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DTM, Oclusão e reabilitação oral

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pós-operatórias (p. ex., trismo)
4. Frequência de aspiração menor (< 10%) que no bloqueio do nervo alveolar inferior
5. Proporciona uma anestesia eficaz na presença de um nervo alveolar inferior bífido e de canais
Desvantagens
1. Difícil visualizar-se a trajetória da agulha e a profundidade de inserção
2. Nenhum contato ósseo; profundidade de penetração até certo ponto arbitrária
3. Potencialmente traumático se a agulha estiver demasiado próxima do periósteo
Áreas anestesiadas: Dentes mandibulares até a linha média, Corpo da mandíbula e parte inferior do ramo mandibular, Mucoperiósteo e membrana mucosa bucais anteriores ao forame mentual, Dois terços anteriores da língua e assoalho da cavidade oral (nervo lingual) e Tecidos moles e periósteo linguais (nervo lingual).
Técnica
Agulha: longa de calibre 25 (embora uma agulha longa de calibre 27 possa ser preferida em pacientes cujo ramo mandibular se afunile lateralmente mais do que o habitual).
Área de inserção: tecidos moles sobrejacentes à borda medial (lingual) do ramo mandibular diretamente adjacente à tuberosidade maxilar, na parte alta de junção mucogengival circunvizinha ao terceiro molar maxilar. Mantenha a seringa e a agulha na altura da junção mucogengival acima do terceiro molar maxilar. Área-alvo: tecidos moles na borda medial (lingual) do ramo mandibular na região do nervo alveolar inferior, do nervo lingual e do nervo milo-hióideo em seu trajeto inferior do forame oval ao forame mandibular
Posição do dentista: direito ou esquerdo, um administrador destro deve se sentar na posição de 8 horas de frente para o paciente.
Posição do paciente: decúbito (recomendado) ou em semidecúbito.
Penetração da agulha: Orientação do bisel (a orientação do bisel no bloqueio mandibular de boca fechada é muito importante): o bisel deve estar orientado em direção oposta ao osso do ramo da mandíbula (p. ex., bisel voltado para a linha média). Colocar seu dedo indicador ou polegar esquerdo sobre a incisura coronoide, refletindo lateralmente os tecidos do aspecto medial do ramo da mandíbula.
Refletir os tecidos moles auxilia na visualização do local de injeção e diminui o trauma durante a inserção da agulha. Dirigir a agulha posteriormente e um pouco lateralmente, de modo que ela avance numa tangente ao processo alveolar maxilar posterior e paralela ao plano oclusal maxilar. Avançar a agulha 25 mm para dentro do tecido (para um adulto de tamanho médio).
Aplicação do anestésico: depositar 1,5 a 1,8 ml da solução anestésica em aproximadamente 30 segundos. Retirar a seringa lentamente e tornar a agulha segura imediatamente. Após a injeção, fazer o paciente retornar a uma posição A anestesia do lábio e da língua é notada como se iniciando em aproximadamente 1 a 1 ½ minuto; o procedimento dentário geralmente pode ser iniciado dentro de 5 minutos.
Precauções: Não introduzir excessivamente a agulha (>25 mm). Diminuir a profundidade de penetração em pacientes menores; a profundidade de inserção vai variar de acordo com o tamanho anteroposterior do ramo da mandíbula do paciente.
Falhas de anestesia
1. Quase sempre devido à não apreciação da aparência afunilada para fora do ramo da mandíbula. Se a agulha está dirigida medialmente, ela se situa medialmente ao ligamento esfenomandibular no espaço pterigomandibular e a injeção falha. Isso ocorre mais comumente quando um administrador destro usa a injeção de Vazirani-Akinosi do lado esquerdo (ou um administrador canhoto usa a injeção de Vazirani-Akinosi do lado direito). Pode-se evitar isso dirigindo-se a ponta da agulha paralelamente ao afunilamento lateral do ramo mandibular e usando-se uma agulha de calibre 27 em lugar de uma agulha de calibre 25.
2. Ponto de inserção da agulha demasiado baixo. Para corrigir: introduzir a agulha ao nível da junção mucogengival do último molar maxilar ou um pouco acima disso. A agulha também deve permanecer paralela ao plano oclusal ao avançar pelos tecidos moles.
3. Inserção insuficiente ou excessiva da agulha. Como não há contato com o osso na técnica de Vazirani-Akinosi, a profundidade de penetração do tecido mole é até certo ponto arbitrária. Akinosi recomendava uma profundidade de penetração de 25 mm em adultos de tamanho médio, medindo-se a partir da tuberosidade maxilar. Em pacientes menores ou maiores deve-se alterar essa profundidade de penetração.
Complicações: 1. Hematoma (<10%), 2. Trismo (raro), 3. Paralisia transitória do nervo facial (VII). Essa paralisia é causada pela inserção excessiva e a injeção da solução anestésica local no corpo da glândula parótida. b. Ela pode ser evitada modificando-se a profundidade de penetração da agulha com base no comprimento do ramo da mandíbula. A profundidade de penetração de 25 mm é a média para um adulto de tamanho normal.
Aula 4 – Caso clínico 
Segunda-feira 19 de outubro, aula do prof. Juan barrietos 
Paciente: uma jovem de 20 anos, compareceu no consultório para fazer um implante no 2 molar inferior que já tinha histórico com os dentistas, ele acabou fraturando. Durante o exame, notou-se que restaurações dos molares não conseguiam se manter no dente e vários sinais de desgaste, abfração (lesão não-cariosa na cervical do esmalte que revela a raiz, geralmente causada pelo apertamento dental) e ilhas de dentina. Ela não apresentava dor, mas muitas vezes acordava com dificuldade em fechar a boca e estalos na ATM. Abaixo segue-se imagens da ilha de dentina.
 
Exames complementares: para obtenção de informações; apalpamento das regiões da ATM e músculos da mastigação (inclusive intra-oralmente), uma radiografia interproximal para avaliar o dente fraturado e uma panorâmica para avaliar a ATM e se há alguma reabsorção do osso, já que ele possivelmente está recebendo forças anormais e tomografia para uma avaliação 3D do caso.
Montagem: Para escolher o tipo de montagem, levou-se em consideração os seguintes aspectos:
· Montagem em RC (relação cêntrica) - para sintomas mais severos e casos mais difíceis. 
· Montagem em MIH (máxima intercuspidação habitual) - para sintomas mais leves e casos mais simples. 
Princípio porta e dobradiça: quanto mais próximo a maçaneta está dá dobradiça da porta, maior a força necessária para abri-la. Esse mesmo princípio se aplica para a ATM (dobradiça) e os dentes (local onde a força será imputada). O ideal seria que os dentes anteriores fossem a “maçaneta”, mas, em casos como esse, outro dente pode estar recebendo essa força e, sendo assim, prejudicado. Se um dente se destaca dos outros, pelo seu posicionamento anormal, ele pode receber muita força, sabe-se que quanto maior a quantidade de contatos, maior a distribuição de força, o contrário é verdadeiro. 
Efeito gangorra: quando fechar a boca, é importante que o paciente tenha o contado do maior número de dentes ao mesmo tempo, caso a oclusão encontre primeiro a parte anterior ou posterior, ocorre o deslizamento que dá um efeito “gangorra” (báscula articular) que sobrecarrega o dente e seus adjacentes.
  
Compasso de Willis: instrumento para medir distâncias entre pontos específicos da face. Os terços da face possuem altura aproximada e isso pode ser utilizado para definir a altura correta do terço inferior (distância vertical), normalmente usados em pacientes desdentados para a confecção de próteses totais ou para se ter uma noção mais precisa da altura normal de um paciente com desgaste 
Tabela de tamanho médio da dimensão dos dentes
Enceramento diagnóstico: confecção provisória imediata, através da confecção do mockup e com uso de resina bisacrilica e guias de silicone, que permite um melhor planejamento e previsibilidade do resultado final, sendo ferramentas importantes para atender às expectativas do paciente. Facetas dentais foram usadas para correção estética e funcional. No caso específico foi colocado facetas de contato linguais e vestibulares, tanto superior quanto inferior, para equilibrar as guias de oclusão e eliminar as básculas articulares. Além do implante no segundo pré molar