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Os 7 hábitos das pessoas altamente eficazes

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Os 7 hábitos das pessoas altamente eficazes
Stephen R. Covey
Capítulos
· Paradigmas e princípios
· De dentro pra fora (Pg 02)
· Os 7 hábitos – uma visão geral (Pg 05)
· Vitória particular
· Hábito 1: Seja proativo (Pg 07)
· Hábito 2: comece com o objetivo em mente (Pg 11)
· Hábito 3: primeiro o mais importante (Pg 15)
· Vitória pública 
· Paradigma da interdependência (Pg 17)
· Hábito 4: pense ganha/ganha (Pg 19)
· Hábito 5: procure primeiro compreender, depois ser compreendido (Pg 22)
· Hábito 6: crie sinergia (Pg 24)
· Renovação 
· Hábito 7: afine o instrumento (Pg 26) 
De dentro pra fora
"De dentro para fora significa começar pela personalidade, ou, melhor ainda, começar pelo íntimo - os paradigmas, o caráter e as razões.”
A percepção determina a maneira como vemos as coisas, e, portanto, nosso comportamento é consequência do modo como observamos o mundo. Aprendi que precisamos olhar para as lentes que usamos para ver o mundo, bem como para o mundo propriamente dito, e que estas lentes influenciam nossa interpretação do que vemos. Precisamos primeiro mudar a nós mesmos, se quiséssemos alterar a situação. E, para mudar efetivamente nosso modo de ser, precisamos primeiro alterar nossa percepção.
Ética do Caráter, considerada a base do sucesso - coisas como a integridade, humildade, fidelidade, persistência, coragem, justiça, paciência, diligência, modéstia e a regra do ouro (fazer aos outros o que desejamos que nos façam). Ela ensina que existem princípios básicos para uma vida proveitosa, e que as pessoas só podem conquistar o verdadeiro sucesso e a felicidade duradoura quando aprendem a integrar estes princípios a seu caráter básico.
Ética da Personalidade trilha dois caminhos básicos: um deles é o das técnicas nas relações públicas e humanas e o outro uma atitude mental positiva. O sucesso é considerado uma decorrência da personalidade, da imagem pública, atitudes e comportamentos, habilidade e técnicas que lubrificam o processo de interação humana. Algumas práticas da abordagem personalista são claramente manipuladoras, quase enganosas, como, por exemplo, técnicas que levassem os outros a gostar delas, ou a fingir interesse pelos hobbies alheios para arrancar o que pretendiam. Não é considerada ruim, mas sim secundária.
O charme e o apelo mais popular da Ética da Personalidade encontram-se na crença de que existe um caminho rápido e fácil para se obter qualidade de vida - eficácia a nível pessoal e relacionamentos satisfatórios e profundos com outras pessoas, sem passar pelo processo natural de esforço e amadurecimento que a torna possível. A falha da ética de personalidade é tentar passar por cima dos processos naturais de desenvolvimento procurando atalhos que, no final das contas, resultará em frustração.
A ênfase na técnica (ética de personalidade) lembra o aluno que estuda somente na véspera das provas. Ele pode até passar de ano, e com um pouco de sorte conseguir boas notas, mas, como não se dedica diariamente ao aprendizado, nunca consegue dominar realmente as matérias e torna-se incapaz de aprimorar seu espírito. O caráter da pessoa mostrará como ela realmente é, com eloquência. Ou, segundo as palavras de Emerson: "O que você é ecoa em meus ouvidos com tanta força que não consigo ouvir o que diz".
Tanto a Ética da Personalidade quanto a do Caráter são exemplo de paradigmas sociais. A palavra paradigma vem do grego. Na origem, era um termo científico, mas hoje é usada comumente para definir um modelo, teoria, percepção, pressuposto ou modelo de referência. Em um sentido mais geral, é a maneira como "vemos" o mundo - não no sentido visual, mas sim em termos de percepção, compreensão e interpretação. Um modo simples de entender os paradigmas é vê-los como um mapa. Todos sabem que "um mapa não é um território". Um mapa é simplesmente a explicação de certos aspectos do território, ou seja, uma teoria, uma explicação, um modelo de alguma outra coisa.
Cada um de nós tem, dentro da cabeça, muitos e muitos mapas, que podem ser mapas do modo como as coisas são, ou da realidade, e mapas do modo como as coisas deveriam ser, ou dos valores. Interpretamos todas as nossas experiências a partir destes mapas mentais. Nossas atitudes e comportamentos derivam destes pressupostos. 
A maneira como vemos o mundo é a fonte de nossa forma de pensar e agir. Porque não temos como manter a coerência se falamos e agimos em discordância com aquilo que vemos. Thomas Kuhn em seu memorável livro The Structure of Scientific Revolutions mostra como praticamente todas as revoluções no campo da pesquisa científica começaram em rupturas com a tradição, com o modo antigo de pensar e com velhos paradigmas. Thoreau: "Para cada mil homens dedicados a cortar as folhas do mal, há apenas um atacando as raízes”.
Os paradigmas são inseparáveis do caráter. A nível humano, ser é ver. Aquilo que vemos está profundamente interligado com o que somos. Não conseguimos ir muito longe na tentativa de mudar o que vemos sem simultaneamente modificar nosso ser, e vice-versa.
Os princípios são como os faróis. Constituem leis naturais, que não podem ser rompidas. O diretor de cinema Cecil B. DeMille comentou os princípios expostos em seu filme monumental, Os Dez Mandamentos: "É impossível para nós quebrar a lei. No máximo, quebramos a nós mesmos contra a lei". A "realidade objetiva", ou o território em si, se compõe de princípios, o "farol", que governam o progresso e a felicidade dos seres humanos, leis naturais que se entrelaçam. 
Eu estou me referindo, por exemplo, ao princípio da imparcialidade, a partir do qual se desenvolveu toda a noção de justiça e equidade. As crianças pequenas parecem possuir um senso inato de imparcialidades, mesmo submetidas a situações de condicionamento divergente. Existem amplas diferenças na definição e modo de conquistar a imparcialidade, mas existe uma consciência quase universal do conceito. Quanto mais nossos mapas ou paradigmas estão próximos a estes princípios ou leis naturais, mais precisos e funcionais eles serão. 
A força derivada da posição é uma fraqueza. Ela diminui o potencial de quem a usa, pois reafirma a dependência de fatores externos para conseguir resultados. E diminui o potencial da pessoa obrigada a aquiescer, brecando o desenvolvimento da capacidade de pensar por conta própria, de crescer e de aprimorar a disciplina interna. E, finalmente, enfraquece o relacionamento. O medo substitui a cooperação, e as duas pessoas envolvidas passam a ser mais arbitrárias e defensivas.
Há momentos em que se deve ensinar, e momentos em que não se deve ensinar nada. Quando os relacionamentos estão tensos, e o ar carregado de emoções, uma tentativa de ensinar, com freqüência, é vista como uma forma de julgamento e rejeição.
Albert Einstein disse: "Os problemas significativos com os quais nos deparamos não podem ser resolvidos no mesmo nível de pensamento em que estávamos quando eles foram propostos". Precisamos de um novo estágio do pensamento, um nível mais profundo, um paradigma baseado nos princípios que descrevem exatamente o território efetivo da existência e das interações humanas. Só dá para colorir o desenho se o lápis estiver apontado.
"De dentro para fora" significa começar pela personalidade, ou, melhor ainda, começar pelo íntimo - os paradigmas, o caráter e as razões.
Os 7 hábitos – uma visão geral
"As pessoas dependentes precisam das outras para conseguir o que desejam. As pessoas independentes conseguem obter o que desejam através de seu próprio esforço. As pessoas interdependentes combinam seus próprios esforços com os esforços dos outros para conseguir um resultado muito melhor.”
“Somos o que repetidamente fazemos, a excelência, portanto, não é um feito, mas um hábito.” Aristóteles. Nosso caráter, basicamente, é composto pelos hábitos que desenvolvemos. "Plante uma idéia, colha um feito; plante um feito, colha um hábito; plante um hábito, colha um caráter; plante um caráter, colha um destino".
Para nossos objetivos, definiremos um hábito como a interseção entre o conhecimento,