Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

1
RETA FINAL DELTA PC/PR
NFPSS
RETA FINAL DELTA PC/PR | @METODOCICLOS
2
RETA FINAL DELTA PC/PR
NFPSS
RETA FINAL DELTA PC/PR | @METODOCICLOS
 aviso importante
NFPSS
Este material está protegido por direitos autorais (Lei nº 9.610/98), sendo 
vedada a reprodução, distribuição ou comercialização de qualquer informação 
ou conteúdo dele obtido, em qualquer hipótese, sem a autorização expressa 
de seus idealizadores. O compartilhamento, a título gratuito ou oneroso, leva 
à responsabilização civil e criminal dos envolvidos. Todos os direitos estão 
reservados.
Além da proteção legal, este arquivo possui um sistema GTH anti-tem-
per baseado em linhas de identificação criadas a partir do CPF do usuário, 
gerando um código-fonte que funciona como a identidade digital oculta do 
arquivo. O código-fonte tem mecanismo autônomo de segurança e proteção 
contra descriptografia, independentemente da conversão do arquivo de PDF 
para os formatos doc, odt, txt entre outros.
3
RETA FINAL DELTA PC/PR
NFPSS
RETA FINAL DELTA PC/PR | @METODOCICLOS
SUMÁRIO
INFORMÁTICA .........................................................................................................................4
DIREITO ADMINISTRATIVO ............................................................................................... 26
CONSTITUCIONAL ................................................................................................................ 59
DIREITO PENAL ..................................................................................................................... 141
PROCESSUAL PENAL .......................................................................................................... 220
LEGISLAÇÃO PENAL E PROCESSUAL PENAL EXTRAGAVENTE ............................ 297
CRIMINOLOGIA ................................................................................................................... 337
DIREITO CIVIL ..................................................................................................................... 376
DIREITOS HUMANOS .........................................................................................................414
MEDICINA LEGAL ................................................................................................................ 420
4
RETA FINAL DELTA PC/PR
NFPSS
RETA FINAL DELTA PC/PR | @METODOCICLOS
NFPSS – RETA FINAL – DELEGADO PC/PR
INFORMÁTICA 1
Libre Office | Writer
O WRITER pode ser definido como editor de textos que foi criado para facilitar e melhorar o trabalho sobre 
documentos, cartas, tabelas, entre outros. Ele possui a mesma função do conhecido editor da Microsoft Office 
Word, sendo que atualmente os dois editores possuem compatibilidade, onde é possível criar um arquivo no Wri-
ter e abrir no Word, e vice-versa (*A compatibilidade ocorreu a partir da versão 2013 do pacote Microsoft Office).
Importante ressaltar em seu concurso, que diferentemente do Word onde o uso é do tipo comercial (neces-
sita de pagamento), o Writer é um software livre, ou seja, não precisa realizar pagamento para utiliza-lo, basta 
acessar o site oficial e realizar o Download. Outro ponto importante é que pode ser instalado em vários sistemas 
operacionais, como o MS Windows, Mac OS X e no Linux, sendo este último o mais utilizado.
#FIQUEATENTO
Todo documento criado com a extensão .ODT. Não confunda com o nosso amigo Word (docX)!
Todas as funcionalidades que o Word realiza, no Writer também são possíveis, como a edição básica de ima-
gens, tabelas e gráficos, revisão de texto e até compartilhamento de documento. A diferença é que o nome dos 
comandos e funções para executar serão diferentes. Logo, se em seu concurso existir alguma pergunta que informe 
que o Writer é inferior ou limitado, as alternativas que refletem este pensamento estão totalmente erradas.
#CONHECENDOOWRITER
 
Diferentemente do Word que trabalha com Guias (Os comandos principais) e Grupos (funcionalidades especificas 
de cada guia), o Writer possui a estrutura baseada em Menu (Similar as Guias) e Barra de Ferramentas (Similar aos 
grupos), conforme ilustra a figura abaixo.
1 Por João Cleber.
5
RETA FINAL DELTA PC/PR
NFPSS
RETA FINAL DELTA PC/PR | @METODOCICLOS
1 - Barra de Títulos: exibe o nome do documento. Se o usuário não fornecer nome algum, o Writer sugere o nome 
Sem título 1. Quando um arquivo é criado, poderá ser salvo com esse nome (padrão) ou pode escolher outro nome, 
sendo possível armazenar no computador (HD), em algum dispositivo removível (Pen drive, HD externo, cartão de 
memória), em algum computador conectado a uma rede interna (intranet) ou até na nuvem.
2 - Menu: Permite acesso a todas as funcionalidades do Writer, categorizando por tipos de funcionalidades.
3 - Barra de ferramentas padrão: está presente em todos os aplicativos do LibreOffice (Writer, Calc – editor de 
planilhas, Impress – Editor de Apresentação). É padrão para todos eles, por isso tem esse nome “padrão”.
4 - Barra de ferramentas de formatação: essa barra apresenta as principais funcionalidades de formatação de 
fonte e parágrafo.
#PRINCIPAIS MENUS
Os menus organizam o acesso às funcionalidades do aplicativo, abaixo será informado o nome e sua res-
pectiva função:
Arquivo: esse menu trabalha com as funcionalidades de criação, alteração e manipulação de arquivos, tais como:
 9 Novo: essa funcionalidade cria um novo arquivo do Writer ou de qualquer outro dos aplicativos do Libre-
Office (Atalho – CTRL+ N);
 9 Abrir: abre um arquivo do disco local ou removível ou da rede local existente do Writer (Atalho – CTRL+ O);
 9 Abrir Arquivo Remoto: abre um arquivo existente da nuvem, sincronizando todas as alterações remota-
mente;
 9 Salvar: salva as alterações do arquivo local desde o último salvamento (Atalho – CTRL+ S);
 9 Salvar Arquivo Remoto: sincroniza as últimas alterações não salvas no arquivo na nuvem;
 9 Salvar como: cria uma cópia do arquivo atual com as alterações realizadas desde o último salvamento;
 9 Exportar como PDF: exporta o arquivo atual no formato PDF. Permite definir restrições de edição, inclusive 
com senha;
 9 Enviar: permite enviar o arquivo atual por e-mail no formato.odt,.docx,.pdf.
 9 Imprimir: permite imprimir o documento em uma impressora local ou conectada em uma rede (Atalho – 
CTRL+ P).
Editar: esse menu permite a edição de conteúdo, tais como:
 9 Desfazer: desfaz a(s) última(s) ação(ões) (Atalho – CTRL+ Z);
 9 Refazer: refaz a última ação desfeita (Atalho – CTRL+ Y);
6
RETA FINAL DELTA PC/PR
NFPSS
RETA FINAL DELTA PC/PR | @METODOCICLOS
 9 Repetir: repete a última ação;
 9 Copiar: copia o item selecionado para a área de transferência;
 9 Recortar: recorta ou move o item selecionado para a área de transferência;
 9 Colar: cola o item da área de transferência;
 9 Colar Especial: cola o item da área de transferência permitindo escolher o formado de destino do conteú-
do colado;
 9 Selecionar Tudo: seleciona todo o documento (Atalho – CTRL+ A);
 9 Localizar: localiza um termo no documento;
 9 Localizar e Substituir: localiza e substitui um termo do documento (Atalho – CTRL+ A);
 9 Ir para a página: permite navegar (*Dentro do documento) para uma página do documento.
#FIQUEATENTO
Nesta funcionalidade a banca poderá inferir que esta função permitirá navegar ou pesquisar na Web (Inter-
net), conceito completamente equivocado.
Exibir: esse outro menu define as várias formas que o documento é exibido na tela do computador.
Vejas as principais funcionalidades:
 9 Normal: modo de exibição padrão como o documento será exibido em uma página;
 9Web: exibe o documento como se fosse uma página web num navegador;
 9Marcas de Formatação: exibe os caracteres não imprimíveis, como os de quebra de linha, de parágrafo, de 
seção, tabulação e espaço. Tais caracteres são exibidos apenas na tela, porém não são impressos no papel 
( Atalho - CTRL+F10);
 9 Navegador: permite navegar nos vários objetos existentes no documentocomo: tabelas, links, notas de 
rodapé, imagens etc. (F5);
 9 Galeria: exibe imagens e figuras que podem ser inseridas no documento;
 9 Tela Inteira: suprime as barras de ferramenta e menus (CTRL+SHIFT+J).
Inserir: nesse menu, é possível inserir objetos e formatação da estrutura do texto, tais como:
#ESTRUTURA
 9 Quebra de página: insere uma quebra de página e o cursor é posicionado no início da próxima página a 
partir daquele ponto em que a quebra foi inserida;
7
RETA FINAL DELTA PC/PR
NFPSS
RETA FINAL DELTA PC/PR | @METODOCICLOS
 9 Quebra manual: permite inserir uma quebra de linha, de coluna e de página.
#OBJETOS
 9 Figura: insere imagem de um arquivo;
 9Multimídia: insere imagem da galeria LibreOffice, uma imagem digitalizada de um scanner ou vídeo;
 9 Gráfico: cria um gráfico do Calc, com planilha de dados embutida no Writer;
 9 Objeto: insere vários tipos de arquivos, como do Impress e do Calc.
 9 Forma: cria uma forma geométrica, tipo círculo, retângulo, losango etc.;
 9 Caixa de Texto: insere uma caixa de texto ao documento;
 9 Anotação: insere comentários em balões laterais;
 9 Hiperlink: insere hiperlink ou link para um endereço da internet, para um endereço de e-mail, para um doc-
umento existente ou para um novo documento (CTRL+K);
 9 Indicador: insere um marcador ao documento para rápida localização posteriormente;
 9 Seção: insere uma quebra de seção, dividindo o documento em partes separadas com formatações inde-
pendentes;
 9 Referências: insere referência a indicadores, capítulos, títulos, parágrafos numerados do documento atual;
 9 Caractere Especial: insere aqueles caracteres que você não encontra no teclado, tais como ©, ≥, ∞;
 9 Número de Página: insere numeração nas páginas na posição atual do cursor (mouse);
 9 Campo: insere campos de numeração de página, data, hora, título, autor;
 9 Cabeçalho e Rodapé: insere cabeçalho e rodapé ao documento;
 9 Formatar: esse menu trabalha com a formatação de fonte, parágrafo, página, formas e figuras;
 9 Texto: formata a fonte do texto;
8
RETA FINAL DELTA PC/PR
NFPSS
RETA FINAL DELTA PC/PR | @METODOCICLOS
 9 Espaçamento: formata o espaçamento entre as linhas, entre os parágrafos e também o recuo do parágrafo. 
Veja as principais funcionalidades de espaçamento:
 9 Alinhar: alinha o parágrafo uniformemente em relação às margens. Veja as principais formatações de alin-
hamento de parágrafos:
À esquerda: alinha uniformemente todas as linhas da margem esquerda do 
parágrafo selecionado.
Centralizado: centraliza todas as linhas do parágrafo.
À direita: alinha uniformemente todas as linhas da margem direita do parágrafo 
selecionado.
Justificado: alinha uniformemente todas as linhas das
margens esquerda e direita do parágrafo selecionado.
9
RETA FINAL DELTA PC/PR
NFPSS
RETA FINAL DELTA PC/PR | @METODOCICLOS
Definir entrelinha: define o espaçamento entre as linhas do mesmo parágrafo, 
sendo os valores predefinidos: 1 ou simples; 1,15; 1,5; 2 ou duplo. Também 
possível formatar com valores personalizados.
Aumentar espaçamento entre parágrafos. 
Diminuir espaçamento entre parágrafos.
Aumentar recuo: aumenta a distância de todas as linhas
do parágrafo em relação à margem esquerda.
Diminuir recuo: diminui a distância de todas as linhas do
parágrafo em relação à margem esquerda.
 9 Listas: transforma os parágrafos em estrutura de tópicos com marcadores (Não ordenadas) ou numeração 
(ordenadas). 
Alternar listas de marcadores: insere automaticamente um símbolo antes do 
parágrafo.
Alternar listas numeradas: insere automaticamente números sequenciais antes 
do parágrafo.
 9 Clonar Formatação: essa ferramenta é chamada de “pincel de formatação” Word e faz a mesma função, ou 
seja, clona a formatação de um item selecionado e a aplica a outro ; 
#SEMPRECAIEMCONCURSO
 9 Limpar Formatação Direta: essa ferramenta é chamada de “Limpar toda Formatação” no Word, e permite 
retirar toda a formatação do texto selecionado, deixando a formatação original do modelo do documento.
 9 Caractere: No Word é chamado de fonte.
#FIQUEATENTO 
Muitas questões abordam os caracteres como se fosse símbolos (caracteres especiais), lembrem-se que são 
as mesmas configurações de Fonte, tamanho e estilo conforme figura abaixo.
10
RETA FINAL DELTA PC/PR
NFPSS
RETA FINAL DELTA PC/PR | @METODOCICLOS
 9 Parágrafo: abre a caixa de diálogo de formatação de parágrafo, sendo que os pontos que mais precisam 
ficar atentos são sobre recuo e espaçamento; 
 9 Página: Permite alterar a orientação do papel, com opção para paisagem (horizontal) ou retrato (vertical);
Estilos: este menu altera a formatação de fonte, parágrafo, bordas, alinhamento, numeração e marcadores aplica-
dos em conjunto, sendo que há estilos predefinidos e é possível criar personalizados. 
Tabelas: esse menu permite criar e formatar tabelas. 
#FIQUEATENTO 
Muitas questões abordam que para inserir a tabela no Writer precisa ir ao menu Inserir e depois clicar em 
Tabela, como se fosse o mesmo caminho do Word.
As principais funcionalidades são:
 9 Inserir Tabela: insere uma tabela ao texto;
 9 Inserir: insere linha, coluna e célula à tabela existente;
 9 Excluir: exclui linha, coluna e tabela;
 9 Selecionar: seleciona célula, linha, coluna e tabela;
 9Mesclar: mescla as células adjacentes de uma tabela, transformando-as em um única. Atenção! O conteú-
do de todas as células é preservado;
 9 Converter: converte texto em tabela ou tabela em texto;
11
RETA FINAL DELTA PC/PR
NFPSS
RETA FINAL DELTA PC/PR | @METODOCICLOS
 9 Fórmulas: insere fórmulas matemáticas na célula da tabela, tais como soma, multiplicação, média, contagem 
etc.
Ferramentas: esse menu trabalha com diversas funções semelhantes a Guia Revisão do Word, e as funcionalidades 
mais cobradas são:
 9 Ortografia e Gramática: essa ferramenta aciona o corretor ortográfico para fazer a verificação de ocorrên-
cias de erros em todo o documento. Ela corrige por alguma sugestão do dicionário, permite inserir novos 
termos ao dicionário ou apenas ignora as ocorrências daquele erro (F7);
 9 Verificação Ortográfica Automática: marca automaticamente com um sublinhado ondulado vermelho as 
palavras que possuem erros ortográficos ou que não pertencem ao dicionário (SHIFT+F7);
 9 Dicionário de Sinônimos: apresenta sinônimos e antônimos da palavra selecionada;
 9 Idioma: define o idioma do corretor ortográfico;
 9 Contagem de palavras: permite contabilizar a quantidade de caracteres, palavras, linhas, parágrafos e 
páginas;
 9 Autocorreção: substitui automaticamente uma palavra ou termo do texto por outra. O usuário define 
quais termos serão substituídos;
 9 Autotexto: insere automaticamente um texto “ predefinidos” por meio de atalhos
 9Mala Direta: cria uma mala direta, que é uma correspondência endereçada a vários destinatários. É formada 
por uma correspondência (carta, mensagem de e-mail, envelope ou etiqueta) e por uma lista de destinatári-
os (tabela, planilha, banco de dados ou catálogo de endereços contendo os dados dos destinatários).
Libre Office | Calc
O Calc é o aplicativo de planilhas eletrônicas do LibreOffice. É similar ao Excel no Microsoft Office, entretanto 
assim como o Writer é um software livre, ou seja não necessita de pagamento para o seu uso. Sua função é orga-
nizar dados ou valores em forma de tabela, através de filtros, formulas ou funções.
Algo que pode ser cobrado em concurso, é que ao abrir o Calc não estamos executando somente uma pla-
nilha, estamos trabalhando com uma pasta de trabalho que pode ser constituída por várias planilhas. Outro ponto 
sobre este conceito que pode ser cobrado em questões é a extensão do arquivo gerado .ODS, entretanto assim 
como o Writer, pode abrir arquivo gerado pelo Excel e vice-versa, além de salvar na extensão PDF. 
12
RETA FINAL DELTA PC/PR
NFPSS
RETA FINAL DELTA PC/PR | @METODOCICLOS
Vamos conhecer os comandos mais cobrados:
Formatação de porcentagem: multiplica o número por 100 e coloca o 
sinalde porcentagem ao final dele.
Formatação de número: separa os milhares e acrescenta casas decimais 
(CTRL+SHIFT+1).
Formatação de data: formata a célula em formato de data (CTRL+SHIFT+3).
Adiciona casas decimais.
Diminui casas decimais.
Filtro: exibe apenas as linhas que satisfazem o critério do filtro da coluna.
Insere gráfico.
Ordena as linhas em ordem crescente ou decrescente. Pode ser aplicada 
em várias colunas.
Mesclar e centralizar células: transforma duas ou mais células adjacentes 
em uma única célula.
Insere linha acima da linha atual.
Insere linha abaixo da linha atual.
Exclui linhas selecionadas.
Insere coluna à esquerda.
Insere coluna à direita.
Exclui colunas selecionadas.
#FUNÇÕES
MOVIMENTAÇÃO
Para selecionar uma célula ou torná-la ativa, basta movimentar o cursor (mouse) de seleção para a posição 
desejada. A movimentação poderá ser feita através do mouse ou teclado via teclas CTRL, a qual seleciona indivi-
dualmente se acaso esteja pressionada, ou SHIFT, que uma vez pressionada pode inserir uma sequência. Com o 
mouse para selecionar uma célula basta dar um clique em cima dela. Observe que a célula na qual você clicou é 
mostrada como referência na barra de fórmulas.
13
RETA FINAL DELTA PC/PR
NFPSS
RETA FINAL DELTA PC/PR | @METODOCICLOS
 
FUNCIONAMENTO
O Excel trabalha com funções para tornar mais fácil e rápida a montagem de fórmulas que envolvem cál-
culos mais complexos e que possuam vários valores. Existem funções para os cálculos matemáticos, financeiros e 
estatísticos. 
Para iniciar uma função sempre deve digitar na célula o sinal de igual (=), este comando permite que o com-
putador entenda que irá ser realizado algum tipo de cálculo. Depois de inserido o = é preciso informar qual função 
será utilizada, sendo que você precisa entender que toda e qualquer função precisa ser inserida seu nome, abrir 
parênteses (inserir o intervalo inicial, inserir o intervalo final, fechar o parênteses) e pressionar a tecla ENTER, para 
que o computador entenda a instrução desejada.
#VOCÊTEMQUESABER
: um intervalo sequencial significa que a função irá pegar uma seleção de células.
Por exemplo, na função: =SOMA(A1:A4)
Seria realizado o seguinte calculo: A1+A2+A3+A4
Retornando o valor total da soma.
; um intervalo individual significa que a função irá pegar células individualmente.
Por exemplo, na função: =SOMA(A1;A4)
Seria realizado o seguinte calculo: A1+ A4
14
RETA FINAL DELTA PC/PR
NFPSS
RETA FINAL DELTA PC/PR | @METODOCICLOS
Retornando o valor total da soma de SOMENTE das células selecionadas.
#OLHAOGANCHO
As funções do Calc não são case sensitive, ou seja não diferenciam letras maiúsculas para minúsculas. Você 
poderá digitar das duas formas ou com as letras intercaladas que o Excel irá funcionar normalmente. 
OBS:
#FIQUEMATENTOS
No Calc as funções que possuem acentuação precisam ser digitadas com acentuação, diferentemente do 
Excel que aceita com ou sem acentuação.
Exemplo: 
CALC =MÉDIA | EXCEL =MEDIA ou =MÉDIA
FIQUE ATENTO!
Existem várias funções que podem ser cobradas em seu concurso, para tal iremos detalhar as mais cobradas.
=SOMA
Esta função permite retornar uma soma de todas as células selecionadas.
Por exemplo:
Iremos utilizar a planilha acima para exemplificar a função soma que será incluída na célula C5, sendo que 
iremos somar TODOS os valores dos produtos. Portanto a função ficará da seguinte maneira inserida na célula C5:
=SOMA(C2:C4)
Oriunda do cálculo: 20+40+80=140.
15
RETA FINAL DELTA PC/PR
NFPSS
RETA FINAL DELTA PC/PR | @METODOCICLOS
Após pressionar a tecla ENTER o resultado apresentado será R$140,00.
=MÉDIA
Esta função soma todos os valores selecionados, e divide pela quantidade de células selecionadas, retornan-
do a média aritmética de todas as células selecionadas. 
Importante destacar que, células que não possuam valor, (0 é considerado um valor, FIQUE ATENTO), não 
são incluídas no cálculo desta função.
Por exemplo:
Iremos utilizar a planilha acima para exemplificar a função MÉDIA que será incluída na célula C5, sendo que 
iremos somar TODOS os valores dos produtos. Portanto a função ficará da seguinte maneira inserida na célula C5:
=MÉDIA(C2:C4)
Após pressionar a tecla ENTER o resultado apresentado será R$46,66.
Oriunda do cálculo: (20+40+80)/3  140/3 46,6
=MINÍMO
Esta função permite retornar o menor valor de todas as células selecionadas.
Por exemplo:
16
RETA FINAL DELTA PC/PR
NFPSS
RETA FINAL DELTA PC/PR | @METODOCICLOS
Iremos utilizar a planilha acima para exemplificar a função que será incluída na célula C5.
=MINÍMO(C2:C4)
Após pressionar a tecla ENTER o resultado apresentado será R$20,00 cuja função apresenta o menor valor 
possível. 
=MÁXIMO
Esta função permite retornar o maior valor de todas as células selecionadas.
Por exemplo:
Iremos utilizar a planilha acima para exemplificar a função que será incluída na célula C5.
=MAIOR(C2:C4)
Após pressionar a tecla ENTER o resultado apresentado será R$80,00 cuja função apresenta o maior valor 
possível. 
=MAIOR
As bancas tentaram te induzir ao erro, informando que essa função SEMPRE irá retornar o maior valor de 
todas as células selecionadas, e isso não procede, pois a função maior te dá a possibilidade de escolher qual a 
posição deseja retornar.
Por exemplo:
17
RETA FINAL DELTA PC/PR
NFPSS
RETA FINAL DELTA PC/PR | @METODOCICLOS
Iremos utilizar a planilha acima para exemplificar a função que será incluída na célula C5.
=MAIOR(C2:C4;2)
#QUEBRANDOABANCA
Esta função possui um novo atributo declarado, percebam que após o intervalo final é acrescentado após ; 
A POSIÇÃO DESEJADA
Após pressionar a tecla ENTER o resultado apresentado será R$40,00 cuja função apresenta o segundo 
maior valor possível. 
=MENOR
Segundo o mesmo conceito da função =MAIOR, as bancas tentaram te induzir ao erro, informando que 
essa função SEMPRE irá retornar o menor valor de todas as células selecionadas, e isso não procede, pois a função 
maior te dá a possibilidade de escolher qual a posição deseja retornar.
Por exemplo:
Iremos utilizar a planilha acima para exemplificar a função que será incluída na célula C5.
=MENOR(C2:C4;2)
#QUEBRANDOABANCA
Esta função possui um novo atributo declarado, percebam que após o intervalo final é acrescentado após ; 
A POSIÇÃO DESEJADA.
Após pressionar a tecla ENTER o resultado apresentado será R$40,00 cuja função apresenta o segundo 
menor valor possível. 
18
RETA FINAL DELTA PC/PR
NFPSS
RETA FINAL DELTA PC/PR | @METODOCICLOS
#OLHAOGANCHO
Fiquem atentos, principalmente se a banca for o CESPE, pois ele pode incluir uma posição que não possua 
no intervalo, e sendo assim a formula não irá apresentar um resultado, informando um erro. 
Por exemplo:
=MAIOR(C2:C5;4)
Não irá apresentar uma resposta, visto que foram selecionadas somente 03 células e na função exige que 
apresente uma posição (4) que não existe.
#FIQUEATENTO!
=SE
Esta é com certeza uma das funções mais importantes para seu concurso, e provavelmente uma das mais 
cobradas, por apresentar uma complexidade para quem nunca utilizou o Excel. 
Esta função retorna um valor de um teste lógico que permite avaliar uma célula ou um cálculo e retornar um 
valor verdadeiro ou um valor falso.
Sua sintaxe é:
 =SE (TESTELÓGICO;VALORVERDADEIRO;VALOR FALSO). 
Na célula E2 será inserida função SE para verificar se o aluno passou no semestre na Universidade. A média 
para aprovação será 7.
19
RETA FINAL DELTA PC/PR
NFPSS
RETA FINAL DELTA PC/PR | @METODOCICLOS
Iremos utilizar a planilha acima para exemplificar a função:
=SE(D2>=7;”Aprovado”; “Reprovado”)
Para melhorar seu entendimento, vamos ler a sintaxe acima:
Se a média de João for maior ou igual a 7, ele estará aprovado, senão ele estará reprovado.
#OLHAOGANCHO
Se acaso tenha que inserir um número nas condições verdadeiras ou falsas, não utiliza-se “ “, visto que elas 
são responsáveis por apresentar texto.
Iremos utilizar a planilha o 1 para aprovado e 0 para reprovado para exemplificara função:
=SE(D2>=7;0;1)
#FIQUEATENTO
Também é possível inserir uma função dentro de outra função.
Por exemplo:
=SE(MÉDIA(B2:C2)>=7;”Aprovado”; “Reprovado”)
Para melhorar seu entendimento, vamos ler a sintaxe acima:
Se a média de João (feito com o cálculo (B2+C2)/2) for maior ou igual a 7, ele estará Aprovado, senão 
ele estará Reprovado.
=CONT.VALORES
Esta função contabiliza todas as células selecionadas que possuam algum valor (Texto ou número).
Importante destacar que, células que não possuem valor, (0 é considerado um valor, FIQUE ATENTO), não 
são incluídas no cálculo desta função.
20
RETA FINAL DELTA PC/PR
NFPSS
RETA FINAL DELTA PC/PR | @METODOCICLOS
Iremos utilizar a planilha acima para exemplificar a função, sendo que a função será inserida na célula E2.
=CONT.VALORES(A2:D2)
Após pressionar a tecla ENTER o resultado apresentado será 3 pois apresenta a quantidade das células que 
possuam algum valor. Como pode-se ver, foram selecionado 04 valores (A2, B2, C2 E D2), entretanto, a célula E2 
não possui nenhum valor, logo é desconsiderada no cálculo.
=CONT.NÚM
Esta função contabiliza todas as células selecionadas que possuam valor numérico (números inteiros ou de-
cimais). 
Importante destacar que, células que não possuam valor, (0 é considerado um valor, FIQUE ATENTO), não 
são incluídas no cálculo desta função.
Iremos utilizar a planilha acima para exemplificar a função, sendo que a função será inserida na célula E2.
=CONT.VALORES(A2:D2)
Após pressionar a tecla ENTER o resultado apresentado será 2 pois apresenta a quantidade das células que 
possuem algum número. Como pode-se ver, foram selecionado 04 valores (A2, B2, C2 E D2), porém, a célula E2 
não possui nenhum valor, logo é desconsiderada no cálculo, assim como a célula A2 que possui texto, portanto 
também é desconsiderada.
=CONT.SE
21
RETA FINAL DELTA PC/PR
NFPSS
RETA FINAL DELTA PC/PR | @METODOCICLOS
Esta função contabiliza todas as células selecionadas desde que atende a um critério especifico. 
 
Para exemplificar a função será utilizada a planilha acima, sendo que a função será inserida na célula C4.
=CONT.SE(A1:B4;”>5”)
Após pressionar a tecla ENTER o resultado apresentado será 1 pois apresenta a quantidade das células que pos-
suem número maior que 5.
#FIQUEATENTO
1. O critério sempre deve estar após o intervalo, sendo entre “ “ (aspas duplas).
2. No exemplo mencionado houve uma seleção de 08 células, visto que foram 02 colunas, sendo a Coluna 
AA1;A2;A3 e A4, e Coluna BB1; B2;B3 e B4.
3. Somente a célula B3 (10) possui valor maior que 5, fique de olho em pegadinhas, visto que ele pediu números 
maiores que 5, logo o valor células que possuam o valor 5 são desconsideradas no cálculo.
=SOMASE
Esta função soma todas as células selecionadas desde que atende a um critério especifico.
 
Para exemplificar a função será utilizada a planilha acima, sendo que a função será inserida na célula C4.
22
RETA FINAL DELTA PC/PR
NFPSS
RETA FINAL DELTA PC/PR | @METODOCICLOS
=SOMASE(A1:C2;”>=50”)
Após pressionar a tecla ENTER o resultado apresentado será 110 pois apresenta a soma das células que pos-
suem número maior ou igual a 50.
=MÉDIASE
Esta função soma todas as células selecionadas e divide pela quantidade de células desde que atenda a um 
critério especifico. 
 
Para exemplificar a função será utilizada a planilha acima, sendo que a função será inserida na célula C4.
=MÉDIASE(A1:C2;”>=50”)
Após pressionar a tecla ENTER o resultado apresentado será 55 pois apresenta a soma das células que pos-
suem número maior ou igual a 50.
#FIQUEATENTO
A função médiase é equivalente à função média que realizará a média aritmética, sendo a única diferença a pos-
sibilidade de utilizar uma regra especifica. 
=CONCATENAR
Está função permite unir o conteúdo de células diferentes.
Para exemplificar a função será utilizada a planilha acima, sendo que a função será inserida na célula A5.
23
RETA FINAL DELTA PC/PR
NFPSS
RETA FINAL DELTA PC/PR | @METODOCICLOS
=CONCATENAR(A2;” “;A4)
Após pressionar a tecla ENTER o resultado apresentado será João Pedro.
#FIQUEATENTO
É possível unir texto com texto, como também texto com um valor numérico.
“ “ são utilizadas para dar espaços na união das duas células selecionada, pois senão ficaria da seguinte forma:
=CONCATENAR(A2;A4)
E o resultado apresentado seria: JoãoPedro
Referências
Ao copiar uma fórmula para outra célula, automaticamente são alteradas as referências, isso ocorre pois 
trabalhamos até o momento com valores relativos ou lógicos. 
Conforme exemplo:
A1 - Relativa, não fixa linha nem coluna
Para que não seja alterado o valor é preciso então travar a célula dentro da fórmula. Para isso usamos o 
símbolo do cifrão ($), na célula que deseja realizar o cálculo.
=$A$1 – Referência absoluta: fixa a linha e a coluna.
No exemplo acima foi possível travar toda a células. Existem casos em que será necessário travar somente a 
linha e casos onde será necessário travar somente a coluna, sendo que será cobrado em seu concurso como uma 
referência mista. 
As combinações então ficariam (tomando como base a célula A1).
$A1 - Mista, fixa apenas a coluna, permitindo a variação da linha.
A$1 - Mista, fixa apenas a linha, permitindo a variação da coluna.
Funções com Data e Hora
Podemos trabalhar com diversas funções que se baseiam na data e hora de seu computador, sendo que as 
principais funções de data e hora são:
24
RETA FINAL DELTA PC/PR
NFPSS
RETA FINAL DELTA PC/PR | @METODOCICLOS
=HOJE( ) Retorna a data atual.
=MÊS(HOJE()) Retorna o mês atual
=ANO(HOJE()) Retorna o ano atual
=HORA(AGORA()) Retorna à hora atual
=MINUTO(AGORA()) Retorna o minuto atual
=SEGUNDO(AGORA()) Retorna o segundo atual
=AGORA( ) Retorna a data e à hora
Libre Office | Impress
É um programa utilizado para criação/edição e exibição de apresentações gráficas, sendo pertencente ao 
pacote Libre Office, logo é um software Livre, possui a extensão de arquivo ODP.
Ele também permite exportar os slides como imagens, exportar a apresentação como PDF. O Impress tam-
bém é compatível com o MS PowerPoint, permitindo criar, abrir, editar e salvar arquivos no formato .PPTX.
#atalhos
F5 - Inicia a apresentação a partir do primeiro slide.
SHIFT+F5 - Inicia a apresentação do slide atual.
ESC - permite sair da apresentação.
C ou , (vírgula) - Durante a apresentação, exibe um slide em branco, sem nenhum conteúdo, normalmente utili-
zado para alguma explicação. 
. (ponto) - Durante a apresentação, exibe um slide em preto, sem nenhum conteúdo.
Número + ENTER - Durante a apresentação, digitar um número e dar Enter leva o usuário para a tela com o nú-
mero digitado.
Por exemplo, para ir direto para o 10º slide, digite 10 e aperte Enter. 
25
RETA FINAL DELTA PC/PR
NFPSS
RETA FINAL DELTA PC/PR | @METODOCICLOS
#PRINCIPAISFUNCIONALIDADES
Inicia a apresentação do primeiro slide (F5).
Inicia a apresentação do slide atual (SHIFT+F5).
Insere áudio e vídeo ao slide.
Insere caixa de texto ao slide.
Insere novo slide, permitindo escolher o leiaute do slide que será inserido.
Exclui o slide selecionado.
Altera o leiaute do slide atual.
Cria um slide mestre.
Oculta o slide no modo de apresentação.
Cronometra o tempo das animações e transições dos slides no modo de 
apresentação para posterior exibição automática usando o tempo cronometrado.
Configura as transições dos slides, ou seja, o efeito de passagem de um para o 
outro.
Configura a animação dos conteúdos dos slides, colocando efeitos de entrada, 
ênfase, saída e trajetória.
26
RETA FINAL DELTA PC/PR
NFPSS
RETA FINAL DELTA PC/PR | @METODOCICLOS
DIREITO ADMINISTRATIVO2
E aí #FAMÍLIACICLOS, animados para nossa #DELTAREVISÃO?! O NFPSS de DIREITO ADMINISTRATIVO 
é uma excelente forma de revisar os pontos mais relevantes do nosso edital da Polícia Civil de Estado do Paraná! 
#FOCOTOTAL #VEMDISTINTIVO #VAMOSQUEVAMOS
Vamos começar!
ESTADO, GOVERNO E ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA: CONCEITOS, ELEMENTOS, PODERES E ORGANIZAÇÃO;NATUREZA, FINS E PRINCÍPIOS. DIREITO ADMINISTRATIVO: CONCEITO, FONTES E PRINCÍPIOS.
 Tradicionalmente, podemos considerar o Estado como uma instituição, organizada social, jurídica e politicamen-
te, detentora de personalidade jurídica de direito público, e de poder soberano, para, através de suas instituições 
e de seu Governo, dentro de uma área territorial, gerir os interesses do Povo.
ESTADO - A sociedade, atualmente, está organizada por Estados Nacionais, os quais são compostos pelos seguin-
tes elementos: 
- PODER SOBERANO (é o capaz de determinar interna e externamente);
- TERRITÓRIO (delimitação geográfica); e 
- POVO (indivíduos nacionais).
Obs: Há na doutrina quem acrescente a FINALIDADE PACÍFICA e GOVERNO.
São formas de Estado: Unitário e Federado.
a) Estado Unitário: Sua principal característica é o exercício do poder interno de maneira concentrada em um ente.
b) Estado Federado: O poder interno é exercido de modo subdividido entre entes ou unidades autônomas.
Nasce da Constituição. Há mais de uma pessoa com capacidade política e as unidades são autônomas entre 
si.
Não há, contudo, direito de secessão. Na Federação brasileira, há a União, os Estados-membros e, ainda, os 
Municípios (federação de terceiro grau).
 O Direito Administrativo é o ramo do Direito Público que tem por objeto as regras e os princípios aplicáveis à 
atividade administrativa preordenada à satisfação dos direitos fundamentais. 
2 Por Carlos Eduardo Menezes (@prof.cadumenezes).
27
RETA FINAL DELTA PC/PR
NFPSS
RETA FINAL DELTA PC/PR | @METODOCICLOS
 O nascimento do Direito Administrativo relaciona-se diretamente com a consagração dos ideais da Revolu-
ção Francesa de 1789 e o surgimento do Estado de Direito. A partir dos ideais liberais revolucionários da burguesia 
(separação de poderes, princípio da legalidade e Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão), o poder es-
tatal é limitado e o Direito Administrativo é concebido como ramo especial do Direito, ao lado do Direito Privado, 
regulador das relações envolvendo o Estado e o exercício das atividades administrativas.
Critérios para conceituação do Direito Administrativo
Critério do Poder Executivo
(Lorenzo Meucci) o objeto do Direito Administrativo estaria relacionado à 
atuação, exclusiva, do Poder Executivo. Essa corrente é insuficiente, uma 
vez que os PL e o PJ também exercem função administrativa.
Critério do Serviço Público
(Léon Duguit e Gaston Jéze), o objeto do Direito Administrativo envolve-
ria a disciplina jurídica dos serviços públicos prestados. Corrente também 
insuficiente, uma vez que a Administração Pública, no exercício de sua fun-
ção administrativa, exerce outras atividades, além da prestação de serviço 
público, que são também reguladas pelo Direito Administrativo, como: a 
atividade de fomento e de poder de polícia, entre outros.
Critério das Relações Jurídicas
(Laferriere) o Direito Administrativo seria o conjunto de regras disciplinado-
ras das relações entre a Administração e os administrados. Também aqui 
pode ser suscitada certa imprecisão, uma vez que essas relações jurídicas, 
muitas vezes, são objeto de outros ramos do direito público. Ademais, esse 
critério despreza a atuação administrativa, em seu âmbito interno, como 
nas relações entre seus órgãos, sem participação dos administrados.
Critério Teleológico ou 
Finalístico
O Direito Administrativo seria o conjunto de normas que disciplinariam o 
Poder Público para a consecução de seus fins. Esse raciocínio, embora não 
esteja errado, parece insuficiente para delimitar, com precisão, esse ramo 
do Direito. No Brasil, essa corrente foi defendida por Oswaldo Aranha Ban-
deira de Mello.
Critério Negativo ou Residual
(Tito Prates da Fonseca) o Direito Administrativo deveria ser definido por 
exclusão. Assim, pertenceriam ao Direito Administrativo as atividades que 
não pertencessem aos demais ramos jurídicos, nem aquelas relacionadas a 
sua função legislativa ou jurisdicional.
Critério da Administração 
Pública
(Hely Lopes) essa corrente, que nos parece a mais acertada, prestigia o 
critério funcional, segundo o qual o Direito Administrativo seria o ramo 
do direito que envolve normas jurídicas disciplinadoras da Administração 
Pública, no exercício de sua função administrativa.
28
RETA FINAL DELTA PC/PR
NFPSS
RETA FINAL DELTA PC/PR | @METODOCICLOS
#SELIGANADIFERENÇA:
FORMAS DE ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA
Adm. Púb. Patrimonialista
Adm. Púb. Burocrática
Adm. Púb. Gerencial
O aparelho estatal funciona 
como uma extensão do poder 
do soberano.
A res publica não é diferenciada 
da res principais, trazendo como 
consequência a corrupção e o 
nepotismo.
Surge como resposta ao patri-
monialismo.
O aparelho estatal utiliza de 
controles a priori para evitar 
corrupção e nepotismo. Tem 
como características: profissio-
nalização dos agentes, carreiras 
públicas, hierarquia funcional, 
impessoalidade e formalismo.
Surge como resposta a expansão das 
funções estatais. A atuação do apare-
lho estatal passa a ser orientado pela 
eficiência, controles a posteriori de 
resultado, descentralização e maior 
autonomia ao administrador. Trás 
práticas da iniciativa privada para a 
Adm. Púb.
Fontes do Direito
a) fontes formais: são aquelas que emanam do Estado, criadas por meio de processos formais estabelecidos pela 
ordem jurídica (ex.: lei); e fontes materiais (ou reais): são produzidas fora do ambiente institucional (ex.: costumes).
b) fontes imediatas ou diretas: são aquelas que possuem força suficiente para gerar normas jurídicas (ex.: lei e 
costume); e fontes mediatas ou indiretas: não possuem força suficiente para produção de normas jurídicas, mas 
condicionam ou influenciam essa produção (ex.: doutrina e jurisprudência).
c) fontes escritas (ex.: lei em sentido amplo) e fontes não escritas ( jurisprudência, costumes e os princípios gerais 
de direito).
As fontes do Direito Administrativo são: a lei (juridicidade), a doutrina, a jurisprudência, os costumes e os 
precedentes administrativos.
Segundo leciona Celso Antônio Bandeira de Melo, o Direito Administrativo possui duas pedras de toque, dos 
quais decorrem todos os demais princípios, são eles:
1) Princípio da supremacia do interesse público;
2) Princípio da indisponibilidade do interesse público.
29
RETA FINAL DELTA PC/PR
NFPSS
RETA FINAL DELTA PC/PR | @METODOCICLOS
Regime Jurídico Administrativo
 É o conjunto de normas que norteiam a atuação da Administração Pública:
- A supremacia do interesse público traz como efeito uma relação de verticalidade, uma relativa preponderância 
dos interesses defendidos pela Administração, tidos como públicos ou gerais, daqueles interesses defendidos por 
particulares.
- A indisponibilidade do interesse público traz como efeito a impossibilidade de livre transigência, por parte do 
Administrador, dos interesses públicos tutelados.
- Interesse público primário (interesse da coletividade) e o interesse público secundário (interesse do Estado, en-
quanto sujeito de direitos). 
#SELIGANADIFERENÇA: 
 Î Regime Jurídico da Administração  Designa, em sentido amplo, os regimes jurídicos de direito público e de 
direito privado a que pode submeter-se a Administração Pública.
 Î Regime Jurídico Administrativo  designa os traços que tipificam o Direito Administrativo, colocando a Ad-
ministração Pública em uma posição privilegiada, vertical, na relação jurídico-administrativa.
A lista de princípios não está totalmente definida, mas todos guardam com os demais uma relação lógica de 
coerência (sistema unidade). Por essa razão, compõe-se como conjunto harmônico de princípios e regras. 
Princípios da administração pública
Princípios previstos na Constituição Federal: Legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência.
√ Legalidade: a atuação da Administração Pública deve ser autorizada por lei.
Legalidade - Prismas:
√ Vinculação Negativa: segundo a qual a legalidade representaria uma limitação para a atuação do 
administrador.
√ VinculaçãoPositiva: segundo o qual a atuação dos agentes públicos depende de autorização legal.
√ Impessoalidade: pode ser analisado sob duas perspectivas:
- (a) Isonomia: a Administração deve tratar todos os administrados da mesma forma.
30
RETA FINAL DELTA PC/PR
NFPSS
RETA FINAL DELTA PC/PR | @METODOCICLOS
- (b) Proibição de promoção pessoal: o administrador não pode se valer das realizações públicas 
para se promover. Essa é a interpretação que deve ser dada ao art. 37, § 1º, da CF/88, segundo o qual 
“a publicidade dos atos, programas, obras, serviços e campanhas dos órgãos públicos deverá ter ca-
ráter educativo, informativo ou de orientação social, dela não podendo constar nomes, símbolos ou 
imagens que caracterizem promoção pessoal de autoridades ou servidores públicos.”.
#OLHAOLINK: O princípio da intranscedência está relacionado ao princípio da impessoalidade. O princípio da 
intranscendência subjetiva das sanções vem sendo consagrado pelo STF, impedindo a aplicação de sanções aos 
entes federados por atos de gestões anteriores. 
- Súmula 615-STJ: Não pode ocorrer ou permanecer a inscrição do município em cadastros restritivos fundada em 
irregularidades na gestão anterior quando, na gestão sucessora, são tomadas as providências cabíveis à reparação 
dos danos eventualmente cometidos.
√ Moralidade: o administrador deve se pautar de acordo com padrões éticos. A atuação da Administração Pública 
deve, além de respeitar a lei, atender aos ditames da ética, da lealdade e ser séria.
- Consoante dispõe a Lei 9.784/1999, em seu art. 2º, parágrafo único, IV o qual fala que “nos processos adminis-
trativos serão observados, entre outros, os critérios de atuação segundo padrões éticos de probidade, decoro e 
boa-fé”.
#SELIGANASÚMULA: Súmula vinculante 13-STF: A nomeação de cônjuge, companheiro ou parente em linha 
reta, colateral ou por afinidade, até o terceiro grau, inclusive, da autoridade nomeante ou de servidor da mesma 
pessoa jurídica investido em cargo de direção, chefia ou assessoramento, para o exercício de cargo em comissão 
ou de confiança ou, ainda, de função gratificada na administração pública direta e indireta em qualquer dos Po-
deres da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, compreendido o ajuste mediante designações 
recíprocas, viola a Constituição Federal.
- A Súmula Vinculante 13, que trata sobre o nepotismo, não se aplica aos cargos políticos – STF, Rext 579.951/RN, 
informativo n. 516.
- O STF tem afastado a aplicação da SV 13 a cargos públicos de natureza política, como são os cargos de Secretário 
Estadual e Municipal.
Mesmo em caso de cargos políticos, será possível considerar a nomeação indevida nas hipóteses de:
• Nepotismo cruzado;
• Fraude à lei e
31
RETA FINAL DELTA PC/PR
NFPSS
RETA FINAL DELTA PC/PR | @METODOCICLOS
• Inequívoca falta de razoabilidade da indicação, por manifesta ausência de qualificação técnica ou por inidoneida-
de moral do nomeado. STF. 1ª Turma. Rcl 29033 AgR/RJ, rel. Min. Roberto Barroso, julgado em 17/9/2019 (Info 952).
√ Publicidade: os atos da Administração devem ser públicos, o que permite maior controle pelo povo. Estabelece 
o dever de a Administração Pública divulgar/exteriorizar seus atos, tendo em vista que a transparência dos atos 
administrativos está intimamente ligada ao princípio democrático (art. 1º da CF/88).
Informativo 782 – STF: “É legítima a publicação, inclusive em sítio eletrônico mantido pela Administração Pública, 
dos nomes de seus servidores e do valor dos correspondentes vencimentos e vantagens pecuniárias.” STF. Plenário. 
ARE 652777/SP. Rel. Min. Teori Zavascki. DJ: 23/04/2015 (Repercussão Geral).
√ Eficiência: introduzido pela EC 19/00, esse princípio impõe a busca por melhores resultados, com o menor custo 
possível.
#ATENÇÃO: É muito comum a afirmação de que o princípio da eficiência promoveu a substituição da Administra-
ção BUROCRÁTICA pela Administração GERENCIAL (ou de RESULTADOS).
√ Razoabilidade/Proporcionalidade: Decorrem da cláusula do devido processo legal, de sua vertente substan-
tiva. Não está previsto de forma expressa na CF/88, mas podem ser encontrados no art. 2º da Lei 9.784/1999. O 
princípio da proporcionalidade pode ser divido em três subprincípios: Adequação, Necessidade e Proporcionali-
dade em sentido estrito (ponderação entre ônus e benefícios). Vale lembrara que o princípio da proporcionalidade 
visa a proibição do excesso e a vedação à proteção insuficiente.
√ Indisponibilidade do interesse público: à medida que o administrador exerce função pública (múnus público 
– atividade em nome do interesse do povo), ele não pode abrir mão desse interesse (direito), justamente porque 
tal direito não o pertence.
√ Autotutela: a Administração possui o poder-dever de anular seus atos ilegais e revogar os inconvenientes.
√ Consensualidade: hoje em dia, verificamos o aumento de instrumentos que permitem a participação direta do 
cidadão na formação da vontade do Estado (ex.: audiências e consultas públicas). É o fortalecimento da democracia 
DELIBERATIVA.
Princípios previstos na Lei 9.784/1999 – Processo Administrativo Federal, art. 2.º: Legalidade, finalidade, motivação, 
razoabilidade, proporcionalidade, moralidade, ampla defesa, contraditório, segurança jurídica, interesse público e 
eficiência.
#OBS: Doutrina dos Atos Próprios  Integra o conteúdo dogmático do princípio da moralidade administrativa; 
preconiza a obrigação do sujeito titular de direitos ou prerrogativas públicas de respeitar a aparência criada por sua 
própria conduta anterior nas relações jurídicas subsequentes, resguardando a confiança gerada em terceiros, regra 
fundamental para a estabilidade e segurança no tráfego jurídico.
32
RETA FINAL DELTA PC/PR
NFPSS
RETA FINAL DELTA PC/PR | @METODOCICLOS
Organização administrativa: centralização, descentralização, concentração e desconcentração; 
organização administrativa da União; administração direta e indireta.
ÓRGÃOS PÚBLICOS
Quanto à rela-
ção entre o Es-
tado e os agen-
tes públicos:
a. Teoria do mandato.
b. Teoria da representação.
c. Teoria do órgão (é a que prevalece).
Quanto à na-
tureza dos ór-
gãos:
a. Subjetiva: identifica os órgãos com os agentes públicos;
b. Objetiva: órgãos seriam apenas um conjunto de atribuições ou unidades funcionais da 
organização administrativa;
c. Eclética: os órgãos seriam formados pela soma dos elementos objetivos e subjetivos, ou 
seja, pelo plexo de atribuições e pelo agente público.
CLASSIFICAÇÃO DOS ÓRGÃOS
1. Quanto à posição que ocupa na escala governamental ou administrativa:
a. Órgãos independentes;
b. Órgãos autônomos;
c. Órgãos superiores;
d. Órgãos subalternos.
2. Em relação ao enquadramento federativo: 
a. Órgãos federais;
b. Órgãos estaduais;
c. Órgãos distritais;
d. Órgãos municipais.
3. Quanto à composição / atuação funcional:
a. Órgãos singulares ou unipessoais;
b. Órgãos coletivos ou pluripessoais.
4. Em relação às atividades que, preponderantemente, são exercidas:
a. Órgãos ativos;
b. Órgãos consultivos;
c. Órgãos de controle;
33
RETA FINAL DELTA PC/PR
NFPSS
RETA FINAL DELTA PC/PR | @METODOCICLOS
 Os órgãos são centros de competência sem personalidade jurídica própria. Os órgãos podem possuir autonomia 
gerencial, orçamentária e financeira, mas não possuem patrimônio próprio. Note-se que, regra geral, também não 
possuem capacidade processual, mas, excepcionalmente, poderão sim representar seus interesses em juízo. Além 
disso, apesar de serem despersonalizados, os órgãos representativos de poderes poderão defender em juízo suas 
prerrogativas constitucionais (personalidade judiciária).
ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA
Aspecto Subjetivo
Conjunto de órgãos e entidades que integram a estrutura do Estado e tem como 
função satisfazer o interesse público, a vontade política governamental. Nesse senti-
do, deve ser grafada com letras maiúsculas, pois refere-se aos sujeitos.
Aspecto Objetivo Conjunto de atividades que esses órgãos e entidades desempenham. Ex.: fomentar iniciativaprivada, prestar serviço público, exercer poder de polícia.
DESCENTRALIZAÇÃO DESCONCENTRAÇÃO
Transferência da ati-
vidade administrativa 
para outra pessoa, fí-
sica ou jurídica, inte-
grante ou não do apa-
relho estatal.
Distribuição interna de atividade dentro de uma mesma PJ, resultando na criação 
de centros de competências, denominados órgãos públicos, dentro de uma mesma 
estrutura hierárquica. 
Nova pessoa jurídica. Mesma pessoa jurídica. 
Não há hierarquia, 
apenas controle e fis-
calização.
Há hierarquia.
Relação de vinculação. Relação de subordinação.
DESCENTRALIZAÇÃO
Por outorga
(descentralização por serviço ou funcional)
Por delegação
(descentralização por colaboração)
A) transferência da execução e da titularidade do ser-
viço público a outra entidade.
B) feita somente às pessoas jurídicas de direito públi-
co integrantes da Administração Indireta, especializa-
das na execução destas atividades.
C) é realizada mediante lei específica que cria as en-
tidades.
A) transferência da execução dos serviços públicos, 
sendo a titularidade mantida sob a custódia do Es-
tado.
B) feita às entidades de direito privado da administra-
ção indireta ou a particulares.
C) realizada mediante contrato, quando a transfe-
rência se dá a particulares e mediante lei, quando 
se dá aos entes da Administração Indireta de direito 
privado.
34
RETA FINAL DELTA PC/PR
NFPSS
RETA FINAL DELTA PC/PR | @METODOCICLOS
 Administração Direta é o conjunto de órgãos pertencentes às pessoas políticas, que exercem atividade pública 
de maneira centralizada.
 Administração Indireta é o conjunto de entes (pessoas jurídicas) que exercem atividades públicas de forma 
descentralizada. Note-se que alguns entes da Administração Indireta, embora pertencentes à própria Administra-
ção, não prestam serviços públicos, como algumas empresas públicas e sociedades de economia mista.
- Formas de criação de entes da Administração Indireta:
a) criação por meio de lei – o que vale para autarquias; 
b) autorização de criação por meio de lei – o que vale para os demais entes, que devem ser registrados 
para ganharem personalidade jurídica de direito privado (art. 37, inciso XIX, da CF).
 Entes Paraestatais são pessoas jurídicas de direito privado, não integrantes da administração em sentido formal, 
mas que prestam atividades de interesse público, protegidas especialmente pelo Estado.
ADMINISTRAÇÃO DIRETA E INDIRETA
AUTARQUIA
Pessoa jurídica de direito público que exerce atividade típica do Estado – regime jurídico 
de direito público similar ao da Administração Direta. Os atos praticados são atos admi-
nistrativos. 
Os contratos são contratos administrativos. Bens autárquicos são bens públicos: Em regra, 
inalienáveis de forma relativa ou alienáveis de forma condicionada; Impenhoráveis; Impos-
sibilidade de oneração – direito real de garantia; Imprescritíveis. #SV 27, STF - Compete 
à Justiça estadual julgar causas entre consumidor e concessionária de serviço público de 
telefonia, quando a ANATEL não seja litisconsorte passiva necessária, assistente, nem opo-
ente.
FUNDAÇÃO 
PÚBLICA 
DE DIREITO 
PÚBLICO
Nada mais é que uma espécie de autarquia. É chamada de fundação autárquica. É uma 
espécie do gênero autarquia e por isso, a lei não autoriza a sua criação. A lei cria fundação 
pública de direito público.
FUNDAÇÃO 
PÚBLICA 
DE DIREITO 
PRIVADO
Também chamada de fundação governamental. Segue um regime misto, híbrido, igual ao 
da empresa pública e sociedade de economia mista. Nesse caso, a lei autoriza a criação.
EMPRESA 
PÚBLICA
EMPRESA PÚBLICA é a entidade dotada de personalidade jurídica de direito privado, com 
criação autorizada por lei e com patrimônio próprio, cujo capital social é integralmente 
detido pela União, pelos Estados, pelo Distrito Federal ou pelos Municípios.
#ATENÇÃO: Desde que a maioria do capital votante permaneça em propriedade da 
União, do Estado, do Distrito Federal ou do Município, será admitida, no capital da em-
presa pública, a participação de outras pessoas jurídicas de direito público interno, bem 
como de entidades da administração indireta da União, dos Estados, do Distrito Federal e 
dos Municípios.
35
RETA FINAL DELTA PC/PR
NFPSS
RETA FINAL DELTA PC/PR | @METODOCICLOS
SOCIEDADE DE 
ECONOMIA
É a entidade dotada de personalidade jurídica de direito privado, com criação autorizada 
por lei, sob a forma de sociedade anônima, cujas ações com direito a voto pertençam em 
sua maioria à União, aos Estados, ao Distrito Federal, aos Municípios ou a entidade da 
administração indireta.
- O estatuto da empresa pública, da sociedade de economia mista e de suas subsidiárias 
deverá observar regras de governança corporativa, de transparência e de estruturas, prá-
ticas de gestão de riscos e de controle interno, composição da administração e, havendo 
acionistas, mecanismos para sua proteção.
#NOVIDADELEGISLATIVA – A Lei n° 13.303/17 instituiu o Estatuto das empresas públicas e sociedades de 
economia mista e suas subsidiárias. #LEITURAOBRIGATÓRIA
EMPRESA PÚBLICA SOCIEDADE DE ECONOMISTA MISTA
Capital exclusivamente público (porém, pode ser de 
mais de um ente - EP pluripessoal).
Constituída por qualquer modalidade empresarial.
Se for empresa pública federal a competência para 
julgamento é da justiça federal (art. 109, CF).
Capital misto. Contudo, a maioria votante deve estar nas 
mãos do poder público.
Constituída apenas na forma de sociedade anônima. 
Se for sociedade de economia mista federal a competência 
é da justiça estadual.
OBS.: Se a União tiver interesse na causa, a competência é 
atraída para a justiça federal.
#DEOLHONAJURIS:
É inconstitucional lei estadual que obrigue a participação de representante da seccional da OAB em órgão cole-
giado da Administração Pública estadual. É possível que o chefe do Poder Executivo estadual convide, em con-
senso com a OAB, um representante da Ordem para integrar órgão da Administração. Isso é válido. No entanto, 
a lei não pode impor a presença de representante da OAB (“autarquia federal”) em órgão da Administração 
Pública local. STF. Plenário. ADI 4579/RJ, Rel. Min. Luiz Fux, julgado em 13/2/2020 (Info 966).
A fundação instituída pelo Estado pode estar sujeita ao regime público ou privado, a depender do estatuto da 
fundação e das atividades por ela prestadas. A qualificação de uma fundação instituída pelo Estado como sujeita 
ao regime público ou privado depende: i) do estatuto de sua criação ou autorização e ii) das atividades por ela 
prestadas. As atividades de conteúdo econômico e as passíveis de delegação, quando definidas como objetos 
de dada fundação, ainda que essa seja instituída ou mantida pelo poder público, podem se submeter ao regime 
jurídico de direito privado. STF. Plenário. RE 716378/SP, Rel. Min. Dias Toffoli, julgado em 1º e 7/8/2019 (reper-
cussão geral) (Info 946).
36
RETA FINAL DELTA PC/PR
NFPSS
RETA FINAL DELTA PC/PR | @METODOCICLOS
Decreto não pode extinguir colegiado previsto em lei. É proibida a extinção, por ato unilateralmente editado pelo 
chefe do Poder Executivo, de colegiado cuja existência encontre menção em lei em sentido formal, ainda que 
ausente a expressa referência “sobre a competência ou a composição”. STF. Plenário. ADI 6121 MC/DF, Rel. Min. 
Marco Aurélio, julgado em 12 e 13/6/2019 (Info 944).
A alienação do controle acionário de empresas públicas e sociedades de economia mista exige autorização 
legislativa e licitação. Por outro lado, não se exige autorização legislativa para a alienação do controle de suas 
subsidiárias e controladas. Nesse caso, a operação pode ser realizada sem a necessidade de licitação, desde que 
siga procedimentos que observem os princípios da administração pública inscritos no art. 37 da CF/88, respeit-
ada, sempre, a exigência de necessária competitividade. STF. Plenário. ADI 5624 MC-Ref/DF, Rel. Min. Ricardo 
Lewandowski, julgado em 5 e 6/6/2019 (Info 943).
É aplicável o regime dos precatórios às sociedades de economia mista prestadorasde serviço público próprio 
do Estado e de natureza não concorrencial. STF. Plenário. ADPF 387/PI, Rel. Min. Gilmar Mendes, julgado em 
23/3/2017 (Info 858). É inconstitucional determinação judicial que decreta a constrição de bens de sociedade 
de economia mista prestadora de serviços públicos em regime não concorrencial, para fins de pagamento de 
débitos trabalhistas. Sociedade de economia mista prestadora de serviço público não concorrencial está sujeita 
ao regime de precatórios (art. 100 da CF/88) e, por isso, impossibilitada de sofrer constrição judicial de seus bens, 
rendas e serviços, em respeito ao princípio da legalidade orçamentária (art. 167, VI, da CF/88) e da separação 
funcional dos poderes (art. 2º c/c art. 60, § 4º, III). STF. Plenário. ADPF 275/PB, Rel. Min. Alexandre de Moraes, 
julgado em 17/10/2018 (Info 920).
Agentes públicos: espécies e classificação; poderes, deveres e prerrogativas; cargo, emprego e função 
públicos; regime jurídico único: provimento, vacância, remoção, redistribuição e substituição; direitos e 
vantagens; regime disciplinar; responsabilidade civil, criminal e administrativa.
 Agente Público: é toda e qualquer pessoa física que exerça, ainda que transitoriamente ou sem remuneração, 
por eleição, nomeação, designação, contratação ou qualquer forma de investidura ou vínculo, mandato, cargo, 
emprego ou função pública. A expressão “agente” abrange todos os indivíduos que, a qualquer título, exercem 
função pública.
- O gênero agentes públicos pode ser dividido nas seguintes categorias:
a) Agentes Políticos - são os integrantes do mais alto escalão do poder público, com suas atribuições definidas 
constitucionalmente e submetidos a regras especiais, sem hierarquização, e investidos normalmente por eleição, 
nomeação ou designação.
b) Agentes administrativos - categoria que se divide em:
• Servidores: sujeitos ao regime estatutário e possuidores de cargos públicos;
37
RETA FINAL DELTA PC/PR
NFPSS
RETA FINAL DELTA PC/PR | @METODOCICLOS
• Empregados: possuem emprego público e submetem-se à CLT. Como o contrato de trabalho é regi-
do pela CLT, a competência para julgamento é da Justiça do Trabalho;
• Temporários: contratados para exercerem atividade de excepcional interesse público e por prazo 
determinado.
Exercem apenas função, NÃO estão vinculados a cargo público. São investidos SEM concurso. Pode ser 
contratado para desempenho de atividade regular e permanente da Administração, desde que para 
atendimento de demanda temporária de excepcional do Interesse Público (Princípio da continuidade 
da atividade estatal). São julgados pela Justiça Comum (federal ou estadual);
• Agente honorífico: é requisitado pelo poder público para exercer atividade específica sem possuir 
qualquer vínculo com a administração (ex.: jurado, mesário), dada sua integridade;
• Agentes delegados: são particulares que não atuam em nome do Estado, mas com ele colaboram 
executando obras, serviços ou atividade, por concessão ou permissão;
• Agentes credenciados: recebem atribuição da administração para praticarem ato em seu nome, me-
diante remuneração.
#SELIGANADIFERENÇA:
CARGO: local criado por LEI dentro do serviço público que possui atribuição, nomenclatura e remuneração 
própria. Se subdivide em cargo efetivo (provimento decorre de prévia aprovação em concurso público) e 
cargo em comissão (de livre provimento e exoneração, ocupados por servidores ou não). Todo cargo possui 
uma função, mas nem toda função possui um cargo, como as funções criadas para atendimento de situações 
excepcionais (temporários).
Cargo se dividem em CLASSE (conjunto de cargos da mesma instituição com mesma função e remuneração), 
em CARREIRA (conjunto de classes da mesma instituição) e em QUADRO (conjunto de cargos isolados, carrei-
ras e funções gratificadas da mesma instituição).
EMPREGO PÚBLICO: local criado por LEI dentro do serviço público que possui atribuição, nomenclatura e 
remuneração própria, mas com vínculo trabalhista, baseado na CLT.
FUNÇÃO: é a atribuição ou conjunto de atribuições conferidas aos cargos isolados ou organizados em carrei-
ras, criados por LEI. Função de confiança: só pode ser desempenhada por servidor público.
38
RETA FINAL DELTA PC/PR
NFPSS
RETA FINAL DELTA PC/PR | @METODOCICLOS
CARGOS PÚBLICOS
ACESSO GARANTIAS DEMISSÃO/EXONERAÇÃO
EFETIVOS Concurso público
Estabilidade
Estágio probatório – 3 anos
(i) Sentença judicial 
transitada em julgado; (ii) 
PAD; (iii) insuficiência de 
desempenho e (iv) excesso 
de gasto orçamentário 
com despesa de pessoal.
VITALÍCIOS
Concurso público, exceto 
Ministros de Tribunais 
Superiores, TC e quinto 
constitucional.
Vitaliciedade:
Vitaliciedade diferida – 2 anos: 
magistrados e promotores.
Vitaliciedade automática: quinto 
constitucional, ministros tribunais 
superiores e membros TC.
Apenas sentença judicial
transitada em julgado.
COMISSIONADOS Livre Inexistência Livre
#PROVIMENTO:
ORIGINÁRIO  Formalizado por meio da nomeação, a qual gera direito à posse para os aprovados em con-
curso público dentro do número de vagas (Súmula 16, STF).
DERIVADO:
- PROMOÇÃO: Progressão funcional em que o servidor é deslocado de cargo de classe inferior para outro cargo 
de classe superior dentro da mesma carreira.
- READAPTAÇÃO: Provimento derivado do servidor em cargo de atribuições e responsabilidades compatíveis 
com a limitação que tenha sofrido em sua capacidade física ou mental verificada por perícia médica.
- REVERSÃO: Retorno do servidor aposentado ao cargo quando ocorrer uma das seguintes hipóteses:
Declaração por junta médica oficial da insubsistência dos motivos determinantes para aposentadoria por inva-
lidez;
Declaração de ilegalidade do ato de concessão da aposentadoria; Reversão “no interesse da administração” 
desde que preenchidos os requisitos legais (controvérsia sobre essa última hipótese).
- APROVEITAMENTO: Retorno do servidor colocado em disponibilidade para cargo com atribuições, respons-
abilidades e vencimentos compatíveis com o anteriormente ocupado.
- REINTEGRAÇÃO: Retorno do servidor ao cargo de origem após a declaração (administrativa ou judicial) de 
ilegalidade da sua demissão, com ressarcimento da remuneração e vantagens não percebidos.
39
RETA FINAL DELTA PC/PR
NFPSS
RETA FINAL DELTA PC/PR | @METODOCICLOS
- RECONDUÇÃO: É o retorno do servidor estável ao cargo de origem, tendo em vista a sua inabilitação em 
estágio probatório relativo a outro cargo ou a reintegração do servidor ao cargo.
#DEOLHONASSÚMULAS:
Súmula vinculante 3-STF: Nos processos perante o Tribunal de Contas da União asseguram-se o contraditório e 
a ampla defesa quando da decisão puder resultar anulação ou revogação de ato administrativo que beneficie 
o interessado, excetuada a apreciação da legalidade do ato de concessão inicial de aposentadoria, reforma e 
pensão.
Súmula vinculante 33-STF: Aplicam-se ao servidor público, no que couber, as regras do Regime Geral de Prev-
idência Social sobre aposentadoria especial de que trata o artigo 40, parágrafo 4º, inciso III, da Constituição 
Federal, até edição de lei complementar específica.
Súmula vinculante 37-STF: Não cabe ao Poder Judiciário, que não tem função legislativa, aumentar vencimentos 
de servidores públicos sob fundamento de isonomia.
Súmula vinculante 55 STF: O direito ao auxílio-alimentação não se estende aos servidores inativos.
Súmula vinculante 42-STF: É inconstitucional a vinculação do reajuste de vencimentos de servidores estaduais ou 
municipais a índices federais de correção monetária.
Súmula vinculante 43-STF: É inconstitucional toda modalidade de provimento que propicie ao servidor inve-
stir-se, sem prévia aprovação em concurso público destinado ao seu provimento, em cargo que não integra a 
carreira na qual anteriormente investido.
Súmula 683-STF: O limite de idade para a inscrição em concurso público só se legitima em face do art. 7º, XXX, 
da Constituição, quando possa ser justificado pela natureza das atribuições do cargo aser preenchido.
Súmula vinculante 44-STF: Só por lei se pode sujeitar a exame psicotécnico a habilitação de candidato a cargo 
público.
Súmula 552-STJ: O portador de surdez unilateral não se qualifica como pessoa com deficiência para o fim de 
disputar as vagas reservadas em concursos públicos.
Súmula 377-STJ: O portador de visão monocular tem direito de concorrer, em concurso público, às vagas reser-
vadas aos deficientes.
Súmula 378-STJ: Reconhecido o desvio de função, o servidor faz jus às diferenças salariais decorrentes.
40
RETA FINAL DELTA PC/PR
NFPSS
RETA FINAL DELTA PC/PR | @METODOCICLOS
Súmula 36-STF: Servidor vitalício está sujeito à aposentadoria compulsória, em razão da idade.
Súmula 682-STF: Não ofende a Constituição a correção monetária no pagamento com atraso dos vencimentos 
de servidores públicos.
#DEOLHONAJURIS:
O Tribunal de Contas tem o prazo de 5 anos para julgar a legalidade do ato de concessão inicial de aposen-
tadoria, reforma ou pensão, prazo esse contado da chegada do processo à Corte de Contas. Em atenção aos 
princípios da segurança jurídica e da confiança legítima, os Tribunais de Contas estão sujeitos ao prazo de cinco 
anos para o julgamento da legalidade do ato de concessão inicial de aposentadoria, reforma ou pensão, a contar 
da chegada do processo à respectiva Corte de Contas. STF. Plenário. RE 636553/RS, Rel. Min. Gilmar Mendes, 
julgado em 19/2/2020 (repercussão geral – Tema 445) (Info 967).
É inconstitucional o pagamento de subsídio mensal e vitalício a ex-Vereadores, assim, como o pagamento de 
pensão por morte aos dependentes dos ex-ocupantes deste cargo. O STF fixou a seguinte tese a respeito do 
tema: Lei municipal a versar a percepção, mensal e vitalícia, de “subsídio” por ex-vereador e a consequente 
pensão em caso de morte não é harmônica com a Constituição Federal de 1988. STF. Plenário. RE 638307/MS, 
Rel. Min. Marco Aurélio, julgado em 19/12/2019 (Tema 672 – repercussão geral) (Info 964).
Os médicos cooperados estrangeiros não possuem direito adquirido de permanecer no Projeto Mais Médicos. 
Inexiste direito adquirido para os médicos cooperados estrangeiros de permanecer nos quadros de agentes 
públicos da saúde pública, ainda que já tenham sido vinculados ao Projeto Mais Médicos para o Brasil. STJ. 2ª 
Turma. RO 213-DF, Rel. Min. Mauro Campbell Marques, julgado em 05/12/2019 (Info 663).
Revisão anual de vencimentos não é obrigatória, mas chefe do Executivo deve justificar. O não encaminhamento 
de projeto de lei de revisão anual dos vencimentos dos servidores públicos, previsto no inciso X do art. 37 da 
CF/88, não gera direito subjetivo a indenização. Deve o Poder Executivo, no entanto, se pronunciar, de forma 
fundamentada, acerca das razões pelas quais não propôs a revisão. STF. Plenário. RE 565089 /SP, rel. orig. Min. 
Marco Aurélio, red. p/ o ac. Min. Roberto Barroso, julgado em 25/9/2019 (repercussão geral – Tema 19) (Info 953).
É possível o pagamento de terço de férias e de décimo terceiro salário aos Vereadores, mas desde que isso esteja 
previsto em lei municipal. STF. 1ª Turma. Rcl 32483 AgR/SP, Rel. Min. Roberto Barroso, julgado em 3/9/2019 (Info 
950).
É possível a acumulação de cargos mesmo que a jornada semanal ultrapasse 60h. A acumulação de cargos 
públicos de profissionais da área de saúde, prevista no art. 37, XVI, da CF/88, não se sujeita ao limite de 60 horas 
semanais previsto em norma infraconstitucional, pois inexiste tal requisito na Constituição Federal. O único requi-
sito estabelecido para a acumulação é a compatibilidade de horários no exercício das funções, cujo cumprimento 
41
RETA FINAL DELTA PC/PR
NFPSS
RETA FINAL DELTA PC/PR | @METODOCICLOS
deverá ser aferido pela administração pública. STF. Plenário. ARE 1246685, Rel. Min. Min. Dias Toffoli, julgado em 
19/03/2020. (Tema 1081 Repercussão Geral) STF. 1ª Turma. RE 1176440/DF, Rel. Min. Alexandre de Moraes, julgado 
em 9/4/2019 (Info 937). STF. 2ª Turma. RMS 34257 AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, julgado em 29/06/2018. 
STJ. 1ª Seção. REsp 1767955/RJ, Rel. Min. Og Fernandes, julgado em 27/03/2019 (Info 646).
Não devolução dos valores recebidos de boa-fé por servidor público por força de decisão liminar revogada. 
Não deve ser determinada a devolução de valores recebidos de boa-fé por servidor público, percebidos a título 
precário no período em que liminar produziu efeitos. É desnecessária a devolução dos valores recebidos por lim-
inar revogada, em razão de mudança de jurisprudência. Também é descabida a restituição de valores recebidos 
indevidamente, circunstâncias em que o servidor público atuou de boa-fé. STF. 1ª Turma. MS 32185/DF, Rel. Min. 
Marco Aurélio, julgado em 13/11/2018 (Info 923).
O termo inicial do adicional de insalubridade a que faz jus o servidor público é a data do laudo pericial. STJ. 1ª 
Seção. PUIL 413-RS, Rel. Min. Benedito Gonçalves, julgado em 11/04/2018 (Info 624).
A justiça comum, federal ou estadual, é competente para julgar a abusividade de greve de servidores públicos 
celetistas da Administração pública direta, autarquias e fundações públicas. STF. Plenário. RE 846854/SP, rel. orig. 
Min. Luiz Fux, red. p/ o ac. Min. Alexandre de Moraes, julgado em 1º/8/2017 (repercussão geral) (Info 871).
O exercício do direito de greve, sob qualquer forma ou modalidade, é vedado aos policiais civis e a todos os 
servidores públicos que atuem diretamente na área de segurança pública. É obrigatória a participação do Poder 
Público em mediação instaurada pelos órgãos classistas das carreiras de segurança pública, nos termos do art. 
165 do CPC, para vocalização dos interesses da categoria. STF. Plenário. ARE 654432/GO, Rel. orig. Min. Edson 
Fachin, red.p/ o ac. Min. Alexandre de Moraes, julgado em 5/4/2017 (repercussão geral) (Info 860).
São inconstitucionais, por violarem o art. 37, IX, da CF/88, a autorização legislativa genérica para contratação 
temporária e a permissão de prorrogação indefinida do prazo de contratações temporárias. STF. Plenário. ADI 
3662/MT, Rel. Min. Marco Aurélio, julgado em 23/3/2017 (Info 858).
A administração pública deve proceder ao desconto dos dias de paralisação decorrentes do exercício do direito 
de greve pelos servidores públicos, em virtude da suspensão do vínculo funcional que dela decorre. É permitida 
a compensação em caso de acordo. O desconto será, contudo, incabível se ficar demonstrado que a greve foi 
provocada por conduta ilícita do Poder Público. STF. Plenário. RE 693456/RJ, Rel. Min. Dias Toffoli, julgado em 
27/10/2016 (repercussão geral) (Info 845).
Poderes administrativos: poder vinculado; poder discricionário; poder hierárquico; poder disciplinar; 
poder regulamentar; poder de polícia; uso e abuso do poder.
Poderes Administrativos “são prerrogativas instrumentais conferidas aos agentes públicos para que, no de-
sempenho de suas atividades, alcancem o interesse público. Trata-se, em verdade, de poder-dever ou dever-poder, 
uma vez que o seu exercício é irrenunciável e se preordena ao atendimento da finalidade pública”.
42
RETA FINAL DELTA PC/PR
NFPSS
RETA FINAL DELTA PC/PR | @METODOCICLOS
CARACTERÍSTICAS
São DEVERES Não se trata de mera liberdade do administrador. (dever-poder)
IRRENUNCIÁVEIS
Em razão do princípio da indisponibilidade do interesse público. 
O administrador exerce função pública, exercendo atividade em nome do interesse 
do povo, que é o titular do poder.
Seus limites estão 
previstos em LEI
Deve respeitar a regra de competência legal (lei ou CF). É fundamental que se observe 
o trinômio – necessidade + proporcionalidade + eficiência. 
#SELIGANATABELA:
PODERES ADMINISTRATIVOS
Poder Vinculado 
/ Discricionário
Classificação feita de acordo com o grau 
de liberdade conferido ao administrador. 
a) Poder vinculado é aquela situação em 
que o administrador não tem liberdade, 
juízo de valor, conveniência e oportunida-
de. Preenchidos os requisitos a autoridade 
tem que praticar o ato. 
b) Poder discricionário – no poder dis-
cricionário háa conveniência e oportuni-
dade do administrador. Essa discriciona-
riedade tem de estar dentro dos limites 
da lei, sob pena de se tratar de conduta 
arbitrária, sendo considerada ilegal. Con-
veniência: modo de atuação, oportunida-
de, momento.
Excesso X Desvio.
O excesso de poder ocorre em casos nos 
quais a autoridade pública atua fora dos li-
mites de sua competência, ou seja, exorbita 
ou extrapola a competência que lhe foi atri-
buída, praticando atos que não estão pre-
viamente estipulados por lei.
O desvio de poder estará presente sempre 
que o agente do Estado praticar o ato, até 
mesmo dentro dos limites da competência 
a ele conferida, mas visando a alcançar ou-
tra finalidade que não aquela prevista em 
lei.
Poder normativo 
/ Regulamentar
 É a prerrogativa reconhecida à Adm. P. 
para editar atos administrativos gerais 
para fiel execução das leis.
Decreto Regulamentar (não confundir com 
o Decreto Autônomo)
43
RETA FINAL DELTA PC/PR
NFPSS
RETA FINAL DELTA PC/PR | @METODOCICLOS
Poder de Polícia
Compreende a prerrogativa reconhecida à 
Adm. P. para restringir e condicionar, com 
fundamento na lei, o exercício de direitos, 
com o objetivo de atender ao interesse 
público.
4 fases (CICLO DE POLÍCIA”):
1. ordem (legislar);
2. consentimento (delegável);
 a. licença
 b. autorização
3. fiscalização (delegável);
4. sanção
Atributos:
- Discricionariedade;
- Coercibilidade;
- Autoexecutoriedade;
Poder 
Hierárquico
É a prerrogativa que garante ao 
administrador estruturar, escalonar e 
hierarquizar os seus quadros. Existência de 
subordinação dentro de uma mesma PJ - 
resultado da desconcentração. 
Avocação: desde que as atribuições não 
sejam da competência exclusiva do órgão 
subordinado, o chefe poderá chamar para 
si, de forma temporária, a competência 
que deveria inicialmente ser exercida pelo 
agente subalterno.
Delegação: é a extensão de atribuições de 
um órgão a outro de mesma hierarquia ou 
de hierarquia inferior, desde que não sejam 
exclusivas. Não configura uma transferên-
cia, mas sim uma extensão ou ampliação de 
competência. 
Poder Disciplinar
Prerrogativa reconhecida à Adm. P. para 
investigar e punir, após o contraditório e 
ampla defesa, os agentes públicos e par-
ticulares.
Exercido por meio do PAD
Súmula 510/STF: Praticado o ato por autoridade, no exercício de competência delegada, contra ela cabe o man-
dado de segurança ou a medida judicial.
44
RETA FINAL DELTA PC/PR
NFPSS
RETA FINAL DELTA PC/PR | @METODOCICLOS
PODER DE POLÍCIA
Conceito: é a prerrogativa que tem o Estado de restringir, frenar, limitar a atuação do particular em razão do inte-
resse público. É fruto da compatibilização do interesse público em face do privado. 
- Fiquem atentos:
 Poder de polícia em sentido amplo – qualquer ato de qualquer dos poderes que limite direito indi-
vidual (lei, por exemplo). 
 Poder de polícia em sentido estrito – somente atividade administrativa. 
Não devemos confundir os conceitos de polícia-administrativa (polícia-função) com polícia-corporação. Esta 
indica uma unidade administrativa (um órgão administrativo), decorrente do processo de descentralização, vincu-
lada ao sistema de segurança pública, cuja função típica é a prevenção de delitos, de condutas ofensivas à ordem 
pública, sendo atividade preponderantemente repressiva; aquela (polícia-função) traduz a ideia de atividade admi-
nistrativa, sendo exercida por diversos órgãos, além da polícia-corporação, cuja principal função é a prevenção da 
perturbação do interesse público, a exemplo da proteção ao patrimônio público.
#CONCEITOLEGAL: o CTN define o Poder de Polícia como função da Administração Pública de limitar ou disci-
plinar direitos, regulando a prática de ato ou abstenção de fatos, em razão do interesse da coletividade, concer-
nente à segurança, à higiene, à ordem, aos costumes, ao exercício de atividades econômicas que dependem de 
autorização e concessão, bem como aos direitos individuais e coletivos.
Características do Poder de Polícia:
Principais Características:
Incide sobre os direitos à liberdade e à propriedade: não retira o direito. O Estado apenas define a forma de se 
exercer o direito. Ex.: só pode construir até seis andares. Não há indenização se a sua manifestação for legítima. 
Incide sobre bens, direitos e atividades, mas não atinge diretamente as pessoas.
Há possibilidade de cobrança de taxa de polícia art. 78 do CTN e não preço público. Taxa é tributo vinculado 
à contraprestação estatal, de forma que só pode ser cobrada se houver o efetivo exercício do poder de polí-
cia. Há exercício do poder de polícia na concessão de licença e também na sua renovação, desde que diante 
da existência de estrutura administrativa capaz de verificar a continuidade da existência das condições para o 
exercício do poder.
O poder de polícia é, em regra, um poder de polícia negativo, isto é, normalmente no exercício do poder de 
polícia há uma abstenção; uma obrigação de não fazer. Ex.: não ultrapassar 60km/h. Contudo, também pode 
assumir feições positivas, como, por exemplo, a obrigação de fazer consistente em ajustar edificações que 
estejam em descompasso com regras de acessibilidade.
45
RETA FINAL DELTA PC/PR
NFPSS
RETA FINAL DELTA PC/PR | @METODOCICLOS
Pode ser praticado em três momentos: preventivo – definir a quilometragem/ fiscalizatório – condições sanitá-
rias/ repressivo – penalização diante do descumprimento.
Pode se expressar através de atos normativos (gerais: portarias, resoluções) ou punitivos (multas, licenças, au-
torizações).
A competência para o exercício do poder de polícia precisa de previsão legal. Se o interesse é nacional a com-
petência para legislar é da União. Regional do estado e local do município. No caso de competência concor-
rente pode haver gestão associada, por meio da celebração de convênio ou consórcios públicos. Súmula 19 
STJ – A fixação do horário bancário, para atendimento ao público, é da competência da União. Súmula 645 STF 
– É competente o Município para fixar o horário de funcionamento de estabelecimento comercial.
Fundamento: O poder de polícia é exercício da supremacia geral, ou seja, a atuação do poder público que não 
depende de vínculo jurídico anterior. É diferente de supremacia especial, que é a atuação do poder público que 
decorre de vínculo jurídico anterior. Ex. pena decorrente de contrato não cumprido.
Atributos do Poder de Polícia:
 DISCRICIONARIEDADE - A discricionariedade é compreendida como a liberdade estabelecida em lei ao ad-
ministrador para decidir perante o caso concreto e só pode ser reconhecida como atributo do poder de polícia 
quando este for entendido em sentido amplo.
 AUTOEXECUTORIEDADE - A autoexecutoriedade está frequentemente presente nas medidas de polícia onde 
a Administração pode executar suas próprias decisões sem interferência do Poder Judiciário.
#ATENÇÃO! Ressalte-se, por oportuno, que alguns atos de polícia não possuem o atributo da autoexecutoriedade. 
É o caso da multa que não pode ser satisfeita (adimplida) pela vontade unilateral da Administração e a respectiva 
cobrança é realizada, normalmente, por meio da propositura da execução fiscal.
 COERCIBILIDADE - A Coercibilidade torna o ato obrigatório, devendo este ser obedecido independente da 
vontade do administrado, caso em que a Administração pode usar meios indiretos de coerção para cumprir a de-
terminação.
USO E ABUSO DE PODER
O exercício abusivo dos poderes administrativos deve ser evitado e reprimido, pois revela conduta ilegal. O 
abuso do poder pode ocorrer em duas hipóteses:
a) excesso de poder: a atuação do agente público extrapola a competência delimitada na lei
(ex.: policial que utiliza da força desproporcional para impedir manifestação pública); e
b) desvio de poder (ou de finalidade): quando a atuação do agente pretende alcançar finalidade diversa do 
interesse público (ex.: edição de ato administrativo para beneficiar parentes).
46
RETA FINAL DELTA PC/PR
NFPSS
RETA FINAL DELTA PC/PR |@METODOCICLOS
#SELIGANADIFERENÇA:
Excesso
O excesso de poder ocorre em casos nos quais a autoridade pública atua fora dos 
limites de sua competência, ou seja, exorbita ou extrapola a competência que lhe 
foi atribuída, praticando atos que não estão previamente estipulados por lei. 
Desvio
O desvio de poder estará presente sempre que o agente do Estado praticar o ato, 
até mesmo dentro dos limites da competência a ele conferida, mas visando a al-
cançar outra finalidade que não aquela prevista em lei.
OBS: Seja em decorrência de excesso ou desvio de finalidade, o abuso de poder enseja a nulidade do ato adminis-
trativo a ser discutida na esfera administrativa, por meio de impugnação administrativa do ato ou mediante provo-
cação do Judiciário, em virtude do poder que lhe é conferido de controlar a legalidade da atuação administrativa. 
Ato administrativo: conceito; requisitos, perfeição, validade, eficácia; atributos; extinção, desfazimento e 
sanatória; classificação, espécies e exteriorização; vinculação e discricionariedade.
ATO ADMINISTRATIVO
CONCEITO É a manifestação unilateral de vontade da Administração Pública ou de seus delegatários, 
no exercício da função delegada, que, sob o regime de direito público, pretende produzir 
efeitos jurídicos com o objetivo de implementar o interesse público.
ELEMENTOS FORMA, FINALIDADE, COMPETÊNCIA, OBJETO e MOTIVO (os dois últimos são discri-cionários).
ATRIBUTOS
Presunção de legalidade, veracidade e legitimidade.
Imperatividade.
Tipicidade.
Autoexecutoriedade.
Abuso de poder
Excesso de poder
Desvio de poder 
(finalidade)
47
RETA FINAL DELTA PC/PR
NFPSS
RETA FINAL DELTA PC/PR | @METODOCICLOS
PRINCIPAIS 
ESPÉCIES
- Simples: formado pela vontade de um único órgão.
- Composto: há duas vontades, no mesmo órgão, uma que define o conteúdo e outra 
que atesta a validade. Ex. atos dependentes de visto, homologação.
- Complexo: há duas vontades igualmente importantes, em órgãos diferentes, que pro-
duzem um único ato. Ex. nomeação de dirigente de agência reguladora, concessão de 
aposentadoria.
DELEGAÇÃO E
AVOCAÇÃO
Delegação: é a transferência, total ou parcial, do exercício de determinadas atribuições 
para outro agente público. De acordo com a lei 9.784/99, NÃO SE ADMITE DELEGAÇÃO: 
(a) edição atos normativos; (b) recursos administrativos e (c) competência exclusiva.
Admite-se fora da estrutura hierárquica.
Avocação: é o chamamento, pela autoridade superior, das atribuições inicialmente outor-
gadas pela lei ao agente subordinado. Tem sempre PRAZO DETERMINADO. Não se admite 
fora da estrutura hierárquica.
EXTINÇÃO
I. Normal = o ato produziu todos os efeitos desejados;
II. Subjetiva = o beneficiário desaparece;
III. Objetiva = o objeto desaparece;
IV. Vontade do particular;
V. Vontade da Administração:
 a) Caducidade: lei superveniente torna o ato ilegal.
 b) Cassação: o particular descumpre as condições do ato.
 c) Contraposição: incompatibilidade material com ato administrativo posterior. 
 d) Anulação: o ato era ilegal.
 e) Revogação: em juízo de conveniência e oportunidade, a Administração decide retirar 
do mundo jurídico um determinado ato DISCRICIONÁRIO.
CONVALIDAÇÃO
(a) Convalidação voluntária: a Administração quer salvar o ato que tem vício de FORMA 
ou COMPETÊNCIA (são vícios passíveis de convalidação). Parte da doutrina diz que, na 
hipótese de OBJETO PLURÍMO, também é possível a convalidação voluntária.
(b) Convalidação involuntária: ocorre a decadência de anular os atos viciados. Veja a re-
dação do art. 54 da lei nº 9784/99: Art. 54. O direito da Administração de anular os atos 
administrativos de que decorram efeitos favoráveis para os destinatários decai em cinco 
anos, contados da data em que foram praticados, salvo comprovada má-fé.
48
RETA FINAL DELTA PC/PR
NFPSS
RETA FINAL DELTA PC/PR | @METODOCICLOS
ANULAÇÃO E
REVOGAÇÃO
Anulação: o ato ilegal, vinculado ou discricionário, deve ser anulado pela Administração 
Pública ou pelo Poder Judiciário.
Revogação: atos DISCRICIONÁRIOS podem ser extintos pela ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA, 
em juízo de conveniência e oportunidade.
#ATENÇÃO: não admitem revogação:
- Atos que exauriram seus efeitos.
- Atos vinculados.
- Atos que geraram direito adquirido.
- Atos integrativos de processo ou procedimento administrativo, em razão da preclusão 
administrativa.
- Meros atos administrativos, como pareceres, certidões e atestados.
Súmula 473-STF: A administração pode anular seus próprios atos, quando eivados de vícios 
que os tornam ilegais, porque deles não se originam direitos; ou revogá-los, por motivo de 
conveniência ou oportunidade, respeitados os direitos adquiridos, e ressalvada, em todos os 
casos, a apreciação judicial.
Conversão: É a transformação de um ato em outro, para aproveitar o que for válido. Ex tunc 
(retroativo).
Convalidação: É a transformação de um ato em outro, para aproveitar o que for válido. Ex 
tunc (retroativo).
Serviços públicos; conceito, classificação, regulamentação e controle; forma, meios e requisitos; 
delegação: concessão, permissão, autorização.
SERVIÇOS PÚBLICOS
 Concepções sobre serviço público:
• 1. Amplíssima: toda e qualquer atividade exercida pelo Estado.
• 2. Ampla: toda atividade prestacional voltada ao cidadão, não importando se é de titularidade exclu-
siva do Estado e qual a forma de remuneração.
• 3. Restrita: atividade prestada pelo Estado, de forma individualizada e com fruição qualificada.
• 4. Restritíssima: atividade de titularidade do Estado remunerada por taxa ou tarifa.
49
RETA FINAL DELTA PC/PR
NFPSS
RETA FINAL DELTA PC/PR | @METODOCICLOS
 Prevalece a concepção ampla, de modo que é o conceito de serviço público: “atividade administrativa presta-
cional em que o Poder Público objetiva, direta ou indiretamente, satisfazer necessidades coletivas e individuais dos 
administrados, sob a incidência total ou parcial de um regime jurídico público”.
- Serviço público é o prestado pela Administração Pública para satisfazer necessidades da coletividade ou do 
Estado.
Princípios dos serviços públicos
Continuidade  Impõe a prestação ininterrupta do serviço público, tendo em vista o dever do Estado de 
satisfazer e promover direitos fundamentais.
Igualdade / uniformidade  Dever de prestar o serviço de maneira igualitária a todos os particulares.
Mutabilidade /atualidade  Os serviços públicos devem se adaptar a evolução social e tecnológica.
Generalidade / Universalidade  Exige que a prestação do serviço público beneficie o maior número pos-
sível de beneficiários.
Modicidade  O valor cobrado do usuário deve ser proporcional ao custo do respectivo serviço.
 Em regra, o serviço público deverá ser prestado de forma contínua, ou seja, sem interrupções (princípio da 
continuidade do serviço público). Excepcionalmente, será possível a interrupção do serviço público nas seguintes 
hipóteses previstas no art. 6º, § 3º da Lei n.º 8.987/95:
- Em caso de emergência (mesmo sem aviso prévio);
- Por razões de ordem técnica ou de segurança das instalações, desde que o usuário seja previamente 
avisado;
- Por causa de inadimplemento do usuário, desde que ele seja previamente avisado.
OBS: Art. 6º, § 4º, Lei nº 8.987/95 - A interrupção do serviço na hipótese prevista no inciso II (inadimplemento do 
usuário, considerado o interesse da coletividade) do § 3º deste artigo não poderá iniciar-se na sexta-feira, no 
sábado ou no domingo, nem em feriado ou no dia anterior a feriado. (Incluído pela Lei nº 14.015, de 2020) 
#SAINDODOFORNO
#TEMQUELERALEI #LEI9807/95
Art. 2o Para os fins do disposto nesta Lei, considera-se:
II - concessão de serviço público: a delegação de sua prestação, feita pelo poder concedente, mediante licitação, 
na modalidade de concorrência, à pessoa jurídica ou consórcio de empresas que demonstre capacidade para seu 
desempenho, por sua conta e risco e por prazo determinado;
50
RETA FINAL DELTA PC/PR
NFPSS
RETA FINAL DELTA PC/PR | @METODOCICLOS
III - concessão de serviço públicoprecedida da execução de obra pública: a construção, total ou parcial, 
conservação, reforma, ampliação ou melhoramento de quaisquer obras de interesse público, delegada pelo poder 
concedente, mediante licitação, na modalidade de concorrência, à pessoa jurídica ou consórcio de empresas que 
demonstre capacidade para a sua realização, por sua conta e risco, de forma que o investimento da concessionária 
seja remunerado e amortizado mediante a exploração do serviço ou da obra por prazo determinado;
IV - permissão de serviço público: a delegação, a título precário, mediante licitação, da prestação de serviços 
públicos, feita pelo poder concedente à pessoa física ou jurídica que demonstre capacidade para seu desempenho, 
por sua conta e risco.
Art. 40. A permissão de serviço público será formalizada mediante contrato de adesão, que observará os termos 
desta Lei, das demais normas pertinentes e do edital de licitação, inclusive quanto à precariedade e à revogabili-
dade unilateral do contrato pelo poder concedente. 
Parágrafo único. Aplica-se às permissões o disposto nesta Lei.
Modos de Prestação de serviços públicos
CONCESSÃO PERMISSÃO AUTORIZAÇÃO
Delegação (transferência apenas da 
execução).
Delegação (transferência apenas da 
execução).
Delegação.
Apenas PJ ou consórcio de empresas. PF ou PJ.
PF ou PJ.
Formalizada por contrato 
administrativo.
Formalizada por contrato 
administrativo.
Ato unilateral, discricionário, precário 
(sem necessidade de indenização).
Mediante licitação na modalidade 
CONCORRÊNCIA. Qualquer modalidade licitatória.
Não precisa licitar.
Lei nº 8.987/1995 - Pontos Importantes
Poder Concedente
A União, o Estado, o Distrito Federal ou o Município, em cuja competência se 
encontre o serviço público, precedido ou não da execução de obra pública, objeto 
de concessão ou permissão.
Concessão de Serviço 
Público
A delegação de sua prestação, feita pelo poder concedente, mediante licitação, 
na modalidade de concorrência, à pessoa jurídica ou consórcio de empresas que 
demonstre capacidade para seu desempenho, por sua conta e risco e por prazo 
determinado.
51
RETA FINAL DELTA PC/PR
NFPSS
RETA FINAL DELTA PC/PR | @METODOCICLOS
Concessão de Serviço 
Público precedida da 
execução de obra pública
A construção, total ou parcial, conservação, reforma, ampliação ou melhoramento 
de quaisquer obras de interesse público, delegada pelo poder concedente, 
mediante licitação, na modalidade de concorrência, à pessoa jurídica ou consórcio 
de empresas que demonstre capacidade para a sua realização, por sua conta 
e risco, de forma que o investimento da concessionária seja remunerado e 
amortizado mediante a exploração do serviço ou da obra por prazo determinado.
Permissão de Serviço 
Público
A delegação, a título precário, mediante licitação, da prestação de serviços 
públicos, feita pelo poder concedente à pessoa física ou jurídica que demonstre 
capacidade para seu desempenho, por sua conta e risco.
Serviço Adequado É o que satisfaz as condições de regularidade, continuidade, eficiência, segurança, atualidade, generalidade, cortesia na sua prestação e modicidade das tarifas.
#FORMASDEEXTINÇÃO:
 Formas de extinção da concessão ou permissão:
• Advento de termo contratual, conhecida como reversão da concessão;
• Encampação: retomada de serviço pelo poder concedente durante a concessão, por interesse pú-
blico, precedido de lei autorizativa e pagamento indenização. É uma espécie de rescisão unilateral da 
Administração;
• Caducidade: inexecução das cláusulas contratuais pelo contratado; por meio de decreto, independe 
de prévia indenização. É uma espécie de rescisão unilateral da Administração; 
• Anulação: por ilegalidade ou vício;
• Falência, extinção da empresa, morte do titular ou incapacidade quando empresa individual;
• Rescisão judicial: decorre por descumprimento do acordo pelo poder público; e
• Rescisão amigável.
 PARCERIAS PÚBLICO PRIVADAS (PPP) – Lei 11.079/2004.
- Há contraprestação financeira paga pelo Estado (investimentos de grande vulto, para atrair investidores).
- Concessão patrocinada: contraprestação do Estado + tarifa do usuário.
- Concessão administrativa: remuneração integral do Estado.
52
RETA FINAL DELTA PC/PR
NFPSS
RETA FINAL DELTA PC/PR | @METODOCICLOS
- Restrições:
- Quanto ao valor: a PPP não pode ser inferior a R$ 10 milhões;
- Quanto ao tempo: a PPP deve ter periodicidade mínima de 5 anos e máxima de 35 anos, incluindo 
eventual prorrogação,
- Quanto à matéria: não é cabível PPP que tenha como objeto único o fornecimento de mão-de-obra, 
o fornecimento e instalação de equipamentos ou a execução de obra pública.
- Quanto à área de atuação: a PPP não pode ser utilizada para delegação das atividades de poder de 
polícia, regulação, jurisdicional e de outras atividades exclusivas do Estado, pois são serviços indele-
gáveis.
BENS PÚBLICOS
CRITÉRIO DA AFETAÇÃO PÚBLICA
Uso comum do povo De uso especial Dominicais
Bens destinados ao uso da cole-
tividade em geral (rios, praças...).
Bens especialmente afetados aos 
serviços administrativos e aos ser-
viços públicos (aeroportos, escolas 
e hospitais públicos...).
Bens públicos desafetados, ou 
seja, que NÃO são utilizados pela 
coletividade ou para prestação de 
serviços administrativos e públi-
cos.
Não podem ser alienados. Não podem ser alienados.
Podem ser alienados na forma da 
lei (bens públicos disponíveis/do-
mínio privado do Estado).
REGIME JURÍDICO
 Alienabilidade relativa;
 Impenhorabilidade;
 Imprescritibilidade;
 Não onerabilidade.
AFETAÇÃO E DESAFETAÇÃO
Afetação é o fato administrativo pelo qual se atribui ao bem público uma 
destinação pública especial de interesse direto ou indireto da Adminis-
tração. A afetação pode decorrer de: (i) lei; (ii) ato administrativo; (iii) fato 
administrativo. Desafetação é o inverso.
53
RETA FINAL DELTA PC/PR
NFPSS
RETA FINAL DELTA PC/PR | @METODOCICLOS
UTILIZAÇÃO DOS BENS PÚBLICOS
AUTORIZAÇÃO PERMISSÃO CONCESSÃO
É ato administrativo, discricioná-
rio, precário, editado pelo Po-
der Público para consentir que 
determinada pessoa utilize pri-
vativamente um bem público. 
Há preponderância do interesse 
particular e, por se tratar de ATO, 
NÃO precisa de licitação.
É ato administrativo, discricioná-
rio, precário, editado pelo Poder 
Público para consentir que de-
terminada pessoa utilize priva-
tivamente um bem público. Há 
preponderância do interesse PÚ-
BLICO e, por se tratar de ATO, 
NÃO precisa de licitação.
É contrato administrativo através 
do qual a Administração Pública 
confere a pessoa determinada 
o uso privativo de determinado 
bem público. Por ser contrato, 
PRECISA DE LICITAÇÃO.
#DEOLHONAJURIS:
Súmula 12 Vinculante do STF: A cobrança de taxa de matrícula nas universidades públicas viola o disposto no art. 
206, IV, da Constituição Federal.
Súmula 19 Vinculante do STF: A taxa cobrada exclusivamente em razão dos serviços públicos de coleta, remoção 
e tratamento ou destinação de lixo ou resíduos provenientes de imóveis, não viola o artigo 145, II, da Constituição 
Federal.
Súmula 27 Vinculante do STF: Compete à Justiça estadual julgar causas entre consumidor e concessionária 
opoente.
Súmula 545 do STF: Preços de serviços públicos e taxas não se confundem, porque estas, diferentemente daque-
les, são compulsórias e têm sua cobrança condicionada à prévia autorização orçamentária, em relação à lei que 
as instituiu.
Súmula 670 do STF: O serviço de iluminação pública não pode ser remunerado mediante taxa.
Súmula 356 do STJ: É legítima a cobrança de tarifa básica pelo uso dos serviços de telefonia fixa.
Súmula 407 do STJ: É legítima a cobrança da tarifa de água, fixada de acordo com as categorias de usuários e 
as faixas de consumo.
Súmula 412 do STJ: A ação de repetição de indébito de tarifas de água e esgoto sujeita-se ao prazo prescricional 
estabelecido no Código Civil.
54
RETA FINAL DELTA PC/PR
NFPSS
RETA FINAL DELTA PC/PR | @METODOCICLOS
Controle e responsabilização da administração:controle administrativo; controle judicial; controle 
legislativo; Responsabilidade civil do Estado.
 Controle da Administração Pública é a fiscalização que um órgão exerce sobre outro órgão por atribuição 
legal e constitucional. Pode ser um autocontrole (mesmo órgão) ou heterocontrole (órgãos distintos). Se envolver 
poderes distintos e se não houver previsão constitucional está invadindo funções.
#SELIGANASÚMULA. Súmula 473 do STF: A administração pode anular seus próprios atos, quando eivados de 
vícios que os tornam ilegais, porque deles não se originam direitos; ou revogá-los, por motivo de conveniência ou 
oportunidade, respeitados os direitos adquiridos, e ressalvada, em todos os casos, a apreciação judicial.
Esse controle não só abrange os órgãos do Poder Executivo, mas também os demais poderes, quando 
exerçam função tipicamente administrativa; em outras palavras, abrange a Administração Pública considerada em 
sentido amplo.
A finalidade do controle é assegurar que a Administração atue em consonância com os princípios que lhe 
são impostos pelo ordenamento jurídico (legalidade, moralidade, finalidade pública, publicidade, motivação, im-
pessoalidade etc.). Assim, a função de controle é inerente à atividade administrativa.
CF, Art. 37 (...) §3º A lei disciplinará as FORMAS DE PARTICIPAÇÃO DO USUÁRIO NA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA 
direta e indireta, regulando especialmente:
I – as RECLAMAÇÕES relativas à prestação dos serviços públicos em geral, asseguradas a manutenção de serviços 
de atendimento ao usuário e a avaliação periódica, externa e interna, na qualidade dos serviços;
II – o ACESSO dos USUÁRIOS a REGISTROS ADMINISTRATIVOS e a INFORMAÇÕES sobre atos do governo, obser-
vado o disposto no art. 5º, X e XXXIII;
III – a disciplina da REPRESENTAÇÃO contra o exercício negligente ou abuso do cargo, emprego ou função na 
administração pública.”
a) CONTROLE ADMINISTRATIVO:
Exercido pela própria Administração Pública no âmbito de seu próprio poder. Trata-se de controle interno.
Há o controle de legalidade e o controle de mérito (conveniência e oportunidade) realizado sobre os atos 
administrativos (“autotutela”).
55
RETA FINAL DELTA PC/PR
NFPSS
RETA FINAL DELTA PC/PR | @METODOCICLOS
Além disso, também é possível o controle finalístico, denominado “tutela administrativa”, realizado pela Ad-
ministração Pública perante as entidades administrativas. Em âmbito federal, é denominado “supervisão ministerial”. 
Ademais, há a fiscalização hierárquica, exercida entre órgãos e agentes de acordo com sua posição hierárquica. 
b) CONTROLE JUDICIAL:
Lembre-se: o Brasil adotou o sistema inglês, denominado de “jurisdição única”, o qual faz com que todos os 
litígios existentes possam ser decididos pelo Poder Judiciário. O Poder Judiciário só realiza controle de legalidade, 
sendo vedado adentrar no controle do mérito administrativo (análise de conveniência e oportunidade). Contudo, 
a jurisprudência tem permitido, excepcionalmente, a análise da proporcionalidade e razoabilidade do ato adminis-
trativo discricionário.
São instrumentos de controle judicial: ação popular; mandado de segurança; ação civil pública, etc.
c) CONTROLE LEGISLATIVO:
O Poder Legislativo possui como função típica, além de legislar, a de fiscalizar. Para o exercício da fiscalização, 
conta também com o auxílio do tribunal de contas.
O controle exercido diretamente pelo Poder Legislativo (por meio de suas Casas ou do Congresso Nacional) 
limita-se às hipóteses expressamente previstas na Constituição Federal, sob pena de ofensa ao princípio da separa-
ção dos poderes. Exemplos: competência do CN para autorizar o Presidente da República a declarar guerra e ce-
lebrar a paz; competência do CN para autorizar o Presidente e o Vice a se ausentarem do país, quando a ausência 
exceder a 15 dias; competência do CN para julgar anualmente as contas prestadas pelo Presidente da República. 
Vale lembrara que as CPI`s possuem os mesmos poderes investigatórios que os órgãos judiciais, podendo moti-
vadamente: convocar investigados e testemunhas para depor; requisitar informações e documentos; determinar 
quebra de sigilo fiscal, bancário e telefônico; e convocar juízes para depor sobre as atividades administrativas. Além 
disso, há o controle realizado pelo Tribunal de Contas: fiscalização contábil, financeira, orçamentária e patrimonial 
do Executivo. As atribuições do Tribunal de Contas estão previstas no art. 71 da CF/88.
56
RETA FINAL DELTA PC/PR
NFPSS
RETA FINAL DELTA PC/PR | @METODOCICLOS
RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO
FUNDAMENTO
CF. Art. 37. § 6º As pessoas jurídicas de direito público e as de direito privado prestadoras de 
serviços públicos responderão pelos danos que seus agentes, nessa qualidade, causarem a 
terceiros, assegurado o direito de regresso contra o responsável nos casos de dolo ou culpa.
HISTÓRICO
(i) TEORIA DA IRRESPONSABILIDADE: Estado não responde civilmente, pois é represen-
tante de DEUS, que não erra.
(ii) TEORIAS CIVILISTAS: são três:
a. Atos de império X atos de gestão: o Estado não responde por atos de império, mas res-
ponde por atos de gestão, caso em que sua responsabilidade será SUBJETIVA.
b. Culpa do servidor: o Estado responde SUBJETIVAMENTE, desde que comprovada a culpa 
do agente público.
c. Culpa do serviço (FAUT DU SERVICE ou culpa anônima): não precisa provar a culpa do 
agente, mas apenas que (i) o serviço não foi prestado; (ii) foi prestado com falha ou (iii) foi 
prestado com atraso.
(iii) TEORIAS PUBLICISTAS: A responsabilidade do Estado passa a ser objetiva. São duas:
a. Teoria do risco administrativo: embora a responsabilidade seja objetiva, admite-se a ex-
clusão do nexo causal em alguns casos (é a teoria adotada no Brasil, em regra). No entanto, 
o STJ e a doutrina tradicional entendem que, em caso de omissão, a responsabilidade será 
SUBJETIVA. O STF, no entanto, em alguns julgados, já disse que a responsabilidade será 
sempre objetiva, pois a CF (art. 37, §6º) não distingue ação de omissão.
b. Teoria do risco integral: não admite a exclusão do nexo causal (ex. dano ambiental)
EXCLUDENTES Aplicam-se normalmente todas as excludentes do nexo de causalidade (caso fortuito, força 
maior e culpa exclusiva da vítima). Na hipótese de culpa concorrente, deve ser diminuído o 
valor da indenização.
QUEM
RESPONDE
Hoje, prevalece o entendimento de que a vítima pode escolher se vai processar o Estado, o 
servidor ou os dois, solidariamente. No entanto, há precedente do STF aplicando a teoria da 
DUPLA GARANTIA, que diz que a vítima só pode ajuizar a ação contra o Poder Público, uma 
vez que o servidor tem, a seu favor, a garantia de só ser processado via ação de regresso 
proposta pelo Estado. ATENÇÃO: se a vítima decidir processar o servidor, ela deverá provar 
a sua culpa/dolo, pois a responsabilidade do agente público é SUBJETIVA.
PRAZO STJ pacificou o entendimento de que o prazo é de 05 anos (analogia ao Dec. 20.910/32).
 A regra geral é a responsabilidade objetiva do Estado, com base na teoria do risco administrativo. No entanto, 
existem hipóteses em que essa teoria não será aplicada. Em casos como danos decorrentes de atividades nucleares, 
crimes ocorridos a bordo de aeronaves sobrevoando o território brasileiro, ataques terroristas e danos ambientais, 
vem sendo aplicada a teoria do risco integral.
57
RETA FINAL DELTA PC/PR
NFPSS
RETA FINAL DELTA PC/PR | @METODOCICLOS
TEORIA DO RISCO ADMINISTRATIVO TEORIA DO RISCO INTEGRAL
A responsabilidade do Estado é objetiva.
A vítima lesada não precisa provar culpa.
A responsabilidade do Estado é objetiva.
A vítima lesada não precisa provar culpa.
O Estado poderá eximir-se do dever de indenizar 
caso prove alguma causa excludente de responsa-
bilidade:
a) caso fortuito ou força maior;
b) culpa exclusiva da vítima;
c) culpa exclusiva de terceiro.
Não admite excludentes de responsabilidade.
Mesmo que o Estado prove que houve caso fortuito, 
força maior, culpa exclusiva da vítima ou culpa exclu-
siva de terceiro, aindaassim será condenado a inde-
nizar.
É adotada como regra no Direito brasileiro.
É adotada no Direito brasileiro, de forma excepcional, 
em alguns casos. Dano ambiental (REsp 1.374.284), 
danos nucleares.
#SELIGANAJURIS:
(Info 947) A vítima somente poderá ajuizar a ação de indenização contra o Estado; se este for condenado, 
poderá acionar o servidor que causou o dano em caso de dolo ou culpa; o ofendido não poderá propor a de-
manda diretamente contra o agente público. A teor do disposto no art. 37, § 6º, da Constituição Federal, a ação 
por danos causados por agente público deve ser ajuizada contra o Estado ou a pessoa jurídica de direito privado 
prestadora de serviço público, sendo parte ilegítima para a ação o autor do ato, assegurado o direito de regresso 
contra o responsável nos casos de dolo ou culpa. STF. Plenário. RE 1027633/SP, Rel. Min. Marco Aurélio, julgado 
em 14/8/2019 (repercussão geral).
(Info 932) O Estado responde, objetivamente, pelos atos dos tabeliães e registradores oficiais que, no exercício 
de suas funções, causem dano a terceiros, assentado o dever de regresso contra o responsável, nos casos de 
dolo ou culpa, sob pena de improbidade administrativa. O Estado possui responsabilidade civil direta, primária 
e objetiva pelos danos que notários e oficiais de registro, no exercício de serviço público por delegação, causem 
a terceiros.
(Info 901) Concessionária de rodovia não responde por roubo e sequestro ocorridos nas dependências de esta-
belecimento por ela mantido para a utilização de usuários.
- A segurança que a concessionária deve fornecer aos usuários diz respeito ao bom estado de conservação e 
sinalização da rodovia. 
- Não tem, contudo, como a concessionária garantir segurança privada ao longo da estrada, mesmo que seja 
em postos de pedágio ou de atendimento ao usuário. 
- O roubo com emprego de arma de fogo é considerado um fato de terceiro equiparável a força maior, que 
exclui o dever de indenizar. Trata-se de fato inevitável e irresistível e, assim, gera uma impossibilidade absoluta 
de não ocorrência do dano. 
58
RETA FINAL DELTA PC/PR
NFPSS
RETA FINAL DELTA PC/PR | @METODOCICLOS
(Info 854) Considerando que é dever do Estado, imposto pelo sistema normativo, manter em seus presídios os 
padrões mínimos de humanidade previstos no ordenamento jurídico, é de sua responsabilidade, nos termos do 
art. 37, § 6º, da Constituição, a obrigação de ressarcir os danos, inclusive morais, comprovadamente causados 
aos detentos em decorrência da falta ou insuficiência das condições legais de encarceramento.
(AREsp 483398/PR) A demora injustificada da Administração em analisar o pedido de aposentadoria do servidor 
público gera o dever de indenizá-lo, considerando que, por causa disso, ele foi obrigado a continuar exercendo 
suas funções por mais tempo do que o necessário. Exemplo de demora excessiva: mais de 1 ano.
(Info 581) O anistiado político que obteve, na via administrativa, a reparação econômica prevista na Lei nº 
10.559/2002 (Lei de Anistia) não está impedido de pleitear, na esfera judicial, indenização por danos morais pelo 
mesmo episódio político. Inexiste vedação para a acumulação da reparação econômica com indenização por 
danos morais, porquanto se tratam de verbas indenizatórias com fundamentos e finalidades diversas: aquela visa 
à recomposição patrimonial (danos emergentes e lucros cessantes), ao passo que esta tem por escopo a tutela 
da integridade moral, expressão dos direitos da personalidade.
(Info 563) É de 5 anos o prazo prescricional para que a vítima de um acidente de trânsito proponha ação de 
indenização contra concessionária de serviço público de transporte coletivo (empresa de ônibus). O fundamento 
legal para esse prazo está no art. 1º-C da Lei 9.494/97 e também no art. 27 do CDC.
(Info 523) As ações de indenização por danos morais decorrentes de atos de tortura ocorridos durante o Regime 
Militar de exceção são imprescritíveis. Não se aplica o prazo prescricional de 5 anos previsto no art. 1º do Decreto 
20.910/1932.
Assim encerramos nosso NFPSS de Direito Administrativo! Mantenham o ritmo na reta final e bons estudos!!!
Grande abraço! 
“Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu”. Ecl. 3:1.
Professor Carlos Eduardo Menezes
59
RETA FINAL DELTA PC/PR
NFPSS
RETA FINAL DELTA PC/PR | @METODOCICLOS
CONSTITUCIONAL3
CONSTITUIÇÃO
Tenha em mente que segundo a doutrina clássica, o Direito Constitucional é um direito público fundamen-
tal, o próprio cerne do direito público interno, tendo como objeto a própria Carta Política do Estado, que é a norma 
central do ordenamento jurídico. 
Constituição é a lei fundamental e suprema de um Estado, criada pela vontade soberana do povo. Possui 
três finalidades precípuas: organização (territorial e funcional) dos poderes; definição de direitos e garantias funda-
mentais e a definição de programas a serem cumpridos pelo governo.
 �Constituição ideal (Canotilho): for um documento escrito; possuir um sistema de direitos e garantias indivi-
duais; prever a separação de poderes; adotar um sistema democrático formal.
CONCEITOS DE CONSTITUIÇÃO
SOCIOLÓGICA
(LASSALE)
CF é a soma dos fatores reais do poder.
O resto é “mera folha de papel”.
POLÍTICA
(SCHMIDT)
CF = decisão política fundamental.
O resto, que está escrito na CF, é apenas “lei constitucional”.
JURÍDICA
(KELSEN)
Conceito estritamente formal.
	Lógico- jurídico: Norma hipotética fundamental - plano do suposto, fundamento 
lógico-transcendental da validade da Constituição jurídico-positiva.
	Jurídico-positivo: norma jurídica que valida as normas que lhe são inferiores.
CONSTITUIÇÃO 
SIMBÓLICA
Déficit de concretização jurídico-normativa do texto constitucional.
• Constituição Simbólica é um fenômeno caracterizado pelo fato de que, na atividade 
legiferante, há o predomínio da função simbólica (funções ideológicas, morais e culturais) 
sobre a função jurídico-instrumental (força normativa). É um fenômeno que aponta para a 
existência de um déficit de concretização das normas constitucionais, resultado da maior 
importância dada ao simbolismo do que à efetivação da norma.
FORÇA 
NORMATIVA
(HESSE)
CF= não é apenas norma nem apenas fator social. Ela incorpora norma e realidade.
- Questiona o sentido sociológico da Constituição, pois reafirma a imperatividade da 
Constituição formal, que não pode ser vista como “mera folha de papel!”.
3 Por Milena Simioli.
60
RETA FINAL DELTA PC/PR
NFPSS
RETA FINAL DELTA PC/PR | @METODOCICLOS
CULTURALISTA
(MEIRELLES
TEIXEIRA)
Adere ao conceito de constituição total (aquela que não se contenta em regular apenas as 
relações de poder, tratando de todos os aspectos da vida social). 
Esta concepção culturalista não introduz nenhuma novidade, fazendo verdadeiramente 
a reunião de todas as concepções anteriores. Traz uma ideia de complementaridade 
entre os fundamentos das concepções anteriores. A concepção culturalista afirma que o 
fundamento da constituição seria a cultura de seu povo. Assim seria, ao mesmo tempo, 
condicionada e condicionante da cultura de um povo (ela conforma e é conformada pela 
cultura de um povo).
CLASSIFICAÇÃO DAS CONSTITUIÇÕES
QUANTO À FORMA
•	 Escrita/dogmática: formalizada em um texto escrito.
•	 Não escrita/histórica: não há texto único centralizado.
QUANTO À
ESTABILIDADE
•	 Flexível: é alterada da mesma forma que as leis inferiores.
•	 Semirrígida: uma parte é flexível e outra é rígida.
•	 Rígida: a alteração é mais difícil do que as leis inferiores.
•	 Super-rígidas: uma parte é rígida e outra é imutável.
•	 Imutáveis: todo o texto é imutável.
QUANTO À 
ORIGEM
•	 Outorgada: imposta pelo detentor do poder.
•	 Promulgada: elaborada com ampla participação popular.
•	 Cesarista: o soberano edita o texto e, posteriormente, o submete a um referendo 
popular.
•	 Pactuada (dualista): elaborada através de um pacto realizado entre os detentores 
do poder político.
QUANTO À
VOLUNTARIEDADE
•	 Heterônoma:é aquela que é imposta por outro país.
•	 Autônoma: elaborada pelo próprio país.
QUANTO À 
EXTENSÃO
•	 Sintética/concisa: apenas definem os princípios gerais da organização do Estado.
•	 Analítica/prolixa: trata de muitos temas.
61
RETA FINAL DELTA PC/PR
NFPSS
RETA FINAL DELTA PC/PR | @METODOCICLOS
OUTRAS
CLASSIFICAÇÕES
•	 Dirigente: traça metas.
•	 Ortodoxa: comprometida com uma ideologia específica.
•	 Compromissária (pluralista): contempla várias ideologias.
•	 Dúctil: não impõe um modelo de vida, mas apenas assegura as condições para o 
exercício do projeto de vida de cada pessoa. É fácil de mudar (flexível).
•	 Balanço: visa reger o ordenamento por um determinado tempo.
•	 Classificação Ontológica de Karl Loewenstein: 
•	 Normativa: sai do papel, sendo de fato cumprida; 
•	 Nominal: não consegue sair do papel, embora exista a boa intenção; 
•	 Semântica: legitima o status quo injusto, sendo feitas para se perpetuarem no 
poder (ditatoriais). 
CLASSIFICAÇÃO 
CF/88
Escrita, promulgada, rígida, analítica, normativa, dirigente, eclética, principiológica 
e dogmática.
 Î Constituição FORMAL:
É aquela dotada de supralegalidade (supremacia) estando sempre acima de todas as outras normas do 
ordenamento de um determinado país. Assim, sem dúvida, a constituição formal será também uma constitui-
ção rígida. Não é sinônimo de escrita!
 Î Constituição MATERIAL:
 
É aquela escrita ou não que contém as normas tipicamente constitutivas do Estado e da sociedade. Ou seja, 
normas fundantes (basilares) que fazem parte do núcleo ideológico do Estado.
 Î Constituição GARANTIA:
Tem como objetivo principal proteger as liberdades contra a arbitrariedade do Estado. Corresponde ao pri-
meiro período de surgimento dos direitos humanos (direitos de primeira geração, ou seja, direitos civis e políticos).
 Î Constituição DIRIGENTE:
É uma conceituação atribuída a J.J Gomes Canotilho. Com a quebra do paradigma do Estado meramente 
liberal, visando a construção de um Estado social (bem-estar social). Naquele, buscava-se tão somente a im-
posição de limites a atuação do Estado. Agora, espera-se do Estado ações de implementação. Essa abordagem 
62
RETA FINAL DELTA PC/PR
NFPSS
RETA FINAL DELTA PC/PR | @METODOCICLOS
ganhou ênfase após as atrocidades cometidas na 2ª guerra mundial. A Constituição passa a desempenhar um im-
portante papel de determinação do plano de direção e de transformação da implementação de políticas públicas 
na ordem socioeconômica.
Nas palavras do próprio Canotilho, a Constituição dirigente seria um projeto de ação aberta no tempo, com 
os olhos voltados para o futuro, carecendo sempre de outras providências normativas que a complemente.
São componentes da Constituição: 
 9 Preâmbulo: quanto à natureza jurídica do preâmbulo, são três teses existentes: 
• TESE DA IRRELEVÂNCIA JURÍDICA: o preâmbulo está no ÂMBITO DA POLÍTICA, portanto, não possui rele-
vância jurídica; 
• TESE DA PLENA EFICÁCIA: o preâmbulo tem a mesma eficácia jurídica das normas constitucionais; 
• TESE DA RELEVÂNCIA JURÍDICA INDIRETA: o preâmbulo faz parte das características jurídicas da Constituição 
Federal, entretanto, não deve ser confundido com as demais normas jurídicas desta. 
#ATENÇÃO O STF, no julgamento da ADI 2.076, julgada em 2002, adotou a tese da irrelevância jurídica e decidiu 
que o preâmbulo não tem força normativa, sendo, portanto, mero vetor interpretativo. Por tal motivo, o preâm-
bulo não serve de parâmetro para controle de constitucionalidade. 
 9 Corpo: é composto pelos artigos 1º a 250. 
 9 ADCT: são os atos das disposições constitucionais transitórias, composto por normas de eficácia ex-
aurível. Destina-se a realizar a transição do regime constitucional anterior para o atual. Trata-se de norma 
que se enquadra como elemento formal de aplicabilidade. 
 Î ELEMENTOS DAS CONSTITUIÇÕES:
Trata-se de classificação de José Afonso da Silva.
 
 9 ELEMENTOS ORGÂNICOS: normas que regulam a estrutura do Estado e do Poder. Exemplo: Título III – Da 
Organização do Estado. 
 9 ELEMENTOS LIMITATIVOS: normas que estabelecem direitos e garantias fundamentais, limitando a atuação 
do Poder Estatal. Exemplo: Título II – Dos Direitos e Garantias Fundamentais. 
 9 ELEMENTOS SOCIO-IDEOLÓGICOS: normas relativas a direitos sociais; compromisso estatal com o bem 
estar social. Exemplo: Capítulo II do Título II – Dos Direitos Sociais. 
63
RETA FINAL DELTA PC/PR
NFPSS
RETA FINAL DELTA PC/PR | @METODOCICLOS
 9 ELEMENTOS DE ESTABILIZAÇÃO CONSTITUCIONAL: normas que se destinam a prover solução de confli-
tos constitucionais. Buscam a defesa da Constituição, do Estado e das instituições democráticas. Exemplo: 
Intervenção (arts. 34 a 36). 
 9 ELEMENTOS FORMAIS DE APLICABILIDADE: são normas que contêm regras de aplicação da Constituição, 
como as constantes no ADCT e a norma que estabelece a aplicabilidade imediata dos direitos e garantias 
fundamentais. 
 Î Classificação das normas constitucionais:
Toda norma constitucional tem eficácia mínima, ou seja, possui ao menos dois efeitos: REVOGATÓRIO (efei-
to positivo) e INIBITÓRIO (negativos).
 9 Eficácia PLENA: são normas que, desde o advento da CF, produzem ou têm possibilidade de produzir 
todos os efeitos plenos e que não podem ser restringidas. Ex.: Princípio da igualdade.
 9 Eficácia CONTIDA/ RESTRINGÍVEL: foram suficientemente previstas e, assim, produzem efeitos desde a 
CF, mas podem ser restringidas posteriormente pelo legislador. Há autorização expressa ou implícita na CF 
para que o legislador futuro restrinja. Ex.: Art. 5º, XI, que fala que a lei pode estabelecer restrições.
 9 Eficácia LIMITADA/ COMPLEMENTÁVEL: não são normas desprovidas de efeitos, mas não geram a plen-
itude de seus efeitos imediatamente. Apresentam aplicabilidade indireta, mediata e reduzida, porque so-
mente incidem totalmente sobre esses interesses, após uma normatividade ulterior que lhes desenvolva a 
aplicabilidade.
Subdividem-se em:
• Normas de princípio programático: são normas que estabelecem metas e objetivos, mas não dizem 
como esses objetivos serão alcançados. Ex. Busca do pleno emprego; redução da desigualdade e er-
radicação de miséria, etc.
- Pode gerar direitos negativos (Estado não pode contrariar);
- Vedação do retrocesso (uma vez concretizado, o legislador não pode voltar atrás);
• Normas de princípio institutivo: tratam de instituições ou institutos, mas não contém todos os ele-
mentos para que aquelas instituições ou institutos ganhem vida imediata.
 9 Eficácia ABSOLUTA: (M.H.D) são as normas intangíveis ou não emendáveis. São as constantes do artigo 
60, 4º, ou seja, são as cláusulas pétreas.
 9 Eficácia EXAURIDA: (Uadi Bulos) são normas cuja capacidade para produção de efeitos se encontra extinta. 
São chamadas também de normas de eficácia esvaída, esgotada, dissipada ou desvanecida.
https://pt.wikipedia.org/wiki/Uadi_Lamm%C3%AAgo_Bulos
64
RETA FINAL DELTA PC/PR
NFPSS
RETA FINAL DELTA PC/PR | @METODOCICLOS
Retroatividade 
MÁXIMA (ou 
restitutória)
A lei nova retroage para atingir os atos ou fatos já consumados (direito adquirido, 
ato jurídico perfeito ou coisa julgada).
Retroatividade
MÉDIA
A nova lei, sem alcançar os atos ou fatos anteriores, atinge os seus efeitos ainda não 
ocorridos (efeitos pendentes). Exemplo: Lei que diminuísse a taxa de juros e se apli-
casse aos já vencidos, mas não pagos” (prestação vencida mas ainda não adimplida).
Retroatividade 
MÍNIMA (temperada 
ou mitigada)
A nova lei incide imediatamente sobre os efeitos futuros dos atos ou fatos pretéri-
tos, não atingindo, entretanto, nem os atos ou fatos pretéritos nem os seus efeitos 
pendentes. 
#OBS: O STF vem se posicionando no sentido de que as normas constitucionais fruto da manifestação do 
poder constituinte originário têm, regra geral, retroatividade mínima, ou seja, aplicam-se a fatos que venham a 
acontecer após a sua promulgação, referentes a negócios passados. Todavia, é possível, se houver disposição ex-
pressa nessesentido, que as Constituições apliquem-se aos fatos já consumados no passado (retroatividade máxi-
ma) ou aos efeitos pendentes (retroatividade média).
PODER CONSTITUINTE
Poder Constituinte Originário:
É o poder responsável pela elaboração da Constituição, norma jurídica superior que inicia a ordem jurídica e 
lhe confere fundamento de validade.
Para os jusnaturalista este poder é de direito, pois eles admitem a existência de um direito natural prévio 
ao direito positivo. 
Para os juspositivistas, os quais preconizam não haver direito antes de se aferir a existência de um Estado, 
o poder constituinte é anterior ao próprio direito, logo é um poder de fato, metajurídico, não integrando o mundo 
jurídico nem possuindo natureza jurídica.
A titularidade do Poder Constituinte Originário pertence ao povo.
O poder constituinte originário pode ser dividido em: 
• Formal: É o ato de criação constitucional propriamente dito.
• Material: qualifica o direito constitucional formal; serve para balizar a atividade do poder constituinte formal. 
Exemplo: dignidade da pessoa humana. É a ideia de direito anterior ao poder constituinte formal.
Histórico/ fundacional – é aquele que produz a primeira Constituição de um Estado; 
65
RETA FINAL DELTA PC/PR
NFPSS
RETA FINAL DELTA PC/PR | @METODOCICLOS
• Revolucionário/ pós fundacional – parte de uma ruptura institucional de ordem vigente para elaborar a 
nova Constituição que sucederá a anterior, revogando integralmente a precedente.
 Î Características:
INICIAL
9	A Constituição é a base do ordenamento jurídico.
#DEOLHONOGANCHO: não é possível a alegação da existência de “direito adquirido” 
perante a nova Constituição.
ILIMITADO
9	Não se submete ao regramento posto pelo direito precedente, sendo possuidor de 
ampla liberdade de conformação da nova ordem jurídica.
#DEOLHONOGANCHO: a ausência de limites deve ser tratada com certas reservas, 
pois é indiscutível a existência de alguns limites, tais como os geográficos e territoriais. 
Também é possível considerar como limite as circunstâncias sociais e políticas que lhe 
dão causa, pois o poder constituinte é a expressão da vontade política soberana do 
povo, não pode ser entendido sem observância dos valores éticos, religiosos e culturais 
pelo povo partilhados e motivadores de suas ações.
INCONDICIONADO 9	Não se submete a qualquer regra ou procedimento formal pré-fixado pelo ordenamento jurídico que o precede.
AUTÔNOMO 9	É capaz de definir o conteúdo que será implantado na nova Constituição, bem como sua estrutura e os termos de seu estabelecimento.
PERMANENTE
9	Não se esgota quando da conclusão da constituição; ele permanece em situação 
de latência, sendo ativado o “momento constituinte” de necessária ruptura com a 
ondem estabelecida se apresentar novamente.
PODER CONSTITUINTE DERIVADO DECORRENTE: 
É a capacidade conferido pelo poder originário aos Estados-membros para elaborarem suas próprias Cons-
tituições.
Limites:
 Autônomos:
• PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS SENSÍVEIS (ou enumerados) - Sua violação poderá ensejar representação do 
PGR, bem como a decretação de intervenção federal.
• PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS ORGANIZATÓRIOS (ou estabelecidos)
• PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS EXTENSÍVEIS
66
RETA FINAL DELTA PC/PR
NFPSS
RETA FINAL DELTA PC/PR | @METODOCICLOS
 Heterônomos:
São vedações estabelecidas pelas próprias constituições dos Estados-membros (reproduzem aquelas proibi-
ções contidas na CF, ajustando-as às características da unidade federada)
 9 No Distrito Federal, mas não nos Municípios, pois a lei orgânica do DF, assim como ocorre com as Consti-
tuições estaduais, é um documento que só está submetido à Constituição da República. Os municípios são 
formatados por documentos condicionados simultaneamente à Constituição Estadual e à Constituição Fed-
eral, isto é, se sujeitam à uma dupla subordinação, o que tornaria eventual poder decorrente do município 
em um poder de terceiro grau.
PODER CONSTITUINTE DERIVADO REFORMADOR:
Tem a função de alterar formalmente a Constituição Federal, exercendo a importante tarefa de ajustar o texto 
constitucional aos novos ambientes formatados pela dinâmica social. 
 Î Tanto o poder constituinte derivado decorrente como o reformador possuem as seguintes características:
 9 Poder de Direito (possui natureza jurídica):
 9 Limitado (suas ações são pautadas pelos limites inseridos na Constituição);
 9 Condicionado (suas atribuições estão diretamente vinculadas ao que determina previamente a Constitu-
ição);
 9 Secundário. 
 Î Emenda à constituição:
Art. 60. A Constituição poderá ser emendada mediante proposta: (LIMITES FORMAIS)
I - de um terço, no mínimo, dos membros da Câmara dos Deputados ou do Senado Federal;
II - do Presidente da República;
III - de mais da metade das Assembleias Legislativas das unidades da Federação, manifestando-se, cada uma 
delas, pela maioria relativa de seus membros.
§ 1º A Constituição não poderá ser emendada na vigência de intervenção federal, de estado de defesa ou de estado 
de sítio. (LIMITES CIRCUNSTÂNCIAIS)
§ 2º A proposta será discutida e votada em cada Casa do Congresso Nacional, em dois turnos, considerando-se 
aprovada se obtiver, em ambos, três quintos dos votos dos respectivos membros. (LIMITES FORMAIS)
§ 3º A emenda à Constituição será promulgada pelas Mesas da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, com 
o respectivo número de ordem. (LIMITES FORMAIS)
67
RETA FINAL DELTA PC/PR
NFPSS
RETA FINAL DELTA PC/PR | @METODOCICLOS
§ 4º Não será objeto de deliberação a proposta de emenda tendente a abolir:
(CLÁUSULAS PÉTREAS = LIMITES MATERIAIS)
I - a forma federativa de Estado;
II - o voto direto, secreto, universal e periódico;
III - a separação dos Poderes;
IV - os direitos e garantias individuais.
§ 5º A matéria constante de proposta de emenda rejeitada ou havida por prejudicada não pode ser objeto de 
nova proposta na mesma sessão legislativa. (LIMITES FORMAIS)
A Constituição Estadual não pode ampliar as hipóteses de reserva de lei complementar, ou seja, não pode 
criar outras hipóteses em que é exigida lei complementar, além daquelas que já são previstas na Constituição Fe-
deral. STF. Plenário. ADI 5003/SC, Rel. Min. Luiz Fux, julgado em 5/12/2019 (Info 962).
Embora a Constituição Federal não autorize proposta de iniciativa popular para emendas ao próprio texto, 
mas apenas para normas infraconstitucionais, não há impedimento para que as Constituições Estaduais preve-
jam a possibilidade, ampliando a competência constante da Carta Federal.
STF. Plenário. ADI 825/AP, Rel. Min. Alexandre de Moraes, julgado em 25/10/2018 (Info 921).
#OLHAOGANCHO
CF, art. 5º, § 3º - Os tratados e convenções internacionais sobre direitos humanos que forem aprovados, em 
cada Casa do Congresso Nacional, em dois turnos, por três quintos dos votos dos respectivos membros, serão 
equivalentes às emendas constitucionais.
Revisão Constitucional: 
Rito mais simples que o da emenda constitucional (maioria absoluta em sessão unicameral do Congresso 
Nacional). 
 Houve limitação temporal para a revisão, que só poderia ocorrer cinco anos após a promulgação da 
Constituição. Trata-se do artigo 2º do ADCT, que possui eficácia exaurida, ou seja, é vedada nova 
revisão.
 ÎMutação constitucional: 
Processo informal de alteração da Constituição, sem atingir diretamente o seu texto, em razão de modifica-
ções ocorridas no quadro fático ou em razão de modificações ocorridas no quadro de valores compartilhados pela 
sociedade.
68
RETA FINAL DELTA PC/PR
NFPSS
RETA FINAL DELTA PC/PR | @METODOCICLOS
“Processo informal de mudança da Constituição, que ocorre quando surgem modificações significativas nos 
valores sociais ou no quadro empírico subjacente ao texto constitucional, que provocam a necessidade de adoção de 
uma nova leitura da Constituição ou de algum dos seus dispositivos.” (Daniel Sarmento).
 9 Pressupõe uma dissociação entre norma e texto.
 9Mecanismos de atuação da mutação constitucional (segundoLuís Roberto Barroso):
• Por mudanças na interpretação constitucional (evolução jurisprudencial);
• Pela atuação do legislador;
• Por via de costume:
- desde que o costume não viole normas constitucionais escritas;
- desde que o costume não viole os valores fundamentais da Constituição.
- Não é admitido o costume contra constitutionem (o costume, por mais enraizado que seja, não pode 
ser invocado como razão para descumprimento da Constituição, nem enseja a revogação de seus 
preceitos.)
 Limites da mutação constitucional: porque devem ser preservadas a força normativa da Constitui-
ção e a sua rigidez, a mutação deve respeitar o próprio texto constitucional (não pode haver alterações 
que contradigam o texto, devendo ser pinçadas as possibilidades interpretativas que estão dentro de 
uma moldura conferida pelo próprio texto).
#OBS: isso porque a alteração do TEXTO se dá mediante a edição de emendas, com todo aquele processo formal 
que vocês já conhecem. Além disso, a mutação deve respeitar também o sistema constitucional como um todo, 
observando as escolhas fundamentais feitas pelo constituinte (não pode, por exemplo, resultar em um desrespeito 
ao sentido mínimo das cláusulas pétreas).
RECEPÇÃO
OU NÃO RECEPÇÃO
Ocorre a recepção quando se verifica a compatibilidade MATERIAL en-
tre uma norma e a Constituição que lhe é posterior. A não recepção 
é a não incorporação de uma norma anterior à nova ordem consti-
tucional, que equivale a sua revogação. Lembrem que as normas não 
recepcionadas não podem ser objeto de ADI, em razão do princípio da 
contemporaneidade. 
DESCONSTITUCIONALIZAÇÃO
Ocorre quando algumas normas da Constituição anterior são recepcio-
nas pela posterior com status infraconstitucional. A doutrina brasileira 
não admite.
69
RETA FINAL DELTA PC/PR
NFPSS
RETA FINAL DELTA PC/PR | @METODOCICLOS
DIREITOS E GARANTIAS FUNDAMENTAIS
TEORIA GERAL DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS
Conceito
São direitos ou posições jurídicas que investem os seres humanos, individual ou coletivamente 
considerados, em um conjunto de prerrogativas, faculdades e instituições imprescindíveis para 
assegurar uma existência digna, livre, igual e fraterna entre todas as pessoas.
Dimensões
1ª Dimensão Direitos civis e políticos.
2ª Dimensão Direitos sociais, econômicos e culturais.
3ª Dimensão Direitos de solidariedade e fraternidade.
4ª Dimensão Globalização (não é pacífico).
Teoria dos 4 
Status
(JELLINEK)
→	 Passivo: o sujeito está subordinado aos poderes estatais.
→	 Ativo: sujeito pode participar da formação da vontade do Estado.
→	 Negativo: ao sujeito é assegurada uma esfera indevassável ao Estado.
→	 Positivo: sujeito tem direito de pedir certas prestações ao Estado.
Características
•	 Relatividade; 
•	 Universalidade;
•	 Aplicabilidade imediata;
•	 Atipicidade; 
•	 Indisponibilidade; 
•	 Imprescritibilidade.
Eficácia
9	Vertical incidem na relação entre sujeito e Estado;
9	Horizontal incidem na relação entre sujeitos privados;
9	Diagonal incidem na relação entre privados em posição de desigualdade. Ex.: 
consumidor e fornecedor.
PRINCIPAIS DIREITOS FUNDAMENTAIS EM ESPÉCIE (art. 5º, CF/88)
Igualdade
I - homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações, nos termos desta Constituição;
Legalidade
II - ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei;
70
RETA FINAL DELTA PC/PR
NFPSS
RETA FINAL DELTA PC/PR | @METODOCICLOS
Liberdade de
expressão
IV - é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato;
IX - é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, indepen-
dentemente de censura ou licença;
XIV - é assegurado a todos o acesso à informação e resguardado o sigilo da fonte, quando 
necessário ao exercício profissional;
Direito de 
resposta
V - é assegurado o direito de resposta, proporcional ao agravo, além da indenização por 
dano material, moral ou à imagem;
Liberdade 
religiosa
VI - é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos 
cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias;
VII - é assegurada, nos termos da lei, a prestação de assistência religiosa nas entidades civis e 
militares de internação coletiva;
VIII - ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção fi-
losófica ou política, salvo se as invocar para eximir-se de obrigação legal a todos imposta e 
recusar-se a cumprir prestação alternativa, fixada em lei;
Privacidade X - são invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas, assegurado 
o direito a indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação;
Liberdade
profissional XIII - é livre o exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão, atendidas as qualificações profissionais que a lei estabelecer;
Liberdade de
associação
XVII - é plena a liberdade de associação para fins lícitos, vedada a de caráter paramilitar;
XVIII - a criação de associações e, na forma da lei, a de cooperativas independem de autori-
zação, sendo vedada a interferência estatal em seu funcionamento;
XIX - as associações só poderão ser compulsoriamente dissolvidas ou ter suas atividades sus-
pensas por decisão judicial, exigindo-se, no primeiro caso, o trânsito em julgado;
XX - ninguém poderá ser compelido a associar-se ou a permanecer associado;
XXI - as entidades associativas, quando expressamente autorizadas, têm legitimidade para 
representar seus filiados judicial ou extrajudicialmente;
Direito 
adquirido,
ato jurídico 
perfeito
e coisa 
julgada
XXXVI - a lei não prejudicará o direito adquirido, o ato jurídico perfeito e a coisa Julgada;
71
RETA FINAL DELTA PC/PR
NFPSS
RETA FINAL DELTA PC/PR | @METODOCICLOS
Direitos
fundamentais
processuais
XXXV - a lei não excluirá da apreciação do Poder Judiciário lesão ou ameaça a direito;
XXXVII - não haverá juízo ou tribunal de exceção;
LIII - ninguém será processado nem sentenciado senão pela autoridade competente;
LV - aos litigantes, em processo judicial ou administrativo, e aos acusados em geral são asse-
gurados o contraditório e ampla defesa, com os meios e recursos a ela inerentes;
DIREITO DE ASSOCIAÇÃO
SUSPENDER DISSOLVER
Decisão judicial Decisão judicial COM TRÂNSITO EM JULGADO (sem possibilidade de recurso).
INVIOLABILIDADE DE DOMICÍLIO – EXCEÇÕES CONSTITUCIONAIS
DURANTE O DIA DURANTE A NOITE
Consentimento do morador
Flagrante delito
Desastre
Prestar socorro
Mandado judicial
INSUSCETÍVEIS DE GRAÇA E 
ANISTA INAFIANÇÁVEIS IMPRESCRITÍVEIS
Tortura Tortura Racismo
Tráfico ilícito de entorpecentes 
e drogas afins
Tráfico ilícito de entorpecentes e drogas 
afins
Ação de grupos armados, civis 
ou militares, contra a ordem 
constitucional e o Estado Democrático
Terrorismo Terrorismo
Crimes hediondos Crimes hediondos
Racismo
Ação de grupos armados, civis ou 
militares, contra a ordem constitucional 
e o Estado Democrático
72
RETA FINAL DELTA PC/PR
NFPSS
RETA FINAL DELTA PC/PR | @METODOCICLOS
SIGILO BANCÁRIO
Os órgãos poderão requerer informações bancárias diretamente das instituições financeiras?
POLÍCIA NÃO. É necessária autorização judicial.
MP
NÃO. É necessária autorização judicial (STJ HC 160.646/SP, Dje 19/09/2011).
Exceção: É lícita a requisição pelo Ministério Público de informações bancárias de 
contas de titularidade de órgãos e entidades públicas, com o fim de proteger o 
patrimônio público, não se podendo falar em quebra ilegal de sigilo bancário (STJ. 
5ª Turma. HC 308.493-CE, j. em 20/10/2015).
TCU
NÃO. É necessária autorização judicial (STF MS 22934/DF, DJe de 9/5/2012).
Exceção: O envio de informações ao TCU
HABEAS CORPUS
DEFINIÇÃO
Conceder-se-á habeas corpus sempre que alguém sofrer ou se achar ameaçada de 
sofrer violência ou coação em sua liberdade de locomoção, por ilegalidade ou abuso 
de poder.
LEGITIMIDADE
Legitimidade ativa é universal, sendo que qualquer indivíduo, nacional ou estrangeiro, 
independentementeda capacidade civil, política ou profissional, de idade ou estado 
mental, tem legitimidade para ingressar com HC, em benefício próprio ou alheio.
Sujeito passivo é aquele que pratica a coação ou ilegalidade ao direito de locomoção 
do paciente. 
Paciente será a pessoa física beneficiada pela ordem. Não cabe HC em favor de pessoa 
jurídica, cujos interesses poderão ser tutelados na esfera criminal por mandado de 
segurança.
ESPÉCIES
Repressivo – a liberdade de locomoção já está limitada, almejando-se a expedição de 
alvará de soltura.
Preventivo – o risco à liberdade é iminente, objetivando-se a obtenção de salvo 
conduto.
Suspensivo – na hipótese de a prisão ter sido decretada, porém o mandado ainda 
estar pendente de cumprimento.
73
RETA FINAL DELTA PC/PR
NFPSS
RETA FINAL DELTA PC/PR | @METODOCICLOS
PRESSUPOSTOS 
LÓGICOS E 
ESPECIFICIDADES
Súmula 693 STF – não cabe HC contra decisão condenatória a pena de multa ou 
relativa a processo em curso por infração penal a que a pena pecuniária seja a única 
cominada.
Súmula 694 STF – não cabe HC contra a imposição da pena de exclusão de militar ou 
de perda de patente ou de função pública.
Súmula 695 STF – não cabe HC quando já extinta a pena privativa de liberdade.
Súmula 606 STF – não cabe HC originário para o Tribunal Pleno de decisão de turma, 
ou do plenário, proferida em HC ou no respectivo recurso.
Súmula 691 STF – não compete ao STF conhecer de HC impetrado contra decisão do 
relator que, em HC requerido a tribunal superior, indefere a liminar.
Súmula 692 STF – não se conhece de HC contra omissão de relator de extradição, se 
fundado em fato ou direito estrangeiro cuja prova não constava dos autos, nem foi 
ele provado a respeito.
PROCEDIMENTO HC segue rito especial, mas é extremamente informal e célere, devido à importância do direito que pretende defender. 
REPERCUSSÃO 
PROCESSUAL E 
EFEITOS
Concedida a ordem de HC com base em motivos que não sejam de ordem 
exclusivamente pessoal, deve ser estendida aos demais corréus, já que o HC, assim 
como ocorre com os recursos de ordem criminal, desfruta do efeito extensivo.
Em regra, o HC não permite dilação probatória, exigindo, assim como ocorre no 
mandado de segurança, prova pré-constituída.
No HC interposto perante órgão jurisdicional colegiado, em caso de empate na 
votação, considera-se a decisão favorável ao paciente, como consectário lógico do in 
dúbio pro reo.
74
RETA FINAL DELTA PC/PR
NFPSS
RETA FINAL DELTA PC/PR | @METODOCICLOS
MANDADO DE SEGURANÇA INDIVIDUAL
DEFINIÇÃO
Mandado de Segurança possui por escopo a proteção de direito líquido e certo, 
contra ato de autoridade ou de quem exerça função pública.
O MS é um remédio constitucional de caráter residual, uma vez que somente poderá 
ser impetrado para amparar direito líquido e certo que não disser respeito ao direito 
de locomoção (habeas corpus) e ao direito e ou retificação de informações pessoais 
(habeas data).
Não caberá MS quando se tratar de:
•	 Decisão judicial da qual caiba recurso com efeito suspensivo;
•	 Decisão judicial transitada em julgado;
•	 Lei em tese;
•	 Ato interna corporis;
•	 Substituição por ação popular ou de cobrança.
COMPETÊNCIA A competência para o julgamento do MS é fixada em conformidade com a autoridade impetrada.
LEGITIMIDADE
 Legitimidade Ativa – detentor do direito líquido e certo, não amparado por habeas 
corpus ou habeas data, podendo este ser qualquer pessoa física, jurídica, alguns 
órgãos públicos com capacidade processual, agentes políticos, além de outros entes 
despersonalizados com capacidade processual.
Legitimidade Passiva – autoridade coatora. 
PRAZO
Cento e vinte dias, contados do conhecimento oficial pelo interessado do ato a 
ser impugnado. Trata-se de prazo decadencial. Após iniciado, não se interrompe, 
tampouco se suspende.
Na hipótese de MS ser interposto contra omissão de certa autoridade, não haverá 
prazo decadencial a ser observado caso a administração não esteja sujeita a prazo 
para praticar o ato.
#COLANARETINA: 
SÚMULA 625 STF. Controvérsia sobre matéria de direito não impede a concessão de mandado de segurança. 
SÚMULA 429 STF. A existência de recurso administrativo com efeito suspensivo não impede o uso do mandado 
de segurança contra omissão da autoridade. 
SÚMULA 268 STF. Não cabe mandado de segurança contra decisão judicial com trânsito em julgado. 
SÚMULA 510 STF. Praticado o ato por autoridade, no exercício de competência delegada, contra ela cabe o 
mandado de segurança ou a medida judicial. 
SÚMULA 430 STF. Pedido de reconsideração na via administrativa não interrompe prazo para o mandado 
de segurança. 
75
RETA FINAL DELTA PC/PR
NFPSS
RETA FINAL DELTA PC/PR | @METODOCICLOS
SÚMULA 333 STJ. Cabe mandado de segurança contra ato praticado em licitação promovida por sociedade de 
economia mista ou empresa pública. #ATENÇÃO, cuida de ato administrativo e não de gestão!!! 
SÚMULA 629 STF. A impetração de mandado de segurança coletivo por entidade de classe em favor dos as-
sociados independe de autorização destes. #IMPORTANTE. 
SÚMULA 630 STF. A entidade de classe tem legitimidade para o mandado de segurança ainda quando a pre-
tensão veiculada interessa apenas a uma parte da respectiva categoria. 
MANDADO DE SEGURANÇA COLETIVO
DEFINIÇÃO
É uma ação que visa tutelar o direito líquido e certo de direitos coletivos (transindividuais, 
de natureza indivisível, de que seja titular grupo ou categoria de pessoas legadas entre si ou 
com a parte contrária por uma relação jurídica básica) ou direitos individuais homogêneos 
(decorrentes de origem comum e da atividade ou situação específica da totalidade ou de 
parte dos associados ou membros do impetrante).
Poderá ser utilizado nas mesmas hipóteses de cabimento do mandado de segurança 
individual.
COMPETÊNCIA A competência será a mesma do mandado de segurança individual.
LEGITIMIDADE
MS coletivo poderá ser impetrado por partido político com representação do Congresso 
Nacional ou organização sindical, entidade de classe ou associação legalmente constituída 
e em funcionamento há pelo menos um ano, em defesa dos interesses de seus membros 
ou associados.
EFEITOS DA 
DECISÃO
Abrangem todos os associados que se encontram descritos na petição inicial do writ, 
independentemente se o ingresso na associação tenha ocorrido antes ou após a impetração.
A impetração do mandado de segurança coletivo não gera litispendência entre a esfera 
individual e a coletiva, o que possibilita a posterior utilização do mandado de segurança 
individual.
HABEAS DATA
DEFINIÇÃO
HD será concedido para assegurar o conhecimento de informações relativas à pessoa do 
impetrante, constantes de registros ou bancos de dados de entidades governamentais ou 
de caráter público, e para a retificação de dados, quando não se prefira fazê-lo por processo 
sigiloso, judicial ou administrativo.
COMPETÊNCIA A competência para o julgamento de HD é definida com base na hierarquia funcional do agente público, isto é, tendo por parâmetro a autoridade ou entidade impetrada. 
LEGITIMIDADE
ATIVA - Poderá ser impetrado por qualquer pessoa, tanto natural quanto jurídica, seja 
nacional ou estrangeira, para ter acesso às informações a seu respeito.
O caráter personalíssimo da ação, que culmina na conclusão de que o HD será sempre 
impetrado para o acesso, retificação ou anotação de informação relativa à pessoa do próprio 
impetrante e não de terceiros.
PASSIVA – entidades governamentais ou particulares que tenham caráter público.
76
RETA FINAL DELTA PC/PR
NFPSS
RETA FINAL DELTA PC/PR | @METODOCICLOS
AÇÃO POPULAR
DEFINIÇÃO
Qualquer cidadão é parte legítima para propor ação popular que vise a anular ato lesivo ao 
patrimônio público ou de entidade de que o Estado participe, à moralidade administrativa, 
ao meio ambiente e ao patrimônio histórico e cultural, ficando o autor, salvo comprovada 
má-fé, isento de custas judiciais e do ônus da sucumbência.
É uma ação que viabiliza ao cidadão o controleda legalidade dos atos administrativos e impede 
a lesividade. Consiste, portanto, na possibilidade de qualquer membro da coletividade, com 
maior ou menor amplitude, invocar a tutela jurisdicional no intuito de preservar os interesses 
coletivos.
COMPETÊNCIA Juiz de primeiro grau (Justiça Estadual ou Federal) de acordo com as regras ordinárias de definição de competência.
LEGITIMIDADE
ATIVA – pertence ao cidadão, indivíduo dotado de capacidade eleitoral ativa e que esteja em 
dia com suas obrigações eleitorais.
PASSIVA – será proposta em face das pessoas jurídicas de direito público, cujo patrimônio 
se procura proteger, bem como suas entidades autárquicas e qualquer outras pessoas 
jurídicas que sejam subvencionadas pelos cofres; dos responsáveis pelo ato lesivo, vale dizer, 
autoridades diretamente responsáveis pelo ato que está sendo impugnado, administradores 
e demais funcionários; beneficiários diretos do ato ou contrato lesivo.
DECISÃO
A natureza da decisão, quando for declarada a procedência do pedido, é dúplice: será 
desconstitutiva ou constitutiva negativa.
Os efeitos da sentença são:
•	 Invalidação do ato lesivo ao patrimônio público;
•	 Condenação das autoridades, dos administradores, dos funcionários e dos 
beneficiários, que arcarão com o ressarcimento dos danos e das perdas;
•	 Condenação das autoridades, dos administradores, dos funcionários e dos 
beneficiários em custas e ônus de sucumbência;
•	 Efeito erga omnes.
DIREITOS SOCIAIS
CONCEITO
Os direitos sociais, direitos de 2ª dimensão, são prestações positivas a serem implementadas 
pelo Estado e tendem a concretizar a perspectiva de uma isonomia substancial e social.
Segundo a CF/88 (Art. 6°), são direitos sociais a educação, a saúde, a alimentação, o 
trabalho, a moradia, o transporte, o lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à 
maternidade e à infância, a assistência aos desamparados, na forma desta Constituição.
HISTÓRICO
Surgem com a crise do constitucionalismo liberal;
As primeiras Constituições que tratam do tema são do séc. XX (México - 1917).
Posteriormente, foram veiculados da Constituição de Weimar (1919).
77
RETA FINAL DELTA PC/PR
NFPSS
RETA FINAL DELTA PC/PR | @METODOCICLOS
JUDICIALIZAÇÃO
Os direitos sociais se efetivam especialmente pela implementação de políticas públicas 
pelo Estado. O Judiciário não é o local adequado para a implementação desses direitos, 
mas sim o Executivo e o Legislativo. No entanto, não se nega que, diante da inércia 
desses poderes, a judicialização seja uma medida importante para a implementação de 
tais direitos. 
→	 Nacionalidade:
É o vínculo jurídico-político que liga o indivíduo a um determinado Estado, tornando-o um componente 
do povo.
A nacionalidade pode ser:
9	Nacionalidade primária, também conhecida como originária é aquela resultante de um fato 
natural, qual seja, o nascimento, podendo ser estabelecida por meio de critérios sanguíneos, 
territoriais ou misto. 
	No Brasil, adota-se, como regra, o critério do jus soli, havendo, no entanto, situações nas quais o 
critério sanguíneo é aceito.
9	Nacionalidade secundária Decorre de um ato voluntário da pessoa, que decide adquirir, para si, 
uma nova nacionalidade. A isso se dá o nome de naturalização. Pode ser expresso ou tácito.
NACIONALIDADE 
PRIMÁRIA
Será considerado brasileiro nato o indivíduo nascido em território nacional, inde-
pendentemente da nacionalidade de seus antecedentes.
Foi adotado o critério territorial.
#OLHONOGANCHO: não será considerado brasileiro nato, embora tenha nascido 
em território nacional, filho de ambos os pais estrangeiros e qualquer um deles, ou 
ambos, estava no Brasil a serviço do país de origem.
Será considerada brasileira a criança nascida no estrangeiro, filho de pai ou mãe 
brasileiros, sendo que qualquer deles ou ambos, estava no exterior a serviço da Re-
pública Federativa do Brasil.
Foi adotado o critério sanguíneo + territorial.
78
RETA FINAL DELTA PC/PR
NFPSS
RETA FINAL DELTA PC/PR | @METODOCICLOS
NACIONALIDADE 
PRIMÁRIA
Será considerada brasileira, a criança, filha de pai ou mãe brasileiro, que é registrada 
em repartição brasileira competente.
Foi adotado o critério sanguíneo + o registro em repartição competente.
Será considerada brasileira a criança, filha de pai ou mãe brasileira, que nascer o 
estrangeiro, mas depois vem a residir na República Federativa do Brasil e opta, após 
a tingir a maioridade, pela nacionalidade brasileira. 
Foi adotado o critério sanguíneo + o residencial + opção confirmativa.
#OLHONOGANCHO: a opção confirmativa configura-se ato personalíssimo e 
somente pode ser praticada após a maioridade, devendo ser feita em juízo, em 
processo de jurisdição voluntária, perante a justiça federal.
NACIONALIDADE 
SECUNDÁRIA
Naturalização Extraordinária - A naturalização extraordinária será concedida a 
pessoa de qualquer nacionalidade fixada no Brasil há mais de 15 (quinze) anos inin-
terruptos e sem condenação penal, desde que requeira a nacionalidade brasileira.
Os requisitos para a naturalização extraordinária não sofreram alterações com a Lei 
de Migração, e nem poderiam, tendo em vista que decorrem de mandamento cons-
titucional, conforme o art. 12, inciso II, b, da CF/88. 
Vale lembrar a doutrina majoritária entende que a concessão da naturalização ex-
traordinária é ato vinculado. Nesse mesmo sentido, o STF entende que quando a CF 
diz “desde que requeiram”, significa que se a pessoa cumprir os 2 requisitos, basta 
requerer para ter o direito.
Naturalização Especial - A naturalização especial poderá ser concedida ao estran-
geiro que se encontre em pelo menos uma das situações elencadas no art. 68. Ob-
servem:
a) Seja cônjuge ou companheiro, há mais de 5 (cinco) anos, de integrante do Ser-
viço Exterior Brasileiro em atividade ou de pessoa a serviço do Estado brasileiro no 
exterior; ou
b) Seja ou tenha sido empregado em missão diplomática ou em repartição consular 
do Brasil por mais de 10 (dez) anos ininterruptos.
EXTRADIÇÃO
Nato: NUNCA
Naturalizado
9	Crime comum – praticado ANTES da naturalização
9	Tráfico de drogas – a qualquer tempo
Estrangeiro – não será extraditado por crime político ou de opinião.
79
RETA FINAL DELTA PC/PR
NFPSS
RETA FINAL DELTA PC/PR | @METODOCICLOS
CARGOS PRIVATIVOS DE BRASILEIROS NATOS
Presidente da República
Vice-Presidente da República (linha sucessória da Presidência da República)
Presidente da Câmara dos Deputados (linha sucessória da Presidência da República)
Presidente do Senado Federal (linha sucessória da Presidência da República)
Ministro do STF (linha sucessória da Presidência da República)
Oficial das Forças Armadas (cargos acima de Tenente)
Ministro da Defesa (auxilia o Presidente nas questões relacionadas às Forças Armadas)
Diplomata
 O brasileiro NATO possui 06 assentos reservados no Conselho da República (órgão superior de 
consulta do Presidente da República)
Art. 89. O Conselho da República é órgão superior de consulta do Presidente da República, e dele par-
ticipam:
VII - seis cidadãos brasileiros natos, com mais de trinta e cinco anos de idade, sendo dois nomeados pelo 
Presidente da República, dois eleitos pelo Senado Federal e dois eleitos pela Câmara dos Deputados, 
todos com mandato de três anos, vedada a recondução.
 Propriedade de empresas jornalísticas e de radiofusão de sons e imagens: o brasileiro NATO 
pode ser proprietário de empresas destes ramos, mas o brasileiro NATURALIZADO apenas pode ser 
proprietário destas após 10 anos da naturalização.
Art. 222. A propriedade de empresa jornalística e de radiodifusão sonora e de sons e imagens é privativa de brasileiros 
natos ou naturalizados há mais de dez anos, ou de pessoas jurídicas constituídas sob as leis brasileiras e que tenham 
sede no País.
A perda da nacionalidade apenas recai sobre brasileiros NATURALIZADOS, consistindo em uma ação para 
cancelamento da naturalização, em virtude de atividade nociva ao interesse nacional (como no caso da conde-
nação por vários crimes,por exemplo), sendo inadmissível a reaquisição.
Por outro lado, a aquisição voluntária de outra nacionalidade pode recair tanto sobre brasileiros NATOS, 
como sobre os NATURALIZADOS. Nesse caso, a pessoa deixa de ser brasileira.
Exceções – a pessoa adquire outra nacionalidade, mas permanece também como brasileira (dupla naciona-
lidade):
80
RETA FINAL DELTA PC/PR
NFPSS
RETA FINAL DELTA PC/PR | @METODOCICLOS
• Aquisição de outra nacionalidade originária: como é o caso de tantos brasileiros que adquirem a cidadania 
italiana, por exemplo.
• Quando o Estado estrangeiro exige a naturalização como condição de permanência no país, ou para o 
exercício de direitos civis: acontece muito com países do Oriente Médio, Ásia que exigem a naturalização de 
brasileiros que pretendem trabalhar como jogadores de futebol.
#FOCOINFORMATIVO
Se um brasileiro nato que mora nos EUA e possui o green card decidir adquirir a nacionalidade norte-amer-
icana, ele irá perder a nacionalidade brasileira. Isso porque, como ele já tinha o green card, não havia neces-
sidade de ter adquirido a nacionalidade norte-americana como condição para permanência ou para o exercício 
de direitos civis. Vale ressaltar que, perdendo a nacionalidade, ele perde os direitos e garantias inerentes ao 
brasileiro nato. Assim, se cometer um crime nos EUA e fugir para o Brasil, poderá ser extraditado. (info 859).
 Î Direitos Políticos
• Plebiscito e Referendo
PLEBISCITO REFERENDO
Consulta popular sobre determinado assunto Consulta popular sobre determinado assunto
CONVOCADO pelo Congresso Nacional AUTORIZADO pelo Congresso Nacional
Mediante Decreto Legislativo Mediante Decreto Legislativo
Primeiro consulta o povo e depois edita a lei 
ou ato administrativo
Primeiro edita a lei ou o ato administrativo 
e depois consulta o povo
• Iniciativa Popular: consiste na possibilidade do povo elaborar um projeto de lei.
INICIATIVA POPULAR
Lei Federal Lei Estadual Lei Municipal
1% do eleitorado nacional +
A CF não dispõe, fica a 
critério da Constituição de 
cada Estado.
5% dos eleitores do 
Município.
Distribuído em pelo menos cinco 
estados +
Pelo menos 0,3% dos eleitores 
destes estados
Os projetos de lei de iniciativa popular seguem para o Congresso, onde recebem o mesmo tratamento dos 
projetos de lei de iniciativa do próprio Poder Legislativo. No entanto, estes projetos NÃO podem ser rejeitados pelo 
Congresso por vício de redação. Ademais, o PL de iniciativa popular pode versar apenas sobre um assunto.
81
RETA FINAL DELTA PC/PR
NFPSS
RETA FINAL DELTA PC/PR | @METODOCICLOS
• Direito de sufrágio: direito de votar e de ser votado.
No Brasil o sufrágio é universal, ou seja, todos têm o direito de votar e de ser votado, preenchidos os requi-
sitos mínimos da idade de 16 ANOS e a ALISTAMENTO ELEITORAL. 
O VOTO É SECRETO, DIRETO E IGUALITÁRIO
• Voto direto: o povo escolhe diretamente o seu representante, sem intermediários.
EXCEÇÃO: se os cargos de Presidente e Vice-Presidente ficarem simultaneamente vagos nos dois últimos 
anos do mandato, o Congresso Nacional procederá eleição indireta em 30 dias.
Art. 81. Vagando os cargos de Presidente e Vice-Presidente da República, far-se-á eleição noventa dias depois de 
aberta a última vaga.
§ 1º Ocorrendo a vacância nos últimos dois anos do período presidencial, a eleição para ambos os cargos será feita 
trinta dias depois da última vaga, pelo Congresso Nacional, na forma da lei.
• Voto secreto: sigiloso.
• Voto igualitário: todos os votos têm o mesmo peso.
ALISTABILIDADE – DIREITO DE VOTAR
VOTO OBRIGATÓRIO VOTO FACULTATIVO VOTO PROIBIDO
Maiores de 18 e menor de 70 anos
Maior de 16 e menor de 18 anos
Estrangeiro, exceto se for português 
na condição de equiparado à 
brasileiro, residente há 03 anos.
Maior de 70 anos Menor de 16 anos
Analfabetos Militar conscrito
ELEGIBILIDADE – DIREITO DE SER VOTADO
Brasileiro, nato ou naturalizado. Lembrar que a Presidência da República é cargo privativo de brasileiro nato.
Alistamento eleitoral
Filiação partidária
Gozo dos direitos políticos
Domicílio eleitoral na circunscrição
82
RETA FINAL DELTA PC/PR
NFPSS
RETA FINAL DELTA PC/PR | @METODOCICLOS
Idade mínima (não tem idade máxima):
- 35 anos: Presidente, Vice-Presidente e Senador
- 30 anos: Governador e Vice-Governador
- 21 anos: Prefeito, Vice-Prefeito, Deputado e Juiz de Paz
- 18 anos: Vereador
#CASCADEBANANA: a idade mínima, como regra, é verificada no momento da posse. Todavia, no caso da 
vereança, é necessário ter 18 anos quando do registro da candidatura.
 �Art. 14, §7º, CF. São inelegíveis, no território de jurisdição do titular, o cônjuge e os parentes consanguíneos 
ou afins, até o segundo grau ou por adoção, do Presidente da República, de Governador de Estado ou 
Território, do Distrito Federal, de Prefeito ou de quem os haja substituído dentro dos seis meses anteriores ao 
pleito, salvo se já titular de mandato eletivo e candidato à reeleição.
Como funciona isso de circunscrição?
Parentes do Prefeito  não podem se candidatar para cargos no mesmo Município.
Inelegibilidade
Absoluta
Inalistáveis
Analfabetos
Relativa
Inelegibilidade por 
reeleição
Inelegibilidade se não 
renunciar ao cargo de 
Chefe do Executivo
Inelegibilidade pelo 
parentesco
Inelegibilidade do 
militar
Outros casos de 
inelegibilidade por Lei 
Complementar
83
RETA FINAL DELTA PC/PR
NFPSS
RETA FINAL DELTA PC/PR | @METODOCICLOS
Parentes do Governador  não podem se candidatar para cargos no mesmo Estado.
Parentes do Presidente  não podem se candidatar para cargos no mesmo País.
Opa mas e o filho do Presidente Jair Bolsonaro? Ele não é Deputado? 
Pessoal, a regra do §7º traz uma EXCEÇÃO, de modo que tais parentes poderão concorrer à reeleição. Ou 
seja, os parentes que JÁ OCUPAVAM um cargo político podem se reeleger sem problemas. Assim, o Deputado 
Eduardo Bolsonaro foi REELEITO Deputado Federal em 2018, não implicando em inelegibilidade do Presidente Jair 
Bolsonaro.
Súmula Vinculante 18. A dissolução da sociedade ou do vínculo conjugal, no curso do mandato, não afasta a 
inelegibilidade prevista no § 7º do artigo 14 da Constituição Federal.
INELEGIBILIDADE DO MILITAR
Militar conscrito: não pode votar ou ser votado
Militar com MENOS de 10 ANOS de atividade: para se candidatar deve ser AFASTAR DEFINITIVAMENTE das 
atividades.
Militar com MAIS de 10 ANOS de atividade: pode ser afastado temporariamente (agregado), e se eleito passa 
para a inatividade.
Vale relembrar que a CF VEDA a cassação de direitos políticos e prevê apenas duas formas de privação 
dos direitos políticos (PERDA e SUSPENSÃO): 
A perda e a suspensão dos direitos políticos somente se darão nos casos de: 
I) Cancelamento da naturalização por sentença transitada em julgado; (PERDA). 
 Em virtude de atividade nociva ao interesse nacional. 
OBS.: Também há previsão, na CF, de perda da nacionalidade do brasileiro nato, o que, por óbvio, também 
acarreta a perda dos direitos políticos. 
II) Recusa de cumprir obrigação a todos imposta ou prestação alternativa; (PERDA). 
 Serão privados dos direitos políticos até que cumpram a obrigação (Ex.: função de jurados, serviço 
militar). Obs. Há quem defenda se tratar de uma hipótese de suspensão. 
84
RETA FINAL DELTA PC/PR
NFPSS
RETA FINAL DELTA PC/PR | @METODOCICLOS
III) Incapacidade civil absoluta; (SUSPENSÃO). 
 Convenção e Estatuto da Pessoa com Deficiência - somente são absolutamente incapazes aqueles 
menores de 16 anos. 
IV) Condenação criminal transitada em julgado, enquanto durarem seus efeitos; (SUSPENSÃO). 
 Efeito automático da sentença, ou seja, NÃO precisa vir expresso no dispositivo. 
 Não importa a natureza ou montante da pena e abarca também condenações relativas a CONTRA-
VENÇÕES. 
 NÃO são atingidos em caso de transação penal ou sursis processual (fala em “condenação”!). 
 Cessa com o cumprimento ou a extinção da pena, INDEPENDENDO de reabilitação ou prova de repa-
ração de danos (Súmula 9 do TSE). 
V) Improbidadeadministrativa, nos termos do art. 37, § 4º. (SUSPENSÃO) 
 Diferentemente do que ocorre na condenação criminal, deve vir EXPRESSO na sentença. 
 Necessário o trânsito em julgado. 
A perda ou a suspensão de direitos políticos acarreta várias consequências jurídicas, como: 
• O cancelamento do alistamento e a exclusão do corpo de eleitores; 
• O cancelamento da filiação partidária (LOPP, art. 22, II); 
• A perda de mandato eletivo; 
• A perda de cargo ou função pública; 
• A impossibilidade de se ajuizar ação popular; 
• O impedimento para votar ou ser votado; 
• O impedimento para exercer a iniciativa popular. 
#DEOLHONAJURIS: A suspensão de direitos políticos prevista no art. 15, III, da Constituição Federal, aplica-se 
no caso de substituição da pena privativa de liberdade pela restritiva de direitos. Havendo condenação criminal 
transitada em julgado, a pessoa condenada fica com seus direitos políticos suspensos tanto no caso de pena 
privativa de liberdade como na hipótese de substituição por pena restritiva de direitos. Veja o dispositivo consti-
tucional:
85
RETA FINAL DELTA PC/PR
NFPSS
RETA FINAL DELTA PC/PR | @METODOCICLOS
Art. 15. É vedada a cassação de direitos políticos, cuja perda ou suspensão só se dará nos casos de: III - con-
denação criminal transitada em julgado, enquanto durarem seus efeitos; STF. Plenário. RE 601182/MG, Rel. Min. 
Marco Aurélio, red. p/ o ac. Min. Alexandre de Moraes, julgado em 8/5/2019 (repercussão geral) (Info 939). 
 Î Partidos Políticos:
DIREITO A RECURSOS DO FUNDO PARTIDÁRIO E
ACESSO GRATUITO AO RÁDIO E À TELEVISÃO
APOIAMENTO MÍNIMO 
PARA REGISTRAR O 
ESTATUTO
3% dos votos válidos para Câmara dos Deputados. Período de 2 anos.
1/3 das unidades da Federação. Eleitores NÃO filiados.
Com um mínimo de 2%. 0,5% votos dados na para a CD.
OU 1/3 dos Estados (9E), com um.
Tenha eleito pelo menos 15 Deputados Federais. Mínimo de 0,1% do eleitorado de cada um
1/3 das unidades da Federação.
ORGANIZAÇÃO ADMINISTRATIVA
A federação corresponde a uma pluralidade de Estados dentro da unidade que é o Estado Federal.
As características comuns das federações são:
• Pacto entre unidades autônomas;
• Impossibilidade de secessão;
• Extrai sua força da Constituição;
• Descentralização político-administrativa;
• Participação dos Estados no Poder Legislativo Federal;
• Órgão representativo dos Estados-membros (Senado);
• Repartição de competências e de receitas entre os entes federados;
• Possibilidade de intervenção federal;
• Formação de Estados-membros;
86
RETA FINAL DELTA PC/PR
NFPSS
RETA FINAL DELTA PC/PR | @METODOCICLOS
• Previsão de um órgão de cúpula do Poder Judiciário.
QUANTO À ORIGEM QUANTO À DISTRIBUIÇÃO DE COMPETÊNCIAS
Agregação: províncias se unem em um movimento 
centrípeto (de fora para dentro). Ex: Estados Unidos
Centrípeta: a União possui maior concentração de 
competência (competências centralizadas). É o caso 
do Brasil.
Desagregação: O Estado que era unitário se descen-
traliza em um movimento centrífugo. Ex: Brasil
Centrífuga: Há total igualdade de competências en-
tre os entes, aumentando a autonomia estadual e 
municipal.
Constituição Brasileira: centrífuga. Constituição brasileira: centrípeta.
 9 Auto-organização: Os entes se organizam por suas próprias constituições estaduais ou leis orgânicas. 
Deve ser observado o princípio da simetria e, assim, o processo de reforma da CE deve, obrigatoriamente, 
observar os requisitos estabelecidos na CF.
 9 Autolegislação: Exercem, por seus próprios poderes legislativos, as competências legislativas que são de 
sua alçada.
 9 Autogoverno: Elegerão seus próprios governantes e deputados, e organizarão suas próprias justiças (exce-
to os Municípios), inclusive com sistema de controle de constitucionalidade das leis estaduais e municipais.
 9 Autoadministração: Organizarão suas administrações, seus serviços públicos e seus servidores.
 Î REPARTIÇÃO DE COMPETÊNCIAS
• Modelo clássico: União exerce a competência expressa e os Estados a residual.
• Modelo moderno: verificado após a 1ª guerra mundial. A CF prevê não apenas a competência exclusiva da 
União, mas também a comum e concorrente dos Estados.
• Modelo horizontal: não há relação de subordinação entre os entes que legislam. Predomina no BRASIL.
• Modelo vertical: há divisão na competência. É o que ocorre no Brasil com a competência CONCORRENTE, 
na qual as normas gerais são de atribuição da União, cabendo aos Estados apenas a regulamentação espe-
cífica da matéria.
COMPETÊNCIAS
EXCLUSIVA Atribuída a uma entidade federada com exclusão de todas as demais, SEM possibilidade de delegação.
PRIVATIVA
Da União (artigo 22 e parágrafo único).
Pode ser delegada aos Estados para legislarem sobre determinada matéria, por meio de 
Lei Complementar.
87
RETA FINAL DELTA PC/PR
NFPSS
RETA FINAL DELTA PC/PR | @METODOCICLOS
CONCORRENTE
(ARTIGO 24)
Atribuída a mais de um ente federado com atuação em níveis distintos.
Os municípios estão excluídos, cabe somente à União, Estados e Distrito Federal, que 
poderão legislar concorrentemente sobre os assuntos constantes no artigo 24, mas, NÃO 
há superposição.
§§ 1º a 4º:
À União compete às normas gerais; já aos Estados a competência suplementar; 
Se a União não emitir as normas gerais, os Estados poderão exercer a competência ple-
na sobre o assunto (SUPLETIVA); se após o exercício da competência plena dos Estados, 
surgir, supervenientemente, regulamentação sobre normas gerais da União, a norma dos 
Estados terá a eficácia suspensa (não revoga nem torna inválida no que contradiz a 
União, pois não há hierarquia entre elas. Não há repristinação).
SUPLEMENTAR
Conferida a determinado ente para complementar as normas gerais dispostas por outro 
ou para suprir a ausência dessas normas gerais.
Artigo 24, § 2º trata da competência LEGISLATIVA SUPLEMENTAR DOS ESTADOS e o art. 
30, II fala da competência LEGISLATIVA SUPLEMENTAR DOS MUNICÍPIOS (no que couber 
– de interesse local).
 Î Criação, fusão, incorporação, desmembramento:
ESTADOS MUNICÍPIOS
Aprovação da população (plebiscito) Aprovação da população (plebiscito)
Lei complementar (Congresso Nacional) Lei estadual + período estabelecido por lei complementar federal
Não menciona estudos de viabilidade Estudos de Viabilidade Municipal
#DEOLHONASSÚMULAS:
Súmula Vinculante 2: É inconstitucional a lei ou ato normativo estadual ou distrital que disponha sobre sistemas 
de consórcios e sorteios, inclusive bingos e loterias.
Súmula vinculante 46: A definição dos crimes de responsabilidade e o estabelecimento das respectivas normas 
de processo e julgamento são da competência legislativa privativa da União.
Súmula vinculante 39: Compete privativamente à União legislar sobre vencimentos dos membros das polícias 
civil e militar do Distrito Federal.
Súmula vinculante 38: É competente o Município para fixar o horário de funcionamento de estabelecimento 
comercial.
Súmula 419 STF: Os municípios têm competência para regular o horário do comércio local, desde que não infrin-
jam leis estaduais ou federais válidas.
88
RETA FINAL DELTA PC/PR
NFPSS
RETA FINAL DELTA PC/PR | @METODOCICLOS
Súmula 19 STJ: A fixação do horário bancário, para atendimento ao público, é da competência da União.
Súmula 637 STF. Não cabe recurso extraordinário contra acórdão de Tribunal de Justiça que defere pedido de 
intervenção estadual em Município. (isso porque a decisão do TJ terá natureza política e não jurisdicional).
Súmula 614 STF. Somente o Procurador-Geral da Justiça tem legitimidade para propor ação direta interventiva 
por inconstitucionalidade de Lei Municipal.
 Î INTERVENÇÃO:
 9 Princípio da não intervenção:
A intervenção só poderá ser decretada em caso de extrema necessidade. 
Por isso, a CF determina que a intervenção fundada nos incisos VI e VII do art. 34 deverá limitar-se a sus-
pender a execução do ato impugnado, se essa medida for suficiente para restabelecer a normalidade.
 9 Princípio da temporalidade:
A medida nãopoderá ultrapassar o prazo absolutamente imprescindível ao reequilíbrio do pacto federativo 
e da observância dos princípios constitucionais sensíveis.
 9 Princípio da Proporcionalidade:
A medida deve pautar-se nos limites da adequação, necessidade e proporcionalidade em sentido estrito.
 O Decreto de intervenção especificará a amplitude, o prazo e as condições de execução da interven-
ção e, se for o caso, nomeará desde logo o interventor.
 Será submetido à apreciação – Do CN (federal) ou da Assembleia/Câmara Legislativa (estadual). 
 O controle é feito a posteriori – em 24h da expedição do decreto.
Se os órgãos de controle estiverem de recesso, serão convocados extraordinariamente no mesmo 
prazo de 24h.
 Cessados os motivos da intervenção, as autoridades afastadas de seus cargos a esses voltarão, salvo 
impedimento legal.
 Î INTERVENÇÃO FEDERAL:
Compete à União intervir nos Estados ou no DF, bem como nos Municípios, desde que localizados em 
Territórios Federais. 
89
RETA FINAL DELTA PC/PR
NFPSS
RETA FINAL DELTA PC/PR | @METODOCICLOS
É ato privativo do Presidente da República mediante decreto.
Pode ser ESPONTÂNEA ou PROVOCADA.
 ¾ Espontânea: De ofício pelo Presidente da República.
Pressupostos MATERIAIS: Art. 34 (fatos que dão ensejo à medida)
	DEFESA DA UNIDADE NACIONAL:
I - Para manter a integridade nacional; ou
II - Repelir invasão estrangeira ou de uma unidade da federação em outra.
	DEFESA DA ORDEM PÚBLICA: 
III - Para pôr termo a grave comprometimento da ordem pública.
	DEFESA DAS FINANÇAS PÚBLICAS:
V - Para reorganizar as finanças da unidade da Federação que:
a) Suspender o pagamento da dívida fundada por mais de 2 anos consecutivos, 
salvo motivo de força maior; ou
b) Deixar de entregar aos Municípios as receitas tributárias nos prazos estabelecidos 
na CF.
Pressupostos FORMAIS: (procedimento a ser seguido)
	Antes de decretar a medida, o Presidente da República deve consultar o CONSELHO DA 
REPÚBLICA e o CONSELHO DE DEFESA NACIONAL.
¾	Provocada:
•	 Obrigatória:
Provocada por REQUISIÇÃO (obriga o Presidente):
	DO STF: 
9	IV - para garantir o livre exercício do Poder Judiciário.
9	VI - para garantir a execução de lei federal – mediante provimento de representação 
do PGR (ação direta interventiva)
9	VII - para garantir a observância dos princípios constitucionais sensíveis – mediante 
provimento de representação do PGR (ação direta interventiva)
	DO STF, STJ, TSE: 
9	VI - para prover a execução de ordem ou decisão judicial.
•	 Facultativa:
Provocada por SOLICITAÇÃO (pode ser feita):
	Do órgão COAGIDO:
9	IV - para defesa do livre exercício dos Poderes (Executivo e Legislativo) na unidade 
da federação.
90
RETA FINAL DELTA PC/PR
NFPSS
RETA FINAL DELTA PC/PR | @METODOCICLOS
#OBS: embora instaurado perante o Judiciário, o procedimento destinado a viabilizar a intervenção federal 
ou estadual, nas hipóteses de descumprimento de ordem judicial, reveste-se de caráter político-administrativo, daí 
porque incabível o recurso extraordinário.
#ATENÇÃO: No caso do Art. 34, incisos VI e VII (prover a execução de lei federal, ordem ou decisão judi-
cial; e assegurar a observância dos princípios sensíveis) - NÃO HÁ controle legislativo da intervenção.
O Decreto do Presidente limitar-se-á a suspender a execução do ato impugnado, se essa medida bastar 
ao restabelecimento da normalidade. 
PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS SENSÍVEIS:
a) forma republicana, sistema representativo e regime democrático;
b) direitos da pessoa humana;
c) autonomia municipal;
d) prestação de contas da administração pública, direta e indireta;
e) aplicação do mínimo exigido da receita resultante de impostos estaduais, compreendida a proveniente de 
transferências, na manutenção e desenvolvimento do ensino e nas ações e serviços públicos de saúde.
 Î INTERVENÇÃO ESTADUAL:
Compete aos Estados-membros intervir nos Municípios localizados em seu território. Art. 35 CF.
 ¾ Espontânea: De ofício pelo Governador.
I - Deixar de ser paga, sem motivo de força maior, por 2 anos consecutivos, a dívida fundada;
II - Não forem prestadas contas devidas, na forma da lei;
III - Não tiver sido aplicado o mínimo exigido da receita municipal na manutenção e desenvolvimento 
do ensino e nas ações e serviços públicos de saúde.
 ¾ Provocada: Provimento do TJ.
IV - Para assegurar a observância de princípios indicados na Constituição Estadual; ou
V - Para prover a execução da lei, de ordem ou decisão judicial.
 O TJ deve dar provimento à representação (embora a CF não diga expressamente a quem caberia 
realizar a representação, entende-se que a atribuição cabe ao PGJ – ADI INTERVENTIVA ESTADUAL).
 Não cabe RE – decisão politico-administrativa.
91
RETA FINAL DELTA PC/PR
NFPSS
RETA FINAL DELTA PC/PR | @METODOCICLOS
 Neste caso NÃO HÁ controle legislativo da intervenção.
 O decreto do governador limitar-se-á a suspender a execução do ato impugnado, se essa medida 
bastar ao restabelecimento da normalidade.
 Caso a medida não seja suficiente – decreta intervenção {nesse caso haverá controle político}.
PODER LEGISLATIVO
Em nível federal, o Poder Legislativo é bicameral, sendo representado pelo Congresso Nacional, que é com-
posto de duas Casas Legislativas (o Senado Federal e a Câmara dos Deputados). 
O Senado Federal é composto por representantes dos Estados e do Distrito Federal (os Senadores), ao passo 
que a Câmara dos Deputados é composta por representantes do povo (os Deputados Federais). 
Já em nível estadual e municipal, o Poder Legislativo é unicameral. Nos estados, é exercido pela Assembleia 
Legislativa (integrada pelos Deputados Estaduais), ao passo que nos Municípios é exercido pela Câmara Municipal 
(composta dos Vereadores).
PODER LEGISLATIVO SENADO FEDERAL CÂMARA DOS DEPUTADOS
Composição Representantes dos ESTADOS e DF. Representantes do POVO.
Sistema de eleição Princípio majoritário. Princípio proporcional à população de cada Estado e do DF.
Número de parlamentares
3 Senadores por Estado e DF, cada 
qual com 2 suplentes.
Há um total de 81 senadores.
LC 78/93 fixou em 513 Deputados
Federais. (Nenhum Estado terá 
menos que 8, nem mais de 70 
Deputados).
Mandato 8 anos = 2 legislaturas. 4 anos = 1 legislatura.
Renovação A cada 4 anos, por 1/3 e 2/3. A cada 4 anos.
Idade mínima 35 anos. 21 anos.
92
RETA FINAL DELTA PC/PR
NFPSS
RETA FINAL DELTA PC/PR | @METODOCICLOS
SISTEMA PROPORCIONAL SISTEMA MAJORITÁRIO
Dá-se importância ao número de 
votos válidos ao partido político, pois 
ao votar na legenda, faz-se a escolha 
por partido.
Leva em conta o número de votos 
válidos ofertados ao candidato 
registrado por partido político. 
Dá-se importância ao candidato e 
não ao partido político pelo qual é 
registrado.
Adotado nas eleições para Deputado 
Federal, Deputado Estadual e 
Vereadores.
Adotado nas eleições para 
Senador da República, Presidente 
da República, Governadores da 
República e Prefeitos.
MAJORITÁRIO SIMPLES
Contenta-se com qualquer maioria 
de votos. É adotado nas eleições 
para Senador e Prefeito de 
Municípios com menos de 200 mil 
eleitores (art. 29, II, CR/88).
MAJORITÁRIO ABSOLUTO
Exige no mínimo maioria absoluta de 
votos para considerar o candidato 
eleito, se não terá que haver 2º 
turno de votação. É adotado 
nas eleições para Presidente da 
República, Governadores e Prefeitos 
de Municípios com mais de 200 mil 
eleitores.
 Î ESTATUTO DOS CONGRESSISTAS:
As garantias são imprescindíveis ao exercício adequado da função legiferante. A finalidade não é a mera 
concessão de privilégios. São garantias estabelecidas ao Parlamentar, independentemente de quem ele seja. Qual 
a consequência disso? A irrenunciabilidade das garantias parlamentares.
#OBS: Afastamento do Parlamentar. É comum que deputados e senadores sejam convidados a exercer o cargo de 
Ministro de Estado. Quando o Parlamentar é temporariamente afastado essas garantias permanecem? Ocorre a 
suspensão das imunidades (material e formal), mas não da prerrogativa de foro(continua no STF, mesmo que vá 
para cargo que não tenha essa prerrogativa).
93
RETA FINAL DELTA PC/PR
NFPSS
RETA FINAL DELTA PC/PR | @METODOCICLOS
Art. 53. Os Deputados e Senadores são invioláveis, civil e penalmente, por quaisquer de suas opiniões, palavras e 
votos. IMUNIDADE MATERIAL.
§1º Os Deputados e Senadores, desde a expedição do diploma, serão submetidos a julgamento perante o STF.
§2º Desde a expedição do diploma, os membros do Congresso Nacional NÃO poderão ser presos, SALVO em 
flagrante de crime inafiançável. Nesse caso, os autos serão remetidos dentro de 24 horas à Casa respectiva, para 
que, pelo voto da maioria de seus membros, resolva sobre a prisão.
§3º Recebida a denúncia contra o Senador ou Deputado, por crime ocorrido após a diplomação, o STF dará 
ciência à Casa respectiva, que, por iniciativa de partido político nela representado e pelo voto da maioria de seus 
membros, poderá, até a decisão final, sustar o andamento da ação.
§4º O pedido de sustação será apreciado pela Casa respectiva no prazo improrrogável de 45 dias do seu rece-
bimento pela Mesa Diretora.
§5º A sustação do processo suspende a prescrição, enquanto durar o mandato.
§6º Os Deputados e Senadores não serão obrigados a testemunhar sobre informações recebidas ou prestadas 
em razão do exercício do mandato, nem sobre as pessoas que lhes confiaram ou deles receberam informações.
§7º A incorporação às Forças Armadas de Deputados e Senadores, embora militares e ainda que em tempo de 
guerra, dependerá de prévia licença da Casa respectiva.
§8º As imunidades de Deputados ou Senadores subsistirão durante o estado de sítio, só podendo ser suspensas 
mediante o voto de 2/3 dos membros da Casa respectiva, nos casos de atos praticados fora do recinto do Con-
gresso Nacional, que sejam incompatíveis com a execução da medida.
DEPUTADOS ESTADUAIS
Imunidade formal Imunidade material
• Em relação à prisão;
• Em relação ao processo andamento da ação.
São invioláveis, civil e penalmente, por 
quaisquer de suas opiniões, palavras e 
votos.
VEREADORES
Imunidade formal Imunidade material
NÃO gozam
* CE pode prever foro de prerrogativa de 
função no TJ
#CUIDADO nesse caso, prevalece o tribunal do 
júri e não o foro por prerrogativa.
Por suas opiniões, palavras e votos no exercício do mandato e 
na circunscrição do Município.
94
RETA FINAL DELTA PC/PR
NFPSS
RETA FINAL DELTA PC/PR | @METODOCICLOS
CRIMES COMETIDOS POR DEPUTADO FEDERAL OU SENADOR
Situação Competência
Crime cometido antes da diplomação como Deputado ou Senador
Juízo de 1ª instância
Crime cometido depois da diplomação (durante o exercício do cargo), mas o delito 
não tem relação com as funções desempenhadas.
Ex: embriaguez ao volante.
Crime cometido depois da diplomação (durante o exercício do cargo) e o delito está 
relacionado com as funções desempenhadas.
Ex: corrupção passiva.
STF
 Î PERDA DO MANDATO:
Art. 55. Perderá o mandato o Deputado ou Senador:
I - que infringir qualquer das proibições estabelecidas no artigo anterior;
II - cujo procedimento for declarado incompatível com o decoro parlamentar;
III - que deixar de comparecer, em cada sessão legislativa, à terça parte das sessões ordinárias da Casa a que per-
tencer, salvo licença ou missão por esta autorizada;
IV - que perder ou tiver suspensos os direitos políticos;
V - quando o decretar a Justiça Eleitoral, nos casos previstos nesta Constituição;
VI - que sofrer condenação criminal em sentença transitada em julgado.
§ 1º - É incompatível com o decoro parlamentar, além dos casos definidos no regimento interno, o abuso das 
prerrogativas asseguradas a membro do Congresso Nacional ou a percepção de vantagens indevidas.
§ 2º Nos casos dos incisos I, II e VI, a perda do mandato será decidida pela Câmara dos Deputados ou pelo Senado 
Federal, por maioria absoluta, mediante provocação da respectiva Mesa ou de partido político representado no 
Congresso Nacional, assegurada ampla defesa. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 76, de 2013)
§ 3º Nos casos previstos nos incisos III a V, a perda será declarada pela Mesa da Casa respectiva, de ofício 
ou mediante provocação de qualquer de seus membros, ou de partido político representado no Congresso 
Nacional, assegurada ampla defesa.
§ 4º A renúncia de parlamentar submetido a processo que vise ou possa levar à perda do mandato, nos termos 
deste artigo, terá seus efeitos suspensos até as deliberações finais de que tratam os §§ 2º e 3º. 
Art. 56. Não perderá o mandato o Deputado ou Senador:
I - investido no cargo de Ministro de Estado, Governador de Território, Secretário de Estado, do Distrito Federal, de 
Território, de Prefeitura de Capital ou chefe de missão diplomática temporária;
95
RETA FINAL DELTA PC/PR
NFPSS
RETA FINAL DELTA PC/PR | @METODOCICLOS
II - licenciado pela respectiva Casa por motivo de doença, ou para tratar, sem remuneração, de interesse particular, 
desde que, neste caso, o afastamento não ultrapasse cento e vinte dias por sessão legislativa.
§ 1º O suplente será convocado nos casos de vaga, de investidura em funções previstas neste artigo ou de licença 
superior a cento e vinte dias.
§ 2º Ocorrendo vaga e não havendo suplente, far-se-á eleição para preenchê-la se faltarem mais de quinze 
meses para o término do mandato.
§ 3º Na hipótese do inciso I, o Deputado ou Senador poderá optar pela remuneração do mandato.
Se o STF condenar criminalmente um Deputado Federal ou Senador, haverá a perda automática do 
mandato ou isso ainda dependerá de uma deliberação (decisão) da Câmara ou do Senado, respecti-
vamente?
A condenação criminal transitada em julgado é suficiente, por si só, para acarretar a perda automática 
do mandato eletivo de Deputado Federal ou de Senador?
1ª Turma do STF: DEPENDE 2ª Turma do STF: NÃO. A perda não é automática. A Casa é que irá deliberar
• Se o Deputado ou Senador for condenado a mais 
de 120 dias em regime fechado: a perda do cargo 
será uma consequência lógica da condenação. Neste 
caso, caberá à Mesa da Câmara ou do Senado apenas 
declarar que houve a perda (sem poder discordar da 
decisão do STF), nos termos do art. 55, III e § 3º da 
CF/88.
• Se o Deputado ou Senador for condenado a uma 
pena em regime aberto ou semiaberto: a condenação 
criminal não gera a perda automática do cargo. O 
Plenário da Câmara ou do Senado irá deliberar, nos 
termos do art. 55, § 2º, se o condenado deverá ou não 
perder o mandato.
STF. 1ª Turma. AP 694/MT, Rel. Min. Rosa Weber, julgado 
em 2/5/2017 (Info 863).
STF. 1ª Turma. AP 863/SP, Rel. Min. Edson Fachin, julgado 
em 23/5/2017 (Info 866).
O STF apenas comunica, por meio de ofício, a Mesa 
da Câmara dos Deputados ou do Senado Federal 
informando sobre a condenação do parlamentar.
A Mesa da Câmara ou do Senado irá então deliberar 
(decidir) como entender de direito (como quiser) se 
o parlamentar irá perder ou não o mandato eletivo, 
conforme prevê o art. 55, VI, § 2º, da CF/88.
Assim, mesmo com a condenação criminal, quem 
decide se haverá a perda do mandato é a Câmara dos 
Deputados ou o Senado Federal.
STF. 2ª Turma. AP 996, Rel. Min. Edson Fachin, julgado 
em 29/05/2018 (obs: o Relator Edson Fachin ficou 
vencido neste ponto).
#COLANARETINA
Possibilidade de juiz afastar vereador da função que ocupa. É possível que o Juiz de primeiro grau, fun-
damentadamente, imponha a parlamentares municipais as medidas cautelares de afastamento de suas funções 
legislativas sem necessidade de remessa à Casa respectiva para deliberação. STJ. 5ª Turma. RHC 88804 RN, Rel. 
Min. Reynaldo Soares da Fonseca, julgado em 07/11/2017 (Info 617).
96
RETA FINAL DELTA PC/PR
NFPSS
RETA FINAL DELTA PC/PR | @METODOCICLOS
Judiciário pode impor aos parlamentares as medidas cautelares do art. 319 do CPP, no entanto, a re-
spectiva Casa legislativa pode rejeitá-las (caso Aécio Neves). O Poder Judiciário possui competência para 
impor aos parlamentares, por autoridade própria, as medidas cautelares previstas no art. 319 do CPP, seja emsubstituição de prisão em flagrante delito por crime inafiançável, por constituírem medidas individuais e espe-
cíficas menos gravosas; seja autonomamente, em circunstâncias de excepcional gravidade. Obs: no caso de 
Deputados Federais e Senadores, a competência para impor tais medidas cautelares é do STF (art. 102, I, “b”, da 
CF/88). Importante, contudo, fazer uma ressalva: se a medida cautelar imposta pelo STF impossibilitar, direta ou 
indiretamente, que o Deputado Federal ou Senador exerça o seu mandato, então, neste caso, o Supremo deverá 
encaminhar a sua decisão, no prazo de 24 horas, à Câmara dos Deputados ou ao Senado Federal para que a 
respectiva Casa delibere se a medida cautelar imposta pela Corte deverá ou não ser mantida. Assim, o STF pode 
impor a Deputado Federal ou Senador qualquer das medidas cautelares previstas no art. 319 do CPP. No entanto, 
se a medida imposta impedir, direta ou indiretamente, que esse Deputado ou Senador exerça seu man-
dato, então, neste caso, a Câmara ou o Senado poderá rejeitar (“derrubar”) a medida cautelar que havia 
sido determinada pelo Judiciário. Aplica se, por analogia, a regra do §2º do art. 53 da CF/88 também para as 
medidas cautelares diversas da prisão. STF. Plenário. ADI 5526/DF, rel. orig. Min. Edson Fachin, red. p/ o ac. Min. 
Alexandre de Moraes, julgado em 11/10/2017 (Info 881).
Deputados Estaduais gozam das mesmas imunidades formais previstas para os parlamentares federais 
no art. 53 da CF/88 São constitucionais dispositivos da Constituição do Estado que estendem aos Deputados 
Estaduais as imunidades formais previstas no art. 53 da Constituição Federal para Deputados Federais e Senadores. 
A leitura da Constituição da República revela, sob os ângulos literal e sistemático, que os Deputados Estaduais 
também têm direito às imunidades formal e material e à inviolabilidade que foram conferidas pelo constituinte aos 
congressistas (membros do Congresso Nacional). Isso porque tais imunidades foram expressamente estendidas 
aos Deputados pelo § 1º do art. 27 da CF/88. STF. Plenário. ADI 5823 MC/RN, ADI 5824 MC/RJ e ADI 5825 MC/
MT, rel. orig. Min. Edson Fachin, red. p/ o ac. Min. Marco Aurélio, julgados em 8/5/2019 (Info 939). 
Assembleia Legislativa pode rejeitar a prisão preventiva e as medidas cautelares impostas pelo Poder 
Judiciário contra Deputados Estaduais É constitucional resolução da Assembleia Legislativa que, com base na 
imunidade parlamentar formal (art. 53, § 2º c/c art. 27, § 1º da CF/88), revoga a prisão preventiva e as medidas 
cautelares penais que haviam sido impostas pelo Poder Judiciário contra Deputado Estadual, determinando 
o pleno retorno do parlamentar ao seu mandato. O Poder Legislativo estadual tem a prerrogativa de sustar 
decisões judiciais de natureza criminal, precárias e efêmeras, cujo teor resulte em afastamento ou limitação da 
função parlamentar. STF. Plenário. ADI 5823 MC/RN, ADI 5824 MC/RJ e ADI 5825 MC/MT, rel. orig. Min. Edson 
Fachin, red. p/ o ac. Min. Marco Aurélio, julgados em 8/5/2019 (Info 939).
#SELIGANASSÚMULAS
Súmula 245 STF: A imunidade parlamentar não se estende ao corréu sem essa prerrogativa.
97
RETA FINAL DELTA PC/PR
NFPSS
RETA FINAL DELTA PC/PR | @METODOCICLOS
Súmula 397 STF: O poder de polícia da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, em caso de crime cometido 
nas suas dependências, compreende, consoante o regimento, a prisão em flagrante do acusado e a realização 
do inquérito.
Súmula 653 STF: No Tribunal de Contas estadual, composto por sete conselheiros, quatro devem ser escolhidos 
pela Assembleia Legislativa e três pelo Chefe do Poder Executivo estadual, cabendo a este indicar um dentre 
auditores e outro dentre membros do Ministério Público, e um terceiro à sua livre escolha. 
Súmula vinculante 3 STF: Nos processos perante o Tribunal de Contas da União asseguram se o contraditório e 
a ampla defesa quando da decisão puder resultar anulação ou revogação de ato administrativo que beneficie 
o interessado, excetuada a apreciação da legalidade do ato de concessão inicial de aposentadoria, reforma e 
pensão. #SEMPRECAI
Súmula 6 STF: A revogação ou anulação, pelo Poder Executivo, de aposentadoria, ou qualquer outro ato aprova-
do pelo Tribunal de Contas, não produz efeitos antes de aprovada por aquele tribunal, ressalvada a competência 
revisora do judiciário.
 Î COMISSÕES PARLAMENTARES DE INQUÉRITO:
Art. 58. (...) §3º As comissões parlamentares de inquérito, que terão poderes de investigação próprios das au-
toridades judiciais, além de outros previstos nos regimentos das respectivas Casas, serão criadas pela Câmara 
dos Deputados e pelo Senado Federal, em conjunto ou separadamente, mediante requerimento de um terço 
de seus membros, para a apuração de fato determinado e por prazo certo, sendo suas conclusões, se for o caso, 
encaminhadas ao Ministério Público, para que promova a responsabilidade civil ou criminal dos infratores.
Por poderes próprios de investigação parlamentar, deve-se entender o poder de praticar atos com imperati-
vidade similar aos magistrados, com exceção daqueles subordinados a cláusula de reserva de jurisdição.
#OBS: CPIs não promovem a responsabilidade dos infratores. De acordo com o art. 37 do Regimento Interno 
da Câmara, a Comissão apresentará relatório circunstanciado com suas conclusões, que será publicado em Diário 
oficial sendo suas conclusões, se for o caso, encaminhadas ao Ministério Público, para que promova a responsabi-
lidade civil dos infratores” (art. 58, §3º, CF, parte final).
	CPI PODE:
Notificar testemunhas, investigados e convidados. 
Determinar a condução coercitiva de testemunha. 
Realizar perícia, exames e vistorias.
Prender em flagrante. 
Afastar sigilo bancário, fiscal e de REGISTRO 
telefônico. 
98
RETA FINAL DELTA PC/PR
NFPSS
RETA FINAL DELTA PC/PR | @METODOCICLOS
	CPI NÃO PODE:
Impor sanção 
Cassar mandato.
Não tem poder geral de cautela.
Determinar interceptação telefônica.
Determinar busca e apreensão domiciliar. 
Desse modo, tivemos dois votos favoráveis à tese de que o paciente não estava obrigado a comparecer à CPI 
e dois votos contrários. Em caso de empate, prevalece a decisão mais favorável ao paciente. Assim, a 2ª Turma 
do STF concedeu a ordem de habeas corpus para transformar a compulsoriedade de comparecimento em fac-
ultatividade e deixar a cargo do paciente a decisão de comparecer ou não à Câmara dos Deputados, perante a 
CPI, para ser ouvido na condição de investigado. STF. 2ª Turma. HC 171438/DF, Rel. Min. Gilmar Mendes, julgado 
28/5/2019 (Info 942)
 ÎMEDIDA PROVISÓRIA:
Destacamos os seguintes artigos da CF/88 para vocês revisarem nessa reta final:
Art. 62. Em caso de relevância e urgência, o Presidente da República poderá adotar medidas provisórias, com força 
de lei, devendo submetê-las de imediato ao Congresso Nacional. 
§ 1º É vedada a edição de medidas provisórias sobre matéria:
I – relativa a:
a) nacionalidade, cidadania, direitos políticos, partidos políticos e direito eleitoral;
b) direito penal, processual penal e processual civil;
c) organização do Poder Judiciário e do Ministério Público, a carreira e a garantia de seus membros;
d) planos plurianuais, diretrizes orçamentárias, orçamento e créditos adicionais e suplementares, ressal-
vado o previsto no art. 167, § 3º;
II – que vise a detenção ou sequestro de bens, de poupança popular ou qualquer outro ativo financeiro;
III – reservada a lei complementar;
IV – já disciplinada em projeto de lei aprovado pelo Congresso Nacional e pendente de sanção ou veto do Presi-
dente da República.
§2º Medida provisória que implique instituição ou majoração de impostos, exceto os previstos nos arts. 153, I, II, 
IV, V, e 154, II, só produzirá efeitos no exercício financeiro seguinte se houver sido convertida em lei até o último 
dia daquele em que foi editada.
§3º As medidas provisórias, ressalvado o disposto nos §§ 11 e 12 perderão eficácia, desde a edição, se não forem 
99
RETA FINAL DELTA PC/PR
NFPSS
RETA FINAL DELTAPC/PR | @METODOCICLOS
convertidas em lei no prazo de sessenta dias, prorrogável, nos termos do § 7º, uma vez por igual período, deven-
do o Congresso Nacional disciplinar, por decreto legislativo, as relações jurídicas delas decorrentes.
§4º O prazo a que se refere o § 3º contar-se-á da publicação da medida provisória, suspendendo-se durante os 
períodos de recesso do Congresso Nacional.
§5º A deliberação de cada uma das Casas do Congresso Nacional sobre o mérito das medidas provisórias 
dependerá de juízo prévio sobre o atendimento de seus pressupostos constitucionais.
§6º Se a medida provisória não for apreciada em até quarenta e cinco dias contados de sua publicação, entrará 
em regime de urgência, subseqüentemente, em cada uma das Casas do Congresso Nacional, ficando sobresta-
das, até que se ultime a votação, todas as demais deliberações legislativas da Casa em que estiver tramitando.
§7º Prorrogar-se-á uma única vez por igual período a vigência de medida provisória que, no prazo de sessenta 
dias, contado de sua publicação, não tiver a sua votação encerrada nas duas Casas do Congresso Nacional.
§8º As medidas provisórias terão sua votação iniciada na Câmara dos Deputados.
§9º Caberá à comissão mista de Deputados e Senadores examinar as medidas provisórias e sobre elas emitir 
parecer, antes de serem apreciadas, em sessão separada, pelo plenário de cada uma das Casas do Congresso 
Nacional.
§10. É vedada a reedição, na mesma sessão legislativa, de medida provisória que tenha sido rejeitada ou que tenha 
perdido sua eficácia por decurso de prazo.
#CUIDADO#NÃOCONFUNDIR: Art. 67. A matéria constante de projeto de lei rejeitado somente poderá 
constituir objeto de novo projeto, na mesma sessão legislativa, mediante proposta da maioria absoluta dos 
membros de qualquer das Casas do Congresso Nacional. #ATENÇÃO
§11. Não editado o decreto legislativo a que se refere o § 3º até sessenta dias após a rejeição ou perda de eficácia 
de medida provisória, as relações jurídicas constituídas e decorrentes de atos praticados durante sua vigência 
conservar-se-ão por ela regidas.
§12. Aprovado projeto de lei de conversão alterando o texto original da medida provisória, esta manter-se-á 
integralmente em vigor até que seja sancionado ou vetado o projeto.
É inconstitucional medida provisória ou lei decorrente de conversão de medida provisória cujo conteúdo 
normativo caracterize a reedição, na mesma sessão legislativa, de medida provisória anterior rejeitada, de 
eficácia exaurida por decurso do prazo ou que ainda não tenha sido apreciada pelo Congresso Nacional 
dentro do prazo estabelecido pela Constituição Federal. STF. Plenário. ADI 5717/DF, ADI 5709/DF, ADI 5716/
DF e ADI 5727/DF, Rel. Min. Rosa Weber, julgados em 27/3/2019 (Info 935).
A Constituição estadual só pode exigir lei complementar para tratar das matérias que a Constituição 
Federal também exigiu lei complementar
A Constituição Estadual não pode ampliar as hipóteses de reserva de lei complementar, ou seja, não pode criar 
outras hipóteses em que é exigida lei complementar, além daquelas que já são previstas na Constituição Federal. 
100
RETA FINAL DELTA PC/PR
NFPSS
RETA FINAL DELTA PC/PR | @METODOCICLOS
Se a Constituição Estadual amplia o rol de matérias que deve ser tratada por meio de lei complementar, isso 
restringe indevidamente o “arranjo democrático-representativo desenhado pela Constituição Federal”. Caso con-
creto: STF declarou a inconstitucionalidade de dispositivo da CE/SC que exigia a edição de lei complementar para 
dispor sobre: a) regime jurídico único dos servidores estaduais; b) organização da Polícia Militar; c) organização 
do sistema estadual de educação e d) plebiscito e referendo. Esses dispositivos foram declarados inconstitucio-
nais porque a CF/88 não exige lei complementar para disciplinar tais assuntos. STF. Plenário. ADI 5003/SC, Rel. 
Min. Luiz Fux, julgado em 5/12/2019 (Info 962).
EC
A matéria constante de proposta de emenda rejeitada ou havida por 
prejudicada não pode ser objeto de nova proposta na mesma sessão 
legislativa.
MP
É VEDADA a reedição, na mesma sessão legislativa, de medida provisória 
que tenha sido rejeitada ou que tenha perdido sua eficácia por decurso 
de prazo.
LEI
A matéria constante de projeto de lei rejeitado somente poderá constituir 
objeto de novo projeto, na mesma sessão legislativa, mediante proposta 
da maioria absoluta dos membros de qualquer das Casas do Congresso 
Nacional.
Tribunais de Contas DOS Municípios Tribunal de Contas DO Município
Órgão estadual que atua na fiscalização das contas de todos os 
Municípios de determinado Estado.
Órgão municipal que atua na fiscalização das 
contas de um único Município.
Atua como órgão auxiliar de todas as Câmaras Municipais de 
determinado Estado no exercício do controle externo sobre os 
respectivos Municípios daquele Estado.
Atua como órgão auxiliar de uma única 
Câmara Municipal no exercício do controle 
externo sobre determinado Município.
A CF/88 permite que os Estados criem novos Tribunais de Contas 
dos Municípios.
A CF/88 proíbe que sejam criados novos 
Tribunais de Contas Municipais.
Atualmente, existem três: TCM/ BA, TCM/GO e TCM/PA. Atualmente, existem dois: TCM/ Rio de Janeiro e TCM/São Paulo.
PODER EXECUTIVO
REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL
FORMA DE ESTADO FEDERAÇÃO
FORMA DE GOVERNO REPÚBLICA
SISTEMA DE GOVERNO PRESIDENCIALISTA
REGIME DE GOVERNO DEMOCRÁTICO
101
RETA FINAL DELTA PC/PR
NFPSS
RETA FINAL DELTA PC/PR | @METODOCICLOS
Entre as atribuições do Presidente, destacam-se (artigo 84):
I - nomear e exonerar os Ministros de Estado;
II - exercer, com o auxílio dos Ministros de Estado, a direção superior da administração federal;
III - iniciar o processo legislativo, na forma e nos casos previstos nesta Constituição;
IV - sancionar, promulgar e fazer publicar as leis, bem como expedir decretos e regulamentos para sua fiel ex-
ecução;
V - vetar projetos de lei, total ou parcialmente;
VI - dispor, mediante decreto, sobre: (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 32, de 2001)
a) organização e funcionamento da administração federal, quando não implicar aumento de despesa nem criação 
ou extinção de órgãos públicos; 
b) extinção de funções ou cargos públicos, quando vagos; 
III - celebrar tratados, convenções e atos internacionais, sujeitos a referendo do Congresso Nacional;
IX - decretar o estado de defesa e o estado de sítio;
X - decretar e executar a intervenção federal;
XII - conceder indulto e comutar penas, com audiência, se necessário, dos órgãos instituídos em lei;
XIV - nomear, após aprovação pelo Senado Federal, os Ministros do Supremo Tribunal Federal e dos Tribunais 
Superiores, os Governadores de Territórios, o Procurador-Geral da República, o presidente e os diretores do banco 
central e outros servidores, quando determinado em lei;
XIX - declarar guerra, no caso de agressão estrangeira, autorizado pelo Congresso Nacional ou referendado por 
ele, quando ocorrida no intervalo das sessões legislativas, e, nas mesmas condições, decretar, total ou parcial-
mente, a mobilização nacional;
XX - celebrar a paz, autorizado ou com o referendo do Congresso Nacional;
XXIV - prestar, anualmente, ao Congresso Nacional, dentro de sessenta dias após a abertura da sessão legislativa, 
as contas referentes ao exercício anterior;
XXV - prover e extinguir os cargos públicos federais, na forma da lei;
XXVI - editar medidas provisórias com força de lei, nos termos do art. 62;
Atribuições delegáveis ao AGU, Ministros de Estado ou PGR:
• Dispor, mediante decreto, sobre:
a) organização e funcionamento da administração federal, quando não implicar aumento de despesa 
nem criação ou extinção de órgãos públicos;
102
RETA FINAL DELTA PC/PR
NFPSS
RETA FINAL DELTA PC/PR | @METODOCICLOS
b) extinção de funções ou cargos públicos, quando vagos;
• Conceder indulto e comutar penas, com audiência, se necessário, dos órgãos instituídos em lei;
• Prover os cargos públicos federais,na forma da lei;
ATENÇÃO: O inciso fala “prover e extinguir” cargos públicos. Mas no artigo 84, parágrafo único, diz a 
Constituição que só será delegável a primeira parte!
LINHA SUCESSÓRIA DO PR
Vice-Presidente
Presidente da CD
Presidente do SF
Presidente do STF
Os substitutos eventuais do Presidente da República a que se refere o art. 
80 da CF/88, caso ostentem a posição de réus criminais perante o STF, 
ficarão impossibilitados de exercer o ofício de Presidente da República. 
No entanto, mesmo sendo réus, podem continuar na chefia do Poder 
por eles titularizados. STF. Plenário. ADPF 402 MC-REF/DF, Rel. Min. 
Marco Aurélio, julgado em 7/12/2016 (Info 850).
Vacância nos 2 primeiros anos Eleição direta em 90 dias
Vacância nos 2 últimos anos Eleição indireta em 30 dias
DECRETO EXECUTIVO DECRETO AUTÔNOMO
Trata-se de instrumento que tem como escopo a 
regulamentação de ato normativo primário, para fiel 
execução e melhor compreensão da lei.
Ato normativo secundário.
Não pode ser contrário à lei que regulamente.
Não pode ser objeto de ação direta de inconstitucionalidade.
Não há possibilidade, segundo texto da Constituição, de 
delegação.
Trata-se de instrumento que tem como viés a inovar 
no ordenamento jurídico, criando, modificando ou 
extinguindo direitos.
Ato normativo primário.
Pode ser contrário à lei que regulamente, inclusive, 
com prevalência sobre lei que discipline diferente 
anteriormente.
Pode ser objeto de ação direta de inconstitucionalidade.
Pode ser delegado aos Ministros de Estado, PGR e 
AGU.
CONTAS DO PR
CN Julga.
TCU Aprecia.
Câmara
Deputados
Procede a tomada de contas não apresentadas ao CN em 60 dias após a abertura 
da sessão legislativa.
103
RETA FINAL DELTA PC/PR
NFPSS
RETA FINAL DELTA PC/PR | @METODOCICLOS
CRIMES DE RESPONSABILIDADE PRESIDENTE DA REPÚBLICA
Infrações de natureza política administrativa que pode levar ao impeachment. 
Legislação é privativa da UNIÃO – lei 1079/50.
Súmula Vinculante 46: A definição dos crimes de responsabilidade e o estabelecimento das respectivas normas 
de processo e julgamento são de competência legislativa privativa da União.
Acusação pode ser formalizada por QUALQUER CIDADÃO em pleno gozo de seus direitos políticos.
Î	Procedimento é BIFÁSICO:
1. Câmara dos deputados faz o juízo de admissibilidade;
2. Será processado e julgado pelo Senado Federal.
A acusação deve ser admitida por 2/3 da Câmara em votação aberta. 
	O Senado, então, decide se recebe ou não a denúncia.
O Presidente da República ficará afastado por 180 dias.
Senado é presidido pelo Ministro Presidente do STF;
Sentença condenatória se materializa por meio de uma RESOLUÇÃO: Esta, se aprovada por 2/3, acarreta o 
impedimento para o exercício de qualquer função pública por 8 anos. 
A renúncia ao cargo, depois de já iniciado o processo, não obsta o regular prosseguimento da ação.
Praticam crimes de responsabilidade:
9	Presidente;
9	Vice Presidente;
9	Ministros de Estado, nos crimes conexos com os praticados pelo PR;
9	Ministros do STF;
9	PGR;
9	AGU;
9	Governadores;
9	Prefeitos;
9	Membros do CNJ;
9	Membros do CNMP.
104
RETA FINAL DELTA PC/PR
NFPSS
RETA FINAL DELTA PC/PR | @METODOCICLOS
CRIMES COMUNS
Infrações de natureza penal, crimes ou contravenções.
Será processado e julgado pelo STF e a denúncia é oferecida pelo PGR.
A acusação também deve ser admitida por 2/3 da Câmara, e a instauração do processo é ato discricionário do 
STF.
PR só poderá ser preso depois que sobrevier sentença PENAL condenatória.
 ¾ CRIME DE RESPONSABILIDADE:
 9 Governadores: Julgamento por Tribunal de Justiça Especial, formado por 5 membros da Assembleia Legis-
lativa e 5 desembargadores, presidido pelo próprio presidente do Tribunal de Justiça. 
OBS: não há autorização para julgamento pelo Legislativo, como ocorre com o Presidente da República.
 9 Prefeitos: Julgamento pela Câmara Municipal.
 ¾ CRIME COMUM:
 9 Governadores: Julgamento pelo Superior Tribunal de Justiça. 
OBS: não há autorização para julgamento pelo Legislativo, como ocorre com o Presidente da República.
 9 Prefeito: Julgamento pelo Tribunal de Justiça respectivo (ou Tribunal Regional Federal ou Eleitoral, depen-
dendo do caso). 
OBS: também não há autorização para julgamento pelo Legislativo.
#SELIGANASÚMULA
Súmula Vinculante 46: A definição dos crimes de responsabilidade e o estabelecimento das respectivas normas de 
processo e julgamento são da competência legislativa privativa da União.
#DEOLHONAJURISPRUDÊNCIA #DIZERODIREITO
Não é possível aplicar o art. 86, § 4º, da CF/88 para o Presidente da Câmara dos Deputados, consideran-
do que a garantia prevista neste dispositivo é destinada expressamente ao chefe do Poder Executivo da União 
(Presidente da República). Desse modo, por se tratar de um dispositivo de natureza restritiva, não é possível 
qualquer interpretação que amplie a sua incidência a outras autoridades, notadamente do Poder Legislativo. 
STF. Plenário. Inq 3983/DF, Rel. Min. Teori Zavascki, julgado em 02 e 03/03/2016 (Info 816)
105
RETA FINAL DELTA PC/PR
NFPSS
RETA FINAL DELTA PC/PR | @METODOCICLOS
A imunidade formal prevista no art. 51, I, e no art. 86, caput, da CF/88 não se estende para os codenunciados 
que não se encontrem investidos nos cargos de Presidente da República, Vice-Presidente da República e Minis-
tro de Estado. A finalidade dessa imunidade é proteger o exercício regular desses cargos, razão pela qual não é 
extensível a codenunciados que não se encontrem ocupando tais funções. STF. Plenário. Inq 4483 AgR-segundo/
DF e Inq 4327 AgR-segundo/DF, rel. Min. Edson Fachin, julgados em 14 e 19/12/2017 (Info 888).
Caso o Presidente da República seja “acusado” de ter praticado um crime de responsabilidade, a Câmara dos 
Deputados é que irá decidir se autoriza ou não a instauração de processo, nos termos do art. 51, I, da CF/88. O 
art. 187, § 4º do Regimento da Câmara dos Deputados prevê que, na votação que autoriza ou não a instauração 
de processo, cada Deputado Federal será chamado nominalmente e deverá responder “sim” ou “não”. Ainda se-
gundo este § 4º, a chamada dos Deputados Federais para votar deverá ocorrer, “alternadamente, do norte para 
o sul e vice-versa”. Segundo decidiu o STF, não existe nenhuma inconstitucionalidade nesta previsão, não haven-
do ofensa aos princípios do contraditório, da ampla defesa, da impessoalidade, da moralidade e da República. 
Qualquer tipo de votação nominal, independentemente do critério adotado, jamais poderá afastar a possibili-
dade de “efeito cascata”. O STF afirmou, ainda, que não se pode exigir isenção e imparcialidade dos membros da 
Câmara dos Deputados e do Senado Federal. Na realidade, o “impeachment” é uma questão política que deve 
de ser resolvida com critérios políticos. A garantia da imparcialidade está no alto quórum exigido para a votação. 
STF. Plenário. ADI 5498 MC/DF, rel. orig. Min. Marco Aurélio, red. p/ o acórdão Min. Teori Zavascki, julgado em 
14/4/2016 (Info 821). STF. Plenário. MS 34127 MC/DF, MS 34128 MC/DF, Rel. orig. Min. Roberto Barroso, red. p/ o 
acórdão Min. Teori Zavascki, julgados em 14/4/2016 (Info 821).
I – O Estado-membro não pode dispor sobre crime de responsabilidade, ainda que seja na Constituição 
estadual. Isso porque a competência para legislar sobre crime de responsabilidade é privativa da União, nos 
termos do art. 22, I, e art. 85 da CF/88. 
II – As Constituições estaduais não podem prever que os Governadores serão julgados pela Assembleia 
Legislativa em caso de crimes de responsabilidade. Isso porque o art. 78, § 3º da Lei 1.079/50 afirma que a 
competência para julgar os Governadores de Estado em caso de crimes de responsabilidade é de um “Tribunal 
Especial”, composto especialmente para julgar o fato e que será formado por 5 Deputados Estaduais e 5 Desem-
bargadores, sob a presidência do Presidente do Tribunal de Justiça. 
III – É constitucional norma prevista em Constituição estadual que preveja a necessidade de autorização 
prévia de 2/3dos membros da Assembleia Legislativa para que sejam iniciadas ações por crimes comuns 
e de responsabilidade eventualmente dirigidas contra o Governador de Estado. Durante a fase inicial de trami-
tação de processo instaurado contra Governador, a Constituição estadual deve obedecer à sistemática disposta 
na legislação federal. Isso porque não há nada que impeça que as Constituições estaduais estendam aos 
Governadores, por simetria, essa prerrogativa assegurada ao Presidente da República no art. 51, I, da 
CF/88. STF. Plenário. ADI 4791/PR, Rel. Min. Teori Zavascki; ADI 4800/RO e ADI 4792/ES, Rel. Min. Cármen Lúcia, 
julgados em 12/2/2015 (Info 774).
Os substitutos eventuais do Presidente da República a que se refere o art. 80 da CF/88, caso ostentem a posição 
de réus criminais perante o STF, ficarão impossibilitados de exercer o ofício de Presidente da República. No en-
106
RETA FINAL DELTA PC/PR
NFPSS
RETA FINAL DELTA PC/PR | @METODOCICLOS
tanto, mesmo sendo réus, podem continuar na chefia do Poder por eles titularizados. [STF. ADPF 402 MC-REF/
DF, Info 850).
PODER JUDICIÁRIO
COMPOSIÇÃO
Art. 92. São órgãos do Poder Judiciário:
→	 o Supremo Tribunal Federal;
→	 o Conselho Nacional de Justiça;
→	 o Superior Tribunal de Justiça;
→	 o Tribunal Superior do Trabalho
→	 os Tribunais Regionais Federais e Juízes Federais;
→	 os Tribunais e Juízes do Trabalho;
→	 os Tribunais e Juízes Eleitorais;
→	 os Tribunais e Juízes Militares;
→	 os Tribunais e Juízes dos Estados e do Distrito Federal e Territórios.
§ 1º O Supremo Tribunal Federal, o Conselho Nacional de Justiça e os Tribunais Superiores têm 
sede na Capital Federal.
§ 2º O Supremo Tribunal Federal e os Tribunais Superiores têm jurisdição em todo o território 
nacional.
GARANTIAS
Os juízes gozam das seguintes garantias:
9	vitaliciedade, que, no 1° grau, só será adquirida após 2 ANOS de exercício, 
dependendo a perda do cargo, nesse período, de deliberação do tribunal a que o 
juiz estiver vinculado, e, nos demais casos, de sentença judicial transitada em julgado;
9	inamovibilidade, salvo por motivo de interesse público, na forma do art. 93, VIII;
9	irredutibilidade de subsídio, ressalvado o disposto nos arts. 37, X e XI, 39, § 4º, 150, 
II, 153, III, e 153, § 2º, I.
Aos juízes é VEDADO:
 exercer, ainda que em disponibilidade, outro cargo ou função, salvo uma de ma-
gistério;
 receber, a qualquer título ou pretexto, custas ou participação em processo;
 dedicar-se à atividade político-partidária.
 receber, a qualquer título ou pretexto, auxílios ou contribuições de pessoas físicas, 
entidades públicas ou privadas, ressalvadas as exceções previstas em lei;
 exercer a advocacia no juízo ou tribunal do qual se afastou, antes de decorridos 
TRÊS ANOS DO AFASTAMENTO do cargo por aposentadoria ou exonera-
ção.
107
RETA FINAL DELTA PC/PR
NFPSS
RETA FINAL DELTA PC/PR | @METODOCICLOS
Subsídio dos Ministros dos Tribunais Superiores 95% dos Ministros do STF
Subsídio dos desembargadores do TJ 90,25% dos Ministros do STF
 Î Foro por prerrogativa de função:
AUTORIDADE FORO COMPETENTE
Presidente e Vice-Presidente da República
STF
Deputados Federais e Senadores
Ministros do STF
Procurador-Geral da República
Ministros de Estado
Advogado-Geral da União
Comandantes da Marinha, Exército e Aeronáutica
Ministros do STJ, STM, TST, TSE
Ministros do TCU
Chefes de missão diplomática de caráter permanente
Governadores
STJ
Desembargadores (TJ, TRF, TRT)
Membros dos TRE
Conselheiros dos Tribunais de Contas
Membros do MPU que oficiem perante tribunais
Juízes Federais, Juízes Militares e Juízes do Trabalho
TRF ou TRE
Membros do MPU que atuam na 1ª instância
Juízes de Direito
TJ
Promotores e Procuradores de Justiça
Prefeitos TJ, TRF ou TRE
108
RETA FINAL DELTA PC/PR
NFPSS
RETA FINAL DELTA PC/PR | @METODOCICLOS
SUMULA VINCULANTE
O Supremo Tribunal Federal poderá, de ofício ou por provocação, após reiteradas decisões sobre matéria 
constitucional, editar enunciado de súmula que, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terá efeito vinculante 
em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, 
estadual e municipal, bem como proceder à sua revisão ou cancelamento, na forma prevista na Lei nº 11.417/06.
O enunciado da súmula terá por OBJETO a validade, a interpretação e a eficácia de normas determinadas, 
acerca das quais haja, entre órgãos judiciários ou entre esses e a administração pública, controvérsia atual que 
acarrete grave insegurança jurídica e relevante multiplicação de processos sobre idêntica questão.
O Procurador-Geral da República, nas propostas que não houver formulado, manifestar-se-á previamente à 
edição, revisão ou cancelamento de enunciado de súmula vinculante.
A EDIÇÃO, a REVISÃO e o CANCELAMENTO de enunciado de súmula com efeito vinculante dependerão de 
decisão tomada por 2/3 (dois terços) dos membros do Supremo Tribunal Federal, em sessão plenária.
No prazo de 10 (dez) dias após a sessão em que editar, rever ou cancelar enunciado de súmula com efeito 
vinculante, o Supremo Tribunal Federal fará publicar, em seção especial do Diário da Justiça e do Diário Oficial 
da União, o enunciado respectivo.
São LEGITIMADOS a propor a edição, a revisão ou o cancelamento de enunciado de súmula vinculante:
I - o Presidente da República;
II - a Mesa do Senado Federal;
III – a Mesa da Câmara dos Deputados;
IV – o Procurador-Geral da República;
V - o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil;
VI - o Defensor Público-Geral da União;
VII – partido político com representação no Congresso Nacional;
VIII – confederação sindical ou entidade de classe de âmbito nacional;
IX – a Mesa de Assembleia Legislativa ou da Câmara Legislativa do Distrito Federal;
X - o Governador de Estado ou do Distrito Federal;
XI - os Tribunais Superiores, os Tribunais de Justiça de Estados ou do Distrito Federal e Territórios, os Tribunais 
Regionais Federais, os Tribunais Regionais do Trabalho, os Tribunais Regionais Eleitorais e os Tribunais Militares.
O Município poderá propor, incidentalmente ao curso de processo em que seja parte, a edição, a revisão ou o 
cancelamento de enunciado de súmula vinculante, o que não autoriza a suspensão do processo.
No procedimento de edição, revisão ou cancelamento de enunciado da súmula vinculante, o relator poderá 
admitir, por decisão irrecorrível, a manifestação de terceiros na questão, nos termos do Regimento Interno do 
Supremo Tribunal Federal.
109
RETA FINAL DELTA PC/PR
NFPSS
RETA FINAL DELTA PC/PR | @METODOCICLOS
A súmula com efeito vinculante tem eficácia imediata, mas o Supremo Tribunal Federal, por decisão de 2/3 
(dois terços) dos seus membros, poderá restringir os efeitos vinculantes ou decidir que só tenha eficácia a partir 
de outro momento, tendo em vista razões de segurança jurídica ou de excepcional interesse público.
Revogada ou modificada a lei em que se fundou a edição de enunciado de súmula vinculante, o Supremo 
Tribunal Federal, de ofício ou por provocação, procederá à sua revisão ou cancelamento, conforme o caso.
A proposta de edição, revisão ou cancelamento de enunciado de súmula vinculante não autoriza a suspensão 
dos processos em que se discuta a mesma questão.
Da decisão judicial ou do ato administrativo que contrariar enunciado de súmula vinculante, negar-lhe vigência 
ou aplicá-lo indevidamente caberá RECLAMAÇÃO ao Supremo Tribunal Federal, sem prejuízo dos recursos ou 
outros meios admissíveis de impugnação. 
Contra omissão ou ato da administração pública, o uso da reclamação só será admitido após esgotamento 
das vias administrativas.
Ao julgar procedente a reclamação, o Supremo Tribunal Federal anulará o ato administrativo ou cassará a de-
cisão judicial impugnada, determinando que outra seja proferida com ou sem aplicação da súmula, conforme 
o caso.
COMPOSIÇÃO DO CNJ
Indicados pelo STF Presidente do STF (que será o Presidente do CNJ). 1 Desembargador do TJ. 1Juiz Estadual.
Indicados pelo STJ
1 Ministro do STJ (será o Corregedor). 1 Juiz de TRF.
1 Juiz Federal.
Indicados pelo TST
1 Ministro do TST. 1 Juiz de TRT.
1 Juiz do Trabalho.
Indicados pela PGR
1 Membro do MPU.
1 Membro do MPE, escolhido pelo PGR dentre os nomes indicados pelo órgão 
competente de cada instituição estadual.
Indicados pelo CFOAB 2 advogados.
Indicado pela CD 1 cidadão de notável saber jurídico e reputação ilibada.
Indicado pelo SF 1 cidadão de notável saber jurídico e reputação ilibada.
110
RETA FINAL DELTA PC/PR
NFPSS
RETA FINAL DELTA PC/PR | @METODOCICLOS
CONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADE
A constatação da inequívoca hierarquia normativa entre as normas constitucionais e as demais, justifica a 
realização do controle de constitucionalidade. 
 Î Antecedentes históricos: 
• caso “Marbury x Madinson”, que originou o judicial revew nos Estados Unidos. 
São características do sistema americano de constitucionalidade:
 controle difuso; 
 efeitos ex tunc e inter parts;
 controle judicial repressivo; 
  lei inconstitucional é nula decisão declaratória de inconstitucionalidade.
• modelo austríaco (kelseniano) tem as seguintes características:
 controle concentrado; abstrato;
 efeitos ex nunc e erga omnes;
  lei inconstitucional é anulável (decisão desconstitutiva da inconstitucionalidade). 
O Brasil adotou ambos os sistemas, com o adendo de que, quanto aos efeitos, sempre consideraremos a lei 
inconstitucional um ato nulo (não anulável, como diz a Teoria Kelseniana), flexibilizada apenas pela possibilidade 
de modulação dos efeitos. 
#OBS: a cautelar possui efeitos ex nunc.
O controle de constitucionalidade é relacional (porque compara) e vertical (porque pressupõe uma relação 
hierárquica).
• Pressupostos:
 9 SUPREMACIA MATERIAL 
 9 RIGIDEZ CONSTITUCIONAL 
 9ÓRGÃO COMPETENTE
111
RETA FINAL DELTA PC/PR
NFPSS
RETA FINAL DELTA PC/PR | @METODOCICLOS
HISTÓRICO DO CONTROLE NAS CONSTITUIÇÕES BRASILEIRAS
1891 Judicial Revew (competência da Justiça Federal para controle difuso).
1934
Cláusula de reserva de plenário.
Resolução suspensiva do Senado Federal.
Representação Interventiva (primeiro mecanismo de 
controle concentrado).
Mandado de Segurança.
1937 Ditadura! Nenhum mecanismo de controle.
1946 + EC 16/65 “Representação de inconstitucionalidade”: PGR como único legitimado.
1967 VEDAVA a análise de constitucionalidade pelo judiciário.
1969 + EC 07/77
Previu novamente a representação de 
inconstitucionalidade, considerando objeto também 
leis estaduais ou municipais.
Introdução da cautelar no controle abstrato de 
constitucionalidade
1988 Controle misto; novos legitimados; ADI POR OMISSÃO, ADPF, MI, MS.
EC 03/93
ADC contra lei ou ato normativo FEDERAL e previu ter 
efeito vinculante! (essa previsão não foi dada para a ADI 
em 1988).
EC 45/04 Estendeu o efeito vinculante da ADC à ADI.
 ÎMomento do Controle:
Poderá ser preventivo (atinge a norma ainda em fase de elaboração, no curso do trâmite legislativo, re-
caindo sobre projetos de lei e propostas de emenda constitucional) ou repressivo (o processo legislativo já está 
finalizado. Alcança as espécies normativas já prontas e acabadas, que estejam produzindo seus efeitos).
112
RETA FINAL DELTA PC/PR
NFPSS
RETA FINAL DELTA PC/PR | @METODOCICLOS
#OLHONOGANCHO: Controle judicial preventivo.
É MEDIDA EXCEPCIONAL, quando houver PEC ou Projeto de Lei com violação ao processo legislativo constitucional, 
um parlamentar pode impetrar MS para trancar o processo de formação daquela norma.
- Partido político não tem legitimidade, apenas o parlamentar individualmente considerado.
- Impugna-se o ato da Mesa Diretora que permitiu a continuidade do processo legislativo em violação à 
Constituição.
- O parâmetro é o devido processo legislativo constitucional e o objeto é o ato da Mesa Diretora.
- Se for questão interna corporis, o STF não intervém.
PRINCIPAIS ESPÉCIES DE INCONSTITUCIONALIDADE
POR AÇÃO Ocorre quando um ato estatal viola preceitos constitucionais.
POR OMISSÃO
Ocorre quando um poder do Estado deixa de fazer algo que a constituição determina. 
Não basta a inexistência de lei sobre determinada matéria para que se verifique uma 
inconstitucionalidade por omissão. Devem estar presentes dois requisitos:
- Dever constitucional de legislar.
- Mora legislativa (elemento temporal): decurso de um tempo para que a norma seja 
produzida. Existem hipóteses em que o próprio texto constitucional fixa o prazo para a 
edição da norma. Do contrário, caberá ao Poder Judiciário definir qual o prazo razoável, 
conforme a complexidade de cada caso concreto.
FORMAL (OU
NOMODINÂMICA)
Divide-se em:
 Procedimental (ou propriamente dita): não são observadas as normas constitu-
cionais sobre processo legislativo. Pode ser subjetiva (vício de iniciativa) ou objetiva 
(demais regras do processo legislativo). Exemplo: ausência de retorno à Casa iniciadora 
após alterações substanciais operadas pela Casa revisora.
 Orgânica: vício de competência. Exemplo: lei estadual que dispõe sobre matéria de 
competência federal
 Por violação aos pressupostos objetivos do ato: violação de pressupostos de-
finidos na constituição como elementos determinantes de competência para órgãos 
legislativos no exercício da função legiferante. É o caso, por exemplo, das medidas pro-
visórias, que têm por pressupostos objetivos a relevância e a urgência.
#OLHAOGANCHO: Vem sendo mencionada também a inconstitucionalidade por vício 
de decoro parlamentar. É o caso, por exemplo, de vendas de votos para a aprovação 
de leis ou emendas constitucionais. A doutrina aponta que isso geraria a inconstitucio-
nalidade do ato. O STF, no entanto, apreciou a matéria em obter dictum, rejeitando o 
argumento.
113
RETA FINAL DELTA PC/PR
NFPSS
RETA FINAL DELTA PC/PR | @METODOCICLOS
MATERIAL (OU
NOMOESTÁTICA)
Incompatibilidade substantiva, ou seja, de conteúdo, entre normas constitucionais e 
infraconstitucionais.
DIRETA Desconformidade entre leis ou outros atos normativos primários e a Constituição.
INDIRETA (OU
REFLEXA)
O vício não decorre da violação direta da Constituição, mas sim de outro ato normativo 
no qual encontra fundamento. Exemplo: decreto que extrapola os limites da lei por ele 
regulamentada, ainda que isso tenha causado também, de certa forma, a violação de 
determinada norma constitucional. A jurisprudência do STF tem tratado essas hipóteses 
como mera ilegalidade, e NÃO INCONSTITUCIONALIDADE.
#NÃOCONFUNDA: não se trata aqui da inconstitucionalidade derivada (ou 
consequente), em que a declaração de inconstitucionalidade da norma regulamentada 
(primária) acaba por ensejar automaticamente o reconhecimento da invalidade das 
normas regulamentadoras (secundárias) que em função dela foram expedidas.
TOTAL A inconstitucionalidade atinge todo o ato normativo.
PARCIAL
A inconstitucionalidade recai sobre parte do ato, podendo ser até mesmo fração de 
artigo, parágrafo, inciso ou alínea.
#OLHAOGANCHO #NÃOCONFUNDA: o veto do Poder Executivo, ao final do pro-
cesso legislativo, deve recair sobre o texto integral de artigo, parágrafo, inciso ou alínea 
(art. 66, §2o, CF).
 ÎORIGINÁRIA: Congênita à norma, que já nasce inconstitucional.
 Î SUPERVENIENTE: A norma nasce constitucional, mas se torna inconstitucional em momento posterior.
#NÃOCONFUNDA: não se trata da hipótese de não recepção de normas anteriores à constituição atual, que 
é tratada pelo STF como revogação, e não inconstitucionalidade.
No caso de uma norma compatível com o texto originário da constituição, mas incompatível com determinada 
Emenda constitucional, também estamos diante de uma hipótese de revogação, e não de inconstitucionalida-
de superveniente.
Qual é, então, o caso típico de inconstitucionalidade superveniente? Trata-se da chamada inconstitucionali-
dade progressiva (#OLHAOTERMO). Exemplo: o artigo 68, CPP, prevê a legitimidade do MP para a proposi-
tura de ação civil ex delicto quando a vítima é hipossuficiente. O STF considerou a normaainda constitucional, 
tornando-se inconstitucional à medida que a Defensoria Pública seja estruturada na localidade.
É possível falar em constitucionalidade superveniente? É possível que uma norma nasça inconstitucional e em 
momento futuro se torne constitucional? Majoritariamente, entende-se que NÃO. O vício de inconstitucionali-
dade é absoluto e insanável.
 Î Elementos do controle:
 9 OBJETO: a norma atacada.
114
RETA FINAL DELTA PC/PR
NFPSS
RETA FINAL DELTA PC/PR | @METODOCICLOS
 9 PARÂMETRO: o conjunto normativo que vai servir como referencial.
 �Bloco de constitucionalidade: 
Costuma ser referido em dois sentidos:
Em sentido amplo abrange não apenas as normas constitucionais, mas também normas infraconsti-
tucionais vocacionadas a desenvolver a eficácia de preceitos da Constituição, isto é, normas necessárias a 
desenvolver direitos garantidos na CF, a exemplo do art. 7º, IV da CF que trata do salário mínimo que deve ser 
fixado em lei. Dessa forma, a lei que determina o salário mínimo faria parte do bloco de constitucionalidade. Nos 
direitos sociais isso é muito comum. 
Em sentido estrito, que é mais utilizada pelo STF, mais precisamente pelo Min. Celso de Mello, onde bloco 
de constitucionalidade é utilizado como parâmetro, restringindo-se à CF (texto permanente da CF + ADCT + 
Emendas), os princípios implícitos e os Tratados de DH aprovados a forma do art. 5 §3º. (ADI 595/ES e 
ADI 514/PI). As normas materialmente constitucionais que não estejam na CF não servem de parâmetro. Por outro 
lado, o STF aceita como parâmetro os chamados princípios implícitos, que, embora não sejam expressos, possuem 
fundamento direto em norma constitucional
CONTROLE DIFUSO DE CONSTITUCIONALIDADE
CONCEITO
Também conhecido como controle incidental ou concreto. 
É exercido diante de ocorrências fáticas a serem solucionadas pelo Poder Judiciário 
no desempenho comum de sua típica função jurisdicional, na qual se controla a 
constitucionalidade de modo incidental.
O juízo de verificação da compatibilidade da norma com o texto constitucional não é a 
questão principal, mas tão somente uma questão prejudicial.
A finalidade é proteger o direito subjetivo afetado pela norma que se pretende impug-
nar.
COMPETÊNCIA
Qualquer juiz ou tribunal do poder judiciário possui competência para verificar a 
legitimidade constitucional dos atos estatais, não havendo nenhuma restrição quanto 
ao tipo de processo.
LEGITIMIDADE
É ampla e abrange as partes, em qualquer demanda; eventuais terceiros intervenientes, 
o Ministério Público; órgão jurisdicional, de ofício.
Nos Tribunais, o processo de controle de constitucionalidade difuso deverá observar a 
“cláusula de reserva de jurisdição”, que determina que somente pelo voto da maioria 
absoluta de seus membros ou dos membros do órgão especial é que a inconstituciona-
lidade da lei ou ato normativo poderá ser declarada. 
115
RETA FINAL DELTA PC/PR
NFPSS
RETA FINAL DELTA PC/PR | @METODOCICLOS
OBJETO E 
PARÂMETRO
Objeto:
É válido manejar essa via de controle para verificar a compatibilidade com a Constituição 
de qualquer ato emanado dos Poderes Públicos, não importando a esfera federativa que 
produziu, tampouco se sua natureza é de ato normativo ou não, primário ou secundário. 
Igualmente não é relevante se o ato anterior ou posterior à norma constitucional 
parâmetro, isto é, pré ou pós-constitucional. Também não é obstáculo a realização do 
controle difuso ter sido o ato revogado ou estar com seus efeitos exauridos.
Parâmetro:
O controle difuso permite a fiscalização dos atos emanados do Poder Público perante 
qualquer norma constitucional, ainda que ela já tenha sido revogada, sendo unicamente 
necessário verificar se essa norma constitucional estava em vigor no momento da cria-
ção do ato.
EFEITOS DA 
DECISÃO
A sentença que profere a inconstitucionalidade tem efeito declaratório e retroage à data 
da edição da norma, ou seja, é ex tunc. 
No entanto, é possível que haja a modulação dos efeitos temporais, excepcionalmente, 
se o STF, concluir que deva prevalecer a segurança jurídica ou algum interesse social 
marcante. No caso, poderá a Corte manipular os efeitos temporais da decisão de modo 
que a declaração de inconstitucionalidade não retroaja, mas sim valha do trânsito em 
julgado da decisão em diante ou a partir de outro momento que a Corte venha a fixar.
A decisão prolatada no controle difuso opera efeitos inter partes, não atingindo terceiros 
que não participaram daquela específica relação processual.
ATUAÇÃO DO 
SENADO
Até o presente ano, o papel do Senado era suspender a norma declarada inconstitucio-
nal no controle difuso, produzindo, portanto, efeito erga omnes.
ATENÇÃO: alteração jurisprudencial – houve uma mutação constitucional do art. 52, X, 
CF? O Min. Celso de Mello afirmou que o STF fez uma verdadeira mutação constitucio-
nal com o objetivo de expandir os poderes do Tribunal com relação à jurisdição constitu-
cional. Assim, a nova intepretação do art. 52, X, da CF/88 é a de que o papel do Senado 
no controle de constitucionalidade é simplesmente o de, mediante publicação, divulgar 
a decisão do STF. A eficácia vinculante, contudo, já resulta da própria decisão da Corte. 
O STF comunica o Senado com o objetivo que referida casa legislativa dê publicidade 
daquilo que foi decidido.
É possível afirmar a adoção da teoria da Abstrativização do Controle Difuso.
#DEOLHONAJURIS: É possível a modulação dos efeitos da decisão proferida em recurso extraordinário 
com
repercussão geral reconhecida. Para que seja realizada esta modulação, exige-se o voto de 2/3 (dois terços) 
dos membros do STF (maioria qualificada). STF. Plenário. RE 586453/SE, rel. orig. Min. Ellen Gracie, red. p/ o 
acórdão Min. Dias Toffoli, julgado em 20/2/2013 (Info 695). É possível a modulação dos efeitos da decisão proferi-
da em sede de controle incidental de constitucionalidade. STF. Plenário. RE 522897/RN, Rel. Min. Gilmar Mendes, 
julgado em 16/3/2017 (Info 857).
116
RETA FINAL DELTA PC/PR
NFPSS
RETA FINAL DELTA PC/PR | @METODOCICLOS
Tribunais de Justiça podem exercer controle abstrato de constitucionalidade de leis municipais utili-
zando como parâmetro normas da Constituição Federal, desde que se trate de normas de reprodução 
obrigatória pelos estados. STF. Plenário. RE 650898/RS, rel. orig. Min. Marco Aurélio, red. p/ o ac. Min. Roberto 
Barroso, julgado em 1º/2/2017 (repercussão geral) (Info 852).
#OLHAOGANCHO: a cláusula de reserva de plenário (art. 97 CF) é pressuposto de validade do julgamento.
 É dispensada nas seguintes hipóteses:
- Declaração de constitucionalidade da norma;
- Decisão anterior do plenário do tribunal;
- Decisão anterior do plenário do STF;
- Em RE no STF (o encaminhamento de RE ao plenário do STF é procedimento que depende da apreciação, pela 
Turma, da existência das hipóteses regimentais);
- Em Juizados (porque não são órgãos do Poder Judiciário, mas compõem a organização judiciária).
- Juízo de recepção de lei anterior à CF (não se trata de declaração de inconstitucionalidade).
CONTROLE CONCENTRADO DE CONSTITUCIONALIDADE
CONCEITO
É realizada em abstrato, pela via principal, ou seja, a questão de constitucionalidade 
configura o pedido principal da ação, sendo que a Corte analisa, em tese, se há ou não 
contrariedade à Constituição.
Poderá ocorrer mediante uma das seguintes ações: ADI, ADC, ADO ou ADPF.
Causa de pedir aberta: o STF pode reconhecer a inconstitucionalidade em face de artigo 
diverso do apontado pelo autor da ação. Apesar da causa de pedir ser aberta, o pedido 
deve ser fechado.
COMPETÊNCIA STF
117
RETA FINAL DELTA PC/PR
NFPSS
RETA FINAL DELTA PC/PR | @METODOCICLOS
LEGITIMIDADE
Será legitimado ativo: 
9	Presidente da República
9	Mesa da Câmara e mesa do Senado
9	Mesa da Assembleia Legislativa ou Câmara Legislativa do DF
9	Governador do Estado ou do DF; 
9	Procurador Geral da República; 
9	Conselho Federal da OAB; 
9	Partido político com representação no Congresso Nacional; 
9	Confederaçãosindical; entidade de classe de âmbito nacional.
Legitimidade PASSIVA: o legitimado passivo tem a finalidade de prestar informações; é o 
órgão ou autoridade que emitiu a norma impugnada.
OBJETO E 
PARÂMETRO
OBJETO:
	ADI – leis e atos normativos federais ou estaduais, editadas após a constituição. 
As leis do DF editadas no exercício da competência legislativa estadual podem ser 
objeto de ADI.
	ADC – leis e demais atos normativos federais.
	ADO – normas constitucionais de eficácia limitada não regulamentada.
	ADPF – direito pré-constitucional, direito municipal, controvérsia sobre 
direito pós constitucional já revogado ou cujos efeitos já se exauriram e 
de decisões judiciais construídas a partir de interpretações violadoras de 
preceitos fundamentais.
PARÂMETRO:
	ADI, ADC, ADO – normas constitucionais de referência para a realização da análise 
de compatibilidade são todas aquelas que constam do documento constitucional. 
Tratando-se de norma do ADCT, desde que não exaurida sua eficácia.
	ADPF - o parâmetro é mais restrito, pois tutela os preceitos fundamentais, ou seja, 
para a defesa de somente alguns dispositivos constitucionais. 
O parâmetro da ADPF é menor do que o da ADI, mas o seu objeto é mais amplo.
118
RETA FINAL DELTA PC/PR
NFPSS
RETA FINAL DELTA PC/PR | @METODOCICLOS
EFEITO DA 
DECISÃO
DEFINITIVA:
	ADI e ADC - Produzirá eficácia contra todos e efeito ex tunc (retroativo).
9	Modulação temporal dos efeitos: por maioria de dois terços de seus 
membros, restringir os efeitos daquela declaração ou decidir que ela só 
tenha eficácia a partir de seu trânsito em julgado ou de outro momento 
que venha a ser fixado em virtude de razão de segurança jurídica ou 
excepcional interesse social.
	ADO – notificar o legislador ou órgão administrativo que incorre em mora, 
para que o responsável adote as medidas necessárias à concretização do 
texto constitucional.
→	 MEDIDA CAUTELAR:
	ADI e ADPF - Produzirá eficácia contra todos e efeito ex nunc (não 
retroativo).
	ADC - Produzirá eficácia contra todos e efeito ex nunc (não retroativo). 
Também produzirá a suspensão do julgamento dos processos que 
envolvam a aplicação da lei ou do ato normativo objeto da ação até seu 
julgamento definitivo, que deverá ocorrer em 180 dias, sob pena de 
perda de sua eficácia.
	ADO – poderá consistir na suspensão da aplicação da lei ou do ato 
normativo questionado, no caso de omissão parcial, bem como na 
suspensão de processos judicias ou de procedimento administrativos 
ou ainda em outra providência a ser fixada pelo Tribunal.
LEGITIMADOS UNIVERSAIS ESPECIAIS (pertinência temática) **
Presidente Mesa da Assembleia ou Câmara Legislativa
Mesa da Câmara e do Senado Confederação Sindical
PGR Governador
Conselho Federal OAB Entidade de Classe NACIONAL
Partido político com representação no Congresso -
** precisam comprovar a relação de congruência que necessariamente deve existir entre os objetivos estatutários 
ou as finalidades institucionais da entidade autora e o conteúdo material da norma questionada
QUÓRUNS:
 Î De instalação do julgamento da: 2/3 (8 ministros)
 Î Para declaração da inconstitucionalidade: maioria absoluta (art. 97 CF)
119
RETA FINAL DELTA PC/PR
NFPSS
RETA FINAL DELTA PC/PR | @METODOCICLOS
 Î Para concessão de cautelar: maioria absoluta (6 ministros)
 Î Modulação dos efeitos da decisão de inconstitucionalidade: 2/3 (8 ministros)
 Î Modulação dos efeitos da decisão de constitucionalidade: maioria absoluta (6 ministros) (informativo 964 
STF)
	NÃO PODERÁ SER OBJETO DE CONTROLE 	PODERÁ SER OBJETO DE CONTROLE
Normas constitucionais originárias. Emendas Constitucionais.
Leis de Estados estrangeiros. Lei orçamentária.
Atos normativos privados. Lei de criação de município.
Convenção Coletiva de Trabalho. Leis e atos normativos do Distrito Federal (com base na competência estadual).
Leis ou atos normativos municipais tendo a CF como 
parâmetro (lembrando que cabe ADPF).* Lei em vacatio legis.
Decretos regulamentares. (são meramente irregulares 
ou ilegais)
Decretos Legislativos e Resoluções (se gerais e abstratos) 
+ Decreto autônomo do Presidente
Normas pré-constitucionais. Resoluções do TSE. (salvo se mera resposta à consulta).
Súmulas comuns. (há divergência sobre o cabimento 
contra súmula vinculante, mas prevalece também não 
ser cabível).
Medida Provisória. (requisitos constitucionais da 
relevância e urgência e também quanto à própria 
matéria).
Resolução CONAMA. Resoluções CNJ e CNMP.
Atos regulamentares internos da Administração Pública. Regimento Interno dos Tribunais e pareceres da AGU.
#DEOLHONAJURIS: O Estado-membro não possui legitimidade para recorrer contra decisões proferi-
das em sede de controle concentrado de constitucionalidade, ainda que a ADI tenha sido ajuizada pelo 
respectivo Governador. A legitimidade para recorrer, nestes casos, é do próprio Governador (previsto como 
legitimado pelo art. 103 da CF/88). Os Estados-membros não se incluem no rol dos legitimados a agir como 
sujeitos processuais em sede de controle concentrado de constitucionalidade. STF. Plenário. ADI 4420 ED-AgR, 
Rel. Min. Roberto Barroso, julgado em 05/04/2018.
A alteração do parâmetro constitucional, quando o processo ainda está em curso, não prejudica o conhecimento 
da ADI. Isso para evitar situações em que uma lei que nasceu claramente inconstitucional volte a produzir, em 
tese, seus efeitos. STF. Plenário. ADI 145/CE, Rel. Min. Dias Toffoli, julgado em 20/6/2018 (Info 907).
O advogado que assina a petição inicial da ação direta de inconstitucionalidade precisa de procuração 
com poderes específicos. A procuração deve mencionar a lei ou ato normativo que será impugnado na ação. 
120
RETA FINAL DELTA PC/PR
NFPSS
RETA FINAL DELTA PC/PR | @METODOCICLOS
Repetindo: não basta que a procuração autorize o ajuizamento de ADI, devendo indicar, de forma específica, o 
ato contra o qual se insurge. Caso esse requisito não seja cumprido, a ADI não será conhecida. Vale ressaltar, con-
tudo, que essa exigência constitui vício sanável e que é possível a sua regularização antes que seja reconhecida 
a carência da ação. STF. Plenário. ADI 4409/SP, Rel. Min. Alexandre de Moraes, julgado em 6/6/2018 (Info 905).
É irrecorrível a decisão denegatória de ingresso no feito como amicus curiae. Assim, tanto a decisão do Relator 
que ADMITE como a que INADMITE o ingresso do amicus curiae é irrecorrível. (Info 920)
Caso o STF, ao julgar uma ADI, ADC ou ADPF, declare a lei ou ato normativo inconstitucional, ele poderá, de 
ofício, fazer a modulação dos efeitos dessa decisão. (Info 918)
Determinada lei foi impugnada por meio de ação direta de inconstitucionalidade. Foi editada medida provisória 
revogando essa lei. Enquanto esta medida provisória não for aprovada, será possível julgar esta ADI. Em-
bora seja espécie normativa com força de lei, a medida provisória precisa ser confirmada. A medida provisória é 
lei sob condição resolutiva. Se for aprovada, a lei de conversão resultará na revogação da norma. Dessa maneira, 
enquanto não aprovada a MP, não se pode falar em perda de interesse (perda do objeto). STF. Plenário. ADI 5717/
DF, ADI 5709/DF, ADI 5716/DF e ADI 5727/DF, Rel. Min. Rosa Weber, julgados em 27/3/2019 (Info 935).
#SELIGANASSÚMULAS
Súmula 642, STF: Não cabe ação direta de inconstitucionalidade de lei do Distrito Federal derivada da sua com-
petência legislativa municipal.
Súmula 614, STF: Somente o Procurador-Geral da Justiça tem legitimidade para propor ação direta interventiva 
por inconstitucionalidade de Lei Municipal.
A decisão em controle concentrado vincula a Administração Pública e os demais órgãos do Poder Judi-
ciário.
Isso abrange o próprio STF? Ou seja, tendo ele julgado uma ADI, estaria vinculado pela sua própria decisão? 
Se a decisão for pela inconstitucionalidade, sim. Se for pela constitucionalidade, nada impede que enfrente 
novamente a matéria e venha a declarar, posteriormente, a inconstitucionalidade.
ATENÇÃO: Não hávinculação ao Poder Legislativo! Assim, quando o STF declara a inconstitucionalida-
de de uma norma e, reativamente, o Congresso Nacional legisla em sentido contrário, temos a chamada reação 
legislativa.
Qual a extensão desse efeito vinculante? O Brasil adotou a teoria restritiva. Assim, apenas o dispositivo da 
decisão em controle concentrado de constitucionalidade possui efeito vinculante. 
121
RETA FINAL DELTA PC/PR
NFPSS
RETA FINAL DELTA PC/PR | @METODOCICLOS
#DEOLHONAJURISPRUDÊNCIA
O STF não admite a “teoria da transcendência dos motivos determinantes”.
Segundo a teoria restritiva, adotada pelo STF, somente o dispositivo da decisão produz efeito vinculante. Os 
motivos invocados na decisão (fundamentação) não são vinculantes. A reclamação no STF é uma ação na qual 
se alega que determinada decisão ou ato:
 • usurpou competência do STF; ou 
• desrespeitou decisão proferida pelo STF. 
Não cabe reclamação sob o argumento de que a decisão impugnada violou os motivos (fundamentos) expostos 
no acórdão do STF, ainda que este tenha caráter vinculante. Isso porque apenas o dispositivo do acórdão é que 
é vinculante. Assim, diz-se que a jurisprudência do STF é firme quanto ao não cabimento de reclamação fundada 
na transcendência dos motivos determinantes do acórdão com efeito vinculante. STF. Plenário. Rcl 8168/SC, rel. 
orig. Min. Ellen Gracie, red. p/ o acórdão Min. Edson Fachin, julgado em 19/11/2015 (Info 808). STF. 2ª Turma. Rcl 
22012/RS, Rel. Min. Dias Toffoli, red. p/ ac. Min. Ricardo Lewandowski, julgado em 12/9/2017 (Info 887).
CONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADE ESTADUAL
LEGITIMIDADE
Art. 125. § 2º Cabe aos Estados a instituição de representação de inconstitucionalidade de 
leis ou atos normativos estaduais ou municipais em face da Constituição Estadual, vedada 
a atribuição da legitimação para agir a um único órgão.
OBJETO Leis ou atos normativos estaduais ou municipais.
COMPETÊNCIA TJ.
PARÂMETRO Constituição Estadual.
EFEITOS DA 
DECISÃO EX TUNC, vinculante, ERGA OMNES.
RE
Se a norma da Constituição Estadual for de reprodução obrigatória da CF, caberá RE ao 
STF. Nesse caso, esse RE produzirá os mesmos efeitos de uma ADI (vinculante, ERGA OM-
NES...).
Coexistindo duas ações diretas de inconstitucionalidade, uma ajuizada perante o tribunal de justiça lo-
cal e outra perante o STF, o julgamento da primeira – estadual – somente prejudica o da segunda – do STF – se 
preenchidas duas condições cumulativas:
1) se a decisão do Tribunal de Justiça for pela procedência da ação e;
2) se a inconstitucionalidade for por incompatibilidade com preceito da Constituição do Estado sem corre-
spondência na Constituição Federal. (Info 927) 
122
RETA FINAL DELTA PC/PR
NFPSS
RETA FINAL DELTA PC/PR | @METODOCICLOS
#OLHAOGANCHO
→	Decisão do STF:
	Norma de reprodução obrigatória:
Declarada Constitucional ou inconstitucional – Por se tratar de norma de reprodução obrigatória, o parâmetro é 
o mesmo em ambas as ações. Dessa forma, qualquer que seja a decisão do STF, obrigará o TJ em razão do seu 
efeito vinculante.
	Norma autônoma:
Declarada constitucional – Por se tratar de norma autônoma, o parâmetro em âmbito estadual é diverso, 
de modo que mesmo que seja constitucional diante da constituição federal o TJ poderá julgar a norma inconsti-
tucional em face da constituição estadual.
Declarada inconstitucional – Ao ter reconhecida sua inconstitucionalidade, a norma não poderá perman-
ecer no ordenamento, de modo que o TJ não poderá considerá-la constitucional, ainda que o parâmetro seja 
distinto.
ESTADO DE CRISE E SEGURANÇA PÚBLICA
O sistema constitucional de crises baseia-se nos princípios da necessidade (pois o acionamento só pode 
se dar em casos de extrema gravidade, sob pena de configuração de arbítrio e golpe do estado) e temporariedade 
(pois o lapso temporal de vigilância das medidas excepcionais é limitado, o que evita a instauração de uma dita-
dura).
A excepcionalidade é fato de observância compulsória, já que as medidas somente serão legitimadas até que 
o equilíbrio constitucional seja alcançado novamente. 
Caso ocorra o afloramento da situação de crise, dois mecanismos constitucionais poderão ser acionados 
para recuperar a normalidade, quais sejam: o estado de defesa e o estado de sítio.
ESTADO DE DEFESA
O estado de defesa apresenta-se como uma modalidade de restauração da habitualidade 
menos gravosa, já que sua operacionalização é menos áspera aos direitos fundamentais 
quando comparado ao estado de sítio.
HIPÓTESE DE 
DECRETAÇÃO
As hipóteses que legitimam a decretação do estado de defesa estão previstas, de modo 
taxativo. São alternativos os dois pressupostos legitimadores:
•	 A grave e iminente instabilidade institucional;
•	 A calamidade de grandes proporções na natureza.
123
RETA FINAL DELTA PC/PR
NFPSS
RETA FINAL DELTA PC/PR | @METODOCICLOS
TITULARIDADE O Presidente da República é o único titular apto a decretar a medida.
REQUISITOS
Enquanto medida excepcional, sua decretação subordina-se à observância estrita dos 
seguintes requisitos:
•	 Manifestação prévia dos Conselhos da República e da Defesa Nacional;
•	 Expedição do decreto instituidor da medida pelo Presidente da República;
•	 Referido decreto presidencial deverá determinar: (i) tempo de duração da medida, 
que não poderá ultrapassar o limite temporal máximo de 30 dias, prorrogável, 
uma única vez, por mais trinta dias; (ii) área a ser abrangida, sendo que os locais 
compreendidos devem ser restritos e determinados; (iii) medidas coercitivas que 
vigorarão durante a sua vigência.
•	 Aprovação do decreto editado pelo Presidente da República pela maioria absoluta 
dos membros do Congresso Nacional.
PROCEDIMENTO
O estado de defesa será instaurado por inciativa exclusiva do Presidente da República, 
após a oitiva do Conselho da República e da Defesa Nacional.
O decreto presidencial será submetido ao Congresso Nacional em até 24 horas, que o 
aprovará ou não.
Caso a decretação se dê em período de recesso parlamentar, o Congresso será convo-
cado pelo Presidente do Senado Federal, extraordinariamente, em até cinco dias.
O prazo que o Congresso possui para apreciar o decreto é de dez dias, devendo a de-
cisão ser tomada pela maioria absoluta dos membros.
Se o decreto for rejeitado, cessa imediatamente o estado de defesa, e todas as medidas 
empregadas serão de imediato suspensas. Caso a rejeição do congresso nacional não 
seja acatada pelo Presidente, ele poderá ser responsabilizado por crime de responsabi-
lidade.
Por outro lado, se o Congresso nacional validar o decreto, segue vigorando o estado 
de defesa, lembrando que durante todo o período de funcionamento da medida do 
Congresso manter-se-á em funcionamento.
Deve haver respeito estrito ao prazo constitucional de trinta dias, que pode ser prorro-
gado, uma única vez, por mais trinta dias.
Por último, se a decretação do estado de defesa (e a eventual prorrogação) não forem 
suficientes para corrigir as circunstâncias deflagradoras da medida, a solução será recor-
rer a um instrumento mais rigoroso: o estado de sítio.
124
RETA FINAL DELTA PC/PR
NFPSS
RETA FINAL DELTA PC/PR | @METODOCICLOS
MEDIDAS 
COERCITIVAS
As medidas coercitivas cabíveis no estado de defesa consistem em restrições a alguns 
direitos fundamentais:
•	 Reunião, ainda que exercida no seio das associações;
•	 Sigilo da correspondência;
•	 Sigilo da comunicação telegráfica e telefônica.
Na hipótese de a decretação ser consequência de uma calamidade pública, poderá haver a 
ocupação e uso temporário de bens e serviços públicos, respondendo a União pelos danos 
eventualmente causados e custos decorrentes da utilização.
Também é admissível a prisão por crime contra o Estado que será comunicada imediatamente 
ao juiz competente, acompanhada de declaração, pela autoridade, do estado físico e 
mental do detido no momento de sua atuação, que a relaxará, se não for legal, facultando 
ao preso requerer o exame de corpo de delito à autoridade policial. A prisãonão poderá 
ser superior a dez dias, salvo quando houver autorização do Poder Judiciário. Ressalta-se, 
finalmente, que em nenhuma circunstância será aceitável a incomunicabilidade do preso.
CONTROLE
Por se tratar de providência extraordinária, a CF estabeleceu um sistema de controle, 
acompanhamento e fiscalização dos atos praticados no curso do estado de defesa. Referido 
sistema se perfaz por meio de (i) controle político – exercido pelo Congresso Nacional; (ii) 
controle judicial – realizado pelo poder judiciário.
O controle político se realiza de imediato, concomitante e sucessivo. O judicial, por sua vez, 
pode ser concomitante ou sucessivo.
ESTADO DE SÍTIO
Estado de sítio visa superar uma indesejável situação excepcional, tencionando retornar 
ao status quo ante. Apresenta-se, no entanto, como uma medida significativamente 
mais onerosa e severa que o estado de defesa. É, portanto, reservado para situações crí-
ticas, que resultem em grave comoção nacional, conflito armado envolvendo um Estado 
estrangeiro, ou até mesmo quando o estado de defesa, outrora decretado, revela-se 
insuficiente.
Sua decretação pelo Presidente da República sujeita-se à aprovação da maioria absoluta 
do Congresso Nacional, excetuando-se a situação de agressão estrangeira que ocorra 
no intervalo das sessões legislativas, hipótese em que o Presidente poderá decretar a 
ordem sem a prévia autorização do Congresso, que será convocado para referendá-la.
HIPÓTESE DE 
DECRETAÇÃO
São pressupostos materiais legitimadores da decretação, não necessariamente cumulativos:
•	 A comoção grave de repercussão nacional;
•	 Ocorrência de fatos que comprovem a ineficácia do estado de defesa;
•	 Declaração de guerra ou resposta e agressão armada estrangeira.
125
RETA FINAL DELTA PC/PR
NFPSS
RETA FINAL DELTA PC/PR | @METODOCICLOS
TITULARIDADE Assim como no estado de defesa, quem decreta a medida, de forma exclusiva, é o Presidente da República.
REQUISITOS
A decretação do estado de sítio subordina-se aos seguintes pressupostos formais:
•	 Audiência prévia dos Conselhos da República e de Defesa Nacional;
•	 Prévia autorização do Congresso Nacional, formalizada na edição de um decreto 
legislativo;
•	 Decreto instituidor de medida indicará a sua duração, as normas necessárias e sua 
execução e as garantias constitucionais que ficarão suspensas. Se o estado de sítio 
foi acionado para fazer frente à situação de guerra, não se pode prever o lapso 
temporal da medida, tampouco estipular quais serão todas as garantias e direitos 
que ficarão afastados;
•	 Designação pelo Presidente da República do executor das medidas específicas, 
assim como as áreas abrangidas.
PROCEDIMENTO E 
PRAZO
O Presidente da República ouvirá o Conselho da República e o Conselho de Defesa 
Nacional, que emitirão parecer consultivo, não vinculante.
A decretação só pode ser feita após o Congresso Nacional autorizar a mediada, pela 
maioria absoluta de seus membros.
Caso o Congresso esteja em recesso, este será extraordinariamente convocado pelo 
Presidente do Senado para se reunir no prazo de cinco dias.
Se a decretação se sustentar na hipótese de comoção grave de repercussão nacional ou na 
ocorrência de fatos que comprovem a ineficácia do estado de defesa, a medida deverá ter 
a duração estipulada no decreto que a instituiu. Na hipótese de guerra, contudo, a medida 
perdurará enquanto durar a guerra.
Os procedimentos necessários à execução da medida e as garantias constitucionais que 
deverão ser suspensas também devem ser previstas no decreto.
Depois de publicado o decreto, o Presidente da República designará o executor das 
medidas específicas, assim como as áreas abrangidas.
126
RETA FINAL DELTA PC/PR
NFPSS
RETA FINAL DELTA PC/PR | @METODOCICLOS
RESTRIÇÕES DE 
DIREITOS
Quando houver decretação do estado de sítio tendo por base a comoção grave de 
repercussão nacional ou ineficácia das medidas tomadas durante o estado de defesa, as 
seguintes medidas poderão ser empregadas:
•	 Obrigação de permanência em localidade determinada;
•	 Detenção em edifício não destinado a acusados ou condenados por crimes comuns;
•	 Restrições relativas à inviolabilidade da correspondência, ao sigilo das comunicações, 
à prestação de informações e à liberdade de imprensa, radiofusão e televisão, na 
forma da lei;
•	 Suspensão da liberdade de reunião;
•	 Busca e apreensão em domicílio;
•	 Intervenção nas empresas de serviços públicos;
•	 Requisição de bens.
Se a medida houver sido decretada com fundamento no estado de guerra ou resposta 
a agressão armada estrangeira qualquer garantia constitucional poderá ser suspensa, ao 
menos em tese.
CONTROLE
Para afastar o arbítrio e eventuais abusos, o estado de sítio se sujeita a controle político, 
feito pelo Congresso Nacional, e judicial, realizado pelo judiciário.
O controle político no estado de sítio se apresenta de maneira prévia, concomitante e 
sucessiva. O controle judicial é concomitante e sucessivo.
Art. 21. Compete à União: 
XIV - organizar e manter a polícia civil, a polícia penal, a polícia militar e o corpo de bombeiros militar do Distrito 
Federal, bem como prestar assistência financeira ao Distrito Federal para a execução de serviços públicos, por meio 
de fundo próprio;
 Art. 22. Compete privativamente à União legislar sobre:
XXI - normas gerais de organização, efetivos, material bélico, garantias, convocação, mobilização, inatividades e 
pensões das polícias militares e dos corpos de bombeiros militares; 
 Art. 24. Compete à União, aos Estados e ao Distrito Federal legislar concorrentemente sobre:
XVI - organização, garantias, direitos e deveres das polícias civis.
127
RETA FINAL DELTA PC/PR
NFPSS
RETA FINAL DELTA PC/PR | @METODOCICLOS
CAPÍTULO III
DA SEGURANÇA PÚBLICA
Art. 144. A segurança pública, dever do Estado, direito e responsabilidade de todos, é exercida para a preservação 
da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio, através dos seguintes órgãos:
I - polícia federal;
II - polícia rodoviária federal;
III - polícia ferroviária federal;
IV - polícias civis;
V - polícias militares e corpos de bombeiros militares.
§ 1º A polícia federal, instituída por lei como órgão permanente, organizado e mantido pela União e estruturado 
em carreira, destina-se a: (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)
I - apurar infrações penais contra a ordem política e social ou em detrimento de bens, serviços e interesses da 
União ou de suas entidades autárquicas e empresas públicas, assim como outras infrações cuja prática tenha re-
percussão interestadual ou internacional e exija repressão uniforme, segundo se dispuser em lei;
II - prevenir e reprimir o tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins, o contrabando e o descaminho, sem prejuízo 
da ação fazendária e de outros órgãos públicos nas respectivas áreas de competência;
III - exercer as funções de polícia marítima, aeroportuária e de fronteiras; (Redação dada pela Emenda Consti-
tucional nº 19, de 1998)
IV - exercer, com exclusividade, as funções de polícia judiciária da União.
§ 2º A polícia rodoviária federal, órgão permanente, organizado e mantido pela União e estruturado em carreira, 
destina-se, na forma da lei, ao patrulhamento ostensivo das rodovias federais. (Redação dada pela Emenda 
Constitucional nº 19, de 1998)
§ 3º A polícia ferroviária federal, órgão permanente, organizado e mantido pela União e estruturado em carreira, 
destina-se, na forma da lei, ao patrulhamento ostensivo das ferrovias federais. (Redação dada pela Emenda 
Constitucional nº 19, de 1998)
§ 4º Às polícias civis, dirigidas por delegados de polícia de carreira, incumbem, ressalvada a competência da 
União, as funções de polícia judiciária e a apuração de infrações penais, exceto as militares.
§ 5º Às polícias militares cabem a polícia ostensiva e a preservação da ordem pública; aos corpos de bombeiros 
militares, além das atribuições definidas em lei, incumbe a execução de atividades dedefesa civil.
§ 6º As polícias militares e corpos de bombeiros militares, forças auxiliares e reserva do Exército, subordinam-se, 
juntamente com as polícias civis, aos Governadores dos Estados, do Distrito Federal e dos Territórios.
§ 7º A lei disciplinará a organização e o funcionamento dos órgãos responsáveis pela segurança pública, de 
maneira a garantir a eficiência de suas atividades.
128
RETA FINAL DELTA PC/PR
NFPSS
RETA FINAL DELTA PC/PR | @METODOCICLOS
§ 8º Os Municípios poderão constituir guardas municipais destinadas à proteção de seus bens, serviços e 
instalações, conforme dispuser a lei.
§ 9º A remuneração dos servidores policiais integrantes dos órgãos relacionados neste artigo será fixada na forma 
do § 4º do art. 39. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)
§ 10. A segurança viária, exercida para a preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do seu 
patrimônio nas vias públicas: (Incluído pela Emenda Constitucional nº 82, de 2014)
I - compreende a educação, engenharia e fiscalização de trânsito, além de outras atividades previstas em lei, que 
assegurem ao cidadão o direito à mobilidade urbana eficiente; e (Incluído pela Emenda Constitucional nº 82, de 
2014)
II - compete, no âmbito dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, aos respectivos órgãos ou entidades 
executivos e seus agentes de trânsito, estruturados em Carreira, na forma da lei. (Incluído pela Emenda Consti-
tucional nº 82, de 2014).
#DEOLHONAJURISPRUDÊNCIA
O Plenário do Supremo Tribunal Federal declarou inconstitucional lei do Paraná que permitia exercício do cargo 
de delegado pela Polícia Militar. A decisão foi tomada em Ação Direta de Inconstitucionalidade contra o artigo 
1º, do Decreto 1.557/03. ADI 3.614
É inconstitucional o exercício do direito de greve por parte dos servidores públicos que atuem diretamente na 
área de segurança pública. STF Recurso Extraordinário com Agravo (ARE) 654432.
É inconstitucional dispositivo de CE que exija que o Superintendente da Polícia Civil seja um delegado 
de polícia integrante da classe final da carreira. STF. Plenário. ADI 3077/SE, Rel. Min. Cármen Lúcia, julgado 
em 16/11/2016 (Info 847).
Ação direta de inconstitucionalidade. 2. Emenda Constitucional nº 39, de 31 de janeiro de 2005, à Constituição 
do Estado de Santa Catarina. 3. Criação do Instituto Geral de Perícia e inserção do órgão no rol daqueles en-
carregados da segurança pública. 4. Legitimidade ativa da Associação dos Delegados de Polícia do Brasil (ADE-
POL-BRASIL). Precedentes. 5. Observância obrigatória, pelos Estados-membros, do disposto no art. 144 da Con-
stituição da República. Precedentes. 6. Taxatividade do rol dos órgãos encarregados da segurança pública, 
contidos no art. 144 da Constituição da República. Precedentes. 7. Impossibilidade da criação, pelos 
Estados-membros, de órgão de segurança pública diverso daqueles previstos no art. 144 da Constitu-
ição. Precedentes. 8. Ao Instituto Geral de Perícia, instituído pela norma impugnada, são incumbidas funções 
atinentes à segurança pública. 9. Violação do artigo 144 c/c o art. 25 da Constituição da República. 10. Ação 
direta de inconstitucionalidade parcialmente procedente.(STF, ADI STF 3469/05, 2011)
129
RETA FINAL DELTA PC/PR
NFPSS
RETA FINAL DELTA PC/PR | @METODOCICLOS
As guardas municipais podem realizar a fiscalização de trânsito? SIM. As guardas municipais, desde que autor-
izadas por lei municipal, têm competência para fiscalizar o trânsito, lavrar auto de infração de trânsito e impor 
multas. O STF definiu a tese de que é constitucional a atribuição às guardas municipais do exercício do poder 
de polícia de trânsito, inclusive para a imposição de sanções administrativas legalmente previstas (ex: multas de 
trânsito). STF. Plenário.RE 658570/MG, rel. orig. Min. Marco Aurélio, red. p/ o acórdão Min. Roberto Barroso, 
julgado em 6/8/2015 (Info 793).
ORDEM ECONÔMICA E SOCIAL
A ideia de constituição social está materializada no Título VIII da CF/88, que trata da ordem social. Nos 
termos do art. 193, a ordem social tem como base o primado do trabalho e como objetivo, o bem-estar e a jus-
tiça sociais, estabelecendo perfeita harmonia com a ordem econômica, que se funda, também, a teor do art.170, 
caput, na valorização do trabalho humano e na livre-iniciativa. A ordem econômica tem por fim (objetivo), em igual 
medida, assegurar a todos existência digna, conforme os ditames da justiça social. 
Segundo José Afonso da Silva, “ter como objetivo o bem-estar e a justiça sociais quer dizer que as relações 
econômicas e sociais do país, para gerarem o bem-estar, hão de propiciar trabalho e condição de vida, material, 
espiritual e intelectual, adequada ao trabalhador e sua família, e que a riqueza produzida no país, para gerar justiça 
social, há de ser equanimemente distribuída”.
 Î SECURIDADE SOCIAL:
Segundo dispõe o artigo 194 da CF: “A seguridade social compreende um conjunto integrado de ações de 
iniciativa dos Poderes Públicos e da sociedade, destinadas a assegurar os direitos relativos à saúde, à previdência 
e à assistência social.”.
OBJETIVOS da organização da seguridade social:
- Universalidade da cobertura e do atendimento;
- Uniformidade e equivalência dos benefícios e serviços às populações urbanas e rurais;
- Seletividade e distributividade na prestação dos benefícios e serviços;
- Irredutibilidade do valor dos benefícios;
- Equidade na forma de participação no custeio;
- Diversidade da base de financiamento;
- Caráter democrático e descentralizado da administração.
De acordo com os ensinamentos do Professor Marcelo Novelino, a universalidade da cobertura e do aten-
dimento possui uma dupla dimensão: subjetiva e objetiva.
 9 A universalidade subjetiva se refere ao dever imposto ao Estado no sentido de garantir a todas as pessoas 
que se encontrem no território nacional, independentemente de sua nacionalidade, o acesso aos direitos 
compreendidos pela seguridade social. 
130
RETA FINAL DELTA PC/PR
NFPSS
RETA FINAL DELTA PC/PR | @METODOCICLOS
 9 A universalidade objetiva refere-se às situações de risco social, devendo ter não apenas um caráter rep-
arador, mas também preventivo.
Diante das limitações orçamentárias e materiais, se toma como evidente que os direitos à saúde, previdência 
e assistência social não são assegurados indistintamente, de forma integral, a todas as pessoas. Existem limites e 
requisitos constitucionais e legais a serem observados. Assim, o princípio da universalidade deve ser harmonizado 
com os princípios da seletividade e distributividade. 
 Financiamento da seguridade social:
Segundo o art. 195 da CF/88, a seguridade social será financiada por toda a sociedade (princípio· da so-
lidariedade), de forma direta e indireta, nos termos da lei, mediante recursos provenientes dos orçamentos da 
União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, e das seguintes contribuições sociais:
- Do empregador, da empresa e da entidade a ela equiparada na forma da lei, incidentes sobre: a) a folha de 
salários e demais rendimentos do trabalho pagos ou creditados, a qualquer título, à pessoa física que lhe preste 
serviço, mesmo sem vínculo empregatício; b) a receita ou o faturamento; c) o lucro; 
- Do trabalhador e dos demais segurados da previdência social, não incidindo contribuição sobre aposentadoria 
e pensão concedidas pelo regime geral de previdência social de que trata o art. 201;
- Sobre a receita de concursos de prognósticos;
- Do importador de bens ou serviços do exterior, ou de quem a lei a ele equiparar.
#LEISECANELES: Atenção redobrada com os parágrafos do artigo 195 da CF:
§ 1º - As receitas dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios destinadas à seguridade social constarão dos 
respectivos orçamentos, não integrando o orçamento da União.
§ 2º A proposta de orçamento da seguridade social será elaborada de forma integrada pelos órgãos responsáveis 
pela saúde, previdência social e assistência social, tendo em vista as metase prioridades estabelecidas na lei de 
diretrizes orçamentárias, assegurada a cada área a gestão de seus recursos.
§ 3º A pessoa jurídica em débito com o sistema da seguridade social, como estabelecido em lei, não poderá con-
tratar com o Poder Público nem dele receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios.
§ 4º A lei poderá instituir outras fontes destinadas a garantir a manutenção ou expansão da seguridade social, 
obedecido o disposto no art. 154, I.
§ 5º Nenhum benefício ou serviço da seguridade social poderá ser criado, majorado ou estendido sem a corres-
pondente fonte de custeio total.
§ 6º As contribuições sociais de que trata este artigo só poderão ser exigidas após decorridos noventa dias da data 
da publicação da lei que as houver instituído ou modificado, não se lhes aplicando o disposto no art. 150, III, “b”.
131
RETA FINAL DELTA PC/PR
NFPSS
RETA FINAL DELTA PC/PR | @METODOCICLOS
§ 7º São isentas de contribuição para a seguridade social as entidades beneficentes de assistência social que aten-
dam às exigências estabelecidas em lei.
§ 8º O produtor, o parceiro, o meeiro e o arrendatário rurais e o pescador artesanal, bem como os respectivos 
cônjuges, que exerçam suas atividades em regime de economia familiar, sem empregados permanentes, con-
tribuirão para a seguridade social mediante a aplicação de uma alíquota sobre o resultado da comercialização da 
produção e farão jus aos benefícios nos termos da lei. 
§ 9º As contribuições sociais previstas no inciso I do caput deste artigo poderão ter alíquotas ou bases de cálculo 
diferenciadas, em razão da atividade econômica, da utilização intensiva de mão-de-obra, do porte da empresa ou 
da condição estrutural do mercado de trabalho. 
§ 10. A lei definirá os critérios de transferência de recursos para o sistema único de saúde e ações de assistência social 
da União para os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, e dos Estados para os Municípios, observada a respectiva 
contrapartida de recursos. 
§ 11. É vedada a concessão de remissão ou anistia das contribuições sociais de que tratam os incisos I, a, e II deste 
artigo, para débitos em montante superior ao fixado em lei complementar. 
§ 12. A lei definirá os setores de atividade econômica para os quais as contribuições incidentes na forma dos incisos I, 
b; e IV do caput, serão não-cumulativas. 
§ 13. Aplica-se o disposto no § 12 inclusive na hipótese de substituição gradual, total ou parcial, da contribuição 
incidente na forma do inciso I, a, pela incidente sobre a receita ou o faturamento.
 Î SAÚDE
A saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem 
à redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua 
promoção, proteção e recuperação.
As ações e serviços públicos de saúde integram uma rede regionalizada e hierarquizada e constituem um 
sistema único, organizado de acordo com as seguintes DIRETRIZES:
 Descentralização, com direção única em cada esfera de governo.
 Atendimento integral, com prioridade para as atividades preventivas, sem prejuízo dos serviços as-
sistenciais.
 Participação da comunidade.
132
RETA FINAL DELTA PC/PR
NFPSS
RETA FINAL DELTA PC/PR | @METODOCICLOS
Os gestores locais do sistema único de saúde poderão admitir agentes comunitários de saúde e agentes 
de combate às endemias por meio de processo seletivo público, de acordo com a natureza e complexidade de 
suas atribuições e requisitos específicos para sua atuação.
A assistência à saúde é livre à iniciativa privada. Assim, as instituições privadas poderão participar de for-
ma complementar do sistema único de saúde, segundo diretrizes deste, mediante contrato de direito público ou 
convênio, tendo preferência as entidades filantrópicas e as sem fins lucrativos.
A Constituição Federal proíbe a destinação de recursos públicos para auxílios ou subvenções às instituições 
privadas com fins lucrativos, bem como, veda a participação direta ou indireta de empresas ou capitais estrangei-
ros na assistência à saúde no País, salvo nos casos previstos em lei (Art. 199, §2 e §3º).
OBS: TRANSPLANTE, PESQUISA e TRATAMENTO: A Lei nº 9434/97 dispõe sobre a remoção de órgãos, 
tecidos e partes do corpo humano para fins de transplante e tratamento, sendo vedado todo tipo de comercia-
lização.
 Competências atribuídas ao SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE:
- Controlar e fiscalizar procedimentos, produtos e substâncias de interesse para a saúde e participar da 
produção de medicamentos, equipamentos, imunobiológicos, hemoderivados e outros insumos;
- Executar as ações de vigilância sanitária e epidemiológica, bem como as de saúde do trabalhador;
- Ordenar a formação de recursos humanos na área de saúde;
- Participar da formulação da política e da execução das ações de saneamento básico;
- Incrementar, em sua área de atuação, o desenvolvimento científico e tecnológico e a inovação; 
- Fiscalizar e inspecionar alimentos, compreendido o controle de seu teor nutricional, bem como bebidas 
e águas para consumo humano;
- Participar do controle e fiscalização da produção, transporte, guarda e utilização de substâncias e produtos 
psicoativos, tóxicos e radioativos;
- Colaborar na proteção do meio ambiente, nele compreendido o do trabalho.
 Î ASSISTÊNCIA SOCIAL:
A assistência social será prestada a quem dela necessitar, independentemente de contribuição à segurida-
de social, e tem por OBJETIVOS:
133
RETA FINAL DELTA PC/PR
NFPSS
RETA FINAL DELTA PC/PR | @METODOCICLOS
 A proteção à família, à maternidade, à infância, à adolescência e à velhice.
 O amparo às crianças e adolescentes carentes.
 A promoção da integração ao mercado de trabalho.
 A habilitação e reabilitação das pessoas portadoras de deficiência e a promoção de sua integração à 
vida comunitária.
 A garantia de um salário mínimo de benefício mensal à pessoa portadora de deficiência e ao ido-
so que comprovem não possuir meios de prover à própria manutenção ou de tê-la provida por sua 
família, conforme dispuser a lei.
A Lei nº 8.212/91, em seu artigo 4º, define a Assistência Social como sendo “a política social que provê o 
atendimento das necessidades básicas, traduzidas em proteção à família, à maternidade, à infância, à adolescência, 
à velhice e à pessoa portadora de deficiência, independentemente de contribuição à Seguridade Social”.
A finalidade de atendimento às necessidades vitais básicas revela a íntima conexão entre a assistência social e 
o princípio da dignidade da pessoa humana, o qual impõe o dever de proteção e promoção dos bens e utilidades 
indispensáveis a uma existência digna (mínimo existencial).
OBS.: O STF adotou a seguinte tese – Tema 173 - Concessão de benefício assistencial a estrangeiros re-
sidentes no Brasil: “Os estrangeiros residentes no País são beneficiários da assistência social prevista no artigo 
203, inciso V, da Constituição Federal, uma vez atendidos os requisitos constitucionais e legais”.
 Î DA EDUCAÇÃO:
A educação, direito de todos e dever do Estado e da família, será promovida e incentivada com a colabora-
ção da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e 
sua qualificação para o trabalho.
Princípios Informadores do Sistema de Ensino:
 Igualdade de condições para o acesso e permanência na escola.
 Liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o saber.
 Pluralismo de ideias e de concepções pedagógicas, e coexistência de instituições públicas e privadas de ensino.
 Gratuidade do ensino público em estabelecimentos oficiais.
 Valorização dos profissionais da educação escolar, garantidos, na forma da lei, planos de carreira, com ingresso 
exclusivamente por concurso público de provas e títulos, aos das redes públicas.
 Gestão democrática do ensino público, na forma da lei.
 Garantia de padrão de qualidade.
 Piso salarial profissional nacional para os profissionaisda educação escolar pública, nos termos de lei federal.
134
RETA FINAL DELTA PC/PR
NFPSS
RETA FINAL DELTA PC/PR | @METODOCICLOS
O dever do Estado com a educação será efetivado mediante a garantia de:
- Educação básica obrigatória e gratuita dos 4 (quatro) aos 17 (dezessete) anos de idade, assegurada inclusive sua 
oferta gratuita para todos os que a ela não tiveram acesso na idade própria. 
- Progressiva universalização do ensino médio gratuito.
- Atendimento educacional especializado aos portadores de deficiência, preferencialmente na rede regular de 
ensino.
- Educação infantil, em creche e pré-escola, às crianças até 5 (cinco) anos de idade.
- Acesso aos níveis mais elevados do ensino, da pesquisa e da criação artística, segundo a capacidade de cada 
um.
- Oferta de ensino noturno regular, adequado às condições do educando.
- Atendimento ao educando, em todas as etapas da educação básica, por meio de programas suplementares de 
material didático escolar, transporte, alimentação e assistência à saúde. 
ATENÇÃO: O acesso ao ensino obrigatório e gratuito é direito público subjetivo e o não-oferecimento do 
ensino obrigatório pelo Poder Público, ou sua oferta irregular, importa responsabilidade da autoridade compe-
tente.
#COLANARETINA: Os Municípios atuarão prioritariamente no ensino fundamental e na educação infantil. 
Os Estados e o Distrito Federal atuarão prioritariamente no ensino fundamental e médio.
 Î DA CULTURA:
A CF88 estabelece em seu artigo 215 o seguinte: “O Estado garantirá a todos o pleno exercício dos direitos 
culturais e acesso às fontes da cultura nacional, e apoiará e incentivará a valorização e a difusão das manifestações 
culturais”.
Segundo leciona Marcelo Novelino os direitos culturais integram, ao lado dos direitos sociais e econô-
micos, a segunda dimensão dos direitos fundamentais. Imprescindíveis ao pleno desenvolvimento e à promoção 
das condições de vida digna, tais direitos são ligados ao valor de igualdade e a uma de suas facetas, o direito à 
diferença (pluralismo), como fica evidenciado no dispositivo sobre a criação por Lei do Plano Nacional de Cultura 
visando ao desenvolvimento cultural do País e à integração das ações do poder público, tendo como uma de suas 
finalidades a valorização da diversidade étnica e regional (CF, art. 215, § 3º, V). 
Segundo previsto na Constituição Federal, constituem patrimônio cultural brasileiro os bens de natureza 
material e imaterial, tomados individualmente ou em conjunto, portadores de referência à identidade, à ação, à 
memória dos diferentes grupos formadores da sociedade brasileira, nos quais se incluem:
- As formas de expressão.
- Os modos de criar, fazer e viver.
135
RETA FINAL DELTA PC/PR
NFPSS
RETA FINAL DELTA PC/PR | @METODOCICLOS
- As criações científicas, artísticas e tecnológicas.
- As obras, objetos, documentos, edificações e demais espaços destinados às manifestações artístico-cultu-
rais.
- Os conjuntos urbanos e sítios de valor histórico, paisagístico, artístico, arqueológico, paleontológico, eco-
lógico e científico.
ATENÇÃO: O Poder Público, com a colaboração da comunidade, promoverá e protegerá o patrimônio 
cultural brasileiro, por meio de inventários, registros, vigilância, tombamento e desapropriação, e de outras 
formas de acautelamento e preservação.
 Î DO DESPORTO:
De acordo com os ensinamentos do Professor Marcelo Novelino, a Constituição de 1988 inovou em relação 
aos regimes anteriores ao conferir estatura constitucional às normas referentes à organização e política de desen-
volvimento do desporto. A consagração deste tema na Lei Maior pode ser justificada não apenas pela prolixidade 
que a caracteriza, mas também pela importância do esporte como instrumento para o pleno desenvolvimen-
to das faculdades físicas, intelectuais e morais do ser humano, seja na esfera educacional, seja nos demais 
aspectos da vida em sociedade.
A CF88 consagra ser dever do Estado fomentar práticas desportivas formais e não-formais, como direito 
de cada um, observados:
- A autonomia das entidades desportivas dirigentes e associações, quanto a sua organização e funciona-
mento.
- A destinação de recursos públicos para a promoção prioritária do desporto educacional e, em casos es-
pecíficos, para a do desporto de alto rendimento.
- O tratamento diferenciado para o desporto profissional e o não- profissional.
- A proteção e o incentivo às manifestações desportivas de criação nacional.
ATENÇÃO: O Poder Judiciário só admitirá ações relativas à disciplina e às competições desportivas após 
esgotarem-se as instâncias da justiça desportiva, regulada em lei. A justiça desportiva terá o prazo máximo de 
sessenta dias, contados da instauração do processo, para proferir decisão final.
136
RETA FINAL DELTA PC/PR
NFPSS
RETA FINAL DELTA PC/PR | @METODOCICLOS
 ÎMEIO AMBIENTE:
A degradação ambiental resultante da evolução industrial e tecnológica aliada à maior conscientização do 
ser humano em relação à natureza e à qualidade do ambiente em que vive, fizeram com que a proteção ao meio 
ambiente passasse a ser consagrada, inicialmente, nos tratados e convenções internacionais e, em seguida, nas 
constituições do segundo pós-guerra como um direito fundamental de terceira dimensão.
“Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e 
essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e pre-
servá-lo para as presentes e futuras gerações”.
Como forma de assegurar a efetividade do direito fundamental ao meio ambiente ecologicamente equili-
brado, incumbe ao Poder Público:
I - preservar e restaurar os processos ecológicos essenciais e prover o manejo ecológico das espécies e ecossistemas.
II - preservar a diversidade e a integridade do patrimônio genético do País e fiscalizar as entidades dedicadas à pes-
quisa e manipulação de material genético.
III - definir, em todas as unidades da Federação, espaços territoriais e seus componentes a serem especialmente 
protegidos, sendo a alteração e a supressão permitidas somente através de lei, vedada qualquer utilização que 
comprometa a integridade dos atributos que justifiquem sua proteção. 
IV - exigir, na forma da lei, para instalação de obra ou atividade potencialmente causadora de significativa de-
gradação do meio ambiente, estudo prévio de impacto ambiental, a que se dará publicidade.
V - controlar a produção, a comercialização e o emprego de técnicas, métodos e substâncias que comportem risco 
para a vida, a qualidade de vida e o meio ambiente.
VI - promover a educação ambiental em todos os níveis de ensino e a conscientização pública para a preservação 
do meio ambiente.
VII - proteger a fauna e a flora, vedadas, na forma da lei, as práticas que coloquem em risco sua função ecológica, 
provoquem a extinção de espécies ou submetam os animais a crueldade. 
 A CF88 elenca como PATRIMÔNIO NACIONAL:
- A Floresta Amazônica brasileira.
- A Mata Atlântica.
- A Serra do Mar
137
RETA FINAL DELTA PC/PR
NFPSS
RETA FINAL DELTA PC/PR | @METODOCICLOS
- O Pantanal Mato-Grossense.
- A Zona Costeira. 
 Î DA FAMÍLIA:
A família desempenha um papel fundamental tanto para o indivíduo, quanto para a sociedade de uma for-
ma geral, sendo reconhecida pela Constituição Federal como sendo a base da sociedade e tem especial proteção 
do Estado.
#LEISECANELES #ARTIGOIMPORTANTE
Art. 226. A família, base da sociedade, tem especial proteção do Estado.
§ 1º O casamento é civil e gratuita a celebração.
§ 2º O casamento religioso tem efeito civil, nos termos da lei.
§ 3º Para efeito da proteção do Estado, é reconhecida a união estável entre o homem e a mulher como entidade 
familiar, devendo a lei facilitar sua conversão em casamento.
§ 4º Entende-se, também, como entidade familiar a comunidade formada por qualquer dos pais e seus descen-
dentes.
§ 5º Os direitos e deveres referentes à sociedade conjugal são exercidos igualmente pelo homem e pela mulher.
§ 6º O casamentocivil pode ser dissolvido pelo divórcio. 
§ 7º Fundado nos princípios da dignidade da pessoa humana e da paternidade responsável, o planejamento 
familiar é livre decisão do casal, competindo ao Estado propiciar recursos educacionais e científicos para o exercício 
desse direito, vedada qualquer forma coercitiva por parte de instituições oficiais ou privadas.
§ 8º O Estado assegurará a assistência à família na pessoa de cada um dos que a integram, criando mecanismos 
para coibir a violência no âmbito de suas relações.
 Î DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE
A CF88 consagrou em seu texto o princípio do melhor interesse da criança que guarda íntima ligação com 
a doutrina da proteção integral prevista pelo artigo 1º do ECA (Lei nº 8.069/90). Com o tratamento conferido pela 
Constituição, crianças (até 12 anos incompletos) e adolescentes (de 12 aos 18 anos) passaram a ser considerados ti-
tulares dos direitos fundamentais, substituindo, assim, o antigo modelo da “situação irregular” pelo da “proteção 
integral”, no qual as crianças e adolescentes são vistos como titulares de direitos e deveres.
138
RETA FINAL DELTA PC/PR
NFPSS
RETA FINAL DELTA PC/PR | @METODOCICLOS
Art. 227. É dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança, ao adolescente e ao jovem, com abso-
luta prioridade, o direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à 
dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária, além de colocá-los a salvo de toda forma 
de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão.
§ 1º O Estado promoverá programas de assistência integral à saúde da criança, do adolescente e do jovem, admitida 
a participação de entidades não governamentais, mediante políticas específicas e obedecendo aos seguintes preceitos: 
I - aplicação de percentual dos recursos públicos destinados à saúde na assistência materno-infantil;
II - criação de programas de prevenção e atendimento especializado para as pessoas portadoras de deficiência física, 
sensorial ou mental, bem como de integração social do adolescente e do jovem portador de deficiência, mediante o 
treinamento para o trabalho e a convivência, e a facilitação do acesso aos bens e serviços coletivos, com a eliminação 
de obstáculos arquitetônicos e de todas as formas de discriminação. (Redação dada Pela Emenda Constitucional nº 
65, de 2010)
§ 2º A lei disporá sobre normas de construção dos logradouros e dos edifícios de uso público e de fabricação de 
veículos de transporte coletivo, a fim de garantir acesso adequado às pessoas portadoras de deficiência.
ATENÇÃO: Aspectos abrangidos pelo direito a PROTEÇÃO ESPECIAL:
I - idade mínima de quatorze anos para admissão ao trabalho, observado o disposto no art. 7º, XXXIII;
II - garantia de direitos previdenciários e trabalhistas;
III - garantia de acesso do trabalhador adolescente e jovem à escola; 
IV - garantia de pleno e formal conhecimento da atribuição de ato infracional, igualdade na relação proces-
sual e defesa técnica por profissional habilitado, segundo dispuser a legislação tutelar específica;
V - obediência aos princípios de brevidade, excepcionalidade e respeito à condição peculiar de pessoa em 
desenvolvimento, quando da aplicação de qualquer medida privativa da liberdade; #APOSTACICLOS
VI - estímulo do Poder Público, através de assistência jurídica, incentivos fiscais e subsídios, nos termos da lei, ao 
acolhimento, sob a forma de guarda, de criança ou adolescente órfão ou abandonado;
VII - programas de prevenção e atendimento especializado à criança, ao adolescente e ao jovem dependente de 
entorpecentes e drogas afins. 
139
RETA FINAL DELTA PC/PR
NFPSS
RETA FINAL DELTA PC/PR | @METODOCICLOS
§ 4º A lei punirá severamente o abuso, a violência e a exploração sexual da criança e do adolescente.
#COMPLEMENTANDO: Pedofilia poderá ser incluída no rol dos crimes hediondos. A Comissão de Direitos Huma-
nos e Legislação Participativa (CDH) do Senado Federal aprovou (25/04/2019) o Projeto de Lei (PLS) 496/2018 que 
prevê a inclusão do crime de pedofilia como um dos crimes hediondos. O projeto segue para análise da Comissão 
de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ). 
§ 5º A adoção será assistida pelo Poder Público, na forma da lei, que estabelecerá casos e condições de sua efetivação 
por parte de estrangeiros.
#DEOLHONAJURISPRUDENCIA: Lembre-se que o STJ tem precedente importante no que se refere à possibli-
dade de adoção de crianças e adolescentes por casais homossexuais. Nos termos do entendimento do STJ, 
a análise sobre a adoção deve ter como critério o princípio do melhor interesse da criança, o que significa dizer 
que, devidamente comprovado os laços afetivos de toda a família, a solução deve ser favorável à adoção por casal 
homossexual. (REsp. 889.852-RS, Rel. Min. Luis Felipe Salomão).
§ 6º Os filhos, havidos ou não da relação do casamento, ou por adoção, terão os mesmos direitos e qualificações, 
proibidas quaisquer designações discriminatórias relativas à filiação.
Art. 228. São penalmente inimputáveis os menores de dezoito anos, sujeitos às normas da legislação especial.
Art. 229. Os pais têm o dever de assistir, criar e educar os filhos menores, e os filhos maiores têm o dever de ajudar e 
amparar os pais na velhice, carência ou enfermidade. 
 Î PROTEÇÃO AO IDOSO:
#LEISECANELES:
Art. 230. A família, a sociedade e o Estado têm o dever de amparar as pessoas idosas, assegurando sua participa-
ção na comunidade, defendendo sua dignidade e bem-estar e garantindo-lhes o direito à vida.
§ 1º Os programas de amparo aos idosos serão executados preferencialmente em seus lares.
§ 2º Aos maiores de sessenta e cinco anos é garantida a gratuidade dos transportes coletivos urbanos.
→	 ÍNDIOS:
De acordo com os ensinamentos do Professor Marcelo Novelino, a Constituição de 1988 foi, sem dúvida, a 
que mais se preocupou com os direitos indígenas, dedicando um Capítulo específico ao tema, além de consagrar 
diversos dispositivos protetivos dos índios. A fim de assegurar a proteção da identidade e a preservação do habitat 
natural deste segmento, foram reconhecidas expressamente a organização social, costumes, línguas, crenças e 
tradições indígenas, bem como os direitos originários sobre as terras que tradicionalmente ocupam (CF, art. 231).
140
RETA FINAL DELTA PC/PR
NFPSS
RETA FINAL DELTA PC/PR | @METODOCICLOS
#LEISECANELES:
Art. 231. São reconhecidos aos índios sua organização social, costumes, línguas, crenças e tradições, e os di-
reitos originários sobre as terras que tradicionalmente ocupam, competindo à União demarcá-las, proteger e 
fazer respeitar todos os seus bens.
§ 1º São terras tradicionalmente ocupadas pelos índios as por eles habitadas em caráter permanente, as utilizadas 
para suas atividades produtivas, as imprescindíveis à preservação dos recursos ambientais necessários a seu bem-es-
tar e as necessárias a sua reprodução física e cultural, segundo seus usos, costumes e tradições.
§ 2º As terras tradicionalmente ocupadas pelos índios destinam-se a sua posse permanente, cabendo-lhes o usu-
fruto exclusivo das riquezas do solo, dos rios e dos lagos nelas existentes.
§ 3º O aproveitamento dos recursos hídricos, incluídos os potenciais energéticos, a pesquisa e a lavra das riquezas 
minerais em terras indígenas só podem ser efetivados com autorização do Congresso Nacional, ouvidas as comu-
nidades afetadas, ficando-lhes assegurada participação nos resultados da lavra, na forma da lei.
§ 4º As terras de que trata este artigo são inalienáveis e indisponíveis, e os direitos sobre elas, imprescritíveis.
§ 5º É vedada a remoção dos grupos indígenas de suas terras, salvo, “ad referendum” do Congresso Nacional, em 
caso de catástrofe ou epidemia que ponha em risco sua população, ou no interesse da soberania do País, após deli-
beração do Congresso Nacional, garantido, em qualquer hipótese, o retorno imediato logo que cesse o risco.
§ 6º São nulos e extintos, nãoproduzindo efeitos jurídicos, os atos que tenham por objeto a ocupação, o domínio 
e a posse das terras a que se refere este artigo, ou a exploração das riquezas naturais do solo, dos rios e dos lagos 
nelas existentes, ressalvado relevante interesse público da União, segundo o que dispuser lei complementar, não 
gerando a nulidade e a extinção direito a indenização ou a ações contra a União, salvo, na forma da lei, quanto às 
benfeitorias derivadas da ocupação de boa fé.
141
RETA FINAL DELTA PC/PR
NFPSS
RETA FINAL DELTA PC/PR | @METODOCICLOS
DIREITO PENAL4
Tudo bem meus Delegados e Delegadas! 
Vamos ao NFPSS – Não Faça a Prova Sem Saber de Direito Penal. 
A matéria é longa e o momento é de revisão, portanto vamos abordar os pontos de maior relevância, não 
sendo possível querer esgotar a matéria ou abordar de forma minuciosa todos os pontos do nosso edital, neste 
momento temos que ser o mais objetivo possível.
Vem comigo!
PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS DO DIREITO PENAL
 ¾ Princípio da Reserva Legal ou Estrita Legalidade:
Somente a lei pode criar delitos e cominar penas. Como consequência lógica, não se admite a utilização de 
medida provisória em matéria penal. 
#CUIDADO! O STF já admitiu MP na seara penal, desde que para favorecer o réu. Ex.: MP 417 que prorrogou a 
“atipicidade temporária” nos crimes de posse de armas.
O princípio da legalidade possui algumas funções fundamentais:
 9 Lei estrita: é proibida a analogia contra o réu. 
 9 Lei escrita: é proibido o costume incriminador. 
#OLHAOGANCHO: da mesma forma que o costume não tem o condão de incriminar, também não tem de 
descriminalizar (os costumes contrários às leis são chamados de DESUETUDO: contrariam uma lei penal, mas não 
a revogam. Ex.: crime de casa de prostituição/jogo do bicho).
 9 Lei certa: é proibida a criação de tipos penais vagos e indeterminados.
 9 Lei prévia: é proibida a aplicação da lei penal incriminadora a fatos - não considerados crimes - praticados 
antes de sua vigência. Engloba aqui o da anterioridade, cláusula pétrea.
 ¾ Princípio da Intervenção Mínima:
Afirma ser legítima a intervenção penal apenas quando a criminalização de um fato se constitui meio indis-
pensável para a proteção de determinado bem ou interesse, não podendo ser tutelado por outros ramos do orde-
4 Por Gideão Ribeiro
142
RETA FINAL DELTA PC/PR
NFPSS
RETA FINAL DELTA PC/PR | @METODOCICLOS
namento jurídico. A intervenção mínima é gênero do qual são espécies: a fragmentariedade e a subsidiariedade. 
Vamos conferir?
 9 Princípio da Fragmentariedade: no universo da ilicitude, somente alguns poucos fragmentos con-
stituem-se em ilícitos penais. O Direito Penal é a última etapa de proteção. #ATENÇÃO! O princípio da 
fragmentariedade atua no PLANO ABSTRATO (na criação de tipos penais). 
#SELIGA: FRAGMENTARIEDADE ÀS AVESSAS: É o contrário da fragmentariedade; o crime deixa de existir, pois 
a incriminação se torna desnecessária. Por exemplo, o adultério.
 9 Princípio da Subsidiariedade: incide no PLANO CONCRETO, ou seja, no momento de aplicação da lei 
penal. É analisado se, naquele caso concreto, seria possível solucionar através de outros ramos do direito, 
ou se será preciso utilizar a ultima ratio, o executor de reserva, isto é, o direito penal.
 ¾ Princípio da Ofensividade:
Possui quatro funções principais:
1) Proibição da incriminação de uma atitude interna, como as ideias, convicções, e desejos dos homens. 
2) Proibição da incriminação de uma conduta que não exceda o âmbito do próprio autor (princípio da alte-
ridade). 
3) Proibição da incriminação de simples estados ou condições existenciais (aplica-se o direito penal do fato 
e não do autor).
4) Proibição da incriminação de condutas desviadas que não afetem qualquer bem jurídico.
 ¾ Princípio da Insignificância:
Pode ser visto como instrumento de interpretação restritiva do tipo penal. Possui natureza jurídica de causa 
supralegal de exclusão da tipicidade material, devendo ser analisado em conexão com os postulados da fragmen-
tariedade e da intervenção mínima. 
Vamos dar uma conferida nos requisitos desse princípio?!
Objetivos: mínima ofensividade da conduta do agente; nenhuma periculosidade social da ação; reduzido 
grau de reprovabilidade do comportamento; Inexpressividade da lesão jurídica provocada.
Subjetivos: importância do bem para a vítima (STF) e condições do agente (#SELIGA: a reincidência, a rei-
teração criminosa, a habitualidade delitiva NÃO são suficientes, por si sós, para afastar a aplicação do princípio da 
insignificância – STF Info 793).
143
RETA FINAL DELTA PC/PR
NFPSS
RETA FINAL DELTA PC/PR | @METODOCICLOS
#ATENÇÃO: Os tribunais superiores, em algumas situações concretas, têm afastado o princípio da insignificância 
nos casos de reincidência e de furto qualificado.
#OLHAOGANCHO. #BAGATELAIMPRÓPRIA. No caso do princípio da insignificância impróprio ou bagatela 
imprópria ocorre o injusto penal. Entretanto, verifica-se que no caso concreto a pena é desnecessária (incidência 
dos princípios da desnecessidade da pena com o princípio da irrelevância penal do fato). 
Vamos entender melhor?
O princípio da insignificância impróprio pressupõe a análise do que ocorreu após a prática do crime até o mo-
mento do julgamento. Ex.: O réu casou, teve filhos, tem uma empresa com 50 funcionários?! Nesses casos, o juiz 
reconhece a existência do crime, mas conclui que a pena não é necessária. Aqui não há causa supralegal de 
exclusão da tipicidade, há causa supralegal de extinção da punibilidade. O Estado reconhece o crime, mas 
conclui pela desnecessidade de punição. A punição não é mais vantajosa para a sociedade. 
A análise da pertinência da bagatela imprópria há de ser realizada, obrigatoriamente, na situação fática, jamais 
no plano abstrato. Atente-se também para a necessidade de se observar que a bagatela imprópria tem como 
pressuposto inafastável a não incidência do princípio da insignificância (própria). Afinal, se o fato não era mere-
cedor da tutela penal em decorrência da sua atipicidade, descabe enveredar pela discussão acerca da necessi-
dade ou não de pena. 
A bagatela imprópria se ASSEMELHA ao perdão judicial (art. 107, IX, do CP). O fundamento da bagatela im-
própria e do perdão judicial é o mesmo, só que o perdão judicial está duplamente previsto em lei, enquanto in-
stituto bem como em relação às hipóteses legais em que ele incide. Em contrapartida, no Brasil, não há previsão 
legal do princípio da insignificância impróprio.
Pessoal, por fim, COLEM NA RETINA essa revisão sobre a aplicação do princípio da insignificância. Trata-se 
de um compilado das principais informações extraídas da jurisprudência, tomando por base os comentários do 
Dizer o Direito. #DEOLHONAJURIS. #AJUDAMARCINHO.
NÃO SE APLICA A INSIGNIFICÂNCIA
Delitos praticados em violência doméstica: não se aplica o princípio da insignificância.
Posse ou porte de arma ou munição.
Estelionato contra o INSS (estelionato previdenciário).
Tráfico de drogas.
Crime de moeda falsa.
Contrabando.
144
RETA FINAL DELTA PC/PR
NFPSS
RETA FINAL DELTA PC/PR | @METODOCICLOS
Roubo.
Lesão corporal.
Falsificação de documento público.
Estelionato envolvendo o seguro-desemprego.
Estelionato envolvendo FGTS.
Violação de direito autoral (§ 2º do art. 184 do CP).
Tráfico internacional de arma de fogo ou munição.
Furto qualificado.
Obs. Como regra, a aplicação do princípio da insignificância tem sido rechaçada nas hipóteses de furto 
qualificado, tendo em vista que tal circunstância denota, em tese, maior ofensividade e reprovabilidade da 
conduta. Deve-se, todavia, considerar as circunstâncias peculiares de cada caso concreto, de maneira a verificar 
se, diante do quadro completo do delito, a conduta do agente representa maior reprovabilidade a desautorizar 
a aplicação do princípio da insignificância. STJ. 5ª Turma. AgRg no AREsp 785755/MT, Rel. Min. Reynaldo Soares 
da Fonseca, julgado em 22/11/2016. STJ. 6ª Turma. AgRg no AREsp 746011/MT, Rel. Min. RogerioSchietti Cruz, 
julgado em 05/11/2015.
Crimes militares.
Trata-se de tema extremamente polêmico, mas a posição majoritária é no sentido de que não se aplica o 
princípio da insignificância aos crimes militares, sob pena de afronta à autoridade, hierarquia e disciplina, bens 
jurídicos cuja preservação é importante para o regular funcionamento das instituições militares. O caso mais 
comum e que é provável que seja cobrado em sua prova é o crime de posse de substância entorpecente em 
lugar sujeito à administração militar (art. 290 do CPM). O Plenário do STF já assentou a inaplicabilidade do 
princípio da insignificância à posse de quantidade reduzida de substância entorpecente em lugar sujeito à 
administração militar (art. 290 do CPM). STF. 2ª Turma. HC 118255, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, julgado em 
19/11/2013. STF. 2ª Turma. ARE 856183 AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, julgado em 30/06/2015.
145
RETA FINAL DELTA PC/PR
NFPSS
RETA FINAL DELTA PC/PR | @METODOCICLOS
POSSÍVEL APLICAR A INSIGNIFICÂNCIA
Crimes ambientais.
#AJUDAMARCINHO: É possível a aplicação do princípio da insignificância aos crimes ambientais, devendo ser 
analisadas as circunstâncias específicas do caso concreto para se verificar a atipicidade da conduta em exame. 
STJ. 5° Turma. AgRg no AREsp 654.321/SC, Rel. Min. Reynaldo Soares da Fonseca, julgado em 09/06/2015. 
É possível aplicar o princípio da insignificância para crimes ambientais. STF. 2ª Turma. Inq 3788/DF, Rel. Min. 
Cármen Lúcia, julgado em 1°/3/2016 (Info 816).
PORÉM, CUIDADO:
#AJUDAMARCINHO: O princípio da bagatela não se aplica ao crime previsto no art. 34, caput c/c parágrafo 
único, II, da Lei 9.605/98: Art. 34. Pescar em período no qual a pesca seja proibida ou em lugares interditados 
por órgão competente: Pena - detenção de um ano a três anos ou multa, ou ambas as penas cumulativamente. 
Parágrafo único. Incorre nas mesmas penas quem: II - pesca quantidades superiores às permitidas, ou mediante 
a utilização de aparelhos, petrechos, técnicas e métodos não permitidos; Caso concreto: realização de pesca de 
7kg de camarão em período de defeso com o uso de método não permitido. STF. 1ª Turma. HC 122560/SC, Rel. 
Min. Marco Aurélio, julgado em 8/5/2018 (Info 891). #JULGADORECENTE. 
Descaminho.
Furto Simples. PORÉM, CUIDADO:
Se o valor do bem é acima de 10% do salário mínimo vigente na época, o STJ tem negado a aplicação do 
princípio da insignificância. STJ. 6ª Turma. AgRg no REsp 1558547/MG, Rel. Min. Maria Thereza de Assis Moura, 
julgado em 19/11/2015.
“Flanelinha” e exercício da profissão sem registro no órgão competente (não configura a contravenção penal 
prevista no art. 47 do Decreto-Lei 3.688/1941: exercício ilegal de profissão ou atividade).
#DIVERGÊNCIA entre o STJ e o STF.
MANTER RÁDIO CLANDESTINA
STJ: NÃO STF: SIM
STJ: NÃO. É inaplicável o princípio da insignificância 
ao delito previsto no art. 183 da Lei nº 9.472/97, 
nas hipóteses de exploração irregular ou clandes-
tina de rádio comunitária, mesmo que ela seja de 
baixa potência, uma vez que se trata de delito for-
mal de perigo abstrato, que dispensa a compro-
vação de qualquer dano (resultado) ou do perigo, 
presumindo-se este absolutamente pela lei. Nesse 
sentido: STJ. 6ª Turma. AgRg no AREsp 740.434/
BA, Rel. Min. Antonio Saldanha Palheiro, julgado 
em 14/02/2017.
STF: SIM, é possível, em situações excepcionais, o re-
conhecimento do princípio da insignificância desde 
que a rádio clandestina opere em baixa frequência, 
em localidades afastadas dos grandes centros e em 
situações nas quais ficou demonstrada a inexistência 
de lesividade. STF. 2ª Turma. HC 138134/BA, Rel. Min. 
Ricardo Lewandowski, julgado em 7/2/2017 (Info 853).
146
RETA FINAL DELTA PC/PR
NFPSS
RETA FINAL DELTA PC/PR | @METODOCICLOS
APROPRIAÇÃO INDÉBITA PREVIDENCIÁRIA
STJ: SIM STF: NÃO
O STJ já firmou o entendimento de que é possível 
a aplicação do princípio da insignificância ao delito 
de apropriação indébita previdenciária, desde que o 
total dos valores retidos não ultrapasse o valor utili-
zado pela Fazenda Público como limite mínimo para 
que sejam ajuizadas as execuções fiscais. STJ. 5ª Tur-
ma. AgRg no REsp 1241697/PR, Rel. Min. Laurita Vaz, 
julgado em 06/08/2013. STJ. 6ª Turma. RHC 59839/
SP, Rel. Min. Nefi Cordeiro, julgado em 07/04/2016.
O bem jurídico tutelado pelo delito de apropriação 
indébita previdenciária é a subsistência financeira 
da Previdência Social. Logo, não há como afirmar-
-se que a reprovabilidade da conduta atribuída ao 
paciente é de grau reduzido, considerando que esta 
conduta causa prejuízo à arrecadação já deficitária 
da Previdência Social, configurando nítida lesão a 
bem jurídico supraindividual. O reconhecimento da 
atipicidade material nesses casos implicaria ignorar 
esse preocupante quadro. STF. 1ª Turma. HC 102550, 
Rel. Min. Luiz Fux, julgado em 20/09/2011. STF. 2ª 
Turma. RHC 132706 AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, 
julgado em 21/06/2016.
CRIMES CONTRA A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA
STJ: NÃO STF: SIM
Súmula 599-STJ.
Há julgados da 2ª Turma admitindo a aplicação do 
princípio mesmo em outras hipóteses além do des-
caminho.
PORTE DE DROGAS PARA CONSUMO PESSOAL
STJ: NÃO STF: SIM
A jurisprudência de ambas as turmas do STJ firmou 
entendimento de que o crime de posse de drogas 
para consumo pessoal (art. 28 da Lei nº 11.343/06) é 
de perigo presumido ou abstrato e a pequena quan-
tidade de droga faz parte da própria essência do de-
lito em questão, não lhe sendo aplicável o princípio 
da insignificância
STF: possui um precedente isolado, da 1ª Turma, 
aplicando o princípio.
147
RETA FINAL DELTA PC/PR
NFPSS
RETA FINAL DELTA PC/PR | @METODOCICLOS
CRIMES PRATICADOS POR PREFEITOS
STJ: NÃO STF: SIM
Possui precedentes afirmando que não é possível a 
aplicação do princípio da insignificância a prefeito, 
em razão mesmo da própria condição que ostenta, 
devendo pautar sua conduta, à frente da municipa-
lidade, pela ética e pela moral, não havendo espaço 
para quaisquer desvios de conduta.
Possui julgados entendendo ser possível.
#RESUMINDO #COLANARETINA #RELERPARAREFORÇAR
APLICABILIDADE INAPLICABILIDADE DIVERGÊNCIAS
Furto simples, crimes contra a ordem tribu-
tária e descaminho (STJ e STF: 20 mil reais); 
“Flanelinha” e exercício da profissão sem re-
gistro no órgão competente.
Lesão corporal; roubo; trá-
fico de drogas; moeda falsa 
e outros crimes contra a fé 
pública; contrabando; este-
lionato contra o INSS, envol-
vendo FGTS ou envolvendo 
seguro-desemprego; viola-
ção de direito autoral; posse 
ou porte de arma de fogo/
munição (Cuidado com a 
exceção: porte ilegal de uma 
munição como pingente); 
delitos praticados em vio-
lência doméstica; provedor 
clandestino de internet sem 
fio.
Crimes ambientais, Crimes 
cometidos por prefeitos 
(STF já admitiu, STJ não); 
Apropriação indébita pre-
videnciária (STF já admitiu, 
STJ afasta); Porte de droga 
para consumo pessoal (STF 
tem um precedente isolado); 
Crimes contra Administração 
Pública (STJ afasta, STF já 
admitiu); Rádio comunitária 
clandestina (STF admite em 
rádios com baixa frequência 
e em locais afastados dos 
grandes centros, quando 
demonstrada a inexistência 
de lesividade – Info 853.O 
STJ, por sua vez, não admi-
te); furto qualificado (em al-
guns casos o STJ já admitiu 
o princípio da insignificância, 
como no furto qualificado 
pelo concurso de pessoas).
#VAICAIR: Com relação à polêmica sobre os crimes contra a Administração Pública, o STJ, em novembro de 
2017, editou a Súmula nº 599:
SÚMULA 599 DO STJ:O princípio da insignificância é inaplicável aos crimes contra a administração 
pública.
148
RETA FINAL DELTA PC/PR
NFPSS
RETA FINAL DELTA PC/PR | @METODOCICLOS
#MAISUMA O STJ recentemente editou súmula em relação ao delito de rádio clandestina:
Súmula 606-STJ: Não se aplica o princípio da insignificância aos casos de transmissão clandestina de 
sinal de internet via radiofrequência que caracterizam o fato típico previsto no artigo 183 da lei 9.472/97.
#CUIDADO: Nos crimesambientais, há divergência no STF sobre a possibilidade de aplicação do princípio da 
insignificância quanto à pesca ilegal.
#AJUDAMARCINHO: A Lei de Crimes Ambientais tipifica a pesca ilegal, nos seguintes termos: “Art. 34. Pescar 
em período no qual a pesca seja proibida ou em lugares interditados por órgão competente:” Se a pessoa é 
flagrada sem nenhum peixe, mas portando consigo equipamentos de pesca, em um local onde esta atividade é 
proibida, ela poderá ser absolvida do delito do art. 34 da Lei de Crimes com base no princípio da insignificância? 
2ª TURMA DO STF 2ª TURMA DO STF
SIM. É possível aplicar o princípio da insignificância para 
crimes ambientais.
NÃO. Não é possível aplicar o princípio da insignificância 
para crimes ambientais.
Ex.: pessoa encontrada em uma unidade de conser-
vação onde a pesca é proibida, com vara de pescar, 
linha e anzol, conduzindo uma pequena embarcação 
na qual não havia peixes.
Na estação ecológica, os servidores do IBAMA en-
contraram uma pequena embarcação com um in-
divíduo. Apesar de não estar com peixes, ele estava 
com vara de pescar, linha e anzol. O pescador foi 
autuado administrativamente pelo IBAMA por pes-
ca ilegal, e o MP ofereceu denúncia contra ele, pela 
prática do crime previsto no art. 34, caput, da Lei nº 
9.605/98.
STF. 2ª Turma. Inq 3788/DF, Rel. Min. Cármen Lúcia, 
julgado em 1°/3/2016 (INFO 816 DO STF)
STF. 2ª Turma. RHC 125566/PR e HC 127926/SC, Rel. 
Min. Dias Toffoli, julgados em 26/10/2016 (INFO 
845 DO STF)
 ¾ Princípio da Culpabilidade:
Possui três consequências materiais: 
a) Não há responsabilidade penal objetiva; 
b) A responsabilidade penal é pelo fato praticado e não pelo autor; 
c) A culpabilidade é a medida da pena.
¾	Princípio da Exclusiva Proteção de Bens Jurídicos:
O Direito Penal possui como função a proteção de bens jurídicos mais relevantes para a sociedade. Assim, 
o Estado não pode utilizar o Direito Penal para tutelar a moral, a religião, os valores ideológicos etc., sob pena de 
prevalecer a intolerância. 
149
RETA FINAL DELTA PC/PR
NFPSS
RETA FINAL DELTA PC/PR | @METODOCICLOS
 ¾ Princípio da Proporcionalidade:
O princípio da proporcionalidade adveio do direito alemão. É chamado de razoabilidade (direito italiano) ou 
de convivência das liberdades públicas (direito norte-americano). É desdobramento lógico do Princípio da Indivi-
dualização da Pena. Em síntese, o que a proporcionalidade impõe é que a pena seja proporcional à gravidade da 
infração penal.
Não é possível analisar esse princípio sob uma única ótica. Há dois aspectos fundamentais. Vamos conferir?
 9 Garantismo negativo: proibição contra os excessos do Estado. Não se pode punir mais do que o necessário 
para a proteção de um bem jurídico.
 9 Garantismo positivo: proibição da proteção insuficiente do bem jurídico.
 ¾ Princípio da Pessoalidade ou da intranscendência da Pena:
A pena deve ser aplicada somente ao autor do fato e não a terceiros.
CF, art. 5, XLV - Nenhuma pena passará da pessoa do condenado, podendo a obrigação de reparar o dano e a 
decretação do perdimento de bens ser, nos termos da lei, estendidas aos sucessores e contra eles executadas, 
até o limite do valor do patrimônio transferido.
LEI PENAL NO TEMPO E NO ESPAÇO
TEMPO DO 
CRIME
Teoria da atividade: considera-se praticado o crime no momento da ação ou omissão, ainda 
que outro seja o momento do resultado.
#SELIGANASUMULA SÚMULA 711 DO STF: Nos casos de crime continuado, permanente ou 
habitual, aplica-se a lei mais grave, se vigente antes de cessada a continuidade, permanência 
ou habitualidade.
LUGAR DO 
CRIME
Teoria da ubiquidade: considera-se praticado o crime no lugar em que ocorreu a ação ou 
omissão, no todo ou em parte, bem como onde se produziu ou deveria produzir-se o resultado). 
#NÃOCONFUNDA: Com o artigo 70 do CPP, que adota a teoria do resultado no que diz res-
peito à competência para julgar crimes.
#DECORE #OLHAOMACETE: LUTA: Lugar = Ubiquidade / Tempo = Atividade.
LEI PENAL NO ESPAÇO
REGRA TERRITORIALIDADE: consiste na aplicação da lei brasileira aos crimes praticados no Brasil (art. 5o, CP).
EXCEÇÃO
EXTRATERRITORIALIDADE: na qual aplica-se a lei 
brasileira a crimes (não inclui contravenção penal) 
praticados no exterior.
INCONDICIONADA (art. 7o, I, CP)
CONDICIONADA (art. 7o, II, CP)
HIPERCONDICIONADA (art. 7o, §3°, 
CP)
150
RETA FINAL DELTA PC/PR
NFPSS
RETA FINAL DELTA PC/PR | @METODOCICLOS
#ATENÇÃO diz-se que o Código Penal adotou a Teoria da Territorialidade mitigada ou temperada.
LEI PENAL NO TEMPO
REGRA
PRINCÍPIO DA ATIVIDADE: A lei é aplicada aos fatos praticados durante a sua vigência.
IRRETROATIVIDADE DA LEI PENAL: Em regra, a lei penal não retroage para alcançar fatos an-
teriores a sua vigência.
EXCEÇÕES
RETROATIVIDADE DA LEI PENAL BENÉFICA: A lei nova mais benéfica retroage, de forma que 
será aplicada aos fatos criminosos praticados antes de sua entrada em vigor. Ex: ABOLITIO CRIMI-
NIS: lei nova que deixa de considerar um fato como criminoso, aplica-se inclusive aos processos 
já transitados em julgado. Nesse caso, a competência será do juiz das execuções penais.
ULTRATIVIDADE DA LEI PENAL BENÉFICA: A lei mais benéfica, quando revogada, continua a 
reger os fatos praticados durante a sua vigência.
#ATENÇÃO LEX TERTIA: é a combinação de aspectos mais benéficos de mais de uma lei, criando uma terceira lei. 
É vedada (súmula 501 do STJ).
#SELIGA Princípio da descontinuidade normativo-típica ou da transmudação geográfica: Pode ocorrer a revo-
gação formal da lei sem que ocorra a abolitio criminis, em razão de inexistir a descontinuidade normativo-típica. 
Como exemplo, pode ser citado o crime de atentado violento ao pudor (CP, art. 214), que passou a ser considerado 
como estupro (CP, art. 213).
#NÃOCONFUNDA Em relação às normas processuais penais não se aplica a retroatividade, vigora o princípio do 
tempus regit actum.
LEI PENAL ESPECIAL: Leis que tratam de matéria penal, mas que estão fora do Código Penal. Ex: Lei de drogas.
LEI PENAL TEMPORÁRIA: É a que tem vigência predeterminada no tempo. Ex. Lei nº 12.663/12 (Lei Geral da Copa do Mundo de Futebol de 2014).
LEI PENAL 
EXCEPCIONAL:
São aquelas que são produzidas para vigorar durante determinada situação. Ex: 
Uma lei definindo crimes durante o período de intervenção federal no estado do 
Rio de Janeiro.
#ATENÇÃO A lei excepcional ou temporária, embora decorrido o período de sua duração ou cessadas as circuns-
tâncias que a determinaram, aplica-se ao fato praticado durante sua vigência (art. 3, CP). 
151
RETA FINAL DELTA PC/PR
NFPSS
RETA FINAL DELTA PC/PR | @METODOCICLOS
INTERPRETAÇÃO DA LEI PENAL
Interpretação é a tarefa mental que procura estabelecer a vontade da lei, ou seja, o seu conteúdo e signifi-
cado.
Interpretação quanto ao resultado: declaratória, extensiva e restritiva: 
Declaratória, declarativa ou estrita é aquela que resulta da perfeita sintonia entre o texto da lei e a sua vontade. 
Nada resta a ser retirado ou acrescentado.
Extensiva é a que se destina a corrigir uma fórmula legal excessivamente estreita. A lei disse menos do que desejava 
amplia-se o texto da lei, para amoldá-lo à sua efetiva vontade. Por se tratar de mera atividade interpretativa, buscando 
o efetivo alcance da lei, é possível a sua utilização até mesmo em relação àquelas de natureza incriminadora. 
Exemplo disso é o art. 159 do Código Penal, legalmente definido como extorsão mediante sequestro, que também 
abrange a extorsão mediante cárcere privado.
Restritiva é a que consiste na diminuição do alcance da lei, concluindo-se que a sua vontade, manifestada de 
forma ampla, não permite seja atribuído à sua letra todo o sentido que em tese poderia ter. A lei disse mais do que 
desejava.
Interpretação analógica:
Interpretação analógica ou “intra legem” é a que se verifica quando a lei contém em seu bojo uma fórmula 
casuística seguida de uma fórmula genérica. É necessária para possibilitar a aplicação da lei aos inúmeros e impre-
visíveis casos queas situações práticas podem apresentar. Ex: Homicídio qualificado. Art. 121, §2º, CP.
INTERPRETAÇÃO DA LEI PENAL X ANALOGIA
INTERPRETAÇÃO 
EXTENSIVA
INTERPRETAÇÃO 
ANALÓGICA ANALOGIA
Existe norma para o 
caso concreto.
Existe norma para o caso 
concreto. Não existe norma para o caso concreto.
152
RETA FINAL DELTA PC/PR
NFPSS
RETA FINAL DELTA PC/PR | @METODOCICLOS
Amplia-se o alcance. 
Ex: na palavra “arma” – 
art. 157, § 2° do CP.
O legislador previu uma 
fórmula genérica, permitin-
do ao juiz encontrar outras.
Pode ser prejudicial ao réu.
Ex. art. 121, §2º, I - median-
te paga ou promessa de 
recompensa, ou por outro 
motivo torpe (qualificadora 
do homicídio);
No caso em que há lacuna (caso omisso), o juiz apli-
ca, por analogia (por assemelhação), uma lei que tra-
ta sobre o caso semelhante.
Não pode ser prejudicial ao réu (in malam partem).
OBS: também chamada de analogia legal ou “legis”.
Ex. adolescente estuprada que pretende interromper 
a gestação do seu feto pode fazer uso do aborto 
sentimental previsto no art. 128, II, CP, apesar deste 
não ter sido editado quando da previsão legal do es-
tupro de vulnerável, portanto, não abrangendo essa 
hipótese.
#CUIDADO: A analogia não é forma de interpreta-
ção da lei penal, mas sim técnica de integração ou 
colmatação do ordenamento jurídico. A lei pode ter 
lacunas, mas não o ordenamento jurídico. Trata-se 
de aplicação, ao caso não previsto em lei, de norma 
reguladora de caso semelhante. Não se aplica às leis 
excepcionais, justamente em razão de seu caráter ex-
traordinário.
PRINCÍPIOS PARA SOLUCIONAR O CONFLITO APARENTE DE NORMAS PENAIS (#MNEMÔNICO SECA)
SUBSIDIARIEDADE
Atua no plano concreto. O crime tipificado pela lei subsidiária, além de menos grave 
do que o narrado pela lei primária, dele também difere quanto à forma de execução, 
já que corresponde a uma parte deste. Em outras palavras, a figura subsidiária está 
inserida na principal. No princípio da subsidiariedade a comparação sempre deve ser 
efetuada no caso concreto, buscando-se a aplicação da lei mais grave. A subsidiarie-
dade pode ser tanto expressa (por exemplo, disparo de arma de fogo), como tácita.
ESPECIALIDADE
Sua aferição se estabelece em abstrato, ou seja, para saber qual lei é geral e qual é 
especial, prescinde-se da análise do fato praticado. Pouco importa também a quan-
tidade de sanção penal reservada para as infrações penais. A comparação entre as 
leis não se faz da mais grave para a menos grave, pois a lei específica pode narrar um 
ilícito penal mais rigoroso ou mais brando.
153
RETA FINAL DELTA PC/PR
NFPSS
RETA FINAL DELTA PC/PR | @METODOCICLOS
CONSUNÇÃO
Também é analisado no plano concreto. Difere-se da subsidiariedade em dois as-
pectos. Na regra da subsidiariedade, em função do fato concreto praticado, compa-
ram-se as leis para saber qual é a aplicável. Por seu turno, na consunção, sem buscar 
auxílio nas leis, comparam-se os fatos, apurando-se que o mais amplo, completo e 
grave consome os demais. O fato principal absorve o acessório, sobrando apenas a 
lei que o disciplina. Lei consuntiva é aquela que define o todo, o fato mais amplo. Lei 
consumida define a parte, o fato menos amplo. A consunção é aplicada nos casos de 
crimes progressivos, na progressão criminosa ou nos atos impuníveis.
#EXEMPLIFICACOACH: Na subsidiariedade, o constrangimento ilegal só pode ser 
praticado se houver a ameaça. Um crime está obrigatoriamente dentro do outro, a 
ameaça é elemento do constrangimento ilegal. Por outro lado, na consunção, to-
memos como exemplo a lesão corporal e o homicídio. A lesão corporal não é um 
elemento do homicídio. O homicídio pode ser praticado por outro modo que não a 
lesão corporal. Um crime não está obrigatoriamente dentro do outro, comparam-se 
os fatos.
SÚMULA 17 DO STJ: Quando o falso se exaure no estelionato, sem mais potencialida-
de lesiva, é por este absorvido.
#DEOLHONAJURIS: um crime não pode ser absorvido por uma contravenção penal.
#NÃOCONFUNDA
CRIME PROGRESSIVO PROGRESSÃO CRIMINOSA
A intenção do agente é, desde o início, 
cometer o crime mais grave. Ex.: objetiva 
cometer um homicídio. Contudo, para se 
chegar até o homicídio, ocorre primeiro a 
lesão corporal (crime de ação de passagem). 
Pela consunção, a lesão corporal é absorvida 
pelo homicídio.
Há uma mudança no ânimo do agente. 
Ex.: ele deseja inicialmente causar lesão 
corporal. Contudo, durante a execução 
muda de intenção e acaba cometendo 
o homicídio. Pela consunção, a lesão 
corporal é absorvida pelo homicídio.
ALTERNATIVIDADE
Se refere aos crimes plurinucleares, ou seja, aqueles crimes que apresentam vários 
verbos, a exemplo do artigo 33, caput, da Lei n. 11.343/2006. A prática de mais de 
uma dessas condutas configura crime único, podendo a pena ser majorada em razão 
dos vários núcleos praticados na fase da dosimetria da pena. É também chamado 
de “tipo penal misto alternativo”. #NÃOCONFUNDIR com o princípio da alteridade, 
segundo o qual não se deve punir condutas que prejudicam apenas o próprio agente. 
Ex: autolesão.
INFRAÇÃO PENAL: ELEMENTOS E ESPÉCIES. SUJEITOS DA INFRAÇÃO PENAL 
Existe diferença entre CRIME, DELITO e CONTRAVENÇÃO? 
Para o nosso sistema, crime e delito são sinônimos, mas não se confundem com contravenção.
154
RETA FINAL DELTA PC/PR
NFPSS
RETA FINAL DELTA PC/PR | @METODOCICLOS
Conforme doutrina de Rogério Greco, enquanto para alguns sistemas, como o francês, esses três elementos 
se distinguem (critériotripartido), para o Brasil (assim como na Alemanha e na Itália) utiliza-se o critério bipartido 
– crimes e delitos, como sinônimos, de um lado, e contravenções penais, de outro. Infração penal, por sua vez, é 
gênero relativo a essas duas espécies.
No artigo da 1º Lei de Introdução ao Código Penal vem a distinção entre crime e contravenção:
Art. 1º. Considera-se crime a infração penal a que a lei comina pena de reclusão ou de detenção, quer isoladamen-
te, quer alternativa ou cumulativamente com a pena de multa; contravenção, a infração penal a que a lei comina, 
isoladamente, pena de prisão simples ou de multa, ou ambas, alternativa ou cumulativamente.
Na verdade não há diferença substancial entre crime e contravenção. O critério é meramente político, como 
também é político o critério de identificação de ser tal ou qual conduta crime ou contravenção. Ex.: o porte de 
arma, que era contravenção penal, passou a ser crime em 1997.
O legislador não conceituou o crime. O conceito hoje apresentado, portando, é essencialmente jurídico. O 
crime pode apresentar três conceitos diferentes:
CONCEITO FORMAL – crime é todo o fato humano proibido pela lei penal.
CONCEITO MATERIAL – todo o fato humano lesivo de um interesse capaz de comprometer as condições de 
existência, de conservação e de desenvolvimento da sociedade. É a conduta que viola os bens jurídicos mais im-
portantes.
CONCEITO ANALÍTICO – crime é ação típica (tipicidade), antijurídica ou ilícita (ilicitude) e culpável (culpabilidade). 
Para a maioria da doutrina, esse foi o conceito adotado pelo Código Pena brasileiro.
FONTE: Rogério Greco
Esse tema será aprofundado no Ponto 7, no estudo da Tipicidade, Ilicitude e Culpabilidade.
Os Sujeitos da infração penal é um tema doutrinário. Aqui a discussão mais importante para a prova é a 
possibilidade da pessoa jurídica figurar como sujeito ativo do crime e a Teoria da Dupla Imputação.
155
RETA FINAL DELTA PC/PR
NFPSS
RETA FINAL DELTA PC/PR | @METODOCICLOS
 
De acordo com doutrina de Bitencourt, no Brasil, a obscura previsão do art. 225, § 3º, da Constituição 
Federal, relativamente ao meio ambiente, tem levado alguns penalistas a sustentarem, equivocadamente, que a 
Carta Magna consagrou a responsabilidade penal da pessoa jurídica. No entanto, a responsabilidade penal ainda 
se encontra limitada à responsabilidade subjetiva e individual.
Segundo entendimento do STJ, é possível a responsabilização penal da pessoa jurídica por delitos ambientais 
independentemente da responsabilização concomitanteda pessoa física que agia em seu nome. Logo, perce-
be-se que a jurisprudência não mais adota a chamada teoria da “dupla imputação”. Neste sentido, STJ. 6ª 
Turma. RMS 39.173-BA, Rel. Min. Reynaldo Soares da Fonseca, julgado em 6/8/2015 (Info 566).
RE 548181 PR (STF) - EMENTA DIREITO PENAL. CRIME AMBIENTAL. RESPONSABILIDADE PENAL DA PESSOA 
JURÍDICA. CONDICIONAMENTO DA AÇÃO PENAL À IDENTIFICAÇÃO E À PERSECUÇÃO CONCOMITANTE DA 
PESSOA FÍSICA QUE NÃO ENCONTRA AMPARO NA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. 1. O art. 225 , § 3º , da 
Constituição Federal não condiciona a responsabilização penal da pessoa jurídica por crimes ambientais à si-
multânea persecução penal da pessoa física em tese responsável no âmbito da empresa. A norma constitucio-
nal não impõe a necessária dupla imputação. 2. As organizações corporativas complexas da atualidade se 
caracterizam pela descentralização e distribuição de atribuições e responsabilidades, sendo inerentes, a esta 
realidade, as dificuldades para imputar o fato ilícito a uma pessoa concreta. 3. Condicionar a aplicação do art. 
225 , § 3º , da Carta Política a uma concreta imputação também a pessoa física implica indevida restrição da nor-
ma constitucional, expressa a intenção do constituinte originário não apenas de ampliar o alcance das sanções 
penais, mas também de evitar a impunidade pelos crimes ambientais frente às imensas dificuldades de individu-
alização dos responsáveis internamente às corporações, além de reforçar a tutela do bem jurídico ambiental. 4. A 
identificação dos setores e agentes internos da empresa determinantes da produção do fato ilícito tem relevância 
e deve ser buscada no caso concreto como forma de esclarecer se esses indivíduos ou órgãos atuaram ou delib-
eraram no exercício regular de suas atribuições internas à sociedade, e ainda para verificar se a atuação se deu 
no interesse ou em benefício da entidade coletiva.
Portanto, a jurisprudência dos Tribunais Superiores NÃO adota a Teoria da Dupla Imputação para a 
responsabilização penal das pessoas jurídicas por crimes ambientais. 
TIPICIDADE, ILICITUDE, CULPABILIDADE, PUNIBILIDADE
O conceito de crime varia de acordo com o critério adotado para defini-lo. Não existe um único conceito de 
crime. Critérios:
Critério material ou substancial: 
Crime é a ação ou omissão humana, isto é, a conduta humana, e também da pessoa jurídica nos crimes 
ambientais, que lesa ou expõe a perigo de lesão a bens jurídicos penalmente protegidos. Esse conceito material 
156
RETA FINAL DELTA PC/PR
NFPSS
RETA FINAL DELTA PC/PR | @METODOCICLOS
funciona como um reforço/complemento ao princípio da reserva legal, pois não é porque o legislador tem a lei 
que ele pode incriminar qualquer conduta. A conduta deve ser apta a lesar ou colocar em perigo bem jurídico. Esse 
critério, portanto, desempenha um papel seletivo no direito penal. Princípios da ofensividade, intervenção mínima.
Critério legal: 
Crime é o que a lei classifica como tal. É o conceito fornecido pela própria lei. O conceito legal de crime está 
no art. 1º da Lei de Introdução ao Código Penal.
Art. 1º Considera-se crime a infração penal que a lei comina pena de reclusão ou de detenção, quer isoladamente, 
quer alternativa ou cumulativamente com a pena de multa; contravenção, a infração penal a que a lei comina, iso-
ladamente, pena de prisão simples ou de multa, ou ambas, alternativa ou cumulativamente.
Critério formal ou analítico 
Leva em conta os elementos estruturais do crime. A estrutura do crime
• Teoria quadripartida: fato típico, ilicitude, culpabilidade e punibilidade. Basileu Garcia, Giulio Battaglini. A 
grande crítica é feita à punibilidade, que não seria elemento do crime e sim consequência do crime.
• Teoria tripartida: divide o criem em fato típico, ilícito e culpável. Essa teoria tem viés clássico e finalista. Nel-
son Hungria, Magalhães Noronha, José Frederico Marques (clássicos), Hans Welzel (finalista).
• Teoria Bipartida: fato típico e ilicitude. A culpabilidade seria pressuposto para aplicação da pena. Quem é 
bipartido obrigatoriamente é finalista. Esse finalismo bipartido é criação brasileira (criador: René Ariel Dotti – 
O incesto. Foi de forma despretensiosa). Em SP a bipartida é dominante. O STF já adotou as duas. Sugestão: 
Não adotar nenhuma posição. Saber explicar as duas. Já Roxin adota uma teoria bipartida diferente = injusto 
penal (fato típico + ilicitude) + responsabilidade penal (entra no lugar da culpabilidade. É a o grau de repro-
vabilidade + necessidade de pena). 
Prevalece, hoje, que, sob o enfoque analítico, crime é composto por três substratos: fato típico, ilicitude (ou 
antijuridicidade) e culpabilidade.
TEORIAS DO DELITO
SISTEMA CLÁSSICO (POSITIVISMO JURÍDICO)
FATO TÍPICO ILICITUDE CULPABILIDADE
Conduta: movimento corporal 
voluntário;
Resultado naturalístico;
Relação de causalidade;
Tipicidade.
Relação de contrariedade entre o 
fato e o direito.
Imputabilidade
Dolo normativo ou culpa – inclui a 
consciência atual da ilicitude
Teoria psicológica
157
RETA FINAL DELTA PC/PR
NFPSS
RETA FINAL DELTA PC/PR | @METODOCICLOS
SISTEMA NEOCLÁSSICO / NEOKANTISMO
FATO TÍPICO ILICITUDE CULPABILIDADE
Conduta: ao invés de ação, 
prefere-se comportamento, 
abrangendo omissão (adota teoria 
causalista para o conceito de 
crime, agregando ao tipo dados 
valorativos);
Resultado naturalístico;
Relação de causalidade;
Tipicidade.
Relação de contrariedade entre o 
fato e o direito.
Imputabilidade.
Dolo normativo ou culpa - inclui a 
consciência atual da ilicitude.
Exigibilidade de conduta diversa.
Teoria psicológica-normativa da 
culpabilidade.
SISTEMA FINALISTA
FATO TÍPICO ILICITUDE CULPABILIDADE
Conduta - dolo e culpa (o dolo 
é natural, pois não contém a 
consciência da ilicitude);
Resultado naturalístico;
Relação de causalidade;
Tipicidade.
Relação de contrariedade entre o 
fato e o direito.
Potencial consciência da ilicitude.
Exigibilidade de conduta diversa.
Teoria normativa pura.
Imputabilidade.
158
RETA FINAL DELTA PC/PR
NFPSS
RETA FINAL DELTA PC/PR | @METODOCICLOS
#ATENÇÃO O FUNCIONALISMO busca explicar as funções do direito penal e não apenas conceituar 
o crime em si. Temos duas principais espécies:
FUNCIONALISMO MODERADO OU DUALISTA DE ROXIN FUNCIONALISMO SISTÊMICO OU RADICAL DE JAKOBS
O Direito Penal tem limites impostos pelo próprio direito penal e demais 
ramos do direito.
O Direito Penal só reconhece os 
limites impostos pelo próprio 
Direito Penal.
A função do Direito Penal é tutelar os bens jurídicos. O Direito Penal se 
ajusta à sociedade.
A função do Direito Penal é pu-
nir, aplicar a norma. A sociedade 
é que deve ajustar-se ao Direito 
Penal.
Tem como norte a política criminal. Direito Penal do inimigo.
ELEMENTOS DO FATO TÍPICO (TIPICIDADE)
Conduta
Resultado
Nexo Causal
Tipicidade Formal e Material
#SELIGA A tipicidade penal é formada pela tipicidade formal + tipicidade material. A tipicidade formal é o 
juízo de subsunção/adequação entre o fato e a norma. O fato praticado na vida real se encaixa no modelo de 
crime previsto pela norma penal. A tipicidade formal não é suficiente, sendo necessária a tipicidade material, 
expressada na lesão ou perigo de lesão ao bem jurídico penalmente protegido. O princípio da insignificância 
exclui a tipicidade material. 
FATO TÍPICO:
CONCEITO
Conforme doutrina de Rogério Sanches, é o 1º substrato do crime, sendo um fato humano indesejado, con-
sistente numa conduta causadora de um resultado, com tipicidade penal (ajustando-se formal e materialmente a 
um tipo penal).
159
RETA FINAL DELTA PC/PR
NFPSS
RETA FINAL DELTA PC/PR | @METODOCICLOS
TEORIAS DA TIPICIDADE
TEORIA DO TIPO 
AVALORADO/
TIPO MERAMENTE 
DESCRITIVO:
Fato típico não constitui emissão de valor sobre ilicitude.
TEORIA INDICIÁRIA 
DO TIPO (RATIO 
COGNOSCENDI):
Trata-se da teoria majoritariamente aceita. Coloca a tipicidade como ratio cog-
noscendi, sendo vista, portanto, como um indício da ilicitude. Todo fato típico 
tambémé presumidamente ilícito, operando-se uma presunção relativa de ilici-
tude. O efeito prático da teoria indiciária é a inversão do ônus da prova no 
tocante as excludentes da ilicitude.
TEORIA DA RATIO 
ESSENDI:
Fato típico e ilícito seria um elemento só.
TEORIA DA TIPICIDADE 
CONGLOBANTE 
(ZAFFARONI):
Tipicidade legal + antinormatividade. Para que uma conduta seja crime é ne-
cessário que seja proibida pelo ordenamento jurídico globalmente considerado. 
Antecipa a análise de excludentes de ilicitude: exercício regular de direito e 
o estrito cumprimento do dever legal são analisados como causas excludentes 
da tipicidade penal.
O estudo da conduta/ação vai estar inserido nas escolas jus filosóficas de acordo com uma análise ontológica 
ou funcional do crime e do Direito Penal. Portanto, passemos ao estudos das Teorias da Conduta:
Teoria Causalista (Causal Naturalista/Clássica/Naturalistica/Mecanicista)
Teóricos: Von Liszt e Beling.
Conduta é uma ação humana voluntária que produz modificação no mundo Exterior. A caracterização da 
conduta criminosa depende somente da circunstância de o agente PRODUZIR FISICAMENTE UM RESULTADO 
PREVISTO EM LEI COMO INFRAÇÃO PENAL, INDEPENDENTEMENTE DE DOLO OU CULPA. Ação = vontade + 
movimento corporal que exterioriza a vontade + resultado dessa atuação. Perceba que o resultado está embutido 
no conceito de ação.
O tipo penal só admite elementos objetivos, o dolo e a culpa são espécies da Culpabilidade.
A culpabilidade, na teoria causalista, é o vínculo psicológico entre o autor e o fato (TEORIA PSICOLÓGICA 
DA CULPABILIDADE). O dolo da teoria causalista é o DOLO NORMATIVO (vontade + consciência atual da ilicitu-
de, que é o elemento normativo).
A imputabilidade era tida como um pressuposto da culpabilidade.
160
RETA FINAL DELTA PC/PR
NFPSS
RETA FINAL DELTA PC/PR | @METODOCICLOS
Estrutura do Crime na Teoria Causalista:
Teoria neokantista ou neoclássica:
Teóricos: Frank e Edmund Mezger
Conduta é um comportamento humano voluntário que produz modificação no mundo exterior. O 
conceito de conduta passa a abranger a OMISSÃO (“comportamento” e não mais “ação”).
A culpabilidade foi enriquecida (Reihnart Frank). O dolo e a culpa passam a ser ELEMENTOS da culpabilidade 
(não mais espécies).
• O dolo continua sendo normativo (consciência da ilicitude).
• Admite elementos não meramente descritivos no tipo.
Em relação à culpabilidade, adota a Teoria Psicológico-Normativa, a qual autoriza o surgimento de duas 
novas excludentes da culpabilidade: coação moral irresistível e obediência hierárquica. Além disso, abre espaço 
para as causas supralegais de exclusão da culpabilidade.
Estrutura do Crime na Teoria neokantista:
161
RETA FINAL DELTA PC/PR
NFPSS
RETA FINAL DELTA PC/PR | @METODOCICLOS
Teoria finalista:
Teórico: Hans Welzel.
Surge na Alemanha, em 1930, com os Estados de Hans Welzel, amparou-se na lógica, na filosofia, na mate-
mática e escreveu o Livro O Novo Sistema Jurídico Penal.
Para essa teoria, conduta é o comportamento humano, consciente e voluntário, dirigido a um fim. Daí o seu 
nome finalista, levando em conta a finalidade do agente. Para Welzel a causalidade é cega, não analisa o querer 
interno do agente. O finalismo, por ser guiado (pelo dolo e pela culpa), é vidente.
DOLO E CULPA ESTÃO NO TIPO, NÃO NA CULPABILIDADE.
O dolo não é mais normativo, porque a consciência da ilicitude (elemento normativo) agora está na 
culpabilidade, que passa a ser normativa pura.
Dolo e culpa, que na teoria clássica residiam na culpabilidade, foram deslocados para o interior da con-
duta, e, portanto, para o fato típico. Formou-se, assim, uma culpabilidade vazia, desprovida do dolo e da culpa.
162
RETA FINAL DELTA PC/PR
NFPSS
RETA FINAL DELTA PC/PR | @METODOCICLOS
Para a maioria da doutrina, o Código Penal adotou a teoria finalista. Indício: o art. 20 diz que “o erro 
sobre o elemento constitutivo do tipo legal de crime exclui o dolo, mas permite a punição por crime culposo, se 
previsto em lei”. SE A AUSÊNCIA DO DOLO ACARRETA A EXCLUSÃO DO FATO TÍPICO, É PORQUE O DOLO 
ESTÁ NA CONDUTA.
Teorias Funcionalistas
Analisam a finalidade do direito penal com base em ESTRUTUTAS SOCIOLÓGICAS. O funcionalismo penal 
surgiu na Alemanha a partir de 1970, como forma de submeter a dogmática penal aos fins específicos do direito pe-
nal. O CONCEITO DE CONDUTA DEVE OBSERVAR A MISSÃO DO DIREITO PENAL. Há 2 correntes funcionalistas:
Teoria Funcionalista Teleológica (Moderada)
Teórico: Claus Roxin (Escola de Munique).
O crime é composto de fato típico, ilicitude e a responsabilidade ou reprovabilidade. (Responsabilidade 
ou reprovabilidade). Para Roxin, culpabilidade seria limite da pena. 
A responsabilidade ou reprovabilidade é formada de imputabilidade, potencial consciência da ilicitude, ine-
xigibilidade de conduta diversa e necessidade da pena.
Para Roxin, a missão do direito penal é proteger bens jurídicos, ou seja, proteger os valores essenciais à 
convivência social harmônica. Conduta é conceituada como comportamento humano voluntário causador 
de relevante e intolerável lesão ou perigo de lesão ou bem jurídico tutelado.
163
RETA FINAL DELTA PC/PR
NFPSS
RETA FINAL DELTA PC/PR | @METODOCICLOS
Teoria do funcionalismo sistêmico/ monista/ radical
Teórico: Günther Jakobs (Escola de Bonn).
O crime é fato típico, ilicitude e culpabilidade. A culpabilidade engloba: imputabilidade, potencial consciên-
cia da ilicitude e exigibilidade de conduta diversa. A missão do direito penal é assegurar a vigência do sistema.
Conduta é o comportamento humano voluntário causador de um resultado violador do sistema, frus-
trando as expectativas normativas. Está relativamente vinculada à noção de sistemas sociais (Ninklas Luhmann).
As premissas sobre as quais se funda o funcionalismo sistêmico deram ensejo à exumação da TEORIA DO 
DIREITO PENAL DO INIMIGO, representando a construção de um sistema próprio para o tratamento do indivíduo 
infiel ao sistema. Trabalha teorias já trabalhadas no passado distante. Trata-se, em verdade, de uma teoria antiga.
Direito Penal Do Inimigo / Direito Penal Bélico:
Fundamentos: o delinquente, autor de determinados crimes não é considerado cidadão, mas um “cranco” socie-
tário, que merece ser extirpado.
164
RETA FINAL DELTA PC/PR
NFPSS
RETA FINAL DELTA PC/PR | @METODOCICLOS
Pensadores: Protágoras, São Tomás de Aquino, Kant, Locke, Hobbes.
Jakobs exumou o Direito Penal do inimigo (e não o inventou), inspirando-se nestes pensadores. Jakobs 
fomenta o Direito Penal do inimigo para o terrorista, traficante de drogas, de armas e de seres humanos e 
para os membros de organizações criminosas transnacionais.
QUADRO DE TEORIAS DA CONDUTA
Teoria Causalista Conduta é um movimento corporal (ação) voluntário que produz uma modificação no mundo exterior perceptível pelos sentidos.
Teoria Neokantista Conduta é um comportamento (ação ou omissão) voluntário que produz uma modificação no mundo exterior perceptível pelos sentidos.
Teoria Finalista 
(Welzel) 
#IMPORTANTE
Conduta é um comportamento humano voluntário psiquicamente dirigido a um 
determinado fim. Por essa teoria, o dolo e a causa compõe o elemento “condu-
ta”. Foi a teoria adotada pelo nosso Código Penal.
Teoria cibernética da 
ação (Welzel)
Foi criada para explicar o elemento vontade (controle da vontade) nos crimes cul-
posos. Afirmava Welzel que a vontade estava no resultado e não na conduta.
Teoria significativa da 
ação (Vivés Anton)
Valoriza o significado da ação em um contexto social em detrimento da vontade 
do agente.
Teoria Social da Ação 
(Wessels)
Conduta é um comportamento humano voluntário dirigido a um fim socialmente 
reprovável.
Funcionalismo 
Moderado (Roxin)
Conduta aparece como comportamento humano voluntário, causador de relevante 
e intolerável lesão ou perigo de lesão ao bem jurídico tutelado pela norma penal.
Funcionalismo Radical 
(Jakobs)
Conduta é comportamento humano voluntário causador de um resultado evitável, 
violador dosistema, frustrando as expectativas normativas.
CAUSAS DE EXCLUSÃO DA CONDUTA:
Caso fortuito (homem) ou força maior (natureza).
Atos ou movimentos reflexos. #ATENÇÃO Não se confundem com as ações em curto circuito que são ex-
plosões emocionais repentinas (há conduta e crime, em regra).
Coação Física irresistível (#OLHAOGANCHO Se for resistível, é atenuante).
Sonambulismo e Hipnose
#ATENÇÃO Não há crime sem conduta, pois o Direito Penal do fato não aceita os crimes de mera suspeita, isto 
é, aqueles em que o agente não é punido por sua conduta, mas sim pela suspeita despertada pelo seu modo 
de agir.
165
RETA FINAL DELTA PC/PR
NFPSS
RETA FINAL DELTA PC/PR | @METODOCICLOS
Dentro do Finalismo Penal o dolo integra a conduta, sendo seu elemento psicológico. Tanto Sistema Clássico 
quanto no Sistema Neoclássico o dolo é normativo, integrando a culpabilidade.
Espécies de Dolo: 
Dolo direto/determinado/imediato/intencional/incondicionado x dolo indireto: a vontade do agente é vol-
tada para um determinado resultado. Há uma direção fixa, única. 
Já no dolo indireto, a vontade do agente não se dirige a um resultado preciso, determinado. Pode ser divi-
dido em: 
a) Dolo alternativo: a vontade do agente se dirige, com igual intensidade, a produzir um ou outro resultado. 
No dolo alternativo, o agente sempre responderá pelo crime mais grave, consumado ou tentado. Ex. atira 
para matar ou ferir. No caso de tentativa responde por tentativa de homicídio, pois o CP adotou a teoria da 
vontade. Se teve a vontade deve responder por ela.
b) Dolo eventual: o agente não quer o resultado, mas assume o risco de produzi-lo. 
O alemão Reinhard Frank desenvolveu a teoria positiva do conhecimento, que serve para identificar o dolo 
eventual. O agente pensa: “seja como for, der no que der, eu não deixarei de agir”.
*#QUESTÃO #OUSESABER - O que é a teoria da cegueira deliberada ou teoria de Avestruz?
R: A teoria da cegueira deliberada, também denominada teoria do avestruz, de origem norte-americana, está no 
âmbito dos crimes de lavagem de capitais e visa à tornar típica a conduta do agente que tem consciência sobre 
a possível origem ilícita dos bens ocultados por ele ou pela organização criminosa a qual integra, mas, mesmo 
assim, deliberadamente, cria mecanismos que o impedem de aperfeiçoar sua representação acerca dos fatos. 
Ao evitar a consciência quanto à origem ilícita dos valores, assume os riscos de produzir o resultado, daí porque 
responde pelo delito de lavagem de capitais a título de dolo eventual.
Dolo de primeiro grau x dolo de segundo grau/de consequências necessárias: No dolo de primeiro grau é 
aquele em que o agente quer e persegue um único resultado, utilizando-se, para tanto, dos meios necessários. 
Em verdade, esse dolo pode ser considerado como sendo o dolo direto. No dolo de segundo grau representa os 
efeitos colaterais da conduta. Essa terminologia é da lavra de Claus Roxin. Exemplo: colocar uma bomba no avião 
de Obama com a intenção de matá-lo (dolo de primeiro grau). Entretanto, é assumido o risco de matar as outras 
pessoas que eventualmente estejam presentes no avião (dolo de segundo grau).
166
RETA FINAL DELTA PC/PR
NFPSS
RETA FINAL DELTA PC/PR | @METODOCICLOS
Espécies de Culpa:
Culpa inconsciente/sem previsão/ex ignorantia x culpa consciente/com previsão/ex lascivia: na culpa in-
consciente, o agente não prevê o resultado objetivamente previsível, isto é, o resultado que era previsível para o 
homem standard. Na culpa consciente, o agente prevê o resultado, mas acredita sinceramente que ele não ocor-
rerá.
Culpa própria x culpa imprópria/por extensão/por equiparação/por assimilação: Na culpa própria, é a culpa 
propriamente dita, quando o agente não quer o resultado, nem assume o risco de produzi-lo. Já na culpa impró-
pria, o agente, após prever o resultado, e desejar a sua produção, realiza a conduta por erro inescusável - evitável 
- quanto à ilicitude do fato. O agente supõe presente uma causa de exclusão da ilicitude, mas esta suposição é 
equivocada. Se for inevitável exclui a tipicidade. Aqui se adota a teoria limitada da culpabilidade.
Relação de causalidade 
Art. 13 - O resultado, de que depende a existência do crime, somente é imputável a quem lhe deu causa. Consid-
era-se causa a ação ou omissão sem a qual o resultado não teria ocorrido. 
Superveniência de causa independente 
§ 1º - A superveniência de causa relativamente independente exclui a imputação quando, por si só, produziu o 
resultado; os fatos anteriores, entretanto, imputam-se a quem os praticou.
Relevância da omissão
§ 2º - A omissão é penalmente relevante quando o omitente devia e podia agir para evitar o resultado. O dever 
de agir incumbe a quem:
a) tenha por lei obrigação de cuidado, proteção ou vigilância;
b) de outra forma, assumiu a responsabilidade de impedir o resultado;
c) com seu comportamento anterior, criou o risco da ocorrência do resultado.
167
RETA FINAL DELTA PC/PR
NFPSS
RETA FINAL DELTA PC/PR | @METODOCICLOS
A relação de causalidade ou nexo causal pode ser conceituado com o vínculo formado entre a conduta pra-
ticada pelo agente ativo de um crime e o resultado por ele produzido. É através dela que se conclui se o resultado 
foi ou não provocado pela conduta, autorizando, desde que presente a tipicidade (adequação do fato à norma) a 
configuração da tipicidade.
Encontra previsão legal no artigo 13 e parágrafo primeiro, do Código Penal, onde está expresso que o re-
sultado, de que depende a existência do crime, somente é imputável a quem lhe deu causa, sendo esta a ação ou 
omissão sem a qual o resultado não teria ocorrido, bem como de que a superveniência de causa relativamente 
independente exclui a imputação quando, por si só, produziu o resultados, imputando-se os fatos anteriores a 
quem os praticou. A relação de causalidade, portanto, está relacionada aos crimes materiais, compostos pelos 
delitos em que o tipo penal descreve uma conduta e um resultado naturalístico, exigindo a produção deste para a 
consumação.
Teorias:
1.ª teoria: Equivalência dos antecedentes: também chamada de teoria da equivalência das condições, teoria da 
condição simples, teoria da condição generalizadora, ou, finalmente, teoria da conditio sine qua non, foi criada por 
Glaser, e posteriormente desenvolvida por Von Buri e Stuart Mill, em 1873.
Para essa teoria, causa é todo fato humano sem o qual o resultado não teria ocorrido, quando ocorreu 
e como ocorreu.
2.ª teoria: Teoria da causalidade adequada: também chamada de teoria da condição qualificada, ou teoria indi-
vidualizadora, originou-se dos estudos de Von Kries, um fisiólogo, e não jurista.
Causa, nesse contexto, é o antecedente, não só necessário, mas adequado à produção do resultado. 
Para que se possa atribuir um resultado à determinada pessoa, é necessário que ela, além de praticar um ante-
cedente indispensável, realize uma atividade adequada à sua concretização. Considera-se a conduta adequada 
quando é idônea a gerar o efeito.
3.ª teoria: Teoria da imputação objetiva: Introduzida no Direito Penal por Claus Roxin. A imputação objetiva 
trabalha com a ideia de risco proibido. Assim, o resultado só poderá ser imputado ao agente que criou um risco 
proibido ou aumentou um risco proibido já existente.
Dentre as três teorias é a mais favorável ao réu. É uma proposta doutrinária que já foi reconhecida em alguns 
julgados do STJ, mas não tem previsão legal no Brasil. Foi adotada pelo STJ simplesmente por ser mais favorável ao 
réu. Só se aplica aos crimes materiais, pois precisa haver resultado.
168
RETA FINAL DELTA PC/PR
NFPSS
RETA FINAL DELTA PC/PR | @METODOCICLOS
*#OUSESABER: Caso um dependente químico de longa data morra após abusar de substância entorpecente 
vendida por um narcotraficante, este responderá por homicídio culposo, diante da previsibilidade do resultado 
morte essa hipótese? A teoria da imputação objetiva auxilia-nos na solução desse problema. Ela estabelece que 
o agente somente pode responderse criou ou incrementou risco proibido do resultado e se o risco se material-
izou no resultado jurídico, que deve estar incluído no alcance do tipo penal. Assim, o narcotraficante ao vender 
a droga praticou o crime de tráfico, mas não pode responder pelo delito de homicídio pois o resultado morte, 
em referido caso, não se encontra alcançado pelo tipo penal. De acordo com Junqueira e Vanzolini (Manual de 
Direito Penal, p. 237) Segundo exemplo: A entrega heroína a B para que este a consuma, sendo que a periculosi-
dade ambos conhecem. B injeta a droga em si e morre em decorrência dela. Evidentemente A gerou para B um 
risco não permitido. Mas o resultado morte lhe é imputável? (Claus Roxin, Derecho penal, p. 389). [...] Do ponto 
de vista da teoria da imputação objetiva do resultado, o entendimento é de que “autocolocações em perigo 
queridas e realizadas de modo autorresponsável não estão abrangidas no tipo de um delito de lesões corporais 
ou homicídio, ainda que o risco a que a vítima conscientemente se expôs se realize.” (Luiz Greco, Um panorama 
da teoria da imputação objetiva, p. 64).
APLICAÇÃO PRÁTICA: Rumoroso caso do afogamento em piscina de um jovem, em uma festa de formatu-
ra, onde havia livre trânsito de substâncias psicotrópicas. O MP denunciou todos os integrantes da comissão 
de formatura, o que foi rechaçado pelo STJ, nos seguintes termos: “4. Ainda que se admita a existência de 
relação de causalidade entre a conduta dos acusados e a morte da vítima, à luz da teoria da imputação 
objetiva, necessária é a demonstração da criação pelos agentes de uma situação de risco não permitido, 
não-ocorrente, na hipótese, porquanto é inviável exigir de uma Comissão de Formatura um rigor na fis-
calização das substâncias ingeridas por todos os participantes de uma festa”. (HC 46.525/MT, Rel. Ministro 
ARNALDO ESTEVES LIMA, QUINTA TURMA, julgado em 21/03/2006, DJ 10/04/2006, p. 245).
 ¾ Concausas:
É a convergência de uma causa externa à vontade do autor da conduta, influindo na produção do resultado 
naturalístico por ele desejado e posicionando-se paralelamente ao seu comportamento, omissivo ou comissivo. 
#SELIGANATABELA:
Causa Dependente Causa independente
Emana da conduta do agente, se insere no curso normal 
do desenvolvimento causal.
Não exclui a relação de causalidade. 
Há dependência entre os acontecimentos. 
Foge da linha normal de desdobramento da 
conduta. Aparecimento é inesperado e impre-
visível. 
Capacidade por si só de produzir o resultado.
Pode ser absoluta ou relativamente indepen-
dente a depender da sua origem. 
169
RETA FINAL DELTA PC/PR
NFPSS
RETA FINAL DELTA PC/PR | @METODOCICLOS
Classificação da causa independente em razão da origem:
Causa absolutamente independente Causa relativamente independente
Não se originam da conduta do agente.
Se originam da conduta do agente. 
Essas causas não existiriam sem a conduta 
do agente. 
Podem ser: preexistentes, concomitantes e supervenientes. Podem ser: preexistentes, concomitantes e supervenientes. 
Efeito jurídico (em todas as modalidades): agente não respon-
de pelo resultado naturalístico, mas somente pelo seu dolo 
(atos até então praticados).
Efeito jurídico:
1. Preexistente e concomitante: o agente 
responde pelo resultado naturalístico
2. Superveniente:
2.1. Que produzem por si só o resultado: 
agente não responde pelo resultado natu-
ralístico, mas somente pelo seu dolo (atos 
até então praticados). Rompimento do nexo 
causal. Art. 13, §1º, CP (teoria da causalidade 
adequada). Exemplo: acidente com a ambu-
lância que transportava o enfermo. 
2.2. Que não produzem por si só o resul-
tado: agente responde pelo resultado na-
turalístico. Exemplo: omissão no tratamento 
médico após um ato de atentado contra a 
vida da vítima. 
 ¾ Desistência Voluntária e Arrependimento Eficaz:
Art. 15 - O agente que, voluntariamente, desiste de prosseguir na execução ou impede que o resultado se produza, 
só responde pelos atos já praticados.
São formas de tentativa abandonada, ou seja, a consumação do crime não ocorre em razão da vontade do 
agente. A natureza jurídica da desistência voluntária e do arrependimento eficaz majoritariamente na jurisprudên-
cia é de causa de exclusão da tipicidade.
Na desistência voluntária, o agente voluntariamente interrompe o processo executório do crime, abando-
nando a prática dos demais atos necessários e que estavam à sua disposição para a consumação. 
Diferencia-se da tentativa através da Fórmula de Frank (#SELIGANONOME), pois na desistência voluntária o 
agente pode prosseguir, mas não quer, enquanto na tentativa o agente quer prosseguir, mas não pode.
170
RETA FINAL DELTA PC/PR
NFPSS
RETA FINAL DELTA PC/PR | @METODOCICLOS
No arrependimento eficaz, o agente já praticou todos os atos executórios suficientes à consumação do crime, 
mas adota providências aptas a impedir a produção do resultado. Possível somente nos crimes materiais (que 
necessitam de resultado). 
#ATENÇÃO
A desistência voluntária e arrependimento eficaz são comunicáveis no concurso de pessoas?
1ª corrente: caráter subjetivo dos institutos, não se comunicam. 
2ª corrente: caráter misto (objetivo e subjetivo), se comunicam. (#DOMINANTE)
#DEOLHONAJURIS #DIZERODIREITO #AJUDAMARCINHO
O instituto do arrependimento eficaz e da desistência voluntária somente são aplicáveis a delito que não tenha 
sido consumado. STJ. 6ª Turma. AgRg no REsp 1549809/DF, Rel. Min. Maria Thereza de Assis Moura, julgado em 
02/02/2016.
 ¾ Arrependimento Posterior:
 Art. 16 - Nos crimes cometidos sem violência ou grave ameaça à pessoa, reparado o dano ou restituída a coisa, 
até o recebimento da denúncia ou da queixa, por ato voluntário do agente, a pena será reduzida de um a dois 
terços.
É a causa pessoal e obrigatória de diminuição da pena que ocorre quando o responsável pelo crime prati-
cado sem violência à pessoa ou grave ameaça, voluntariamente e até o recebimento da denúncia ou queixa, restitui 
a coisa ou repara o dano provocado por sua conduta. Seus fundamentos são a proteção da vítima e o fomento ao 
arrependimento por parte do agente. 
#OLHAOGANCHO: 
Em regra, o arrependimento deve ser integral, mas o STF já admitiu o arrependimento posterior na reparação 
parcial do dano.
Há comunicabilidade aos demais coautores e partícipes em razão de sua natureza objetiva. 
O índice de redução da pena em função da maior ou menor celeridade no ressarcimento do prejuízo à vítima.
#VAIMARCINHO #DIZERODIREITO 
Não se aplica o instituto do arrependimento posterior (art. 16 do CP) para o homicídio culposo na direção de 
veículo automotor (art. 302 do CTB) mesmo que tenha sido realizada composição civil entre o autor do crime 
a família da vítima. Para que seja possível aplicar a causa de diminuição de pena prevista no art. 16 do CP é in-
dispensável que o crime praticado seja patrimonial ou possua efeitos patrimoniais. O arrependimento posterior 
171
RETA FINAL DELTA PC/PR
NFPSS
RETA FINAL DELTA PC/PR | @METODOCICLOS
exige a reparação do dano e isso é impossível no caso do homicídio. STJ. 6ª Turma. REsp 1561276-BA, Rel. Min. 
Sebastião Reis Júnior, julgado em 28/6/2016 (Info 590).
 Desse modo, os crimes contra a fé pública, semelhantes aos demais crimes não patrimoniais em geral, são in-
compatíveis com o instituto do arrependimento posterior, dada a impossibilidade material de haver reparação do 
dano causado ou a restituição da coisa subtraída. STJ. 6ª Turma. REsp 1242294-PR, Rel. originário Min. Sebastião 
Reis Júnior, Rel. para acórdão Min. Rogerio Schietti Cruz, julgado em 18/11/2014 (Info 554). 
 ¾ Crime Impossível:
Art. 17 - Não se pune a tentativa quando, por ineficácia absoluta do meio ou por absoluta impropriedade do objeto, 
é impossível consumar-se o crime.
Quando por ineficácia absoluta do meio ou por absoluta impropriedade do objeto, jamais ocorrerá a consu-
mação. No crime impossível não há perigo ao bem jurídico penalmente tutelado. Tem natureza jurídica de 
causa de exclusão da tipicidade. 
Teoriassobre o crime impossível:
1. Teoria Sintomática: Preocupa-se com a periculosidade do autor. Justifica-se em qualquer caso a aplicação de 
medida de segurança. 
2. Teoria Subjetiva: Leva em conta a intenção do agente.
3. Objetiva Pura: Quando nenhum bem jurídico foi lesado ou exposto. Mas não importa se a inidoneidade do 
meio ou do objeto é absoluta ou relativa. 
4. Objetiva Temperada: Haverá crime impossível quando a inidoneidade do meio ou a impropriedade do ob-
jeto for absoluta. #ADOTADAPELOCP
#DEOLHONASSÚMULAS
Súmula 145-STF. Não há crime, quando a preparação do flagrante pela polícia torna impossível a sua con-
sumação. 
Súmula 567-STJ: Sistema de vigilância realizado por monitoramento eletrônico ou por existência de segurança no 
interior de estabelecimento comercial, por si só, não torna impossível a configuração do crime de furto.
#MAISJURISPRUDÊNCIA
O STF em julgamento do dia 22/08/17, publicado em 06/02/2018, entendeu que a Súmula 567 do STJ pode ser 
relativizada a depender do caso concreto. vejamos a ementa do julgado: 
Recurso ordinário em habeas corpus. Penal. Furto simples tentado. Artigo 155, caput, em combinação com o art. 
14, inciso II, ambos do Código Penal. Conduta delituosa praticada em loja de departamento. Estabelecimento 
vítima que exerceu a vigilância direta sobre a conduta do paciente. Acompanhamento ininterrupto de todo o iter 
172
RETA FINAL DELTA PC/PR
NFPSS
RETA FINAL DELTA PC/PR | @METODOCICLOS
criminis. Ineficácia absoluta do meio empregado para a consecução do delito, dadas as circunstâncias do caso con-
creto. Crime impossível caracterizado. Artigo 17 do Código Penal. Atipicidade da conduta. Recurso provido. Com 
fundamento diverso, votaram pelo provimento do recurso os eminentes Ministros Celso de Mello e Edson Fachin. 1. 
A forma específica mediante a qual os funcionários do estabelecimento vítima exerceram a vigilância direta sobre 
a conduta do paciente, acompanhando ininterruptamente todo o iter criminis, tornou impossível a consumação do 
crime, dada a ineficácia absoluta do meio empregado. Tanto isso é verdade que, no momento em que se dirigia 
para a área externada do estabelecimento comercial sem efetuar o pagamento do produto escolhido, o paciente 
foi abordado na posse do bem, sendo esse restituído à vítima. 2. De rigor, portanto, diante dessas circunstâncias, 
a incidência do art. 17 do Código Penal, segundo o qual “não se pune a tentativa quando, por ineficácia absoluta 
do meio ou por absoluta impropriedade do objeto, é impossível consumar-se o crime”. 3. Esse entendimento não 
conduz, automaticamente, à atipicidade de toda e qualquer subtração em estabelecimento comercial que tenha 
sido monitorada pelo corpo de seguranças ou pelo sistema de vigilância, sendo imprescindível, para se chegar a 
essa conclusão, a análise individualizada das circunstâncias de cada caso concreto. 4. Recurso provido para con-
ceder a ordem de habeas corpus, reconhecendo-se a atipicidade da conduta imputada ao paciente na Ação Penal 
0000802-76.2016.8.24.0039, com fundamento no art. 17 do Código Penal. 5. Com fundamento diverso, votaram 
pelo provimento do recurso os eminentes Ministros Celso de Mello e Edson Fachin.
TEORIA DO ERRO: ERRO DE TOPO E ERRO DE PROIBIÇÃO
ERRO DE TIPO
Trata-se de uma falsa percepção da realidade, em que o agente não sabe o que faz. Possui previsão expres-
sa no art. 20 do Código Penal, podendo o erro recair sobre circunstâncias essenciais (erro essencial) ou 
agregadas ao tipo penal (erro acidental).
ERRO 
DE TIPO 
ESSENCIAL
EVITÁVEL Exclui o dolo, mas admite a responsabilidade a título de culpa, se prevista em lei.
INEVITÁVEL Exclui o dolo e a culpa.
ERRO 
DE TIPO 
ACIDENTAL
ERRO SOBRE A 
PESSOA
Art. 20, CP: O erro quanto à pessoa contra a qual o crime é praticado 
não isenta de pena. Não se consideram, neste caso, as condições ou 
qualidades da vítima, senão as da pessoa contra quem o agente que-
ria praticar o crime. Ex. agente que pretende ceifar a vida de A, mas 
termina por cometer o homicídio contra seu irmão gêmeo, crendo 
ser A.
173
RETA FINAL DELTA PC/PR
NFPSS
RETA FINAL DELTA PC/PR | @METODOCICLOS
ERRO 
DE TIPO 
ACIDENTAL
ERRO SOBRE O 
OBJETO
Agente projeta sua conduta sobre um objeto, mas na realidade inci-
de sobre coisa diversa. Ex. Acredita que está furtando um relógio de 
ouro, mas é uma bijuteria. Responde pelo furto da bijuteria.
ERRO SOBRE O 
NEXO CAUSAL ou 
ABERRATIO CAUSAE
O engano é no tocante à causa do crime. O resultado buscado pelo 
agente ocorreu em razão de um acontecimento diverso daquele que 
ele inicialmente idealizou. Ex. A empurra B da ponte para matá-lo 
afogado. B vem a falecer, mas não por asfixia derivada do afogamen-
to, mas sim em decorrência do traumatismo craniano, pois se chocou 
com uma pedra antes de ter contato com a água.
ERRO NA 
EXECUÇÃO ou 
ABERRATIO ICTUS
Art. 73 - Quando, por acidente ou erro no uso dos meios de execução, 
o agente, ao invés de atingir a pessoa que pretendia ofender, atinge 
pessoa diversa, responde como se tivesse praticado o crime contra 
aquela, atendendo-se ao disposto no § 3º do art. 20 deste Código. 
No caso de ser também atingida a pessoa que o agente pretendia 
ofender, aplica-se a regra do art. 70 deste Código (concurso formal).
RESULTADO 
DIVERSO DO 
PRETENDIDO 
ou ABERRATIO 
CRIMINIS
Erro na execução com unidade complexa, com resultado duplo: é a 
situação descrita pelo art. 73, in fine, do Código Penal, na qual o su-
jeito, além de atingir a pessoa inicialmente desejada, ofende também 
pessoa ou pessoas diversas.
ERRO SOBRE A 
PESSOA
Art. 74 - Fora dos casos do artigo anterior, quando, por acidente ou 
erro na execução do crime, sobrevém resultado diverso do preten-
dido, o agente responde por culpa, se o fato é previsto como crime 
culposo; se ocorre também o resultado pretendido, aplica-se a regra 
do art. 70 deste Código.
ERRO SOBRE O 
OBJETO
Exemplo: Ciclano joga uma pedra na vidraça de seu rival, mas acaba 
atingindo pedestre que passava naquele momento. O agente, em 
razão do erro, acaba por atingir bem jurídico diverso.
ERRO DE PROIBIÇÃO
No erro de proibição o agente sabe exatamente o que está fazendo, mas desconhece a ilicitude do fato. 
Não é que o agente ignore os termos da lei, até porque o art. 21, “caput”, do CP, considera que “o desconheci-
mento da lei é inescusável”, não admitindo, portanto, a ignorantia legis. No erro de proibição, o agente apesar 
de saber dos termos da lei, desconhece ou interpreta mal o seu conteúdo, ou seja, não compreende com 
clareza seu caráter ilícito.
EVITÁVEL Causa de diminuição de pena de 1/6 até 1/3.
INEVITÁVEL Isenção de pena.
174
RETA FINAL DELTA PC/PR
NFPSS
RETA FINAL DELTA PC/PR | @METODOCICLOS
ERRO DE TIPO ERRO DE PROIBIÇÃO
O agente não sabe o que faz. O agente sabe o que faz, mas pensa que sua con-duta é lícita, quando, na verdade, é proibida.
É o erro incidente sobre os elementos objetivos do 
tipo É o erro quanto à ilicitude da conduta
Trata-se da má interpretação sobre os FATOS. Recai 
sobre os requisitos ou elementos fático-descritivos 
do tipo, como também sobre requisitos jurídico-nor-
mativos do tipo.
Afasta a POTENCIAL CONSCIÊNCIA DA ILICITU-
DE, que é requisito da culpabilidade. Não há erro so-
bre a situação de fato, já que essa está incontestável, 
mas não há a exata compreensão sobre os LIMITES 
JURÍDICOS DA LICITUDE da conduta.
Exclui sempre o DOLO, se poderia ser evitado (ines-
cusável), responde pela culpa, caso haja previsão da 
forma culposa do delito.
Exclui a CULPABILIDADE, se INEVITÁVEL ou ES-
CUSÁVEL.
Diminui a pena, se EVITÁVEL ou INESCUSÁVEL.
Exclui CRIME Exclui PENA
Exemplo: pessoa que levou o carro de outrem 
achando que fosse o seu.
Exemplo: holandês que acreditou que no Brasil po-
deria usar drogas sem que praticasse crime.
SISTEMA DO 
CÚMULO 
MATERIAL: Impõe 
ao juiz a soma de 
todas as penas dos 
crimes praticados 
pelo réu.
CONCURSO DA 
PENA DE MULTA
Art. 72. No concurso de crimes, as penas de multa são aplicadasdistinta e integralmente.
CONCURSO 
MATERIAL
Art. 69. Quando o agente, mediante mais de uma ação ou omis-
são, pratica dois ou mais crimes, idênticos ou não, aplicam-se 
cumulativamente as penas privativas de liberdade em que haja in-
corrido. No caso de aplicação cumulativa de penas de reclusão e 
de detenção, executa-se primeiro aquela.
CONCURSO 
FORMAL 
IMPRÓPRIO
Art. 70. 2ª parte (concurso formal imperfeito ou impróprio). 
As penas aplicam-se, entretanto, cumulativamente, se a ação ou 
omissão é dolosa e os crimes concorrentes resultam de desígnios 
autônomos.
175
RETA FINAL DELTA PC/PR
NFPSS
RETA FINAL DELTA PC/PR | @METODOCICLOS
SISTEMA DA 
EXASPERAÇÃO: 
O juiz aplica 
somente uma das 
penas, aumentada 
de determinado 
percentual.
CONCURSO 
FORMAL 
PRÓPRIO
Art. 70. 1ª parte (concurso formal próprio ou perfeito) Quando 
o agente, mediante uma só ação ou omissão, pratica dois ou 
mais crimes, idênticos ou não, aplica-se-lhe a mais grave das pe-
nas cabíveis ou, se iguais, somente uma delas, mas aumentada, em 
qualquer caso, de um sexto até metade (...).
CRIME 
CONTINUADO
Art. 71 - Quando o agente, mediante mais de uma ação ou omis-
são, pratica dois ou mais crimes da mesma espécie e, pelas 
condições de tempo, lugar, maneira de execução e outras seme-
lhantes, devem os subsequentes ser havidos como continuação do 
primeiro, aplica-se-lhe a pena de um só dos crimes, se idênticas, 
ou a mais grave, se diversas, aumentada, em qualquer caso, de um 
sexto a dois terços.
Parágrafo único - Nos crimes dolosos, contra vítimas diferentes, 
cometidos com violência ou grave ameaça à pessoa, poderá 
o juiz, considerando a culpabilidade, os antecedentes, a conduta 
social e a personalidade do agente, bem como os motivos e as 
circunstâncias, aumentar a pena de um só dos crimes, se idênticas, 
ou a mais grave, se diversas, até o triplo, observadas as regras do 
parágrafo único do art. 70 e do art. 75 deste Código.
#SELIGANAJURIS #AJUDAMARCINHO
Impossibilidade de aplicação concomitante da continuidade delitiva comum e específica. 
Se reconhecida a continuidade delitiva específica entre estupros praticados contra vítimas diferentes, deve ser 
aplicada exclusivamente a regra do art. 71, parágrafo único, do Código Penal, mesmo que, em relação a cada 
uma das vítimas, especificamente, também tenha ocorrido a prática de crime continuado. STJ. 6ª Turma. REsp 
1471651-MG, Rel. Min. Sebastião Reis Júnior, julgado em 13/10/2015 (Info 573).
Não há continuidade entre o art. 6º da Lei 7.492/86 e o art. 1º da Lei 9.613/98
Não há continuidade delitiva entre os crimes do art. 6º da Lei nº 7.492/86 (Lei dos Crimes contra o Sistema Finan-
ceiro Nacional) e os crimes do art. 1º da Lei nº 9.613/98 (Lei dos Crimes de “Lavagem” de Dinheiro). Não incide a 
regra do crime continuado na hipótese, pois os crimes descritos nos arts. 6º da Lei 7.492/86 e 1º da Lei 9.613/98 
não são da mesma espécie. STJ. 6ª Turma. REsp 1405989/SP, Rel. Min. Sebastião Reis Júnior, Rel. p/ Acórdão Min. 
Nefi Cordeiro, julgado em 18/08/2015 (Info 569).
Aumento de pena no máximo pela continuidade delitiva em crime sexual
No caso de crime continuado, o art. 71 do CP prevê que o juiz deverá aplicar a pena de um só dos crimes, se 
idênticas, ou a mais grave, se diversas, aumentada, em qualquer caso, de 1/6 a 2/3. O STJ entende que, em regra, 
https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/2b38c2df6a49b97f706ec9148ce48d86?categoria=11&subcategoria=97
https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/8a3363abe792db2d8761d6403605aeb7?categoria=11&subcategoria=97
https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/09c6c3783b4a70054da74f2538ed47c6?categoria=11&subcategoria=97
176
RETA FINAL DELTA PC/PR
NFPSS
RETA FINAL DELTA PC/PR | @METODOCICLOS
a escolha da quantidade de aumento de pena deve levar em consideração o número de infrações praticadas 
pelo agente com base na seguinte tabela: O critério para o aumento no crime continuado é o número de crimes 
praticados: 2 crimes — aumenta 1/6 3 crimes — aumenta 1/5 4 crimes — aumenta 1/4 5 crimes — aumenta 1/3 
6 crimes — aumenta 1/2 7 ou mais — aumenta 2/3 Porém, nem sempre será fácil trazer para os autos o número 
exato de crimes que foram praticados, especialmente quando se trata de delitos sexuais. É o caso, por exemplo, 
de um padrasto que mora há meses ou anos com a sua enteada e contra ela pratica constantemente estupro de 
vulnerável. Nessas hipóteses, mesmo não havendo a informação do número exato de crimes que foram cometi-
dos, o juiz poderá aumentar a pena acima de 1/6 e, dependendo do período de tempo, até chegar ao patamar 
máximo. Assim, constatando-se a ocorrência de diversos crimes sexuais durante longo período de tempo, é 
possível o aumento da pena pela continuidade delitiva no patamar máximo de 2/3 (art. 71 do CP), ainda que sem 
a quantificação exata do número de eventos criminosos. STJ. 5ª Turma. HC 311146-SP, Rel. Min. Newton Trisotto 
(Desembargador convocado do TJ-SC), julgado em 17/3/2015 (Info 559).
Roubo praticado em ônibus contra o patrimônio de vários passageiros
O sujeito entra no ônibus e, com arma de fogo em punho, exige que oito passageiros entreguem seus pertences 
(dois desses passageiros eram marido e mulher). O agente irá responder por oito roubos majorados (art. 157, § 
2º-A, I, do CP) em concurso formal (art. 70). Atenção: não se trata, portanto, de crime único. Ocorre concurso 
formal quando o agente, mediante uma só ação, pratica crimes de roubo contra vítimas diferentes, ainda que da 
mesma família, eis que caracterizada a violação a patrimônios distintos. STJ. 5ª Turma. HC 207.543/SP , Rel. Min. 
Gilson Dipp, julgado em 17/04/2012. Nesse caso, o concurso formal é próprio ou impróprio? Concurso formal 
PRÓPRIO. Praticado o crime de roubo mediante uma só ação contra vítimas distintas, no mesmo contexto fático, 
resta configurado o concurso formal próprio, e não a hipótese de crime único, visto que violados patrimônios 
distintos. STJ. 6ª Turma. HC 197684/RJ , Rel. Min. Sebastião Reis Júnior, julgado em 18/06/2012. STJ. 5ª Turma. HC 
455.975/SP, Rel. Min. Ribeiro Dantas, julgado em 02/08/2018.
Existe precedente do STJ reconhecendo continuidade entre o art. 168-A e o art. 337-A do CP
Em função da melhor hermenêutica, os crimes descritos nos arts. 168-A e 337-A, apesar de constarem em títulos 
diferentes no Código Penal e serem, por isso, topograficamente díspares, refletem delitos que guardam estreita 
relação entre si, portanto cabível o instituto da continuidade delitiva (art. 71 do CP). STJ. REsp 1212911/RS, Rel. Min. 
Sebastião Reis Júnior, Sexta Turma, julgado em 20/03/2012.
CAUSAS EXCLUDENTES DA ILICITUDE
GERAIS (Art. 23 do CP) ESPECÍFICAS SUPRALEGAIS
- Estado de Necessidade
- Legítima Defesa
- Estrito Cumprimento do Dever 
Legal
- Exercício Regular do Direito
- Art. 128 do CP
- Art. 37, Lei 9.605/98
- outras
-Consentimento do ofendido
- outras
https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/8ce6790cc6a94e65f17f908f462fae85?categoria=11&subcategoria=97
https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/a1d50185e7426cbb0acad1e6ca74b9aa?categoria=11&subcategoria=97
177
RETA FINAL DELTA PC/PR
NFPSS
RETA FINAL DELTA PC/PR | @METODOCICLOS
#CUIDADO: o consentimento do ofendido também pode atuar como excludente de tipicidade, quando en-
volve bem jurídico indisponível e houver necessidade de dissenso da vítima para configurar o tipo penal. 
Exemplo: estupro.
ESTADO DE NECESSIDADE LEGÍTIMA DEFESA
Conflito de vários bens jurídicos diante da mesma si-
tuação de perigo. Ameaça ou ataque a um bem jurídico.
Pressupõe: perigo atual + sem destinatário certo. Pressupõe: agressão humana injusta + atual ou imi-nente + com destinatário certo.
Os interesses em conflito são legítimos. Os interesses do agressor são ilegítimos.
Conclusão: cabe estado de necessidade contra 
estado de necessidade.
Conclusão: não cabe legítima defesa contra legí-
tima defesa.
#ATENÇÃO:Em relação ao estado de necessidade, o Código Penal adotou a teoria unitária, de modo que 
sempre será uma causa de exclusão de ilicitude (estado de necessidade justificante). Na teoria diferen-
ciadora, é possível que o estado de necessidade configure exclusão de ilicitude (estado de necessidade jus-
tificante: o bem protegido é de valor superior ao bem sacrificado) ou exclusão da culpabilidade (estado 
de necessidade exculpante: o bem protegido é de igual ou menor valor que o bem sacrificado). Atenção: 
o CPM adotou a teoria diferenciadora.
No art. 25, que trata sobre a excludente de ilicitude da Legítima Defesa, foi incluído seu § único com o 
seguinte texto:
Parágrafo único. Observados os requisitos previstos no caput deste artigo, considera-se também em legítima 
defesa o agente de segurança pública que repele agressão ou risco de agressão a vítima mantida refém durante 
a prática de crimes
*Antes da Lei nº 13.964/2019 Depois da Lei nº 13.964/2019
Legítima defesa
Sem parágrafo correspondente.
“Art. 25. Parágrafo único. Observados os requisitos previstos no 
caput deste artigo, considera-se também em legítima defesa 
o agente de segurança pública que repele agressão ou risco de 
agressão a vítima mantida refém durante a prática de crimes.” 
ESPÉCIES DE LEGÍTIMA DEFESA
LEGÍTIMA DEFESA AGRESSIVA OU 
ATIVA Pratica um fato previsto em lei.
LEGÍTIMA DEFESA DEFENSIVA OU 
PASSIVA Apenas se defende, sem praticar fato típico.
178
RETA FINAL DELTA PC/PR
NFPSS
RETA FINAL DELTA PC/PR | @METODOCICLOS
LEGÍTIMA DEFESA RECÍPROCA Pressupondo agressão injusta, não é possível duas pessoas simul-taneamente agirem uma contra a outra em legítima defesa. 
LEGÍTIMA DEFESA SUCESSIVA É a reação contra o excesso do agredido.
LEGÍTIMA DEFESA CULPOSA É descriminante putativa. Legítima defesa putativa por erro de tipo evitável. Ex. Confunde b com pessoa que pretendia matá-lo.
LEGÍTIMA DEFESA AUTÊNTICA OU 
REAL Afasta a ilicitude.
LEGÍTIMA DEFESA PUTATIVA Afasta a culpabilidade ou tipicidade, depende da teoria da culpabi-lidade adotada.
LEGÍTIMA DEFESA SUBJETIVA OU 
EXCESSIVA
É o excesso por erro de tipo inevitável. Ex. Bate em b (de alto porte) 
que desmaia. A não percebe e continua agredindo. B morre.
LEGÍTIMA DEFESA PRESUMIDA Não é possível. A tipicidade gera presunção relativa de ilicitude, de forma que o ônus de provar a excludente é do acusado.
LEGÍTIMA DEFESA REAL CONTRA 
LEGÍTIMA DEFESA CULPOSA 
(PUTATIVA)
A agressão é injusta.
LEGÍTIMA DEFESA PUTATIVA 
RECÍPROCA
É possível também legítima defesa putativa de legítima defesa puta-
tiva. Os dois imaginam que vão ser agredidos pelo outros e atacam.
#OBS: Não é possível legítima defesa contra estado de necessidade ou outra excludente real (não pode 
ser encarado como agressão injusta). Assim, se dois náufragos se agridem pelo colete salva-vidas, ocorre estado 
de necessidade x estado de necessidade, pois nenhuma das agressões é injusta. 
#ATENÇÃO: A legítima defesa pode ser invocada diante de agressão perpetrada por inimputável? SIM. 
A legítima defesa, enquanto excludente da ilicitude, segundo substrato do conceito analítico de crime, deve ser 
aferida objetivamente, de forma que a injustiça da agressão independe da capacidade de entendimento e auto-
determinação do indivíduo, pois a inimputabilidade constitui elemento da culpabilidade. No entanto, o agente 
deve ter maior cautela ao reprimir a agressão injusta no inimputável, se tinha consciência desse fato. 
Deve fugir ao combate, se possível.
CULPABILIDADE
CONCEITO
Consiste no juízo de reprovação do agente por ter praticado um fato típico e antijurí-
dico, quando podia entender o caráter ilícito do fato e agir conforme o direito. 
#ATENÇÃO Para os adeptos do conceito bipartido de crime, é pressuposto de pena.
179
RETA FINAL DELTA PC/PR
NFPSS
RETA FINAL DELTA PC/PR | @METODOCICLOS
TEORIAS
TEORIA PSICOLÓGICA DA CULPABILIDADE: é o vínculo psicológico entre autor do 
fato e um resultado típico e ilícito, ou seja, uma mera imputação (cunho subjetivo: 
análise do dolo e culpa). É formada pela imputabilidade e dolo normativo/culpa. 
TEORIA PSICOLÓGICO-NORMATIVA DA CULPABILIDADE: A culpabilidade é vista 
como um juízo de valor que necessita de uma avaliação simultânea do vínculo psico-
lógico do autor (dolo ou culpa) e da reprovação social, o que a torna psicológico-nor-
mativa. O novo elemento da culpabilidade é de natureza normativa (exigibilidade de 
conduta diversa). É formada pela imputabilidade, dolo normativo/culpa e inexigibilidade 
de conduta diversa.
TEORIA NORMATIVA 
PURA DA CULPABILI-
DADE: A culpabilidade 
deixa de analisar ele-
mentos subjetivos, tor-
nando-se exclusivamente 
normativa, formada pela 
inimputabilidade, ine-
xigibilidade de condu-
ta diversa e potencial 
consciência de ilicitude. 
É o exercício inadequado 
do livre-arbítrio. Foi a te-
oria adotada pelo CP. 
Teoria normativa extremada, estrita ou normativa 
pura da culpabilidade: para essa vertente, todas as dis-
criminantes putativas configuram erro de proibição indi-
reto.
Teoria normativa limitada: o erro sobre as hipóteses 
(existência) e os limites das discriminantes putativas (cau-
sas de exclusão da ilicitude) configuram erro de proibição 
indireto, ao passo que o erro relacionado aos pressupos-
tos fáticos que autorizam a discriminante putativa (causas 
de exclusão da ilicitude), caracteriza-se como erro de tipo 
indireto ou permissivo. Adotada pelo CP
ELEMENTOS
IMPUTABILIDADE CAUSAS DE INIMPUTABILIDADE
Doença mental ou 
desenvolvimento mental 
incompleto/retardado
Menoridade
Embriaguez completa e 
acidental
POTENCIAL 
CONSCIÊNCIA DA 
ILICITUDE
CAUSA DE 
EXCLUSÃO Erro de proibição inevitável
EXIGIBILIDADE DE 
CONDUTA DIVERSA
CAUSA DE 
EXCLUSÃO
Coação moral irresistível
#NÃOCONFUNDA: A coação 
física irresistível leva à exclusão da 
conduta e, consequentemente, ao 
fato atípico.
Obediência hierárquica
180
RETA FINAL DELTA PC/PR
NFPSS
RETA FINAL DELTA PC/PR | @METODOCICLOS
COCULPABILIDADE
Para Zaffaroni, existe uma parcela de culpa da sociedade, que contribui para a prática 
do delito. Assim, a depender do grau de exclusão social, parcela da doutrina defende a 
aplicação da coculpabilidade como atenuante genérica inominada (art. 66 do CP).
#ATENÇÃO COCULPABILIDADE ÀS AVESSAS - É dividida em duas perspectivas:
1ª) É o abrandamento da aplicação da pena nos crimes praticados por pessoas de alto 
poder socioeconômico, como é o caso da extinção da punibilidade pelo pagamento 
da dívida nos crimes contra a ordem tributária, previstos na Lei 8.137/1990, quando na 
verdade, essas mesmas pessoas deveriam sofrer um maior rigor na aplicação da pena, 
porquanto tiveram maiores oportunidades perante a sociedade.
2ª). É a criação pelo Estado de leis que incriminem as condutas passíveis de estarem 
sujeitas somente as pessoas de menor capacidade socioeconômica, como é caso da 
vadiagem e mendicância.
#SELIGANOTERMO – TEORIA DA ACTIO LIBERA IN CAUSA: Essa teoria surgiu na Itália e foi criada para 
solucionar os crimes cometidos em estado de embriaguez preordenada. No momento do crime o sujeito está 
inconsciente. A teoria antecipa o momento da análise da imputabilidade. A imputabilidade não será anal-
isada no momento em que o crime foi praticado. Nesse momento ele estava inconsciente. É antecipada para 
o momento anterior àquele em que o agente livremente se colocou no estado de embriaguez. Para a 
embriaguez preordenada essa teoria é perfeita, pois no momento anterior já existia o dolo - o fundamento é a 
causalidade mediata. Antes de começar a beber já havia o dolo de cometer crime. O art. 28, II CP acolheu essa 
teoria também para a embriaguez voluntária e culposa. No momento anterior, antes de beber, já existia 
o dolo? Não. Por esse motivo, a doutrina critica a aplicação desta teoria à esta hipótese, alegando que 
é um resquício da responsabilidade penal objetiva.
#OLHAOGANCHO O art. 45 da Lei de Drogas de fato traz uma causa especial de exclusão da culpabili-
dade, que ocorre em razãoda dependência. Essa excludente, não incide apenas no delito de portar ou 
trazer consigo drogas, mas sim sobre qualquer infração penal praticada.
#ATENÇÃO: CAUSAS SUPRALEGAIS DE INEXIGIBILIDADE DE CONDUTA DIVERSA: cláusula de consciência, 
desobediência civil, conflito de deveres, excesso intensivo exculpante (legítima defesa excessiva), legítima defesa 
preordenada diante de uma ameaça factível, estado de necessidade exculpante (não é adota no ordenamento 
pátrio).
 ¾ Tratamento Legislativo do Concurso de Pessoas:
As regras inerentes ao concurso de pessoas estão disciplinadas pelos artigos 29 a 31 do Código Penal.
181
RETA FINAL DELTA PC/PR
NFPSS
RETA FINAL DELTA PC/PR | @METODOCICLOS
TÍTULO IV
DO CONCURSO DE PESSOAS
Art. 29 - Quem, de qualquer modo, concorre para o crime incide nas penas a este cominadas, na medida de sua 
culpabilidade. 
§ 1º - Se a participação for de menor importância, a pena pode ser diminuída de um sexto a um terço. 
§ 2º - Se algum dos concorrentes quis participar de crime menos grave, ser-lhe-á aplicada a pena deste; essa 
pena será aumentada até metade, na hipótese de ter sido previsível o resultado mais grave. 
Circunstâncias incomunicáveis
Art. 30 - Não se comunicam as circunstâncias e as condições de caráter pessoal, salvo quando elementares do 
crime.
Casos de impunibilidade
Art. 31 - O ajuste, a determinação ou instigação e o auxílio, salvo disposição expressa em contrário, não são 
puníveis, se o crime não chega, pelo menos, a ser tentado. 
Concurso de pessoas pode ser conceituado como a colaboração empreendida por duas ou mais pessoas 
para a realização de um crime ou de uma contravenção penal, dependendo da existência de cinco requisitos para 
sua configuração: pluralidade de agentes culpáveis, relevância causal das condutas para a produção do resultado, 
vínculo subjetivo, unidade de infração penal para todo os agentes e existência de fato punível.
a) Pluralidade de Agentes Culpáveis: As condutas devem ser praticadas por pelo menos duas pessoas, e, 
consequentemente, de ao menos duas condutas penalmente relevantes. Essas condutas podem ser princi-
pais, no caso da coautoria, ou então uma principal e outra acessória, praticadas pelo autor e pelo partícipe, 
respectivamente. Os coautores ou partícipes, entretanto, devem ser culpáveis, ou seja, dotados de culpabi-
lidade.
b) Relevância Causal das Condutas para a Produção do Resultado: Concorrer para a infração penal importa 
dizer que cada uma das pessoas deve fazer algo para que a empreitada tenha vida no âmbito da realidade. 
O caput do art. 29 fala em de qualquer modo, expressão que deve ser compreendida como uma contribuição 
pessoal, física ou moral, direta ou indireta, comissiva ou omissiva, anterior ou simultânea à execução, deven-
do a conduta individual influir diretamente na produção do resultado.
c) Vínculo Subjetivo: Também denominado de concurso de vontades, impõe que todos os agentes estejam 
ligados entre si por um vínculo de ordem subjetiva, um nexo psicológico, pois caso contrário não haverá um 
crime praticado com concurso, mas vários crimes simultâneos, caracterizand0o a autoria colateral. Os agen-
tes devem revelar vontade homogênea, visando a produção do mesmo resultado, é o denominado princípio 
da convergência, o que impede a contribuição dolosa para um crime culposo, nem a concorrência culposa 
para um delito doloso. Por fim, cumpre salientar que o vínculo subjetivo não exige ajuste prévio, muito me-
nos estabilidade da união, sendo suficiente a atuação consciente do partícipe no sentido de contribuir para 
a conduta do autor, ainda que este desconheça a colaboração.
182
RETA FINAL DELTA PC/PR
NFPSS
RETA FINAL DELTA PC/PR | @METODOCICLOS
d) Unidade de Infração Penal: Para a caracterização do concurso de pessoas, adotou-se, como regra, a teoria 
unitária, monística ou monista, segunda a qual, quem concorre para um crime, por ele responde, sujeitando-
-se todos os coautores e partícipes a um único tipo penal.
e) Existência de Fato Punível: O concurso de pessoas depende da punibilidade de um crime, a qual requer, 
em seu limite mínimo, o início da execução, constituindo o princípio da exterioridade. Neste sentido, confor-
me expresso no art. 31 do Código Penal, o ajuste, a determinação ou instigação e o auxílio, salvo disposição 
expressa em contrário, não são puníveis, se o crime não chega, pelo menos, a ser tentado.
 ¾ Teorias sobre a Autoria:
Existem diversas teorias que buscam fornecer o conceito de autor, cumprindo trazer as mais importantes e 
com maior chance de cobrança em nossa prova.
a) Teoria Subjetiva ou Unitária: Não diferencia o autor do partícipe. Autor é aquele que de qualquer modo 
contribuir para a produção de um resultado penalmente relevante. Seu fundamento deriva da teoria da 
equivalência dos antecedentes ou conditio sine qua non, pois qualquer colaboração para o resultado, inde-
pendente do seu grau, a ele deu causa.
b) Teoria Extensiva: Também com fundamento da teoria da equivalência dos antecedentes, não distingue o 
autor do partícipe, todavia, ao admitir causas de diminuição da pena para estabelecer diversos graus de au-
toria, é mais suave em relação à teoria anterior. Aparece nesse âmbito a figura do cúmplice, ou seja, o autor 
que concorre de modo menos importante para o resultado.
c) Teoria Objetiva ou Dualista: Opera nítida distinção entre autor e partícipe, tendo sido a teoria adotada pela 
lei 7.209/84 – Reforma da parte Geral do Código Penal, sendo subdividida em outras 03 (três) teorias:
Teoria objetivo-formal: Autor é quem realiza o núcleo (verbo) do tipo penal, ou seja, a conduta criminosa 
descrita pelo preceito primário da norma incriminadora. Por sua vez, partícipe é quem de qualquer modo concor-
re para o crime, sem praticar o núcleo do tipo. A atuação do partícipe seria impune se não existisse a norma de 
extensão pessoal prevista no caput do art. 29 do Código Penal, ou seja, a adequação típica, na participação, é de 
subordinação mediata.
É a teoria adotada pelo Código Penal, devendo, entretanto, ser complementada pela teoria da autoria me-
diata.
Teoria do Domínio do Fato: Foi criada na Alemanha, em 1939, por Hans Welzel, com a finalidade de 
ampliar o conceito de autor. Por força dessa teoria, pode também ser considerado autor aquele que, mesmo não 
realizando o núcleo do tipo, domina finalisticamente todo o seu desenrolar. Welzel dizia que autor é o senhor 
do fato.
Em outras palavras, autor é quem executa uma tarefa essencial para a ocorrência do delito. Se deixar de 
praticar sua conduta, o delito não acontece da forma planejada. É quem controla finalisticamente o fato, ou seja, 
quem decide a sua forma de execução, seu início, cessação e demais condições.
183
RETA FINAL DELTA PC/PR
NFPSS
RETA FINAL DELTA PC/PR | @METODOCICLOS
Já o partícipe é quem executa tarefa não essencial (secundária, acessória). Será aquele que, embora colabo-
re dolosamente para o alcance do resultado, não exerce domínio sobre a ação.
Podemos afirmar que tem o controle final do fato:
a) Aquele que por sua vontade executa o núcleo do tipo (autor propriamente dito).
b) Aquele que planeja o crime para ser executado por outras pessoas (autor intelectual). 
c) Aquele que se vale de um não culpável ou de pessoa que age sem dolo ou culpa para executar o tipo 
(autor mediato).
Embora a teoria objetivo-formal seja adotada pelo Código Penal, a doutrina moderna tem trabalhado com 
a teoria do domínio do fato, como no caso de crimes tributários, onde é comum o Ministério Público invocar a 
aplicação desta teoria para pedir a condenação do sócio, pois na maioria dos casos, quem pratica a conduta de 
suprimir ou reduzir tributo é o empregado, gerente ou contador da pessoa jurídica. 
Contudo, os Tribunais Superiores têm advertido que a teoria do domínio do fato não permite que a mera 
posição de um agente na escala hierárquica sirva para demonstrar ou reforçar o dolo da conduta, fixando, 
então, certos limites a sua aplicação. 
#DEOLHONAJURISNão há óbice para que a denúncia invoque a teoria do domínio do fato para dar suporte à imputação penal, 
sendo necessário, contudo, que, além disso, ela aponte indícios convergentes no sentido de que o Presidente 
da empresa não só teve conhecimento do crime de evasão de divisas, como dirigiu finalisticamente a atuação 
dos demais acusados.
Assim, não basta que o acusado se encontre em posição hierarquicamente superior. Isso porque o próprio 
estatuto da empresa prevê que haja divisão de responsabilidades e, em grandes corporações, empresas ou ban-
cos há controles e auditorias exatamente porque nem mesmo os sócios têm como saber tudo o que se passa.
STF. 2ª Turma. HC 127397/BA, Rel. Min. Dias Toffoli, julgado em 6/12/2016 (Info 850).
O diretor-geral da empresa de telefonia Vivo foi denunciado pelo fato de que na filial que funciona no Estado de 
Pernambuco teriam sido inseridos elementos inexatos em livros fiscais. 
Diante disso, o Ministério Público denunciou o referido diretor pela prática de crime contra a ordem tributária 
(art. 1º, II, da Lei nº 8.137/90).
A denúncia aponta que, na condição de diretor da empresa, o acusado teria domínio do fato, o poder de de-
terminar, de decidir, e de fazer com que seus empregados contratados executassem o ato, sendo responsável 
pelo delito.
184
RETA FINAL DELTA PC/PR
NFPSS
RETA FINAL DELTA PC/PR | @METODOCICLOS
O STF determinou o trancamento da ação penal afirmando que não se pode invocar a teoria do domínio do 
fato, pura e simplesmente, sem nenhuma outra prova, citando de forma genérica o diretor estatutário da 
empresa para lhe imputar um crime fiscal que teria sido supostamente praticado na filial de um Estado-membro 
onde ele nem trabalha de forma fixa.
Em matéria de crimes societários, a denúncia deve apresentar, suficiente e adequadamente, a conduta 
atribuível a cada um dos agentes, de modo a possibilitar a identificação do papel desempenhado pelos de-
nunciados na estrutura jurídico-administrativa da empresa. Não se pode fazer uma acusação baseada apenas no 
cargo ocupado pelo réu na empresa.
STF. 2ª Turma. HC 136250/PE, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, julgado em 23/5/2017 (Info 866).
#ATENÇÃO: A teoria do domínio do fato tem aplicação apenas aos crimes dolosos e comissivos. 
#ATENÇÃO: É preciso destacar que no julgamento da Ação Penal 470 – Caso Mensalão – alguns ministros do 
STF adotaram a teoria do domínio do fato, que posteriormente ganhou força com a edição da Lei 12.850/13 – Lei 
do Crime Organizado, em especial no art. 2°, § 3°, que traz a previsão de que a pena é agravada para quem 
exerce o comando, individual ou coletivo, da organização criminosa, ainda que não pratique pessoalmente atos 
de execução.
 ¾ Circunstâncias Incomunicáveis:
Circunstâncias incomunicáveis são as que não se estendem, isto é, não se transmitem aos coautores ou par-
tícipes de uma infração penal, pois se referem exclusivamente a determinado agente, incidindo apenas em relação 
a ele.
Circunstâncias incomunicáveis
Art. 30 - Não se comunicam as circunstâncias e as condições de caráter pessoal, salvo quando elementares do 
crime. 
A compreensão deste dispositivo depende, inicialmente, da diferenciação entre elementares e circunstâncias.
Elementares são os dados fundamentais de uma conduta criminosa. São os fatores que integram a definição 
básica de uma infração penal. No homicídio simples, por exemplo, as elementares são matar e alguém.
Circunstâncias, por sua vez, são os fatores que se agregam ao tipo fundamental, para o fim de aumentar 
ou diminuir a pena. No caso acima usado como exemplo, o homicídio, são circunstâncias o relevante valor moral, 
o motivo torpe, o motivo fútil, dentre outras.
Existe ainda a classificação em elementar ou circunstância de caráter pessoal ou subjetivo, que nos moldes 
do art. 30 do Código Penal, não se comunicam, que são as que se relacionam à pessoa do agente, e não ao fato 
por ele praticado. Em sentido oposto, existe a elementar ou circunstância de caráter real ou objetiva, que dizem 
185
RETA FINAL DELTA PC/PR
NFPSS
RETA FINAL DELTA PC/PR | @METODOCICLOS
respeito ao fato, à infração penal cometida, e não ao agente. Por fim, deve-se distinguir as condições de caráter 
pessoal, aquelas qualidades, os aspectos subjetivos inerentes a determinado indivíduo, que o acompanham em 
qualquer situação, independente da prática de uma infração penal, como a reincidência, por exemplo.
TEORIA GERAL DA PENA
INDIVIDUALIZAÇÃO DA PENA
Individualização da pena legislativa ou abs-
trata:
É a cominação da pena. Ocorre com a criação do tipo 
penal.
Individualização da pena judicial ou concre-
ta:
É aquela efetuada pelo magistrado mediante a dosime-
tria da pena.
Individualização da pena administrativa ou 
executória: É a que ocorre no cumprimento da pena.
DOSIMETRIA DA PENA – SISTEMA TRIFÁSICO
1ª FASE Circunstâncias judiciais do art. 59 do CP: fixação da pena-base
O juiz não pode elevar a pena 
acima do máximo previsto no tipo 
penal, nem diminuí-la abaixo do 
mínimo legal.2ª FASE Atenuantes e agravantes
3ª FASE Causas de aumento e diminui-ção de pena
O juiz pode elevar ou diminuir a 
pena além dos limites revistos no 
tipo penal.
Determinação do regime inicial de cumprimento da pena privativa de liberdade.
Análise sobre a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos ou multa.
Não sendo cabível a substituição, análise sobre a concessão ou não da suspensão condicional da pena 
(sursis), se presentes os requisitos legais.
#OLHAOGANCHO: em relação aos maus antecedentes, o STJ adota o sistema da perpetuidade, enquanto 
que o STF adota o princípio da temporariedade (#OLHAOTERMO “direito ao esquecimento na seara penal” 
– Gilmar Mendes). Assim, para o STJ, após o período depurador de cinco anos a reincidência passa a ser 
considerada como maus antecedentes, ao passo que para o STF não poderá mais ser considerada.
186
RETA FINAL DELTA PC/PR
NFPSS
RETA FINAL DELTA PC/PR | @METODOCICLOS
REGIMES
ABERTO Não reincidente, com pena igual ou inferior a 4 anos. Casa de albergado ou outro estabe-lecimento adequado.
SEMIABERTO Não reincidente, com pena superior a 4 anos e não excedente a 8 anos. Colônia agrícola, industrial ou em estabelecimento similar.
FECHADO
Pena superior a 8 anos.
Estabelecimento de segurança máxima (presídios) ou média (centro de ressocialização).
 Limite das penas
Art. 75. O tempo de cumprimento das penas privativas de liberdade não pode ser superior a 40 (quarenta) 
anos. (Redação dada pela Lei nº 13.964, de 2019)
§ 1º Quando o agente for condenado a penas privativas de liberdade cuja soma seja superior a 40 (quarenta) 
anos, devem elas ser unificadas para atender ao limite máximo deste artigo. (Redação dada pela Lei nº 13.964, 
de 2019)
§ 2º - Sobrevindo condenação por fato posterior ao início do cumprimento da pena, far-se-á nova unificação, des-
prezando-se, para esse fim, o período de pena já cumprido.
SUBSTITUIÇÃO POR PENAS RESTRITIVAS DE DIREITOS – REQUISITOS
Aplicada pena privativa de liberdade não superior a quatro anos e o crime não for cometido com violência 
ou grave ameaça à pessoa;
Aplicada pena privativa de liberdade com qualquer pena, se o crime for culposo;
O réu não for reincidente em crime doloso (salvo se a medida for recomendável e não ocorra reincidência 
específica);
Circunstâncias judiciais favoráveis.
187
RETA FINAL DELTA PC/PR
NFPSS
RETA FINAL DELTA PC/PR | @METODOCICLOS
#SELIGANASSUMULAS 
Súmula 718 do STF: a opinião do julgador sobre a gravidade em abstrato do crime não constitui motivação 
idônea para a imposição de regime mais severo do que o permitido segundo a pena aplicada.
Súmula 719 do STF: a imposição do regime de cumprimento mais severo do que a pena aplicada permitir exige 
motivação idônea. 
Súmula 440 do STJ: fixada a pena-base no mínimo legal, é vedado o estabelecimento de regime prisional mais 
gravoso do que o cabível em razão da sanção imposta, com base apenas na gravidade abstrata do delito.
O condenadonão reincidente, cuja pena seja superior a 4 anos e não exceda a 8 anos, tem o direito de cumprir a 
pena corporal em regime semiaberto (art. 33, § 2°, b, do CP), caso as circunstâncias judiciais do art. 59 lhe forem 
favoráveis. A gravidade em abstrato do crime não constitui motivação idônea para justificar a fixação do regime 
mais gravoso (Info 859 - STF). 
-Súmula 241-STJ: A reincidência penal não pode ser considerada como circunstância agravante e, simultanea-
mente, como circunstância judicial.
 Súmula 444-STJ: É vedada a utilização de inquéritos policiais e ações penais em curso para agravar a pena-base.
 Súmula 231-STJ: A incidência da circunstância atenuante não pode conduzir à redução da pena abaixo do mín-
imo legal. 
Súmula 545-STJ: Quando a confissão for utilizada para a formação do convencimento do julgador, o réu fará 
jus à atenuante prevista no artigo 65, III, d, do Código Penal. 
 #OLHAOGANCHO: a confissão espontânea, parcial, qualificada ou retratada, todas elas, podem ser utilizadas 
pelo juiz, em conjunto com as demais provas, para condenar o réu. Para o STJ, é irrelevante se a confissão é total 
ou parcial, condicionada ou restrita, com ou sem retratação posterior. Basta que ela tenha sido levada em con-
sideração pelo magistrado para proferir a condenação. Essa é a conclusão da Súmula 545/STJ. 
Súmula 269 STJ: É admissível a adoção do regime prisional SEMIABERTO aos REINCIDENTES condenados a 
PENA IGUAL ou inferior a quatro anos SE FAVORÁVEIS AS CIRCUNSTÂNCIAS JUDICIAIS.
#DEOLHONAJURIS
DOSIMETRIA DA PENA. Determinado réu foi condenado por furto qualificado por rompimento de obstáculo 
(art. 155, § 4º, I, do CP). O STF considerou incorreta a sentença do juiz que, na 1ª fase da dosimetria da pena, 
aumentou a pena-base com fundamento em três argumentos: a) Culpabilidade. O magistrado afirmou que era 
patente a culpabilidade do réu considerando que ele tinha plena consciência da ilicitude de seu ato. O juiz con-
fundiu os conceitos. Para fins de dosimetria da pena, culpabilidade consiste na reprovação social que o crime e o 
autor do fato merecem. Essa culpabilidade de que trata o art. 59 do CP não tem nada a ver com a culpabilidade 
como requisito do crime (imputabilidade, potencial consciência da ilicitude do fato e inexigibilidade de conduta 
diversa). b) Antecedentes. O juiz aumentou a pena pelo fato de o agente já responder a quatro outros processos 
criminais. A jurisprudência entende que, em face do princípio da presunção de não culpabilidade, os inquéritos 
188
RETA FINAL DELTA PC/PR
NFPSS
RETA FINAL DELTA PC/PR | @METODOCICLOS
policiais e ações penais em curso não podem ser considerados maus antecedentes (Súmula 444-STJ e STF RE 
591054/SC). c) Circunstâncias do crime. O julgador considerou que as circunstâncias do crime eram negativas 
porque o crime foi praticado com rompimento de obstáculo à subtração da coisa. Aqui, o erro do magistrado foi 
utilizar como circunstância judicial (1ª fase da dosimetria) um elemento que ele já considerou como qualificadora 
(inciso I do § 4º do art. 155). Houve, portanto, bis in idem (dupla punição pelo mesmo fato). STF. 2ª Turma. HC 
122940/PI, Rel. Min. Gilmar Mendes, julgado em 13/12/2016 (Info 851). 
SUSPENSÃO CONDICIONAL DA PENA
REQUISITOS 
OBJETIVOS
a) Qualidade da pena (art. 77, caput): pena privativa de liberdade (reclusão, detenção ou 
prisão simples);
b) Quantidade da pena: pena privativa de liberdade não superior a 2 (dois) anos (art. 77, 
caput). 
Exceção: pena não superior a 4 (quatro) anos, no caso de ser o condenado maior de setenta 
anos de idade (sursis etário), ou por razões de saúde (sursis humanitário) que justifiquem 
a suspensão (art. 77, § 2°). 
No caso de concurso de crimes considera-se a soma das penas. 
REQUISITO 
SUBJETIVO:
Não ser o réu reincidente em crime doloso, salvo se na condenação anterior foi aplicada 
somente a pena de multa (art. 77, I, e § 1°).
ESPÉCIES:
a) sursis simples: no primeiro ano, o condenado presta serviços à comunidade ou submete-
se à limitação de fim de semana. Aplica-se aos casos em que o condenado não reparou o 
dano injustificadamente ou quando as circunstâncias do art. 59 do CP não são favoráveis.
b) sursis especial (art. 78, § 2°, do CP): o condenado não precisa prestar serviços à 
comunidade e não se submete à limitação de fim de semana no primeiro ano do período de 
prova. Aplica-se aos casos em que o condenado reparou o dano, salvo justificativa, e desde 
que as circunstâncias do art. 59 do CP sejam favoráveis.
 c) sursis etário (art. 77, § 2º): a execução da pena privativa de liberdade, não superior a 
quatro anos, poderá ser suspensa, por quatro a seis anos, desde que o condenado seja 
maior de setenta anos de idade (...).
d) sursis humanitário (art. 77, § 2°, segunda parte): a execução da pena privativa de 
liberdade, não superior a quatro anos, poderá ser suspensa, por quatro a seis anos, desde 
que (...) razões de saúde justifiquem a suspensão.
#ATENÇÃO importante observar que o sursis etário aplica-se ao maior de 70 anos 
condenado a pena que seja superior a dois e não exceda a quatro anos de prisão. Se a sua 
condenação não for superior a dois anos, o prazo do período de prova será o comum (2 a 4 
anos).
SURSIS 
SIMULTÂNEOS:
Pode ocorrer que o réu obtenha dois sursis ao mesmo tempo. Exemplo: durante o período 
de prova o réu é condenado por crime culposo ou contravenção não sendo revogado o 
sursis anterior (hipótese de revogação facultativa). 
189
RETA FINAL DELTA PC/PR
NFPSS
RETA FINAL DELTA PC/PR | @METODOCICLOS
REVOGAÇÃO 
OBRIGATÓRIA:
I - é condenado, em sentença irrecorrível, por crime doloso; 
II - frustra, embora solvente, a execução de pena de multa ou não efetua, sem motivo 
justificado, a reparação do dano; 
III - descumpre a condição do § 1º do art. 78 deste Código (PSC ou Limitação de FDS).
REVOGAÇÃO 
FACULTATIVA:
A suspensão poderá ser revogada se o condenado descumpre qualquer outra condição 
imposta ou é irrecorrivelmente condenado, por crime culposo ou por contravenção, a pena 
privativa de liberdade ou restritiva de direitos.
DO LIVRAMENTO CONDICIONAL
Requisitos do livramento condicional
Art. 83 - O juiz poderá conceder livramento condicional ao condenado a pena privativa de liberdade igual ou su-
perior a 2 (dois) anos, desde que:
I - cumprida mais de um terço da pena se o condenado não for reincidente em crime doloso e tiver bons antece-
dentes;
II - cumprida mais da metade se o condenado for reincidente em crime doloso;
III - comprovado: (Redação dada pela Lei nº 13.964, de 2019)
a) bom comportamento durante a execução da pena; (Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019)
b) não cometimento de falta grave nos últimos 12 (doze) meses; (Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019)
c) bom desempenho no trabalho que lhe foi atribuído; e (Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019)
d) aptidão para prover a própria subsistência mediante trabalho honesto;
IV - tenha reparado, salvo efetiva impossibilidade de fazê-lo, o dano causado pela infração;
V - cumpridos mais de dois terços da pena, nos casos de condenação por crime hediondo, prática de tortura, 
tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins, tráfico de pessoas e terrorismo, se o apenado não for reincidente 
específico em crimes dessa natureza.
Parágrafo único - Para o condenado por crime doloso, cometido com violência ou grave ameaça à pessoa, a con-
cessão do livramento ficará também subordinada à constatação de condições pessoais que façam presumir que o 
liberado não voltará a delinqüir.
190
RETA FINAL DELTA PC/PR
NFPSS
RETA FINAL DELTA PC/PR | @METODOCICLOS
#NOVIDADELEGISLATIVA
DOS EFEITOS DA CONDENAÇÃO
Efeitos genéricos e específicos
Art. 91 - São efeitos da condenação:
I - tornar certa a obrigação de indenizar o dano causado pelo crime;
II - a perda em favor da União, ressalvado o direito do lesado ou de terceiro de boa-fé:
a) dos instrumentos do crime, desde que consistam em coisas cujo fabrico, alienação, uso, porte ou detenção con-
stitua

Mais conteúdos dessa disciplina