outro ponto importante é 
observar que o CFOP tem que ser correspondente ao item e aos códigos de situação tributária. 
Na e-Financeira as instituições financeiras são obrigadas a enviar para a Receita Federal, 
todas as informações bancárias da pessoa jurídica com valor igual ou superior a R$ 5.000,00 e 
da pessoa Física com valor igual ou superior a R$ 2.000,00. As informações bancárias 
também estão patentes aos olhos do Fisco, com isso ele pode fiscalizar os recebimentos de 
vendas sem nota fiscal, pagamentos de compras sem nota fiscal, pagamentos de despesas 
pessoais dos sócios, entre outros. 
A ECD pode ser cruzada com qualquer outra obrigação acessória, tendo em vista que possui a 
contabilização de todos os fatos da empresa, é importante revisar o plano de contas contábil 
com o plano de contas referencial. A ECF apresenta a interligação dos dados contábeis às 
informações fiscais, e como elas nascem juntas então o cruzamento entre elas já é nativo, isso 
agiliza o processo do Fisco de acesso às informações e torna mais eficiente o processo de 
fiscalização por meio do cruzamento das diversas informações com as diversas outras 
obrigações acessórias que são apresentadas digitalmente pelos contribuintes. 
 
5.3 Pontos de atenção para enviar o Sped correto no prazo 
Garantir que todas as compras e vendas estejam lançadas no software da 
empresa.Acompanhar pontualmente os lançamentos para diminuir os possíveis erros. 
Assim que o mês encerrar, gerar o arquivo digital para validar quais erros foram encontrados, 
caso o erro esteja nocadastro, efetuar as modificações e caso esteja no software, entrar em 
contato com o fornecedor do sistema.Essa antecipação gera tempo para possíveis correções. 
Lembrando que nem sempre os arquivos validados no PVA estão corretamente escriturados, 
existem erros que só são descobertos pelo meio da auditoria digital dos arquivos. 
 
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Procurar uma empresa desoftware de automação comercial que tenha profissionais 
interdisciplinares e especializados no assunto, experiência de mercado e estrutura para 
conseguir atender as legislações. 
Capacitar a equipe, para melhorar a gestão e atender as exigências do Governo. 
Seguindo esses pontosé possível melhorar a integridade das informações e diminuir ao 
máximo as possibilidades de penalidades nas autuações. A melhoria deprocessos reduz o 
risco de inconsistências nos dados transmitidos ao Fisco. 
 
6. Resultado e Discussão 
Com o objetivo de elucidar o cotidiano enfrentado pelas empresas e pelos profissionais em 
relação ao Sped, realizou-se uma pesquisa de campo de caráter descritivo em fevereiro de 
2017, através de uma entrevista com o gerente do departamento fiscal de um grupo de 
empresas com atividade predominante de hotelaria e construção civil no estado de Goiás. Na 
entrevista ele descreveu sobre o Sped dessas empresas, e apontou dificuldades, 
particularidades, pontos de atenção, retrabalho, erros e advertências no PVA, tratativas, 
prevenção, e possíveis cruzamentos, destacando os benefícios do Sped mantendo as empresas 
em Compliance fiscal. 
O Sped desse grupo de empresas compreende NF-e, NFC-e, NFS-e, EFD ICMS / IPI (não 
sendo o caso de apuração de IPI), EFD Contribuições, ECD e ECF, e possui características 
bem variadas com empresas do lucro real, presumido, Simples Nacional, imune e isenta, com 
SCP (Sociedade em Conta de Participação), e construção civil equiparada à indústria. 
Uma dificuldade enfrentada na implantação e manutenção das atualizações do Sped foi a 
parametrização do sistema das empresas para gerar o arquivo no leiaute exigido pelo Sped. 
Foi realizado um saneamento nos cadastros de fornecedores, clientes, serviços e produtos com 
atenção para o código da NCM, alíquotas, etc. 
Para o Sped Fiscal foi necessário melhorar os processos internosdo lançamento de notas, e 
processos que envolvem o fechamento da declaração com a obrigatoriedade de informar o 
saldo de caixa que é pego da contabilidade, quantidade de funcionários pego do RH, depósitos 
judiciais geralmente provenientes de processos de funcionários, relatar os recebimentos de 
cartão, e como particularidade na hotelaria o estorno do crédito do ICMS, onde se credita 
todas as entradas, mas deve utilizar o saldo contábil para estonar proporcionalmente o 
aproveitamento do ICMS da pensão que é reconhecida como receita de refeição incluída na 
hospedagem sujeita ao ISS, conforme manda a legislação. 
É feito um gerenciamento das notas fiscais, onde é usado um software para baixar todos os 
XML das NF-e. 
Na EFD Contribuições o grande problema são os créditosde Pis e Cofinsdo regime não 
cumulativo, pois a legislação sobre o aproveitamento é muito vaga e pouco clara do que pode 
ou não aproveitar. Geralmente o relatório de créditos do sistema das empresas não bate com 
as notas fiscais, além de surgir casos de questionamentos se é correto aproveitar créditos de 
todos os insumos quando o produto final é tributado, ou se deve aproveitarsomente dos 
insumos que dão direito aocrédito. Já foram consultados vários tributaristas, mas há 
 
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divergências nas opiniões sobre esse assunto. No geral se usa o regime não cumulativo para as 
vendas de alimentos e bebidas da hotelaria que é enquadrada no lucro real, e se usa o regime 
cumulativo para as receitas de serviços de hospedagem, pensão, ingressos e para carteira de 
recebíveis das construtoras. 
Foi relatado a importância de fazer um cruzamento da EFD Contribuições com o Pis e a 
Cofins declarados na DCTF (Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais). 
No regime de caixa das construtoras, parte das informações usadas na Dimob (Declaração de 
Informações sobre Atividades Imobiliárias) são preenchidas também na EFD Contribuições 
no registro F200 onde vai os dados de recebimentos do cliente, com todos os dados do 
apartamento, nome do empreendimento, dados do adquirente, valor total do apartamento, o 
recebimento acumulado do cliente até aquele mês, a parcela recebida naquele mês, entre 
outros. Tornando essas informações sensíveis a possíveis cruzamentos. 
A EFD Contribuições das SCPs deve ser transmitida em arquivo separado da sócia ostensiva. 
Isso acabou acarretando um problema nas empresas, pois o software só gerava um arquivo 
único, sendo necessário fazer uma implementação no sistema com o uso de uma nova 
plataforma do softwarepara conseguir arquivos separados. 
Nas declarações ECD e ECF épreciso revisar os processos internos, pois elas dependem 
totalmente da contabilidade. Um ponto de atenção da ECD é referenciar o plano de contas no 
sistema da empresa, fazendo o relacionamento do plano de contas da empresa com o da 
Receita Federal, onde o PVA não aponta se tiver alguma conta não referenciada, pois não 
obriga esse referenciamento na ECD, porém obriga na ECF que utiliza os saldos das contas da 
ECD. 
Como são muitas empresas podeacontecer de haver alguma alteração nos balanços já 
fechados e essa alteração não ser revisada, fazendo com que a ECD seja entregue com alguma 
conta com saldo virado, e atualmente isso é um problema, pois a retificação a partir de 2017 
precisa da assinatura de dois contadores, além de um burocrático resumo onde deve ser 
informado o que foi alterado e o porquê da alteração. A ECD segue o padrão da escrituração 
societária, enquanto na ECF é utilizado a escrituração fiscal para fins de apuração. 
Há um destaque no fechamento das construtoras, onde o reconhecimento das receitas no 
balanço societário é bem diferente do fiscal do qual é feita a apuração da ECF. 
Na ECF deve-se atentar para o preenchimento do tipo de receita nas empresas que não 
possuem mais receita da sua atividade principal, como é o caso de algumas construtoras, onde 
deve haver uma atenção nas devoluções de distratos para não deduzir das demais receitas 
como as financeiras, já que não possuem mais faturamento referente a esses distratos. 
É importante fazer um cruzamento da ECF verificando o imposto de renda e contribuição 
social declarados na DCTF. Além de cruzar a ECF com as retenções declaradas na DIRF. 
Outra dificuldade encontrada na ECF é o balanço patrimonial que busca os saldos da ECD 
com o fechamento anual, mas o PVA da ECF exige o fechamento trimestral para o lucro 
presumido, fazendo com que isso tenha que ser feito manualmente por opção da empresa. Já 
nas empresas de lucro real isso não ocorre por serem apuradas por estimativa com ajuste 
anual. 
 
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As declarações que exigem validação no PVA apontam erros e advertências que devem ser 
corrigidos no software das empresas. Dentre as principais, foram destacadas as advertências 
na ECF com receita societária versus receita fiscal das construtoras, lançamentos com 
históricos grandes que devem ser quebrados na ECD, contas transitórias das obras das 
construtoras que são configuradas no software da empresa com a natureza “outras” e assim 
são validadas na ECD, mas quando transferem o saldo para a ECF são consideradas como 
contas patrimoniais por possuírem saldo inicial e final, apesar do grupo sintético das contas 
ser zerado. Outro ponto é que na ECF são cinco registros, sendo um pai e quatro filhos, e se 
um estiver com advertência, todos os outros estarão. 
Assim como ocorre na EFD Contribuições, a ECD e ECF das SCPs devem ser transmitidas 
em arquivos separados da sócia ostensiva. Uma complicação encontrada foi referenciar os 
grupos de contas das SCPs que ficava no mesmo plano de contas da sócia ostensiva. Foi 
necessário fazer uma implementação com uma nova plataforma do sistema para conseguir a 
geração separada desses arquivos. 
É essencial depois de fechar qualquer Sped passar para quem fecha os balanços revisar, já que 
toda parte contábil deve estar alinhada com as apurações fiscais. 
Para auxiliar no cruzamento de informações, as empresas usam um programa de autoria 
digital, que é um pré validador do arquivo, mostrando os erros e advertências que não 
aparecem no PVA, tendoem vista que o PVA valida somente a estrutura do arquivo. Apesar 
de ser uma excelente ferramenta com ótimas amarrações, muitas vezes não dá tempo de usá-
la,revalidar no PVA e transmitir o arquivo dentro do mês, e isso acaba fazendo com que essa 
auditoria digital seja usada apenas depois que o arquivo já foi transmitido, e as correções são 
feitas dentro do sistema da empresa para não acontecer nos próximos meses. 
O entrevistado completou dizendo que apesar de trabalhoso, o Sped trouxe um grande ganho, 
obrigando as empresas a se enquadraremnoCompliance fiscal, pois o saneamento de cadastros 
para adequar ao Sped trouxe vários benefícios para as empresas, com melhoria no cadastro de 
clientes, fornecedores, produtos e serviços, melhorando a apuração, o aproveitamento de 
crédito, separando aproveitamento de Simples Nacional, organizando a apuração do 
diferencial de alíquotacom a separação do valor principal, multa ejuros quando serefere a uma 
competência anterior à atual, entre outros. 
A descrição desta entrevista demonstra perfeita coerência com todos os assuntos abordados 
neste trabalho, em especial o que já foi citado por Morais (2017:01), quando diz que “estamos 
numa era digital, onde o Fisco investe em tecnologia [...] ao seu favor para aumentar a 
arrecadação, fiscalização e combate à sonegação, bem como falhas dos contribuintes nos 
controles das empresas ou ausência de informações obrigatórias a serem prestadas ao Fisco”, 
alinhando esse pensamento com o que já foi citado por Schiguematu; Custódio (2012:32), 
quando diz que a revisão das informações por meio do Compliancepermite “garantir a 
qualidade das informações [...], prevenindo, antecipando e saneando os dados que serão 
transmitidos eletronicamente ao Fisco”. Confirmando assim a necessidade do 
Compliancetributário no cotidiano das empresas para prepará-las para o cumprimento das 
obrigações já existentes e para cada inovação trazida pelo Sped, permitindo estar sempre em 
conformidade com a legislação tributária, obtendo eficiência na apuração de tributos, e 
reduzindo os riscos fiscais. 
 
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7. Conclusão 
Com os avanços tecnológicos o Fisco aumentou bastante o seu poder de controle e 
fiscalização. A prova disso é o Sped que concentra um grande banco de dados das 
movimentações das empresas em suas mãos. 
O complexo cenário tributário do país dificulta o correto cumprimento das obrigações, e o 
processo de modernização faz com que as empresas vivenciem uma constante adaptação na 
forma de organizar e transmitir as informações ao Fisco. Os contribuintes se deparam com 
uma série de desafios internos em busca de melhoria na gestão tributária de seus negócios. É 
neste contexto que se encaixa o Compliancetributário como uma necessidade para manter 
controles fiscais que resultem em informações seguras, mostrando coerência entre todos os 
dados. 
O estudo alcançou a resposta para o problema da dificuldade de manter as empresas em 
conformidade fiscal em meio a tantas obrigações acessórias. A chave para sanar essa 
dificuldade está em manter controles internos das informações exigidas pelo Fisco, com a 
implantação do Compliance tributário,tornando transparente sua conformidade com a 
legislação. 
Para alinhar as considerações expostas ao longo do estudo com o dia a dia das empresas, foi 
realizada a pesquisa de campo descritiva com a entrevista que apontou os efeitos do mundo 
pós Sped em um grupo de empresas,sendo expostas suas dificuldades, particularidades, 
pontos de atenção, retrabalho, erros e advertências no PVA, tratativas, prevenção e possíveis 
cruzamentos, sanando tudo isso com a aplicação do Compliance. Assim não foram 
encontradas limitações na realização da pesquisa, mas foram expostos apenasos aspectos do 
cotidiano das empresas demonstrando a necessidade de controles fiscais, dos quais se permite 
exploração de outrostrabalhos no futuro. 
Por meio da pesquisa de campo foi possível corroborar as ideias expostas pelas doutrinas 
utilizadas como referências para este estudo. O objetivo foi alcançado mostrando que em 
meio a tantas obrigações cada cuidado com as informações é pouco, devendo utilizar do 
Compliancetributário para minimizar os riscos fiscaiscom os cruzamentos de dados do Sped, 
pois ele desenvolve as melhores práticas, controles e rastreabilidade nos processos e entregas 
exigidas pelo Fisco, tendo a qualidade das informações aliada ao prazo, evitando penalidades. 
Com isso é possível confirmar que o cruzamento de dados antes do envio das declarações é 
imprescindível para minimizar as inconsistências. Essa estratégia reduz as vulnerabilidades 
que podem ser previamente identificadas. Já para os profissionais da área é válidomanter um 
posicionamento transparente, transformando as dificuldades da sistemática fiscal em novas 
oportunidades, levando em consideração a responsabilidade na assinatura e autenticidade das 
declarações e mantendo os melhores controles possíveis para transmitir informações 
confiáveis. 
 
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