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Direito administrativo - atos administrativos

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DIREITO ADMINISTRATIVO 
Este material é um resumo sobre o tema elaborado com base nas aulas que assisti e questões realizadas, não abordando todos os 
tópicos cobrados em provas e concursos; 
Caso encontrem algum erro, peço que me avisem pelo Instagram: @_marianapinheiro 
 
 
ATO ADMINISTRATIVO 
É uma espécie do gênero ato jurídico. Tais atos materializam o exercício da função 
administrativa que é típica do Poder Executivo, mas que também pode ser exercida pelos demais 
Poderes. 
 
Para Maria Sylvia Di Pietro: Ato administrativo - declaração unilateral do Estado ou de quem o 
represente que produz efeitos jurídicos imediatos, com observância da lei, sob o regime jurídico 
de Direito Público, e sujeita a controle pelo Poder Judiciário. 
 
Para Hely Lopes Meirelles: Ato administrativo é toda manifestação unilateral de vontade da 
Administração Pública que, agindo nessa qualidade, tenha por fim imediato adquirir, resguardar, 
transferir, modificar, extinguir e declarar direitos ou impor obrigações aos administrados ou a si 
própria. 
 
ATOS DA ADMINISTRAÇÃO 
Atos de direito privado: praticados pela Administração em igualdade de condições com o 
particular, ou seja, sem se valer das prerrogativas de Direito Público. 
 
Atos materiais da Administração: São atos que envolvam apenas execução material de ordem 
praticada, como a demolição de uma casa, a apreensão de mercadoria, a instalação de um 
telefone público, a desapropriação de terrenos, etc. 
 
Atos de conhecimento, opinião, juízo ou valor: São atos que não produzem efeitos jurídicos 
imediatos. Exemplo: atestados, certidões, pareceres, laudos. 
 
Atos políticos ou de governo: São atos praticados pelos agentes de cúpula da Administração, 
em obediência direta a Constituição. Exemplo: iniciativa de leis, sanção ou veto a projeto de leis. 
 
Contratos administrativos e convênios: São atos em que a vontade é manifestada de forma 
bilateral. Exemplo: contrato de concessão, permissão de serviços públicos. 
 
 
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DIREITO ADMINISTRATIVO 
Este material é um resumo sobre o tema elaborado com base nas aulas que assisti e questões realizadas, não abordando todos os 
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Atos normativos: São atos dotados de generalidade e abstração, enfim, com conteúdo de leis, 
e, formalmente, são atos administrativos. Exemplo: portarias, resoluções, regimentos. 
 
Atos administrativos propriamente ditos: Manifestação de vontade cujo fim imediato seja a 
produção de efeitos jurídicos, regidos pelo Direito Público. 
 
FATOS ADMINISTRATIVOS 
Fatos concretos, materiais, produzidos independente de qualquer manifestação de vontade, 
ainda que provoquem efeitos no mundo jurídico e no âmbito da Administração Pública, não são 
atos administrativos, e sim fatos administrativos. 
 
Atenção: Para a doutrina majoritária, o silêncio não é considerado ato administrativo e sim fato 
administrativo. 
 
Fatos administrativos produzem efeitos jurídicos para a Administração. 
Fatos da Administração: não produzem efeitos jurídicos. 
 
ELEMENTOS DO ATO ADMINISTRATIVO: CoFiFoMOb 
• Competência: poder atribuído 
• Finalidade: interesse público (resultado imediato) 
• Forma: como o ato vem ao mundo 
• Motivo: pressupostos de fato e de direito 
• Objeto: conteúdo (resultado imediato) 
 
COMPETÊNCIA 
• Conjunto de atribuições de um agente ou entidade pública 
• Decorre sempre de norma expressa 
• Critérios de distribuição: matéria, hierarquia, lugar, tempo e fracionamento. 
• É irrenunciável, imodificável, improrrogável e intransferível 
 
Delegação da competência: transfere o exercício da competência a agente subordinado ou não; 
• Delegar é regra 
• Não é possível delegar CENORA: 
CE: competência exclusiva 
NO: atos normativos 
RA: recursos administrativos. 
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Avocação: atrai o exercício da competência pertencente a agente subordinado 
• Medida excepcional 
• Não é possível: atos de competência exclusiva 
 
Vícios de competência 
• Incompetência: excesso de poder (em regra pode ser convalidado, exceto 
competência em razão da matéria e competência exclusiva); usurpação de 
função (ato inexistente); função de fato (ato é considerado válido e eficaz). 
• Incapacidade: impedimento e suspeição. 
 
FINALIDADE 
• Resultado pretendido pela administração 
• finalidade genérica (satisfação de interesse público) e específica (objeto) 
• decorre do princípio da impessoalidade 
• Vício de finalidade: desvio de finalidade (o ato deve ser anulado) 
 
FORMA 
• A regra é forma escrita, mas os atos podem ser produzidos nas formas verbais, 
gestos, apitos, sinais sonoros, placas. 
• Não dependem de forma determinada, exceto quando a lei exigir. 
• Vício de forma: não observância das formalidades essenciais à existência do ato 
(ato deve ser anulado), quando a forma não é essencial, o vício pode ser 
convalidado. 
• A falta de motivação, quando obrigatória, é vício de forma, acarretando nulidade 
do ato. 
 
MOTIVO 
• Fundamento de fato e de direito que justifique a prática do ato 
• A motivação é obrigatória se houver norma expressa nesse sentido. 
 
OBJETO 
• Deve ser lícito, possível, certo e moral. 
• Objeto acidental: encargo/modo (ônus), termo e condição (suspensiva e 
resolutiva). 
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• Vício de objeto: quando é proibido, impossível imoral e incerto (ato deve ser 
anulável). 
 
ATRIBUTOS DO ATO ADMINISTRATIVO: São características do ato 
MACETE: PATI 
• Presunção de legitimidade 
• Autoexecutoriedade 
• Tipicidade 
• Imperatividade 
 
PRESUNÇÃO DE LEGITIMIDADE 
• Presunção de legitimidade: presume-se que o ato foi praticado conforme a lei. 
• Presunção de veracidade: presume-se que os fatos alegados pela Adm. são 
verdadeiros. 
• Permite que os atos produzam efeitos de imediato, ainda que apresentem vícios 
aparentes. 
• O administrado terá que se submeter ao ato, até que ele seja invalidado. 
• Presunção relativa (admite prova em contrário) jurus tantun 
• Inverte o ônus da prova (o administrado é que deve provar o erro a 
Administração). 
• Presente em todos os atos administrativos. 
 
IMPERATIVIDADE 
• Imposição de restrições e obrigações ao administrado sem necessidade de sua 
concordância. 
• Decorre do poder extroverso 
• Está presente apenas nos atos que impõe restrições e obrigações. 
• Não está presente nos atos enunciativos (ex: certidão, parecer) e nos atos que 
conferem direitos (exemplo: licença ou autorização de bem público). 
 
AUTOEXECUTORIEDADE 
• Certos atos administrativos podem ser executados pela própria administração, 
sem necessidade de intervenção judicial. 
• Desdobra-se em: 
o exigibilidade: coerção indireta (ex: aplicação de multas) 
o executoriedade: coerção direta (ex: demolição de obra irregular) 
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• Está presente apenas quando expressamente previsto em lei ou tratar-se de 
medida urgente. 
• Não está presente quando envolve o patrimônio particular. 
 
TIPICIDADE 
• Cada espécie de ato administrativo requer a devida previsão legal 
• Impede a prática

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