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DTM, Oclusão e reabilitação oral

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que era a indicação inicial.
Aula 5 – Questões de cursos
Quarta-feira 28 de outubro, aula do prof. giuliano
Questão 1
Distúrbios artrogênicos: artro = articulação e gênicos = origem. Distúrbios de origem articular. A questão se refere não a músculos ou ossos, mas sim a articulação. Isso significa que os distúrbios musculares, por exemplo, devem ser descartados: atrofia, fibromialgia, miosite, hiperatividade, espasmo e trismo. Com isso, descarta-se as alternativas erradas. Resposta: D.
Sinovite: processo inflamatório na capsula e na membrana sinovial que altera a dinâmica articular, limita a movimentação pela dor e causa alterações funcionais na membrana sinovial que podem limitar a produção de líquido sinovial.
Deslocamento: o côndilo se move demasiadamente fica preso em frente a uma seção óssea chamada de eminência articular e não pode se movimentar de volta ao seu lugar original.
Subluxação: 1. Subluxação interna sem redução: o disco nunca desliza de volta para a sua posição normal e o movimento da articulação é limitado. 2. Subluxação interna com redução (mais comum): o disco está localizado à frente de sua posição normal apenas quando a boca está fechada. Quando a boca é aberta e a mandíbula desliza para frente, o disco retorna à sua posição normal, produzindo um estalido ao retornar. Quando a boca é fechada, o disco desliza novamente para frente e, frequentemente, produz outro som. Em muitos casos, o único sintoma desta disfunção é a produção de estalido quando a mandíbula é aberta ou movida lateralmente.
Questão 2
Baixa renda e serviço público: é chegado na resposta correta observando esses dois pontos. Já que ambos indicam que o tratamento precisa ter um custo baixo. Nas alternativas todas, exceto a “E” tem um alto custo para serem confeccionadas, logo resposta: E.
Sobredentadura: uma PT suportada por raízes naturais, rebordo, osso ou implantes.
Prótese protocolo: prótese total sobre 4 implantes.
Classificação de kennedy (1925)
Classe I: área desdentada bilateral, localizada posterior aos dentes naturais. 
 
Classe II: área desdentada unilateral, localizada posterior aos dentes naturais.
 
Classe III: área desdentada unilateral intercalada com os dentes naturais, tanto posterior como anterior.
 
Classe IV: área desdentada bilateralmente anterior aos dentes naturais, cruzando a linha média.
 
Divisão: quantidade de espaços além dos que a classificação inclui. É feita em números arábicos (1,2,3...) e não romanos, como da classificação. A área desdentada mais posterior (ou áreas) sempre determina a classificação. Se o dente for indicado extração, não conte ele para a classificação.
Aula 6 – Disfunção temporomandibular
Quinta-feira 05 de Novembro, aula do prof. Juan barrientos
O QUE É?
· Doença complexa de causas multifatoriais e de caráter clínico ou transitório.
· Pode ser relacionada, não necessariamente, a disfunção do sistema mastigatório (ruídos ou travamento da ATM e limitação do movimento mandibular).
· A dor associada à DTM pode ser clinicamente expressa como dor do músculo mastigatório (DMM) ou dor da ATM.  
	
	Dor muscular
	Dor da ATM (artralgia)
	Causas
	Fatores ambientais (frio), emocionais, comportamentais (morder ponta de lápis, roer as unhas), físicos (apertar os dentes com força durante a musculação), sobrecarga (parafunções, ex.: bruxismo). (Micro) trauma e liberação de mediadores inflamatórios e neuropeptídeos nos músculos, que podem sensibilizar o SNC periférico.
	Trauma e sobrecarga intrínseca (suprimento sanguíneo diminuído ou nutrição inadequada) e extrínseca (geralmente cerrar os dentes) maiores que a capacidade adaptativa dos tecidos articulares. Pode ser relacionada à sinovite, capsulite, osteoartrite e até fatores genéticos predisponentes. Bem como deslocamento ou disfunção do disco articular.
	Características
	Regional, difusa e enfadonha. Mais evidente de manhã ou à noite e varia de leve a grave.
	Mais localizada e aguda, localizada na ATM e nos tecidos adjacentes, irradiando para a região da orelha. Agravada durante a carga e o funcionamento da mandíbula, variando de moderada a grave. É geralmente acompanhada de zumbidos no ouvido.
	Sintomas associados
	Limitação de movimento, cefaléia, dor cervical.
	Travamento mandibular, limitação dos movimentos e funções normais.
	Tratamentos propostos
	Aplicação de botox com a finalidade de diminuir as contrações musculares, mudanças de hábitos, psicoterapia.
	Terapia medicamentosa (complementar e momentânea), tratamentos invasivos
(cirurgia ortognática, artroscopia, condilectomia), fisioterapia, mudanças de hábitos.
DIAGNÓSTICO
· É importante distinguir qual é o tipo de dor para saber qual será o melhor tratamento.
· Para obter o diagnóstico adequado é preciso seguir uma sequência: primeiro, realizando a anamnese (conhecer histórico do paciente, onde sente dor, quando sente dor, quadro psicológico) e, depois, o exame clínico (usar todos os sentidos possíveis para identificar os sinais a respeito do paciente).
· Identificar sinais (percebidos pelo profissional) e sintomas (percebidos pelo paciente).
MÉTODOS DIAGNÓSTICOS
1. Anamnese: conhecer histórico do paciente, perguntas direcionadas, entre outros.
2. Exame clínico
Exame extraoral: primeiramente, deve-se fazer a palpação para encontrar pontos gatilho (inclusive nos músculos do pescoço), observar se a trajetória da abertura mandibular é correta (pode ser observada baseando-se no polígono de Posselt, esquema que representa os movimentos limite e posições da mandíbula em um plano sagital). Usar os sentidos para identificar os sinais a respeito do paciente, ouvindo sons da ATM e classificá-los como “click” (mais leve), rangidos, estalos (mais forte) ou ruídos (semelhante à areia) auscultando-os com um estetoscópio. Deve ser feito em pé e de frente para o paciente para melhor visualização de ambos os lados.
 
 
Exame intraoral: depois, faz-se a análise de desgastes na linha canina, ausência de elemento dentário, alguma lesão na linha de mordida, desvio da linha média, mordida cruzada, se a guia canina está correta, se há mordida aberta (falta de contato), abfração, retração gengival ou lesões laterais no lábio inferior e na mucosa pelo hábito de mordê-los.
0. Exame radiográfico
Imagem Panorâmica
 
Trans craniana/lateral da ATM 
 
(espécie de ampliação da panorâmica sem interferência das estruturas intermediarias)
0. Papel carbono: identifica MIH utilizando tiras de carbono.
0. Montagem no articulador: possibilita melhor visualização dos movimentos mandibulares fora da boca do paciente. Pode ser utilizado com o JIG de Lucia (dispositivo confeccionado nos incisivos centrais superiores com finalidade de desocluir os dentes e, assim, desprogramar o padrão de atividade neuromuscular evitando que ocorram interferências oclusais) ou tira de LONG (dispositivo que controla a espessura do registro na placa de cera) e montado em RC (relação cêntrica) ou OC (oclusão cêntrica)
1. Tomografia: visualização de planos segmentados para a identificação de deformações nas estruturas ósseas da ATM
 
0. Ressonância magnética: possibilita a observação dos tecidos moles
 
Aula 7 – Toxina Botulínica 
Quarta-feira 11 de Novembro, aula do prof. Juan barrientos
O que é a toxina botulínica?
Uma proteína catalisadora e um relaxante muscular específico para os músculos mastigatórios, por isso foi introduzida como método terapêutico para DTM. A TBX-A altera a intensidade da dor e as queixas relacionadas; quando associado à farmacoterapia convencional da DTM, os benefícios são potencializados. Ela promove um bloqueio neuroquímico que inibe a liberação