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CAP 30-45 e CAP 50-70 2008

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CAP 30-45 e CAP 50-70
SUA UTILIZAÇÃO EM REVESTIMENTOS ASFÁLTICOS
E S T U D O C O M PA R AT I V O
R E L ATÓ R I O T É C N I CO
 
CAP 30-45 e CAP 50-70
SUA UTILIZAÇÃO EM REVESTIMENTOS ASFÁLTICOS
E S T U D O C O M PA R AT I V O
R E L ATÓ R I O T É C N I CO
Imperpav Projetos e Consultoria
 
Ficha catalográfica:Centro de Documentação Técnica - ABCR
Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias – ABCR
Rua Geraldo Flausino Gomes, 42, conj. 82
04575-060 – Brooklin – São Paulo – SP
Fone: (11) 5505-0190
Fax: (11) 5505-1640
www.abcr.org.br
Projeto gráfico e editoração eletrônica: Terra Design Gráfico
Revisão: José Ribeiro Caldas Filho 
ISBN 978-85-99097-03-8
Tiragem: 1.000 exemplares
Imperpav Projetos e Consultoria 
CAP 30-45 e CAP 50-70 sua utilização em revestimentos asfálticos :
estudo comparativo: relatório técnico / Imperpav Projetos e Consultoria 
– São Paulo :ABCR,2008.
160 p.: il.,tab. 15,5 X 22,5 cm
ISBN 978-85-99097-03-8
1. Pavimentação.2.Pavimentação asfáltica.I.Título.
 
3
APRESENTAÇÃO
Aconcessão à iniciativa privada da construção,restauração,manutenção
eoperação de rodovias é um programa dos governos federal e estaduais já
consagrado pelos que trafegam nas rodovias brasileiras.
As pesquisas feitas anualmente pela Confederação Nacional do
Transporte premiam a qualidade dos pavimentos e da sinalização,os
dispositivos de segurança e o atendimento aos usuários, iniciativa da
DERSA incorporada às concessões brasileiras e desconhecida por alguns
renomados técnicos rodoviários internacionais que as visitam.
AAssociação Brasileira de Concessionárias de Rodovias – ABCR
tem procurado dar suporte técnico às suas filiadas,aos professores e estu-
dantes,além dos órgãos e profissionais rodoviários do País.Nesse sentido,
em 2004,publicou o Relatório Técnico de pesquisa intitulado Avaliação
de Cimentos Asfálticos de Petróleo para Emprego em Pavimentação, que
embasou aprofundados estudos realizados por entidades técnicas,e prin-
cipalmente pela Comissão de Asfalto do Instituto Brasileiro de Petróleo,IBP,
da qual a ABCR é integrante.Referidos estudos,por sua vez,fundamenta-
ram a Resolução ANP nº 19,de 11/07/2005,Anexo 1 Regulamento Técni-
co nº 3/2005.Nesse Regulamento Técnico foram definidas as novas espe-
cificações dos cimentos asfálticos de petróleo produzidos pela Petrobras.
AABCR,na consecução de um dos seus objetivos,que é o aprimo-
ramento da qualidade dos pavimentos construídos no País,mais uma vez
faz chegar ao conhecimento da comunidade técnica rodoviária,por meio
deste livro,os resultados da pesquisa sobre as características das misturas
asfálticas com os ligantes CAPs 50-70 e 30-45,efetuada pela IMPERPAV,
representada pelos engenheiros Fernando Augusto Júnior e Heitor Rober-
toGiampaglia,sob a coordenação do Comitê de Tecnologia de Construção,
da ABCR, e, em especial, pelos engenheiros Dultevir de Melo, Décio de
Rezende Souza,José Mário Chaves e Paulo Rosa.
AABCR agradece aos técnicos que realizaram os trabalhos,à com-
petente equipe do Centro de Pesquisa da Petrobras (CENPES) e do Labo-
ratório de Tecnologia de Pavimentação da Escola Politécnica da USP, e,
finalmente, à Concessionária Ecovias dos Imigrantes pela liberação da
equipe e da usina de asfalto para produção das misturas usinadas.
Moacyr Servilha Duarte
Diretor Presidente
 
4
IMPERPAV RELATÓRIO TÉCNICO ABCR
SUMÁRIO
RELATÓRIO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 7
1. INTRODUÇÃO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 9
2. CONSIDERAÇÕES INICIAIS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 9
2.1 Características do CAP . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 9
2.1.1 Considerações sobre as propriedades dos cimentos asfálticos 
de petróleo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .9
2.1. 2 Influência da temperatura . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 9
2.1.3 Influência da carga . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 10
2.1.4 Clima . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 10
2.1.5 Estrutura do pavimento . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 11
2.2 Características mecânicas da mistura . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 11
2.2.1 Fadiga do revestimento asfáltico . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 11
2.2.2 Durabilidade . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 11
2.2.3 Rigidez da mistura . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 12
2.3 Temperatura elevada e tempo de carregamento longo . . . . . . . . . . . . . . . . . 12
3. PREPARAÇÃO DAS AMOSTRAS PARA A REALIZAÇÃO DOS ENSAIOS . . . . . . 13
3.1 Amostras preparadas na usina . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 13
3.2 Amostras preparadas no laboratório . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 13
3.3 Moldagem dos corpos de prova . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 14
3.3.1 Ensaios de módulo resiliente, tração e flow number . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 14
3.3.2 Ensaio de deformação permanente das misturas asfálticas 
em trilha de roda . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 14
4. ENSAIOS DE LABORATÓRIO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 16
4.1 Determinação do teor de CAP das misturas produzidas . . . . . . . . . . . . . . . . . 16
4.2 Penetração . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 16
4.3 Ponto de amolecimento . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 17
4.4 Influência da adição de cal hidratada CH-1 na consistência dos CAPs . . . . . . 17
4.5 Ensaios de deformação permanente das misturas asfálticas 
em trilha de roda . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 18
4.6 Ensaios de módulo resiliente . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 20
4.7 Ensaios de resistência à tração . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 21
4.7.1 Resumo dos ensaio . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 21
4.8 Ensaio de flow number . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 22
4.8.1 Resumo dos ensaio . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 22
5
CAP 30 - 45 E CAP 50 -70 SUA UTILIZAÇÃO EM REVESTIMENTOS ASFÁLTICOS ESTUDO COMPARATIVO
5. ESPECIFICAÇÃO ANP . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 27
6. SIMULAÇÃO DA SENSIBILIDADE DO MÓDULO RESILIENTE DA CAMADA 
DE ROLAMENTO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 28
7. ANÁLISE DOS RESULTADOS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 34
7.1 Especificação da Agência Nacional de Petróleo – ANP . . . . . . . . . . . . . . . . . . 34
7.2 CAP com cal CH-1, e sem adição de cal . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 34
7.3 Deformação permanente em trilha de roda . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 35
7.4 Módulo resiliente . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 35
7.5 Resistência à tração . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 36
7.6 Flow number . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 36
7.7 Simulação da sensibilidade do módulo resiliente da camada 
de rolamento . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 37
8. CONSIDERAÇÕES FINAIS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 37
9. CONCLUSÕES . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 39
ANEXO 1 – DOCUMENTAÇÃO FOTOGRÁFICA . . . . . . . . . . . . . . . . . 41
ANEXO 2 –RESULTADOS DOS ENSAIOS DE LABORATÓRIO . . 55
ANEXO 3 – DADOS DO PROGRAMA ELSYM 5 UTILIZADO 
NA SIMULAÇÃO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 67
3.1 ESPESSURA DO REVESTIMENTO ASFÁLTICO DE 5 cm . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 69
3.2 ESPESSURA DO REVESTIMENTO ASFÁLTICO DE 10 cm . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 99
3.3 ESPESSURA DO REVESTIMENTO ASFÁLTICO DE 15cm . . . . . . . . . . . . . . . . . 129
Relatório
9
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CAP 30 - 45 E CAP 50 -70 SUA UTILIZAÇÃO EM REVESTIMENTOS ASFÁLTICOS ESTUDO COMPARATIVO
1. INTRODUÇÃO
Neste relatório são apresentados os resultados do estudo laboratorial
comparativo do desempenho entre dois tipos de cimento asfáltico de
petróleo:o CAP 30-45 e o CAP 50-70.
Os ensaios foram realizados sobre o CAP original e sobre o
CAP recuperado pelo método de Abson, com a determinação da
deformação na trilha de rodas, módulo resiliente, resistência à tra-
ção e flow number. Foram utilizadas misturas usinadas pela ECO-
VIAS com a adição de cal hidratada e misturas usinadas no laborató-
rio da IMPERPAV e da Escola Politécnica da Universidade de São
Paulo, sem a adição de cal hidratada.
No final deste relatório é apresentada uma simulação de um pro-
jeto estrutural de pavimento com a variação dos valores do módulo resi-
liente do revestimento,com o cálculo da relação de tensões e a compara-
ção com os valores de módulo resiliente e resistência à tração obtidos nos
ensaios de laboratório.
2. CONSIDERAÇÕES INICIAIS
2.1 Características do CAP
Para a escolha do tipo adequado de CAP a ser utilizado na produção da
mistura asfáltica,os fatores citados a seguir devem ser analisados conco-
mitantemente e não individualmente.
2.1.1 Considerações sobre as propriedades dos cimentos 
asfálticos de petróleo (CAP)
As propriedades e o comportamento dos asfaltos são,a priori,funções da
composição química do material.O CAP é constituído por uma disper-
são coloidal que pode se apresentar na forma de gel,sol e sol-gel,em fun-
ção dos componentes químicos presentes.O CAP,usualmente utilizado
em misturas asfálticas apresenta-se na forma sol-gel.
2.1. 2 Influência da temperatura
A temperatura é um fator crítico no comportamento do CAP. Em
regiões de temperaturas baixas,o CAP tem comportamento semelhan-
te ao de um sólido. Para que seu desempenho seja satisfatório, é neces-
10
IMPERPAV RELATÓRIO TÉCNICO ABCR
sário que ele apresente coesão e elasticidade,de modo a poder suportar
os efeitos da carga e da contração térmica da camada.
Caso a coesão e a elasticidade do CAP sejam inadequadas ao tipo
de solicitação imposta pela baixa temperatura,poderá haver a ocorrência
de trincas e fissuras no revestimento asfáltico. Essas fissuras e trincas
poderão se iniciar na fibra inferior da camada,devido à ação da carga,ou
na superfície do revestimento,devido à ação da baixa temperatura.
Em regiões de temperaturas elevadas o CAP tem comporta-
mento semelhante à de um líquido, apresentando tendência a escoa-
mento. Caso a resistência ao escoamento do CAP seja inadequada ao
tipo de solicitação imposta pela alta temperatura, poderão ocorrer
deformações,sob a ação do tráfego,ocasionando deformações perma-
nentes nas trilhas de roda.
2.1.3 Influência da carga
Além da temperatura,outro fator preponderante no comportamento do
CAP é a atuação da carga sobre o revestimento asfáltico.A influência da
carga não se restringe apenas ao tipo de carregamento,mas, também,ao
tempo de atuação dessa carga sobre áreas do revestimento asfáltico.
Em situação de tempo baixo de aplicação de carga,ou seja,em pis-
tas em que a velocidade dos veículos é elevada,o CAP tem um comporta-
mento de sólido. Portanto, necessita apresentar elasticidade para mini-
mizar o aparecimento de trincas e fissuras no revestimento asfáltico.
Empistas onde o tempo de aplicação de carga é alto,ou seja,a velo-
cidade dos veículos é baixa, o CAP tem comportamento de um líquido,
necessitando,portanto,apresentar características adequadas para minimi-
zar a ocorrência de deformações permanentes nas trilhas de roda. Tais
características compreendem,basicamente,alto ponto de amolecimento
e baixa penetração.
2.1.4 Clima
Como dito anteriormente, a temperatura é um fator importante no
desempenho de um revestimento asfáltico.Portanto,ao se escolher o tipo
de CAP a ser utilizado na mistura asfáltica,deverá ser levada em conta a
região onde será executado o revestimento asfáltico.
Em regiões de temperaturas elevadas, o CAP indicado é o que
apresenta alto ponto de amolecimento e baixa penetração, de modo a
minimizar a ocorrência de deformações permanentes nas trilhas de roda.
11
Re
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CAP 30 - 45 E CAP 50 -70 SUA UTILIZAÇÃO EM REVESTIMENTOS ASFÁLTICOS ESTUDO COMPARATIVO
Em regiões de temperaturas baixas, o CAP indicado é o que apresenta
baixo ponto de amolecimento e alta penetração,de modo a minimizar a
ocorrência de trincas e fissuras.
No Brasil,devido a sua grande extensão territorial,o clima varia
consideravelmente,apresentando,predominantemente,temperaturas
elevadas nas regiões Norte,Nordeste e Centro-Oeste,médias a altas na
região Sudeste e médias a baixas na região Sul,com grandes amplitudes
térmicas.
2.1.5 Estrutura do pavimento
A estrutura do pavimento é outro fator importante na escolha do tipo de
CAP a ser utilizado em uma mistura asfáltica,devendo-se levar em con-
ta as relações de tensões atuantes, em função do módulo resiliente e da
resistência à tração de cada material constituinte da estrutura do pavi-
mento,bem como o valor da deflexão reversível máxima a que estará sub-
metido o revestimento.
Em situações de deflexões baixas, poderá ser utilizado o CAP de
maior consistência, de modo a minimizar a ocorrência de deformações
permanentes nas trilhas de roda. No caso de valores altos de deflexão
reversível máxima, deverá ser utilizado um CAP menos consistente, de
modo a minimizar o aparecimento de trincas e fissuras.
2.2 Características mecânicas da mistura
2.2.1 Fadiga do revestimento asfáltico
Umrevestimento asfáltico,ao longo de sua vida útil,apresenta degradação
devido à fadiga imposta pela repetição de cargas que provocam a diminui-
ção da resistência à flexão do revestimento asfáltico e,com isso,o apareci-
mento de trincas e fissuras.
Para aumentar a vida de fadiga de um revestimento asfáltico,além
da escolha adequada da distribuição granulométrica dos agregados, há
necessidade de definir o tipo mais adequado de CAP a ser utilizado na
mistura,de modo a aumentar ou diminuir a rigidez da mistura,em fun-
ção do tipo de solicitação a que estará sendo submetida.
2.2.2 Durabilidade
A durabilidade de um revestimentoasfáltico é influenciada, além dos
parâmetros citados anteriormente,também pela oxidação do CAP,que
12
IMPERPAV RELATÓRIO TÉCNICO ABCR
provoca alterações na sua composição química,diminuindo-lhe a coe-
são e elasticidade.
Aoxidação ocorre em dois momentos distintos,ou seja,na produ-
ção da mistura asfáltica na usina e durante a sua vida em serviço.A oxida-
ção mais significativa ocorre durante a produção da mistura asfáltica na
usina,devido às temperaturas elevadas empregadas no aquecimento dos
agregados.A intensidade da oxidação na usina depende de vários fatores,
sendo os mais marcantes o tipo de usina utilizada,a umidade dos agrega-
dos e o teor de CAP na mistura.
Aespessura do filme de CAP sobre a superfície dos agregados tem
influência importante na oxidação do CAP.Quanto maior for a espessu-
ra,menor será a oxidação,bem como,quanto mais consistente for o CAP,
menor será a oxidação.
Durante a vida em serviço, a velocidade de oxidação é lenta e
depende,principalmente da incidência de raios ultravioleta.Em regiões
onde a incidência de raios ultravioleta for maior,menor será a vida útil do
revestimento asfáltico.
É sabido,de literatura,que o valor crítico de penetração do CAP
é 20; abaixo desse valor o revestimento apresenta tendência à ocorrên-
cia de trincas.
O CAP mais consistente apresenta menor tendência na variação
do valor da penetração,tanto na usinagem quanto durante a sua vida em
serviço, dilatando o tempo necessário para que o mesmo atinja o valor
crítico de penetração, e prolongando, com isso, a vida útil do revesti-
mento asfáltico.
2.2.3 Rigidez da mistura
Arigidez da mistura asfáltica é importante no desempenho de um reves-
timento asfáltico. Uma maior rigidez da mistura asfáltica minimiza a
ocorrência de deformações permanentes nas trilhas de roda,melhoran-
do,com isso,o desempenho do revestimento asfáltico.
Quando é utilizado CAP mais consistente,ou seja,de menor pene-
tração,ocorre um aumento considerável na rigidez da mistura asfáltica.
2.3 Temperatura elevada e tempo de 
carregamento longo
Em situações em que o revestimento asfáltico estará submetido a tempe-
ratura elevada e tempo de carregamento longo, para que a camada de
13
Re
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CAP 30 - 45 E CAP 50 -70 SUA UTILIZAÇÃO EM REVESTIMENTOS ASFÁLTICOS ESTUDO COMPARATIVO
revestimento asfáltico apresente bom desempenho há necessidade de que
o material apresente maior rigidez,maior resistência mecânica e menor
deformação permanente.
Essas condicionantes são funções,sem dúvida,da escolha adequa-
da da distribuição granulométrica dos agregados,como também do tipo
de CAP a ser utilizado na mistura asfáltica.Nessas condições o CAP mais
adequado é o que apresenta maior consistência, ou seja, menor valor de
penetração.
3. PREPARAÇÃO DAS AMOSTRAS
PARA A REALIZAÇÃO DOS ENSAIOS
3.1 Amostras preparadas na usina
As misturas foram produzidas em uma usina de asfalto do tipo gravimé-
trica de propriedade da Concessionária ECOVIAS,instalada na Rodovia
dos Imigrantes,em São Paulo.
Foram preparadas duas amostras de misturas asfálticas com 1,5%
de cal hidratada, sendo uma produzida com CAP 30-45 e a outra com
CAP 50-70.
A dosagem Marshall de ambas as misturas asfálticas foi reali-
zada pela Concessionária ECOVIAS,sendo a faixa granulométrica uti-
lizada a denominada “FAIXA IV-b”,do Asphalt Institute.A temperatu-
ra de usinagem de cada uma delas foi definida através do ensaio de
viscosidade do CAP.
Asamostras foram coletadas após a usina estar operando por pelo
menos uma hora,estando,portanto,em regime de produção homogênea.
De cada mistura foram coletadas,em embalagem de alumínio,80
amostras com cerca de 1.500g cada uma delas.
A finalidade desse procedimento de coleta foi a de submeter cada
amostra a apenas um aquecimento, quando da moldagem dos corpos-
de-prova para serem submetidos aos ensaios de laboratório programados.
Apresenta-se no Anexo 1,fotos 1 a 10,a documentação fotográfi-
ca referente às coletas realizadas na usina.
3.2 Amostras preparadas no laboratório
Foram preparadas duas amostras de misturas asfálticas com a mesma dis-
14
IMPERPAV RELATÓRIO TÉCNICO ABCR
tribuição granulométrica das misturas preparadas na usina, sendo uma
produzida com CAP 30-45 e a outra com CAP 50-70.
A diferença entre essas misturas e as preparadas em usina con-
sistiu na substituição da cal hidratada por fíler inerte,obtido a partir do
pó-de-pedra utilizado na mistura.
As temperaturas de mistura foram as mesmas empregadas na pro-
dução das misturas em usina.
3.3 Moldagem dos corpos de prova
3.3.1 Ensaios de módulo resiliente, tração e flow number
Os corpos de prova submetidos aos ensaios de módulo resiliente,resistên-
cia à tração e flow number foram preparados da seguinte forma:
a - Misturas produzidas na usina
Cada mistura foi aquecida até a temperatura de moldagem deter-
minada no ensaio de viscosidade do CAP e imediatamente procedida à
compactação Marshall com 75 golpes por face.
Na Tabela 6 do Anexo 2 são apresentados a massa específica apa-
rente e o índice de vazios de cada corpo-de-prova moldado.
b - Misturas preparadas no laboratório da IMPERPAV
Cada mistura preparada no laboratório foi aquecida até a tempe-
ratura de moldagem determinada no ensaio de viscosidade do CAP,
mantida em estufa nessa temperatura por um período de duas horas,
seguida da compactação Marshall com 75 golpes por face.
A finalidade da manutenção da mistura em estufa durante duas
horas,na temperatura de moldagem,foi a de simular a condição verifica-
da em usina e, desse modo, obter-se corpos-de-prova semelhantes aos
moldados com a mistura produzida em usina.
Na Tabela 6 do Anexo 2 são apresentados a massa específica apa-
rente e o índice de vazios de cada corpo-de-prova moldado.
3.3.2 Ensaio de deformação permanente em trilha 
de roda das misturas asfálticas
Os corpos de prova foram moldados no Laboratório de Tecnologia de
Pavimentação da Escola Politécnica da USP.Apresenta-se a seguir o pro-
cesso de moldagem das placas descrito no relatório RT-LPT-PTR-
EPUSP00265/06.12.2007,emitido pelo referido Laboratório.
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CAP 30 - 45 E CAP 50 -70 SUA UTILIZAÇÃO EM REVESTIMENTOS ASFÁLTICOS ESTUDO COMPARATIVO
a - Misturas produzidas na usina
As misturas preparadas na usina da Ecovias foram coletadas no
decorrer da sua produção,tendo sido compostas com CAP 30/45 e 50/70,
com adição de 1,5% de cal hidratada.Os agregados foram enquadrados na
faixa granulométrica IV-b,do Asphalt Institute.
b-Misturas preparadas no Laboratório de Tecnologia da Pavi-
mentação da USP
Asmisturas asfálticas preparadas no laboratório da USP não rece-
beram a adição de cal hidratada. O teor de cal foi substituído por fíler
inerte obtido do pó-de-pedra utilizado nas misturas preparadas na usina.
Foram empregadas as mesmas temperaturas utilizadas na usina
quando da coleta da mistura asfáltica no que tange ao aquecimento do
CAP,dos agregados e da mistura asfáltica.
Os agregados empregados nas misturas asfálticas foram mistura-
dosnausina.Para tal foi efetuada uma rodada da usina com os agregados
sem a adição de CAP e de cal.A mistura dos agregados foi enquadrada na
faixa granulométrica IV-b do Asphalt Institute.
c - Preparação das placas para ensaio
Com as misturas citadas nos subitens aeb foram moldadas placas
próprias para o ensaio.
As amostras de misturas asfálticas com CAP 30/45 e 50/70 prepa-
radas na usina foram aquecidas,tendo sido obedecidas as mesmas tempe-
raturas adotadas quando da usinagem.
Nocaso das misturas asfálticas preparadas no laboratório da USP,
elas permaneceram por duas horas em estufa,nas mesmas temperaturas
empregadas na usina,antes da moldagem das placas.O objetivo do aque-
cimento,em estufa,da mistura preparada em laboratório foi o de simular
ascondições de degradação que ocorrem durante a produção da mistura
em usina.O procedimento adotado foi o seguinte:
n Inicialmente,os agregados foram pré-aquecidos com temperatura da
ordem de 10ºC acima da temperatura de usinagemdos ligantes asfálticos,
sendo, posteriormente, colocados dentro do tacho da misturadora. A
seguir foi adicionado o ligante asfáltico no teor,em peso,determinado em
cada dosagem,sendo a temperatura de usinagem de cada mistura defini-
da através do ensaio de viscosidade.
n A mistura foi revolvida até que apresentasse um aspecto homogêneo,
com um tempo de mistura que variou de 5 a 8 minutos.
n A mistura assim preparada foi transferida do tacho da misturadora
16
IMPERPAV RELATÓRIO TÉCNICO ABCR
para uma bandeja,sendo esta colocada dentro de uma estufa regulada na
temperatura de moldagem (temperatura correspondente à da compacta-
ção) e mantida nessa temperatura pelo período de duas horas.
n Aquantidade de massa usinada foi suficiente para a moldagem de uma
placa de cada vez, de tal forma a completar um volume de 4500 cm3 e,
assim,conseguir a massa específica aparente de projeto da mistura.
n As placas das misturas asfálticas foram compactadas por amassamen-
to, simulando a compactação de campo, por meio de um equipamento
denominado mesa compactadora tipo LCPC (Laboratoire Central des
Ponts et Chaussées),conforme especificação francesa de 1991,NF P 98-
250-2 “Preparation des Mélanges Hydrocarbonés”.
n Seguindo-se o processo de compactação, foram obtidas placas com
densidade próximas à especificada,uma vez que foram usinadas quanti-
dades exatas de misturas asfálticas que,quando compactadas,ocuparam
todo o volume do molde, tendo sido obtida a densidade desejada e, por
conseqüência,o volume de vazios esperado.
No caso das amostras preparadas na usina da ECOVIAS,o pro-
cedimento de moldagem das placas obedeceu ao citado nos parágrafos
anteriores, exceto quanto à permanência por duas horas em estufa.As
placas foram moldadas tão logo atingida a temperatura de moldagem.
Na Tabela 4 do Anexo 2 são apresentados a massa específica apa-
rente e o índice de vazios de cada placa moldada.
4. ENSAIOS DE LABORATÓRIO
4.1 Determinação do teor de CAP das misturas 
produzidas
O CAP constituinte da mistura asfáltica foi extraído de acordo com a
metodologia preconizada na ASTM D2172,método B,empregando-se tri-
cloroetileno como solvente.O CAP extraído da mistura foi recuperado de
acordo com o método Abson, seguindo-se as prescrições apresentadas
naASTM D 1856 - 95.Os resultados obtidos são apresentados na Tabela
1 do Anexo 2.
4.2 Penetração
O ensaio de penetração foi realizado sobre os CAPs originais e sobre os
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CAP 30 - 45 E CAP 50 -70 SUA UTILIZAÇÃO EM REVESTIMENTOS ASFÁLTICOS ESTUDO COMPARATIVO
recuperados das misturas. Os resultados obtidos são apresentados na
Tabela 2 do Anexo 2.
4.3 Ponto de amolecimento
Oensaio de ponto de amolecimento foi realizado sobre os CAPs originais
eos recuperados das misturas.Os resultados obtidos são apresentados na
Tabela 2 do Anexo 2.
4.4 Influência da adição de cal hidratadaCH-1
na consistência dos CAPs
Com a finalidade de avaliar a influência da adição de cal hidratada CH-
1na consistência dos CAPs,bem como da extração e recuperação Abson,
foram preparados dois tipos de misturas de CAP 50-70,sendo um com
cal hidratada e o outro, com fíler inerte. Da mistura do CAP com cal
hidratada foram preparadas duas amostras,uma constituída de 98,5 % de
CAP original e de 1,5% de cal hidratada, e a outra composta de 70% de
CAP e de 30% de cal hidratada.Da mistura do CAP com fíler inerte tam-
bém foram preparadas duas amostras,sendo uma composta de 98,5% de
CAP original e 1,5% de fíler, enquanto a outra continha 70% de CAP e
30% de fíler.
No caso da mistura preparada com CAP original mais cal hidrata-
da,foram preparados dois corpos-de-prova,sendo um ensaiado logo após
a adição da cal ao CAP (cura: 0 dias); já o outro permaneceu em cura ao
ambiente por sete dias, antes de ser submetido ao ensaio de penetração
(cura:7 dias).
Sobre as amostras foram realizados ensaios de penetração e de
ponto de amolecimento,nas seguintes condições:
n CAP original
n CAP original + cal hidratada CH-1 (cura:0 dias)
n CAP original + cal hidratada CH-1 (cura:7 dias)
n CAP original + fíler inerte (cura:0 dias) 
n CAP original submetido à extração com tricloroetileno e recuperação
Abson.
n CAP original + cal hidratada CH-1 submetido à extração com tricloroe-
tileno e recuperação Abson.
n CAP original + fíler inerte submetido à extração com tricloroetileno e
recuperação Abson.
Os resultados obtidos estão apresentados na Tabela 3 do Anexo 2.
18
IMPERPAV RELATÓRIO TÉCNICO ABCR
4.5 Ensaio de deformação permanente das 
misturas asfálticas em trilha de roda
Os ensaios foram efetuados no Laboratório de Tecnologia de Pavimenta-
ção da Escola Politécnica da USP. Os resultados foram apresentados no
relatório RT-LPT-PTR-EPUSP00265/06.12.2007. O procedimento de
ensaio descrito no referido relatório é o apresentado abaixo:
n O ensaio de deformação permanente nas trilhas de roda foi realizado
em simulador de tráfego tipo LCPC (Laboratoire Central des Ponts et
Chaussées),com duas placas de 50 cm de comprimento,18 cm de largu-
rae5cm de espessura,de acordo com a especificação francesa de 1991 NF
P 98-253-1 “Déformation Permanente des Mélanges Hydrocarbonés”.
n Os ensaios de deformação permanente em trilhas de roda foram con-
duzidos a 60ºC,até 30.000 ciclos,como especificado na norma francesa.
Os resultados obtidos para os ensaios de deformação permanen-
teemtrilhas de roda encontram-se apresentados nas tabelas nº 4 e 5,onde
são apresentados os valores,em porcentagem,do afundamento na trilha
de roda para 1.000,3.000,10.000 e 30.000 ciclos.
São apresentados a seguir os gráficos com os resultados dos
ensaios realizados no Laboratório de Tecnologia de Pavimentação da
Escola Politécnica da USP.
Resultado do ensaio realizado na USP com CAP 30-45 com 1,5% de cal
Deformação permanente – Número de ciclos x Afundamento
Concessionária Ecovias dos Imigrantes
Mistura asfáltica Fx. IVb I.A. ligante asfáltico 30/45 – Temperatura de ensaio = 60ºC
Verificação da Macrotextura = 1,70%
Afund. (A - Esq. - P-1048)
Afund. (B - Dir. - P-1049)
100 1000 10000
Nº de ciclos
100%
10%
1%
0%
0,74%
0,98%
1,34%
1,78%
2,43%
3,23%
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Resultado do ensaio realizado na USP com CAP 50-70 com 1,5% de cal
Deformação permanente – Número de ciclos x Afundamento
Concessionária Ecovias dos Imigrantes
Mistura de usina Fx. IVb I.A. ligante asfáltico 50/70 – Temperatura de ensaio = 60ºC
Resultado do ensaio realizado na USP com CAP 30-45 sem cal
Deformação permanente – Número de ciclos x Afundamento
Imperpav / Ecovias dos Imigrantes
CAP 30/45 – Teor 5,2% – Temperatura de ensaio = 60ºC
Redução da Macrotextura = 1,96%
Afund. (A - Esq. - P-1052)
Afund. (B - Dir. - P-1053)
Regressão
100 1000 10000
Nº de ciclos
100 1000 10000
Nº de ciclos
100%
10%
1%
0%
100%
10%
1%
0%
1,05%
1,18% 1,53%
2,04%
2,66%
3,54% 4,61%
1,47%
2,14%
3,99%
4,35%
6,10%
Afund. (A - Esq. - P-1111)
Afund. (B - Dir. - P-1112)
Regressão
20
IMPERPAV RELATÓRIO TÉCNICO ABCR
No Anexo 1,fotos 11 a 16,estão apresentados aspectos da molda-
gem das placas,dos equipamentos utilizados e das placas após o ensaio.
4.6 Ensaios de módulo resiliente
Osensaios de módulo resiliente foram realizados no laboratório do CEN-
PES,da Petrobras,de acordo com o método AASHTO TP31-96.Esse tipo
de ensaio determina os valores de módulo resiliente mediante o emprego
de cargas repetidas.
O equipamento eletro-hidráulico para a realização do ensaio foi
uma prensa MTS capaz de aplicar um carregamento de topo,laço fecha-
do,com circuito fechado (closed looping), euma carga pulsante com uma
onda de formato senoidal (haversine).Este é o formato de onda que mais
se assemelha ao produzido pelas cargas dos veículos,no intervalo da dura-
ção da carga,nos níveis de carga e nos períodos de repouso.
A série de ensaios é efetuada nas temperaturas de 5, 25, e 40° C
(41,77,e 104 ° F).
Resultado do ensaio realizadona USP com CAP 50-70 sem cal
Deformação permanente – Número de ciclos x Afundamento
Imperpav / Ecovias dos Imigrantes
CAP 50/70 – Teor 5,0% – Temperatura de ensaio = 60ºC
100%
10%
1%
0%
0,90%
1,35%
2,11 %2,11%
3,17%
4,94%
7,41%
Afund. (A - Esq. - P-1119)
Afund. (B - Dir. - P-1110)
Regressão
100 1000 10000
Nº de ciclos
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Os ensaios foram realizados na temperatura de 25ºC,e com tem-
po de carga de 0,2s,0,15s,0,10s,0,08s,0,06s e 0,04s.Para cada tipo de mis-
tura foram ensaiados seis corpos de prova.A análise dos resultados dos
ensaios foi realizada para um tempo de carga de 0,1s,que é o usualmen-
te utilizado nesse tipo de ensaio e cujos valores os técnicos rodoviários
estão mais acostumados a avaliar.
Os resultados obtidos para os ensaios de módulo resiliente encon-
tram-se resumidos nas tabelas nº 6,7,8 e 9,onde são apresentados o índi-
ce de vazios de cada corpo-de-prova,a identificação do tipo de CAP cons-
tituinte da mistura empregada em cada um deles e os resultados dos
ensaios de módulo resiliente.
No Anexo 1,foto 17,é apresentada uma vista do equipamento uti-
lizado no ensaio.
4.7 Ensaios de resistência à tração
Os ensaios de resistência à tração foram realizados no laboratório do
CENPES,de acordo com o método DNER-ME 138/94.A preparação das
misturas asfálticas empregadas na execução dos corpos de prova e a for-
ma de compactação destes é a descrita no item 3.3.1 deste relatório.
4.7.1 Resumo dos ensaio 
De acordo com o método de ensaio, o corpo-de-prova de forma cilíndri-
capodeapresentar as seguintes variações nas suas dimensões:35 a 65 mm
dealtura e 98 a102 mm de diâmetro.Os corpos-de-prova empregados no
ensaio apresentaram as seguintes dimensões: 63,5 mm de altura e 101
mm de diâmetro.Antes do ensaio,eles foram condicionados durante 24
horas à temperatura de 25 ºC.
Na realização do ensaio,o corpo-de-prova foi colocado em posi-
ção vertical no prato inferior da prensa.Após ter sido verificada a retilinei-
dade das geratrizes de contato com os dois pratos,superior e inferior, foi
aplicada uma leve compressão capaz de manter o corpo-de-prova em
posição.Posteriormente foi aplicada,progressivamente,uma carga diame-
tral a uma velocidade de deformação de 0,8±0,1 mm/s até ocorrer a rup-
tura do corpo-de- prova.
Os resultados obtidos para os ensaios de resistência à tração a 25ºC
encontram-se na Tabela nº 10.
No Anexo 1, foto 21 , são apresentados aspectos da realização
do ensaio.
22
IMPERPAV RELATÓRIO TÉCNICO ABCR
4.8 Ensaio de flow number
Este ensaio permite correlacionar a deformação permanente determi-
nada em equipamentos simuladores de ensaios de deformação perma-
nente na trilha de roda com os resultados deste ensaio.A metodologia
adotada para a sua execução é a apresentada no Apêndice B do Report
465 do National Cooperative Highway Research Program (NCHRP)
denominado Simple Performance Test for Superpave Mix Design,apre-
sentado em 2002.
A descrição da preparação das misturas asfálticas empregadas na
execução dos corpos-de-prova e a forma de compactação dos mesmos
encontra-se apresentada no item 3.3.1.
Por se tratar de uma metodologia cuja execução encontra-se em
implantação no CENPES,e,também,pelo fato de a altura dos corpos-de-
prova e a carga aplicada não terem sido as definidas no método,os resul-
tados dos ensaios devem ser analisados de forma comparativa entre os
tipos de mistura asfáltica,e não entre os valores determinados neste ensaio
e os determinados no ensaio de deformação permanente realizado no
simulador da USP.
Neste tipo de ensaio,o corpo-de-prova é submetido a três estágios
de deformação,o estágio primário,onde ocorre acomodação dos agrega-
dos, o estágio secundário, onde ocorre a deformação plástica estável do
corpo-de- prova e o terceiro, terciário, onde ocorre o cisalhamento do
corpo-de-prova com volume constante.Para se atingir o terceiro estágio,
ou seja,o estágio em que ocorre o cisalhamento do corpo-de-prova com
volume constante,devido ao fato de a altura do corpo-de-prova ser signi-
ficativamente inferior à estabelecida no método,houve a necessidade de
se aumentar a carga aplicada.
Nos ensaios realizados, a carga aplicada foi da ordem de quatro
vezes maior do que a preconizada no método, acarretando um cisalha-
mento com um número de ciclos de aplicação da carga inferior ao que
seria alcançado caso a altura do corpo-de-prova e a carga aplicada atendes-
sem ao estabelecido no método.
4.8.1 Resumo do ensaio
O ensaio consistiu em submeter o corpo-de-prova sem confinamento
a uma carga axial haversine (1),aplicada por 0,1 s.,com um período de
descanso de 0,9 s.De acordo com o método,os corpos-de-prova prepa-
rados em laboratório devem apresentar as dimensões de 100 mm de
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diâmetro e 150 mm de altura para misturas com tamanho nominal do
agregado menor que 37,5 mm (1,5 in).
Por não se dispor, no momento de realização do ensaio, de um
equipamento de compactação giratório que permitisse a moldagem de
corpos-de-prova com as dimensões requeridas, foram moldados cor-
pos-de-prova com as dimensões estabelecidas para o ensaio Marshall,ou
seja 10,1 cm de diâmetro e 6,35 cm de altura.
As tensões cumulativas axiais permanentes foram anotadas
durante o ensaio. O método preconiza que sejam anotadas, também, as
tensões cumulativas radiais,porém,devido à altura reduzida do corpo-de-
prova utilizado no ensaio,não foi possível efetuar essas determinações.
Onúmero de ciclos de repetições de carga em que se inicia a defor-
mação cisalhante sob volume constante (estágio terciário) é definido
como flow number.
Resumidamente,o procedimento do ensaio consistiu em:
n Fixação do equipamento de LVDT ao corpo-de-prova.
n Colocação do corpo-de-prova na câmara de ensaio após a mesma ter
atingido a temperatura de equilíbrio de 60ºC.
n Fixação de redutores de atrito no topo e na base do corpo-de-prova,que
foi centrado de forma a evitar a ocorrência de carga excêntrica 
n Aplicação de uma carga de contato igual a 5% da carga total a ser apli-
cada.A carga máxima aplicada correspondeu à carga de contato mais a
carga cíclica.
n Ajuste do LVDT.
n Aplicação de ciclos da carga haversine.Durante a aplicação da carga,foi
anotadaadeflexão axial.Vale ressaltar que o método preconiza que sejam
registradas as deflexões radial e axial. Isto, no entanto, não foi possível
devido à altura insuficiente do corpo-de-prova para fixação do medidor
de deslocamento radial.
Nota:(1) A geometria do carregamento nos ensaios mecânicos constitui um fator mui-
to importante,devendo simular de forma aproximada as condições reais às quais o pavi-
mento estará submetido em campo. Considerando-se um determinado ponto no pavi-
mento,quando a carga exercida pela roda do veículo encontra-se a uma grande distância
deste ponto,as tensões internas atuantes são nulas.Quando a carga localiza-se na ver-
tical acima do ponto,tem-se a tensão máxima de tração nas fibras inferiores do revesti-
mento devido ao carregamento.Dessa maneira,as formas de carregamento mais próxi-
mas da realidade são a senoidal (haversine) ou a triangular. Neste trabalho,
empregou-se a geometria haversine por considerar-se a mais próxima das condições de
carregamento em campo.
Apresentam-se a seguir os gráficos correspondentes aos ensaios
realizados com quatro tipos de mistura,ou seja:
n Mistura asfáltica com CAP 30-45 sem cal hidratada
n Mistura asfáltica com CAP 50-70 sem cal hidratada
n Mistura asfáltica com CAP 30-45 com cal hidratada
n Mistura asfáltica com CAP 50-70 com cal hidratada
Gráfico do ensaio realizado com a mistura contendo CAP 30-45 sem cal
Gráfico do ensaio realizado com a mistura contendo CAP 50-70 sem cal
0 40 80 120 160 200 240 280 320 360 400 440 480 520 560 600 640 680 720 760 800 840 880 920 960 100 104 108 112 116
0 0 0 0 0
50/70 sem cal
Tempo (s)0
-0,2
-0,4
-0,6
-0,8
-1
-1,2
-1,4
-1,6
-1,8
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IMPERPAV RELATÓRIO TÉCNICO ABCR
0 20 40 60 80 10 12 14 16 18 20 22 24 26 28 30 32 34 36 38 40 42 44 46 48 50 52 54 56 58 60 62 64 66 68 70 72 72 76 78 80 82 84 86
0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0
30/35 sem cal
Tempo (s)
0
-0,5
-1
-1,5
-2
-2,5
Gráfico do ensaio realizado com a mistura contendo CAP 30-45 com cal
Gráfico do ensaio realizado com a mistura contendo CAP 50-70 com cal
50/70 com cal
Tempo (s)
30/45 com cal
Tempo (s)
0
-0,5
-1
-1,5
-2
-2,5
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CAP 30 - 45 E CAP 50 -70 SUA UTILIZAÇÃO EM REVESTIMENTOS ASFÁLTICOS ESTUDO COMPARATIVO
0 50 100 150 200 250 300350 400 450 500 550 600 650 700 750 800 850 900950 100 105 110 115 120 125 130135 140 145150 155 160
0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0
0 50 100 150 200 250 300 350400450 500550 600650 700 750 800 850900 950100105 110115 120125130 135 140 145150 155 160165170 175 180185 190195200 205210 215
0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0
0
-0,2
-0,4
-0,6
-0,8
-1
-1,2
-1,4
-1,6
-1,8
-2
Apresenta-se abaixo um croqui esquemático de um gráfico desse
tipo de ensaio, em que se mostram os três estágios definidos na curva,
com a respectiva interpretação.
1- Estágio Primário (Acomodação)
2- Estágio secundário (Deformação plástica estável)
3- Estágio terciário (Cisalhamento com volume constante)
Oparâmetro denominado flow numbercorresponde ao número de
ciclos de aplicação de carga correspondente ao início do terceiro estágio,
que,no caso do croqui esquemático,corresponde a 430.
Os resultados obtidos para os ensaios de flow numberencontram-
se na Tabela nº 11,onde são apresentados os valores em número de ciclos
necessários para atingir o estágio terciário.Vale lembrar, como citado
anteriormente,que,devido às alterações na altura do corpo-de-prova e no
valor da carga aplicada,os resultados apresentados devem ser analisados
comparativamente,sem estabelecer correlações com o ensaio realizado no
simulador da USP.
NoAnexo 1,fotos 17 a 20,são apresentados aspectos da realização
dos ensaios.
Croqui esquemático
Nº de ciclos e aplicação de carga
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IMPERPAV RELATÓRIO TÉCNICO ABCR
0 40 80 120 160 200 240 280 320 360 400 440 480 520 560 600 640 680 720 760 800
Tempo (s)
0
-0,5
-1
-1,5
-2
-2,5
d
es
lo
c.
p
la
st
.,
m
m
1 2 3
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5. ESPECIFICAÇÃO ANP
Apresenta-se, a seguir, a especificação de cimento asfáltico de petróleo
(CAP) emitida pela Agência Nacional de Petróleo – ANP
Características Unidade Limites Métodos
CAP CAP CAP CAP ABNT ASTM
30-45 50-70 85-100 150-200
Penetração 0,1mm 30 a 45 50 a 70 85 a 100 150 a 200 NBR D 5
(100g, 5s, 25 ºC) 6576
Ponto de Amolecimento, ºC 52 46 43 37 NBR D 36
(mínimo) 6560
Viscosidade Saybolt-Furol s NBR E 102
a 135ºC (mínimo) 192 141 110 80 14950
a 150ºC (mínimo) 90 50 43 36
a 177ºC (mínimo) 40 a 150 30 a 150 15 a 60 15 a 60
Viscosidade Brookfield cP NBR D 4402
a 135ºC, SP 21, 374 274 214 155 15184
20 rpm (mínimo)
a 150ºC, SP 21 (mínimo) 203 112 97 81
a 177ºC, SP 21 (mínimo) 76 a 285 57 a 285 28 a 114 28 a 114
Índice de Susceptibilidade (-1,5) (-1,5) (-1,5) (-1,5) - -
Térmica a (+0,7) a (+0,7) a (+0,7) a (+0,7)
Ponto de Fulgor (mínimo) ºC 235 235 235 235 NBR D 92
11341
Solubilidade em % 99,5 99,5 99,5 99,5 NBR D 2042
tricloroetileno (mínimo) massa 14855
Ductilidade a 25 ºC cm 60 60 100 100 NBR D 113
(mínimo) 6293
Efeito calor e ar a 163 ºC, 85 (mínimo) D 2872
Variação em massa % 0,5 0,5 0,5 0,5
(máximo) massa
Ductilidade a 25 ºC cm 10 20 50 50 NBR D113
(mínimo) 6293
Aumento do Ponto de ºC 8 8 8 8 NBR D 36
Amolecimento (máximo) 6560
Penetração Retida % 60 55 55 50 NBR D 5
(mínimo) 6576
28
IMPERPAV RELATÓRIO TÉCNICO ABCR
6. SIMULAÇÃO DA SENSIBILIDADE 
DO MÓDULO RESILIENTE DA CAMADA
DE ROLAMENTO
A simulação da sensibilidade do módulo resiliente da camada de rola-
mento foi desenvolvida empregando-se o programa computacional
ELSYM5. Para o desenvolvimento da simulação foi considerada a
seguinte estrutura:
Camada Espessura Módulo Resiliente Coeficiente 
(cm) (kgf/cm2) de Poisson
Camada de Rolamento 5 / 10 / 15 20.000 / 30.000 / 40.000 / 0,35
50.000 / 60.000 / 70.000 / 
80.000 / 90.000 / 100.000 / 
110.000 / 120.000
Base 18 3.000 0,40
Sub-base 18 1.500 0,40
Reforço do subleito 30 1.000 0,40
Subleito - 500 0,45
Esta estrutura apresenta deflexão reversível da ordem de 77 x 10-2
mm no topo da camada de base.
A seguir são apresentados os seguintes gráficos,construídos com
os dados obtidos através do programa Elsym 5:
n Tensão de tração na flexão x módulo resiliente da capa
n Tensão vertical de compressão x módulo resiliente da capa
n Diferença de tensões x módulo resiliente da capa
n Deflexão x módulo resiliente da capa
n Relação de tensão de tração x módulo resiliente da capa
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CAP 30 - 45 E CAP 50 -70 SUA UTILIZAÇÃO EM REVESTIMENTOS ASFÁLTICOS ESTUDO COMPARATIVO
Tensão de Tração na Flexão
Módulo da Capa Espessura da Capa (cm)
(kgf/cm2) 5 10 15
20.000 6.10 6,52 5,12
30.000 10,08 9,03 6,77
40.000 13,49 11,01 8,03
50.000 16,49 12,66 9,04
60.000 9,17 14,08 9,89
70.000 21,60 15,33 10,62
80.000 23,83 16,44 11,26
90.000 25,90 17,45 11,83
100.000 27,83 18,37 12,35
110.000 29,64 19,22 12,82
120.000 31,34 20,01 13,24
35,00
30,00
25,00
20,00
15,00
10,00
5,00
0,00
0 20.000 40.000 60.000 80.000 100.000 120.000 140.000
Módulo Resiliente da Capa (kgf/cm2)
Te
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Tr
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(k
g
f/
cm
2
) 5 cm
10 cm
15 cm
30
IMPERPAV RELATÓRIO TÉCNICO ABCR
Tensão Vertical de Compressão
Módulo da Capa Espessura da Capa (cm)
(kgf/cm2) 5 10 15
20.000 -4,22 -2,28 -1,39
30.000 -3,85 -1,95 -1,16
40.000 -3,56 -1,73 -1,00
50.000 -3,34 -1,57 -0,89
60.000 -3,15 -1,44 -0,81
70.000 -3,00 -1,34 -0,74
80.000 -2,86 -1,26 -0,69
90.000 -2,75 -1,18 -0,64
100.000 -2,65 -1,12 -0,60
110.000 -2,55 -1,07 -0,57
120.000 -2,47 -1,02 -0,54
0 20.000 40.000 60.000 80.000 100.000 120.000 140.000
Módulo Resiliente da Capa (kgf/cm2)
Te
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C
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(k
g
f/
cm
2
)
5 cm
10 cm
15 cm
-0,00
-0,50
-1,00
-1,50
-2,00
-2,50
-3,00
-3,50
-4,00
-4,50
31
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CAP 30 - 45 E CAP 50 -70 SUA UTILIZAÇÃO EM REVESTIMENTOS ASFÁLTICOS ESTUDO COMPARATIVO
Diferença de Tensões
Módulo da Capa Espessura da Capa (cm)
(kgf/cm2) 5 10 15
20.000 10,32 8,80 6,51
30.000 13,93 10,98 7,93
40.000 17,05 12,74 9,03
50.000 19,83 14,23 9,93
60.000 22,32 15,52 10,70
70.000 24,60 16,67 11,36
80.000 26,69 17,70 11,95
90.000 28,65 18,63 12,47
100.000 30,48 19,49 12,95
110.000 32,19 20,29 13,39
120.000 33,81 21,03 13,78
40,00
35,00
30,00
25,00
20,00
15,00
10,00
5,00
0,00
0 20.000 40.000 60.000 80.000 100.000 120.000 140.000
Módulo Resiliente da Capa (kgf/cm2)
D
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(k
g
f/
cm
2
) 5 cm
10 cm
15 cm
32
IMPERPAV RELATÓRIO TÉCNICO ABCR
Deflexão
Módulo da Capa Espessura da Capa (cm)
(kgf/cm2) 5 10 15
20.000 68 59 50
30.000 67 56 48
40.000 66 55 46
50.000 66 53 44
60.000 65 52 43
70.000 65 51 42
80.000 64 50 41
90.000 64 49 40
100.000 63 49 39
110.000 63 48 38
120.000 62 47 37
0 20.000 40.000 60.000 80.000 100.000 120.000 140.000
Módulo Resiliente da Capa (kgf/cm2)
D
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(1
0
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m
m
)
5 cm
10 cm
15 cm
80
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60
50
40
30
20
10
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CAP 30 - 45 E CAP 50 -70 SUA UTILIZAÇÃO EM REVESTIMENTOS ASFÁLTICOS ESTUDO COMPARATIVO
Relação de Tensões (referência 30.000)
Módulo da Capa Espessura da Capa (cm)
(kgf/cm2) 5 10 15
20.000 0,61 0,72 0,76
30.000 1,00 1,00 1,00
40.000 1,34 1,22 1,19
50.000 1,64 1,40 1,34
60.000 1,90 1,56 1,46
70.000 2,14 1,70 1,57
80.000 2,36 1,82 1,66
90.000 2,57 1,93 1,75
100.000 2,76 2,03 1,82
110.000 2,94 2,13 1,89
120.000 3,11 2,22 1,96
0 20.000 40.00060.000 80.000 100.000 120.000 140.000
Módulo Resiliente da Capa (kgf/cm2)
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kg
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cm
2
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5 cm
10 cm
15 cm
3,50
3,00
2,50
2,00
1,50
1,00
0,50
0,00
34
IMPERPAV RELATÓRIO TÉCNICO ABCR
7. ANÁLISE DOS RESULTADOS
7.1 Especificação da Agência Nacional 
de Petróleo – ANP
Analisando-se a especificação de CAP apresentada no item 5 deste
relatório, observa-se que as diferenças principais entre o CAP 30-45
e CAP 50-70 são os valores de penetração, ponto de amolecimento e
viscosidade, que são os parâmetros relacionados com a consistência
do CAP.
Os valores estabelecidos para o CAP 30-45 para esses parâmetros
demonstram que esse tipo de CAP,quando utilizado em misturas asfálti-
cas,propiciará uma maior rigidez às mesmas,o que foi comprovado pelos
resultados dos ensaios realizados.
Os valores de variação do ponto de amolecimento e de penetração
do CAP original e após usinagem apresentados na Tabela 2 do Anexo 2
demonstram que eles se enquadram na especificação da ANP e que a
produção das misturas na usina foi adequada,não provocando oxidação
acima do esperado para os tipos de CAP utilizados.
Cabe ressaltar que, no tocante ao ponto de amolecimento do
CAP 30-35, o valor de 55,5ºC é um dos mais adequados para emprego
desse tipo de material em pavimentação,pois o mesmo encontra-se sig-
nificativamente acima do mínimo preconizado na especificação ANP,
que é de 52,0ºC,melhorando,com isso,o seu desempenho no tocante à
deformação permanente nas trilhas de roda.
7.2 CAP com cal CH-1, e sem adição de cal 
Analisando-se os resultados dos ensaios apresentados na Tabela 3 do Ane-
xo 2,observa-se que:
a) CAP com adição de 1,5 % de cal ou inerte
Os ensaios de ponto de amolecimento e penetração realizados
sobre o CAP original, assim como os efetuados sobre a mistura de CAP
mais1,5% de cal hidratada CH-1,e sobre a mistura de CAP mais 1,5% de
fíler inerte, como também os executados sobre essas três amostras após
extração do CAP com tricloroetileno e recuperação pelo método Abson,
não apresentaram diferenças significativas, indicando que a presença de
cal CH-1,no teor de 1,5%,em peso,não provoca alteração na consistên-
cia do CAP,nem mesmo quando as amostras são submetidas à extração
e recuperação pelo método Abson.
35
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CAP 30 - 45 E CAP 50 -70 SUA UTILIZAÇÃO EM REVESTIMENTOS ASFÁLTICOS ESTUDO COMPARATIVO
b) CAP com adição de 30,0 % de cal ou inerte
Os ensaios de ponto de amolecimento realizados sobre o CAP ori-
ginal e os efetuados com o CAP acrescido de 30% de cal ou de inerte,bem
como os que foram realizados sobre essas três amostras após extração do
CAP com tricloroetileno e recuperação pelo método Abson,apresentaram
um aumento da ordem de 6% (3ºC) no valor do ponto, tanto para a cal
quanto para o inerte.
Os ensaios de penetração realizados sobre o CAP original e sobre
o CAP acrescido de 30 % de cal ou de inerte, bem como os que foram
efetuados sobre essas três amostras após extração do CAP com triclo-
roetileno e recuperação pelo método Abson,apresentaram um aumen-
to no valor do ponto da ordem de 27% (16 x 10-1 mm), tanto para a cal
quanto para o inerte.
Acal e o inerte apresentaram os valores de ponto de amolecimen-
toedepenetração semelhantes,indicando que a cal,em termos de modi-
ficação da consistência do CAP,tem a mesma influência do inerte.
Os resultados obtidos após extração e recuperação do CAP pelo
método de Abson demonstraram que os ensaios não provocaram altera-
ção na consistência do CAP.
7.3 Deformação permanente em trilha de roda
Analisando-se os resultados dos ensaios apresentados na Tabela 5 do Ane-
xo 2, nota-se que a deformação permanente da mistura de CAP 30-45
com 1,5% de cal foi cerca de 47% inferior à do CAP 50-70 com 1,5% de cal.
O mesmo ocorreu nas misturas sem cal,onde a deformação permanente
da mistura com CAP 30-45 foi 38% inferior à do CAP 50-70. Tal fato
demonstra que revestimentos executados com misturas asfálticas con-
tendo CAP 30-45 apresentam menores deformações nas trilhas de roda
quando submetidos a uma temperatura elevada e ao mesmo número de
ciclos de aplicação de carga.
7.4 Módulo resiliente
Embora os ensaios tenham sido executados com seis situações de tem-
po de carga, ou seja: 0,2s, 0,15s, 0,1s, 0,08s, 0,06s e 0,04s, neste relatório
serão analisados apenas os ensaios com tempo de carregamento de 0,1s,
que é o normalmente utilizado nos ensaios para determinação do mó-
dulo resiliente e que é empregado nos projetos estruturais através de
análise mecanística.
36
IMPERPAV RELATÓRIO TÉCNICO ABCR
Analisando-se os resultados dos ensaios apresentados na Tabela 8
do Anexo 2,nota-se que os módulos resilientes das misturas com CAP 30-
45 com e sem cal são,respectivamente,27% e 41% superiores aos das mis-
turas com CAP 50-70,com e sem cal.Tal fato provoca um aumento signi-
ficativo da rigidez do material, acarretando uma menor deformação
permanente da mistura nas trilhas de roda.
7.5 Resistência à tração
Analisando-se os resultados dos ensaios apresentados na Tabela 10 do
Anexo 2,nota-se que os valores médios de resistência à tração das mistu-
ras com CAP 30-45 com cal e sem cal são, respectivamente, 27% e 16%
superiores aos das misturas com CAP 50-70. Tal fato provoca um
aumento significativo na rigidez do material,resultando em uma relação
de tensões admissíveis superiores às das misturas com CAP 50-70.
As relações entre os valores médios dos módulos resilientes e das
resistências à tração das misturas ensaiadas são as seguintes:
n CAP 30-45 com 1,5% de cal . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5.808
n CAP 30-45 sem cal . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5.790
n CAP 50-70 com 1,5% de cal . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5.798
n CAP 50-70 sem cal . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4.745
Os valores das relações entre os módulos resilientes e as resistên-
cias à tração das misturas ensaiadas são os normalmente encontrados na
literatura para esses tipos de ensaios.
7.6 Flow number
Analisando-se os resultados dos ensaios de flow number apresentados na
Tabela 11 do Anexo 2,nota-se que a mistura asfáltica com CAP 30-45 com
1,5% decal,apresentou um valor flow number130% superior ao da mistu-
ra asfáltica com CAP 30-45 sem cal. O mesmo ocorreu com as misturas
com CAP 50-70,onde a variação foi 119% maior para a mistura com cal.
Tais resultados demonstram que,em termos de deformação per-
manente, as misturas com cal, nos dois tipos de CAP, apresentaram
desempenho acentuadamente superior ao das misturas asfálticas sem a
adição de cal,diminuindo consideravelmente a deformação para um mes-
mo número de ciclos de aplicação de carga.
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CAP 30 - 45 E CAP 50 -70 SUA UTILIZAÇÃO EM REVESTIMENTOS ASFÁLTICOS ESTUDO COMPARATIVO
7.7 Simulação da sensibilidade do módulo
resiliente da camada de rolamento
O gráfico de deflexões apresentado no item 6 deste Relatório mostra
uma redução pouco significativa dos valores obtidos em função da
grande variação do módulo resiliente da capa. Por exemplo, para a
espessura de 15 cm,observa-se uma redução de cerca de 25% na defle-
xão para um acréscimo de 600% no valor do módulo de resiliência,
indicando um reduzido ganho estrutural para o pavimento,em função
da elevação do módulo da capa.
O gráfico de tensão de tração , também apresentado no item 6,
mostra um aumento significativo da tensão solicitante em função do au-
mento no valor do módulo resiliente.Para uma melhor avaliação desta va-
riação,foi elaborado também o gráfico que apresenta a variação da tensão
detração,tendo como referência o valor obtido para camada de rolamen-
to com módulo de resiliência de 30.000 kgf/cm2.
O valor de 30.000 kgf/cm2 foi adotado por ser o usualmente utili-
zado em análises mecanicistas no meio técnico nacional quando não se
dispõe de ensaios de laboratório.
Com base nesse gráfico,observa-se que,para a espessura de 5 cm,
a variação no módulode resiliência considerada acarreta acréscimo da
tensão atuante superior a três vezes o valor de referência.
Para espessuras maiores há a tendência de que o acréscimo de
tensão seja menos significativo. Por exemplo, para a espessura de 15
cm, o valor atinge cerca de duas vezes o valor de referência, ou seja, o
acréscimo é da ordem de 50% do acréscimo verificado no caso de
espessura de 5 cm.
8. CONSIDERAÇÕES FINAIS
Em função das considerações iniciais, (ítem 2 deste Relatório),e da aná-
lise dos resultados dos ensaios realizados neste estudo (item 7 deste Rela-
tório),pode-se citar,como vantagens na utilização de CAP mais consisten-
te na produção de misturas asfálticas e sua aplicação em camadas de
rolamento,as seguintes características:
n aumento da vida de fadiga do revestimento,devido à maior rigidez da
mistura asfáltica;
38
IMPERPAV RELATÓRIO TÉCNICO ABCR
n diminuição da deformação permanente,devido à maior consistência do
CAP,o que acarreta maior viscosidade do ligante na temperatura de tra-
balho do revestimento;
n aumento no valor do módulo resiliente e da resistência à tração,ocasio-
nando maior rigidez da mistura asfáltica;
n diminuição da oxidação do CAP durante a usinagem e a vida em servi-
ço, devido à maior espessura da camada asfáltica sobre a superfície dos
agregados,em relação a um CAP de menor consistência.
Como desvantagens podem ser citados os seguintes fatores:
n aumento no custo de produção da mistura, devido ao maior teor de
CAP, em relação a um CAP menos viscoso, e aumento no consumo de
combustível, devido ao fato de a temperatura do CAP e da mistura ser
ligeiramente superior à de um CAP menos viscoso.
n aparecimento de fissuras precoces, se empregado em revestimento
asfáltico sobre estrutura de pavimento com deflexões reversíveis elevadas,
ou em condições de baixas temperaturas, ou ainda em condições que
apresentem relação de tensões elevadas,no caso de estrutura de pavimen-
to com módulos resilientes incompatíveis com o do revestimento asfálti-
co.Essa desvantagem,no entanto,pode e deve ser eliminada quando do
projeto estrutural do pavimento.
Como cuidados a serem tomados na sua utilização em revesti-
mentos asfálticos,embora o seu uso seja praticamente semelhante ao de
um CAP menos consistente,podem ser citados os seguintes:
n rigor no procedimento de dosagem do teor ótimo de CAP,pois teores
inferiores ao teor ótimo podem provocar um desempenho insatisfatório
dorevestimento asfáltico.O teor ótimo desse tipo de CAP,para uma mes-
ma distribuição granulométrica de agregados,em geral é cerca de 0,2% a
0,3% superior,em peso , ao de uma mistura produzida com CAP menos
viscoso.
n controle rigoroso do teor de CAP e das temperaturas durante a produ-
çãoda mistura asfáltica na usina,de modo a garantir que o teor de CAP seja
o definido na dosagem, pois teores inferiores podem provocar fissuras
precoces no revestimento.
n na aplicação da mistura asfáltica na pista,atentar para a temperatura de
compactação,que é mais elevada,devido ao fato de a consistência do CAP
ser superior à de um CAP de maior penetração;
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CAP 30 - 45 E CAP 50 -70 SUA UTILIZAÇÃO EM REVESTIMENTOS ASFÁLTICOS ESTUDO COMPARATIVO
n os equipamentos de compactação devem ser adequados e em número
suficiente para que não ocorra a diminuição da temperatura,de forma a
dificultar a compactação da mistura asfáltica,em decorrência do aumen-
to da viscosidade do CAP.
9. CONCLUSÕES
Do exposto neste estudo laboratorial, recomendamos que,na produção
das misturas asfálticas,seja utilizado CAP mais consistente,ou seja,o CAP
tipo 30-45,nas seguintes situações:
a)nas regiões em que o revestimento asfáltico atinge temperaturas eleva-
das,como é o caso das regiões Norte,Nordeste,Centro-Oeste e Sudeste;
b) em rodovias em que a estrutura do pavimento apresente baixas defle-
xões reversíveis e relação de tensões adequadas aos tipos de materiais
constituintes dessa estrutura;
c) em vias de tráfego intenso.
São Paulo,19 de dezembro de 2.007
IMPERPAV Projetos e Consultoria Ltda
Engº Heitor Roberto Giampaglia Engº Fernando Augusto Júnior 
Anexo 1
Documentação Fotográfica
43
An
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CAP 30 - 45 E CAP 50 -70 SUA UTILIZAÇÃO EM REVESTIMENTOS ASFÁLTICOS ESTUDO COMPARATIVO
Foto 2 Medida de temperatura na mistura asfáltica no momento 
da produção e coleta de amostra.
Foto 1 Temperatura do CAP no tanque.
44
IMPERPAV RELATÓRIO TÉCNICO ABCR
Foto 4 Pesagem de cerca de 1.500g de amostra nas embalagens
de alumínio.
Foto 3 Coleta da amostra e colocação nas embalagens 
de alumínio.
45
An
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o1
CAP 30 - 45 E CAP 50 -70 SUA UTILIZAÇÃO EM REVESTIMENTOS ASFÁLTICOS ESTUDO COMPARATIVO
Foto 6 Vista da usina gravimétrica da concessionária ECOVIAS 
utilizada na produção das misturas asfálticas.
Foto 5 Vista das amostras coletadas nas embalagens de alumínio.
46
IMPERPAV RELATÓRIO TÉCNICO ABCR
Foto 7 Vista da usina gravimétrica da concessionária ECOVIAS 
utilizada na produção das misturas asfálticas.
Foto 8 Vista dos silos de estocagem dos agregados da usina 
da concessionária ECOVIAS.
47
An
ex
o1
CAP 30 - 45 E CAP 50 -70 SUA UTILIZAÇÃO EM REVESTIMENTOS ASFÁLTICOS ESTUDO COMPARATIVO
Foto 9 Vista da coleta de CAP no tanque de estocagem da usina.
Foto 10 Vista da amostra de CAP coletada no tanque 
de estocagem da usina.
48
IMPERPAV RELATÓRIO TÉCNICO ABCR
Foto 11 Compactador do Laboratório de Transportes da Escola
Politécnica da USP.
Foto 12 Simulador do Laboratório de Tecnologia 
de Pavimentação da Escola Politécnica da USP.
49
An
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o1
CAP 30 - 45 E CAP 50 -70 SUA UTILIZAÇÃO EM REVESTIMENTOS ASFÁLTICOS ESTUDO COMPARATIVO
Foto 14 Vista da placa da mistura com CAP 50/70, sem adição 
de cal, após 30.000 ciclos.
Foto 13 Vista da placa da mistura com CAP 50/70, sem adição 
de cal, após 30.000 ciclos.
50
IMPERPAV RELATÓRIO TÉCNICO ABCR
Foto 16 Vista da placa da mistura com CAP 30/45, sem adição 
de cal, após 30.000 ciclos.
Foto 15 Vista da placa da mistura com CAP 30/45, sem adição 
de cal, após 30.000 ciclos.
51
An
ex
o1
CAP 30 - 45 E CAP 50 -70 SUA UTILIZAÇÃO EM REVESTIMENTOS ASFÁLTICOS ESTUDO COMPARATIVO
Foto 18 Vista do corpo-de-prova quando da realização 
do ensaio de flow number.
Foto 17 Vista do equipamento de realização dos ensaios de 
módulo resiliente, resistência à tração e flow number.
52
IMPERPAV RELATÓRIO TÉCNICO ABCR
Foto 19 Vista do corpo de prova após a realização do ensaio 
de flow number, onde são observadas alterações 
nas dimensões laterais do corpo-de-prova.
Foto 20 Vista do monitor onde são observados os controles dos
parâmetros de ensaio, bem como o gráfico de variação 
da deformação axial em função do número de ciclos 
de aplicação de carga.
53
An
ex
o1
CAP 30 - 45 E CAP 50 -70 SUA UTILIZAÇÃO EM REVESTIMENTOS ASFÁLTICOS ESTUDO COMPARATIVO
Foto 21 Vista do ensaio de resistência à tração.
Anexo 2
Resultados dos Ensaios 
de Laboratório
57
An
ex
o2
CAP 30 - 45 E CAP 50 -70 SUA UTILIZAÇÃO EM REVESTIMENTOS ASFÁLTICOS ESTUDO COMPARATIVO
Tabela 1 Resultados do teor de CAP nas misturas asfálticas
MISTURA ASFÁLTICA TEOR DE CAP 
LOCAL TIPO DE CAP 1,5% DE CAL NA MISTURA
DE PRODUÇÃO HIDRATADA (% em peso)
USINA 30-45 SIM 5,0
50-70 4,8
LABORATÓRIO 30-45 NÃO 5,0
50-70 5,2
Tabela 2 Resultados dos ensaios de penetração e de ponto de amolecimento 
das amostras de CAP original e CAP recuperado
RESULTADOS
PONTO DE AMOLECIMENTO (°C) PENETRAÇÃO (1/10 mm)
TIPO AMOSTRA CAP CAP VARIAÇÃO CAP CAP % DA
DE CAP ORIGINAL RECUPERADO (%) ORIGINAL RECUPERADO PENETRAÇÃO
ORIGINAL
30/45 Usina com 55,5 61,5 6,0 37 25 68
1,5% de cal
50/70 Usina com 49,5 56,0 6,5 58 44 76
1,5% de cal
30/45 Laboratório 55,5 60,5 5,0 37 27 73
sem cal
50/70 Laboratório 49,5 55,0 5,5 58 46 79
sem cal
58
IMPERPAV RELATÓRIO TÉCNICO ABCR
Tabela 3 Resultados dos ensaios de penetração e de ponto deamolecimento
das amostras de CAP 50-70 sem cal, com cal CH-1 e também das amostras com
cal CH-1 e sem cal, após extração com tricloroetileno e recuperação Abson
AMOSTRA PONTO DE PENETRAÇÃO 
AMOLECIMENTO (°C) (1/10 mm)
CAP + 1,5% CAP + 30,0% CAP + 1,5% CAP + 30,0%
Cal / Inerte Cal / Inerte Cal / Inerte Cal / Inerte
CAP original 49,5 49,5 58 58
CAP original + cal CH-1 (cura: o dias) 50,0 52,0 58 43
CAP original + cal CH-1 (cura: 7 dias) 50,5 52,5 57 42
CAP original + fÍler inerte 50,0 52,5 58 44
CAP original após extração com 50,5 53,0 57 42
tricloroetileno e recuperação Abson
Original + cal CH-1, após extração com 50,5 53,0 57 42
tricloroetileno e recuperação Abson
Original + filer inerte, após extração com 50,0 52,5 57 41
tricloroetileno e recuperação Abson
Tabela 5 Resultados dos ensaios de deformação permanente 
em trilha de roda (Relatório Técnico TR-LTP-PTR-EPUSP 00265/06.12.2007 da USP)
DEFORMAÇÃO PERMANENTE (%)
TIPO AMOSTRA CICLOS
DE CAP 1.000 3.000 10.000 30.000
30/45 Usina com 1,5% de cal 1,34 1,78 2,43 3,23
50/70 Usina com 1,5% de cal 2,14 3,00 4,35 6,10
30/45 Laboratório sem cal 2,04 2,66 3,54 4,61
50/70 Laboratório sem cal 2,04 2,91 4,30 7,41
Tabela 4 Parâmetros das placas utilizadas nos ensaios de deformação 
permanente em trilha de roda (Relatório Técnico TR-LTP-PTR-EPUSP 00265/06.12.2007 da USP)
DADOS DE MOLDAGEM
TIPO AMOSTRA TEMPERATURAS (°C) CORPO-DE-PROVA
DE CAP USINAGEM COMPACTAÇÃO DENSIDADE ÍNDICE DE
(g/cm3) VAZIOS (%)
30/45 Usina com 1,5% de cal 165 155 2,385 3,8
50/70 Usina com 1,5% de cal 162 155 2,369 4,5
30/45 Laboratório sem cal 165 155 2,400 3,2
50/70 Laboratório sem cal 162 155 2,403 3,1
59
An
ex
o2
CAP 30 - 45 E CAP 50 -70 SUA UTILIZAÇÃO EM REVESTIMENTOS ASFÁLTICOS ESTUDO COMPARATIVO
Tabela 6 Parâmetros dos corpos-de-prova utilizados nos ensaios de módulo
resiliente, resistência à tração e flow number, realizados no CENPES
CP Nº PESO PESO PESO MASSA ÍNDICE DE
SECO IMERSO ÚMIDO ESPECÍFICA VAZIOS
(g) (g) (g) (g/cm) (%)
1A 1198,7 694,9 1199,5 2,369 4,5
2A 1196,2 692,6 1197,2 2,364 4,7
3A 1199,1 692,8 1199,9 2,358 4,9
4A 1198,5 691,9 1189,9 2,357 5,0
5A 1199,4 684,8 1200,1 2,321 6,4
6A 1198,3 688,9 1198,7 2,344 5,5
7A 1193,3 699,0 1194,2 2,403 3,1
8A 1197,5 702,6 1198,2 2,409 2,9
9A 1194,6 702,0 1194,8 2,417 2,5
10A 1195,6 700,2 1195,9 2,405 3,0
11A 1195,3 702,4 1196,0 2,415 2,6
12A 1193,7 700,6 1194,0 2,412 2,7
1B 1197,0 697,1 1197,6 2,385 3,8
2B 1196,8 692,6 1197,9 2,362 4,8
3B 1197,5 696,8 1198,0 2,382 3,9
4B 1197,9 689,6 1200,8 2,336 5,8
5B 1200,3 697,9 1200,8 2,380 4,0
6B 1198,3 697,8 1198,8 2,385 3,8
7B 1195,2 699,0 1195,5 2,400 3,2
8B 1198,3 699,0 1198,6 2,391 3,6
9B 1197,2 700,0 1198,1 2,396 3,4
10B 1196,5 701,7 1197,2 2,408 2,9
11B 1196,2 700,1 1196,8 2,401 3,2
12B 1196,1 701,1 1196,3 2,408 2,9
MÉDIA B: 2,386 3,8
MÉDIA A: 2,381 4,0
DESVIO-PADRÃO B: 0,021 0,8
DESVIO-PADRÃO B: 0,033 1,3
60
IMPERPAV RELATÓRIO TÉCNICO ABCR
Tabela 7 Identificação dos corpos-de-prova utilizados nos ensaios de módulo
resiliente, resistência à tração e flow-number realizados no CENPES
CORPO-DE-PROVA (nº) TIPO DE CAP TIPO DE ENSAIO
1 A
2 A
3 A 50/70
4 A MISTURA COM CAL
5 A
6 A
1 B
2 B
3 B 30/45
4 B MISTURA COM CAL
5 B MÓDULO RESILIENTE
6 B E FLOW NUMBER
7 A
8 A
9 A 50/70
10 A MISTURA SEM CAL
11 A
12 A
7 B
8 B
9 B 30/45
10 B MISTURA SEM CAL
11 B
12 B
13 A 50/70
14 A MISTURA COM CAL
15 A
13 B 30/45
14 B MISTURA COM CAL RESISTÊNCIA
15 B À TRAÇÃO
16 A 50/70
17 A MISTURA SEM CAL
18 A
16 B 30/45
17 B MISTURA SEM CAL
18 B
61
An
ex
o2
CAP 30 - 45 E CAP 50 -70 SUA UTILIZAÇÃO EM REVESTIMENTOS ASFÁLTICOS ESTUDO COMPARATIVO
Tabela 8 Resultados dos ensaios de módulo resiliente 
para tempo de carregamento de 0,1s
TIPO CORPO-DE CONDIÇÃO DE ENSAIO MÓDULO RESILIENTE
DE CAP -PROVA (MPa)
(nº) TEMPERATURA TEMPODE INDIVIDUAL MÉDIA
(ºC) CARGA
50/70 1 A 11.420 10.263
MISTURA 2 A 11.561
COM 1,5% 3 A 9.812
DE CAL 4 A 10.954
5 A 8.328
6 A 9.565
30/45 1 B 13.277 13.067
MISTURA 2 B 11.987
COM 1,5% 3 B 13.853
DE CAL 4 B 11.463
5 B 13.672
6 B 25 0,1 12.575
50/70 7 A 6.437 7.260
MISTURA 8 A 7.319
SEM CAL 9 A 7.967
10 A 7.112
11 A 7.007
12 A 7.716
30/45 7 B 9.818 10.250
MISTURA 8 B 10.192
SEM CAL 9 B 9.770
10 B 10.620
11 B 9.794
12 B 11.199
62
IMPERPAV RELATÓRIO TÉCNICO ABCR
Tabela 9 Resultados dos ensaios de módulo resiliente com os seis tempos 
de carregamento utilizados no ensaio
Módulo resiliente multi temperaturas e tempos AASHTO TP 31
Amostra CP Altura Diâmetro Temperatura Tempo MR, Mpa Defasagem Poisson
mm mm ºC de Carga
590/07 1A 63,6 101,7 25 0.2 10018,0 0,0189 0.3
590/07 1A 25 0.15 10634,5 0,0146 0.3
590/07 1A 25 0.1 11419,9 0,0081 0.3
90/07 1A 25 0.08 11927,2 0,0046 0.3
590/07 1A 25 0.06 12231,8 0,0046 0.3
590/07 1A 25 0.04 12898,8 0,0029 0.3
590/07 2A 63,3 101,8 25 0.2 9788,0 0,0199 0.3
590/07 2A 25 0.15 10763,3 0,0150 0.3
590/07 2A 25 0.1 11561,5 0,0072 0.3
590/07 2A 25 0.08 12308,1 0,0055 0.3
590/07 2A 25 0.06 12789,6 0,0049 0.3
590/07 2A 25 0.04 13296,2 0,0023 0.3
590/07 3A 63,6 101,7 25 0.2 8797,3 0,0176 0.3
590/07 3A 25 0.15 9264,1 0,0104 0.3
590/07 3A 25 0.1 9811,7 0,0085 0.3
590/07 3A 25 0.08 10390,8 0,0075 0.3
590/07 3A 25 0.06 10699,9 0,0059 0.3
590/07 3A 25 0.04 11607,5 0,0020 0.3
590/07 4A 63,6 101,7 25 0.2 9535,3 0,0173 0.3
590/07 4A 25 0.15 9868,2 0,0143 0.3
590/07 4A 25 0.1 10954,0 0,0075 0.3
590/07 4A 25 0.08 11376,9 0,0059 0.3
590/07 4A 25 0.06 11737,9 0,0036 0.3
590/07 4A 25 0.04 12547,7 0,0016 0.3
590/07 5A 65,2 101,8 25 0.2 7253,7 0,0212 0.3
590/07 5A 25 0.15 7673,0 0,0153 0.3
590/07 5A 25 0.1 8327,7 0,0114 0.3
590/07 5A 25 0.08 8666,3 0,0081 0.3
590/07 5A 25 0.06 9472,3 0,0068 0.3
590/07 5A 25 0.04 9826,2 0,0033 0.3
590/07 6A 64,1 101,7 25 0.2 8366,9 0,0244 0.3
590/07 6A 25 0.15 8796,9 0,0133 0.3
590/07 6A 25 0.1 9564,6 0,0104 0.3
590/07 6A 25 0.08 9788,3 0,0072 0.3
590/07 6A 25 0.06 10417,3 0,0023 0.3
590/07 6A 25 0.04 11090,7 0,0036 0.3
591/07 1B 62,9 101,7 25 0.2 11084,6 0,0218 0.3
591/07 1B 25 0.15 12347,6 0,0156 0.3
591/07 1B 25 0.1 13276,6 0,0078 0.3
591/07 1B 25 0.08 13921,1 0,0059 0.3
591/07 1B 25 0.06 14383,4 0,0049 0.3
591/07 1B 25 0.04 15355,5 0,0026 0.3
591/07 2B 63,7 101,6 25 0.2 10937,1 0,0166 0.3
591/07 2B 25 0.15 11196,8 0,0182 0.3
591/07 2B 25 0.1 11987,5 0,0078 0.3
591/07 2B 25 0.08 12495,2 0,0052 0.3
63
An
ex
o2
CAP 30 - 45 E CAP 50 -70 SUA UTILIZAÇÃO EM REVESTIMENTOS ASFÁLTICOS ESTUDO COMPARATIVO
Tabela 9 Continuação
Amostra CP Altura Diâmetro Temperatura Tempo MR, Mpa Defasagem Poisson
mm mm ºC de Carga
591/07 2B 25 0.06 13174,6 0,0042 0.3
591/07 2B 25 0.04 13610,5 0,0029 0.3
591/07 3B 63,1 101,6 25 0.2 12427,6 0,0114 0.3
591/07 3B 25 0.15 12827,1 0,0124 0.3
591/07 3B 25 0.1 13852,6 0,0081 0.3
591/07 3B 25 0.08 14344,6 0,0042 0.3
591/07 3B 25 0.06 14984,6 0,0036 0.3
591/07 3B 25 0.04 16100,1 0,0029 0.3
591/07 4B 65,0 101,8 25 0.2 10153,4 0,0192 0.3
591/07 4B 25 0.15 10779,7 0,0124 0.3
591/07 4B 25 0.1 11462,8 0,0101 0.3
591/07 4B 25 0.08 11772,0 0,0075 0.3
591/07 4B 25 0.06 12431,3 0,0033 0.3
591/07 4B 25 0.04 13287,5 0,0026 0.3
591/07 5B 63,2 101,7 25 0.2 11809,5 0,0146 0.3
591/07 5B 25 0.15 12490,6 0,0146 0.3
591/07 5B 25 0.1 13671,6 0,0072 0.3
591/07 5B 25 0.08 14038,3 0,0075 0.3
591/07 5B 25 0.06 14626,2 0,0052 0.3
591/07 5B 25 0.04 15482,7 0,0013 0.3
591/07 6B 62,9 101,6 25 0.2 11757,0 0,0212 0.3
591/07 6B 25 0.15 12048,1 0,0120 0.3
591/07 6B 25 0.1 12575,7 0,0072 0.3
591/07 6B 25 0.08 12857,3 0,0052 0.3
591/07 6B 25 0.06 13200,9 0,0039 0.3
591/07 6B 25 0.04 14002,6 0,0026 0.3
607/07 7A 62,26 101,9 25 0.2 5645,8 0,0280 0.3
607/07 7A 25 0.15 5955,5 0,0189 0.3
607/07 7A 25 0.1 6437,8 0,0120 0.3
607/07 7A 25 0.08 6736,9 0,0075 0.3
607/07 7A 25 0.06 7346,6 0,0055 0.3
607/07 7A 25 0.04 8021,1 0,0029 0.3
607/07 8A 62,17 101,5 25 0.2 6207,6 0,0247 0.3
607/07 8A 25 0.15 6693,5 0,0186 0.3
607/07 8A 25 0.1 7319,3 0,0104 0.3
607/07 8A 25 0.08 7613,50,0078 0.3
607/07 8A 25 0.06 8031,7 0,0068 0.3
607/07 8A 25 0.04 9165,3 0,0039 0.3
607/07 9A 61,31 101,47 25 0.2 6681,9 0,0202 0.3
607/07 9A 25 0.15 7159,4 0,0156 0.3
607/07 9A 25 0.1 7966,6 0,0085 0.3
607/07 9A 25 0.08 8162,1 0,0085 0.3
607/07 9A 25 0.06 8573,7 0,0046 0.3
607/07 9A 25 0.04 9261,9 0,0029 0.3
607/07 10A 61,57 101,86 25 0.2 6055,3 0,0228 0.3
607/07 10A 25 0.15 6706,3 0,0169 0.3
607/07 10A 25 0.1 7111,6 0,0120 0.3
607/07 10A 25 0.08 7786,0 0,0107 0.3
607/07 10A 25 0.06 8345,6 0,0036 0.3
64
IMPERPAV RELATÓRIO TÉCNICO ABCRRelatório Técnico
Tabela 9 Continuação
Amostra CP Altura Diâmetro Temperatura Tempo MR, Mpa Defasagem Poisson
mm mm ºC de Carga
Relatório Técnico
607/07 10A 25 0.04 9039,3 0,0029 0.3
607/07 11A 61,7 101,6 25 0.2 6181,8 0,0221 0.3
607/07 11A 25 0.15 6553,7 0,0173 0.3
607/07 11A 25 0.1 7007,0 0,0098 0.3
607/07 11A 25 0.08 7356,6 0,0068 0.3
607/07 11A 25 0.06 7990,5 0,0059 0.3
607/07 11A 25 0.04 8644,3 0,0029 0.3
607/07 12A 62,12 101,7 25 0.2 6764,3 0,0212 0.3
607/07 12A 25 0.15 7081,7 0,0143 0.3
607/07 12A 25 0.1 7716,2 0,0101 0.3
607/07 12A 25 0.08 8219,9 0,0059 0.3
607/07 12A 25 0.06 8645,6 0,0052 0.3
607/07 12A 25 0.04 9320,1 0,0039 0.3
608/07 7B 62,10 101,66 25 0.2 8989,2 0,0215 0.3
608/07 7B 25 0.15 9397,1 0,0156 0.3
608/07 7B 25 0.1 9818,5 0,0107 0.3
608/07 7B 25 0.08 10711,7 0,0072 0.3
608/07 7B 25 0.06 10946,3 0,0049 0.3
608/07 7B 25 0.04 11522,1 0,0023 0.3
608/07 8B 62,48 101,7 25 0.2 9338,3 0,0189 0.3
608/07 8B 25 0.15 9667,9 0,0120 0.3
608/07 8B 25 0.1 10191,6 0,0094 0.3
608/07 8B 25 0.08 10570,4 0,0068 0.3
608/07 8B 25 0.06 11464,1 0,0039 0.3
608/07 8B 25 0.04 11924,6 0,0036 0.3
608/07 9B 62,50 101,84 25 0.2 9373,6 0,0189 0.3
608/07 9B 25 0.15 9770,4 0,0163 0.3
608/07 9B 25 0.1 10820,8 0,0088 0.3
608/07 9B 25 0.08 11563,2 0,0085 0.3
608/07 9B 25 0.06 12115,3 0,0046 0.3
608/07 9B 25 0.04 12360,0 0,0026 0.3
608/07 10B 62,07 101,7 25 0.2 9320,0 0,0225 0.3
608/07 10B 25 0.15 9824,0 0,0140 0.3
608/07 10B 25 0.1 10619,8 0,0081 0.3
608/07 10B 25 0.08 11252,1 0,0055 0.3
608/07 10B 25 0.06 11986,9 0,0042 0.3
608/07 10B 25 0.04 12394,1 0,0026 0.3
608/07 11B 62,30 101,75 25 0.2 8858,0 0,0221 0.3
608/07 11B 25 0.15 9401,4 0,0137 0.3
608/07 11B 25 0.1 9793,8 0,0104 0.3
608/07 11B 25 0.08 10403,9 0,0072 0.3
608/07 11B 25 0.06 10956,6 0,0049 0.3
608/07 11B 25 0.04 11363,9 0,0023 0.3
608/07 12B 62,12 101,7 25 0.2 9770,0 0,0208 0.3
608/07 12B 25 0.15 9991,4 0,0156 0.3
608/07 12B 25 0.1 11199,3 0,0094 0.3
608/07 12B 25 0.08 11706,0 0,0049 0.3
608/07 12B 25 0.06 12062,3 0,0052 0.3
608/07 12B 25 0.04 12550,4 0,0026 0.3
65
An
ex
o2
CAP 30 - 45 E CAP 50 -70 SUA UTILIZAÇÃO EM REVESTIMENTOS ASFÁLTICOS ESTUDO COMPARATIVO
TIPO DE CAP CORPO-DE RESISTÊNCIA À TRAÇÃO
-PROVA (MPa) 
(nº) INDIVIDUAL MÉDIA
50/70 13 A 2,04 1,77
MISTURA COM 1,5% DE CAL 14 A 1,54
15A 1,72
30/45 13 B 2,06 2,25
MISTURA COM 1,5% DE CAL 14 B 2,27
15 B 2,42
50/70 16 A 1,48 1,53
MISTURA SEM CAL 17 A 1,50
18 A 1,62
30/45 16 B 1,76 1,77
MISTURA SEM CAL 17 B 1,76
18 B 1,79
Tabela 11 Resultados do ensaio de flow number realizados no CENPES
MISTURA CP FLOW NUMBER
50/70 com cal 1A 1075 1175
2A 1175
3A 1275
50/70 sem cal 8A 560 537
9A 480
10A 570
30/45 com cal 1B 950 988
2B 470
3B 1025
30/45 sem cal 7B 390 430
8B 430
9B 470
470 - valor não considerado no cálculo da média
Tabela 10 Resultados dos ensaios de resistência à tração
Anexo 3
Dados do Programa Elsym 5
utilizado na simulação
69
An
ex
o3
CAP 30 - 45 E CAP 50 -70 SUA UTILIZAÇÃO EM REVESTIMENTOS ASFÁLTICOS ESTUDO COMPARATIVO
3.1 Espessura do revestimento 
asfáltico de 5 cm
Sistema elástico de camadas de uma a dez cargas 
normais circulares uniformes idênticas
SISTEMA ELÁSTICO 1
CAMADA MÓDULO DE ELASTIC. COEF. DE POISSON ESPESSURA
(kgf/cm2) (cm)
1 20000. .350 5.000
2 3000. .400 18.000
3 1500. .400 18.000
4 1000. .400 30.000
5 500. .450 SEMI-INFINITO
DUAS CARGAS, CADA CARGA NA SEQÜÊNCIA
VALOR DAS CARGAS 050.00 kgf
PRESSÃO DE CONTATO 5.60 kgf/cm2
RAIO DE CONTATO 10.79 cm
CARGA DISPOSIÇÃO
X (cm) Y (cm)
1 .000 .000
2 28.800 .000
RESULTADOS REQUERIDOS PARA DISPOSIÇÃO DE SISTEMAS
PROF. (s) – (cm)
Z = .01 4.99
PONTO (s) X - Y – (cm)
X = .00 14.40
Y = .00 .00
Z = .01 CAMADA Nº 1
X = .00 14.40
Y = .00 .00
TENSÕES NORMAIS
SXX -14.10 -.05
SYY -15.73 -8.40
SZZ -5.63 -.10
70
IMPERPAV RELATÓRIO TÉCNICO ABCR
TENSÕES DE CISALHAMENTO 
SXY .0000E+00 .0000E+00
SXZ .2284E-03 .0000E+00
SYZ .0000E+00 .0000E+00
TENSÕES PRINCIPAIS 
PS 1 -5.63 -.05
PS 2 -14.10 -.10
PS 3 -15.73 -8.40
TENSÃO PRINCIPAL DE CISALHAMENTO
PSS1 .5049E+01 .4174E+01
PSS2 .4237E+01 .2787E-01
PSS3 .8124E+00 .4146E+01
DESLOCAMENTOS 
UX .1958E-02 .0000E+00
UY .0000E+00 .0000E+00
UZ .7153E-01 .6822E-01
DEFORMAÇÕES ESPECÍFICAS NORMAIS 
EXX -.3314E-03 .1463E-03
EYY -.4410E-03 -.4171E-03
EZZ .2406E-03 .1426E-03
DEFORMAÇÕES ESPECÍFICAS DE CISALHAMENTO 
EXY .0000E+00 .0000E+00
EXZ .3083E-07 .0000E+00
EYZ .0000E+00 .0000E+00
DEFORMAÇÕES ESPECÍFICAS PRINCIPAIS 
PE 1 .2406E-03 .1463E-03
PE 2 -.3314E-03 .1426E-03
PE 3 -.4410E-03 -.4171E-03
DEFORMAÇÕES ESPECÍFICAS PRINCIPAIS DE CISALHAMENTO 
PSE1 .6816E-03 .5635E-03
PSE2 .5720E-03 .3763E-05
PSE3 .1097E-03 .5597E-03
Z = 4.99 CAMADA Nº 1
X = .00 14.40
Y = .00 .00
TENSÕES NORMAIS
SXX 5.12 -5.90
SYY 6.10 2.38
SZZ -4.22 -1.88
71
An
ex
o3
CAP 30 - 45 E CAP 50 -70 SUA UTILIZAÇÃO EM REVESTIMENTOS ASFÁLTICOS ESTUDO COMPARATIVO
TENSÕES DE CISALHAMENTO 
SXY .0000E+00 .0000E+00
SXZ .2155E+00 .0000E+00
SYZ .0000E+00 .0000E+00
TENSÕES PRINCIPAIS 
PS 1 6.10 2.38
PS 2 5.12 -1.88
PS 3 -4.22 -5.90
TENSÃO PRINCIPAL DE CISALHAMENTO
PSS1 .5162E+01 .4141E+01
PSS2 .4905E+00 .2131E+01
PSS3 .4671E+01 .2011E+01
DESLOCAMENTOS 
UX -.1554E-03 .0000E+00
UY .0000E+00 .0000E+00
UZ .7107E-01 .6856E-01
DEFORMAÇÕES ESPECÍFICAS NORMAIS 
EXX .2228E-03 -.3038E-03
EYY .2894E-03 .2553E-03
EZZ -.4071E-03 -.3236E-04
DEFORMAÇÕES ESPECÍFICAS DE CISALHAMENTO 
EXY .0000E+00 .0000E+00
EXZ .2910E-04 .0000E+00
EYZ .0000E+00 .0000E+00
DEFORMAÇÕES ESPEDÍFICAS PRINCIPAIS 
PE 1 .2894E-03 .2553E-03
PE 2 .2231E-03 -.3236E-04
PE 3 -.4075E-03 -.3038E-03
DEFORMAÇÕES ESPECÍFICAS PRINCIPAIS DE CISALHAMENTO 
PSE1 .6968E-03 .5591E-03
PSE2 .6621E-04 .2876E-03
PSE3 .6306E-03 .2715E-03
72
IMPERPAV RELATÓRIO TÉCNICO ABCR
SISTEMA ELÁSTICO 2
CAMADA MÓDULO DE ELASTIC. COEF. DE POISSON ESPESSURA
(kgf/cm2) (cm)
1 30000. .350 5.000
2 3000. .400 18.000
3 1500. .400 18.000
4 1000. .400 30.000
5 500. .450 SEMI-INFINITO
DUAS CARGAS, CADA CARGA NA SEQÜÊNCIA
VALOR DAS CARGAS 2050.00 kgf
PRESSÃO DE CONTATO 5.60 kgf/cm2
RAIO DE CONTATO 10.79 cm
CARGA DISPOSIÇÃO
X (cm) Y (cm)
1 .000 .000
2 28.800 .000
RESULTADOS REQUERIDOS PARA DISPOSIÇÃO DE SISTEMAS
PROF. (s) – (cm)
Z = .01 4.99
PONTO (s) X - Y – (cm)
X = .00 14.40
Y = .00 .00
Z = .01 CAMADA Nº1
X = .00 14.40
Y = .00 .00
TENSÕES NORMAIS
SXX -17.41 -.85
SYY -19.70 -11.42
SZZ -5.63 -.10
TENSÕES DE CISALHAMENTO
SXY .0000E+00 .0000E+00
SXZ .2612E-03 .0000E+00
SYZ .0000E+00 .0000E+00
73
An
ex
o3
CAP 30 - 45 E CAP 50 -70 SUA UTILIZAÇÃO EM REVESTIMENTOS ASFÁLTICOS ESTUDO COMPARATIVO
TENSÕES PRINCIPAIS 
PS 1 -5.63 -.10
PS 2 -17.41 -.85
PS 3 -19.70 -11.42
TENSÃO PRINCIPAL DE CISALHAMENTO
PSS1 .7035E+01 .5660E+01
PSS2 .5889E+01 .3742E+00
PSS3 .1146E+01 .5286E+01
DESLOCAMENTOS 
UX .1723E-02 .0000E+00
UY .0000E+00 .0000E+00
UZ .6923E-01 .6722E-01
DEFORMAÇÕES ESPECIFICAS NORMAIS 
EXX -.2847E-03 .1061E-03
EYY -.3878E-03 -.3696E-03
EZZ .2453E-03 .1398E-03
DEFORMAÇÕES ESPECÍFICAS DE CISALHAMENTO 
EXY .0000E+00 .0000E+00
EXZ .2351E-07 .0000E+00
EYZ .0000E+00 .0000E+00
DEFORMAÇÕES ESPECÍFICAS PRINCIPAIS 
PE 1 .2453E-03 .1398E-03
PE 2 -.2847E-03 .1061E-03
PE 3 -.3878E-03 -.3696E-03
DEFORMAÇÕES ESPECÍFICAS PRINCIPAIS DE CISALHAMENTO 
PSE1 .6331E-03 .5094E-03
PSE2 .5300E-03 .3368E-04
PSE3 .1031E-03 .4757E-03
Z = 4.99CAMADA Nº1
X =

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